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Prova Testemunhal: Art. 213, CPP "

O documento discute a prova testemunhal no processo criminal brasileiro, destacando sua importância e fragilidade. Aborda aspectos legais, tipos de testemunhas, procedimentos e cuidados necessários, além de mencionar questões como depoimentos, falso testemunho e a influência de memórias. Também explora a relevância de provas documentais e digitais na atualidade.

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Prova Testemunhal: Art. 213, CPP "

O documento discute a prova testemunhal no processo criminal brasileiro, destacando sua importância e fragilidade. Aborda aspectos legais, tipos de testemunhas, procedimentos e cuidados necessários, além de mencionar questões como depoimentos, falso testemunho e a influência de memórias. Também explora a relevância de provas documentais e digitais na atualidade.

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DPP GREICE

2* Bimestre do 1* Semestre 2026/1

●​ PROVA TESTEMUNHAL

-​ Principal meio de prova no nosso processo criminal


Contudo…
-​ A Polícia Brasileira, tem restrições técnicas que em regra, a prova testemunhal
acaba sendo o principal meio de prova do processo criminal. Em que pese a imensa
fragilidade e pouca credibilidade que tem (deveria ter), a prova testemunhal culmina
por ser base da imensa MAIORIA das nossas sentenças condenatórias ou
absolutórias proferidas — AURY LOPES JR

●​ ASPECTOS GERAIS

-​ É aquela que depõe sobre o fato (apreciações pessoais?) (Art. 213, CPP “O juiz não
permitirá que a testemunha manifeste suas apreciações pessoais, salvo quando
inseparáveis da narrativa do fato.” )}
-​ Sujeito do processo?
Todo e qualquer que participar da relação jurídico processual, no sentido amplo eles pois
fazem parte da relação, mas não se pode confundir sujeito processual com a PARTE
PROCESSUAL
-​ Regra : toda pessoa poderá ser testemunha (art. 202, CPP “ Toda pessoa poderá ser
testemunha”)
-​ pode se eximir-se? (Art. 206, CPP “A testemunha não poderá eximir-se da obrigação
de depor. Poderão, entretanto, recusar-se a fazê-lo o ascendente ou descendente, o afim
em linha reta, o cônjuge, ainda que desquitado, o irmão e o pai, a mãe, ou o filho
adotivo do acusado, salvo quando não for possível, por outro modo, obter-se ou
integrar-se a prova do fato e de suas circunstâncias.” )
-​ Procedimento ordinário (até 8 testemunhas para cada*) e sumário (até 5
testemunhas) - art. 532, CPP mais testemunhas referidas. (“Na instrução, poderão
ser inquiridas até 5 (cinco) testemunhas arroladas pela acusação e 5 (cinco) pela
defesa.”)

●​ CUIDADO
-​ Possibilidade ou não de depor - art. 206, CPP - CADI (“A testemunha não poderá
eximir-se da obrigação de depor. Poderão, entretanto, recusar-se a fazê-lo o ascendente
ou descendente, o afim em linha reta, o cônjuge, ainda que desquitado, o irmão e o pai,
a mãe, ou o filho adotivo do acusado, salvo quando não for possível, por outro modo,
obter-se ou integrar-se a prova do fato e de suas circunstâncias.”)

-​ Proibidos de depor - art. 207, CPP (“São proibidas de depor as pessoas que, em razão
de função, ministério, ofício ou profissão, devam guardar segredo, salvo se,
desobrigadas pela parte interessada, quiserem dar o seu testemunho.) (CUIDADO :
ainda que a parte dispense - Código de ética da OAB) + art 53, inciso 5 da CF
(deputados e senadores) - contradita (art. 214, CPP (“ Antes de iniciado o
depoimento, as partes poderão contraditar a testemunha ou arguir circunstâncias ou
defeitos, que a tornem suspeita de parcialidade, ou indigna de fé. O juiz fará consignar
a contradita ou argüição e a resposta da testemunha, mas só excluirá a testemunha ou
não Ihe deferirá compromisso nos casos previstos nos arts. 207 e 208.” )

-​ Testemunhas não compromissadas : art. 401, inciso 1, CPP (“Na instrução poderão
ser inquiridas até 8 (oito) testemunhas arroladas pela acusação e 8 (oito) pela defesa.
§ 1º, Nesse número não se compreendem as que não prestem compromisso e as
referidas. )

-​ Não comparecimento sem motivo justificado : condução coercitiva (art. 218, CPP (Se,
regularmente intimada, a testemunha deixar de comparecer sem motivo justificado, o
juiz poderá requisitar à autoridade policial a sua apresentação ou determinar seja
conduzida por oficial de justiça, que poderá solicitar o auxílio da força pública.” ) +
multa + crime dês…
-​ Oportunidade de arrolar : denúncia e resposta à acusação

●​ OBSERVAÇÕES
-​ Crime de falso testemunho - presta depoimento (art. 342 do CP “Fazer afirmação
falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito, contador, tradutor ou
intérprete em processo judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou em juízo
arbitral:) Pena - reclusão, de um a três anos, e multa.(Vigência) Pena - reclusão, de 2
(dois) a 4 (quatro) anos, e multa.“)
-​ Regra : oral (arts. 205 e 206, CPP). Exceções : art. 221, CPP (“O Presidente e o
Vice-Presidente da República, os senadores e deputados federais, os ministros de
Estado, os governadores de Estados e Territórios, os secretários de Estado, os prefeitos
do Distrito Federal e dos Municípios, os deputados às Assembléias Legislativas
Estaduais, os membros do Poder Judiciário, os ministros e juízes dos Tribunais de
Contas da União, dos Estados, do Distrito Federal, bem como os do Tribunal Marítimo
serão inquiridos em local, dia e hora previamente ajustados entre eles e o juiz. “)
-​ Presença do réu que pode prejudicar o depoimento ; videoconferência ou (perdi o
slide)
-​ declarações do ofendido -> inquirição das testemunhas arroladas pela acusação ->
inquirição das testemunhas arroladas pela defesa ->

●​ Sistema Direct ou Cross Examination


Todos podem perguntar diretamente à testemunha, mas o juíz pode realizar a inquirição e
complementar sobre pontos obscuros a testemunha.
●​ Modelo Acusatório do processo penal
-​ Art. 212 do CPP → O juiz espectador → Sistema Cross Examination → ​Garantia
da imparcialidade → Nulidade em caso de qualquer violação
-​ Art. 212 do CPP “As perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à
testemunha, não admitindo o juiz aquelas que puderem induzir a resposta, não
tiverem relação com a causa ou importarem na repetição de outra já respondida.”
●​ Características da prova testemunhal
-​ Judicialidade e a necessidade do contraditório
-​ oralidade = determinado pelo art. 204 do CPP, que os depoimentos deverão ser
prestados oralmente, não podendo a testemunha trazê-lo por escrito.
-​ a objetividade = a objetividade está prevista no art. 213 e exige uma abordagem
mais crítica e detida.
-​ retrospectividade e a individualidade da prova = o delito é sempre um fato passado,
é história. A testemunha narra, um fato presenciado no passado, a partir de
memórias (com todo peso de contaminação e fantasia que isso acontece {me lembra
o episódio de family guy do exame de próstata KKKKKKKKKKKK}, numa narrativa
retrospectiva. A atividade do juiz nesse caso é recognitiva (vai conhecer através do
conhecimento do outro) e a testemunha de narrador,

●​ Deveres da testemunha
-​ Perdi o Slide

●​ Espécies da testemunha
-​ Presencial = aquela que teve contato com o DIRETO com o fato, presenciando os
acontecimentos, de acordo com Aury Lopes Jr. é a testemunha mais importante de
todo processo.
-​ Indireta - “de ouvir e de dizer” (hearsay testimony) = aquela testemunha que nada
presenciou, mas ouviu falar sobre o fato. Hassan Choukr explica que as hearsay
testimony não estão excluídas do sistema probatório brasileiro, sendo ouvida a
critério do juiz (um erro, pois se deve fortalecer o testemunho de quem presenciou
ou seja à “testemunha presencial”.
-​ Informantes = aquelas que não prestam compromisso com a verdade, portanto, não
podem responder pelo crime de falso testemunho (art. 342 do CPP). No caso,
acabam por não serem consideradas testemunhas mas sim, meros informantes. Não
entram na conta para os limites das testemunhas.
-​ Testemunhas abonatórias (art.59 do CP) pesam na aplicação da pena e DEVEM
ser ouvidas = são aquelas que não presenciaram o fato e, dele, nada sabem por
contato direto. Servem para abonar a conduta social do réu, tendo seu depoimento
relevância no art. 59 do CP.
-​ Referidas = são aquelas que pessoas que foram mencionadas, referidas por outras
testemunhas, tendo seu nome mencionado ou declarada existência no depoimento.
Não constavam no rol de testemunhas originalmente elencado. Por terem sido
citadas como sabedoras do ocorrido, deverá, o juiz ouvi-las, para um melhor
esclarecimento do fato (ocorrido). O art. 209, inciso 1 do CPP, estabelece que “se ao
juiz parecer conveniente, serão ouvidas as pessoas que as testemunhas se
referirem”. O código deixa a critério do juiz a valoração da necessidade.

●​ Depoimento sem dano


-​ Lei 13.431/2017 - dispõe sobre o depoimento sem danos
-​ À luz da CF/88, a referida lei amplia a iniciativa da Justiça para garantir o direito à
voz para crianças e adolescentes vítimas/testemunhas de crimes;
-​ A escuta protegida e especializada: o ato normativo indica a preparação do
ambiente a fim de garantir a proteção, segurança, privacidade e o conforto, junto das
condições de acolhimento;

●​ Depoimento Policial
-​ Fernando da Costa Tourinho Filho diz, “...não há nem pode haver nenhum
impedimento de policiais servirem de testemunhas. Todavia, se depuseram sobre
fatos que foram objeto de diligências que contaram com a sua participação, é natural
que suas palavras devam ser recebidas com certa reserva…”
-​ Já a pessoa X (não deu pra ler no slide) diz que também é discutido o depoimento
de policiais, quando são os únicos apresentados pela acusação. → Tem o mesmo
valor de outro testemunho, perdendo valor somente quando demonstra interesse na
investigação.

●​ Falsas Memórias
-​ A prova testemunhal depende da “narrativa” e das memória que é sensivel
-​ A crise de confiança existe em torno do processo penal e do próprio ritual judiciário;
-​ Falsas memórias ≠ Mentira
-​ Gama de fatores que podem influenciar subjetivamente no relato do depoente :
- Transcurso do tempo = intervalo entre dois pontos, indicando eventos que
acontecem ou se desenvolvem, comumente utilizado para contagem de prazos
legais
- Mídia
- Viés do entrevistador = crenças, estereótipos ou comportamentos do entrevistador
influenciam, consciente ou inconscientemente, as respostas da testemunha, gerando
distorções nos resultados
- Subjetivismo do Magistrado = influência de convicções pessoais, emoções e
valores do juiz no ato de julgar, substituindo a estrita aplicação da lei
- Procedimento utilizado para o reconhecimento do ofensor

●​ Interceptação Telefônica e de dados


-​ Art. 5, incisos XI e XII da CF/88
-​ Dispõe ser inviolável o sigilo de correspondência e da gravação telegráficas, de
dados e das comunicações telefônicas, “salvo, no último caso, por ordem judicial,
nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou
instrução penal.
-​ Interpretação Literal/Gramatical: o sigilo das comunicações telefônicas é passível
de flexibilização por ordem judicial, enquanto o sigilo das comunicações telefônicas

●​ Interceptação telefônica
-​ perdi o slide 1
-​ Art. 2; "”Art. 2° Não será admitida a interceptação de comunicações telefônicas quando ocorrer
qualquer das seguintes hipóteses: I - não houver indícios razoáveis da autoria ou participação
em infração penal; II - a prova puder ser feita por outros meios disponíveis; III - o fato
investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção."
-​ Juridicamente Indeterminável
-​ Gravação <—>Captação <—> Escuta <—> Gravação (visualize um triângulo)
●​ Captação ambiental
-​ Interceptação Ambiental
-​ Escuta ambiental
-​ Gravação ambiental

●​ Declarações do Ofendido (Art. 201 do CPP)


-​ Compromisso de falar a verdade?
-​ Valor probatório: depende (antagonismo com o autor + demais provas + delitos
praticados clandestinamente — STF — Carmen Lúcia — Inq. 2563/SC)
-​ Perguntas diretas
-​ Condução coercitiva (se intimada) art.201, 1 do CPP)
-​ ALGUMAS MEDIDAS; A)

●​ Interrogatório (reconhecimento de pessoas e coisas)


-​ Conceito: ato por meio de qual uma determinada pessoa (testemunha/autor)
reconhece pessoas ou alguma coisa (objetos normalmente) que seja de referência
ao crime
-​ auto (art. 226, CPP)
-​ Jurisprudência: não pode haver sentença condenatória apenas neste meio de prova
— STF. HC 172.606/SC, Rel. Min. Alexandre de Moraes; STJ. HC 598.886/SC, Rel.
Rogerio Schietti Cruz
-​ Retrato falado : Meio de prova?
-​ Reconhecimento fotográfico?

●​ Busca e apreensão
-​ pode ser domiciliar ou pessoal (excepcionalidade e proporcionalidade) (um exemplo
de pessoal seria uma busca no aeroporto, nas malas e na própria pessoa)
-​ Domiciliar (art. 5, XI, CF)
-​ Durante o dia, mediante autorização judicial - negativa (art. 245, inciso 2, CPP)
-​ A qualquer hora, desde que em flagrante delito ou para prestar socorro (“justa
causa” - fundada suspeita - art. 244, CPP)
-​ Durante à noite, mediante a autorização do morador
-​ FISHING EXPEDITION - proibição de mandato, amplos sem delimitação (violação
de princípios) — procura especulativa — desentranhamento - realidade da busca :
formalidades do mandato : art. 243, CPP
-​ Prerrogativa de inviolabilidade de escritório de advocacia - art. 7, II, Lei 8906/94:
indícios da prática pelo próprio advogado + representante + não utilização de
documentos de clientes (salvo se houver coautoria)

●​ Prova documental
-​ Documentos do século XXI :
-​ Documentos digitais eletrônicos, discussão em face dos direitos
fundamentais?
-​ Legislação? (LGPD e Marco Civil)
-​ Regime de busca e apreensão? Espelhamento completo da memória, v.g
-​ Art. 232. Consideram-se documentos quaisquer ESCRITOS, instrumentos ou papéis,
públicos ou particulares. Parágrafo único. À fotografia do documento devidamente
autenticada , se dará o mesmo valor do original.
-​ Cópia do inquérito (art. 3-C, inciso 3 do CPP) : além de ser considerado documento
qualquer escrito, abre se a possibilidade da juntada de áudio, fitas, vídeo, fotografia,
tecidos e objetos móveis que fisicamente possam ser incorporados ao processo e
que desempenhem uma função persuasiva (probatória)

●​ Atualidade
-​ Maurizio Ferrais : “hoje toda nossa vida é documentada” - registros não escritos -
rastros : Já que fazemos tudo eletronicamente, acabamos por deixar rastros no
cyberespaço
-​ Preocupação : qualidade da prova = autenticidade + integridade + obtenção das
provas (cadeia de custódia = sequência de atos para determinar a histórias de um
vestígio relacionado a cadeia penal)
-​ Documentos digitais : arquivo - impulsos elétricos - programa - tradução (sem
suporte físico)
-​ volatilidade : toda prova digital é volátil = de fácil manipulação

●​ Prova pericial
-​ exames realizados por perito
-​ normalmente nomeados pelo juíz
-​ prestando esclarecimento técnicos ou científicos sobre o determinado fato
-​ Informação técnica e científica para o juiz chegar a um esclarecimento
-​
-​

●​ Conceito de perito
-​ Perito oficial
-​ Profissional com conhecimento técnico e especializado nomeado pelo juiz ->
apresenta a conclusão em um laudo pericial
-​ Documento detalhado com as suas observações, análises e
conclusão
-​

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