MINERADORA GUERRA LTDA.
PARACATU / MG
RELATÓRIO:
PLANO DE CONTROL AMBIENTAL
PCA
Elaborado por:
BIO GOLDEN CONSULTORIA AMBIENTAL E MINERAL
PARACATU – MG
DEZEMBRO/ 2022
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ...............................................................................................................................5
2 CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO ...........................................................................7
3 IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR E DA CONSULTORIA .............................................10
3.1 Identificação do empreendedor .......................................................................................10
3.2 Identificação do empreendimento ...................................................................................12
3.3 Identificação do responsável pela área ambiental ..........................................................12
3.4 Identificação dos responsáveis pelo estudo ambiental ...................................................13
4 PLANOS E PROGRAMAS AMBIENTAIS...................................................................................14
4.1 Programa de Controle de Emissões Atmosféricas .........................................................14
4.2 Programa de Controle de Ruído .....................................................................................17
4.3 Programa de Manutenção de Veículos e Equipamentos ................................................17
4.4 Programa de Gerenciamento de Trânsito e Infraestrutura Viária ...................................22
4.5 Programa de Gerenciamento de Trânsito e Medidas Sócio Educativas ........................27
4.6 Programa de Controle de Processos Erosivos e Sedimentos ........................................29
4.7 Programa de Gestão de Resíduos Sólidos .....................................................................31
4.8 Plano de Controle de Qualidade de Águas Superficiais e Efluentes Líquidos ...............41
4.9 Programa de Monitoramento de Ruídos .........................................................................42
4.10 Programa de Monitoramento de Qualidade das Águas e Efluentes Líquidos ................44
4.11 Programa de Recuperação de Áreas Degradadas – PRAD ...........................................45
4.12 Plano de Fechamento de Mina .......................................................................................46
5 CRONOGRAMA FÍSICO .............................................................................................................52
6 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA .................................................................................................53
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Localização e vias de acesso ao empreendimento da Mineradora Guerra 8
Figura 2 – Acessibilidade ao empreendimento da Mineradora Guerra 9
Figura 4 - Umectação de vias por caminhão pipa. 16
Figura 5 - Exemplo de tipos de placas de sinalização. 26
Figura 6 – Fluxograma para classificação de resíduos. 35
Figura 7 – Modelos de coletores seletivos de resíduos. 37
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LISTA DE TABELAS
Tabela 1 – Atividades do empreendimento conforme a DN 217/2017. 5
Tabela 2 – discriminação da mão de obra volante (temporária) durante as obras 10
Tabela 3 - – Identificação e caracterização das emissões atmosféricas na atividade 15
Tabela 4 – Padrões para identificação de resíduos. 36
Tabela 5 – Parâmetros de Análise de Qualidade da Água 44
Tabela 6 – Parâmetros de Análise de Efluentes 45
LISTA DE ANEXOS
Anexo 1 – Anotações de Responsabilidade Técnica – ARTs ii
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1 INTRODUÇÃO
Este documento apresenta o Plano de Controle Ambiental (PCA), elaborado como
instrumento para o licenciamento ambiental do empreendimento da Mineradora Guerra Ltda.,
empresa inscrita no CNPJ sob o n.º 38.852.332/0001-77, referente às atividades conforme
tabela abaixo indicando códigos, parâmetros e classe segundo a DN 217/2017:
Tabela 1 – Atividades do empreendimento conforme a DN 217/2017.
Atividade Código Descrição Porte Potencial Classe
Extração de Lavra a céu aberto -
Pequeno:
minério de A-02-01-1 Minerais metálicos, exceto Médio 2
50.000t/ano
ouro minério de ferro
Extração de areia e
Extração de
cascalho para utilização Pequeno
areia e A-03-01-8 Médio 2
imediata na construção 10.000m³/ano
cascalho
civil
Tratamento a
Unidade de Tratamento
úmido do Pequeno
A-05-02-0 de Minerais - UTM, com Grande 4
minério de 300.000t/ano
tratamento a úmido
ouro
Disposição de estéril ou
de rejeito inerte e não
inerte da mineração
(classe II-A e II-B,
Disposição de segundo a NBR 10.004)
Pequeno
rejeito em A-05-06-2 em cava de mina, em Médio 2
20.000.000m³
cavas caráter temporário ou
definitivo, sem
necessidade de
construção de barramento
para contenção
Classe do empreendimento: 4
Critério Locacional Peso 0
Modalidade de licenciamento: LAC1
O empreendimento em questão, pretende realizar atividades de lavra a céu aberto com
beneficiamento à úmido, em propriedade localizada no município de Paracatu/MG, região que
concentra outras atividades minerárias.
Este PCA, foi elaborado como parte integrante dos estudos ambientais exigidos para
formalizar processo de regularização ambiental da atividade de mineração.
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5
Destaca-se, que os trabalhos foram conduzidos por uma equipe interdisciplinar e tiveram
como base os dispositivos da legislação federal, estadual e municipal em vigor, atendendo o
Termo de Referência para a elaboração de Plano de Controle Ambiental.
Este Plano de Controle Ambiental – PCA, visa descrever a atividade, bem como, identificar,
de forma sucinta, os possíveis impactos ambientais e medidas de controle, relacionados às
atividades de mineração de ferro do Projeto da Mineração Guerra. Foi elaborado de acordo
com o Termo de Referência disponibilizado no sítio eletrônico da Secretaria de Estado de
Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SEMAD, na seção dos Termos de
Referência para elaboração PCA. O documento segue o conteúdo do Termo de Referência,
buscando apresentar as características da atividade objeto do pedido de licenciamento.
Os estudos realizados caracterizaram ambientalmente as áreas de influência desta atividade
considerando os meios: físico, biótico e socioeconômico, além dos impactos ambientais
potenciais e apresenta o detalhamento das ações e medidas de controle ambiental
relacionadas no seu respectivo Relatório de Controle Ambiental (RCA) através dos programas
apresentados de controle, minimização, monitoramentos, reabilitação e compensação
conforme listados abaixo:
1. Programa de Controle e Emissões Atmosféricas;
2. Programa de Controle de Ruído;
3. Programa de Manutenção de Veículos e Equipamentos;
4. Programa de Gerenciamento de Trânsito e Infraestrutura Viária;
5. Programa de Gerenciamento de Trânsito e Medidas Sócio Educativas;
6. Programa de Controle de Processos Erosivos e Sedimentos;
7. Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos;
8. Plano de Controle de Qualidade de Águas Superficiais e Efluentes Líquidos;
9. Programa de Monitoramento de Ruído;
10. Programa de Monitoramento de Qualidade das Águas e Efluentes Líquidos;
11. Programa de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD e;
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12. Plano de Fechamento de Mina;
2 CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
O empreendimento está em fase de projeto, portanto, não apresenta nenhuma estrutura
instalada e nenhum histórico de licenciamento ambiental, a não ser os processos relacionados
à pesquisa mineral. Nesse contexto, pode ser caracterizado como “greenfield”, ou seja,
aqueles que envolvem projetos incipientes, ainda “no papel”.
O empreendimento está sendo concebido e executado onde não existe atualmente uma
organização empreendedora, ativo ou operação. Entretanto, no contexto regional ele não é
pioneiro, uma vez que a atividade minerária já se faz presente no município de Paracatu.
Cronograma simplificado de Instalação e Operação
O período estimado para a implantação do empreendimento é de 08 (oito) meses, a partir da
obtenção da licença ambiental.
Objetivos e relevância
É importante destacar que o objetivo principal do empreendimento é a explotação de minério
de ouro e cascalho, para, posteriormente, obter lucro com a venda do produto.
Dentre os objetivos específicos, cabe destacar os seguintes:
• Aferir a viabilidade técnico-econômica do aproveitamento mineral no mercado nacional e/ou
internacional;
• Definir o melhor método de lavra a ser empregado;
• Utilizar parte do minério lavrado para análises física e química e ensaios industriais e;
• Verificar sua aceitação no mercado consumidor interno e externo.
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Localização
O empreendimento está localizado na zona rural de Paracatu, distando aproximadamente 6
quilômetros da área urbana, conforme pode ser observado na Figura 1, destacando o limite
do Polígono de Direito Minerário em vermelho.
Figura 1 – Localização e vias de acesso ao empreendimento da Mineradora Guerra
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A área está localizada na zona rural, a sudeste do município de Paracatu, sobre o Córrego
Rico na Fazenda Guerra, na localidade denominada Sobrado. A sede do empreendimento
está localizada nas coordenadas geográficas: Lat.: 17°16'20.09"S e Long.: 46°50'43.30"O.
O acesso ao empreendimento, partindo de Paracatu, é feito através da Rodovia BR-040,
sentido Belo Horizonte, por aproximadamente 6 quilômetros. Após o posto da Coopervap
(destacado na Figura 2, estrela amarela), é necessário realizar conversão a direita (Figura 2,
seta vermelha), sentido ao Parque Exposição Expo Paracatu (Figura 2, estrela azul).
Figura 2 – Acessibilidade ao empreendimento da Mineradora Guerra
Do Parque de exposições até o empreendimento, é necessário percorrer aproximadamente 5
quilômetros, conforme demonstra a figura seguinte.
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Após o Parque de exposições, seguir na principal e virar à esquerda em aproximadamente
2,8 quilômetros. Seguindo por mais 1 quilômetro, manter-se a direita por mais 600 metros,
para nova conversão a direita e por mais 700 metros tem-se o acesso a área.
Instalação do empreendimento
Para a instalação do empreendimento, será necessário mobilizar 22 colaboradores, sendo
que nessa etapa basicamente são colaboradores envolvidos nas atividades de instalação da
UTM e outras edificações. Além de abertura/melhoramento de acessos. Sendo assim, segue
a discriminação da mão de obra volante (temporária) durante as obras (Tabela 2).
Tabela 2 – discriminação da mão de obra volante (temporária) durante as obras
Etapa Contingente Volante / mês Prazo Previsto
UTM 12 8 meses
Outras Edificações 4 4 meses
Abertura/ Melhoria de acessos 2 2 meses
Total 22 no “pico” das obras 2 a 8 meses
O período estimado para a implantação do empreendimento é no máximo de 08 (oito) meses,
a partir da obtenção da licença ambiental.
Serão utilizados contêineres para acomodação dos funcionários e as estruturas existentes na
Fazenda. O prédio administrativo será construído em alvenaria.
3 IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR E DA CONSULTORIA
3.1 Identificação do empreendedor
Nome Thyago Germano Palhares
Órgão
CPF 050.865.616-80 Identidade 10450928 SSP UF MG
Expedidor
Endereço Rua Dr. Almil Alaor Porto Adjuto, 930. Apto 102. Jóquei Clube. Caixa Postal
Distrito ou
Município Paracatu UF MG CEP 38600-478
localidade
DDD 34 Fone 9 9837-0314 Fax E-mail mineradoraguerra@[Link]
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Cadastro de Produtor Rural –
Pessoa Física ( X ) Pessoa Jurídica ( )
PR
Condição do
( X ) Proprietário ( ) Arrendatário ( ) Parceiro ( ) Posseiro ( ) Outros
Empreendedor
Cargo / Função Sócio administrador
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3.2 Identificação do empreendimento
Inscrição
Nome / Razão social Mineradora Guerra Ltda.
no INCRA
Nome
Mineradora Guerra CNPJ 38.852.332/0001-77
fantasia
Zona Rural?
Não, preencha umas das
( X ) Sim ( ) Residencial ( ) Comercial
opções ao lado
Área Br 040 Km 45 A Direita Estrada Caixa
Endereço
Guerra 5 Km, SN Postal
Distrito ou
Município Paracatu Zona Rural UF MG CEP 38609-899
Localidade
DDD 34 Fone (34) 3823-1525 / (34) 3823-1524 E-mail mineradoraguerra@[Link]
Inscrição estadual Inscrição municipal
Os dados de correspondência são os mesmos
( X ) Sim ( ) Não, preencha os campos abaixo
do empreendimento?
Endereço para correspondência
Caixa Postal Município UF CEP
DDD Fone Fax E-mail
3.3 Identificação do responsável pela área ambiental
Nome Thyago Germano Palhares CPF 050.865.616-80
Registro no Conselho de
ART / outro
Classe
Endereço Rua Dr. Almil Alaor Porto Adjuto, 930. Apto 102. Jóquei Clube. Caixa Postal
Município Paracatu Distrito ou Localidade UF MG CEP 38600-478
DDD 34 Fone 9 9837-0314 Fax E-mail mineradoraguerra@[Link]
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3.4 Identificação dos responsáveis pelo estudo ambiental
Razão social Biogolden Consultoria Ambiental e Mineral Eireli
Nome
Biogolden Consultoria Ambiental CNPJ 32.354.882 / 0001 - 80
fantasia
Endereço Rua João Vieira, nº 81 – Centro Caixa Postal
Município Vazante Distrito ou Localidade UF MG CEP 38780-000
DDD 34 Fone 3813 - 0699 Fax E-mail contato@[Link]
Técnico Responsável
Nome Márcio Silveira Alves CPF 073.374.916-03
Registro no Conselho de Classe 057937/04D ART / outro 20221000117207
Endereço Rua João Vieira, nº 81 – Centro Caixa Postal
Município Vazante Distrito ou Localidade UF MG CEP 38780-000
DDD 34 Fone 3813 - 0699 Fax E-mail contato@[Link]
OUTROS PROFISSIONAIS QUE PARTICIPARAM DOS ESTUDOS Caso haja mais de um profissional,
acrescente-os inserindo novas linhas abaixo.
Estudo RCA Nome Fabrício Teixeira de Melo Função Analista Ambiental
Estudo RCA Nome Roger Vitor Chiapetta Função Analista Ambiental
Déborah Karuline da Silva
Estudo RCA Nome Função Analista Ambiental
Costa
Apresentar em anexo cópia das ART do Responsável Técnico pelo RCA
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4 PLANOS E PROGRAMAS AMBIENTAIS
4.1 Programa de Controle de Emissões Atmosféricas
Introdução
A poluição atmosférica pode ser definida como a presença de matéria ou energia na
atmosfera, de forma a torná-la imprópria, causar prejuízos aos usos antrópicos, à saúde
pública e ao ecossistema natural. São considerados poluentes atmosféricos quaisquer
substâncias que, quando lançadas na atmosfera, podem resultar em concentrações que
causem ou possam causar danos à saúde e ao meio ambiente (WHO, 1999). As emissões de
poluentes podem ser classificadas em naturais, como erupção de vulcões ou antrópicas, que
incluem resíduos gasosos da queima de combustíveis fósseis, incineração, inseticidas,
efluentes gasosos de processos industriais (PHILIPPI, 2008).
Durante as atividades de implantação e operação do empreendimento, considera-se de
maneira geral como principal foco de poluição atmosférica, a suspenção do material
particulado proveniente das atividades da abertura de acessos e das áreas necessárias para
a implantação das estruturas operacionais do empreendimento minerário, bem como, da
movimentação de máquinas e equipamentos e das ações eólicas que dissipam os
particulados.
Objetivos
Este plano tem como objetivo principal minimizar o impacto das emissões provenientes das
atividades do empreendimento, de modo a não provocar acidentes na operação e não
provocar alterações significativas sobre a qualidade do ar da região onde serão realizadas as
atividades, minimizando os impactos sob as comunidades do entorno.
Metodologia
A tabela a seguir apresenta a listagem das fontes de emissão atmosférica identificadas para
a fase de implantação e operação da mina, sendo considerado o tipo de atividade, o tipo de
emissão, assim como, a caracterização de acordo com os critérios estabelecidos descritos
neste documento.
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Tabela 3 - – Identificação e caracterização das emissões atmosféricas na atividade
Aspecto gerador de Local de geração/ Caracterização da
Tipo de emissão
emissão atividade fonte
Atividades de Material
Operação de veículos,
terraplanagem; particulado e Origem antrópica
equipamentos e
construção das áreas de gases de Fonte Móvel
máquinas
apoio, acessos, leiras combustão
Material
Movimentação e Trânsito Vias de acesso, áreas particulado e Origem antrópica
de veículos operacionais gases de Fonte fixa / difusa
combustão
Vias de acesso, áreas
Ação eólica em áreas Material Origem antrópica
operacionais, pátios de
desnudas. particulado Fonte fixa / difusa
produtos.
Atividades propostas
A seguir serão apresentadas as ações e medidas de controle propostas para cada tipo de
fonte identificada na tabela acima.
Controle das emissões da descarga de motores a diesel
• Realizar as devidas manutenções dos veículos e equipamentos, em atendimento ao
Programa de Manutenção de Veículos e Equipamentos, seja da frota interna quanto
da frota terceirizada que operará dentro da unidade.
• Controle das emissões geradas pelo trânsito de veículos em áreas não pavimentadas
O controle das emissões geradas pelo trânsito de veículos e equipamentos em áreas não
pavimentadas será realizada através dos seguintes procedimentos:
Aspersão contínua de água, através da utilização de caminhões “pipa” nas vias de acesso e
circulação não pavimentadas internas, como também nas estradas não pavimentadas
situadas nas imediações direta ao empreendimento. Intensificando tal medida nos períodos
de estiagem. Tal medida pode ser exemplificada na Figura 3.
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15
Figura 3 - Umectação de vias por caminhão pipa.
Estabelecimento de equipe fiscalizadora, a qual terá como atribuições a definição das rotas
dos caminhões pipas, como também, a identificação de áreas críticas e direcionamento dos
caminhões pipas para estas;
Definição de limites de velocidade de veículos nas vias de acesso conforme Programa de
Gerenciamento de Trânsito e Medidas Sócio Educativas;
Controle da ação eólica em áreas não pavimentadas
Durante as atividades deste empreendimento, as vias de circulação, áreas não pavimentadas,
área de cava, pilhas de produto, dentre outras, dispostas em locais não cobertos por
vegetação, estarão sujeitas à ação eólica, o que poderá gerar emissões de material
particulado.
As emissões provenientes da ação eólica sobre estas áreas não pavimentadas devem ser
avaliadas e sempre que necessário deverão ser controladas pela quantidade necessária de
aspersão contínua com a utilização de caminhão-pipa e revegetação.
Responsabilidade de Execução
A responsabilidade pela operacionalização desse Programa é do empreendedor, em especial
da gerência operacional e sua equipe responsável pelas atividades de implantação, operação
e de meio ambiente do Projeto.
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4.2 Programa de Controle de Ruído
Introdução
A alteração dos níveis de pressão sonora é representada pela introdução de novos ruídos no
ambiente que têm a capacidade de alterar a condição acústica na área de inserção das
atividades de escavação, beneficiamento, movimentação de caminhões, repercutindo de
forma distinta sobre a população do entorno, podendo causar incômodo à mesma.
A alteração do nível de pressão sonora na área, será associada ao tráfego de máquinas,
desmonte mecânico, beneficiamento do material, movimentação interna e escoamento da
produção.
Metodologia
A metodologia adotada para minimização dos ruídos será através da manutenção periódica
das vias de acesso, implantação de placas de controle de velocidade, conforme Programa de
Gerenciamento de Trânsito e Medidas Sócio Educativas, bem como, fará sinergia com o
Programa de Manutenção de Veículos e Equipamentos.
Além dessas ações, é importante o uso correto dos EPIs para a equipe operacional.
Resultados Esperados
Redução dos níveis de ruído e vibração, que serão verificados sua eficiência através do
Programa de Monitoramento de Ruídos.
Responsabilidade de Execução
A responsabilidade pela operacionalização desse Programa é do empreendedor, em especial
da gerência operacional e sua equipe operacional e de meio ambiente do Projeto.
4.3 Programa de Manutenção de Veículos e Equipamentos
Nas atividades de implantação e operação, haverá um movimento considerável de veículos e
equipamentos tais como, automóveis, caminhões, escavadeiras, pás carregadeiras, moto
niveladoras, dentre outros. Com o decorrer da vida útil dos mesmos, há um desgaste natural
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de seus componentes, bem como, uma possível desregulagem, o que pode desequilibrar suas
formas de emissão de gases e ruídos, além de reduzir seus rendimentos operacionais.
Portanto, faz-se necessário, no Programa de Manutenção de Veículos e Equipamentos, a
definição de um conjunto de ações preventivas e corretivas para todos os equipamentos
pesados e veículos leves, a fim de evitar os problemas decorrentes do desgaste ou
desregulagem de seus componentes. Além disto, o programa deve estabelecer ainda
procedimentos que possam analisar e acompanhar o desempenho de todos os equipamentos
envolvidos no processo, bem como, de veículos leves e pesados de forma a adequá-los às
condições ambientais exigidas pela legislação vigente.
O programa de manutenção, envolvendo as máquinas pesadas e os veículos utilitários de
apoio, consiste na realização de inspeções rotineiras, através das quais são verificados, além
de todos os itens que têm implicações no desempenho e segurança, aqueles que repercutem
em parâmetros de qualidade ambiental, como o nível de emissão de poluentes atmosféricos,
o nível de emissão de ruídos ou contaminação direta por vazamentos de óleo.
As ações de controle e manutenção de veículos e equipamentos visam mitigar os efeitos
impostos pela movimentação de máquinas e equipamentos durante a implantação e operação
do empreendimento.
Objetivos
O programa tem como principais objetivos:
• Promover a manutenção preventiva e corretiva das máquinas e equipamentos
utilizados na área do empreendimento, durante as etapas de implantação e operação
do empreendimento;
• Evitar problemas com vazamento / derramamento de contaminantes no solo e na
água;
• Reduzir a emissão de ruídos, de particulados e de gases poluentes no ambiente, a
partir da regulagem de veículos e equipamentos, a fim de adequá-los às condições
ambientais exigidas pela legislação vigente e;
• Educação ambiental dos funcionários próprios e terceiros.
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Ressalta-se que este programa não tem o objetivo de detalhar os sistemas e procedimentos
de manutenção de veículos e equipamentos realizados no empreendimento, e sim os
aspectos e impactos ambientais relacionados com estas atividades.
Metodologia
O empreendimento não irá contar com oficina mecânica e lavadores de máquinas e
equipamentos, devido à proximidade com a sede municipal esses serviços serão realizados
no município de Paracatu. A seguir são apresentadas as diretrizes para execução do
programa:
Lubrificação e abastecimento de equipamentos e veículos
A lubrificação deverá ser realizada sempre em local específico para esta natureza de
atividade. Já o abastecimento dos equipamentos e veículos será realizado em Paracatu.
Tanto para a lubrificação quanto para o abastecimento, as operações serão dotadas de
sistemas de contenção de óleo e resíduos oleosos, conforme demonstrado a seguir:
• O posto de combustíveis, deverá contar com tanque de armazenamento de
combustível com bacia de contenção, bomba de abastecimento, piso de concreto e
canaletas para coleta dos efluentes oleosos, com encaminhamento das mesmas ao
separador de água e óleo;
• Estes procedimentos são necessários de modo a evitar contaminações do solo, das
águas superficiais a jusante do empreendimento para que sejam preservados contra
eventuais vazamentos e derramamentos de substâncias químicas que, de alguma
maneira, possam impactá-los.
Inspeção dos equipamentos e veículos
A inspeção autônoma de equipamentos e veículos deverá ser realizada diariamente por seus
operadores. Toda a inspeção deverá ser guiada por um plano de manutenção, baseado nos
seguintes pontos:
• Ser proativo, buscar a prevenção de falhas e desvios do estado desejado;
• Utilizar ferramentas para análise de modos e efeitos da falha;
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• Priorizar defeitos em termos de severidade quanto aos aspectos de segurança e saúde
do operador, integridade do equipamento e criticidade;
• Utilizar ferramentas de diagnóstico e monitoramento da condição;
• Estabelecer parâmetros de controle e registros;
• Definir rotas, frequência e check list de acordo com a criticidade do equipamento e
estratégia de manutenção definida;
• Prover meios para tomar medidas imediatas quando necessário e;
• Informar a supervisão do meio ambiente da operação em tempo hábil a realizar as
medidas de correção e controle.
Caso a inspeção periódica verifique alguma anomalia com a operação dos equipamentos e
veículos, devendo esta ser registrada, torna-se necessária a intervenção na fonte dessa
anomalia de forma a regularizar a situação antes da liberação do equipamento / veículo para
as atividades.
Este procedimento é de suma importância, porque nesta inspeção pode-se antever algum tipo
de problema que coloque em risco o meio ambiente e a ocorrência de acidentes, tais como:
• Início de ruptura de mangueiras;
• Indícios de vazamento em flanges, junções, mangueiras, tanque, etc.;
• Ruído não compatível ao ruído normal do motor;
• Geração de fumaça preta e;
• Geração excessiva de gases, dentre outros.
Treinamento e conscientização de mecânicos, motoristas e operadores
Sugere-se que o empreendedor realize treinamento para os profissionais envolvidos na
condução de equipamentos, veículos e na manutenção, procurando conscientizá-los para os
aspectos ambientais envolvidos nestas atividades, buscando o cumprimento dos padrões
operacionais estabelecidos para controle.
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Caso haja alguma empresa terceirizada que se envolva nas atividades de implantação e
operação do Projeto e que também possam utilizar veículos móveis, a Mineração Guerra Ltda.
deverá repassar os objetivos e conteúdo deste programa para os funcionários da mesma, com
o objetivo de adotarem as formas de controle contidas neste documento de maneira
padronizada.
O treinamento e a conscientização de mecânicos, motoristas e operadores deverá se basear
nos seguintes elementos fundamentais:
• Realizar os treinamentos e periodicamente, haja visto a rotatividade de profissionais;
• Identificar a necessidades de redução de espassamento entre os treinamentos;
• Identificar oportunidades de desenvolvimento;
• Obter treinamentos de fontes de competência reconhecida;
• Desenvolver planos de capacitação;
• Verificar eficácia dos treinamentos realizados;
• Manter matriz de habilidades atualizada;
• Manter os registros de treinamentos.
Cronograma de Execução
Este programa deverá ser iniciado quando da implantação do empreendimento, sendo
contínuo durante toda a vida útil da operação.
Responsabilidade da Execução
As ações previstas neste programa são de responsabilidade do setor de operação e
manutenção da Mineração Guerra Ltda., com apoio do setor de meio ambiente.
Resultados Esperados
Como resultados da execução deste Programa, espera-se a redução de acidentes e a
minimização da alteração da pressão sonora e mitigação do impacto sobre a qualidade do ar
e risco de contaminação do solo.
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4.4 Programa de Gerenciamento de Trânsito e Infraestrutura Viária
Introdução
O Programa de Gerenciamento de Trânsito tem como objetivo, disciplinar os preceitos a
serem observados e seguidos, nas áreas da unidade operacional da empresa. De forma a
tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento da atividade de implantação e
operação, com busca permanente da integridade física, da saúde dos trabalhadores e da
melhoria contínua do ambiente de trabalho.
Caberá aos funcionários a observância às normas de segurança do trabalho, colaborar com
a empresa como forma de tornar o ambiente seguro para o desenvolvimento das atividades
laborais.
Objetivos
Estabelecer regras para o trânsito seguro de veículos automotores, máquinas nas áreas de
implantação e operação do empreendimento minerário. Assegurar o cumprimento das
normativas de trânsito interno, minimizando o impacto sobre a fauna local, assim como
preservar a vida, a integridade física de pessoas e equipamentos, garantido saúde e bem-
estar de todos. Além disso, tal programa contribui para a minimização de emissão de
particulados e de ruídos.
Aplicação
Todos os funcionários designados ao Projeto e colaboradores terceirizados que necessitarem
transitar nas áreas operacionais.
Referências
• NR 22 - Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração;
• CTB – Normas Regulamentadoras Aplicáveis Código de Trânsito Brasileiro e;
• PRO_SEG 02 – Veículos Automotores.
Definições
• Pistas de Acesso: São estradas sem pavimentação, todavia com as devidas
compactações e manutenções. Estas pistas deverão receber aspersão de forma
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regular, objetivando a redução de partículas em suspensão, garantindo boa
visibilidade, segurança, saúde e conforto aos usuários.
• Veículos de Carga / grande porte: Veículos destinados ao transporte de carga e
materiais, podendo transportar dois passageiros mais o condutor, tendo o peso bruto
total máximo superior a 10 TON. Exemplos: Caminhão Basculante, caminhão prancha,
Caminhão pipa, etc.
• Veículos Leves: São automotores destinados a transporte de passageiros com
capacidade até oito passageiros exclusive o condutor: Exemplos: Fiat Uno, Palio Doblô
(minivan), gol.
• Veículos Utilitários: Utilitários é um tipo de meio de transporte de carga ou pessoas
com a estendida, cabine dupla com caçamba comum, cabina como a Blazer.
Exemplos: L-200, Ranger, S-10, Amarok, SW4.
• Equipamentos: São aqueles equipamentos envolvidos diretamente na escavação,
carregamento, bem como manutenção das vias de acesso e praças de operação.
Exemplos: Escavadeira, moto niveladora, retroescavadeira, trator de pneus, trator de
esteira, rolo compactador, etc.
• Área de manobra: Local restrito destinado à manobra dos equipamentos móveis, para
carga e descarga.
• Leira: proteção construída nas laterais das bancadas ou estradas onde houver risco
de queda de veículos/equipamentos com formato trapezoidal.
• Pontalete: dispositivo em PVC com cores padrões destinados à sinalização.
Disposições gerais
Todos os condutores deverão ser habilitados e qualificados e estarem cumprindo os
procedimentos de segurança e em plena condição física e psicológicas para condução e
operação segura.
Quando houver cruzamento entre veículos leves e caminhões “pipas”, em sentido contrário, o
motorista do caminhão deverá encostar mais a sua direita e o veículo leve, diminuir a
velocidade.
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Equipamentos auxiliares (motoniveladoras, tratores de esteiras etc.) executando manutenção
das vias de acesso, terão preferência sobre todos os outros equipamentos e veículos
automotores exceto: veículos de emergência/ resgate (ambulância e bombeiro), estando estes
em atendimento emergencial.
Todos os veículos leves e equipamentos móveis deverão obrigatoriamente transitar com os
faróis ligados mesmo durante o dia.
Durante a manutenção das estradas (confecção e manutenção de leiras, forração, abertura e
alargamento de acessos, retirada de borrachudos e matacões), com estreitamento de pista
ou em curvas e pontos cegos, deverá ser sinalizada com pelo menos uma das opções: placas,
cones refletivos ou com a presença de sinaleiros.
Os condutores e operadores devem obedecer à sinalização, e estarem atentos as áreas
isoladas para execução das atividades operacionais;
Nas áreas operacionais, todos deverão utilizar os EPIs obrigatórios;
Qualquer ocorrência de acidente nas áreas de implantação e operação do Projeto deve ser
comunicada imediatamente à:
• Segurança do Trabalho;
• Encarregado responsável e;
• Meio Ambiente – em caso de acidente com fauna.
Todos os veículos e equipamentos devem ser estacionados em marcha à ré, em locais
permitidos e devidamente sinalizados.
Nas áreas desprovidas de estacionamento sinalizado, os condutores e operadores deverão
parar/estacionar em local seguro e visível e quando possuir sinais luminosos estes deverão
estar ligados.
Os condutores deverão possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria do
veículo utilizado.
O Uso do Cinto de Segurança é OBRIGATÓRIO e falar no celular enquanto dirigir é
PROIBIDO.
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Padronização e sinalização de acessos externos
Os motoristas e operadores deverão obedecer aos procedimentos para condução e operação
de veículos e equipamentos, respeitar as sinalizações existentes no sistema viário do
município e das rodovias que serão utilizadas como acesso e todas as sinalizações internas
da área da operação.
Instrução geral batedor
Nos casos em que haja necessidade de efetuar a movimentação de veículos e equipamentos
em condições especiais é obrigatório que seja precedida do uso de batedor o qual deverá
seguir orientações conforme abaixo:
O batedor deverá ser realizado obrigatoriamente por veículo leve, fica proibida a realização
de batedor com ônibus e van.
Os veículos com excesso de carga traseira, lateral e superior para condição de vias devem
estar precedidos de batedor.
Cada batedor poderá conduzir no máximo dois (02) veículos/equipamentos.
Nota: No caso de visitante será permitido o batedor (por conta do responsável pela visita) para
os veículos leves que não possuírem acessórios de segurança (bandeirola, giroflex, fita
refletiva), sendo que o veículo que estiver realizando batedor deverá possuir todos os
acessórios.
Os registros fotográficos apresentados na Figura 4, demonstram exemplos de placas de
sinalização, em consonância com o presente programa, para instalação na área de operação
do empreendimento.
Responsabilidade de Execução
A responsabilidade pela operacionalização desse Programa é do empreendedor., em especial
da gerência operacional e sua equipe de implantação e de meio ambiente do Projeto.
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Figura 4 - Exemplo de tipos de placas de sinalização.
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4.5 Programa de Gerenciamento de Trânsito e Medidas Sócio Educativas
A etapa de transportes e uso de vias internas e vias públicas demandam atenção especial
face os riscos de acidentes aos demais usuários das vias e sobre os diversos segmentos da
fauna terrestre da região, como também nos efeitos relacionados à geração de poeira, ruído
e vibração.
Com a implantação e operação do Projeto haverá um incremento do tráfego de veículos nas
vias existentes onde o empreendedor, que possui como política interna a preocupação
constante com a segurança, propõe o programa em questão para proteger os usuários das
vias em questão, bem como, a fauna local, o qual contém orientações que correlacionam às
funções de rotina desempenhadas por cada um com atitudes ecologicamente corretas.
Esta ação traz de maneira particular a conduta de empresas terceirizadas responsáveis pelo
escoamento do produto.
Objetivos
Este programa tem como objetivo alertar e conscientizar os motoristas para que dirijam com
atenção e respeitando as normas de trânsito, a fim de evitar possíveis acidentes e
atropelamentos de animais silvestres.
Metodologia
Nas estradas internas do empreendimento serão instaladas placas de sinalizações no sentido
de alertar os motoristas quanto à realização de atividades no local e o possível risco de
acidentes. Além de leiras de proteção, pontaletes de sinalização e direcionamentos quando
houver alteração da rota de acesso interna.
A sinalização nas estradas de acesso e demais medidas de prevenção de acidentes serão
realizadas pelo setor de segurança do trabalho da empresa, em concordância com as normas
e critérios do DNIT. Para tanto, deverá ser elaborado um procedimento de utilização da via
com vistas a priorizar a segurança de tráfego e proteção da fauna, através de medidas
socioeducativas que contenham orientações que correlacionam às funções de rotina
desempenhadas por cada um com atitudes ecologicamente corretas. Esse procedimento
consistirá na adoção das seguintes ações:
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• Manter o sistema de sinalização de trânsito, enfatizando a questão da “velocidade
máxima”, “uso dos freios”, “não ultrapassagem”, “animais silvestres”, etc.;
• Realizar blitz com distribuição de panfletos sobre Educação Ambiental para os
motoristas que utilizarem as vias do empreendimento;
• Dar continuidade no treinamento aos motoristas sobre direção defensiva;
• Instalar placas informativas, as quais têm o objetivo de alertar os motoristas para que
dirijam com atenção a fim de evitar possíveis atropelamentos de animais silvestres.
Os funcionários recebem orientações rotineiramente para o caso de algum animal
silvestre for avistado, promover a redução da velocidade e procurar desviar por trás
do animal. É importante evitar buzinar ou usar o farol alto para afugentar o animal,
uma vez que isso pode assustá-lo e fazer com que ele corra em direção ao veículo.
Cronograma de Execução
Este programa será iniciado quando do início da implantação e ao longo de toda a operação
da Mineração Guerra.
Responsabilidade de Execução
A instalação da sinalização nas estradas de acesso e demais medidas de prevenção de
acidentes deverão ser de responsabilidade e supervisão do setor de segurança da Mineração
Guerra, podendo ser realizada por meio da contratação de terceiros.
Resultados Esperados
Obter a meta de menor índice de acidente possível, com os motoristas próprios e terceiros do
empreendimento.
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4.6 Programa de Controle de Processos Erosivos e Sedimentos
Introdução
Processos erosivos e de desestabilização dos solos ocorrem quando as condições de
equilíbrio e resistência do terreno são alteradas, por causas naturais ou antrópicas,
propiciando o desgaste da cobertura pedológica e o movimento de descida de uma massa de
rocha, ou solo, numa vertente. Os processos erosivos e de movimentos de massa estão
associados à abertura dos acessos e movimentação de terra, além de todas as atividades que
produzem alterações na geometria natural do terreno, sendo potenciais agentes deflagradores
de processos erosivos e de desestabilização.
Justificativa
Os acessos serão construídos para movimentação de veículos, instalação dos equipamentos,
construção de áreas de apoio e armazenamento de materiais e insumos necessários para a
realização das atividades de implantação e operação da mina. Para a realização destas
atividades será necessária a movimentação de terra, o que pode desencadear processos
erosivos, devido à ausência de coberturas vegetais.
O processo de intervenção necessário para a implantação e operação das atividades da mina,
aliado ao incremento de presença humana e as intemperes naturais, poderão direta ou
indiretamente desencadear processos erosivos, assim, o presente programa visa, minimizar
a erosão laminar que poderá ocorrer na área. Diminuir o carreamento do solo e prevenir o
assoreamento de drenagens mais próximas.
Objetivo
O objetivo principal é desenvolver medidas de conservação do solo e das águas superficiais
e minimizar o carreamento de sólidos para as drenagens próximas da área, através da
implantação do sistema de drenagem pluvial, com técnicas especializadas, construção de
sumps ou bacias de contenção, capazes de reter os sólidos carreados em períodos chuvosos.
Atividades propostas
Deverão ser realizadas, instalações de dispositivos de drenagem de acordo com o grau de
alteração da drenagem local, que possam ser promovidas pelas atividades.
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Os solos em áreas descobertas possuem baixa taxa de infiltração e, por isso, pouca
resistência à erosão. Nestas áreas deverão ser instalados dispositivos físicos de controle de
drenagem, que tem por finalidade proteger o solo contra a erosão hídrica ocasionada pelo
escoamento superficial. Estes dispositivos oferecem proteção durante o desenvolvimento nas
atividades de implantação e operação da mina.
Declividade do terreno
Para a implantação dos dispositivos de drenagem, deverão ser consideradas as declividades
médias, dos trechos onde estes serão implantados, assim como a distância entre cada um.
Embora não contribua para o aumento do volume da água, a distância entre os dispositivos
pode determinar as variações na velocidade da água, motivo pelo qual o espaçamento deve
sofrer reduções, diminuindo a capacidade erosiva da água e aumentando a segurança do
sistema. Além disso, vale ressaltar que é preciso implantar dissipadores de energia, como
enrocamento de pedras.
Vias de acesso e circulação
O leito das vias de acesso e circulação deverão ser abaulados evitando a transposição e o
carreamento de enxurrada.
Manutenção dos dispositivos de drenagem
A manutenção dos dispositivos de drenagem consiste basicamente na limpeza das estruturas.
Estas manutenções deverão ser precedidas de vistorias pela equipe responsável, com
observação do estado de limpeza das estruturas. As manutenções do sumps deverão ocorrer
anualmente ou em menor prazo, quando necessário.
Cronograma de Execução
O Programa deverá ser executado durante a abertura das vias de acesso e movimentações
de terra, devendo o controle de processos erosivos e sedimentos ser executado no decorrer
de toda a fase de implantação e operação do Projeto.
Resultados Esperados
Espera-se com a execução deste programa, a manutenção da estabilidade do solo na área
diretamente afetada, evitando a formação de feições erosivas, movimentos de massas, o
lançamento de sedimentos na drenagem e o assoreamento de corpos hídricos. A eficiência
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deste programa poderá ser avaliada por meio do Programa de Monitoramento de Qualidade
de Águas Superficiais.
Responsabilidade de Execução
A responsabilidade pela operacionalização desse Programa é do empreendedor, em especial
da gerência operacional e sua equipe de engenharia e meio ambiente do Projeto.
4.7 Programa de Gestão de Resíduos Sólidos
Introdução
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) tem como instrumento a
elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), que deve contemplar
aspectos como a origem, a quantidade, a classificação, o acondicionamento, o
armazenamento e a destinação final dos resíduos sólidos. Sendo a atividade de mineração
obrigada a elaborar o PGRS, contemplando as atividades nas fases de implantação e
operação do empreendimento.
A aprovação desta lei marcou o início de uma forte articulação institucional envolvendo os três
entes federados – União, Estados e Municípios, o setor produtivo e a sociedade civil na busca
de soluções para os graves problemas causados pelos resíduos, que vem comprometendo a
qualidade de vida dos brasileiros (MMA, 2011).
Isto posto, a Gestão de Resíduos Sólidos se justifica pelo fato de que a disposição inadequada
destes apresenta a potencialidade de contaminação das águas e dos solos. Assim o Programa
de Gerenciamento de Resíduos Sólidos visa garantir a adoção de procedimentos operacionais
que possuem como prioridades:
• Reduzir o volume total de resíduos que requerem disposição;
• Aumentar a eficiência da recuperação, do reuso e reciclagem de resíduos;
• Minimizar os impactos ambientais, através de tratamento e disposição adequados de
resíduos;
• Atender a Lei 12.305/2010.
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A geração dos resíduos sólidos está relacionada às atividades de lavra e beneficiamento,
envolvendo, também, as atividades relacionadas à operação da infraestrutura necessária para
os funcionários e das atividades de limpeza, manutenção de máquinas, equipamentos, predial
e desmatamentos realizados.
Para acompanhamento, controle, tratamento ou destinação final dos resíduos gerados
durante o período de implantação e operação do empreendimento, serão adotados
procedimentos específicos para cada tipo de resíduo, os quais são classificados tendo como
base a norma brasileira ABNT/NBR 10.004 de 30/11/2004.
Justificativa
A geração de resíduos pode ocasionar a poluição do solo e contaminação das águas, a
adoção deste programa se justifica, pela necessidade de manter procedimentos adequados
nas questões relativas ao gerenciamento destes resíduos que serão gerados durante as
atividades de implantação e operação da mina. Assim, o Plano de Gerenciamento de
Resíduos Sólidos visa, garantir a adoção métodos que possuem como prioridades:
• Reduzir o volume total de resíduos que requerem disposição;
• Aumentar a eficiência da recuperação, do reuso e reciclagem de resíduos;
• Minimizar os impactos ambientais, através de tratamento e disposição adequados dos
resíduos.
Objetivos
Este plano tem como objetivo a gestão dos resíduos sólidos gerados no empreendimento,
orientando o correto acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte e destinação final,
em conformidade com as normas e legislações vigentes, bem como promover o incentivo a
redução da geração de resíduos sólidos e dissipar o conhecimento sobre a segregação
correta.
Metodologia
Neste item são descritas as atividades a serem realizadas visando o gerenciamento adequado
dos resíduos gerados durante as atividades de implantação e operação do Projeto.
O gerenciamento dos resíduos sólidos deve considerar as seguintes atividades: classificação
dos resíduos, segregação, acondicionamento, coleta interna, armazenamento temporário,
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transporte e destinação final dos resíduos. Para tanto, levou-se em consideração o menor
descarte possível com a inclusão de processos de segregação de resíduos recicláveis e
destinação final para empresas especializadas e devidamente licenciadas (principalmente
perigosos).
Atividades propostas
Os principais resíduos sólidos que poderão ser gerados durante a implantação e operação do
empreendimento podem ser divididos em dois grupos:
Resíduos Recicláveis: resíduos recicláveis como papel, papelão, metais e plástico e
lâmpadas.
Resíduos Não Recicláveis: EPI’s contaminados, serragem contaminada, manta absorvente
contaminada, óleo usado, embalagens de lubrificantes, resíduos gerais não recicláveis.
Prioridade da gestão de resíduos sólidos
O gerenciamento dos resíduos sólidos deve considerar as seguintes atividades: classificação,
segregação, coleta interna, armazenamento temporário, transporte e destinação final dos
resíduos. Para tanto, levou-se em consideração o menor descarte possível com a inclusão de
processos de segregação de resíduos recicláveis e destinação final para empresas
especializadas e devidamente licenciadas (principalmente perigosos).
Para que um empreendimento alcance uma meta de baixa geração de resíduos ou mesmo
que reduza de forma significativa, é importante a priorização na gestão dos resíduos. A gestão
dos resíduos deve partir dos seguintes princípios:
• Não gerar: realizar a atividade de extração sem que ocorram perdas ao longo do
processo e demais atividades.
• Reduzir: buscar a otimização e maximização da eficiência de processo quanto ao uso
de máquinas, equipamentos, matérias primas e novas tecnologias, de forma a gerar a
menor quantidade possível de resíduos.
• Reutilizar: identificar e buscar alternativas para viabilizar, técnica e economicamente o
uso de refugos e perdas no próprio processo ou em outro.
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• Reciclar: identificar, buscar alternativas para viabilizar, técnica e economicamente o
tratamento de refugos, perdas em processos, embalagens, transformando-os em
insumos ou novos produtos.
• Outros tratamentos: aplicação de técnicas, como: compostagem, recuperação e
aproveitamento energético.
• Disposição final: destinação final adequada, observando normas operacionais
específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e
minimizar os impactos ambientais.
Procedimentos operacionais
Os procedimentos operacionais objetivam orientar todos os envolvidos na gestão de resíduos
sólidos, para a realização das atividades de coleta seletiva, transporte interno, disposição
temporária e destinação final, de forma a garantir uma maior eficiência das operações com
menor risco e/ou impacto ao homem e ao meio ambiente.
Classificação dos Resíduos
Todos os resíduos gerados durante as atividades de implantação e operação deverão ser
classificados segundo critérios a Norma NBR 10004/2004. A classificação dos resíduos em
dois grupos: perigosos e não perigosos, conforme descrito a seguir:
Classe I (perigosos): Apresentam periculosidade (risco à saúde pública ou risco ao meio
ambiente), ou uma das características de: inflamabilidade, corrosividade, reatividade,
toxicidade, patogenicidade ou constem nos anexos A ou B da norma.
Classe II A (não inertes): Não se enquadram nas classificações de resíduos classe I –
Perigosos ou de resíduos classe II B – Inertes. Os resíduos Classe II A podem ter
propriedades de: biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água.
Classe II B (inertes): Quaisquer resíduos que não tiverem nenhum de seus constituintes
solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, excetuando-
se aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor, conforme anexo G da Norma. A figura a seguir,
ilustra o fluxograma de classificação de resíduos segundo a Norma NBR 10004/2004.
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Figura 5 – Fluxograma para classificação de resíduos.
Fonte: ABNT NBR 1004/2004 (2016).
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Manuseio, Segregação e Coleta Interna
Visando assegurar a qualidade da gestão dos resíduos sólidos e com isso minimizar a geração
e possibilitar a reciclagem/reutilização dos resíduos, os procedimentos de coleta serão
baseados nos princípios da coleta seletiva onde será priorizada a segregação na fonte
geradora.
A segregação de resíduos por meio da coleta seletiva, tem como objetivo principal a
reciclagem destes materiais, possibilitando uma série de vantagens e benefícios sob os
pontos de vista sanitário, ambiental, econômico e social. Um dos principais aspectos positivos
da segregação é o aumento na qualidade dos resíduos e, consequentemente, dos materiais
com potencial para reciclagem, em função da não contaminação por outros materiais,
possibilitando, por exemplo, a doação e/ou comercialização.
A segregação dos resíduos será feita de acordo com as classificações destes e levará em
consideração também a potencialidade de reutilização e reciclagem.
Sempre que pertinente, serão utilizados os critérios de codificação por cores dos recipientes
para coleta dos resíduos, segundo o estabelecido pela Resolução CONAMA Nº 275, de 25 de
abril de 2001, que define as cores para os diferentes tipos de resíduos:
Tabela 4 – Padrões para identificação de resíduos.
Identificação – Código (cor) Tipo de Resíduo
Azul Papel/ papelão
Amarelo Metal
Vermelho Plástico
Verde Vidro
Laranja Resíduos perigosos
Marrom Resíduos orgânicos
Branco Resíduos Ambulatoriais e de Serviços de
Cinza Resíduos Geral nãoSaúde
Reciclável ou Misturado
não Passível de Separação
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Figura 6 – Modelos de coletores seletivos de resíduos.
Pontos estratégicos para localização dos coletores seletivos
Os pontos estratégicos para os coletores seletivos nas áreas de apoio (infraestruturas).
Acondicionamento e Armazenamento Temporário
Sugere-se que todos os resíduos produzidos nas dependências da área sejam
acondicionados próximos ao seu ponto de origem e em coletores adequados para cada tipo
de resíduo.
A diferenciação e padronização de cores para os recipientes de coleta e acondicionamento
são imprescindíveis para a garantia de segurança ambiental, ocupacional e, principalmente,
no caso de resíduos dos grupos que apresentam riscos sanitários ou à saúde humana. Como
forma de orientação e conhecimento para providências cabíveis, adota-se neste caso a
identificação dos coletores de resíduos.
Todos os resíduos gerados a partir das atividades, serão armazenados nos locais definidos
para a coleta, localizados próximos às fontes geradoras. Todos os resíduos sólidos Classe I
e II deverão ser armazenados temporariamente em um pátio e posteriormente encaminhados
para reciclagem, reutilização, retorno ao fornecedor ou para tratamento. Este pátio deverá ser
constituído por baias cobertas, construídas com blocos de concretos e tela, sobre terreno
impermeabilizado e concretado.
A divisão em baias possibilita a segregação dos resíduos em diferentes categorias sem que
ocorra a mistura de materiais incompatíveis, mesmo que acidentalmente. Serão devidamente
identificadas, contendo também a indicação dos riscos e dos cuidados que deverão ser
tomados.
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Transporte externo
Para a destinação externa de qualquer resíduo deverá ser realizada uma avaliação dos
prestadores de serviço de reaproveitamento/destinação final, através de avaliação de
documentação e/ou visitação e elaboração de relatórios. O transporte de resíduos sólidos
perigosos deverá ser realizado conforme a norma de transporte de resíduos perigosos e/ou
mediante autorização do órgão ambiental competente.
Destinação final
A destinação final dos resíduos deverá sempre ser realizada separadamente de acordo com
cada tipo, sendo as mesmas detalhadas a seguir:
Resíduos recicláveis - classe II
Os resíduos passíveis de reciclagem, como vidro, madeira, papel, plástico, papelão, não
contaminados serão recolhidos separadamente, dispostos em recipientes específicos
localizados estrategicamente na área e destinados a empresas devidamente licenciadas.
As sucatas metálicas geradas durante as atividades, serão comercializadas através de
empresas de reciclagem da região devidamente licenciadas.
Resíduos não recicláveis - classe II A
Os resíduos que ainda não possuem procedimentos técnicos de reutilização e reciclagem e
que não são considerados perigosos serão encaminhados para empresas receptoras
devidamente licenciadas. Dentre esses resíduos têm-se os resíduos originados no escritório
e áreas de apoio.
Resíduos perigosos - classe I
Dentre os resíduos gerados na área em questão, são considerados perigosos os seguintes:
• Resíduos oleosos
Os resíduos oleosos serão compostos por restos de óleos e graxas, além de materiais
contaminados, tais como EPI’s contaminados e embalagens diversas, gerados durante as
atividades de implantação e operação. Sugere-se que tais resíduos sejam acondicionados em
tambores metálicos da cor laranja, que serão armazenados em área coberta,
impermeabilizada e com bacia de contenção, para posteriormente serem enviados para refino
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ou coprocessamento, através de empresas especializadas e devidamente licenciadas para
esse fim.
• Lâmpadas queimadas
As lâmpadas fluorescentes e incandescentes queimadas serão recolhidas e acondicionadas
em caixas de papelão ou de madeira, específicas para esse fim, que são fornecidas pelas
empresas recolhedoras desses resíduos.
Tais caixas poderão ser armazenadas nas unidades de apoio. Essas lâmpadas serão
enviadas para empresas que realizam o tratamento e destinação final adequada das mesmas.
• Baterias e pilhas contendo mercúrio, cádmio e chumbo
As baterias e pilhas que contém mercúrio, cádmio e chumbo acima dos limites especificados
nas Resoluções CONAMA 257/99 e 263/99 são consideradas como resíduos perigosos e
devem ter um tratamento diferenciado das demais pilhas e baterias comuns. Esses materiais
devem ser devolvidos aos respectivos fabricantes, os quais são obrigados a destinar
corretamente tais produtos. Os mesmos não podem ser dispostos em aterro sanitário.
Atualmente, a concentração de mercúrio, cádmio e chumbo na maioria das pilhas e baterias
produzidas no Brasil é reduzida. Dessa forma, poucos tipos de baterias e pilhas enquadram-
se como resíduos perigosos. No entanto, os resíduos que apresentarem tais características
serão destinados aos respectivos fabricantes.
As demais pilhas e baterias serão destinadas para empresas que realizam o tratamento e
destinação final adequada das mesmas.
• Lodo dos Efluentes sanitários
A sucção das caixas reservatórias dos efluentes sanitários, a serem usados na implantação e
operação, deverão ser realizados conforme cronograma da empresa fornecedora.
Durante a implantação serão usados banheiros químicos e banheiros container até que sejam
implantados os dispositivos de tratamentos sanitários.
Para destinação do lodo sanitário, deverá ser gerado o Manifesto de Transporte de Resíduos
(MTR) e emissão semestral da Declaração de Movimentação de Resíduos (DMR), na
plataforma da FEAM, conforme preconizado na Deliberação Normativa nº 232/2019.
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Controle da geração de resíduos
O controle qualitativo e quantitativo dos resíduos sólidos é realizado objetivando a
identificação bem como a taxa de geração dos mesmos durante a execução de todas as
atividades do empreendimento. Obtêm-se também, através do controle, a destinação e os
dados dos receptores finais para cada resíduo.
Sugere-se que o inventário de resíduos gerados, incluindo empresas contratadas, seja
controlado, através da elaboração de planilhas específicas, conforme apresentado a seguir:
Tabela 1 – Programa de controle e gestão dos resíduos sólidos.
Projeto Mineração Guerra Período de Coleta: .../.../... a .../.../...
PLANILHA DE ACOMPANHAMENTO DA MOVIMENTAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
Taxa de Receptor
Tipo de Classe (NBR
Geração Destino Quantidade (endereço e
Resíduo 10.004/2004)
(kg/mês) telefone)
O Inventário de Resíduos Sólidos deverá conter, no mínimo, os dados listados na tabela acima
bem como a identificação, registro profissional e a assinatura do responsável técnico pelas
informações.
As doações de resíduos deverão ser devidamente identificadas e documentadas pelo
empreendedor. Cada destinação de resíduo deverá ser emitido o MTR - Manifesto de
Transporte de Resíduos e semestralmente, deverá ser emitida a DMR - Declaração de
Movimentação de Resíduos.
Cronograma de Execução
Esse programa será implantado e executado de forma contínua durante todas as fases de
implantação e operação do Projeto.
Responsabilidade de Execução
A responsabilidade pela operacionalização desse Programa é do empreendedor, podendo ser
realizada por meio da contratação de terceiros.
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Resultados Esperados
Os resultados esperados para este programa são: a correta segregação e a correta
destinação final para empresas contratadas devidamente licenciadas.
4.8 Plano de Controle de Qualidade de Águas Superficiais e Efluentes Líquidos
Introdução
As atividades de implantação e operação do empreendimento podem acarretar em uma
alteração da qualidade das águas a jusante do empreendimento, em função do carreamento
de sólidos com as águas pluviais.
O carreamento de sedimentos de áreas desnudas pode ser um contribuinte em potencial para
o assoreamento dos recursos hídricos. Durante os períodos de chuvas intensas ocorre a
aceleração do processo de assoreamento com o consequente transporte de sólidos.
Caso não sejam tomadas medidas preventivas adequadas e corretivas durante a operação, o
carreamento de sólidos pode promover um comprometimento da qualidade das águas, com
consequências negativas ao meio ambiente. A ausência de implantação e manutenção do
sistema de drenagem podem resultar em contaminação do solo e da água.
Para o tratamento dos efluentes sanitários, haverá a implantação de sistema de tratamento
de efluentes através de Estação de Tratamento.
O sistema de tratamento deverá ser inspecionado frequentemente, visando identificar
necessidade de limpeza e destinação adequada dos resíduos, possíveis manutenções ou
substituição, caso necessário.
Para o tratamento dos efluentes oleosos será implantada Caixa Separadora Água e Óleo,
onde a mesma deverá ser inspecionada periodicamente, visando avaliar a necessidade de
limpeza e destinação dos contaminados, bem como necessidade de manutenções.
Objetivos
O presente plano tem por objetivo mitigar as alterações sobre a qualidade das águas nas
etapas de implantação e operação do empreendimento, subsidiando a adoção de medidas de
controle para tal, além de estabelecer um plano de verificação da eficiência dos sistemas de
controle de drenagem e suas devidas manutenções periódicas.
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Metodologia
A metodologia consiste em realizar a inspeção periódica na área afim de identificar possíveis
processos erosivos ou necessidade de limpeza dos dispositivos de contenção de sólidos. Os
sólidos retirados dos sumps poderão ser usados na manutenção das vias. Os sólidos
retirados dos dispositivos de tratamento sanitário e oleosos, deverão ser destinados para
empresas devidamente licenciadas para tal, e deverá ser gerado o Manifesto de Transporte
de Resíduos – MTR.
Cronograma de Execução
Esse programa será implantado e executado de forma contínua durante todas as fases de
implantação e operação do Projeto.
Responsabilidade de Execução
A responsabilidade pela operacionalização desse Programa é do empreendedor, podendo ser
realizada por meio da contratação de terceiros.
4.9 Programa de Monitoramento de Ruídos
É importante se tratar da distinção entre som e ruído. Pode-se afirmar que som é qualquer
variação de pressão (no ar, na água, entre outros) que o ouvido humano possa captar,
enquanto ruído é o som ou o conjunto de sons indesejáveis, desagradáveis, perturbadores.
O critério de distinção é o agente perturbador, que pode ser variável, envolvendo o fator
psicológico de tolerância de cada indivíduo (FIORILLO, 2013).
Os problemas relativos aos níveis excessivos de ruídos estão incluídos entre os sujeitos ao
controle da poluição ambiental, cuja normatização e estabelecimento de padrões compatíveis
com o meio ambiente equilibrado e necessário à sadia qualidade de vida, é atribuída ao
CONAMA, de acordo com que dispõe o inciso II do artigo 6º da Lei 6.938/81.
A identificação entre som e ruído é feita através da utilização de unidades de medição do nível
de ruído. Com isso, definem-se, também, os padrões de emissão aceitáveis e inaceitáveis,
criando-se e permitindo-se a verificação do ponto limítrofe com o ruído. O nível de intensidade
sonora se expressa habitualmente em decibéis (db) e é apurada com a utilização de um
aparelho chamado decibelímetro (MACHADO, 2015).
PLANO DE CONTROLE AMBIENTAL – PCA
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42
No que diz respeito a ruído, a tutela jurídica do meio ambiente e da saúde humana é regulada
pela Resolução do CONAMA 001, de 08 de março de 1990, que considera um problema os
níveis excessivos de ruídos bem como a deterioração da qualidade de vida causada pela
poluição.
Esta Resolução adota os padrões estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas – ABNT e pela Norma Brasileira Regulamentar – NBR 10.151, de maio de 2019,
corrigida em março de 2020. Em Minas Gerais, tem-se ainda a Lei Estadual 10.100/1990 a
qual dispõe sobre a proteção contra poluição sonora no Estado de Minas Gerais.
A Resolução 001/90 do CONAMA, nos seus itens I e II, dispõe:
I – A emissão de ruídos, em decorrência de quaisquer atividades industriais,
comerciais, sociais ou recreativas, inclusive as de propaganda política.
Obedecerá, no interesse da saúde, do sossego público, aos padrões, critérios
e diretrizes estabelecidos nesta Resolução.”
Buscando avaliar o nível de ruído ambiental gerado pelas atividades de implantação e
operação das atividades do Projeto, o empreendedor deverá executar o Programa de
Monitoramento de Ruído Ambiental.
Objetivos
O Programa tem como objetivo verificar a eficiência das medidas adotadas pelo
empreendedor para minimização da geração de ruídos durante a fase de operação do
empreendimento.
Metodologia
O monitoramento do ruído deve considerar as fontes de emissão, área operacional do Projeto,
e as áreas de interesse, objeto do monitoramento. Sugere a periodicidade trimestral para os
monitoramentos, seguindo o horário de funcionamento da operação, a ser realizado em
pontos estratégicos e de maior potencial de geração de ruídos.
Cronograma de Execução
Esse programa será implantado e executado de forma contínua durante todas as fases de
implantação e operação do Projeto.
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Responsabilidade de Execução
A responsabilidade pela operacionalização desse Programa é do empreendedor, podendo ser
realizada por meio da contratação de terceiros.
4.10 Programa de Monitoramento de Qualidade das Águas e Efluentes Líquidos
As atividades de implantação e operação do empreendimento poderão acarretar em uma
alteração da qualidade das águas da área onde se situa o futuro empreendimento, em função
da própria geração de efluentes líquidos, incluindo o carreamento de sólidos pelos efluentes
pluviais.
O carreamento de sedimentos de áreas desnudas pode ser um contribuinte em potencial para
o assoreamento dos recursos hídricos. Durante os períodos de chuvas intensas ocorre a
aceleração do processo de assoreamento com o consequente transporte de sólidos. Caso
não sejam tomadas medidas preventivas adequadas, tais ações podem promover um
comprometimento da qualidade das águas com consequências negativas ao meio ambiente.
Para impedir situações como essas, foi criado o Programa de Drenagem e Controle de
Processos Erosivos.
Para o monitoramento da qualidade das águas, sugere que seja realizado o monitoramento
trimestral de cursos de água em pontos a montante e jusante do empreendimento. O
monitoramento deverá contemplar no mínimo os parâmetros abaixo.
Tabela 5 – Parâmetros de Análise de Qualidade da Água
Local de amostragem Parâmetros Frequência de Análise
OD, pH, DBO, turbidez, cor, condutividade
elétrica, ferro solúvel, manganês solúvel,
Pontos a montante e jusante do sólidos suspensos totais, sólidos
(Trimestral)
empreendimento. sedimentáveis, sólidos dissolvidos totais,
óleos e graxas, coliformes totais e
estreptococos fecais, surfactantes.
Para o monitoramento dos efluentes sanitários e oleosos, sugere que sejam realizados com
periodicidade trimestrais, em todas as caixas separadoras água e óleo e fossas biodigestoras
a serem instaladas no empreendimento. Os monitoramentos deverão contemplar no mínimo
os parâmetros descritos na tabela abaixo.
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Tabela 6 – Parâmetros de Análise de Efluentes
Local de amostragem Parâmetros Frequência de Análise
Entrada e na saída dos pH, sólidos suspensos totais, sólidos
dispositivos de tratamento sedimentáveis, vazão média, DBO, DQO, óleos (Trimestral)
sanitário e gorduras animais e; detergentes.
Entrada e saída dos
DBO; DBO; óleos e graxas; pH; substâncias
dispositivos de tratamento de
tensoativas; sólidos suspensos totais e materiais (Trimestral)
efluentes oleosos (Caixa
sedimentáveis.
SAO)
Objetivos
Através do monitoramento, será possível a avaliação da eficácia do Programa de Controle e
da eficiência dos sistemas de tratamentos e promover correções em caso de alteração dos
parâmetros em desconformidade com a legislação.
Metodologia
Os monitoramentos deverão ser realizados por empresas devidamente certificadas para tal,
que já possuem a devida experiência para a coleta, transporte e análise.
Cronograma de Execução
Esse programa será implantado e executado de forma contínua durante todas as fases de
implantação e operação do Projeto.
Responsabilidade de Execução
A responsabilidade pela operacionalização desse Programa é do empreendedor, podendo ser
realizada por meio da contratação de terceiros.
4.11 Programa de Recuperação de Áreas Degradadas – PRAD
A implantação do empreendimento, mesmo considerando a existência de área antropizada,
ainda causará a interferência no terreno natural pelas obras de implantação do
empreendimento. De acordo com a legislação ambiental vigente, para todo empreendimento
PLANO DE CONTROLE AMBIENTAL – PCA
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causador de degradação ambiental, deverá ser realizada a reabilitação das áreas afetadas,
com a finalidade de minimizar e controlar os impactos diagnosticados.
O Programa de Recuperação de Áreas Degradadas – PRAD, nesse sentido, busca apresentar
as ações a serem desenvolvidas para reconfiguração e recomposição da área a ser atingida
pelas operações minerárias no ambiente. Destacam-se os seguintes objetivos específicos do
referido Programa:
• Apresentar as formas de uso futuro como opções de recuperação e estabilização do
meio ambiente;
• Apresentar metodologia de reabilitação de áreas degradadas, com ênfase na
revegetação que sejam financeiramente viáveis e tecnicamente exequíveis, além de
sustentabilidade sob o ponto de vista socioambiental;
• Cumprir os quesitos legais e obtenção de licenças ambientais referente ao projeto
junto aos Órgãos Ambientais pertinentes;
• Gerar conhecimentos específicos sobre as condições dos solos degradados
localmente e suas formas de recuperação e;
• Revegetar as áreas degradadas, sempre que possível, com espécies de ocorrência
local.
O PRAD do projeto em questão é apresentado em um relatório separado, inserido no presente
processo de licenciamento ambiental na Plataforma SLA.
4.12 Plano de Fechamento de Mina
O fechamento de mina é um tema recente no Brasil, o qual vem se materializando
gradativamente no ordenamento jurídico nacional, a partir do advento da Constituição Federal
de 1988.
O art. 225, § 2º desta Constituição impõe àquele que explorar recursos minerais a:
[...] a responsabilidade de recuperar os danos ambientais causados
pela atividade de mineração de acordo com a solução técnica
exigida pelo órgão público competente, na forma de lei.
PLANO DE CONTROLE AMBIENTAL – PCA
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46
Portanto, o minerador tem a obrigação de implantar o plano de recuperação de área
degradada pela atividade de mineração aprovado pelo órgão ambiental competente, que
contempla o uso futuro da área de influência da mina, após o fechamento da mesma.
Como as atividades de mineração implicam na remoção de bens minerais naturais não
renováveis, de maneira econômica, já pressupõem uma etapa final de fechamento; sendo
previsto pela legislação do Estado de Minas Gerais a elaboração do Plano Ambiental de
Fechamento de Mina – PAFEM.
Tendo em vista as diversas possibilidades que podem levar ao encerramento de um
empreendimento minerário, podem ser identificadas as seguintes tipologias de fechamento
de mina:
• Planejado - Aquele que ocorre no decorrer do desenvolvimento das atividades da
mineração, pressupondo as etapas de planejamento conceitual e executivo;
• Súbito - No caso de modificações bruscas de mercado pode ser exigido o fechamento
súbito do empreendimento;
• Temporário - Também no caso de modificações bruscas que exijam a paralisação do
empreendimento, pode ser executado um fechamento temporário que levará em conta
o potencial de futuras operações e, principalmente, o retorno das condições
mercadológicas vantajosas ou implantação de novas tecnologias que permitam uma
operação mais competitiva;
• Abandono - É a tipologia em que, motivada por desinteresse econômico, a área é
abandonada sem se tomar quaisquer medidas para mitigação dos efeitos de seu
fechamento.
Objetivos
O Plano de Fechamento de Mina tem como objetivo orientar os profissionais envolvidos no
planejamento, implantação e operação do empreendimento sobre as melhores práticas
atualmente recomendadas para o seu fechamento.
Metodologia
O adequado fechamento de empreendimentos minerários deve seguir uma série de
procedimentos a serem adotados pela empresa de forma a garantir a sua reintegração a
PLANO DE CONTROLE AMBIENTAL – PCA
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paisagem local, além de que, não represente qualquer tipo de risco às comunidades locais.
Este item passou a constituir-se em etapa fundamental, assim como as etapas anteriores de
concepção, implantação e operação do empreendimento.
O planejamento antecipado do fechamento de uma mina consiste em estabelecer as bases
técnicas e estimar os recursos para: (i) reparação dos danos ambientais e reabilitação dos
ambientes degradados, obtendo a estabilidade da área de modo a possibilitar o seu uso futuro
seguro; (ii) manter os benefícios sociais obtidos e/ou reduzir os impactos negativos sobre as
comunidades envolvidas.
Para cada estrutura que compõe o empreendimento devem ser estudadas alternativas de
usos futuros com base nas aptidões e restrições intrínsecas de cada área e do ambiente do
entorno. Com base nas definições de uso futuro são propostas as obras e ações de
fechamento para cada área, bem como os monitoramentos necessários no período de pós-
fechamento.
Como recomendado pela maioria dos autores dedicados ao tema, o fechamento de mina
constitui um conjunto complexo de processos, que inclui diferentes etapas, quais sejam:
descomissionamento, reabilitação, monitoramento e manutenção e, finalmente, o pós-
fechamento.
Na mineração, o termo descomissionamento vem sendo empregado para designar o conjunto
de ações necessárias para mitigar os efeitos das diferentes alterações impostas ao meio
ambiente em decorrência da atividade extrativa; de modo que a área tenha condições de ser
destinada a novos usos ao término das atividades de produção mineral.
Constituindo- se assim em um processo de transição entre a paralisação das atividades
produtivas e o fechamento definitivo do empreendimento.
Os procedimentos de monitoramento e manutenção visam garantir que, após o fechamento
da mina, os terrenos afetados pelo empreendimento se tornarão efetivamente estáveis
segundo os pontos de vistas físico, químico e biológico; devendo compor um plano
concatenado, que leve em consideração as particularidades dos diferentes setores das áreas
afetadas, com suporte em criteriosa análise de riscos, devendo perdurar pelo tempo que for
julgado necessário.
A necessidade de manutenção decorre do fato de que algumas intervenções ocasionadas
pela mineração se tornam alterações perpétuas no ambiente, tais como as áreas de lavra,
PLANO DE CONTROLE AMBIENTAL – PCA
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potencialmente sujeitos à deterioração, principalmente em decorrência de processos de
erosão, capazes de provocar instabilidade e risco de rompimento.
O pós-fechamento tem início no momento em que a propriedade utilizada pela mineração está
pronta para reassumir seu papel social e ambiental, com a implantação do seu uso pós-
mineração previamente definido.
Plano de Fechamento de Mina – PAFEM
Estabelecido pela Deliberação Normativa COPAM 127/2008, o Plano Ambiental de
Fechamento de Mina - PAFEM tornou-se uma importante ferramenta de planejamento
ambiental que visa garantir que após o fechamento da mina os impactos ambientais, sociais
e econômicos sejam mitigados.
De acordo com a DN COPAM 127/2008 tem-se a seguinte definição para o Plano Ambiental
de Fechamento de Mina - PAFEM: instrumento de gestão ambiental formado pelo conjunto
de informações técnicas, projetos e ações visando à manutenção da segurança, ao
monitoramento e à reabilitação da área impactada pela atividade minerária.
Ainda de acordo com a DN COPAM 127/2008 têm-se as seguintes definições para os termos:
• Fechamento de mina: processo que abrange toda a vida da mina, desde a fase dos
estudos de viabilidade econômica até o encerramento da atividade minerária, incluindo
o descomissionamento, a reabilitação e o uso futuro da área impactada.
• Descomissionamento: trabalhos de desativação da infraestrutura e serviços
associados à produção e de desmobilização da mão de obra do empreendimento
minerário.
• Reabilitação ambiental de área impactada por atividade minerária: processo que deve
ser executado ao longo da vida do empreendimento, de forma a garantir à área
impactada uma condição estável, produtiva e autossustentável, com foco no uso
futuro, valorizando o bem-estar individual e comunitário.
• Uso futuro da área minerada: utilização prevista da área impactada pela atividade
minerária levando-se em consideração as suas aptidões, a intenção de uso pós-
operacional, as características dos meios físico e biótico e os aspectos sócio-
econômicos da região.
PLANO DE CONTROLE AMBIENTAL – PCA
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De acordo com o Art. 3º da DN COPAM 127/2008, o fechamento da mina deve ser planejado
desde a concepção do empreendimento, tendo como objetivos primordiais:
I.- garantir que após o fechamento da mina os impactos ambientais, sociais e
econômicos sejam mitigados;
II.- manter a área após o fechamento da mina em condições seguras e estáveis,
com a aplicação das melhores técnicas de controle e monitoramento;
III.- proporcionar à área impactada pela atividade minerária um uso futuro que
respeite os aspectos socioambientais e econômicos da área de influência do
empreendimento.
De acordo com esses princípios, a área impactada, após o fechamento da mina, deverá ser
mantida em condições seguras e estáveis, utilizando-se para isso as melhores técnicas de
controle e monitoramento; a qual deverá ser destinada a um uso futuro, respeitando os
aspectos socioambientais e econômicos da área de influência do empreendimento e,
entendendo-se ainda, que deverão ser respeitadas as suas limitações impostas pelas
estruturas permanentes criadas na mesma pelas atividades de mineração.
Em resumo, este documento deve conter informações sobre as ações a serem executadas
após o fechamento da mina, visando à manutenção das condições de segurança da área
minerada e das estruturas nela existentes. Tais informações referem-se à reavaliação dos
aspectos e impactos ambientais já levantados na fase de licenciamento; síntese e avaliação
dos projetos e ações socioambientais desenvolvidos na área de influência do
empreendimento; avaliação dos impactos socioambientais após o fechamento da mina;
apresentar propostas de alternativas de uso futuro; o cronograma de implantação e a
estimativa de custos em cada etapa do fechamento da mina.
De acordo com o Art. 5º da DN COPAM 127/2008, o Plano Ambiental de Fechamento de Mina
- PAFEM deverá ser protocolizado pelo empreendedor na unidade do órgão ambiental
responsável pelo licenciamento do empreendimento, com antecedência mínima de dois anos
do fechamento da mina, contemplando os seguintes itens:
I - a reavaliação dos aspectos e impactos ambientais diagnosticados nos
estudos que subsidiaram os processos de licenciamento do empreendimento, de modo a
verificar a real extensão dos impactos e a eficácia das medidas mitigadoras e compensatórias
executadas;
II - a síntese e avaliação dos projetos e ações socioambientais desenvolvidos
visando a sustentabilidade da área de influência do empreendimento;
III - a avaliação dos impactos socioambientais após o fechamento da mina,
PLANO DE CONTROLE AMBIENTAL – PCA
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50
incluindo os aspectos relacionados à recolocação de trabalhadores e propostas para o
envolvimento da comunidade no processo;
IV - a definição das ações que serão executadas após o fechamento da mina
visando à manutenção das condições de segurança da área minerada e das estruturas existentes,
a continuidade da reabilitação ambiental, a definição de parâmetros e frequência para o
monitoramento e a identificação de indicadores de qualidade ambiental adequados;
V - a apresentação de proposta de alternativas para uso futuro da área
minerada, considerando os aspectos sociais, econômicos e ambientais da área de influência
direta do empreendimento;
VI - o cronograma de implantação do plano, incluindo todas as etapas previstas,
os processos de avaliação e revisão e a execução do monitoramento ambiental;
VII - estimativa de custos do fechamento da mina, em cada etapa.
De acordo com o Art. 7º da DN 127/2008, “o responsável por empreendimento que” vier a
paralisar suas atividades de forma temporária, em consequência de fatos fortuitos, desastres
naturais, impedimentos técnicos, problemas de ordem econômica ou decisões judiciais, deverá
comunicar o fato ao órgão ambiental e apresentar um relatório circunstanciado sobre as
condições da mina, contemplando:
I - a descrição da situação atual da área, com ênfase nos aspectos físicos e
biológicos;
II - a definição das ações que serão executadas durante a paralisação do
empreendimento visando à manutenção das condições de segurança da área minerada e das
estruturas existentes, a continuidade da reabilitação ambiental, a definição de parâmetros e
frequência para o monitoramento;
III - o cronograma de implantação das ações;
IV - estimativa de custos de execução das ações; V - a previsão
de retomada da atividade minerária.”
O prazo para protocolização desse relatório não deve ser superior a 180 (cento e oitenta) dias,
contados a partir da data da paralisação da atividade; e a retomada da atividade minerária
temporariamente paralisada deverá ser previamente comunicada ao órgão ambiental.
De acordo com o Art. 8º da DN COPAM 127/2008, em um prazo de até 180 (cento e oitenta)
dias após a apresentação do Plano Ambiental de Fechamento de Mina - PAFEM ao órgão
ambiental estadual, o empreendedor deverá promover reunião pública no município onde se
localiza o empreendimento, com o objetivo de apresentar o PAFEM às partes interessadas,
com ênfase nos aspectos ambientais e sociais correlatos ao fechamento da atividade, bem
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como nas propostas de uso futuro da área minerada, com o intuito de colher opiniões e
sugestões da comunidade diretamente afetada.
O planejamento dessa reunião pública deverá ser realizado em conjunto com o órgão
ambiental para atendimento do seu objetivo e para que a mesma tenha ampla divulgação às
partes interessadas.
Notifica-se que fica assegurado ao empreendedor a possibilidade de identificar inovações
tecnológicas ou oportunidades de mercado e propor revisão do PAFEM.
As aprovações do PAFEM, assim como suas possíveis alterações, serão notificadas ao
empreendedor através de documento oficial em até 90 dias a partir da aprovação.
5 CRONOGRAMA FÍSICO
A adoção e implementação das ações propostas neste plano de controle ambiental deverão
ser adotadas durante toda a atividade de implantação e operação do empreendimento.
Os programas descritos deverão ser executados e relatório de cumprimento deverá ser
apresentado anualmente ao órgão ambiental, contendo as ações mitigadoras, corretivas, de
manutenção e os laudos de controles.
Espera-se que através das ações contínuas de manutenção, controles e melhorias, sejam
capazes de reduzir os impactos adversos advindos do empreendimento em questão e a
efetivação dos sistemas propicie a manutenção da qualidade ambiental contínua, reduzindo
os riscos de formação de passivos ambientais.
Para tanto, a adoção e implementação das ações, programas e medidas mitigatórias e de
controle ambiental deverão ser mantidas ao longo da operação, seguindo os prazos e critérios
estabelecidos neste relatório.
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6 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. Resíduos Sólidos –
Classificação - ABNT NBR 10004. Brasil, 2004. 6p.
BRASIL. Lei Federal nº 12.305/2010, institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a
Lei nº 9.605/98.
CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE – CONAMA. Resolução nº 362/2005, dispõe
sobre o recolhimento, coleta e destinação final de óleo lubrificante usado ou contaminado.
SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
– SEMAD. Termo de referência para elaboração de plano de controle ambiental – PCA.
Disponível em: <[Link] Acesso em 18 de abril de 2022.
SISEMA. Infraestrutura de Dados Espaciais do Sistema Estadual de Meio Ambiente e
Recursos Hídricos. Belo Horizonte: IDE-Sisema, 2022. Disponível em:
[Link]. Acesso em 8 de abril de 2022.
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Anexos
Anexo 1 – Anotações de
Responsabilidade Técnica – ARTs
Vazante 20 dezembro 2022.