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History Project

Os Lusíadas é uma epopeia de Luís de Camões que narra a viagem de Vasco da Gama à Índia, exaltando a coragem e a glória de Portugal. A obra combina elementos históricos e mitológicos, com deuses que intervêm para justificar o destino dos portugueses. Estruturalmente, é dividida em 10 cantos, seguindo o modelo das epopeias clássicas.

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Os Lusíadas é uma epopeia de Luís de Camões que narra a viagem de Vasco da Gama à Índia, exaltando a coragem e a glória de Portugal. A obra combina elementos históricos e mitológicos, com deuses que intervêm para justificar o destino dos portugueses. Estruturalmente, é dividida em 10 cantos, seguindo o modelo das epopeias clássicas.

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Os Lusíadas

Filipe Zhu nº 5, Mª Carlota Monteiro nº 20, Mª Laura Mendes nº 21


INDICE
1. Biografia de Luís Vaz de
Camões
2. Resumo dos Lusíadas
3. Humanismo
4. Renascimento
5. Classicismo
6. A Epopeia
7. A estrutura da obra
8. Resumo de cada canto
9. A Tempestade
10. Leitura expressiva da est.72,
est.80-83
11. Análise da est.80-83
LUÍS VAZ DE CAMÕES
nasceu em 1524
foi poeta e soldado português
escreveu Os Lusíadas e vários sonetos
Pode ter estudado na Universidade de
Coimbra
frequentou a corte de D. João III
morreu a 10 de junho de 1579 ou 1580
RESUMO DOS
LUSÍADAS
Os Lusíadas é uma epopeia de Luís de Camões que celebra a era
das viagens portuguesas, centrada na viagem até à Índia de Vasco
da Gama (1497-1499). O poema exalta a coragem, a fé e a glória de
Portugal, misturando história com mitologia (deuses que intervêm)
para justificar o destino grandioso dos Lusos. A narrativa
acompanha a preparação da viagem, as adversidades no Atlântico
e a chegada à Índia.
HUMANISMO
O Humanismo foi um movimento cultural e
intelectual do fim da Idade Média que
valorizou o ser humano, a razão e a
capacidade de compreender o mundo.
fsdgsgsdgsgd
Defendeu o antropocentrismo, ou seja,
colocou o Homem no centro das
preocupações, em contraste com o
teocentrismo medieval.
RENASCIMENTO
O Renascimento foi uma época de renovação
cultural, científica e artística, inspirada na
Antiguidade clássica e impulsionada por
mudanças como a imprensa e os
Descobrimentos. Procurou recuperar os valores
greco-latinos, valorizando o ser humano, a
razão, o conhecimento e a observação da
realidade
CLASSICISMO
O classicismo é uma tendência estética
que considera os valores clássicos
greco-latinos, procurando o equilíbrio, a
harmonia e a idealização da realidade.
Na literatura estabelece-se um exigente
sistema de regras, próprio dos vários
géneros literários como o lírico, o épico e
o dramático.
EPOPEIA
A epopeia é um poema narrativo que conta feitos
heroicos e grandiosos. As obras mais conhecidas são
Ilíada, a Odisseia e a Eneida.

Ilíada: guerra de Troia e a ira de Aquiles


Odisseia: regresso de Ulisses a Ítaca
Eneida: viagem de Eneias e fundação de Roma
ESTRUTURA DA
OBRA
Estrutura Externa
Os Lusíadas é uma epopeia escrita em verso
e dividida em 10 cantos, seguindo o modelo
de obras clássicas como a Ilíada, a Odisseia e
a Eneida.
Cada estrofe possui 8 versos e cada verso
tem 10 sílabas métricas, sendo chamado de
decassílabo.
Estrutura Interna
O poema épico de Luís de Camões
obedece às normas mas epopeias
clássicas, apresentando três partes
constituintes obrigatória e ainda, uma
parte facultativa, a dedicatória.
Preposição
Invocação
Dedicatória
Narração
RESUMO DE
CADA CANTO
CANTO I
Plano da Viagem: Viagem de vasco da gama - a frota lusa
navega no Índico.
Chegada a Moçambique
Continuação da viagem e chegada a Mombaça
Plano da Mitologia: Primeiro Consílio dos Deuses
Ciladas de baco
Intervenção de Vénus, afastando as naus de Quiloa
CANTO II
No canto dois temos 3 planos. O plano da viagem, onde
se fala da receção em Mombaça, do Agradecimento e
prece de Vasco da Gama à “Guarda Divína”, partida para
Melinde e a visita do rei de melinde à armada portuguesa.
O Plano da mitologia, onde nos conta sobre as
armadilhas de Baco, Vénus intervir e afastar as naus da
costa, Vénus dirigir-se a Júpiter e onde Mercúrio é
enviado à terra para aparecer num sonho de Vasco da
Gama e indicar-lhe o caminho até Melinde.
O plano da História de Portugal, onde mostra as profecias
de Júpiter sobre os efeitos dos Lusitanos no Oriente.
CANTO III

A pedido do rei de Melinde, Vasco da Gama


narra (analepse) alguns dos episódios mais
marcantes na História do país desde a sua
formação até ao reinado de D. Fernando
(1ª Dinastia)
CANTO IV

Continuação da narraçao de Vasco da Gama


sobre a a História de Portugal
( 2ª Dinastia)
CANTO V
Neste Canto temos apenas os dois planos.
O Plano da viagem: Em que os Lusos já
navegavam à alguns dias, quando sentem a
aproximação de uma tempestade apartir da
nuvens e do vento
Plano mitologia: fala sobre toda a história do
Adamastor
A TEMPESTADE
CANTO VI
est. 70 a 72
DIVISÃO DO est. 84 a 91
A tempestade
Início da
tempestade e CANTO continua e
Vénus sucorre
preparativos do
os
mestre est. 80 a .83
Portugueses
experiente Vasco da Gama
suplica a
est. 92 a 94
intervenção
est. 73 a 79 Fim de “ A
dívina Tempestade, os
A tempestade
portugueses
intensifica-se
chegam à Índia
surgem os
Saída da armada ventos (est, 70-
de Melinde 84)
Baco convoca o Vasco dsa Gama
2º Consilio dos
deuses
RESUMO DO reza e é ouvido
por Vénus que
Deuses marinhos . os ajuda con as
lançam os ventos
Episódio dos
CANTO VI ninfas
avistam calcute
dose de Vasco da Gama
Inglaterra agradece a
(est.43-69) Deus o sucesso
da viagem
Plano da Viagem
OS 3 PLANOS
partida de Plano da Mitologia
Melinde 2º Consilio dos
Para evitar o Deuses
sono os intervenção
. de
navegadores Vénus
contam
histórias Reflexões do Poeta
A Tempestade O verdadeiro
A chegada a valor de glória
Calcute
CANTO IX
Neste canto temos apenas dois planos. O
plano da viagem, em que os Portugueses
negoceiam com os indianos pra a saída de
Calecute e começa a viagem de regresso
para Lisboa em que pelo meio param numa
fsdgsgsdgsgd
ilha, e o plano Mitológico, em que Vénus e
Cupido preparam uma recompensa para os
portugueses (a Ilha dos amores) e em que
os nautas são recebidos por Tétis e pelas
ninfas.
CANTO X
Neste último canto temos o plano da viagem,
com a continuação do regresso e com a chegada
a Lisboa, o plano mitológico, que nos conta
sobre o banquete preparado pelas ninfas, as
profecias que uma ninfa faz sobre o futuro
glorioso dos Lusos no Oriente e onde Tétis
mostra a Vasco da Gama a Máquina do Mundo,
e o plano da História de Portugal, que fala nos
pronúncios sobre as nações futuras dos
portugueses no Oriente e o seu império.
LEITURA
EXPRESSIVA E
ANÁLISE DE EST.
est.80 est.81
Vendo Vasco da Gama que tão perto Divina Guarda, angélica, celeste,
Do fim do seu desejo se perdia, Que os céus, o mar e terra senhoreias:
est.80
Vendo Vasco da Gama que tão perto
Vendo ora o mar até ao inferno aberto, Tu,seque
Do fim do seu desejo perdia, a todo Israel refúgio deste
Vendo ora o mar até ao inderno aberto,
Ora nova fúria ao Céu subia, Ora nova fúria Por metade das águas Eritreias;
ao Céu subia,
Confuso de temor, da vida incerto
Confuso de temor, da vida incerto Tu que
Onde nenhum remédio lhe valia,livraste Paulo e defendeste
Chama aquele remédio santo e forte
Onde nenhum remédio lhe valia,Que o impossíbil pode,
DasdestaSirtes
sorte: arenosas e ondas feias,
Chama aquele remédio santo e forte E guardaste, cos filhos, segundo
Que o impossíbil pode, desta sorte: Povoador do alagado e vácuo mundo
est.82 est.83
Se tenho novos medos perigosos Oh ditosos aqueles que puderam
Doutra Cila e Caríbdis já passados, Entre as agudas lanças Africanas
est.80
Vendo Vasco da Gama que tão perto
Outras Sirtes e baxos arenosos, Do fim do seu desejo
Morrer,
se perdia, enquanto fortes sustiveram
Vendo ora o mar até ao inderno aberto,
Outros Acroceráunios infamados;Ora nova fúria A santa
ao Céu subia, Fé nas terras Mauritanas;
Confuso de temor, da vida incerto
No fim de tantos casos trabalhosos De quem
Onde nenhum remédio lhe valia, feitos ilustres se souberam,
Chama aquele remédio santo e forte
Porque somos de ti desamparados Dedesta
Que o impossíbil pode, quem sorte: ficam memórias sobranas,

Se este nosso trabalho não te ofende De quem se ganha a vida com perdê-la
Mas antes teu serviço só pretende Doce fazendo a morte as honras dela!»

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