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5 Raciocinio-Lógico

A apostila aborda estruturas lógicas, enfatizando a importância das proposições e seus conectivos, como negação, conjunção, disjunção, condicional e bicondicional. Ela também discute os princípios da lógica, como a contradição e o terceiro excluído, e apresenta exemplos práticos para ilustrar esses conceitos. Além disso, a apostila inclui questões para testar o entendimento sobre raciocínio lógico e proposições.

Enviado por

Luciana Couto
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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5 Raciocinio-Lógico

A apostila aborda estruturas lógicas, enfatizando a importância das proposições e seus conectivos, como negação, conjunção, disjunção, condicional e bicondicional. Ela também discute os princípios da lógica, como a contradição e o terceiro excluído, e apresenta exemplos práticos para ilustrar esses conceitos. Além disso, a apostila inclui questões para testar o entendimento sobre raciocínio lógico e proposições.

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APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS

1 ESTRUTURAS LÓGICAS

Na lógica, uma estrutura (ou estrutura de interpretação) é um objeto


que dá significado semântico ou interpretação aos símbolos definidos
pela assinatura de uma linguagem. Uma estrutura possui diferentes
configurações, seja em lógicas de primeira ordem, seja em
linguagens lógicas poli-sortidas ou de ordem superior. As questões
de Raciocínio Lógico sempre vão ser compostas por proposições que
provam, dão suporte, dão razão a algo, ou seja, são afirmações que
expressam um pensamento de sentindo completo. Essas

APOSTILA proposições podem ter um sentindo positivo ou negativo.


Exemplo 1: João anda de bicicleta.
Exemplo 2: Maria não gosta de banana.
Tanto o exemplo 1 quanto o 2 caracterizam uma afirmação/
proposição.
A base das Estruturas Lógicas é saber o que é Verdade ou Mentira
(verdadeiro/falso). Os resultados das proposições sempre tem que
dar verdadeiro. Há alguns princípios básicos:

Contradição: Nenhuma proposição pode ser verdadeira e falsa ao


mesmo tempo.

DE Terceiro Excluído: Dadas duas proposições lógicas contraditórias


somente uma delas é verdadeira. Uma proposição ou é verdadeira
ou é falsa, não há um terceiro valor lógico (―mais ou menos‖, meio
verdade ou meio mentira). Ex. Estudar é fácil. (o contrário seria:
―Estudar é difícil‖. Não existe meio termo, ou estudar é fácil ou
estudar é difícil).
Para facilitar a resolução das questões de lógica usam-se os
conectivos lógicos, que são símbolos que comprovam a veracidade
das informações e unem as proposições uma a outra ou as
transformam numa terceira proposição. Veja:
(~) ―não‖: negação
(Λ) ―e‖: conjunção
RACIOCÍNIO (V) ―ou‖: disjunção
(→) ―se...então‖: condicional
(↔) ―se e somente se‖: bicondicional

LÓGICO Temos as seguintes proposições:


O Pão é barato. O Queijo não é bom.
A letra p representa a primeira proposição e a letra q, a segunda.
Assim, temos:
p: O Pão é barato.
q: O Queijo não é bom.

Negação (símbolo ~): Quando usamos a negação de uma


proposição invertemos a afirmação que está sendo dada. Veja os
exemplos:
~p (não p): O Pão não é barato. (É a negação lógica de p)
~q (não q): O Queijo é bom. (É a negação lógica de q)
Se uma proposição é verdadeira, quando usamos a negação vira
falsa.
Se uma proposição é falsa, quando usamos a negação vira
verdadeira.
Regrinha para o conectivo de negação (~):

Conjunção (símbolo Λ): Este conectivo é utilizado para unir duas


proposições formando uma terceira. O resultado dessa união
somente será verdadeiro se as duas proposições (p e q) forem
verdadeiras, ou seja, sendo pelo menos uma falsa, o resultado será
falso. Ex.: p Λ q. (O Pão é barato e o Queijo não é bom). Λ = ―e‖.
Regrinha para o conectivo de conjunção (Λ):

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Disjunção (símbolo V): Este conectivo também serve para unir duas (E) não é verdade que se o menino é loiro, então a menina tem olhos
proposições. O resultado será verdadeiro se pelo menos uma das azuis.
proposições for verdadeira. Ex: p v q. (Ou o Pão é barato ou o Queijo
não é bom.) V = ―ou‖. Regrinha para o conectivo de disjunção (V): 02. (ESAF - Receita Federal - Auditor Fiscal) Se Anamara é médica,
então Angélica é médica. Se Anamara é arquiteta, então Angélica ou
Andrea são médicas. Se Andrea é arquiteta, então Angélica é
arquiteta. Se Andrea é médica, então Anamara é médica.
Considerando que as afirmações são verdadeiras, segue-se,
portanto, que:
(A) Anamara, Angélica e Andrea são arquitetas.
(B) Anamara é médica, mas Angélica e Andrea são arquitetas.
(C) Anamara, Angélica e Andrea são médicas.
(D) Anamara e Angélica são arquitetas, mas Andrea é médica.
(E) Anamara e Andrea são médicas, mas Angélica é arquiteta.
Condicional (símbolo →): Este conectivo dá a ideia de condição 03. (ESAF - Receita Federal - Auditor Fiscal) Se Ana é pianista,
para que a outra proposição exista. ―P‖ será condição suficiente para então Beatriz é violinista. Se Ana é violinista, então Beatriz é pianista.
―Q‖ e ―Q‖ é condição necessária para ―P‖. Ex: P → Q. (Se o Pão é Se Ana é pianista, Denise é violinista. Se Ana é violinista, então
barato então o Queijo não é bom.) → = ―se...então‖. Regrinha para o Denise é pianista. Se Beatriz é violinista, então Denise é pianista.
conectivo condicional (→): Sabendo-se que nenhuma delas toca mais de um instrumento, então
Ana, Beatriz e Denise tocam, respectivamente:
(A) piano, piano, piano.
(B) violino, piano, piano.
(C) violino, piano, violino.
(D) violino, violino, piano.
(E) piano, piano, violino.

Texto para as questões de 04 a 07.


Bicondicional (símbolo ↔): O resultado dessas proposições será O cenário político de uma pequena cidade tem sido movimentado por
verdadeiro se e somente se as duas forem iguais (as duas denúncias a respeito da existência de um esquema de compra de
verdadeiras ou as duas falsas). ―P‖ será condição suficiente e votos dos vereadores. A dúvida quanto a esse esquema persiste em
necessária para ―Q‖. Exemplo: P ↔ Q. (O Pão é barato se e somente três pontos, correspondentes às proposições P, Q e R:
se o Queijo não é bom.) ↔ = ―se e somente se‖. Regrinha para o P: O vereador Vitor não participou do esquema;
conectivo bicondicional (↔): Q: O Prefeito Pérsio sabia do esquema;
R: O chefe de gabinete do Prefeito foi o mentor do esquema.
Os trabalhos de investigação de uma CPI da Câmara Municipal
conduziram às premissas P1, P2 e P3 seguintes:
P1: Se o vereador Vitor não participou do esquema, então o Prefeito
Pérsio não sabia do esquema.
P2: Ou o chefe de gabinete foi o mentor do esquema, ou o Prefeito
Pérsio sabia do esquema, mas não ambos.
P3: Se o vereador Vitor não participou do esquema, então o chefe de
gabinete não foi o mentor do esquema.
Considerando essa situação hipotética, julgue os itens seguintes,
acerca de proposições lógicas.
CONTINGÊNCIA
04. Das premissas P1, P2 e P3, é correto afirmar que ―O chefe de
gabinete foi o mentor do esquema ou o vereador Vitor participou do
Chama-se Contingência toda a proposição composta em
esquema‖.
cuja última coluna de sua tabela-verdade figuram as letras V e F
( ) Certo ( ) Errado
cada uma pelo menos vez. Em outros termos, contingência é toda
proposição composta que não é tautologia nem contradição.
05. Considerando essa situação hipotética, julgue os itens seguintes,
acerca de proposições lógicas. A premissa P2 pode ser corretamente
As Contingências são também denominadas proposições
representada por R ∨ Q.
indeterminadas.
( ) Certo ( ) Errado
A proposição "se p então ~p", isto é, p → ( ~p) é uma
contingência. De fato, a tabela-verdade de p → 06. Considerando essa situação hipotética, julgue os itens seguintes,
acerca de proposições lógicas. A premissa P3 é logicamente
( ~p) é:
equivalente à proposição ―O vereador Vitor participou do esquema ou
o chefe de gabinete não foi o mentor do esquema‖.
( ) Certo ( ) Errado
Resumidamente temos:
Tautologia contendo apenas V na última coluna da sua
07. Considerando essa situação hipotética, julgue os itens seguintes,
tabela-verdade;
acerca de proposições lógicas. A partir das premissas P1, P2 e P3, é
Contradição contendo apenas F na última coluna da sua
correto inferir que o prefeito Pérsio não sabia do esquema.
tabela-verdade;
( ) Certo ( ) Errado
Contingência contendo apenas V e F na última coluna da
sua tabela-verdade.
08. (CESPE - TRE-ES - Técnico) Entende-se por proposição todo
conjunto de palavras ou símbolos que exprimem um pensamento de
QUESTÕES
sentido completo, isto é, que afirmam fatos ou exprimam juízos a
01. (ESAF - Receita Federal - Auditor Fiscal) A afirmação ―A menina
respeito de determinados entes. Na lógica bivalente, esse juízo, que
tem olhos azuis ou o menino é loiro‖ tem como sentença logicamente
é conhecido como valor lógico da proposição, pode ser verdadeiro
equivalente:
(V) ou falso (F), sendo objeto de estudo desse ramo da lógica apenas
(A) se o menino é loiro, então a menina tem olhos azuis.
as proposições que atendam ao princípio da não contradição, em que
(B) se a menina tem olhos azuis, então o menino é loiro.
uma proposição não pode ser simultaneamente verdadeira e falsa; e
(C) se a menina não tem olhos azuis, então o menino é loiro.
ao princípio do terceiro excluído, em que os únicos valores lógicos
(D) não é verdade que se a menina tem olhos azuis, então o menino
possíveis para uma proposição são verdadeiro e falso. Com base
é loiro.
nessas informações, julgue os itens a seguir. Segundo os princípios

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da não contradição e do terceiro excluído, a uma proposição pode 1. V V


ser atribuído um e somente um valor lógico. 2. F F
( ) Certo ( ) Errado 3. F V
- Se Anamara é arquiteta, então Angélica ou Andrea são médicas.
(CESPE - TRT-ES – Técnico Judiciário) Proposição (verdadeiro)
Texto para as questões 09 e 10. 1. F V V - Para ser falso Todos devem ser falsos.
Proposições são frases que podem ser julgadas como verdadeiras 2. V F V - A segunda sentença deu falso e a VF apareceu, então
(V) ou falsas (F), mas não como V e F simultaneamente. As descarta essa hipótese.
proposições simples são aquelas que não contêm nenhuma outra 3. V V F - Aqui também ocorreu o mesmo problema da 2º hipótese,
proposição como parte delas. As proposições compostas são também devemos descartá-la.
construídas a partir de outras proposições, usando-se símbolos - Se Andrea é arquiteta, então Angélica é arquiteta. (verdadeiro)
lógicos, parênteses e colchetes para que se evitem ambiguidades. As 1. F F
proposições são usualmente simbolizadas por letras maiúsculas do 2.
alfabeto: A, B, C, etc. Uma proposição composta da forma A ∨ B, 3.
chamada disjunção, deve ser lida como ―A ou B‖ e tem o valor lógico - Se Andrea é médica, então Anamara é médica. (verdadeiro)
F, se A e B são F, e V, nos demais casos. Uma proposição composta 1. V V
da forma A ∨ B, chamada conjunção, deve ser lida como ―A e B‖ e 2.
tem valor lógico V, se A e B são V, e F, nos demais casos. Além 3.
disso, A, que simboliza a negação da proposição A, é V, se A for F, e
F, se A for V. Considere que cada uma das proposições seguintes 03. Resposta ―B‖.
tenha valor lógico V. Ana pianista → Beatriz violinista. (F → F)
I- Tânia estava no escritório ou Jorge foi ao centro da cidade Ana violinista → Beatriz pianista. (V → V)
II- Manuel declarou o imposto de renda na data correta e Carla não Ana pianista → Denise violinista. (F → F)
pagou o condomínio. Ana violinista → Denise pianista. (V → V)
III- Jorge não foi ao centro da cidade. Beatriz violinista → Denise pianista. (F → V)
Proposições Simples quando aparecem na questão, suponhamos
09. A partir dessas proposições, é correto afirmar que a proposição que sejam verdadeiras (V). Como na questão não há proposições
―Manuel declarou o imposto de renda na data correta e Jorge foi ao simples, escolhemos outra proposição composta e supomos que seja
centro da cidade‖ tem valor lógico V. verdadeira ou falsa.
( ) Certo ( ) Errado 1º Passo: qual regra eu tenho que saber? Condicional (Se... então).
2º Passo: Fazer o teste com as hipóteses possíveis até encontrar a
10. A partir dessas proposições, é correto afirmar que a proposição. resposta.
―Carla pagou o condomínio‖ tem valor lógico F. Hipótese 1
( ) Certo ( ) Errado - Se Ana é pianista, então Beatriz é violinista. (verdade)
V V - Como já sabemos, se a (verdade) aparecer primeiro, a (falso)
Respostas não poderá.
01. Resposta ―C‖. - Se Ana é violinista, então Beatriz é pianista. (verdade)
F F - Já sabemos que Ana é pianista e Bia é violinista, então falso
nelas.
- Se Ana é pianista, Denise é violinista. (verdade)
VV
- Se Ana é violinista, então Denise é pianista. (verdade)
FF
- Se Beatriz é violinista, então Denise é pianista. (verdade)
V F - Apareceu a temida V F, logo a nossa proposição será falsa.
Então descarte essa hipótese.
Hipótese 2
- Se Ana é pianista, então Beatriz é violinista. (verdade)
FV
- Se Ana é violinista, então Beatriz é pianista. (verdade)
V F - A VF apareceu, então já podemos descartá-la, pois a nossa
proposição será falsa.

Sintetizando: Basta negar a primeira, manter a segunda e trocar o 04. Resposta ―Certo‖.
―ou‖ pelo ―se então‖. ―A menina tem olhos azuis (M) ou o menino é É só aplicar a tabela verdade do ―ou‖ (v).
loiro (L)‖. V v F será verdadeiro, sendo falso apenas quando as duas forem
Está assim: M v L falsas.
Fica assim: ~M → L A tabela verdade do ―ou‖. Vejam:
Se a menina não tem olhos azuis, então o menino é loiro.

02. Parte inferior do formulário


Resposta ―C‖.
Anamara médica → Angélica médica. (verdadeira → verdadeira)
Anamara arquiteta → Angélica médica ∨ Andrea médica. (falsa →
verdadeira ∨ verdadeira)
Andrea arquiteta → Angélica arquiteta. (falsa → falsa)
Andrea médica → Anamara médica. (verdadeira → verdadeira)
Como na questão não existe uma proposição simples, temos que
escolher entre as existentes, uma proposição composta e supor se é No 2º caso, os dois não podem ser verdade ao mesmo tempo.
verdadeira ou falsa. Nesta questão analise as proposições à medida Disjunção exclusiva (Ou... ou)
que aparecem na questão, daí a primeira proposição sobre a pessoa Representado pelo v, ou ainda ou.
assume o valor de verdade, as seguintes serão, em regra, falsas. Pode aparecer assim também: p v q, mas não ambos.
Embora nada impeça que uma pessoa tenha mais de uma profissão, Regra: Só será verdadeira se houver uma das sentenças verdadeira
o que não deve ser levado em consideração. Importante lembrar que e outra falsa.
todas as proposições devem ter valor lógico verdadeiro. Para Hipótese 1:
encontrar a resposta temos que testar algumas hipóteses até P1: F → V = V (Não poderá aparecer VF).
encontrar a que preencha todos os requisitos da regra. P2: V F = V (Apenas um tem que ser verdadeiro).
- Se Anamara é médica, então Angélica é médica. (verdadeiro) P3: F → F = V
Conclusões:
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Vereador participou do esquema. premissas forem verdadeiras e a conclusão for falsa. Pra resolver
Prefeito não sabia. essas questões de validade de argumento é melhor começar de
Chefe do gabinete foi o mentor. forma contrária ao comando da questão. Como a questão quer saber
Então: se o argumento é válido, vamos partir do princípio (hipótese) que é
O chefe de gabinete foi o mentor do esquema ou o vereador Vitor inválido. Fica assim:
participou do esquema. P1: P → ~Q verdade
V V = verdade, pois sabemos que para ser falso, todos devem ser P2: R (ou exclusivo) Q verdade
falsos. P3: P → ~R verdade
Hipótese 2: Conclusão: O prefeito Pérsio não sabia do esquema. falso
P1: F → F = V Se é falso que o Prefeito Pérsio não sabia, significa dizer que ele
P2: F V = V sabia do esquema. Então, pode-se deduzir que as proposições ~Q e
P3: F →V = V Q são, respectivamente, falsa e verdadeira. Na segunda premissa:
Conclusões: Se Q é verdadeira, R será obrigatoriamente falsa, pois na disjunção
Vereador participou do esquema. exclusiva só vai ser verdade quando apenas um dos argumentos for
Prefeito sabia. verdadeiro. E se R é falso, significa dizer que ~R é verdadeiro.
Chefe de gabinete não era o mentor. Fazendo as substituições:
Então: P1: P → ~Q Verdade
O chefe de gabinete foi o mentor do esquema ou o vereador Vitor F→FV
participou do esquema. Por que P é falso? Na condicional só vai ser falso se a primeira for
F V = verdade. verdadeira e a segunda for falsa. Como ―sabemos‖ que a premissa
toda é verdadeira e que ~Q é falso, P só pode assumir valor F.
05. Resposta ―Errado‖. P2: R (ou exclusivo) Q Verdade
Não se trata de uma Disjunção, trata-se de uma Disjunção Exclusiva, F (ou exclusivo) V V
cujo símbolo é . Também chamado de ―Ou Exclusivo‖. É o famoso Lembrando que na disjunção exclusiva, só vai ser verdade quando
―um ou outro mas não ambos‖. Só vai assumir valor verdade, quando uma das proposições forem verdadeiras. Como sei que Q é
somente uma das proposições forem verdadeiras, pois quando as verdadeiro, R só pode ser falso.
duas forem verdadeiras a proposição será falsa. Da mesma forma se P3: P → ~R Verdade
as duas forem falsas, a proposição toda será falsa. F→VV
Tabela verdade do ―Ou Exclusivo‖. Se deduz que R é falso, logo ~R é verdadeiro. Consideramos
inicialmente o argumento sendo não válido (premissas verdadeiras e
conclusão falsa). Significa dizer que a questão está errada. Não é
correto inferir que o Prefeito Pérsio não sabia do esquema. Foi
comprovado que ele sabia do esquema.

08. Resposta ―Certo‖.


Princípio da Não Contradição = Uma preposição será V ou F não
podendo assumir os 2 valores simultaneamente. Representação: ¬(P
∨ ¬P). Exemplo: Não (―a terra é redonda‖ e ―a terra não é redonda‖).
Princípio do Terceiro Excluído = Uma preposição será V ou F, não
Com a frase em P2 ―mas não ambos‖ deixa claro que as duas
premissas não podem ser verdadeiras, logo não é uma Disjunção, podendo assumir um 3o valor lógico. Representação: P ∨ ¬P.
mas sim uma Disjunção Exclusiva, onde apenas uma das premissas Exemplo: Ou este homem é José ou não é José.
pode ser verdadeira para que P2 seja verdadeira. Uma proposição só poderá ser julgada verdadeira ou falsa, nunca
poderá ser as duas coisas ao mesmo tempo.
06. Resposta ―Certo‖.
Duas premissas são logicamente equivalentes quando elas possuem 09. Resposta ―Errado‖.
a mesma tabela verdade: Da proposição III ―Jorge não foi ao centro da cidade‖ que é
verdadeira e a questão diz ―Manuel declarou o imposto de renda na
data correta e Jorge foi ao centro da cidade‖ a segunda parte é falsa
como o conectivo é ―e‖ as duas teriam que ser verdadeiras (o que
não acontece). Vamos analisar cada proposição de cada premissa,
tendo em mente que as premissas tem valor lógico (V), daí tiramos
um importante dado, sabemos que a premissa III é (V), portanto
vamos atribuir o valor lógico (V) a proposição ―e‖ e o valor lógico (F) a
proposição ―B‖, agora vamos separar:
Possuem a mesma tabela verdade, logo são equivalentes. A: Tânia estava no escritório (V)
Representando simbolicamente as equivalências, temos o seguinte: B: Jorge foi ao centro da cidade (F)
(P → R) = (¬P ∨ R) = (¬R → ¬P) Diante das análises iniciais temos que a premissa A v B, tem valor
As proposições dadas na questão: lógico (V), mas que a proposição ―B‖ tem valor lógico (F), ou seja, A v
P = O vereador Vitor não participou do esquema. (valor lógico F), para que essa premissa tenha o valor lógico (V), ―A‖
R = O chefe de gabinete do Prefeito foi o mentor do esquema. tem que ter um valor lógico (V).
Premissa dada na questão: P3 = Se o vereador Vitor não participou C: Manuel declarou o imposto de renda na data correta (V)
do esquema, então o chefe do gabinete não foi o mentor do D: Carla não pagou o condomínio (V)
esquema. Em linguagem simbólica, a premissa P3 fica assim: (P → O enunciado fala para considerar todas as premissas com valor
¬R). lógico (V), logo, a premissa C ∨ D para ter valor lógico (V), ambas
A questão quer saber se (P → ¬R) é logicamente equivalente a proposições devem ter valor lógico (V).
proposição: ―O vereador Vitor participou do esquema ou o chefe de E: Jorge não foi ao centro da cidade (V)
gabinete não foi o mentor do esquema‖, que pode ser representada Diante das explicações, C ∨ B = (V) ∨ (F) = (F).
da seguinte forma: (¬P ∨ ¬R). Vemos que P3 tem a seguinte
equivalente lógica: (P → ¬R) = (¬P ∨ ¬R). Negamos a primeira 10. Resposta ―Certo‖.
Considere que cada uma das proposições seguintes tenha valor
sentença, mudamos o conectivo ―→‖ para ―∨‖, e depois mantemos a
segunda sentença do mesmo jeito. Assim sendo, a questão está lógico V. Logo o que contraria essa verdade é falso.
correta. As duas sentenças são ―logicamente equivalentes‖. I- V + F = V
07. Resposta ―Errado‖. II- V + V = V
A questão quer saber se o argumento ―o Prefeito Pérsio não sabia do III- V
esquema‖ é um argumento válido. Quando o argumento é válido? Portanto se no item II diz que Carla não pagou o condomínio é
Quando as premissas forem verdadeiras e a conclusão verdadeiro, então o fato dela ter pago o condomínio é falso, pois está
obrigatoriamente verdadeira ou quando as premissas forem falsas e contradizendo o dito no item II. Os valores lógicos da segunda
a conclusão falsa. Quando o argumento não é válido? Quando as proposição não são deduzíveis, mas sim informados no enunciado.

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II- Manuel declarou o imposto de renda na data correta e Carla não


pagou o condomínio V e V. Portanto, se Carla não pagou o
condomínio é Verdadeiro. Carla pagou o condomínio é Falso.
Enunciado correto.

2 LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO: ANALOGIAS, INFERÊNCIAS,


DEDUÇÕES E CONCLUSÕES

Um argumento é ―uma série concatenada de afirmações com o fim


de estabelecer uma proposição definida‖. É um conjunto de
proposições com uma estrutura lógica de maneira tal que algumas
delas acarretam ou tem como consequência outra proposição. Isto é,
o conjunto de proposições p1,...,pn que tem como consequência
outra proposição q. Chamaremos as proposições p1,p2,p3,...,pn de
premissas do argumento, e a proposição q de conclusão do
argumento. Podemos representar por:
p1
p2
p3
.
. - Se as premissas são falsas e a inferência é válida, a conclusão
. pode ser verdadeira ou falsa (linhas 1 e 2).
pn - Se as premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa, a inferência
∴q é inválida (linha 3).
Exemplos: - Se as premissas e a inferência são válidas, a conclusão é
01. verdadeira (linha 4).
Se eu passar no concurso, então irei trabalhar. Desse modo, o fato de um argumento ser válido não significa
Passei no concurso necessariamente que sua conclusão seja verdadeira, pois pode ter
________________________ partido de premissas falsas. Um argumento válido que foi derivado
∴ Irei trabalhar de premissas verdadeiras é chamado de argumento consistente.
02. Esses, obrigatoriamente, chegam a conclusões verdadeiras.
Se ele me ama então casa comigo. Premissas: Argumentos dedutíveis sempre requerem certo número
Ele me ama. de ―assunções-base‖. São as chamadas premissas. É a partir delas
__________________________ que os argumentos são construídos ou, dizendo de outro modo, é as
∴ Ele casa comigo. razões para se aceitar o argumento. Entretanto, algo que é uma
03. premissa no contexto de um argumento em particular pode ser a
Todos os brasileiros são humanos. conclusão de outro, por exemplo. As premissas do argumento
Todos os paulistas são brasileiros. sempre devem ser explicitadas. A omissão das premissas é
__________________________ comumente encarada como algo suspeito, e provavelmente reduzirá
∴ Todos os paulistas são humanos. as chances de aceitação do argumento.
04. A apresentação das premissas de um argumento geralmente é
Se o Palmeiras ganhar o jogo, todos os jogadores receberão o bicho. precedida pelas palavras ―admitindo que...‖, ―já que...‖, ―obviamente
Se o Palmeiras não ganhar o jogo, todos os jogadores receberão o se...‖ e ―porque...‖. É imprescindível que seu oponente concorde com
bicho. suas premissas antes de proceder à argumentação. Usar a palavra
__________________________ ―obviamente‖ pode gerar desconfiança. Ela ocasionalmente faz
∴ Todos os jogadores receberão o bicho. algumas pessoas aceitarem afirmações falsas em vez de admitir que
Observação: No caso geral representamos os argumentos não entenda por que algo é ―óbvio‖. Não se deve hesitar em
escrevendo as premissas e separando por uma barra horizontal questionar afirmações supostamente ―óbvias‖.
seguida da conclusão com três pontos antes. Veja exemplo:
Premissa: Todos os sais de sódio são substâncias solúveis em Inferência: Uma vez que haja concordância sobre as premissas, o
água. argumento procede passo a passo por meio do processo chamado
Todos os sabões são sais de sódio. ―inferência‖. Na inferência, parte-se de uma ou mais proposições
____________________________________ aceitas (premissas) para chegar a outras novas. Se a inferência for
Conclusão: ∴ Todos os sabões são substâncias solúveis em água. válida, a nova proposição também deverá ser aceita. Posteriormente,
Os argumentos, em lógica, possuem dois componentes básicos: essa proposição poderá ser empregada em novas inferências. Assim,
suas premissas e sua conclusão. Por exemplo, em: ―Todos os times inicialmente, apenas se pode inferir algo a partir das premissas do
brasileiros são bons e estão entre os melhores times do mundo. O argumento; ao longo da argumentação, entretanto, o número de
Brasiliense é um time brasileiro. Logo, o Brasiliense está entre os afirmações que podem ser utilizadas aumenta. Há vários tipos de
melhores times do mundo‖, temos um argumento com duas inferência válidos, mas também alguns inválidos. O processo de
premissas e a conclusão. inferência é comumente identificado pelas frases
Evidentemente, pode-se construir um argumento válido a partir de ―Consequentemente...‖ ou ―isso implica que...‖.
premissas verdadeiras, chegando a uma conclusão também
verdadeira. Mas também é possível construir argumentos válidos a Conclusão: Finalmente se chegará a uma proposição que consiste
partir de premissas falsas, chegando a conclusões falsas. O detalhe na conclusão, ou seja, no que se está tentando provar. Ela é o
é que podemos partir de premissas falsas, proceder por meio de uma resultado final do processo de inferência e só pode ser classificada
inferência válida e chegar a uma conclusão verdadeira. Por exemplo: como conclusão no contexto de um argumento em particular. A
Premissa: Todos os peixes vivem no oceano. conclusão respalda-se nas premissas e é inferida a partir delas.
Premissa: Lontras são peixes. A seguir está exemplificado um argumento válido, mas que pode ou
Conclusão: Logo, focas vivem no oceano. não ser ―consistente‖.
Há, no entanto, uma coisa que não pode ser feita: a partir de 1. Premissa: Todo evento tem uma causa.
premissas verdadeiras, inferirem de modo correto e chegar a uma 2. Premissa: O universo teve um começo.
conclusão falsa. Podemos resumir esses resultados numa tabela de 3. Premissa: Começar envolve um evento.
regras de implicação. O símbolo A denota implicação; A é a 4. Inferência: Isso implica que o começo do universo envolveu um
premissa, B é a conclusão. evento.
5. Inferência: Logo, o começo do universo teve uma causa.
6. Conclusão: O universo teve uma causa.
A proposição do item 4 foi inferida dos itens 2 e 3. O item 1, então, é
usado em conjunto com proposição 4 para inferir uma nova

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proposição (item 5). O resultado dessa inferência é reafirmado (numa Vimos então que a noção de argumentos válidos ou não válidos
forma levemente simplificada) como sendo a conclusão. aplica-se apenas aos argumentos dedutivos, e também que a
validade depende apenas da forma do argumento e não dos
Validade de um Argumento respectivos valores verdades das premissas. Vimos também que não
Conforme citamos anteriormente, uma proposição é verdadeira ou podemos ter um argumento válido com premissas verdadeiras e
falsa. No caso de um argumento diremos que ele é válido ou não conclusão falsa. A seguir exemplificaremos alguns argumentos
válido. A validade de uma propriedade dos argumentos dedutivos dedutivos válidos importantes.
que depende da forma (estrutura) lógica das suas proposições Afirmação do Antecedente: O primeiro argumento dedutivo válido que
(premissas e conclusões) e não do conteúdo delas. Sendo assim discutiremos chama-se ―afirmação do antecedente‖, também
podemos ter as seguintes combinações para os argumentos válidos conhecido como modus ponens. Exemplo:
dedutivos: Se José for reprovado no concurso, então será demitido do serviço.
a) Premissas verdadeiras e conclusão verdadeira. Exemplo: José foi aprovado no concurso.
Todos os apartamentos são pequenos. (V) ___________________________
Todos os apartamentos são residências. (V) ∴ José será demitido do serviço.
__________________________________ Este argumento é evidentemente válido e sua forma pode ser escrita
∴ Algumas residências são pequenas. (V) da seguinte forma:
b) Algumas ou todas as premissas falsas e uma conclusão
verdadeira. Exemplo:
Todos os peixes têm asas. (F)
Todos os pássaros são peixes. (F)
__________________________________
∴ Todos os pássaros têm asas. (V)
c) Algumas ou todas as premissas falsas e uma conclusão falsa.
Exemplo: Outro argumento dedutivo válido é a ―negação do consequente‖
Todos os peixes têm asas. (F) (também conhecido como modus tollens). Obs.: (q→p ) é equivalente
Todos os cães são peixes. (F) a (¬q→¬p). Esta equivalência é chamada de contra positiva.
__________________________________ Exemplo:
∴ Todos os cães têm asas. (F) ―Se ele me ama, então casa comigo‖ é equivalente a ―Se ele não
Todos os argumentos acima são válidos, pois se suas premissas casa comigo, então ele não me ama‖;
fossem verdadeiras então as conclusões também as seriam. Então vejamos o exemplo do modus tollens. Exemplo:
Podemos dizer que um argumento é válido quando todas as suas
premissas são verdadeiras, acarreta que sua conclusão também é Se aumentarmos os meios de pagamentos, então haverá inflação.
verdadeira. Portanto, um argumento será não válido se existir a Não há inflação.
possibilidade de suas premissas serem verdadeiras e sua conclusão ______________________________
falsa. Observe que a validade do argumento depende apenas da ∴ Não aumentamos os meios de pagamentos.
estrutura dos enunciados. Exemplo: Este argumento é evidentemente válido e sua forma pode ser escrita
Todas as mulheres são bonitas. da seguinte maneira:
Todas as princesas são mulheres.
__________________________
∴ Todas as princesas são bonitas.
Observe que não precisamos de nenhum conhecimento aprofundado
sobre o assunto para concluir que o argumento é válido. Vamos
substituir mulheres bonitas e princesas por A, B e C respectivamente
e teremos:
Todos os A são B.
Todos os C são A.
________________ Existe também um tipo de argumento válido conhecido pelo nome de
∴ Todos os C são B. dilena. Geralmente este argumento ocorre quando alguém é forçado
Logo, o que é importante é a forma do argumento e não o a escolher entre duas alternativas indesejáveis. Exemplo:
conhecimento de A, B e C, isto é, este argumento é válido para João se inscreve no concurso de MS, porém não gostaria de sair de
quaisquer A, B e C, portanto, a validade é consequência da forma do São Paulo, e seus colegas de trabalho estão torcendo por [Link] o
argumento. O atributo validade aplica-se apenas aos argumentos dilema de João:
dedutivos. Ou João passa ou não passa no concurso.
Se João passar no concurso vai ter que ir embora de São Paulo.
Argumentos Dedutivos e Indutivos Se João não passar no concurso ficará com vergonha diante dos
O argumento será dedutivo quando suas premissas fornecerem colegas de trabalho.
prova conclusiva da veracidade da conclusão, isto é, o argumento é _________________________
dedutivo quando a conclusão é completamente derivada das ∴ Ou João vai embora de São Paulo ou João ficará com vergonha
premissas. Exemplo: dos colegas de trabalho.
Todo ser humano tem mãe. Este argumento é evidentemente válido e sua forma pode ser escrita
Todos os homens são humanos. da seguinte maneira:
__________________________
∴ Todos os homens têm mãe.
O argumento será indutivo quando suas premissas não fornecerem o
apoio completo para retificar as conclusões. Exemplo:
O Flamengo é um bom time de futebol.
O Palmeiras é um bom time de futebol.
O Vasco é um bom time de futebol.
O Cruzeiro é um bom time de futebol.
______________________________
∴ Todos os times brasileiros de futebol são bons.
Portanto, nos argumentos indutivos a conclusão possui informações
que ultrapassam as fornecidas nas premissas. Sendo assim, não se Argumentos Dedutivos Não Válidos
aplica, então, a definição de argumentos válidos ou não válidos para Existe certa quantidade de artimanhas que devem ser evitadas
argumentos indutivos. quando se está construindo um argumento dedutivo. Elas são
conhecidas como falácias. Na linguagem do dia a dia, nós
Argumentos Dedutivos Válidos denominamos muitas crenças equivocadas como falácias, mas, na
lógica, o termo possui significado mais específico: falácia é uma falha
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técnica que torna o argumento inconsistente ou inválido (além da argumento é válido. Não sendo tautologia, o argumento dado é um
consistência do argumento, também se podem criticar as intenções sofisma (ou uma falácia).
por detrás da argumentação).
Argumentos contentores de falácias são denominados falaciosos. Tautologia: Quando uma proposição composta é sempre verdadeira,
Frequentemente, parecem válidos e convincentes, às vezes, apenas então teremos uma tautologia. Ex:
uma análise pormenorizada é capaz de revelar a falha lógica. Com
as premissas verdadeiras e a conclusão falsa nunca teremos um
argumento válido, então este argumento é não válido, chamaremos
os argumentos não válidos de falácias. A seguir, examinaremos
algumas falácias conhecidas que ocorrem com muita frequência. O
primeiro caso de argumento dedutivo não válido que veremos é o Há argumentos válidos com conclusões falsas, da mesma forma que
que chamamos de ―falácia da afirmação do consequente‖. Exemplo: há argumentos não válidos com conclusões verdadeiras. Logo, a
verdade ou falsidade de sua conclusão não determinam a validade
Se ele me ama então ele casa comigo. ou não validade de um argumento. O reconhecimento de argumentos
Ele casa comigo. é mais difícil que o das premissas ou da conclusão. Muitas pessoas
_______________________ abarrotam textos de asserções sem sequer produzirem algo que
∴ Ele me ama. possa ser chamado de argumento. Às vezes, os argumentos não
Podemos escrever esse argumento como: seguem os padrões descritos acima. Por exemplo, alguém pode dizer
quais são suas conclusões e depois justificá-las. Isso é válido, mas
pode ser um pouco confuso.
Para complicar, algumas afirmações parecem argumentos, mas não
são. Por exemplo: ―Se a Bíblia é verdadeira, Jesus foi ou um louco,
ou um mentiroso, ou o Filho de Deus‖. Isso não é um argumento, é
uma afirmação condicional. Não explicita as premissas necessárias
para embasar as conclusões, sem mencionar que possui outras
falhas.
Um argumento não equivale a uma explicação. Suponha que,
Este argumento é uma falácia, podemos ter as premissas
tentando provar que Albert Einstein cria em Deus, alguém dissesse:
verdadeiras e a conclusão falsa.
―Einstein afirmou que ‗Deus não joga dados‘ porque acreditava em
Outra falácia que corre com frequência é a conhecida por ―falácia da
Deus‖. Isso pode parecer um argumento relevante, mas não é. Trata-
negação do antecedente‖. Exemplo:
se de uma explicação da afirmação de Einstein. Para perceber isso,
Se João parar de fumar ele engordará.
deve-se lembrar que uma afirmação da forma ―X porque Y‖ pode ser
João não parou de fumar.
reescrita na forma ―Y logo X‖. O que resultaria em: ―Einstein
________________________
acreditava em Deus, por isso afirmou que ‗Deus não joga dados‘‖.
∴ João não engordará.
Agora fica claro que a afirmação, que parecia um argumento, está
Observe que temos a forma:
admitindo a conclusão que deveria estar provando. Ademais, Einstein
não cria num Deus pessoal preocupado com assuntos humanos.

QUESTÕES
01. Se Iara não fala italiano, então Ana fala alemão. Se Iara fala
italiano, então ou Ching fala chinês ou Débora fala dinamarquês. Se
Débora fala dinamarquês, Elton fala espanhol. Mas Elton fala
espanhol se e somente se não for verdade que Francisco não fala
francês. Ora, Francisco não fala francês e Ching não fala chinês.
Este argumento é uma falácia, pois podemos ter as premissas Logo,
verdadeiras e a conclusão falsa. a) Iara não fala italiano e Débora não fala dinamarquês.
Os argumentos dedutivos não válidos podem combinar verdade ou b) Ching não fala chinês e Débora fala dinamarquês.
falsidade das premissas de qualquer maneira com a verdade ou c) Francisco não fala francês e Elton fala espanhol.
falsidade da conclusão. Assim, podemos ter, por exemplo, d) Ana não fala alemão ou Iara fala italiano.
argumentos não válidos com premissas e conclusões verdadeiras, e) Ana fala alemão e Débora fala dinamarquês.
porém, as premissas não sustentam a conclusão. Exemplo:
Todos os mamíferos são mortais. (V) 02. Sabe-se que todo o número inteiro n maior do que 1 admite pelo
Todos os gatos são mortais. (V) menos um divisor (ou fator) [Link] n é primo, então tem somente
___________________________ dois divisores, a saber, 1 e n. Se n é uma potência de um primo p, ou
∴ Todos os gatos são mamíferos. (V) seja, é da forma ps, então 1, p, p2, ..., ps são os divisores positivos
de n. Segue-se daí que a soma dos números inteiros positivos
Este argumento tem a forma: menores do que 100, que têm exatamente três divisores positivos, é
Todos os A são B. igual a:
Todos os C são B. a) 25
___________________ b) 87
∴ Todos os C são A. c) 112
d) 121
Podemos facilmente mostrar que esse argumento é não válido, pois e) 169
as premissas não sustentam a conclusão, e veremos então que
podemos ter as premissas verdadeiras e a conclusão falsa, nesta 03. Ou Lógica é fácil, ou Artur não gosta de Lógica. Por outro lado, se
forma, bastando substituir A por mamífero, B por mortais e C por Geografia não é difícil, então Lógica é difícil. Daí segue-se que, se
cobra. Artur gosta de Lógica, então:
Todos os mamíferos são mortais. (V) a) Se Geografia é difícil, então Lógica é difícil.
Todas as cobras são mortais. (V) b) Lógica é fácil e Geografia é difícil.
__________________________ c) Lógica é fácil e Geografia é fácil.
∴ Todas as cobras são mamíferas. (F) d) Lógica é difícil e Geografia é difícil.
e) Lógica é difícil ou Geografia é fácil.
Podemos usar as tabelas-verdade, definidas nas estruturas lógicas,
para demonstrarmos se um argumento é válido ou falso. Outra 04. Três suspeitos de haver roubado o colar da rainha foram levados
maneira de verificar se um dado argumento P1, P2, P3, ...Pn é válido à presença de um velho e sábio professor de Lógica. Um dos
ou não, por meio das tabelas-verdade, é construir a condicional suspeitos estava de camisa azul, outro de camisa branca e o outro
associada: (P1 ∧ P2 ∧ P3 ...Pn) e reconhecer se essa condicional é de camisa preta. Sabe-se que um e apenas um dos suspeitos é
ou não uma tautologia. Se essa condicional associada é tautologia, o culpado e que o culpado às vezes fala a verdade e às vezes mente.

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Sabe-se, também, que dos outros dois (isto é, dos suspeitos que são (A) dentre todos os funcionários da empresa X, há um grupo que não
inocentes), um sempre diz a verdade e o outro sempre mente. O possui plano de saúde.
velho e sábio professor perguntou, a cada um dos suspeitos, qual (B) o funcionário com o maior salário da empresa X ganha, no
entre eles era o culpado. Disse o de camisa azul: ―Eu sou o culpado‖. máximo, R$ 3.000,00 por mês.
Disse o de camisa branca, apontando para o de camisa azul: ―Sim, (C) um funcionário da empresa X não tem plano de saúde ou ganha
ele é o culpado‖. Disse, por fim, o de camisa preta: ―Eu roubei o colar até R$ 3.000,00 por mês.
da rainha; o culpado sou eu‖. O velho e sábio professor de Lógica, (D) nenhum funcionário da empresa X tem plano de saúde ou todos
então, sorriu e concluiu corretamente que: ganham até R$ 3.000,00 por mês.
a) O culpado é o de camisa azul e o de camisa preta sempre mente. (E) alguns funcionários da empresa X não têm plano de saúde e
b) O culpado é o de camisa branca e o de camisa preta sempre ganham, no máximo, R$ 3.000,00 por mês.
mente.
c) O culpado é o de camisa preta e o de camisa azul sempre mente. 09. (CESGRANRIO - 2012 - Chesf - Analista de Sistemas) Parte
d) O culpado é o de camisa preta e o de camisa azul sempre diz a superior do formulário
verdade. Se hoje for uma segunda ou uma quarta-feira, Pedro terá aula de
e) O culpado é o de camisa azul e o de camisa azul sempre diz a futebol ou natação. Quando Pedro tem aula de futebol ou natação,
verdade. Jane o leva até a escolinha esportiva. Ao levar Pedro até a escolinha,
Jane deixa de fazer o almoço e, se Jane não faz o almoço, Carlos
05. O rei ir à caça é condição necessária para o duque sair do não almoça em casa. Considerando-se a sequência de implicações
castelo, e é condição suficiente para a duquesa ir ao jardim. Por lógicas acima apresentadas textualmente, se Carlos almoçou em
outro lado, o conde encontrar a princesa é condição necessária e casa hoje, então hoje
suficiente para o barão sorrir e é condição necessária para a (A) é terça, ou quinta ou sexta-feira, ou Jane não fez o almoço.
duquesa ir ao jardim. O barão não sorriu. Logo: (B) Pedro não teve aula de natação e não é segunda-feira.
a) A duquesa foi ao jardim ou o conde encontrou a princesa. (C) Carlos levou Pedro até a escolinha para Jane fazer o almoço.
b) Se o duque não saiu do castelo, então o conde encontrou a (D) não é segunda, nem quarta, mas Pedro teve aula de apenas uma
princesa. das modalidades esportivas.
c) O rei não foi à caça e o conde não encontrou a princesa. (E) não é segunda, Pedro não teve aulas, e Jane não fez o almoço.
d) O rei foi à caça e a duquesa não foi ao jardim.
e) O duque saiu do castelo e o rei não foi à caça. 10. (VUNESP - 2011 - TJM-SP) Parte superior do formulário
Se afino as cordas, então o instrumento soa bem. Se o instrumento
06. (FUNIVERSA - 2012 - PC-DF - Perito Criminal) Parte superior do soa bem, então toco muito bem. Ou não toco muito bem ou sonho
formulário acordado. Afirmo ser verdadeira a frase: não sonho acordado. Dessa
Cinco amigos encontraram-se em um bar e, depois de algumas horas forma, conclui-se que
de muita conversa, dividiram igualmente a conta, a qual fora de, (A) sonho dormindo.
exatos, R$ 200,00, já com a gorjeta incluída. Como se encontravam (B) o instrumento afinado não soa bem.
ligeiramente alterados pelo álcool ingerido, ocorreu uma dificuldade (C) as cordas não foram afinadas.
no fechamento da conta. Depois que todos julgaram ter contribuído (D) mesmo afinado o instrumento não soa bem.
com sua parte na despesa, o total colocado sobre a mesa era de R$ (E) toco bem acordado e dormindo.
160,00, apenas, formados por uma nota de R$ 100,00, uma de R$
20,00 e quatro de R$ 10,00. Seguiram-se, então, as seguintes Respostas
declarações, todas verdadeiras: 01.
Antônio: — Basílio pagou. Eu vi quando ele pagou. (P1) Se Iara não fala italiano, então Ana fala alemão.
Danton: — Carlos também pagou, mas do Basílio não sei dizer. (P2) Se Iara fala italiano, então ou Ching fala chinês ou Débora fala
Eduardo: — Só sei que alguém pagou com quatro notas de R$ 10,00. dinamarquês.
Basílio: — Aquela nota de R$ 100,00 ali foi o Antônio quem colocou, (P3) Se Débora fala dinamarquês, Elton fala espanhol.
eu vi quando ele pegou seus R$ 60,00 de troco. (P4) Mas Elton fala espanhol se e somente se não for verdade que
Carlos: — Sim, e nos R$ 60,00 que ele retirou, estava a nota de R$ Francisco não fala francês.
50,00 que o Eduardo colocou na mesa. (P5) Ora, Francisco não fala francês e Ching não fala chinês.
Imediatamente após essas falas, o garçom, que ouvira atentamente o Ao todo são cinco premissas, formadas pelos mais diversos
que fora dito e conhecia todos do grupo, dirigiu-se exatamente conectivos (Se então, Ou, Se e somente se, E). Mas o que importa
àquele que ainda não havia contribuído para a despesa e disse: — O para resolver este tipo de argumento lógico é que ele só será válido
senhor pretende usar seu cartão e ficar com o troco em espécie? quando todas as premissas forem verdadeiras, a conclusão também
Com base nas informações do texto, o garçom fez a pergunta a for verdadeira. Uma boa dica é sempre começar pela premissa
(A) Antônio. formada com o conectivo e.
(B) Basílio. Na premissa 5 tem-se: Francisco não fala francês e Ching não fala
(C) Carlos. chinês. Logo para esta proposição composta pelo conectivo e ser
(D) Danton. verdadeira as premissas simples que a compõe deverão ser
(E) Eduardo. verdadeiras, ou seja, sabemos que:
Francisco não fala francês
07. (ESAF - 2012 - Auditor Fiscal da Receita Federal) Parte superior Ching não fala chinês
do formulário Na premissa 4 temos: Elton fala espanhol se e somente se não for
Caso ou compro uma bicicleta. Viajo ou não caso. Vou morar em verdade que Francisco não fala francês. Temos uma proposição
Passárgada ou não compro uma bicicleta. Ora, não vou morar em composta formada pelo se e somente se, neste caso, esta premissa
Passárgada. Assim, será verdadeira se as proposições que a formarem forem de mesmo
(A) não viajo e caso. valor lógico, ou ambas verdadeiras ou ambas falsas, ou seja, como
(B) viajo e caso. se deseja que não seja verdade que Francisco não fala francês e ele
(C) não vou morar em Passárgada e não viajo. fala, isto já é falso e o antecedente do se e somente se também terá
(D) compro uma bicicleta e não viajo. que ser falso, ou seja: Elton não fala espanhol.
(E) compro uma bicicleta e viajo. Da premissa 3 tem-se: Se Débora fala dinamarquês, Elton fala
espanhol. Uma premissa composta formada por outras duas simples
08. (FCC - 2012 - TST - Técnico Judiciário) Parte superior do conectadas pelo se então (veja que a vírgula subentende que existe
formulário o então), pois é, a regra do se então é que ele só vai ser falso se o
A declaração abaixo foi feita pelo gerente de recursos humanos da seu antecedente for verdadeiro e o seu consequente for falso, da
empresa X durante uma feira de recrutamento em uma faculdade: premissa 4 sabemos que Elton não fala espanhol, logo, para que a
―Todo funcionário de nossa empresa possui plano de saúde e ganha premissa seja verdadeira só poderemos aceitar um valor lógico
mais de R$ 3.000,00 por mês‖. Mais tarde, consultando seus possível para o antecedente, ou seja, ele deverá ser falso, pois F Î F
arquivos, o diretor percebeu que havia se enganado em sua = V, logo: Débora não fala dinamarquês.
declaração. Dessa forma, conclui-se que, necessariamente, Da premissa 2 temos: Se Iara fala italiano, então ou Ching fala chinês
ou Débora fala dinamarquês. Vamos analisar o consequente do se

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então, observe: ou Ching fala chinês ou Débora fala dinamarquês.


(temos um ou exclusivo, cuja regra é, o ou exclusivo, só vai ser falso
se ambas forem verdadeiras, ou ambas falsas), no caso como Ching
não fala chinês e Débora não fala dinamarquês, temos: F ou
exclusivo F = F. Se o consequente deu falso, então o antecedente
também deverá ser falso para que a premissa seja verdadeira, logo:
Iara não fala italiano.
Da premissa 1 tem-se: Se Iara não fala italiano, então Ana fala
alemão. Ora ocorreu o antecedente, vamos reparar no
consequente... Só será verdadeiro quando V Î V = V pois se o
primeiro ocorrer e o segundo não teremos o Falso na premissa que é (C) Todo cavalo tem asas. Indica que se é cavalo então tem asas, ou
indesejado, desse modo: Ana fala alemão. seja, posso afirmar que o conjunto de cavalos é um subconjunto do
Observe que ao analisar todas as premissas, e tornarmos todas conjunto de animais que tem asas.
verdadeiras obtivemos as seguintes afirmações:
Francisco não fala francês
Ching não fala chinês
Elton não fala espanhol
Débora não fala dinamarquês
Iara não fala italiano
Ana fala alemão.
A única conclusão verdadeira quando todas as premissas foram
verdadeiras é a da alternativa (A), resposta do problema.

02. Resposta ―B‖.


O número que não é primo é denominado número composto. O Observe que ao unir as premissas, a conclusão sempre se verifica.
número 4 é um número composto. Todo número composto pode ser Toda vez que fizermos as premissas serem verdadeiras, a conclusão
escrito como uma combinação de números primos, veja: 70 é um também for verdadeira, estaremos diante de um argumento válido.
número composto formado pela combinação: 2 x 5 x 7, onde 2, 5 e 7 Observe:
são números primos. O problema informou que um número primo
tem com certeza 3 divisores quando puder ser escrito da forma: 1 p
p2, onde p é um número primo.
Observe os seguintes números:
1 2 22 (4)
1 3 3² (9)
1 5 5² (25)
1 7 7² (49)
1 11 11² (121)
Veja que 4 têm apenas três divisores (1, 2 e ele mesmo) e o mesmo
ocorre com os demais números 9, 25, 49 e 121 (mas este último já é
maior que 100) portanto a soma dos números inteiros positivos Desse modo, o conjunto de cavalos é subconjunto do conjunto dos
menores do que 100, que têm exatamente três divisores positivos é animais de 4 patas e este por sua vez é subconjunto dos animais que
dada por: 4 + 9 + 25 + 49 = 87. tem asas. Dessa forma, a conclusão se verifica, ou seja, todo cavalo
tem asas. Agora na questão temos duas premissas e a conclusão é
03. Resposta ―B‖. uma das alternativas, logo temos um argumento. O que se pergunta
O Argumento é uma sequência finita de proposições lógicas iniciais é qual das conclusões possíveis sempre será verdadeira dadas as
(Premissas) e uma proposição final (conclusão). A validade de um premissas sendo verdadeiras, ou seja, qual a conclusão que torna o
argumento independe se a premissa é verdadeira ou falsa, observe a argumento válido. Vejamos:
seguir: Ou Lógica é fácil, ou Artur não gosta de Lógica (P1)
Todo cavalo tem 4 patas (P1) Se Geografia não é difícil, então Lógica é difícil. (P2)
Todo animal de 4 patas tem asas (P2) Artur gosta de Lógica (P3)
Logo: Todo cavalo tem asas (C) Observe que deveremos fazer as três premissas serem verdadeiras,
Observe que se tem um argumento com duas premissas, P1 inicie sua análise pela premissa mais fácil, ou seja, aquela que já vai
(verdadeira) e P2 (falsa) e uma conclusão C. Veja que este lhe informar algo que deseja, observe a premissa três, veja que para
argumento é válido, pois se as premissas se verificarem a conclusão ela ser verdadeira, Artur gosta de Lógica. Com esta informação
também se verifica: (P1) Todo cavalo tem 4 patas. Indica que se é vamos até a premissa um, onde temos a presença do ―ou exclusivo‖
cavalo então tem 4 patas, ou seja, posso afirmar que o conjunto dos um ou especial que não aceita ao mesmo tempo que as duas
cavalos é um subconjunto do conjunto de animais de 4 patas. premissas sejam verdadeiras ou falsas. Observe a tabela verdade do
―ou exclusivo‖ abaixo:

(P2) Todo animal de 4 patas tem asas. Indica que se tem 4 patas
então o animal tem asas, ou seja, posso afirmar que o conjunto dos Sendo as proposições:
animais de 4 patas é um subconjunto do conjunto de animais que p: Lógica é fácil
tem asas. q: Artur não gosta de Lógica
p v q = Ou Lógica é fácil, ou Artur não gosta de Lógica (P1)
Observe que só nos interessa os resultados que possam tornar a
premissa verdadeira, ou seja, as linhas 2 e 3 da tabela verdade. Mas
já sabemos que Artur gosta de Lógica, ou seja, a premissa q é falsa,
só nos restando a linha 2, quer dizer que para P1 ser verdadeira, p
também será verdadeira, ou seja, Lógica é fácil. Sabendo que Lógica
é fácil, vamos para a P2, temos um se então.
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Se Geografia não é difícil, então Lógica é difícil. Do se então já → p é conhecida como condição suficiente para que q ocorra, ou
sabemos que: seja, basta que p ocorra para q ocorrer.
Geografia não é difícil - é o antecedente do se então. → q é conhecida como condição necessária para que p ocorra, ou
Lógica é difícil - é o consequente do se então. seja, se q não ocorrer então p também não irá ocorrer.
Chamando: Vamos às informações do problema:
r: Geografia é difícil 1) O rei ir à caça é condição necessária para o duque sair do castelo.
~r: Geografia não é difícil (ou Geografia é fácil) Chamando A (proposição rei ir à caça) e B (proposição duque sair do
p: Lógica é fácil castelo) podemos escrever que se B então A ou B → A. Lembre-se
(não p) ~p: Lógica é difícil de que ser condição necessária é ser consequente no ―se então‖.
~r → ~p (lê-se se não r então não p) sempre que se verificar o se 2) O rei ir à caça é condição suficiente para a duquesa ir ao jardim.
então tem-se também que a negação do consequente gera a Chamando A (proposição rei ir à caça) e C (proposição duquesa ir ao
negação do antecedente, ou seja: ~(~p) → ~(~r), ou seja, p → r ou jardim) podemos escrever que se A então C ou A → C. Lembre-se de
Se Lógica é fácil então Geografia é difícil. que ser condição suficiente é ser antecedente no ―se então‖.
De todo o encadeamento lógico (dada as premissas verdadeiras) 3) O conde encontrar a princesa é condição necessária e suficiente
sabemos que: para o barão sorrir. Chamando D (proposição conde encontrar a
Artur gosta de Lógica princesa) e E (proposição barão sorrir) podemos escrever que D se e
Lógica é fácil somente se E ou D ↔ E (conhecemos este conectivo como um
Geografia é difícil bicondicional, um conectivo onde tanto o antecedente quanto o
Vamos agora analisar as alternativas, em qual delas a conclusão é consequente são condição necessária e suficiente ao mesmo tempo),
verdadeira: onde poderíamos também escrever E se e somente se D ou E → D.
a) Se Geografia é difícil, então Lógica é difícil. (V → F = F) a regra do 4) O conde encontrar a princesa é condição necessária para a
―se então‖ é só ser falso se o antecedente for verdadeiro e o duquesa ir ao jardim. Chamando D (proposição conde encontrar a
consequente for falso, nas demais possibilidades ele será sempre princesa) e C (proposição duquesa ir ao jardim) podemos escrever
verdadeiro. que se C então D ou C → D. Lembre-se de que ser condição
b) Lógica é fácil e Geografia é difícil. (V ^ V = V) a regra do ―e‖ é que necessária é ser consequente no ―se então‖.
só será verdadeiro se as proposições que o formarem forem A única informação claramente dada é que o barão não sorriu, ora
verdadeiras. chamamos de E (proposição barão sorriu). Logo barão não sorriu =
c) Lógica é fácil e Geografia é fácil. (V ^ F = F) ~E (lê-se não E).
d) Lógica é difícil e Geografia é difícil. (F ^ V = F) Dado que ~E se verifica e D ↔ E, ao negar a condição necessária
e) Lógica é difícil ou Geografia é fácil. (F v F = F) a regra do ―ou‖ é nego a condição suficiente: esse modo ~E → ~D (então o conde não
que só é falso quando as proposições que o formarem forem falsas. encontrou a princesa).
Se ~D se verifica e C → D, ao negar a condição necessária nego a
04. Alternativa ―A‖. condição suficiente: ~D → ~C (a duquesa não foi ao jardim).
Com os dados fazemos a tabela: Se ~C se verifica e A → C, ao negar a condição necessária nego a
condição suficiente: ~C → ~A (então o rei não foi à caça).
Se ~A se verifica e B → A, ao negar a condição necessária nego a
condição suficiente: ~A → ~B (então o duque não saiu do castelo).
Observe entre as alternativas, que a única que afirma uma
proposição logicamente correta é a alternativa C, pois realmente
deduziu-se que o rei não foi à caça e o conde não encontrou a
princesa.

06. Resposta ―D‖.


Como todas as informações dadas são verdadeiras, então podemos
concluir que:
Sabe-se que um e apenas um dos suspeitos é culpado e que o 1 - Basílio pagou;
culpado às vezes fala a verdade e às vezes mente. Sabe-se, 2 - Carlos pagou;
também, que dos outros dois (isto é, dos suspeitos que são 3 - Antônio pagou, justamente, com os R$ 100,00 e pegou os R$
inocentes), um sempre diz a verdade e o outro sempre mente. 60,00 de troco que, segundo Carlos, estavam os R$ 50,00 pagos por
I) Primeira hipótese: Se o inocente que fala verdade é o de camisa Eduardo, então...
azul, não teríamos resposta, pois o de azul fala que é culpado e 4 - Eduardo pagou com a nota de R$ 50,00.
então estaria mentindo. O único que escapa das afirmações é o Danton.
II) Segunda hipótese: Se o inocente que fala a verdade é o de camisa Outra forma: 5 amigos: A,B,C,D, e E.
preta, também não teríamos resposta, observem: Se ele fala a Antônio: - Basílio pagou. Restam A, D, C e E.
verdade e declara que roubou ele é o culpado e não inocente. Danton: - Carlos também pagou. Restam A, D, e E.
III) Terceira hipótese: Se o inocente que fala a verdade é o de camisa Eduardo: - Só sei que alguém pagou com quatro notas de R$ 10,00.
branca achamos a resposta, observem: Ele é inocente e afirma que o Restam A, D, e E.
de camisa branca é culpado, ele é o inocente que sempre fala a Basílio: - Aquela nota de R$ 100,00 ali foi o Antônio. Restam D, e E.
verdade. O de camisa branca é o culpado que ora fala a verdade e Carlos: - Sim, e nos R$ 60,00 que ele retirou, estava a nota de R$
ora mente (no problema ele está dizendo a verdade). O de camisa 50,00 que o Eduardo colocou. Resta somente D (Dalton) a pagar.
preta é inocente e afirma que roubou, logo ele é o inocente que está
sempre mentindo. 07. Resposta ―B‖.
O resultado obtido pelo sábio aluno deverá ser: O culpado é o de Parte inferior do formulário
camisa azul e o de camisa preta sempre mente (Alternativa A). 1°: separar a informação que a questão forneceu: ―não vou morar em
passárgada‖.
05. Resposta ―C‖. 2°: lembrando-se que a regra do ou diz que: para ser verdadeiro tem
Uma questão de lógica argumentativa, que trata do uso do conectivo de haver pelo menos uma proposição verdadeira.
―se então‖ também representado por ―→‖. Vamos a um exemplo: 3°: destacando-se as informações seguintes:
Se o duque sair do castelo então o rei foi à caça. Aqui estamos - caso ou compro uma bicicleta.
tratando de uma proposição composta (Se o duque sair do castelo - viajo ou não caso.
então o rei foi à caça) formada por duas proposições simples (duque - vou morar em passárgada ou não compro uma bicicleta.
sair do castelo) (rei ir à caça), ligadas pela presença do conectivo Logo:
(→) ―se então‖. O conectivo ―se então‖ liga duas proposições simples - vou morar em pasárgada (F)
da seguinte forma: Se p então q, ou seja: - não compro uma bicicleta (V)
→ p será uma proposição simples que por estar antes do então é - caso (V)
também conhecida como antecedente. - compro uma bicicleta (F)
→ q será uma proposição simples que por estar depois do então é - viajo (V)
também conhecida como consequente. - não caso (F)
→ Se p então q também pode ser lido como p implica em q.
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Conclusão: viajo, caso, não compro uma bicicleta. Em questões de raciocínio lógico devemos admitir que todas as
Outra forma: proposições compostas são verdadeiras. Ora, o enunciado diz que
c = casar Carlos almoçou em casa, logo a proposição ~C é Falsa.
b = comprar bicicleta ~Ja → ~C
v = viajar Para a proposição composta ~Ja → ~C ser verdadeira, então ~Ja
p = morar em Passárgada também é falsa.
Temos as verdades: ~Ja → ~C
c ou b Na proposição acima desta temos que Je → ~Ja, contudo já
v ou ~c sabemos que ~Ja é falsa. Pela mesma regra do conectivo Se, ...
p ou ~b então, temos que admitir que Je também é falsa para que a
Transformando em implicações: proposição composta seja verdadeira.
~c → b = ~b → c Na proposição acima temos que PF V PN → Je, tratando PF V PN
~v → ~c = c → v como uma proposição individual e sabendo que Je é falsa, para esta
~p → ~b proposição composta ser verdadeira PF V PN tem que ser falsa.
Assim: Ora, na primeira proposição composta da questão, temos que S V Q
~p → ~b → PF V PN e pela mesma regra já citada, para esta ser verdadeira S
~b → c V Q tem que ser falsa. Bem, agora analisando individualmente S V Q
c→v como falsa, esta só pode ser falsa se as duas premissas simples
Por transitividade: forem falsas. E da mesma maneira tratamos PF V PN.
~p → c Representação lógica de todas as proposições:
~p → v S V Q → PF V PN
Não morar em passárgada implica casar. Não morar em passárgada (f) (f) (f) (f)
implica viajar. FF
PF V PN → Je
08. Resposta ―C‖. FF
A declaração dizia: Je → ~Ja
―Todo funcionário de nossa empresa possui plano de saúde e ganha FF
mais de R$ 3.000,00 por mês‖. Porém, o diretor percebeu que havia ~Ja → ~C
se enganado, portanto, basta que um funcionário não tenha plano de FF
saúde ou ganhe até R$ 3.000,00 para invalidar, negar a declaração, Conclusão: Carlos almoçou em casa hoje, Jane fez o almoço e não
tornando-a desse modo FALSA. Logo, necessariamente, um levou Pedro à escolinha esportiva, Pedro não teve aula de futebol
funcionário da empresa X não tem plano de saúde ou ganha até R$ nem de natação e também não é segunda nem quarta. Agora é só
3.000,00 por mês. marcar a questão cuja alternativa se encaixa nesse esquema.
Proposição composta no conectivo ―e‖ - ―Todo funcionário de nossa
empresa possui plano de saúde e ganha mais de R$ 3.000,00 por 10. Resposta ―C‖.
mês‖. Logo: basta que uma das proposições seja falsa para a Dê nome:
declaração ser falsa. A = AFINO as cordas;
1ª Proposição: Todo funcionário de nossa empresa possui plano de I = INSTRUMENTO soa bem;
saúde. T = TOCO bem;
2ª Proposição: ganha mais de R$ 3.000,00 por mês. S = SONHO acordado.
Lembre-se que no enunciado não fala onde foi o erro da declaração Montando as proposições:
do gerente, ou seja, pode ser na primeira proposição e não na 1° - A → I
segunda ou na segunda e não na primeira ou nas duas que o 2° - I → T
resultado será falso. 3° - ~T V S (ou exclusivo)
Na alternativa C a banca fez a negação da primeira proposição e fez Como S = FALSO; ~T = VERDADEIRO, pois um dos termos deve ser
a da segunda e as ligaram no conectivo ―ou‖, pois no conectivo ―ou‖ verdadeiro (equivale ao nosso ―ou isso ou aquilo, escolha UM‖).
tanto faz a primeira ser verdadeira ou a segunda ser verdadeira, ~T = V
desde que haja uma verdadeira para o resultado ser verdadeiro. T=F
Atenção: A alternativa ―E‖ está igualzinha, só muda o conectivo que é I→T
o ―e‖, que obrigaria que o erro da declaração fosse nas duas. (F)
A questão pede a negação da afirmação: Todo funcionário de nossa Em muitos casos, é um macete que funciona nos exercícios ―lotados
empresa possui plano de saúde ―e‖ ganha mais de R$ 3.000,00 por de condicionais‖, sendo assim o F passa para trás.
mês. Assim: I = F
Essa fica assim ~(p ^ q). Novamente: A → I
A negação dela ~pv~q (F)
~(p^q) ↔ ~pv~q (negação todas ―e‖ vira ―ou‖) O FALSO passa para trás. Com isso, A = FALSO. ~A = Verdadeiro =
A 1ª proposição tem um Todo que é quantificador universal, para As cordas não foram afinadas.
negá-lo utilizamos um quantificador existencial. Pode ser: um, existe Outra forma: partimos da premissa afirmativa ou de conclusão; última
um, pelo menos, existem... frase:
No caso da questão ficou assim: Um funcionário da empresa não Não sonho acordado será VERDADE
possui plano de saúde ―ou‖ ganha até R$ 3.000,00 por mês. A Admita todas as frases como VERDADE
negação de ganha mais de 3.000,00 por mês, é ganha até 3.000,00. Ficando assim de baixo para cima
Ou não toco muito bem (V) ou sonho acordado (F) = V
09. Resposta ―B‖. Se o instrumento soa bem (F) então toco muito bem (F) = V
Sendo: Se afino as cordas (F), então o instrumento soa bem (F) = V
Segunda = S e Quarta = Q, A dica é trabalhar com as exceções: na condicional só dá falso
Pedro tem aula de Natação = PN e quando a primeira V e a segunda F. Na disjunção exclusiva (ou... ou)
Pedro tem aula de Futebol = PF. as divergentes se atraem o que dá verdade. Extraindo as conclusões
V = conectivo ou e → = conectivo Se, ... então, temos: temos que:
S V Q → PF V PN Não toco muito bem, não sonho acordado como verdade.
Sendo Je = Jane leva Pedro para a escolinha e ~Je = a negação, ou Se afino as corda deu falso, então não afino as cordas.
seja Jane não leva Pedro a escolinha. Ainda temos que ~Ja = Jane Se o instrumento soa bem deu falso, então o instrumento não soa
deixa de fazer o almoço e C = Carlos almoça em Casa e ~C = Carlos bem.
não almoça em casa, temos: Joga nas alternativas:
PF V PN → Je (A) sonho dormindo (você não tem garantia de que sonha dormindo,
Je → ~Ja só temos como verdade que não sonho acordado, pode ser que você
~Ja → ~C nem sonhe).
(B) o instrumento afinado não soa bem deu que: Não afino as cordas.

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(C) Verdadeira: as cordas não foram afinadas.


(D) mesmo afinado (Falso deu que não afino as cordas) o
instrumento não soa bem.
(E) toco bem acordado e dormindo, absurdo. Deu não toco muito
bem e não sonho acordado.

3.1 EQUIVALÊNCIAS

Na lógica, as asserções p e q são ditas logicamente equivalentes ou


Mostraremos que (p → q) e p V q são logicamente equivalentes.
simplesmente equivalentes, se p ╞ q e q ╞ p. Em termos intuitivos,
Solução:
duas sentenças são logicamente equivalentes se possuem o mesmo
―conteúdo lógico‖. Do ponto de vista da teoria da demonstração, p e q
são equivalentes se cada uma delas pode ser derivada a partir da
outra. Semanticamente, p e q são equivalentes se elas têm os
mesmos valores para qualquer interpretação. A notação
normalmente usada para representar a equivalência lógica entre p e
q é p ≡ q, p ⇔ q ou p q.
Exemplo: As seguintes sentenças são logicamente equivalentes:
1- Se hoje é sábado, então hoje é fim de semana.
2- Se hoje não é fim de semana, então hoje não é sábado.
Em símbolos:
d: ―Hoje é sábado‖. (d → f) QUESTÕES
f: ―Hoje é fim de semana‖. ( f → d) 01. Demonstre as relações abaixo utilizando as equivalências
Sintaticamente, (1) e (2) são equivalentes pela Lei da notáveis:
Contraposição. Semanticamente, (1) e (2) têm os mesmos valores (A) p → q ∧ r ⇔ (p → q) ∧ (p → r)
nas mesmas interpretações. (B) p → q ∨ r ⇔ (p → q) ∨ (p → r)
Há equivalência entre as proposições p e q somente quando a (C) p ∧ (r ∨ s ∨ t) ⇔ (p ∧ r) ∨ (p ∧ s) ∨ (p ∧ t)
bicondicional p ↔ q for uma tautologia ou quando p e q tiverem a (D) p ∧ q → r ⇔ p → (q → r)
mesma tabela-verdade. (E)~( ~p →~q) ⇔~p ∧ q
p ⇔ q (p é equivalente a q) é o símbolo que representa a
equivalência lógica. 02. Demonstre, utilizando as equivalências notáveis, que as
Diferenciação dos símbolos ↔ e ⇔ relações de implicação são válidas:
O símbolo ↔ representa uma operação entre as proposições p e (A) Exemplo: Regra da simplificação: p ∧ q ⇒ q
q, que tem como resultado uma nova proposição p ↔ q com valor Para provarmos uma relação de implicação temos que
lógico V ou F. demonstrar que a condicional p ∧ q → q é tautológica, ou seja, que a
O símbolo ⇔ representa a não ocorrência de VF e de FV na condicional p ∧ q → q ⇔ V
tabela-verdade p ↔ q, ou ainda que o valor lógico de p ↔ q é sempre Desenvolvendo o lado esquerdo da equivalência, tem-se:
V, ou então p ↔ q é uma tautologia. Exemplo: p ∧ q → q ≡ (aplicando-se a equiv. de reescrita da condicional)
A tabela da bicondicional (p → q) ↔ (~q → ~p) será: ~(p ∧ q) ∨ q ≡ (aplicando-se a Lei de Morgan)
p q ~q ~p p→q ~q → ~p (p → ~p ∨ ~q ∨ q ≡ (aplicando-se lei complementar, ~q ∨ q é uma
q) ↔ tautologia)
(~q → ~p ∨ V ≡ (pela lei da identidade ~p ∨ V é um tautologia)
~p) V Portanto, está provado que p ∧ q ⇒ q é uma tautologia
V V F F V V V (B) Regra da adição: p ⇒ p ∨ q
V F V F F F V (C) Regra do Silogismo Disjuntivo: (p ∨ q) ∧ ~q ⇒ p
F V F V V V V (D) Regra de Modus Ponens: (p → q) ∧ p ⇒ q
F F V V V V V (E) Regra de Modus Tollens: (p → q) ∧ ~q ⇒ ~p

Portanto, p → q é equivalente a ~q → ~p, pois estas proposições 03. Usando as regras de equivalência, mostre a seguinte
possuem a mesma tabela-verdade ou a bicondicional (p → q) ↔ (~q tautologia: (p → q) → r ⇔ r ∨ (p ∧ ~q)
→ ~p) é uma tautologia. Veja a representação: (p → q) ⇔ (~q → ~p)
Respostas
01.
(A) p → q ∧ r ⇔ (p → q) ∧ (p → r)
p→q∧r⇔
~p ∨ (q ∧ r) ⇔ (reescrita da condicional)
(~p ∨ q) ∧ (~p ∨ r) ⇔ (distributiva)
(p → q) ∧ (p → r) (reescrita da condicional)
(B) p → q ∨ r ⇔ (p → q) ∨ (p → r)
p→q∨r⇔
~p ∨ (q ∨ r) ⇔ (reescrita da condicional)
~p ∨ q ∨ r ⇔ (associativa)
~p ∨ ~p ∨ q ∨ r ⇔ (idempotente, adicionei um ~p, pois ~p ∨ ~p
⇔ ~p)
(~p ∨ q) ∨ (~p ∨ r) ⇔ (associativa)
(p → q) ∨ (p → r) (reescrita da condicional)
(C) p ∧ (r ∨ s ∨ t) ⇔ (p ∧ r) ∨ (p ∧ s) ∨ (p ∧ t)
p ∧ (r ∨ s ∨ t) ⇔
As proposições p e q são chamadas de logicamente p ∧ (r ∨ (s ∨ t)) ⇔ (associativa em s ∨ t )
equivalentes (≡) se p ↔ q é uma tautologia. Exemplos: (p ∧ r) ∨ (p ∧ (s ∨ t)) ⇔ (distributiva)
Mostraremos que (p V q) e p ∧ q são logicamente equivalentes. Uma (p ∧ r) ∨ (p ∧ s) ∨ (p ∧ t) (distributiva)
das leis de De Morgan. Solução: (D) p ∧ q → r ⇔ p → (q → r)
p∧q→r⇔
~(p ∧ q) ∨ r ⇔ (reescrita da condicional)
~p ∨ ~q ∨ r ⇔ (De Morgan)
~p ∨ (~q ∨ r) ⇔ (associativa)
~p ∨ (q → r) ⇔ (reescrita da condicional)
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p → (q → r) (reescrita da condicional) 1+1=1


(E) ~(~p → ~q) ⇔ ~p ∧ q
~(~p → ~q) ⇔
E . 0.0=0
~(~~p ∨ ~q) ⇔ (reescrita da condicional)
0.1=0
~(p ∨ ~q) ⇔ (dupla negação)
1.0=0
~p ∧ ~~q ⇔ (De Morgan)
1.1=1
~p ∧ q (dupla negação)
Não - =1
=0
02.
(B) Regra da adição: p ⇒ p ∨ q
Da autoria do ilustre matemático inglês Augustus De Morgan (1806-
p → p ∨ q ⇔ V (devemos demonstrar que a relação de
1871), podemos separá-las em Primeiras Leis de Morgan e
implicação equivale a uma tautologia)
Segundas Leis de Morgan. As primeiras podem ser indicadas de
~p ∨ (p ∨ q) ⇔ (condicional)
várias formas, dependendo do contexto a estudar. Podemos utilizá-
~p ∨ p ∨ q ⇔ (associativa)
las em operações lógicas sobre proposições ou em operações sobre
V ∨ q ⇔ (complementares ~p ∨ p)
conjuntos.
V (identidade)
(C) Regra do Silogismo Disjuntivo: (p ∨ q) ∧ ~q ⇒ p
Primeiras Leis de Morgan: Sendo p e q duas proposições e ~, ∧ e
(p ∨ q) ∧ ~q → p ⇔ V (devemos demonstrar que a relação de
∧, respetivamente, os símbolos das operações lógicas negação,
implicação equivale a uma tautologia)
conjunção e disjunção, as Primeiras Leis de Morgan podem ser
(p ∧ ~q) ∨ (q ∧ ~q) → p ⇔ (distributiva)
apresentadas simbolicamente por:
(p ∧ ~q) ∨ F → p ⇔ (complementares)
1. ~(p ∧ q) = ~p ∧ ~q cujo significado é:
(p ∧ ~q) → p ⇔ (identidade) ―negar a simultaneidade de p e q é afirmar pelo menos não p ou não
~(p ∧ ~q) ∨ p ⇔ (condicional) q‖.
~p ∨ ~q ∨ p ⇔ (De Morgan) 2. ~(p ∧ q) = ~p ∧ ~q cujo significado é:
(~p ∨ p) ∨ ~q ⇔ (associativa) ―negar a ocorrência de pelo menos p ou q é afirmar nem p nem q‖.
V ∨ ~q ⇔ (complementares)
V (identidade) Mas, se considerarmos A e B dois conjuntos e ,
(D) Regra de Modus Ponens: (p → q) ∧ p ⇒ q respectivamente, os símbolos da interseção, reunião, complementar
(p → q) ∧ p → q ⇔ V (devemos demonstrar que a relação de de A e complementar de B, as Primeiras Leis de Morgan podem ser
implicação equivale a uma tautologia)
(~p ∨ q) ∧ q → q ⇔ (condicional)
(q ∧ ~p) ∨ (q ∧ q) → q ⇔ (distributiva) apresentadas simbolicamente por: cujo
significado é: ―o complementar da interseção de dois conjuntos é
(q ∧ ~p) ∨ q → q ⇔ (idempotente)
igual à reunião dos complementares dos conjuntos iniciais‖
~((q ∧ ~p) ∨ q) ∨ q ⇔ (condicional)
(~(q ∧ ~p) ∧ ~q) ∨ q ⇔ (De Morgan) cujo significado é: ―o complementar da
((~q ∨ p) ∧ ~q) ∨ q ⇔ (De Morgan) reunião de dois conjuntos é igual à interseção dos complementares
(~q ∧ ~q) ∨ (~q ∧ p) ∨ q ⇔ (distributiva) dos conjuntos iniciais‖.
~q ∨ (~q ∧ p) ∨ q ⇔ (idempotente)
(~q ∨ q) ∨ (~q ∧ p) ⇔ (associativa) Segundas Leis de Morgan: As Segundas Leis de Morgan permitem-
V ∨ (~q ∧ p) ⇔ (complementares) nos efetuar a negação de proposições com quantificadores
V (identidade) (universais e existenciais). Dada a expressão proposicional (ou
(E) Regra de Modus Tollens: (p → q) ∧ ~q ⇒ ~p condição) p(x), em que x ∈ A, conjunto de números reais, a
(p → q) ∧ ~q → ~p ⇔ V (devemos demonstrar que a relação de expressão ∀x ∈ A: p (x) lê-se: ―para todo o elemento de A, verifica-se
implicação equivale a uma tautologia) p‖, ou seja, qualquer que seja o valor de A pelo qual substituímos x,
(~p ∨ q) ∧ ~q → ~p ⇔ (De Morgan) p(x) transforma-se numa proposição verdadeira. Por outro lado, a
(~q ∧ ~p) ∨ (~q ∧ q) → ~p ⇔ (Distributiva) expressão ∃x ∈ A: p(x) lê-se: ―existe pelo menos um elemento de A
(~q ∧ ~p) ∨ F → ~p ⇔ (Complementares) que verifica p‖, ou seja, significa que existe pelo menos um valor da
(~q ∧ ~p) → ~p ⇔ (Identidade) variável x, para a qual a p(x) se transforma numa proposição
~(~q ∧ ~p) ∨ ~p ⇔ (condicional) verdadeira.
~~q ∨ ~~p ∨ ~p ⇔ (De Morgan)
q ∨ p ∨ ~p ⇔ (Dupla Negação)
q ∨ V ⇔ (complementares)
V
As negações destas duas proposições constituem então as
03. Mostraremos que (p → q) → r ⇔ r ∨ (p ∧ ~q) é uma tautologia, de Segundas Leis de Morgan.
fato: As leis: Considere X e Y como variáveis booleanas ou proposições
cuja resposta seja {Sim, Não} ou {Verdadeiro, Falso} ou ainda {0,1}.
Seguem as leis de De Morgan conforme algumas notações
possíveis:

3.2 LEIS DE DE MORGAN

As leis de De Morgan definem regras usadas para converter


operações lógicas OU em E e vice versa. Sendo X, Y {0,1} e as
operações em {0,1} sendo +, . e -, assim definidas:
Operação Símbolo Exemplos
lógica
Ou + 0+0=0
0+1=1
1+0=1
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Para a demonstração algébrica vamos ter de nos socorrer dos


axiomas e de outros teoremas da álgebra de Boole Binária. Para
tanto, consideremos:

Por outro lado, consideremos:

Sendo assim, x + y e xy satisfazem os axiomas A4a e A4b, pelo que


x + y deverá ser o (único) complemento de xy, e vice-versa. E então
possível escrever e, por dualidade, x . y = x + y.

Generalização: A ideia é que ao ―aplicar‖ a barra (operador


Não) sobre uma outra operação, esta muda seu sinal, restando uma
barra para cada membro da operação. Exemplos:
Prova: Se de fato, então:

Primeiro usamos a propriedade distributiva do operador (+), depois a


propriedade comutativo (passo não mostrado), então vemos a soma
de elementos complementares. 3.3 DIAGRAMAS LÓGICOS

Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários problemas.


Uma situação que esses diagramas poderão ser usados, é na
determinação da quantidade de elementos que apresentam uma
determinada característica.
Primeiro usamos a propriedade distributiva do operador (.), depois
usamos a propriedade de comutatividade (esse passo não foi
mostrado), então usamos a propriedade de elementos
complementares .

QUESTÕES
01. Numa pesquisa sobre audiência de TV entre 125 entrevistados,
obteve-se: 60 assistem ao canal X, 40 ao canal Y, 15 ao canal Z, 25
assistem a X e Y, 8 a Y e Z, 3 a X e Z e 1 assiste aos três.
(A) Quantos não assistem a nenhum desses canais?
(B) Quantos assistem somente ao canal X? Assim, se num grupo de pessoas há 43 que dirigem carro, 18 que
dirigem moto e 10 que dirigem carro e moto. Baseando-se nesses
02. Prove a seguinte Lei de De Morgan: x + y = xy. dados, e nos diagramas lógicos poderemos saber: Quantas pessoas
03. Demonstre as Leis de Morgan: têm no grupo ou quantas dirigem somente carro ou ainda quantas
(A) ~(p ∧ q ∧ r) ↔ ~p ∨ ~q ∨ ~r dirigem somente motos. Vamos inicialmente montar os diagramas
(B) ~(p ∨ q ∨ r) ↔ ~p ∧ ~q ∧ ~r dos conjuntos que representam os motoristas de motos e motoristas
de carros. Começaremos marcando quantos elementos tem a
Respostas intersecção e depois completaremos os outros espaços.
01.
(A) Assim, (A B C) ∧ C = ?
X= 60
XY= 25 - 1 = 24
XeY=3-1=2
X, Y e Z= 1 → X, Y e Z = 1
Da teoria dos conjuntos, temos:
n(X Y Z) = n(X) + n(Y) + n(Z) - n(X Y) - n(X Z) - n(Y Z) + n(X Y Z)
n(X Y Z) = 60 + 40 + 15 - 25 - 3 - 8 + 1 Marcando o valor da intersecção, então iremos subtraindo esse valor
n(X Y Z) = 116 – 36 da quantidade de elementos dos conjuntos A e B. A partir dos valores
n(X Y Z) = 80, então: como n(X Y Z) = 125, vem que: reais, é que poderemos responder as perguntas feitas.
125 - 80 = 45 não assistem nenhum desses canais.
(B) 60 - (25 - 1) + (3 -1) + 1 = 60 - 27 = 33

02. Podemos demonstrar a Lei de De Morgan por indução completa


ou algebricamente.
Tabela de verdade onde se demonstra a Segunda Lei de De Morgan:
00 0 1 1 1 1
01 1 0 1 0 0
10 1 0 0 1 0
11 1 0 0 0 0

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a) Temos no grupo: 8 + 10 + 33 = 51 motoristas.


b) Dirigem somente carros 33 motoristas.
Com essa distribuição, poderemos notar que 205 pessoas leem
c) Dirigem somente motos 8 motoristas.
apenas o jornal A. Verificamos que 500 pessoas não leem o jornal C,
No caso de uma pesquisa de opinião sobre a preferência quanto à
pois é a soma 205 + 30 + 115 + 150. Notamos ainda que 700
leitura de três jornais. A, B e C, foi apresentada a seguinte tabela:
pessoas foram entrevistadas, que é a soma 205 + 30 + 25 + 40 + 115
+ 65 + 70 + 150.

Diagrama de Euler
Um diagrama de Euler é similar a um diagrama de Venn, mas não
precisa conter todas as zonas (onde uma zona é definida como a
área de intersecção entre dois ou mais contornos). Assim, um
diagrama de Euler pode definir um universo de discurso, isto é, ele
pode definir um sistema no qual certas intersecções não são
possíveis ou consideradas. Assim, um diagrama de Venn contendo
os atributos para Animal, Mineral e quatro patas teria que conter
intersecções onde alguns estão em ambos animal, mineral e de
quatro patas. Um diagrama de Venn, consequentemente, mostra
todas as possíveis combinações ou conjunções.

Para termos os valores reais da pesquisa, vamos inicialmente montar


os diagramas que representam cada conjunto. A colocação dos
valores começará pela intersecção dos três conjuntos e depois para
as intersecções duas a duas e por último às regiões que representam
cada conjunto individualmente. Representaremos esses conjuntos
dentro de um retângulo que indicará o conjunto universo da pesquisa.

Diagramas de Euler consistem em curvas simples fechadas


(geralmente círculos) no plano que mostra os conjuntos. Os
tamanhos e formas das curvas não são importantes: a significância
do diagrama está na forma como eles se sobrepõem. As relações
espaciais entre as regiões delimitadas por cada curva (sobreposição,
contenção ou nenhuma) correspondem relações teóricas
(subconjunto interseção e disjunção). Cada curva de Euler divide o
plano em duas regiões ou zonas estão: o interior, que representa
simbolicamente os elementos do conjunto, e o exterior, o que
representa todos os elementos que não são membros do conjunto.
Curvas cujos interiores não se cruzam representam conjuntos
disjuntos. Duas curvas cujos interiores se interceptam representam
conjuntos que têm elementos comuns, a zona dentro de ambas as
curvas representa o conjunto de elementos comuns a ambos os
Fora dos diagramas teremos 150 elementos que não são leitores de conjuntos (intersecção dos conjuntos). Uma curva que está contido
nenhum dos três jornais. completamente dentro da zona interior de outro representa um
Na região I, teremos: 70 - 40 = 30 elementos. subconjunto do mesmo.
Na região II, teremos: 65 - 40 = 25 elementos. Os Diagramas de Venn são uma forma mais restritiva de diagramas
Na região III, teremos: 105 - 40 = 65 elementos. de Euler. Um diagrama de Venn deve conter todas as possíveis
Na região IV, teremos: 300 - 40 - 30 - 25 = 205 elementos. zonas de sobreposição entre as suas curvas, representando todas as
Na região V, teremos: 250 - 40 -30 - 65 = 115 elementos. combinações de inclusão / exclusão de seus conjuntos constituintes,
Na região VI, teremos: 200 - 40 - 25 - 65 = 70 elementos. mas em um diagrama de Euler algumas zonas podem estar faltando.
Dessa forma, o diagrama figura preenchido com os seguintes Essa falta foi o que motivou Venn a desenvolver seus diagramas.
elementos: Existia a necessidade de criar diagramas em que pudessem ser
observadas, por meio de suposição, quaisquer relações entre as
zonas não apenas as que são ―verdadeiras‖.
Os diagramas de Euler (em conjunto com os de Venn) são
largamente utilizados para ensinar a teoria dos conjuntos no campo
da matemática ou lógica matemática no campo da lógica. Eles
também podem ser utilizados para representar relacionamentos
complexos com mais clareza, já que representa apenas as relações

15
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válidas. Em estudos mais aplicados esses diagramas podem ser canários, por sua vez, seriam representados na intersecção A-B, já
utilizados para provar / analisar silogismos que são argumentos que são bípedes e podem voar. Qualquer animal que não fosse
lógicos para que se possa deduzir uma conclusão. bípede nem pudesse voar, como baleias ou serpentes, seria marcado
por pontos fora dos dois círculos.
Diagramas de Venn Assim, o diagrama de dois conjuntos representa quatro áreas
Designa-se por diagramas de Venn os diagramas usados em distintas (a que fica fora de ambos os círculos, a parte de cada
matemática para simbolizar graficamente propriedades, axiomas e círculo que pertence a ambos os círculos (onde há sobreposição), e
problemas relativos aos conjuntos e sua teoria. Os respectivos as duas áreas que não se sobrepõem, mas estão em um círculo ou
diagramas consistem de curvas fechadas simples desenhadas sobre no outro):
um plano, de forma a simbolizar os conjuntos e permitir a - Animais que possuem duas pernas e não voam (A sem
representação das relações de pertença entre conjuntos e seus sobreposição).
elementos (por exemplo, 4 ∉ {3,4,5}, mas 4 ∉ {1,2,3,12}) e relações - Animais que voam e não possuem duas pernas (B sem
de continência (inclusão) entre os conjuntos (por exemplo, {1, 3} ⊂ {1, sobreposição).
2, 3, 4}). Assim, duas curvas que não se tocam e estão uma no - Animais que possuem duas pernas e voam (sobreposição).
espaço interno da outra simbolizam conjuntos que possuem - Animais que não possuem duas pernas e não voam (branco -
continência; ao passo que o ponto interno a uma curva representa fora).
um elemento pertencente ao conjunto. Essas configurações são representadas, respectivamente, pelas
Os diagramas de Venn são construídos com coleções de curvas operações de conjuntos: diferença de A para B, diferença de B para
fechadas contidas em um plano. O interior dessas curvas representa, A, intersecção entre A e B, e conjunto complementar de A e B. Cada
simbolicamente, a coleção de elementos do conjunto. De acordo com uma delas pode ser representada como as seguintes áreas (mais
Clarence Irving Lewis, o ―princípio desses diagramas é que classes escuras) no diagrama:
(ou conjuntos) sejam representadas por regiões, com tal relação
entre si que todas as relações lógicas possíveis entre as classes
possam ser indicadas no mesmo diagrama. Isto é, o diagrama deixa
espaço para qualquer relação possível entre as classes, e a relação
dada ou existente pode então ser definida indicando se alguma
região em específico é vazia ou não-vazia‖. Pode-se escrever uma
definição mais formal do seguinte modo: Seja C = (C1, C2, ... Cn)
uma coleção de curvas fechadas simples desenhadas em um plano.
C é uma família independente se a região formada por cada uma das
interseções X1 X 2 . .. X n, onde cada Xi é o interior ou o exterior de
Ci, é não-vazia, em outras palavras, se todas as curvas se
intersectam de todas as maneiras possíveis. Se, além disso, cada
uma dessas regiões é conexa e há apenas um número finito de
pontos de interseção entre as curvas, então C é um diagrama de
Venn para n conjuntos.
Nos casos mais simples, os diagramas são representados por
círculos que se encobrem parcialmente. As partes referidas em um
enunciado específico são marcadas com uma cor diferente.
Eventualmente, os círculos são representados como completamente
inseridos dentro de um retângulo, que representa o conjunto universo
daquele particular contexto (já se buscou a existência de um conjunto
universo que pudesse abranger todos os conjuntos possíveis, mas
Bertrand Russell mostrou que tal tarefa era impossível). A ideia de
conjunto universo é normalmente atribuída a Lewis Carroll. Do
mesmo modo, espaços internos comuns a dois ou mais conjuntos
representam a sua intersecção, ao passo que a totalidade dos
espaços pertencentes a um ou outro conjunto indistintamente
representa sua união.
John Venn desenvolveu os diagramas no século XIX, ampliando
e formalizando desenvolvimentos anteriores de Leibniz e Euler. E, na
década de 1960, eles foram incorporados ao currículo escolar de
matemática. Embora seja simples construir diagramas de Venn para
dois ou três conjuntos, surgem dificuldades quando se tenta usá-los
para um número maior. Algumas construções possíveis são devidas
ao próprio John Venn e a outros matemáticos como Anthony W. F.
Edwards, Branko Grünbaum e Phillip Smith. Além disso, encontram-
se em uso outros diagramas similares aos de Venn, entre os quais os
de Euler, Johnston, Pierce e Karnaugh. Além disso, essas quatro áreas podem ser combinadas de 16 formas
Dois Conjuntos: considere-se o seguinte exemplo: suponha-se que diferentes. Por exemplo, pode-se perguntar sobre os animais que
o conjunto A representa os animais bípedes e o conjunto B voam ou tem duas patas (pelo menos uma das características); tal
representa os animais capazes de voar. A área onde os dois círculos conjunto seria representado pela união de A e B. Já os animais que
se sobrepõem, designada por intersecção A e B ou intersecção A-B, voam e não possuem duas patas mais os que não voam e possuem
conteria todas as criaturas que ao mesmo tempo podem voar e têm duas patas, seriam representados pela diferença simétrica entre A e
apenas duas pernas motoras. B. Estes exemplos são mostrados nas imagens a seguir, que incluem
também outros dois casos.

Considere-se agora que cada espécie viva está representada


por um ponto situado em alguma parte do diagrama. Os humanos e
os pinguins seriam marcados dentro do círculo A, na parte dele que
não se sobrepõe com o círculo B, já que ambos são bípedes mas
não podem voar. Os mosquitos, que voam mas têm seis pernas,
seriam representados dentro do círculo B e fora da sobreposição. Os
16
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- Nenhum A é B
- Algum A é B e
- Algum A não é B
Proposições do tipo Todo A é B afirmam que o conjunto A é um
subconjunto do conjunto B. Ou seja: A está contido em B. Atenção:
dizer que Todo A é B não significa o mesmo que Todo B é A.
Enunciados da forma Nenhum A é B afirmam que os conjuntos A e B
são disjuntos, isto é, não tem elementos em comum. Atenção: dizer
que Nenhum A é B é logicamente equivalente a dizer que Nenhum B
é A.
Por convenção universal em Lógica, proposições da forma Algum A é
B estabelecem que o conjunto A tem pelo menos um elemento em
comum com o conjunto B. Contudo, quando dizemos que Algum A é
B, pressupomos que nem todo A é B. Entretanto, no sentido lógico de
algum, está perfeitamente correto afirmar que ―alguns de meus
colegas estão me elogiando‖, mesmo que todos eles estejam. Dizer
que Algum A é B é logicamente equivalente a dizer que Algum B é A.
Também, as seguintes expressões são equivalentes: Algum A é B =
Pelo menos um A é B = Existe um A que é B.
Proposições da forma Algum A não é B estabelecem que o conjunto
A tem pelo menos um elemento que não pertence ao conjunto B.
Temos as seguintes equivalências: Algum A não é B = Algum A é
não B = Algum não B é A. Mas não é equivalente a Algum B não é A.
Nas proposições categóricas, usam-se também as variações
gramaticais dos verbos ser e estar, tais como é, são, está, foi, eram,
..., como elo de ligação entre A e B.
- Todo A é B = Todo A não é não B.
- Algum A é B = Algum A não é não B.
- Nenhum A é B = Nenhum A não é não B.
- Todo A é não B = Todo A não é B.
- Algum A é não B = Algum A não é B.
Três Conjuntos: Na sua apresentação inicial, Venn focou-se - Nenhum A é não B = Nenhum A não é B.
sobretudo nos diagramas de três conjuntos. Alargando o exemplo - Nenhum A é B = Todo A é não B.
anterior, poderia-se introduzir o conjunto C dos animais que possuem - Todo A é B = Nenhum A é não B.
bico. Neste caso, o diagrama define sete áreas distintas, que podem - A negação de Todo A é B é Algum A não é B (e vice-versa).
combinar-se de 256 (28) maneiras diferentes, algumas delas - A negação de Algum A é B é Nenhum A não é B (e vice-versa).
ilustradas nas imagens seguintes. Verdade ou Falsidade das Proposições Categóricas
Dada a verdade ou a falsidade de qualquer uma das proposições
categóricas, isto é, de Todo A é B, Nenhum A é B, Algum A é B e
Algum A não é B, pode-se inferir de imediato a verdade ou a
falsidade de algumas ou de todas as outras.
1. Se a proposição Todo A é B é verdadeira, então temos as
duas representações possíveis:

Nenhum A é B. É falsa.
Algum A é B. É verdadeira.
Algum A não é B. É falsa.
2. Se a proposição Nenhum A é B é verdadeira, então temos
somente a representação:

Todo A é B. É falsa.
Algum A é B. É falsa.
Algum A não é B. É verdadeira.
3. Se a proposição Algum A é B é verdadeira, temos as quatro
representações possíveis:

Proposições Categóricas
- Todo A é B
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Nenhum A é B. É falsa. (B) 110


Todo A é B. Pode ser verdadeira (em 3 e 4) ou falsa (em 1 e 2). (C) 103
Algum A não é B. Pode ser verdadeira (em 1 e 2) ou falsa (em 3 (D) 99
e 4) – é indeterminada. (E) 114
4. Se a proposição Algum A não é B é verdadeira, temos as três
representações possíveis: 07. Numa pesquisa, verificou-se que, das pessoas
entrevistadas, 100 liam o jornal X, 150 liam o jornal Y, 20 liam os dois
jornais e 110 não liam nenhum dos dois jornais. Quantas pessoas
foram entrevistadas?
(A) 220
(B) 240
(C) 280
(D) 300
(E) 340
Todo A é B. É falsa.
Nenhum A é B. Pode ser verdadeira (em 3) ou falsa (em 1 e 2 – 08. Em uma entrevista de mercado, verificou-se que 2.000
é indeterminada). pessoas usam os produtos C ou D. O produto D é usado por 800
Algum A é B. Ou falsa (em 3) ou pode ser verdadeira (em 1 e 2 pessoas e 320 pessoas usam os dois produtos ao mesmo tempo.
– é indeterminada). Quantas pessoas usam o produto C?
(A) 1.430
QUESTÕES (B) 1.450
01. Represente por diagrama de Venn-Euler (C) 1.500
(A) Algum A é B (D) 1.520
(B) Algum A não é B (E) 1.600
(C) Todo A é B
(D) Nenhum A é B 09. Sabe-se que o sangue das pessoas pode ser classificado
em quatro tipos quanto a antígenos. Em uma pesquisa efetuada num
02. (Especialista em Políticas Públicas Bahia - FCC) Considerando grupo de 120 pessoas de um hospital, constatou-se que 40 delas têm
―todo livro é instrutivo‖ como uma proposição verdadeira, é correto o antígeno A, 35 têm o antígeno B e 14 têm o antígeno AB. Com
inferir que: base nesses dados, quantas pessoas possuem o antígeno O?
(A) ―Nenhum livro é instrutivo‖ é uma proposição necessariamente (A) 50
verdadeira. (B) 52
(B) ―Algum livro é instrutivo‖ é uma proposição necessariamente (C) 59
verdadeira. (D) 63
(C) ―Algum livro não é instrutivo‖ é uma proposição verdadeira ou (E) 65
falsa.
(D) ―Algum livro é instrutivo‖ é uma proposição verdadeira ou falsa. 10. Em uma universidade são lidos dois jornais, A e B.
(E) ―Algum livro não é instrutivo‖ é uma proposição necessariamente Exatamente 80% dos alunos leem o jornal A e 60% leem o jornal B.
verdadeira. Sabendo que todo aluno é leitor de pelo menos um dos jornais,
encontre o percentual que leem ambos os jornais.
03. Dos 500 músicos de uma Filarmônica, 240 tocam instrumentos (A) 40%
de sopro, 160 tocam instrumentos de corda e 60 tocam esses dois (B) 45%
tipos de instrumentos. Quantos músicos desta Filarmônica tocam: (C) 50%
(A) instrumentos de sopro ou de corda? (D) 60%
(B) somente um dos dois tipos de instrumento? (E) 65%
(C) instrumentos diferentes dos dois citados?
Respostas
04. (TTN - ESAF) Se é verdade que ―Alguns A são R‖ e que ―Nenhum
G é R‖, então é necessariamente verdadeiro que:
(A) algum A não é G;
(B) algum A é G.
(C) nenhum A é G;
(D) algum G é A;
(E) nenhum G é A;

05. Em uma classe, há 20 alunos que praticam futebol mas não


praticam vôlei e há 8 alunos que praticam vôlei mas não praticam
futebol. O total dos que praticam vôlei é 15. Ao todo, existem 17
alunos que não praticam futebol. O número de alunos da classe é:
(A) 30.
(B) 35.
(C) 37.
(D) 42.
(E) 44.

06. Um colégio oferece a seus alunos a prática de um ou mais dos


seguintes esportes: futebol, basquete e vôlei. Sabe-se que, no atual
semestre:
- 20 alunos praticam vôlei e basquete.
- 60 alunos praticam futebol e 55 praticam basquete.
- 21 alunos não praticam nem futebol nem vôlei.
- o número de alunos que praticam só futebol é idêntico ao número
de alunos que praticam só vôlei.
- 17 alunos praticam futebol e vôlei.
- 45 alunos praticam futebol e basquete; 30, entre os 45, não
A opção A é descartada de pronto: ―nenhum livro é instrutivo‖ implica
praticam vôlei.
a total dissociação entre os diagramas. E estamos com a situação
O número total de alunos do colégio, no atual semestre, é igual a:
inversa. A opção ―B‖ é perfeitamente correta. Percebam como todos
(A) 93
os elementos do diagrama ―livro‖ estão inseridos no diagrama
18
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―instrutivo‖. Resta necessariamente perfeito que algum livro é


instrutivo.

03. Seja C o conjunto dos músicos que tocam instrumentos de corda


e S dos que tocam instrumentos de sopro. Chamemos de F o
conjunto dos músicos da Filarmônica. Ao resolver este tipo de
problema faça o diagrama, assim você poderá visualizar o problema
e sempre comece a preencher os dados de dentro para fora.
Passo 1: 60 tocam os dois instrumentos, portanto, após fazermos o
diagrama, este número vai no meio.
Passo 2: Teste das alternativas:
a)160 tocam instrumentos de corda. Já temos 60. Os que só tocam Teste da alternativa ―A‖ (algum A não é G). Observando os
corda são, portanto 160 - 60 = 100 desenhos dos círculos, verificamos que esta alternativa é verdadeira
b) 240 tocam instrumento de sopro. 240 - 60 = 180 para os dois desenhos de A, isto é, nas duas representações há
Vamos ao diagrama, preenchemos os dados obtidos acima: elementos em A que não estão em G. Passemos para o teste da
próxima alternativa.
Teste da alternativa ―B‖ (algum A é G). Observando os desenhos
dos círculos, verificamos que, para o desenho de A que está mais a
direita, esta alternativa não é verdadeira, isto é, tem elementos em A
que não estão em G. Pelo mesmo motivo a alternativa ―D‖ não é
correta. Passemos para a próxima.
Teste da alternativa ―C‖ (Nenhum A é G). Observando os desenhos
dos círculos, verificamos que, para o desenho de A que está mais a
esquerda, esta alternativa não é verdadeira, isto é, tem elementos
em A que estão em G. Pelo mesmo motivo a alternativa ―E‖ não é
Com o diagrama completamente preenchido, fica fácil achara as correta. Portanto, a resposta é a alternativa ―A‖.
respostas: Quantos músicos desta Filarmônica tocam:
a) instrumentos de sopro ou de corda? Pelos dados do problema:
100 + 60 + 180 = 340
b) somente um dos dois tipos de instrumento? 100 + 180 = 280
c) instrumentos diferentes dos dois citados? 500 - 340 = 160

04. Esta questão traz, no enunciado, duas proposições categóricas:


- Alguns A são R
- Nenhum G é R
Devemos fazer a representação gráfica de cada uma delas por
círculos para ajudar-nos a obter a resposta correta. Vamos iniciar
pela representação do Nenhum G é R, que é dada por dois círculos
separados, sem nenhum ponto em comum.
n = 20 + 7 + 8 + 9
n = 44

06. Resposta ―D‖.


n(FeB) = 45 e n(FeB -V) = 30 → n(FeBeV) = 15
n(FeV) = 17 com n(FeBeV) = 15 → n(FeV - B) = 2
n(F) = n(só F) + n(FeB-V) + n(FeV -B) + n(FeBeV)
60 = n(só F) + 30 + 2 + 15 → n(só F) = 13
Como já foi visto, não há uma representação gráfica única para a n(sóF) = n(sóV) = 13
proposição categórica do Alguns A são R, mas geralmente a n(B) = n(só B) + n(BeV) + n(BeF-V) → n(só B) = 65 - 20 – 30 = 15
representação em que os dois círculos se interceptam (mostrada n(nem F nem B nem V) = n(nem F nem V) - n(solo B) = 21- 15 = 6
abaixo) tem sido suficiente para resolver qualquer questão. Total = n(B) + n(só F) + n(só V) + n(Fe V - B) + n(nemF nemB nemV)
= 65 + 13 + 13 + 2 + 6 = 99.

Agora devemos juntar os desenhos das duas proposições


categóricas para analisarmos qual é a alternativa correta. Como a
questão não informa sobre a relação entre os conjuntos A e G, então
teremos diversas maneiras de representar graficamente os três
conjuntos (A, G e R). A alternativa correta vai ser aquela que é
verdadeira para quaisquer dessas representações. Para facilitar a
solução da questão não faremos todas as representações gráficas
possíveis entre os três conjuntos, mas sim, uma (ou algumas) 07. Resposta ―E‖.
representação(ões) de cada vez e passamos a analisar qual é a
alternativa que satisfaz esta(s) representação(ões), se tivermos
somente uma alternativa que satisfaça, então já achamos a resposta
correta, senão, desenhamos mais outra representação gráfica
possível e passamos a testar somente as alternativas que foram
verdadeiras. Tomemos agora o seguinte desenho, em que fazemos
duas representações, uma em que o conjunto A intercepta
parcialmente o conjunto G, e outra em que não há intersecção entre
eles.

Começamos resolvendo pelo que é comum: 20 alunos gostam de ler


os dois.
Leem somente A: 100 – 20 = 80
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Leem somente B: 150 – 20 = 130 x + x + 2 + x + 4 = 96


Totaliza: 80 + 20 + 130 + 110 = 340 pessoas. 3x = 96 – 4 – 2
3x = 96 – 6
08. Resposta ―D‖. 3x = 90

x = 30
1º número: x = 30
2º número: x + 2 = 30 + 2 = 32
3º número: x + 4 = 30 + 4 = 34
Os números são 30, 32 e 34.
Exemplo 2
O triplo de um número natural somado a 4 é igual ao quadrado de 5.
Calcule-o:
Resolução:
Somente B: 800 – 320 = 480 3x + 4 = 52
Usam A = total – somente B = 2000 – 480 = 1520. 3x = 25 – 4
3x = 21
09. Resposta ―C‖.

x=7
O número procurado é igual a 7.
Exemplo 3
A idade de um pai é o quádruplo da idade de seu filho. Daqui a cinco
anos, a idade do pai será o triplo da idade do filho. Qual é a idade
atual de cada um?
Resolução:
Atualmente
Começa-se resolvendo pelo AB, então somente A = 40 – 14 =
Filho: x
26 e somente B = 35 – 14 = 21.
Pai: 4x
Somando-se A, B e AB têm-se 61, então o O são 120 – 61 = 59
Futuramente
pessoas.
Filho: x + 5
Pai: 4x + 5
10. Resposta ―A‖.
4x + 5 = 3 . (x + 5)
- Jornal A → 0,8 – x
4x + 5 = 3x + 15
- Jornal B → 0,6 – x
4x – 3x = 15 – 5
- Intersecção → x
X = 10
Então fica:
Pai: 4x = 4 . 10 = 40
(0,8 - x) + (0,6 - x) + x = 1
O filho tem 10 anos e o pai tem 40.
- x + 1,4 = 1
Exemplo 4
- x = - 0,4
O dobro de um número adicionado ao seu triplo corresponde a 20.
x = 0,4.
Qual é o número?
Resposta ―40% dos alunos leem ambos os jornais‖.
Resolução
2x + 3x = 20
5x = 20

x=4
RACIOCÍNIO LÓGICO ENVOLVENDO PROBLEMAS
ARITMÉTICOS, GEOMÉTRICOS E MATRICIAIS. O número corresponde a 4.
Problemas Matemáticos Exemplo 5
Os problemas matemáticos são resolvidos utilizando inúmeros Em uma chácara existem galinhas e coelhos totalizando 35
recursos matemáticos, destacando, entre todos, os princípios animais, os quais somam juntos 100 pés. Determine o número de
algébricos, os quais são divididos de acordo com o nível de galinhas e coelhos existentes nessa chácara.
dificuldade e abordagem dos conteúdos. Galinhas: G
Primeiramente os cálculos envolvem adições e subtrações, Coelhos: C
posteriormente as multiplicações e divisões. Depois os problemas G + C = 35
são resolvidos com a utilização dos fundamentos algébricos, isto é, Cada galinha possui 2 pés e cada coelho 4, então:
criamos equações matemáticas com valores desconhecidos (letras). 2G + 4C = 100
Observe algumas situações que podem ser descritas com utilização Sistema de equações
da álgebra. Isolando C na 1ª equação:
- O dobro de um número adicionado com 4: 2x + 4; G + C = 35
- A soma de dois números consecutivos: x + (x + 1); C = 35 – G
- O quadrado de um número mais 10: x2 + 10; Substituindo C na 2ª equação:
- O triplo de um número adicionado ao dobro do número: 3x + 2G + 4C = 100
2x; 2G + 4 . (35 – G) = 100
2G + 140 – 4G = 100
- A metade da soma de um número mais 15:
2G – 4G = 100 – 140
- 2G = - 40
- A quarta parte de um número:
Exemplo 1
A soma de três números pares consecutivos é igual a 96.
Determine-os. G = 20
1º número: x Calculando C
2º número: x + 2 C = 35 – G
3º número: x + 4 C = 35 – 20
(x) + (x + 2) + (x + 4) = 96 C = 15
Resolução: Exercícios
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1. A soma de três números pares consecutivos é igual a 96.


Determine-os.
1º número: x
2º número: x + 2
3º número: x + 4
( x )+(x + 2) + (x + 4) = 96
2. O triplo de um número natural somado a 4 é igual ao
quadrado de 5. Calcule-o:
3. A idade de um pai é o quádruplo da idade de seu filho. Daqui a
cinco anos, a idade do pai será o triplo da idade do filho. Qual é a
idade atual de cada um?
4. Certa quantidade de cards é repartida entre três meninos. O
primeiro menino recebe 73 da quantidade e o segundo, metade do
resto. Dessa maneira, os dois receberam 250 cards. Quantos cards
havia para serem repartidos e quantos cards recebeu o terceiro
menino?
5. Um cozinheiro dispõe de 10 litros de uma mistura de água e leite
em quantidades iguais. Para obter uma mistura com 2/5 de água e
3/5 de leite, ele deve acrescentar aos 10 litros da mistura quantos
litros do que?
6. Em uma chácara existem galinhas e coelhos totalizando 35
animais, os quais somam juntos 100 pés. Determine o número de 5) Originalmente tínhamos o mesmo volume dos líquidos, isto é,
galinhas e coelhos existentes nessa chácara. 5 l de água e 5 l de leite. Pretendemos ficar com a proporção de 2/5
7. Uma viagem é feita em quatro etapas. Na primeira etapa, de água e 3/5 de leite. De onde concluímos que devemos aumentar a
percorrem-se os 72 da distância total. Na segunda, os 53 do resto. quantidade de leite, pois a proporção de leite será maior.
Na terceira, a metade do novo resto. Dessa maneira foram Como a quantidade de água não aumentou, isto quer dizer que
percorridos 60 quilômetros. os 5 l de água originais representarão 2/5 do novo volume final.
Qual a distância total a ser percorrida e quanto se percorreu na Entendido isto se pode dizer que o problema está resolvido.
quarta etapa? Se tivéssemos o novo volume total, para calcularmos quanto
8. Uma pessoa caminha em uma pista plana com a forma de daria 2/5 dele, o multiplicaríamos por esta fração e iríamos obter 5 l.
triângulo retângulo. Ao dar uma volta completa na pista com Como temos os 5 l, precisamos fazer o cálculo inverso, isto é,
velocidade constante de caminhada, ela percorre 600 e 800 metros dividirmos 5 l por 2/5 para obtermos o novo volume total:
nos trajetos correspondentes aos catetos da pista triangular, e o 2 5 5 5. 12,5 5 2 ÷ = =
restante da caminhada ela completa em 10 minutos. A velocidade Como tínhamos originalmente 10 l e iremos ficar com 12,5 l após
constante de caminhada dessa pessoa é igual a quantos quilômetros o acréscimo do leite, isto quer dizer que acrescentamos 2,5 l de leite:
por hora? 12,5-10=2,5
9. Num dia, um pintor pinta 52 de um muro. No dia seguinte, pinta 6)
mais 51 metros do muro. Desse modo, pintou 97 do muro todo. Galinhas: g
Quantos metros têm o muro? Coelhos: c
10. Suponha que o preço da ação de uma empresa tenha sofrido as g + c = 35
seguintes variações sucessivas no primeiro trimestre de um Cada galinha possui 2 pés e cada coelho 4, então:
determinado ano: em janeiro, aumentou 12%; em fevereiro, sofreu 2g + 4c = 100
uma redução de 8%; e, em março, uma redução de 4%, sempre em Isolando c na 1ª equação:
relação ao mês anterior. Considerando-se essas variações, ao final g + c = 35
do trimestre, em relação ao preço original, o preço da ação subiu ou c = 35 – g
desceu quanto por cento aproximadamente (sem casas decimais)? Substituindo c na 2ª equação:
Respostas 2g + 4c = 100
1) x + x + 2 + x + 4 = 96 2g + 4 * (35 – g) = 100
3x = 96 – 4 – 2 2g + 140 – 4g = 100
3x = 96 – 6 2g – 4g = 100 – 140
3x = 90 – 2g = – 40
x = 90/3 g = 40/2
x =30 g = 20
1º número: x → 30 Calculando c
2º número: x + 2 → 30 + 2 = 32 c = 35 – g
3º número: x + 4 → 30 + 4 = 34 c = 35 – 20
Os números procurados são 30, 32 e 34. c = 15
2) 3x + 4 = 5² 7) Resposta ―Distancia total: 70 km; Quarta etapa: 10 km‖.
3x = 25 – 4 Solução:
3x = 21
x = 21/3
x=7
O número procurado é igual a 7.
3) Atualmente
Filho: x
Pai: 4x
Futuramente
Filho: x + 5
Pai: 4x + 5
4x + 5 = 3 * (x + 5)
4x + 5 = 3x + 15
4x – 3x = 15 – 5
x = 10
Pai: 4x → 4 * 10 = 40
O filho tem 10 anos e o pai tem 40.
4) Resposta ―350 cards; 3˚ menino recebeu 100‖.
Solução:
X = cards (substituindo o ―1°‖ e ―2º‖ pelos valores respectivos)

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APOSTILA ELABORADA PELA EMPRESA DIGITAÇÕES & CONCURSOS

Em função do enunciado sabemos que o lado a, correspondente à


hipotenusa, foi percorrido em 10 minutos, assim sendo, basta
descobrirmos o seu comprimento para podermos calcular a
velocidade na qual ele foi percorrido, que é constante em todo o
percurso.
Neste nosso problema temos b = 600 e c = 800, o que nos leva à
seguinte equação:
a²=600²+800²
a=1000
Se em 10 min percorremos 1000 m, em 60 min (ou seja, em 1 h)
vamos percorrer quantos metros?

Então a velocidade constante de caminhada foi de 6000 m por hora,


mas o enunciado pede a velocidade em km/h, por isto precisamos
realizar mais uma conversão, agora de m para km.
Como temos 6000 metros, ao dividi-los por 1000 obtemos 6
quilômetros.
A velocidade constante de caminhada é de 6 km/h.
9) Resposta ―135 metros‖.
Solução:
M = muro

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