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Jake Crowe, uma criança que cresceu em um orfanato, sempre teve visões de entidades sobrenaturais, levando a diagnósticos errôneos de problemas mentais. Após um massacre inexplicável em seu dormitório, onde todos os outros garotos morreram, ele foi recrutado por uma organização secreta que investiga fenômenos paranormais. Agora, como agente, Jake busca a entidade responsável pelo massacre, determinado a se vingar.

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Jake Crowe, uma criança que cresceu em um orfanato, sempre teve visões de entidades sobrenaturais, levando a diagnósticos errôneos de problemas mentais. Após um massacre inexplicável em seu dormitório, onde todos os outros garotos morreram, ele foi recrutado por uma organização secreta que investiga fenômenos paranormais. Agora, como agente, Jake busca a entidade responsável pelo massacre, determinado a se vingar.

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Lore — Jake Crowe

Jake Crowe nunca foi uma criança comum.

Desde muito novo, enquanto outras crianças brincavam ou reclamavam de


monstros imaginários debaixo da cama, Jake descrevia coisas específicas
demais para serem invenção: figuras observando pelos corredores, vultos
imóveis nos cantos dos quartos, sussurros em idiomas que ninguém
reconhecia e sonhos tão vívidos que pareciam memórias de algo que ainda
não haviam acontecido.

Criado em um orfanato nos arredores de New York City, Jake passou boa
parte da infância sendo tratado como uma criança problemática. Cuidadores
e psicólogos atribuíram seus relatos a transtornos psicológicos, paranoia
infantil e, eventualmente, um diagnóstico precoce de esquizofrenia. Foi
medicado, isolado e frequentemente evitado pelas outras crianças.

Ainda assim, ele insistia em uma única frase:

“Eu não estou inventando.”

Com o passar dos anos, os episódios só pioraram.

Jake começou a perceber padrões impossíveis: sombras que não obedeciam à


luz, portas que pareciam mudar de posição, relógios parando exatamente no
mesmo horário e sonhos recorrentes envolvendo corredores vazios, olhos
observando no escuro e um número específico gravado em sua mente:

3:33.

Na noite que destruiu sua vida, Jake tinha 12 anos.

Era uma madrugada silenciosa de sexta-feira. A chuva batia contra as


janelas do dormitório enquanto todos dormiam.

Às 3:33 da manhã, Jake acordou abruptamente.

Não por um som.

Mas por silêncio absoluto.

Um silêncio pesado, antinatural, como se o próprio mundo tivesse prendido


a respiração.

Ao abrir os olhos, viu algo parado no final do dormitório.

Uma silhueta impossível de definir. Alta demais. Escura demais. Errada


demais.

Antes que pudesse reagir, os outros garotos começaram a acordar.

E então aconteceu.

Um após o outro.
Sem aviso.
Sem explicação.
Sem sequer um grito completo.

Os olhos de todos no dormitório explodiram simultaneamente, espalhando


sangue pelas camas e paredes como se algo invisível tivesse atravessado
seus crânios.

Jake ficou congelado.

Coberto de sangue.

Incapaz de entender.

Incapaz de respirar.

A única coisa que ele lembra claramente daquela noite foi sentir algo
olhando diretamente para ele.

Como se tivesse sido poupado de propósito.

Quando as autoridades chegaram, o caso foi enterrado rapidamente sob


explicações absurdas e relatórios inconclusivos. Nenhuma investigação
oficial encontrou respostas.

Nenhuma explicação foi dada.


Nenhum culpado foi encontrado.

Mas alguém estava observando.

Nas semanas seguintes ao incidente, Jake passou a ser monitorado


discretamente por uma organização que operava nas sombras: Facction
Osscuris.

Um grupo clandestino especializado em investigar fenômenos sobrenaturais,


entidades ocultas e eventos impossíveis.

Eles sabiam de uma verdade que Jake já suspeitava:

Ele nunca foi doente.

Nunca esteve alucinando.

Ele enxergava além do véu.

Anos depois, ao atingir a idade adulta, Jake foi recrutado oficialmente


como agente de campo.

Treinado em infiltração, análise investigativa, combate tático e


eliminação de ameaças paranormais, tornou-se especialista em operações
urbanas envolvendo cultos, manifestações espectrais e eventos de origem
desconhecida.
Apesar do treinamento, sua estabilidade mental nunca foi totalmente
restaurada.

Jake sofre de insônia crônica, paranoia funcional e obsessão por padrões


numéricos e horários.

Relógios marcando 3:33 o deixam visivelmente perturbado.

Hospitais, corredores longos e referências a olhos ou orfanatos costumam


desencadear respostas agressivas ou episódios dissociativos.

Hoje, aos 24 anos, Jake opera como um dos agentes mais eficientes — e
imprevisíveis — da organização.

Frio, observador e impulsivo, ele raramente cria vínculos e demonstra


pouco interesse em sua própria segurança.

Porque, para Jake, sua verdadeira missão nunca foi proteger o mundo.

Isso é apenas um bônus.

Seu verdadeiro objetivo é encontrar a entidade responsável pelo massacre


daquela noite.

E quando encontrar—

não pretende capturá-la.


Nem estudá-la.
Nem compreendê-la.

Apenas colocar uma bala entre seus olhos.

Se ela tiver olhos.

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