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Capítulo 9

O documento aborda o centro de massa e o momento linear, explicando como determinar o centro de massa de sistemas de partículas e objetos com distribuição uniforme de massa. Também discute a segunda lei de Newton aplicada a sistemas de partículas, a relação entre impulso e mudança de momento, e a conservação do momento linear em sistemas isolados. Exemplos práticos e problemas são apresentados para ilustrar os conceitos.

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Capítulo 9

O documento aborda o centro de massa e o momento linear, explicando como determinar o centro de massa de sistemas de partículas e objetos com distribuição uniforme de massa. Também discute a segunda lei de Newton aplicada a sistemas de partículas, a relação entre impulso e mudança de momento, e a conservação do momento linear em sistemas isolados. Exemplos práticos e problemas são apresentados para ilustrar os conceitos.

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Física 1

Halliday Resnick – Capítulo 9


Centro de massa e momento linear
Pedro Vieira 2022/23

Baseado na documentação de suporte da John Wiley & Sons, Inc


Centro de Massa
Objetivos
• Dadas as posições de várias partículas ao longo de um eixo
ou plano, determinar a localização de seu centro de massa.
• Localizar o centro de massa utilizando princípios de
simetria.
• Para um objeto extenso bidimensional ou tridimensional
com uma distribuição uniforme de massa, determinar o
centro de massa.

2
Centro de Massa
• O movimento de objetos em rotação
pode ser complicado (ex: lançar um
taco de beisebol no ar)
• Mas há um ponto especial no objeto
para o qual o movimento é simples
de calcular
• O centro de massa percorre uma
parábola, de forma semelhante como
uma bola
• Todos os outros pontos giram em
torno deste ponto Figura 9-1

3
Centro de Massa
• O centro de massa (com) de um sistema de partículas:
O centro de massa de um sistema de partículas é o ponto que se
move como se:
• toda a massa do sistema estivesse ali concentrada
• todas as forças externas fossem aplicadas nesse ponto.

• Para duas partículas separadas por uma distância d ,


onde a origem é escolhida na posição da partícula 1:
m2
xcom = d. Equação (9-1)
m1 + m2

4
Centro de Massa
• Para duas partículas, para uma escolha arbitrária de
origem:
m1 x1 + m2 x 2
xcom = . Equação (9-2)
m1 + m2

5
Centro de Massa
• O centro de massa está no mesmo local relativo,
independentemente do sistema de coordenadas usado
• É uma propriedade do objeto, não das coordenadas

Figura 9-2

6
Centro de Massa
• Para muitas partículas, pode-se generalizar a equação,
onde M = m 1 + m 2 + . . . + mn :

m1 x1 + m2 x 2 + m3 x3 + + mn x n
xcom =
M
1 n
= 
M i =1
mi xi .
Equação (9-4)

7
Centro de Massa
• Em três dimensões, encontra-se o centro de massa ao
longo de cada eixo separadamente:
n n n
1 1 1
xcom =
M
m x ,
i =1
i i
y com =
M
m y ,
i =1
i i
z com =
M
m z .
i =1
i i

Equação (9-5)

8
Centro de Massa
• Mais concisamente, pode-se escrever em termos de vetores:
n
1
rcom =
M
m r ,
i =1
i i
Equação (9-8)

• Para corpos sólidos, toma-se o limite de uma soma infinita


de partículas infinitamente pequenas → integração!
• Coordenada por coordenada, escrevemos:
1 1 1
xcom =
M  x dm, y com =
M  y dm, z com = M  z dm, Equação (9-9)

• Aqui M é a massa total do objeto


9
Centro de Massa
• Se limitar-se os objetos de densidade uniforme, ρ , por uma
questão de simplicidade
dm M
= = , Equação (9-10)
dV V
• Substituindo, encontra-se o centro de massa simplifica:
1 1 1
xcom =  x dV , y com =  y dV , z com =  z dV . Equação (9-11)
V V V

• No caso de objetos com simetria o cálculo dos integrais


pode ser muito facilitado

10
Centro de Massa
• O centro de massa está em um ponto de simetria (se
houver)
• Encontra-se na linha ou plano de simetria (se houver)
• O centro de massa não precisa estar no necessariamente
dentro do objeto (boomerang)

11
Centro de Massa
Ponto de verificação 1
A figura mostra uma placa quadrada uniforme da qual são removidos
quatro quadrados idênticos nos cantos. (a) Onde está originalmente o
centro de massa da placa? (b) Onde está após a remoção do quadrado 1; (c)
quadrados 1 e 2; (d) quadrados 1 e 3; (e) quadrados 1, 2 e 3; (f) todos os
quatro quadrados? Responda em termos de quadrantes, eixos ou pontos
(sem cálculo, é claro).

Resposta:
(a) na origem (d) na origem
(b) em Q 4 (e) em Q 3
(c) ao longo do eixo -y (f) na origem

12
Centro de Massa
Problem 11P
Considere a lata de
refrigerante apresentada na
figura. Usando considerações
de simetria, calcule:
a) O CM de massa quando a
lata está cheia
b) O CM de massa quando o
liquid se encontra à altura
x (m – massa da lata
vazia e ρ a densidade do
liquido
13
Centro de Massa
Sample problem 9.3
• Tarefa: encontrar o centro de massa de um
disco com outro disco removido dele:
• Encontre o CM de cada disco
individualmente
• Considerar o recorte como tendo massa
negativa
• Aplicar:
m1 x1 + m2 x 2
xcom = .
m1 + m2

Figura 9-4
14
Segunda Lei de Newton para um Sistema
de Partículas
Objetivos
• Aplicar a segunda lei de Newton a um sistema de partículas
relacionando a força resultante (das forças que atuam sobre
as partículas) com a aceleração do centro de massa do
sistema.
• Aplicar as equações de aceleração constante, ao
movimento das partículas individuais e ao movimento do
centro de massa do sistema.

15
Segunda Lei de Newton para um Sistema
de Partículas
• O movimento do centro de massa continua sem ser afetado pelas
forças internas de um sistema (σ 𝐹Ԧ𝑖𝑛𝑡 = 0)
• Movimento do centro de massa de um sistema:
Fnet = Ma com ( system of particles ) . Equação (9-14)

Fnet, x = Macom, x Fnet, y = Macom, y Fnet, z = Macom, z . Equação (9-15)

• Recordar:
1. Fnet é a soma de todas as forças externas
2. M é a massa total e constante do sistema fechado
3. acom é a aceleração do centro de massa
Segunda Lei de Newton para um Sistema
de Partículas
Exemplos Usando equação de
movimento do centro de massa:
• Colisão de bilhar: as forças são
apenas internas, F = 0 então a = 0
• Explosão de foguete: as forças de
explosão são internas, então apenas a
força gravitacional atua no sistema,
pelo que o conjunto de fragmentos
segue uma trajetória gravitacional
(ignorando a resistência do ar)
Figura 9-5

17
Problema
Um cão de 4.5kg encontra-se num
barco conforme indicado na
figura. O barco pesa 18kg e tem
um comprimento de 2.4m.
Assume-se que se movimenta sem
fricção.
a) Se o cão se deslocar 2.4 m em
direção à margem a que
distancia fica desta
b) Como se deslocou o centro de
massa

18
Momento Linear
Objetivos
• Identificar que o momento é uma grandeza vetorial e,
portanto, tem módulo, direção e componentes.
• Calcular o momento (linear) de uma partícula como o
produto da massa e da velocidade da partícula.
• Calcular a mudança no momento (magnitude e
direção) quando uma partícula altera sua velocidade e
direção de deslocamento.
• Aplicar a relação entre o momento de uma partícula e a
força (total) que atua sobre esta.
19
Momento Linear
• O momento linear é definido como:
p = mv Equação (9-22)

• O momento linear:
o Aponta na mesma direção da velocidade
o Só pode ser alterado por uma força externa
A taxa de variação no tempo do momento linear de uma partícula
é igual à força resultante que age sobre a partícula e está na
direção dessa força.

20
Momento Linear
• Podemos escrever a segunda lei de Newton como:
𝑑 𝑣Ԧ
𝐹Ԧnet = 𝑚𝑎Ԧ = 𝑚 .
𝑑𝑡

𝑑𝑝Ԧ
Ԧ
𝐹net = . Equação (9-23)
𝑑𝑡

21
Momento Linear
Ponto de verificação 3
A figura está representado magnitude p do
momento linear em função do tempo t para uma
partícula se movendo ao longo de um eixo.
Uma força direcionada ao longo do eixo atua
sobre a partícula. (a) Ordene as quatro regiões
indicadas de acordo com o módulo da força,
começando pelo maior. (b) Em qual região a
partícula tem aceleração negativa?

Resposta:
(a) 1, 3, 2 e 4
(b) região 3
22
Momento Linear
• Podemos somar momentos para um sistema de
partículas para encontrar o momento linear total:
P = Mvcom ( linear momentum, system of particles ) ,
Equação (9-25)
O momento linear de um sistema de partículas é igual ao produto
da massa total M do sistema pela velocidade do seu centro de
massa.

23
Momento Linear
• Tomando a derivada do tempo, podemos escrever a
segunda lei de Newton para um sistema de partículas
como:
dP
Fnet = ( system of particles ) , Equação (9-27)
dt
• A força externa resultante num sistema muda o seu
momento linear
• Sem uma força externa, o momento linear total de um
sistema de partículas não se pode alterar

24
Problema
Uma bola de 50g é atirada com uma velocidade inicia de
16 m/s e um ângulo de 30º.
a) Qual a energia cinética da bola no inicio e no final do
movimento (quando atinge o solo)
b) Qual o momento linear no inicio e final do movimento
c) Mostre que o alteração do momento linear é igual ao
peso da bola multiplicado pelo tempo de voo.

25
Colisão e Impulso
Objetivos
• Identificar que o impulso é uma grandeza vetorial e,
portanto, tem magnitude, direção e componentes.
• Aplicar a relação entre impulso e mudança de
momento.
• Aplicar a relação entre impulso, e a força média
• Aplicar as equações de aceleração constante para
relacionar impulso e força.

26
Colisão e Impulso
• Numa colisão, o momento de uma partícula pode mudar
• Define-se o impulso J que atua durante uma colisão como:

J =  F ( t ) dt
tf
Equação (9-30)
ti

• Isso significa que o impulso aplicado é igual à mudança no


momento do objeto durante a colisão

p = J ( linear momentum-impulse theorem ) . Equação (9-31)

• Esta equação pode ser reescrita em função das componentes,


como outras equações vetoriais
27
Colisão e Impulso
• Dado Favg e duração:

J = Favg t. Equação (9-35)

• Para calcular o impulso só


é necessário saber a Favg e
o tempo de duração dessa
força

Figura 9-9
28
Colisão e Impulso
Ponto de verificação 4
Um pára-quedista cujo pára-quedas não abre aterra na neve; ele está
levemente ferido. Se ele tivesse pousado em solo, o tempo de
paragem teria sido 10 vezes menor e a colisão letal. A presença da
neve aumenta, diminui ou deixa inalterados os valores de (a) a
mudança de momento do paraquedista, (b) o impulso aplicado ao
paraquedista e (c) a força aplicada ao paraquedista?

Responda:
(a) inalterado
(b) inalterado
(c) diminuiu
29
Problema (10.1)
Uma bola de basebol, atinge o taco com uma velocidade
de 39 m/s. Após a colisão a bola viaja na direção oposta
com uma velocidade também de 39 m/s
a) Qual foi o impulso que o taco exerceu sobre a bola
b) O tempo de impacto do taco na bola foi de 1.2 ms.
Qual a força média que o taco exerceu na bola
c) Qual foi a aceleração média da bola.

30
Colisão e Impulso
• No cado de um fluxo constante de n projéteis, cada um
sofre uma mudança de momento Δ p
J = −n p, Equação (9-36)

Figura 9-10

31
Colisão e Impulso
• A força média é:
J n n
Favg = = − p = − m v. Equação (9-37)
t t t

• O produto nm é a massa total para n colisões, então


podemos escrever:

m
Favg =− v. Equação (9-40)
t

32
Colisão e Impulso
Ponto de verificação 5
A figura mostra uma vista aérea de uma bola batendo de uma parede
vertical sem qualquer alteração na sua velocidade. Considere a
mudança p no momento linear da bola. (a) É p x positivo, negativo
Ou zero? (b) p y positivo, negativo ou zero? (c) Qual é a
É direção de p ?

Resposta:
(a) zero
(b) positivo
(c) ao longo do eixo y positivo
(força normal)
33
Conservação do momento linear

Objetivos
• Para um sistema isolado de partículas, aplicar a
conservação dos momentos lineares, para relacionar os
momentos iniciais das partículas aos seus momentos
num instante posterior.
• Identificar que a conservação do momento linear pode
ser feita ao longo de um eixo individual, usando
componentes ao longo desse eixo, desde que não haja
uma força externa aplicada, ao longo desse eixo.

34
Conservação do momento linear

• Para um impulso de zero verifica-se:


P = constant ( closed, isolated system ). Equação (9-42)

• Que significa:
Se nenhuma força externa atua sobre um sistema de partículas, o
momento linear total P do sistema, não se altera.
• Esta é a lei da conservação do momento linear

35
Conservação do Momento Linear

• Se a componente da força externa resultante em um


sistema fechado é zero ao longo de um eixo, então a
componente do momento linear do sistema ao longo
desse eixo não pode mudar
• As forças internas podem alterar o momento de partes
do sistema, mas não podem alterar o momento linear de
todo o sistema
• Não confundir momento com energia

36
Conservação do Momento Linear

Ponto de verificação 6
Um dispositivo inicialmente estacionário sobre um piso sem
atrito explode em duas partes, que então deslizam sobre o piso,
um deles no sentido positivo de x . (a) Qual é a soma dos
momentos das duas peças após a explosão? (b) A segunda peça
pode mover-se em um ângulo em relação ao eixo x ? (c) Qual
é a direção do momento da segunda peça?
Resposta:
(a) zero
(b) não
(c) Direção de x, sentido negativo
37
Problema
Antes da colisão, o momento linear
do automóvel tem a direção e
sentido do eixo dos x e o da
carrinha tem a direção e sentido do
eixo dos y;
vf
Após a colisão, ambos as viaturas ( 25.0i ) m/s
movimentam-se em conjunto. Qual
a velocidade e direção final?

( 20.0 j )
Considere: mcarro=1500 kg, mvan=2500
kg m/s

38
Momento e Energia Cinética em Colisões

Objetivos
• Diferenciar entre colisões elásticas, colisões inelásticas e colisões
completamente inelásticas.
• Aplicar a conservação do momento numa colisão unidimensional
isolada para relacionar os momentos iniciais dos objetos com
seus momentos após a colisão.
• Identifique que num sistema isolado, o momento e a velocidade
do centro de massa não são alterados mesmo que os objetos
colidam.

39
Momento e Energia Cinética em Colisões

• Tipos de colisões:
• Colisões elásticas :
o A energia cinética total permanece inalterada (conservação)
o Uma aproximação útil para situações comuns
• Colisões inelásticas :
• alguma energia é dissipada
• Uma melhor aproximação da realidade
• Colisões completamente inelásticas :
o Os objetos ficam juntos
o Implica uma maior perda de energia cinética
40
Momento e Energia Cinética em Colisões

• Para uma dimensão:


• Colisão inelástica (conservação do momento linear)
m1v1i + m2v2i = m1v1 f + m2v 2 f . Equação (9-51)

• Colisão completamente inelástica, para alvo em repouso:

𝑚1 𝑣1𝑖 = 𝑚1 + 𝑚2 𝑣 Equação (9-52)

41
Momento e Energia Cinética em Colisões

Figura 9-14 Figura 9-15

42
Momento e Energia Cinética em Colisões

• A velocidade do centro de massa permanece inalterada:

P p1i + p 2i
vcom = = . Equação (9-56)
m1 + m2 m1 + m2

• A Figura 9-16 mostra momentos de uma colisão


completamente inelástica, mostrando a velocidade do
centro de massa

43
Momento e Energia Cinética em Colisões

Figura 9-16
44
Momento e Energia Cinética em Colisões

Ponto de verificação 7
O corpo 1 e o corpo 2 colidem de forma colisão completamente
inelástica sobre um eixo unidimensional. Qual é o seu momento
final se seus momentos iniciais são, respectivamente,
a 10 kg ⋅ m/s and 0; b 10 kg ⋅ m/s and 4 kg ⋅ m/s;
c 10 kg ⋅ m/s and − 4 kg ⋅ m/s?

Resposta:
(a) 10 kg m/s
(b) 14 kg m/s
(c) 6 kg m/s
45
Problema
Uma bala de massa igual a 4,5 g é disparada
horizontalmente contra um bloco de madeira de 2,4 kg em
repouso numa superfície horizontal. O coeficiente de
atrito cinético entre o bloco e a superfície é de 0,20. A bala
fica retida no bloco que desliza 1,8 m até parar.
a) Com que velocidade inicial se desloca o conjunto
bloco+bala (retida no bloco) ?
b) Com que velocidade foi disparada a bala?

46
Colisões elásticas em uma dimensão

Objetivos
• Para colisões elásticas isoladas numa dimensão, aplicar
as leis de conservação tanto para a energia total quanto
a do momento linear dos corpos em colisão, para
relacionar os valores iniciais com os valores após a
colisão.

47
Colisões elásticas numa dimensão

• A energia cinética total é conservada em colisões


elásticas
Numa colisão elástica, a energia cinética de cada corpo pode mudar,
mas a energia cinética total do sistema não se altera.
• Para um alvo estacionário, as leis de conservação
implicam:
m1v1i = m1v1 f + m2v2 f ( linear momentum ) . Equação (9-63)
1 1 1
m1v1i = m1v1 f + m2v 22 f ( kinetic energy ).
2 2
Equação (9-64)
2 2 2

48
Colisões elásticas numa dimensão

Figura 9-18

49
Colisões Elásticas numa Dimensão

• Para o caso do objeto 2 estar em repouso,


pode-se deduzir-se:
m1 − m2
v1 f = v1i Equação (9-67)
m1 + m2

2m1
v2 f = v1i . Equação (9-68)
m1 + m2

Valido apenas para colisões elásticas


50
Colisões Elásticas numa Dimensão

• No caso mais genérico, em o alvo também está em


movimento, tem-se:

m1 − m2 2m2
v1 f = v1i + v2i Equação (9-75)
m1 + m2 m1 + m2

2m1 m2 − m1
v2 f = v1i + v 2i . Equação (9-76)
m1 + m2 m1 + m2

51
Colisões Elásticas numa Dimensão

• Casos particulares
o Massas iguais se v2i = 0 : v1 f = 0, v2 f = v1 i : o primeiro
objeto pára
o Alvo em que, m2 >> m1 : o primeiro objeto inverte direção
de movimento com a velocidade praticamente inalterada
o Projétil em que m1 >> m2 : v1 f  v1i , v2 f  2v1i : o primeiro
objeto continua com velocidade praticamente inalterada e
o alvo desloca-se com o dobro da velocidade

52
Colisões Elásticas em Uma Dimensão

Figura 9-19

53
Colisões elásticas numa dimensão

Ponto de verificação 8
Qual é o momento linear final do alvo na Fig. 9-18 se o
momento linear inicial do projétil é 6 kg  m/s e o momento
linear final é ( a ) 2 kg  m/s and ( b ) − 2 kg  m/s?
(c) Qual é a energia cinética final do alvo se as energias
cinéticas iniciais e finais do projétil são, respectivamente, 5 J e
2 J?

Responda:
(a) 4 kg m/s (c) 3J
(b) 8 kg m/s
54
Problema
Conduzindo carrinhos de feira, o José colide diretamente na traseira
do carro do Noé, quando ambos se deslocavam no mesmo sentido.
Imediatamente antes da colisão, o módulo da velocidade do Noé era
de 1,5 m/s, enquanto que a do José era de 2,0 m/s. A massa total do
Noé e do seu carro é de 80 kg, enquanto que a do José mais o seu
carro é de 100 kg. Imediatamente após o choque, o carro do Noé
move-se para a frente com velocidade de módulo igual a 2,0 m/s.
a) Qual é o módulo e o sentido da velocidade do José após o
choque?
b) O choque foi elástico? Justifique.

55
Colisões em Duas Dimensões
Objetivos
• Para um sistema isolado no qual ocorre uma colisão bidimensional,
aplicar a conservação do momento ao longo de cada eixo, para
relacionar as componentes do momento antes da colisão e após a
colisão.
• Para um sistema isolado no qual ocorre uma colisão elástica
bidimensional, (a) aplicar a conservação do momento ao longo de cada
eixo ( b) aplicar a conservação da energia cinética total para relacionar
as energias cinéticas antes e depois da colisão.

56
Colisões em Duas Dimensões
• Aplique a conservação do
momento ao longo de cada
eixo
• Aplicar conservação de
energia apenas para as
colisões elásticas

Figura 9-21

57
Colisões em Duas Dimensões
Exemplo Para a Figura 9-21 para o caso de um alvo
estacionário e colisão elástica:
• Ao longo de x :
m1v1i = m1v1 f cos 1 + m2v 2 f cos  2 , Equação (9-79)

• Ao longo de y :
0 = −m1v1 f sin 1 + m2v2 f sin  2 . Equação (9-80)
• Energia:
1 1 1
m1v1i = m1v1 f + m2v 22 f
2 2
Equação (9-81)
2 2 2

58
Colisões em Duas Dimensões
Ponto de verificação 9
Na Fig. 9-21, supondo que um projétil tem um momento linear
inicial de 6 kg  m/s, segundo x.
componente final x do momento linear: 4 kg  m/s,
componente final y do momento linear: −3 kg  m/s.
Para o alvo, quais são:
(a) a componente final x do momento?
(b) a componente final y do momento?
Resposta:
(a) 2 kg m/s
(b) 3 kg m/s
59
Problema
Duas bolas deslocam-se no plano,
18º
conforme representado na figura. A
bola 1 tem uma massa de 1.5 kg e uma
velocidade de 6.2 m/s e a bola 2 uma
massa de 2.78 kg e uma velocidade de 1
4.3 m/s. As bolas colidem e após a 2
colisão a bola 2 movimenta-se com
uma velocidade 5.1 m/s e uma deflexão
de 18º.
a) Qual a velocidade e direção do da
bola 1 após a colisão
b) Qual foi a variação da energia
cinética
60
Resumo
Momento Linear e a 2ª Lei de Newton
• Momento linear definido como:

P = Mvcom Equação (9-25)

• A 2ª lei de Newton pode escrever-se:


dP
Fnet = Equação (9-27)
dt

61
Resumo
Colisão e Impulso
• Definido como:

J =  F ( t ) dt
tf
Equação (9-30)
ti

• O impulso causa mudanças no momento linear

Conservação do Momento Linear

P = constant ( closed, isolated system ). Equação (9-42)

62
Resumo
Colisão Inelástica em 1D
• Conservação do momento ao longo dessa dimensão
m1v1i + m2v 2i = m1v1 f + m2v 2 f . Equação (9-51)

Movimento do Centro de Massa


• Não afetado por colisões/forças internas
Colisões em duas dimensões
• Aplica-se a conservação do momento ao longo de cada eixo
individualmente
• Se elástico colisão elástica conserva-se energia cinética
63
Resumo
Colisões elásticas a uma dimensão
• Energia cinética também se conserva

m1 − m2
v1 f = v1i Equação (9-67)
m1 + m2

2m1
v2 f = v1i . Equação (9-68)
m1 + m2

64

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