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A Intervenção Grupal em Diferentes Contextos

O documento discute a dinâmica de grupos, enfatizando que a idealização de uma 'equipe perfeita' é uma ilusão que ignora a importância dos conflitos como parte do processo interativo. Destaca a necessidade de habilidades específicas para coordenadores de grupo e os estágios de desenvolvimento que os grupos atravessam, desde a formação até o encerramento. A aprendizagem em equipe é apresentada como um processo colaborativo que valoriza a visão compartilhada e a comunicação eficaz entre os membros.
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A Intervenção Grupal em Diferentes Contextos

O documento discute a dinâmica de grupos, enfatizando que a idealização de uma 'equipe perfeita' é uma ilusão que ignora a importância dos conflitos como parte do processo interativo. Destaca a necessidade de habilidades específicas para coordenadores de grupo e os estágios de desenvolvimento que os grupos atravessam, desde a formação até o encerramento. A aprendizagem em equipe é apresentada como um processo colaborativo que valoriza a visão compartilhada e a comunicação eficaz entre os membros.
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A INTERVENÇÃO GRUPAL EM DIFERENTES CONTEXTOS

Vivência de técnica grupal 12

A concepção de "equipe perfeita", construída no imaginário desses sujeitos, aproxima-se da


pretensa idéia de grupo ideal e acabado, como é discutido na literatura sobre os diferentes
eixos de abordagem grupal. Trata-se de uma compreensão alicerçada em uma vertente
tradicional, que pressupõe garantia da produtividade do grupo mediante uma suposta
harmonia, mantendo-se as relações estáticas e os conflitos. Ignora, portanto, que estes
últimos são inerentes a todo processo interativo. Em conformidade com o referencial teórico
adotado nesta investigação, a idéia central é que todo e qualquer grupo vive movimentos de ir
e vir, de constantes avanços e retrocessos pela luta da quantidade à qualidade, da
serialidade à grupalidade, em que o acabamento consistiria na dissolução do próprio grupo.
Assim, ao se introduzir a discussão da dialética de grupos, na perspectiva de inacabamento,
que exclui as noções de maturidade ou imaturidade grupal, "o grupo, a organização será uma
totalização em processo, que jamais é totalização realizada. A dialética dos grupos exclui a
idéia da maturidade dos grupos", ou seja, o caminho se faz ao andar. Assim, nos debates,
houve um gradual reconhecimento de que a concepção de "equipe perfeita" permanecia mais
no plano da idealização, indicando que o trabalho em grupo é um constante devir, não
havendo crescimento linear, pois a aprendizagem acontece no alcance da tarefa.
A INTERVENÇÃO GRUPAL EM DIFERENTES CONTEXTOS

Vivência de técnica grupal 12

A ilusão da harmonia nas relações entre as pessoas, também encontrada na equipe em


estudo, remetia a um entendimento de que a presença do conflito poderia ser uma ameaça à
coesão do grupo. Isso poderia explicar porque a equipe utilizava como forma de comunicação
a perspectiva baseada na amizade e camaradagem.
Dificuldades de tomar decisões no coletivo, protelar discussões quando os assuntos eram
polêmicos e a superficialidade do diálogo foram identificadas como formas de evitamento do
confronto de idéias e eram alternativas que o grupo utilizava para tangenciar conflitos mal
resolvidos da equipe. Essas questões foram pontuadas como geradoras de sofrimento e
desgaste nas relações, resultando no distanciamento entre as pessoas. Essa dificuldade de
gerenciar conflitos nas equipes de saúde, independentemente do contexto, tem sido um
achado recorrente em estudos18 na área da saúde em geral, especialmente quando se
investiga processo de trabalho e saúde do trabalhador, o que merece maiores
aprofundamentos em estudos subseqüentes.
O grupo, ao realizar saltos qualitativos relevantes no processo de aprendizagem vivenciado,
sinalizou indicativos de entrada no projeto, no sentido pichoniano do termo. Na abordagem
pichoniana, o projeto representa um nível mais elevado de constituição grupal, em que o
grupo elabora um planejamento para o futuro, assim como já consegue acionar recursos para
o enfrentamento de novos e diferentes problemas que se apresentam.
A INTERVENÇÃO GRUPAL EM DIFERENTES CONTEXTOS

Atributos desejáveis para um coordenador de grupo 1

COORDENADOR
•É humano, não é um super-homem
•Mas necessita habilidade construída para coordenar: estudo, treinamento e prática
•Há diferenciações pessoais, mas algumas características devem constar para se garantir o
exercício da boa função
•Portanto algumas características devem ser cultivadas, quando não dadas naturalmente.

ATRIBUTOS
•Gostar e acreditar em grupos
•Amor às verdades- verdadeiro, sem falsidades
•Coerência- constância nas posições assumidas. Concordância entre o que fala e faz
•Senso ético- nunca impor seus parâmetros pessoais e sim alargar os do sujeito e atitudes
preconizadas por qualquer terapeuta
•Respeito-olhar verdadeiramente para aqueles que estão ali, sem rótulos, com tolerância,

COMPREENSÃO
•Paciência- espera necessária e ativa
•Continente- acolhimento/conter necessidades e angústias/ ressignificar
•Capacidade negativa- conter próprias angústias
•Ego auxiliar- emprestar o ego para o outro quando este não se encontra em condições de
tomar decisões, etc.
A INTERVENÇÃO GRUPAL EM DIFERENTES CONTEXTOS

Atributos desejáveis para um coordenador de grupo 1


COMPREENSÃO (Cont.)
• Pensar bem- pensar antes de falar, agir e comunicar, saber o que está dizendo
• Discriminação- distinguir entre o que é e o que pode ser
• Comunicação- comunicação prudente
• Traços caracterológicos- conhecer a si mesmo, auto-crítica, etc
• Modelo de identificação- vai ser modelo para os pacientes
• Empatia- sintonia emocional
• Síntese e integração- “fechar”, significar o todo, denominador comum

Trabalho em dupla em coordenação de grupos


Estágios de Desenvolvimento dos Grupos
- Os elementos principais para compreender a natureza do grupo é entender o que o grupo
está fazendo (conteúdo) e como ele está procedendo (processo). Na busca desta
compreensão, identificou-se alguns estágios pelo qual os grupos passam ao longo de seu
processo de desenvolvimento, quais sejam:
- Formação: é a fase inicial do desenvolvimento de um grupo em que os membros
apresentam-se ansiosos para saber quais tarefas irão realizar, como podem contribuir para o
trabalho em grupo, quais as regras do grupo e o que seria um comportamento aceitável para
este grupo.
- Tempestade: é quando os estilos individuais entram em conflito. Fase em que se formam
alianças, coalizões e facções. Nem todos os grupos passam por este estágio, pois há
aqueles grupos em que há uma sintonia entre os membros desde início.
A INTERVENÇÃO GRUPAL EM DIFERENTES CONTEXTOS

Trabalho em dupla em coordenação de grupos

Estágios de Desenvolvimento dos Grupos


• Normação: é quando o grupo supera as diferenças individuais, as divergências de opinião
e conseguem estabelecer padrões de conduta do grupo. Coesão e comprometimento
começam a se desenvolver, o grupo começa a funcionar como uma unidade coordenada
e a harmonia prevalece
• Desempenho: quando o grupo consegue se focar na realização de suas atividades, os
membros passam a ter sentimento de equipe, ou seja, todos empenhados por uma causa
em comum.
• Encerramento: quando encerra-se a atividade pela qual o grupo se formou

Papéis Exercidos no grupo ou equipe

• Conselheiro: estimula a busca de mais informações


• Elemento de ligação: coordena e integra
• Criador: oferece idéias criativas
• Promotor: defende as idéias depois de iniciadas
• Assessor: oferece análise profunda das opções
• Organizador: fornece a estrutura do grupo
• Produtor: mostra a direção e o caminho para as ações
• Controlador: examina os detalhes e mantém as regras.
A INTERVENÇÃO GRUPAL EM DIFERENTES CONTEXTOS

Trabalho em dupla em coordenação de grupos

Aprendizagem em equipe

Em uma equipe o desempenho depende tanto da excelência individual quanto da


capacidade de trabalho em conjunto. Há necessidade de cada membro completar as
habilidades especiais do outro, encontrando formas de tornar cada vez mais a combinação
mais eficaz.
A aprendizagem em equipe é o processo de alinhamento e desenvolvimento da capacidade
de equipe de criar os resultados que seus membros realmente desejam. Ela baseia-se na
disciplina do desenvolvimento da visão compartilhada e no domínio pessoal, pois equipes
talentosas são compostas de indivíduos talentosos.
Em uma equipe os indivíduos não sacrificam os seus interesses pessoais em prol da visão
maior do grupo; ao contrário, a visão compartilhada torna-se uma extensão de suas visões
pessoais.
A disciplina da aprendizagem em equipe envolve o domínio das práticas do diálogo e da
discussão , as duas formas distintas de conversação entre as equipes. No diálogo, há a
exploração livre e criativa de assuntos complexos e sutis, e na discussão as diferentes
visões são apresentadas e defendidas, e existe uma busca de melhor visão que sustente
as decisões que precisam ser tomadas
Diálogo: significado passando ou movendo-se através... Um fluxo livre de significado entre
as pessoas, no sentido de uma corrente que flui entre duas margens. No diálogo um grupo
acessa um grande “conjunto de significado comum”, o todo organiza as partes em vez de
tentar encaixar as partes em um todo. O propósito do diálogo é ir além de qualquer
compreensão individual.

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