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Gramática

O documento aborda diferentes complementos e funções sintáticas na língua portuguesa, incluindo Complemento Direto, Indireto, Oblíquo, entre outros. Também discute aspectos verbais, modalidades e coesão textual, apresentando exemplos e formas de identificação. Por fim, explora o conceito de deixis e seus tipos principais.

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Gramática

O documento aborda diferentes complementos e funções sintáticas na língua portuguesa, incluindo Complemento Direto, Indireto, Oblíquo, entre outros. Também discute aspectos verbais, modalidades e coesão textual, apresentando exemplos e formas de identificação. Por fim, explora o conceito de deixis e seus tipos principais.

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🟢 1.

Complemento Direto (CD)

🔹 Liga-se ao verbo diretamente, sem preposição.


🔹 Responde à pergunta “o quê?” ou “quem?” (diretamente após o verbo).
🔹 Pode ser substituído pelos pronomes o, a, os, as.

🔸 Exemplo:

 “Vi o filme.” → Vi o quê? → o filme = CD

 “Comprei um presente.” → um presente = CD

🟡 2. Complemento Indireto (CI)

🔹 Liga-se ao verbo com preposição obrigatória.


🔹 Responde à pergunta “a quem?”, “de quê?”, “com quem?”, “para quem?”, etc.
🔹 Pode ser substituído por lhe, lhes (quando for pessoa).

🔸 Exemplo:

 “Telefonei à Ana.” → Telefonei a quem? → à Ana = CI

 “Preciso de ajuda.” → Preciso de quê? → de ajuda = CI

🔵 3. Complemento Oblíquo (CO)

🔹 Também exige preposição, mas não é obrigatório ao sentido do verbo como o


CI.
🔹 Normalmente indica lugar, tempo, modo, instrumento, etc.
🔹 Pode ser eliminado da frase sem a tornar agramatical.

🔸 Exemplo:

 “Ele trabalha em casa.” → em casa = CO (pode ser retirado)

 “Chegou com pressa.” → com pressa = CO

🟣 4. Complemento do Nome (CN)

🔹 Complementa o sentido de um nome (substantivo).


🔹 É sempre introduzido por preposição.
🔹 O nome que o exige tem sentido incompleto (ex: amor, necessidade, desejo,
medo…).

🔸 Exemplo:

 “Amor à liberdade.” → Amor a quê? → à liberdade = CN

 “Medo de alturas.” → de alturas = CN

1. Sujeito
 Quem realiza a ação ou de quem se fala.

 Normalmente é um nome ou pronome.

 Pode ser simples, composto ou oculto (implícito).

 Exemplo:

o O João chegou cedo. (sujeito = "O João")

o Choveu muito. (sujeito oculto: “Ele” / “O tempo”)

Como identificar:

 Pergunta: Quem? / O quê? + verbo?

 O sujeito concorda em número e pessoa com o verbo.

2. Predicado

 O que se diz do sujeito, ou seja, a ação, estado ou característica atribuída ao


sujeito.

 Pode ser verbal, nominal ou verbo-nominal.

 Exemplo:

o O João chegou cedo. (predicado verbal)

o A casa é bonita. (predicado nominal)

o Ele chegou cansado. (predicado verbo-nominal)

Como identificar:

 Tudo o que não for sujeito na oração faz parte do predicado.

3. Adjunto adverbial

 Indica circunstâncias da ação: tempo, modo, lugar, causa, finalidade, etc.

 É geralmente um advérbio ou uma expressão adverbial.

 Exemplo:

o Ele chegou cedo. (tempo)

o Falou com raiva. (modo)

o Vou para Lisboa. (lugar)

Como identificar:

 Pergunta: Quando? Onde? Como? Porquê? Com quem? Para quê?

 Pode ser retirado da frase sem alterar a estrutura básica do sujeito + predicado.
4. Adjunto adnominal

 Modifica um nome, caracterizando-o ou determinando-o.

 Pode ser um artigo, adjetivo, pronome, numeral ou locução adjetiva.

 Exemplo:

o O meu livro. (pronome possessivo)

o A casa grande. (adjetivo)

o Os alunos do curso. (locução adjetiva)

Como identificar:

 Pergunta: De quem? Qual? Quantos? Que? (relacionado ao nome)

 Está sempre ligado a um nome.

5. Predicativo do sujeito

 Atribui uma qualidade, estado ou condição ao sujeito, ligada por um verbo de


ligação (ser, estar, parecer).

 Exemplo:

o A água está fria.

o Ele parece cansado.

Como identificar:

 Pergunta: Como é o sujeito? / Como está o sujeito?

 Liga-se ao sujeito pelo verbo de ligação.

6. Predicativo do objeto

 Atribui uma qualidade, estado ou condição ao complemento direto ou indireto.

 Exemplo:

o Ele considerou o filme interessante.

o Chamei-o de amigo.

Como identificar:

 Pergunta: Como é o objeto? / Como está o objeto?

🟠 5. Complemento do Advérbio (CAdv)


🔹 Complementa advérbios que exprimem modo, tempo, lugar, intensidade...
🔹 Também introduzido por preposição.

🔸 Exemplo:

 “Estava longe de casa.” → longe de quê? → de casa = CAdv

 “Ficou perto da escola.” → da escola = CAdv

1. Sujeito

 Quem realiza a ação ou de quem se fala.

 Normalmente é um nome ou pronome.

 Pode ser simples, composto ou oculto (implícito).

 Exemplo:

o O João chegou cedo. (sujeito = "O João")

o Choveu muito. (sujeito oculto: “Ele” / “O tempo”)

Como identificar:

 Pergunta: Quem? / O quê? + verbo?

 O sujeito concorda em número e pessoa com o verbo.

2. Predicado

 O que se diz do sujeito, ou seja, a ação, estado ou característica atribuída ao


sujeito.

 Pode ser verbal, nominal ou verbo-nominal.

 Exemplo:

o O João chegou cedo. (predicado verbal)

o A casa é bonita. (predicado nominal)

o Ele chegou cansado. (predicado verbo-nominal)

Como identificar:

 Tudo o que não for sujeito na oração faz parte do predicado.

3. Adjunto adverbial

 Indica circunstâncias da ação: tempo, modo, lugar, causa, finalidade, etc.


 É geralmente um advérbio ou uma expressão adverbial.

 Exemplo:

o Ele chegou cedo. (tempo)

o Falou com raiva. (modo)

o Vou para Lisboa. (lugar)

Como identificar:

 Pergunta: Quando? Onde? Como? Porquê? Com quem? Para quê?

 Pode ser retirado da frase sem alterar a estrutura básica do sujeito + predicado.

4. Adjunto adnominal

 Modifica um nome, caracterizando-o ou determinando-o.

 Pode ser um artigo, adjetivo, pronome, numeral ou locução adjetiva.

 Exemplo:

o O meu livro. (pronome possessivo)

o A casa grande. (adjetivo)

o Os alunos do curso. (locução adjetiva)

Como identificar:

 Pergunta: De quem? Qual? Quantos? Que? (relacionado ao nome)

 Está sempre ligado a um nome.

5. Predicativo do sujeito

 Atribui uma qualidade, estado ou condição ao sujeito, ligada por um verbo de


ligação (ser, estar, parecer).

 Exemplo:

o A água está fria.

o Ele parece cansado.

Como identificar:

 Pergunta: Como é o sujeito? / Como está o sujeito?

 Liga-se ao sujeito pelo verbo de ligação.

6. Predicativo do objeto
 Atribui uma qualidade, estado ou condição ao complemento direto ou indireto.

 Exemplo:

o Ele considerou o filme interessante.

o Chamei-o de amigo.

Como identificar:

 Pergunta: Como é o objeto? / Como está o objeto?

🟩 Predicativo do Complemento Direto (PCD)

🔹 Acompanha um complemento direto e atribui-lhe uma característica, estado


ou identidade.
🔹 Surge com verbos como: considerar, chamar, eleger, tornar, julgar, achar…
🔹 Concorda com o complemento direto, não com o sujeito.

📌 Como identificar?

1. Identifica o sujeito e o verbo.

2. Procura o complemento direto (responde a “o quê?”)

3. Vê se há uma expressão que caracteriza ou renomeia esse CD.


→ Essa expressão é o predicativo do complemento direto.

✅ Exemplo:

 “Chamaram o Pedro injusto.”

o Chamaram quem? → o Pedro = complemento direto

o injusto → diz algo sobre o Pedro → PCD

 “Consideraram a ideia interessante.”

o a ideia = CD

o interessante = característica atribuída → PCD

🟦 Predicativo do Nome (PN)

🔹 Faz parte de uma estrutura em que há um nome (substantivo) que é


complementado por algo que lhe atribui uma característica ou identidade.
🔹 Ocorre com nomes com valor incompleto (como opinião, desejo, promessa,
certeza...)
🔹 É comum aparecer com verbos como ser, estar, parecer, continuar... (verbos de
ligação).

📌 Como identificar?

1. Encontra um nome com sentido incompleto.

2. Vê se é seguido de um termo que lhe atribui uma qualidade ou estado.

3. Esse termo é o predicativo do nome.

✅ Exemplo:

 “A sua opinião é válida.”

o opinião = nome

o é = verbo de ligação

o válida → característica de “opinião” = PN

 “A decisão parecia correta.”

o decisão = nome

o correta = característica atribuída = PN

🧠 Resumo rápido:

Relaciona-se
Função Exprime... Exemplo
com...

Predicativo do Complemento Qualidade/estado/ “Chamaram o Pedro


CD direto identidade injusto.”

Predicativo do Nome Qualidade/estado/


“A opinião é sensata.”
nome (substantivo) identidade

Principais valores aspectuais em português:

1. Aspecto perfectivo (ação concluída)

 Indica que a ação está terminada, vista como um todo completo.

 Exemplo:

o Ele escreveu a carta. (ação concluída)

2. Aspecto imperfectivo (ação em progresso ou habitual)


 Indica que a ação está em desenvolvimento ou é uma ação habitual.

 Exemplo:

o Ele escrevia a carta quando eu cheguei. (ação em progresso)

o Ele escrevia cartas todos os dias. (ação habitual)

3. Aspecto habitual (às vezes considerado parte do imperfectivo)

 Ação que ocorre regularmente, repetidamente.

 Exemplo:

o Todas as manhãs, ele corria no parque.

4. Aspecto progressivo (ação em curso no momento)

 Indica que a ação está a acontecer no exato momento em que se fala.

 Expressa geralmente por construções com o gerúndio:

o Ele está escrevendo a carta.

Como se manifestam no português?

 Os tempos verbais transmitem valores aspectuais:

o Pretérito perfeito → perfectivo (ação concluída)

o Pretérito imperfeito → imperfectivo/habitual

o Presente progressivo (estar + gerúndio) → progressivo

Resumo prático:

Valor
Significado Exemplo
Aspectual

Perfectivo Ação concluída Ele terminou o trabalho.

Ação em progresso ou Ele estudava quando telefone tocou. / Ele


Imperfectivo
habitual estudava muito.

Ação repetida
Habitual Ele sempre chegava cedo.
regularmente

Ação em curso no
Progressivo Ele está falando agora.
momento

Modalidades verbais em português e seus valores modais


1. Modalidade indicativa

 Expressa certeza, realidade, fato concreto.

 Usada para declarar fatos, afirmar algo como real ou certo.

 Exemplos:

o Eu estudo todos os dias.

o Ela chegou ontem.

2. Modalidade conjuntiva (ou subjuntiva)

 Expressa dúvida, desejo, hipótese, possibilidade, condição.

 Aparece em situações incertas ou subjetivas.

 Exemplos:

o Se eu fosse rico...

o Espero que ele venha.

o Talvez chova amanhã.

3. Modalidade imperativa

 Expressa ordem, pedido, conselho ou proibição.

 Usada para dar comandos ou instruções.

 Exemplos:

o Estuda para o exame!

o Não fales durante a aula.

Valores modais (a atitude que a modalidade expressa)

Valor
Significado Exemplo
Modal

Certeza O falante afirma um facto real Ele está em casa.

Possibilida O falante indica algo possível, mas


Pode chover hoje.
de incerto

Talvez ele tenha


Dúvida O falante expressa incerteza
chegado.

Desejo Expressa vontade ou esperança Que tenhas sucesso!

Deves fazer o
Obrigação Expressa dever ou necessidade
trabalho.
Valor
Significado Exemplo
Modal

Permissão Autoriza ou concede permissão Podes sair agora.

Pedido Solicita algo do interlocutor Por favor, ajuda-me.

Proibição Proíbe ou impede Não fales alto!

Principais processos de coesão textual

1. Referência

Usar palavras para retomar ou antecipar elementos no texto, evitando repetições.

 Referência anafórica: retoma algo já mencionado.

o Exemplo: O Pedro chegou. Ele estava cansado.

 Referência catafórica: anuncia algo que será mencionado depois.

o Exemplo: Ela é muito simpática, a Maria.

 Referência exofórica: refere-se a algo fora do texto (contexto comum).

2. Substituição

Substituir uma palavra ou expressão por outra para evitar repetição.

 Exemplo: Comprei um carro. O veículo é rápido.

3. Elipse

Omissão de um elemento já subentendido no contexto, para evitar repetição.

 Exemplo: Ele gosta de futebol e ela de ténis. (omissão do verbo “gostar” na


segunda parte)

4. Conjunção

Uso de palavras que ligam orações ou frases, indicando relações de tempo, causa,
consequência, oposição, etc.

 Exemplos: e, mas, porque, portanto, entretanto.

5. Coesão lexical

Uso de palavras relacionadas pelo significado para ligar ideias no texto. Inclui:

 Repetição lexical: repetir uma palavra-chave.

 Sinonímia: usar sinónimos para evitar repetições.

 Hiperonímia e hiponímia: usar termos mais gerais ou específicos.

 Campo semântico: usar palavras do mesmo tema.


 Antónimos: para contrastar ideias.

Resumo em tabela

Processo O que é Exemplo

Uso de pronomes e palavras que apontam para


Referência O Pedro chegou. Ele...
outras no texto

O carro é rápido. O
Substituição Troca de uma palavra por outra
veículo...

Ele gosta de futebol e ela


Elipse Omissão de elemento já entendido
de ténis.

Conjunção Palavras que ligam orações e ideias Ele estudou, mas falhou.

Coesão
Relação semântica entre palavras casa, moradia, habitação
lexical

O que é deixis?

Deixis é um fenómeno linguístico em que certas palavras ou expressões dependem do


contexto para serem compreendidas — ou seja, elas “apontam” para algo no tempo,
espaço, pessoa ou discurso, e o seu significado só faz sentido se soubermos a que ou a
quem se referem.

Tipos principais de deixis

1. Deixis pessoal

Refere-se às pessoas envolvidas na comunicação (quem fala, com quem fala, de quem
fala).

 Pronomes pessoais (eu, tu, ele, nós, vós, eles)

 Exemplos:

o Eu vou ao mercado.

o Ela está cansada.

2. Deixis temporal

Aponta para o tempo em que a comunicação ocorre.

 Advérbios de tempo (agora, hoje, ontem, amanhã)


 Exemplos:

o Hoje está frio.

o Ontem choveu muito.

3. Deixis espacial

Refere-se ao lugar em que a comunicação ocorre ou a outros locais relacionados.

 Advérbios de lugar (aqui, aí, lá, cá)

 Exemplos:

o Estou aqui.

o A loja fica ali.

4. Deixis textual (ou discursiva)

Refere-se a partes do próprio texto ou discurso, apontando para algo já mencionado ou


que será mencionado.

 Pronomes demonstrativos (este, esse, aquele), expressões como “o seguinte”,


“como referido antes”

 Exemplos:

o Este capítulo explica a teoria.

o Como vimos antes...

Resumo prático

Tipo de deixis Exemplos Função

Referir pessoas no
Pessoal eu, tu, ele, nós
discurso

agora, ontem, Referir momentos no


Temporal
amanhã tempo

Espacial aqui, aí, lá Referir locais

Textual este, aquele, o Referir partes do


(discursiva) seguinte texto/discurso

O que são atos ilocutórios?


Os atos ilocutórios são as intenções comunicativas por trás do que dizemos — ou
seja, o que pretendemos fazer com a fala quando pronunciamos uma frase. É a ação
que o falante realiza ao falar.

Tipos principais de atos ilocutórios

1. Atos assertivos

 O falante afirma, descreve ou declara algo que considera verdadeiro.

 Exemplo: Está a chover. / O João é meu amigo.

2. Atos diretivos

 O falante tenta levar o interlocutor a fazer algo (pedir, ordenar, sugerir).

 Exemplo: Fecha a janela. / Por favor, ajuda-me.

3. Atos comissivos

 O falante compromete-se a fazer algo no futuro.

 Exemplo: Vou ajudar-te amanhã. / Prometo que volto cedo.

4. Atos expressivos

 O falante expressa sentimentos, emoções ou atitudes.

 Exemplo: Lamento a tua perda. / Parabéns pelo sucesso!

5. Atos declarativos (ou performativos)

 O falante realiza uma ação ao dizer algo, mudando o estado do mundo.

 Exemplo: Declaro aberta a reunião. / Casamo-nos.

Resumo prático

Tipo de ato
Função principal Exemplo
ilocutório

Assertivo Informar / afirmar algo Está a chover.

Diretivo Pedir ou mandar algo Fecha a porta.

Prometo ajudar-
Comissivo Comprometer-se
te.

Mostrar emoções ou
Expressivo Sinto muito.
atitudes

Realizar uma ação por


Declarativo Caso-te contigo.
falar
PARA NÃO CONFUNDIR!!!:
“Vai chover amanhã” — ato assertivo

 Aqui estás a afirmar uma previsão com base em conhecimento, observação,


dados (ex: meteorologia).

 É uma informação que consideras verdadeira.

 Não implica compromisso teu, apenas uma declaração sobre a realidade.

 Exemplo típico de ato assertivo (informar algo).

“Como um dia veremos” — ato comissivo

 Aqui estás a expressar uma expectativa, promessa ou compromisso


pessoal sobre algo que irá acontecer no futuro.

 Sugere que tu ou as pessoas envolvidas vão experienciar algo (ver, fazer, saber)
— é uma intenção ou compromisso.

 Exemplo típico de ato comissivo (compromisso, intenção).

Em resumo:

Tipo de
Frase Porquê?
ato

Afirma algo que o falante considera verdade


Vai chover amanhã. Assertivo
objetiva.

Como um dia Expressa intenção ou compromisso pessoal para


Comissivo
veremos. o futuro.

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