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O documento aborda a fiscalidade direta aplicada, focando no Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRPC), suas características, incidência subjetiva e objetiva, e métodos de determinação da matéria coletável. Também discute isenções e deduções, além de apresentar a bibliografia e objetivos da unidade curricular. O conteúdo é estruturado em tópicos que detalham a aplicação e cálculo do imposto, incluindo aspectos legais e práticos.

Enviado por

Lêa Rocha
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O documento aborda a fiscalidade direta aplicada, focando no Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRPC), suas características, incidência subjetiva e objetiva, e métodos de determinação da matéria coletável. Também discute isenções e deduções, além de apresentar a bibliografia e objetivos da unidade curricular. O conteúdo é estruturado em tópicos que detalham a aplicação e cálculo do imposto, incluindo aspectos legais e práticos.

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PROGRAMA

1. Natureza e âmbito de aplicação do imposto


2. Do resultado contabilístico ao imposto a pagar
ISCEE – Instituto Superior de - Variações patrimoniais não refletidas no resultado líquido
- Rendimentos e gastos
Ciências Económicas e - Subsídios
- Inventários
Empresariais - Depreciações e amortizações
- Perdas de imparidade e provisões
MESTRADO: FISCALIDADE - Realizações de utilidade social
- Mais-valias e reinvestimento
- Dupla tributação económica
U.C. - FISCALIDADE DIRETA APLICADA - Dedução de prejuízos fiscais
3. Taxas de imposto
(Paulo Albuquerque) 4. Deduções à coleta
5. Pagamento do imposto
Paulo Albuquerque 2

BIBLIOGRAFIA AULA DE APRESENTAÇÃO

1. Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas 1. Objetivos da Unidade Curricular / Programa
(Código do IRPC), aprovado pela Lei n.º 82/VIII/2015, de 8 de
Janeiro
2. Avaliação:
2. Código dos Benefícios Fiscais - Lei n.º 26/VIII/2013 de 21 de
Janeiro (alterada e republicada por Lei n.º 102/VIII/2016)  Exame – 100%

3. Legislação fiscal avulsa


1. Bibliografia
4. Impacto Fiscal da Adoção das Normas Internacionais de
Contabilidade – Relatório do Grupo de Trabalho (2006) - Cadernos 2. Outros
de Ciência e Técnica Fiscal
 Email da turma
5. M. H. de Freitas Pereira, “Fiscalidade”, Almedina  Meu email

Paulo Albuquerque 3 Paulo Albuquerque 4


IRPC – IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DE NATUREZA E ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO
PESSOAS COLETIVAS IMPOSTO
Caraterísticas do Imposto

 Reforma fiscal de 2015

Tributação unitária, global ou sintética

IRPC

 Classificação do imposto

 Teoria do incremento patrimonial

 Princípio da tributação do lucro real

Paulo Albuquerque 5 Paulo Albuquerque 6

Sociedades comerciais
Sociedades civis sob
INCIDÊNCIA SUBJETIVA OU PESSOAL forma comercial
Com personalidade Cooperativas
jurídica
Pressupostos do âmbito da sujeição Empresas públicas
pessoal Outras pessoas coletivas
de direito público ou
privado
RESIDENTE

Pessoa coletiva Heranças jacentes


Associações e
sociedades civis
Personalidade jurídica Sem personalidade
SUJEITO jurídica Sociedades sem registo
PASSIVO definitivo
“Sede ou direção efetiva Fundos
Residência
neste território” Sociedades irregulares

NÃO Entidades que obtenham, no território,


RESIDENTE rendimentos não sujeitos a IRPS
Paulo Albuquerque 7 Paulo Albuquerque 8
INCIDÊNCIA OBJETIVA OU REAL BASE DO INCIDÊNCIA OBJETIVA OU REAL
IMPOSTO
Rendimento • “soma algébrica dos rendimentos das diversas categorias
Exerce a título principal consideradas para efeitos de IRPS”
uma atividade comercial, Global
Lucro
industrial, agrícola ou
piscatória
• “diferença entre os valores do património líquido no fim e no
RESIDENTE Lucro início do período de tributação, com as correções
Não exerce a título principal estabelecidas” no CIRPC
uma atividade comercial, Rendimento
industrial, agrícola ou Global
SUJEITO piscatória Lucro imputável• “os rendimentos de qualquer natureza obtidos por seu
PASSIVO ao intermédio e, bem assim, os rendimentos relativos a vendas em
território nacional de bens idênticos ou semelhantes aos
estabelecimento vendidos através de estabelecimento estável localizado em
Lucro do estável
Com estabelecimento estabelecimento território nacional”
estável no território
estável
NÃO
RESIDENTE Atividade
Rendimentos comercial, • “atividades com caráter empresarial as de natureza comercial,
industrial, agrícola ou piscatória, incluindo as prestações de
Sem estabelecimento industrial,
estável no território das categorias serviços”
do IRPS agrícola ou pisc.
Paulo Albuquerque 9 Paulo Albuquerque 10

Atividades de natureza comercial, industrial, agrícola


ou piscatória ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO IMPOSTO
“Não se consideram (…) as atividades culturais, de solidariedade, ÂMBITO DA SUJEIÇÃO
de caridade, religiosas, recreativas e desportivas (…), desde que
se verifiquem, cumulativamente, as seguintes condições”:
Todos os rendimentos
a) Rendimentos das atividades ≥ 80% do total RESIDENTE incluindo os obtidos fora do
b) Não “distribuam resultados e os membros dos seus órgãos território
sociais não tenham, por si ou interposta pessoa, algum interesse
Universalidade (Obrigação
direto ou indireto nos resultados de exploração das atividades SUJEITO pessoal ou ilimitada)
prosseguidas”; PASSIVO
c) “O exercício de cargos nos seus órgãos sociais que não seja
remunerado”;
NÃO Apenas os rendimentos
d) “Disponham de contabilidade ou escrituração que abranja todas RESIDENTE obtidos no território
as atividades e a ponham à disposição da Administração Fiscal
(…)” Territorialidade (Obrigação
real ou limitada)
Paulo Albuquerque 11 Paulo Albuquerque 12
COM Lucros imputáveis ao
ESTABELECIMENTO estabelecimento
Rendimentos considerados obtidos no território ESTÁVEL

Rendimento de imóveis situados no território

Não residentes – conexões: NÃO RESIDENTE


(Obrigação real) Ganhos de valores mobiliários relativos a partes de
capital de entidades residentes
Localização do estabelecimento
estável de não residentes Rendimentos devidos por entidades residentes ou
por estabelecimento estável situado no território
Localização dos imóveis SEM
ESTABELECIMENTO 1) propriedade intelectual ou industrial
geradores de rendimentos ESTÁVEL 2) concessão do uso de equipamento
3) outros rendimentos de capitais
Partes sociais de sociedades 4) remunerações de órgãos estatutários
residentes 5) jogo, lotarias, rifas e apostas mútuas
6) comissões
7) outras prestações de serviços realizadas no
Residência da entidade devedora território
8) instrumentos financeiros derivados

Pagamento imputável a um Rendimentos de atividade exercida no território por


estabelecimento estável profissionais de espetáculos ou desportistas

Local do exercício da atividade


Paulo Albuquerque 13 Paulo Albuquerque 14

Noção de estabelecimento estável Noção de estabelecimento estável

Conceito da OCDE

 Noção – “qualquer instalação fixa através da qual seja exercida


uma atividade de natureza comercial, industrial, agrícola ou
piscatória”
 Exemplos tipificados
- Um local de direção, uma sucursal, um escritório, uma
fábrica, uma oficina, uma mina, um poço de petróleo ou de
gás, uma pedreira ou qualquer outro local de extração de
recursos naturais situado no território
- Um local ou um estaleiro de construção, de instalação ou de
montagem > 6 meses
- Instalações, plataformas ou barcos de perfuração utilizados
para prospeção ou exploração de recursos naturais > 6 meses
Paulo Albuquerque 15  Não atividades de caráter preparatório ou auxiliar Paulo Albuquerque 16
Período de tributação Isenções do CIRPC
Regra geral  Período de tributação = ano civil

Exceções: Localização normativa das isenções:


Por opção dos contribuintes:
- Não residentes que disponham de estabelecimento estável no
- CIRPC - capítulo das isenções
território - Código dos Benefícios Fiscais
 Período mínimo de permanência – 5 períodos - Legislação avulsa
- Orçamento do Estado anual
Por requerimento ao Ministro das Finanças – outras entidades se for
justificado por razões de interesse económico
Tipos de isenções:
Períodos de tributação diferentes de 1 ano: - Pessoais ou subjetivas
- Início e cessação de atividade, período de transição
- Reais ou objetivas
- Sociedades e outras entidades em liquidação
- Mistas
 Facto gerador  Se não residente sem EE  regras IRPS

 Cessação oficiosa Paulo Albuquerque 17 Paulo Albuquerque 18

Isenções do CIRPC Isenções subjetivas ou pessoais – CIRPC


Isenções automáticas
Exclusões tributárias
a) “Os Estados com os quais Cabo Verde mantém relações
diplomáticas, nos termos das convenções internacionais (…)”;
1. Entidades:
b) “As organizações internacionais de que Cabo Verde seja
a) O Estado, incluindo o Banco Central, as autarquias locais e membro e outras instituições equiparadas (…)”;
qualquer dos seus serviços, estabelecimentos ou organismos,
ainda que personalizados; c) “As associações ou organizações de qualquer religião ou culto
b) As instituições de previdência social, sindicatos e associações às quais seja reconhecida personalidade jurídica, quanto aos
sindicais. rendimentos provenientes do exercício do seu culto”;
d) As associações (…) culturais, recreativas, desportivas e
Exceção – rendimentos de atividades de natureza comercial, profissionais quanto aos rendimentos provenientes dessas
industrial, agrícola ou piscatória atividades”;
e) As associações de natureza pública, nomeadamente as
2. Rendimentos “resultantes do exercício de atividade sujeita ao associações de municípios.
imposto especial sobre o jogo”
Paulo Albuquerque 19 Paulo Albuquerque 20
Atividades de natureza comercial, industrial, agrícola
Isenções objetivas ou reais - CIRPC
ou piscatória

Condições para as 2 últimas associações: Isenções automáticas


1. Não isentos os rendimentos de natureza comercial, industrial,
agrícola ou piscatória exercida (ex.: publicidade, direitos  50% do lucro tributável das atividades agrícolas ou piscatórias
respeitantes a qualquer forma de transmissão, bens imóveis,
aplicações financeiras e rendimentos do jogo).
Condições cumulativas:

2. Condições cumulativas:
1. Atividade de forma exclusiva
a) Rendimentos das atividades ≥ 80% do total
b) Não “distribuam resultados e os membros dos seus órgãos
sociais não (…) interesse (…) nos resultados (…)”; 2. Regime de contabilidade organizada
c) “O exercício (…) órgãos sociais que não seja remunerado”;
d) “Disponham de contabilidade ou escrituração (…) e a 3. Noção de atividades agrícolas ou piscatórias
ponham à disposição da Administração Fiscal (…)”
Paulo Albuquerque 21 Paulo Albuquerque 22

DO RESULTADO CONTABILÍSTICO AO Métodos de determinação da matéria coletável


IMPOSTO A PAGAR
Métodos de determinação da matéria coletável Métodos diretos

A avaliação direta visa a determinação do valor real dos


rendimentos ou bens sujeitos a tributação “com base na
declaração do sujeito passivo”.
AUTOLIQUIDAÇÃO LIQUIDAÇÃO MÉTODOS
OFICIOSA INDIRETOS
• DECLARAÇÃO DO Métodos indiretos
CONTRIBUINTE • NÃO ENTREGA • A TÍTULO
DECLARAÇÃO EXCECIONAL
A avaliação indireta visa essa determinação através de indícios,
presunções ou outros elementos de que a administração
tributária disponha.

Paulo Albuquerque 23 Paulo Albuquerque 24


Avaliação indireta Regimes de determinação da matéria coletável

Avaliação indireta se: Regimes


a) Impossibilidade de comprovação e quantificação direta e exata
d) Sujeitos passivos tenham, sem razão justificada, resultados a) Regime simplificado para micro e pequenas empresas residentes
tributáveis nulos ou prejuízos fiscais
e) Regime simplificado b) Regime de contabilidade organizada

 Lei n.º 70/VIII/2014 (regime das micro e pequenas empresas) -


Determinação da matéria tributável por métodos indiretos alterada e republicada pelo OE 2017
Empresa Condições
Competência da determinação do lucro tributável por métodos Micro Até 5 trabalhadores
indiretos - diretor de finanças da área da sede Volume de negócios bruto anual (vendas e prestações
de serviços, sem dedução de descontos) < 5.000.000 CVE
Pequena Entre 6 e 10 trabalhadores
Volume de negócios ≤ 10.000.000 CVE (escudos)
Paulo Albuquerque 25 Paulo Albuquerque 26

Definição de matéria coletável


INCIDÊNCIA OBJETIVA OU REAL BASE DO Contabilidade organizada
IMPOSTO
Entidades residentes que não exercem a título principal uma
Exerce a título principal atividade de natureza comercial, industrial, agrícola ou
uma atividade comercial,
industrial, agrícola ou
Lucro piscatória
piscatória
RESIDENTE Objetivo principal
Não exerce a título principal
uma atividade comercial, Rendimento Isenções:
industrial, agrícola ou Global
SUJEITO piscatória - Quotas pagas pelos associados
PASSIVO - Subsídios
Lucro do - Incrementos patrimoniais obtidos a título gratuito
Com estabelecimento
estável no território
estabelecimento - Estado
estável - Organizações internacionais
NÃO
RESIDENTE - Religião ou culto
Sem estabelecimento Rendimentos
das categorias - Associações culturais, recreativas, desportivas e profissionais
estável no território
do IRPS - Associações de natureza pública
Paulo Albuquerque 27 Paulo Albuquerque 28
Definição de matéria coletável
Definição de matéria coletável
Contabilidade organizada
Entidades não residentes que não disponham de
Rendimento Global estabelecimento estável no território
= ∑ Rendimentos Líquidos (IRPS)
M.C. = REND. DAS VÁRIAS CATEGORIAS DE IRPS
M.C. = Rendimento Global – GDirectos – GComuns – BF
IRPC =
M.C. – Matéria coletável 1. Rendimento x taxas liberatórias  taxas de retenção na fonte
GDirectos – Gastos diretos de rendimentos tributáveis referidas no Código do IRPS
GComuns – Gastos comuns imputados a rendimentos tributáveis
BF – Benefícios fiscais 2. M.C. x 25%

Coleta IRPC = M.C. x 22% (OE 2019)

Paulo Albuquerque 29 Paulo Albuquerque 30

Definição de matéria coletável REGIME CONTABILIDADE ORGANIZADA


Contabilidade organizada Resultado Líquido do Período
Entidades não residentes que disponham de estabelecimento
estável no território + Variações Patrimoniais positivas não refletidas no RLP
– Variações Patrimoniais negativas não refletidas no RLP Quadro 6
+ Gastos não aceites fiscalmente do
M.C. = L.T. imputável ao estab. – Prejuízos fiscais – Benefícios Modelo 1B
fiscais – Rendimentos não considerados fiscalmente
Coleta IRPC = M.C. x 22% (OE 2019) Lucro Tributável
– Prejuízos fiscais
– Benefícios fiscais dedutíveis à matéria coletável
Entidades residentes que exercem a título principal uma Matéria Coletável
atividade de natureza comercial, industrial, agrícola ou x Taxa
piscatória Coleta Quadro 8
– Deduções à coleta (incluindo pagamentos fracionados) do
M.C. = Lucro Tributável – Prejuízos fiscais – Benefícios fiscais Modelo 1B
IRPC liquidado
– Retenções na fonte
Coleta IRPC = M.C. x 22% (OE 2019) Paulo Albuquerque 31 = IRPC a pagar ou a reembolsar Paulo Albuquerque 32
REGIME CONTABILIDADE ORGANIZADA JUSTO VALOR
 Regra geral:
 Princípio do custo histórico  modelo do custo
“Lucro tributável das pessoas coletivas (…) é constituído pela soma
 Princípio da realização
algébrica do resultado líquido do exercício e das variações patrimoniais
(…) determinados com base na contabilidade e eventualmente
corrigidos nos termos deste Código”.  Alargamento da admissão do modelo do justo valor nos seguintes casos:
 Instrumentos financeiros com mercado regulamentado (% não
relevante)
“contabilidade deve estar organizada de acordo com a normalização  Ativos biológicos consumíveis
contabilística e outras disposições legais em vigor para o respetivo setor  Produtos agrícolas colhidos
de atividade”.
 Continuidade na aplicação do modelo do justo valor:
 Adoção das SNCRF para efeitos fiscais  Inventários - valor realizável líquido relevante para dedução de perdas
de imparidade
 Instrumentos financeiros derivados e ativos ou passivos financeiros
utilizados como instrumento de cobertura restrito à cobertura do risco
cambial
Paulo Albuquerque 33 Paulo Albuquerque 34

VARIAÇÕES PATRIMONIAIS NÃO VARIAÇÕES PATRIMONIAIS NÃO


REFLETIDAS NO RESULTADO LÍQUIDO REFLETIDAS NO RESULTADO LÍQUIDO
Variações patrimoniais positivas Variações patrimoniais negativas

Variações patrimoniais positivas não relevantes: Variações patrimoniais negativas não relevantes:
a) Entradas de capital, incluindo os prémios de emissão de ações, a) Liberalidades
bem como as coberturas de prejuízos, incluindo operações sobre b) Menos-valias potenciais ou latentes
instrumentos de capital próprio da entidade emitente c) Saídas em favor dos titulares do capital, a título de remuneração
b) Mais-valias potenciais ou latentes, incluindo as reservas de ou de redução do mesmo, ou de partilha do património, incluindo
reavaliação legalmente autorizadas operações sobre instrumentos de capital próprio da entidade
c) Contribuições do associado ao associante, no âmbito da emitente ou a sua reclassificação
associação em participação e da associação à quota, incluindo a d) Prestações do associante ao associado, no âmbito da associação
participação nas perdas em participação
d) Impostos sobre o rendimento e) Impostos sobre o rendimento
 Método de equivalência patrimonial e método de consolidação  Método de equivalência patrimonial e método de consolidação
proporcional proporcional
Paulo Albuquerque 35 Paulo Albuquerque 36
RENDIMENTOS E GASTOS Obras de carácter plurianual
Periodização do lucro tributável

Regra - “regime de periodização económica” e que consiste no


reconhecimento fiscal apenas dos rendimentos e dos gastos,
obtidos ou suportados, correspondentes a cada período de
tributação

Componentes positivas ou negativas de períodos anteriores só são


aceites (no período em que foram contabilizadas) se eram
“imprevisíveis ou manifestamente desconhecidas”

Corte das operações – Vendas, prestações de serviços e contratos


de construção

Paulo Albuquerque 37 Paulo Albuquerque 38

Rendimentos tributáveis Gastos


Princípio da tipicidade
Princípio da indispensabilidade
Lista de rendimentos:
a) Vendas ou prestações de serviços Condições para dedutibilidade fiscal:
b) Rendimentos de imóveis
c) Rendimentos de caráter financeiro, incluindo de instrumentos
financeiros valorizados pelo custo amortizado  Comprovação através de documentos emitidos nos termos legais
d) Rendimentos da propriedade industrial ou outros análogos
e) Prestações de serviços de caráter científico ou técnico  Indispensabilidade para:
f) Rendimentos (justo valor) de instrumentos financeiros
g) Rendimentos (justo valor) de ativos biológicos consumíveis que não - a realização dos rendimentos sujeitos a imposto
sejam explorações silvícolas plurianuais - a manutenção da fonte produtora
h) Mais-valias realizadas
i) Indemnizações auferidas  Jurisprudência
j) Subsídios de exploração

 Rendimentos ilícitos
Paulo Albuquerque 39 Paulo Albuquerque 40
Gastos Gastos

Lista exemplificativa de gastos : Lista exemplificativa de gastos (continuação):

a) Encargos relativos à produção ou aquisição de quaisquer bens ou h) Perdas por imparidade


serviços i) Provisões
b) Encargos de distribuição e venda j) Gastos (justo valor) de instrumentos financeiros
c) Encargos de natureza financeira, incluindo de instrumentos k) Gastos (justo valor) de ativos biológicos consumíveis que não
financeiros valorizados pelo custo amortizado sejam explorações silvícolas plurianuais
d) Encargos de natureza administrativa, incluindo participação nos l) Menos-valias realizadas
lucros m) Indemnizações resultantes de eventos cujo risco não seja segurável
e) Encargos com análises, racionalização, investigação e consulta
f) Encargos fiscais e parafiscais
g) Depreciações e amortizações

Paulo Albuquerque 41 Paulo Albuquerque 42

Gastos não aceites Gastos não aceites


Gastos não aceites: Gastos não aceites:

a) Gastos ilícitos f) Impostos e outros encargos de terceiros que a empresa não


esteja legalmente autorizada a suportar

b) Rendas de locação financeira (na parte da amortização g) Multas, coimas e demais encargos pela prática de infrações ou
financeira) pelo incumprimento da “regulamentação sobre o exercício da
atividade”, incluindo os juros compensatórios e moratórios
c) Depreciações e amortizações não aceites
Exceção – infrações com origem contratual
d) Perdas por imparidade e as provisões não aceites
h) Importâncias pagas ou devidas a não residentes sujeitos a um
regime fiscal claramente mais favorável
e) IRPC, incluindo as tributações autónomas, e quaisquer outros
impostos que incidam sobre os lucros  Inversão do ónus da prova
 Não aplicável a “importâncias indiretamente pagas ou
Paulo Albuquerque 43
devidas” e “conhecimento do seu destino” Paulo Albuquerque 44
Gastos não aceites Gastos não aceites
Gastos não aceites: Gastos não aceites:

k) Comissões, abatimentos, descontos, bónus ou pagamentos


i) Despesas não devidamente documentadas e (ou) confidenciais equiparados, que constituam rendimento de fonte cabo-verdiana do
beneficiário
Exceção – “quando o sujeito passivo comunique o nome e endereço do
Noção “devidamente documentados” – “as despesas ou encargos beneficiário à Administração Fiscal”
com a aquisição de bens ou serviços titulados por faturas ou
fatura/recibo” l) Imposto único sobre o património
Exceção – “imóveis cuja compra e venda seja essencial à prossecução da
atividade do sujeito passivo no ramo imobiliário”
j) Prémios de seguros de doença e de acidentes pessoais, seguros
«Vida», contribuições para fundos de pensões (ou regimes Não aceites menos-valias com partes de capital:
complementares de segurança social) 1) alienadas a novos compradores:
- com as quais existam relações especiais
Exceção – se “tributados como rendimentos de trabalho - residentes sujeitas a um regime especial de tributação
dependente nos termos do Código do IRPS ou quando 2) detidas por período inferior a 3 anos e:
obrigatórios por lei” - transformação da entidade; e
- a sociedade anterior possuía um regime fiscal diverso
Paulo Albuquerque 45 Paulo Albuquerque 46

Gastos não aceites Gastos não aceites


Limites à dedução de gastos  não aceites:
Não qualquer dedução “quando suportados por sujeitos passivos
a) 30% dos gastos relacionados com viaturas ligeiras de residentes ou não residentes que beneficiem de regime de
passageiros ou mistas (OE 2017) tributação privilegiada”
b) Gastos com barcos de recreio e aeronaves de passageiros
Regime de tributação privilegiada
Exceção (nos 2 casos):
- não afetos à exploração do serviço público; ou  Aplicável a residentes e não residentes
- não destinados a ser alugados no exercício da atividade
normal  Não tributação de rendimentos ou taxa nominal aplicável < 10%

c) Menos-valias realizadas de viaturas ligeiras de passageiros na  Exceção – regime simplificado (taxa nominal = 4%)
parte do custo de aquisição que não seja fiscalmente depreciável

d) 50% dos gastos relacionados com despesas de representação


Paulo Albuquerque 47 Paulo Albuquerque 48
Gastos não aceites Gastos não aceites
Gratificações e participação nos resultados: Outros gastos não dedutíveis - exemplos:

Beneficiários:  Método da equivalência patrimonial e método de consolidação


- trabalhadores da empresa  sem limite proporcional
- membros de órgãos sociais e sócios ≥ 1% capital social 
com limite  Perdas de imparidade e provisões não aceites

Limite = 2 remunerações médias mensais  Amortizações não aceites

Prazo pagamento - até 31/12/n+1  Limitação à dedutibilidade de gastos de financiamento  gastos


 Penalização (juros compensatórios) de endividamento líquidos dedutíveis até ao maior:
a) 110.000.000$00 ≈ 997.596,70 € (antes do OE 2017 era
330.000.000$00); ou
b) 30% do EBITDA
Paulo Albuquerque 49 Paulo Albuquerque 50

SUBSÍDIOS Subsídios relacionados com ativos não correntes

Tipos de subsídios:

 Subsídios de exploração

 Subsídios destinados a aumentar o capital próprio

 Subsídios destinados ao investimento

Paulo Albuquerque 51 Paulo Albuquerque 52


INVENTÁRIOS DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES

Mensuração dos inventários  Amortizações fiscais vs amortizações económicas


Legislação aplicável:
 Critérios de mensuração fiscalmente aceites:
a) Custos efetivos de aquisição ou de produção;
b) Custos padrões apurados de acordo com princípios técnicos
e contabilísticos adequados;
c) Preços de venda deduzidos da margem normal de lucro; Condições gerais de aceitação
d) Preços de venda dos produtos colhidos de ativos biológicos,  Ativos sujeitos a deperecimento:
deduzidos dos custos de venda
- ativos fixos tangíveis
- ativos intangíveis
 Consistência e uniformidade da utilização dos critérios de
valorimetria nos sucessivos exercícios - propriedades de investimento contabilizadas suscetíveis de
perder valor
 Condições para mudança de critérios  Início das amortizações – funcionamento
 Só “deduzidas como gastos do período de tributação a que as
 Diferenças em relação à SNCRF Paulo Albuquerque 53
mesmas respeitem” Paulo Albuquerque 54

DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES

Valor amortizável Período de vida útil


 Noção e duração

1 - Custo de aquisição ou de produção - Período mínimo de vida útil – decorrente das taxas máximas
- Noção de custo de aquisição – “preço de compra, acrescido - Período máximo de vida útil – metade das taxas máximas
dos gastos acessórios suportados até à sua entrada em  Taxas de amortização
funcionamento”
TABELA I Taxas específicas Ativos fixos tangíveis
- IVA não dedutível
TABELA II Taxas genéricas Todos os ativos abrangidos
2 - Valor de avaliação à data de abertura de escrita se não  Elementos não previstos nas tabelas
conhecido o custo de aquisição/produção
 Amortizações praticadas para além do período máximo
Valor de avaliação = valor realizável líquido (regras contabilísticas)  Amortizações que excedem as importâncias máximas  aceites
nos períodos seguintes
 Quotas perdidas
Paulo Albuquerque 55 Paulo Albuquerque 56
DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES

Métodos de amortização aceites Método das Quotas Constantes

- Método das Quotas Constantes  Quota máxima

- Método das Quotas Decrescentes  AFT novos, adquiridos a  Obrigatoriedade da quota mínima
terceiros ou construídos pelo próprio e exceto edifícios, viaturas
ligeiras não comerciais ou mobiliário e equipamentos sociais  Casos de vida útil esperada
- Bens adquiridos em estado de uso
- Outros métodos - Bens avaliados para efeitos de abertura de escrita
- Grandes reparações e beneficiações
 Consistência - Obras em edifícios alheios

Paulo Albuquerque 57 Paulo Albuquerque 58

DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES

Método das Quotas Decrescentes Regime intensivo de utilização dos elementos patrimoniais

 Coeficientes máximos

Período (mínimo) de vida útil Coeficiente N.º Turnos Quota Anual Máxima (QAM)
< 5 anos 1,5 2 1,25 x QAM
5 ou 6 anos 2 >2 1,5 x QAM
> 6 anos - 7 anos ou mais 2,5

 Quota anual máxima – corresponde ao maior de:


- Valor Atual x Taxa corrigida;
- Valor Atual / anos restantes do período de vida útil; ou
- Quota mínima.
Paulo Albuquerque 59 Paulo Albuquerque 60
DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES

Amortizações não aceites como gastos fiscais Amortizações extraordinárias


a) Elementos do ativo não sujeitos a deperecimento - Elementos de reduzido valor ≤ 20.000$00 ≈ 181 €
b) Terrenos - Desvalorizações excecionais
 se não indicação expressa do valor  Terreno = 25% imóvel
Amortizações de ativos intangíveis
 Ativos amortizáveis:
c) Quotas de amortização superiores às quotas permitidas
- Despesas com projetos de desenvolvimento
d) Amortizações praticadas para além do período máximo de vida
útil - Propriedade industrial
e) Aviões de turismo, barcos de recreio e viaturas ligeiras de
passageiros ou mistas > 4.000.000$00 ≈ 36.276 €  Ativos não amortizáveis:
- Trespasses
Exceção: - Propriedade industrial não adquirida a título oneroso ou cuja
- não afetos à exploração do serviço público; ou utilização exclusiva não está limitada no tempo
- não destinados a ser alugados no exercício da atividade normal
Paulo Albuquerque 61 Paulo Albuquerque 62

PERDAS DE IMPARIDADE PERDAS DE IMPARIDADE


ATIVOS CORRENTES ATIVOS CORRENTES
Perdas por imparidade em inventários Perdas por imparidade em dívidas a receber:

Perda aceite: Créditos de cobrança duvidosa, resultantes da atividade normal,


= (Preço de aquisição ou de produção – valor realizável líquido) > 0 incluindo os juros pelo atraso no cumprimento de
obrigação, e evidenciados como tal na contabilidade
Noção de valor realizável líquido – “preço de venda estimado no
decurso normal da atividade (…) deduzido dos custos Perdas por imparidade das empresas seguradoras e das instituições
necessários de acabamento e venda” financeiras:
 sujeitas à supervisão das autoridades competentes
Reversão das perdas  rendimento tributável  perdas obrigadas a constituir

Reversão das perdas  rendimento tributável

Paulo Albuquerque 63 Paulo Albuquerque 64


PERDAS DE IMPARIDADE PERDAS DE IMPARIDADE
ATIVOS CORRENTES ATIVOS CORRENTES

Perdas por imparidade em créditos  Perdas não aceites

 Condições prévias
a) Estado, autarquias locais e seus avalizados
 Perdas aceites sem limite: b) Créditos cobertos por seguro ou garantia real
a) Devedor tenha processo de execução ou falência c) Entidades participantes > 10%
b) Créditos reclamados judicialmente d) Entidades participadas > 10%

 Perdas aceites com limite Prazo de mora % Dedução  Créditos incobráveis


c) Créditos em mora > 6 meses > 6 meses 25%
> 12 meses 50% - Situações abrangidas - processo de execução ou falência
> 18 meses 75% - Perdas por imparidade não aceites ou aceites parcialmente
> 24 meses 100%
Paulo Albuquerque 65 Paulo Albuquerque 66

PERDAS DE IMPARIDADE
PROVISÕES
ATIVOS NÃO CORRENTES

Desvalorizações excecionais Provisões fiscalmente dedutíveis :

 Ativos – só AFT ou AI amortizáveis a) Processos judiciais em curso

 Perdas aceites sem abate físico b) Provisões impostas a seguradoras e outras instituições
- Causas anormais devidamente comprovadas - “desastres, financeiras pelas entidades de supervisão
fenómenos naturais, inovações técnicas excecionalmente
rápidas ou alterações significativas, com efeito adverso, no
contexto legal” c) Provisão para a recuperação paisagística e ambiental
- Requerimento à AT - até Janeiro/n+1
Reversão da provisão  rendimento tributável
 Perdas aceites com abate físico
- Auto de abate e relação discriminativa dos elementos
- Comunicação prévia (serviço de finanças) – antecedência 15
dias Paulo Albuquerque 67 Paulo Albuquerque 68
PERDAS DE IMPARIDADE E PROVISÕES Leasing

Perdas de imparidade e provisões não aceites fiscalmente: Leasing

- Perdas de imparidade não expressamente previstas

- Provisões para impostos


Renda CIRPC
- Provisões para contratos onerosos Amortização financeira Gasto não aceite
Juros Gasto aceite
- Provisões para reestruturação

- Outras não expressamente previstas

Paulo Albuquerque 69 Paulo Albuquerque 70

Leasing LEASING, ALD E LEASE-BACK

Relocação financeira e venda com locação de retoma


Depreciações:
 Gasto do locatário Relocação financeira

Opção de compra:
 Exercida pelo locatário – neutralidade

 Não exercida  mais ou menos valias pela entrega não são


tributáveis ou aceites

 Relocação financeira Tratamento fiscal


- mais-valias e menos-valias
- amortizações do bem relocado

Paulo Albuquerque 71 Paulo Albuquerque 72


LEASING, ALD E LEASE-BACK REALIZAÇÕES DE UTILIDADE SOCIAL

Relocação financeira e venda com locação de retoma (continuação) Infraestruturas

Venda com locação de retoma

Tratamento fiscal - os bens vendidos eram:


- inventários do vendedor
- outros ativos  Não majoração de gastos
 Condições para a dedutibilidade dos gastos
Paulo Albuquerque 73 Paulo Albuquerque 74

REALIZAÇÕES DE UTILIDADE SOCIAL MECENATO

Outras realizações de utilidade social Mecenato ou liberalidades


 Legislação aplicável

Dedução idêntica em todas as modalidades


Beneficiários Depende da modalidade de mecenato
Majoração do
130%
donativo
 Só aceites se:
1) Rendimentos de trabalho dependente efetivamente Limite 10 ‰ volume negócios
tributados nos termos do Código do IRPS; ou
2) obrigatórios por lei ou por contrato (OE 2017).
Paulo Albuquerque 75 Paulo Albuquerque 76
MECENATO MECENATO

Modalidades do Mecenato:

 Donativos ao Estado e outras entidades


 Mecenato social
 Mecenato cultural
Contrapartidas não significativas  Mecenato desportivo
 Patrocínio se “realização de projetos com finalidades  Mecenato educacional, ambiental, juvenil, científico, tecnológico,
promocionais ou publicitárias e sem proveito pecuniário ou no domínio da segurança e para a saúde
patrimonial direto para o patrocinador”
 Mecenato para sociedade da informação
Tipos de donativos:
 em dinheiro
 em espécie  bens ou serviços  valor dos bens doados
Paulo Albuquerque 77 Paulo Albuquerque 78

MECENATO MAIS-VALIAS E REINVESTIMENTO


Exemplo de entidades beneficiárias
Determinação do valor das mais-valias e menos-valias
Donativos ao Estado e outras entidades
 Situações em que ocorrem:
Entidades que desenvolvam as obras e projetos
- “transmissão onerosa”
previstos nas outras modalidades de mecenato
- “sinistros”
Estado e autarquias locais
Beneficiários - “afetação permanente a fins alheios à atividade exercida”
Associações de municípios
Fundações em cujo património inicial participem o  Ativos abrangidos:
Estado ou as autarquias locais a) ativos fixos tangíveis, ativos intangíveis, propriedades de
investimento ou ativos não correntes detidos para venda
b) instrumentos financeiros não reconhecidos pelo justo valor

Paulo Albuquerque 79 Paulo Albuquerque 80


MAIS-VALIAS E REINVESTIMENTO MAIS-VALIAS E REINVESTIMENTO

Mais-valias e menos-valias contabilísticas Mais-valias e menos-valias fiscais

MVC/mvc = VR – (Vaq./Reav – Perdas – AA) MVF/mvf = VR – (Vaq. – Perdas – AA) x Coef.

Conceitos Conceitos
MVC/mvc Mais-valia contabilística ou menos-valia contabilística MVF/mvf Mais-valia fiscal ou menos-valia fiscal
VR Valor de realização VR Valor de realização líquido de encargos da realização
Vaq./Reav Valor de aquisição ou de reavaliação (revalorização) Vaq. Valor de aquisição
Perdas Perdas de imparidade contabilizadas Perdas Perdas de imparidade aceites fiscalmente
AA Amortizações acumuladas contabilizadas AA Amortizações acumuladas “aceites fiscalmente”
Coef. Coeficiente de desvalorização monetária

Paulo Albuquerque 81 Paulo Albuquerque 82

MAIS-VALIAS E REINVESTIMENTO MAIS-VALIAS E REINVESTIMENTO


Reinvestimento  Isenção 50% Menos-valias não dedutíveis
 Ativos alienados:
- Qualquer ativo sujeito ao regime das mais-valias  Partes de capital:
- prazo de detenção  1 ano
1) alienadas a novos compradores:
 Situações abrangidas: - com as quais existam relações especiais
- Qualquer uma das 3 situações sujeitas ao regime das mais-valias
- residentes sujeitas a um regime especial de tributação
 Ativos objeto de reinvestimento: 2) detidas por período inferior a 3 anos e:
- AFT, AI, propriedades de investimento ou partes sociais
- não partes sociais, terrenos ou bens “adquiridos em estado de uso” - transformação da entidade; e
adquiridos a entidade com “relações especiais” ou com regime de
tributação privilegiada - a sociedade anterior possuía um regime fiscal diverso
- prazo de detenção ≥ 2 anos após “final do período de tributação em
que ocorra o reinvestimento ou, se posterior, a realização”
 Viaturas ligeiras de passageiros ou mistas (OE 2017) na parte
 Prazo para o reinvestimento – desde 1/1/n-1 até 31/12/n+2
do custo de aquisição que não seja fiscalmente depreciável
 Reinvestimento parcial
Paulo Albuquerque 83 Paulo Albuquerque 84
DUPLA TRIBUTAÇÃO ECONÓMICA DUPLA TRIBUTAÇÃO ECONÓMICA
Críticas à DTE:
Noção – “Quando duas pessoas distintas são tributadas a título do - Tributação diferente do mesmo lucro
mesmo rendimento ou património” (cfr. Comentários aos art.º
23-A e 23-B da Convenção Modelo da OCDE) - Não neutralidade das fontes de financiamento

- Potencia a transformação de lucros em mais-valias

Métodos de atenuação ou eliminação da DTE


 Sistema da transparência ou integração total

 Sistema do crédito de imposto ou imputação (total ou


parcial)

 Sistema da isenção dos lucros distribuídos

Paulo Albuquerque 85  Sistema da tributação liberatória dos lucros recebidos


Paulo Albuquerque 86

DUPLA TRIBUTAÇÃO ECONÓMICA DUPLA TRIBUTAÇÃO ECONÓMICA


Isenção total dos lucros distribuídos

Condições:
 Beneficiário dos lucros:
- Sujeito passivo de IRPC residente
- Estabelecimento estável situado no território
Isenção total  Não retenção na fonte
 Entidade participada ou distribuidora dos lucros:
- Entidade residente no território sujeita e não isenta de IRPC
- Entidade não residente sujeitos e não isentos de IR
Isenção 50% dos lucros distribuídos
 Irrelevante (OE 2017)
 Não beneficiarem de regime de tributação privilegiada  No caso da participada beneficiar de redução de taxa de
 Participação qualificada: IRPC (OE 2017)
- Titularidade da participação  1 ano; e
- Participação direta no capital social  10%
Paulo Albuquerque 87 Paulo Albuquerque 88
DUPLA TRIBUTAÇÃO ECONÓMICA DEDUÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS

M.C. = Lucro Tributável – Prejuízos fiscais – Benefícios fiscais

Condições do regime geral:

Isenção total  Não retenção na fonte  Hierarquia das deduções à matéria coletável

 Reporte para a frente (carry forward) limitado ao prazo de 7


períodos
Isenção 50% dos lucros distribuídos
 Dedução máxima anual = 50% LT(n+x)
 No caso da participação não ser qualificada
 Natureza global dos prejuízos a reportar / exceções

Paulo Albuquerque 89 Paulo Albuquerque 90

DEDUÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS TAXAS DE IMPOSTO


Taxas nominais de imposto – UE28

 Identidade jurídica

 Identidade da atividade económica exercida  não relevante

 Identidade da maioria da titularidade do capital  não relevante

 Não dedução se volume de negócios nulo e não quaisquer


rendimentos durante 2 (dois) períodos de tributação consecutivos
 extinção dos prejuízos fiscais existentes

Paulo Albuquerque 91 Paulo Albuquerque 92


TAXAS DE IMPOSTO
Taxas nominais Taxas de imposto
mais elevadas de
imposto - UE27  Taxas aplicáveis dependem da qualidade do sujeito passivo
(fonte Comissão
SUJEITOS PASSIVOS TAXA
Europeia)
Contabilidade 22%
Exerce a título principal a Organizada (OE 2019)
atividade comercial, industrial,
Entidades agrícola ou piscatória Regime
4%
RESIDENTES simplificado
Não exerce a título principal a atividade comercial, 22%
industrial, agrícola ou piscatória (OE 2019)
22%
Entidades Tem estabelecimento estável
(OE 2019)
NÃO
RESIDENTES Taxa depende
Não tem estabelecimento estável
do rendimento
Paulo Albuquerque 93 Paulo Albuquerque 94

Tributação autónoma Tributação autónoma


Base de incidência Taxa TA Base de incidência Taxa TA
Despesas não documentadas 40% Encargos com ajudas de custo e com compensação
pela deslocação em viatura própria do trabalhador se
Encargos com viaturas ligeiras de passageiros ou (OE 2017): 10% dos
mistas, motos e motociclos encargos
- excedem o limites legais e não tributados IRPS; ou
Exceções: - não faturados a clientes
- custo de aquisição ≤ 4.000.000$00 ≈ 36.276,24
10% dos
encargos Remunerações em espécie de trabalhadores:
€; ou
dedutíveis a) Ofertas ao trabalhador > 15.000$00 ≈ 136,04 €
- não afetos à exploração do serviço público; ou
(OE 2017) b) Aquisição de viatura da empresa 10% do
- não destinados a ser alugados no exercício da
c) Viagens de turismo valor real
atividade normal; ou
d) Empréstimos sem juros ou reduzidos (exceto 1.ª ou de
- frota > 20 viaturas (era 50 antes do OE 2017) mercado
habitação própria ≤ 9.000.000$00 ≈ 81.621,55 €,
10% dos saúde e educação)
Despesas de representação encargos
e) Impostos e outros encargos
dedutíveis
Paulo Albuquerque 95 Paulo Albuquerque 96
Tributação autónoma Resultado da liquidação
Base de incidência Taxa TA
IRPC “liquidado” mínimo (OE 2017)
Importâncias pagas ou devidas a entidades não
60%
residentes com regime fiscal favorável
Aumento geral adicional se: Coleta IRPC Coleta IRPC
- prejuízo fiscal em dois períodos de tributação – Dedução DTI (art.º 93.º) ≥ 90% X – Dedução DTI (art.º 93.º)
consecutivos (n e n-1); ou – Dedução benefícios fiscais – Dedução benefícios fiscais

- beneficiem de regime de tributação privilegiada Coleta e benefícios fiscais SEM CONSIDERAR:


 Benefícios fiscais
Exceções (OE 2017): +10%  art.º 35.º - Realizações de utilidade social
 art.º 59.º - Dedução de prejuízos fiscais - OE 2017
- 3 primeiros anos de atividade; ou eliminou exclusão
E
- elevados investimentos sujeitos a CONSIDERANDO APENAS OS SEGUINTES BF:
depreciações; ou  art.º 12.º CBF - Crédito fiscal ao investimento
 art.º 27.º CBF - SGPS
- Cat. B (regime de contabilidade organizada)  art.º 29.º CBF - Criação de emprego
 BF com natureza contratual
 BF na forma de redução de taxa de IRPC

Paulo Albuquerque 97 Paulo Albuquerque 98

TAXAS DE IMPOSTO DEDUÇÕES À COLETA

Derrama - Receita municipal – art.º 7.º Lei n.º 79/VI/2005, de 5 Apuramento do IRPC a pagar ou a reembolsar
de Setembro – Regime financeiro das autarquias locais

 Sujeitos passivos abrangidos: Coleta


- Residentes que exerçam a uma atividade comercial ou – Deduções à coleta Quadro 8
industrial = IRPC liquidado ≥ 0 do
- Não residentes com estabelecimento estável que exerçam a Modelo 1B
– Retenções na fonte
uma atividade comercial ou industrial
= IRPC a pagar ou a reembolsar
 Valor derrama = (0% a 10%) x Coleta
Deduções até à concorrência da coleta:
 Coleta proporcionalmente correspondente ao rendimento - Dupla Tributação Internacional (DTI jurídica)
gerado no respetivo território (município) - Benefícios fiscais dedutíveis à coleta
 Sujeitos passivos com estabelecimentos estáveis ou - Pagamentos fracionados (regime de contabilidade organizada)
representações locais em mais de um município
 Repartição da coleta por cada município  massa salarial
Paulo Albuquerque 99 Paulo Albuquerque 100
DEDUÇÕES À COLETA DEDUÇÕES À COLETA

Crédito de imposto por DTI jurídica Outras deduções à coleta

 Princípio da universalidade  Benefícios fiscais dedutíveis à coleta

 Valor da dedução à coleta  o menor dos seguintes valores:  Pagamentos fracionados (regime de contabilidade organizada)

- Fração do IRPC correspondente “acrescido da correção  Retenções na fonte


prevista no n.º 1 do artigo 69.º”

- IR pago no estrangeiro

 Não reporte da dedução

Paulo Albuquerque 101 Paulo Albuquerque 102

PAGAMENTO DO IMPOSTO PAGAMENTO DO IMPOSTO


RESIDENTES NÃO
RESIDENTES

DECLARAÇÃO
PAGAMENTOS RENDIMENTOS
EXERCE A TÍTULO PAGAMENTOS
PAGAMENTOS POR
FRACCIONADOS COM FRACCIONADOS - IRPC a pagar
PRINCIPAL UMA CONTA (IRPC)
(IRPC) ESTABELECIMENTO (IRPC) - Reembolso de
ATIVIDADE comercial, PAGAMENTOS IRPC
- Março ESTÁVEL - ADICIONAIS
Março
industrial, agrícola ou POR
piscatória - Agosto (OE 2017) contabilidade -CONTA
Agosto(DERRAMA)
(OE 2017)
(contabilidade organizada) - Novembro organizada - Novembro
E
exerçam a título
principal uma
atividade)
RETENÇÕES NA RETENÇÕES NA
FONTE A TÍTULO FONTE A TÍTULO DE
DE PAGAMENTO PAGAMENTO POR
POR CONTA CONTA
NÃO EXERCE A TÍTULO
DECLARAÇÃO SEM
PRINCIPAL UMA
RENDIMENTOS ESTABELECIMENTO
ATIVIDADE comercial,
industrial, agrícola ou - IRPC a pagar ESTÁVEL
piscatória - Reembolso de RETENÇÕES NA
IRPC FONTE A TÍTULO
DEFINITIVO
Paulo Albuquerque 103 Paulo Albuquerque 104
PAGAMENTO DO IMPOSTO PAGAMENTO DO IMPOSTO

Pagamentos fracionados  Cálculo dos pagamentos fracionados

 Sujeitos passivos abrangidos: Pagamento individual = 30% ou 30% ou 20% x Coleta IRPCn-1
- Entidades residentes que exerçam a título principal uma
atividade comercial, industrial, agrícola ou piscatória ≥ 50.000$00 ≈ 453 €
(contabilidade organizada)
- Entidades não residentes com estabelecimento estável que
exerçam a título principal uma atividade comercial, industrial, Coleta IRPCn-1 – coleta do ano anterior
agrícola ou piscatória OE 2017 – eliminou base alternativa “ou [coleta] do ano mais
próximo que tenha tido resultado positivo”
 Pagamentos a efetuar até:
- 31 de Março(n)  30%
Se Coleta IRPCn-1 não apurada  base Lucro tributáveln-1 (OE 2017)
- 31 de Agosto(n) (OE 2017)  30%
- 31 de Novembro(n)  20%
Pagamento individual = 5% ou 5% ou 5% x Lucro tributáveln-1

Paulo Albuquerque 105 Paulo Albuquerque 106

PAGAMENTO DO IMPOSTO PAGAMENTO DO IMPOSTO


Retenção na fonte

 Dispensa de pagamento no 1.º ano de início de atividade


(OE 2017)

 Dedução à coleta ou tributações autónomas, reportável até n+4


(OE 2017)
 Rendimentos de sujeitos passivos de IRPC sujeitos a retenção:
1. Residentes e não residentes com EE  rendimentos de capitais
 Reembolsável após n+4 se não deduzido à coleta 2. Não residentes sem EE  rendimentos obtidos no território

 Natureza:
- Imposto por conta
- Definitiva  se não regime de contabilidade organizada
Paulo Albuquerque 107 Paulo Albuquerque 108
PAGAMENTO DO IMPOSTO PAGAMENTO DO IMPOSTO
Taxas de retenção
 Regras gerais de retenção na fonte Residentes e não Não residentes
RENDIMENTOS
1. Data – estabelecida “no Código do IRPS ou, na sua falta, na residentes c/EE sem EE
data da colocação à disposição dos rendimentos”
Propriedade intelectual/industrial e
2. Prazo de entrega - até ao dia 15 do mês seguinte 20% 20%
prestação de informações
Assistência técnica 20% 20%
 Dispensa de efetuar retenção
Uso ou concessão do uso de
n.º 1 – casos específicos (ex.: lucros distribuídos isentos)
equipamento industrial, agrícola, 20% 20%
n.º 2 – dispensa genérica “quando os sujeitos passivos beneficiem
comercial ou científico
de isenção, total ou parcial”
Juros de depósitos 20% 20%
 Taxas de retenção: Juros de dívida pública 10% 10%
1. Residentes e não residentes c/EE Rendimentos de fundos 10% 10%
2. Não residentes c/EE Lucros distribuídos ____ (OE 2017) 10%
Paulo Albuquerque 109 Paulo Albuquerque 110

PAGAMENTO DO IMPOSTO OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS


Taxas de retenção
Residentes e não Não residentes Tipos de obrigações acessórias:
RENDIMENTOS
residentes c/EE sem EE
Outros rendimentos de capitais 20% 20%  Obrigações declarativas
Remunerações dos membros dos ____ 20%  Obrigações contabilísticas
órgãos estatutários
____
Rendimentos prediais 20%  Obrigações de colaboração com a administração fiscal
Ganhos patrimoniais – mais valias ____ ____ (OE 2018)
partes sociais/valores mobiliários  Obrigações de faturação
____
G.P. - mais valias (imóveis/direitos) 1%
Prémios de jogos (lotaria, sorteios ____
20%
ou concursos)
Comissões por intermediação de ____
20%
contratos e outras prest. serviços Paulo Albuquerque 111 Paulo Albuquerque 112
OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS

Obrigações declarativas

Paulo Albuquerque 113 Paulo Albuquerque 114

MUITO OBRIGADO

Paulo Albuquerque 115

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