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IRPC

O documento aborda a Reforma Fiscal em Cabo Verde, focando nas principais alterações na tributação de pessoas coletivas, incluindo aspectos como sujeitos passivos, base do imposto e estabelecimento estável. A sessão tem como objetivo esclarecer conceitos básicos do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas e as obrigações fiscais associadas. Exemplos práticos são fornecidos para ilustrar a incidência do imposto e a definição de estabelecimento estável.

Enviado por

Lêa Rocha
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IRPC

O documento aborda a Reforma Fiscal em Cabo Verde, focando nas principais alterações na tributação de pessoas coletivas, incluindo aspectos como sujeitos passivos, base do imposto e estabelecimento estável. A sessão tem como objetivo esclarecer conceitos básicos do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas e as obrigações fiscais associadas. Exemplos práticos são fornecidos para ilustrar a incidência do imposto e a definição de estabelecimento estável.

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pt

Reforma Fiscal
Código do Imposto sobre
o Rendimento de Pessoas
Colectivas
Objetivos da sessão

Compreender as principais alterações estruturais e realidades introduzidas pela


Reforma Fiscal na tributação de pessoas coletivas, nomeadamente sobre os
seguintes aspetos:
• Sujeitos passivos
• Base do imposto
• Estabelecimento estável
• Transparência fiscal
• Correções e ajustamentos fiscais
• Prejuízos fiscais
• Tributação autónoma
• Eliminação da dupla tributação económica
• (…)
Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015
2
Agenda

• Conceitos básicos do Código de tributação do rendimento das


pessoas coletivas
• Principais correções ao apuramento do lucro tributável/prejuízo
fiscal e à matéria coletável
• Retenção na fonte nos pagamentos a residentes e não residentes
• Pagamento do IRPC apurado
• Obrigações acessórias e declarativas

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 3
Uma nova realidade…

Relações Lucro
Imparidade
especiais mundial

Tributação Pagamentos Transparência


autónoma fracionados fiscal

Terminologia
Neutralidade Regime da
adaptada ao
fiscal Mora
SNCRF

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 4
Incidência - Sujeitos Passivos

a) Sujeitos passivos por obrigação pessoal ( residentes)

• Sociedades comerciais
• Sociedades civis sob forma comercial
• Cooperativas
• Empresas públicas
• Demais pessoas coletivas do direito público ou privado
• Entidades de facto, sem personalidade jurídica (ex: heranças jacentes, as associações
e sociedades civis sem personalidade jurídica, sociedades irregulares)

b) Sujeitos passivos por obrigação real (não residentes)

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 5
Incidência – Residência fiscal

Residência fiscal em Cabo Verde

• Consideram-se residentes para efeitos fiscais em Cabo Verde, as pessoas coletivas e


outras entidades que tenha no território Cabo-verdiano:

- Sede;

Ou

- Direção efetiva

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 6
Incidência – Base do imposto

Residentes

• O lucro das entidades que exerçam a título principal, uma atividade de natureza
comercial, industrial, agrícola ou piscatória (sociedades comerciais,
• cooperativas e empresas públicas)

• O rendimento global das entidades que não exerçam a título principal, uma
atividade de natureza comercial, industrial ou agrícola (associações, fundações)

Não Residentes

• O lucro imputável a estabelecimento estável situado em território nacional de


entidades não residentes

• Os rendimentos das diversas categorias, consideradas para efeitos de IRPS,


obtidos por entidades não residentes que não possuam estabelecimento
estável

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 7
Incidência – Base do imposto

• Para entidades residentes em Cabo Verde, o IRPC incide sobre :

Rendimentos obtidos em Cabo Verde + Rendimentos obtidos fora de Cabo Verde

• Para entidades não residentes em Cabo Verde, o IRPC incide sobre:

Rendimentos obtidos em Cabo Verde

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 8
Incidência – Base do imposto

Consideram –se obtidos em Cabo Verde:

• Rendimentos imputáveis a estabelecimento estável aí situado;

• Rendimentos que não sendo imputáveis a estabelecimento estável, a seguir se


indicam, conforme as alíneas a) a f) do artigo 7.º do CIRPC:

 Prestação de serviços para clientes em Cabo Verde ou de natureza semelhante às


realizadas por estabelecimento estável localizado em Cabo Verde;
 Relativos a imóveis situados em Cabo Verde e parte sociais de sociedades detentora
de ativo > 50% imóveis;
 Ganhos de partes representativas do capital social de entidade residentes em Cabo
Verde ou de outros valores mobiliários emitidos por estas entidades, bem como
quanto aos pagamentos imputável a estabelecimento estável em Cabo Verde;
 Uso ou concessão de uso de equipamento agrícola, industrial, comercial ou
científico relativamente a bens utilizados em Cabo Verde;
 Atividades profissionais de espetáculos ou desportistas.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 9
Incidência – Base do imposto

Consideram –se obtidos em Cabo Verde:

• Rendimentos cujo devedor ou pagador seja residente em Cabo Verde ou cujo


pagamento seja imputável a um estabelecimento estável nele situado, conforme alíneas
a) a h) do n.2 do artigo 7.º do CIRPC :

 Propriedade intelectual ou industrial, incluindo direitos de utilização de software,


e prestação de informação adquirida no sector industrial, comercial, agrícola,
piscatório ou científico;
 Aplicação de capitais ( ex: dividendos, juros);
 Remunerações auferidas na qualidade de membros de órgãos estatutários de
pessoas coletivas e de outras entidades;
 Prémios de jogo, lotarias, apostas mútuas, sorteios ou concursos;
 Intermediação na celebração de quaisquer contratos (comissões);
 Operações relativas a instrumentos financeiros derivados;

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 10
Incidência – Base do imposto

Consideram –se obtidos em Cabo Verde:

• Rendimentos cujo devedor ou pagador seja residente em Cabo Verde ou cujo


pagamento seja imputável a um estabelecimento estável nele situado, conforme alíneas
a) a h) do n.2 do artigo 7.º do CIRPC (cont.):

 Serviços administrativos, de apoio à gestão ou de natureza técnica, nomeadamente


estudos, elaboração de projetos, apoio técnico à gestão, serviços de contabilidade
ou auditoria e serviços de consultoria, organização, investigação e desenvolvimento
em qualquer domínio (realizados ou utilizados em território Cabo-verdiano);
 Outras prestações de serviço realizados ou utilizados em território nacional,
excluindo os que tenham sido integralmente realizados fora de Cabo Verde e não
respeitem a bens situados nesse território.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 11
Casos práticos - Incidência e extensão da
obrigação do imposto
A empresa Barcelinhos, Lda., com sede na Praia, tem uma loja no Senegal e uma loja em
São Tomé.

1) A Barcelinhos, Lda. é sujeito passivo de IRPC? Porquê?

2) O IRPC vai incidir sobre que rendimentos?

3)Se a empresa Barcelinhos está perante uma situação de dupla tributação, qual é o
princípio que está subjacente a esta situação?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 12
Casos práticos - Incidência e extensão da
obrigação do imposto - Resolução
1) Sim, porque tem sede em Cabo Verde.

2) O IRPC vai incidir sobre a totalidade dos rendimentos obtidos pela Barcelinhos.

3) O Princípio da universalidade.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 13
Casos práticos - Incidência e extensão da
obrigação do imposto
A empresa Cool Colors, Ltd., com sede em Inglaterra, aluga equipamentos de impressão a
cores a diversas empresas Cabo-verdianas.

1) A Cool Colors, Ltd. é sujeito passivo de IRPC? Porquê?

2) O IRPC vai incidir sobre que rendimentos?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 14
Casos práticos - Incidência e extensão da
obrigação do imposto - Resolução
1) Sim, porque tem rendimentos obtidos em Cabo Verde.

2) O IRPC vai incidir sobre os rendimentos obtidos em Cabo Verde (aluguer de


equipamentos).

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 15
Casos práticos - Incidência e extensão da
obrigação do imposto
A empresa DDT Bank, com sede na Holanda, efetua empréstimos a empresas do grupo
em diversos países e recebe juros, nomeadamente da empresa de distribuição do grupo
em Cabo Verde

1) A DDT Bank, é sujeito passivo de IRPC? Porquê?

2) O IRPC vai incidir sobre que rendimentos?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 16
Casos práticos - Incidência e extensão da
obrigação do imposto - Resolução
1) Sim, porque tem rendimentos obtidos em Cabo Verde.

2) O IRPC vai incidir sobre os rendimentos obtidos em Cabo Verde (juros).

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 17
Estabelecimento estável

Estabelecimento estável” significa uma instalação fixa, através da qual a empresa exerça
toda ou parte da sua atividade comercial, industrial, agrícola ou piscatória incluindo a
prestação de serviços.

Exemplos :

• Um local de direção
• Uma sucursal
• Um escritório
• Uma fábrica
• Uma oficina
• Uma mina, um poço de petróleo ou gás, uma pedreira ou qualquer local de
extração de recursos minerais
• Estaleiro de construção, instalação ou montagem cuja duração da obra exceda o
período de 183 dias

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 18
Estabelecimento estável
A noção de EE compreende também as seguintes realidades:

• Atividades de coordenação, supervisão e fiscalização relacionados com estaleiros de


construção, montagem ou instalação, plataformas e instalações para prospeção de
recursos naturais , quando a sua duração exceder 183 dias;

• Serviços de consultoria efetuados por entidades não residentes através de


empregados ou de outras pessoas por período superior a 183 dias em qualquer
período de 12 meses.

• Pessoas que não sejam agente independentes que atuam em território nacional por
conta de uma empresa e que tenham e habitualmente exerçam poderes de conclusão
de contratos que vinculem a empresa no âmbito das atividades desta.

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PwC 19
Estabelecimento estável – Caso prático

Q: Quais das seguintes situações traduzem-se na constituição de um estabelecimento


estável?

EE Não é EE
A empresa alemã Wind Farm tem um parque eólico na ilha
do Sal . O parque é gerido a partir da Alemanha e os
serviços de engenharia e manutenção são prestados por
uma empresa nacional.
10 empresas espanholas com armazém junto ao Porto da
Praia.
A Bolota, Lda. é distribuidora de presunto ibérico
adquirido a produtores espanhóis.
A BOB Constructions, residente nos EUA vai ter em Cabo
Verde um estaleiro de construção durante 10 meses, numa
obra a decorrer em São Vicente.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 20
Estabelecimento estável – Caso prático

R: Quais das seguintes situações traduzem-se na constituição de um estabelecimento


estável?

EE Não é EE
A empresa alemã Wind Farm tem um parque eólico na ilha
do Sal . O parque é gerido a partir da Alemanha e os
X
serviços de engenharia e manutenção são prestados por
uma empresa nacional.
10 empresas espanholas com armazém junto ao Porto da X
Praia.
A Bolota, Lda. é distribuidora de presunto ibérico
X
adquirido a produtores espanhóis.
A BOB Constructions, residente nos EUA vai ter em Cabo
Verde um estaleiro de construção durante 10 meses, numa X
obra a decorrer em São Vicente.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 21
Métodos de Tributação

Regime contabilizada organizada


• Método declarativo
• Apuramento do lucro fiscal com base no resultado contabilístico (SNCRF)
• Ajustamentos fiscais
• Aplica-se obrigatoriamente a EE e sociedades de profissionais sujeitas ao regime de
transparência fiscal
• Taxa 25%

Regime simplificado para micro e pequenas empresas


• Volume negócios - até 5mil contos ( micro empresa) ; > 5mil contos e < 10 mil contos
( pequena empresa)
• Tributo Especial unificado de 4% ( valor bruto de vendas)

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 22
Apuramento do resultado fiscal

• Deverá respeitar o principio da especialização de exercícios


• Tem por base a conta de resultados líquidos, elaborada de acordo com
as normas contabilísticas (IFRS), resultando da diferença entre todos
Resultado os proveitos ou ganhos e custos ou perdas imputáveis ao exercício
contabilístico

• O resultado do exercício deverá ser ajustado deduzindo proveitos não


tributáveis e acrescendo custos não aceites para efeitos fiscais
Correções
fiscais

• Resulta da diferença entre os valores do património no líquido no fim e


no início do período de tributação, corrigido pelos ajustamentos fiscais
previstos no Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas
Resultado Colectivas (CIRPC)
fiscal

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 23
Apuramento do resultado fiscal

Resultado líquido Exercício


+
Variações patrimoniais positivas não
refletidas no resultado
-
Variações patrimoniais negativas não
refletidas no resultado Ex: Gastos não
-/+ dedutíveis;
Correções Fiscais Preços de
=
Transferência
Lucro Tributável
-
Prejuízos Fiscais
-
Benefícios Fiscais
=
Matéria Coletável
X
Taxa
=
Coleta IRPC
Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015
PwC 24
Lucro Tributável

Rendimentos

Rédito Ganho

Gastos - os que resultam do decurso das atividades correntes da empresa (ex: custos de
vendas, salários, depreciações) e as perdas (ex: designadamente, resultantes de desastres
ou alienação de ativos não correntes).

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 25
Variações patrimoniais

Variações patrimoniais (positivas ou negativas) não


refletidas no resultado líquido do período

L.T. = R.L.P. ± Variações Patrimoniais não incluídas no R.L.P. ± CIRPC

Tudo o que afete o património da Empresa e não tenha afetado o R.L.P.

Variações Patrimoniais Positivas

= Todos os ganhos, com exceção dos mencionados no artigo 26.º do CIRPC

Variações Patrimoniais Negativas

= Gastos (nas mesmas condições do artigo 26.º), com exceção dos


mencionados no artigo 32.º do CIRPC

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 26
Variações patrimoniais

Enquadramento fiscal

Artigo 26.º do CIRPC - Variações patrimoniais positivas

Concorrem ainda para a formação do lucro tributável as variações patrimoniais positivas


não refletidas no resultado líquido do período de tributação, exceto:
a) As entradas de capital, incluindo os prémios de emissão de ações, as coberturas de
prejuízos, a qualquer título, feitas pelos titulares do capital, bem como outras
variações patrimoniais positivas que decorram de operações sobre instrumentos de
capital próprio da entidade emitente, incluindo as que resultem da atribuição de
instrumentos financeiros derivados que devam ser reconhecidos como
instrumentos de capital próprio;

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 27
Variações patrimoniais

Enquadramento fiscal

Artigo 26.º do CIRPC - Variações patrimoniais positivas

Concorrem ainda para a formação do lucro tributável as variações patrimoniais positivas


não refletidas no resultado líquido do período de tributação, exceto (cont.):
b) As mais-valias potenciais ou latentes, ainda que expressas na contabilidade,
incluindo as reservas de revalorização legalmente autorizadas;
c) As contribuições, incluindo a participação nas perdas do associado ao associante,
no âmbito da associação em participação e da associação à quota;
d) As relativas a impostos sobre o rendimento.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 28
Variações patrimoniais

Enquadramento fiscal

Artigo 32.º do CIRPC - Variações patrimoniais negativas

Nas mesmas condições referidas para os gastos, concorrem ainda para a formação do
lucro tributável as variações patrimoniais negativas não refletidas no resultado líquido do
período de tributação, exceto:
a) As que consistam em liberalidades ou não estejam relacionadas com a atividade
do contribuinte sujeita a IRPC;
b) As menos-valias potenciais ou latentes, ainda que expressas na contabilidade;
c) As saídas, em dinheiro ou em espécie, em favor dos titulares do capital, a título de
remuneração ou de redução do mesmo, ou de partilha do património, bem como
outras variações patrimoniais negativas que decorram de operações sobre
instrumentos de capital próprio da entidade emitente;

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 29
Variações patrimoniais

Enquadramento fiscal

Artigo 32.º do CIRPC - Variações patrimoniais negativas

Nas mesmas condições referidas para os gastos, concorrem ainda para a formação do
lucro tributável as variações patrimoniais negativas não refletidas no resultado líquido do
período de tributação, exceto (cont.):
d) As prestações do associante ao associado, no âmbito da associação em participação;
e) As relativas a impostos sobre o rendimento.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 30
Variações patrimoniais

Situação prática

Por erro, a empresa ABC não reconheceu no ano 2015 proveitos no montante de
100.000U.m. Esta situação foi detetada, posteriormente, pela equipa de auditoria da
empresa ABC que qualificou este acontecimento como um erro material às contas do ano
2015 com base na aplicação da NCRF 4 - Politicas contabilísticas, Alterações nas
Estimativas Contabilísticas e Erros.

Dado que este erro foi detetado em data posterior ao encerramento do exercício fiscal de
2015, a empresa ABC reconheceu contabilisticamente este montante em 2016 através de
um ajustamento em capitais próprios (variação patrimonial positiva). Este
acontecimento foi divulgado nas notas às contas da empresa relativas ao exercício 2016.

Q1: A variação patrimonial positiva concorre para a formação do lucro tributável?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 31
Variações patrimoniais

Situação prática – Resolução

R1: Sim, a variação patrimonial positiva concorre para a formação do lucro tributável
dado não se encontrar em nenhuma das exceções estabelecidas no artigo 26.º do CIRPC;

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 32
Imputação de lucro/prejuízo fiscal de sociedades
profissionais

Enquadramento fiscal

Artigo 9.º do CIRPC - Transparência fiscal

N.º 1 - Os lucros ou prejuízos do exercício, apurados nos termos deste Código, das
sociedades de profissionais, com sede ou direção efetiva em território nacional, são
também imputáveis diretamente aos respetivos membros, integrando-se no seu
rendimento tributável nos termos da legislação a que for aplicável.

N.º 3 – Para efeitos do número 1, considera-se sociedades de profissionais, a constituída


para o exercício de uma atividade profissional desde que esteja integrada em ordem ou
câmara de profissionais, em que todos os sócios sejam profissionais desta atividade.

N.º 4 – As sociedades de profissionais a que seja aplicável o regime da transparência


fiscal não são tributadas em IRPC, salvo quanto às tributações autónomas.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 33
Imputação de lucro/prejuízo fiscal de sociedades
profissionais

Situação prática 1

Q: As sociedades que se seguem podem estar abrangidas pelo regime


de transparência fiscal?

Sim Não
Sociedade de advogados
Clínica Boa Saúde (6 sócios: 5 médicos e um gestor)
Fábrica de vidros em Tira-Chapéu

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 34
Imputação de lucro/prejuízo fiscal de sociedades
profissionais

Situação prática 1

R: As sociedades que se seguem podem estar abrangidas pelo regime


de transparência fiscal?

Sim Não
Sociedade de advogados X
Clínica Boa Saúde (6 sócios: 5 médicos e um gestor) X
Fábrica de vidros em Tira-Chapéu X

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 35
Imputação de lucro/prejuízo fiscal de sociedades
profissionais

Situação prática 2

A empresa ABC participa numa sociedade profissional em 80%.

Q: Tendo em consideração que o lucro tributável da sociedade profissional ABC em 2015


é de 100.000 u.m., e que a tributação autónoma devida pelo sociedade profissional é de
10.000 u.m., quais os ajustamentos fiscais a considerar pela empresa ABC?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 36
Imputação de lucro/prejuízo fiscal de sociedades
profissionais

Situação prática 2 – Resolução

R: Acrescemos 80.000 u.m. (100.000*80%) ao lucro tributável da empresa ABC.

TA é paga pela própria sociedade profissional aquando da entrega da respetiva


declaração fiscal.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 37
Correções relativas a períodos anteriores

Enquadramento fiscal

Artigo 23.º do CIRPC - Periodização do lucro tributável

N.º 2 — As componentes positivas ou negativas consideradas como respeitando a


períodos anteriores só são imputáveis ao período de tributação quando na data de
encerramento das contas daquele a que deviam ser imputadas eram imprevisíveis ou
manifestamente desconhecidas.

Mantém-se o princípio de periodização económica – obedece a um princípio económico e


não financeiro.

Exceção:

 Exercícios anteriores – imprevisíveis ou manifestamente desconhecidos,

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 38
Correções relativas a períodos anteriores

Situação prática

No âmbito de um contrato celebrado entre a empresa ABC e a empresa XYZ ficou


estabelecido a prestação de serviços por esta última empresa à primeira. O contrato
entrou em vigor no ano 2014, tendo sido prestados serviços nesse exercício.

No entanto, a empresa XYZ não procedeu à emissão da fatura relativa aos serviços
prestados no ano 2014, não tendo inclusive reconhecido o respetivo acréscimo de
proveitos nas suas Demonstrações Financeiras, o mesmo acontecendo por parte da
empresa ABC que também não reconheceu o respetivo acréscimo de gastos no ano 2014.
Deste modo, a empresa XYZ tenciona emitir no ano 2015 uma fatura à empresa ABC
respeitante aos serviços prestado no exercício fiscal de 2014.

Q: Quais as implicações fiscais decorrentes da emissão desta fatura em 2015?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 39
Correções relativas a períodos anteriores

Situação prática – Resolução

R: Ao nível da empresa ABC, o recebimento da fatura no ano 2015 dará lugar ao registo
contabilístico de um gasto de exercícios anteriores. Dado que no caso em análise, os
gastos não parecem assumir um carácter imprevisível ou manifestamente desconhecido,
os mesmos não deverão ser aceites para efeitos fiscais em 2015.

Na esfera da empresa XYZ, a emissão da fatura irá originar o reconhecimento de um


rendimento no ano 2015, ainda que diga respeito ao exercício fiscal 2014. Assim, e uma
vez que este rendimento não foi tributado no exercício de 2014, deverá então ser
tributado no exercício fiscal de 2015.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 40
Vendas e prestações de serviços com pagamento
diferido

Enquadramento fiscal

Artigo 23.º do CIRPC - Periodização do lucro tributável

N.º 8 - Os rendimentos relativos a vendas e prestações de serviços são imputáveis ao


período de tributação a que respeitam pela quantia nominal da contraprestação.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 41
Vendas e prestações de serviços com pagamento
diferido

Situação prática

Em 30 de junho de 2015, uma sociedade vendeu um bem dos seus inventários por
10.000 u.m., permitindo ao adquirente que efetue o pagamento no prazo de 18 meses.
Admitindo que o justo valor da retribuição a receber é de 9.400 u.m., a sociedade
reconheceu em 2015, como rédito de vendas, 9.400UM e como rédito de juros, por
exemplo, 200 u.m..
Em 2016, reconhecerá como rédito de juros a quantia restante de 400 u.m..

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 42
Vendas e prestações de serviços com pagamento
diferido

Situação prática – Resolução

Em 2015

Acréscimo de 600( 10.000- 9.400) para corrigir a diferença entre o justo valor e a
quantia nominal a receber

Dedução de 200 ( rédito de juros reconhecido na conta da classe 7- Rendimentos)

Em 2016

Dedução de 400 ( rédito de juros reconhecido na conta da classe 7- Rendimentos)

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 43
Anulação dos efeitos da equivalência patrimonial

Enquadramento fiscal

Artigo 23.º do CIRPC - Periodização do lucro tributável

N.º 7 - Os rendimentos e gastos, assim como quaisquer outras variações patrimoniais,


relevados na contabilidade em consequência da utilização do método da equivalência
patrimonial não concorrem para a determinação do lucro tributável, devendo os
rendimentos provenientes dos lucros distribuídos ser imputados ao período de tributação
em que se adquire o direito aos mesmos.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 44
Anulação dos efeitos da equivalência patrimonial

Situação prática

A ABC detém uma participação no capital da XYZ correspondente a 20%. Em 31 de


Dezembro de 2015, o resultado líquido do período apurado pela XYZ, Lda. foi de 5.000
u.m..
• Em Março de 2016, foi decidida a distribuição dos lucros aos sócios, no montante de
4.000 u.m.
• Ambas as sociedades cumprem os requisitos exigidos pelo n.º 1 do art.º 58.º do
CIRPC.

Q: Quais as correções a efetuar em 2015 e 2016?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 45
Anulação dos efeitos da equivalência patrimonial

Situação prática – Resolução

Em 2015
Acrescer a quota-parte do resultado líquido do período apurado por XYZ e reconhecido
contabilisticamente como rendimento: 1.000 u.m. (20% x 5.000 u.m.).

Em 2016
Deduzir a quota-parte do resultado distribuído, relativo ao período de tributação de
2015: 800 u.m. (20% x 4.000 u.m.).
Deduzir 800 u.m. referente à eliminação da dupla tributação económica prevista no
art.º 58.º.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 46
Ajustamentos decorrentes da aplicação do justo
valor

Enquadramento fiscal

Artigo 23.º do CIRPC - Periodização do lucro tributável

N.º 6 - Os ajustamentos decorrentes da aplicação do justo valor não concorrem para a


formação do lucro tributável, sendo imputados como rendimentos ou gastos no período
de tributação em que os elementos ou direitos que lhes deram origem sejam alienados,
exercidos, extintos ou liquidados, exceto quando:
a) Respeitem a instrumentos financeiros reconhecidos pelo justo valor através de
resultados, desde que, tratando-se de instrumentos do capital próprio, tenham um
preço formado num mercado regulamentado.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 47
Ajustamentos decorrentes da aplicação do justo
valor

Enquadramento fiscal

Instrumentos de Capital Próprio se:


- preço formado num mercado regulamentado;
Relevância fiscal do JV
(exceção à regra) Instrumentos Financeiros Derivados;
Ativos Biológicos Consumíveis (que não
sejam explorações silvícolas plurianuais)

(Entre outros)
Propriedades de Investimento;
Irrelevância fiscal do JV
(regra) Instrumentos Financeiros de CP
mensurados a JV por Capital Próprio

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 48
Ajustamentos decorrentes da aplicação do justo
valor

Enquadramento fiscal

Artigo 54.º do CIRPC - Conceito de mais-valias e de menos-valias

N.º 1 — Consideram-se mais-valias ou menos-valias realizadas os ganhos obtidos ou as


perdas sofridas mediante transmissão onerosa, qualquer que seja o título por que se
opere e, bem assim, os decorrentes de sinistros ou os resultantes da afetação permanente
a fins alheios à atividade exercida, respeitantes a:
b) Instrumentos financeiros, com exceção dos reconhecidos pelo justo valor nos
termos do n.º 6 do artigo 23.º

Partes de capital cujas Excluídas da disciplina MV e mv fiscais


variações de JV são Alienação (correcção monetária, regras do
reconhecidas fiscalmente reinvestimento)

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PwC 49
Ajustamentos decorrentes da aplicação do justo
valor

Situação prática 1
Propriedades de investimento
A empresa AYC adquiriu um edifício em Janeiro de 2014 por 1.500.000 u.m., classificado
como propriedade de investimento e reconhecido nas Demonstrações Financeiras ao
justo valor através de resultados.
Em Dezembro de 2015, o imóvel foi avaliado por uma entidade independente em
1.300.000 u.m.. Assim, foi reconhecido em gastos do exercício uma perda de 200.000
u.m..

Q: Qual o impacto fiscal da variação do justo valor do imóvel?

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PwC 50
Ajustamentos decorrentes da aplicação do justo
valor

Situação prática 1 – Resolução


Propriedades de investimento
R: A variação negativa do justo valor do imóvel não releva para efeitos fiscais.

Acresce ao resultado
Gasto = 200.000 Não Dedutível
contabilístico

A acrescer

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PwC 51
Gastos com a transmissão de partes de capital

Enquadramento fiscal

Artigo 29.º do CIRPC - Gastos não dedutíveis

N.º 2 — Não são dedutíveis como gastos do período de tributação os suportados com a
transmissão onerosa de partes de capital, qualquer que seja o título por que se opere,
quando detidas pelo alienante por período inferior a 3 anos e desde que:
a) As partes de capital tenham sido adquiridas a entidades com as quais existam
relações especiais, nos termos do artigo 66.º;
b) As partes de capital tenham sido adquiridas a entidades residentes em território
nacional sujeitas a um regime de tributação privilegiada tal como definido no
Código Geral Tributário.

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PwC 52
Gastos com a transmissão de partes de capital

Enquadramento fiscal

Artigo 29.º do CIRPC - Gastos não dedutíveis

N.º 3 — Não são também dedutíveis como gastos do período de tributação os suportados
com a transmissão onerosa de partes de capital, qualquer que seja o título por que se
opere, sempre que a entidade alienante tenha resultado de transformação, incluindo a
modificação do objeto social, de sociedade à qual fosse aplicável regime fiscal diverso
relativamente a estes gastos e tenham decorrido menos de 3 anos entre a data da
verificação desse facto e a data da transmissão.

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PwC 53
Gastos com a transmissão de partes de capital

Situação prática

Em Janeiro de 2015, a empresa ABC alienou 10% da sua participação social na empresa
XPT cuja a totalidade do seu capital ( ABC detém 100% do capital da XTP) foi adquirida
em Dezembro de 2014, tendo sido realizada uma menos-valia com essa venda.

Qual é tratamento fiscal à luz do CIRPC?

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PwC 54
Gastos com a transmissão de partes de capital

Situação prática – Resolução


A menos –valia é um encargo não dedutível na medida em que XPT estão em situação de
relação especial e o período de detenção é inferior a 3 anos

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PwC 55
Gastos com a transmissão de partes de capital

Enquadramento fiscal - Mais e menos-valias realizadas por


SGPS com a transmissão de partes de capital (art. 27.º CBF)

• Regra geral:

 Mais e menos-valias fiscais não concorrem para o LT (após período de detenção


de 1 ano);
 Encargos financeiros com aquisição de partes de capital não são aceites
fiscalmente.

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PwC 56
Depreciações e amortizações, perdas por
imparidade e desvalorizações excecionais

Regime das amortizações e reintegrações

• Podem ser objecto de reintegrações e amortização os elementos do activo não corrente


(imobilizado corpóreo e não corpóreo ) sujeitos a deperecimento

• Amortizações aceites para efeitos fiscais quando contabilizadas como custos ou perdas do
exercício

• O regime e as taxas a aplicar decorrem da Portaria n.3/84 de 28 janeiro (até esta data em
vigor)

• Os bens de reduzido valor (20.000 u.m.) podem ser amortizados no próprio exercício

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PwC 57
Depreciações e amortizações, perdas por
imparidade e desvalorizações excecionais

Métodos de Amortização:

 Quotas constantes
 Duodécimos

 Quotas degressivas

 Outros (após reconhecimento prévio da DGCI)

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PwC 58
Depreciações e amortizações, perdas por
imparidade e desvalorizações excecionais

Enquadramento fiscal – Amortizações dedutíveis

Artigo 43.º do CIRPC

N.º 1 — São aceites como gastos, as depreciações e amortizações de elementos do ativo


sujeitos a deperecimento, considerando-se como tal os ativos fixos tangíveis, ativos
intangíveis e as propriedades de investimento que sejam susceptíveis de perder valor
como resultado de desgaste de uso comum, da exploração, da passagem do tempo ou da
obsolescência.

N.º 5 — As taxas de depreciação e amortização para efeitos de IRPC constam de tabela


definida por portaria do membro do Governo responsável pela área das finanças.

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PwC 59
Depreciações e amortizações, perdas por
imparidade e desvalorizações excecionais

Enquadramento fiscal – Amortizações dedutíveis

Artigo 46.º do CIRPC

N.º 1 — O calculo das depreciações e amortizações do período de tributação faz-se, em


regra, pelo metódo das quotas constantes.

N.º 3 — Podem utilizar-se outros metódos (…) quando a natureza do deperecimento ou


actividade da empresa justifique, após reconhecimento prévio do Administraçao Fical.

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PwC 60
Depreciações e amortizações, perdas por
imparidade e desvalorizações excecionais

Enquadramento fiscal – Amortizações dedutíveis


Artigo 47.º do CIRPC
N.º 1 — Período máximo de vida útil- O que se deduz de metade das taxas previstas na
Portaria (quotas mínimas)

Período mínimo – É correspondente à aplicação das taxas da Portaria

Artigo 49.º do CIRPC


N.º 2 — Relativamente aos elementos para os quais não se encontrarem fixadas taxas de
depreciação ou amortização, são aceites as taxas que pela Administração Fiscal sejam
consideradas razoáveis, tendo em conta, o período de vida útil esperado.

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PwC 61
Depreciações e amortizações, perdas por
imparidade e desvalorizações excecionais

Enquadramento fiscal – Amortizações dedutíveis


Artigo 51.º do CIRPC - Gastos não dedutíveis para efeitos fiscais
N.º 1 — Não são aceites como gastos:

a) As depreciações e amortizações de elementos do ativo não sujeitos a deperecimento;


b) As depreciações de imóveis na parte correspondente ao valor dos terrenos ou na não
sujeita a deperecimento;
c) As depreciações e amortizações que excedam os limites estabelecidos nos artigos
anteriores;
d) As depreciações e amortizações praticadas para além do período máximo de vida útil,
ressalvando-se os casos especiais devidamente justificados e aceites pela Direcção-Geral
dos Impostos;
e) Depreciações de viaturas ligeiras de passageiros e/ou mistas na parte correspondente ao
valor de aquisição excedente a 4.000.000$( quatro milhões de escudos) … desde que tais
bens não estejam afetos a empresas exploradoras de serviço público de transporte ou não
se destinem a ser alugados no exercício da atividade normal da empresa sua proprietária.

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PwC 62
Depreciações e amortizações, perdas por
imparidade e desvalorizações excecionais

Enquadramento fiscal – Desvalorizações excecionais

Artigo 52.º do CIRPC - Desvalorizações excecionais

N.º 1 — Podem ser aceites como perdas por imparidade as desvalorizações excecionais
referidas n.º 1 do artigo 47.º provenientes de causas anormais devidamente
comprovadas, designadamente, desastres, fenómenos naturais, inovações técnicas
excecionalmente rápidas ou alterações significativas, com efeito adverso, no contexto
legal.

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PwC 63
Depreciações e amortizações, perdas por
imparidade e desvalorizações excecionais

Enquadramento fiscal – Desvalorizações excecionais

Artigo 52.º do CIRPC - Desvalorizações excecionais (cont.)


N.º 2 — Quando os factos que determinaram as desvalorizações excecionais dos ativos e o
abate físico, o desmantelamento, o abandono ou a inutilização ocorram no mesmo período de
tributação, o valor líquido fiscal dos ativos, corrigido de eventuais valores recuperáveis pode ser
aceite como gasto do período, desde que:

a) Seja comprovado o abate físico, desmantelamento, abandono ou inutilização dos bens,


através do respetivo auto, assinado por duas testemunhas, e identificados e comprovados
os factos que originaram as desvalorizações excecionais;
b) O auto seja acompanhado de relação discriminativa dos elementos em causa, contendo,
relativamente a cada ativo, a descrição, o ano e o custo de aquisição, bem como o valor
líquido contabilístico e o valor líquido fiscal;
c) Seja comunicado à repartição de finanças da área do local (…), com a antecedência
mínima de 15 dias, o local, a data e a hora do abate físico, o desmantelamento, o
abandono ou a inutilização e o total do valor líquido fiscal dos mesmos.
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PwC 64
Depreciações e amortizações, perdas por
imparidade e desvalorizações excecionais

Enquadramento fiscal – Desvalorizações excecionais

Artigo 52.º do CIRPC - Desvalorizações excecionais (cont.)


N.º 4 — O disposto nas alíneas a) a c) do número anterior deve igualmente observar-se
nas situações previstas no n.º 2, no período de tributação em que venha a efetuar-se o
abate físico, o desmantelamento, o abandono ou a inutilização dos ativos.

N.º 5 – A aceitação referida no n.º 4 é da competência da repartição de finanças da área


da sede , direção efetiva ou estabelecimento estável do sujeito passivo.

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PwC 65
Depreciações e amortizações, perdas por
imparidade e desvalorizações excecionais

Enquadramento fiscal – Desvalorizações excecionais


Gasto dedutível desde que:
- Seja comprovado o abate – auto testemunhado e identificado e
comprovados os factos;
Factos que
Sim - O auto seja acompanhado de relação discriminativa dos bens;
determinaram a - Seja comunicado ao serviço de finanças com antecedência mínima de
desvalorização 15 dias.
excecional
ocorrem no Gasto dedutível desde que:
mesmo período de - Se obtida aceitação da RF – exposição devidamente fundamentada
tributação em que • Decisão do órgão competente de gestão que confirme os factos;
ocorre o abate • Destino a dar aos bens;
físico, o • Até ao fim do 1º mês do período de tributação seguinte ao da
Não ocorrência dos factos;
desmantelamento,
- Seja comprovado o abate – auto testemunhado;
o abandono ou a - Seja comunicado ao serviço de finanças com antecedência mínima de
inutilização? 15 dias.

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PwC 66
Depreciações e amortizações, perdas por
imparidade e desvalorizações excecionais

Situação prática 1
Em Janeiro de 2015, a empresa ABC substituiu um equipamento de produção que estava
em utilização há 5 anos, por outro mais moderno e eficiente. Em resultado da aquisição
do novo equipamento, o anterior passará a ter uma utilização residual, sendo necessário
avaliar se há lugar ao registo de imparidade com base nos seguintes dados:

• Valor contabilístico em Janeiro 2015: 60.000 u.m. (antes da depreciação no exercício)


• Justo valor em Janeiro 2015: 50.000 u.m.
• Custos de vender: 5.000 u.m.
• Vida útil remanescente: 5 anos

Q1: Quais as implicações fiscais em 2015?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 67
Depreciações e amortizações, perdas por
imparidade e desvalorizações excecionais

Situação prática 1 – Resolução

Perda por imparidade: 15.000 u.m. (60.000 u.m. - 45.000 u.m.)

Depreciação do ano: = 45.000 u.m. = 9.000 u.m.


5

A perda por imparidade de 15.000 u.m. não é aceite para efeitos fiscais

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PwC 68
Depreciações e amortizações, perdas por
imparidade e desvalorizações excecionais

Situação prática 2

A empresa ABC adquiriu uma viatura ligeira de passageiros, em Janeiro de 2015, no valor
de 5.000.000 u.m., determinando uma vida útil de 4 anos.

Q: Qual o tratamento fiscal aplicável à depreciação da viatura em 2015?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 69
Depreciações e amortizações, perdas por
imparidade e desvalorizações excecionais

Situação prática 2 – Resolução

Resolução

R: Depreciação contabilística N: 1.250.000 u.m. ( 25%* 5.000.000 u.m.)


Tributação
• Custo de aquisição relevante para efeitos fiscais: 4.000.0000 u.m. Autónoma

• Depreciação aceite fiscalmente : 1.000.000 u.m. (25%* 4.000.000 u.m.)

Valor não aceite : 250.000 u.m. ( 1.250.000 u.m. - 1.000.000 u.m.)

(assumindo que a viatura não se destina a ser alugada no exercício da atividade normal
do sujeito passivo)

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 70
Depreciações e amortizações, perdas por
imparidade e desvalorizações excecionais

Situação prática 3

A empresa ABC tem um ativo fixo tangível que foi reavaliado ao abrigo de diploma de
carácter fiscal. O valor de aquisição original desse ativo foi de 500.000 u.m., sendo o
período de vida útil estimado de 50 anos (que corresponde ao período mínimo de vida
útil para efeitos fiscais), que ainda está a decorrer.

A amortização contabilística registada em 2015, sobre o valor reavaliado ao abrigo do


diploma fiscal, foi de 30.000 u.m..

Q: Qual a implicação fiscal em 2015?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 71
Depreciações e amortizações, perdas por
imparidade e desvalorizações excecionais

Situação prática 3 – Resolução

Implicação fiscal em 2015

R: Depreciação contabilística em 2015: 30.000 u.m.

Depreciação sobre o valor de aquisição original: 10.000 u.m. (500.000 u.m. / 50


anos)

Aumento da depreciação em resultado da reavaliação: 20.000 u.m.

Acrescer 20.000 u.m.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 72
Ajustamentos em inventários

Enquadramento Fiscal

Art. 40.º do CIRPC – Ajustamentos em inventários


N.º 1 - São dedutíveis no apuramento do lucro tributável os ajustamentos em inventários
reconhecidos no período de tributação até ao limite da diferença entre o custo de
aquisição ou de produção dos inventários e o respetivo valor realizável líquido referido à
data do balanço, quando este for inferior àquele.

[VRL = preço de venda estimado no decurso normal da atividade do sujeito passivo -


custos necessários de acabamento e venda]

N.º 3 - A reversão, parcial ou total, dos ajustamentos previstos no n.º 1 concorre para a
formação do lucro tributável.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 73
Ajustamentos em inventários

Enquadramento Fiscal

Art. 37.º do CIRPC – Inventários


N.º 3 - Consideram-se preços de venda os constantes de elementos oficiais ou os últimos
que em condições normais tenham sido praticados pelo sujeito passivo ou ainda os que,
no termo do período de tributação, forem correntes no mercado, desde que sejam
considerados idóneos ou de controlo inequívoco.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 74
Ajustamentos em inventários

Enquadramento Fiscal

Determinação do VRL

• Requer suporte documental;

• Comprovação difícil dada a falta de objetividade da noção de preço de venda tal como
definido no artigo 37.º, n.º 3, do CIRPC:
 Constante de elementos oficiais;
 Últimos praticados pelo sujeito passivo em condições normais de mercado;
 Correntes no mercado, à data do termo do período de tributação;

… desde que considerados idóneos ou de controlo inequívoco.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 75
Ajustamentos em inventários

Situação prática 1

Prazo de validade
A empresa ABC procedeu à verificação dos iogurtes que detinha no seu armazém e
detetou que cerca de 30% dos seus iogurtes tinham validade de apenas uma semana.
Sabendo que, à partida, não conseguia escoar toda a produção até final do ano e que os
iogurtes com pouca validade acabariam por não se vender, a empresa registou na
contabilidade um ajustamento relativo aos iogurtes com prazo de validade reduzido, no
valor de 65.000 u.m..

Q: Este ajustamento em inventários é aceite para efeitos fiscais?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 76
Ajustamentos em inventários

Situação prática 1

Prazo de validade
R: Sim. A constituição / reforço do ajustamento em inventários por força do prazo de
validade dos produtos tem sido um critério aceite por parte da AT.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 77
Ajustamentos em inventários

Sugestões

• Apesar de não ser um procedimento obrigatório, recomendamos a comunicação do


abate/destruição dos inventários à AF e a elaboração do respetivo auto de abate para
elidir a presunção de IVA.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 78
Perdas por imparidade em crédito

Enquadramento Fiscal

Art. 39.º do CIRPC – Perdas por imparidade fiscalmente dedutíveis


N.º 1 - Podem ser deduzidas para efeitos fiscais as seguintes perdas por imparidade :

b) As relacionadas com créditos resultantes da atividade normal que, no fim do período


de tributação, possam ser considerados de cobrança duvidosa e sejam evidenciados como
tal na contabilidade;

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 79
Perdas por imparidade em crédito

Enquadramento Fiscal

Art. 41.º do CIRPC – Perdas por imparidade em créditos


N.º 1 - Para efeitos da determinação das perdas por imparidade previstas na alínea b) do
n.º 1 do artigo anterior, consideram-se créditos de cobrança duvidosa aqueles em que o
risco de incobrabilidade esteja devidamente justificado, o que se verifica nos seguintes
casos:

a) O devedor tenha pendente processo de execução ou falência  dedutível a 100%


b) Os créditos tenham sido reclamados judicialmente  dedutível a 100%
c) Os créditos estejam em mora há mais de 6 meses desde a data do respetivo
vencimento e existam provas objetivas de imparidade e de terem sido efetuadas
diligências para o seu recebimento  dedutível em função da mora

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 80
Perdas por imparidade em crédito

Enquadramento Fiscal

Art. 41.º do CIRPC – Perdas por imparidade em créditos


N.º 2 - O montante anual acumulado da perda por imparidade de créditos referidos na
alínea c) do número anterior não pode ser superior às seguintes percentagens dos
créditos em mora:

a) 25% para créditos em mora há mais de 6 meses e até 12 meses;


b) 50% para créditos em mora há mais de 12 meses e até 18 meses;
c) 75% para créditos em mora há mais de 18 meses e até 24 meses;
d) 100% para créditos em mora há mais de 24 meses.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 81
Perdas por imparidade em crédito

Enquadramento Fiscal

Art. 41.º do CIRPC – Perdas por imparidade em créditos


N.º 3 - Não são considerados de cobrança duvidosa:

a) Os créditos sobre o Estado, autarquias locais ou aqueles em que estas entidades


tenham prestado aval;
b) Os créditos cobertos por seguro, com exceção da importância correspondente à
percentagem de descoberto obrigatório, ou por qualquer espécie de garantia real;
c) Os créditos sobre pessoas singulares ou coletivas que detenham mais de 10 % do
capital da empresa ou sobre membros dos seus órgãos sociais, salvo nos casos previstos
nas alíneas a) e b) do n.º 1;
d) Os créditos sobre empresas participadas em mais de 10 % do capital, salvo nos casos
previstos nas alíneas a) e b) do n.º 1.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 82
Perdas por imparidade em crédito

Enquadramento Fiscal

Princípio da periodização económica


A perda por imparidade deverá ser constituída no período em que:

• O risco de incobrabilidade se mostre justificado;


• O processo der entrada em tribunal;
• Os créditos se tornem incobráveis (obter certidão do tribunal).

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 83
Perdas por imparidade em crédito

Situação prática 1

Especialização dos exercícios


A ABC, ao analisar o detalhe da conta de clientes no final do ano, verificou que havia
créditos pendentes de 2010 sobre os quais ainda não tinham sido registadas perdas por
imparidade, nem efetuadas tentativas de cobrança. Contudo, por ordem da gestão,
procedeu-se ao registo de uma perda por imparidade relativa aos créditos de 2010, pela
sua totalidade, no valor de 40.000 u.m.

Q: Esta perda por imparidade em créditos é aceite para efeitos fiscais?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 84
Perdas por imparidade em crédito

Situação prática – Resolução

Especialização dos exercícios


R: Não, por duas razões:

1) Os gastos com a constituição da perda por imparidade em créditos devem ser


imputados no exercício em que o risco de incobrabilidade se considera devidamente
justificado;

2) Para o gasto ser aceite, deverá haver evidência das tentativas de cobrança efetuadas.

Gasto não aceite

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PwC 85
Perdas por imparidade em crédito

Situação prática 2
A Sociedade X, Lda. reconheceu, no período de tributação de 2015, perdas por
imparidade relativamente a dívidas a receber, no montante de 180.000 u.m..

A perda por imparidade de dívidas a receber representa o valor (total) dos seguintes
créditos, relativamente aos quais existem provas objetivas de imparidade e de terem sido
efetuadas diligências para o seu recebimento:

Sobre clientes evidenciados como de cobrança duvidosa:


• Manuel Joaquim, Lda. (1), em mora há 25 meses – 60.000 u.m.
• António Leal, Lda., em mora há 17 meses – 80.000 u.m.
(1)É participada em 15% pela Sociedade X, Lda.

Sobre outros devedores e credores:


• Vitor Arcanjo (2), em mora há 10 meses – 40.000 u.m.
(2) Ex-diretor administrativo / financeiro

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PwC 86
Perdas por imparidade em crédito

Situação prática 2 – Resolução


Crédito sobre Manuel Joaquim, Lda. – Por ser uma empresa participada em mais de
10%, a perda por imparidade não é considerada gasto para efeitos fiscais [art.º 41.º, n.º
3, alínea d)] - 60.000 u.m.

Crédito sobre António Leal, Lda. – Considera-se como gasto a quantia correspondente a
50% de 80.000 u.m., ou seja, 40.000 u.m. [art.º 41.º, n.º 2, alínea b)]

Crédito sobre Vitor Arcanjo – Por não resultar da atividade normal, a perda por
imparidade não é fiscalmente dedutível [art.º 39.º, n.º 1, alínea b), “a contrario”] –
40.000 u.m.

Correção Fiscal – A créscimo de 140.000 u.m. ( 60.000,00 + 40.000,00 +


40.000,00)

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 87
Perdas por imparidade em crédito

Sugestões

Créditos pendentes de processo de execução ou falência


Suporte documental deverá consistir numa listagem com indicação de:

 Devedor;
 Valor do crédito;
 Identificação do processo;
 Data do processo.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 88
Perdas por imparidade em crédito

Sugestões

Créditos reclamados judicialmente


Suporte documental deverá consistir numa listagem com indicação de:

 Devedor;
 Valor do crédito em contencioso;
 Identificação do tribunal;
 Número do processo;
 Data do processo.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 89
Perdas por imparidade em crédito

Sugestões

Créditos em mora há mais de 6 meses


Suporte documental deverá consistir numa listagem com indicação de:

 Devedor;
 Valor do crédito;
 Data de vencimento da fatura;
 Valor da perda por imparidade de acordo com os escalões da mora;
 Provas de diligências para o seu recebimento (ex: e-mail, fax, carta registada,
etc.).

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PwC 90
Perdas por imparidade em crédito

Sugestões

Créditos não considerados de cobrança duvidosa


Verificar se existem outras perdas por imparidade em créditos não aceites:

 Sobre o Estado, e autarquias locais ou aqueles em que estas entidades tenham


prestado aval;
 Cobertos por seguro / garantia real;
 Sobre detentores do capital (+ 10%) ou membros de órgãos sociais*;
 Sobre participadas (+ 10%)*.

* Exceto se crédito tiver sido reclamado judicialmente ou devedor tenha pendente processo de
execução ou falência.

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PwC 91
Provisões não dedutíveis

Enquadramento Fiscal

Art. 53.º do CIRPC – Provisões fiscalmente dedutíveis


N.º 1 - Podem ser deduzidas para efeitos fiscais as seguintes provisões:

a) As que se destinem a fazer face a obrigações e encargos derivados de processos


judiciais em curso por factos que determinariam a inclusão daqueles entre os gastos do
período de tributação;

b) As que as empresas seguradoras, instituições financeiras e sucursais em Cabo Verde de


instituições de crédito, seguradoras e outras instituições financeiras não residentes, se
encontrem obrigadas a constituir, por imposição de carácter geral e abstracto da entidade
de supervisão, incluindo as provisões técnicas legalmente estabelecidas;

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 92
Provisões não dedutíveis

Enquadramento Fiscal

Art. 53.º do CIRPC – Provisões fiscalmente dedutíveis


N.º 1 - Podem ser deduzidas para efeitos fiscais as seguintes provisões (cont.):

c) As que, constituídas pelas empresas pertencentes ao setor das indústrias extrativas ou


de tratamento e eliminação de resíduos, se destinem a fazer face aos encargos com a
reparação dos danos de carácter ambiental dos locais afetos à exploração, sempre que tal
seja obrigatório e após a cessação desta, nos termos da legislação aplicável.

N.º 2 - As provisões previstas no número anterior não devam subsistir por não se terem
verificado os eventos a que se reportam e as que forem utilizadas para fins diversos dos
expressamente previstos neste artigo consideram-se rendimentos do respetivo período de
tributação.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 93
Provisões não dedutíveis

Situação prática 1

Provisões para indemnizações


A ABC está a planear, para 2015, a fusão com uma empresa do Grupo. Uma das
consequências dessa fusão será o despedimento da maior parte dos colaboradores da
empresa fundida. Como tal, a empresa registou uma provisão para indemnizações por
cessação dos contratos de trabalho, no valor de 350.000 u.m..

Q: Esta provisão é aceite para efeitos fiscais?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 94
Provisões não dedutíveis

Situação prática 1 – Resolução

Provisões para indemnizações


R: Não, pois não se encontra prevista no art. 53º do CIRPC.

Gasto não aceite

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 95
Provisões não dedutíveis

Situação prática 2

Provisão para processos judiciais em curso


Durante o ano de 2015, um administrador da empresa ABC interpôs uma ação judicial,
na qual reclamava um pedido de indemnização no valor de 100.000 u.m., por ter sido
exonerado das funções de Vogal do Conselho de Administração, antes do fim do mandato
e sem justa causa. A probabilidade do tribunal dar razão ao ex-administrador é elevada,
pelo que a empresa registou uma provisão para processos judiciais em curso pelo mesmo
montante.

Q: Esta provisão é aceite para efeitos fiscais?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 96
Provisões não dedutíveis

Situação prática 2 – Resolução

Provisão para processos judiciais em curso


R: Sim, pois encontra-se prevista no art. 53-1-a), do CIRPC.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 97
Provisões não dedutíveis

Situação prática 3

Provisões para garantias a clientes


Foi adjudicado à empresa ABC a realização de uma obra, ao abrigo de um contrato de
empreitada a ser celebrado com o Estado de Cabo Verde.
Para efeitos de cumprimento do contrato e realização da obra, a empresa ABC teve de
constituir uma garantia a favor do Estado no valor de 1.000.000 u.m..

Q: Esta provisão é aceite para efeitos fiscais?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 98
Provisões não dedutíveis

Situação prática 3 – Resolução

Provisões para garantias a clientes


R: As provisões que se destinem a fazer face a encargos com garantias a clientes,
previstas em contratos de venda e de prestação de serviços não se encontram previstas no
artigo 53.º do CIRPC.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 99
Provisões não dedutíveis

Sugestões

Documentação de suporte relativa à constituição e anulação das


provisões fiscalmente dedutíveis, como por exemplo:
 Processo em tribunal e parecer dos advogados no caso das provisões para
processos judiciais em curso;

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 100
Realizações de utilidade social não dedutíveis

Enquadramento fiscal

Art. 35.º do CIRPC – Realizações de utilidade social


N.º 1 - São também dedutíveis os gastos do período de tributação, suportados com a
assistência médica, cirúrgica e hospitalar, e com a manutenção facultativa de creches,
lactários, jardins de infância, cantinas, bibliotecas e escolas, bem como outras realizações
de utilidade social, devidamente reconhecidas pela Administração Fiscal, feitas em
território nacional e em benefício do pessoal das empresas e seus dependentes.

N.º 2 - As realizações de utilidade social referidas no número anterior devem ter carácter
geral e não revestirem a natureza de remuneração ou serem de difícil ou complexa
individualização relativamente a cada um dos beneficiários.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 101
Realizações de utilidade social não dedutíveis

Situação prática 1

Seguro de saúde dos familiares


A empresa ABC paga todos os anos prémios de seguros de saúde que abrangem todos os
seus colaboradores e respetivos familiares. O encargo total dos prémios é de 150.000
u.m., sendo que 90.000 u.m. dizem respeito a colaboradores e 60.000 u.m.
correspondem a encargos com os familiares.

Q: O encargo da empresa com os seguros de saúde são aceites para efeitos fiscais na
totalidade?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 102
Realizações de utilidade social não dedutíveis

Situação prática 1 – Resolução

Seguro de saúde dos familiares


R: Gastos relativos aos familiares dos colaboradores poderão ser considerados como
realizações de utilidade social .

Os encargos com prémios de seguros saúde suportados a favor dos colaboradores não
constituem gasto fiscal, a não ser que sejam tributados como rendimentos de
remuneração de trabalho dependente.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 103
Realizações de utilidade social não dedutíveis

Situação prática 2

Ginásios
De forma a contribuir para a saúde dos seus colaboradores, a empresa ABC passou a
comparticipar a utilização de ginásios na Cidade da Praia por parte dos colaboradores.
No final do ano, o gasto apurado com esta comparticipação ascendeu a 30.000 u.m..

Q: O encargo da empresa com os ginásios a favor dos colaboradores são aceites para
efeitos fiscais?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 104
Realizações de utilidade social não dedutíveis

Situação prática 2 – Resolução

Ginásios

R: O gasto com ginásios não se enquadra nas realizações de utilidade social (art. 35º do
CIRPC), a não ser que tenha sido reconhecido como tal pela AF.

Tributação
Autónoma

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 105
IRPC e outros impostos sobre os lucros

Enquadramento fiscal

Art. 29.º do CIRPC – Gastos não dedutíveis para efeitos fiscais

N.º 1 - Não são dedutíveis para efeitos da determinação do lucro tributável os seguintes
gastos, mesmo quando contabilizados como gastos do período de tributação:

e) O IRPC, as tributações autónomas, e quaisquer outros impostos ou tributos que


directa ou indirectamente incidam sobre os lucros;

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 106
IRPC e outros impostos sobre os lucros

Enquadramento fiscal

Não são dedutíveis:

• IRPC do exercício (incluindo a tributação autónoma); e


• Insuficiência de estimativa de imposto do ano anterior.

Não são tributáveis:

• Restituição de impostos não dedutíveis; e


• Excesso de estimativa para impostos.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 107
IRPC e outros impostos sobre os lucros

Situação prática

Imposto do selo de empréstimo – Impostos e outros encargos sobre


terceiros

A Empresa ABC concedeu um empréstimo a um dos seus sócios, pessoa singular não
residente em Cabo Verde, no valor de 500.000 u.m., pelo prazo de 2 anos. Este
empréstimo é sujeito a imposto do selo, à taxa de 0,5%, pelo que a Empresa ABC liquidou
e entregou ao Estado o montante de 2.500 u.m. a título de imposto do selo.

Embora o imposto do selo dos empréstimos seja encargo do utilizador do crédito, foi a
Empresa ABC que suportar este encargo, registando um gasto de 2.500 u.m. em 2015.

Q: Assim, qual o tratamento fiscal deste gasto?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 108
IRPC e outros impostos sobre os lucros

Situação prática – Resolução

Imposto do selo de empréstimo – Impostos e outros encargos sobre


terceiros

R: Nos termos do artigo 29.º, n.º 1, alínea f) do CIRPC, este gasto não é dedutível, pelo
que a Empresa ABC terá que acrescer o montante de 2.500UM ao lucro tributável em
2015.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 109
Multas, coimas, juros compensatórios

Enquadramento fiscal

Art. 29.º do CIRPC – Gastos não dedutíveis para efeitos fiscais

N.º 1 - Não são dedutíveis para efeitos da determinação do lucro tributável os seguintes
gastos, mesmo quando contabilizados como gastos do período de tributação:

g) As multas, coimas e demais encargos pela prática de infrações, de qualquer natureza,


que não tenham origem contratual, incluindo os juros compensatórios e moratórios;

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 110
Multas, coimas, juros compensatórios

Situação prática

Gastos com processo judicial e eletricidade (juros de mora)

Durante o ano de 2015, a ABC suportou os seguintes encargos:

• Coimas no âmbito de um processo judicial, no valor de 1.450 u.m.;


• Pagamento de juros de mora, no valor de 220 u.m., pelo atraso no pagamento da
fatura da eletricidade.

Q: Estes encargos são aceites para efeitos fiscais?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 111
Multas, coimas, juros compensatórios

Situação prática – Resolução

Gastos com processo judicial e eletricidade (juros de mora)

Coimas = 1.450 u.m. Gasto não aceite

Juros de mora pelo atraso no pagamento da eletricidade (penalização contratual) =


220 u.m.

Gasto aceite

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 112
Multas, coimas, juros compensatórios

Sugestões

 Segregação correta na contabilidade entre as penalidades não aceites e as


penalidades contratuais.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 113
Despesas não devidamente documentadas

Enquadramento fiscal

Art. 28.º do CIRPC – Gastos

N.º 1 - Consideram-se gastos os que comprovadamente sejam indispensáveis para a


realização dos rendimentos sujeitos a imposto ou para a manutenção da fonte produtora.

NOTA: Inexistência de prova documental, não


Gasto não dedutível,
sendo revelada e provada a sua natureza,
sujeito a TA @ 40%
finalidade, origem e destinatário/beneficiário.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 114
Despesas não devidamente documentados

Enquadramento fiscal

Art. 29.º do CIRPC – Gastos não dedutíveis para efeitos fiscais

N.º 1 - Não são dedutíveis para efeitos da determinação do lucro tributável os seguintes
gastos, mesmo quando contabilizados como gastos do período de tributação:

i) As despesas não devidamente documentadas e as despesas de carácter confidencial,


considerando-se devidamente documentados as despesas ou encargos com a aquisição de
bens ou serviços titulados por faturas ou fatura/recibo;

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 115
Despesas não devidamente documentados

Situação prática

Licença anti-virus

A Empresa ABC comprou pela internet a licença de um software anti-virus, tendo sido
enviado apenas o licence agreement e um registo da compra.

O montante pago pela licença foi de 10.000 u.m., tendo esse montante sido pago por
transferência bancária e registado em gastos de 2015.

Q: Qual o tratamento fiscal a dar a este gasto em 2015?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 116
Despesas não devidamente documentados

Situação prática – Resolução

Licença anti-virus

R: Este gasto encontra-se indevidamente documentado e deverá ser acrescido ao lucro


tributável nos termos do artigo 29.º, n.º 1, al. i) do CIRPC.

Tributação
Autónoma

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 117
Limites à dedução dos gastos

Enquadramento fiscal

Art. 30.º do CIRPC – Limites à dedução dos gastos

N.º 1 - Não são ainda dedutíveis:

a) 30% dos gastos relacionados com viaturas ligeiras de passageiros, designadamente,


depreciações, rendas ou alugueres, seguros, reparações e combustível, excepto tratando-
se de viaturas afectas à exploração de serviço público de transportes ou destinadas a ser
alugadas no exercício da actividade normal do respectivo sujeito passivo;

b) Os gastos relacionados com barcos de recreio e aviões de turismo, excepto quando


afectos à exploração de serviço público de transportes ou destinadas a ser alugadas no
exercício da actividade normal do respectivo sujeito passivo;

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 118
Limites à dedução dos gastos

Enquadramento fiscal

Art. 30.º do CIRPC – Limites à dedução dos gastos

N.º 1 - Não são ainda dedutíveis:

a) As menos-valias realizadas relativas a viaturas ligeiras de passageiros na proporção


da parte do custo de aquisição que não seja fiscalmente depreciável nos casos em que o
preço de aquisição > 4.000.000$;
b) 50% dos gastos relacionados com despesas de representação.

N.º 2 - Os gastos referidos no número anterior não são dedutíveis na sua totalidade
quando suportados por sujeitos passivos residentes ou não residentes que beneficiem de
regime de tributação privilegiada tal como definido no Código Geral Tributário.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 119
Mais-valias e menos-valias fiscais

Enquadramento fiscal

Regime das mais-valias e menos-valias fiscais (CIRPC, art. 54º):


• São mais-valias ou menos-valias realizadas os ganhos obtidos ou as perdas sofridas
mediante transmissão onerosa de bens do activo não adquiridos para venda;

• Mais-valias fiscais diferentes das mais-valias contabilísticas, pela aplicação do


coeficiente de desvalorização da moeda;

• Exclusão de tributação de 50% da mais-valia se reinvestimento do valor de realização;

• Apenas constituem gastos e rendimentos fiscais as menos-valias e mais-valias


realizadas (vs menos-valias potenciais).

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 120
Mais-valias e menos-valias fiscais

Enquadramento fiscal

Art. 54.º, n.º2 e art. 55.º, n.º1 do CIRPC – Cálculo da mais-valia ou


menos-valia fiscal

Perdas por Depreciações ou


Mais-valias ou
Valor de Valor de imparidade amortizações
menos-valia = - - -
realização aquisição aceites aceites
fiscal
fiscalmente fiscalmente

Coeficiente desvalorização
da moeda
Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015
PwC 121
Mais-valias e menos-valias fiscais

Enquadramento fiscal

Art. 56.º do CIRPC - Regime do reinvestimento


Prazo do reinvestimento: n-1 a
n+2

Tributação em 50%

Não reinvestimento ou não manutenção das partes de


capital

Penalização em n+2:
+ valia não tributada, majorada em 15%

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 122
Mais-valias e menos-valias fiscais

Situação prática 1

Reinvestimento
No exercício de 2015, a diferença positiva entre as mais-valias e menos-valias apurada
pela empresa ABC com a venda de uma máquina foi de 2.000 u.m., tendo optado pelo
reinvestimento do valor de realização (10.000 u.m.) para adquirir equipamentos novos.

A empresa ABC pretende adquirir os equipamentos novos até o fim de 2017.

Q: Quais as correções a efetuar no IRPC decorrentes da alienação da máquina em 2015?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 123
Mais-valias e menos-valias fiscais

Situação prática 1 – Resolução

Reinvestimento
Tributação em 2015

Mais-valia tributável = 2000x 50% =1000

Tributação em 2017

Se até o fim do exercício de 2016, não tiver concretizado o reinvestimento do valor de


Realização, deverá ser efetuada a seguinte correção:

Parcela da mais-valia não tributada =2000-1000=1000


Valor a tributar =1000+ (1000x15%) =1150

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 124
Mais-valias e menos-valias fiscais

Situação prática 1 – Resolução

Reinvestimento
Tributação em 2017 (continuação)

Se até o fim do referido, tiver reinvestido apenas 6000:


Parte proporcional da mais-valia com reinvestimento = 2000x (6000/10000)=1200

Mais-valia tributável =2000-50%x1200=1400


Valor a tributar= (1400-1000)x( 1+0,15)=460

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 125
Preços Transferência

Enquadramento fiscal

Art. 65.º, n.º 1 e art. 66.º, n.º 1 do CIRPC – Preços de transferência


N.º 1 - Nas operações comerciais, incluindo, operações ou séries de operações sobre
bens, direitos ou serviços, bem como operações financeiras, efetuadas entre entidades
com relações especiais, devem ser contratados, aceites e praticados termos ou condições
substancialmente idênticos aos que normalmente seriam contratados, aceites e
praticados entre entidades independentes em operações comparáveis.

N.º 1 - Existem relações especiais entre duas entidades quando uma tem o poder de
exercer, direta ou indiretamente, uma influência significativa nas decisões de gestão da
outra, o que se considera verificado, designadamente, nas situações previstas no n.º 1 do
artigo 66.º do CIRPC.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 126
Preços Transferência

Enquadramento fiscal

Art. 65.º, n.º 1 e art. 66.º, n.º 1 do CIRPC – Preços de transferência


Considera-se que existem relações especiais entre duas entidades ou entre uma entidade
e o seu estabelecimento estável nas situações em que uma tem o poder de exercer, directa
ou indirectamente, uma influência significativa nas decisões de gestão da outra, o que se
verifica, nomeadamente, entre:

a) Uma entidade e os titulares do respectivo capital, ou os cônjuges, ascendentes ou


descendentes destes, que detenham, directa ou indirectamente, uma participação não
inferior a 20% do capital ou dos direitos de voto;

b) Entidades em que os mesmos titulares do capital, respectivos cônjuges, ascendentes


ou descendentes detenham, directa ou indirectamente, uma participação não inferior a
20% do capital ou dos direitos de voto;
Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015
PwC 127
Preços Transferência

Enquadramento fiscal

Art. 65.º, n.º 1 e art. 66.º, n.º 1 do CIRPC – Preços de transferência


Considera-se que existem relações especiais entre duas entidades ou entre uma entidade
e o seu estabelecimento estável nas situações em que uma tem o poder de exercer, directa
ou indirectamente, uma influência significativa nas decisões de gestão da outra, o que se
verifica, nomeadamente, entre:

c) Entidades cujo relacionamento jurídico, pelos seus termos e condições condicione as


decisões de gestão da outra;

d) Entidade não residente e seu estabelecimento estável situado em território nacional;

e) Entidade que beneficie de regime de tributação privilegiada

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 128
Preços Transferência

Enquadramento fiscal

Art. 65.º, n.º 3 do CIRPC – Preços de transferência

Metódos utilizados devem ser :

a) Método do preço comparável de mercado


b) Metódo do preço de revenda minorado
c) Metódo do custo majorado
d) Metódo do fraccionamento do lucro
e) Metódo da margem líquida

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 129
Preços Transferência

Notas:
• As operações com o grupo devem ser contratadas em condições de mercado -
princípio de plena concorrência;

• A empresa deve ter documentação que suporte as operações contratadas com as


entidades com quais possuam relações especiais (Ex: grupo de empresas, sucursal e casa-
mãe, contratos de consórcios, subempreitadas);

• O sujeito passivo deve indicar, na declaração anual de informação contabilística e


fiscal a que se refere o artigo 103.º, a existência ou inexistência, no período de tributação
a que aquela respeita, de operações com entidades com as quais está em situação de
relações especiais, nos termos do nº 3 do artigo 66.º do CIRPC:
 Indentificar as entidades em causa
 Indentificar e declarar o montante das operações realizadas com cada uma
 Declarar se organizou, ao tempo em que as operações tiveram lugar, e mantém, a
documentação relativas aos preços de transferência praticados.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 130
Correções decorrentes do Valor Patrimonial de
Imóveis

Enquadramento fiscal

Art. 64.º nº. 2 do CIRPC - Correcções ao valor patrimonial de imóveis


de imóveis – Rendimentos de não residentes não imputáveis a EE
• Prédios urbanos não arrendados e não afectos a uma actividade económica

• Detidos por entidades não residentes em Cabo Verde

• Residentes em territórios considerados de regime de tributação previlegidada

• Rendimento Predial Bruto presumido = 1/15 do Valor patrimonial do imóvel

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 131
Pagamento a entidades offshore

Enquadramento fiscal

Art. 29.º alínea h) do CIRPC


Não são dedutíveis fiscalmente os montantes pagos ou devidos a entidades residentes
fora do território cabo-verdiano e aí submetidas a um regime fiscal mais favorável, exceto
se o sujeito passivo puder provar que tais encargos (i) correspondem a operações
efetivamente realizadas e (ii) têm um carácter normal e um montante não exagerado.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 132
Imputação de rendimentos de entidades não
residentes - regime tributação privilegiada

Enquadramento fiscal

Art. 67.º do CIRPC


N.º1 e 2 - Os lucros obtidos por entidades não residentes em Cabo Verde que beneficiem
de um regime de tributação privilegiada, tal como tal como definido no Código Geral
Tributário, devem ser imputados, na proporção do capital, ou dos direitos sobre os
rendimentos ou os elementos patrimoniais detidos, aos sujeitos passivos de IRPC
residentes em território nacional que detenham, directa ou indirectamente, pelo menos
25% das partes de capital, dos direitos de voto ou dos direitos sobre os rendimentos ou os
elementos patrimoniais dessas entidades.

N.º5 - Os lucros imputados devem ser deduzidos ao lucro tributável do período de


tributação em que forem distribuídos e registados em rendimentos, desde que a entidade
consiga provar que aqueles lucros já foram imputados.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 133
Limites à dedutibilidade de gastos de
endividamento

Enquadramento fiscal

Art. 68.º do CIRPC


N.º1 - Os juros suportados com financiamentos obtidos são dedutíveis até à concorrência
do maior dos seguintes limites:

a) 330.000.000$00 (trezento e trinta milhões de escudos); ou

b) 30% (trinta por cento) do resultado antes de depreciações, gastos de endividamento


líquidos e impostos.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 134
Regime fiscal aplicável às fusões, cisões de
sociedades

Enquadramento fiscal

Art. 73.º - art. 78.º do CIRPC – Regime da neutralidade fiscal


As bases fiscais dos ativos e passivos transmitidos na operação são mantidas.

Assim, na determinação do lucro tributável da sociedade beneficiária, deve-se ter em


conta os ajustamentos decorrentes da diferença entre a base contabilística e a base fiscal
dos ativos e passivos incorporados, designadamente ao nível de:

a) Depreciações ou amortizações;
b) Ajustamentos em inventários, perdas por imparidade e provisões;
c) Mais-valias ou menos-valias fiscais;
d) […]

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 135
Regime fiscal aplicável às fusões, cisões de
sociedades

Enquadramento fiscal

Art. 73.º - art. 78.º do CIRPC – Regime da neutralidade fiscal

• Não há apuramento de nenhuma consequência fiscal resultado derivado da


transferência dos ativos

• Diferimento da tributação

• Razões económicas válidas

• Inaplicável quando as operações tenham como propósito a evasão fiscal

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 136
Eliminação da dupla tributação económica dos
lucros distribuídos

Enquadramento fiscal

Art. 58.º do CIRPC – Eliminação da dupla tributação económica


• Dedução de 100% dos rendimentos incluídos na base tributável, desde que:

 Entidade que distribui seja residente sujeita e não isentos de IRPC


 Participação ≥ 10%
 Participação detida durante, pelo menos, 1 ano anteriormente à data da colocação à
disposição ou manutenção durante esse período
 Nenhuma das entidades beneficie de regime de tributação privilegiada
 Aplica-se a não também lucros distribuídos ou recebidos por entidades não residentes

• A dedução é de 50% dos lucros distribuídos, quando não se cumprirem os dois primeiros
pontos;

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 137
Eliminação da dupla tributação económica dos
lucros distribuídos

Situação prática

A sociedade Alfa, SA recebeu 1.000 u.m. de dividendos ilíquidos correspondentes a uma


participação detida há mais de 2 anos e inferior a 5%, no capital da sociedade Beta SA.

Q: Qual é o tratamento fiscal à luz do regime previsto no artigo 58º do CIRPC

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 138
Eliminação da dupla tributação económica dos
lucros distribuídos

Situação prática- Resolução

R: Assumindo que as sociedades não beneficiam de tributação privilegiada a dedução é de 50 %


do lucro distribuído, porque a participação é inferior a 10%.

Montante de lucro distribuído a incluir na base tributável da Soc. Alfa é de = 500 u.m.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 139
Prejuízos fiscais

Enquadramento fiscal
Regime
Art. 59.º do CIRPC – Dedução de prejuízos fiscais transitório

N.º 1 - São deduzidos aos lucros tributáveis do contribuinte, havendo-os, de um ou mais


de 7 períodos de tributação posteriores.

Limitação

A dedução a efectuar em cada um dos períodos de tributação não pode exceder o


montante correspondente a 50% do respectivo lucro tributável.

Possibilidade de Reporte

Não ficando, porém, prejudicada a dedução da parte desses prejuízos que não tenham
sido deduzidos, nas mesmas condições e até ao final do respectivo período de dedução.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 140
Prejuízos fiscais

Situação prática

Deduções e reporte
A empresa ABC registou nos períodos de tributação de N-2 e N-1 prejuízos fiscais no
valor de 100.000 u.m. e 75.000 u.m,. respetivamente.

No ano N a empresa apurou um lucro tributável de 200.000 u.m..

Q: Qual o valor da matéria coletável de N?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 141
Prejuízos fiscais

Situação prática - Resolução

Deduções e reporte
Tributação
• Lucro tributável = 200.000 u.m. Autónoma

• PF’s dedutíveis = 100.000 u.m. + 75.000 u.m. = 175.000 u.m.

• Limitação à dedução de PF’s = 50% LT = 50% * 200.000 u.m. = 100.000 u.m.

• Como PF’s dedutíveis > 50% LT  PF’s a deduzir = 50% LT = 100.000 u.m.

• Matéria coletável = 200.000 u.m. - 100.000 u.m. = 100.000 u.m.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 142
Matéria coletável e coleta

• Matéria colectável = Lucro Tributável - Prejuízos fiscais-


Benefícios fiscais

• Colecta = Matéria colectável x Taxa de imposto

• Taxas de IRPC

Entidades Continente

Regime de contabilidade organizada 25%

Regime simplificado para pequenas e médias


4%
empresas

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 143
Matéria coletável e coleta

Deduções à coleta

Art. 91.º do CIRPC – Deduções à colecta


Ao montante apurado nos termos da alínea a) do número 1 do artigo anterior (coleta) são
efetuadas as seguintes deduções, pela ordem indicada:

a) A correspondente à consideração do crédito de imposto por dupla tributação


internacional;

b) A relativa a benefícios fiscais;

c) A relativa aos pagamentos por conta efectuados pelos sujeitos passivos abrangidos pelo
regime de contabilidade organizada;

d) A relativa às retenções na fonte quando estas tenham a natureza de imposto por conta
de IRPC.
Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015
PwC 144
Dupla tributação internacional

Enquadramento fiscal

Art. 93.º do CIRPC – Dupla tributação internacional


A dedução a que se refere a alínea a) do n.º 1 do artigo 91.º (à coleta) é apenas aplicável
quando na matéria coletável tenham sido incluídos rendimentos obtidos no estrangeiro e
corresponde à menor das seguintes importâncias:

a) Imposto sobre o rendimento pago no estrangeiro;

b) Fração do IRPC, calculado antes da dedução, correspondente aos rendimentos que no


país em causa possam ser tributados, líquidos dos gastos direta ou indiretamente
suportados para a sua obtenção.

Quando existir convenção para eliminar a dupla tributação celebrada por Cabo Verde, a
dedução a efetuar nos termos do número anterior não pode ultrapassar o imposto pago
no estrangeiro nos termos previstos pela convenção.
Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015
PwC 145
Dupla tributação internacional

Situação prática

Crédito por dupla tributação internacional

A empresa ABC obteve em 2015 rendimentos (serviços) num país estrangeiro, no


montante de 100.000 u.m. (valor líquido do imposto retido na fonte). Para obter estes
rendimentos, a ABC suportou gastos no montante de 45.000 u.m.. Tendo em
consideração que estes rendimentos foram sujeitos a imposto no país estrangeiro à taxa
de 20%:

Q1: Qual o montante do rendimento obtido no estrangeiro que concorre para a formação
do lucro tributável da ABC em 2015?

Q2: Qual o montante do crédito de imposto por dupla tributação internacional passível
de dedução em N? (taxa de IRPC= 25%).

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 146
Dupla tributação internacional

Situação prática – Resolução

Crédito por dupla tributação internacional

R1: Para a determinação do LT, a ABC deverá considerar o valor bruto do rendimento
obtido no estrangeiro.

Rendimento líquido = 100.000 u.m.


Taxa de imposto estrangeiro = 20%

Assim:

Rendimento bruto = Rendimento líquido / 80% = 100.000 u.m. / 80% = 125.000 u.m.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 147
Dupla tributação internacional

Situação prática – Resolução

R2

Menor entre:
• Imposto pago no estrangeiro;
• Fração do IRPC líquido dos gastos directa ou indirectamente suportados para a sua
obtenção;
• Imposto que seria pago no estrangeiro nos termos previstos pela CDT.

1. Imposto pago no estrangeiro


• Rendimento bruto = 125.000UM
• Taxa de imposto estrangeiro = 20%

Imposto pago no estrangeiro = 125.000UM * 20% = 25.000UM

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 148
Dupla tributação internacional

Situação prática – Resolução


R2

2. Fração do IRPC líquido dos gastos directa ou indirectamente suportados para a sua
obtenção

• Rendimento bruto = 125.000 u.m.


• Gastos suportados = 45.000 u.m.

Rendimento líquido = Rendimento bruto – Gastos suportados = 125.000 - 45.000 =


80.000 u.m.

Fração do IRPC = Rendimento líquido * Taxa IRPC = 80.000 * (25% ) = 20.000 u.m

Assim, uma vez que a fração de IRPC é o menor valor apurado, a ABC tem direito ao
crédito de imposto no montante de 20.000 u.m.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 149
Crédito de imposto e retenção na fonte

Enquadramento fiscal

Art. 69.ºdo CIRPC – Correções nos casos de crédito de imposto e


retenção na fonte

N.º1 - Os rendimentos obtidos no estrangeiro que possam beneficiar de crédito de


imposto por dupla tributação internacional (nos termos do artigo 93.º do CIRPC),
devem, para efeitos de apuramento do lucro tributável, ser considerados pelo valor
ilíquido dos impostos sobre o rendimento pagos no estrangeiro.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 150
Crédito de imposto e retenção na fonte

Situação prática

Rendimento bruto

A empresa ABC colocou um depósito a prazo num banco residente em Portugal, tendo
recebido em 2015 juros brutos de 1.000 u.m.
Por não dispor da documentação necessária para acionar o ADT celebrado entre Cabo
Verde e Portugal, o banco fez retenção na fonte à taxa de 25% (250 u.m).
Q: Considerando que a empresa ABC registou um ganho com juros de 750 u.m. (1.000
u.m. – 250 u.m.), qual o impacto desta situação no cálculo da estimativa de IRPC de
2015?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 151
Crédito de imposto e retenção na fonte

Situação prática - Resolução

Rendimento bruto

R: Por aplicação do artigo 69.º do CIRPC, o valor da retenção na fonte sofrida em


Portugal deverá ser acrescido ao resultado fiscal.

Acrescer 250UM

Nota: O imposto pago no estrangeiro poderá ser recuperado, nos termos do artigo 93.º
do CIRPC, através de uma dedução à coleta.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 152
Crédito de imposto e retenção na fonte

Notas

 Os rendimentos obtidos no estrangeiro devem ser registados pelo seu valor bruto,
caso contrário deverá ser feito um ajustamento fiscal na declaração anual;

 O imposto pago no estrangeiro poderá ser recuperado via crédito de imposto.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 153
Benefícios fiscais

Enquadramento fiscal

Dedução à coleta
• Crédito fiscal ao investimento [Art. 12.º do CBF]
• Criação de emprego [Art. 29.º do CBF]

Majoração de custos
• Mecenato [Art. 31.º a 41.º do CBF]
• Formação, estágios e bolsas [Art. 30.º do CBF]

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 154
Benefícios fiscais

Enquadramento fiscal

Criação de emprego [art. 29.º CBF]

Dedução à coleta por sujeitos passivos de IUR com contabilidade organizada por posto de
trabalho criado, no exercício imediatamente anterior, os seguintes montantes:
• 26.000$00 por posto de trabalho criado nos concelhos da Boa Vista, Praia e Sal
• 30.000$00 por posto de trabalho criado nos demais concelhos
• 35.000$00 por posto de trabalho criado para pessoa portadora de deficiência

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 155
Benefícios fiscais

Enquadramento fiscal

Criação de emprego [art. 29.º CBF]

Criação de emprego – cálculo


• A diferença em cada mês entre o número de empregados listados na declaração
apresentada ao INPS no mês e a declaração apresentada no mês imediatamente
anterior é multiplicada pelo peso atribuído ao mês e calculada depois a média anual
dos resultados mensais assim obtidos;
• O peso atribuído ao mês de janeiro é igual a 12, reduzindo-se o peso de uma unidade
por mês, para cada um dos meses subsequentes;

 Considerando-se haver criação de postos de trabalho se a média anual for positiva e


eliminação se negativa.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 156
Benefícios fiscais

Enquadramento fiscal

Exemplo: Cálculo criação de emprego 2015

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 157
Benefícios fiscais

Enquadramento fiscal

Criação de emprego [art. 29.º CBF]

Exemplo :Cálculo criação de emprego 2014

• Boa Vista , Praia e Sal


26.000$00 por posto de trabalho criado = 56,333 (26.000* 2,17)

• Outros concelhos
30.000$00 por posto de trabalho criado = 65.000 (30.000*2,17)

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 158
Benefícios fiscais

Enquadramento fiscal

Criação de emprego [art. 29.º CBF]

• Benefício concedido por 3 anos, desde que não haja eliminação de postos de trabalho

• Parcela não dedutível por insuficiência de coleta, dedutível nos 5 anos seguintes

• Se ocorrer eliminação de postos de trabalho, benefício fiscal extingue-se, a partir do


exercício seguinte àquele em que ocorrer a eliminação

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 159
Benefícios fiscais

Enquadramento fiscal

Mecenato [art. 31.º a 41.º do CBF]

Tipos de mecenato elegíveis pelo Código


• Social
• Cultural
• Desportivo
• Educacional, ambiental, juvenil, científico, tecnológico, no domínio da segurança e
para a saúde
• Para sociedade da informação

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PwC 160
Benefícios fiscais

Enquadramento fiscal

Mecenato [art. 31.º a 41.º do CBF]

Reconhecimento
• As atividades e projetos a financiar são objeto de reconhecimento pelo departamento
governamental responsável pela respetiva área
• Deferimento tácito no prazo de 30 dias

Donativos
• Donativos
• Patrocínios,
• Dinheiro ou espécie (bens ou serviços)
Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015
PwC 161
Benefícios fiscais

Enquadramento fiscal

Mecenato [art. 31.º a 41.º do CBF]

Beneficiários
• Entidades que desenvolvam obras de cariz social, cultural, desportivo, educacional,
ambiental, juvenil, científico, tecnológico, no domínio da segurança, para a saúde e
para a sociedade de informação
• Estado e Autarquias,
• Associações de Municípios
• Fundações em cujo património participem o Estado ou Autarquias Locais

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 162
Benefícios fiscais

Enquadramento fiscal

Mecenato [art. 31.º a 41.º do CBF]

Empresas – Pessoas Coletivas


• Majoração 30% do respetivo valor doado e até ao limite de 1% do volume de negócios
Exemplo
• Custo contabilístico do donativo– 1000
• Majoração – 300
• Volume de Negócios – 12.000
• Limite (1% do VN) – 120

Valor da Majoração aceite– 120

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PwC 163
Benefícios fiscais

Enquadramento fiscal

Mecenato [art. 31.º a 41.º do CBF]

Empresários Individuais
• Majoração 30% do valor doad0

Pessoas Singulares
• Dedução à coleta de 30% dos donativos até ao limite de 15% da coleta

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 164
Benefícios fiscais

Enquadramento fiscal

Mecenato [art. 31.º a 41.º do CBF]

Obrigações Acessórias
• Registo dos Mecenas junto da DGCI
• Suporte documental e comprovativo dos benefícios concedidos /obtidos aquando
entrega da declaração anual de rendimentos

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PwC 165
Benefícios fiscais

Enquadramento fiscal

Formação, estágios e bolsas [art. 30.º do CBF]

Majoração custo em 50% os seguintes encargos, contabilizados como gastos do exercícios


pelos sujeitos passivos de IUR com contabilidade organizada:
• Encargos correspondentes à formação de trabalhadores;
• Encargos com a contratação de jovens com idade não superior a 35 anos para estágio
e de quaisquer pessoas para formação ou reconversão profissional em empresas, com
duração mínima de seis meses e duração máxima de um ano;
• Encargos realizados pela empresa e correspondentes à atribuição, pela mesma, de
bolsas de estudo de mérito a jovens estudantes com idade não superior a 20 anos.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 166
Benefícios fiscais

Enquadramento fiscal

Formação, estágios e bolsas [art. 30.º do CBF]

Considera-se formação de trabalhadores:


• Cursos profissionais ou superiores em estabelecimento de ensino ou de formação
profissional no país e certificados pelas entidades competentes;
• Encargos com bolsas de estudo ou despesas de inscrição e propinas, comprovadas por
certificados de frequência emitidos pelos estabelecimentos de ensino;
• Formação aos trabalhadores beneficiários.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 167
Benefícios fiscais

Enquadramento fiscal

Formação, estágios e bolsas [art. 30.º do CBF]

Considera-se formação de trabalhadores:


• Cursos profissionais ou superiores em estabelecimento de ensino ou de formação
profissional no país e certificados pelas entidades competentes;
• Encargos com bolsas de estudo ou despesas de inscrição e propinas, comprovadas por
certificados de frequência emitidos pelos estabelecimentos de ensino;
• Formação aos trabalhadores beneficiários.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 168
Resultado da liquidação

Enquadramento fiscal

Art. 92.º - Limitação de benefícos

Coleta
-

90% do montante que seria
Dupla tributação apurado se o sujeito passivo
internacional não usufruísse de
-
Benefícios fiscais
benefícios fiscais (*), do
regime de utilidade social da
dedução de prejuízos fiscais
de dedução à
coleta
(*) Excluindo, por Ex: Crédido Fiscal ao Investimento; Criação de emprego, SGPS, Benefícios
Contratuais, Benefícios com redução taxa

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 169
Benefícios fiscais

Situação prática

Cálculo do resultado da liquidação


No ano N a ABC apurou um resultado contabilístico de 20.500.000 u.m..
Sabe-se que o único ajustamentos ao resultado contabilístico resulta de prejuízo fiscal,
no montante de 500.000 u.m..
A empresa ABC apurou ainda o seguinte montante passível de dedução à coleta do
exercício de N:
a) Crédito por dupla tributação internacional: 100.000 u.m;
b) Benefício fiscal dedutível à colecta não excluído pela alínea c) do artigo
92.º: 1.000.000 u.m..
Q1: Assumindo um taxa de IRPC de 25%, determine o “resultado da liquidação” de
acordo com o artigo 92.º do Código do IRPC.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 170
Benefícios fiscais

Situação prática – Resolução


R
Descrição Com benefícios Sem benefícios
Resultado contabilístico 20.500.000 20.500.000
Prejuízo fiscal 500.000 -
Matéria coletável 20.000.0000 20.500.0000
Coleta (@ 25%) 5.000.000 6.250.000
Dupla tributação internacional 100.000 -
BF Dedutível à coleta não excluído 1.000.000 -
IRPC liquidado 3.900.000 6.250.000

IRPC mínimo = 90% IRPC liquidado sem benefícios = 90% * 6.250.000 =


5.625.000 u.m.

Valor a acrescer= IRPC mínimo – IRPC liquidado com benefícios = 5.625.000 -


3.900.000 = 1.725.000 u.m.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 171
Retenções na fonte

Enquadramento fiscal- Taxas

Art. 85.º a 87º do CIRPC + Decreto–lei 6/2015 de 23 janeiro


Rendimentos micro –pequenas empresas 4%
Serviços 20%
Rendimentos prediais 20%
Juros depósitos 20%
Juros suprimentos 20%
Juros obrigações 10%
Dividendos 10%
Outros rendimentos capitais 20%
Mais-valias participações sociais 1%
Mais-valias imóveis 1%
Jogos lotarias 20%

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 172
Retenções na fonte

Enquadramento fiscal

Art. 85.º a 87º do CIRPC + Decreto–lei 6/2015 de 23 janeiro


• Natureza da retenção na fonte -> Por conta (pagamento por conta) ou Definitivo
• Entrega de imposto retido- > dia 15 do mês seguinte
• Regime específico para não residentes que beneficiem de Acordo para Evitar a dupla
tributação-> Certificado Residência fiscal+ prazo de obtenção; Possibilidade de
reembolso de imposto indevidamente retido
• Responsabilidade nos casos de retenção em falta -> Solidária (RF liberatório) ou
subsisdiária (RF por conta)
• Responsabilidade por falta de entrega de imposto retido -> Responsabilidade do
Substituto; Substituído fica desobrigado
• Obrigação de comunicar à AF lista de entidades credoras de rendimentos sujeiros a
retenção

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 173
Retenções na fonte

Enquadramento fiscal

Art. 88.º do CIRPC – Dispensa de retenção na fonte


N.º 1 – Não existe a obrigação de efectuar a retenção na fonte de IRPC nos seguintes
casos quando esta tenha a natureza de pagamentos por conta:

a) Juros e quaisquer outros rendimentos de capitais, com excepção de lucros


distribuídos, de que sejam titulares instituições financeiras;

b) Lucros obtidos por entidades a que seja aplicável o regime estabelecido no artigo 58.º
(Participação ≥ 10% detida durante, pelo menos, 1 ano anteriormente à data da
colocação à disposição ou manutenção durante esse período);

c) Rendimentos obtidos por SGPS, de que seja devedora sociedade por elas participada
durante pelo menos 1 ano e a participação não seja inferior a 10% do capital com
direito de voto da sociedade participada (…).
Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015
PwC 174
Tributação autónoma

Enquadramento fiscal

Art. 89.º do CIRPC – Taxas de tributação autónoma


Despesas não documentadas

As despesas não documentadas são tributadas autonomamente, à taxa de 40%, sem


prejuízo da sua não consideração como gastos nos termos do artigo 29.º.

Prejuízo fiscal no
período: + 10%

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 175
Tributação autónoma

Enquadramento fiscal

Art. 89.º do CIRPC – Taxas de tributação autónoma


Encargos com viaturas ligeiras de passageiros ou mistas

São tributados autonomamente à taxa de 10 % os encargos, relacionados com viaturas


ligeiras de passageiros ou mistas, motos e motociclos, nomeadamente, depreciações,
rendas ou alugueres, seguros, manutenção e conservação, combustíveis e impostos
incidentes sobre a sua posse ou utilização.

Exclusão: sujeitos passivos que pelas caraterísticas das suas


operações, demonstrem necessidades adicionais de uso de Prejuízo fiscal no
viaturas ligeiras de passageiros ou mistas e disponham de uma período: + 10%
frota superior a 50 (cinquenta). (art. 89.º, n.º 4 do CIRPC)

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 176
Tributação autónoma

Enquadramento fiscal

Art. 89.º do CIRPC – Taxas de tributação autónoma


Despesas de representação

São tributados autonomamente à taxa de 10% os encargos dedutíveis relativos a despesas


de representação, considerando-se como tal, nomeadamente, as despesas suportadas
com receções, refeições, viagens, passeios e espetáculos oferecidos no país ou no
estrangeiro a clientes ou fornecedores ou ainda a quaisquer outras pessoas ou entidades.

Prejuízo fiscal no
período: + 10%

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 177
Tributação autónoma

Enquadramento fiscal

Art. 89.º do CIRPC – Taxas de tributação autónoma


Ajudas de custo

São tributados autonomamente à taxa de 10% os encargos dedutíveis relativos a ajudas


de custo e à compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador.

Prejuízo fiscal no
período: + 10%

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 178
Tributação autónoma

Enquadramento fiscal

Art. 89.º do CIRPC – Taxas de tributação autónoma


Remunerações em espécie (cont.)

Consideram-se para este efeito remunerações em espécie:

a) Ofertas da entidade patronal ao trabalhador;


b) Aquisição pelo trabalhador ou membro de órgão social por preço inferior ao valor de
mercado de qualquer viatura (…);
c) Importâncias despendidas pela entidade patronal com viagens e estadas, de turismo
e similares não conexas com as funções exercidas pelo trabalhador (…);

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 179
Tributação autónoma

Enquadramento fiscal

Art. 89.º do CIRPC – Taxas de tributação autónoma


Remunerações em espécie (cont.)

Consideram-se para este efeito remunerações em espécie:

d) Empréstimos sem juros ou com taxa de juros inferiores ao estabelecido pelo Banco
Central (…) exceto os destinados à construção ou aquisição de habitação própria
com o limite de 9.000.000$00;
e) Impostos e outros encargos legais devidos pelo trabalhador e que a entidade
empregadora tome sobre si.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 180
Tributação autónoma

Enquadramento fiscal

Art. 89.º, n.º 5 do CIRPC – Taxas de tributação autónoma


Entidades sujeitas a regime de tributação privilegiada

São tributados autonomamente à taxa de 60%, as despesas correspondentes a


importâncias pagas ou devidas, a qualquer título, a pessoas singulares ou a entidades que
beneficiem de regime de tributação privilegiada, tal como definido no Código Geral
Tributário, salvo se o sujeito passivo puder provar que correspondem a operações
efectivamente realizadas e não têm um carácter anormal ou um montante exagerado.

Prejuízo fiscal no
período: + 10%

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 181
Tributação autónoma

Situação prática

Cálculo da tributação autónoma


No decorrer de 2015, a empresa ABC suportou os seguintes encargos no ano N:

a) Encargos com viaturas ligeiras de passageiros :


• Combustíveis: 25.000 u.m.
• Conservação e reparação: 10.50 u.m.
• Despesas com rent-a-car: 15.000 u.m.
• Seguros: 3.500 u.m.
• IC: 2.000 u.m.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 182
Tributação autónoma

Situação prática

Cálculo da tributação autónoma

b) Despesas de representação: 25.000 .um.

c) KM’s e ajudas de custo :


• Faturados a clientes: 12.500 u.m.
• Não faturados a clientes: 5.000 u.m.

d)Oferta de Ipad ao administrador: 60.000 u.m.

Q1: Qual o montante de tributação autónoma devido?


Q2: E no caso de a ABC apresentar prejuízo fiscal no ano N?
Q3: E no caso de a ABC possuir uma frota de 60 viaturas ligeiras de passageiros?

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 183
Tributação autónoma

Situação prática - Resolução

R1

1. Encargos com VLPs

Despesas Valor sujeito Taxa de TA Montante TA


Combustíveis 25.000 10.0% 2.500
Conservação e reparação 10.500 10.0% 1.500
Rent-a-car 15.000 10.0% 1.500
Seguros 3.500 10.0% 350
IC 2.000 10.0% 200
Total TA 6.050

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 184
Tributação autónoma

Situação prática - Resolução

R1

2. Restantes encargos suportados

Despesas Valor sujeito Taxa de TA Montante TA


Despesas de representação 25.000 10% 2.500
KM’s e ajudas de custo 5.000 10% 500
Oferta Ipad 60.000 10% 6.000
Total TA 9.000

Assim, o montante total de TA devido ascende a 6.050 u.m. + 9.000 u.m. = 15.050 u.m.

Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas março 2015


PwC 185
Tributação autónoma

Situação prática - Resolução

R2 - Prejuízo fiscal em N implica aumento das taxas de TA em 10%.

1. Encargos com VLPs

Despesas Valor sujeito Taxa de TA Montante TA


Combustíveis 25.000 20.0% 5.000
Conservação e reparação 10.500 20.0% 2.100
Rent-a-car 15.000 20.0% 3.000
Seguros 3.500 20.0% 700
IC 2.000 20.0% 400
Total TA 11.200

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PwC 186
Tributação autónoma

Situação prática - Resolução

R2 – Prejuízo fiscal em N implica aumento das taxas de TA em 10%.

2. Restantes encargos suportados

Despesas Valor sujeito Taxa de TA Montante TA


Despesas de representação 25.000 20% 5.000
KM’s e ajudas de custo 5.000 20% 1.000
Oferta Ipad 60.000 20% 12.000
Total TA 18.000

Assim, o montante total de TA devido ascende a 11.200 + 18.000 = 29.200 u.m.

R3 – TA não se aplica nos casos em que o sujeito passivo possua uma frota > 50 viaturas
ligeiras ou mistas
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PwC 187
Pagamentos

Enquadramento fiscal

Art. 94.º do CIRPC – Pagamento do imposto

Até o ultimo dia do prazo para entregar a declaração periódica de rendimentos (último
dia de Maio)

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PwC 188
Pagamentos fracionados

Enquadramento fiscal

Art. 95.º do CIRPC – Pagamentos fracionados


N.º 1 e 2 – Os sujeitos passivos residentes ou não residentes com estabelecimento
estável (…) enquadrados no regime de contabilidade organizada, efetuam três
pagamentos fracionados (…) com base na coleta relativa aos rendimentos do ano anterior
ou do ano mais próximo que tenha tido resultado positivo.

Estes pagamentos têm vencimento nos meses de março (30%), julho (30%) e novembro
(20%) do próprio ano a que respeita o imposto.

Constituem pagamentos por conta do imposto devido a final e são dedutíveis à coleta, até
à respetiva concorrência, no próprio período de tributação, ou nos 4 períodos seguintes.

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PwC 189
Pagamentos fracionados

Enquadramento fiscal

Art. 95.º do CIRPC – Pagamentos fracionados


N.º 3 – (…) aos sujeitos passivos submetidos ao regime de transparência fiscal, os
pagamentos correspondem a 60% do lucro tributável apurado no ano anterior, sendo
efetuados em 3 pagamentos de igual valor com vencimentos em março, julho e
novembro.

N.º 7 e 8 – Os pagamentos fracionados a fazer pelos sujeitos passivos enquadrados no


regime simplificado para micro e pequenas empresas correspondem a 4% do volume de
negócios, apurado no trimestre anterior, com vencimento nos meses de abril, julho,
outubro do próprio ano a que respeita o imposto e janeiro do ano seguinte.

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PwC 190
Pagamentos fracionados

Situação prática
Situação 2013 2014 2015 2016

Base (coleta do ano anterior/ano 100.000 - 200.000


mais próximo)
Pagamento fracionado (30%) 30.000 60.000

Coleta do ano - 100.000

Valor dedutível 30.000 60.000 +


30.000
Valor deduzido 0 90.000

Saldo a deduzir 30.000 0

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PwC 191
Obrigações declarativas

Enquadramento fiscal

• Entrega da declaração periódica de rendimentos até o ultimo dia (útil ou não) do mês
de Maio;
• Declaração de início de atividade no prazo de 15 dias a contar da apresentação a
registo na conservatória (registo comercial);
• Declaração de alterações no prazo de 30 dias a contar da ocorrência dos factos que
deram origem à alteração;
• Declaração de cessação no prazo de 30 dias a contar da cessação de atividade;
• Declaração anual de informação contabilística e fiscal até 30 de julho.

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PwC 192
Questões

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PwC 193
It is not the strongest of the species
that survive; but the one most
responsive to change”.
Charles Darwin

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PwC 194
Obrigado!

Leendert Verschoor
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Liza Helena Vaz


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