1. Sócrates (c. 470 – 399 a.C.
O "pai" da filosofia ocidental, Sócrates não deixou nada escrito; conhecemos suas
ideias através de seu aluno, Platão. Ele revolucionou o pensamento ao focar no ser
humano e na ética, em vez de fenômenos naturais.
• O Método: Utilizava a maêutica (parto de ideias), um processo de perguntas e
respostas para expor contradições e chegar à verdade.
• A Morte: Foi condenado à morte por "corromper a juventude" e "negar os
deuses do Estado", bebendo cicuta em vez de renunciar às suas convicções.
• Frase Ícone: "Só sei que nada sei."
2. Platão (c. 427 – 347 a.C.)
Discípulo de Sócrates e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de
ensino superior do mundo ocidental. Suas obras são escritas em forma de diálogos.
• Teoria das Ideias: Defendia que o mundo que vemos é apenas uma sombra
imperfeita de um mundo ideal e perfeito (o Mundo das Ideias).
• A República: Escreveu sobre a política ideal, onde o Estado deveria ser
governado por "reis filósofos".
• O Legado: Sua influência é tão vasta que o filósofo Whitehead disse uma vez
que toda a filosofia ocidental é apenas uma "nota de rodapé de Platão".
3. Aristóteles (384 – 322 a.C.)
Aluno de Platão e tutor de Alexandre, o Grande. Se Platão olhava para o céu (ideias),
Aristóteles olhava para a terra (fatos). Ele fundou o Liceu.
• Empirismo: Diferente de Platão, acreditava que o conhecimento vem da
experiência sensorial e da observação do mundo físico.
• Lógica e Ciência: Sistematizou a lógica (silogismo) e escreveu sobre quase tudo:
biologia, ética, física, política e poética.
• Ética do Meio-Termo: Pregava que a virtude reside no equilíbrio entre dois
extremos (ex: a coragem é o meio-termo entre a covardia e a temeridade).
4. René Descartes (1596 – 1650)
Considerado o pai da filosofia moderna e da geometria analítica. Ele viveu em uma era
de revolução científica e buscou uma base inabalável para o conhecimento.
• Dúvida Metódica: Decidiu duvidar de tudo o que era possível (sentidos, sonhos,
realidade) até encontrar algo que fosse impossível de duvidar.
• O Cogito: Percebeu que, se ele estava duvidando/pensando, ele
necessariamente existia. Daí surgiu o famoso Cogito, ergo sum (Penso, logo
existo).