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FIBROMIALGIA

O documento aborda a fibromialgia, uma síndrome caracterizada por dor crônica e difusa, afetando principalmente mulheres, e discute sua história, sintomas, critérios diagnósticos e fisiopatologia. Também são apresentados tratamentos, incluindo abordagens medicamentosas e fisioterapêuticas, com ênfase na importância de exercícios físicos e terapias manuais. A avaliação fisioterapêutica é destacada como essencial para o manejo da condição, visando a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.

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FIBROMIALGIA

O documento aborda a fibromialgia, uma síndrome caracterizada por dor crônica e difusa, afetando principalmente mulheres, e discute sua história, sintomas, critérios diagnósticos e fisiopatologia. Também são apresentados tratamentos, incluindo abordagens medicamentosas e fisioterapêuticas, com ênfase na importância de exercícios físicos e terapias manuais. A avaliação fisioterapêutica é destacada como essencial para o manejo da condição, visando a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.

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FIBROMIALGIA

APRESENTADO POR
EDUARDA & IZABELLY
SOBRE A FIBROMIALGIA AVALIAÇÃO
FISIOTERAPÊUTICA
01 ●

HISTÓRICO
CONCEITOS
02 ● DOR / QV
● CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS ● TENDER POINTS
● SINTOMAS ● SONO
● FISIOPATOLOGIA ● ANSIEDADE/DEPRESSÃO
● FADIGA
● EQUILIBRIO/POSTURAL

TRATAMENTOS EXERCÍCIOS
03 ●

MEDICAMENTOSO
PIC’s
04 ●

ALONGAMENTOS
FORTALECIMENTO
● TCC (psicologia)
● FISIOTERAPIA
HISTÓRICO
● As primeiras referências a quadros que
lembram a fibromialgia são de 1824, sugerindo
um processo inflamatório no tecido conjuntivo
responsável pela dor que era, então, chamada
de reumatismo muscular.

● Pouco mais de 20 anos depois, Valleix


descreveu pacientes com pontos musculares
hipersensíveis à palpação e passíveis de
desencadear dor irradiada. (fibrosite)

● No final dos anos 1920, outras denominações


foram sugeridas: miofascite, miofibrosite e
neurofibrosite.
● Uma das primeiras definições foi relatada por Smythe em 1977,
restringindo o uso da palavra fibrosite à sintomatologia de
pacientes que apresentavam dores musculoesqueléticas
espalhadas acompanhadas de pontos dolorosos à
digitopressão, fadiga e distúrbios do sono

● Em 1981, Yunus et al. propuseram o termo fibromialgia (FM),


que incluía alguns critérios obrigatórios.

● Em 1990, o Colégio Americano de Reumatologia (ACR)


estabeleceu que a fibromialgia seria classificada pela presença
de dor espalhada e crônica, associada à sensibilidade dolorosa
aumentada à palpação digital aproximadamente 4 kg em pelo
menos 11 dos 18 tender points.
● A validação desses critérios para a população brasileira, em
1999, concluiu que a combinação de dor espalhada e crônica
e a presença de 9 ou mais dos 18 tender points possíveis
apresentava melhores propriedades métricas com
sensibilidade de 93,2%, especificidade de 92,1% e acurácia de
92,6%

● Atualmente, conforme sugerido por Wolfe et al. em 2010 tanto


os critérios de 1990 consideram-se pertinentes como sua nova
versão de 2010. Isso porque os critérios de 1990 têm um
componente objetivo e quantitativo.
CONCEITO
Fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica
de etiopatogenia multifatorial complexa, não
totalmente conhecida, que acomete
preferencialmente mulheres, sendo caracterizada
por dores musculoesqueléticas espalhadas e sítios
dolorosos específicos à palpação – tender points,
associados frequentemente a distúrbios do sono,
fadiga, síntomas somáticos e cognitivos e distúrbios
psíquicos.
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS

2010
Wolfe et al.
realizaram novo estudo multicêntrico com a
1990 finalidade de encontrar
novos critérios que não necessitasse do
O ACR realizou um estudo exame dos tender points. Chegaram a um
multicêntrico estabelecendo critério que combina a dor espalhada, em
como critérios diagnósticos da uma escala de 0 a 19, de acordo com o
fibromialgia a presença de dor números de locais dolorosos, e uma escala de
espalhada e crônica e 11 dos 18 severidade de sintomas de fadiga, sono não
tender points. reparador e sintomas cognitivos.
(1 e 2) Occipital: inserção dos músculos
suboccipitais
(3 e 4) Cervical baixa: anteriormente, entre
os processos transversos de C5-C7
(5 e 6) Trapézio: ponto médio das fibras
superiores do músculo trapézio
(7 e 8) Supraespinhal: inserção do músculo
supraespinhal, acima da espinha da
escápula próximo ao ângulo medial
(9 e 10) Segunda articulação costocondral:
lateral e superiormente à articulação
(11 e 12) Epicôndilo lateral: 2 cm
distalmente ao epicôndilo
(13 e 14) Glúteo: quadrante superior e
lateral das nádegas
(15 e 16) Trocânter maior: posterior à
proeminência trocantérica
(17 e 18) Joelho: coxim gorduroso medial,
próximo à linha articular
Não há exames laboratoriais ou radiológicos que
confirmem ou excluam o diagnóstico, pois os
pacientes não apresentam alterações evidentes de
órgãos ou sistemas, embora refiram elevados níveis
de dor, fadiga e outros sintomas associados
semelhantes aos de pacientes com outras
patologias cuja fisiopatologia é evidente, por
exemplo, a artrite reumatoide.
SINTOMAS
A síndrome é caracterizada pela presença de dor espalhada e crônica (bastante
frequente nas regiões cervical e ombros, parede torácica e membros), com
predominância no gênero feminino e muitas vezes associada a rigidez matinal,
distúrbios do sono, fadiga, cefaleia crônica, sensação de edema, parestesias, ansiedade,
depressão e distúrbios intestinais como síndrome do cólon irritável, entre outros.

Fazem parte dos síntomas dolorosos a alodinia (dor resultante de estímulo que não sería
doloroso) e disestesias (sensação desagradável sentida nas extremidades que varia
desde amortecimento até agulhadas).
Outros sintomas citados pela literatura como frequentes na fibromialgia são:
parestesias, pontadas, cãibras, palpitação, tontura, zumbido, dispneia,
epigastralgia, enjoo, dificuldade de digestão, fenômeno de Raynaud,
dismenorreia e irritabilidade, incapacidades e sofrimentos o comprometimento
cognitivo (dificuldade de memória e raciocínio), o impacto emocional
(especialmente ansiedade e depressão) endo suas ocorrências variadas entre os
estudos.

Esses sintomas podem modificar-se em intensidade de acordo com algumas


condições moduladoras: alterações climáticas, estresse emocional, grau de
atividade física – piorando com exercícios vigorosos e cessação repentina da
atividade física , mudança no padrão do sono ou coexistência com outras
patologias.
Procuram o neurologista apresentando-lhe queixas de cefaleia tensional crônica e
recebem o rótulo de enxaqueca; buscam o otorrinolaringologista em razão da
tontura e zumbidos e recebem o diagnóstico de labirintite; vão ao cardiologista por
dor torácica e palpitações e, após exames de eletrocardiografia e ecocardiografia
normais, alguns recebem o diagnóstico de costocondrite; dirigem-se ao
gastroenterologista em razão da dor abdominal e alteração do ritmo intestinal ou
por epigastralgia, dificuldade de digestão, náuseas e azia, e por diversas vezes têm
sido submetidos a métodos de investigação invasivos que não demonstram
quaisquer anormalidades, recebendo o diagnóstico final de síndrome do cólon
irritável ou de dispepsia. Além disso, uma expressiva quantidade de pacientes com
fibromialgia têm recebido múltiplos diagnósticos de tendinites, tenossinovites,
bursites e neuropatias no sentido de justificar suas múltiplas queixas dolorosas.

(Helfenstein e Feldman, 2002, p. 12)


ETIOLOGIA
● Fatores genéticos e ambientais, que podem ser
predisponentes e desencadeantes dessa síndrome.
● Traumas (como lesão em “chicote”).
● infecções (como hepatite B e C, HIV, doença de
Lyme).
● Estresse emocional
● Eventos catastróficos (p. ex., guerra).
● Cirurgias
● Doenças autoimunes e outras patologias (como
artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico,
síndrome de Sjögren).
FISIOPATOLOGIA
Condições de dor crônica, como a fibromialgia, têm componentes de
alterações do processamento da dor tanto pelo sistema nervoso central como
pelo fator periférico. O componente do sistema nervoso central está relacionado
com uma transmissão exacerbada da dor, que pode ter sido desencadeada
inicialmente por um fator periférico (uma lesão ou um processo inflamatório
regional ou generalizado, como na osteoartrite e artrite reumatoide).

Essa sensibilização é mediada por neurotransmissores como a substância P,


que está relacionada à transmissão de sinais de dor.

A substância P é um
A substância P também está neuropeptídeo que atua
envolvida na modulação da como um neurotransmissor e
resposta inflamatória. Ela neuromodulador no sistema
pode aumentar a nervoso. Ela desempenha um
permeabilidade vascular e papel fundamental na
promover a liberação de
outras substâncias
transmissão de sinais de dor e
inflamatórias. na resposta ao estresse.
As aminas biogênicas, serotonina e norepinefrina – inibidoras da dor estão reduzidas em pacientes
com fibromialgia, enquanto a substância P um neurotransmissor excitatório à dor parece estar em
maior concentração no fluido cerebrospinal.
Outra alteração que vem ao encontro da sintomatologia da fibromialgia é a do
sistema nervoso autônomo e do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, evidenciada nesses pacientes por
níveis basais elevados de hormônio adrenocorticotrófico
Em 2010, o Colégio Americano de Reumatologia propôs uma mudança da definição da fibromialgia,
incluindo os chamados sintomas somáticos, isto é, alguns sintomas, sem uma base fisiopatológica do órgão
acometido, fazem parte da representação das emoções no corpo.
AVALIAÇÃO
FISIOTERAPÊUTICA
FIBROMIALGIA
01 ANAMNESE 02
PRESENTE?
● DOR? A QUE HORA?
● O QUE ALIVIA OU Começar aplicando os critérios
PIORA A DOR? diagnósticos de 2010
● INTENSIDADE

03 AVALIAÇÃO DA DOR 04 TENDER POINTS


● ESCALAS DE DOR (EVA, VAS,
● Avaliar
● MAPAS DE DOR
● Questionário McGill de dor
● ALGÔMETRO
● Questionário de Impacto da
Fibromialgia (QIF)
Exame Avaliação Diagnóstico

Resultados Intervenção Prognóstico


TRATAMENTO MEDICAMENTOSO E NÃO
MEDICAMENTOSO

01 02 03
MEDICAMENTOS TERAPIA COGNITIVO
TERAPIAS
● ANALGESICOS
ALTERNATIVAS OU -
● ANTIDEPRESSIVOS
● RELAXANTES MUSCULARES COMPLEMENTARES COMPORTAMENTAL
Baseia-se no modelo cognitivo
● HIPNÓTICOS segundo
● Balneoterapia o qual o afeto e o comportamento
● ANTICONVULSIVANTES ● musicoterapia, são determinados pelo modo
● HORMÔNIOS (ESTROGÊNIO, ● dança do ventre, como um indivíduo estrutura o
GH, MELATONINA). ● ioga, entre outros mundo
CONTRAINDICADO:
CORTICOESTERÓIDES
TRATAMENTO
FISIOTERAPEUTICO
As tomadas de decisões do
fisioterapeuta são feitas de maneira
individualizada para cada paciente,
considerando-se as características únicas do
paciente dentro do contexto em que vive e
do modo como se relaciona com tal meio.

É procurada para a diminuição da dor,


fadiga, fraqueza muscular e perturbações
do sono, assim como a melhora do
condicionamento físico
Fisioterapia para o tratamento da fibromialgia com base na Sociedade
Norte-Americana da Dor (American Pain Society), sendo eles:
● A informação ou o conhecimento do paciente acerca da fibromialgia, relacionados
com o apoio para a aquisição de atitudes e comportamentos de uma adaptação
favorável da saúde;
● Suporte no gerenciamento das atividades diárias e do estresse; relaxamento;
● Cinesioterapia ou exercícios físicos e terapias passivas (p. ex., termoterapia e
terapia por massagem).
● Os exercícios aeróbicos promovem o aumento da capacidade energética do
músculo, produzem uma adaptação cardiovascular e respiratória e refletem na resistência à fadiga.

Os exercícios aeróbicos de intensidade baixa a moderada são altamente recomendados no


tratamento da fibromialgia, a caminhada em solo ou na esteira e a bicicleta estacionária, na
melhora da qualidade de vida do paciente

Cálculo da frequência cardíaca máxima = 220 – idade

Esse tipo de exercício pode ser realizado em meio terrestre ou aquático.


Exercícios de resistência progressiva: Um estudo de 2023 mostrou que
exercícios de resistência progressiva são eficazes na melhora da força
e da função física em pacientes com fibromialgia. Iniciar com cargas
leves e aumentar gradualmente evita o aumento da dor pós-exercício.

Exercícios com o peso corporal: Estudos indicam que o fortalecimento


com peso corporal pode melhorar a função muscular, sem causar piora
dos sintomas de dor.

Exercícios isométricos: Esses exercícios são particularmente eficazes


para pessoas que estão no início do tratamento e têm maior
sensibilidade à dor.

Exercícios em circuito: Estudos mostraram que exercícios em circuito


podem melhorar tanto a força muscular quanto a capacidade
cardiovascular, além de ajudar a reduzir a fadiga.
Os exercícios de alongamento muscular promovem o aumento da complacência muscular –
altamente correlacionada com a flexibilidade. Eles demonstram resultados benéficos no
tratamento da fibromialgia.
Terapia manual é a manipulação de tecidos corporais, músculos e ossos, pelas mãos
ou por equipamentos, a fim de promover a recuperação da saúde. Seus principais
procedimentos são a massagem e a mobilização de articulações.

Massagem terapêutica: em especial a massagem de tecidos profundos e a massagem


sueca, tem mostrado benefícios para pacientes com fibromialgia. Um estudo de 2022
destacou que a massagem pode ajudar a reduzir a dor, melhorar a qualidade do sono e
promover o relaxamento. Ela estimula a circulação sanguínea e alivia a tensão
muscular, ajudando a reduzir os pontos dolorosos típicos da doença.

Liberação Miofascial: visa aliviar a rigidez e a dor muscular causada por restrições na
fáscia (o tecido conjuntivo que envolve os músculos). Estudos recentes sugerem que a
liberação miofascial ajuda a melhorar a função física e aliviar a dor crônica em
pacientes com fibromialgia, promovendo uma maior mobilidade e relaxamento
muscular.
A hidroterapia ou fisioterapia aquática é uma área da Fisioterapia que utiliza
os efeitos da imersão do corpo em piscina terapêutica com água geralmente morna, associada com
exercícios físicos e atividades de relaxamento.
Eletroterapia, termoterapia e fototerapia são recursos que aplicam vários tipos de
energia física, elétrica, térmica ou luminosa para fins terapêuticos, principalmente o
alívio da dor.

X
ORIENTAÇÕES

PROMOÇÃO
01 Campanha calendário
das cores

PREVENÇÃO
02 Alimentação saudável e
prática regular de
exercícios físicos
REFERÊNCIA:
OBRIGADA
ALGUMA PERGUNTA?
PRÓXIMA AULA…
ALONGAMENTOS
Cada um dos exercícios deve ser realizado entre 4 e 5 repetições,
podendo ser iniciado com três séries. As posturas de alongamento devem ser
mantidos por 30 segundos e, conforme orientação do Colégio Americano de
Medicina do Esporte (CAME), sustentadas em posição de médio desconforto.
(Assumpção et al.)
FORTALECIMENTO
O incremento de carga e aumento de repetições deve vislumbrar o
fortalecimento muscular, respeitando os limites estabelecidos pela síndrome e
percebidos pelos pacientes. Geralmente, nessas condições, a evolução ocorrerá
de forma mais gradual e lenta, mas sem retrocessos e abandono dos exercícios.
A IMPORTANCIA DE PROGRAMAS
EDUCATIVOS
• Desenvolver atividades em grupo, como exercícios, caminhadas,
atividades sociais e de lazer etc.
• Salientar a importância de se ter um bom estilo de vida. • Melhorar a
atitude frente à doença. • Assumir atitudes positivas. • Desenvolver
algum tipo de trabalho (remunerado ou voluntário).
• Confiar em si mesmo e desenvolver uma autoimagem positiva.
• Praticar uma atividade física regularmente.
• Criar rotinas no dia a dia do paciente.
• Manter as atividades sociais.
• Saber tudo sobre a fibromialgia: o que é verdade e o que é mentira.
• Estabelecer metas na vida e em relação à fibromialgia.
A dor que “acorda” o
paciente durante a noite
pode também estar
relacionada com o tipo de
colchão, travesseiro e a
posição em que dorme.
Sugestão: colchão de
espuma com densidade 28
ou 33. A altura ideal do
travesseiro depende
também da posição em
que o paciente
preferencialmente dorme.
DICAS DE
AUTOMASSAGEM
ALIMENTAÇÃO
SAUDÁVEL
DICAS DE
HÁBITOS
POSTURAIS
OBRIGADA
ALGUMA PERGUNTA?

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