ESCOLA ESTADUAL ANTÔNIO JOÃO RIBEIRO
ALUNOS: NICOLAS PYETRO, JOÃO EMANUEL, DAVI VERONA,
RYAN FELIPE, MARIA ANTHÔNIA E ANTONELA
AS RELAÇÕES DE TRABALHO E O PAPEL DA MERCADORIA:
RELAÇÃO ENTRE CAPITAL, TRABALHO E ALIENAÇÃO EM
MARX; CONCEITO DE FETICHISMO DA MERCADORIA SEGUNDO
MARX
TIPO DO TRABALHO: INFORMATIVO-EXPOSITIVO
ITAPORÃ MS - OUTUBRO 2025
ESCOLA ESTADUAL ANTÔNIO JOÃO RIBEIRO
ALUNOS: NICOLAS PYETRO, JOÃO EMANUEL, DAVI VERONA, RYAN
FELIPE, MARIA ANTHÔNIA E ANTONELA
AS RELAÇÕES DE TRABALHO E O PAPEL DA MERCADORIA:
RELAÇÃO ENTRE CAPITAL, TRABALHO E ALIENAÇÃO EM
MARX; CONCEITO DE FETICHISMO DA MERCADORIA SEGUNDO
MARX
TRABALHO APREENTADO À FILOSOFIA, SOB ORIENTAÇÃO DA
PROFESSORA EDILIANA DIAS, COMO REQUISITO PARCIAL PARA
APROVAÇÃO.
ITAPORÃ MS – OUTUBRO 2025 SALA: 1 ANO - A
RESUMO
O texto aborda conceitos centrais da sociedade capitalista, como trabalho, mercadoria,
capital, alienação e fetichismo da mercadoria, com base na perspectiva de Karl Marx.
Inicialmente, discute-se a relação entre empregador e empregado, mostrando como a
mercadoria e o lucro estruturam o sistema econômico, evidenciando desigualdades e
exploração. Em seguida, a alienação é apresentada como o afastamento do trabalhador
de sua essência, resultado do controle do capital sobre a produção. O fetichismo da
mercadoria é explicado como a atribuição de valor simbólico e quase espiritual a
objetos produzidos pelo trabalho humano, obscurecendo a realidade das relações sociais
e produtivas. Por fim, o texto reforça a relevância do pensamento marxista para a
filosofia, sociologia e economia, incentivando a reflexão crítica sobre a sociedade
contemporânea e a valorização do trabalho humano.
Palavras-chave: Trabalho, Mercadoria, Capital, Alienação, Fetichismo da Mercadoria,
Marx, Sociedade Capitalista.
ABSTRACT
This text discusses key concepts of capitalist society, such as labor, commodity, capital,
alienation, and commodity fetishism, from Karl Marx's perspective. It initially examines
the employer-employee relationship, highlighting how commodities and profit structure
the economic system, revealing social inequalities and exploitation. Next, alienation is
presented as the worker's estrangement from their own essence, resulting from capital
control over production. Commodity fetishism is explained as the assignment of
symbolic and almost spiritual value to objects produced by human labor, obscuring the
reality of social and productive relations. Finally, the text emphasizes the relevance of
Marxist thought for philosophy, sociology, and economics, encouraging critical
reflection on contemporary society and the appreciation of human labor.
Keywords: Labor, Commodity, Capital, Alienation, Commodity Fetishism, Marx,
Capitalist Society.
SÚMARIO
CAPA E FOLHA DE ROSTO--------------------------1
RESUMO E ABSTRACT----------------------------------2
INTRODUÇÃO ------------------------4
DESESENVOLVIMENTO--------------5
DESFECHO--------------------------6
REFÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS-------------------7
INTRODUÇÃO
Nos dias atuais, estamos cercados de conceitos de relevância extrema na sociedade,
por exemplo:como o trabalho, a alienação, as relações de trabalho com o papel da
mercadoria, o capital. Entretanto, muitas vezes não compreendemos/absorvemos o que
eles significam, o que representam e como se desenvolvem na sociedade e no mundo
como um todo. Por isso, é necessário a busca por este conhecimento essencial.
Desenvolver saberes e a nossa mentalidade nunca é demais!
De acordo com o estudante perito do Ensino Superior, BEZERRA Yure, em um
comentario no Brainly, (comunidade de estudos online, em que pessoas podem fazer
perguntas sobre diferentes disciplinas e também dar respostas a diferentes questões) [...]
As relações de trabalho e o papel da mercadoria são fundamentais para entender a organização econômica
e social de uma sociedade. No contexto do trabalho, a relação entre empregador e empregado é uma das
bases do sistema capitalista. Nessa relação, o empregador detém os meios de produção, como fábricas,
maquinários e matérias-primas, e o empregado oferece sua força de trabalho em troca de um salário.
Dentro desse sistema, a mercadoria desempenha um papel central. Uma mercadoria é qualquer objeto ou
serviço que pode ser comprado e vendido no mercado. Ela é produzida pelo trabalho humano e possui
valor de troca. O valor de troca de uma mercadoria é determinado pela quantidade de trabalho
socialmente necessário para produzi-la. Ou seja, é o tempo médio que os trabalhadores gastam para
produzir uma determinada mercadoria em condições normais. Dessa forma, no sistema capitalista, os
produtos do trabalho humano se tornam mercadorias que são trocadas no mercado. O objetivo dos
empregadores é vender as mercadorias por um preço maior do que o custo de produção, garantindo assim
o lucro. Já para os empregados, a venda de sua força de trabalho é a forma como eles podem obter um
salário para sobreviver. É importante ressaltar que, no sistema capitalista, as relações de trabalho são
permeadas por questões de classe social, desigualdade e exploração. Os empregadores têm vantagem em
relação aos empregados, controlando os meios de produção e muitas vezes determinando condições de
trabalho desfavoráveis [...] Simplificando, o sistema de relações de trabalho e o papel da
mercadoria estão intrinsecamente ligados no sistema capitalista, uma vez que a
produção de mercadorias e a troca no mercado são fundamentais para a geração de
riquezas e a manutenção do sistema econômico.
Dito a explicação sobre as relações do trabalho com o papel da mercadoria, podemos
seguir com a relação em alienação e o capital. A alienação na sociologia e filosofia é
entendida como o afastamento do indivíduo de sua essência, consciência, etc. Em Marx,
esse conceito ganha um sentido econômico e social profundo: no sistema capitalista, o
trabalhador se torna alienado ao perder o controle sobre o que produz e sobre o próprio
ato de trabalhar. O trabalho, em vez de ser uma atividade criativa e realizada com
autonomia, passa a ser fragmentado, repetitivo e voltado exclusivamente para o lucro do
capitalista. Esse lucro é obtido por meio da mais-valia, ou seja, pela exploração do
trabalho do operário. Assim, o trabalhador não só perde os frutos do seu trabalho, como
também sua humanidade, tornando-se parte da engrenagem produtiva, como uma
máquina. Um clássico exemplo desta crítica sobre o trabalho é no filme de Charlie
Chaplin, Tempos Modernos, que narra todas as condições sub-humanas vividas por um
operário da fábrica que faz parte das grandes massas controladas pelos poderosos: altas
jornadas de trabalho (16 horas por dia), salário extremamente baixo, sem pausa de
almoço e até mesmo trabalho infantil retratado nas fábricas de época. Pelo outro lado da
mesma moeda, o capital representa o poder do dinheiro e dos meios de produção nas
mãos dos capitalistas. Somando isso com alienação que vimos agora, o trabalhador
perde o controle sobre o que produz, sendo reduzido a uma peça do sistema. Trabalha
não para si, mas para o lucro do patrão, lucro de outrem.
DESENVOLVIMENTO
Karl Marx, um dos pensadores mais famosos do mundo. Sua influência quebra e já
quebrou barreiras durante incontáveis décadas de desenvolvimento da sociedade.
Descrito como uma das figuras mais influentes na história da humanidade, tendo o seu
trabalho sido elogiado e criticado. Muitos intelectuais, sindicatos, artistas e partidos
políticos em todo o mundo foram influenciados pelo trabalho de Marx. Segundo o Toda
Matéria, as principais obras de Karl são: “Manifesto do Partido Comunista, em 1848. Nele,
Marx critica o capitalismo, expõe a história de todas as sociedades (cuja base ele perceber ser a luta de
classes) e termina com o apelo pela união dos operários no mundo todo. Em 1867, ele publica o primeiro
volume de sua obra mais importante, O Capital, obra em que aprofunda sua análise crítica ao sistema
capitalista, descrevendo seus mecanismos internos e revelando sua dinâmica de exploração. Visto estes
conceitos de contextualização, vamos passar para um outro termo de interesse por
Marx: o fetichismo da mercadoria.
De acordo com Descomplica, “Fetiche é a atribuição de poderes sobrenaturais, divinos etc. a
objetos animados ou inanimados. Obviamente, esses objetos não são dotados desses poderes. No sistema
capitalista, Marx observa que, pela alienação do trabalho e mercantilização da vida, a mercadoria ganha
poderes atribuídos pelos homens. Dessa forma, ganhando independência do seu próprio produtor, as
mercadorias ganham vida e as relações passam a se dar através delas. Sem ser determinado pelo trabalho
necessário para a produção, o valor de uma mercadoria varia em termos incontroláveis e subjetivos. Marx
denuncia que, na modernidade, o homem trata as mercadorias como objetos de adoração.” De maneira
mais pratica, o que ele queria denunciar era justamente esse fenômeno completamente
absurdo e irracionalmente perpetuado durante a época, tudo que era mercadoria que
recebesse uma valorização irreal, sem ser o valor de mercado, era como se não fosse
fruto do trabalho humano e de inúmeros empregados. Não, simplesmente era algo acima
do que meros homens poderiam sequer produzir. Marx, em O Capital, não tem papas na
língua e diz abertamente sobre o dinheiro e outros métodos e mecanismos capitalistas:
“O dinheiro não é apenas um dos objetos da paixão e de adoração de enriquecer, mas é o próprio objeto
dela. Essa paixão é essencialmente auri sacra fames (a maldita ganância do ouro), faz com que as pessoas
vivam em torno de uma medíocre vida, ocasionada por necessidades impostas, gerando uma rotina
alienada.”
Partindo para uma explicação mais teórica, vamos abordar o surgimento do termo
“Fetichismo da Mercadoria”: Karl Marx utiliza a parábola bíblica de Moisés e o
bezerro de ouro para ilustrar o conceito de fetichismo da mercadoria. Na narrativa, após
conduzir o povo hebreu na fuga do Egito, Moisés sobe ao Monte Sinai em busca de
orientação divina e para restaurar a fé de seu povo, que enfrentava dificuldades e
incertezas durante a longa jornada pelo deserto. Durante sua ausência, os hebreus,
sentindo-se abandonados e sem direção, reorganizam-se social e espiritualmente e
decidem criar um novo objeto de adoração: fundem o ouro e as joias que possuíam para
moldar um bezerro de ouro, que passa a representar um deus visível e palpável. Esse ato
simboliza a substituição da fé em um Deus invisível por um objeto material feito pelas
próprias mãos humanas. Quando Moisés retorna com as Tábuas dos Dez Mandamentos,
encontra o povo venerando a imagem dourada e percebe que a verdadeira fé havia sido
substituída pela idolatria de um objeto criado pelo próprio homem. A partir dessa
história, Marx traça uma analogia com o comportamento do homem moderno diante das
mercadorias. Assim como os hebreus adoraram o bezerro de ouro, esquecendo que ele
era apenas um produto de seu próprio trabalho, o homem capitalista passa a tratar os
produtos de seu trabalho como se tivessem vida e valor próprio. Um simples sapato,
bolsa ou celular deixa de ser apenas um objeto útil e passa a representar status, poder,
prestígio e valor simbólico, adquirindo quase uma dimensão espiritual. Nesse processo,
o ser humano esquece as relações de produção e o trabalho humano por trás das
mercadorias e acaba comprando não o objeto em si, mas a ilusão e o significado que ele
representa.
DESFECHO
Em suma, ao analisarmos os conceitos de trabalho, mercadoria, capital, alienação e
fetichismo da mercadoria, fica evidente que o sistema capitalista organiza a sociedade
de maneira a valorizar o lucro em detrimento do ser humano. O trabalhador, muitas
vezes, perde a conexão com sua própria atividade criativa, tornando-se uma engrenagem
do processo produtivo, enquanto as mercadorias adquirem um valor simbólico que
obscurece a realidade do trabalho por trás delas. A compreensão desses fenômenos é
essencial não apenas para estudar filosofia, sociologia e economia, mas também para
refletir criticamente sobre nosso papel na sociedade contemporânea. Assim, o
pensamento de Marx permanece relevante, pois nos convida a questionar estruturas,
compreender desigualdades e buscar formas de transformação social que promovam
justiça, autonomia e valorização do trabalho humano.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
● PERITO DO ENSINO SUPERIOR, BEZERRA Yure, EM UM
COMENTARIO DO BRAINLY (comunidade de estudos online, em que
pessoas podem fazer perguntas sobre diferentes disciplinas e também dar
respostas a diferentes questões) – ACESSADO NA MADRUGADA DO DIA
19/10 PARA O DIA 20/10
● FILME DE Charlie Chaplin, Tempos Modernos
● TODA MATÉRIA: Karl Marx: quem foi, suas principais obras, ideias e
teorias – ACESSADO NA MADRUGADA DO DIA 19/10 PARA O DIA
20/10
● DESCOMPLICA: O CONSUMISMO E O FETICHISMO NA
SOCIOLOGIA Prof. Debora Andrade – ACESSADO NA MADRUGADA
DO DIA 19/10 PARA O DIA 20/10
● INFOESCOLA: PESQUISA REALIZADA EM RELAÇÃO AO CONTO
DE MOISES E O BEZERRO - O Fetichismo da mercadoria na obra de
Karl Marx Por Leonardo Dlugokenski
MUITO OBRIGADO POR TUDO.
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