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Pacelli

O documento analisa a emissão dos selos Pacelli, lançados em 1934, e suas variações, destacando a importância histórica e filatélica dessa série. O autor, Mário Celso Rabelo Orsi Júnior, busca compilar informações sobre a visita do Cardeal Pacelli ao Brasil e os selos comemorativos associados a essa ocasião. O trabalho é um convite à comunidade filatélica para compartilhar novas descobertas sobre esses selos raros.
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O documento analisa a emissão dos selos Pacelli, lançados em 1934, e suas variações, destacando a importância histórica e filatélica dessa série. O autor, Mário Celso Rabelo Orsi Júnior, busca compilar informações sobre a visita do Cardeal Pacelli ao Brasil e os selos comemorativos associados a essa ocasião. O trabalho é um convite à comunidade filatélica para compartilhar novas descobertas sobre esses selos raros.
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Um pouco de história

Estudo da emissão de selos pacelli

Mário Celso Rabelo


1
Orsi Júnior
2021
Um Projeto de:

Informações:

Mário Celso Rabelo Orsi Júnior


[Link]@[Link]

2
Índice

APRESENTAÇÃO 5
AGRADECIMENTOS 6
VISITA AO BRASIL DE SUA EMINÊNCIA O CARDEAL EUGENIO
7
PACELLI
A ESTÁTUA DO CRISTO REDENTOR 11
OS PRIMEIROS MODELOS 17
O ESBOÇO 21
AS PROVAS , O PAPEL E AS C ORES 23
AS PROVAS DE CUNHO 26
AS PROVAS DA PRIMEIRA TIRAGEM 39
AS PROVAS DA SEGUNDA TIRAGEM 54
AS PROVAS DA TERCEIRA TIRAGEM 57
A EXPLICAÇÃO OFICIAL 80
O PROCESSO DE IMPRESSÃO DEFINITIVO E AS TIRAGENS 83
OS SELOS DA PRIMEIRA TIRAGEM 96
300 RÉIS – SELO “A” - 1ª E 2ª TIRAGEM 107
300 RÉIS – SELO “B” - 1 ª TIRAGEM 109
300 RÉIS – SELO “B” - 2 ª TIRAGEM 111
300 RÉIS – SELO “C” - 1ª E 2ª TIRAGEM 113
300 RÉIS – SELO “D” - 1ª E 2ª TIRAGEM 115
300 RÉIS – SELO “D” - 1ª TIRAGEM (VARIEDADE ) 117
700 RÉIS – SELO “A” - 1ª TIRAGEM 119
700 RÉIS – SELO “A” - 2ª TIRAGEM (1° RETOQUE) 121
700 RÉIS – SELO “A” - 2ª TIRAGEM (2° RETOQUE) 123
700 RÉIS – SELO “A” - 2ª TIRAGEM (3° RETOQUE) 125
700 RÉIS – SELO “B” - 1 ª E 2 ª TIRAGEM 127
700 RÉIS – SELO “C” - 1ª E 2ª TIRAGEM 129
700 RÉIS – SELO “D” - 1ª E 2ª TIRAGEM 131
700 RÉIS – SELO “D” - 1ª TIRAGEM (VARIEDADE) 133
OS SELOS DA SEGUNDA TIRAGEM 135
A VARIANTE MISTA DA PRIMEIRA E SEGUNDA TIRAGEM 141
O RETOQUE NOS CLICHÊS DA CHAPA DE 300 E 700 RÉIS 148
OS SELOS DA TERCEIRA TIRAGEM 152
300 RÉIS – SELO “A” - 3ª TIRAGEM 158
300 RÉIS – SELO “B” - 3 ª TIRAGEM 160
300 RÉIS – SELO “C” - 3ª TIRAGEM 162
300 RÉIS – SELO “D” - 3ª TIRAGEM 164

3
300 RÉIS – SELO “E” - 3ª TIRAGEM 166
300 RÉIS – SELO “F” - 3ª TIRAGEM 168
300 RÉIS – SELO “G” - 3 ª TIRAGEM 170
300 RÉIS – SELO “H” - 3ª TIRAGEM 172
700 RÉIS – SELO “A” - 3ª TIRAGEM 174
700 RÉIS – SELO “B” - 3ª TIRAGEM 176
700 RÉIS – SELO “C” - 3ª TIRAGEM 178
700 RÉIS – SELO “D” - 3ª TIRAGEM 180
700 RÉIS – SELO “E” - 3ª TIRAGEM 182
700 RÉIS – SELO “F” - 3ª TIRAGEM 184
700 RÉIS – SELO “G” - 3 ª TIRAGEM 186
700 RÉIS – SELO “H” - 3ª TIRAGEM 188
OS SEL OS TÊTE-BÊCHES (INVERTIDOS OU OPOSTOS) 190
O QUANTITATIVO DAS EMISSÕES 200
A SOBRECARGA - ZEPPELIN 203
OS SELOS AUTOGRAFADOS 204
OS PORTES 207
DEFRAUDAÇÕES 209
AS VARIEDADES 212
AS OBLITERAÇÕES E PEÇAS DIVERSAS 228
BIBLIOGRAFIA 241
PRANCHA I 243
PRANCHA II 245
PRANCHA III 247
EST UDO DOS ESBOÇOS , ENSAIOS E PROVAS 249

4
Apresentação

Desde o lançamento dos selos “Visita do Cardeal Pacelli (futuro Papa Pio XII)”,
em 20 de outubro de 1934, a mesma tem s e mostrado controversa, devido aos inúmeros
problemas apresentados quanto a sua emissão, como as múltiplas variações nos selos
encontrados.
Por muito tempo os selos Pacelli assim chamados, foram considerados se ainda
não o são a coqueluche dos selos comemorativos brasileiros, em decorrência destes
possuírem a rara variação do tri ângulo em alguns poucos exemplares de um dos selos
da emissão, e que passou a ser o desejo de muitos colecionadores que pudessem pagar
pela raridade.
Porém salvo um ou outro trabalho explicativo sobre a emissão e suas variações,
foi somente no primeiro estudo realizado por Melchior Cortez, e publicado no Boletim
da Sociedade Philatelica Paulista em agosto de 1935, é que observamos a dimensão mais
exata do potencial de classificações e de estudos que a referida série pode nos oferecer.
Muitos foram os que se dedicaram ao colecionismo de tais selos, porém poucos
são os que realmente conhecem as suas variantes e características, e ainda mais, poucos
são os que escreveram sobre suas descobertas.
Para salientar a importância da referida série de selos, propusemos retomar os
poucos artigos já publicados, a fim de efetuar um estudo mais detalhado dos referidos
selos. Para aqueles que ainda não conhecem a história da emissão, propusemos
primeiramente efetuar um estudo sobre o motivo da visita do Cardeal Pacelli ao Brasil,
num segundo momento efetuamos um estudo sobre a história do Cristo Redentor –
imagem central da emissão. Feito isto, tratamos de verificar os motivos para a emissão
da referida série de selos e somente depois destes levantamentos históricos é que
dedicamo-nos ao estudo da classificação das variantes encontradas na referida emissão
de selos, que por sinal são muitos.
O presente trabalho é fruto de uma coletânea de todas as info rmações existentes
sobre a referida série, bem como traz à luz outras informações que a meu ver são
consideradas de importância para melhor compreender a real importância desta série de
selos para a filatelia brasileira.
Salvo discrepâncias em decorrência de falta de informações, este trabalho não
pretende ser o ponto final sobre o tema, ma s uma retomada dos estudos filatélicos num
novo olhar, onde os contextos históricos e filatélicos se complementam para explicar
uma das emissões comemorativas mais desejadas da filatelia brasileira desde o seu
lançamento.
Efetuo um chamamento aos filatelistas para que caso da exi stência de novas
descobertas sobre variações ou informações pertinentes a emissão que o façam públicas
para que desta forma possamos melhor compreender este capitulo da história postal
brasileira tão importante.

Mário Celso Rabelo Orsi Júnior

5
Agradecimentos

Em primeiro gostaria de parabenizar a filatelia comemorativa brasileira, por


demonstrar mais uma vez que a filatelia é em sua essência antes de mais nada, o estudo
paciencioso e sistemático de constantes pesquisas, e o aprimoramento dos muit os
estudos anteriormente já realizados, e que tem por objetivo o aprimoramento aos
futuros colecionadores e historiadores em geral dos muitos assun tos que a filatelia pode
oferecer aqueles que desejam melhor compreende-la.
Para que isto viesse a ser tornar realidade, contamos com a colaboração de
inúmeros, filatelistas, comerciantes e estudiosos das mais diversas áreas, que não
mediram esforços para complementar o que aqui apresentamos, uma vez que o assunto
ora abordado neste estudo é muito vasto, vindo a necessitar de uma visão ampla do
todo para que se venha compreender as partes em si.
Partindo desta premissa, nossos agradecimentos a todos os cole cionadores que
gentilmente disponibilizaram as peças de suas coleções para estudo e copia das
mesmas, com destaque o colecionador e grandes amigos: Noely Luiz Orsato, pela
belíssima coleção de ensaios, provas de cunhos, de cores e papeis e impressão; a Nel son
Ortegosa da Cunha, pela maravilhosa coleção de folhas e exemplares dos muitos selos
estudados; a Hélio David Bordin e João Alberto Correia da Silva, grandes
incentivadores e colecionadores destas e de outras tantas raridades do Brasil; a Pedro
Goulart Gontijo que disponibilizou sua magnífica coleção de selos fiscais do Brasil e a
Rolf Dieter Kerkhoff, que além de disponibilizar de forma incondicional imagens de sua
coleção e muitas informações cruciais ao estudo realizado, ofereceu -nos condições para
um dos mais amplos estudos realizados sobre tal emissão já estudada. Não devo
esquecer do grande colecionador José Alberto Junges, que gentilmente cedeu seu vasto
material de selos, ensaios e provas, sem o qual não seria possível a concretização deste
trabalho. Agradecimentos ainda à: Alfredo Neumann; Constantino Papazoglu; Fernando
S. Moreira da Silva; José Luis F evereiro e Vinicius Silveira.
Agradecemos também aos comerciantes que mesmo antes de desfazerem -se do
material para a venda aos interessados, gentilmente cederam imagens das respectivas
peças para que estes pudessem ser estudadas e classificadas.
Aos muitos incentivadores e pesquisadores que colaboraram para que a obra em
si tornasse realidade, os nossos mais sinceros agradecimentos.

O Autor

6
Visita ao Brasil de Sua Eminência o Cardeal Eugenio Pacelli

Desde julho de 1934, é confirmado pela San ta Sé que o Cardeal Pacelli irá
representar o papa na condição de legado papal no Congresso Eucarístico Internacional
de Bueno Ayres, e que o mesmo embarcaria em agosto próximo no navio “Conte
Grande”, que arvoraria o pavilhão pontifício. Em 6 de agosto de 1934, é anunciado que
durante a visita a América do Sul do Cardeal Pacelli visitará o Rio de Janeiro para que
os brasileiros possam prestar homenagens ao representante do papa Pio XI. No dia 7 de
agosto é expedida carta de José Carlos de Macedo Soares (Mi nistro do Exterior), ao
Núncio Apostólico do Rio de Janeiro com convite oficial do governo brasileiro para a
visita do Cardeal Pacelli e o Patriarca de Lisboa, Monsenhor Gonçalves Cerejeira ao
Brasil quando de regresso do Congresso Eucarístico Internaciona l em Buenos Ayres. Por
telefome o Núncio Apostólico – o cardeal Sebastião Leme, informa haver recebido a
carta e que em ato oficial informaria o governo brasileiro.
No dia 9 de agosto de 1934, o Núncio Apostólico do Rio de Janeiro, Monsenhor
Aloisio Masella, diz haver recebido carta com o convite do governo brasileiro para a
recepção que o governo dará ao secretário do Estado do Vaticano o Card eal Pacelli. Fala
ainda que: “... é a primeira vez que América irá receber 7 autoridades da igreja reunidas
que são os cardeais: de Palermo, o Patriarca de Lisboa, o cardeal da Espanha, da
Polônia, da França, do Rio de Janeiro e o secretário de Estado do V aticano. Informa
ainda que a permanência do cardeal Pacelli e do monsenhor Cerejeira possa ocorrer com
no mínimo 24 e no máximo 28 horas na cidade do Rio de Janeiro para entusiasmo da
população católica desta magnífica cidade metrópole e maior edificação d a igreja”.

SS Conte Grande (1927-1961)

7
Montado os preparativos pela Nunciatura Apostólica para a recepç ão do legado
papal, em 5 de outubro de 1934, é aprovado pela Câmara Federal, requerimento de
solicitação de criação de comissão de deputados para recepção do cardeal Pacelli,
secretário de Estado do Vaticano, delegado apostólico de S.S. o Papa Pio XI ao XX XII
Congresso Eucarístico Internacional, que passará no dia 06 de outubro pelo Rio de
Janeiro a caminho de Bueno Ayres.
Durante a estadia do cardeal o governo brasileiro não formalizará as honras de
chefe de Estados uma vez que a mesma somente ocorrerá qu ando do retorno do
secretário de Estado do Vaticano de Buenos Ayres, momento em que o legado pontifício
será então hospede do governo brasileiro durante 36 horas. Ainda no inicio do mês de
outubro, a Nunciatura Apostólica, informa o cerimonial estabelecido pelo legado papal,
a fim de que o governo brasileiro faça a sua representação e adaptabilidade. É
estabelecida assim a programação oficial, para os dias 20 e 21 de outubro, quando da
visita do legado papal – o Cardeal Pacelli.

Programa Oficial: Dia 20 de outubro de 1934

9h30min Chegada à Praça Mauá. Recepção oficial.


Cortejo ao Palácio do Catete.
Meia hora depois da chegada de sua eminê ncia ao Catete, visita ao
Presidente da República no Palácio Guanabara.
12h15min Almoço na intimidade no Palácio da Guanabara.
14h00min Visita á Câmara de Deputados Federais.
15h00min Visita á Suprema Corte.
16h30min Benção no Corcovado.
18h00min Recepção de sua eminência no Palácio do Catete.
20h00min Apresentação do Corpo Diplomático no Palácio do Itamaraty.
21h30min Jantar oferecido pelo presidente da República no Palácio do
Itamaraty.

Programa Oficial: Dia 20 de outubro de 1934

9h30min Missa Campal no Pátio Central do C ampo de Sant’Anna.


Manifestação das Associações Católicas Masculinas e da J uventude
Católica Feminina e Filhas de Maria.
11h30min Visita a sua eminência o cardeal d. Sebastião Leme.
12h30min Almoço oferecido por sua eminência ao presidente da República
na Nunciatura Apostólica.
15h00min Visita de despedida ao Presidente da República.
16h00min Embarque.

Por parte do governo brasileiro, apressam-se as providencias para tão ilustre


visita. Em 19 de outubro, a Sociedade Philatelica Bandeirante através de seu
correspondente no Rio de Janeiro comunica que serão emitidos 300 mil selos de 300 réis
e 200 mil selos de 700 réis, comemorativos a passagem pelo Brasil do cardeal Pacelli. A
impressão dos referidos selos, será entregue a uma tipografia particular, sob a alegação
de que a casa da Moeda não dispõe de tempo necessário para a sua confecção. A
Comissão Organizadora da Exposição Filatélica Nacional protestou contra esta
resolução por não julgar regular.
Sua passagem pelo Brasil aconteceu no dia 19 de outubro de 1934, quando
chegou ao porto de Santos, a bordo do transatlântico Conte Grande. Em Santos, o
cardeal foi recepcionado no armazém 15, pelos alunos do Liceu Coração de Jesus, por
diversas autoridades políticas e religiosas da época, além de um grande número de
observadores. Naquela ocasião, o cardeal Pacelli saiu dos aposent os do navio por volta
das 15h55min e percorreu a cidade de carro. Da região portuária, o cardeal seguiu para
a antiga residência dos padres, no alto do Morro dos Barbosas, em São Vicente. Durante

8
o trajeto de volta ao navio, passando pela Igreja de Nossa S enhora do Monte Serrat, a
mesma foi iluminada para marcar a passagem do importante visitante. De retorno ao
transatlântico, o mesmo seguiu vi agem ao Rio de Janeiro.
Sua chegada ao cais Mauá no Rio de Janeiro, foi saudada por muitas autoridades
políticas e eclesiásticas, além de um grande contingente de católicos que desejam ver a
primeira visita ao Brasil de uma autoridade política do Vaticano .

Sua Eminência Cardeal Pacelli e o Presidente Getúlio Vargas no Palácio do Itamarati

À noite, o Estado Brasileiro ofereceu um banquete a Sua Eminência o Cardeal


Eugenio Pacelli e convidados clericais, no Palácio do Itamarati; onde o Presiden te
Getulio Vargas em seu discurso agradece a ilustre visita do Legado Papal, enaltecendo a
sua importância para o Brasil e para os católicos do Brasil.

Medalha Comemorativa
SUA + EMINÊNCIA + O + CARDEAL + EUGENIO + PACELLI
VISITA + DO + CARDEAL + PACELLI + AO + BRASIL

9
Do porto, a comitiva seguiu até o Palácio do Catete, onde se hospedaram entre
nos dias 20 e 21 de outubro. Do Palácio do Catete, Sua Eminência o Cardeal Eugenio
Pacelli seguiu até o Palácio Guanabara, onde o Presidente Getulio Varg as recebe as
credenciais de Sua Eminência o Cardeal Eugenio Pacelli, como representante do Estado
do Vaticano e Legado Papal. Possivelmente os selos emitidos pelo governo brasileiro
foram apresentados ao Legado Papal no Palácio do Catete quando de seu retorno do
Cristo Redentor, quando ao receber autoridades e representantes religiosos ocorreu o
lançamento oficial dos selos postais referente à estadia do tão ilustre visitante ao Brasil.
Seguindo a programação oficial, no dia 21 de outubro, o Legado Papal o Cardeal
Pacelli, quebra o protocolo estabelecido, a as 10h00min, recebe a imprensa para as suas
impressões sobre sua estadia no Rio de Janeiro, sendo que após seguiu normalmente a
programação estabelecida. Ao entardecer, a comitiva e Sua Eminência o Cardeal
Eugenio Pacelli, seguiu para o embarque no cais Mauá, quando o Presidente Getulio
Vargas estava presente para as despedidas formais, dando assim o encerramento oficial
da visita de Sua Eminência o Cardeal Eugenio Pacelli, à cidade do Rio de Janeiro e ao
Brasil.

Cartão Postal de Suas Eminências os Cardeais Eugenio Pacelli – Legado Papal, e


Sebastião Leme – Arcebispo do Rio de Janeiro entre o Cristo Redentor. Cartão lançado
quando da visita do Legado Papal ao Brasil em outubro de 1934.

10
A Estátua do Cristo Redentor

O Cristo Redentor é um monumento dedicado a Jesus Cristo localizado na


cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Está localizado no topo do Morro do Corcovado, a 709
metros acima do nível do mar. Sua inauguração ocorreu às 19h15min do dia 12 de
outubro de 1931, depois de cerca de cinco anos de intensas obras. Considerado um dos
grandes símbolos do cristianismo, o monumento tornou-se um dos ícones mais
reconhecidos internacionalmente da cidade do Rio de Janeiro e do Brasil.
Dos seus 38 metros, oito estão no pedestal e 30 na estátua, a qual é a segunda
maior escultura de Cristo no mundo, sendo superada somente pela Estátua de Cristo
Rei localizada na Polônia.
Sua visão deslumbrante encanta a todos os turistas e aos cariocas, pois ao chegar
na cidade do Rio de Janeiro, lá do alto, ainda no avião, ou mesmo do chão, é possível
avistar uma estátua, no topo do morro do Corcovado, em meio ao P arque Nacional da
Tijuca.
Por esta situação invejável, o Cristo Redentor um ícone do turismo brasileiro,
que ganhou destaque em 2007, quanto é eleito uma das maravilhas do mundo, e que há
anos abençoa a vida dos cariocas e dá as boas-vindas a todos os visitantes do Rio de
Janeiro.
Sua construção esta intimamente ligada a historia do cristianismo no Brasil. Pois
a idéia da construção da estátua veio muito antes da década de trinta. Data do século
XIX, quando no ano de 1859, numa visita à cidade, o padre Pedro Maria Boss, sugeriu
que fosse erguido no topo do morro do Corcovado – à época Pináculo da Tentação, um
monumento religioso de gigantes dimensões. A sugestão foi levada ao conhecimento da
princesa Isabel, dando apoio oficial, sem dar prosseguimento ao projeto.
Já em 1891, com a separação do Estado da Igreja, a proposta se ainda aventada
foi esquecida, retomando força somente no ano de 1912, quando o Cardeal Dom
Joaquim Arcoverde, retomou a idéia da construção de uma estatua de cunho religioso,
de forma a mostrar que a Igreja estava ainda presente junto ao povo brasileiro, apesar
da República ter se declarado “laica”.
Com a construção do bondinho do Pão de Açúcar, no mesmo ano, pensou -se na
possibilidade de construir uma imagem de Jesus Cristo no alto do M orro do Pão de
Açúcar, projeto este não levado adiante devido às dificuldades iniciais proposta pela
obra. Porém no ano de 1921 o projeto foi retomado, tendo como foco as comemorações
do Centenário da Independência do Brasil.
Além da escolha do monumento, coube também, ao Círculo Católico, a decisão
do local, já que o Pão de Açúcar tinha outros concorrentes para receber a estatua. Este
foi o caso do Morro de Santo Antônio (que fora proposto em 1918, onde hoje se encontra
o Convento do Santo Antônio, no centro do Rio de Janeiro) e o Corcovado, local
aprovado pela assembléia criada pelo Círculo Católico, por este último ser o mais alto
do e de melhor localização.
Como não era mais possível a construção da estatua para as comemorações do
Centenário da Independência, no início de 1922, um abaixo-assinado com mais de 20
mil nomes solicitou ao então presidente Epitácio Pessoa a construção da estátua.
Epitácio Pessoa, “um católico fervoroso”, amigo do Cardeal Arcoverde e de seu
sucessor, Cardeal Dom Sebastião Leme, doou o topo do Morro do Corcovado para a
construção da estátua. Neste mesmo ano no dia 4 de abril, foi lançada a pedra
fundamental da construção da estatua do Cristo redentor.
Em 1923, através de concurso, foi escolhido o projeto do engenheiro Heitor da
Silva Costa. O referido projeto tinha o desenho realizado pelo artista plástico Carlos

11
Oswald e a estrutura fora projetada pelo arquiteto francês Paul Landowsky, trazido da
Europa especialmente para a execução do projeto, em particular para a construção d a
cabeça e das mãos, cujas habilidades de um escultor era m fundamentais.
Durante muito tempo, acreditou-se que o monumento do Cristo Redentor fosse
de autoria do francês, porém estudos mais recentes confirmam a autenticidade do
projeto a Heitor da Silva Costa, revelando assim autenticidade da obra pelo engenheiro
brasileiro.
Em setembro daquele ano, foi iniciado no Rio de Janeiro, pela Igreja Católica, a
Semana do Monumento, uma campanha nacional com o intuito de se arrecadar fundos
para a construção da estatua do Cristo Redentor. A campanha percorreu todo o
território nacional, e duraram exatos dez anos, vindo a reunir dinheiro suficiente para
todo o projeto. O valor estipulado para a campanha era de duzentos réis (cerca de R$
0,20), uma quantia baixa, que possibilitava a participação de todas as classes sociais.

Morro do Corcovado antes da construção da Estatua do Cristo Redentor


Quiosque “Chapéu do Sol” – 1920

Após quatro anos do lançamento da pedra fundamental, no ano de 1926,


finalmente teve inicio efetivo a obra, cuja demora resultou das alterações sofridas nas
maquetes e nos estudos realizados para a definição do melhor material a ser utilizado
em sua confecção.
Antes de se chegar à forma que conhecemos, a estátua do Cristo pa ssou por
várias reformulações. No projeto original de Heitor da Silva Costa apresentado no ano
de 1922, o mesmo era constituído de uma imagem de Jesus segurando uma cruz –
expansão da palavra de fé, na mão esquerda e um globo na mão direita – representando
a universalidade do cristianismo, atributos então considerados de grande importância
simbólica ao cristianismo.
Mas no decorrer do ano, até chegar 1923, o Cardeal Arcoverde, pede ao
engenheiro que repense seu projeto para a vista da estatua de longe venha a se
apresentar como algo mais religioso e não tã o monumental como desejado por Heitor da
Silva Costa.

12
Alguns alegam que Heitor da Silva Costa, aceitou reformular o projeto, quando
observou durante algumas horas as antenas de rádio de 40 metros de altura (por
Roquete Pinto), no alto do Corcovado, com tra ves horizontais, que da Praia de
Botafogo, vê-se uma cruz. Daí surgiu a idéia de transformar o Cristo na própria cruz e o
mundo passa a ser representado pela cidade do Rio de Janeiro, se referindo a um dos
escritos deixados pelo próprio Heitor da Silva Costa, num caderno especial da Revista
Cruzeiro quando da inauguração do monumento.
Porém, há controvérsias nessa história, que é negada por alguns, que dizem que
o terceiro colocado do concurso, o arquiteto Morales de Losvis, já apresentava a
imagem do Cristo com os braços abertos, simbolizando a cruz.
Controversas a parte, definido o formato, partiu-se para o estudo de uma nova
forma para o monumento, erguido acima de um pedestal de oito metros de altura.
Em 1924, Heitor da Silva Costa, quando da conclusão da maquete final veio
residir na Europa até 1927, com a finalidade de participar de todos os detalhes dos
estudos estruturais e buscar profissionais para fazer os traços finais externos. De sua
ida a Europa, conhece Landowsky e Albert Caquot, responsávei s pelos cálculos
estruturais que garantiram a estabilidade do Cristo com seus quase 30 metros de
distância entre uma mão a outra, preocupação constante de Heitor da Silva Costa, que
temia os ventos do Corcovado, como também procurava este unificar a estrut ura
arquitetônica a beleza natural do monumento a natureza ao seu redor. Pois cabe
ressaltar que o fascinante na estatua do Cristo Redentor, e o que diferente de muitos
outros monumentos, ganhando um destaque especial, é o seu posicionamento acima da
cidade, num ambiente sem disputa de atenções, sem desarmonia com as construções,
justamente por não haver nada que impedisse ou dificultasse sua visualização de
qualquer ponto da cidade do Rio de Janeiro.
Para atingir a perfeição da imagem de um Cristo Redentor, foi necessário adotar
a técnica de quadriculação, onde 163 pontos foram demarcados para auxiliar na
precisão da obra. A face, levemente voltada para baixo e para a esquerda, também foi
estrategicamente planejada para ser avistada da cidade e para dar à estátua a suavidade
de quem protege e abençoa. Da mesma forma, a expressão de seu rosto, a túnica e o
manto foram elaboradas para dar a estatua do Cristo Redentor um imponente ar de
respeito.
Muitos projetos e estudos foram realizados também para a escolh a do material a
ser utilizado. No projeto inicial constava a utilização d o bronze, porém um episódio
ocorrido na Rússia – na época da Revolução Bolchevique, em que o governo soviético
mandou fundir todas as estátuas de santos, de construção metálica para r eaproveitar o
material – fez os idealizadores abandonarem a idéia.
Para a estrutura foi decidido utilizar cimento armado, ao invés de armaç ão
metálica, e para o revestimento foi escolhido pedra-sabão, material muito resistente às
variações climáticas, além de representar genuinamente o Brasil.
A construção da estátua foi de tamanha ousadia até então sem precedente no
Brasil, tanto por sua estatura, como por sua localização. Içar blocos de cimentos, ferros,
ferramentas, equipamentos e água a 300 metros de altura, sem falar na locomoção de
todo o material até o topo do morro, foi um trab alho de reconhecida dificuldade e de
grande habilidade.
As peças foram transportadas nos trens da Estrada de Ferro do Corcovado e
montadas no alto do morro. Vale destacar que a estrada de ferro foi aberta graças a uma
visita realizada em 1824, por Dom Pedro I, ao Corcovado (nome dado ao morro no
século XVII pela semelhança a uma corcova ou corcunda), que ao se vislumbrar com a
vista de lá proporcionada, solicitou que fosse aberto um caminho ao cume, que deu
início ao trajeto para a futura estrada de ferro.
Porém, somente em 1884 foi que Dom Pedro II concedeu aos engenheiros
Francisco Pereira Passos e João Teixeira Soares, a permissão para a construção da
estrada, cujo primeiro trecho, Cosme Velho – Paineira foi inaugurada em 1884 e o
segundo, Paineiras – Corcovado, no ano de 1885, totalizando os 3800 metros de fer rovia.

13
Uma história sempre lembrada de forma errônea é que o a estatua do Cristo
Redentor tenha sido feito na França e trazido ao Brasil. O Cristo Redentor foi todo
modelado no próprio Corcovado, haja vista que a primeira maquete feita em Paris
apresentava uma túnica rebuscada em torno do corpo e Heitor da Silva Costa não
aprovou porque não teria como modelá-la no local.
Ao chegar à maquete final, Heitor Costa pede a Landowsky que faça outra
maquete, de quatro metros de altura que foi toda recortada em bloc os para servir de
base para a planta, no tamanho original da estátua, a ser modulada no próprio local em
que a mesma seria montada.

Obras da estátua do Cristo Redentor no Morro do Corcovado em 1930

As únicas coisas que foram construídas na França foram os moldes da cabeça e


das mãos, porém em gesso, em tamanho natural, que foram recortadas, tr azidas ao
Brasil e aqui reconstruídas em concreto armado. O que se sabe é que a estatua do Cristo
Redentor teve o seu acabamento idealizado após a exposição de Art Déco, que
prenuncia o modernismo. O interessante é que o Cristo é o primeiro monumento Art
Déco do mundo, um estilo que preconizava o contraste entre as linhas verticais e
horizontais e não há nada mais belo e perfeito do que a estátua do Cristo Redentor para
provar esta idéia.
Uma lenda, conta que uma aluna de Paul Landowsky, chamada Margarida L opes
de Almeida, uma pianista, com longos dedos, tenha sido a inspiradora para o molde das
mãos do Cristo. Embora a pianista tenha contado e ssa história durante toda a sua vida,
na hora de morrer, ela negou, e a verdade nunca conhecida e revelada.
Os engenheiros Pedro Vianna da Silva e Heitor Levy foram os encarregados pela
construção das partes em concreto, que seriam levadas para montagem n o alto do

14
morro. Levy cedeu sua chácara em São Gonçalo (Niterói) para o trabalho. O engenheiro
que era judeu, converteu-se ao cristianismo durante a construção do monumento. Outra
curiosidade, embora não comprovada, é que seu envolvimento com a construção do
Cristo foi tão grande, que Levy colocou o nome da família em um vidro e o misturou na
massa de concreto, guardand o-o na altura do coração da estátua.

Cartão Postal lançado durante a inauguração do Cristo Redentor


12.10.1931

Toda a montagem durou cinco anos, sendo finalizad a em 1931. Primeiro foram
montadas as estruturas de concreto armado, que davam forma à cruz, depois foram
aplicadas às partes, constituindo a imagem da estátua. O monumento foi criando forma
da cabeça para os pés. Depois de todo revestido de cimento, foi a plicada uma malha
metálica coberta por pedra sabão. Não há registro de quantas pessoas participaram da
construção do Cristo, mas sabe-se que não morreu ninguém durante todo o período da
obra. Em 12 de outubro de 1931, é chegado o dia, e finalmente é inaugurado o
monumento do Cristo Redentor, que anos depois se consagrou como símbolo do
turismo brasileiro. O mau tempo não possibilitou o grande momento, quando as luzes

15
seriam acionadas em Roma (e não na cidade de Nápoles, como muitos livros informam),
na Itália, pelo cientista italiano Guglielmo Marconi, através de sinal elétrico que seria
captado por uma estação em Dorchester, na Inglaterra, e r etransmitido por uma torre
em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. No entanto, o mau tempo impossibilitou o contato e
as luzes foram acionadas do local. Um contratempo q ue não apagou o brilho da festa,
que já se fazia a mais de dez anos.
O monumento já estava pronto no ano de 1930, e seria inaugurado pelo
presidente católico Washington Luís, também no dia 12 de outubro – data firmada pela
igreja desde o início do projeto, por ser o dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do
Brasil. Porém, no dia 3 de outubro ocorreu a Revolução de Getúlio Vargas e o evento foi
postergado para data ainda não determinada pelos revolucionários e pelo próprio
Getulio Vargas em seu primeiro ano de governo.
A cerimônia de abertura contou com a presença de autoridades como o chefe d o
Governo Provisório, Getúlio Vargas e com a Bênção do cardeal Dom Sebastião Leme,
cujas palavras definiam a importância do monumento para o catolicismo, mais
precisamente para a retomada do poder da Igreja no Estado Republicano. No dia 21 de
outubro, do mesmo ano, em substituição à Comissão Organizadora do Monumento, foi
criada a Arquidiocese do Cristo Redentor, que seria responsável pela administração e
conservação do monumento, sendo a mesma extinta no ano de 1960, quando a Mitra
Arquiepiscopal do Rio de Janeiro, assume as responsabilidades.
Ainda na década de 1930, dois feitos ocorrem em relação ao monumento. Em
1932, a estátua ganhou uma iluminação definitiva em substituição à instalada na
ocasião da inauguração. E, em 1934, a Ordem Arquidiocesana do Cristo Redentor
recebeu da União, o domínio de 477m² de área situada no alto do Morro do Corcovado.
No ano de 1942, uma estrada de cimento foi construída para facilitar o acesso de
automóvel ao Morro do Corcovado. Na mesma época foi retirado o mirante Chapé u do
Sol, construído nos idos dos anos 1885, quando a estrada de ferro atingiu o topo do
morro, de onde os turistas contemplavam o visual da cidade.
No ano de 1973, o conjunto paisagístico do monumento foi tombado pelo
Instituto do Patrimônio Histórico Na cional (IPHAN), mas a escultura só conseguiu o
feito em março de 2005. O anúncio ocorreu dia 10 de março do mesmo an o, no Paço
Imperial, no Rio, quando 17 integrantes do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
aprovaram, por unanimidade, o tombamento do monumento do Cristo Redentor.
Em 1980, em virtude da visita do Papa João Paulo II ao Brasil, o monumento
recebeu sua primeira grande reforma, sendo a segunda realizada dez anos depois,
mesmo ano em que a estátua foi tombada pelo Município do Rio de Janei ro como
patrimônio da cidade. Por estar localizada no Parque Nacional da Tijuca, que é uma
unidade de conservação, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais
Renováveis (IBAMA), assume esta a responsabilidade de conservação, limpeza e
vigilância da estátua do Cristo Redentor, cujo direito de imagem, no mesmo ano, foi
fixado sob a exclusividade da Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro.
Em 2003, foi inaugurado um sistema de escadas rolantes, passarelas e elevadores
para facilitar o acesso à plataforma de onde se eleva o monumento. A restauração de
2010, realizada pela empresa Vale em parceria com a Arquidiocese do Rio de Janeiro,
concentrou-se na estátua e em seu entorno.
Além da recuperação da estrutura interna, foi restaurado o mosaico de pedras -
sabão que reveste a estátua com a retirada da pátina biológica (camada de fungos e
outros microorganismos) e a recomposição de danos devido a p equenas rachaduras.
Também foram consertados os pára-raios localizados na cabeça e nos braços da estátua.
O desgaste do monumento é causado pelas condições climáticas extremas a que ele está
submetido, como rajadas de ventos e fortes chuvas, de modo que ob ras de manutenção
devem ser realizadas periodicamente.
É tido como um dos monumentos mais visitados do mundo, e devi do a sua
beleza, foi candidato e conquista em eleição mundial em 2007, o direito de ser uma das
Maravilhas do Mundo.

16
Os Primeiros Modelos

Foi durante a vinda ao XXXIIº Congresso Eucarístico Internacional realizado em


Buenos Aires entre os dias 10 a 14 de outubro de 1934, que Sua Eminência o Cardeal
Eugenio Pacelli, resolve que em seu retorno ao Vaticano, desembarcaria em visita n o
Brasil.
Informado as autoridades nacionais sobre a visita do Cardeal Secretário de
Estado e Legado Papal, o Itamarati com unica a Presidência da República sobre a
importância política da visita da tão eminente autoridade do Vaticano no Brasil.
Da parte das autoridades, a fim de demonstrar as intenções político religiosas do
Estado brasileiro, com importante visita, solicita o Executivo a Casa da Moeda,
preparativos para a emissão de selo comemorativo, a fim de salientar a importância de
proeminente visita católica.
Preparou a Casa da Moeda, ainda no inicio de outubro, a emissão através da
galvanoplastia 1, de dois selos comemorativos, utilizando os selos fiscais do Tesouro
Nacional emitidos em os anos de 1932 e 1933 como modelo. Tais selos retratariam o
Morro do Corcovado com a imagem do Cristo Redentor sob céu estrelado com o
Cruzeiro do Sul. Preparadas as chapas de impressão, nos valores de 300 e 700 réis, o
trabalho de impressão foram iniciados imediatamente, ficando prontos os selos quatro
dias depois da confirmação da vinda de Sua Eminência o Cardeal Eugenio Pacelli ao
Brasil.
Impressos com suficiente antecedência, a qua ntia de selos chegou a 250 mil
exemplares de selos no valor de 300 réis, na cor vermelha e de 250 mil exemplares de
selos no valor de 700 réis, na cor azul celeste, em papel não filigranado 2.
Apresentados ao Ministério das Relações Exteriores para parecer, os mesmos são
recusados, sob a alegação de que o sistema empregado para a impressão – sistema
tipográfico apresentava uma impressão de mau acabamento, o que não aconteceria se o
sistema empregado fosse o talho doce, de melhor efeito ao desenho proposto.
Solicitou o Ministério das Relações Exteriores a confecção de novos exemplares,
ordenando a incineração do volume já impresso. Por haver em sidos recusados, e
incinerados, as poucas folhas existentes tornaram-se apenas ensaios para os novos
desenhos.
Diante do exposto e do pouco tempo ainda restante, a Casa da Moeda informou
ser impossível a confecção de novo desenho, dos respectivos clichês, das provas e da
impressão dos novos exemplares, alegando ainda que para todas estas tarefas seriam
necessárias aproximadamente trinta dias para a pronta emissão tipográfica e de noventa
dias para vinhetas gravadas, o que se tornava impraticável.
A Casa da Moeda se vendo em condição desconfortável, em se tratando de visita
ilustre, procurou em caráter emergencial uma tip ografia particular que ficaria
encarregada de efetuar todo o processo de impressão dos referidos selos.
Estabeleceu-se contato com a Tipografia Alexandre Ribeiro & Cia, empresa esta
localizada também no Rio de Janeiro, que confeccionou um novo desenho, clichês,
provas e impressão dos selos em apenas onze dois dias, sendo que ainda na data
anterior a chegada de Sua Eminência o Cardeal Eugenio Pacelli, ao Rio de Janeiro, a
respectiva tipografia ainda esta efetuando a impressão dos selos a serem distribuídas as
autoridades políticas e convidados naquela data.

1
Preparação do cilindro forma para que o mesmo possa receber a gravação da imagem a ser
impressa, através da eletrólise, princípio da galvanização, possibilitando a reprodução de um
objeto, por meio da deposição de um metal que s e encontra em dissolução num meio líquido.
2
PHILATELICO, Brasil. “Ainda os sellos Pacelli, n. 19, janeiro fevereiro, 1935, p.6.

17
Ficou o Ministério da Fazenda em cooperação com o Itamaraty e a Casa da
Moeda em providenciar a envio de papel filigranado oficial a Tipografia Alexandre
Ribeiro & Cia, para a confecção dos selos 3.

“CORCOVADO – TESOURO NACIONAL”


Selos Fiscais Federais .
Coleção: Pedro Goulart Gontijo

3
BAYLONGUE, João Roberto. Os selos comemorativos da visita do Cardeal Pacelli, out. – dez.
1965, p. 12.

18
Ensaio da arte seguindo modelo do selo ” CORCOVADO – TESOURO NACIONAL”
Selos Fiscais Federais.
Coleção: Vinicius Silveira.

Arte final dos ensaios na cor vermelha (300 Rs.) e azul celeste (700 Rs.) a serem aprovados pelo
Departamento Geral dos Correios.
Coleção: Noely Luiz Orsato.

Selos unitários com denteação parcial, possivelmente canto de folha.


Coleção: José Alberto Junges.

19
Bloco de seis selos com taxa no valor de 300 réis na cor vermelha .
Coleção: Noely Luiz Orsato.

Bloco de seis selos com taxa no valor de 700 réis na cor azul celeste.
Coleção: Noely Luiz Orsato.

20
O Esboço

Quando das comemorações de inauguração do monumento do Cristo Redentor


em 12 de outubro de 1931, a revista “O Cruzeiro” publica dois números especi ais
relativas ao evento. Na revista nº 49, de 11 de outubro, é apresentado toda a história
construção do monumento com rico material fotográfico. Na revista nº 50, de 17 de
outubro, é apresentado imagens sobre a 1ª Missa e a Inauguração do monumento do
Cristo Redentor.

“O CRUZEIRO”
Nº 50 – 17 DE OUTUBRO DE 1931
Dimensão 49 X 33.5 cm.
Coleção: Nelson Ortegosa da Cunha .

Dentre as muitas fotos apresentadas no respectivo número, uma recebeu


destaque por parte da revista. A foto aérea panorâmica do Cristo Redentor patrocinada
pela revista “O Cruzeiro”, foi tirada pelo capitão, Sidney Henry Holland, ex -piloto da

21
Royal Air Force – RAF (Real Força Aérea – Reino Unido), então contratado pela revista
para providenciar aquela que “seria a foto oficial do monumento do Cristo Redentor 4”.
Quando a Casa da Moeda contatou a Tipografia Alexandre Ribeiro & Cia, ainda
no dia 17 de outubro, esta imediatamente procurou a Ítalo Ruggero Marini para efetuar
a arte do respectivo selo comemorativo em homenagem a visita de Sua Eminência o
Cardeal Eugenio Pacelli. Por sua vez este utilizou de inúmeras fotografias e cartões
postais editados do monumento do Cristo Redentor para o esboço do desenho a ser
apresentado. De todas as imagens selecionadas, a escolhida foi a fotografia tirada pelo
capitão Sidney Henry Holland, a serviço da revista “O Cruzeiro”. A imagem do Cristo
Redentor servia a três propósitos bem definidos, o primeiro era chamar a atenção para a
obra arquitetônica religiosa católica mais importante do Ri o de Janeiro; segundo era
comemorar a transferência por parte da União da área de 477 m 2 , situada no alto do
Corcovado à Ordem Arquidiocesana do Cristo Redentor e a terceira a visita de Sua
Eminência o Cardeal Eugenio Pacelli ao Brasil.
A Tipografia Alexandre Ribeiro & Cia, deu início aos trabalhos de gravação do
clichê de aço no dia 18 de outubro, sendo que as mesmas ficaram prontas para a
impressão somente na noite anterior a visita de Sua Eminência o Cardeal Eugenio
Pacelli.

4
“O Cruzeiro”, nº 50, 17 de outubro de 1931, “A nossa página dupla central – Uma fotografia do
Cap. Holland. O Cruzeiro deseja aqui consignar os seus agradecimentos ao aviador capitão Holland pela
admirável fotografia aérea do monumento, por ele executada especialmente para es te numero consagrado á
inauguração da estatua do Corcovado, e que publicamos em nossas páginas centrais. A pericia e o arrojo do
capitão Holland obtiveram a mais impressionante fotografia, a que não falta sequer a impressão de
imensidade como moldura condi gna do monumento, que conserva as suas naturais proporções de
grandeza. Nenhuma outra fotografia, até hoje obtida, pode a esta comparar -se pela sua grandiosidade e
pela sua beleza. Podemos considera-la a fotografia oficial do monumento de Cristo Redentor”.

22
As Provas, o Papel e as Cores

O Departamento das Relações Exteriores juntamente com a casa da Moeda


autorizaram a confecção de dois valores, tendo a estampa de ambos os selos o mesmo
desenho, e os valores utilizados são as taxas postais comuns para a circulação das
correspondências na época. Surgiam assim os valores de 300 e 700 réis da série “Visita
do Cardeal Eugenio Pacelli”.
Tudo nos indica que a primeira prova de cunho em selo único provavelmente
passou para uma aprovação previa, onde o mesmo foi recusado, possivelmente devido
ao desequilíbrio entre as nuvens e a imagem do Cristo Redentor. Foram utilizadas as
cores: vermelho, preto, cinza e marrom para a prova de cor, nos selos de 300 réis, não se
conhecendo prova de clichê ou de cor para o valor de 700 réis. Nas provas apresentadas
ainda não haviam sido indicado o nome do desenhista – Ítalo Ruggero Marini.
Provavelmente nos dias quinze e dezesseis de outubro, foi então confeccionado
novo clichê agora com quatro selos em forma de quadra. Estes seri am aprovados e a
partir destes foram confeccionados os selos da primeira tiragem.

Recorte da imagem que serviu de esboço para o desenho de Ítalo Ruggero Marini.

As primeiras provas dos clichês foram impressas em diversos papeis e já com as


cores definitivas, porém em cores trocadas em ambos os valores. Tais provas gráficas
somente foram realizadas para observar o desenho em seu todo, não procurando dar
ressalva a detalhes mais expressivos sobre o desenho e o sistema de impressão
propriamente dito. Somente após algumas provas serem impressas é que o processo de
impressão dos selos sobre o papel filigranado ocorre u.

23
Em decorrência do pouco tempo ainda restante, a Tipografia Alexandre Ribeiro
& Cia, se viu obrigada a estar efetuando a impressão dos selos até dia anterior a
chegada de Sua Eminência, o Cardeal Eugenio Pacelli, no dia 20 de outubro.
Em decorrência do curto período de tempo, a Tipografia Alexandre Ribeiro &
Cia, optou em confeccionar clichê com 4 selos de cada valor em vez de confeccionar
clichê único com os 64 selos de cada porte. Porém o tempo ganho não representou
agilidade da confecção dos selos, visto que o processo de impressão com o clichê de 4
selos demonstrou-se extremamente vagaroso, o que impediu a confecção dos n úmeros
desejados pelos Correios, até a data da chegada do Cardeal Pacelli. Na data da visita
ainda na parte da manhã, mais precisamente às dez horas, o Departamento dos Correios
recebia o primeiro lote a ser disponibilizado ao visitante e a sua comitiva, b em como
aos convidados quando da recepção do mesmo no Palácio d a Guanabara.
Após as formalidades da visita no Palácio da Guanabara, no mesmo dia 20 de
outubro de 1934, às 14h40, estando ainda presente ao ato sua Eminência o Cardeal
Pacelli, foram postos a venda, no correio do Rio de Janeiro, os já esperados selos
comemorativos à sua visita ao Brasil cuja emoção se deve ao interesse todo especial do
Exmo. Ministro Macedo Soares. Os selos postos à venda nesse dia, podemos chamar
como sendo selos da primeira tiragem. Entre os dias 20 a 25 de outubro a Tipografia
Alexandre Ribeiro & Cia, deu continuidade a confecção dos exemplares faltosos , porém
passado a correria inicial para a emissão dos primeiros exemplares, a respectiva
tipografia teve tempo para aprimorar o sistema de impressão que fora duramente
criticado pelo Departamento dos Correios.
A Tipografia Alexandre Ribeiro & Cia, após ob servação detalhada dos
exemplares já confeccionados e colocados e venda, optou-se pela mudança das cores nos
valores de 300 réis, com a finalidade de destacar o desenho, uma vez que o vermelho
utilizado nos primeiros exemplares não destacava as nuances do desenho. Optou-se a
fim de corrigir este problema, a cor vermelho cereja ou solferino. Nos exemplares de
700 réis, o problema foi ainda maior, uma vez que se observou em um dos exemplares
do clichê uma anomalia bem visível – um triângulo – no manto do Cristo, o que levou a
tipografia optar pelo retoque do clichê. A cor azul permaneceu sendo a mesma, com
uma variante mais fosca.
Provavelmente esta prova de clichê foi abandona, pois se fosse utilizada para
impressão dos selos faltantes, as folhas de selos pa ssariam a contar com 4 selos a menos
passando de 32 para 28 selos, o que aumentaria o gasto com o papel entregue pela Casa
da Moeda, impedindo a entrega do total de selos impressos contratados.
Por sua vez as folhas de selos poderiam contar com 4 selos, pa ssando de 32 para
36 selos, o que economizaria tempo de impressão, porém as margens laterais da folha
ficariam muito curtas o que dificultaria o processo de perfuração da denteação das
folhas. Em decorrência destas dificuldades foi confeccionado uma segund a prova de
clichê contando a mesma com 8 selos de cada valor, sendo que para a confecção do
mesmo foi utilizado a base dos modelos anteriores, tendo como variante a colocação de
linhas junto as nuvens atrás do Cristo a fim de garantir maior nitidez e nuanc es no
desenho do Cristo Redentor.
Outro fator decisivo para a criação deste s novos clichês foram os atrasos
decorrente dos problemas enfrentados com a impressão dos lotes anteriores, pois o
previsto era a impressão de 500.000 exemplares no mais curto perí odo de tempo. A fim
de conter mais atrasos, optou a Tipografia Alexandre Ribeiro & Cia, pela confecção
deste novo clichê.
Em 10 ou 11 de novembro foram entregues a Tesouraria da Diretoria Geral dos
Correios os exemplares faltosos do total contratado. No dia 12 do mesmo mês, foi
colocada a venda a terceira tiragem dos selos.
A forma de distinguir os valores dos selos de 300 e 7 00 réis da terceira tiragem
dos valores dos selos de 300 e 700 réis da primeira e segunda tiragem, é facilmente
observada e de forma inconfundível, pois nos selos da terceira tiragem notam -se

24
pequenos traços que sombreiam a nuvem branca que se encontra aci ma da estátua, o
que não existe nos selos da primeira e segunda tiragem.
Portanto, basta que atente para a característica da nuvem, para que se posam
distinguir os selos da terceira tiragem. Além disso, o “clichê” da terceira tiragem
apresenta características diferentes das que já foram descritas na primeira e segunda.
Quanto à cor, a de 300 réis, é vermelha, mais ou menos idêntica a o de 300 réis da
segunda tiragem. O de 700 réis tem a cor azul anilada ou ultramar, enquanto que os das
tiragens anteriores têm a cor azul acinzentada.
Como aconteceu na primeira e segunda tiragem, cada um dos 8 selos que
formam os quatro blocos das folhas da terceira tiragem tem características peculiares,
de maneira que podem ser distinguidos entre si.

25
As Provas de Cunho

Iniciado a confecção do clichê pela Tipografia Alexandre Ribeiro & Cia, este
optou por um exemplar único no valor de 300 réis em que deveria contar dos traços
principais do desenho a ser também empregado no cli chê de 700 réis, motivo pelo qual
não encontramos até o presente a prova de cunho respectivo valor. Observado mais
atentamente as respectivas provas de cunho existentes observa-se algumas
características que constam em um e não em outra prova. Isto não indica que foram
realizados dois clichês diferenciados, mais sim um que foi ao longo do processo
retocado quando necessário a fim de dar ao clichê as suas características mais
importantes.
Observamos inicialmente em todas as provas de cunho a inexistência do nome
do desenhista (Marini), da nuvem com sombreado mais escuro e a indicação do valor
bem definido. Podemos ainda pontuar outras variantes encontradas nas provas de
cunho estudadas

Primeiro modelo de prova de clichê na cor cinza. Sem indicação do desenhista (destaque a
esquerda) e contendo nuvens escuras (destaque a direita) . Porte de 300 réis (destaque na parte
superior). Prova em papel cartão na cor c inza.

26
300 Réis – Ocre, Marrom, Preto e Vermelho.

01 02 03 04

06 05

07 08

10 09

11 12 13 14

27
As linhas abaixo do Estado do Rio Grande do sul apresentam -se
01
falhas.
No manto do Cristo Redentor existe uma falha, apresentando a
02
mesma como se fosse um pequeno triangulo.
No pedestal da estatua do Cristo Redentor não existe a indicação
03
da entrada.
Entre o manto da estatua do Cristo Redentor e o pedestal da
04
mesma existe uma linha que a sombreia.
Acima da nuvem existe uma serie de traços ligeiramente inclinados
05
para a direita.
Existe um traço que percorre toda a manga do manto do Cristo
06
Redentor.
Não existe a linha limítrofe entre os Estados do Amapá e o Estado
07
do Amazonas.
Existe uma linha de Lina “L” de CARDEAL ao segundo “L” de
08 PACELLI, como também existe uma linha de saindo do segundo
“L” de PACELLI segue até ao Estado de Sergipe.
Existe uma linha que parte da fronteira do Estado do Paraná
09 seguindo até a moldura do quadro próximo a letra “P” de
PACELLI.
A linha que parte do centro do Estado do Espírito Santo em
10
Direção ao Estado de Minas Gerais esta interrompida.
Abaixo de pedestal da estatua do Cristo Redentor existe um
11
sombra que se estende até a metade do mesmo, sentido esquerdo.
12 Existe uma linha de entre as letras “C” e “A” de CARDEAL.
O numero “3” de 300 se encontra afastado da linha da moldura do
13
quadro.
As linhas na lateral do pedestal da estatua do Cristo Redentor se
14
encontram desalinhadas em relação as linhas do fundo.

28
Prova de cunho (300 Rs.) na cor marrom em papel cartão.
Sem perfuração ou filigrana. Clichê com único selo.
Coleção: Noely Luiz Orsato.

29
Prova de cunho (300 Rs.) na cor marrom em papel cartão.
Sem perfuração ou filigrana. Clichê com único selo.
Coleção: Noely Luiz Orsato.

30
Prova de cunho (300 Rs.) na cor preto em papel cartão.
Sem perfuração ou filigrana. Clichê com único selo.
Coleção: Noely Luiz Orsato.

31
Prova de cunho (300 Rs.) na cor azul cinzento em papel cartão.
Sem perfuração ou filigrana. Clichê com único selo.
Coleção: Rolf Dieter Kerkhoff.

32
Prova de cunho (300 Rs.) na cor azul cinzento em papel cartão.
Sem perfuração ou filigrana. Clichê com único selo.
Coleção: Vinicius Silveira.

33
Prova de cunho (300 Rs.) na cor vermelha em papel cartão.
Sem perfuração ou filigrana. Clichê com único selo.
Coleção: Noely Luiz Orsato.

34
Prova de cunho (300 Rs.) na cor vermelha em papel cartão.
Sem perfuração ou filigrana. Clichê com único selo.
Coleção: Vinicius Silveira.

35
300 Réis – azul cinzento

01 02 03 04

06 05

07 08

10 09

11 12 13 14

36
As linhas abaixo do Estado do Rio Grande do sul não apresentam
01
falhas.
No manto do Cristo Redentor não existe a falha, como se fosse um
02
pequeno triangulo.
No pedestal da estatua do Cristo Redentor existe a indicação da
03
entrada.
Entre o manto da estatua do Cristo Redentor e o pedestal da
04
mesma não existe uma linha que a sombreia.
Acima da nuvem não existe uma serie de traços ligeiramente
05
inclinados para a direita, e sim uma linha que divide a nuvem.
Não existe um traço que percorre toda a manga do manto do Cristo
06
Redentor.
Existe a linha limítrofe entre os Estados do Amapá e o Estado do
07
Amazonas.
Não existe uma linha de Lina “L” de CARDEAL ao segundo “L” de
08 PACELLI, como também não existe uma linha de saindo do
segundo “L” de PACELLI segue até ao Estado de Sergipe.
Não existe uma linha que parte da fronteira do Estado do Paraná
09 seguindo até a moldura do quadro próximo a letra “P” de
PACELLI.
A linha que parte do centro do Estado do Espírito Sant o em direção
10 ao Estado de Minas Gerais esta completa e se une a outra que do
numero “3” até ao segundo “L” de PACELLI.
Abaixo de pedestal da estatua do Cristo Redentor não existe um
11
sombra que se estende até a metade do mesmo, sentido esquerdo.
Não existe a linha entre as letras “C” e “A” de CARDEAL, e sim
12 uma linha que corta as letras “CA” de CARDEAL até a moldura do
quadro.
O numero “3” de 300 se encontra próximo da linha da moldura do
13
quadro.
As linhas na lateral do pedestal da estatua do Cristo Redentor se
14
encontram alinhadas e mais destacas que as linhas do fundo.

37
Prova de cunho (300 Rs.) na cor azul cinzento em papel cartão.
Sem perfuração ou filigrana. Clichê com único selo.
Coleção: Noely Luiz Or sato.

38
As Provas da Primeira Tiragem

Os poucos que sabemos sobre estas provas, indicam que as mesmas foram
realizadas as presas em decorrência do pouco tempo que a Tipografia Alexandre
Ribeiro & Cia., obteve para realizá-la as observações mais detalhadas. Tudo nos indica
que estas provas foram realizadas já com as cores definitivas, ou seja, 300 réis na cor
grená e 700 réis na cor azul escuro.

39
Prova da primeira impressão do primeiro clichê . Com indicação do desenhista (destaque a
esquerda), sem nuvens escuras (destaque a direita) e com falha do mapa em somente um dos selos
(destaque na parte inferior). Porte de 300 réis (destaque na parte superior). Prova em papel grosso
na cor definitiva (cor grená ou vermelho escura). Selos da 1ª tiragem.

40
Prova da primeira impressão (300 Rs.) do primeiro clichê com quatro selos (300 Rs.), em papel grosso na
cor definitiva (grená). Sem perfuração ou filigrana. Selos da 1ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.

41
Prova da primeira impressão (300 Rs.) do primeiro clichê com quatro selos, em papel pardo fino na cor
definitiva (vermelho escuro). Sem perfuração ou fi ligrana. Selos da 1ª tiragem.
Coleção: José Alberto Junges.

42
Prova da primeira impressão (300 Rs.) do primeiro clichê com quatro selos, em papel jornal na cor
definitiva (vinho avermelhado). Sem perfuração ou filigrana. Selos da 1ª tiragem.
Coleção: José Alberto Junges.

43
Prova da primeira impressão (300 Rs.) do primeiro clichê com quatro selos em papel fino e na cor
definitiva (grená). Sem perfuração ou filigrana. Selos da 1ª tiragem. Selos obliterados com o carimbo da
Papelaria Ribeiro – Ouvidor 164 (Tipografia Alexandre Ribeiro & Cia).
Verso com assinatura do desenhista (Marini).
Coleção: Noely Luiz Orsato.

44
Prova da primeira impressão do primeiro clichê . Com indicação do desenhista (destaque a
esquerda) e sem nuvens escuras (destaque a direita) e com falha no manto em forma de triangulo
em somente um dos selos (destaque na parte inferior) . Porte de 700 réis (destaque na parte
superior). Prova em papel branco fino na cor definitiva (cor azul brilhante, sensivelmente escuro).
Selos da 1ª tiragem.

45
Prova de cor da primeira impressão (700 Rs.) do primeiro clichê com quatro selos, em papel pardo fino,
na cor preta. Sem perfuração ou filigrana. Selos da 1ª tiragem.
Coleção: José Alberto Junges.

46
Prova da primeira impressão (700 Rs.) do primeiro clichê com quatro selos, em papel fino e na cor
definitiva (azul brilhante escuro). Sem perfuração ou filigrana. Selos da 1ª tiragem. Impressão de clichês
para teste.
Coleção: Noely Luiz Orsato.

47
Prova da primeira impressão (700 Rs.) do primeiro clichê com quatro selos, em papel fino, na cor
definitiva (azul brilhante es curo). Sem perfuração ou filigrana. Selos da 1ª tiragem. Impressão de clichês
para teste (selos sobrepostos).
Coleção: Noely Luiz Orsato.

48
Prova da primeira impressão (700 Rs.) do primeiro clichê com quatro selos, em papel pardo fino, na cor
definitiva (azul opaco escuro). Sem perfuração ou filigr ana. Selos da 1ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.

49
Prova da primeira impressão (700 Rs.) do primeiro clichê com quatro selos, em papel fino, na cor
definitiva (azul brilhante escuro). Sem perfuração ou filigrana. Selos da 1ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.

50
Clichês da folha de selos da 1ª tiragem, disponibilizado na data de chegada
de Sua Eminencia o Cardeal Pacelli ao Rio d e Janeiro (do dia 20 a 25 de
outubro de 1934).

51
Folha de selos de 300 réis da 1ª tiragem com o autografo de Sua Eminência o Cardeal Pacelli.
Coleção: Nelson Ortegosa da Cunha .

52
Folha de selos de 700 réis da 1ª tiragem com o autografo de Sua Eminência o Cardeal Pacelli.
Coleção: Nelson Ortegosa da Cunha.

53
As Provas da Segunda Tiragem

Em decorrência da falha da gravação do desenho do clichê a Tipografia


Alexandre Ribeiro & Cia., efetua o retoque no mesmo, fazendo desaparecer neste clichê
retocado as falhas oriundas do primeiro, que são: no valor de 300 réis, no segundo selo
– o desaparecimento da falha no mapa do Brasil no Estado de Minas Gerais e no valor
de 700 réis, no primeiro sel o – o desaparecimento parcial e em alguns casos total do
triangulo. Mesmo assim existe relato de que o gr avador que foi o próprio impressor por
vezes teve que efetuar retoques outros quando necessário. A fim de sanar tais falhas
foram providenciadas novas provas nas cores. Somente até o momento conhecemos a
prova dos selos de 300 réis na cor cereja, não encontrado a prova no valor de 700 réis na
cor azul.

54
Prova da segunda impressão do primeiro clichê. Com indicação do desenhista (destaque a
esquerda), sem nuvens escuras (destaque a direita) e com retoque no mapa em somente um dos
selos (destaque na parte inferior). Porte de 300 réis (destaque na parte superior). Prova em papel
grosso na cor definitiva (cor grená ou vermelho escuro). Selos da 2 ª tiragem.

55
Prova da segunda impressão (300 Rs.) do primeiro clichê com quatro selos, em papel linho na cor
definitiva (cereja). Sem perfuração ou filigrana. Selos da 2ª tiragem.
Coleção: José Alberto Junges.

56
As Provas da Terceira Tiragem

Com a dificuldade de cumprir com o prazo de entrega dos sel os faltantes, a


Tipografia Alexandre Ribeiro & Cia., manda confeccionar nos clichês para que a
confecção dos selos fosse realizada dentro do prazo es tabelecido. Estas novos clichês,
além de possuírem características determinadas que os diferenciem das tira gens
anteriores. Originalmente as provas foram realizadas em clichês com seis e mais tarde
com oito selos. Com tempo suficiente, foram efetuadas diversas provas de cor e de
papel de ambos os clichês. Porém os selos confeccionados seriam impressos: 300 réis na
cor vermelha e 700 réis na cor azul anilado ou ultramar, gerando diferenciações das
tiragens anteriores.

57
Prova da terceira impressão do segundo clichê. Com indicação do desenhista (destaque a esquerda)
e sem nuvens escuras (destaque a direita). Porte de 300 réis (destaque na parte superior). Prova em
papel pardo fino na cor definitiva (vermelho). Selos da 3 ª tiragem.

58
Prova da terceira impressão (300 Rs.) do segundo clichê com seis selos, em papel cartão, na cor azul
anilado ou ultramar. Sem perfuração ou filigrana. Selos da 3 ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.

59
Prova da terceira impressão (300 Rs.) do segundo clichê com seis selos, em papel cartão, na cor marrom.
Sem perfuração ou filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: José Alberto Junges.

60
Prova da terceira impressão (300 Rs.) do segundo clichê com seis selos, em papel cartão, na cor azul cinzento.
Sem perfuração ou filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.

61
Prova da terceira impressão (300 Rs.) do segundo clichê com seis selos, em papel cartão, na cor vinho.
Sem perfuração ou filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.

62
Prova da terceira impressão (300 Rs.) do segundo clichê com seis selos, em papel cartão, na cor violeta.
Sem perfuração ou filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.

63
Prova da terceira impressão (300 Rs.) do segundo clichê com seis selos, em papel cartão, na cor
vermelho (cor definitiva). Sem perfuração ou filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: venda sob oferta.

64
Prova da terceira impressão (300 Rs.) do segundo clichê com seis selos, em papel cartão,
nas cores violeta, azul cinzento e marrom. Sem perfuração ou filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Verso com assinatura do desenhista (Ítalo Ruggero Marini).
Coleção: Noely Luiz Orsato.

65
66
Terceiro modelo de prova de clichê. Com indicação do desenhista (destaque a esquerda) e sem
nuvens escuras (destaque a direita). Porte de 700 réis (destaque na parte superior). Prova em papel
pardo fino na cor definitiva (azul anilado ou ultram ar). Selos da 3ª tiragem.

67
Prova da quarta impressão (300 Rs.) do segundo clichê com oi to selos, em papel fino, na cor azul anilado ou
ultramar. Sem perfuração e com filigrana indisti nta. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.

68
Prova da quarta impressão (300 Rs.) do segundo clichê com oito selos, em papel pardo fino, na cor vermelho (cor
definitiva). Sem perfuração e se filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: José Alberto Junges.

69
Prova da quarta impressão (700 Rs.) do segundo clichê com oito selos, em papel pardo fino, na cor azul anilado ou
ultramar (cor definitiva). Sem perfuração e se filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.

70
Prova da quarta impressão (700 Rs.) do segundo clichê com oito sel os, em papel cartão, na cor marrom.
Sem perfuração e sem filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.

Prova da quarta impressão (700 Rs.) do segundo clichê com oito selos, em papel cartão, na cor violeta.
Sem perfuração e sem filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.

71
Prova da quarta impressão (700 Rs.) do segundo clichê com oito selos, em papel cartão, na cor vermelho.
Sem perfuração e sem filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.

72
Prova da quarta impressão (700 Rs.) do segundo clichê com oito selos, em papel cartão, na cor verde.
Sem perfuração e sem filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: venda sob oferta.

73
Prova da quarta impressão (700 Rs.) do segundo clichê com oito selos, em papel cartão, na cor azul
cinzento. Sem perfuração e sem filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.

74
300 réis – Selo: “H”. Em papel
fino, na cor vermelho. Sem
perfuração e sem filigrana. Selos
da 3ª tiragem. Coleç ão: Mário
Celso Rabelo Orsi Júnior.

300 réis – Selo: “F”. Em papel 300 réis – Selo: “D”. Em papel 300 réis – Selo: “F”. Em papel
cartão, na cor violeta. Sem cartão, na cor v ermelho. Sem cartão, na cor marrom. Sem
perfuração e sem filigrana. Selos perfuração e sem filigrana. Selos perfuração e sem filigrana. Selos
da 3ª tiragem. Coleção: Mário da 3ª tiragem. Coleção: José da 3ª tiragem. Coleção: Mário
Celso Rabelo Orsi Júnior. Alberto Junges. Celso Rabelo Orsi Júnior .

75
300 réis – Selo: “B” Em papel
cartão, na cor azul. Sem
perfuração e sem filigrana. Selos
da 3ª tiragem. Com assinatura do
gravador (Marini). Coleção:
Mário Celso Rabelo Orsi Júnior.

700 réis – Selo: “H”. Em papel 700 réis – Selo: “F”. Em papel
fino, na cor vinho. Sem fino, na cor azul. Sem perfuração
perfuração e sem filigrana. Selos e sem filigrana. Selos da 3ª
da 3ª tiragem. Coleção: Mário tiragem. Coleção: José Alberto
Celso Rabelo Orsi Júnior. Junges.

76
700 réis – Selo: “F”. Em papel
pardo fino, na cor azul. Sem
perfuração e sem filigrana. Selos
da 3ª tiragem. Coleção: José
Alberto Junges.

700 réis – Selo: “C”. Em papel 700 réis – Selo: “F”. Em papel 700 réis – Selo: “F”. Em papel
cartão, na cor marrom. Sem cartão, na cor vinho. Sem cartão, na cor violeta. Sem
perfuração e sem filigrana. Selos perfuração e sem filigrana. Selos perfuração e sem filigrana. Selos
da 3ª tiragem. Coleção: Peter da 3ª tiragem. Coleção: da 3ª tiragem. Coleção: Peter
Meyer. Constantino Papazoglu. Meyer.

77
Clichês da folha de selos da 3ª tiragem, disponibilizado a partir de 12 de novembro de 1934.

78
Clichê da 1ª tiragem – Inexistência dos riscos na nuvem

Clichê da 2ª tiragem – Inexistência dos riscos na nuvem

Clichê da 3ª tiragem – Existência dos riscos na nuvem

79
A Explicação Oficial

Ao examinar com atenção os desenhos apresentados tanto na primeira, segunda


quanto na terceira tiragem, o que nos chama a atenção é o intricado mapa do Brasil ali
representado. Uma observação mais detalhada notou-se diferentes traçados nas linhas
que formam rios, os limites dos Estados e assim por diante. A respectiva diferença era
notada em cada quadra que formava a folha completa de cada valor .
Em 6 de novembro, é solicitado pela Sociedade Philatelica Bandeira, expli cações
oficiais sobre o lançamento e as diversidades ocorridas no processo da emissão 5, sendo
mais tarde confirmado por nova solicitação de explicações, agora pela Sociedade
Philatelica Paulista, que efetuada as pesquisas preliminares e constataram muitas outras
variações.
Filatelistas e associações filatélicas solicitam parecer das autoridades, e em carta
encaminhada a Sociedade Philatelica Paulista, o então Ministro das Relações Exteriores
– Ministro Muniz Aragão 6, dá as devidas explicações sobre os motivos que levaram a
confecção de tais selos da forma como se procedeu.

5 Atendendo a inúmeras reclamações surgidas em torno da emissão dos selos comemorativos do


Cardeal Pacelli e certa de que esta louvável iniciativa tinha sido patrocinada pelo embaixador Dr. José
Carlos de Macedo Soares, ministro das Relações Exteriores, aproveitando sua permanência na capital,
resolveu a Sociedade Philatelica Bandeirante solicitar de S. Ex ª. Uma audiência ontem no Esplanada Hotel.
Representando a Sociedade Philatelica Bandeirante compareceram os senhores: Luiz Moura Azevedo,
presidente: Jorge Egydio Nogueira, primeiro secretário; Domingos Palatino, primeiro tesoureiro e os sócios
senhores professor Antonio J. Ribas Christovam de Santos. S. Exª. Cientificado dos motivos que levaram
essa comissão a sua presença expos com desembaraço que lhe é peculiar todas as “demarcações” em torno
da iniciativa e confecção dos aludidos selos. A seguir a Sociedade Philatelica Bandeirante, emitiu em
caráter oficial e por escrito a S. Ex ª. Sua opinião sobre tão debatido caso, a qual em resumo, é a seguinte:
“Iniciativa – Louvável: Emissão – Quanto a quantia, preço e valores, podem ser considerados ótimos não só
para o uso postal como para os filatelistas; Impressão – Boa, sendo superior a de algumas emissões entre as
quais – comemorativa Bahia – e outras confeccionadas na casa da moeda: Papel – Oficial Filigrado
“Cruzeiro” de inferior qualidade para a confecção de selos em gravura, motivo pelo qual poderíamos ter
obtido melhor tipo se impressão tivesse sido feita em papel de melhor qualidade: Confecção em
estabelecimento particular: - A Sociedade Philatelica Bandeirante condena a impressão em estabelecimento
particular por principio, mas não acha que haja motivo para tão grande alarme, ainda mais que a controle
da Casa da Moeda mesmo porque isto não é um caso vir gem na história da filatelia nacional nem na Casa
da Moeda, haja vista as emissões 1900 (Comemorativa a Independência) e 1930 (Revolução); Defeitos –
apontar defeitos que existem na presente emissão para justificar tal alarme, não podemos pois as nossas
emissões feitas na Casa da Moeda, estão cheias de defeitos, entre os quais a impressão do mesmo selo em
diversos tipos de papel em filigrana diferentes: Mudança de cor – Os primeiros selos emitidos (20.000)
saíram em vermelho grená e os que estão saindo são em vermelho vivo. Não deixa isto de ser irregular mas
não é motivo para tão grande barulho, pois os selos: Fé e Energia, que só são identificados pela legenda
saíram em cor vermelha e sem saber porque de um dia para outro passaram a ser impressos em lilás, e
foram confeccionados na Casa da [Link] por terminada a nossa missão, S. Ex ª. Agradecendo-nos a
nossa desinteressada cooperação, ofereceu a Sociedade Philatelica Bandeirante um bloco dos aludidos selos
com a assinatura do Cardeal Pacelli e terminou declarando que ignora que tenha havido retoque nas chapas
pois não foi consultado sobre tal fato”.
6 A acção do Ministerio do Exterior na emissão commemorativa da visita do Cardeal Pacelli. Do Sr.
Ministro Muniz Aragão, do Ministerio das Relações Exteriore s, recebeu a Sociedade a seguinte carta: “Por
diversas vezes, surgem na imprensa do Rio de Janeiro e em revistas philatelicas noticias infundadas e
commentarios desfavoráveis, quase sempre anonymos, sobre a acção do Ministerio das Relaçoes Exteriores
na emissão da sellos commenorativos da visita ao Brasil de Sua Eminência o Cardeal Pacelli. Desejando
reetificar os enganos, voluntários ou nã o, insertos nessas publicações, julguei conveniente dirigir -me a
vossa senhoria, pedindo -lhe o obsequio de transmittir esses esclarecimentos aos philatelistas brasileiros
membros dessa Sociedade. Não é exacto que este Ministerio tenha mandado fazer a emissão dos referidos
sellos pela industria particular, sem procurar previamente a Casa da Moeda. Foi somente depois dessa
Repartição lhe ser declarado ser -lhe impossível fornecer os sellos na prazo devido, que o Itamaraty
resolveu appellar para uma firma commercial. A Casa da Moeda achava indispensável 30 dias para uma
emissão typographada e 90 dias para vinhetas gravadas. A f irma commercial comprometteu -se a realisar o
sello “gravado” em 11 dias, assim o fez. Anteriormente, a Casa da Moeda declarou-se disposta a cooperar

80
Independente do parecer do Ministro sobre a forma como se procedeu a
confecção dos referidos selos, credita-se ao curto período de tempo, do estudo mais
detalhado do desenho e do processo de impressão por parte da Tipografia Alexandre
Ribeiro & Cia, da Casa da Moeda e do Departamento Geral dos Correios, das
complicações oriundas da diversidade de variantes que en contramos aos estudarmos
tais selos.
A Tipografia Alexandre Ribeiro & Cia, cumpriu a seu modo a confecção dos
referidos selos que ao observar as falhas no processo de impressão , mais que de
imediato tentou primeiramente efetuar o retoque dos clichês, o que não foi o suficiente;
levando-o a confecção de um novo clichê para o término da impressão dos selos pelo
qual foi devidamente pago.
Foi a partir destas explicações e dos estudos sobre a referida emissão que em 24
de julho, foi esboçado oficialmente pe las entidades filatélicas a classificação dos
referidos selos. Estando encarregado de relatar um trabalho sobre os selos
comemorativos da visita do Cardeal Pacelli, da autoria do Sr. Melchior Cortez, do Rio
de Janeiro, numa das ultimas reuniões da sociedad e, consultará a Comissão de Estudos,
a propósito da classificação daqueles s elos, isto é, dentre as três tiragens que foram
feitas para cada valor, qual deveria ser considerada “típica”.
A comissão de Estudos resolvera então que se consultasse primeirame nte o seu
presidente o Sr. José Kloke, ficando o Sr. Thut incumbido de formu lar aquela consulta.
Tendo recebido o Sr. Jose Kloke resposta a mesma, vinha transmiti -la aos sócios,
passando assim a ler a opinião do presidente da Comissão de Estudos, concebida nos
seguintes termos para a referida emissão 7.

com o Itamaraty e apresentou um projecto de sello typographado. Este Ministerio, infelizmente não pôde
acceitar pelos motivos seguintes: 1 º) Porque, diante da recusa inicial da Casa da Moeda e da urgência de
tempo, já havia feito começar os trabalhos de gravura na firma commercial; 2 º) porque, o projecto daquella
Repartição era de efeito artístico muito inferio r ao modelo já encomendado; 3º) e ultimo, mas não o menor,
o projecto da Casa da Moeda não era um desenho original e sim a “estampilha fiscal de 1932, com as
incripções modificadas para poder servir de sello de correio, commemorativo. Não é também verdadei ra a
allegação de que o uso de papel filigranado official para a impressão dos sellos fosse medida alviltrada
pelo Ministerio da Fazenda. O Ministerio das Relações Exteriores, tão zeloso quanto os demais da sua
responsabilidade, suggeriu espontaneamente es sa providencia como medida de fiscalisação perfeitamente
efficiente. O Ministerio da Fazenda que, com grande espírito de cooper ação muito auxiliou o das Relaçõ es
Exteriores, concordou com a medida. A affirmação de que os sellos não ficaram promptos na data da
chegada ao Rio do Cardeal Pacelli e uma enexactidão muito fácil de demonstrar. Segundo documento em
poder deste Ministerio, firmado pelos senhores thesoureiros do Sello da Casa da Moeda e do Correio,
foram entregues á ultima Repartição, na Secretaria d a Casa da Moeda no dia 20 de Outubro de 1934, 4.352
sellos da taxa de $700 e 13.888 ditos da taxa de $300. A entr ega tendo se realizado ás 10 horas, essa parte
pôde, portanto, graças aos eforçoes do Itamaraty, circular no momento exacto da visita do cardea l Pacelli,
como attestam, aliás, vários exemplares carimbados com a referida data 20 Outubro, e outros rublicados,
naquelle dia, pelo eminente hospede do governo brasileiro. A brevidade do prazo não permitiu que a
enissão fosse realizado com a perfeição technica que seria de desejar. O aspecto dos sellos foi prejudicado
pela qualidade do papel que não deu realce á figura da gravura. Como, porem, fosse o de filigrana
“Cruzeiro” o único existente em “stock” na occasião, já gommado, houve necessidade de adopta -lo. A
escassez de tempo também não permitiu fossem experimentadas, com vagar, differentes marcas de tintas
para verificar os effeitos da respectiva fluidez, dosagem de óleo e resina, etc. Dahi haverem sahido os
13.888 exemplares do valor de $300 da primei ra tiragem com o aspecto oleoso e coloração mais escura,
corrigida nas subseqüentes impressões. Não tendo havido tempo de gra var chapas completas de 32 clichés,
foi a primeira tiragem, dos dosi valores, feita com chapas de 4 na machina de imprimir. Tal processo era de
enorme morosidade. Resolveu-se, por isso, gravar chapas maiores, de 8 clichés. Como, porem, necessitasse
o Correio de attender á procura insistente e impaciente de collecionadores e philatelistas, enquanto eram
ultimadas as novas chapas, foi i mpressa, a pedido daquella Repartição, uma segunda tiragem com as
chapas da primeira, constanto de 20.800 exemplares de $700 e 9.024 da taxa de $300. A terceira tiragem,
feita com as chapas de 8 “clichés” compreendeu 277.888 sellos de $300 e 174.848 sellos de $700,
completando-se assim a emissão de 500.000 sellos. O Ministério das Relações Exteriores tinha como
principal empenho fazer circular os sellos na data opportuna, homenageando assim nosso eminente
hospede durante a sua estada no Brasil. Procurou tam bém realisar a emissão com um desenho apropriado e
artístico e cercal -a de todas as garantias legaes. Esses objectos foram, parece -me, cabalmente conseguidos.
As deficiências que nelles se notam são de pequena monta, ao tomar em consideração a brevidade do prazo
de que em dispúnhamos para realisar o trabalho. Aproveito o ensejo etc. – Muniz Aragão”.
7 “A emissão dos selos comemorativos da visita do Cardeal Pacelli, feita com tanto atropelo, está
causando dificuldades na sua catalogação. A emissão foi encome ndada a Casa da Moeda, mas os selos que

81
Submetida a opinião do Sr. Kloke á apreciação dos presentes e da Comissão de
Estudos, foi a mesma aceita unanimemente, ficando ainda resolvido, que ao chegar a
essa conclusão, fosse a mesma encaminhada a Federação das Sociedades Philatelicas do
Brasil, como contribuição para o projetado catalogo oficial de selos do Brasil.

ela apresentou não agradaram. Foram então encomendados a Typographia Alexandre Ribeiro e C. Iniciou -
se a impressão, mas não saindo a contento. Foram feitos pequenos retoques, mas os selos impressos depois
desses retoques ainda não satisfizeram. Feito novo retoque, finalmente se imprimiu a emissão. Apesar de
tantos esforços, o selo não ficou uma obra de arte. Considerando -o um dos mais mal feitos de todos os
selos que temos. Essas diversas tentativas, para se chegar a um resultado sofrível, provocou uma duvida;
qual dos três diferentes selos deve ser considerado o “selo tipo”  Se trata-se de diferentes emissões, que se
sucediam em meses e anos, e se os selos que a primeira tentativa forneceu tivessem sido aceitos, estes
seriam os “selos tipos”, independente da qualidade que foi impressa. A quantidade de selos não é decisiva.
Prevalece a ordem cronológica. Mas – isso é importante – no caso em apreço não se pode aplicar o critério
da ordem cronológica. Os primeiros selos, embora aproveitados, não foram considerados definitivos,
continuou-se a aperfeiçoar a chapa, até que se pode fazer a emissão definitiva. Por isso sou de opinião que
os selos da emissão “definitiva” devam ser considerados os selos “tipos” – e os selos provenientes das
primitivas tentativas para chegar a um resultado definitivo, “variedades”. Dentro deste ponto de vista,
encero o caso. E esta solução da duvida me parece a única viável para o estrangeiro, para os catálogos e
para os colecionadores em geral”.

82
O Processo de Impressão Definitivo e as Tiragens

Com referência ao uso das cores, sabemos que não houve tempo hábil para os
testes a não ser em azul, vermelho. Os exemplares de provas de cores que dispomos são
dos selos da terceira tiragem e confirmam o ensaio em cor: vermelha, vinho, marrom e
azul, tanto para os valores de 300 quanto para os de 70 0 réis.
A cor vermelha foi utilizada nos selos de valor de 300 réis, tend o as seguintes
características cromáticas: selos da primeira tiragem, uso do vermelho escuro, ou grená.
Nos selos da segunda tiragem foi utilizado o vermelho cereja ou solferino e no s selos da
terceira tiragem foi utilizado o vermelho.
A cor azul foi utilizada nos selos de valor de 700 réis, tendo as seguintes
características cromáticas: selos da primeira tiragem, uso do azul escuro brilhante e
brilhante fosco, azul e azul claro brilhante e claro fosco. Nos selos da segunda tiragem
foi utilizado o azul escuro brilhante, azul e azul claro brilhante e claro fosco e nos selos
da terceira tiragem foi utilizado o azul anilado e ultramar.
O emprego da cor vermelha quanto do azul e de suas variantes, na primeira
quanto na segunda tiragem não contou com a impressão de provas de cores e de
desenhos, o que somente ocorreu para os selos da terceira tiragem , a fim de melhorar o
detalhamento do desenho a ser empregado na confecção dos novos exemp lares, o que
não impediu o emprego de outras cores ou a troca das cores já utilizadas nos valores já
impressos.

Vermelho Escuro ou Grená


1ª tiragem

83
Vermelho Cereja ou Solferino
2ª tiragem

Vermelho
3ª tiragem

84
Azul Escuro Fosco Azul Escuro Brilhante
1ª tiragem 1ª tiragem

Azul
1ª tiragem

Azul Claro Brilhante Azul Claro Fosco


1ª tiragem 1ª tiragem

85
Azul Escuro Brilhante
2ª tiragem

Azul
2ª tiragem

Azul Claro Brilhante Azul Claro Fosco


2ª tiragem 2ª tiragem

86
Azul Anilado
3ª tiragem

Ultramar
3ª tiragem

87
Sabemos que o sistema de impressão empregado pela Tipografia Alexandre
Ribeiro & Cia., foi o “talho doce”, sendo usado como metal, o aço.
O papel utilizado foi o: branco, médio, tramado e acetinado cedido pelo
Ministério da Fazenda a Casa da Moeda, que o repassou a Tipografia Alexandre Ribeiro
& Cia., sendo utilizado o mesmo da sobra da impressão dos selos da série da: “7ª Feira
Internacional de Amostras do Rio de Janeiro”, uma vez que a textura e a gramatura é a
mesma, além deste já possuir a filigrana “K” ou “Cruzeiro” 8, sendo também o mesmo
gomado.
Devido a urgência da impressão dos selos, algumas folhas foram impressas no
lado da goma, isto ocorreu em decorrência de in versão do papel, onde o lado gomado
foi utilizado como base para a impressão. Por conseguinte, estas folhas deveriam ser
descartadas, o que provavelmente ocorreu, porém algumas folhas foram colocadas em
circulação, vindo a existência de estes selos serem muito rara.
Em decorrência da baixa qualidade do papel é muito fácil en contrarmos selos
com resquícios de ferrugem proveniente da goma, selos sem ferrugem e com a goma
original são muito raros. É comum encontrarmos selos lavados quimicamente para a
retirada da goma original e da ferrugem existente. Não raro os valores destes selos se
compararem aos selos com goma original .
Em decorrência das folhas de selos possuírem os tetê -bêches (selos invertidos ou
opostos) podemos encontrar a disposição do filigrana “Cruzeiro” diferenciado nos selos
superiores em relação aos selos inferiores da folha.

8
As dimensões do filigrana Cruzeiro (K) são as seguintes: diâmetro do circulo (2,5 cm), base do
losango (2,5 cm), extensão das palavras “BRASIL” e “CORREIO” (2,5 cm) por (0,5 cm) de altura e
espaçamento entre as letras e o losango (0,15 cm).

88
Selos
superiores
da folha

Selos
tête-bêches

Selos
inferiores
da folha

Distribuição dos selos na folha


Selos de 700 réis da 1ª tiragem

Selos
superiores
da folha

Selos
tête-bêches

Selos
inferiores
da folha

Distribuição dos selos na folha


Selos de 300 réis da 2ª tiragem

Selos
superiores
da folha

Selos
tête-bêches

Selos
inferiores
da folha

Distribuição dos selos na folha


Selos de 300 réis da 3ª tiragem

89
Selos
superiores
da folha

Selos
tête-bêches

Selos
inferiores
da folha

Distribuição dos selos na folha


Selos de 700 réis da 1ª tiragem

Selos
superiores
da folha

Selos
tête-bêches

Selos
inferiores
da folha

Distribuição dos selos na folha


Selos de 300 réis da 2ª tiragem

Selos
superiores
da folha

Selos
tête-bêches

Selos
inferiores
da folha

Distribuição dos selos na folha


Selos de 700 réis da 3ª tiragem

90
Folha de selos 300 réis da 3ª tiragem com distribuição do filigrana “Cruzeiro” (K)
(observação a partir da estampa)

Folha de selos 700 réis da 3ª tir agem com distribuição do filigrana “Cruzeiro” (K)
(observação a partir da estampa)

91
Folha de selos 300 réis da 3ª tiragem com distribuição do filigrana “Cruzeiro” (K)
(observação a partir do verso )

Folha de selos 700 réis da 3ª tiragem com distribuição do filigrana “Cruzeiro” (K)
(observação a partir o verso)

92
Observação a partir do verso

Selos Isolados Selos Isolados

Selos superiores da folha Selos inferiores da folha

Selos: “A”,“B”,“C” e “D” Selos: “A”,“B”,“C” e “D”


dos clichês: 1, 2, 3 e 4 da 1ª e 2ª tiragem dos clichês: 5, 6, 7 e 8 da 1ª e 2ª tiragem

Selos: “A”,“B”,“C”,“D”,“E”,“F”,“G” e “H” Selos: “A”,“B”,“C”,“D”,“E”,“F”,“G” e “H”


dos clichês: 1 e 2 da 3ª tiragem dos clichês: 3 e 4 da 3ª tiragem

Observação a partir da estamp a

Selos em tête-bêche

Selos superiores da folha Selos inferiores da folha

Selos “C” e “D” Selos: “D” e “C”


dos clichês: 1, 2, 3 e 4 da 1ª e 2ª tiragem dos clichês: 5, 6, 7 e 8 da 1ª e 2ª tiragem

Selos: “E”,“F”,“G” e “H” Selos: “H”,“G”,“F” e “E”


dos clichês: 1 e 2 da 3ª tiragem dos clichês: 3 e 4 da 3ª tiragem

93
Observação a partir do verso

Selos Isolados Selos Isolados

Selos superiores da folha Selos inferiores da folha

Selos: “A”,“B”,“C” e “D” Selos: “A”,“B”,“C” e “D”


dos clichês: 1, 2, 3 e 4 da 1ª e 2ª tiragem dos clichês: 5, 6, 7 e 8 da 1ª e 2ª tiragem

Selos: “A”,“B”,“C”,“D”,“E”,“F”,“G” e “H” Selos: “A”,“B”,“C”,“D”,“E”,“F”,“G” e “H”


dos clichês: 1 e 2 da 3ª tiragem dos clichês: 3 e 4 da 3ª tiragem

Observação a partir do verso

Selos em tête-bêche

Selos superiores da folha Selos inferiores da folha

Selos “C” e “D” Selos: “D” e “C”


dos clichês: 1, 2, 3 e 4 da 1ª e 2ª tiragem dos clichês: 5, 6, 7 e 8 da 1ª e 2ª tiragem

Selos: “E”,“F”,“G” e “H” Selos: “H”,“G”,“F” e “E”


dos clichês: 1 e 2 da 3ª tiragem dos clichês: 3 e 4 da 3ª tiragem

94
A separação entre os selos pela picotagem contou com a denteação, na medida
11, que quando perfurados em poucas folhas o mesmo deixa características nítidas de
perfeita perfuração, o que não ocorre quando colocado um volume superior a
capacidade de perfuração desta medida, vindo a provocar falhas o u perfuração, ou
perfuração incorreta. Isto é o que observamos com muita frequência nesta série de selos,
onde é muito comum encontrarmos selos com falhas no processo de denteação, até
mesmo com denteação dupla, devido ao processo de impressão utilizada pelo manuseio
da folha mais de uma vez na maquina para o processo de impressão, quer pelo excesso
de folhas a serem perfuradas de uma única vez.

Denteação dos selos de 300 réis. Denteação dos selos de 30 0 réis.


1ª tiragem 2ª tiragem
(perfuração normal) (perfuração fina)

Denteação dos selos de 300 réis. Denteação dos selos de 300 réis.
3ª tiragem 3ª tiragem
(perfuração normal) (perfuração grande e não definida)

Denteação dos selos de 700 réis. Denteação dos selos de 700 réis.
1ª tiragem 2ª tiragem
(perfuração grande e não definida) (perfuração normal)

Denteação dos selos de 700 réis. Denteação dos selos de 700 réis.
3ª tiragem 3ª tiragem
(perfuração normal) (perfuração grande e não definida)

95
Os Selos da Primeira Tiragem

A chapa dos selos da 1º tiragem, para ambos os valores era constituída de um


“clichê” de 4 selos em quadra, de sorte que as respectivas folhas a presentam um
conjunto de 8 impressões ou blocos, reproduzidos por aquele único “clichê”. Esses
blocos eram impressos, portanto um de cada vez, da seguinte forma: impresso o 1º
bloco ou quadra, o impressor empurrava a folha, imprimindo-se o 2º e, assim,
sucessivamente, até imprimir o 4º bloco ou quadra. Depois o impressor retirava a folha
da prensa, virava-a e repetia a operação (figuras I a VII I). Por ai se vê a razão porque
aparecem os pares invertidos ou “têtes-bêches”. Esta explicação do processo de
impressão é defendida por Mechior Cortez 9.
Porém Baylongue em seu estudo sobre os referidos selos 10 demonstra-nos que o
sistema de impressão tantos selos da primeira quanto da segunda tiragem for am
efetuados pelo sistema de impressão total de cada um dos clichê s (figuras IX a XVI). A
explicação atualmente mais aceita é esta em decorrência de algumas observações
decorrentes do processo de impressão do selo de 700 réis da primeira para a segunda
tiragem 11.
Devemos lembrar que os processos de impressão dos selos con taram com dois
agravantes já conhecidos de muitos. O primeiro o pouco tempo entre a confecção do
desenho definitivo, confecção dos clichês em talho doce e impressão que não foi mais
que três dias antes do lançamento do referido selo. O segundo foi o próprio sistema de
impressão que contou com clichê com quatro selos que constantemente tinha que ser
manipulado para a troca de posição dos mesmos para a retomada do sistema de
impressão.
Outra grande dificuldade enfrentada pela Tipografia Alexandre Ribeiro & Cia
foi o volume a ser impresso em relação ao pouco tempo disponível. Este fato levou a
emissão dos selos em três etapas. O primeiro lote teve sua impressão finalizada em 20
de outubro, estes dando origem aos selos da chamada “Primeira Tiragem”. Um segundo
lote teve sua impressão finalizada em 25 de outubro, estes dando origem aos selos da
chamada “Segunda Tiragem”, e o terceiro lote com a maioria dos selos faltantes, que foi
finalizada em 12 de novembro, dando origem ao que chamamos de “Terceira Tiragem”.
A dúvida que ainda permanece é por que motivos foram realizados as trocas dos
clichês da segunda pelo clichê da terceira tiragem. Alguns alegam que a necessidade foi
decorrente de dificuldade do sistema de impressão que era dificultado pelo
deslocamento de clichê varias vezes, outros alegam que havia uma necessidade
crescente dos selos e que com a finalidade de suprir esta demanda crescente um novo
clichê deveria ser confeccionado.

9
CORTEZ, Melchior. Os sellos commemorativos da visita do Cardeal Pacelli, Boleti m da Sociedade
Philatelica Paulista, agosto 1935.
10
BAYLONGUE, João Roberto. Os selos comemorativos da visita do Cardeal Pacelli, Brasil Filatélico,
out. dez. 1965.
11
BAYLONGUE, João Ro berto. [Link], cita: “Para a impressão do 700 rs. Da 2.ª tiragem, foi
empregado também o mesmo clichê da 1.ª tiragem, pelo mesmo processo. Portanto os selos de 700 rs. Da 2.ª
tiragem têm os mesmas caraterísticas da 1.ª tiragem e se distinguem, quando em qu adra, em virtude do
primeiro selo (selo “A”) de cada quadra ter o caraterístico idêntico ao da 1.ª tiragem com um pequeno
retoque, esse que constitui em fazer desaparecer o triangulo. Acontece, porém, que, em algumas folhas, o
referido primeiro selo da 1.ª e da ultima quadra não se acha retocado, de modo a se confundir com os da 1.ª
tiragem. Durante a impressão da 2.ª tiragem, o impressor – que foi o próprio gravador – por varias vezes,
viu-se obrigado a fazer alguns retoques, mesmo depois de já esta impres sa parte da folha, isto é, os blocos
1 e 2, em algumas folhas e outras somente com o bloco 1, e depois do retoque, completava a impressão dos
demais, blocos. Portanto, existem folhas destes selos de 700 rs. da 2.ª tiragem, e diferem uma das outras”.

96
Recentemente o estudioso Kerkhoff 12, informa que provavelmente os clichês d os
selos da terceira tiragem já estavam confeccionados quando do inicio da impressão dos
selos da segunda tiragem não sendo colocados para impressão por estarem as provas
dos clichês sendo utilizadas para a impressão dos testes a fim observar possíveis
defeitos ou variações do desenho que pudessem ser retocadas antes de colocadas para
impressão. Isto justificaria a existência de varias provas de clichês e de cor que
encontramos desta tiragem.
Sendo assim, os selos impressos da terceira tiragem diferente dos selos
impressos da primeira e dos retoques que levariam a impressão daqueles que seriam os
selos da segunda tiragem, tiverem tempo de ser previamente estudados e analisados, o
que não ocorreu com as duas primeiras devido ao pouco tempo para a impressão das
mesmas.
Ao observarmos mais atentamente os selos impressos na primeira quanto na
segunda tiragem, duas variantes chama-nos a atenção, que é a falta de varias linhas no
mapa do Brasil no segundo selo do clichê de 300 réis e a mais famosa das variantes , que
é o triangulo no manto do Cristo Redentor, no primeiro selo do clichê de 700 réis, e que
foram retomadas ou suprimidas quando da impressão do segundo lote, conhecido como
selos da segunda tiragem.

12
KERKHOFF, Rolf Dieter. Die Gedenkmarken aus Anlass des Besuchs von Kardinal Pacelli in
Brasilien 1934.

97
Fig. I – Impressão do 1º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo Melchior Cortez)

Fig. II – Impressão do 2º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo Melchior Cortez)

98
Fig. III – Impressão do 3º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo Melchior Cortez)

[Link] – Impressão do 4º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo Melchior Cortez)

99
Fig.V – Impressão do 5º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo Melchior Cortez)

Fig. VI – Impressão do 6º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo Melchior Cortez)

100
Fig. VII – Impressão do 7º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo Melchior Cortez)

Fig. VIII – Impressão do 8º bloco ou quadra da 1 ª e 2ª tiragens (segundo Melchior Cortez)

101
Fig. IX – Impressão do 1º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo João Roberto Baylongue)

Fig. X – Impressão do 2º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo João Roberto Baylongue)

102
Fig. XI – Impressão do 3º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo João Roberto Baylongue)

[Link] – Impressão do 4º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo João Roberto Baylongue)

103
Fig. XIII – Impressão do 5º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo João Roberto Baylongue)

Fig. XIV – Impressão do 6º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo João Roberto Baylongue)

104
Fig. XV – Impressão do 7º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo João Roberto Baylongue)

Fig. XVI – Impressão do 8º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo João Roberto Baylongue)

105
300 Réis – 1ºclichê dos selos da “1ª tiragem”

700 Réis – 1ºclichê dos selos da “1ª tiragem”

106
300 Réis – Selo “A” – 1ª e 2ª tiragem

01 02 03 04

05

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

107
300 Réis – Selo “A” – 1ª e 2ª tiragem

Do meio do braço direito ao peito de Cristo, existe uma linha branca


01
encurvada.

Existe no lado esquerdo do “V” de VISITA um prolongame nto da


linha inclinada que começa na parte superior do “C” de CARDEAL
02
formando um “J” que não chega a tocar a linha vertical do
enquadramento.

Acima deste “J” existe um traço inclinado, perto da linha vertical do


03
enquadramento, traço este que está livre nas duas extremidades.

No mapa, falta a linha divisória dos limites do sul do Estado do Mato


04
Grosso.

Acima do “E” de CORREIO existe uma mancha branca em forma de


05
letra “V”.

108
300 Réis – Selo “B” – 1ª tiragem

01 02 03 04

06 05

07

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

109
300 Réis – Selo “B” – 1ª tiragem

01 O contorno superior da nuvem possui traço duplo na parte esquerda.

Os dois traços na nuvem sobre a cabeça do Cristo convergem na parte


02
superior formando um “V” invertido.

Não existe a linha que parte de “D” da contração “DO” ao “E” de


03
CARDEAL.

04 Falta a linha que vai de “C” de CARDEAL a “P” de PACELLI.

Existe um traço no sentido horizontal entre as letras “E” e “A” de


05
CARDEAL.

Existe um traço, no fundo linhado, mais grosso ligando o mapa e a


06
estatua.

Falta da linha que liga o centro do Estado do Espírito Santo até o


07
segundo “L” de PACELLI, e deste até o número 4.

110
300 Réis – Selo “B” – 2ª tiragem

01 02 03 04

06 05

07

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

111
300 Réis – Selo “B” – 2ª tiragem

01 O contorno superior da nuvem possui traço duplo na parte esquerda.

Os dois traços na nuvem sobre a cabeça do Cristo convergem na parte


02
superior formando um “V” invertido.

Não existe a linha que parte de “D” da contração “DO” ao “E” de


03
CARDEAL.

04 Falta a linha que vai de “C” de CARDEAL a “P” de PACELLI.

Existe um traço no sentido horizontal entre as letras “E” e “A” de


05
CARDEAL.

Existe um traço, no fundo linhado, mais grosso ligando o mapa e a


06
estatua.

Existência da linha que liga o centro do Estado do Espírito Santo até o


07
segundo “L” de PACELLI, e deste até o número 4.

112
300 Réis – Selo “C” – 1ª e 2ª tiragem

01 02 03 04

04

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

113
300 Réis – Selo “C” – 1ª e 2ª tiragem

No final do manto da estatua de Cristo, existe uma linha branca,


01 ligeiramente encurvada, delimitando as linhas verticais que
constituem o sombreado da túnica da estatua.

Existe um pequeno traço vertical, paralelo e próximo à linha de


02 enquadramento à esquerda e abaixo de 1934, que está interrompida
em ambas as extremidades.

Uma linha branca que separa o fundo linhado da manga do manto do


03
braço direito do Cristo.

114
300 Réis – Selo “D” – 1ª e 2ª tiragem

01 02 03 04

06 05

07 08

09

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

115
300 Réis – Selo “D” – 1ª e 2ª tiragem

O traço do contorno da nuvem no canto direito é interrompido nas


01
duas extremidades.

02 No algarismo “3” de “300 Rs.”, falta o traço que contorna.

03 Existe um só risco na nuvem no lado direito da cabeça do Cristo.

Existe ao lado do “V” de VISITA uma linha em prolongamento


04 inclinada que começa na parte do “C” de CARDEAL, formando um “J”
ligeiramente inclinado que toca a linha vertical do enquadramento.

Falta a linha que liga o “I” de VISITA ao lado direito da ilha de Marajó
05
e que corresponde ao trecho do final do rio Tocantins.

A linha inclinada que parte do “O” do DO não chega até o litoral


06
norte.

Falta a linha que partindo do “R” de CARDEAL, atinge “I” de VISITA


07 e se prolonga para o norte, constituindo o limite do Estad o do
Maranhão com o Pará.

Existe um pequeno “O” encostado na parte superior de “E” de


08
PACELLI.

Ao lado do pedestal do monumento, no morro do corcovado a uma


09
falha do desenho.

116
300 Réis – Selo “D” – 1ª tiragem (Variedade)

01 02 03 04

06 05

07 08

10 09

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

117
300 Réis – Selo “D” – 1ª tiragem (Variedade)

O traço do contorno da nuvem no canto direito é interrompido nas


01
duas extremidades.

02 No algarismo “3” de “300 Rs.”, falta o traço que contorna.

03 Existe um só risco na nuvem no lad o direito da cabeça do Cristo.

Existe ao lado do “V” de VISITA uma linha em prolongamento


04 inclinada que começa na parte do “C” de CARDEAL, formando um “J”
ligeiramente inclinado que toca a linha vertical do enquadramento.

Falta a linha que liga o “I” de VISITA ao lado direito da ilha de Marajó
05
e que corresponde ao trecho do final do rio Tocantins.

A linha inclinada que parte do “O” do DO não chega até o litoral


06
norte.

Falta a linha que partindo do “R” de CARDEAL, atinge “I” de VISITA


07 e se prolonga para o norte, constituindo o limite do Estado do
Maranhão com o Pará.

Existe um pequeno “O” encostado na parte superior de “E” de


08
PACELLI.

Ao lado do pedestal do monumento, no morro do corcovado a uma


09
falha do desenho.

Existência de triangulo retângulo branco sobre as letras “IO” de


CORREIO.
10 OBS: somente encontrado no selo central da folha, e em um único
exemplar por folha (ocorreu possivelmente na impressão somente do
segundo clichê da folha da primeira tiragem).

118
700 Réis – Selo “A” – 1ª tiragem

01 02 03 04

05

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

119
700 Réis – Selo “A” – 1ª tiragem

A linha que separa a Ilha de Marajó do continente é incompleta,


01
desaparecendo assim a foz do rio Tocantins.

02 A linha acima do “I” de VISITA esta interrompida.

No centro da estatua se acha um triangulo branco, alongado, em


03
sentindo obliquo.

04 Não existe nenhum traço entre o “I” de PACELLI e a linha do litoral .

No pedestal da estatua, onde se acha o nome do gravador “MARINI”,


05 encontra-se um pequeno traço obliquo em baixo da letra “M” daquele
nome.

120
700 Réis – Selo “A” – 2ª tiragem (1º retoque)

01 02 03 04

05

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

121
700 Réis – Selo “A” – 2ª tiragem (1º retoque)

A linha que separa a Ilha de Marajó do continente é incompleta,


01
desaparecendo assim a foz do rio Tocantins.

02 A linha acima do “I” de VISITA esta interrompida.

No centro da estatua o triangulo branco esta retocado, passando a


03 possuir 2/3 do tamanho do triangulo encontrado nos selos da 1ª
tiragem (primeiro retoque).

04 Não existe nenhum traço entre o “I” de PACELLI e a linha do litoral.

No pedestal da estatua, onde se acha o nome do gravador “MARINI”,


05 encontra-se um pequeno traço obliquo em baixo da letra “M” daquele
nome.

122
700 Réis – Selo “A” – 2ª tiragem (2º retoque)

01 02 03 04

05

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

123
700 Réis – Selo “A” – 2ª tiragem (2º retoque)

A linha que separa a Ilha de Marajó do continente é incompleta,


01
desaparecendo assim a foz do rio Tocantins.

02 A linha acima do “I” de VISITA esta interrompida.

No centro da estatua o triangulo branco esta retocado, passando a


03 possuir a metade do tamanho do triangulo encontrado nos selos da 1ª
tiragem (segundo retoque).

04 Não existe nenhum traço entre o “I” de PACELLI e a li nha do litoral.

No pedestal da estatua, onde se acha o nome do gravador “MARINI”,


05 encontra-se um pequeno traço obliquo em baixo da letra “M” daquele
nome.

124
700 Réis – Selo “A” – 2ª tiragem (3º retoque)

01 02 03 04

05

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

125
700 Réis – Selo “A” – 2ª tiragem (3º retoque)

A linha que separa a Ilha de Marajó do continente é incompleta,


01
desaparecendo assim a foz do rio Tocantins.

02 A linha acima do “I” de VISITA esta interrompida.

No centro da estatua não mais é encontrado o triangulo branco


03
retocado (terceiro retoque).

04 Não existe nenhum traço entre o “I” de PACELLI e a linha do litoral .

No pedestal da estatua, onde se acha o nome do gravador “MARINI”,


05 encontra-se um pequeno traço obliquo em baixo da letra “M” daquele
nome.

126
700 Réis – Selo “B” – 1ª e 2ª tiragem

01 02 03 04

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

127
700 Réis – Selo “B” – 1ª e 2ª tiragem

Ao lado esquerdo do manto, em toda a sua extensão, encontra-se


01
uma linha branca vertical.

02 Não existe a linha que vai de “C” de CARDEAL, a “P” de PACELLI.

Falta a linha divisória dos Estados de Mato Grosso e São Paulo, junt o
03
a data de “1934”.

A porta na base do pedestal da estatua esta isolada, faltando os dois


04
traços à esquerda.

128
700 Réis – Selo “C” – 1ª e 2ª tiragem

01 02 03 04

06 05

07 08

09

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

129
700 Réis – Selo “C” – 1ª e 2ª tiragem

01 Falhas nas linhas abaixo da indicação da moeda “Rs.”

Pouco abaixo do braço direito da estatua, encontra-se um traço


02
branco horizontal.

Há uma linha que parte da letra “D” da contração “DO” até a linha
03
que constitui o limite sul do Estado da Paraíba.

04 Existe um traço inclinado entre as letras “C” e “A” de CARDEAL .

05 Não existe a linha que liga “E” de PACELLI a “E” de CARDEAL.

06 Existe um traço inclinado acima de “34” de 1934.

07 Falta do traço horizontal abaixo de “34” de 1934.

Existe uma linha inclinada encostada no enquadramento vertical


08
esquerdo, na divisa dos estados do Paraná e de Santa Catarina .

Abaixo da manga do manto do braço direito da estatua e o fundo


09
linhado, encontra-se um traço branco horizontal.

130
700 Réis – Selo “D” – 1ª e 2ª tiragem

01 02 03 04

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

131
700 Réis – Selo “D” – 1ª e 2ª tiragem

Existe um pequeno traço interrompido acima e à esquerda do “V” de


01
VISITA.

02 A ilha do Marajó é ligada ao continente.

03 Existe um segundo traço inclinado entre “A” de visita e “D” de DO.

No bloco do pedestal encontra-se um losango branco, por cima da


04
letra “I” de BRASIL.

132
700 Réis – Selo “D” – 1ª tiragem (Variedade)

01 02 03 04

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

133
700 Réis – Selo “D” – 1ª tiragem (Variedade)

Existe um pequeno traço interrompido acima e à esquerda do “V” de


01
VISITA.

02 A ilha do Marajó é ligada ao continente.

03 Existe um segundo traço inclinado entre “A” de visita e “D” de DO .

No bloco do pedestal encontra-se um losango branco, por cima da


letra “I” de BRASIL.
04
OBS: somente encontrado no selo central da folha, e em um único
exemplar por folha (e em somente alguns exemplares destas) .

134
Os Selos da Segunda Tiragem

A confecção dos selos da 2ª tiragem obedeceu ao mesmo processo já descrito e


ilustrado para a 1ª tiragem, distinguindo-se pelas características algumas características
comuns encontradas tantos selos de 300 como de 700 réis.
Sendo empregado para a impressão dos selos no valor de 300 réis da 2ª tiragem,
o mesmo “clichê” da 1ª, pelo mesmo processo. Portanto os selos de 300 réis da 2ª
tiragem têm as mesmas características da 1ª tiragem e se distinguem em virtude do
segundo selo (selo “B”) de cada quadra ter a característica indicada pela falta de linhas
demarcatórias no mapa do Brasil no Estado de Minas Gerais (linha que linha o centro
do Estado do Espírito Santo até ao segundo “L” de PACELLI , e deste a linha que segue
até “3” de 1934). O selo de 300 réis da 2ª tiragem distingue-se tão somente pela cor.
Enquanto que os da 1ª tiragem foram impressos na cor vermelhão escuro ou “grená”, os
da 2ª tiragem foram impressos em cor vermelho cereja ou solferino.
Para a impressão dos selos no valor de 700 réis da 2ª tiragem, foi empregado
também o mesmo “clichê” da 1ª tiragem, pelo mesmo processo. Portanto, os selos de 700
réis da 2ª tiragem têm as mesmas características da 1ª tiragem e se distinguem, quando
em quadra em virtude do primeiro selo (selo “A”) de cada quadra ter a característica
indicado pelo triângulo branco que agora se acha retocado, em que consistiu em fazer
desaparecer tal defeito. Esse retoque, entretanto não foi feito com absoluta perf eição, de
forma que ficaram ainda ligeiros traços do referido triangulo, como demonstrado nos
selos abaixo retratados, bem como o referido selo já com o retoque.
Acontece porém, que em algumas folhas o referido primeiro selo da 1º tiragem e
da última quadra não se acha retocado, de modo a se confundir com os da 1ª tiragem,
pois durante a impressão dos selos da 2ª tiragem, o impressor que foi o próprio
gravador declarou que por varias vezes viu -se obrigado a fazer alguns retoques mesmo
depois de já estar impresso metade da folha e, depois do retoque, completava o restante
da impressão.
Isto segundo o mesmo é devido a má qualidade do aço e, por esse motivo, para
completar a emissão, resolveu gravar novamente outro bloco (de 8 selos) para cada
valor, que foi o empregado na 3ª tiragem. Portanto, existem folhas destes selos de 700
réis da 2ª tiragem que diferem uma das outras, tanto no desenho quanto na cor dos
selos. Uma vez que a diferenças de cor entre os selos da 1ª para a 2ª tiragem são:

1ª Tiragem – 700 Réis

A. A cor da tinta é brilhante e sensivelmente escura.


B. A imagem do Cristo, por ser mais forte, destaca-se mais nitidamente do fundo do
selo.
C. As linhas do fundo são mais nítidas pelo brilho da tinta.

2ª Tiragem – 700 Réis

A. A cor da tinta é fosca e sensivelmente mais clara.


B. A imagem do Cristo, por ser mais tosca e, por isso, menos destacável do fundo.
C. As linhas do fundo são mais apagadas, devido à tinta ser fosca (sem brilho).

Para garantir o total de selos a serem impressos, foi então confeccionado um novo
clichê de cada valor, sendo estes conhecidos como os selos da terceira tiragem.

135
1 1A
a

1º tiragem 2º tiragem

Sem linhas demarcatórias no mapa do Com linhas demarcatórias no mapa do


Brasil (Estado de Minas Gerais) Brasil (Estado de Minas Gerais)
Selo “B” Selo “B”

136
1 1A
a

1º tiragem (Variedade) 2º tiragem

Existência de triângulo sobre a letra “O” Ausência de triângulo sobre a letra “O”
de Correio de Correio
Selo “D” Selo “D”

137
1

1º tiragem

Com Triangulo

138
1A 1B
a

2º tiragem (selo 1) 2º tiragem (selo 2)

Com triângulo retocado Sem indicação de triângulo

139
1 1A
a

1º tiragem (Variedade) 2º tiragem

Existência de ponto sobre a letra “I” de Existência de acento agudo sobre a letra
Brasil “I” de Brasil
Selo “D” Selo “D”

140
A Variante Mista da Primeira e Segunda Tiragem

A confecção dos selos de 700 réis tal como os de 300 réis foi efetuada em um
clichê único com 4 selos que seria utilizado para estampar os selos nas folhas. Iniciado o
processo de impressão dos selos de 700 réis, deparou-se com a falha de um dos selos do
clichê que possuía uma falha junto ao manto do Cristo Redentor – o famoso triângulo –
que ao ser observado deveria o processo de impressão ser interrompido para que o
referido selo do clichê fosse retocado.
Efetuado o retoque, iniciou-se novamente o processo de impressão. Porém
sabemos que muitas folhas já haviam sido impressas com o primeiro bloco do clichê em
um dos lados da folha ou em ambos os lados 13 quando da observação do triângulo.
Estas folhas já impressas com este clichê não seriam descartadas, em decorrência do
exíguo espaço de tempo que a gráfica possuía para a impressão do total de selos
solicitados pela Casa da Moeda através da Administração Postal. Ao invés disto,
continuou-se o processo de impressão agora com o clichê já retocado. Iniciado o
processo de impressão, devemos lembrar que algumas folhas já haviam sido impress as
com o clichê em um ou em ambos os lados da folha, que agora seriam impressos com o
clichê retocado.
Algumas folhas da chamada Segunda Tiragem na realidade possuem um selo
com o triângulo – se o clichê foi utilizado somente uma única vez (figura XVI) – ou dois
selos com o triângulo – se o clichê foi utilizado para impressão do lado oposto 14 (figura
XVII), podendo estes ser confundidos como sendo selos da primeira tiragem. Pois
podemos encontrar nestas folhas selos com triângulo e selo com o triangulo retocado –
primeiro retoque (figura XVIII).
Porém observou-se novamente que o retoque efetuado no clichê não havia sido
realizado de forma a suprir em definitivo a falha do triângulo (figura XIX). Uma nova
interrupção no sistema de impressão foi realizada para que novamente fosse o clichê
retocado. Após a confirmação em definitivo de que o retorque havia cumprido com o
desejado – desaparecimento em definitivo do triângulo (figura XX) – iniciou-se
novamente o processo de impressão. Sabemos que o processo de impr essão foi realizado
juntamente como aquelas algumas folhas foram impressas do primeiro retoque do
clichê. Desta forma é possível encontrarmos na mesma folha, algumas variantes bem
interessantes, tais como, selos com triângulo, selos com o triângulo retocad o – primeiro
retoque do clichê e selos sem o triângulo – segundo retoque do clichê.
A dificuldade para a classificação destas variantes dos selos de 700 réis, esta em
saber qual das tiragens podemos classificar tais peças. Pois a descrição usual de que a
diferença entre a Primeira e a Segunda Tiragens se dá pela cor da tinta de impressão e
discutível, haja vista que se o primeiro clichê – possuidor do selo com o triângulo – já
havia sido impresso, a tinta utilizada é o azul escuro. Dado continuidade ao processo de
impressão com o clichê já retocado – porém ainda com a indicação parcial do triângulo
– juntamente com os selos já impressos do clichê original, ou este foi impresso com a
tinta azul escuro ou com a tinta azul escuro fosco.
Interrompido novamente o processo de impressão para novo retoque do clichê –
fazer com que definitivamente ocorra o desaparecimento do triângulo – e reiniciado o
processo de impressão, estes possivelmente já foram impressos com a tinta azul escuro
fosco como são conhecidos os selos da Segunda Tiragem.

13
BAYLONGUE, João Roberto. op. cit.
14
BAYLONGUE, João Roberto. op. cit.

141
Daremos o nome de variante mista da Primeira e Segunda Tiragem, o
surgimento na mesma folha nos valor de 700 réis de um único clichê com triangulo e o s
demais com triangulo retocado, porém a mesma somente pode ser observado em peças
que venham a conter ternos selos (A,B,A do primeiro e segundo clichês). E stas peças
somente são observadas nos clichês do canto superior esquerdo na parte superior da
folha.
Uma das poucas peças conhecidas é uma folha de selos, onde tal variante é
observada no seu todo, ou seja, junto aos oito clichês que compunham a impressão da
folha. Estudos já realizados citam algumas poucas peças, porém nunca havia sido
observado tal variante em uma folha completa. Salvo esta apresentada, não se conhece
ainda outras folhas com tal variante mista, conforme descrita por Baylongue 15.

Fig. XVII – Selos da Segunda Tiragem. Primeira Variante


2 selos com triângulos e 6 selos com triângulos retocados – primeiro retoque

Fig. XVIII – Selos da Segunda Tiragem. Segunda Variante


1 selo com triangulo e 7 selos com triângulos retocados – primeiro retoque

15
BAYLONGUE, João Roberto. op. cit.

142
Fig. XIX – Selos da Segunda Tiragem. Terceira Variante
8 selos com triângulos retocados – primeiro retoque

Fig. XX – Selos da Segunda Tiragem. Quarta Variante


Selos com triângulos retocados – primeiro retoque e sem triângulo – segundo retoque (variáveis diversas)

143
1 1A

2º tiragem

Terno com o primeiro selo com triângulo (1) e terceiro selo com triângulo retocado –
primeiro retoque (1A).

1 1A

2º tiragem

Primeiro clichê parte superior da folha – primeiro selo com triângulo (1) e segundo clichê parte superior
da folha – primeiro selo com triângulo retocado (1A).

144
Folha de selos de 700 réis da 2 ª tiragem com o primeiro selo do primeiro clichê com
triângulo, os demais selos dos clichês 2 a 8 com triângulo retocado.
Coleção: Nelson Ortegosa da Cunha.

145
1A 1A

2º tiragem

Terno com o primeiro selo com triângulo retocado (1A) e terceiro selo com triângulo
retocado – primeiro retoque (1A).

1A 1B

2º tiragem

Terno com o primeiro selo com triângulo retocado – primeiro retoque (1A) e terceiro selo
sem triângulo – segundo retoque (1B).

146
1B 1C

2º tiragem

Terno com o primeiro selo sem triângulo (1B) e terceiro selo sem triângulo – terceiro
retoque (1C).

147
O Retoque nos Clichês da Chapa de 300 e 700 réis

O mais conhecido dos retoques nos selos do Cardeal Pacelli diz respeito ao
clichê da chapa dos selos de 700 réis, porém também observamos que o clichê da chapa
dos selos de 300 réis, também possuem retoques visíveis.
Quando da interrupção do processo de impressão dos selos de 700 réis para
efetuar o retoque no clichê, aproveitou-se o ensejo para observar e efetuar os retoques
necessários também nos selos de 300 réis.
Atualmente já é possível distinguir nos selos de 300 réis, dois selos da primeira
em relação aos selos da segunda tiragem sem a necessidade do uso da cor. No caso
especifico as diferenças encontram-se nos selos B e D.
No caso do selo de 300 réis o pri meiro retoque ocorreu no selo “B”, onde as
linhas no centro do Estado de Minas Gerais nos selos da 1ª Tiragem são inexistentes,
passaram a existir na impressão dos selos da 2ª Tiragem.

Selo “B” da 1ª Tiragem Selo “B” da 2ª Tiragem

Encontramos ainda nos selos de 300 réis um segundo retoque, este ocorrendo no
selo “D”, onde encontramos um triangulo sobre a letra “O” de Correio nos selos da 1ª
Tiragem, o que não mais acontece nos selos da 2ª Tiragem.

148
Selo “D” da 1ª Tiragem (Variedade) Selo “D” da 1 ª e 2ª Tiragem

Com referencia ao retoque no selo “A” do clichê da chapa de 700 réis da 1ª


Tiragem para fazer desaparecer o triangulo, sabemos que o mesmo foi realizado de
forma imprecisa, fazendo com que mais de uma vez fosse necessário o retoque sobre o
selo do referido clichê da chapa.
Atualmente já é possível distinguir nos selos de 700 réis, dois selos da primeira
em relação aos selos da segunda tiragem sem a necessidade do uso da cor. No caso
especifico as diferenças encontram-se nos selos A e D.
Atualmente nos selos de 700 réis se conhecem três retoques bem claros nos
referido clichê da chapa, onde gradativamente o triangulo vai sendo encoberto por
linhas até o seu completo desaparecimento. Não sabemos ao todo quanto são os selos
com estes retoques, e ainda poderemos no decorrer de mais estudos encontrar novos
retoques que ainda não conhecemos.

149
Selo “A” da 1ª Tiragem
(Com Triângulo)

Selo “A” da 2ª Tiragem Selo “A” da 2ª Tiragem Selo “A” da 2ª Tiragem


(1º Retoque) (2º Retoque) (3º Retoque)

150
Encontramos ainda nos selos de 700 réis o segundo retoque, este ocorrendo no
selo “D”, nesses selos encontramos um ponto e sobre a letra “I” de Brasil nos selos da 1ª
Tiragem e um acento agudo no mesmo local nos selos da 1ª e 2ª Tiragem.

Selo “D” da 1ª Tiragem (Variedade) Selo “D” da 1ª e 2ª Tiragem

Num estudo mais aprofundado nada foi encontrado que pudesse m distinguir
além da cor os selos A e C no valor de 300 réis da 1ª para a 2ª Tiragem, como os selos B
e C no valor de 700 réis da 1ª para a 2ª Tiragem.

151
Selos da Terceira Tiragem

Os selos da 3ª tiragem foram impressos por meio de um “clichê” composto de 8


selos, impresso 4 vezes na folha, formando assim quatro blocos ou duas quadras de
blocos 8 selos. Esses blocos eram segundo Melchior Cortez 16 também impressos um de
cada vez, como nas tiragens anteriores, conforme demonstra as figuras ( XXI a XIV) e
impressão dos blocos nas folhas de uma única vez conforme cita Baylongue 17 figuras
(XIV a XVIII).

Fig. XXI – Impressão do 1º bloco da 3ª tiragem (segundo Melchior Cortez)

16
CORTEZ, Melchior. op. cit.
17
BAYLONGUE, João Roberto. op. cit.

152
Fig. XXII – Impressão do 2º bloco da 3ª tiragem (segundo Melchior Cortez)

Fig. XXIII – Impressão do 3º bloco da 3ª tiragem (segundo Melchior Cortez)

153
Fig. XIV – Impressão do 4º bloco da 3ª tiragem (segundo Melchior Cortez)

Fig. XXV – Impressão do 1º bloco da 3ª tiragem (segundo João Roberto Baylongue)

154
Fig. XXVI – Impressão do 2º bloco da 3ª tiragem (segundo João Roberto Baylongue)

Fig. XXVII – Impressão do 3º bloco da 3ª tiragem (segundo João Roberto Baylongue)

155
Fig. XXVIII – Impressão do 4º bloco da 3ª tiragem (segundo João Roberto Baylongue)

As características dos selos que forma os blocos tanto na 1ª e 2ª como na 3ª


tiragens, são naturalmente os mais evidentes, pois existem muito s outros que o
colecionador facilmente encontrara num confronto que fizer entre os blocos das
diferentes tiragens. Cada selo que formava o bloco de oito tinha características próprias,
de forma que cada um dos 8 selos se distingue entre si e se repete 4 ve zes na folha.

156
300 Réis – 2º clichê dos selos da “3ª tiragem”

700 Réis – 2º clichê dos selos da “3ª tiragem”

157
300 Réis – Selo “A” – 3ª tiragem

01 02 03 04

06 05

07

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

158
300 Réis – Selo “A” – 3ª tiragem

Não existe ao traço no meio da nuvem, junto à linha de


01
enquadramento superior.

A ilha do Marajó é separada do continente por dois traços que forma


02
um ângulo agudo, com o vértice voltado para a est átua.

Existem dois pequenos traços horizontais abaixo das letras “A” e “D”
03
de CARDEAL.

04 Existe um traço branco vertical na túnica do Cristo, de ponta a ponta .

Existem duas linhas que partem da barra central da letra “E” de


05 PACELLI, formando um ângulo agudo e di rigindo-se em direção da
letra “I”, daquela mesma palavra, até atingir o litoral do mapa.

Existe um traço vertical ao lado esquerdo de 1934, na confluência dos


06
estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso.

Entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, existem um


07
traço inclinado formando em pequeno triângulo.

159
300 Réis – Selo “B” – 3ª tiragem

01 02 03 04

05

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

160
300 Réis – Selo “B” – 3ª tiragem

A ilha do Marajó é separada do continente por um a linha reta


01
horizontal.

Existe uma segunda linha inclinada ao lado do “V” de VISITA, que vai
02
até o enquadramento, formando outro “V”.

Da letra “D” de CARDEAL, parte uma linha ligeiramente curva, em


direção do ponto localizado pelos limites dos Estados de Pernambuco,
03
Alagoas, Sergipe e Bahia e desta seguindo até a letra “O” da contração
DO.

04 Existe uma linha inclinada do lado direito do “L” de CARDEAL .

Existe um TRAÇO INCLINADO AO LADO DIREITO DO “o” DOE


05
CORREIO, fora do enquadramento.

161
300 Réis – Selo “C” – 3ª tiragem

01 02 03 04

06 05

07 08

10 09

11

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

162
300 Réis – Selo “C” – 3ª tiragem

01 Faltam os traços que sombreiam a nuvem na parte su perior.

Existe uma linha quase vertical na nuvem correndo junto com a linha
02
vertical do enquadramento direito.

Existe um emaranhado de linhas na nuvem sobre o braço esquerdo do


03
Cristo.

Existe um gancho invertido na parte inferior da nuvem, na altura do


04
término da manga da túnica do braço esquerdo do Cristo.

Há uma linha que corta transversalmente os Estados de Pernambuco ,


05
Paraíba e Rio Grande do Norte.

06 Não existe a linha que liga “C” de CARDEAL, a “P” de PACELLI.

Em baixo de “A” de PACELLI, encontra-se uma linha de forma elíptica


07
e uma inclinada que segue até o “1” de 1934.

Existe uma linha horizontal fechando a base da parte iluminada da


08 estátua, em cima do pedestal, da qual parte uma linha vertical
adicional do sombreado do manto.

09 Existe um traço inclinado no “R” de BRASIL.

Existência de linha paralela a linha que corta os Estados d e Santa


10
Catarina e Rio Grande do Sul.

11 Linhas interrompidas.

163
300 Réis – Selo “D” – 3ª tiragem

01 02 03 04

06 05

07 08

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

164
300 Réis – Selo “D” – 3ª tiragem

O fundo linhado que serve de contorno superior do braço direito do


01
Cristo está quebrada no final, para se juntar-se à de cima.

As letras, “E” e “A” de CARDEAL são ligadas por um pequeno traço


02
horizontal.

Encostada á extremidade da barra superior da letra “E” de P ACELLI,


03 encontra-se uma linha levemente inclinada e encurvada que se liga ao
alto, a um pequeno traço horizontal de um “7” invertido.

Há uma linha que parte do espaço compreendido entre os dois “LL” de


04
PACELLI, terminando no ponto localizado pela capital da Bahia.

Em lugar da linha curva que sai da perna esquerda do “A” de


PACELLI, que inexiste nesta posição, tem um traço entre o meio da
05
base deste “A” e o “1” de 1934, sendo este interrompido nas
extremidades.

O risco inclinado existente no lado do “1” de 1934 é interrompido nas


06
duas extremidades.

A divisa entre o estado do Paraná e São Paulo é possui um grande


07
deslocamento para o sul.

08 Não existe a divisa entre os estados do Paraná e Santa Catarina.

165
300 Réis – Selo “E” – 3ª tiragem

01 02 03 04

05

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

166
300 Réis – Selo “E” – 3ª tiragem

01 Existe um traço horizontal ligando as letras “D” e “E” de CARDEAL .

02 Existe um traço inclinado dentro da letra “D” de CARDEAL.

Ao centro da letra “I” de PACELLI, encontra-se uma linha que forma


03
um perfeito circulo.

Existe um traço quase que horizontal na quina da parte ilumin ada da


04
estátua, a aproximadamente 5 mm acima do pedestal .

Próximo ao pedestal da estatua não existe o traço inclinado,


05
provocando assim um campo todo branco.

167
300 Réis – Selo “F” – 3ª tiragem

01 02 03 04

06 05

07

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

168
300 Réis – Selo “F” – 3ª tiragem

Existe um traço inclinado cortando o estado da Paraíba perto do


01
litoral, formando um pequeno triângulo.

No espaço entre as letras “C” e “A” de CARDEAL, encontra-se um


02
pequeno traço inclinado.

03 Não existe o traço que liga a capital da Bahia ao Estado de Alagoas.

Existe um traço vertical ligando a parte superior esquerda da letra “L”


04
de PACELLI com o meio da base da letra “L” de CARDEAL.

Existe um traço inclinado a cerca de 5 mm acima do pedestal da


05
estátua cortando a faixa iluminada do Cristo.

Falta a metade esquerda da linha divisória entre os estado do Paraná e


06
Santa Catarina.

Existe um traço inclinado no ângulo superior direito da porta situada


07
na base do pedestal.

169
300 Réis – Selo “G” – 3ª tiragem

01 02 03 04

06 05

07 08

09

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

170
300 Réis – Selo “G” – 3ª tiragem

A linha curva que delimita a nuvem superior direita


01
praticamente encosta na linha do enquadramento.

A nuvem na sua parte superior possui voluta alongada para a


02
esquerda.

Existe somente um traço inclinado no meio da nuvem sobre a


03
cabeça do Cristo, em vez de dois traços.

Existe uma linha em forma de gancho invertido ao lado direito


04
da linha curva situada à direita da letra “L” de CARDEAL.

05 O Estado de Alagoas é atravessado por uma linha diagonal.

Existe uma linha interrompida abaixo e a esquerda da letra “C”


06
de CARDEAL.

Existe uma pequena janela retangular branca na estátua, na


07
mesma altura da palavra PACELLI.

08 Existe um traço inclinado abaixo da letra “C” de PACELLI.

09 Encontra-se uma linha que liga “E” a “L” de CARDEAL.

171
300 Réis – Selo “H” – 3ª tiragem

01 02 03 04

06 05

07

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

172
300 Réis – Selo “H” – 3ª tiragem

Existe um traço inclinado na nuvem, ao lado esquerdo da cabeça do


01
Cristo.

Existe uma linha que limita o Estado de Pernambuco do da Bahia, o


02
que não se nota nos demais selos do bloco.

03 Falta a linha divisória entre os estado do Paraná e Santa Catarin a.

As linhas do fundo localizadas entre o mapa e a estatua são mais


04
grossas e tortuosas, dando o aspecto de impressão borrada.

05 Falta a linha de fronteira entre o Paraguai e a Argentina.

Não existe a linha que, ao lado esquerdo da estatua delimita o


06
traçado do pedestal e o do manto.

Existência de duas linhas curvas cruzando a divisa entre os estado


07
de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

173
700 Réis – Selo “A” – 3ª tiragem

01 02 03 04

05

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

174
700 Réis – Selo “A” – 3ª tiragem

A linha do fundo linhado abaixo de 700 Rs., e que serve de contorno


01 para a parte superior do braço direito do Cristo, termina inclinada
para cima na altura do ombro direito.

Do ponto onde se localiza o limite entre os Estados de Alagoas, A


linha inclinada que corre paralela ao litoral entre “L” de CARDEAL e
02
“I” de PACELLI, fraciona-se, formando um pequeno “O”, continuando
para o vértice da divisa entre os estados de Sergipe e Alagoas.

Do ponto onde se localiza o limite entre os Estados de Alagoas,


Sergipe e Bahia, parte uma linha em direção ao espaço compreendido
03
pelas letras “LI” de PACELLI, onde se une com outra, partida de “E”
daquela mesma palavra.

A linha existente ao lado esquerdo do “P” de PACEL LI termina ao


04
norte bem afastado do enquadramento vertical esquerdo.

Do ponto onde se localiza o limite entre os Estados de Alagoas, Junto


05 ao pedestal, acima das letras “IO” de CORREIO, encontra -se uma
mancha branca.

175
700 Réis – Selo “B” – 3ª tiragem

01 02 03

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

176
700 Réis – Selo “B” – 3ª tiragem

Não existe a linha curva que, nos demais exemplares do blo co, se
01
encontra dentro da letra “L” de CARDEAL.

Foram suprimidas as linhas que constituem os limites do Estado do


02
Rio de Janeiro.

Existe uma linha que acompanha em paralelo o litoral do Estado de


03
São Paulo, em toda a sua extensão.

177
700 Réis – Selo “C” – 3ª tiragem

01 02 03

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

178
700 Réis – Selo “C” – 3ª tiragem

Existe um traço vertical no meio e abaixo dos algarismos “9” e “3” de


01
1934.

02 Existe um pequeno traço vertical entre o “L” e o “I” de PACELLI.

03 Acima do “9” de 1934, encontra-se um pequeno triangulo.

179
700 Réis – Selo “D” – 3ª tiragem

01 02 03

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

180
700 Réis – Selo “D” – 3ª tiragem

A linha inclinada que começa na parte superior do “A” de


01 CARDEAL, e que termina ao lado esquerdo do “V” de VISITA não
encosta na linha vertical do enquadramento.

Não se encontra a linha que parte de “E” de PACELLI, e segue até o


02
segundo “I” de PACELLI.

Parte da linha que constituí os limites do Estado de Santa Catarina


03
com o Paraná, foi suprimida, até a foz do Iguaçu.

181
700 Réis – Selo “E” – 3ª tiragem

01 02 03 04

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

182
700 Réis – Selo “E” – 3ª tiragem

A letra “O” da contração DO é quebrada na parte interior,


01 apresentando o aspecto de uma letra “U” invertida, além do mesmo
esta reinciso.

Existe uma reincisão à esquerda da linha de divisa entre os estados da


02
Paraíba e Pernambuco.

A linha vertical que liga o “E” de PACELLI ao “E” de CARDEAL, está


03
interrompida, não se encostando a este último.

Encontra-se uma linha curva que liga as duas hastes da letra “A” de
04
PACELLI.

183
700 Réis – Selo “F” – 3ª tiragem

01 02 03 04

06 05

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

184
700 Réis – Selo “F” – 3ª tiragem

O traço inclinado que corta o “C” de CARDEAL não atinge a letra “A”
01
à sua direita.

Existe uma linha reta quase vertical ao lado direito do “I” de


02
PACELLI, rente ao litoral.

As letras: “R” e “D” de CARDEAL são unidas na parte inferior por


03
uma pequena linha reta, ligeiramente inclinada.

Existe um pequeno traço inclinado à esquerda do “P” de PACELLI,


04
que se inicia junto à linha do enquadramento vertical.

Não existe a linha que parte de “E” de PACELLI, e segue até o


05
segundo “I”, como no selo “D”.

06 Em baixo de “3” de 1934, encontra-se uma linha oval fechada.

185
700 Réis – Selo “G” – 3ª tiragem

01 02 03

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

186
700 Réis – Selo “G” – 3ª tiragem

Na manga esquerda da túnica de Cristo, encontra-se uma linha


01
branca curva.

Não existe o traço vertical que liga “E” de PACELLI ao numero “3”
02
de 1934.

Existe uma segunda linha curva correndo ao lado esquerdo do “1” de


03
1934 e que se entrelaça com a existente nos demais selos.

187
700 Réis – Selo “H” – 3ª tiragem

01 02 03 04

06 05

Filigrana observado a Filigrana observado a


partir do verso dos selos partir do verso dos selos
superiores inferiores

188
700 Réis – Selo “H” – 3ª tiragem

As duas linhas do fundo linhado abaixo do valor de 700 Rs. e que


01 delineiam a parte superior do braço direito do Cristo, terminam em
ângulo aproximadamente reto, ambas encostando-se à linha de cima.

A linha ao lado direito do “I” de PACELLI e que margeia o litoral não


02
atinge a divisa do estado de Sergipe.

A linha inclinada da parte interna do “3” de 1934 termina antes de


03
atingir o respectivo número.

Existe um traço inclinado na quina da parte iluminada da estátua onde


04
termina o drapeado da túnica, a 5 mm acima do pedestal.

Foi suprimida a linha que constitui o limite entre os estados do Paraná


05
e Santa Catarina.

A linha inclinada que parte do limite do Estado do Paraná e São Paulo


06 e segue para o numero “3” de 1934 termina antes de atingir o
respectivo número.

189
Os Selos Têtes-Bêches (invertidos ou opostos)

A figura XV constitui um esquema das folhas da 1ª e 2ª tiragens, pra ambos os


valores, no qual se demonstra a localização de cada selo dos 8 blocos, cujas letras
correspondem as da descrição. Da mesma forma, na figura XVI encontramos o esquema
das folhas da 3ª tiragem.
Pelo esquema da folha das 1ª e 2ª tiragens, verificar -se que os respectivos “pares
invertidos” são constituídos, todos eles pelos selos “C” e “D” de cada bloco em relação
ao seu oposto.
Entretanto, para os selos da 3ª tiragem, encontramos duas espécies de
“invertidos”, sendo uma constituída pelos selos “E” e “H” e outra pelos selo s “F” e “G”.
Quando em pares os tetê-bêches, são observados nas seguintes seqüências de selos a
saber e servindo para ambos os valores impressos.

Fig. XV – Impressão das folhas da 1ª e 2ª tiragens

190
1ª tiragem

(selo: “C”) (selo: “D”)

(selo: “D”) (selo: “C”)

191
2ª tiragem

(selo: “C”) (selo: “D”)

(selo: “D”) (selo: “C”)

192
Fig. XVI – Impressão das folhas da 3ª tiragens

193
3ª tiragem

(selos: “E”) (selos: “F”)

(selos: “H”) (selos: “G”)

194
3ª tiragem

(selos: “E” e “F”) (selos: “F” e “G”)

(selos: “H” e “G”) (selos: “G” e “F”)

195
3ª tiragem

(selos: “H” e “E”)

(selos: “E” e “H”)

196
3ª tiragem

(selos: “E”) (selos: “F”)

(selos: “H”) (selos: “G”)

197
3ª tiragem

(selos: “E” e “F”) (selos: “F” e “G”)

(selos: “H” e “G”) (selos: “G” e “F”)

198
3ª tiragem

(selos: “H” e “E”)

(selos: “E” e “H”)

199
O Quantitativo das Emissões

O quantitativo das três tiragens dos selos comemorativos do Cardeal Pacelli,


com as respectivas datas em que foram postas a venda é o seguinte:

300 Réis

1ª tiragem 20/10/1934 282 folhas 3.888 exemplares


2ª tiragem 25/10/1934 434folhas 9.024 exemplares
3ª tiragem 12/11/1934 8659 folhas 277.088 exemplares

Totais 9375 folhas 300.000 exemplares

700 Réis

1ª tiragem 20/10/1934 136 folhas 4.352 exemplares


2ª tiragem 25/10/1934 650 folhas 20.800 exemplares
3ª tiragem 12/11/1934 5250 folhas 174.848 exemplares

Totais 6250 folhas 200.000 exemplares

Pelo quantitativo acima, verifica-se que a ordem do grau de raridade é a


seguinte:

1º grau de raridade 700 réis 1ª tiragem com 4.352 exemplares


2º grau de raridade 300 réis 2ª tiragem com 9.024 exemplares
3º grau de raridade 300 réis 1ª tiragem com 13.888 exemplares
4º grau de raridade 700 réis 2ª tiragem com 20.800 exemplares
5º grau de raridade 700 réis 3ª tiragem com 174.848 exemplares
6º grau de raridade 300 réis 3ª tiragem com 277.088 exemplares

Total da emissão 500.000 exemplares

Do total da 1ª tiragem, devemos descontar 320 exemplares de cada valor (10


folhas de cada) que foram oferecidos a S. Eminência o Cardeal Eugenio Pacelli e sua
comitiva. Quanto á classificação dos selos e m apreço que deve ser o seguinte:

200
Emissão de 20/10/1934
Primeira Tiragem

300 Réis.
“vermelho escuro ou grená” (“A”)

1 A 300 réis vermelho escuro ou grená (“B”)


1 B 300 réis vermelho escuro ou grená (“C”)
1 C 300 réis vermelho escuro ou grená (“D”)
1 D 300 réis vermelho escuro ou grená (“par invertido”)

700 Réis.
“azul escuro” (“A”)

2 A 700 réis azul escuro (“B”)


2 B 700 réis azul escuro (“C”)
2 C 700 réis azul escuro (“D”)
2 D 700 réis azul escuro (“par invertido”)

Emissão de 25/10/1934
Segunda Tiragem

300 Réis.
“vermelho cereja ou solferino”

1 E 300 réis vermelho cereja ou solferino (“A”)


1 F 300 réis vermelho cereja ou solferino (“B”)
1 G 300 réis vermelho cereja ou solferino (“C”)
1 H 300 réis vermelho cereja ou solferino (“D”)
1 I 300 réis vermelho cereja ou solferino (“par invertido”)

700 Réis.
“azul escuro fosco”

2 E 700 réis azul escuro fosco (“A”)


2 F 700 réis azul escuro fosco (“B”)
2 G 700 réis azul escuro fosco (“C”)
2 H 700 réis azul escuro fosco (“D”)
2 I 700 réis azul escuro fosco (“par invertido”)

201
Emissão de 12/11/1934
Terceira Tiragem

300 Réis.
“vermelho” (“A”)

3 A 300 réis vermelho (“B”)


3 B 300 réis vermelho (“C”)
3 C 300 réis vermelho (“D”)
3 D 300 réis vermelho (“E”)
3 E 300 réis vermelho (“F”)
3 F 300 réis vermelho (“G”)
3 G 300 réis vermelho (“H”)
3 H 300 réis vermelho (“par invertido” ‘E’ e ‘H’)
3 I 300 réis vermelho (“par invertido” ‘F’ e ‘G’)

700 Réis.
“azul anilado ou ultramar” (“A”)

4 A 700 réis azul anilado ou ultramar (“B”)


4 B 700 réis azul anilado ou ultramar (“C”)
4 C 700 réis azul anilado ou ultramar (“D”)
4 D 700 réis azul anilado ou ultramar (“E”)
4 E 700 réis azul anilado ou ultramar (“F”)
4 F 700 réis azul anilado ou ultramar (“G”)
4 G 700 réis azul anilado ou ultramar (“H”)
4 H 700 réis azul anilado ou ultramar (“par invertido” ‘E’ e ‘H’)
4 I 700 réis azul anilado ou ultramar (“par invertido” ‘F’ e ‘G’)

Penso que a 1ª tiragem deve constituir os dois primeiros selos “tipo”. Os selos
da 2ª tiragem não constituem mais que uma “variedade” de cor dos da 1ª tiragem.
Quanto aos da 3ª tiragem, foram os dois valores impressos por uma nova chapa, com
alterações no desenho. Penso, por isso, que devem ser classificados como novos selos
“tipos”. Com referencia a exemplares que tem aparecido apresentando falta de
denteação, denteação dupla, impressão deslocada, com decalque ou remontada, sigo o
critério de que não passam inicialmente de curiosidades que devem ser estudas com o
maior critério possível para que as mesmas possam ser classificadas e colecionadas.

202
A Sobrecarga - Zeppelin

Pouco se sabe sobre o uso da sobrecarga Zeppelin nestes selos. Os poucos


exemplares que conhecemos cumprem as determinações de portes necessários ao uso do
serviço em questão. Conhecemos até o presente com a referida sobrecarga somente selos
da segunda tiragem, onde o valor de 300 réis teve a sobrecarga para 3$500 de réis e o
valor de 700 réis com a sobrecarga de 7$000 de réis. Em ambas as sobrecargas a cor
utilizada é a cor preta e o sistema de impressão é o tipográfico.

(selo: “A”) (selo: “C”)

2ª tiragem
Coleção: venda sob oferta.

Até o presente não encontramos documentação de época de parte dos Correios


autorizando a sobrecarga nestes selos. Porém tudo nos leva a crer que se o mesmo foi
autorizado, poucos foram os exemplares que tiveram a sobrecarga, pois os selos que na
época foram destinados para este propósito, foram os selos regulares de Rui Barbosa e
Instrução Pública.

203
Os Selos Autografados

Sabemos da existência de selos da emissão autografados por Sua Eminência o


Cardeal Eugenio Pacelli – futuro Papa Pio XII. Porém um dos poucos exemplares que
conhecemos é aqui retratado. Trata-se de um par horizontal onde contam com as iniciais
titulares do cardinalício e respectiva assinatura. O autógrafo nesta peça em questão
ocorreu posteriormente ao dia 12 de novembro, quando então foram colocados a venda
os selos da terceira tiragem, selos utilizados como bas e para o respectivo autógrafo.
Desta forma os selos foram encaminhados ao Vaticano para que de lá Sua Eminência o
Cardeal Eugenio Pacelli, efetuasse o autografo em questão.
Outra hipótese para o mesmo é de fraude, visto que os traços grafológicos em
muito diferenciam dos usuais utilizados por Sua Eminência o Cardeal Eugenio Pacelli,
além dos quais os selos foram circulados provavelmente no Brasil pela observância do
carimbo utilizado para obliterar a respectiva peça.

(selos: “G e H”) (selo verso: “H e G”)

Selo com assinatura em selos 3 ª tiragem (fraude para fins filatélicos). Peça em leilão

Assinatura do Cardeal Secretário de Estado e Legado Papal d a Reunião do XXXIIº


Congresso Eucarístico Internacional – Argentina 1934.
Sua Eminência o Cardeal Eugenio Pacelli

204
Folha de selos de 300 réis da 1ª tiragem com o autografo de Sua Eminência o Cardeal Pacelli.
Coleção: Nelson Ortegosa da Cunha.

205
Folha de selos de 700 réis da 1ª tiragem com o autografo de Sua Eminência o Cardeal Pacelli.
Coleção: Nelson Ortegosa da Cunha.

206
Os Portes

Graças aos esforços do colecionador Rolf D. Kerkhoff 18, hoje sabemos os valores
dos portes da época em que os selos da Visita do Car deal Pacelli foram emitidos, o que
facilita em muito o estudo e a classificação das peças filatélicas circuladas na época em
todo o território nacional e no exterior.

Tabela dos Portes


(Valores em Réis)

Taxas do Correio Aéreo


Estrangeiro Zonas Postais
a partir de 1.7.1933

1 1.200 réis
2 1.600 réis
3 2.200 réis
3.500 réis
Cartas até 5 gr. 4 3.700 réis
(Panair)
5 4.200 réis
6 4.800 réis
7 6.200 réis

1 Argentina, Uruguai
2 Chile, Paraguai
Bolívia, Peru, Venezuela,
3 América Central (incluindo
Equador e Colômbia)
Estados Unidos da América,
Países pertencentes às Zonas 4 México, Canadá, Jamaica,
Postais Espanha, Portugal
Europa, Oeste e Norte da
5
África
Turquia, Síria, Egito,
6
Palestina Irã, Iraque
Ásia, Sul e Leste da África,
7
Austrália e Oceania.

18
KERKHOFF, Rolf Dieter. Die Gedenkmarken aus Anlass des Besuchs von Kardinal Pacelli in
Brasilien 1934, Lohmar 2006, p.48.

207
Tabela dos Portes
(Valores em Réis)

Taxas de Serviços Postais Território


Local Estrangeiro
a partir de 1.6.1934 Nacional

Cartas até 20 gr. 200 réis 300 réis 700 réis


Acima de 20 réis e a cada 100 réis 200 réis 40 réis
Postais 100 réis 200 réis 400 réis
Bilhetes Postais 200 réis 300 réis -
Impressos até 50 gr. 10 réis 10 réis 150 réis
Registrados 400 réis 400 réis 700 réis
Expressos 1.000 réis 1.000 réis 1.400 réis

Tabela dos Portes


(Valores em Réis)

Taxas do Correio Aéreo


Capital Federal Território Nacional
a partir de 1.8.1934

Cartas até 5 gr. 900 réis 1.000 réis

208
Defraudações

Em decorrência da raridade noticiada sobre o primeiro selo do clichê no valor de


700 réis – os famosos selos com triangulo, não demorou muito para que surgisse a
defraudação para fins filatélicos dos selos, com a finalidade de aventar a existência do
referido triangulo. Muitas vezes foram utilizados selos q ue ainda continham
parcialmente o referido triangulo após os respectivos retoques surgidos nos selos da
segunda tiragem, ou por vezes utilizavam-se até mesmo os selos sem a existência dos
referidos retoques, ou sem triangulo.
Através da raspagem da trinta de algumas poucas linhas, era possível chegar à
configuração do triangulo perfeito, o que dificulta até hoje os olhos não expertizados a
aceitar a existência destes selos como sendo verdadeiros.

Defraudação do selo de 700 réis (com triangulo)


Coleção: José Alberto Junges.

209
Defraudação do selo de 700 réis (com triangulo)
Coleção: José Alberto Junges.

Para solucionar tal ação é preciso considerar o seguinte :

• Coloração do selo (devemos lembrar que os selos da primeira tiragem


divergem em cor dos selos da segunda tiragem). Aqui o cuidado deve ser
redobrado, pois como já estudado encontramos selos com triangulo original
em pouquíssimos selos da segunda tiragem.
• Afinamento do papel na região do triangulo. Para isto devesse observar o
verso do selo a contra luz, observando que ocorreu o afinamento do papel
nesta região. Pode-se também observar o afinamento do papel utilizando
benzina retificada em bandeja especifica (fundo preto).
• Coloração mais clara onde se encontra o triângulo. Por vezes após a
raspagem é necessário a limpeza da região, fazendo com que a região do
triangulo fique mais clara em relação as demais áreas do sem onde não se
encontra o uso da cor azul.
• Porosidade do papel na região do triangulo. Devido a raspagem da tinta,
muitas vez o papel fica poroso em decorrência a retirada forçada da tinta.
• Uso de lâmpadas especiais que podem dizer se a tinta foi retirada
manualmente ou quimicamente do local.

210
A partir destas observações simples é possível distinguir um selo verdadeiro de
uma defraudação para fins filatélicos. Salientamos que com o avanço da tecnologia, hoje
é mais fácil observar este tipo de defraudação, como também fica mais fácil à confecção
deste tipo de adulteração.

211
As Variedades

Nos selos impressos tanto da primeira quanto da segunda tiragem as folhas


eram 4 vezes manuseadas; uma vez retirada e recolocada na prensa e mais 4 vezes
manuseadas, e os selos da terceira tiragem, as folhas eram manuseadas 2 vezes; uma
vez removida e recolocada na prensa e mais 2 vezes manuseadas, o que por vezes não
deixava o espaçamento normal desejado, o que possibilitava a ocorrência de
deslocamento tanto a direita quanto a esquerda, como superior e inferior, como também
a existência de picotagem duplicada.
Porém observados vários exemplares o que constatamos é que os selos da
terceira tiragem, por serem o volume maior de todos os selos impressos (174.848
exemplares de selos de 300 réis e 277.088 exemplares de selos de 700 réis), e ao período
relativamente pequeno, para a impressão de todos estes exemplares fizeram com que o
deslocamento dos clichês e da denteação dos selos fossem maior e mais facilmente
encontrados.
A duplicidade dos picotes ocorreu em decorrência da forma como os selos eram
picotados. Devido a necessidade de efetuar a picotagem de muitas folhas, a mesmas
eram empilhadas em certo numero e picotados pelo exemplar primeiro da folha.
Após isto ocorria a observação das demais folhas, e em havendo deslocamento
acentuado dos picotes a folha era retirada e posteriormente colocada na máquina para
nova picotagem no espaço correspondente entre os selos. Desta forma que surgiram os
selos de picote duplo.
Porém, o que mais observamos é uma picotagem muito ruim, possibilitando por
vezes somente a indicação do local dos picotes, devido à precariedade dos mesmos.
Estes selos na realidade são destacados como nos selos em pêrce.
Ocorreu ainda a existência de selos com denteação parcial, podendo ser
encontrado selos com esta variedade em diversas formas (aus ência de denteação na
parte superior, inferior, a esquerda e a direita do selo), o que é muito raro nesta série de
selos quando encontrada.
Existem exemplares com falhas do processo e impressão. Estes encontrados
somente em selos da terceira tiragem.
Quando da impressão dos primeiros selos da terceira tiragem, provavelmente
em decorrência do desequilíbrio da textura da tinta vermelha utilizada, algumas folhas
passaram a contar com o excesso de tinta sobre o clichê, gerando o empastamento da
tinta em torno dos selos, o que gerou o surgimento de colunas vermelhas em torno dos
mesmos. Ainda encontramos durante o processo de impressão selos com decalques no
verso dos mesmos.

212
Selos: superiores “A” “B”e selos: inferiores “E” “F”do clichê
300 réis (quadra) – 3ª tiragem
Falha de impressão na parte superior dos selos “A” e “B”

Selos: superiores “E” do primeiro clichê “F”do primeiro ou segundo clichê


Selos:inferiores “H” do primeiro clichê “G”do terceiro e quarto clichê
300 réis (quadra em tetê-bêche) – 3ª tiragem
Deslocamento dos clichês

213
Tête-bêche – selos: superiores “F” e ”G” do primeiro clichê e inferiores “D” e “E” do quarto clichê
300 réis (quadra e tetê-bêche) – 3ª tiragem
Deslocamento dos clichês e de denteação

Selos: superiores “D” do primeiro clichê “A”do segundo clichê


Selos:inferiores “H” do primeiro clichê “E”do segundo clichê
700 réis (quadra) – 3ª tiragem
Deslocamento dos clichês

214
Quadra – selos: superiores “A” e ”B” do primeiro clichê
Quadra – selos: inferiores “E” e “F” do primeiro clich ê
Tête-bêche – selos: inferiores “H” e “G” do quarto clichê
300 réis (quadra e tetê-bêche) – 3ª tiragem
Deslocamento dos clichês e de denteação

Selos: superior “A” e inferior “B” do clichê


700 réis (par) – 2ª tiragem
Denteação deslocada

215
Selos: superiores “B”,”C” e “D” do clichê
300 réis (trinca horizontal – canto de folha) – 3ª tiragem
Denteação deslocada

Selos: superior “H” e inferior “E” do clichê


700 réis (tetê-bêche) – 3ª tiragem
Denteação deslocada

216
Selo “A” do clichê
300 réis – 2ª tiragem
Denteação dupla vertical

Tête-bêche - selos:
superior “C” e inferior
“G” do clichê
Quadra – selos: superiores “C” e ”D” do clichê
Quadra – selos: inferiores “G” e “H” do clichê
300 réis – 3ª tiragem
Denteação dupla vertical e horizontal

217
Quadra superior – selos: superiores “C” e ”D” do clichê e selos: inferiores “G” e “H” do clichê do segundo clichê
Quadra inferior – selos: superiores “A” e ”B” do clichê e selos: inferiores “E” e “F” do clichê do quarto clichê
300 réis (quadras) – 3ª tiragem
Denteação dupla vertical e horizontal

218
Quadra – selos: superiores “C” e ”D” do clichê Quadra – selos: superiores “C” e ”D” do clichê
Quadra – selos: inferiores “G” e “H” do clichê Quadra – selos: inferiores “G” e “H” do clichê
300 réis – 3ª tiragem
Denteação dupla vertical e horizontal

Selos: “E”e “F” do clichê Selo “G” do clichê


300 réis (par horizontal) – 3ª tiragem 300 réis – 3ª tiragem
Denteação dupla horizontal Denteação dupla vertical

Selo “H” do clichê


300 réis – 3ª tiragem
Denteação dupla vertical

219
Selos: “B” e “F” do clichê Selos: “A”,“B”,“E”e “F” do clichê
700 réis (par vertical) 700 réis (quadra)
3ª tiragem 3ª tiragem
Denteação dupla horizontal e vertical dos selos

Selo: “A” do clichê


700 réis – 1ª tiragem
Sem denteação horizontal superior (margem de folha)

220
Selos: “B”, “A” e “B” dos clichês
700 réis (trinca) – 2ª tiragem
Sem denteação vertical (entre selos)

Selos:“A” e “B” do clichê


700 réis (par) – 2ª tiragem
Sem denteação vertical (margem de folha) e horizontal (entre selos)

Selo: “A” do clichê Selo: “A” do clichê


300 réis– 3ª tiragem
Sem denteação vertical superior (margem de folha)

221
Selo: “D” do clichê Selo: “E” do clichê
300 réis– 3ª tiragem
Sem denteação horizontal (margem de folha)

Selos:“A” e “B” do clichê


300 réis (par) – 3ª tiragem
Sem denteação vertical (margem da folha)

Selos:“A” e “B” do clichê


300 réis (par) – 3ª tiragem
Sem denteação vertical (margem da folha)

222
Quadra – selos: superiores “A” e ”B” do clichê Quadra – selos: superiores “C” e ”D” do clichê
Quadra – selos: inferiores “E” e “F” do clichê Quadra – selos: inferiores “G” e “H” do clichê
300 réis – 3ª tiragem
Sem denteação vertical (margem da folha)

Quadra – selos: superiores “C” e ”D” do clichê Quadra em tetê-bêche


Quadra – selos: inferiores “G” e “H” do clichê selos: superiores “G” e ”H” do clichê
Quadra em tetê-bêche
selos: inferiores “E” e “F” do clichê
300 réis – 3ª tiragem
Sem denteação vertical (margem da folha)

223
Quadra – selos: superiores “C” e ”D” do clichê Quadra – selos: superiores “A” e ”B” do clichê
Quadra – selos: inferiores “G” e “H” do clichê Quadra – selos: inferiores “E” e “F” do clichê
300 réis – 3ª tiragem
Sem denteação horizontal (margem da folha) Sem denteação horizontal (entre os selos)

Selos:“” e “F” do clichê


300 réis (par) – 3ª tiragem
Sem denteação vertical (entre selos) e deslocamento de impressão

Selos:“H” e “E” do clichê


700 réis (par) – 3ª tiragem
Sem denteação vertical (entre selos)

224
Selos superiores do clichê: “D e C”, com decalque completo e “B” com decalque parcial. Selos inferiores do
clichê: “H” com decalque completo e “E” com decalque parcial e “F” sem decalque .
300 réis (sextilha) – 3ª tiragem

Selos: “C” e “D” (superior), e “G” e “H” (inferior) do Selos: “D” (superior) e “H” (inferior) do
clichê, com decalque parcial nos selos “C”, “D” e clichê, com decalque parcial em ambos
“H”e selo “G”sem decalque. os selos.
300 réis (quadra) – 3ª tiragem 300 réis (par horizontal) – 3ª tiragem

225
Selos do clichê: “A”, “B”, C” e “D”, com decalque parcial
superior em todos os selos.
300 réis (terno) – 3ª tiragem

Selos do clichê: “B” C” e “D”, com decalque parcial em todos os selos.


300 réis (terno) – 3ª tiragem

Selo:“G”do clichê, com decalque completo.


300 réis – 3ª tiragem

226
Selo:“A”do clichê, com decalque completo sobre a estampa do selo.
300 réis – 3ª tiragem

Selo: “A” do clichê


700 réis – 3ª tiragem
Com decalque completo invertido na margem

Selos: “A”,”B”,”C” e “D” do clichê


300 réis (tira de 4 selos) – 3ª tiragem
Coluna vermelha

227
As Obliterações e Peças Diversas

As obliterações pertinentes a inutilização dos referidos selos não contou com


carimbo especifico a visita de Sua Eminência o Cardeal Eugeni o Pacelli. Para a
obliteração dos selos foi utilizado carimbo de uso comum nas agências dos correios na
época do lançamento da referida emissão de selos.
São conhecidos selos unitários, pares, ternos e quadras com o carimbo do dia do
lançamento da emissão, que seja 20 de outubro de 1934. Ocorre evidencias também de
correspondências comuns e ou registrados despachas neste dia. Não se sabe se o mesmo
foi intencional (peças montadas por filatelistas) ou o a mesmas foram despachadas de
maneira comum. O que sabemos pelos exemplares observados, que muitas destas peças
são montagens filatélicas no período, tendo como finalidade a obtenção de peças de
beleza harmoniosa para as futura coleções.
Sabemos que os selos da Visita do Cardeal Pacelli, foram utilizados até por volta
de 1943, quando os mesmos foram recolhidos ou não mais havia exemplares para uso
nas correspondências.
Sobre as peças diversas, encontramos alguns poucos modelos de folhinhas
filatélicas particulares, que já apresentam selos impressos da 3ª tirag em, com data de
outubro de 1934, levando-nos a pensar que os clichês desta tiragem já se encontravam
prontos bem antes da emissão dos referidos selos.

228
1934 – 20 de outubro – Fragmento de carta do Rio de Janeiro para Pelotas. Carta com porte no valor de 700
réis. Uso de parte de selo 700 réis (selos “A“) do clichê da 1ª tiragem. Não se conhece o verso .

Folhinha filatélica com selos em cores diversas


700 réis: verde, selo “G“; vinho, selo “D“ e vermelh o, selo “H“; 300 réis: violeta, selo “F”; selo e azul, selo
“A” do clichê da 3ª tiragem. Indicação de data – 21.10.1934 e assinatura.

229
Quadra – selos superiores “A” e ”B” do clichê e selos inferiores “C” e “D” do clichê da 1ª tiragem.
Carimbo datado de 21.10.1934

1934 – 22 de outubro – Carta do Rio de Janeiro para Porto Alegre. Carta com porte no valor de 2000 réi s,
referente a correspondencia ( Expressa).Uso de parte de selos 1200 réis em quadra (selos “A“ e “B”
superior e selos “C” e “D” inferior) do clichê da 1ª tiragem. Carimbo de chegada a Porto Alegre datado
de 23 de outubro do mesmo.

230
1934 – 23 de outubro – Carta do Rio de Janeiro para o Rio de Janeiro. Carta com porte no valor de
400 réis. Uso de parte de selos 300 réis “selo D” do clichê da 1ª tiragem. Carimbo de chegada na
mesma data.

1934 – 31 de outubro – Carta Registrada o Rio de Janeiro para Berlim (Alemanha). Carta com porte
no valor de 19000 réis, referente ao transporte aéreo (Zeppelin). Uso de selos aéreos (11000 réis) e
quadras no valor de 300 e 700 réis da 2ª tiragem. Carimbo de chegada a Berlin datado de 06 de
novembro do mesmo.

231
1934 – 31 de outubro – Carta Registrada do Rio de Janeiro para Berlim (Alemanha). Carta com
porte no valor de 19000 réis, referente ao transporte aéreo (Zeppelin). Uso de selos aéreos (11000
réis) e quadras no valor de 300 e 700 réis da 1ª tiragem. Carimbo de chegada a Berlin datado de
05 de novembro do mesmo.

1934 – 31 de outubro – Carta Registrada do Rio de Janeiro para Recife. Carta com porte no valor de 1800 réis,
referente ao transporte aéreo (Zeppelin). Uso de selos 700 réis “selo B” e 300 réis “selo A” do clichê da 2ª
tiragem. Não se conhece o verso.

232
1934 – 28 de novembro – Carta registrada (BRAZIL – R.N o 22966) do Rio de Janeiro a Goerlitz
(Alemanha). Carta com porte no valor de 5700 réis, referente a correspondência de transporte aéreo
(Condor/Zeppelin/Lufthansa).Uso de parte de selos 300 réis “selo C” do clichê da 3ª tiragem e 700
réis “selo A” do clichê da 2ª tiragem. Carimbo de chegada a Goerlitz (Alemanha) datada do 4 de
dezembro do mesmo.

1934 – novembro – Cartão Postal “Monumento do Christo Redempetor” Rio de Janeiro . Cartão Postal
com porte no valor de 300 réis. Uso de selo 300 réis “selo D” do clichê da 3ª tiragem. Não se conhece o
verso.

233
1934 – 13 de dezembro – Carta do Rio de Janeiro para Hamburgo (Alemanha). Carta com porte no valor
de 4200 réis. Uso de par de selos 300 réis “selos G, H” do clichê da 3ª tiragem. Não se conhece o verso.

1934 –14 de dezembro – Carta do Rio de Janeiro a Porzreim (Alemanha). Carta com porte no valor de 4200
réis, referente a correspondência de transporte aéreo (Condor/ Zeppelin/Lufthansa).Uso de parte de selos
700 réis “selo D” do clichê da 2ª tiragem. Não se conhece o verso.

234
1935 – 16 de janeiro – Carta do Rio de Janeiro para Hamburgo (Alemanha). Carta com porte no valor
de 4200 réis, referente a correspondência de transporte aéreo (Condor/Lufthansa).Uso d e par de selos
700 réis “selos G e H” do clichê da 3ª tiragem. Sem indicação de carimbo de chegada.

1935 – 26 de janeiro – Carta do Rio de Janeiro para Bruxelas (Bélgica). Carta com porte no valor de
1800 réis. Uso de porte em tetê -bêche de selos de 700 réis “E” e “H” do clichê da 3ª tiragem. Sem
indicação de carimbo de chegada.

235
1935 – 11 de fevereiro – Carta Registrada do Rio de Janeiro para Berlim (Alemanha). Carta com porte
no valor de 3800 réis. Uso de parte de selos 300 réis e 700 réis (selos indeterminados). Carimbo de
chegada a Berlim datado de 1 de março do mesmo.

1935 – 31 de março – Carta de São Paulo para Potsdam (Alemanha). Carta com porte no valor de 700
réis. Uso de selo 700 réis “selo C” do clichê da 3ª tiragem. Sem indicação de carimbo de chegada.

236
1935 – 30 de agosto – Maximo Postal utilizando o cartão postal “Regresso da Pesca” . Com porte no valor
de 000 réis. Uso de selo 300 réis “selo C” do clichê da 3ª tiragem. Sem indicação de carimbo de chegada.

1935 – 16 de setembro – Carta do Rio de Janeiro para Remscheid (Alemanha). Carta com porte no valor de
4200 réis, referente a correspondência de transporte aéreo (Condor/ Zeppelin/Lufthansa).Uso de selo 700
réis “selo F” do clichê da 3ª tiragem. Sem indicação de carimbo de chegada

237
1935 – 11 de outubro – Fragmento de carta de São Paulo Para Santos . Carta com porte no valor de 1500
réis. Uso de par de selos “tetê-bêchê” de 700 réis “selo H e E” do clichê da 3ª tiragem. Sem indicação de
carimbo de chegada.

1936 – 4 de fevereiro – Carta do Rio de Janeiro para Buenos Aires (Argentina). Carta com porte no valor de
1200 réis referente a correspondência de transporte aéreo (Condor) . Uso de parte de selo 300 réis “selo B”
do clichê da 1ª tiragem. Carimbo de chegada datado de 5 de fevereiro do mesmo.

238
1937 – 20 de março – Carta Registrada de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro . Carta com porte no
valor de 1800 réis referente a correspondência de transporte aéreo ( Panair). Uso de selos 300 réis “selo
C” e 700 réis “selo A“ do clichê da 3ª tiragem. Não se conhece o verso.

1938 – 24 de setembro – Carta do Joenville para Chemnitz (Alemanha). Carta com porte no valor de
5000 réis, referente ao registro (R 44937), e do transporte aé[Link] de selo 300 réis “selo B” do
clichê da 3ª tiragem. Carimbo de transito por São Paulo datado de 24 de setembro. Carimbo de
chegada a Chemnitz (Alemanha) em 04 de novemnbro do mesmo ano.

239
1942 – 02 de agosto – Cartão Postal do Cr isto Redentor com porte de 300 réis e carimbo
Comemorativo da IIIª Convenção Nacional de Engenheiros. Uso de selo 300 réis “selo C” do clichê
da 3ª tiragem.

1934 – 25 de agosto – Carta de União da Vitória (PR) para Curitibsa. Carta com porte no valor de 1000 réis.
Uso de selos 300 réis “selo D” e 700 réis “selo A“ do clichê da 3ª tiragem. Não se conhece o verso. Inspira
fraude filatélica devido ao uso do carimbo anterior a data do lançamento do referido selo.

240
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CORNIBERT, Roberto. Boletim Informativo - Sociedade Philatelica Paulista. Junho -
1995. São Paulo, SP, 1995. p 3-7.
CORTEZ, Melchior. Boletim da Sociedade Philatelica Paulista. n.32 , de agosto de 1935.
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241
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242
Prancha I

1ª Tiragem – A 1ª Tiragem – B 1ª Tiragem – C 1ª Tiragem – D

1ª Tiragem – D
(Variedade)

2ª Tiragem – A 2ª Tiragem – B 2ª Tiragem – C 2ª Tiragem – D

3ª Tiragem – A 3ª Tiragem – B 3ª Tiragem – C 3ª Tiragem – D

243
3ª Tiragem – E 3ª Tiragem – F 3ª Tiragem – G 3ª Tiragem – H

244
Prancha II

1ª Tiragem – A 1ª Tiragem – B 1ª Tiragem – C 1ª Tiragem – D


(Com Triangulo)

1ª Tiragem – D
(Variedade)

2ª Tiragem – A 2ª Tiragem – A 2ª Tiragem – A


(1º retoque) (2º retoque) (3º retoque)

245
2ª Tiragem – B 2ª Tiragem – C 2ª Tiragem – D

3ª Tiragem – A 3ª Tiragem – B 3ª Tiragem – C 3ª Tiragem – D

3ª Tiragem – E 3ª Tiragem – F 3ª Tiragem – G 3ª Tiragem – H

246
Prancha III
FILIGRANA
VERSO DOS SELOS

Selos Superiores

Selos Superiores Selos Inferiores

Selos Inferiores

Tête-bêche

FILIGRANA
FRENTE DOS SELOS

Selos Superiores

Selos Superiores Selos Inferiores

Selos Inferiores

Tête-bêche

247
Estudos dos Esboços, Ensaios e Provas

Primeiro Modelo
Número desconhecido de selos por Clichê (desconhecido)
(Recusado)

Esboço Desconhecido.
Ensaio Seguiu o desenho do selo fiscal.
300 réis Vermelho (sem denteação).
Prova de estampa
Selo 700 réis (Desconhecido).
Fiscal 300 réis (Desconhecido).
Prova de Cor
(não emitidos) 700 réis (Desconhecido).
300 réis Papel fino.
Prova de Papel
700 réis (Necessita de maiores informações).
300 réis Vermelho (denteação parcial ou total).
Prova definitiva
700 réis Azul (denteação parcial ou total).

Segundo Modelo
Clichê com 1 selo
(Recusado)

Imagem proposta provavelmente de


Esboço
cartão postal.
Ensaio (Desconhecido).
300 réis (sem porta de entrada do monumento).
Prova de estampa
700 réis (Desconhecido).
Preto, Azul cinzento, Marrom e
300 réis
Prova de Cor Vermelho.
700 réis (Desconhecido).
300 réis Papel cartão.
Prova de Papel
700 réis (Desconhecido).
300 réis (Desconhecido ou inexistente).
Prova definitiva
700 réis (Desconhecido ou inexistente).
Nuvem
Escurecida
(não emitidos)
Segundo Modelo
Clichê com 1 selo
(Recusado)

Imagem proposta provavelmente de


Esboço
cartão postal.
Ensaio (Desconhecido).
300 réis (com porta de entrada do monumento).
Prova de estampa
700 réis (Desconhecido).
300 réis Azul cinzento.
Prova de Cor
700 réis (Desconhecido).
300 réis Papel cartão.
Prova de Papel
700 réis (Desconhecido).
300 réis (Desconhecido ou inexistente).
Prova definitiva
700 réis (Desconhecido ou inexistente).

248
Terceiro Modelo
Clichê com 4 selos
(Aprovado e retocado)

Utilizou-se o esboço do segundo e


Esboço
terceiro modelos com retoques.
Ensaio (Desconhecido ou inexistente).
Vermelho escuro, vinho avermelhado e
300 réis grená (1 selo sem divisão interna no
Selos Prova de estampa Estado de Minas Gerais).
1ª Tiragem Azul brilhante escuro, azul opaco
700 réis
(emitidos) escuro e preto (1 selo com triangulo).
300 réis (Desconhecido ou inexistente).
Prova de Cor
700 réis (Desconhecido ou inexistente).
Papel fino, papel pardo fino e papel
300 réis
Prova de Papel grosso e papel jornal.
700 réis Papel fino e papel pardo fino.
Chapa Completa do clichê – selos da 1ª
300 réis
tiragem.
Prova definitiva
Chapa Completa do clichê – selos da 1ª
700 réis
tiragem.

Terceiro Modelo
Clichê com 4 selos
(Aprovado e retocado)

Utilizou-se o clichê dos selos da 1ª


Esboço
tiragem com os devidos retoques.
Ensaio (Desconhecido ou inexistente).
Cereja (todos os selos do clichê com
Selos
300 réis divisão interna no Estado de Minas
2ª Tiragem Prova de estampa
Gerais).
(emitidos)
700 réis (Desconhecido).
300 réis (Desconhecido ou inexistente).
Prova de Cor
700 réis (Desconhecido ou inexistente).
300 réis Papel linho.
Prova de Papel
700 réis (Desconhecido ou inexistente).
Chapa Completa do clichê – selos da 2ª
300 réis
Prova definitiva tiragem.
700 réis (Desconhecido ou inexistente).

249
Quarto Modelo
Clichê com 6 selos
(Recusado e adaptado)

Utilizou-se o esboço do terceiro modelo


Esboço com retoques nas nuvens selos da 3ª
tiragem.
Ensaio (Desconhecido ou inexistente).
300 réis Selos da 3ª tiragem.
Prova de estampa
Selos 700 réis (Desconhecido ou inexistente).
3ª Tiragem Vermelho, violeta, azul cinzento, vinho
(não emitidos) e azul anilado ou ultramar.
300 réis (OBS: Existência de prova nas cores:
Prova de Cor
violeta, azul cinzento e marrom em um
único clichê).
700 réis (Desconhecido ou inexistente).
300 réis Papel cartão.
Prova de Papel
700 réis (Desconhecido ou inexistente).
Chapa Completa do clichê – selos da 3ª
300 réis
Prova definitiva tiragem.
700 réis (Desconhecido ou inexistente).

Quarto Modelo
Clichê com 8 selos
(Aprovado)

Utilizou-se o esboço do terceiro modelo


Esboço com retoques nas nuvens selos da 3ª
tiragem.
Ensaio (Desconhecido ou inexistente).
300 réis Selos da 3ª tiragem.
Prova de estampa
700 réis Selos da 3ª tiragem.
Selos
Vermelho, violeta, marrom e azul
3ª Tiragem 300 réis
anilado ou ultramar.
(emitidos)
Prova de Cor Azul anilado ou ultramar, marrom,
700 réis violeta, vinho, vermelho, azul cinzento
e verde.
300 réis Papel fino e papel cartão.
Prova de Papel Papel fino e papel pardo fino e papel
700 réis
cartão.
Chapa Completa do clichê – selos da 3ª
300 réis
tiragem.
Prova definitiva
Chapa Completa do clichê – selos da 3ª
700 réis
tiragem.

250
251

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