Pacelli
Pacelli
Informações:
2
Índice
APRESENTAÇÃO 5
AGRADECIMENTOS 6
VISITA AO BRASIL DE SUA EMINÊNCIA O CARDEAL EUGENIO
7
PACELLI
A ESTÁTUA DO CRISTO REDENTOR 11
OS PRIMEIROS MODELOS 17
O ESBOÇO 21
AS PROVAS , O PAPEL E AS C ORES 23
AS PROVAS DE CUNHO 26
AS PROVAS DA PRIMEIRA TIRAGEM 39
AS PROVAS DA SEGUNDA TIRAGEM 54
AS PROVAS DA TERCEIRA TIRAGEM 57
A EXPLICAÇÃO OFICIAL 80
O PROCESSO DE IMPRESSÃO DEFINITIVO E AS TIRAGENS 83
OS SELOS DA PRIMEIRA TIRAGEM 96
300 RÉIS – SELO “A” - 1ª E 2ª TIRAGEM 107
300 RÉIS – SELO “B” - 1 ª TIRAGEM 109
300 RÉIS – SELO “B” - 2 ª TIRAGEM 111
300 RÉIS – SELO “C” - 1ª E 2ª TIRAGEM 113
300 RÉIS – SELO “D” - 1ª E 2ª TIRAGEM 115
300 RÉIS – SELO “D” - 1ª TIRAGEM (VARIEDADE ) 117
700 RÉIS – SELO “A” - 1ª TIRAGEM 119
700 RÉIS – SELO “A” - 2ª TIRAGEM (1° RETOQUE) 121
700 RÉIS – SELO “A” - 2ª TIRAGEM (2° RETOQUE) 123
700 RÉIS – SELO “A” - 2ª TIRAGEM (3° RETOQUE) 125
700 RÉIS – SELO “B” - 1 ª E 2 ª TIRAGEM 127
700 RÉIS – SELO “C” - 1ª E 2ª TIRAGEM 129
700 RÉIS – SELO “D” - 1ª E 2ª TIRAGEM 131
700 RÉIS – SELO “D” - 1ª TIRAGEM (VARIEDADE) 133
OS SELOS DA SEGUNDA TIRAGEM 135
A VARIANTE MISTA DA PRIMEIRA E SEGUNDA TIRAGEM 141
O RETOQUE NOS CLICHÊS DA CHAPA DE 300 E 700 RÉIS 148
OS SELOS DA TERCEIRA TIRAGEM 152
300 RÉIS – SELO “A” - 3ª TIRAGEM 158
300 RÉIS – SELO “B” - 3 ª TIRAGEM 160
300 RÉIS – SELO “C” - 3ª TIRAGEM 162
300 RÉIS – SELO “D” - 3ª TIRAGEM 164
3
300 RÉIS – SELO “E” - 3ª TIRAGEM 166
300 RÉIS – SELO “F” - 3ª TIRAGEM 168
300 RÉIS – SELO “G” - 3 ª TIRAGEM 170
300 RÉIS – SELO “H” - 3ª TIRAGEM 172
700 RÉIS – SELO “A” - 3ª TIRAGEM 174
700 RÉIS – SELO “B” - 3ª TIRAGEM 176
700 RÉIS – SELO “C” - 3ª TIRAGEM 178
700 RÉIS – SELO “D” - 3ª TIRAGEM 180
700 RÉIS – SELO “E” - 3ª TIRAGEM 182
700 RÉIS – SELO “F” - 3ª TIRAGEM 184
700 RÉIS – SELO “G” - 3 ª TIRAGEM 186
700 RÉIS – SELO “H” - 3ª TIRAGEM 188
OS SEL OS TÊTE-BÊCHES (INVERTIDOS OU OPOSTOS) 190
O QUANTITATIVO DAS EMISSÕES 200
A SOBRECARGA - ZEPPELIN 203
OS SELOS AUTOGRAFADOS 204
OS PORTES 207
DEFRAUDAÇÕES 209
AS VARIEDADES 212
AS OBLITERAÇÕES E PEÇAS DIVERSAS 228
BIBLIOGRAFIA 241
PRANCHA I 243
PRANCHA II 245
PRANCHA III 247
EST UDO DOS ESBOÇOS , ENSAIOS E PROVAS 249
4
Apresentação
Desde o lançamento dos selos “Visita do Cardeal Pacelli (futuro Papa Pio XII)”,
em 20 de outubro de 1934, a mesma tem s e mostrado controversa, devido aos inúmeros
problemas apresentados quanto a sua emissão, como as múltiplas variações nos selos
encontrados.
Por muito tempo os selos Pacelli assim chamados, foram considerados se ainda
não o são a coqueluche dos selos comemorativos brasileiros, em decorrência destes
possuírem a rara variação do tri ângulo em alguns poucos exemplares de um dos selos
da emissão, e que passou a ser o desejo de muitos colecionadores que pudessem pagar
pela raridade.
Porém salvo um ou outro trabalho explicativo sobre a emissão e suas variações,
foi somente no primeiro estudo realizado por Melchior Cortez, e publicado no Boletim
da Sociedade Philatelica Paulista em agosto de 1935, é que observamos a dimensão mais
exata do potencial de classificações e de estudos que a referida série pode nos oferecer.
Muitos foram os que se dedicaram ao colecionismo de tais selos, porém poucos
são os que realmente conhecem as suas variantes e características, e ainda mais, poucos
são os que escreveram sobre suas descobertas.
Para salientar a importância da referida série de selos, propusemos retomar os
poucos artigos já publicados, a fim de efetuar um estudo mais detalhado dos referidos
selos. Para aqueles que ainda não conhecem a história da emissão, propusemos
primeiramente efetuar um estudo sobre o motivo da visita do Cardeal Pacelli ao Brasil,
num segundo momento efetuamos um estudo sobre a história do Cristo Redentor –
imagem central da emissão. Feito isto, tratamos de verificar os motivos para a emissão
da referida série de selos e somente depois destes levantamentos históricos é que
dedicamo-nos ao estudo da classificação das variantes encontradas na referida emissão
de selos, que por sinal são muitos.
O presente trabalho é fruto de uma coletânea de todas as info rmações existentes
sobre a referida série, bem como traz à luz outras informações que a meu ver são
consideradas de importância para melhor compreender a real importância desta série de
selos para a filatelia brasileira.
Salvo discrepâncias em decorrência de falta de informações, este trabalho não
pretende ser o ponto final sobre o tema, ma s uma retomada dos estudos filatélicos num
novo olhar, onde os contextos históricos e filatélicos se complementam para explicar
uma das emissões comemorativas mais desejadas da filatelia brasileira desde o seu
lançamento.
Efetuo um chamamento aos filatelistas para que caso da exi stência de novas
descobertas sobre variações ou informações pertinentes a emissão que o façam públicas
para que desta forma possamos melhor compreender este capitulo da história postal
brasileira tão importante.
5
Agradecimentos
O Autor
6
Visita ao Brasil de Sua Eminência o Cardeal Eugenio Pacelli
Desde julho de 1934, é confirmado pela San ta Sé que o Cardeal Pacelli irá
representar o papa na condição de legado papal no Congresso Eucarístico Internacional
de Bueno Ayres, e que o mesmo embarcaria em agosto próximo no navio “Conte
Grande”, que arvoraria o pavilhão pontifício. Em 6 de agosto de 1934, é anunciado que
durante a visita a América do Sul do Cardeal Pacelli visitará o Rio de Janeiro para que
os brasileiros possam prestar homenagens ao representante do papa Pio XI. No dia 7 de
agosto é expedida carta de José Carlos de Macedo Soares (Mi nistro do Exterior), ao
Núncio Apostólico do Rio de Janeiro com convite oficial do governo brasileiro para a
visita do Cardeal Pacelli e o Patriarca de Lisboa, Monsenhor Gonçalves Cerejeira ao
Brasil quando de regresso do Congresso Eucarístico Internaciona l em Buenos Ayres. Por
telefome o Núncio Apostólico – o cardeal Sebastião Leme, informa haver recebido a
carta e que em ato oficial informaria o governo brasileiro.
No dia 9 de agosto de 1934, o Núncio Apostólico do Rio de Janeiro, Monsenhor
Aloisio Masella, diz haver recebido carta com o convite do governo brasileiro para a
recepção que o governo dará ao secretário do Estado do Vaticano o Card eal Pacelli. Fala
ainda que: “... é a primeira vez que América irá receber 7 autoridades da igreja reunidas
que são os cardeais: de Palermo, o Patriarca de Lisboa, o cardeal da Espanha, da
Polônia, da França, do Rio de Janeiro e o secretário de Estado do V aticano. Informa
ainda que a permanência do cardeal Pacelli e do monsenhor Cerejeira possa ocorrer com
no mínimo 24 e no máximo 28 horas na cidade do Rio de Janeiro para entusiasmo da
população católica desta magnífica cidade metrópole e maior edificação d a igreja”.
7
Montado os preparativos pela Nunciatura Apostólica para a recepç ão do legado
papal, em 5 de outubro de 1934, é aprovado pela Câmara Federal, requerimento de
solicitação de criação de comissão de deputados para recepção do cardeal Pacelli,
secretário de Estado do Vaticano, delegado apostólico de S.S. o Papa Pio XI ao XX XII
Congresso Eucarístico Internacional, que passará no dia 06 de outubro pelo Rio de
Janeiro a caminho de Bueno Ayres.
Durante a estadia do cardeal o governo brasileiro não formalizará as honras de
chefe de Estados uma vez que a mesma somente ocorrerá qu ando do retorno do
secretário de Estado do Vaticano de Buenos Ayres, momento em que o legado pontifício
será então hospede do governo brasileiro durante 36 horas. Ainda no inicio do mês de
outubro, a Nunciatura Apostólica, informa o cerimonial estabelecido pelo legado papal,
a fim de que o governo brasileiro faça a sua representação e adaptabilidade. É
estabelecida assim a programação oficial, para os dias 20 e 21 de outubro, quando da
visita do legado papal – o Cardeal Pacelli.
8
o trajeto de volta ao navio, passando pela Igreja de Nossa S enhora do Monte Serrat, a
mesma foi iluminada para marcar a passagem do importante visitante. De retorno ao
transatlântico, o mesmo seguiu vi agem ao Rio de Janeiro.
Sua chegada ao cais Mauá no Rio de Janeiro, foi saudada por muitas autoridades
políticas e eclesiásticas, além de um grande contingente de católicos que desejam ver a
primeira visita ao Brasil de uma autoridade política do Vaticano .
Medalha Comemorativa
SUA + EMINÊNCIA + O + CARDEAL + EUGENIO + PACELLI
VISITA + DO + CARDEAL + PACELLI + AO + BRASIL
9
Do porto, a comitiva seguiu até o Palácio do Catete, onde se hospedaram entre
nos dias 20 e 21 de outubro. Do Palácio do Catete, Sua Eminência o Cardeal Eugenio
Pacelli seguiu até o Palácio Guanabara, onde o Presidente Getulio Varg as recebe as
credenciais de Sua Eminência o Cardeal Eugenio Pacelli, como representante do Estado
do Vaticano e Legado Papal. Possivelmente os selos emitidos pelo governo brasileiro
foram apresentados ao Legado Papal no Palácio do Catete quando de seu retorno do
Cristo Redentor, quando ao receber autoridades e representantes religiosos ocorreu o
lançamento oficial dos selos postais referente à estadia do tão ilustre visitante ao Brasil.
Seguindo a programação oficial, no dia 21 de outubro, o Legado Papal o Cardeal
Pacelli, quebra o protocolo estabelecido, a as 10h00min, recebe a imprensa para as suas
impressões sobre sua estadia no Rio de Janeiro, sendo que após seguiu normalmente a
programação estabelecida. Ao entardecer, a comitiva e Sua Eminência o Cardeal
Eugenio Pacelli, seguiu para o embarque no cais Mauá, quando o Presidente Getulio
Vargas estava presente para as despedidas formais, dando assim o encerramento oficial
da visita de Sua Eminência o Cardeal Eugenio Pacelli, à cidade do Rio de Janeiro e ao
Brasil.
10
A Estátua do Cristo Redentor
11
Oswald e a estrutura fora projetada pelo arquiteto francês Paul Landowsky, trazido da
Europa especialmente para a execução do projeto, em particular para a construção d a
cabeça e das mãos, cujas habilidades de um escultor era m fundamentais.
Durante muito tempo, acreditou-se que o monumento do Cristo Redentor fosse
de autoria do francês, porém estudos mais recentes confirmam a autenticidade do
projeto a Heitor da Silva Costa, revelando assim autenticidade da obra pelo engenheiro
brasileiro.
Em setembro daquele ano, foi iniciado no Rio de Janeiro, pela Igreja Católica, a
Semana do Monumento, uma campanha nacional com o intuito de se arrecadar fundos
para a construção da estatua do Cristo Redentor. A campanha percorreu todo o
território nacional, e duraram exatos dez anos, vindo a reunir dinheiro suficiente para
todo o projeto. O valor estipulado para a campanha era de duzentos réis (cerca de R$
0,20), uma quantia baixa, que possibilitava a participação de todas as classes sociais.
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Alguns alegam que Heitor da Silva Costa, aceitou reformular o projeto, quando
observou durante algumas horas as antenas de rádio de 40 metros de altura (por
Roquete Pinto), no alto do Corcovado, com tra ves horizontais, que da Praia de
Botafogo, vê-se uma cruz. Daí surgiu a idéia de transformar o Cristo na própria cruz e o
mundo passa a ser representado pela cidade do Rio de Janeiro, se referindo a um dos
escritos deixados pelo próprio Heitor da Silva Costa, num caderno especial da Revista
Cruzeiro quando da inauguração do monumento.
Porém, há controvérsias nessa história, que é negada por alguns, que dizem que
o terceiro colocado do concurso, o arquiteto Morales de Losvis, já apresentava a
imagem do Cristo com os braços abertos, simbolizando a cruz.
Controversas a parte, definido o formato, partiu-se para o estudo de uma nova
forma para o monumento, erguido acima de um pedestal de oito metros de altura.
Em 1924, Heitor da Silva Costa, quando da conclusão da maquete final veio
residir na Europa até 1927, com a finalidade de participar de todos os detalhes dos
estudos estruturais e buscar profissionais para fazer os traços finais externos. De sua
ida a Europa, conhece Landowsky e Albert Caquot, responsávei s pelos cálculos
estruturais que garantiram a estabilidade do Cristo com seus quase 30 metros de
distância entre uma mão a outra, preocupação constante de Heitor da Silva Costa, que
temia os ventos do Corcovado, como também procurava este unificar a estrut ura
arquitetônica a beleza natural do monumento a natureza ao seu redor. Pois cabe
ressaltar que o fascinante na estatua do Cristo Redentor, e o que diferente de muitos
outros monumentos, ganhando um destaque especial, é o seu posicionamento acima da
cidade, num ambiente sem disputa de atenções, sem desarmonia com as construções,
justamente por não haver nada que impedisse ou dificultasse sua visualização de
qualquer ponto da cidade do Rio de Janeiro.
Para atingir a perfeição da imagem de um Cristo Redentor, foi necessário adotar
a técnica de quadriculação, onde 163 pontos foram demarcados para auxiliar na
precisão da obra. A face, levemente voltada para baixo e para a esquerda, também foi
estrategicamente planejada para ser avistada da cidade e para dar à estátua a suavidade
de quem protege e abençoa. Da mesma forma, a expressão de seu rosto, a túnica e o
manto foram elaboradas para dar a estatua do Cristo Redentor um imponente ar de
respeito.
Muitos projetos e estudos foram realizados também para a escolh a do material a
ser utilizado. No projeto inicial constava a utilização d o bronze, porém um episódio
ocorrido na Rússia – na época da Revolução Bolchevique, em que o governo soviético
mandou fundir todas as estátuas de santos, de construção metálica para r eaproveitar o
material – fez os idealizadores abandonarem a idéia.
Para a estrutura foi decidido utilizar cimento armado, ao invés de armaç ão
metálica, e para o revestimento foi escolhido pedra-sabão, material muito resistente às
variações climáticas, além de representar genuinamente o Brasil.
A construção da estátua foi de tamanha ousadia até então sem precedente no
Brasil, tanto por sua estatura, como por sua localização. Içar blocos de cimentos, ferros,
ferramentas, equipamentos e água a 300 metros de altura, sem falar na locomoção de
todo o material até o topo do morro, foi um trab alho de reconhecida dificuldade e de
grande habilidade.
As peças foram transportadas nos trens da Estrada de Ferro do Corcovado e
montadas no alto do morro. Vale destacar que a estrada de ferro foi aberta graças a uma
visita realizada em 1824, por Dom Pedro I, ao Corcovado (nome dado ao morro no
século XVII pela semelhança a uma corcova ou corcunda), que ao se vislumbrar com a
vista de lá proporcionada, solicitou que fosse aberto um caminho ao cume, que deu
início ao trajeto para a futura estrada de ferro.
Porém, somente em 1884 foi que Dom Pedro II concedeu aos engenheiros
Francisco Pereira Passos e João Teixeira Soares, a permissão para a construção da
estrada, cujo primeiro trecho, Cosme Velho – Paineira foi inaugurada em 1884 e o
segundo, Paineiras – Corcovado, no ano de 1885, totalizando os 3800 metros de fer rovia.
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Uma história sempre lembrada de forma errônea é que o a estatua do Cristo
Redentor tenha sido feito na França e trazido ao Brasil. O Cristo Redentor foi todo
modelado no próprio Corcovado, haja vista que a primeira maquete feita em Paris
apresentava uma túnica rebuscada em torno do corpo e Heitor da Silva Costa não
aprovou porque não teria como modelá-la no local.
Ao chegar à maquete final, Heitor Costa pede a Landowsky que faça outra
maquete, de quatro metros de altura que foi toda recortada em bloc os para servir de
base para a planta, no tamanho original da estátua, a ser modulada no próprio local em
que a mesma seria montada.
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morro. Levy cedeu sua chácara em São Gonçalo (Niterói) para o trabalho. O engenheiro
que era judeu, converteu-se ao cristianismo durante a construção do monumento. Outra
curiosidade, embora não comprovada, é que seu envolvimento com a construção do
Cristo foi tão grande, que Levy colocou o nome da família em um vidro e o misturou na
massa de concreto, guardand o-o na altura do coração da estátua.
Toda a montagem durou cinco anos, sendo finalizad a em 1931. Primeiro foram
montadas as estruturas de concreto armado, que davam forma à cruz, depois foram
aplicadas às partes, constituindo a imagem da estátua. O monumento foi criando forma
da cabeça para os pés. Depois de todo revestido de cimento, foi a plicada uma malha
metálica coberta por pedra sabão. Não há registro de quantas pessoas participaram da
construção do Cristo, mas sabe-se que não morreu ninguém durante todo o período da
obra. Em 12 de outubro de 1931, é chegado o dia, e finalmente é inaugurado o
monumento do Cristo Redentor, que anos depois se consagrou como símbolo do
turismo brasileiro. O mau tempo não possibilitou o grande momento, quando as luzes
15
seriam acionadas em Roma (e não na cidade de Nápoles, como muitos livros informam),
na Itália, pelo cientista italiano Guglielmo Marconi, através de sinal elétrico que seria
captado por uma estação em Dorchester, na Inglaterra, e r etransmitido por uma torre
em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. No entanto, o mau tempo impossibilitou o contato e
as luzes foram acionadas do local. Um contratempo q ue não apagou o brilho da festa,
que já se fazia a mais de dez anos.
O monumento já estava pronto no ano de 1930, e seria inaugurado pelo
presidente católico Washington Luís, também no dia 12 de outubro – data firmada pela
igreja desde o início do projeto, por ser o dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do
Brasil. Porém, no dia 3 de outubro ocorreu a Revolução de Getúlio Vargas e o evento foi
postergado para data ainda não determinada pelos revolucionários e pelo próprio
Getulio Vargas em seu primeiro ano de governo.
A cerimônia de abertura contou com a presença de autoridades como o chefe d o
Governo Provisório, Getúlio Vargas e com a Bênção do cardeal Dom Sebastião Leme,
cujas palavras definiam a importância do monumento para o catolicismo, mais
precisamente para a retomada do poder da Igreja no Estado Republicano. No dia 21 de
outubro, do mesmo ano, em substituição à Comissão Organizadora do Monumento, foi
criada a Arquidiocese do Cristo Redentor, que seria responsável pela administração e
conservação do monumento, sendo a mesma extinta no ano de 1960, quando a Mitra
Arquiepiscopal do Rio de Janeiro, assume as responsabilidades.
Ainda na década de 1930, dois feitos ocorrem em relação ao monumento. Em
1932, a estátua ganhou uma iluminação definitiva em substituição à instalada na
ocasião da inauguração. E, em 1934, a Ordem Arquidiocesana do Cristo Redentor
recebeu da União, o domínio de 477m² de área situada no alto do Morro do Corcovado.
No ano de 1942, uma estrada de cimento foi construída para facilitar o acesso de
automóvel ao Morro do Corcovado. Na mesma época foi retirado o mirante Chapé u do
Sol, construído nos idos dos anos 1885, quando a estrada de ferro atingiu o topo do
morro, de onde os turistas contemplavam o visual da cidade.
No ano de 1973, o conjunto paisagístico do monumento foi tombado pelo
Instituto do Patrimônio Histórico Na cional (IPHAN), mas a escultura só conseguiu o
feito em março de 2005. O anúncio ocorreu dia 10 de março do mesmo an o, no Paço
Imperial, no Rio, quando 17 integrantes do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
aprovaram, por unanimidade, o tombamento do monumento do Cristo Redentor.
Em 1980, em virtude da visita do Papa João Paulo II ao Brasil, o monumento
recebeu sua primeira grande reforma, sendo a segunda realizada dez anos depois,
mesmo ano em que a estátua foi tombada pelo Município do Rio de Janei ro como
patrimônio da cidade. Por estar localizada no Parque Nacional da Tijuca, que é uma
unidade de conservação, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais
Renováveis (IBAMA), assume esta a responsabilidade de conservação, limpeza e
vigilância da estátua do Cristo Redentor, cujo direito de imagem, no mesmo ano, foi
fixado sob a exclusividade da Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro.
Em 2003, foi inaugurado um sistema de escadas rolantes, passarelas e elevadores
para facilitar o acesso à plataforma de onde se eleva o monumento. A restauração de
2010, realizada pela empresa Vale em parceria com a Arquidiocese do Rio de Janeiro,
concentrou-se na estátua e em seu entorno.
Além da recuperação da estrutura interna, foi restaurado o mosaico de pedras -
sabão que reveste a estátua com a retirada da pátina biológica (camada de fungos e
outros microorganismos) e a recomposição de danos devido a p equenas rachaduras.
Também foram consertados os pára-raios localizados na cabeça e nos braços da estátua.
O desgaste do monumento é causado pelas condições climáticas extremas a que ele está
submetido, como rajadas de ventos e fortes chuvas, de modo que ob ras de manutenção
devem ser realizadas periodicamente.
É tido como um dos monumentos mais visitados do mundo, e devi do a sua
beleza, foi candidato e conquista em eleição mundial em 2007, o direito de ser uma das
Maravilhas do Mundo.
16
Os Primeiros Modelos
1
Preparação do cilindro forma para que o mesmo possa receber a gravação da imagem a ser
impressa, através da eletrólise, princípio da galvanização, possibilitando a reprodução de um
objeto, por meio da deposição de um metal que s e encontra em dissolução num meio líquido.
2
PHILATELICO, Brasil. “Ainda os sellos Pacelli, n. 19, janeiro fevereiro, 1935, p.6.
17
Ficou o Ministério da Fazenda em cooperação com o Itamaraty e a Casa da
Moeda em providenciar a envio de papel filigranado oficial a Tipografia Alexandre
Ribeiro & Cia, para a confecção dos selos 3.
3
BAYLONGUE, João Roberto. Os selos comemorativos da visita do Cardeal Pacelli, out. – dez.
1965, p. 12.
18
Ensaio da arte seguindo modelo do selo ” CORCOVADO – TESOURO NACIONAL”
Selos Fiscais Federais.
Coleção: Vinicius Silveira.
Arte final dos ensaios na cor vermelha (300 Rs.) e azul celeste (700 Rs.) a serem aprovados pelo
Departamento Geral dos Correios.
Coleção: Noely Luiz Orsato.
19
Bloco de seis selos com taxa no valor de 300 réis na cor vermelha .
Coleção: Noely Luiz Orsato.
Bloco de seis selos com taxa no valor de 700 réis na cor azul celeste.
Coleção: Noely Luiz Orsato.
20
O Esboço
“O CRUZEIRO”
Nº 50 – 17 DE OUTUBRO DE 1931
Dimensão 49 X 33.5 cm.
Coleção: Nelson Ortegosa da Cunha .
21
Royal Air Force – RAF (Real Força Aérea – Reino Unido), então contratado pela revista
para providenciar aquela que “seria a foto oficial do monumento do Cristo Redentor 4”.
Quando a Casa da Moeda contatou a Tipografia Alexandre Ribeiro & Cia, ainda
no dia 17 de outubro, esta imediatamente procurou a Ítalo Ruggero Marini para efetuar
a arte do respectivo selo comemorativo em homenagem a visita de Sua Eminência o
Cardeal Eugenio Pacelli. Por sua vez este utilizou de inúmeras fotografias e cartões
postais editados do monumento do Cristo Redentor para o esboço do desenho a ser
apresentado. De todas as imagens selecionadas, a escolhida foi a fotografia tirada pelo
capitão Sidney Henry Holland, a serviço da revista “O Cruzeiro”. A imagem do Cristo
Redentor servia a três propósitos bem definidos, o primeiro era chamar a atenção para a
obra arquitetônica religiosa católica mais importante do Ri o de Janeiro; segundo era
comemorar a transferência por parte da União da área de 477 m 2 , situada no alto do
Corcovado à Ordem Arquidiocesana do Cristo Redentor e a terceira a visita de Sua
Eminência o Cardeal Eugenio Pacelli ao Brasil.
A Tipografia Alexandre Ribeiro & Cia, deu início aos trabalhos de gravação do
clichê de aço no dia 18 de outubro, sendo que as mesmas ficaram prontas para a
impressão somente na noite anterior a visita de Sua Eminência o Cardeal Eugenio
Pacelli.
4
“O Cruzeiro”, nº 50, 17 de outubro de 1931, “A nossa página dupla central – Uma fotografia do
Cap. Holland. O Cruzeiro deseja aqui consignar os seus agradecimentos ao aviador capitão Holland pela
admirável fotografia aérea do monumento, por ele executada especialmente para es te numero consagrado á
inauguração da estatua do Corcovado, e que publicamos em nossas páginas centrais. A pericia e o arrojo do
capitão Holland obtiveram a mais impressionante fotografia, a que não falta sequer a impressão de
imensidade como moldura condi gna do monumento, que conserva as suas naturais proporções de
grandeza. Nenhuma outra fotografia, até hoje obtida, pode a esta comparar -se pela sua grandiosidade e
pela sua beleza. Podemos considera-la a fotografia oficial do monumento de Cristo Redentor”.
22
As Provas, o Papel e as Cores
Recorte da imagem que serviu de esboço para o desenho de Ítalo Ruggero Marini.
23
Em decorrência do pouco tempo ainda restante, a Tipografia Alexandre Ribeiro
& Cia, se viu obrigada a estar efetuando a impressão dos selos até dia anterior a
chegada de Sua Eminência, o Cardeal Eugenio Pacelli, no dia 20 de outubro.
Em decorrência do curto período de tempo, a Tipografia Alexandre Ribeiro &
Cia, optou em confeccionar clichê com 4 selos de cada valor em vez de confeccionar
clichê único com os 64 selos de cada porte. Porém o tempo ganho não representou
agilidade da confecção dos selos, visto que o processo de impressão com o clichê de 4
selos demonstrou-se extremamente vagaroso, o que impediu a confecção dos n úmeros
desejados pelos Correios, até a data da chegada do Cardeal Pacelli. Na data da visita
ainda na parte da manhã, mais precisamente às dez horas, o Departamento dos Correios
recebia o primeiro lote a ser disponibilizado ao visitante e a sua comitiva, b em como
aos convidados quando da recepção do mesmo no Palácio d a Guanabara.
Após as formalidades da visita no Palácio da Guanabara, no mesmo dia 20 de
outubro de 1934, às 14h40, estando ainda presente ao ato sua Eminência o Cardeal
Pacelli, foram postos a venda, no correio do Rio de Janeiro, os já esperados selos
comemorativos à sua visita ao Brasil cuja emoção se deve ao interesse todo especial do
Exmo. Ministro Macedo Soares. Os selos postos à venda nesse dia, podemos chamar
como sendo selos da primeira tiragem. Entre os dias 20 a 25 de outubro a Tipografia
Alexandre Ribeiro & Cia, deu continuidade a confecção dos exemplares faltosos , porém
passado a correria inicial para a emissão dos primeiros exemplares, a respectiva
tipografia teve tempo para aprimorar o sistema de impressão que fora duramente
criticado pelo Departamento dos Correios.
A Tipografia Alexandre Ribeiro & Cia, após ob servação detalhada dos
exemplares já confeccionados e colocados e venda, optou-se pela mudança das cores nos
valores de 300 réis, com a finalidade de destacar o desenho, uma vez que o vermelho
utilizado nos primeiros exemplares não destacava as nuances do desenho. Optou-se a
fim de corrigir este problema, a cor vermelho cereja ou solferino. Nos exemplares de
700 réis, o problema foi ainda maior, uma vez que se observou em um dos exemplares
do clichê uma anomalia bem visível – um triângulo – no manto do Cristo, o que levou a
tipografia optar pelo retoque do clichê. A cor azul permaneceu sendo a mesma, com
uma variante mais fosca.
Provavelmente esta prova de clichê foi abandona, pois se fosse utilizada para
impressão dos selos faltantes, as folhas de selos pa ssariam a contar com 4 selos a menos
passando de 32 para 28 selos, o que aumentaria o gasto com o papel entregue pela Casa
da Moeda, impedindo a entrega do total de selos impressos contratados.
Por sua vez as folhas de selos poderiam contar com 4 selos, pa ssando de 32 para
36 selos, o que economizaria tempo de impressão, porém as margens laterais da folha
ficariam muito curtas o que dificultaria o processo de perfuração da denteação das
folhas. Em decorrência destas dificuldades foi confeccionado uma segund a prova de
clichê contando a mesma com 8 selos de cada valor, sendo que para a confecção do
mesmo foi utilizado a base dos modelos anteriores, tendo como variante a colocação de
linhas junto as nuvens atrás do Cristo a fim de garantir maior nitidez e nuanc es no
desenho do Cristo Redentor.
Outro fator decisivo para a criação deste s novos clichês foram os atrasos
decorrente dos problemas enfrentados com a impressão dos lotes anteriores, pois o
previsto era a impressão de 500.000 exemplares no mais curto perí odo de tempo. A fim
de conter mais atrasos, optou a Tipografia Alexandre Ribeiro & Cia, pela confecção
deste novo clichê.
Em 10 ou 11 de novembro foram entregues a Tesouraria da Diretoria Geral dos
Correios os exemplares faltosos do total contratado. No dia 12 do mesmo mês, foi
colocada a venda a terceira tiragem dos selos.
A forma de distinguir os valores dos selos de 300 e 7 00 réis da terceira tiragem
dos valores dos selos de 300 e 700 réis da primeira e segunda tiragem, é facilmente
observada e de forma inconfundível, pois nos selos da terceira tiragem notam -se
24
pequenos traços que sombreiam a nuvem branca que se encontra aci ma da estátua, o
que não existe nos selos da primeira e segunda tiragem.
Portanto, basta que atente para a característica da nuvem, para que se posam
distinguir os selos da terceira tiragem. Além disso, o “clichê” da terceira tiragem
apresenta características diferentes das que já foram descritas na primeira e segunda.
Quanto à cor, a de 300 réis, é vermelha, mais ou menos idêntica a o de 300 réis da
segunda tiragem. O de 700 réis tem a cor azul anilada ou ultramar, enquanto que os das
tiragens anteriores têm a cor azul acinzentada.
Como aconteceu na primeira e segunda tiragem, cada um dos 8 selos que
formam os quatro blocos das folhas da terceira tiragem tem características peculiares,
de maneira que podem ser distinguidos entre si.
25
As Provas de Cunho
Iniciado a confecção do clichê pela Tipografia Alexandre Ribeiro & Cia, este
optou por um exemplar único no valor de 300 réis em que deveria contar dos traços
principais do desenho a ser também empregado no cli chê de 700 réis, motivo pelo qual
não encontramos até o presente a prova de cunho respectivo valor. Observado mais
atentamente as respectivas provas de cunho existentes observa-se algumas
características que constam em um e não em outra prova. Isto não indica que foram
realizados dois clichês diferenciados, mais sim um que foi ao longo do processo
retocado quando necessário a fim de dar ao clichê as suas características mais
importantes.
Observamos inicialmente em todas as provas de cunho a inexistência do nome
do desenhista (Marini), da nuvem com sombreado mais escuro e a indicação do valor
bem definido. Podemos ainda pontuar outras variantes encontradas nas provas de
cunho estudadas
Primeiro modelo de prova de clichê na cor cinza. Sem indicação do desenhista (destaque a
esquerda) e contendo nuvens escuras (destaque a direita) . Porte de 300 réis (destaque na parte
superior). Prova em papel cartão na cor c inza.
26
300 Réis – Ocre, Marrom, Preto e Vermelho.
01 02 03 04
06 05
07 08
10 09
11 12 13 14
27
As linhas abaixo do Estado do Rio Grande do sul apresentam -se
01
falhas.
No manto do Cristo Redentor existe uma falha, apresentando a
02
mesma como se fosse um pequeno triangulo.
No pedestal da estatua do Cristo Redentor não existe a indicação
03
da entrada.
Entre o manto da estatua do Cristo Redentor e o pedestal da
04
mesma existe uma linha que a sombreia.
Acima da nuvem existe uma serie de traços ligeiramente inclinados
05
para a direita.
Existe um traço que percorre toda a manga do manto do Cristo
06
Redentor.
Não existe a linha limítrofe entre os Estados do Amapá e o Estado
07
do Amazonas.
Existe uma linha de Lina “L” de CARDEAL ao segundo “L” de
08 PACELLI, como também existe uma linha de saindo do segundo
“L” de PACELLI segue até ao Estado de Sergipe.
Existe uma linha que parte da fronteira do Estado do Paraná
09 seguindo até a moldura do quadro próximo a letra “P” de
PACELLI.
A linha que parte do centro do Estado do Espírito Santo em
10
Direção ao Estado de Minas Gerais esta interrompida.
Abaixo de pedestal da estatua do Cristo Redentor existe um
11
sombra que se estende até a metade do mesmo, sentido esquerdo.
12 Existe uma linha de entre as letras “C” e “A” de CARDEAL.
O numero “3” de 300 se encontra afastado da linha da moldura do
13
quadro.
As linhas na lateral do pedestal da estatua do Cristo Redentor se
14
encontram desalinhadas em relação as linhas do fundo.
28
Prova de cunho (300 Rs.) na cor marrom em papel cartão.
Sem perfuração ou filigrana. Clichê com único selo.
Coleção: Noely Luiz Orsato.
29
Prova de cunho (300 Rs.) na cor marrom em papel cartão.
Sem perfuração ou filigrana. Clichê com único selo.
Coleção: Noely Luiz Orsato.
30
Prova de cunho (300 Rs.) na cor preto em papel cartão.
Sem perfuração ou filigrana. Clichê com único selo.
Coleção: Noely Luiz Orsato.
31
Prova de cunho (300 Rs.) na cor azul cinzento em papel cartão.
Sem perfuração ou filigrana. Clichê com único selo.
Coleção: Rolf Dieter Kerkhoff.
32
Prova de cunho (300 Rs.) na cor azul cinzento em papel cartão.
Sem perfuração ou filigrana. Clichê com único selo.
Coleção: Vinicius Silveira.
33
Prova de cunho (300 Rs.) na cor vermelha em papel cartão.
Sem perfuração ou filigrana. Clichê com único selo.
Coleção: Noely Luiz Orsato.
34
Prova de cunho (300 Rs.) na cor vermelha em papel cartão.
Sem perfuração ou filigrana. Clichê com único selo.
Coleção: Vinicius Silveira.
35
300 Réis – azul cinzento
01 02 03 04
06 05
07 08
10 09
11 12 13 14
36
As linhas abaixo do Estado do Rio Grande do sul não apresentam
01
falhas.
No manto do Cristo Redentor não existe a falha, como se fosse um
02
pequeno triangulo.
No pedestal da estatua do Cristo Redentor existe a indicação da
03
entrada.
Entre o manto da estatua do Cristo Redentor e o pedestal da
04
mesma não existe uma linha que a sombreia.
Acima da nuvem não existe uma serie de traços ligeiramente
05
inclinados para a direita, e sim uma linha que divide a nuvem.
Não existe um traço que percorre toda a manga do manto do Cristo
06
Redentor.
Existe a linha limítrofe entre os Estados do Amapá e o Estado do
07
Amazonas.
Não existe uma linha de Lina “L” de CARDEAL ao segundo “L” de
08 PACELLI, como também não existe uma linha de saindo do
segundo “L” de PACELLI segue até ao Estado de Sergipe.
Não existe uma linha que parte da fronteira do Estado do Paraná
09 seguindo até a moldura do quadro próximo a letra “P” de
PACELLI.
A linha que parte do centro do Estado do Espírito Sant o em direção
10 ao Estado de Minas Gerais esta completa e se une a outra que do
numero “3” até ao segundo “L” de PACELLI.
Abaixo de pedestal da estatua do Cristo Redentor não existe um
11
sombra que se estende até a metade do mesmo, sentido esquerdo.
Não existe a linha entre as letras “C” e “A” de CARDEAL, e sim
12 uma linha que corta as letras “CA” de CARDEAL até a moldura do
quadro.
O numero “3” de 300 se encontra próximo da linha da moldura do
13
quadro.
As linhas na lateral do pedestal da estatua do Cristo Redentor se
14
encontram alinhadas e mais destacas que as linhas do fundo.
37
Prova de cunho (300 Rs.) na cor azul cinzento em papel cartão.
Sem perfuração ou filigrana. Clichê com único selo.
Coleção: Noely Luiz Or sato.
38
As Provas da Primeira Tiragem
Os poucos que sabemos sobre estas provas, indicam que as mesmas foram
realizadas as presas em decorrência do pouco tempo que a Tipografia Alexandre
Ribeiro & Cia., obteve para realizá-la as observações mais detalhadas. Tudo nos indica
que estas provas foram realizadas já com as cores definitivas, ou seja, 300 réis na cor
grená e 700 réis na cor azul escuro.
39
Prova da primeira impressão do primeiro clichê . Com indicação do desenhista (destaque a
esquerda), sem nuvens escuras (destaque a direita) e com falha do mapa em somente um dos selos
(destaque na parte inferior). Porte de 300 réis (destaque na parte superior). Prova em papel grosso
na cor definitiva (cor grená ou vermelho escura). Selos da 1ª tiragem.
40
Prova da primeira impressão (300 Rs.) do primeiro clichê com quatro selos (300 Rs.), em papel grosso na
cor definitiva (grená). Sem perfuração ou filigrana. Selos da 1ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.
41
Prova da primeira impressão (300 Rs.) do primeiro clichê com quatro selos, em papel pardo fino na cor
definitiva (vermelho escuro). Sem perfuração ou fi ligrana. Selos da 1ª tiragem.
Coleção: José Alberto Junges.
42
Prova da primeira impressão (300 Rs.) do primeiro clichê com quatro selos, em papel jornal na cor
definitiva (vinho avermelhado). Sem perfuração ou filigrana. Selos da 1ª tiragem.
Coleção: José Alberto Junges.
43
Prova da primeira impressão (300 Rs.) do primeiro clichê com quatro selos em papel fino e na cor
definitiva (grená). Sem perfuração ou filigrana. Selos da 1ª tiragem. Selos obliterados com o carimbo da
Papelaria Ribeiro – Ouvidor 164 (Tipografia Alexandre Ribeiro & Cia).
Verso com assinatura do desenhista (Marini).
Coleção: Noely Luiz Orsato.
44
Prova da primeira impressão do primeiro clichê . Com indicação do desenhista (destaque a
esquerda) e sem nuvens escuras (destaque a direita) e com falha no manto em forma de triangulo
em somente um dos selos (destaque na parte inferior) . Porte de 700 réis (destaque na parte
superior). Prova em papel branco fino na cor definitiva (cor azul brilhante, sensivelmente escuro).
Selos da 1ª tiragem.
45
Prova de cor da primeira impressão (700 Rs.) do primeiro clichê com quatro selos, em papel pardo fino,
na cor preta. Sem perfuração ou filigrana. Selos da 1ª tiragem.
Coleção: José Alberto Junges.
46
Prova da primeira impressão (700 Rs.) do primeiro clichê com quatro selos, em papel fino e na cor
definitiva (azul brilhante escuro). Sem perfuração ou filigrana. Selos da 1ª tiragem. Impressão de clichês
para teste.
Coleção: Noely Luiz Orsato.
47
Prova da primeira impressão (700 Rs.) do primeiro clichê com quatro selos, em papel fino, na cor
definitiva (azul brilhante es curo). Sem perfuração ou filigrana. Selos da 1ª tiragem. Impressão de clichês
para teste (selos sobrepostos).
Coleção: Noely Luiz Orsato.
48
Prova da primeira impressão (700 Rs.) do primeiro clichê com quatro selos, em papel pardo fino, na cor
definitiva (azul opaco escuro). Sem perfuração ou filigr ana. Selos da 1ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.
49
Prova da primeira impressão (700 Rs.) do primeiro clichê com quatro selos, em papel fino, na cor
definitiva (azul brilhante escuro). Sem perfuração ou filigrana. Selos da 1ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.
50
Clichês da folha de selos da 1ª tiragem, disponibilizado na data de chegada
de Sua Eminencia o Cardeal Pacelli ao Rio d e Janeiro (do dia 20 a 25 de
outubro de 1934).
51
Folha de selos de 300 réis da 1ª tiragem com o autografo de Sua Eminência o Cardeal Pacelli.
Coleção: Nelson Ortegosa da Cunha .
52
Folha de selos de 700 réis da 1ª tiragem com o autografo de Sua Eminência o Cardeal Pacelli.
Coleção: Nelson Ortegosa da Cunha.
53
As Provas da Segunda Tiragem
54
Prova da segunda impressão do primeiro clichê. Com indicação do desenhista (destaque a
esquerda), sem nuvens escuras (destaque a direita) e com retoque no mapa em somente um dos
selos (destaque na parte inferior). Porte de 300 réis (destaque na parte superior). Prova em papel
grosso na cor definitiva (cor grená ou vermelho escuro). Selos da 2 ª tiragem.
55
Prova da segunda impressão (300 Rs.) do primeiro clichê com quatro selos, em papel linho na cor
definitiva (cereja). Sem perfuração ou filigrana. Selos da 2ª tiragem.
Coleção: José Alberto Junges.
56
As Provas da Terceira Tiragem
57
Prova da terceira impressão do segundo clichê. Com indicação do desenhista (destaque a esquerda)
e sem nuvens escuras (destaque a direita). Porte de 300 réis (destaque na parte superior). Prova em
papel pardo fino na cor definitiva (vermelho). Selos da 3 ª tiragem.
58
Prova da terceira impressão (300 Rs.) do segundo clichê com seis selos, em papel cartão, na cor azul
anilado ou ultramar. Sem perfuração ou filigrana. Selos da 3 ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.
59
Prova da terceira impressão (300 Rs.) do segundo clichê com seis selos, em papel cartão, na cor marrom.
Sem perfuração ou filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: José Alberto Junges.
60
Prova da terceira impressão (300 Rs.) do segundo clichê com seis selos, em papel cartão, na cor azul cinzento.
Sem perfuração ou filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.
61
Prova da terceira impressão (300 Rs.) do segundo clichê com seis selos, em papel cartão, na cor vinho.
Sem perfuração ou filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.
62
Prova da terceira impressão (300 Rs.) do segundo clichê com seis selos, em papel cartão, na cor violeta.
Sem perfuração ou filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.
63
Prova da terceira impressão (300 Rs.) do segundo clichê com seis selos, em papel cartão, na cor
vermelho (cor definitiva). Sem perfuração ou filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: venda sob oferta.
64
Prova da terceira impressão (300 Rs.) do segundo clichê com seis selos, em papel cartão,
nas cores violeta, azul cinzento e marrom. Sem perfuração ou filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Verso com assinatura do desenhista (Ítalo Ruggero Marini).
Coleção: Noely Luiz Orsato.
65
66
Terceiro modelo de prova de clichê. Com indicação do desenhista (destaque a esquerda) e sem
nuvens escuras (destaque a direita). Porte de 700 réis (destaque na parte superior). Prova em papel
pardo fino na cor definitiva (azul anilado ou ultram ar). Selos da 3ª tiragem.
67
Prova da quarta impressão (300 Rs.) do segundo clichê com oi to selos, em papel fino, na cor azul anilado ou
ultramar. Sem perfuração e com filigrana indisti nta. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.
68
Prova da quarta impressão (300 Rs.) do segundo clichê com oito selos, em papel pardo fino, na cor vermelho (cor
definitiva). Sem perfuração e se filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: José Alberto Junges.
69
Prova da quarta impressão (700 Rs.) do segundo clichê com oito selos, em papel pardo fino, na cor azul anilado ou
ultramar (cor definitiva). Sem perfuração e se filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.
70
Prova da quarta impressão (700 Rs.) do segundo clichê com oito sel os, em papel cartão, na cor marrom.
Sem perfuração e sem filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.
Prova da quarta impressão (700 Rs.) do segundo clichê com oito selos, em papel cartão, na cor violeta.
Sem perfuração e sem filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.
71
Prova da quarta impressão (700 Rs.) do segundo clichê com oito selos, em papel cartão, na cor vermelho.
Sem perfuração e sem filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.
72
Prova da quarta impressão (700 Rs.) do segundo clichê com oito selos, em papel cartão, na cor verde.
Sem perfuração e sem filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: venda sob oferta.
73
Prova da quarta impressão (700 Rs.) do segundo clichê com oito selos, em papel cartão, na cor azul
cinzento. Sem perfuração e sem filigrana. Selos da 3ª tiragem.
Coleção: Noely Luiz Orsato.
74
300 réis – Selo: “H”. Em papel
fino, na cor vermelho. Sem
perfuração e sem filigrana. Selos
da 3ª tiragem. Coleç ão: Mário
Celso Rabelo Orsi Júnior.
300 réis – Selo: “F”. Em papel 300 réis – Selo: “D”. Em papel 300 réis – Selo: “F”. Em papel
cartão, na cor violeta. Sem cartão, na cor v ermelho. Sem cartão, na cor marrom. Sem
perfuração e sem filigrana. Selos perfuração e sem filigrana. Selos perfuração e sem filigrana. Selos
da 3ª tiragem. Coleção: Mário da 3ª tiragem. Coleção: José da 3ª tiragem. Coleção: Mário
Celso Rabelo Orsi Júnior. Alberto Junges. Celso Rabelo Orsi Júnior .
75
300 réis – Selo: “B” Em papel
cartão, na cor azul. Sem
perfuração e sem filigrana. Selos
da 3ª tiragem. Com assinatura do
gravador (Marini). Coleção:
Mário Celso Rabelo Orsi Júnior.
700 réis – Selo: “H”. Em papel 700 réis – Selo: “F”. Em papel
fino, na cor vinho. Sem fino, na cor azul. Sem perfuração
perfuração e sem filigrana. Selos e sem filigrana. Selos da 3ª
da 3ª tiragem. Coleção: Mário tiragem. Coleção: José Alberto
Celso Rabelo Orsi Júnior. Junges.
76
700 réis – Selo: “F”. Em papel
pardo fino, na cor azul. Sem
perfuração e sem filigrana. Selos
da 3ª tiragem. Coleção: José
Alberto Junges.
700 réis – Selo: “C”. Em papel 700 réis – Selo: “F”. Em papel 700 réis – Selo: “F”. Em papel
cartão, na cor marrom. Sem cartão, na cor vinho. Sem cartão, na cor violeta. Sem
perfuração e sem filigrana. Selos perfuração e sem filigrana. Selos perfuração e sem filigrana. Selos
da 3ª tiragem. Coleção: Peter da 3ª tiragem. Coleção: da 3ª tiragem. Coleção: Peter
Meyer. Constantino Papazoglu. Meyer.
77
Clichês da folha de selos da 3ª tiragem, disponibilizado a partir de 12 de novembro de 1934.
78
Clichê da 1ª tiragem – Inexistência dos riscos na nuvem
79
A Explicação Oficial
80
Independente do parecer do Ministro sobre a forma como se procedeu a
confecção dos referidos selos, credita-se ao curto período de tempo, do estudo mais
detalhado do desenho e do processo de impressão por parte da Tipografia Alexandre
Ribeiro & Cia, da Casa da Moeda e do Departamento Geral dos Correios, das
complicações oriundas da diversidade de variantes que en contramos aos estudarmos
tais selos.
A Tipografia Alexandre Ribeiro & Cia, cumpriu a seu modo a confecção dos
referidos selos que ao observar as falhas no processo de impressão , mais que de
imediato tentou primeiramente efetuar o retoque dos clichês, o que não foi o suficiente;
levando-o a confecção de um novo clichê para o término da impressão dos selos pelo
qual foi devidamente pago.
Foi a partir destas explicações e dos estudos sobre a referida emissão que em 24
de julho, foi esboçado oficialmente pe las entidades filatélicas a classificação dos
referidos selos. Estando encarregado de relatar um trabalho sobre os selos
comemorativos da visita do Cardeal Pacelli, da autoria do Sr. Melchior Cortez, do Rio
de Janeiro, numa das ultimas reuniões da sociedad e, consultará a Comissão de Estudos,
a propósito da classificação daqueles s elos, isto é, dentre as três tiragens que foram
feitas para cada valor, qual deveria ser considerada “típica”.
A comissão de Estudos resolvera então que se consultasse primeirame nte o seu
presidente o Sr. José Kloke, ficando o Sr. Thut incumbido de formu lar aquela consulta.
Tendo recebido o Sr. Jose Kloke resposta a mesma, vinha transmiti -la aos sócios,
passando assim a ler a opinião do presidente da Comissão de Estudos, concebida nos
seguintes termos para a referida emissão 7.
com o Itamaraty e apresentou um projecto de sello typographado. Este Ministerio, infelizmente não pôde
acceitar pelos motivos seguintes: 1 º) Porque, diante da recusa inicial da Casa da Moeda e da urgência de
tempo, já havia feito começar os trabalhos de gravura na firma commercial; 2 º) porque, o projecto daquella
Repartição era de efeito artístico muito inferio r ao modelo já encomendado; 3º) e ultimo, mas não o menor,
o projecto da Casa da Moeda não era um desenho original e sim a “estampilha fiscal de 1932, com as
incripções modificadas para poder servir de sello de correio, commemorativo. Não é também verdadei ra a
allegação de que o uso de papel filigranado official para a impressão dos sellos fosse medida alviltrada
pelo Ministerio da Fazenda. O Ministerio das Relações Exteriores, tão zeloso quanto os demais da sua
responsabilidade, suggeriu espontaneamente es sa providencia como medida de fiscalisação perfeitamente
efficiente. O Ministerio da Fazenda que, com grande espírito de cooper ação muito auxiliou o das Relaçõ es
Exteriores, concordou com a medida. A affirmação de que os sellos não ficaram promptos na data da
chegada ao Rio do Cardeal Pacelli e uma enexactidão muito fácil de demonstrar. Segundo documento em
poder deste Ministerio, firmado pelos senhores thesoureiros do Sello da Casa da Moeda e do Correio,
foram entregues á ultima Repartição, na Secretaria d a Casa da Moeda no dia 20 de Outubro de 1934, 4.352
sellos da taxa de $700 e 13.888 ditos da taxa de $300. A entr ega tendo se realizado ás 10 horas, essa parte
pôde, portanto, graças aos eforçoes do Itamaraty, circular no momento exacto da visita do cardea l Pacelli,
como attestam, aliás, vários exemplares carimbados com a referida data 20 Outubro, e outros rublicados,
naquelle dia, pelo eminente hospede do governo brasileiro. A brevidade do prazo não permitiu que a
enissão fosse realizado com a perfeição technica que seria de desejar. O aspecto dos sellos foi prejudicado
pela qualidade do papel que não deu realce á figura da gravura. Como, porem, fosse o de filigrana
“Cruzeiro” o único existente em “stock” na occasião, já gommado, houve necessidade de adopta -lo. A
escassez de tempo também não permitiu fossem experimentadas, com vagar, differentes marcas de tintas
para verificar os effeitos da respectiva fluidez, dosagem de óleo e resina, etc. Dahi haverem sahido os
13.888 exemplares do valor de $300 da primei ra tiragem com o aspecto oleoso e coloração mais escura,
corrigida nas subseqüentes impressões. Não tendo havido tempo de gra var chapas completas de 32 clichés,
foi a primeira tiragem, dos dosi valores, feita com chapas de 4 na machina de imprimir. Tal processo era de
enorme morosidade. Resolveu-se, por isso, gravar chapas maiores, de 8 clichés. Como, porem, necessitasse
o Correio de attender á procura insistente e impaciente de collecionadores e philatelistas, enquanto eram
ultimadas as novas chapas, foi i mpressa, a pedido daquella Repartição, uma segunda tiragem com as
chapas da primeira, constanto de 20.800 exemplares de $700 e 9.024 da taxa de $300. A terceira tiragem,
feita com as chapas de 8 “clichés” compreendeu 277.888 sellos de $300 e 174.848 sellos de $700,
completando-se assim a emissão de 500.000 sellos. O Ministério das Relações Exteriores tinha como
principal empenho fazer circular os sellos na data opportuna, homenageando assim nosso eminente
hospede durante a sua estada no Brasil. Procurou tam bém realisar a emissão com um desenho apropriado e
artístico e cercal -a de todas as garantias legaes. Esses objectos foram, parece -me, cabalmente conseguidos.
As deficiências que nelles se notam são de pequena monta, ao tomar em consideração a brevidade do prazo
de que em dispúnhamos para realisar o trabalho. Aproveito o ensejo etc. – Muniz Aragão”.
7 “A emissão dos selos comemorativos da visita do Cardeal Pacelli, feita com tanto atropelo, está
causando dificuldades na sua catalogação. A emissão foi encome ndada a Casa da Moeda, mas os selos que
81
Submetida a opinião do Sr. Kloke á apreciação dos presentes e da Comissão de
Estudos, foi a mesma aceita unanimemente, ficando ainda resolvido, que ao chegar a
essa conclusão, fosse a mesma encaminhada a Federação das Sociedades Philatelicas do
Brasil, como contribuição para o projetado catalogo oficial de selos do Brasil.
ela apresentou não agradaram. Foram então encomendados a Typographia Alexandre Ribeiro e C. Iniciou -
se a impressão, mas não saindo a contento. Foram feitos pequenos retoques, mas os selos impressos depois
desses retoques ainda não satisfizeram. Feito novo retoque, finalmente se imprimiu a emissão. Apesar de
tantos esforços, o selo não ficou uma obra de arte. Considerando -o um dos mais mal feitos de todos os
selos que temos. Essas diversas tentativas, para se chegar a um resultado sofrível, provocou uma duvida;
qual dos três diferentes selos deve ser considerado o “selo tipo” Se trata-se de diferentes emissões, que se
sucediam em meses e anos, e se os selos que a primeira tentativa forneceu tivessem sido aceitos, estes
seriam os “selos tipos”, independente da qualidade que foi impressa. A quantidade de selos não é decisiva.
Prevalece a ordem cronológica. Mas – isso é importante – no caso em apreço não se pode aplicar o critério
da ordem cronológica. Os primeiros selos, embora aproveitados, não foram considerados definitivos,
continuou-se a aperfeiçoar a chapa, até que se pode fazer a emissão definitiva. Por isso sou de opinião que
os selos da emissão “definitiva” devam ser considerados os selos “tipos” – e os selos provenientes das
primitivas tentativas para chegar a um resultado definitivo, “variedades”. Dentro deste ponto de vista,
encero o caso. E esta solução da duvida me parece a única viável para o estrangeiro, para os catálogos e
para os colecionadores em geral”.
82
O Processo de Impressão Definitivo e as Tiragens
Com referência ao uso das cores, sabemos que não houve tempo hábil para os
testes a não ser em azul, vermelho. Os exemplares de provas de cores que dispomos são
dos selos da terceira tiragem e confirmam o ensaio em cor: vermelha, vinho, marrom e
azul, tanto para os valores de 300 quanto para os de 70 0 réis.
A cor vermelha foi utilizada nos selos de valor de 300 réis, tend o as seguintes
características cromáticas: selos da primeira tiragem, uso do vermelho escuro, ou grená.
Nos selos da segunda tiragem foi utilizado o vermelho cereja ou solferino e no s selos da
terceira tiragem foi utilizado o vermelho.
A cor azul foi utilizada nos selos de valor de 700 réis, tendo as seguintes
características cromáticas: selos da primeira tiragem, uso do azul escuro brilhante e
brilhante fosco, azul e azul claro brilhante e claro fosco. Nos selos da segunda tiragem
foi utilizado o azul escuro brilhante, azul e azul claro brilhante e claro fosco e nos selos
da terceira tiragem foi utilizado o azul anilado e ultramar.
O emprego da cor vermelha quanto do azul e de suas variantes, na primeira
quanto na segunda tiragem não contou com a impressão de provas de cores e de
desenhos, o que somente ocorreu para os selos da terceira tiragem , a fim de melhorar o
detalhamento do desenho a ser empregado na confecção dos novos exemp lares, o que
não impediu o emprego de outras cores ou a troca das cores já utilizadas nos valores já
impressos.
83
Vermelho Cereja ou Solferino
2ª tiragem
Vermelho
3ª tiragem
84
Azul Escuro Fosco Azul Escuro Brilhante
1ª tiragem 1ª tiragem
Azul
1ª tiragem
85
Azul Escuro Brilhante
2ª tiragem
Azul
2ª tiragem
86
Azul Anilado
3ª tiragem
Ultramar
3ª tiragem
87
Sabemos que o sistema de impressão empregado pela Tipografia Alexandre
Ribeiro & Cia., foi o “talho doce”, sendo usado como metal, o aço.
O papel utilizado foi o: branco, médio, tramado e acetinado cedido pelo
Ministério da Fazenda a Casa da Moeda, que o repassou a Tipografia Alexandre Ribeiro
& Cia., sendo utilizado o mesmo da sobra da impressão dos selos da série da: “7ª Feira
Internacional de Amostras do Rio de Janeiro”, uma vez que a textura e a gramatura é a
mesma, além deste já possuir a filigrana “K” ou “Cruzeiro” 8, sendo também o mesmo
gomado.
Devido a urgência da impressão dos selos, algumas folhas foram impressas no
lado da goma, isto ocorreu em decorrência de in versão do papel, onde o lado gomado
foi utilizado como base para a impressão. Por conseguinte, estas folhas deveriam ser
descartadas, o que provavelmente ocorreu, porém algumas folhas foram colocadas em
circulação, vindo a existência de estes selos serem muito rara.
Em decorrência da baixa qualidade do papel é muito fácil en contrarmos selos
com resquícios de ferrugem proveniente da goma, selos sem ferrugem e com a goma
original são muito raros. É comum encontrarmos selos lavados quimicamente para a
retirada da goma original e da ferrugem existente. Não raro os valores destes selos se
compararem aos selos com goma original .
Em decorrência das folhas de selos possuírem os tetê -bêches (selos invertidos ou
opostos) podemos encontrar a disposição do filigrana “Cruzeiro” diferenciado nos selos
superiores em relação aos selos inferiores da folha.
8
As dimensões do filigrana Cruzeiro (K) são as seguintes: diâmetro do circulo (2,5 cm), base do
losango (2,5 cm), extensão das palavras “BRASIL” e “CORREIO” (2,5 cm) por (0,5 cm) de altura e
espaçamento entre as letras e o losango (0,15 cm).
88
Selos
superiores
da folha
Selos
tête-bêches
Selos
inferiores
da folha
Selos
superiores
da folha
Selos
tête-bêches
Selos
inferiores
da folha
Selos
superiores
da folha
Selos
tête-bêches
Selos
inferiores
da folha
89
Selos
superiores
da folha
Selos
tête-bêches
Selos
inferiores
da folha
Selos
superiores
da folha
Selos
tête-bêches
Selos
inferiores
da folha
Selos
superiores
da folha
Selos
tête-bêches
Selos
inferiores
da folha
90
Folha de selos 300 réis da 3ª tiragem com distribuição do filigrana “Cruzeiro” (K)
(observação a partir da estampa)
Folha de selos 700 réis da 3ª tir agem com distribuição do filigrana “Cruzeiro” (K)
(observação a partir da estampa)
91
Folha de selos 300 réis da 3ª tiragem com distribuição do filigrana “Cruzeiro” (K)
(observação a partir do verso )
Folha de selos 700 réis da 3ª tiragem com distribuição do filigrana “Cruzeiro” (K)
(observação a partir o verso)
92
Observação a partir do verso
Selos em tête-bêche
93
Observação a partir do verso
Selos em tête-bêche
94
A separação entre os selos pela picotagem contou com a denteação, na medida
11, que quando perfurados em poucas folhas o mesmo deixa características nítidas de
perfeita perfuração, o que não ocorre quando colocado um volume superior a
capacidade de perfuração desta medida, vindo a provocar falhas o u perfuração, ou
perfuração incorreta. Isto é o que observamos com muita frequência nesta série de selos,
onde é muito comum encontrarmos selos com falhas no processo de denteação, até
mesmo com denteação dupla, devido ao processo de impressão utilizada pelo manuseio
da folha mais de uma vez na maquina para o processo de impressão, quer pelo excesso
de folhas a serem perfuradas de uma única vez.
Denteação dos selos de 300 réis. Denteação dos selos de 300 réis.
3ª tiragem 3ª tiragem
(perfuração normal) (perfuração grande e não definida)
Denteação dos selos de 700 réis. Denteação dos selos de 700 réis.
1ª tiragem 2ª tiragem
(perfuração grande e não definida) (perfuração normal)
Denteação dos selos de 700 réis. Denteação dos selos de 700 réis.
3ª tiragem 3ª tiragem
(perfuração normal) (perfuração grande e não definida)
95
Os Selos da Primeira Tiragem
9
CORTEZ, Melchior. Os sellos commemorativos da visita do Cardeal Pacelli, Boleti m da Sociedade
Philatelica Paulista, agosto 1935.
10
BAYLONGUE, João Roberto. Os selos comemorativos da visita do Cardeal Pacelli, Brasil Filatélico,
out. dez. 1965.
11
BAYLONGUE, João Ro berto. [Link], cita: “Para a impressão do 700 rs. Da 2.ª tiragem, foi
empregado também o mesmo clichê da 1.ª tiragem, pelo mesmo processo. Portanto os selos de 700 rs. Da 2.ª
tiragem têm os mesmas caraterísticas da 1.ª tiragem e se distinguem, quando em qu adra, em virtude do
primeiro selo (selo “A”) de cada quadra ter o caraterístico idêntico ao da 1.ª tiragem com um pequeno
retoque, esse que constitui em fazer desaparecer o triangulo. Acontece, porém, que, em algumas folhas, o
referido primeiro selo da 1.ª e da ultima quadra não se acha retocado, de modo a se confundir com os da 1.ª
tiragem. Durante a impressão da 2.ª tiragem, o impressor – que foi o próprio gravador – por varias vezes,
viu-se obrigado a fazer alguns retoques, mesmo depois de já esta impres sa parte da folha, isto é, os blocos
1 e 2, em algumas folhas e outras somente com o bloco 1, e depois do retoque, completava a impressão dos
demais, blocos. Portanto, existem folhas destes selos de 700 rs. da 2.ª tiragem, e diferem uma das outras”.
96
Recentemente o estudioso Kerkhoff 12, informa que provavelmente os clichês d os
selos da terceira tiragem já estavam confeccionados quando do inicio da impressão dos
selos da segunda tiragem não sendo colocados para impressão por estarem as provas
dos clichês sendo utilizadas para a impressão dos testes a fim observar possíveis
defeitos ou variações do desenho que pudessem ser retocadas antes de colocadas para
impressão. Isto justificaria a existência de varias provas de clichês e de cor que
encontramos desta tiragem.
Sendo assim, os selos impressos da terceira tiragem diferente dos selos
impressos da primeira e dos retoques que levariam a impressão daqueles que seriam os
selos da segunda tiragem, tiverem tempo de ser previamente estudados e analisados, o
que não ocorreu com as duas primeiras devido ao pouco tempo para a impressão das
mesmas.
Ao observarmos mais atentamente os selos impressos na primeira quanto na
segunda tiragem, duas variantes chama-nos a atenção, que é a falta de varias linhas no
mapa do Brasil no segundo selo do clichê de 300 réis e a mais famosa das variantes , que
é o triangulo no manto do Cristo Redentor, no primeiro selo do clichê de 700 réis, e que
foram retomadas ou suprimidas quando da impressão do segundo lote, conhecido como
selos da segunda tiragem.
12
KERKHOFF, Rolf Dieter. Die Gedenkmarken aus Anlass des Besuchs von Kardinal Pacelli in
Brasilien 1934.
97
Fig. I – Impressão do 1º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo Melchior Cortez)
98
Fig. III – Impressão do 3º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo Melchior Cortez)
99
Fig.V – Impressão do 5º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo Melchior Cortez)
100
Fig. VII – Impressão do 7º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo Melchior Cortez)
101
Fig. IX – Impressão do 1º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo João Roberto Baylongue)
102
Fig. XI – Impressão do 3º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo João Roberto Baylongue)
103
Fig. XIII – Impressão do 5º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo João Roberto Baylongue)
Fig. XIV – Impressão do 6º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo João Roberto Baylongue)
104
Fig. XV – Impressão do 7º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo João Roberto Baylongue)
Fig. XVI – Impressão do 8º bloco ou quadra da 1ª e 2ª tiragens (segundo João Roberto Baylongue)
105
300 Réis – 1ºclichê dos selos da “1ª tiragem”
106
300 Réis – Selo “A” – 1ª e 2ª tiragem
01 02 03 04
05
107
300 Réis – Selo “A” – 1ª e 2ª tiragem
108
300 Réis – Selo “B” – 1ª tiragem
01 02 03 04
06 05
07
109
300 Réis – Selo “B” – 1ª tiragem
110
300 Réis – Selo “B” – 2ª tiragem
01 02 03 04
06 05
07
111
300 Réis – Selo “B” – 2ª tiragem
112
300 Réis – Selo “C” – 1ª e 2ª tiragem
01 02 03 04
04
113
300 Réis – Selo “C” – 1ª e 2ª tiragem
114
300 Réis – Selo “D” – 1ª e 2ª tiragem
01 02 03 04
06 05
07 08
09
115
300 Réis – Selo “D” – 1ª e 2ª tiragem
Falta a linha que liga o “I” de VISITA ao lado direito da ilha de Marajó
05
e que corresponde ao trecho do final do rio Tocantins.
116
300 Réis – Selo “D” – 1ª tiragem (Variedade)
01 02 03 04
06 05
07 08
10 09
117
300 Réis – Selo “D” – 1ª tiragem (Variedade)
Falta a linha que liga o “I” de VISITA ao lado direito da ilha de Marajó
05
e que corresponde ao trecho do final do rio Tocantins.
118
700 Réis – Selo “A” – 1ª tiragem
01 02 03 04
05
119
700 Réis – Selo “A” – 1ª tiragem
120
700 Réis – Selo “A” – 2ª tiragem (1º retoque)
01 02 03 04
05
121
700 Réis – Selo “A” – 2ª tiragem (1º retoque)
122
700 Réis – Selo “A” – 2ª tiragem (2º retoque)
01 02 03 04
05
123
700 Réis – Selo “A” – 2ª tiragem (2º retoque)
124
700 Réis – Selo “A” – 2ª tiragem (3º retoque)
01 02 03 04
05
125
700 Réis – Selo “A” – 2ª tiragem (3º retoque)
126
700 Réis – Selo “B” – 1ª e 2ª tiragem
01 02 03 04
127
700 Réis – Selo “B” – 1ª e 2ª tiragem
Falta a linha divisória dos Estados de Mato Grosso e São Paulo, junt o
03
a data de “1934”.
128
700 Réis – Selo “C” – 1ª e 2ª tiragem
01 02 03 04
06 05
07 08
09
129
700 Réis – Selo “C” – 1ª e 2ª tiragem
Há uma linha que parte da letra “D” da contração “DO” até a linha
03
que constitui o limite sul do Estado da Paraíba.
130
700 Réis – Selo “D” – 1ª e 2ª tiragem
01 02 03 04
131
700 Réis – Selo “D” – 1ª e 2ª tiragem
132
700 Réis – Selo “D” – 1ª tiragem (Variedade)
01 02 03 04
133
700 Réis – Selo “D” – 1ª tiragem (Variedade)
134
Os Selos da Segunda Tiragem
Para garantir o total de selos a serem impressos, foi então confeccionado um novo
clichê de cada valor, sendo estes conhecidos como os selos da terceira tiragem.
135
1 1A
a
1º tiragem 2º tiragem
136
1 1A
a
Existência de triângulo sobre a letra “O” Ausência de triângulo sobre a letra “O”
de Correio de Correio
Selo “D” Selo “D”
137
1
1º tiragem
Com Triangulo
138
1A 1B
a
139
1 1A
a
Existência de ponto sobre a letra “I” de Existência de acento agudo sobre a letra
Brasil “I” de Brasil
Selo “D” Selo “D”
140
A Variante Mista da Primeira e Segunda Tiragem
A confecção dos selos de 700 réis tal como os de 300 réis foi efetuada em um
clichê único com 4 selos que seria utilizado para estampar os selos nas folhas. Iniciado o
processo de impressão dos selos de 700 réis, deparou-se com a falha de um dos selos do
clichê que possuía uma falha junto ao manto do Cristo Redentor – o famoso triângulo –
que ao ser observado deveria o processo de impressão ser interrompido para que o
referido selo do clichê fosse retocado.
Efetuado o retoque, iniciou-se novamente o processo de impressão. Porém
sabemos que muitas folhas já haviam sido impressas com o primeiro bloco do clichê em
um dos lados da folha ou em ambos os lados 13 quando da observação do triângulo.
Estas folhas já impressas com este clichê não seriam descartadas, em decorrência do
exíguo espaço de tempo que a gráfica possuía para a impressão do total de selos
solicitados pela Casa da Moeda através da Administração Postal. Ao invés disto,
continuou-se o processo de impressão agora com o clichê já retocado. Iniciado o
processo de impressão, devemos lembrar que algumas folhas já haviam sido impress as
com o clichê em um ou em ambos os lados da folha, que agora seriam impressos com o
clichê retocado.
Algumas folhas da chamada Segunda Tiragem na realidade possuem um selo
com o triângulo – se o clichê foi utilizado somente uma única vez (figura XVI) – ou dois
selos com o triângulo – se o clichê foi utilizado para impressão do lado oposto 14 (figura
XVII), podendo estes ser confundidos como sendo selos da primeira tiragem. Pois
podemos encontrar nestas folhas selos com triângulo e selo com o triangulo retocado –
primeiro retoque (figura XVIII).
Porém observou-se novamente que o retoque efetuado no clichê não havia sido
realizado de forma a suprir em definitivo a falha do triângulo (figura XIX). Uma nova
interrupção no sistema de impressão foi realizada para que novamente fosse o clichê
retocado. Após a confirmação em definitivo de que o retorque havia cumprido com o
desejado – desaparecimento em definitivo do triângulo (figura XX) – iniciou-se
novamente o processo de impressão. Sabemos que o processo de impr essão foi realizado
juntamente como aquelas algumas folhas foram impressas do primeiro retoque do
clichê. Desta forma é possível encontrarmos na mesma folha, algumas variantes bem
interessantes, tais como, selos com triângulo, selos com o triângulo retocad o – primeiro
retoque do clichê e selos sem o triângulo – segundo retoque do clichê.
A dificuldade para a classificação destas variantes dos selos de 700 réis, esta em
saber qual das tiragens podemos classificar tais peças. Pois a descrição usual de que a
diferença entre a Primeira e a Segunda Tiragens se dá pela cor da tinta de impressão e
discutível, haja vista que se o primeiro clichê – possuidor do selo com o triângulo – já
havia sido impresso, a tinta utilizada é o azul escuro. Dado continuidade ao processo de
impressão com o clichê já retocado – porém ainda com a indicação parcial do triângulo
– juntamente com os selos já impressos do clichê original, ou este foi impresso com a
tinta azul escuro ou com a tinta azul escuro fosco.
Interrompido novamente o processo de impressão para novo retoque do clichê –
fazer com que definitivamente ocorra o desaparecimento do triângulo – e reiniciado o
processo de impressão, estes possivelmente já foram impressos com a tinta azul escuro
fosco como são conhecidos os selos da Segunda Tiragem.
13
BAYLONGUE, João Roberto. op. cit.
14
BAYLONGUE, João Roberto. op. cit.
141
Daremos o nome de variante mista da Primeira e Segunda Tiragem, o
surgimento na mesma folha nos valor de 700 réis de um único clichê com triangulo e o s
demais com triangulo retocado, porém a mesma somente pode ser observado em peças
que venham a conter ternos selos (A,B,A do primeiro e segundo clichês). E stas peças
somente são observadas nos clichês do canto superior esquerdo na parte superior da
folha.
Uma das poucas peças conhecidas é uma folha de selos, onde tal variante é
observada no seu todo, ou seja, junto aos oito clichês que compunham a impressão da
folha. Estudos já realizados citam algumas poucas peças, porém nunca havia sido
observado tal variante em uma folha completa. Salvo esta apresentada, não se conhece
ainda outras folhas com tal variante mista, conforme descrita por Baylongue 15.
15
BAYLONGUE, João Roberto. op. cit.
142
Fig. XIX – Selos da Segunda Tiragem. Terceira Variante
8 selos com triângulos retocados – primeiro retoque
143
1 1A
2º tiragem
Terno com o primeiro selo com triângulo (1) e terceiro selo com triângulo retocado –
primeiro retoque (1A).
1 1A
2º tiragem
Primeiro clichê parte superior da folha – primeiro selo com triângulo (1) e segundo clichê parte superior
da folha – primeiro selo com triângulo retocado (1A).
144
Folha de selos de 700 réis da 2 ª tiragem com o primeiro selo do primeiro clichê com
triângulo, os demais selos dos clichês 2 a 8 com triângulo retocado.
Coleção: Nelson Ortegosa da Cunha.
145
1A 1A
2º tiragem
Terno com o primeiro selo com triângulo retocado (1A) e terceiro selo com triângulo
retocado – primeiro retoque (1A).
1A 1B
2º tiragem
Terno com o primeiro selo com triângulo retocado – primeiro retoque (1A) e terceiro selo
sem triângulo – segundo retoque (1B).
146
1B 1C
2º tiragem
Terno com o primeiro selo sem triângulo (1B) e terceiro selo sem triângulo – terceiro
retoque (1C).
147
O Retoque nos Clichês da Chapa de 300 e 700 réis
O mais conhecido dos retoques nos selos do Cardeal Pacelli diz respeito ao
clichê da chapa dos selos de 700 réis, porém também observamos que o clichê da chapa
dos selos de 300 réis, também possuem retoques visíveis.
Quando da interrupção do processo de impressão dos selos de 700 réis para
efetuar o retoque no clichê, aproveitou-se o ensejo para observar e efetuar os retoques
necessários também nos selos de 300 réis.
Atualmente já é possível distinguir nos selos de 300 réis, dois selos da primeira
em relação aos selos da segunda tiragem sem a necessidade do uso da cor. No caso
especifico as diferenças encontram-se nos selos B e D.
No caso do selo de 300 réis o pri meiro retoque ocorreu no selo “B”, onde as
linhas no centro do Estado de Minas Gerais nos selos da 1ª Tiragem são inexistentes,
passaram a existir na impressão dos selos da 2ª Tiragem.
Encontramos ainda nos selos de 300 réis um segundo retoque, este ocorrendo no
selo “D”, onde encontramos um triangulo sobre a letra “O” de Correio nos selos da 1ª
Tiragem, o que não mais acontece nos selos da 2ª Tiragem.
148
Selo “D” da 1ª Tiragem (Variedade) Selo “D” da 1 ª e 2ª Tiragem
149
Selo “A” da 1ª Tiragem
(Com Triângulo)
150
Encontramos ainda nos selos de 700 réis o segundo retoque, este ocorrendo no
selo “D”, nesses selos encontramos um ponto e sobre a letra “I” de Brasil nos selos da 1ª
Tiragem e um acento agudo no mesmo local nos selos da 1ª e 2ª Tiragem.
Num estudo mais aprofundado nada foi encontrado que pudesse m distinguir
além da cor os selos A e C no valor de 300 réis da 1ª para a 2ª Tiragem, como os selos B
e C no valor de 700 réis da 1ª para a 2ª Tiragem.
151
Selos da Terceira Tiragem
16
CORTEZ, Melchior. op. cit.
17
BAYLONGUE, João Roberto. op. cit.
152
Fig. XXII – Impressão do 2º bloco da 3ª tiragem (segundo Melchior Cortez)
153
Fig. XIV – Impressão do 4º bloco da 3ª tiragem (segundo Melchior Cortez)
154
Fig. XXVI – Impressão do 2º bloco da 3ª tiragem (segundo João Roberto Baylongue)
155
Fig. XXVIII – Impressão do 4º bloco da 3ª tiragem (segundo João Roberto Baylongue)
156
300 Réis – 2º clichê dos selos da “3ª tiragem”
157
300 Réis – Selo “A” – 3ª tiragem
01 02 03 04
06 05
07
158
300 Réis – Selo “A” – 3ª tiragem
Existem dois pequenos traços horizontais abaixo das letras “A” e “D”
03
de CARDEAL.
159
300 Réis – Selo “B” – 3ª tiragem
01 02 03 04
05
160
300 Réis – Selo “B” – 3ª tiragem
Existe uma segunda linha inclinada ao lado do “V” de VISITA, que vai
02
até o enquadramento, formando outro “V”.
161
300 Réis – Selo “C” – 3ª tiragem
01 02 03 04
06 05
07 08
10 09
11
162
300 Réis – Selo “C” – 3ª tiragem
Existe uma linha quase vertical na nuvem correndo junto com a linha
02
vertical do enquadramento direito.
11 Linhas interrompidas.
163
300 Réis – Selo “D” – 3ª tiragem
01 02 03 04
06 05
07 08
164
300 Réis – Selo “D” – 3ª tiragem
165
300 Réis – Selo “E” – 3ª tiragem
01 02 03 04
05
166
300 Réis – Selo “E” – 3ª tiragem
167
300 Réis – Selo “F” – 3ª tiragem
01 02 03 04
06 05
07
168
300 Réis – Selo “F” – 3ª tiragem
169
300 Réis – Selo “G” – 3ª tiragem
01 02 03 04
06 05
07 08
09
170
300 Réis – Selo “G” – 3ª tiragem
171
300 Réis – Selo “H” – 3ª tiragem
01 02 03 04
06 05
07
172
300 Réis – Selo “H” – 3ª tiragem
173
700 Réis – Selo “A” – 3ª tiragem
01 02 03 04
05
174
700 Réis – Selo “A” – 3ª tiragem
175
700 Réis – Selo “B” – 3ª tiragem
01 02 03
176
700 Réis – Selo “B” – 3ª tiragem
Não existe a linha curva que, nos demais exemplares do blo co, se
01
encontra dentro da letra “L” de CARDEAL.
177
700 Réis – Selo “C” – 3ª tiragem
01 02 03
178
700 Réis – Selo “C” – 3ª tiragem
179
700 Réis – Selo “D” – 3ª tiragem
01 02 03
180
700 Réis – Selo “D” – 3ª tiragem
181
700 Réis – Selo “E” – 3ª tiragem
01 02 03 04
182
700 Réis – Selo “E” – 3ª tiragem
Encontra-se uma linha curva que liga as duas hastes da letra “A” de
04
PACELLI.
183
700 Réis – Selo “F” – 3ª tiragem
01 02 03 04
06 05
184
700 Réis – Selo “F” – 3ª tiragem
O traço inclinado que corta o “C” de CARDEAL não atinge a letra “A”
01
à sua direita.
185
700 Réis – Selo “G” – 3ª tiragem
01 02 03
186
700 Réis – Selo “G” – 3ª tiragem
Não existe o traço vertical que liga “E” de PACELLI ao numero “3”
02
de 1934.
187
700 Réis – Selo “H” – 3ª tiragem
01 02 03 04
06 05
188
700 Réis – Selo “H” – 3ª tiragem
189
Os Selos Têtes-Bêches (invertidos ou opostos)
190
1ª tiragem
191
2ª tiragem
192
Fig. XVI – Impressão das folhas da 3ª tiragens
193
3ª tiragem
194
3ª tiragem
195
3ª tiragem
196
3ª tiragem
197
3ª tiragem
198
3ª tiragem
199
O Quantitativo das Emissões
300 Réis
700 Réis
200
Emissão de 20/10/1934
Primeira Tiragem
300 Réis.
“vermelho escuro ou grená” (“A”)
700 Réis.
“azul escuro” (“A”)
Emissão de 25/10/1934
Segunda Tiragem
300 Réis.
“vermelho cereja ou solferino”
700 Réis.
“azul escuro fosco”
201
Emissão de 12/11/1934
Terceira Tiragem
300 Réis.
“vermelho” (“A”)
700 Réis.
“azul anilado ou ultramar” (“A”)
Penso que a 1ª tiragem deve constituir os dois primeiros selos “tipo”. Os selos
da 2ª tiragem não constituem mais que uma “variedade” de cor dos da 1ª tiragem.
Quanto aos da 3ª tiragem, foram os dois valores impressos por uma nova chapa, com
alterações no desenho. Penso, por isso, que devem ser classificados como novos selos
“tipos”. Com referencia a exemplares que tem aparecido apresentando falta de
denteação, denteação dupla, impressão deslocada, com decalque ou remontada, sigo o
critério de que não passam inicialmente de curiosidades que devem ser estudas com o
maior critério possível para que as mesmas possam ser classificadas e colecionadas.
202
A Sobrecarga - Zeppelin
2ª tiragem
Coleção: venda sob oferta.
203
Os Selos Autografados
Selo com assinatura em selos 3 ª tiragem (fraude para fins filatélicos). Peça em leilão
204
Folha de selos de 300 réis da 1ª tiragem com o autografo de Sua Eminência o Cardeal Pacelli.
Coleção: Nelson Ortegosa da Cunha.
205
Folha de selos de 700 réis da 1ª tiragem com o autografo de Sua Eminência o Cardeal Pacelli.
Coleção: Nelson Ortegosa da Cunha.
206
Os Portes
Graças aos esforços do colecionador Rolf D. Kerkhoff 18, hoje sabemos os valores
dos portes da época em que os selos da Visita do Car deal Pacelli foram emitidos, o que
facilita em muito o estudo e a classificação das peças filatélicas circuladas na época em
todo o território nacional e no exterior.
1 1.200 réis
2 1.600 réis
3 2.200 réis
3.500 réis
Cartas até 5 gr. 4 3.700 réis
(Panair)
5 4.200 réis
6 4.800 réis
7 6.200 réis
1 Argentina, Uruguai
2 Chile, Paraguai
Bolívia, Peru, Venezuela,
3 América Central (incluindo
Equador e Colômbia)
Estados Unidos da América,
Países pertencentes às Zonas 4 México, Canadá, Jamaica,
Postais Espanha, Portugal
Europa, Oeste e Norte da
5
África
Turquia, Síria, Egito,
6
Palestina Irã, Iraque
Ásia, Sul e Leste da África,
7
Austrália e Oceania.
18
KERKHOFF, Rolf Dieter. Die Gedenkmarken aus Anlass des Besuchs von Kardinal Pacelli in
Brasilien 1934, Lohmar 2006, p.48.
207
Tabela dos Portes
(Valores em Réis)
208
Defraudações
209
Defraudação do selo de 700 réis (com triangulo)
Coleção: José Alberto Junges.
210
A partir destas observações simples é possível distinguir um selo verdadeiro de
uma defraudação para fins filatélicos. Salientamos que com o avanço da tecnologia, hoje
é mais fácil observar este tipo de defraudação, como também fica mais fácil à confecção
deste tipo de adulteração.
211
As Variedades
212
Selos: superiores “A” “B”e selos: inferiores “E” “F”do clichê
300 réis (quadra) – 3ª tiragem
Falha de impressão na parte superior dos selos “A” e “B”
213
Tête-bêche – selos: superiores “F” e ”G” do primeiro clichê e inferiores “D” e “E” do quarto clichê
300 réis (quadra e tetê-bêche) – 3ª tiragem
Deslocamento dos clichês e de denteação
214
Quadra – selos: superiores “A” e ”B” do primeiro clichê
Quadra – selos: inferiores “E” e “F” do primeiro clich ê
Tête-bêche – selos: inferiores “H” e “G” do quarto clichê
300 réis (quadra e tetê-bêche) – 3ª tiragem
Deslocamento dos clichês e de denteação
215
Selos: superiores “B”,”C” e “D” do clichê
300 réis (trinca horizontal – canto de folha) – 3ª tiragem
Denteação deslocada
216
Selo “A” do clichê
300 réis – 2ª tiragem
Denteação dupla vertical
Tête-bêche - selos:
superior “C” e inferior
“G” do clichê
Quadra – selos: superiores “C” e ”D” do clichê
Quadra – selos: inferiores “G” e “H” do clichê
300 réis – 3ª tiragem
Denteação dupla vertical e horizontal
217
Quadra superior – selos: superiores “C” e ”D” do clichê e selos: inferiores “G” e “H” do clichê do segundo clichê
Quadra inferior – selos: superiores “A” e ”B” do clichê e selos: inferiores “E” e “F” do clichê do quarto clichê
300 réis (quadras) – 3ª tiragem
Denteação dupla vertical e horizontal
218
Quadra – selos: superiores “C” e ”D” do clichê Quadra – selos: superiores “C” e ”D” do clichê
Quadra – selos: inferiores “G” e “H” do clichê Quadra – selos: inferiores “G” e “H” do clichê
300 réis – 3ª tiragem
Denteação dupla vertical e horizontal
219
Selos: “B” e “F” do clichê Selos: “A”,“B”,“E”e “F” do clichê
700 réis (par vertical) 700 réis (quadra)
3ª tiragem 3ª tiragem
Denteação dupla horizontal e vertical dos selos
220
Selos: “B”, “A” e “B” dos clichês
700 réis (trinca) – 2ª tiragem
Sem denteação vertical (entre selos)
221
Selo: “D” do clichê Selo: “E” do clichê
300 réis– 3ª tiragem
Sem denteação horizontal (margem de folha)
222
Quadra – selos: superiores “A” e ”B” do clichê Quadra – selos: superiores “C” e ”D” do clichê
Quadra – selos: inferiores “E” e “F” do clichê Quadra – selos: inferiores “G” e “H” do clichê
300 réis – 3ª tiragem
Sem denteação vertical (margem da folha)
223
Quadra – selos: superiores “C” e ”D” do clichê Quadra – selos: superiores “A” e ”B” do clichê
Quadra – selos: inferiores “G” e “H” do clichê Quadra – selos: inferiores “E” e “F” do clichê
300 réis – 3ª tiragem
Sem denteação horizontal (margem da folha) Sem denteação horizontal (entre os selos)
224
Selos superiores do clichê: “D e C”, com decalque completo e “B” com decalque parcial. Selos inferiores do
clichê: “H” com decalque completo e “E” com decalque parcial e “F” sem decalque .
300 réis (sextilha) – 3ª tiragem
Selos: “C” e “D” (superior), e “G” e “H” (inferior) do Selos: “D” (superior) e “H” (inferior) do
clichê, com decalque parcial nos selos “C”, “D” e clichê, com decalque parcial em ambos
“H”e selo “G”sem decalque. os selos.
300 réis (quadra) – 3ª tiragem 300 réis (par horizontal) – 3ª tiragem
225
Selos do clichê: “A”, “B”, C” e “D”, com decalque parcial
superior em todos os selos.
300 réis (terno) – 3ª tiragem
226
Selo:“A”do clichê, com decalque completo sobre a estampa do selo.
300 réis – 3ª tiragem
227
As Obliterações e Peças Diversas
228
1934 – 20 de outubro – Fragmento de carta do Rio de Janeiro para Pelotas. Carta com porte no valor de 700
réis. Uso de parte de selo 700 réis (selos “A“) do clichê da 1ª tiragem. Não se conhece o verso .
229
Quadra – selos superiores “A” e ”B” do clichê e selos inferiores “C” e “D” do clichê da 1ª tiragem.
Carimbo datado de 21.10.1934
1934 – 22 de outubro – Carta do Rio de Janeiro para Porto Alegre. Carta com porte no valor de 2000 réi s,
referente a correspondencia ( Expressa).Uso de parte de selos 1200 réis em quadra (selos “A“ e “B”
superior e selos “C” e “D” inferior) do clichê da 1ª tiragem. Carimbo de chegada a Porto Alegre datado
de 23 de outubro do mesmo.
230
1934 – 23 de outubro – Carta do Rio de Janeiro para o Rio de Janeiro. Carta com porte no valor de
400 réis. Uso de parte de selos 300 réis “selo D” do clichê da 1ª tiragem. Carimbo de chegada na
mesma data.
1934 – 31 de outubro – Carta Registrada o Rio de Janeiro para Berlim (Alemanha). Carta com porte
no valor de 19000 réis, referente ao transporte aéreo (Zeppelin). Uso de selos aéreos (11000 réis) e
quadras no valor de 300 e 700 réis da 2ª tiragem. Carimbo de chegada a Berlin datado de 06 de
novembro do mesmo.
231
1934 – 31 de outubro – Carta Registrada do Rio de Janeiro para Berlim (Alemanha). Carta com
porte no valor de 19000 réis, referente ao transporte aéreo (Zeppelin). Uso de selos aéreos (11000
réis) e quadras no valor de 300 e 700 réis da 1ª tiragem. Carimbo de chegada a Berlin datado de
05 de novembro do mesmo.
1934 – 31 de outubro – Carta Registrada do Rio de Janeiro para Recife. Carta com porte no valor de 1800 réis,
referente ao transporte aéreo (Zeppelin). Uso de selos 700 réis “selo B” e 300 réis “selo A” do clichê da 2ª
tiragem. Não se conhece o verso.
232
1934 – 28 de novembro – Carta registrada (BRAZIL – R.N o 22966) do Rio de Janeiro a Goerlitz
(Alemanha). Carta com porte no valor de 5700 réis, referente a correspondência de transporte aéreo
(Condor/Zeppelin/Lufthansa).Uso de parte de selos 300 réis “selo C” do clichê da 3ª tiragem e 700
réis “selo A” do clichê da 2ª tiragem. Carimbo de chegada a Goerlitz (Alemanha) datada do 4 de
dezembro do mesmo.
1934 – novembro – Cartão Postal “Monumento do Christo Redempetor” Rio de Janeiro . Cartão Postal
com porte no valor de 300 réis. Uso de selo 300 réis “selo D” do clichê da 3ª tiragem. Não se conhece o
verso.
233
1934 – 13 de dezembro – Carta do Rio de Janeiro para Hamburgo (Alemanha). Carta com porte no valor
de 4200 réis. Uso de par de selos 300 réis “selos G, H” do clichê da 3ª tiragem. Não se conhece o verso.
1934 –14 de dezembro – Carta do Rio de Janeiro a Porzreim (Alemanha). Carta com porte no valor de 4200
réis, referente a correspondência de transporte aéreo (Condor/ Zeppelin/Lufthansa).Uso de parte de selos
700 réis “selo D” do clichê da 2ª tiragem. Não se conhece o verso.
234
1935 – 16 de janeiro – Carta do Rio de Janeiro para Hamburgo (Alemanha). Carta com porte no valor
de 4200 réis, referente a correspondência de transporte aéreo (Condor/Lufthansa).Uso d e par de selos
700 réis “selos G e H” do clichê da 3ª tiragem. Sem indicação de carimbo de chegada.
1935 – 26 de janeiro – Carta do Rio de Janeiro para Bruxelas (Bélgica). Carta com porte no valor de
1800 réis. Uso de porte em tetê -bêche de selos de 700 réis “E” e “H” do clichê da 3ª tiragem. Sem
indicação de carimbo de chegada.
235
1935 – 11 de fevereiro – Carta Registrada do Rio de Janeiro para Berlim (Alemanha). Carta com porte
no valor de 3800 réis. Uso de parte de selos 300 réis e 700 réis (selos indeterminados). Carimbo de
chegada a Berlim datado de 1 de março do mesmo.
1935 – 31 de março – Carta de São Paulo para Potsdam (Alemanha). Carta com porte no valor de 700
réis. Uso de selo 700 réis “selo C” do clichê da 3ª tiragem. Sem indicação de carimbo de chegada.
236
1935 – 30 de agosto – Maximo Postal utilizando o cartão postal “Regresso da Pesca” . Com porte no valor
de 000 réis. Uso de selo 300 réis “selo C” do clichê da 3ª tiragem. Sem indicação de carimbo de chegada.
1935 – 16 de setembro – Carta do Rio de Janeiro para Remscheid (Alemanha). Carta com porte no valor de
4200 réis, referente a correspondência de transporte aéreo (Condor/ Zeppelin/Lufthansa).Uso de selo 700
réis “selo F” do clichê da 3ª tiragem. Sem indicação de carimbo de chegada
237
1935 – 11 de outubro – Fragmento de carta de São Paulo Para Santos . Carta com porte no valor de 1500
réis. Uso de par de selos “tetê-bêchê” de 700 réis “selo H e E” do clichê da 3ª tiragem. Sem indicação de
carimbo de chegada.
1936 – 4 de fevereiro – Carta do Rio de Janeiro para Buenos Aires (Argentina). Carta com porte no valor de
1200 réis referente a correspondência de transporte aéreo (Condor) . Uso de parte de selo 300 réis “selo B”
do clichê da 1ª tiragem. Carimbo de chegada datado de 5 de fevereiro do mesmo.
238
1937 – 20 de março – Carta Registrada de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro . Carta com porte no
valor de 1800 réis referente a correspondência de transporte aéreo ( Panair). Uso de selos 300 réis “selo
C” e 700 réis “selo A“ do clichê da 3ª tiragem. Não se conhece o verso.
1938 – 24 de setembro – Carta do Joenville para Chemnitz (Alemanha). Carta com porte no valor de
5000 réis, referente ao registro (R 44937), e do transporte aé[Link] de selo 300 réis “selo B” do
clichê da 3ª tiragem. Carimbo de transito por São Paulo datado de 24 de setembro. Carimbo de
chegada a Chemnitz (Alemanha) em 04 de novemnbro do mesmo ano.
239
1942 – 02 de agosto – Cartão Postal do Cr isto Redentor com porte de 300 réis e carimbo
Comemorativo da IIIª Convenção Nacional de Engenheiros. Uso de selo 300 réis “selo C” do clichê
da 3ª tiragem.
1934 – 25 de agosto – Carta de União da Vitória (PR) para Curitibsa. Carta com porte no valor de 1000 réis.
Uso de selos 300 réis “selo D” e 700 réis “selo A“ do clichê da 3ª tiragem. Não se conhece o verso. Inspira
fraude filatélica devido ao uso do carimbo anterior a data do lançamento do referido selo.
240
Bibliografia
241
[Link]
[Link]
[Link] -id=157318
[Link]
[Link]
[Link]
242
Prancha I
1ª Tiragem – D
(Variedade)
243
3ª Tiragem – E 3ª Tiragem – F 3ª Tiragem – G 3ª Tiragem – H
244
Prancha II
1ª Tiragem – D
(Variedade)
245
2ª Tiragem – B 2ª Tiragem – C 2ª Tiragem – D
246
Prancha III
FILIGRANA
VERSO DOS SELOS
Selos Superiores
Selos Inferiores
Tête-bêche
FILIGRANA
FRENTE DOS SELOS
Selos Superiores
Selos Inferiores
Tête-bêche
247
Estudos dos Esboços, Ensaios e Provas
Primeiro Modelo
Número desconhecido de selos por Clichê (desconhecido)
(Recusado)
Esboço Desconhecido.
Ensaio Seguiu o desenho do selo fiscal.
300 réis Vermelho (sem denteação).
Prova de estampa
Selo 700 réis (Desconhecido).
Fiscal 300 réis (Desconhecido).
Prova de Cor
(não emitidos) 700 réis (Desconhecido).
300 réis Papel fino.
Prova de Papel
700 réis (Necessita de maiores informações).
300 réis Vermelho (denteação parcial ou total).
Prova definitiva
700 réis Azul (denteação parcial ou total).
Segundo Modelo
Clichê com 1 selo
(Recusado)
248
Terceiro Modelo
Clichê com 4 selos
(Aprovado e retocado)
Terceiro Modelo
Clichê com 4 selos
(Aprovado e retocado)
249
Quarto Modelo
Clichê com 6 selos
(Recusado e adaptado)
Quarto Modelo
Clichê com 8 selos
(Aprovado)
250
251