0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações7 páginas

Desempenho Produtivo E Viabilidade Económica Da Inclusão de Diferentes Níveis de Farelo de Milho Na Engorda de Frangos de Corte

O estudo avaliou a inclusão de diferentes níveis de farelo de milho na dieta de frangos de corte, utilizando um delineamento em blocos completamente casualizados com 30 unidades experimentais. Os resultados mostraram que a inclusão de farelo de milho reduziu os custos de produção e melhorou a rentabilidade econômica, exceto no tratamento com 50% de farelo. A correlação entre os tipos de dietas e o ganho de peso foi positiva e forte, indicando que o farelo de milho é uma alternativa viável na alimentação de frangos.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações7 páginas

Desempenho Produtivo E Viabilidade Económica Da Inclusão de Diferentes Níveis de Farelo de Milho Na Engorda de Frangos de Corte

O estudo avaliou a inclusão de diferentes níveis de farelo de milho na dieta de frangos de corte, utilizando um delineamento em blocos completamente casualizados com 30 unidades experimentais. Os resultados mostraram que a inclusão de farelo de milho reduziu os custos de produção e melhorou a rentabilidade econômica, exceto no tratamento com 50% de farelo. A correlação entre os tipos de dietas e o ganho de peso foi positiva e forte, indicando que o farelo de milho é uma alternativa viável na alimentação de frangos.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

6FLHQWL¿F-RXUQDORI6FLHQFHV7HFKQRORJLHV(QJLQHHULQJDQG$UWV

5HYLVWD&LHQWt¿FDGH&LrQFLDV7HFQRORJLDV(QJHQKDULDVH$UWHV
6FLHQWL¿F-RXUQDORI6FLHQFHV7HFKQRORJLHV(QJLQHHULQJDQG$UWV

DESEMPENHO PRODUTIVO E VIABILIDADE


ECONÓMICA DA INCLUSÃO DE DIFERENTES
NÍVEIS DE FARELO DE MILHO NA ENGORDA
DE FRANGOS DE CORTE
Resumo
O ensaio foi conduzido num Delineamento em Blocos Completamente Casuali-
M. J. M. Bata1 A.G. CHE- zado (DBCC), composto por 6 repetição, totalizando 30 unidades experimentais
MANE1 C. M. LAPOULE1
E. G. BAUTE1
que receberam dietas compostas por: T0 (100% ração); T25 (75% de ração e
25% de farelo de milho); T50 (50% de ração e 50% de farelo de milho); T75
Faculdade de Engenharia e (75% de farelo demilho e 25% de ração); e T100 (100% de farelo de milho) e
Tecnologias, Departamento todos tratamentos receberam água fresca ad-libitum, com o objectivo de avaliar
de Ciências Agropecuária, RJDQKRGHSHVRYLYRSHVR¿QDOHUHQGLPHQWRGHFDUFDoDFXVWRGHSURGXomR
Campus de Lhanguene, Av do receita bruta, índice de rentabilidade económica, ponto de equilíbrio económi-
Trabalho nº 248, Tel: +258
86062899/822414880, Ma-
co. Os resultados das variáveis calculadas foram submetidos análise de variân-
puto, Moçambique FLDHWHVWHGH7XN\DGHVLJQL¿FkQFLDQRSDFRWHHVWDWtVWLFR6,69$5YH
UHJUHVVmROLQHDUVLPSOHVD9HUL¿FRXVHGLIHUHQoDVVLJQL¿FDWLYDV 3 
no peso e rendimento de carcaça entre o T0 (100% ração) com o T50 (50% de
ração e 50% de farelo de milho); T75 (75% de farelo demilho e 25% de ração) e
T100 (100% de farelo de milho), excepcionalmente T25 (75% de ração e 25% de
farelo de milho) cujo peso e rendimento de carcaça foi similar ao controle. Os
custos de produção foram altos no controle em relação aos tratamentos. Con-
trariamente, o índice de rentabilidade económico foi alto em todos tratamentos,
exceptuando o T50. A correlação entre os tipos de dietas e o ganho de peso
foi positiva muito forte. A inclusão de farelo de milho na engorda de frangos
de corte, reduziu custos totais de produção e simultaneamente proporcionou
PDLRUHVSHVRVYLYRVSHVRGHFDUFDoDUHQGLPHQWRGHFDUFDoDUHWRUQR¿QDQFHLUR
e geração de lucro.
Palavras-chave: Educação, Geometria Descritiva, Concepções e práticas pro-
¿VVLRQDLV5DomRVXESURGXWRVDJURLQGXVWULDLVDYDOLDomRHFRQyPLFDDYHV

Abstract
The experiment was conducted in a completely randomized block design
(DBCC), consisting of 6 replications, totaling 30 experimental units that recei-
ved diets composed of: T0 (100% diet); T25 (75% feed and 25% corn bran);
T50 (50% feed and 50% corn bran); T75 (75% corn bran and 25% feed); and
T100 (100% corn bran) and all treatments received fresh water ad-libitum. Live
weight gain, carcass weight and yield, production cost, gross revenue, economic
SUR¿WDELOLW\LQGH[HFRQRPLFHTXLOLEULXPSRLQWZHUHDYDOXDWHDQG$QDO\VLVRI
YDULDQFHDQG7XN\ VWHVWZHUHVXEPLWWHGWRVLJQL¿FDQFHLQWKH6,69$5VWD-
tistical package, v. 12 and simple linear regression at 95%. The results of the
calculated variables were submitted to analysis of variance and Tuky's test at
VLJQL¿FDQFHLQWKH6,69$5VWDWLVWLFDOSDFNDJHYDQGVLPSOHOLQHDUUH-
JUHVVLRQDW7KHUHZHUHVLJQL¿FDQWGLɣHUHQFHV 3 LQFDUFDVVZHLJKW
and yield between T0 (100% diet) and T50 (50% feed and 50% corn meal); T75
(75% corn bran and 25% feed) and T100 (100% corn bran), exceptionally T25
(75% feed and 25% corn bran) whose weight and yield. Production costs were

42
6FLHQWL¿F-RXUQDORI6FLHQFHV7HFKQRORJLHV(QJLQHHULQJDQG$UWV

KLJKLQWKHFRQWURORIWUHDWPHQWV2QWKHRWKHUKDQGWKHHFRQRPLFSUR¿WDELOLW\
index was high in all treatments, except for T50. The correlation between types
of diets and weight gain was very strong positive. The inclusion of corn meal
in the fattening of broiler chickens reduced total production costs and simul-
WDQHRXVO\ SURYLGHG KLJK OLYH ZHLJKWV FDUFDVV ZHLJKW DQG \LHOG KLJK ¿QDQFLDO
UHWXUQDQGSUR¿WJHQHUDWLRQ

Keywords: Feed, agro-industrial by-products, economic evaluation, broilers


‹:DDU\D6FLHQWL¿F3XEOLVKLQJ/&$OOULJKWVUHVHUYHG

1. Introdução

Cerca de 80% da proteína animal consumi- de associações de avicultores, fundo dos 7


da em Moçambique é proveniente do frango milhões, isenção na importação de insumos
de corte “FÃO, 2015”, face ao seu alto valor de produção de rações e pinto do dia, quotas
nutricional, 21-22% de proteína, baixo teor de importação, para “NICOLAU et al., 2011;
de colesterol, entre 1- 2% e cerca de 1% de INE, 2017”, estas medidas são incipientes,
minerais “AMORIM, 2013”. O Brasil, Esta- sendo necessário a contínua busca de alter-
dos Unidos da América e China, tidos como QDWLYDV DOLPHQWDUHV PDLV EDUDWDV D ¿P GH
maiores produtores mundial de frangos, a reduzir os altos custos do preço de milho e
avicultura contribui no desenvolvimento soja, componentes mais caros da ração, e que
destes países com cerca de 25-35% da empre- causam instabilidade do preço do frango no
gabilidade e 2-6% do Produto Interno Bruto mercado nacional, impactando directamente
(PIB) “ANUÁRIO, 2020 e ROSTAGNO et al., QRVHFRQVXPLGRU¿QDO$VVLPDSHVTXLVDGH
2005”. Em Moçambique, a contribuição da alternativas alimentares baratas deve suprir
actividade avícula ainda é incipiente, cerca simultaneamente o desempenho zootécnico
de 95% são pequenos produtores “INE, 2017 e a redução de custo produtivos “RESENDE
e OPPEWAL et al., 2016” cujos volumes et al., 2010; GILAVERTE et al., 2011”.
produtivos variam de 100 a 500 bicos. As O farelo de milho, é um dos subproductos
maiores limitações da produção avícula em agroindustriais disponível e acessível no
0RoDPELTXHHPSDUWHUHVLGHPQDLQÀDFomR mercado nacional. É aceite pelos frangos
de raçoes balanceadas, que ultrapassam 70% de corte na fase de engorda “VALADARES,
dos custos totais de produção “OPPEWAL et ´1HVWDIDVHDVDYHVSRVVXHPPLFURÀR-
al., 2016”, condicionando com que mais de ra intestinal activa, digerindo os polissacári-
67% de frango consumido seja importado da dos nos alimentos “VIEIRA e POPHAL,
África do Sul e Eswatini, desincentivo a pro- 2000”. Apresenta alto teor de matéria seca,
dução local e perda de divisas. 88,88%; 9,14% de proteina bruta, 11,33%
GHHVWUDWRHWpUHRGH¿EUDEUXWDDPL-
Apesar de adopção de ações mitigadoras em noácidos essenciais, 0,46% de lisina, 0,25%
Moçambique, visando a redução de altos cus- de metionina e alto teor de energia, cerca de
tos das rações comerciais, através da criação 3040kcal/kg, aproveitada pelos frangos de

43
6FLHQWL¿F-RXUQDORI6FLHQFHV7HFKQRORJLHV(QJLQHHULQJDQG$UWV

corte “ZANOTTO et al., 1998; SANTOS et al., comedouros, bebedouros, sob condicoes
2013”. similares. As dietas foram compostas por:
T0 (100% ração); T25 (75% de ração e 25%
Outros estudos, apenas avaliaram a con- de farelo de milho); T50 (50% de ração e
tribuição do farelo de milho no desempenho 50% de farelo de milho); T75 (75% de fare-
produtivo, sem incluir varáveis económicas. lo demilho e 25% de ração); e T100 (100%
“NASCIMENTO, 2015; VALADARES, 2014; de farelo de milho) e todos tratamentos re-
GOULART et al., 2016”, observaram alto ceberam água fresca ad-libitum
desempenho produtivo de aves alimentadas
FRPQtYHLVPRGHUDGRVGH¿EUD³.58*8(5 2.2. Procedimentos metodológicos e
et al., 2017” na análise comparativa da viabil- varáveis do estudo
LGDGHHFRQyPLFDHDFWLYLGDGHV¿QDQFHLUDVGH O período de adaptação das dietas foi de
aves e produção de leite, recomendam a in- três dias, e as aves eram pesadas diaria-
clusão da análise da rentabilidade económi- mente para a unifomização do peso “ROS-
FD D ¿P GH FRUULJLU RV GHVYLRV GRV FXVWRV TAGNO et al., 2000”. A ração administra-
produtivos. O estudo avaliou o desempenho da e as sobras eram pesadas diariamente
produtivo e viabilidade económica do uso das 6h:00 as 7h:00 e o peso vivo extraído
do farelo de milho na engorda de frangos de QRLQtFLRHQR¿PGRHQVDLR3DUDDQiOLVH
corte. bromatológica, foram colhidas aleatori-
amente 5g de cada dieta, em frascos eti-
quetados, conservados a 25°C e enviadas
2. Material e Métodos (Meto- ao laboratório do Instituto de Investigação
Agrária de Moçambique (IIAM), e analisa-
dologia) das seguindo procedimentos descritos no
Manual de “MENEZES et al. 2014” (tabela
O ensaio foi realizado nos meses de Junho
1)
a Julho de 2022, no Bairro Tsalala, Distrito
da Matola, Província de Maputo. O clima da
Tabela 1: Composição bromatológica
região é tropical, sendo uma chuvosa e outra
da ração e farelo de milho usado na com-
seca, temperactura média anual de 23.7ºC,
posição das dietas
precipitação de 752 mm e humidade relativa
de 80.5% “MAE, 2014”. A população é 134
mil habitantes, onde 77% são trabalhadores
do sector familiar (INE, 2007) e 48% prática
actividade agrária (MAE, 2005).

2.1. Desenho experimental


O ensaio foi realizado num DBCC, 6
repetições, totalizando 30 umidades exper-
imentais. As aves eram da raça Ross 308,
machos e fêmeas, de 18 dias de idade, com
peso médio inicial de 920±958g. Fez-se dis-
tribuição aleatória das unidades experimen-
tais em quadrículas, obedecebdo espaço vital
de 10 cm por ave “COBB, 2008” e alojadas
num pavilhão desifectado e disponibilizados

44
6FLHQWL¿F-RXUQDORI6FLHQFHV7HFKQRORJLHV(QJLQHHULQJDQG$UWV

Fonte: Laboratório (IIAM) “VALADARES


médias separadas por teste de Tuckey a 5%
Foram analisadas nove variáveis: Ganho de GH QtYHO GH VLJQL¿FkQFLD VHJXLQGR RV SULQ-
Peso Vivo (GPV, fórmula 1), Peso de Carcaça cípios de homogeneidade e normalidade
(PC, fórmula 2), Rendimento de Carcaça (RC, GRV UHVtGXRV H D VLJQL¿FkQFLD GHWHUPLQDGD
fórmula 3), Custo Alimentar (CA, fórmula 4), pelo teste de Fisher, e todos valores com (P
Custo de Produção Animal (CPA. fórmula 5),  IRUDPFRQVLGHUDGRVHVWDWLVWLFDPHQWH
Receita Bruta (RB, fórmula 6), Valor Agrega- VLJQL¿FDWLYRV
do Bruto (VAB, fórmula 7), Índice de Renta-
bilidade Económico (IRE, fórmula 8) e Pon- 3. Resultados e Discussão
to de Equilibrio Económico (PEE, fórmula
9). Para a determinação do GPV, PC e RC, 3.1. Custos de produção
foram, selecionados aleatoriamente três ani- O teste de Tuckey a 5%, não mostrou diferen-
mais por tratamento, submetidos ao jejum oDVVLJQL¿FDWLYDV 3! HQWUHR7 
SUpDEDWHHSRVWHULRUPHQWHVDFUL¿FDGRV ração), com os demais tratamentos no peso
vivo. No rendimento de carcaça, custo ali-
mento e custo de produção, houve diferenças
Onde GPV corresponde a (4) VLJQL¿FDWLYDV 3 27 GHUDomR
Onde: CA = custo com alimentação (MT), HGHIDUHORGHPLOKR PRVWURXPDLRUH¿-
CRA = consumo de ração acumulado (kg) e ciência na conversão dos alimentos em car-
PR = preço do quilo de ração (MT/kg). ne, face ao maior ganho de peso vivo, peso de
carcaça e rendimento de carcaça, similar ao
controle. Para os custos de produção, o T25
foi inferior ao controle (Tabela.2).
(5) Tabela.3: Análise de Variância e teste de Tucky do
Onde: CP = custo de produção por ave, Q = custo de produçʦʑ (CP), Peso vivo (PV) e Peso de Car-
quantidade de carne/peso do animal, e CA = FDoD 3& DGHVLJQL¿FkQFLD
custo alimentar
(6

Onde: RB = receita bruta (MT), Q = quanti-


dade de carne produzida por unidade, e PV =
preço de venda/kg.
(7)

Onde: VAB = valor agregado bruto (MT), CA


= custo com alimentação (MT) e RB = receita
bruta (MT).
(8)

Ponto de equilíbtio
(9)
Os dados foram organizados no Microsoft
/tEHU 2ɤFH YHUVmR  VXEPHWLGDV D $12-
VA, no pacote estatístico SISVAR, v. 12, as

45
6FLHQWL¿F-RXUQDORI6FLHQFHV7HFKQRORJLHV(QJLQHHULQJDQG$UWV

Legenda: As médias seguidas por letras e núme-


URVGLIHUHQWHVLQGLFDPGLIHUHQoDVVLJQL¿FDWLYDV
O alto desempenho no T25 e a redução
dos custos alimentares e de produção nos
WUDWDPHQWRVMXVWL¿FDVHSHORIDFWRGRIDUH-
lo de milho ser acessível em relação a ração
comercial. Apesar da forma farelada do
farelo de milho, a sua ingestão foi elevada
e contribuiu na alta motilidade e absorção
dos nutrientes e ganho de peso. “VALA-
DARES, 2014” secunda que alimentos com
EDL[RWHRUGH¿EUDTXHIRLGHFRQIRUPH
análises bromatológicas do milho, menor a
5.3 descrito na literatura, favorecem a alta
absorção dos nutrientes. Os mesmos, cor-
roboram com os achados de “NICOLAU,
2008; COBB, 2015” que observaram peso
médio de carcaça de 1.5 kg num ciclo 40
dias e no presente estudo, o menor peso
médio foi de 1.6 kg num ciclo de 30 dias.
Apesar dos pesos de carcaças registados
no T50 (50% de ração e 50% de farelo de
milho); T75 (75% de farelo demilho e 25%
de ração); e T100 (100% de farelo de mil-
3.3. Rentabilidade económica
ho) serem inferiores ao controle, estes são
considerados óptimos, uma vez que foram
9HUL¿FRXVH GLIHUHQoDV VLJQL¿FDWLYDV HQWUH
superiores a 1.3 kg, peso médio de carcaça
o T0 e os tratamentos em todas variáveis
de frangos produzido no mercado interno.
analisadas, exceptuando no T25 para a re-
“SOUZA, 2003; MENDES e PATRÍCIO,
ceita bruta e valor agregado bruto (Tabe-
´ HIDWL]DP D SHUWLQrQFLD GD UHÀH[mR
la.3), indicando a alta contribuição do fare-
VREUH RV tQGLFHV ]RRWpFQLFRV H ¿QDQFHLURV
lo de milho na rentabilidade em relação ao
com vista a apoiar os produtores na tomada
controle, que registou altos custos produ-
de decisão.
tivos, face aos altos custos da ração, que im-
pactaram negativamente. Apesar da receita
3.2. Relação entre o consumo da ração e
e valor agregado bruto terem sido alto no
ganho do peso vivo
controle, o índice de rentabilidade económ-
ico foi baixo, implicando a necessidade de
2JUi¿FRLOXVWUDDUHODomRHQWUHRWLSRGH
reajustes para suprir os investimentos ali-
dieta, ganho de peso das aves e o modelo
mentares.
de correlação linear de Person (R2), que foi
positiva muito forte. Tabela. 4: Análise de Variância e teste de Tuky da re-
ceita bruta (RB), valor agregado bruto (VAB), índice
*Ui¿FR*Ui¿FRGHFRUUHODomROLQHDUHQWUH de rentabilidade (IR) e ponto de equilíbrio (PE) a 5%
o consumo da ração (X) e ganho de peso (Y) GHVLJQL¿FkQFLD
SRUWUDWDPHQWRDGHVLJQL¿FkQFLD

46
6FLHQWL¿F-RXUQDORI6FLHQFHV7HFKQRORJLHV(QJLQHHULQJDQG$UWV

Agradecimentos

São inúmeras as pessoas que sou grato por


terem contribuído par que o trabalho che-
gasse a este nível. Em primeiro, agradeço á
Deus, pelo dom da vida e por me conduzir
sabiamente em todos os momentos da vida,
Agradeço especialmente ao MSc. Dionísio
Roque pela colaboração no enriquecimento
FLHQWt¿FRGRDUWLJRi8QLYHUVLGDGH3HGDJyJL-
FD GH 0DSXWR 830DSXWR  SHOR ¿QDQFLD-
mento aos estudantes. A todos que directa
ou indiretamente contribuíram na realização
do presente trabalho, endereço o meu “Mui-
to Obrigado”.

Legenda: As médias seguidas por letras e números 5HIHUrQFLDV


GLIHUHQWHVLQGLFDPGLIHUHQoDVVLJQL¿FDWLYDV
Amorim, A. F. S. Estudo comparativo das
Os méritos nos índices de rentabilidade características físico-químicas e sensoriais
económica dos tratamentos, estão em con- de carne de capão, galo, "frango comercial"
cordância com os achados de “MACHA- e "frango do campo". (2013). Tese de Disser-
DO, 2020” que observou alto desempenho tação apresentada à Escola Superior Agrária
zootécnico de poedeiras alimentadas com de Bragança para obtenção do Grau de Me-
rações incluídas diferentes níveis de farinha stre em Qualidade e Segurança Alimentar.
GH FDVFD GH PDQGLRFD H UHWRUQR ¿QDQFHLUR Anuário da avicultura industrial. Merco-Sul-
de 5-10%, indicando o farelo de milho, como UE. 2020.
alternativa viável na rentabilização das uni-
dades de produção. O aumento da rentabil- COBB. Manual de manejo de frango de corte.
idade económica, permite a recapitalização, Brasil (2008).
sem necessidade do incremento dos investi- COBB, Manual de Manejo de Frangos de
mentos na manutenção do activos funcion- Corte (2009). Disponível em www. Avicultu-
DLV2EDL[RUHWRUQR¿QDQFHLURQRFRQWUROH ra inteligente. com. br.
está relacionado aos altos custos de pro- Food and Agriculture Organization, The
GXomR LQÀDFLRQDGRV SRU DOWRV SUHoRV GDV State of Food and Agriculture (2015).
rações balanceadas. Garcês, A e Martins, I. Manual de apoio de
Avicultura e Cunicultura. (2006).
4. Conclusões GARCÊS, A. Poultry Production in Southern
Africa. (2008). 1º ed. Maputo.
Gilaverte, S; Susin, I.; Pires, A.V. et al. Di-
A inclusão de farelo de milho na engorda
gestibilidade da dieta, parâmetros ruminais
de frangos corte, reduziu os custos totais de
e desempenho de ovinos Santa Inês alimen-
produção e simultaneamente contribuiu no
tados com polpa cítrica peletizada e resíduo
alto desempenho zootécnico e permitiu alto
húmido de cervejaria. (2011). Revista Bra-
UHWRUQR¿QDQFHLURHJHUDomRGHOXFUR
sileira de Zootecnia, v.40, p.639-647.

47
6FLHQWL¿F-RXUQDORI6FLHQFHV7HFKQRORJLHV(QJLQHHULQJDQG$UWV

Goulart, F. R.; Adorian, T. J.; Mombach, P. do Sectorial: Cadeia de Valor do Frango em


, 6LOYD / 3 ,PSRUWkQFLD GD ¿EUD DOLPHQ- Moçambique. (2016).
tar na nutrição de animais não ruminantes. Pourreza, J., A. H. Samie and Rowghani.
(2016). Revista de Ciência e Inovação do IF ( (ɣHFW RI VXSSOHPHQWDO HQ]\PH RQ QXWUL-
Farroupilha, v. 1, n. 1, 141-154. ent digestibility and performance of broil-
Instituto Naciona de Estatstica (INE). Censo er chicks fed on diets containing triticale.
(2017). (2007). International Journal of Poultry Sci-
Kruguer, S. D.; Ceccatto, L.; Mazzioni, S; Di ence, 6(2): 115-117.
Domenico, D.; Petri, S. M. Análise compara- Resende, K. T.; Teixeira, I. A. M. A.; Biagioli,
tiva da viabilidade económica e actividades 5HWDO3URJUHVVRFLHQWL¿FRHPSHTXHQRVUX-
¿QDQFHLUDV GH DYHV H SURGXomR GH OHLWH minantes na primeira década do século XXI.
(2017). Revista Ambiente Contábil – ISSN (2010). Revista Brasileira de Zootecnia, v.39,
2176-9036 - UFRN – Natal-RN. v. 9. n. 1, p. p.369-375.
37 – 55, jan./jun. Rostagno, H. S. et al. (Ed.). Tabelas bra-
Machado, L.; Santos, T. A.; Geraldo, A. sileiras para aves e suínos Composição de
Farinha das folhas de mandioca em die- alimentos e exigências nutricionais. (2005).
tas suplementadas com carboidrases para 2º ed. Viçosa, MG: UFV, Departamento de
poedeiras: desempenho e qualidade dos Zootecnia.
ovos. (2020) Reaserchgate. 2020. Rostagno, H. S; Albino, L. F. T; Donzele, J. L.
Mendes, A. A.; Patricio, I. S. Controles, regis- Tabelas brasileiras para aves e suínos: com-
tos e avaliação do desempenho de frangos de posição de alimentos e exigências nutricion-
corte. (2004). Campinas. ais. (2000). Viçosa, MG: Universidade Fed-
Ministério de Administração Estatatal eral de Viçosa, 141p.
0$( 3HU¿OGR'LVWULWRGH%RDQH   6DQWRV)5&RPSDUDomRGDH¿FLrQFLDGLJHV-
Província de Maputo, 2005. tiva e metabolismo de nutrientes e de energia
0DQD¿ 0 %DJKHUL + <D]GDQL 0 (ɣHFW entre frangos de crescimento lento e rápido.
of Polyzyme in Broilers Fed with Corn (Zea (2013). Tese de Doutorado em Ciência Ani-
mays L.) Bran-Based Diets.(2011). Environ- mal. Universidade Federal de Goiás, Facul-
mental Biology, 5(7): 1651-1655. dade de Medicina Veterinária e Zootecnia.
Nascimento, E.V.A. Farelo Residual de Milho Souza, A. B. Projectos de investimentos de
na Alimentção de Frangos de Corte. (2015). capital: elaboração, análise, tomada de de-
Dissetação apresentada na Universidade cisão. (2003). São Paulo: Atlas.
Federal Rural de Penabuco, Departamento Valadares, Camila Guedes, Farelo residual
de Zootecnia para obtenção de grau de Dou- de milho e sem enzimas em dietas para fran-
tor. gos de cortes, (2014). Brasil,2014.
Nicolau, Q. C. Análise das transformações Vieira, S.L.; Pophal, S. Nutrição pós-eclosão
técnicas produtivas da avicultura de corte de frangos de corte (2000). Revista Brasilei-
em Moçambique; do estado estruturante au ra de Ciência Avícola, v.7, n.3, p.189-199.
liberalismo económica, (2008). Jabotica- Zonatto, D. L.; Brum, P. A. R.; Guidoni, A.
bal–SP-Brasil; 2008 L.; Lima, G. J. M.; Bellaver, C. Utilização de
Nicolau, Q. C., Borges, A. C. G., Souza, J. Farelo Residual de Milho em Dietas de Fran-
G. Cadeia Produtiva Avícola de Corte de go de corte. (1996). Anais da XXXIII Reunião
Moçambique: Caracterização e Competitivi- da SBZ, Fortaleza.
dade. (2015). Moçambique.
Oppewal, J., Cruz, A., Nhabinde, V. Estu-

48

Você também pode gostar