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O trabalho de conclusão de curso propõe soluções inovadoras para melhorar a eficiência energética no Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW), abordando a necessidade de otimização de recursos em um contexto de restrições orçamentárias. O estudo investiga fontes de desperdício e ineficiências, além de sugerir a adoção de tecnologias emergentes e práticas sustentáveis. O objetivo é promover economias financeiras e contribuir para a sustentabilidade das operações do CIAW, servindo como modelo para outras instituições públicas e militares.

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O trabalho de conclusão de curso propõe soluções inovadoras para melhorar a eficiência energética no Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW), abordando a necessidade de otimização de recursos em um contexto de restrições orçamentárias. O estudo investiga fontes de desperdício e ineficiências, além de sugerir a adoção de tecnologias emergentes e práticas sustentáveis. O objetivo é promover economias financeiras e contribuir para a sustentabilidade das operações do CIAW, servindo como modelo para outras instituições públicas e militares.

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CENTRO DE INSTRUÇÃO E ADESTRAMENTO ALMIRANTE NEWTON

BRAGA

SOLUÇÕES INOVADORAS PARA A EFICIÊNCIA


ENERGÉTICA NO CENTRO DE INSTRUÇÃO ALMIRANTE
WANDENKOLK

JEREMIAS JOSÉ RODRIGUES ROCHA

Rio de Janeiro - RJ, março de 2025


JEREMIAS JOSÉ RODRIGUES ROCHA

SOLUÇÕES INOVADORAS PARA A EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NO


CENTRO DE INSTRUÇÃO ALMIRANTE WANDENKOLK

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado


ao Centro de Instrução e Adestramento
Almirante Newton Braga, como requisito
parcial para a conclusão do Curso de Aperfei-
çoamento em Gestão para Oficiais.

Orientador:

Prof. MSc. Angelo Joppert

Rio de Janeiro - RJ, março de 2025


LISTA DE FIGURAS

Figura 4.1 – Ciclo PDCA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28


Figura 5.1 – Consumo do CIAW em kWh . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
Figura 5.2 – Comparativo entre as faturas nos anos de 2023 e 2024 . . . . . . . . . . 44
LISTA DE QUADROS

Quadro 5.1 – Consumo de kWh em 2023 pelo CIAW . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41


Quadro 5.2 – Consumo de kWh em 2024 pelo CIAW . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
Quadro 5.3 – Percentual de economia em kWh . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas


ACL Ambiente de Contratação Livre
AMRJ Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro
ANEEL Agência Nacional de Energia Elétrica
ASHRAE American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engi-
neers
BNIC Base Naval da Ilha das Cobras
BNRJ Base Naval do Rio de Janeiro
CIAW Centro de Instrução Almirante Wandenkolk
CPP Chamada Pública de Projetos
DIM Diretoria Industrial da Marinha
ESCO Empresa Especializada em Conservação de Energia

IEE Índice de Eficiência Energética


INMETRO Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia
INSIGHTNET Portal de notícias sobre energia e sustentabilidade
IoT Internet das Coisas
ISM CODE International Safety Management Code
MD Ministério da Defesa
NBR Norma Brasileira
Novo PAC Novo Programa de Aceleração do Crescimento
OM Organização Militar
PDCA Plan, Do, Check, Act (Ciclo de melhoria contínua)
PEE Programa de Eficiência Energética
SMF Sistema de Medição para Faturamento
STCW International Convention on Standards of Training, Certification and
Watchkeeping for Seafarers
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16

1.1 Problema . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
1.2 Questões de pesquisa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17

1.3 Objetivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17

1.4 Organização do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17

2 REFERENCIAL TEÓRICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
2.1 Eficiência Energética . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19

2.1.1 Indicadores de Eficiência Energética . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20

2.2 Energia Renovável no Contexto Militar . . . . . . . . . . . . . . 20

2.2.1 Eficiência Energética no Contexto do CIAW . . . . . . . . . . . . . . . . 20

2.3 Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) . . 21

2.4 PDCA: Um Referencial para a melhoria Contínua . . . . . . . . 22

3 TRABALHOS RELACIONADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . 24

4 METODOLOGIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26

5 APLICAÇÃO DO MODELO PROPOSTO . . . . . . . . . . . . 32

5.1 Planejamento (Plan) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32

5.1.1 Documentos históricos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32


5.1.2 Fontes de desperdício e ineficiências atuais . . . . . . . . . . . . . . . . 34

5.1.3 Acordos de cooperação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36

5.1.4 Mercado livre de energia renovável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37

5.2 Execução(Do) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37

5.2.1 Documentos históricos (execução) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37

5.2.2 Fontes de desperdicio e ineficiencias atuais . . . . . . . . . . . . . . . . 39


5.2.3 Mercado livre de energia renovável (execução) . . . . . . . . . . . . . . . 39

5.3 VERIFICAÇÃO (CHECK) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40

5.3.1 Monitoramento do consumo energético mensal (kWh/unidade funcional). 40

5.3.2 Análise comparativa do consumo energético antes e depois das intervenções. 40

5.3.3 Análise do retorno sobre investimento (ROI) das ações realizadas. . . . . 42

5.4 ANÁLISE DOS RESULTADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47

REFERÊNCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50

ANEXOS 53

ANEXO A – PROJETO IMPLEMENTAÇÃO DE USINA SOLAR . . . 54

ANEXO B – CARTILHA DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA . . . . . . . 74


16

1 INTRODUÇÃO

A eficiência energética tem se tornado uma questão central em um mundo cada vez
mais focado na sustentabilidade e na otimização de recursos. Para organizações públicas
e militares, como o Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW), localizado na
Ilha das Enxadas, esse desafio é ainda mais relevante. O CIAW enfrenta a complexa tarefa
de reduzir custos financeiros, enquanto busca modernizar suas operações e melhorar a
eficiência no uso da energia, em um cenário de recursos limitados e infraestrutura defasada.

Atualmente, o CIAW depende do fornecimento de energia por cabos submarinos


provenientes do Complexo Naval da Ilha das Cobras (CNIC) o que implica elevados custos
operacionais. Esse modelo de fornecimento energético, somado à necessidade de renovação
das instalações, torna evidente a urgência de buscar soluções inovadoras e sustentáveis para
otimizar o consumo de energia e melhorar a gestão dos recursos financeiros disponíveis.

A situação é ainda mais desafiadora quando se considera a perda de 47% nos


recursos destinados ao Ministério da Defesa (MD) ao longo da última década (O Globo,
2024). Essa redução orçamentária comprometeu a capacidade do MD de investir em infra-
estrutura e projetos estratégicos, incluindo a modernização de suas instalações energéticas.
A escassez de recursos impactou diretamente o pagamento de despesas discricionárias e a
implementação de projetos essenciais, que agora fazem parte do Novo PAC, reforçando a
necessidade urgente de encontrar soluções eficientes e criativas que maximizem o uso dos
recursos existentes.

Apesar dos avanços proporcionados pela instalação de uma usina solar fotovoltaica
e pela substituição de equipamentos obsoletos por modelos mais eficientes, ainda existe
um amplo potencial a ser explorado para aprimorar tanto a eficiência energética quanto a
sustentabilidade financeira do CIAW. Diante desse cenário, este projeto busca investigar so-
luções complementares, incluindo a adoção de tecnologias emergentes, o aproveitamento de
fontes alternativas de energia renovável, a implementação de políticas de gestão inteligente
do consumo e o desenvolvimento de estratégias eficazes para a redução de desperdícios.

O objetivo principal é propor soluções que fortaleçam a eficiência energética do


CIAW, promovam economias financeiras substanciais e contribuam para a sustentabilidade
das operações da instalação. As propostas desenvolvidas buscam alinhar-se às demandas
contemporâneas por inovação tecnológica e responsabilidade ambiental, oferecendo um mo-
delo que pode servir de referência para outras instituições públicas e militares enfrentando
desafios semelhantes.
17

1.1 PROBLEMA

Como otimizar o consumo energético e reduzir os custos financeiros do CIAW,


considerando as limitações orçamentárias, e ao mesmo tempo implementar práticas sus-
tentáveis e inovadoras que possam servir de modelo para outras instituições públicas e
militares?

1.2 QUESTÕES DE PESQUISA

Este trabalho tem como objetivo responder às seguintes questões de pesquisa:

QP1. Quais são as fontes de desperdício e ineficiências atuais?

QP2. Quais novas tecnologias e práticas sustentáveis emergentes podem ser adotadas para
otimizar o consumo energético e reduzir custos financeiros do CIAW?

QP3. Quais práticas e políticas de gestão energética podem ser implementadas no CIAW
para reduzir desperdícios e melhorar a eficiência financeira, considerando as restrições
orçamentárias e a infraestrutura existente?

1.3 OBJETIVOS

Os objetivos deste trabalho são:

• Identificar fontes de desperdício e ineficiências.

• Propor novas tecnologias e práticas sustentáveis.

• Avaliar a viabilidade econômica das soluções propostas.

• Desenvolver um modelo de gestão energética.

• Divulgar os resultados para incentivar os militares do CIAW a desenvolverem o


conceito de pertencimento nas políticas de economia energética.

1.4 ORGANIZAÇÃO DO TEXTO

Esse capítulo de introdução dedicou-se à apresentação da justificativa, do problema,


das questões de pesquisa e dos objetivos desse estudo. Os capítulos seguintes estão
organizados da seguinte forma:

O Capítulo 2 aborda os conceitos fundamentais utilizados ao longo do trabalho,


fornecendo ao leitor o embasamento teórico necessário para a compreensão do tema.
18

O Capítulo 3 analisa estudos e pesquisas relevantes, servindo como suporte teórico


e referencial para a construção de novas ideias e para a implementação das soluções
propostas neste estudo.

O Capítulo 4 descreve a metodologia adotada, detalhando a abordagem utilizada


para investigar o problema e as estratégias empregadas para sua mitigação ou solução.

O Capítulo 5 apresenta os resultados obtidos, avaliando sua relevância.

O Capítulo 6 intitulado “Considerações finais”, sintetiza os principais pontos do


estudo, destacando suas contribuições, limitações e sugestões para pesquisas futuras.

Por fim, os Anexos A e B apresentam, respectivamente, o projeto de implementação


da usina solar fotovoltaica no Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW) e a
cartilha de eficiência energética elaborada pela Diretoria Industrial da Marinha (DIM).
19

2 REFERENCIAL TEÓRICO

Este capítulo apresenta os principais conceitos e fundamentos da eficiência energé-


tica, explorando sua importância, indicadores de desempenho, aplicação em organizações
militares e seu impacto na gestão de energia no CIAW. Além disso, são abordadas iniciativas
governamentais, como o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e metodo-
logias de melhoria contínua, como o ciclo PDCA, que contribuem para o aprimoramento
da gestão energética e a busca por soluções mais sustentáveis.

2.1 EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

A eficiência energética é um pilar estratégico para instituições públicas e militares,


garantindo a otimização dos recursos financeiros e a sustentabilidade ambiental. No
contexto da Marinha do Brasil (MB), iniciativas como a migração para o mercado livre de
energia e a implantação de fontes renováveis, como a energia solar, reforçam o compromisso
com a sustentabilidade e a redução de custos operacionais.

A eficiência energética pode ser definida como o uso racional e otimizado da


energia, buscando minimizar desperdícios sem comprometer a qualidade dos serviços
prestados ou o conforto dos usuários (ANEEL, 2008a). No contexto das organizações
militares, como o Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW), sua aplicação não
apenas representa uma oportunidade para a redução de custos operacionais, mas também
reflete o compromisso institucional com a sustentabilidade e a otimização dos recursos
disponíveis. Assim, iniciativas voltadas para a eficiência energética são fundamentais
para assegurar o equilíbrio entre o consumo responsável de energia e a manutenção da
capacidade operacional dessas instituições.

De acordo com a ANEEL (2008b), a eficiência energética refere-se à “redução do


consumo de energia elétrica por meio da adoção de equipamentos mais eficientes ou de
práticas que minimizem desperdícios”. Essa abordagem pode ser alcançada por meio de
ações como:

• Substituição de equipamentos obsoletos por modelos mais eficientes;

• Implantação de sistemas automatizados para controle do consumo; e

• Utilização de fontes de energia renováveis.


20

Tais iniciativas assumem papel estratégico, contribuindo para a autossuficiência


energética e para a redução da dependência de fontes externas de energia.

2.1.1 Indicadores de Eficiência Energética

Os indicadores de eficiência energética são ferramentas essenciais para medir


o desempenho de sistemas e projetos. Eles auxiliam na identificação de gargalos e no
monitoramento dos resultados das ações implementadas. Entre os principais indicadores,
destacam-se:

• Retorno Sobre Investimento (ROI): mede o tempo necessário para que as economias
geradas cubram o custo dos investimentos realizados. Este indicador é particularmente
útil para avaliar a viabilidade financeira de projetos de eficiência energética. Fórmula:
ROI = ( Economia Anual Gerada / InvestimentoTotal ) /100;

• Índice de Eficiência Energética (IEE): avalia a relação entre a energia útil utilizada
e a energia total consumida. Um IEE elevado indica maior eficiência do sistema.
Fórmula: IEE = ( Energia Util / Energia Total Consumida ) × 100; e

• Consumo Específico de Energia (kWh/unidade funcional): relaciona o consumo de


energia às unidades funcionais de uma instalação, como setores ou departamentos.

Esses indicadores são cruciais para o planejamento e a gestão eficiente da energia,


especialmente em organizações militares que possuem infraestrutura complexa e alto
consumo energético.

2.2 ENERGIA RENOVÁVEL NO CONTEXTO MILITAR

A adoção de sistemas fotovoltaicos em organizações militares, como o CIAW,


não apenas reduz custos operacionais, mas também alinha a instituição aos objetivos
de sustentabilidade global. O CIAW tem oportunidade de acessar o mercado livre de
energia que pode influenciar na fatura, além de ter acesso à energia renovável por meio
de produtores conscientes. A utilização de placas solares em áreas de grande porte com
diversas edificações permite aproveitar o potencial da planta para ampliar a geração de
energia por meio de sistemas fotovoltaicos.

2.2.1 Eficiência Energética no Contexto do CIAW

No caso do CIAW, a adoção de práticas de eficiência energética pode trazer


benefícios diretos e indiretos, como:
21

• Redução de custos operacionais: investimentos em equipamentos modernos e fontes


renováveis podem diminuir significativamente as despesas com energia elétrica;

• Sustentabilidade ambiental: reduzir o consumo de energia e as emissões de gases de


efeito estufa; e

• Resiliência energética: garantir que as instalações possam operar de forma eficiente,


mesmo em condições adversas.

Com base nesses fundamentos, o CIAW pode estabelecer metas claras de eficiência
energética, utilizando indicadores como ROI e IEE para medir o progresso e ajustar
estratégias conforme necessário. Esse enfoque não apenas otimiza recursos, mas também
fortalece a capacidade operacional da organização.

2.3 NOVO PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO (NOVO


PAC)

O Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) foi instituído pelo


Decreto nº 11.632, de 11 de agosto de 2023 (BRASIL, 2023). Esse programa tem um
impacto significativo nas organizações militares no que se refere à eficiência energética,
uma vez que seus principais eixos incluem medidas voltadas para a modernização da
infraestrutura energética, o incentivo ao uso de fontes renováveis e a implementação de
práticas sustentáveis. A seguir, são apresentados seus principais eixos:

Energia e Sustentabilidade

Energia e Sustentabilidade envolvem o incentivo a fontes renováveis, como a


solar e a eólica, a modernização e expansão de linhas de transmissão de energia, além do
desenvolvimento de projetos voltados para a redução de emissões de carbono. Dentre os
impactos que podem ser citados temos:

• Melhoria da Infraestrutura Energética: o Novo PAC prevê a ampliação da rede de


transmissão e distribuição de energia em áreas estratégicas, beneficiando instalações
militares localizadas em regiões remotas ou de difícil acesso e garantindo maior
estabilidade no fornecimento de energia para bases operacionais e centros logísticos.
Além disso, com uma rede energética mais robusta, as organizações militares estarão
menos vulneráveis a falhas de abastecimento, assegurando o funcionamento de
operações críticas e sistemas de segurança.

• Integração com Fontes de Energia Renovável: bases militares podem se beneficiar


diretamente de projetos de instalação de painéis solares ou parques eólicos, reduzindo
22

custos operacionais e a dependência de combustíveis fósseis, além de possibilitar a


geração de energia local para operações em áreas estratégicas ou isoladas. Ademais,
o incentivo a tecnologias de geração híbrida, como a combinação de solar, eólica e
baterias, pode ser aplicado às organizações militares para assegurar um fornecimento
contínuo de energia em necessidades críticas.

• Sustentabilidade e Eficiência Energética: a modernização de sistemas e equipamen-


tos elétricos pode aumentar a eficiência energética em instalações militares, como
alojamentos, hospitais militares e centros de treinamento, além de possibilitar a utili-
zação de programas voltados à eficiência e à redução de desperdícios. Paralelamente,
essas instalações podem se alinhar às políticas de redução de emissões de carbono,
contribuindo para metas ambientais e promovendo iniciativas de sustentabilidade
que também fortalecem sua imagem institucional.

• Parcerias e Desenvolvimento Regional: o desenvolvimento de projetos energéticos


em regiões de fronteira ou de difícil acesso pode fortalecer a presença militar nessas
áreas, aprimorando a capacidade operacional. Além disso, o Novo PAC possibilita
parcerias entre o setor público e o privado, permitindo que organizações militares
utilizem estruturas energéticas compartilhadas ou se beneficiem de novos projetos
regionais.

2.4 PDCA: UM REFERENCIAL PARA A MELHORIA CONTÍNUA

O ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Act) é uma metodologia amplamente reconhecida


para o gerenciamento e a melhoria contínua de processos em diferentes contextos orga-
nizacionais (DEMING, 1986). Esse modelo sistemático permite estruturar e aperfeiçoar
atividades por meio de um processo iterativo, promovendo o planejamento, a execução, a
avaliação e o aprimoramento contínuo das operações.

A primeira etapa, Planejar (Plan), envolve a definição de objetivos, metas e


estratégias necessárias para alcançar os resultados desejados. Nessa fase, realiza-se uma
análise detalhada do problema, a coleta de dados relevantes e a formulação de planos de
ação estruturados para sua resolução.

Na sequência, a etapa Executar (Do) consiste na implementação do plano


elaborado. Aqui, as ações planejadas são colocadas em prática, sendo fundamental registrar
o progresso e identificar possíveis desvios em relação ao esperado.

A fase Verificar (Check) tem como propósito analisar os resultados obtidos e


compará-los com os objetivos definidos na etapa de planejamento. Esse processo inclui a
23

aplicação de indicadores de desempenho e a identificação de lacunas ou oportunidades de


melhoria.

Por fim, na etapa Agir (Act), os insights obtidos na fase de verificação são
utilizados para tomar decisões estratégicas. Caso os objetivos tenham sido alcançados,
as melhores práticas são padronizadas. Caso contrário, ajustes são realizados, e o ciclo é
reiniciado com foco na implementação de soluções mais eficazes.

O ciclo PDCA é amplamente empregado em áreas como gestão da qualidade,


produção e desenvolvimento organizacional, sendo um elemento essencial para instituições
que buscam excelência operacional e adaptação a um ambiente dinâmico. Sua simplicidade
e eficácia tornam-no aplicável em diferentes escalas, desde a melhoria de processos internos
até a implementação de estratégias organizacionais abrangentes.
24

3 TRABALHOS RELACIONADOS

O desenvolvimento de uma pesquisa sólida exige a análise de estudos anteriores


que abordam temas semelhantes ou complementares, fornecendo embasamento técnico e
metodológico. No contexto da eficiência energética, especialmente no âmbito da Marinha,
diversas soluções têm sido estudadas para enfrentar desafios operacionais e explorar
oportunidades de otimização. Trabalhos acadêmicos desempenham um papel fundamental
nesse cenário, contribuindo para a identificação de tecnologias inovadoras, a proposição de
estratégias de gestão energética e a implementação de práticas sustentáveis alinhadas às
necessidades específicas das Organizações Militares (OM). Assim, este capítulo apresenta
uma revisão de pesquisas relevantes que abordam esses aspectos, destacando as principais
abordagens, avanços e desafios enfrentados na área.

O trabalho de Sousa (2014) aborda a aplicação prática das diretrizes da Orga-


nização Marítima Internacional (IMO) voltadas para a eficiência energética de navios
utilizados no apoio às operações offshore de produção de petróleo. O trabalho destaca
a importância da segurança energética no setor naval e a necessidade de mitigação dos
impactos ambientais causados pelo consumo de combustíveis fósseis. O estudo conclui que
a implementação das diretrizes internacionais e a otimização dos processos operacionais são
essenciais para aumentar a eficiência energética dos navios de apoio offshore, resultando
em benefícios ambientais e econômicos.

Em sua monografia, Xavier (2017) discute a eficiência energética e o uso de energias


renováveis como fatores estratégicos para a Segurança, Defesa e Desenvolvimento Nacional
do Brasil. O estudo busca entender como esses elementos impactam a economia, geopolítica
e setor de defesa do país, tomando como estudo de caso a Base Naval do Rio de Janeiro.
Em sua conclusão, o autor destaca a necessidade de políticas nacionais que incentivem a
diversificação da matriz energética e a adoção de práticas de eficiência energética, com
impactos positivos na segurança e estabilidade econômica do país.

Zappelini (2019) trata do desenvolvimento de um plano de gestão da eficiência


energética em navios, atendendo as exigências de códigos e convenções internacionais
como MARPOL (International Convention for the Prevention of Pollution from Ships) e
ISM CODE (International Safety Management Code). O estudo enfatiza as implicações
dessa gestão na redução de custos, economia de combustível, diminuição do desperdício
energético e preservação ambiental.

O estudo de Firmino e Alves (2024) aborda a eficiência energética em instituições


25

públicas de ensino, analisando diferentes abordagens para sua implementação e impacto. A


pesquisa realiza um levantamento de artigos publicados desde 2023 que discutem métodos
de análise, implementação e conscientização sobre eficiência energética, com foco na
aplicação prática dentro das instituições. Esse estudo identificou diferentes estratégias
para a implementação da eficiência energética em instituições de ensino, destacando três
principais abordagens: a conscientização por meio de atividades pedagógicas, a pesquisa
acadêmica voltada para inovações tecnológicas e melhorias na gestão energética, e a
aplicação prática de medidas como a substituição de equipamentos e a otimização de
sistemas.

Os resultados demonstram que tais práticas sustentáveis contribuem significativa-


mente para a redução do consumo de energia e dos custos operacionais, ao mesmo tempo
em que promovem a conscientização dos alunos e funcionários sobre a importância do
uso eficiente da energia. Além disso, as instituições de ensino desempenham um papel
essencial na disseminação do conhecimento sobre sustentabilidade, incentivando a adoção
de práticas que podem ser replicadas em toda a sociedade. Dessa forma, a pesquisa conclui
que a eficiência energética deve ser amplamente incentivada e aplicada nas instituições de
ensino, pois além de reduzir custos e minimizar impactos ambientais, fortalece a educação
ambiental e contribui para um ambiente de aprendizado mais sustentável.

ASPECTOS IDENTIFICADOS A PARTIR DOS TRABALHOS RELACIO-


NADOS

A eficiência energética tem sido amplamente discutida em diversos setores, desde a


operação de navios e infraestrutura militar até a gestão energética em instituições de ensino.
Sousa (2014) analisa a aplicação das diretrizes da Organização Marítima Internacional
para otimizar o consumo de combustível em embarcações offshore, enquanto Xavier (2017)
explora a importância da eficiência energética e das fontes renováveis na segurança e
desenvolvimento nacional. Zappelini (2019) foca na implementação de planos de gestão
energética em navios, destacando impactos ambientais e econômicos. Já Firmino e Alves
(2024) abordam a eficiência energética no contexto educacional, enfatizando estratégias para
reduzir custos e promover sustentabilidade. Esses estudos fornecem uma visão abrangente
sobre as diferentes abordagens e desafios da eficiência energética, servindo como base para
a presente pesquisa.
26

4 METODOLOGIA

Este capítulo detalha a metodologia adotada para conduzir a pesquisa e atingir


os objetivos do estudo. O método utilizado combina abordagens exploratória e descritiva,
integrando análise qualitativa e quantitativa. A pesquisa exploratória busca identificar
e compreender os desafios energéticos enfrentados pelo CIAW, enquanto a abordagem
descritiva permite documentar padrões de consumo energético, custos financeiros e eficácia
das iniciativas implementadas.

• Exploratória: a pesquisa buscará identificar e compreender os desafios energéticos


enfrentados pelo CIAW, explorando possibilidades de inovação e estratégias sustentá-
veis. Este tipo de pesquisa é adequado porque o tema envolve a análise de problemas
complexos e a busca por novas ideias.

• Descritiva: A partir das informações coletadas, serão descritos os padrões de consumo


energético, custos financeiros e a eficácia das medidas já implementadas, como a
usina fotovoltaica e a substituição de equipamentos. Essa etapa ajudará a mapear o
cenário atual e estabelecer as bases para recomendações futuras.

Para garantir um monitoramento eficiente da eficiência energética no CIAW,


serão utilizados indicadores estratégicos. Esses indicadores permitirão uma visão integrada
do desempenho energético e financeiro, possibilitando um acompanhamento contínuo
das metas e resultados do projeto. A definição desses indicadores segue as diretrizes da
publicação interna (SGM-107 9ª REV), garantindo alinhamento com as normativas da
MB.

Consumo energético por unidade funcional (kWh/unidade)

• Mede o consumo de energia em em relação ao tempo (mensal).

• Objetivo: Identificar maior consumo po mês e direcionar ações de eficiência energética.

Custo energético por unidade funcional (R$/unidade)

• Relaciona o custo financeiro do consumo energético com as unidades funcionais.

• Objetivo: Avaliar o impacto financeiro das práticas implementadas e calcular econo-


mias.
27

Retorno sobre investimento energético (ROI, em meses ou anos)

• Mede o tempo necessário para que as economias geradas cubram o custo dos investi-
mentos realizados.

• Fórmula: ROI = ( Economia Anual Gerada / InvestimentoTotal ) /100

• Objetivo: Avaliar a viabilidade financeira das soluções adotadas.

Para embasar a análise e fundamentar as recomendações propostas, a pesquisa


adotará um processo estruturado de coleta de dados, compreendendo as seguintes etapas:

1. Análise documental: exame detalhado de relatórios históricos de consumo energético,


faturas de energia e registros administrativos do CIAW, a fim de compreender a
evolução dos custos e identificar padrões de desperdício ou ineficiência;

2. Entrevistas e observação direta: levantamento de informações junto aos responsáveis


pela gestão de energia no CIAW, permitindo uma avaliação prática dos desafios
operacionais e das estratégias já implementadas; e

3. Estudos comparativos: pesquisa de boas práticas adotadas em outras organizações


militares e civis com estrutura semelhante, analisando casos de sucesso e possibilidades
de replicação no CIAW.

Essa abordagem permitirá levantar dados relevantes para a compreensão do


problema, fornecendo subsídios para a análise e a formulação das soluções propostas.

O método de abordagem utilizado será o indutivo, complementado por elementos


do método dedutivo quando necessário.

• Indutivo: A pesquisa partirá da análise de dados específicos, como padrões de


consumo energético, custos financeiros e eficácia das iniciativas já implementadas,
para formular generalizações e propostas de soluções. Esse método é adequado porque
se baseia em observações práticas e empíricas para construir conhecimento aplicável.

• Dedutivo (complementar): Uma vez identificadas as possibilidades de intervenção,


teorias e práticas já consolidadas na área de eficiência energética serão utilizadas
para validar e fundamentar as recomendações específicas ao CIAW.
28

Este estudo propõe a criação e aplicação de um modelo de eficiência energética


baseado no ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act), estruturado para atender às especifi-
cidades do CIAW. O modelo será desenvolvido a partir da adaptação do PDCA à realidade
operacional da instituição, organizando ações de planejamento, execução, verificação e
ajustes contínuos. Essa abordagem permitirá a implementação estruturada de práticas
sustentáveis de gestão energética no CIAW.

Além disso, a pesquisa será conduzida por meio de métodos científicos de coleta e
análise de dados, visando embasar tecnicamente as propostas de melhoria.

Figura 4.1 – Ciclo PDCA

Fonte: Martins (2025).


29

Planejamento (Plan)

Nesta fase, são identificadas e analisadas as oportunidades de melhoria no consumo


energético do CIAW, considerando um levantamento bibliográfico e dados operacionais
fornecidos pelo CIAW e pela Base Naval da Ilha das Cobras (BNIC). As principais
atividades incluem:

• Análise do contexto energético: estudo dos desafios atuais do CIAW, incluindo análise
dos contratos de fornecimento de energia, custos operacionais e histórico de consumo.

• Definição de indicadores-chave: Estabelecimento de métricas para monitoramento do


consumo energético e financeiro, como o consumo por unidade funcional e o retorno
sobre investimento (ROI).

• Elaboração de metas estratégicas: Determinação de objetivos específicos, como a


redução do desperdício energético em 30% e a redução dos custos financeiros em
40% no prazo de cinco anos.

“O planejamento eficaz é essencial para identificar oportunidades de melhoria e


estabelecer metas mensuráveis” (DEMING, 1986).

Execução (Do)

A etapa de execução corresponde à implementação das ações planejadas, conforme


diretrizes técnicas e operacionais. As iniciativas incluem:

• Modernização da infraestrutura energética: substituição de equipamentos obsoletos


por modelos mais eficientes, priorizando sistemas de iluminação LED e aparelhos de
climatização com tecnologia inverter;

• Implantação de sistemas de monitoramento: instalação de medidores digitais para


acompanhamento em tempo real do consumo energético, permitindo ajustes operaci-
onais para evitar desperdícios; e

• Adoção de práticas sustentáveis: implementação de políticas institucionais para


redução do consumo, incluindo conscientização de usuários e otimização da matriz
energética do CIAW.

As atividades devem ser executadas com base em procedimentos técnicos padroni-


zados e alinhadas às diretrizes da SGM-107 Normas Gerais de Administração (SGM-107,
2024).
30

“A execução é a fase onde as ideias ganham forma e os esforços são direcionados


para mudanças práticas” (JURAN, 1988).

Verificação (Check)

Esta etapa envolve a análise dos impactos das ações implementadas, assegurando
que os objetivos previamente estabelecidos estão sendo alcançados. O processo inclui:

• Monitoramento contínuo do consumo energético: avaliação dos dados coletados


por meio de medidores digitais e registros operacionais, identificando tendências
de consumo e oportunidades de melhoria. Exemplo: monitoramento do consumo
energético mensal (kWh/unidade funcional);

• Comparação de custos antes e depois das intervenções: Análise detalhada das faturas
de energia, verificando a efetividade das ações implementadas; e

• Cálculo do retorno sobre investimento (ROI): determinação do tempo necessário


para que os investimentos realizados sejam compensados pelas economias geradas,
garantindo a viabilidade financeira das iniciativas adotadas.

“O processo de verificação garante que os resultados obtidos estão alinhados com


os objetivos estabelecidos e orienta ajustes necessários” (CAMPOS, 1992).

Ação Corretiva (Act)

Com base nos resultados da verificação, esta fase consiste na adoção de medidas
corretivas para otimizar continuamente as práticas de eficiência energética. As ações
incluem:

• Revisão das estratégias adotadas: ajuste dos processos operacionais com base nos
dados obtidos, garantindo maior alinhamento com as metas do projeto;

• Formulação de novas recomendações para longo prazo: desenvolvimento de diretrizes


estratégicas para aprimorar a gestão da eficiência energética no CIAW; e

• Compartilhamento de boas práticas: divulgação dos resultados e aprendizados obtidos


para outras organizações militares, permitindo a replicação das iniciativas de sucesso.

“A fase de ação é essencial para consolidar melhorias e promover aprendizado


organizacional” (DEMING, 1986).
31

AVALIAÇÃO DA EFETIVIDADE DO MODELO

Para avaliar a efetividade do modelo proposto utilizando o ciclo PDCA, será


realizada uma análise comparativa do consumo energético. Essa análise considerará os
dados de consumo do ano anterior, quando ainda não havia implementação do modelo,
e os dados após a execução de todas as ações e atividades planejadas. Essa abordagem
permitirá verificar se houve melhoria significativa na eficiência energética, quantificar a
economia obtida e identificar eventuais ajustes necessários.
32

5 APLICAÇÃO DO MODELO PROPOSTO

Este capítulo apresenta a aplicação do modelo PDCA de eficiência energética


baseado no ciclo PDCA no CIAW, detalhando as ações realizadas em cada etapa do ciclo.
O objetivo é demonstrar como as etapas do modelo foram implementadas, evidenciar os
impactos gerados e identificar oportunidades de melhoria contínua. A implementação do
modelo seguiu as quatro fases do ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act), conforme detalhado
a seguir.

5.1 PLANEJAMENTO (PLAN )

Conforme o modelo proposto foram executadas as seguintes tarefas:

• Verificação dos documentos históricos do CIAW referente a ações implementadas para


reduzir custos com energia elétrica e otimizar o consumo em unidades consumidoras.

• Implantação de novas tecnologias voltadas para eficiência energética e fontes renová-


veis, como previsto na Portaria nº 120/MB (Marinha do Brasil, 2020)

• Promoção de mudanças sustentáveis no uso de energia elétrica por meio de critérios


técnicos e econômicos claros.

Nas subseções a seguir, são apresentados os itens que devem ser resolvidos:

5.1.1 Documentos históricos

O CIAW participou do Programa de Eficiência Energética (PEE) - 5ª Chamadas


Públicas de Projetos (CPP) , que teve seu edital publicado em 13/07/2018), sendo
contemplado através do projeto do Arsenal da Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) em
2019 a qual realizou ações nas organizações militares apoiadas como por exemplo:

As principais ações registradas nesses projetos incluíram:

• Substituição de 9.938 lâmpadas de tecnologia luorescente, vapor misto e vapor de


sódio por lâmpadas LED.

• Substituição de 39 aparelhos de refrigeração por equipamentos mais eficientes com a


tecnologia “Inverter”.
33

• Substituição de 1 motor de 250 cv por um modelo mais eficiente com a inclusão de 1


inversor de frequência para o novo motor.

De acordo com Light (2018), foi investido um total de R$ 2.982.402,30 durante a


5ª Chamada Pública de Projetos (CPP) no AMRJ. Posteriormente, em abril de 2019, foi
lançada a 6ª CPP (LIGHT, 2019), na qual o AMRJ submeteu um projeto de eficiência
energética desenvolvido em parceria com a empresa AMBIO. Esse projeto contemplou
a substituição de equipamentos e a modernização da infraestrutura elétrica, visando a
redução do consumo energético nas organizações militares apoiadas.

No âmbito dessa iniciativa, o CIAW foi beneficiado com a instalação de 611 lâm-
padas LED e a substituição de 70 aparelhos de ar-condicionado de janela por modelos com
tecnologia Inverter, entregues ao longo de 2024. A adoção da tecnologia Inverter propor-
ciona ganhos expressivos de eficiência energética, com estudos indicando uma economia
entre 30% e 60% em comparação aos modelos convencionais, dependendo de fatores como
eficiência do equipamento, tempo de uso e ambiente de instalação (TECHTUDO, 2023).
Essa modernização representa um avanço significativo na redução do consumo e dos custos
energéticos do CIAW, contribuindo diretamente para a otimização do uso de recursos e a
sustentabilidade da unidade, podendo influenciar na resposta da QP2.

A Base Naval da Ilha das Cobras (BNIC) foi oficialmente ativada em 7 de de-
zembro de 2020, durante uma cerimônia realizada no AMRJ. A BNIC assumiu diversas
funções de apoio operacional ao CIAW e outras organizações militares, incluindo o forneci-
mento de energia elétrica por meio de cabos submarinos, o que reforça a necessidade de
aprimoramento contínuo da infraestrutura energética.

Diante desse contexto, a Light se apresenta como uma potencial parceira estratégica
para a implementação de novas tecnologias e projetos de eficiência energética, por meio
de programas como o Programa de Eficiência Energética (PEE), regulamentado pela
Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O PEE tem como principal objetivo
promover o uso eficiente da energia elétrica em todos os setores da economia, incentivando
a modernização e a adoção de práticas sustentáveis.

Apesar desses avanços, as iniciativas implementadas até o momento não são


suficientes para garantir a eficiência energética ideal no CIAW, evidenciando a necessidade
de uma abordagem mais estruturada e contínua. Nesse sentido, a adoção do modelo PDCA
se mostra essencial, permitindo uma gestão sistemática e aprimoramento contínuo das
práticas de eficiência energética na instituição.
34

5.1.2 Fontes de desperdício e ineficiências atuais

Uma questão fundamental a ser abordada na fase de planejamento, conforme QP1.,


é a identificação das principais fontes de desperdício e ineficiência energética, possibilitando
a implementação de medidas eficazes para mitigar ou eliminar esses problemas.

A análise de documentos históricos revela que o CIAW já passou por um processo


de modernização na climatização, com a substituição de aparelhos de ar-condicionado
obsoletos por modelos mais eficientes. Essa iniciativa, realizada pela empresa AMBIO
em 2024, representou um avanço significativo na redução do consumo energético. No
entanto, ainda há unidades de ar-condicionado de janela com tecnologia ultrapassada, que
demandam substituição para garantir maior eficiência energética.

Contudo, apenas a troca dos equipamentos não é suficiente para reduzir significa-
tivamente os custos com energia elétrica. A temperatura ideal para ambientes climatizados
em edificações comerciais ou residenciais deve permanecer entre 23°C e 26°C durante o
verão, com umidade relativa do ar variando entre 40% e 60% (INMETRO, 2020; ASHRAE,
2021). Essa faixa térmica é considerada confortável para a maioria das pessoas e contribui
para a eficiência energética, auxiliando diretamente na QP3..

Além disso, o fornecimento de energia elétrica para o CIAW ocorre por meio de
um cabo submarino, que conecta a unidade à Base Naval da Ilha das Cobras (BNIC).
No entanto, a infraestrutura elétrica da estação de entrada na ilha encontra-se obsoleta,
representando um fator crítico de ineficiência energética. Entre os principais problemas
identificados, que se enquadram para responder à QP1., destacam-se:

1. Problemas nos Bornes de Chegada de Energia

• Folgas ou conexões frouxas: Resultam em mau contato, aquecimento excessivo e


aumento das perdas resistivas.

• Oxidação ou corrosão: Aumentam a resistência elétrica, reduzindo a eficiência da


transferência de energia.

2. Transformadores Antigos e Ineficientes

• Perdas no núcleo magnético: Transformadores antigos podem consumir mais


energia mesmo sem carga.

• Superaquecimento: Equipamentos desgastados podem operar fora dos limites


ideais, aumentando o consumo.
35

3. Fiação e Cabeamento Obsoletos

• Condutores subdimensionados: Geram perdas por efeito Joule (aquecimento),


resultando em energia desperdiçada.

• Isolação desgastada: Pode causar fugas de corrente, além de representar um risco


à segurança.

4. Equipamentos de Medição e Proteção Antigos

• Medidores imprecisos: Podem subestimar ou superestimar o consumo, levando a


cobranças incorretas.

• Disjuntores obsoletos: Demoram mais para atuar, causando ineficiências e riscos


de sobrecarga.

5. Problemas na Gestão da Demanda

• Picos de consumo: A falta de monitoramento pode levar a penalidades contratuais


por ultrapassagem de demanda máxima.

• Falta de sistemas automáticos: Equipamentos antigos podem não ajustar a


demanda automaticamente, resultando em desperdício.

6. Equipamentos com Baixa Eficiência Energética

• Motores elétricos antigos: Consomem mais energia em comparação com modelos


modernos de alto rendimento.

• Iluminação ineficiente: Uso de lâmpadas de baixa eficiência (como fluorescentes


ou incandescentes) aumenta os gastos.

7. Falta de Manutenção Preventiva

• Componentes desgastados ou fora de especificação: A ausência de inspeções


regulares pode permitir que pequenos problemas se agravem.

• Desalinhamento de sistemas: Sistemas mal ajustados operam com maior consumo.


36

5.1.3 Acordos de cooperação

Um termo de compromisso foi firmado entre as empresas ICTSI Rio Brasil Terminal
1 S.A., Multi-Rio Operações Portuárias S/A e o CIAW para a implantação de uma Usina
Solar Fotovoltaica no CIAW. A celebração desse acordo ocorreu em razão dos constantes
rompimentos na rede de energia submersa que conecta o CIAW à BNIC, afetando a
estabilidade no fornecimento elétrico da unidade. Como medida compensatória, as empresas
ICTSI Rio Brasil Terminal 1 S.A. e Multi-Rio Operações Portuárias S/A realizaram, no
final de 2024, a instalação de painéis solares no CIAW, conforme detalhado no Anexo A.

A energia solar apresenta diversas vantagens e desvantagens que devem ser consi-
deradas ao avaliar sua implementação (MUNDO EDUCAÇÃO, 2025).

Vantagens:

• Fonte Renovável e Inesgotável: A energia solar é uma fonte limpa que não se
esgota, contribuindo para a redução da dependência de combustíveis fósseis.

• Redução de Custos Energéticos: A instalação de sistemas solares pode diminuir


significativamente as despesas com eletricidade.

• Baixa Manutenção: Os sistemas de energia solar requerem pouca manutenção


após a instalação.

• Sustentabilidade Ambiental: A utilização da energia solar reduz a emissão de


gases de efeito estufa, contribuindo para a preservação ambiental.

Desvantagens:

• Investimento Inicial Elevado: Os custos de instalação podem ser altos, embora


sejam compensados ao longo do tempo pela economia gerada.

• Dependência das Condições Climáticas: A eficiência dos sistemas solares pode


ser afetada por dias nublados ou chuvosos.

• Necessidade de Espaço: A instalação de painéis solares requer espaço adequado,


o que pode ser um desafio em áreas urbanas densas.

Considerando as informações detalhadas no Anexo A e os benefícios projetados


para o futuro, o CIAW, como Organização Militar (OM), dispõe de uma área total de 49.950
m2, sendo 31.858,05 m2 de área construída. Essa infraestrutura possibilita a expansão da
37

capacidade de geração solar, permitindo a duplicação do número de painéis fotovoltaicos e,


consequentemente, uma redução significativa no consumo de energia elétrica, aumentando
a eficiência e a sustentabilidade da unidade.

5.1.4 Mercado livre de energia renovável

A MB tem acompanhado com interesse as oportunidades oferecidas pelo mercado


livre de energia renovável, visando a redução de custos operacionais e a ampliação do uso
de fontes sustentáveis. Desde 1º de janeiro de 2020, a BNRJ tornou-se a primeira OM
das Forças Armadas Brasileiras a ingressar no mercado livre de energia, permitindo que
grandes consumidores escolham seus fornecedores de energia (MARINHA DO BRASIL,
2025).

O CIAW, por ser apoiado pela BNIC, poderá acessar o mercado livre de energia
renovável por meio da Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON). A EMGE-
PRON firmou contratos licitatórios com cinco empresas, viabilizando uma economia de até
40% nos custos de energia, além de garantir o fornecimento a partir de fontes renováveis,
conforme (INSIGHTNET, 2025).

Além disso, o Anexo B, apresenta uma cartilha elaborada pela pela Diretoria
Industrial da Marinha (DIM), contendo medidas práticas e acessíveis para auxiliar as OM
da MB na melhoria da gestão da eficiência energética. Essas diretrizes visam otimizar
o consumo, reduzir desperdícios e diminuir os gastos com energia elétrica, promovendo
maior sustentabilidade nas operações militares.

5.2 EXECUÇÃO(DO)

Na execução iremos ver as ações planejadas podem ser implementadas no CIAW


com objetivo de melhorias:

5.2.1 Documentos históricos (execução)

Na análise dos documentos históricos, identificou-se a possibilidade de participação


no Programa de Eficiência Energética (PEE), por meio das Chamadas Públicas de Projetos
(CPP). Esse programa pode ser utilizado como um mecanismo estratégico para responder
à QP1., viabilizar a implantação das ações descritas na QP2. e solucionar os desafios da
QP3.. Para que uma OM possa participar da Chamada Pública de Projetos (CPP) da
Light, é necessário seguir os seguintes passos:

1. Verificar Elegibilidade: verificar os critérios estabelecidos no edital da Chamada


Pública de Projetos (CPP) da Light. As propostas devem ser apresentadas por
38

Empresas Especializadas em Conservação de Energia (ESCOs) ou empresas de


engenharia qualificadas. Organizações Militares (OMs) que desejam participar devem
estabelecer parcerias com Empresas Especializadas em Conservação de Energia
(ESCOs) ou empresas de engenharia, pois estas serão as proponentes formais do
projeto.

2. Estabelecer Parceria: identificar e selecionar uma Empresa Especializada em Conser-


vação de Energia (ESCO) ou empresa de engenharia com experiência em projetos de
eficiência energética. Formalizar uma parceria ou acordo de cooperação, detalhando
as responsabilidades de cada parte na elaboração e execução do projeto.

3. Desenvolver a Proposta do Projeto: em conjunto com a empresa parceira, elaborar


uma proposta que atenda aos critérios e objetivos estabelecidos no edital da Cha-
mada Pública de Projetos (CPP). Certifique-se de que a proposta inclua todas as
informações técnicas, financeiras e operacionais necessárias.

4. Submissão da Proposta: a empresa parceira (Empresa Especializada em Conservação


de Energia - ESCO ou empresa de engenharia) será responsável por submeter a
proposta através do portal oficial da Chamada Pública de Projetos (CPP) da Light,
dentro dos prazos estipulados no edital.

5. Acompanhar o Processo Seletivo: monitorar, em conjunto com a empresa parceira, as


etapas de avaliação e seleção das propostas. Estar disponível para fornecer informações
adicionais ou esclarecimentos que possam ser solicitados durante o processo.

6. Execução do Projeto: após a aprovação, colaborar ativamente na implementação do


projeto, conforme o plano estabelecido na proposta. Assegurar o cumprimento de
todas as obrigações contratuais e regulatórias associadas ao projeto.

Seguindo esses passos, uma OM poderá participar de forma eficaz da Chamada


Pública de Projetos (CPP) da Light, contribuindo para iniciativas de eficiência energética
e sustentabilidade.

Além da Light, outras concessionárias de energia elétrica no estado do Rio de


Janeiro promovem programas semelhantes à Chamada Pública de Projetos (CPP) para
incentivar a eficiência energética. A Enel Distribuição Rio, por exemplo, realiza Chamadas
Públicas de Projetos de Eficiência Energética, alinhadas aos requisitos estabelecidos pela
Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Essas iniciativas visam selecionar projetos
que promovam o uso consciente e eficiente da energia elétrica nas áreas de concessão da
Enel no Rio de Janeiro (ENEL, 2025).
39

5.2.2 Fontes de desperdicio e ineficiencias atuais

Com o objetivo de reduzir o consumo energético, recomenda-se manter os aparelhos


de ar-condicionado regulados a 23ºC, divulgando essa diretriz no Plano do Dia e em reuniões
internas, enfatizando os benefícios dessa prática. Além disso, o eletricista de serviço deve
realizar inspeções periódicas para garantir que os equipamentos estejam operando de
forma eficiente. Paralelamente, é necessário dar continuidade ao plano de substituição dos
aparelhos de ar-condicionado de janela, priorizando modelos com tecnologia mais eficiente.

No que se refere à entrada de energia elétrica pela estação elétrica do CIAW,


foram identificadas deficiências estruturais que demandam correções. Para mitigar esses
problemas, recomenda-se a adoção das seguintes soluções técnicas:

1. Inspeções periódicas para identificar e corrigir problemas em conexões, bornes e


equipamentos.

2. Substituição de transformadores e cabos antigos por modelos mais eficientes e


adequados à carga atual.

3. Instalação de medidores digitais modernos para monitoramento em tempo real do


consumo.

4. Atualização do sistema de iluminação para tecnologias LED.

5. Capacitação da equipe técnica em práticas de manutenção preventiva e eficiência


energética.

6. Implementação de um sistema de gerenciamento de energia para monitorar e ajustar


a demanda.

Essas medidas podem reduzir perdas, melhorar a eficiência e contribuir para


a sustentabilidade energética do CIAW. Além disso, podem ser implementadas para
manutenção preventiva em parceria com a BNIC por meio de licitação. ]

5.2.3 Mercado livre de energia renovável (execução)

A Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON) atua como representante


da Marinha do Brasil na condução de processos licitatórios para a aquisição de energia
elétrica no Mercado Livre. Um exemplo é o Pregão Eletrônico N.º 90026/2024, e teve
como objetivo contratar empresas para fornecer energia elétrica na modalidade varejista
no Ambiente de Contratação Livre (ACL) e realizar adequações no Sistema de Medição
para Faturamento (SMF) para unidades de consumo da Marinha do Brasil.
40

Organizações Militares (OM) que desejarem podem utilizar a Emgepron para


elaboração de licitação ou adesão a licitações já prontificadas desde que o escopo possa
enquadrar as necessidades da OM.

5.3 VERIFICAÇÃO (CHECK)

No âmbito da verificação (Check) deverá ser feito a verificação das ações imple-
mentadas, tendo em vista, sempre que necessário, a verificação com a conformidade do
planejamento. Essa etapa envolve:

5.3.1 Monitoramento do consumo energético mensal (kWh/unidade funcio-


nal).

Para a realização do monitoramento é necessário que já tenha ocorrido a instalação


de medidores digitais modernos para monitoramento em tempo real do consumo, sendo
anotados em livro de passagem de serviço do eletricista o valor em horário pré estabelecido.

5.3.2 Análise comparativa do consumo energético antes e depois das inter-


venções.

A avaliação do consumo energético antes e depois das intervenções é essencial


para verificar a efetividade das ações implementadas e mensurar os impactos das melhorias
adotadas. Para isso, foi realizada uma análise comparativa entre os anos de 2023 e 2024,
correlacionando os valores de consumo mensal e custo da fatura de energia.

O Quadro 5.1 apresenta os dados de consumo energético do CIAW em 2023, que


servem como linha de base, ou seja, um período de referência antes da implementação
das medidas de eficiência energética. Nesse ano, o consumo ocorreu sem intervenções
significativas, refletindo o cenário anterior ao modelo PDCA e às melhorias na gestão da
energia elétrica.
41

Quadro 5.1 – Consumo de kWh em 2023 pelo CIAW

Mês Consumo (kWh) Valor da Fatura (R$)


JANEIRO 163.200 130.498,06
FEVEREIRO 147.406 117.623,23
MARÇO 168.197 134.494,24
ABRIL 163.000 130.150,00
MAIO 157.760 140.648,29
JUNHO 147.400 135.025,23
JULHO 54.300 48.699,49
AGOSTO 92.300 85.347,98
SETEMBRO 96.400 87.243,03
OUTUBRO 128.600 116.914,01
NOVEMBRO 145.800 130.933,54
DEZEMBRO 158.800 142.742,55
TOTAL 1.623.163 1.400.319,65

Fonte: Elaborado pelo autor.

Já o Quadro 5.2 apresenta os dados de 2024, ano em que foram implementadas


ações estratégicas de eficiência energética. A partir de junho de 2024, teve início a instalação
de novos aparelhos de ar-condicionado com tecnologia Inverter, substituindo equipamentos
obsoletos. Além disso, nos meses de novembro e dezembro, foi firmado um contrato com a
EMGEPRON para a adesão ao Mercado Livre de Energia, possibilitando maior controle
sobre os custos e a otimização do fornecimento elétrico.

Quadro 5.2 – Consumo de kWh em 2024 pelo CIAW

Mês Consumo (kWh) Valor da Fatura (R$)


JANEIRO 127.645 140.043,20
FEVEREIRO 137.275 133.582,20
MARÇO 132.170 164.251,10
ABRIL 123.148 142.597,35
MAIO 104.395 149.433,55
JUNHO 98.138 104.990,68
JULHO 43.968 77.746,28
AGOSTO 70.110 103.359,29
SETEMBRO 80.577 105.616,97
OUTUBRO 68.571 114.291,97
NOVEMBRO 67.314 51.512,34
DEZEMBRO 12.868 43.404,14
TOTAL 1.066.179 1.330.829,07

Fonte: Elaborado pelo autor.


42

5.3.3 Análise do retorno sobre investimento (ROI) das ações realizadas.

A análise do retorno sobre investimento (ROI) das ações implementadas no


CIAW é essencial para avaliar a eficácia das medidas de eficiência energética adotadas. O
ROI permite quantificar o tempo necessário para que os investimentos realizados sejam
compensados pelas economias geradas na conta de energia elétrica.

ROI=(Economia Anual Gerada / Investimento Total)×100

Tendo em vista que a ampliação das placas solares no mesmo valor já realizado
existe a possibilidade de duplicar a quantidade de placas e utilizar os valores economizados
para o pagamento gradativo do investimento.

5.4 ANÁLISE DOS RESULTADOS

A fim de responder a QP1., Quais são as fontes de desperdício e ineficiências


atuais foi implementado as seguintes oportunidades:

Na parte de metodologia foi realizado a analise das principais fontes de desperdicio


com enfase em: inspeções periódicas para identificar e corrigir problemas em conexões,
bornes e equipamentos, substituição de transformadores e cabos antigos por modelos
mais eficientes e adequados à carga atual, instalação de medidores digitais modernos para
monitoramento em tempo real do consumo, atualização do sistema de iluminação para
tecnologias LED, capacitação da equipe técnica em práticas de manutenção preventiva
e eficiência energética, implementação de um sistema de gerenciamento de energia para
monitorar e ajustar a demanda.

Na parte de ares condicionados realizando a troca dos que possuem tecnolôgia


mais antiga por ares mais econômicos e eficientes.

A fim de responder a QP2., Quais novas tecnologias e práticas sustentáveis


emergentes podem ser utilizadas para otimizar o consumo energético e reduzir custos
financeiros do CIAW foi implementado as seguintes oportunidades:

Substituição de Equipamentos de Iluminação – trocada de lâmpadas convencionais


por modelos mais eficientes, reduzindo o consumo de energia elétrica e aumentando a
durabilidade dos dispositivos.

Uso de Sistemas de Monitoramento de Consumo – A implementação de um sistema


de medição e acompanhamento do uso de energia permite identificar padrões de consumo
e oportunidades de economia.
43

Adoção de Práticas de Gestão Energética – A conscientização dos usuários e a


implementação de rotinas mais eficientes no uso dos equipamentos ajuda a minimizar
desperdícios.

Aprimoramento de Infraestrutura – Melhorias estruturais pode ser realizadas para


otimizar a utilização de energia, tornando os ambientes mais eficientes.

Essas ações são fundamentais para reduzir os custos financeiros relacionados


ao consumo de energia no CIAW, promovendo maior eficiência e sustentabilidade nas
operações.

Demonstrativo dos fatos descritos:

Figura 5.1 – Consumo do CIAW em kWh

A figura acima demonstra a redução do consumo energético do CIAW em 2024


comparando com o ano de 2023.
44

Quadro 5.3 – Percentual de economia em kWh

Mês %
JANEIRO 21,79
FEVEREIRO 6,87
MARÇO 21,42
ABRIL 24,45
MAIO 33,83
JUNHO 33,42
JULHO 19,03
AGOSTO 24,04
SETEMBRO 16,41
OUTUBRO 46,68
NOVEMBRO 53,83
DEZEMBRO 91,90
TOTAL 34,31

Fonte: Elaborado pelo autor.

Com base nos dados temos o Quadro 5.3 que demonstra o percentual de economia
em kWh no ano de 2024.

Figura 5.2 – Comparativo entre as faturas nos anos de 2023 e 2024

A figura acima demonstra o comparativo entre faturas nos anos de 2023 e 2024.

Com base no planejamento abaixo encontra-se as práticas e políticas de gestão


energética que podem ser implementadas no CIAW para aumentar a redução de desperdícios
45

e melhorar a eficiência financeira, considerando as restrições orçamentárias e a infraestrutura


existente.

1. Substituição de Equipamentos Obsoletos

• O que fazer: Trocar equipamentos antigos, como lâmpadas fluorescentes e aparelhos


de ar-condicionado convencionais, por modelos mais eficientes, como lâmpadas LED
e aparelhos com tecnologia inverter.

• Impacto: Redução imediata no consumo energético com um retorno sobre o investi-


mento (ROI) positivo a médio prazo.

2. Correção de Problemas na Infraestrutura Elétrica

• O que fazer: Realizar manutenções nas conexões elétricas, como bornes de chegada
mal conectados, cabos antigos e isolamentos comprometidos.

• Impacto: Redução das perdas elétricas e dos riscos de interrupção do fornecimento.

3. Instalação de Fontes de Energia Renovável

• O que fazer: Implantar/aumentar sistemas de energia solar fotovoltaica, aprovei-


tando áreas disponíveis para a instalação de painéis solares.

• Impacto: Geração de energia própria, diminuindo a dependência da rede e reduzindo


custos operacionais.

4. Monitoramento e Gestão do Consumo Energético

• O que fazer: Implementar sistemas de medição em tempo real para identificar picos
de consumo e corrigir desperdícios.

• Impacto: Maior controle sobre o uso de energia, facilitando a tomada de decisões


rápidas e eficazes.

5. Capacitação e Conscientização da Equipe

• O que fazer: Promover treinamentos para os responsáveis pela operação e manu-


tenção da infraestrutura, com foco em práticas de eficiência energética.
46

• Impacto: Mudanças comportamentais que reduzem desperdícios, como apagar luzes


em áreas desocupadas e ajustar a temperatura do ar-condicionado.

6. Participação em Programas de Eficiência Energética

• O que fazer: Participar de iniciativas como a Chamada Pública de Projetos (CPP)


da Light ou programas do Programa ENERGIA NAVAL.

• Impacto: Obter financiamento para implementar medidas de eficiência energética


sem comprometer o orçamento disponível.

7. Revisão Contratual para Mercado Livre de Energia

• O que fazer: Migrar para o mercado livre de energia, onde é possível negociar
contratos com fornecedores a preços mais baixos.

• Impacto: Redução de até 20-30% nos custos com energia elétrica.

Essas ações combinam ajustes na infraestrutura, mudanças operacionais e adesão a


programas externos para alcançar a eficiência energética e financeira, mesmo sob restrições
orçamentárias. O plano deve priorizar intervenções de menor custo inicial e maior impacto
imediato, como a troca de equipamentos e correções na infraestrutura.
47

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este trabalho apresentou um modelo de eficiência energética para identificar,


analisar e propor orientações voltadas à eficiência energética no Centro de Instrução
Almirante Wandenkolk (CIAW). A análise revelou desafios significativos relacionados à
infraestrutura antiga, como bornes mal conectados, transformadores ineficientes e sistemas
de iluminação obsoletos, que contribuem para perdas energéticas e custos elevados.

A aplicação do modelo proposto baseado no ciclo PDCA (Planejar, Fazer, Verificar


e Agir) demonstrou ser eficaz para implementar práticas sustentáveis e inovadoras. A
substituição de equipamentos por modelos mais eficientes, a instalação de sistemas de
monitoramento em tempo real e a adesão ao mercado livre de energia foram algumas
das iniciativas destacadas que possibilitaram redução de custos e maior controle sobre o
consumo energético.

Além disso, a integração de fontes renováveis, como a energia solar, foi um ponto
central para garantir a sustentabilidade das operações do CIAW. A parceria com programas
como a Chamada Pública de Projetos (CPP) da Light mostrou-se essencial para viabilizar
investimentos, considerando as limitações orçamentárias.

Este estudo também sugere a exploração de temas para trabalhos futuros, como:

Avaliação da viabilidade de ampliar a geração de energia renovável em outras


organizações militares;

Desenvolvimento de sistemas de monitoramento automatizado integrados à Internet


das Coisas (IoT) para otimizar o consumo energético em tempo real;

Estudos comparativos entre diferentes modelos de mercado livre de energia para


identificar o mais vantajoso para a Marinha;

Análise do impacto da capacitação em eficiência energética na redução do consumo


em organizações militares.

Trabalhos Futuros com Aplicações de Tecnologias de Inteligência Arti-


ficial no CIAW

Com base nos resultados apresentados neste estudo, é evidente que há um amplo
campo de possibilidades para expandir e aprimorar as ações relacionadas à eficiência
48

energética e à sustentabilidade no Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW).


Como uma instalação militar localizada em uma ilha, o CIAW enfrenta desafios únicos,
como o alto custo do fornecimento de energia, a dependência de infraestrutura submarina e
a necessidade de garantir operações contínuas e confiáveis para atender às suas atividades
de formação de militares. Nesse contexto, a aplicação de tecnologias de inteligência artificial
(IA) pode desempenhar um papel transformador, contribuindo significativamente para a
otimização de recursos, a modernização de operações e a redução de custos.

Um dos pontos que podem ser explorados é o monitoramento e otimização de


consumo energético. O uso de soluções como o Google DeepMind, que já demonstrou
reduzir o consumo de energia em data centers em mais de 40%, pode ser adaptado para o
CIAW. Essa tecnologia de IA preditiva poderia ser utilizada para identificar padrões de
consumo e antecipar picos de demanda, permitindo o ajuste automático do uso de energia
em diferentes setores, como alojamentos, salas de aula e áreas administrativas. Sistemas
como o Wattsight também seriam relevantes, pois preveem a demanda em tempo real,
possibilitando ao CIAW tomar decisões mais informadas sobre o uso de energia e evitar
penalidades contratuais por ultrapassagem de demanda máxima.

Outro aspecto importante é a predição de demanda e tarifação dinâmica,


que visa reduzir custos durante horários de pico. Soluções como o AutoGrid, que analisam
padrões de consumo e sugerem ajustes no uso de energia, poderiam ser aplicadas às rotinas
operacionais do CIAW, como a redução de carga em horários de maior demanda externa.
Da mesma forma, o Schneider Electric EcoStruxure, com seu enfoque em gerenciamento
energético industrial, poderia ser implementado para monitorar e ajustar o uso de energia
em tempo real, garantindo maior eficiência e economia em áreas críticas, como cozinhas e
laboratórios.

A manutenção preditiva e a gestão de redes elétricas são outro campo de


grande relevância. Dada a dependência do CIAW de cabos submarinos e transformadores
que frequentemente sofrem desgaste, tecnologias como Siemens MindSphere e GE Predix
poderiam prever falhas antes que ocorram, permitindo uma gestão proativa da infraestru-
tura elétrica. Por exemplo, essas plataformas poderiam monitorar continuamente o estado
dos transformadores e identificar sinais de deterioração ou sobrecarga, recomendando ações
corretivas antes que interrupções afetem as operações. Além disso, a manutenção preditiva
ajudaria a reduzir os custos associados a reparos emergenciais, melhorando a confiabilidade
do fornecimento de energia.

A integração de energia renovável e smart grids no CIAW também apresenta


oportunidades significativas. A instalação de sistemas de energia solar, já iniciada com a
implantação de painéis fotovoltaicos na ilha, poderia ser otimizada com o uso de ferramentas
49

como o IBM Watson Energy. Essa plataforma analisa variáveis climáticas para maximizar
a eficiência da geração de energia solar e eólica, garantindo maior aproveitamento das
condições locais. Além disso, o Tibber, uma solução focada em gestão de consumo doméstico,
poderia ser adaptado para gerenciar áreas específicas do CIAW, como dormitórios e
áreas comuns, ajustando automaticamente o consumo de energia para reduzir custos e
desperdícios.

Essas soluções não apenas contribuiriam para a eficiência energética, mas também
reforçariam o compromisso do CIAW com a sustentabilidade ambiental e a inovação
tecnológica. O uso de tecnologias avançadas de IA possibilitaria ao centro se alinhar às
metas globais de redução de emissões de carbono, ao mesmo tempo em que serviria como
modelo para outras organizações militares.

Explorar essas tecnologias e estratégias pode ajudar o CIAW a consolidar seu papel
como um exemplo de modernização e eficiência no setor público e militar. Estudos futuros
poderiam se concentrar na viabilidade técnica e econômica dessas soluções, avaliando seu
impacto no longo prazo, tanto na redução de custos quanto na sustentabilidade operacional
da organização. Assim, o CIAW estaria mais bem preparado para enfrentar os desafios de
um futuro energético sustentável, maximizando o uso de seus recursos e minimizando os
impactos ambientais de suas operações.

Por fim, este estudo reforça a importância de iniciativas contínuas de gestão


energética e conscientização da equipe para consolidar os resultados alcançados. Sugere-se
a ampliação das práticas propostas para outras organizações militares, utilizando o modelo
desenvolvido como referência para alcançar eficiência financeira e ambiental.
REFERÊNCIAS

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Attachments/6/Cartas%205%C2%AA%20CPP_Cadastro%20de%20Reserva%
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Energética. 2019. Documento oficial contendo os projetos aprovados na 6ª CPP
da Light. Acesso em: 10 fev. 2025. Disponível em: <[Link]
GrupoProjetosFinalizados/Attachments/4/Resultado%20Final%206%C2%AA%20CPP.
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Maria, RS, Brasil: [s.n.], 2014. Monografia apresentada ao Curso de Pós-Graduação em
Eficiência Energética Aplicada aos Processos Produtivos da UFSM.

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split, inverter ou de janela? 2023. Acesso em: 15 fev.
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XAVIER, A. T. d. S. Eficiência Energética e Energia Renovável - Fatores


Estratégicos para o Brasil. Rio de Janeiro: Escola Superior de Guerra (ESG), 2017.
61 p. Trabalho de Conclusão de Curso – Monografia apresentada ao Departamento de
Estudos da Escola Superior de Guerra como requisito à obtenção do diploma do Curso de
Altos Estudos de Política e Estratégia (CAEPE).

ZAPPELINI, A. B. Plano de Gestão da Eficiência Energética em Navios. Rio de


Janeiro: [s.n.], 2019. Monografia apresentada como Trabalho de Conclusão de Curso ao
Curso de Aperfeiçoamento para Oficiais de Máquinas como parte dos requisitos para
obtenção do Certificado de Competência Regra III/2 de acordo com a Convenção STCW
78 Emendada.
Anexos
ANEXO A – PROJETO IMPLEMENTAÇÃO DE USINA
SOLAR

Este anexo apresenta o Projeto de Implementação da Usina Solar Foto-


voltaica no Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW), localizado na
Ilha das Enxadas, Rio de Janeiro - RJ. O projeto foi encomendado com o objetivo de
reduzir os custos energéticos da unidade, aumentar a eficiência no consumo de eletricidade
e promover a sustentabilidade dentro da organização militar.

A empresa Elementar Engenharia, especializada em soluções de energia elétrica,


foi contratada para o desenvolvimento técnico, dimensionamento e implementação da
usina. O projeto prevê a instalação de um sistema fotovoltaico com potência de 309,96
kWp, utilizando painéis solares da Jinko Solar e JA Solar, além de inversores da
Growatt.

O planejamento e a execução seguiram as diretrizes da Agência Nacional de


Energia Elétrica (ANEEL) e normas técnicas da ABNT. O estudo incluiu a análise do
consumo energético da unidade, o dimensionamento da usina e a escolha estratégica dos
pontos de conexão para maximizar a eficiência da geração distribuída.

Informações do Projeto:

• Ano de Encomenda: 2023

• Empresa Responsável: Elementar Engenharia

• Responsável Técnico: Sr. Idimar Dias Brandão

• Contato: [Link]@[Link]

• Local de Implementação: Ilha das Enxadas – Rio de Janeiro/RJ

• Potência Instalada: 309,96 kWp

• Painéis Solares: Jinko Solar e JA Solar (540Wp cada)

• Inversores: Growatt MAX75KTL3LV-380V (75.000W)

• Modelo de Conexão: Grid Conectado ao barramento de baixa tensão da subestação


principal do CIAW
O projeto visa não apenas a redução dos custos operacionais com energia elétrica,
mas também a adoção de práticas sustentáveis alinhadas às metas ambientais do setor
público e das Forças Armadas. Com essa implementação, espera-se um significativo retorno
sobre o investimento (ROI), considerando a economia gerada pela autoprodução de energia
e os incentivos regulatórios para a geração distribuída.

As páginas seguintes deste anexo detalham os equipamentos utilizados, o di-


mensionamento da usina, o layout de implantação e os pontos de conexão do sistema
fotovoltaico.
PROJETO IMPLEMENTAÇÃO DE USINA SOLAR
CENTRO DE INSTRUÇÃO ALMIRANTE WANDENKOLK
ILHA DAS ENXADAS - RIO DE JANEIRO / RJ

ELEMENTAR ENGENHARIA
[Link]
DESENVOLVIMENTO TÉCNICO
CLIENTE: CENTRO DE INSTRUÇÃO ALMIRANTE WANDENKOLK
RESPONSÁVEL: SR. IDIMAR DIAS BRANDÃO
CONTATO: 21-99348-6551
E-MAIL: [Link]@[Link]
ENDEREÇO: ILHA DAS ENXADAS – RIO DE JANEIRO/RJ
ATUALIZADO EM: 08/05/2023

APRESENTAÇÃO:

A ELEMENTAR ENGENHARIA atua no ramo de energia elétrica, somos especialistas em estudar, projetar, executar
serviços de campo, gerenciar e prestar serviços de consultoria em eletricidade. Nossas soluções são inteligentes e
personalizadas para atender a sua necessidade.
Nossa visão é nos manter como empresa referência e reconhecida pelo setor industrial brasileiro pela qualidade na
prestação de serviços, consultoria e assessoria em sistema elétrico de potência.

INFORMAÇÕES PRELIMINARES:

O presente documento foi desenvolvido com a utilização de instrumentos e informações mínimas necessárias para a
IMPLANTAÇÃO DA USINA SOLAR FOTOVOLTAICA – 309,96kWp – CENTRO DE INSTRUÇÃO ALMIRANTE WANDENKOLK –
ILHA DAS ENXADAS.
INFORMAÇÕES:

1. APRESENTAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS SOLARES


2. DIMENSIONAMENTO DE USINA
3. LAYOUT DE IMPLANTAÇÃO DE USINA;
4. PONTO DE CONEXÃO DA USINA
1. APRESENTAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS SOLARES
Abaixo segue a apresentação de fabricantes recomendados para esta instalação, serão apresentados fabricantes com mesmo
potencial de qualidade e material de fabricação.

A. PAINÉIS SOLARES
MARCA: JINKO SOLAR
MODELO: JKM540M-72HL4-V
POTÊNCIA: 540Wp
EFICIÊNCIA: 20,94%
TIPO DE MATERIAL: SILÍCIO MONOCRISTALINO
DIMENSÕES: 2274x1134x35mm
PESO: 28,9kg
SOBRE A MARCA:
JinkoSolar Holding Co., Ltd. é o maior fabricante mundial de painéis solares, montando 11,4 GW de módulos em 2018. Sediada
em Xangai, China, a empresa começou como fabricante de semicondutores em 2006 e abriu o capital na Bolsa de Valores de Nova
York em 2010.
A JinkoSolar distribui seus produtos solares e vende para concessionárias, clientes comerciais e residenciais na China, Estados
Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, Chile, África do Sul, Índia, México, Brasil, Emirados Árabes Unidos, Itália, Espanha, França,
Bélgica e outros países e regiões. A JinkoSolar construiu uma cadeia de valor do produto solar verticalmente integrada, com uma
capacidade anual integrada de 9 GW para lingotes e wafers de silício, 5 GW para células solares e 9 GW para módulos solares, em 30
de junho de 2018.

LOGOMARCA:
MARCA: JA SOLAR
MODELO: JAM72S30-540/MR
POTÊNCIA: 540Wp
EFICIÊNCIA: 20,90%
TIPO DE MATERIAL: SILÍCIO MONOCRISTALINO
DIMENSÕES: 2279x1134x35mm
PESO: 28,6kg
SOBRE A MARCA:
A JA Solar Holdings é uma empresa de desenvolvimento solar fundada no distrito de Yangpu, Xangai. Eles projetam,
desenvolvem, fabricam e vendem produtos de células solares e módulos solares e estão sediados na República Popular da China.
A empresa também está envolvida na fabricação e vendas de células solares monocristalinas e multicristalinas. Vende seus
produtos principalmente por meio de uma equipe de vendas e marketing para módulos solares. Fabricantes que montam e integram
suas células solares em módulos e sistemas que convertem a luz solar em eletricidade. Também fabrica uma variedade de módulos
solares padrão e especiais. A JA Solar Holdings também vende seus produtos para clientes na Alemanha, Suécia, Espanha, Coréia do
Sul e Estados Unidos. A empresa foi fundada em 2005 e está sediada em Pequim, na República Popular da China. Em dezembro de
2009, os investidores começaram a perceber a crescente participação de mercado da JA Solar, que foi alimentada por um grande
subsídio do governo chinês.

LOGOMARCA:
B. INVERSORES
MARCA: GROWATT
MODELO: MAX75KTL3LV-380V
POTÊNCIA: 75.000W
FATOR DE POTÊNCIA: +/-0.8 para 1
FAIXA DE TENSÃO: 380/220V
DIMENSÕES (AxLxP): 558x328x273mm
PESO: 32kg
SOBRE A MARCA:
Visando a construção de um futuro verde e sustentável, pioneiros na indústria mundial fotovoltaica, liderados por David
Ding, se uniram em 2011 e fundaram a Growatt. O desejo de que todos se beneficiem da energia sustentável é uma das maiores
inspirações da Equipe Growatt, que trabalha incansavelmente para entregar produtos e serviços de qualidade a clientes em todo o
mundo.
Em uma década, a Growatt cresceu e se tornou líder mundial na oferta de soluções de geração distribuída de energia. Hoje,
a Growatt é a maior fornecedora de inversores residenciais e a maior fornecedora mundial de inversores para armazenamento de
energia próximo ao usuário. Hoje, continuamos avançando, impulsionados pelo desejo de criar um mundo melhor, que
compartilhamos com nossos parceiros ao redor do mundo.

LOGOMARCA:
C. CONECTORES
MARCA: STÄUBLI
MODELO: MACHO – PV-KBT4 / FÊMEA – PV-KST4
TIPO: MC4
TIPO DE CONEXÃO: CRIMPAGEM
FAIXA DE TENSÃO: 1.000V
SOBRE A MARCA:
Stäubli foi fundada em Horgen, Suíça em 1892 como "Schelling & Stäubli" por Rudolph Schelling e Hermann Stäubli como
uma oficina especializada na produção de dobbies. Em 1909, a empresa abriu uma nova fábrica em Faverges, Haute-Savoie, França.
Após a morte de Rudolph Schelling no mesmo ano, a empresa foi renomeada para "Gebrüder Stäubli" ("Stäubli Bros.").
Em 1956, a empresa diversificou sua linha de produtos para a área de hidráulica e pneumática e iniciou a produção de engates de
ação rápida. A divisão Connectors nasceu em 1969, eles adquiriram o produtor alemão de maquinetas Erich Trumpelt (fundado em
1954 em Bayreuth) e mudaram o nome da empresa para "Stäubli & Trumpelt". Em 1982 a empresa diversificou novamente, desta vez
para automação e robótica . Em 1983, eles adquiriram a concorrente francesa Verdol SA e estabeleceram a "Stäubli - Verdol SARL"
em Lyon-Chassieu , França.

LOGOMARCA:
MARCA: WEIDMÜELLER
MODELO: WM4 C
TIPO: MC4
TIPO DE CONEXÃO: CRIMPAGEM
FAIXA DE TENSÃO: 1.000V
LOGOMARCA:

D. CABOS ELÉTRICOS CORRENTE CONTÍNUA / ALTERNADA


MARCA: PRYSMIAN GROUP
MODELO: PRYSUN FOTOVOLTAICO
TENSÃO MÁXIMA: 1,8kV
SESSÃO NOMINAL: 6mm2
SOBRE A MARCA:
É uma empresa italiana com sede em Milão, especializada na produção de cabos para aplicações em energia e
telecomunicações. A empresa está entre as líderes mundiais neste setor. Tornou-se uma empresa de capital aberto no ano de 2007.

LOGOMARCA:
MARCA: CORDEIRO
MODELO: CORTOX SOLAR
TENSÃO MÁXIMA: 0,6/1kV
SESSÃO NOMINAL: 6mm2
SOBRE A MARCA:
A Cordeiro Cabos Elétricos S/A é uma empresa 100% nacional, que oferece uma linha completa de produtos para diferentes
segmentos de mercado desde construção civil, usinas, concessionárias de transmissão de energia até obras de infraestrutura com
certificados de qualidade importantes como o da Petrobrás, Inmetro, indústrias, concessionárias de energia e todas as ISO, que
certificam seu padrão de qualidade. A Cordeiro detém o domínio tecnológico e todo o processo de produção, desde a importação de
catodo de cobre para transformação de vergalhão até o produto final para diversas aplicações. Essa dinâmica permite uma resposta
rápida ao mercado, versatilidade e confiabilidade."

LOGOMARCA:
E. STRING BOX CORRENTE CONTÍNUA
MARCA: CLAMPER
MODELO: SOLAR SB
NÍVEL DE PROTEÇÃO: 40kA
FAIXA DE TENSÃO: 1040V
SOBRE A MARCA:
Fundada em 1991, e com organização 100% brasileira, a CLAMPER é também pioneira em seu segmento no mercado nacional.
Iniciamos nossa trajetória desenvolvendo projetos inteiramente customizados para grandes cias de energia e telecomunicações,
ferroviárias, empresas de mineração e exploração de óleo e gás. Em pouco tempo trouxemos a tecnologia que protege o patrimônio
de grandes indústrias para as gôndolas das lojas de materiais elétrico, possibilitando que todos possam proteger seus equipamentos
eletrônicos com eficiência.

LOGOMARCA:

MARCA: ABB
MODELO: NÃO ESPECIFICADO
NÍVEL DE PROTEÇÃO: 40kA
FAIXA DE TENSÃO: 1040V
SOBRE A MARCA:
ABB é uma empresa multinacional com sede em Zurique, Suíça. A empresa trabalha em tecnologias de
energia e automação. O Grupo ABB resulta da fusão de duas empresas em 1988: a sueca Asea e a suíça Brown,
Boveri & Cie. ABB opera em mais de 100 países e emprega aproximadamente 135.000 pessoas.

LOGOMARCA:
F. ESTRUTURA DE FIXAÇÃO
MARCA: SOLAR GROUP
MODELO: SMART
MATERIAL: PERFIS DE ALUMÍNIO / PARAFUSOS E FIXADORES EM INOX
TIPO DE ESTRUTURA: TELHADO CERÂMICO
TAMANHO: 4,80m
SOBRE A MARCA:
Somos especializados em estruturas de fixação para telhados e lajes. Nossos produtos foram adequados para a realidade dos
telhados brasileiros, passando por um processo de tropicalização; Nossa engenharia ouve as dificuldades encontradas pelos
instaladores e, através de pesquisa e desenvolvimento, cria soluções para resolvê-las; Nossas estruturas foram dimensionadas para
atender a todo o território nacional, considerando diferentes isopletas de ventos e regiões de alta salinidade.

LOGOMARCA:

MARCA: SSM SOLAR


MODELO: TC001
MATERIAL: PERFIS DE ALUMÍNIO / PARAFUSOS E FIXADORES EM INOX
TIPO DE ESTRUTURA: TELHADO CERÂMICO
TAMANHO: 4,80m
SOBRE A MARCA:
O Grupo SSM Solar do Brasil, atuando no Mercosul desde 2011, onde projetamos, fabricamos e distribuímos estruturas de fixação
para sistemas fotovoltaicos. Sempre trabalhando com inovação, alto desempenho, qualidade e agilidade visando o desenvolvimento
tecnológico da indústria brasileira. Nossos produtos estão presentes em todos os países da América Latina, somos a empresa do setor
que mais cresce no mercado nacional desde 2011. Até 2022, atingiremos a marca de 650MWp em estruturas metálicas para energias
renováveis em todo Mercosul.

LOGOMARCA:
2. DIMENSIONAMENTO DE USINA

2.1. PRÉDIO 01: ALOJAMENTO DE CABOS / OFICINA / SUBESTAÇÃO PRINCIPAL

POTÊNCIA INSTALADA 158,76kWp


QUANTIDADE DE PAINÉIS JINKO JKM540 294
STRINGBOX CORRENTE CONTÍNUA 1
STRINGBOX CORRENTE ALTERNADA 1
ESTRUTURA DE FIXAÇÃO TELHADO CERÂMICO – TRILHO 4,80m 74
CABO SOLAR FLEX PRYSUN – PRETO/VERMELHO – 6,00mm2 1.590m / 1590m
INVERSOR SOLAR – GROWATT 75kW 2
AUTOTRAFO 160kVA - 380/220V 1
CABO FLEX EPR 90º 0,6/1,0kV - 95mm2 – PRETO 90m
CABO FLEX EPR 90º 0,6/1,0kV - 95mm2 – AZUL 30m
CABO FLEX 750V - 50mm2 – VERDE 30m
CABO FLEX EPR 90º 0,6/1,0kV - 70mm2 – PRETO 60m
CABO FLEX EPR 90º 0,6/1,0kV - 70mm2 – AZUL 60m
CABO FLEX 750V - 70mm2 – VERDE 10m
TERMINAL DE COMPRESSÃO 95mm2 10
TERMINAL DE COMPRESSÃO 70mm2 20
TERMINAL DE COMPRESSÃO 50mm2 2
CONECTOR MC4 60
ELETRODUTOS E CONEXÕES 3” – PRETO – 3M 20
ABRAÇADEIRA TIPO COPO 3” 20
2.2. PRÉDIO 02: ALOJAMENTO FEMININO

POTÊNCIA INSTALADA 151,2kWp


QUANTIDADE DE PAINÉIS JINKO JKM540 280
STRINGBOX CORRENTE CONTÍNUA 1
STRINGBOX CORRENTE ALTERNADA 1
ESTRUTURA DE FIXAÇÃO TELHADO CERÂMICO – TRILHO 4,80m 70
CABO SOLAR FLEX PRYSUN – PRETO/VERMELHO – 6,00mm2 1.520m / 1520m
INVERSOR SOLAR – GROWATT 75kW 2
AUTOTRAFO 160kVA - 380/220V 1
CABO FLEX EPR 90º 0,6/1,0kV - 95mm2 – PRETO 90m
CABO FLEX EPR 90º 0,6/1,0kV - 95mm2 – AZUL 30m
CABO FLEX 750V - 50mm2 – VERDE 30m
CABO FLEX EPR 90º 0,6/1,0kV - 70mm2 – PRETO 60m
CABO FLEX EPR 90º 0,6/1,0kV - 70mm2 – AZUL 60m
CABO FLEX 750V - 70mm2 – VERDE 10m
TERMINAL DE COMPRESSÃO 95mm2 10
TERMINAL DE COMPRESSÃO 70mm2 20
TERMINAL DE COMPRESSÃO 50mm2 2
CONECTOR MC4 60
ELETRODUTOS E CONEXÕES 3” – PRETO – 3M 20
ABRAÇADEIRA TIPO COPO 3” 20
3. LAYOUT DE IMPLANTAÇÃO DE USINA
Layout orientativo para implantação de usinas de acordo com levantamento realizado em campo.
1. PRÉDIO 01: ALOJAMENTO DE CABOS / OFICINA / SUBESTAÇÃO PRINCIPAL
2. PRÉDIO 02: ALOJAMENTO FEMININO
4. PONTO DE CONEXÃO DA USINA

1. PRÉDIO 01: ALOJAMENTO DE CABOS / OFICINA / SUBESTAÇÃO PRINCIPAL

A usina solar fotovoltaica será conectada ao barramento de saída de baixa tensão da subestação
principal de abastecimento de energia da ilha localizada do interior deste mesmo prédio onde
estará implantada a usina solar fotovoltaica.

LOCAL DE INSTALAÇÃO DOS INVERSORES E STRING BOX CORRENTE CONTÍNUA:


Interior da subestação principal fixado à parede.
Segue imagem:
2. PRÉDIO 02: ALOJAMENTO FEMININO

A usina solar fotovoltaica será conectada ao barramento de entrada de baixa tensão vindo
subestação principal de abastecimento de energia da ilha. Este alimentador está localizado no hall
de entrada do prédio, onde neste local está alocado um painel de distribuição elétrica para
alimentação das cargas.

LOCAL DE INSTALAÇÃO DOS INVERSORES E STRING BOX CORRENTE CONTÍNUA:


Interior da sala na parte superior da edificação.
Segue imagem:
5. FABRICANTES DE EQUIPAMENTOS COMPATÍVEIS:

6. INFORMAÇÕES GERAIS:

A ELEMENTAR ENGENHARIA se compromete com a veracidade das informações citadas neste


documento, fazendo-se disponível para sanar quaisquer dúvidas pertinentes aos assuntos tratados.

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ANEXO B – CARTILHA DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

Este anexo apresenta a cartilha de eficiência energética elaborada pela Diretoria


Industrial da Marinha (DIM), contendo medidas simples para orientar sua tripulação na
melhoria da gestão da eficiência energética e, consequentemente, na redução dos gastos
com energia elétrica.

A referida cartilha foi revisada em 29/10/2022 e pode ser adotada como base para
divulgação e conscientização nas Organizações Militares (OM).
DIRETORIA INDUSTRIAL DA MARINHA
CIA
E

LEMBRE-SE SEMPRE,
N

PEQUENOS HÁBITOS
DE CONSUMO
ER

FAZEM GRANDES
N DIFERENÇAS.
Ê CONTAMOS COM
GÉT C

O APOIO
FI I

DE TODOS.
C

E A I

RACIONALIZAÇÃO DO CONSUMO
DE ENERGIA

2
ENER
IA ENER
IA
INTRODUÇÃO LÂMPADAS
C I Ê NC

C I Ê NC


TIC A

TIC A
FI

FI
E

E
Reduza o uso no horário de pico:
Esta cartilha apresenta medidas simples para orientar a tripulação
da Diretoria Industrial da Marinha a melhorar a gestão da No horário de pico, entre 18h e 21h, o custo da energia é maior do
eficiência energética e, consequentemente, diminuir os que no resto do dia. Evite, sempre que possível, usar aparelhos elétricos
gastos com energia elétrica. de consumo elevado durante este período do dia, principalmente
Ao longo dos séculos, à medida que o mundo se desenvolve e a chuveiros, autoclaves, bombas d’água e ar condicionado.
tecnologia avança, mais e mais o consumo de energia aumenta Utilize lâmpadas led:
como resultado dessa evolução. A lâmpada LED apresenta um
consumo de energia bem abaixo
Assim como no mundo, dentro da própria Marinha, ao longo dos
dos demais tipos de lâmpadas,
anos, o consumo de energia também vem aumentando e, cada
além de ter vida útil maior que
vez mais, torna-se mandatório o uso racional da energia. APOSEN
TADO
as demais, o que torna a sua
POR QUE USAR A ENERGIA ELÉTRICA DE FORMA RACIONAL? utilização vantajosa.
• Para diminuir o desperdício dos recursos naturais, preservando o O uso da lâmpada LED proporciona uma economia de:
meio ambiente para as gerações futuras; e • Cerca de 51W/h em relação ao uso de lâmpada incandescente
• 6W/h em relação ao uso de lâmpada fluorescente compacta
• Para economizar no orçamento.

Ao sair de um ambiente,
O USO RACIONAL O USO RACIONAL apague a luz.
DE ENERGIA É: NÃO É:
Coloque lembretes
• Eliminar desperdícios • Racionamento; junto aos
e usufruir de tudo o que a interruptores.
energia elétrica proporciona, • Avareza;
sem gastos desnecessários;
• Perda de qualidade de Use sensores para controlar a iluminação em áreas de pouco
• Buscar o máximo vida, conforto e segurança movimento:
de desempenho com o proporcionados pela Em áreas internas ou externas de pouco movimento, analise a
mínimo de consumo; e energia elétrica; e
possibilidade de instalar fotocélulas ou sensores de presença
• Ter uma atitude moderna, • Redução da produtividade (dispositivos que acendem ou apagam as lâmpadas de acordo
aplicada no mundo desenvol- ou do desempenho com a luminosidade e/ou ocupação do ambiente).
vido como medida lógica e da produção. Esses dispositivos farão com que a iluminação desses pontos
consciente.
fique ligada apenas quando necessário.
3 4
ENER
IA IA
ENER

AR CONDICIONADO
C I Ê NC

COMPUTADORES

C I Ê NC


TIC A

TIC A
FI

FI
E

E
Desligue o computador: Utilize condicionadores de ar
dotados de tecnologia “inverter”:
Reforce a importância de desligar o computador se este permanecer Condicionadores de ar com a
sem uso por muito tempo, como na hora de almoço. Estimule o tecnologia “Inverter” chegam a
acionamento do recurso de economia de energia do monitor, que economizar até 40% de energia se
desliga o mesmo após um tempo sem uso. comparado ao convencional.
Priorize a compra de unidades com
Não deixe acessórios do computador ligados sem necessidade: essa tecnologia em novas
Instale os aparelhos nos pontos
Impressoras e alto-falantes também devem ser desligados quando aquisições.
mais altos:
não estiverem em uso.
Mantenha as portas e janelas Instale o ar-condicionado no ponto
sempre fechadas quando o ar mais alto possível e remova as
condicionado estiver em obstruções que restringem a livre
funcionamento: circulação do ar.
Coloque lembretes nas portas e
janelas para mantê-las fechadas Mantenha o aparelho limpo:
enquanto o aparelho estiver Mantenha todas as partes dos
funcionando. aparelhos de ar-condicionado
totalmente limpas. A limpeza das
Evite o uso desnecessário do unidades de ventilação e seus
ar-condicionado: filtros permite operações mais
O aparelho não deve ser utilizado eficientes e aumenta a eficácia
quando o ambiente estiver global do sistema.
desocupado. Reduza o uso do ar-
condicionado em áreas ocupadas Utilize o ajuste máximo
por pequenos períodos de tempo somente quando necessário:
ou de uso pouco freqüente, como Não deixe o ar-condicionado no
corredores e áreas de espera. ajuste de “máximo” quando não
Aparelhos individuais devem ser estiver muito quente. Assim você
ligados somente quando evita passar frio sem necessidade
necessário. e economiza energia.

5 6
ENER ENER
IA IA
C I Ê NC

C I Ê NC


CHUVEIRO ELÉTRICO ELEVADORES
TIC A

TIC A
FI

FI
E

E
O conforto térmico é uma
Reforma geral do elevador: Adote medidas
combinação de temperatura e
Na reforma geral do aparelho, podem de conscientização:
umidade, sendo recomendado: ser trocados itens mais importantes Implante medidas de conscientização
• Entre 20º e 22°C no inverno; e como o quadro de comando e a má- dos usuários, sugerindo que é mais
• Entre 23º a 25°C no verão, quina de tração. Para equipamentos prático utilizar a escada para chegar
com 50 a 60 % de umidade muito antigos, esse tipo de interven- a andares próximos e em caso de
relativa do ar. ção pode gerar economia de energia botoeiras com dois botões, acionar
O frio máximo nem sempre é a na ordem de 40 %. Em sistemas apenas o botão do sentido desejado,
melhor solução de conforto! antigos com excitatriz girante evitando paradas desnecessárias.
(gerador de corrente contínua – CC),
Analise a possibilidade de VOCÊ SABIA?
fazer uma revitalização, com a troca
utilizar películas nas janelas Reduzir o tempo do banho em para um sistema com excitatriz
de vidro: alguns minutos é suficiente para estática, elimina o desperdício do
uma economia significativa, motor de corrente alternada (CA),
Para amenizar os efeitos do
já que o chuveiro é um dos que fica permanentemente ligado,
calor externo, utilize películas
aparelhos que mais consome girando o gerador de CC.
bloqueadoras solares nos
energia.
vidros ou instale dispositivos Utilize os elevadores de forma
externos, como toldos que LEMBRE-SE: Evite usar o chuveiro
diferenciada:
bloqueiam o sol direto, mas nos horários de pico de consumo
Quando existirem dois elevadores,
não a luz indireta. de energia – entre 18h e 21h estude a possibilidade de atender
Essa medida economizará Regule a temperatura do andares pares com um e andares
energia em ar-condicionado. chuveiro no verão. ímpares com o outro.
Quando não estiver fazendo frio,
Você sabia?
posicione a chave na opção
AR-CONDICIONADO
“verão”. Os elevadores, devido à grande utilização,
EM PRÉDIOS PÚBLICOS Em “inverno”, o consumo de
ATENÇÃO
É O RESPONSÁVEL POR UMA costumam representar uma parcela
DAS MAIORES PARCELAS energia é 30% maior. A modernização dos elevadores tem se mostrado
DE ENERGIA CONSUMIDA. significativa do consumo de um prédio, uma boa opção para prédios mais antigos, visando
O AUMENTO DE UM GRAU Feche o registro ao ensaboar. dependendo do número de melhorar as condições de funcionamento do
NO AJUSTE DA TEMPERATURA equipamento existente sem a necessidade de altos
PROPORCIONARÁ ECONOMIA Fechar o registro ao se ensaboar. unidades existentes, do volume de investimentos em um novo.
EM TORNO DE 7% EM A vida média de um elevador é de 20 anos. Há que
Além de economizar energia, passageiros, da carga transportada se avaliar o tempo de retorno do capital investido
ENERGIA ELÉTRICA NESSE
SISTEMA. economiza água. em função da possível economia de energia.
e do número de andares atendidos.
Reforçe esta idéia.
7 8
ENER
IA IA
ENER

DICAS
C I Ê NC

ELEVADORES

C I Ê NC


TIC A

TIC A
FI

FI
E

E
Compre equipamentos com o selo procel:
Desligue os elevadores:
NÃO PARA NO 1° ANDAR O Selo Procel de Economia de Energia orienta o consumidor
Verifique a possibilidade de deixar no ato da compra, indicando os produtos que apresentam
um dos elevadores completamente os melhores níveis de eficiência energética dentro de cada
desligado entre 22h e 06h. Mesmo categoria. Ele também estimula a fabricação e a comercialização
parado no térreo, o equipamento de produtos mais eficientes, contribuindo para o desenvolvimento
gasta energia com sua iluminação. tecnológico e a redução de impactos ambientais. Modelos com
este selo consomem menos energia e vão fazer uma boa diferença
Essa medida ainda evita que o usuário chame dois elevadores neste na conta de energia.
período. Estude a possibilidade de desligar diariamente, e de maneira
alternada, um dos elevadores no horário de menor movimento e
menor utilização. Utilize o menor número possível de elevadores fora
do horário de maior movimento. OUTRAS MEDIDAS A SEREM ADOTADAS
Use o andar térreo para o atendimento ao público:
Situe as áreas de atendimento ao público no andar térreo, evitando o Geladeiras, freezers, bebedouros e outros:
uso de elevadores. Identifique com clareza as diversas seções, No inverno, a temperatura interna do refrigerador e do freezer não
explicitando suas atividades, para evitar transportes desnecessários. precisa ser tão baixa quanto no verão. Regule o termostato para o
mínimo necessário. Evite que as portas fiquem abertas
Reprograme os elevadores: desnecessariamente e mantenha o equipamento em
perfeito estado de conservação, particularmente
A
Elevadores mais modernos podem estar programados para retornar
em relação à borracha de vedação da porta.
B
ao térreo quando ficam parados por mais de 60 segundos. Essa
Desligue os bebedouros em períodos de C
função pode ser desabilitada no sentido de economizar energia.
menor circulação de pessoas, como fins de D
Use quadro de comandos computadorizados : semana, feriados ou recessos. E
O uso de quadro de comandos computadorizados, em substituição Revise a instalação elétrica:
aos antigos quadros eletromecânicos, reduz o consumo de energia,
facilita a manutenção e elimina paralisações constantes. Revise toda a instalação elétrica, de modo a verificar a
existência de emendas, fios desencapados, fios em
Use controlador de tráfego:
mal estado, conexões frouxas, etc. Nessas condições,
Analise a possibilidade de instalar controladores de tráfego para a instalação elétrica não só consome mais energia
evitar que uma mesma chamada desloque mais de um elevador. como também apresenta risco de incêndio.
9 10
ENER
IA
Mais dicas para
C I Ê NC

DICAS
TIC A

racionalização do
FI
E

consumo de energia:
Estude o perfil de consumo e escolha a melhor opção de tarifa:
A otimização tarifária é a escolha da tarifa mais conveniente para a unidade
consumidora. A existência de alternativas de enquadramento tarifário permite
a alguns consumidores escolher o enquadramento e o valor contratual de • Realização de
demanda que resultem em menor despesa com a energia elétrica. A decisão, palestras com a tripulação;
porém, só deve ser tomada depois da verificação adequada dos padrões de
consumo e demanda nos segmentos horários ( ponta e fora de ponta ). Além • Divulgação de ideias e
de revelar relações entre hábitos e consumo de energia elétrica, úteis ao se ações a empreender no
estabelecer rotinas de combate ao desperdício, a análise da fatura de energia
Plano do Dia;
elétrica é a base para a avaliação econômica dos projetos de eficiência
energética.
A análise pode ser dividida em duas partes: • Utilização de novas ideias
• enquadramento tarifário e determinação do valor da e medidas de racionalização
demanda contratual; e de energia sugeridas pela
• correção do fator de potência, caso haja necessidade. tripulação;

ATENÇÃO
As tarifas horo-sazonais são as que apresentam maiores
possibilidades para gerenciamento das despesas com • Realização de campanhas
energia permitindo obter menores custos desde que de incentivo ao consumo
possam minimizar o consumo e a demanda nos horários consciente de energia;
de ponta.

De maneira geral para se determinar o melhor sistema de tarifação • Acompanhamento do


considere: consumo da energia elétrica,
• Os valores médios mensais de consumo e de demanda em cada um dos sugerindo medidas corretivas
segmentos de ponta e fora de ponta; para otimizar o consumo; e
• os valores médios mensais a serem faturados em cada um dos segmentos
horo-sazonais ou os valores respectivos de demanda e consumo para • Designação de um responsável
tarifação convencional e também os valores de ultrapassagem que por para a verificação de
ventura ocorram;
ar condicionado e
• as possibilidades de deslocamento de trabalho de diversos equipamentos
para minimizar o consumo e a demanda no segmento de ponta; e
computadores ligados
• as despesas mensais com cada um dos sistemas tarifários. e luzes acesas em horário
após o expediente.
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