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Clara recebe cartas misteriosas com avisos sobre eventos que podem ameaçar sua vida, levando-a a descobrir que a letra das cartas é a mesma que a sua. Após seguir as instruções, ela encontra uma versão mais velha e machucada de si mesma, que revela que ela confiou na pessoa errada, resultando em tragédias. O suspense aumenta quando passos são ouvidos vindo do andar de cima da casa abandonada onde se encontram.
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Clara recebe cartas misteriosas com avisos sobre eventos que podem ameaçar sua vida, levando-a a descobrir que a letra das cartas é a mesma que a sua. Após seguir as instruções, ela encontra uma versão mais velha e machucada de si mesma, que revela que ela confiou na pessoa errada, resultando em tragédias. O suspense aumenta quando passos são ouvidos vindo do andar de cima da casa abandonada onde se encontram.
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3.

As Cartas Que Vinham do Futuro


Clara encontrou a primeira carta dentro da caixa de correio numa manhã comum de terça-feira.
Não havia selo.
Nem remetente.
Só seu nome escrito à mão.
Ela abriu curiosa.
“Não saia de casa hoje.”
Clara riu daquilo. Achou que fosse brincadeira de algum vizinho estranho.
Duas horas depois, um caminhão perdeu o controle exatamente na rua onde ela normalmente
passava para comprar café.
Três pessoas morreram.
Na noite seguinte, outra carta apareceu.
“Não atenda o telefone às 21h13.”
Ela ignorou.
Às 21h13, o telefone tocou.
Do outro lado da linha havia apenas respiração pesada.
Depois uma voz sussurrou:
— Você precisa me ouvir.
A ligação caiu.
A terceira carta chegou no dia seguinte.
“Você está ficando sem tempo.”
Clara começou a entrar em pânico. Mostrou as cartas para a polícia, mas ninguém levou a
sério.
Até perceber algo assustador.
A letra das cartas era dela mesma.
Ela comparou antigos cadernos.
Era idêntica.
Na última carta havia um endereço.
Uma casa abandonada no outro lado da cidade.
Clara foi até lá durante a chuva da madrugada, sentindo o coração acelerar a cada passo.
A casa estava completamente vazia.
Exceto por uma mulher sentada no chão.
Ela ergueu o rosto lentamente.
Era Clara.
Mais velha.
Machucada.
— Finalmente — disse a versão futura dela. — Eu não tenho muito tempo.
Clara sentiu as pernas falharem.
— O que está acontecendo?
A mulher começou a chorar.
— Você confiou na pessoa errada. E ele matou todo mundo.
Antes que pudesse explicar mais, um barulho surgiu no andar de cima.
Passos.
Lentos.
As duas olharam para o teto ao mesmo tempo.
Então alguém começou a descer as escadas.

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