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Rede 3

O documento discute a alta disponibilidade na computação em nuvem, abordando a importância de evitar pontos únicos de falha (SPoF) e a utilização de armazenamento compartilhado para garantir a continuidade das VMs. Ele descreve como a migração ao vivo e a tolerância a falhas permitem que as VMs sejam mantidas operacionais mesmo diante de falhas de hardware ou software. Além disso, destaca a arquitetura da nuvem e a relevância das camadas de rede, gerenciamento e hardware para assegurar a disponibilidade dos serviços oferecidos aos usuários.

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O documento discute a alta disponibilidade na computação em nuvem, abordando a importância de evitar pontos únicos de falha (SPoF) e a utilização de armazenamento compartilhado para garantir a continuidade das VMs. Ele descreve como a migração ao vivo e a tolerância a falhas permitem que as VMs sejam mantidas operacionais mesmo diante de falhas de hardware ou software. Além disso, destaca a arquitetura da nuvem e a relevância das camadas de rede, gerenciamento e hardware para assegurar a disponibilidade dos serviços oferecidos aos usuários.

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10 Alta disponibilidade na computação em nuvem

tificar quando um deles falha, a fim de que não ocorra indisponibilidade


das VMs afetadas, eliminando, assim, o SPoF do ambiente.
„ Armazenamento compartilhado: como uma VM pode ser movida
entre diferentes hosts físicos e os hardware podem falhar, os dados
não devem ser armazenados localmente em cada servidor. Para que
as informações se mantenham seguras e acessíveis, faz-se necessária
a utilização de um armazenamento compartilhado, conhecido como
Disk Array (ou Matriz de Disco). O Disk Array é um sistema de ar-
mazenamento em disco que contém várias unidades de disco. Esses
sistemas de armazenamento utilizam hardware e software especiais,
juntamente aos drives de disco, visando a fornecer um armazenamento
rápido e confiável, com proteção avançada para o processamento de
dados. Dentro desse contexto, há normalmente dois tipos básicos de
virtualização que podem ocorrer: virtualização em bloco, que são redes
de armazenamento distribuído que aparentam ser um único dispositivo
físico; e virtualização em arquivos, em que o sistema de armazenamento
concede acesso a arquivos armazenados em vários hosts.
„ Alta disponibilidade: se alguma falha no sistema operacional for
detectada, o hypervisor automaticamente reinicializa a VM que se
encontra com falha. Se o hardware subjacente de uma VM apresentar
interrupção, ele reiniciará a aplicação em outro servidor físico.
„ Tolerância a falhas: a tolerância a falhas busca contornar os problemas
das VMs e prover sua disponibilidade contínua, mesmo com alguma
falha no servidor, pois o serviço cria uma instância cópia (i.e., uma
VM redundante que está em sincronia com a original), de modo que,
ao ser ativada, ela se encontre atualizada. Ou seja, é um método de
espelhamento. A instância cópia assumirá o controle imediatamente
se a VM de produção se tornar indisponível.

Todas essas abordagens podem ser observadas nas Figuras 1 e 2. Na Figura 1,


existem três servidores físicos, com um hypervisor instalado em cada um
deles, sendo que os servidores físicos 1 e 3 possuem duas VMs em execução
em cada um deles e o servidor 2 executa apenas uma VM. Todas as VMs estão
compartilhando o acesso em um dispositivo de armazenamento. O cluster
do hypervisor é ativado e controlado por meio de um gerenciador central
da infraestrutura virtualizada (VIM, virtualized infrastructure manager).
O VIM gerencia e controla os recursos físicos e virtuais de uma rede, enviando
mensagens regulares de heartbeat entre os servidores físicos para confirmar
que todos estão em funcionamento.
Alta disponibilidade na computação em nuvem 11

Servidor Servidor Servidor Servidor Servidor


virtual virtual virtual virtual virtual
A B C D E

Hypervisor Hypervisor Hypervisor

Servidor Servidor Servidor


físico A físico B físico C

5
Mensagens
VIM de hearbeat

Figura 1. Abordagens de disponibilidade para VMs antes da falha.


Fonte: Adaptada de Erl, Mahmood e Puttini (2013).

Na Figura 2, a seguir, é possível observar a ocorrência da falha no servidor


físico 2, que ficou indisponível. Quando os outros servidores físicos e o VIM
param de receber as mensagens de heartbeat do servidor físico 2, o VIM analisa
a capacidade disponível em todos os hypervisors do cluster e escolhe qual
possui maior capacidade. Nesse exemplo, a escolha foi pelo servidor físico 3.
Por meio do dispositivo de armazenamento compartilhado, que contém os
arquivos de configuração dos servidores virtuais, é realizada a migração ao
vivo da VM C (live VM migration), que é um sistema capaz de realocar os
servidores virtuais ou instâncias de servidor virtual em tempo de execução.
12 Alta disponibilidade na computação em nuvem

Essa migração permite mover de forma transparente as VMs de um host para


outro, com tempo de inatividade quase impercebível. A migração ao vivo da
VM C só é possível devido ao compartilhamento de armazenamento, pois
ela só migra o estado do sistema e o conteúdo dinâmico da memória. Sendo
assim, o servidor virtual C é migrado ao vivo para o hypervisor em execução
no host físico 3 até que o servidor 2 esteja apto a retomar as operações normais.

Migração ao vivo da VM

Servidor Servidor Servidor


orr
o SServidor Servidor
virtual virtual virtual
al virtual virtual
A B C D E

Hypervisor Hypervisor

Servidor Servidor Servidor


físico 1 físico 2 físico 3

VIM

Figura 2. Abordagens de disponibilidade para VMs após a falha.


Fonte: Adaptada de Erl, Mahmood e Puttini (2013).
Alta disponibilidade na computação em nuvem 13

3 Recursos altamente disponíveis


A nuvem possui uma arquitetura que descreve o seu mecanismo de trabalho.
Ela pode ser dividida em quatro camadas, com base no acesso da nuvem pelo
usuário, conforme a Figura 3. Essas camadas são rigorosas e, para qualquer
aplicativo em nuvem, devem ser seguidas.

Camada 1: Camada usuário/cliente

Camada 2: Camada de rede

Camada 3: Camada de gerenciamento de nuvem

Camada 4: Camada de recursos de hardware

Figura 3. Arquitetura da nuvem.


Fonte: Adaptada de Chandrasekaran (2015).

Apesar de transparente para o usuário, a computação em nuvem dentro dos


provedores é dependente dos recursos subjacentes, como hardware, software
e rede. Sem o pleno funcionamento deles, os provedores não conseguem dis-
tribuir os seus serviços aos clientes, e qualquer falha, em qualquer um deles,
pode acarretar sérios problemas, tanto para o prestador dos serviços como
para inúmeros clientes que dependem desses serviços. Nesta seção, daremos
destaque apenas às camadas dois, três e quatro, para citar a importância da
alta disponibilidade de cada uma delas para a nuvem. Essas camadas são
descritas a seguir (CHANDRASEKARAN, 2015).
14 Alta disponibilidade na computação em nuvem

„ Camada 2 – Camada de rede: camada que permite a conexão dos


usuários com a nuvem. A computação em nuvem, assim como a maioria
dos aplicativos empresariais, depende totalmente da conectividade da
rede. Portanto, a internet deve estar continuamente disponível para que
o consumidor possa acessar o serviço, uma vez que toda a comunicação
entre provedor e cliente é realizada através da rede. A computação
em nuvem é uma técnica de compartilhamento de recursos em que
servidores, armazenamento e outras infraestruturas de computação
em vários locais são conectados por redes. Desse modo, o desempenho
da rede é um dos principais fatores de determinação de desempenho
da nuvem. Para acessar a nuvem, faz-se necessário ter uma largura de
banda mínima, que pode ser definida pelo provedor. Contudo, essa
camada não se enquadra no âmbito dos SLAs, ou seja, não é levada
em consideração a conexão entre o usuário e a nuvem para a qualidade
de serviço.
„ Camada 3 – Camada de gerenciamento da nuvem: essa camada
consiste em software utilizados no gerenciamento da nuvem. Esses
software geralmente permitem o gerenciamento de recursos, a otimi-
zação e a governança interna da nuvem. Essa camada é de competência
dos SLAs, de modo que qualquer atraso no processamento, ou qualquer
discrepância no fornecimento de serviços, pode levar a uma violação
do SLA, o que resultaria em uma penalidade aplicada ao provedor de
serviços.
„ Camada 4 – Camada de recursos de hardware: essa camada consiste
em provisões reais de hardware. Em geral, é utilizada em um data
center, sendo a camada mais importante que está sob a alçada dos
SLAs. Sempre que um usuário acessa a nuvem, ela deve estar disponível
o mais rápido possível e dentro do tempo definido pelos SLAs, uma
vez que pode haver penalidade ao provedor caso haja discrepância no
provisionamento dos recursos ou aplicativos. Pode haver vários data
centers para uma nuvem e várias nuvens podem compartilhar um data
center. A disponibilidade das camadas de hardware e software andam
juntas. Se o hardware falha, o hypervisor também perde seu funcio-
namento e, consequentemente, todas as VMs hospedadas neste host
também irão parar. Os provedores de nuvem têm obrigação de garantir
a alta disponibilidade a seus clientes. No entanto, nenhum recurso da
infraestrutura da nuvem está livre de falhar, assim como ocorre em
servidores tradicionais, por isso, o clustering de host se torna a melhor
opção para garantir o funcionamento em full-time aos consumidores.

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