Polícia Militar do Estado do Brasil Capital.
ÁREAS TRABALHADAS NO CURSO:
- Ambientação em Meios Líquidos;
- Ambientação em Altura;
- Armamento, Munição e Tiro;
- Tiro Dinâmico;
- Defesa Pessoal / Tática Individual;
- Combate em Ambiente Confinado;
- Uso Diferenciado da Força;
- CQB;
- V-CQB;
- Abordagem e Combate em Baixa Luminosidade;
- Atendimento Pré Hospitalar Tático;
- Instrução Aerotransportada;
- Gerenciamento de Crise e Primeira Intervenção;
- Estruturas Tubulares;
REGRAS DE SEGURANÇA E INFORMAÇÕES:
- Sempre tratar sua arma como municiada;
- Nunca apontar a arma para ninguém ou nenhum lugar que possa colocar sua
vida ou a vida de terceiros em risco;
- Em hipótese alguma deve-se colocar o dedo no gatilho a não ser em certeza
de disparo ou ameaça iminente;
- Quando for municiar o armamento sempre apontar para um local seguro, de
preferência caixas de areia, terra ou grama;
- Qualquer problema de saúde ou desmaio durante o curso, o aluno será
desligado automaticamente.
Tendo essas regras de segurança aplicadas no curso, a chance de acidentes com
arma de fogo énula.
Qualquer quebra de segurança pelo operador pode causarpunições
administrativase/ouafastamento das funções.
UNIFORME PARA APRESENTAÇÃO:
● Jaqueta 328
● Calça 130 1
● Sapatos 25
● Chapéu 106
● Acessórios 160
● Opcional:Colete 26; Chapéu 39; Máscara 122
I: APTIDÃO FÍSICA / AMBIENTAÇÃO
EM MEIOS LÍQUIDOS
Para início do ATEsp, será aplicado o teste de Aptidão Física nos alunos, onde de
início será uma caminhada em grupo em um circuito pré denominado em uma trilha
próximo a Suzano ( tracejado abaixo )
Figura 1: Caminho tracejado do ponto A ( Começo )ao ponto B ( Final ).
Os alunos irão iniciar a Trilha no Ponto A doMapa, irá existir uma pausa no Ponto
Vermelho no mapa ( um pouco mais da metade do circuito ), onde no local marcado,
irão fazer tais exercícios físicos pré denominados em série, iniciando em5 séries de
10 flexões, 6 séries de 10 abdominais e um tiro de 25 metros em tempo para um
processo avaliativo.
AMBIENTAÇÃO EM MEIOS LÍQUIDOS
Treinamento de Técnicas Aquáticas, como se fazeralguns procedimentos em
água para salvar a vida do operador e de terceiros.
Começar falando das duas gandolas que a polícia militar utiliza no Estado de SP,
sendo a primeira e padrão a B4, utilizada no radiopatrulhamento e algumas
unidades especializadas como Força Tática e BAEP. A mesma tem sua confecção
formada pelo materialRip Stop Profissional, sendonão adequada ao ambiente
aquático em grande período, pelo seu material ao ser molhado, se trás um peso
maior ao operador e arrasto na água.
A segunda gandola, se tem sua confecção com intenção mais operacional sendo
utilizada apenas atualmente pelos Batalhões de CHOQUE da PMESP, sendo ela
confeccionada pela sua maior parte por uma camisa de Dry-Fit com a manga
comprida de Rip Stop. Sendo ela mais leve e tendo uma aderência melhor e
movimentos mais leves sem esforço na água pelo operador, o seu material traz um
conforto maior ao operador por ser impermeável e não pesar ao decorrer da
operação. Em compensação, provavelmente o operador que estiver usando essa
gandola, estará também com um colete modular e um armamento longo, assim
trazendo mais peso dos equipamentos, por volta de 20 a 25 Kg e se tendo um
esforço maior para flutuabilidade e nado do operador.
Por isso os dois uniformes tem os seus benefícios e malefícios, assim será
passado uma breve instrução sobre a Ambientação no Meio Líquido, sendo benéfica
em todos os meios benéficos, como Lagos e Rios e Mares que precisam ser
técnicas diferentes aplicadas para o sucesso de tal operação.
Iniciando a entrada na água, parece algo simples, porém dependendo da situação
pode ser algo muito importante e risco a vida do operador, onde se tem todos os
fatos como peso dos equipamentos que diminuirá a flutuabilidade do operador, solo
arenoso ou vegetações que possam prender o operador, corpo de rochas e até
correntes que podem ser fatais. Por esses motivos, é de suma importância o
operador antes de adentrar o ambiente aquático estar ciente e ter pré-verificado
todos esses itens para não acontecer nada de anormal na operação em que estiver
presente. Por “ via de regra “ da natureza, as águas cristalinas tem leitos com
pedras, recifes de corais ou areia, já águas turvas e escuras normalmente seu leito
é composto por barro e lama.
Suponhando que o operador está em terra firme ou um barco baixo, que é o
nosso caso, vou ensinar os senhores a como entrar na água com ela limpa, a que
me refiro sem destroços ou objetos estranhos como lixo natural ou destroços de
acidentes. Em água não limpa em que você não sabe qual a real profundidade, é
interessante o operador não ir até o fundo porque pode ser de lama e ficar preso no
leito, o interessante é pular sem movimentos bruscos e parar na superfície.
Agora caso os senhores estejam em um tal acidente náutico ou algo do gênero,
onde se tem destroços, líquidos inflamáveis ou até mesmo chamas na superfície, é
interessante após pular e flutuar na superfície, o correto é fazer movimentos abrindo
os dois braços em até 130°para limpar a área do operadordos destroços ou de
fluídos inflamáveis.
Após a instrução de mergulho e a verificação do ambiente líquido, serão
realizadas diversas atividades envolvendo natação no Lago. Onde é um meio de
água doces, e pelo seu porte ser pequeno não se tem a interferência de correntes a
água calma, sendo adequado para o primeiro contato aquático no curso.
Sendo assim, a natação se tem mundialmente conhecido e pioneiro o nado de
Crawl, onde é o tipo de nado que atinge as maiores velocidades e causa menos
desgaste físico no atleta. Por isso iniciamos a atividade com teste de resistência e
porte físico, sendo com o Nado de Crawl com todo o grupo junto sendo desta ponta
a esquerda ao término do lago ( lado direito ). Serão 4 conjuntos de ida e volta,
totalizando 200 metros.
Figura 2: Imagem do Lago Figura 3: Nado de Crawl
Após o nado de Crawl, será feito mergulho de adequação para apneia de 20
segundos de ida com pausa e volta na transversal do lago.
Figura 4: Imagem do Lago Figura 5: Mergulho
Após a finalização da primeira parte da Ambientação em Meios Líquidos, os
alunos irão continuar com a trilha seguinte ao Ponto B/Término da Trilha, no local
irão continuar com a caminhada pela rodovia até o ponto A para a próxima
instrução.
Novamente no Ponto A, os alunos irão começar a instrução e ambientação em
água marítima, onde por diversos fatores se adequa a um cenário mais difícil para
ser efetuado uma operação.
O primeiro contato será um exercício simples, onde irão saltar de um costão de
cerca de 3 metros, e irão realizar o nado de Crawl até o farol que está situado a uma
distância de 30 metros. Os alunos irão subir no farol, e após uma pausa para
reconstrução do fôlego, eles irão fazer o mesmo trajeto de volta.
Figura 6: Costão e farol da atividade marítima
Vale ressaltar diversos fatores para se manter a atenção em uma situação
marítima, ainda mais como esta, onde engloba o exercício próximo a um costão de
rochas, onde qualquer declive ou erro do operador, ele pode se comprometer e ser
jogado contra as rochas. Por isso é importante monitorar o momento certo da
entrada e o local correto, verificar qual a profundidade do salto, se há a existência
de correnteza no local ( muito comum próximas a costões ) , onde se o costão for na
vertical em relação a faixa de areia/mar, é muito comum nesse local existir correntes
de retornos, que são muito fortes e puxam o operador para fora do mar, o correto
para sair de uma corrente de retorno, é nunca nadar contra ela ( sentindo a faixa de
areia), onde a mesma é mais forte que o humano e só irá desgastar o operador, o
correto é realizar o nado em movimentos suaves na transversal ( para lateral ) da
corrente.
Para efetuar o mergulho em um costão de rocha, é interessante verificar o local
mais apropriado para não colidir com uma rocha no salto e aguardar o momento
correto, que é quando acaba de passar uma série ( conjunto de ondas ) e se vem a
calmaria que é entorno de 2 a 5 minutos. O salto se for raso as rochas o correto é
aguardar entrar a onda no costão para aumentar o nível do mar e pular de prancha
na água para o operador não afundar muito, e logo após o salto já continuar com o
nado em direção ao contrária do costão para evitar demais riscos.
II: ARMAMENTO / DEFESA PESSOAL /
TÁTICA PESSOAL / TIRO DINÂMICO
A instrução visa possibilitar ao policial manusear, conhecer e utilizar o armamento
básico fornecido pela Polícia Militar para estar utilizando no seu serviço operacional.
O policial estando capacitado com esta instrução poderá manusear armamentos de
grosso calibre com maior performance e especialização.
CONHECIMENTO DOS ARMAMENTOS:
GLOCK G22 .40 S&W
A pistola Glock está sendo utilizada na PMESP desde 2019.
No início foi distribuída apenas para os batalhões de CHOQUE (1º BPChq - 5º
BPChq) e no final de 2020 começou a ser distribuída aos batalhões metropolitanos
e do interior, hoje, cerca de 90% do efetivo utiliza as Glock’s em serviço.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DA GLOCK G22:
TIPO DE AÇÃO:Safe Action
PESO DA ARMA:645g ( Sem o carregador )
NOME COMERCIAL:Glock G22
TIPO DE FUNCIONAMENTO:Semi Automática
CALIBRE: .40 S&W
NÚMEROS DE TIRO:15 tiros +1 na câmara
CONHECIMENTO DAS MUNIÇÕES
As munições existem em diversos formatos, composições e tamanhos, isso é
fato. Porém, dependendo da munição pode se causar um resultado diferente na
balística do disparo.
Um exemplo é a munição de ponta encamisada total (ETOG) que têm maior
transfixação em alvos, usada normalmente em situações que necessitam de uma
maior transfixação decorrente de local, clima etc.
A munição utilizada atualmente pela Polícia Militar é a EXPO e EXPP (ponta oca),
que tem como características a maior expansão dentro do alvo para efetuar a
imobilização, evitando assim a transfixação e provavelmente evoluir a óbito por uma
possível hemorragia interna e externa.
RECONHECIMENTO DAS ARMAS
Os alunos para fazer o primeiro contato com os armamentos e com a pista de tiro
para o início do tiro dinâmico, irão efetuar algumas atividades simples na Pista de
tiro localizada no4° BAEP. Sendo divididas em 3 partes,primeiro com a Pistola
Glock, segundo com a Espingarda Beneli 12 M4 e por último o Fuzil Imbel IA2.
Figura 7: Pista de Tiro no 4°BAEP - São Paulo
O primeiro exercício será com a pistola Glock G22, onde terá 1 aluno em cada baia
e irão fazer 2 disparos com a ordem de disparo, serão 8x séries de disparo e a cada
série o aluno irá dar um passo para trás.
Com as Espingarda de Calibre 12 com munição letal, será feito o exercício com
apenas 1 aluno de cada vez, onde será montada uma pista com cones de
sinalização com movimentos de ida e volta ( frente trás ), porém o mesmo sempre
manterá em posição de tiro apenas se movimento com os pés sempre focado nos
alvos. A pista iniciará na parte esquerda ( Cone 1 ) por trás, onde o mesmo irá
efetuar 1 disparo por cone e irá retornar para trás em posição de tiro para o próximo
cone e fazer o mesmo exercício até a última e retornar fazendo o mesmo.
Figura 8: Pista de Tiro / Espingarda 12
O exercício com o fuzil ( Imbel IA2 ) será com cada um em sua baia e efetuará o
disparo com ordem do instrutor, após isso irá trocar de posição com o aluno da
direita. Após esse exercício, será feito um sozinho onde terá cinco cones e o aluno
terá que efetuar disparo a cada baia onde irá fazer o Zig Zag nos cones de forma
lateral.