Curso Bombas Centrífugas: da Seleção à manutenção
Prof. Bastos
I – Apresentação
Mini CV
✓ Engenheiro Mecânico pelo IME – Instituto Militar de Engenharia;
✓ Mestre pela UFBA – Universidade Federal da Bahia;
✓ Doutor pela Universidade Salvador;
✓ 25 anos como professor universitário de disciplinas como:
Máquinas Hidráulicas, Hidráulica Aplicada, Instalações Hidráulicas etc.
✓ Consultor empresarial;
✓ Representante das seguintes empresas: EB Bombas (bombas industriais),
Neoflow (bombas de deslocamento positivo Wilden, Viking, Abaque etc),
Rudc (bombas centrífugas construção civil e industrial), Valge (bombas de
cavidade progressiva) e Protec (protetores de acoplamentos);
✓ Sócio-diretor da Vortex Engenharia e Gestão
[Link]
Apresentações dos alunos (1-2 min)
✓Nome;
✓Formação;
✓Atividade atual;
✓Motivação para fazer o curso;
✓Algo mais.....
Ementa do Módulo
Módulo 1
Propriedades dos fluidos
Princípio de funcionamento
Componentes essenciais
Tipos e aplicações das bombas
centrífugas
Atividade prática
II – Tipos e aplicações de bombas centrífugas
Bombas Centrífugas Bombas de Deslocamento Positivo
Normatizadas Pneumáticas
Monobloco Tipos de Bombas Alternativas
Base e Luva De lóbulos
Multiestágio Peristálticas
Bipartida De eixo excêntrico
Autoescorvante Helicoidais de cavidade progressiva
Outras Outras
Bombas Centrífugas
Monoestágio, Multiestágio
Número de estágios
Horizontal, Vertical
Posição do eixo
Sucção simples, Sucção dupla
Tipo de sucção
Bipartida Axial, Bipartida Radial
Forma da Montagem
Aspiração axial, Aspiração radial, Aspiração mista
Disposição aspiração/recalque
Monobloco, Acoplamento flexível
Acoplamento/montagem
Água limpa, Água servida, Produtos químicos, Óleos, etc
Aplicação ou fluido
API 610, ISO 5199, ISO 2858, ANSI B73.1/B73.2, Não normatizadas
Normatização
Bomba Multiestágio
Bomba Monoestágio
Bomba de Eixo Horizontal
Bomba de Eixo Vertical
Dupla Sucção Sucção Simples
Bomba Bipartida Vertical
Bomba Bipartida Horizontal
Radiais: Quando a direção que o fluido toma após ser bombeado é
perpendicular ao eixo de rotação do rotor;
Mistas ou semi-axiais: o fluido é bombeado a partir de uma direção inclinada
em relação ao eixo do rotor da bomba;
Axiais: especificada quando a direção de bombeio do fluido é paralela ao eixo
do rotor da bomba.
Bomba Monobloco
Bomba Base Luva
Acoplamento Flexível
Bombeamento de água Bombeamento de
Bombeamento de água limpa
produzida Água servida
Bombeamento de produtos químicos
Bombeamento de óleo térmico
Bomba API 610 Bomba ANSI B73.1 Bomba ISO 2858 e 5199
II.1– Alguns exemplos de bombas de deslocamento positivo
✓Nas bombas de deslocamento positivo, a troca de energia acontece pelo confinamento
do fluido em câmaras formadas entre a carcaça da máquina e um elemento com
movimento alternativo ou rotativo. Durante o funcionamento, a variação de energia e
pressão acontece pela variação do volume destas câmaras;
✓De acordo com o número de cilindros, as bombas alternativas de pistão são
denominadas de bombas simplex, duplex, triplex e multiplex, quando forem construídas,
respectivamente, com um, dois, três ou mais cilindros em paralelo.
Bomba Triplex
Principais fluidos bombeados:
•Óleo Diesel
•Óleos Lubrificantes
•Óleos Térmicos
•Graxas
•Asfalto
•Óleo p/ Reciclagem
•Óleo Cru
•Glicerina
•Tintas e vernizes
•Xaropes
Outros tipos de Máquinas de Deslocamento Positivo – Bombas de Engrenagens
Bombas de Cavidades Progressivas (Helicoidais)
Bomba Pneumática de Duplo Diafragma
III– Princípio de funcionamento de uma Bomba Centrífuga
Esquema de uma bomba centrífuga
Vídeo: Como funciona uma bomba centrífuga
Trajetórias do Fluxo
Radial Misto Axial
Tipos de Rotores
Fluxo Radial
Pequenas e médias vazões e altas pressões
Bomba de Fluxo Radial
Bomba de Fluxo Axial
Rotor Axial
Fluxo Misto
Bomba de Fluxo Misto
Partes principais de uma Bomba Centrífuga
Propriedades dos Fluidos
Sólidos e Fluidos
• A diferença fundamental entre sólido e fluido está
relacionada com a estrutura molecular:
– Sólido: as moléculas sofrem forte força de atração (estão
muito próximas umas das outras) e é isto que garante que
o sólido tenha um formato próprio;
– Fluido: apresenta as moléculas com um certo grau de
liberdade de movimento (força de atração pequena) e não
apresentam um formato próprio.
Fluidos:Líquidos e Gases
Líquidos:
- Assumem a forma dos
recipientes que os contém;
- Apresentam um volume
próprio (constante);
- Podem apresentar uma
superfície livre.
Fluidos:Líquidos e Gases
Gases e vapores:
-apresentam forças de
atração intermoleculares
desprezíveis;
-não apresentam formato
próprio;
-ocupam todo o volume do
recipiente que os contém.
Estados Físicos da Matéria
Propriedades dos fluidos
•Massa específica -
massa m
= =
volume V
É a razão entre a massa do fluido e o volume
que contém essa massa (pode ser
denominada de densidade absoluta).
Sistema SI............................Kg/m3
Sistema CGS.........................g/cm3
Massas específicas de alguns fluidos
Fluido (Kg/m3)
Água destilada a 4 oC 1000
Água do mar a 15 oC 1022 a 1030
Ar atmosférico à pressão atmosférica e 1,29
0 oC
Ar atmosférico à pressão atmosférica e 1,22
15,6 oC
Mercúrio 13590 a 13650
Petróleo 880
Propriedades dos fluidos
• Peso específico -
peso W
G
= =
volume V
É a razão entre o peso de um dado fluido e o
volume que o contém.
Propriedades dos fluidos
•Peso específico -
Nos sistemas usuais:
Sistema SI............................N/m3
Sistema CGS.........................dina/cm3
Sistema MKfS........................Kgf/m3
Propriedades dos fluidos
• Relação entre peso específico e massa
específica
mg
G
W
= = = g
V V
Propriedades dos fluidos
• Densidade Relativa - δ (ou Densidade)
δ=
o
É a relação entre a massa específica de uma substância e a de
outra tomada como referência. Grandeza adimensional.
Propriedades dos fluidos
•Densidade Relativa - δ (ou Densidade)
Para os líquidos a referência adotada é a água a 4oC.
No sistema internacional:
Sistema SI.....................ρ0 = 1000kg/m3
Aspectos de Hidrostática e Hidrodinâmica
Teorema de Stevin
B
Experiência de Torricelli
Manômetro
Viscosidade
• A viscosidade é a medida de resistência ao fluxo das moléculas de um
fluido quando elas deslizam umas sobre as outras. É uma medida
inversa à de fluidez
• Dissipa-se calor ao escoar
• Efeito da temperatura
• O aquecimento das moléculas de um líquido faz com que elas deslizem umas
às outras com maior facilidade
• Medida associada a temperatura
a. Água, refrigerante ou suco são fluem rapidamente quando
transferidos. Esses são exemplos de líquidos finos ou de baixa
viscosidade.
b. Líquidos como óleo vegetal, xarope de milho e detergente são
mais resistentes ao fluxo e se movem mais devagar quando
derramados. Esses são exemplos de líquidos de viscosidade
média.
c. Líquidos como mel, melaço e chocolate derretido são muito mais
resistentes ao fluxo. Esses são exemplos de líquidos de alta
viscosidade.
d. Finalmente, existem líquidos como geleia, manteiga e caramelo
que são tão espessos (viscosos) que quase parecem sólidos.
Esses são exemplos de líquidos de viscosidade muito alta. Apesar
de sua espessura, a viscosidade desses líquidos ainda pode ser
medida e quantificada, diferentemente dos sólidos.
É importante sabermos primeiro, que existem dois tipos
diferentes de medição de viscosidade.
A. Viscosidade Cinemática: Depende da densidade do
líquido. A unidade de medida mais comum é centistokes,
abreviado cSt.
B. Viscosidade Dinâmica: Depende apenas da tensão de
cisalhamento ou das forças envolvidas na deformação do
líquido. A unidades de medida mais comum é centipoise,
abreviado cP.
A conversão entre os dois tipos de viscosidade pode ser
realizada de forma fácil usando as seguintes equações:
✓ Outra variável a ser considerada é o cisalhamento. Para alguns líquidos, o
cisalhamento não tem efeito. Esses líquidos são classificados como líquidos
newtonianos. Um exemplo comum é a água. Se você medir a viscosidade da
água antes e depois de agitação vigorosa, verá que a viscosidade é a mesma,
independentemente do cisalhamento.
✓ Para outros líquidos, o cisalhamento pode alterar a viscosidade. Esses líquidos
são classificados como líquidos não-newtonianos. Um exemplo comum é o
ketchup, que é um líquido não-newtoniano e com viscosidade reduzida pelo
cisalhamento. Parado na garrafa, o ketchup se comporta como um líquido
viscoso e não escorre facilmente. Mas ao agitar ou bater na garrafa, ele irá
afinar, escorrendo facilmente.
Geração de calor
• Atrito: em um sistema hidráulico, o movimento do fluido na
tubulação gera atrito > calor. Quanto maior for a velocidade do fluido,
mais calor será gerado.
• A mudança na direção do fluido gera calor: em uma linha de fluxo de
fluido há geração de calor sempre que o fluido encontra uma curva na
tubulação.
Diferencial de Pressão
• Um diferencial de pressão é a diferença de pressão entre dois
pontos do sistema;
• Conceito de perda de carga.
Velocidade x Vazão
(Equação da Continuidade)
• Vazão: volume de fluido que passa pela tubulação/sistema em um
𝑉𝑜𝑙
determinado período de tempo: Q=
𝑡
• A vazão também pode ser medida através dos valores de velocidade e
área: Q = V x A
Perda de Carga
• Quantidade de energia que se transforma em calor entre
dois pontos, devido ao efeito do atrito.
• Perdas distribuídas (perdas primárias)
• Perdas localizadas (perdas secundárias)
• Comprimento equivalente
Atividades Práticas
Muito
Obrigado!
Até o próximo
encontro!
Prof. Bastos