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DPOC

O documento aborda a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), incluindo suas características, fatores de risco, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento. A DPOC é caracterizada por limitação crônica do fluxo aéreo, frequentemente associada a bronquite crônica e enfisema pulmonar, e pode ser exacerbada por infecções e irritantes. O tratamento envolve oxigenioterapia, ventilação não-invasiva, uso de broncodilatadores e antibióticos, visando melhorar a ventilação e corrigir a hipoxemia.

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Renato Faas
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O documento aborda a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), incluindo suas características, fatores de risco, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento. A DPOC é caracterizada por limitação crônica do fluxo aéreo, frequentemente associada a bronquite crônica e enfisema pulmonar, e pode ser exacerbada por infecções e irritantes. O tratamento envolve oxigenioterapia, ventilação não-invasiva, uso de broncodilatadores e antibióticos, visando melhorar a ventilação e corrigir a hipoxemia.

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CEFAPP

Programa de pós-graduação

DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA


CRÔNICA
(DPOC)

Prof. Cristiano Silvestre


DPOC
Limitação crônica ao fluxo aéreo caracterizada por graus variados de:

Bronquite Crônica
e/ou
Enfisema Pulmonar
Fatores de risco

80 – 90%

↓ Motilidade ciliar Limitação da produção de


surfactante
Hipertrofia das células Inibição da atividade
mucosas enzimática antielastase
Inflamação das paredes Broncoespasmo
brônquicas e alveolares
Fisiopatologia
Limitação crônica ao fluxo aéreo decorrente de:

A)Secreções excessivas
B) Hiper-responsividade brônquica
C) Inflamação das VAs / Destruição do parênquima
Fisiopatologia

↑ RESISTÊNCIA DAS VAS


W EXPIRATÓRIO ↑

Limitação fluxo HIPERINSUFLAÇÃO


aério W INSPIRATÓRIO ↑

FADIGA MUSCULAR
Fisiopatologia

Anormalidades
H
das VAs
I
(áreas de↓
DESORGANIZAÇÃO P
V/Q)
DA ARQUITETURA O
PULMONAR X
+ E
DESUNIFORMIDADE M
DO FLUXO I
A

Destruição de C/ OU
porções do S/
leito capilar
(áreas de↑ ↑CO2
V/Q)
Fisiopatologia

Destruição do leito capilar

VC hipóxica
ELEVAÇÃO DA PRESSÃO
↑Resistência DA ARTÉRIA
Vascular PULMONAR
VC em resposta à acidose

Aumento da viscosidade
do sangue (policitemia
decorrente da hipoxemia))

COR PULMONALE
(aumento das câmaras direitas)
Apresentação Clínica

Figura: Pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica.


A) Enfisema pulmonar
B) Bronquite crônica
Diagnóstico
• Quadro clínico associado a antecedentes;

• Exame Físico;

• Gasometria;

• ECG, cintilografia, tomografia de tórax;


Diagnóstico
Exame físico

Inspeção Tórax hiperinsuflado


Dispinéia/taquipinéia
Tempo expiratório prolongado
Respiração c/ lábio
semicerrados
Uso da M.A

Ausculta Diminuição do MV
Sibilos
Crepitações discretas
Diagnóstico

• Provas da Função Pulmonar:


• Volumes e Capacidades pulmonares
• ↑ CRF e VR
• ↓ CVF, VEF1, FEF25-75%
• Mecânica Ventilatória
• ↑ tempo expiratório, ↓ velocidade do fluxo expiratório
• ↑ Resistência VAs devido a :

↓ TRAÇÃO
RADIAL ESPESSAMENTO
↓ RECUO
DAS PAREDES
ELÁSTICO
MUCO DAS VAs
EXCESSIVO
Diagnóstico
RX Tórax
Estagios da dpoc

ESTAGIO 1 doença leve VEF1 ≥ 70% < 80%


ESTAGIO 2 doença moderada VEF1 ≥ 50% < 80%
ESTAGIO 3 doença grave VEF1 ≥ 30% < 50%
ESTAGIO 4 doença muito grave VEF1 < 30%
Exacerbação da DPOC
Causas:
• Infecção viral ou bacteriana (50% dos casos)
• Exposição a irritantes brônquicos ou alérgenos
• Pneumotórax
• Fadiga muscular
• Embolia pulmonar
• Arritmias
• Uso de sedativos
• Distúrbios metabólicos, entre outros
Exacerbação da DPOC

Sinais e sintomas:
• Tosse produtiva + aumento qtde de secreção +
alteração na coloração da secreção
• Dispnéia
• Broncoespasmo
• Cianose
• Alteração no nível de consciência (decorrente da
hipoxemia e/ou hipercapnia)
• Sinais de cor pulmonale: edema de MM, estase
jugular, hepatomegalia
Tratamento

Objetivos:
• Correção da hipoxemia
• Melhora da ventilação
• Tratamento dos fatores desencadeantes
• Medidas de suporte geral
• Correção de distúrbios metabólicos
Tratamento

• Correção da hipoxemia e melhora da ventilação


• Oxigenioterapia
• VNI
• AVM Invasiva c/ IOT

* O que leva à AVM:


PaCO2 >50 / PaO2 <55 / pH<7,35
Ventilação Não-Invasiva
• Grau de recomendação A* como tratamento de
primeira escolha na agudização da DPOC
• Vantagens:
• Diminui a necessidade de IOT
• Reduz mortalidade hospitalar
• Objetivos:
• melhorar trocas
• ↓ dispnéia e W
• tentar evitar IOT

* III Consenso Brasileiro de Ventilação Mecânica


Situações clínicas em que a Intubação Endotraqueal e Ventilação
Mecânica Invasiva são preferíveis ao uso de Ventilação Não- Invasiva
na exacerbação da DPOC
• PCR iminente • Reflexo de tosse comprometido
• Depressão do nível de • Excesso de secreção
consciência
• Pneumonia associada • Agitação psicomotora

• Doenças concomitantes • Obstrução das VAS


(encefalopatia grave, hemorragia
digestiva alta, instabilidade
hemodinâmica, arritmias
cardíacas)

• Acidose extrema (pH<7,2) • Incapacidade em manter os


lábios serrados
Tratamento medicamentoso

1. Antibióticos
•De escolha: penicilinas semi-sintéticas
associadas ao ác. clavulânico, eritromicina,
cloranfenicol e sulfas
•Em alguns casos: cefalosporinas e
quinolonas
Tratamento medicamentoso

2. Broncodilatadores
• Devem ser dados da admissão e a cada 4 ou 6h
• Tipos:
• Anticolinérgicos
• Beta2-adrenérgicos
• Metilxantina
Tratamento Medicamentoso

3. Corticosteróides
• Podem ser usados por 7 a 14 dias
• Indicados para pacientes que tenham obstrução ao fluxo aéreo e não se
beneficiaram com broncodilatador
• Metilprednisolona ou prednisona, 30-40mg/dia

[Link]éticos e digitálicos:
• Uso com cautela (risco de agravamento do quadro de base e intoxicação
medicamentosa)
Tabela 1: Antibióticos utilizados nas exacerbações agudas da DPOC
Nome Químico Nome Comercial Apresentação Dose

Amoxacilina+ clavulonato Clavulin Cp 500mg VO 500mg 8/8h


de potássio Fap 500mg e 1g EV 500 a 1000mg 8/8h
Ceftriaxona Rocefin Frasco 0,5 e 1g EV ou IM 1g 12/12h

Ciprofloxacina Cipro Cp 250,500mg VO 250 a 750mg 12/12h


Frasco 200mg EV 200mg 12/12h
Claritromicina Klaricid Cp 250 e 500mg VO 250 a 750mg 12/12h
EV 500mg 12/12h
Cloranfenicol Quemicetina Cap 250 e 500mg VO 250 a 500mg 6/6h
Frascos 250mg e 1g EV 50mg/kg 4 doses
Doxicilina Vibramicina Dg 100mg VO 200mg no 1o dia e após
100mg/dia
Eritromicina Eritrex Cp 500mg VO 500mg 6/6hEV 0,5 a 1g
Erytromycin Fap 1g 6/6h
Gatifloxacin Tequin Cp 400mg VO 400mg/dia

Levofloxacin Levaquim Cp 250 e 500mg VO 250 a 500mg/dia


Tavanic Fap 500mg EV 500mg/dia
Moxifloxacin Avalox Cp 400mg VO 400mg/dia

Roxitromicina Rulid Cp 150 e 300mg VO 150g 12/12h ou 300mg


1x/dia
Sulfametoxazol + Bactrim Cp e amp 400mg VO ou EV 800mg/160mg
trimetoprima Sulfa/ 80mg trimetoprima 12/12h
Tabela 2: Broncodilatadores e suas respectivas doses
Nome Químico Nome Comercial Apresentação Dose

Brometo de ipratrópio Atrovent Solução para inalação Inalação 0,250 a


a 0,025% 0,500mg 20 a 40 gts
Aerossol 4/4 ou 6/6h
(0,020 mg/puff) 2 puffs/dia
Fenoterol Berotec Frascos 15ml Inalação 10 gts 4/4 ou
(20gts/1ml/5mg) 6/6h
Aerossol Aerossol 4/4 ou 6/6h
(0,2mg/puff)

Teofilina Talofilina, Cap 100,200 e 300mg VO 10mg/kg/dia


Teolong em 2 a 3 doses
Terbutalina Bricanyl Solução para inalação Inalação 10gts 4/4h
10mg/ml SC 0,25 a 0,5mg
Amp 0,5 mg/ml 6/6h turbuhaler
turbuhaler 0,5mg 6/6h
0,5mg/dose
Aminofilina Aminofilina Cp 0,1 e 0,2g VO 15mg/dia 4x
Amp 240mg, 10ml EV 0,5 mg/kg/hora
Bamifilina Bamifix Dg 300 e 600mg VO 600 a 900mg
12/12h

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