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Redesign Pedagogico

O documento apresenta uma entrevista com o Professor Jefferson Munhoz, que compartilha sua experiência na adaptação do ensino de equações de segundo grau para alunos com TDAH. Ele discute a transição de uma abordagem tradicional para uma prática centrada no aluno, enfatizando a importância do diagnóstico e da inclusão. A mudança resultou em maior compreensão, participação e autonomia dos alunos na resolução de problemas matemáticos.

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O documento apresenta uma entrevista com o Professor Jefferson Munhoz, que compartilha sua experiência na adaptação do ensino de equações de segundo grau para alunos com TDAH. Ele discute a transição de uma abordagem tradicional para uma prática centrada no aluno, enfatizando a importância do diagnóstico e da inclusão. A mudança resultou em maior compreensão, participação e autonomia dos alunos na resolução de problemas matemáticos.

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r Z i n e

Teache Maio 2021

o
Ediçã al Redesigner de
ci
espe
atividade
do Professor
Jefferson

Equação
2º Grau Uma prática voltada
para alunos com
TDAH

INSIDE
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Como
Era
Bem Vindos
🎤 Entrevistadora:
Quero começar te ouvindo com calma…
Antes de toda essa transformação na sua
prática, como eram suas aulas de equação

Teacher Zine
do segundo grau?
Como você conduzia esse conteúdo no dia
a dia com a turma?
Jefferson: Bem como todo mundo que
passou por uma educação tradicional
minhas abordagens eram igualmente
Hoje iremos conversar com o Professor tradicionais, as aulas eram totalmente
expositivas e as equações eram
Jefferson Munhoz, ele que já atua a apresentadas em incompletas e completas,
mais de 20 anos na educação, traz pra praticamente desligadas umas das outras.
Nessa prática, predominava uma
nos um analise muito interessante para abordagem centrada na interação,
o ensino de equações de segundo caracterizada pela exposição do conteúdo
e resolução direta de exercícios, sem uma
grau, focando a metodologia em alunos organização intencional do processo de
aprendizagem.
com TDAH. Entrevistadora:
A prática visa adaptar a forma de Isso é muito comum mesmo… e é
interessante você reconhecer isso com
ministrar o conteúdo as necessidades e tanta consciência.
capacidades dos alunos, mas isso de Dentro dessa forma mais tradicional, como
você percebia a participação dos alunos?
forma a integrar junto aos demais Eles conseguiam acompanhar o raciocínio
alunos. ou você sentia que, em algum momento,
eles se perdiam no processo?
Vamos lá conhecer essa proposta? Jefferson: Não tinha um bom resultado
não, as equações incompletas também era
divididas em dois tipos quando b=0 e
quando c=0 mas a gente fazia isso sem
Divirtam-se antes explicar de fato o que são e as
funções dos coeficientes da equação de
segundo grau
Entrevistadora:
Entendo… então havia uma fragmentação do conteúdo, Jefferson: Não sei precisar exatamente quando foi, mas como
sem uma base conceitual bem consolidada antes da sempre refleti muito no porque os alunos não aprendem ou
prática. não gostam de matemática, acho que um determinado
momento houve uma virada de chave. Eu não queria mais
E nesse cenário, como ficavam os alunos que tinham mais
dificuldade — especialmente aqueles com TDAH? saber o que dava errado isso eu ja sabia muito bem, eu queria
O que você observava no comportamento e no saber como fazer dar certo! E para isso eu tinha que olhar o
desempenho deles durante as aulas? aluno de outra maneira e assim redesenhar minhas aulas e
Jefferson: Confesso também que naquela época minhas práticas. Elas não podiam mais ter o conteúdo como
protagonista, mas sim os alunos, eles precisavam assumir o
tinhamos pouca informações em como lidar com esses
alunos buscavamos apenas reduzir as atividade para que protagonismo de conduzir como iriamos seguir com as aulas e
eles conseguissem manter o foco. O resultado era que a consequentemente com os conteúdos.
maioria das vezes tinhamos que ficar retomando e Entrevistadora:
retomando e rotomando as explicações sem que Isso é muito potente… quando o foco muda do conteúdo para o
aluno, tudo começa a se reorganizar, não é?
houvesse um avanço como desejamos que houvesse.
Entrevistadora: E a partir dessa virada, como você começou, na prática, a
Isso que você descreve é muito presente em muitas salas redesenhar suas aulas?
mesmo… e mostra o quanto havia esforço, mas talvez O que foi a primeira coisa que você mudou quando decidiu
faltasse uma estratégia mais estruturada. que o aluno precisava estar no centro do processo?
Jefferson: Bom, não foi um processo fácil ainda precisava
Em que momento você percebeu que precisava mudar
aprender muito e não tinha muito suporte para isso os laudos

Redesign
essa forma de ensinar?
Teve alguma situação, algum “clique”, que fez você chegam para nos de forma incompleta é muito dificil ter um
repensar sua prática? laudo bem feito com orientações pedagogicas sobre as
limitações e adaptações que os alunos precisam, isso acontece
até hoje e isso dificulta muito a inclusão de fato, afim de se seja
feita de forma correta. Mas como eu queria um solução e não
mais focar em dificuldade comecei a eu mesmo realizar
diagnostico sobre os conhecimentos prévios que os alunos
tinham, não só os com TDAH mas todos os alunos de forma
realmente inclusiva, pois muitos alunos com TDAH tem ótimo
raciocionio logico apenas tem aquele inquietação tipica.
Assim eu aplico um pré-teste muitas vezes disfarçado de
trabalho eles resolvem as atividade conforme lembram e
conseguem e depois faço a correção diagnostica, onde ápos
feitos os levantamentos eu retomo com eles os pontos de
fragilidade.
O segundo passo foi conceitual
a equação de segundo grau,
mostar atráves de exemplos a Jefferson: Bom hoje os
diferença da equação de exercícos são
segundo grau e de primeiro progressivos
grau, fazendo que atráves de experimentamos diversas
um raciocionio proprio formas de resolução da
percebam que aumenta um equação e sem partir
termo algébrico e depois que direto para forma
esses termos tem "números" na resolutiva da equação de
frente os nossos coeficientes. segundo grau, por
Após essa percepção passamos exemplo atráves de
para exercícios simples de exemplos simples
Entrevistadora: fixação, mas para não reair no fazemos a resolução por
Muito interessante isso que tradicionalismo vamos ao fatoração utilizando
você trouxe… você saiu de laboratório de informatica e exercícios guiados assim
uma lógica de adaptação utilizamos a plataforma digital trabalhamos a percepção
superficial para uma do Khan Academy. Junto a essa de quando pode ser
compreensão real do aluno, atividade eles já ficam fatorado e quando não
né? conhecendo a forma geral da pode. Agora temos uma
E depois desse diagnóstico, equação mais deixo para compreenção da equação
como você passou a apresenta-la formalmente em incompleta pois, eles
organizar o ensino das uma proxima aula. sentem falta de ter os três
equações? Entrevistadora: termos os três coeficiente
Muito interessante… você a, b e c, daí fica mais
O que mudou na forma de
começa pelo entendimento e natural o entendimento
apresentar o conteúdo e
pela descoberta, antes da que existem alguém
conduzir a resolução com formalização — isso muda
eles? (algum coeficiente) que
completamente a relação do assumiu valor zero e que
Jefferson: Bom agora a aluno com o conteúdo. mais a frente veremos
forma e a metodologia E quando chega o momento da uma maneira para
mudam de acoordo com a resolução das equações, resolver quando todos os
necessidade presente. Mas especialmente com a fórmula coeficietnes forem
acredito que posso entrar de Bhaskara, como você diferentes de zero, a
em uma situação especifica organiza isso hoje? euqação completa.
que venho aplicando esse Você comentou sobre
ano. estruturar melhor… como isso
acontece na prática com os
alunos?
Entrevistadora:
Que bonito perceber essa sensibilidade… você conseguiu equilibrar estrutura
com leveza, sem perder o rigor.
Pra gente encerrar, queria te ouvir de forma bem direta:
Hoje, olhando pra sua prática antes e depois dessa transformação…
o que realmente mudou na aprendizagem dos seus alunos — e também em
você como professor?
Jefferson: Hoje sinto que consigo atingir mais alunos e mais alunos
entendem porque estudam matemática, entendem que matemática vai além
da continha. Quanto a mim me sinto mais satisfeito com os resultados mas
realizado sabendo que embora nem sempre saia tudo como gostariamos
que fosse, estou fazendo a diferença nem que seja pelo simples fato de olhar
por que muitas vezes apenas recebe um rótulo e fica estigmatizado como
não tem o que fazer, o que é um erro absurdo!
Entrevistadora:
É muito bonito te ouvir… porque fica claro que não foi só uma mudança de
metodologia, foi uma mudança de olhar.
Você saiu de uma lógica em que o conteúdo conduzia tudo…
para uma prática em que o aluno ganha espaço, voz e possibilidade real de
aprender.
E talvez o mais importante: você não aceitou o rótulo como resposta.
Muito obrigada por compartilhar sua experiência — ela mostra, na prática,
Entrevistadora: que ensinar matemática pode, sim, ser um caminho de inclusão, sentido e
Isso que você trouxe é muito rico… o aluno passa a “sentir falta” dos transformação.
elementos, e não apenas receber a informação pronta — isso é
construção real de conhecimento.
E depois de toda essa reorganização — diagnóstico, construção
conceitual, uso de tecnologia e progressão dos exercícios — o que você
percebeu de mudança nos alunos?
Principalmente em três pontos:
👉 compreensão do conteúdo
👉 participação em sala
👉 autonomia na resolução
O que mudou, de fato, na sua turma?
Jefferson: Percebi varias mudanças primeiro sem a participação deles
sem o protagonismo deles a aula não acontece, mas como todos nos
nem todos os dias eles estão bem e dispostos então preciso ter cartas
nas mangas voltar a atividades ludicas, trabalhar com desafios
matemáticos que tem a resolução de equação escondida e não de forma
formal e cientificamente apresentada. Assim consigo ainda desenvolver o
processo de resolução de problemas com eles sem que eles percebam
que é isso que estão fazendo, dai em uma próxima aula eu formalizo
aquela atividade que ficou com uma "brincadeira".
Nota ética: Este produto educacional contou com o uso de ferramenta de inteligencia artificial,
especificamente Chat GPT (Open IA), como apoio a organização da ideia e assumindo a persona de
Link para acesso ao recurso de forma digital: entrevistadora conforme condução estabelecida pelo autor. A ferramenta foi utilizada exclusivamente
[Link] como recurso auxiliar, não substituindo a análise critica e a autoria dos pesquisador. Todo conteúdo gerado
foi revisado, validado e adaptado pelo autor, que assume integral responsabilidade pelas informações,
interpretações e conclusões apresentadas neste trabalho.

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