0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações119 páginas

Numeros Complexos

O documento é um material de estudo para o concurso de Soldado da Polícia Militar da Bahia, abrangendo tópicos de matemática como conjuntos numéricos, operações, propriedades, álgebra, geometria e trigonometria. Ele inclui definições, exemplos e propriedades matemáticas essenciais. O conteúdo é licenciado para um usuário específico e a reprodução não autorizada é proibida.

Enviado por

jorgekalil542
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações119 páginas

Numeros Complexos

O documento é um material de estudo para o concurso de Soldado da Polícia Militar da Bahia, abrangendo tópicos de matemática como conjuntos numéricos, operações, propriedades, álgebra, geometria e trigonometria. Ele inclui definições, exemplos e propriedades matemáticas essenciais. O conteúdo é licenciado para um usuário específico e a reprodução não autorizada é proibida.

Enviado por

jorgekalil542
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Polícia Militar da Bahia

PM-BA
Soldado

NV-019OT-24-PREP-PM-BA-SOLDADO
Cód.: 7908428810245
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
SUMÁRIO

MATEMÁTICA..........................................................................................................................1
CONJUNTOS NUMÉRICOS: OPERAÇÕES, PROPRIEDADES E APLICAÇÕES.................................. 1

NÚMEROS NATURAIS.........................................................................................................................................1

NÚMEROS INTEIROS...........................................................................................................................................1

NÚMEROS RACIONAIS........................................................................................................................................4

NÚMEROS REAIS.................................................................................................................................................5

COMPLEXOS (FORMA ALGÉBRICA E FORMA TRIGONOMÉTRICA)................................................ 6

SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS, PROGRESSÃO ARITMÉTICA E PROGRESSÃO GEOMÉTRICA........ 13

ÁLGEBRA.............................................................................................................................................. 17

EXPRESSÕES ALGÉBRICAS..............................................................................................................................18

POLINÔMIOS: EQUAÇÕES POLINOMIAIS E INEQUAÇÕES RELACIONADAS................................ 19

OPERAÇÕES E PROPRIEDADES........................................................................................................................19

x1y2z3 9be7630f9819aa975715d65c472d892521c0d3b51112f231e90384be28622c9b
FUNÇÕES: GENERALIDADES............................................................................................................. 22

FUNÇÕES ELEMENTARES: 1º GRAU, 2º GRAU, MODULAR, EXPONENCIAL E LOGARÍTMICA -


GRÁFICOS E PROPRIEDADES...........................................................................................................................26

SISTEMAS LINEARES, MATRIZES E DETERMINANTES: PROPRIEDADES E APLICAÇÕES......... 40

ANÁLISE COMBINATÓRIA................................................................................................................. 51

ARRANJOS.........................................................................................................................................................51

PERMUTAÇÕES..................................................................................................................................................51

COMBINAÇÕES SIMPLES.................................................................................................................................52

BINÔMIO DE NEWTON.......................................................................................................................................52

PROBABILIDADE EM ESPAÇOS AMOSTRAIS FINITOS...................................................................................53

GEOMETRIA E MEDIDAS.................................................................................................................... 54

GEOMETRIA PLANA: FIGURAS GEOMÉTRICAS, CONGRUÊNCIA, SEMELHANÇA, PERÍMETRO


E ÁREA................................................................................................................................................................54

GEOMETRIA ESPACIAL...................................................................................................................... 75

PARALELISMO, PERPENDICULARISMO ENTRE RETAS E PLANOS...............................................................75

ÁREAS E VOLUMES DOS SÓLIDOS GEOMÉTRICOS: PRISMA, PIRÂMIDE, CILINDRO, CONE


E ESFERA............................................................................................................................................................76
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
GEOMETRIA ANALÍTICA NO PLANO: RETAS, CIRCUNFERÊNCIA E DISTÂNCIAS....................... 83

TRIGONOMETRIA................................................................................................................................ 92

RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS, FUNÇÕES, FÓRMULAS DE TRANSFORMAÇÕES


TRIGONOMÉTRICAS, EQUAÇÕES E TRIÂNGULOS..........................................................................................92

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Importante!
A soma ou subtração de dois números pares tem
resultado par.
Ex.: 12 + 8 = 20; 12 – 8 = 4.
MATEMÁTICA A soma ou subtração de dois números ímpares
tem resultado par.
Ex.: 13 + 7 = 20; 13 – 7 = 6.
A soma ou subtração de um número par com
outro ímpar tem resultado ímpar.
CONJUNTOS NUMÉRICOS: Ex.: 14 + 5 = 19; 14 – 5 = 9.
OPERAÇÕES, PROPRIEDADES E A multiplicação de números pares tem resultado
APLICAÇÕES par.
Ex.: 8 x 6 = 48.
NÚMEROS NATURAIS A multiplicação de números ímpares tem resul-
tado ímpar:
Ex.: 3 x 7 = 21.
Os números construídos com os algarismos de 0 a
A multiplicação de um número par por um núme-
9 são chamados de naturais. O símbolo desse conjun-
ro ímpar tem resultado par:
to é a letra N, e podemos escrever os seus elementos
Ex.: 4 x 5 = 20.
entre chaves:
N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16,
17, …} NÚMEROS INTEIROS
As reticências indicam que este conjunto tem infi-
nitos números naturais. Os números inteiros são os números naturais e
O zero não é um número natural propriamente seus respectivos opostos (negativos). Veja:
dito, pois não é um número de “contagem natural”. Z = {..., -7, -6, -5, -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}
O símbolo desse conjunto é a letra Z. Uma coisa
Por isso, utiliza-se o símbolo N* para designar os
importante é saber que todos os números naturais
números naturais positivos, isto é, excluindo o zero.
são inteiros, mas nem todos os números inteiros são
Vejam: N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7…} naturais. Logo, podemos representar através de dia-
gramas e afirmar que o conjunto de números naturais
Dica está contido no conjunto de números inteiros ou ain-
da que N é um subconjunto de Z. Observe:
O símbolo do conjunto dos números naturais é
a letra N e podemos ter ainda, o símbolo N*, que
representa os números naturais positivos, isto é,
excluindo o zero.

Conceitos básicos relacionados aos números


naturais: Z N

z Sucessor: é o próximo número natural.

Exemplo: o sucessor de 4 é 5, e o sucessor de 51 é


52. E o sucessor do número “n” é o número “n+1”.
Podemos destacar alguns subconjuntos de núme-
z Antecessor: é o número natural anterior. ros. Veja:

Exemplo: o antecessor de 8 é 7, e o antecessor de 77 z Números inteiros não negativos = {4,5,6...}. Veja


é 76. E o antecessor do número “n” é o número “n-1”. que são os números naturais;
z Números inteiros não positivos = {… -3, -2, -1, 0};
z Números consecutivos: são números em sequência. Veja que o zero também faz parte deste conjunto,
pois ele não é positivo nem negativo;
Exemplo: 5, 6, 7 são números consecutivos, porém z Números inteiros negativos = {… -3, -2, -1}. O zero
10, 9, 11 não são. Assim, (n-1, n e n+1) são números não faz parte;
consecutivos. z Números inteiros positivos = {5, 6, 7...}. Novamen-
MATEMÁTICA

te, o zero não faz parte.


z Números naturais pares: são aqueles que, ao
Operações com Números Inteiros
serem divididos por 2, não deixam resto. Por isso
o zero também é par. Logo, todos os números que Há quatro operações básicas que podemos efetuar
terminam em 0, 2, 4, 6 ou 8 são pares. com estes números. São elas: adição, subtração, multi-
z Números naturais ímpares: ao serem divididos por plicação e divisão.
2, deixam resto 1. Todos os números que terminam
em 1, 3, 5, 7 ou 9 são ímpares. 1
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Adição Multiplicação
x1y2z3 9be7630f9819aa975715d65c472d892521c0d3b51112f231e90384be28622c9b

É dada pela soma de dois números. Ou seja, a adi- A multiplicação funciona como se fosse uma repe-
ção de 20 e 5 é: 20 + 5 = 25 tição de adições. Veja:
Veja mais alguns exemplos: A multiplicação 20 x 3 é igual à soma do número 20
Adição de 15 e 3: 15 + 3 = 18 três vezes (20 + 20 + 20), ou à soma do número 3 vinte
Adição de 55 e 30: 55 + 30 = 85 vezes (3 + 3 + 3 + ... + 3).
Principais propriedades da operação de adição: Algo que é muito importante e você deve lembrar
sempre são as regras de sinais na multiplicação de
z Propriedade comutativa: a ordem dos números números.
não altera a soma.
SINAIS NA MULTIPLICAÇÃO
Ex.: 115 + 35 é igual a 35 + 115.
Operações Resultados
z Propriedade associativa: quando é feita a adição
+ + +
de 3 ou mais números, podemos somar 2 deles, pri-
meiramente, e depois somar o outro, em qualquer - - +
ordem, que vamos obter o mesmo resultado.
+ - -
Ex.: 2 + 3 + 5 = (2 + 3) + 5 = 2 + (3 + 5) = 10 - + -

z Elemento neutro: o zero é o elemento neutro da


adição, pois qualquer número somado a zero é Dica
igual a ele mesmo.
� A multiplicação de números de mesmo sinal
tem resultado positivo.
Ex.: 27 + 0 = 27; 55 + 0 = 55.
Ex.: 51 × 2 = 102; (-33) × (-3) = 99
z Propriedade do fechamento: a soma de dois núme- � A multiplicação de números de sinais diferen-
ros inteiros sempre gera outro número inteiro. tes tem resultado negativo.
Ex.: 25 × (-4) = -100; (-15) × 5 = -75
Ex.: a soma dos números inteiros 8 e 2 gera o
número inteiro 10 (8 + 2 = 10). Principais propriedades da operação de
multiplicação:
Subtração
z Propriedade comutativa: A x B é igual a B x A, ou
Subtrair dois números é o mesmo que diminuir, seja, a ordem não altera o resultado.
de um deles, o valor do outro. Ou seja, subtrair 7 de 20
significa retirar 7 de 20, restando 13: 20 – 7 = 13. Ex.: 8 x 5 = 5 x 8 = 40.
Veja mais alguns exemplos:
Subtrair 5 de 16: 16 -5 = 11 z Propriedade associativa: (A x B) x C é igual a (C x B)
30 subtraído de 10: 30 – 10 = 20 x A, que é igual a (A x C) x B.
Principais propriedades da operação de
subtração: Ex.: (3 x 4) x 2 = 3 x (4 x 2) = (3 x 2) x 4 = 24.

z Propriedade comutativa: como a ordem dos núme- z Elemento neutro: a unidade (1) é o elemento neu-
ros altera o resultado, a subtração de números não tro da multiplicação, pois ao multiplicar 1 por
possui a propriedade comutativa. qualquer número, este número permanecerá
inalterado.
Ex.: 250 – 120 = 130 e 120 – 250 = -130.
Ex.: 15 x 1 = 15.
z Propriedade associativa: não há essa propriedade
na subtração. z Propriedade do fechamento: a multiplicação de
z Elemento neutro: o zero é o elemento neutro da números inteiros sempre gera um número inteiro.
subtração, pois, ao subtrair zero de qualquer
número, este número permanecerá inalterado. Ex.: 9 x 5 = 45

Ex.: 13 – 0 = 13. z Propriedade distributiva: essa propriedade é


exclusiva da multiplicação. Veja como fica: Ax(B+C)
z Propriedade do fechamento: a subtração de dois = (AxB) + (AxC)
números inteiros sempre gera outro número
inteiro. Ex.: 3x(5+7) = 3x(12) = 36
Usando a propriedade:
Ex.: 33 – 10 = 23. 3x(5+7) = 3x5 + 3x7 = 15+21 = 36

2
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Divisão Resolva os exercícios a seguir para verificar seus
conhecimentos:
Quando dividimos A por B, queremos repartir a
quantidade A em partes de mesmo valor, sendo um 1. (VUNESP – 2015) Dividindo-se um determinado núme-
total de B partes. ro por 18, obtém-se quociente n e resto 15. Dividindo-
Ex.: Ao dividirmos 50 por 10, queremos dividir 50 -se o mesmo número por 17, obtém-se quociente (n +
em 10 partes de mesmo valor. Ou seja, nesse caso tere- 2) e resto 1. Desse modo, é correto afirmar que n(n +
mos 10 partes de 5 unidades, pois se multiplicarmos 10 2) é igual a
x 5 = 50. Ou ainda podemos somar 5 unidades 10 vezes
consecutivas, ou seja, 5+5+5+5+5+5+5+5+5+5=50. a) 440.
Algo que é muito importante e você deve lembrar b) 420.
sempre são as regras de sinais na divisão de números. c) 400.
d) 380.
e) 340.
SINAIS NA DIVISÃO

Operações Resultados Dividendo = 18 x n + 15


Dividendo = 17 x (n+2) + 1
+ + + 18 x n + 15 = 17 x (n+2) + 1
18n + 15 = 17n + 34 + 1
- - + 18n – 17n = 35 – 15
+ - - n = 20
Logo, n.(n+2) = 20.(20+2) = 20.22 = 440. Resposta:
- + - Letra A.

2. (FGV – 2019) O resultado da operação 2+3×4−1 é


Dica
a) 13.
� A divisão de números de mesmo sinal tem
b) 15.
resultado positivo.
c) 19.
Ex.: 60 ÷ 3 = 20; (-45) ÷ (-15) = 3 d) 22.
� A divisão de números de sinais diferentes tem e) 23.
resultado negativo.
Ex.: 25 ÷ (-5) = -5; (-120) ÷ 5 = -24 Primeiro vamos fazer a multiplicação e depois as
demais operações:
Esquematizando: 2 + 3 × 4 − 1 = 2 + 12 − 1 = 13
Resposta: Letra A
Dividendo
Divisor
3. (INSTITUTO AOCP – 2018) O total de números que
30 5 estão entre o dobro de 140 e o triplo de 100 é igual a
0 6 a) 17.
Quociente b) 19.
Resto c) 21.
d) 23.
Dividendo = Divisor × Quociente + Resto e) 25.
30 = 5 · 6 + 0
Dobro de 140 = 280
Triplo de 100 = 300
Principais propriedades da operação de divisão:
Total de números entre 280 e 300:
281 até 291 = 10 números
z Propriedade comutativa: a divisão não possui essa
291 até 299 = 9 números
propriedade.
10 + 9 = 19 números.
z Propriedade associativa: a divisão não possui essa Resposta: Letra B.
propriedade.
z Elemento neutro: a unidade (1) é o elemento neu- 4. (INSTITUTO CONSULPLAN – 2019) Os símbolos das
tro da divisão, pois ao dividir qualquer número operações que deverão ser inseridos nos quadrados
por 1, o resultado será o próprio número. para que o cálculo seja verdadeiro são, respectivamen-
te: 4_3_2_1 = 10
Ex.: 15 / 1 = 15.
a) + / x / +
MATEMÁTICA

z Propriedade do fechamento: aqui chegamos em b) x / – / ÷


uma diferença enorme dentro das operações de c) + / ÷ / –
números inteiros, pois a divisão não possui essa d) x / + / +
propriedade, uma vez que ao dividir números
inteiros podemos obter resultados fracionários ou 4 * 3 – 2/1=
decimais. 4 * 3 = 12
–2/1= –2 =
Ex.: 2 / 10 = 0,2 (não pertence ao conjunto dos 12 – 2 = 10
números inteiros). Resposta: Letra B. 3
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
NÚMEROS RACIONAIS z Divisão de números decimais: devemos multipli-
car ambos os números (divisor e dividendo) por
São aqueles que podem ser escritos na forma da uma potência de 10 (10, 100, 1000, 10000 etc.) de
divisão (fração) de dois números inteiros. Ou seja, modo a retirar todas as casas decimais presentes.
escritos na forma A/B (A dividido por B), onde A e B Após isso, é só efetuar a operação normalmente.
são números inteiros.
Exemplos: 7/4 e -15/9 são racionais. Veja, também, Ex.: 5,7 ÷ 1,3
que os números 87, 321 e 1221 são racionais, pois são 5,7 × 100 = 570
divididos pelo número 1. 1,3 × 100 = 130
570 ÷ 130 = 4,38
Dica
Revise seus conhecimentos com os exercícios
Qualquer número natural é também inteiro e todo comentados a seguir:
número inteiro é também racional.
1. (FGV– 2010) Julgue as afirmativas a seguir:
O símbolo desse conjunto é a letra Q e podemos
representar por meio de diagramas a relação entre os a) 0,555... é um número racional.
conjuntos naturais, inteiros e racionais, veja:
( ) CERTO ( ) ERRADO

Q Repare que o número 0,555... é uma dízima periódi-


ca. Vimos na teoria que as dízimas periódicas são
um tipo de número racional. Resposta: Certo.

b) Todo número inteiro tem antecessor.


Z N
( ) CERTO ( ) ERRADO

Qualquer número inteiro é possível obter o seu ante-


cessor. Basta subtrair 1 unidade. Veja: o antecessor
de 35 é o 34. O antecessor de 0 é -1. E o antecessor de
-299 é o -300. Resposta: Certo.
Representação Fracionária e Decimal
2. (FCC – 2018) Os canos de PVC são classificados de
acordo com a medida de seu diâmetro em polegadas.
Há 3 tipos de números no conjunto dos números
Dentre as alternativas, aquela que indica o cano de
racionais: maior diâmetro é

z Frações: a) 1/2.
b) 1 ¼.
Ex.: 8 3 7 etc.
c) 3/4.
3 , 5 , 11
d) 1 ½.
e) 5/8.
z Números decimais.
Vamos deixar todos na forma decimal. Ou seja,
Ex.: 1,75
vamos dividir o numerador pelo denominador da
fração. Veja:
z Dízimas periódicas. 5/8 = 0,625
½ = 0,5
Ex.: 0,33333... 1 ¼ = 1 + 0,25 = 1,25
¾ = 0,75
Operações e Propriedades dos Números Racionais 1 ½ = 1 + 0,5 = 1,5
Logo, o maior diâmetro será 1 ½ polegadas, que
z Adição de números decimais: segue a mesma lógi- corresponde a 1,5 polegadas. Resposta: Letra D.
ca da adição comum.
3. (FCC – 2017) Sabendo que o número decimal F é
Ex.: 15,25 + 5,15 = 20,4 0,8666 . . . , que o número decimal G é 0,7111 . . . e que
o número decimal H é 0,4222 . . . , então, o triplo da
z Subtração de números decimais: segue a mesma soma desses três números decimais, F, G e H, é igual a
lógica da subtração comum.
a) 6,111 . . .
Ex.: 57,3 – 0,12 = 57,18 b) 5,888 . . .
c) 6
z Multiplicação de números decimais: aplicamos o d) 3
mesmo procedimento da multiplicação comum. e) 5,98

4 Ex.: 4,6 × 1,75 = 8,05


O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Podemos resolver de forma aproximada, somando: Esse número é encontrado em muitos elementos
0,8666 + 0,7111 + 0,4222 = 1,9999 (aproximadamen- da natureza e é representado por Phi (ϕ). Seu valor é
te 2) ϕ = 1,618033...
A soma é aproximadamente 3×2 = 6. Representação na reta numérica:
Resposta: Letra C.
1, 4142
... –2 –1 0 1 2 3 ...
4. (FGV – 2016) Durante três dias, o capitão de um navio
atracado em um porto anotou a altura das marés alta –3/2 –0,5 1/2 1,5 5/2
(A) e baixa (B), formando a tabela a seguir. Pi = 3,14159...
Reta dos números reais
A B A B A B A B A B A
1,0 0,3 1,1 0,2 1,3 0,4 1,4 0,5 1,2 0,4 1,0 Dica
O conjunto dos números irracionais é composto
A maior diferença entre as alturas de duas marés con- por todos os números que não podem ser escri-
secutivas foi tos na forma de uma fração.

a) 1,0. Sacadas de Prova


b) 1,1.
c) 1,2. z Os números irracionais são aqueles que não são
d) 1,3. racionais;
e) 1,4. z São irracionais todos os decimais infinitos não
periódicos;
Vamos calcular as diferenças entre os valores da z Números irracionais notáveis: π = 3,14159265358979...
tabela. Veja: e φ = 1,6180339...;
0,3 – 1 = -0,7 z Não podem ser representados como uma fração.
1,1 – 0,3 = 0,8
0,2 – 1,1 = -0,9 Resolva os exercícios a seguir para verificar seus
1,3 – 0,2 = 1,1 conhecimentos:
0,4 – 1,3 = -0,9
1,4 – 0,4 = 1 1. (NOVA CONCURSOS – 2022) Qual número abaixo é
0,5 – 1,4 = -0,9 um número irracional, claramente?
1,2 – 0,5 = 0,7
0,4 – 1,2 = -0,8 a) 1,2323232323…
b) 4,315315315…
1,0 – 0,4 = 0,6
c) 6,5151515151…
Note que a maior diferença é 1,1. Resposta: Letra B.
d) 0,77777777…
e) 6,33225148…
NÚMEROS REAIS
Exceto dízimas periódicas - consideradas números
O conjunto dos números reais inclui todos os
racionais - todo e qualquer número decimal com
números racionais e irracionais. Isso significa que ele
casas infinitas após a vírgula serão irracionais.
abrange toda a reta numérica e é usado para repre-
Note que ocorrem repetições após a vírgula caracte-
sentar quantidades reais em qualquer contexto mate- rizadas como dízimas periódicas das as alternativa
mático ou científico. Os números reais são densos, o A até D, sobrando apenas a letra E como número
que significa que, entre dois números reais quaisquer, irracional.
sempre existe outro número real. Resposta: Letra E.

Números Irracionais 2. (NOVA CONCURSOS – 2022) Podemos afirmar que


todos os números a seguir são irracionais, com exce-
Os números decimais infinitos e não periódicos, ção de:
ou seja, aqueles que não podem ser representados por
meio de frações irredutíveis, são chamados números a) 2,3535412865977….
irracionais. Vejamos alguns exemplos clássicos de
b) 7
números irracionais:
c) — 5
d) 3,141593
2 = 1,414213562373....
e) π
3 = 1,732050807568....
MATEMÁTICA

Note que entre todas as alternativas, 3,141593, é o


Temos, ainda, o Número Pi (π = único número decimal exato. Portanto, é a única
3,14159265358979323846…), que é bastante usado na alternativa que não é irracional.
geometria e muito conhecido na matemática. Resposta: Letra D.
O Número de Neper, representado por e, aproxi-
madamente igual a e = 2,7182..., é um outro exemplo 3. (NOVA CONCURSOS – 2022) Julgue as afirmativas a
de número irracional. Podemos citar, ainda, o Núme- seguir a respeito dos números irracionais:
ro de Ouro, que é definido a partir da razão áurea, ou
divina proporção. I. Toda dízima é um número irracional. 5
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
II. Não é possível que um número seja racional e irracio- Real
nal ao mesmo tempo.
III. A divisão entre dois números irracionais sempre resul- O número real ocorre quando a parte imaginária
tará em um número irracional. é igual a zero, ou seja, a parte imaginária é nula. Veja
alguns exemplos:
Considerando as afirmativas, assinale a correta:
za = 45
a) F, F e F. zb = 0,33
b) F, V e F. zc = –68
c) V, F e F.
zd = 0,125
d) V, V e V.
e) V, V e F.
Potências de i
I – Falsa, pois toda dízima não periódica é irracio-
nal, mas as dízimas periódicas são racionais Sendo i = –1 , podemos construir as seguintes
II – Verdadeira, pois um número real é racional ou relações para as potências de i:
irracional.
III – Falsa, pois quando realizamos as operações i0 = 1
básicas entre dois números irracionais, a resposta i1 = i
nem sempre será um número irracional.
Logo, Falso – Verdadeiro – Falso.
i2 = ^–1 h 2 = –1
Resposta: Letra B. i = i · i = (–1) · i = –i
3 2

i4 = i2 · i2 = (–1) · (–1) = 1
i5 = i4 · i = 1 · i = 1
i6 = i5 · i = i · i = i2 = –1
COMPLEXOS (FORMA ALGÉBRICA E i7 = i6 · i = (–1) · i = –i
FORMA TRIGONOMÉTRICA)
REPRESENTAÇÃO (FORMA) ALGÉBRICA DE UM
Importante!
NÚMERO COMPLEXO
Observe que a cada quatro potências os resultados
Definição de Número Complexo se repetem, ou seja, as potências de i são cíclicas.

Podemos denominar de números complexos aque-


les que podem ser escritos na forma z = a + bi. Como consequência dessa repetição, podemos con-
Dessa forma, a e b fazem parte do conjunto dos cluir que só existem quatro valores possíveis para as
números reais, mas a é a parte real do número e b é a potências de i:
parte imaginária, uma vez que b é multiplicado pela
unidade imaginária i de valor –1 . Isto é: i0 = 1 i1 = i i2 = –1 i3 = –i

Z] a Assim sendo, para encontrar qualquer valor de


]] ! R
uma potência de i, basta dividir o expoente da potência
[] b ! R
]] e analisar o resto da divisão, que será o novo expoente
i = —1 do número i. Vejamos o exemplo com a potência i584. O
\ expoente 584 é um número que, ao ser dividido por 4,
Número Imaginário
tem resto 0, assim, teremos i0, ou seja, 1.
O número imaginário ocorre quando a parte real Acompanhe outro exemplo para fixar o conteúdo: i75.
e a parte imaginária são diferentes de zero (0), isto é, Fazendo a divisão do expoente de i pelo método da
são não nulas. Veja alguns exemplos: chave, temos:

za = 2 + 5i
75 4
zb = 9 + 7i
zc = –1 + 3i 3 18
zd = 6 – 2i
Como o resto da divisão foi 3, teremos que i75 = i3,
Número Imaginário Puro ou seja, –i.

O número imaginário puro ocorre quando a parte Igualdade de Números Complexos


real é igual a zero, ou seja, a parte real é nula. Veja
alguns exemplos: Dois números complexos serão iguais se, e somen-
te se, suas partes reais e imaginárias também forem
za = 41i iguais, ou seja:
zb = –7i
zc = i
' Z1
= a1 + b1 i e Z 2 = a 2 + b 2 i
6 zd = 2i
Z1 = Z 2 , a1 = a 2 e b1 = b 2
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Acompanhe o exemplo: se z1 = a + bi e z2 = –9 + 4i, Dica
determine o valor de a e b, sabendo que z1 = z2.
Sabemos que z1 = z2, então a + bi = –9 + 4i e, por Apesar de o raciocínio ser análogo à adição (ou
consequência, a = –9 e b = 4. seja, fazemos a operação entre parte real e parte
real e entre parte imaginária e parte imaginária),
Conjugado de um Número Complexo na subtração é importante atentar-se à ordem em
que os números complexos são apresentados.
Dado um número complexo z = a + bi, chamamos
de conjugado de z o complexo z, tal que: z = a – bi. Para um melhor entendimento da dica acima,
O conjugado é de extrema importância para cálculos segue um exemplo:
envolvendo números complexos. Observe que o con-
jugado inverte o sinal somente da parte imaginária, Dados z1 = 3 + i e z2 = –5 –2i, determine z1 – z2
então se um número complexo tiver b igual a 0, o sinal
da parte real não muda. z1 – z2 = (3 + i) – (5 – 2i)
Para compreender melhor, vamos encontrar jun-
tos o conjugado do número complexo z = 5 – 2i. Como z1 – z2 = 3 + i – 5 + 2i
se trata de um conjugado, temos que Z = 5 – (-2i), isto
é, Z = 5 +2i. z1 – z2 = 3 – 5 + i + 2i

Veja outros exemplos:


z1 – z2 = = –2 + 3i
z = 1+9i ⇒ z̄ = 1 – 2i
Multiplicação de Números Complexos
z = i ⇒ z̄ = –i
z = 7 ⇒ z̄ = 7
A multiplicação entre os números complexos z1 =
a1 + b1i e z2 = a2 + b2i é o complexo z1 · z2, cuja parte real é
Propriedades do Conjugado de um Número
o produto das partes reais menos o produto das partes
Complexo
imaginárias, e a parte imaginária é a soma dos produ-
Para todo Z ∈ C, temos: tos da parte real de um deles pela parte imaginária do
outro. Ou seja: z1 · z2 = (a1 + b1i) · (a2 + b2i) = (a1 · a2 – b1
P1) z + Z = 2 · Re(z) – b2) + (a1 · b2 + b1 · a2) · i.
P2) z – Z = 2 · Im(z) · 1 Para fixarmos essa ideia, vejamos o seguinte exemplo:
P3) z = z̄ ⇔ Z ∈ ℝ
Dados z1 = 2 + i e z2 = 5 + 3i, determine z1 · z2
CONJUGADO DA SOMA E DO PRODUTO
x1y2z3 9be7630f9819aa975715d65c472d892521c0d3b51112f231e90384be28622c9b
z1 · z2 = (2 + i) · (5 + 3i)
Se z1 e z2 são números complexos quaisquer, temos que:
z1 · z2 = 2 · 5 + 2 · 3i + 5 · i + 3i2
1) z1 + z2 = z1 + z2
z1 · z2 = 10 + 6i + 5i + 3 · (–1)
2) z1 · z2 = z1 · z2
z1 · z2 = 10 –3 + 11i
Adição de Números Complexos
z1 · z2 = 7 + 11i
Sejam dois números complexos z1 = a1 + b1i e z2 = a2
+ b2i, a soma z1 + z2 é o número complexo cuja parte Frente à equação acima, é importante que você
real é a soma das partes reais de z1 e z2 e a parte ima-
não se esqueça de que i2 = –1.
ginária é a soma das partes imaginárias de z1 e z2.
Vejamos o exemplo:
Divisão de Números Complexos
Dados z1 = –6 + 2i e z2 = 4 + 7i, determine z1 + z2
Para efetuar a divisão entre dois números com-
plexos é necessário reescrever a divisão como uma
z1 + z2 = (–6 + 2i) + (4 + 7i)
fração e racionalizar o denominador dessa fração.
Para fazer a racionalização da fração, multiplicamos
z1 + z2 = –6 + 2i + 4 + 7i
seu denominador pelo seu conjugado. Esta é a regra
z1 + z2 = –6 + 4 + 2i + 7i prática para dividir dois números complexos. Ou seja,
MATEMÁTICA

Z1 Z Z
= 1· 2
z1 + z2 = –2 + 9i Z2 Z2 Z2
Vejamos o seguinte exemplo:
Subtração de Números Complexos
Z1
Dados dois números complexos z1 = a1 + b1i e z2 = Dados z1 = –1 + i e z2 = 4 – 2i, determine
Z2
a2 + b2i, definimos a subtração z1 – z2 como: z1 – z2 =
z1 + (–z2) = (a1 + b1i) + (–a2 – b2i) = (a1 – a2) + (b1 – b2) · i. O conjugado de z2 é 4 + 2i; então, colocando os
dados na fórmula, temos: 7
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
]–1 + ig ]4 + 2ig Onde: |z| = ρ é o módulo do número complexo e θ
]4 – 2ig · ]4 + 2ig =
Z1
= é o argumento do número complexo.
Z2
Utilizando o Teorema de Pitágoras no triângulo
(–1 · 4 – 1 · 2i + 4 · i + 2 · i2) [–4 – 2i + 4i + 2 · (–1)]
retângulo obtido no plano Argand-Gauss, temos que:
=
42 – (2i)2 16 – 4i2
ρ=
]–4 + 2i – 2g
2 2
a +b
–6 + 2i –6 + 2i 6 2i
= = = =– + =– Consideremos nesse triângulo retângulo as seguin-
16 – 4 · (–1) 16 + 4 20 20 20
3 i 3 1 tes relações:
+ =– + i
10 10 10 10 a
"a=
' cos i
= t t · cos i
REPRESENTAÇÃO (FORMA) TRIGONOMÉTRICA DE b t · sen i
sen i =
UM NÚMERO COMPLEXO t
"b=

bbl
Norma e Módulo
Sendo = θ = arc tg
a
Denominamos norma de um número complexo z
= a + bi ao número real não negativo N(z) = a2 + b2. Como z = a + bi, temos:
Denominamos módulo ou valor absoluto de
um número complexo z = a + bi ao número real não z = ρ · cosθ + (ρ · senθ) i → z = ρ · (cosθ + i · senθ)
negativo |z| = N ] z g = a + b . O módulo de um
2 2

número complexo também pode ser representado da Esta é a Forma Trigonométrica do complexo z.
seguinte maneira: p ou r.
Acompanhe os exemplos para compreender melhor: Vamos colocar z = 1 + i na Forma Trigonométrica:

z = 3 + 2i → N (z) = 32 + 22 = 9 + 4 = 13 e |z| = 13 Se z = 1 + i, logo a = 1 e b = 1.

z = –6i → N (z) = 3 = 02 + (–6)2 = 0 + 36 = 36 e |z| = Calculando o módulo de z, temos:


36 = 6
ρ= a +b = 1 +1 =
2 2 2 2
1+1 = 2
z = 2 → N (z) = 22 + 02 = 4 + 0 = 4 e |z| = 4 =2
Calculando o argumento de z, temos:
z= 21 – i → N (z) = ( 21 )2 + (–1)2 = 21 + 1 = 22 e
|z| = 22 _b
a 1 1 2 2 bb
cosi = = = · =
2 bb
Módulo do Produto, do Quociente e da Soma de t 2 2 2
`b
Números Complexos b 1 1 2 2 bb
seni =
t
= = · = bb
2 2 2
Sejam z1 e z2 números complexos quaisquer, então 2
temos que:
a
⇒ θ = 45o (porque o ponto P(1,1) pertence ao pri-
1) |z1 · z2| = |z1| · |z2| meiro quadrante).
Z1 Z1
2) = , (z2 ≠ 0) Logo:
Z2 Z2
3) |z1 + z2| ≤ |z1| + |z2| z = ρ · (cosθ + i · senθ)

Plano de Argand-Gauss
z= 2 · (cos45º + i · sen45º)
Dado um número complexo z = a + bi, a sua repre-
sentação no Plano de Argand-Gauss é através de um
Importante!
ponto, da seguinte maneira:
O valor de θ pode ser representado em graus ou
Im radianos, por se tratar da medida de um ângulo.
Em muitos casos é mais simples trabalhar com
b
graus ao invés de radianos, levando em conta os
z = a + bi
valores do seno e cosseno dos ângulos notáveis
(30º, 45º e 60º). Neste contexto, uma outra res-
|z| = ρ posta possível para o exemplo acima seria:

z = 2 · b cos + i · sen l
r r
4 4
i

0 a Re
8
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Multiplicação de Complexos na Forma FÓRMULAS DE MOIVRE
Trigonométrica
Potenciação de Números Complexos
Para efetuar a multiplicação entre dois números
A forma trigonométrica torna-se muito útil para
complexos em sua forma trigonométrica, basta mul-
o cálculo de potência de um número complexo. Para
tiplicar os módulos e somar os argumentos (se for o
elevar um complexo a um expoente, basta elevar o
caso, tomar a menor determinação positiva da soma), módulo a esse expoente e multiplicar o argumento
ou seja: pelo mesmo expoente, ou seja:

zn = ρn · [cos(n · θ) + i · sen(n · θ)]


z1 = ρ 1 · (cosθ1 + i · senθ1)
z2 = ρ 2 · (cosθ2 + i · senθ2) A fórmula acima é conhecida como a Primeira
z1 · z2 = ρ 1 · ρ 2 · [cos(θ1 + θ2) + i · sen(θ1 + θ2)] Fórmula de Moivre.

Ex.: calcule (2 + 2i)5.


Vejamos o seguinte exemplo para aplicarmos na
Primeiramente vamos passar 2 + 2i para a forma
prática o que acabamos de ver:
trigonométrica:

b cos r l e z2 = 3 · b cos 3r
'a
r
Dados z1 = 2 · + i · sen =2
5 5 5 2 + 2i →
l , calcular z1 · z2
b=2
3r
+ i · sen
5
Calculando o módulo de z, temos:
z1 · z2 = ρ1 · ρ2 · [cos(θ1 + θ2) + i sen(θ1 + θ2)]
ρ= a +b = 2 +2 = 8 =2· 2
2 2 2 2
4+4 =
z1 · z2 = 2 · 3 · :cos b + l + i · sen b r + 3r lD
r 3r
5 5 5 5 Calculando o argumento de z, temos:

z1 · z2 = 6 · :cos b l + i · sen b 4r lD
4r
5 5 2
=
1 2 2 NO
cos i =
a
= · = OO
t 2· 2 2 2 2 OO
Divisão de Complexos na Forma Trigonométrica
b
=
2
= 1 2 2 OO
sen i =
t · = O
Para efetuar a divisão entre dois números com- 2· 2
2 2 2
P
plexos em sua forma trigonométrica, basta dividir os
módulos e subtrair os argumentos, ou seja: ⇒ θ = 45º (porque o ponto P (2,2) pertence ao pri-
meiro quadrante).
z1 = ρ1 · (cosθ1 + i · senθ1)
z2 = ρ2 · (cosθ2 + i · senθ2) Então:
Z1 t1
= · [cos(θ1 – θ2) + i · sen(θ1 – θ2)
Z2 t2 z = ρ · (cosθ+ i · senθ) = 2 · 2 · (cos45° + i · sen45°)

O Inverso de um Número Complexo em sua Forma Logo, temos que:


Trigonométrica
(2 + 2i)5 = [2 · 2 · (cos45º + i · sen45º)]5
O inverso de um número complexo é escrito na
forma trigonométrica por: (2 + 2i)5 = (2 · 2 )5 · (cos5 · 45º + i · sen5 · 45º)

(2 + 2i)5 = 32 · 4 · 2 · (cos225º + i · sen225º)


z–1 = ρ–1 · [cos(–θ) + i · sen(–θ)]

2 · c– m
2 2
Tome como exemplo: (2 + 2i)5 = 128 ·
2 –2i

Dados z1 = 8 · b cos l e z2 = 4 ·
5r 5r –128· 2· 2 128· 2· 2
+ i · sen (2 + 2i)5 = – i
3 3 2 2

b cos 2r
+ i · sen
2r
l , calcular Z1 (2 + 2i)5 =
–128·2

128·2
i
3 r Z2 2 2
(2 + 2i)5 = –128 – 128i
MATEMÁTICA

Z1 t1
= · [cos(θ1 – θ2) + i · sen(θ1 – θ2)
Z2 t2
Radiciação de Números Complexos — Extração de
· :cos b l + i · sen b 5r – 2r lD
Z1 8 5r 2r Raízes
= –
Z2 4 3 3 3 3
Para extrair as raízes de um número complexo,
= 2 · :cos b l + i · sen b 3r lD
Z1 3r basta extrair a raiz do módulo ρ e dividir o argumento
Z2 3 3 θ + 2 · kπ pelo índice n. Fazendo isso uma vez para cada
Z1 raiz (n vezes) em cada vez substituindo sucessivamente
= 2 · (cosπ+ i · senπ) o valor de k por 0, 1, 2, 3, ... , ou seja: 9
Z2
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
–8i = 2 · b cos
b cos i + 2kr i + 2kr l 360 + 270 l
o o o o
360 + 270
+ i · sen , (k ∈ N / + i · sen
n n 3
z = t
n n 3 3
0 ≤ k ≤ n – 1)
–8i = 2 · b cos l
o o
630 630
+ i · sen
3
3 3
A fórmula acima é conhecida como a Segunda
Fórmula de Moivre. 3
–8i = 2 · (cos210º + i · sen210º)

c– – im
Ex.: calcule –8i .
a
3 1
–8i = 2 ·
3
2 2
Primeiramente vamos passar –8i para a forma
trigonométrica: 2· 3 2·1
–8i = –
3
– i
2 2
–8i → ' a=0 3
–8i = – 3 –i
b = –8
Calculando o módulo de z, temos: Para k = 2,

· b cos 2·2·r 270 l


o
ρ= a +b = 0 + (–8) = 0 + 64 = 64 = 8
2 2 2 2 o
+ 2·2·r + 270
+ i sen
3 3
–8i = 8
3 3
Calculando o argumento de z, temos:
–8i = 2 · b cos l
o o o o
4·180 + 270 4·180 + 270
+ i · sen
3
_b 3 3
a = 0 = bb
–8i = 2 · b cos
720 + 270 l
cosi = 0
b
t 8 o
720 + 270
o o o
`b → θ = 270º 3
+ i · sen
b –8
= –1 b
b 3 3
seni = = b
–8i = 2 · b cos l
t 8
a
o o
990 990
+ i · sen
3
3 3
Então:
–8i = 2 · (cos 330º + i · sen 330º)
3

z = ρ · (cosθ + i · senθ) = 8 · (cos270º + i · sen270º)

Logo, temos que:


3
–8i = 2 · c – im
3 1
2 2

{n = 3, ρ = 8, θ = 270º e k = (0,1,2)} 2· 3 2·1


–8i = i
3

2 2
Como:
–8i = 3 –i
3

n
Z =
n
t · b cos i + 2kr + i · sen i + 2kr l Portanto:
n n
Teremos:
–8i = {2i, – 3 – i, 3 – i}
3

8 · b cos l
o o
2kr + 270 2kr + 270 FORMA POLAR DE UM NÚMERO COMPLEXO
+ i · sen
3 3
Z =
3 3
Fazendo k = 0, k = 1 e k = 2, teremos portanto: Um número complexo na forma trigonométrica

Para k = 0, z = ρ · (cosθ + i · senθ)

b cos 2·0·r + 270 l


o
2·0·r270
o pode ser indicado, de modo simplificado, na forma
+ i · sen
3 3
–8i = 8 ·
3 3 polar:

–8i = 2 · b cos l
o o
270 + 270 i
i · sen
3
z=p
3 3
–8i = 2 · (cos90º + i · sen90º) Ex.: escreva na forma polar o complexo z = 4 · (
3

cos45º + i · sen45º)
–8i = 2 · (0 + i · 1)
3

i
Se z = p
–8i = 2i
3
45 o
Logo: z = 4
Para k = 1, EQUAÇÕES BINOMIAIS

· b cos 2·1·r 2·1·r + 270 l


+ 270 o o
Denominamos equação binomial toda equação
+ i · sen
3 3
–8i = 8
3 3 que pode ser escrita irredutivelmente como a seguir:

–8i = 2 · b cos
2·180 + 270 l
o o o
2·180 + 270
10 3
+ i · sen axn + b = 0
3 3
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
z4 = 2 · :cos D = 2 · 0 + 2 · (–1)i
Sendo a, b ∈ C, a ≠ 0 e n ∈ N 3r 3r
+ i · sen
2 2
Podemos resolver qualquer equação binomial iso-
lando xn e aplicando a definição de radiciação em C. z4 = –2i
Para um melhor entendimento, vamos ver um
exemplo a seguir. Para k = 5,
Ex.: vamos calcular as raízes da equação x6 + 64 = 0

z5 = 2 · :cos b l + i · sen b r + 5 · r lD
r r
+5·
x6 + 64 = 0 → x6 = –64 → x =
6
–64 6 3 6 3

Fazendo z = –64, temos: ρ = |z| = 64 e θ = π. z5 = 2 · :cos D =2· c m


11r 11r 3
+ i · sen +2·
6 6 2
Logo:
b– 1 l i
2
64 · b cos
r + 2kr r + 2kr l
zk = + i · sen
6
6 6 z5 = 3 –1

zk = 2 · <cos b + i · sen b lD
r r r Portanto o conjunto solução da equação x6 + 64 = 0
+k·
6 6 3
S={ 3 + i, 2i, – 3 + i, – 3 – i, –2i, 3 – i}
Fazendo k = 0, 1, 2, 3, 4 e 5, teremos:

Para k = 0, Revise seus conhecimentos com os exercícios


comentados a seguir:

z0 = 2 · <cos b l + i · sen b r + 0 · r lD
r r
+0· 1. (CESGRANRIO – 2010) Sejam w = 3 – 2i e y = m + pi
6 3 6 3
dois números complexos, tais que m e p são números
reais e i, a unidade imaginária. Se w + y = –1 + 3i, con-
z0 = 2 · :cos b + i · sen lD = 2 ·
r r 3 1
+2· i clui-se que m e p são, respectivamente, iguais a:
6 6 2 2

z0 = 3 +1 a) –4 e 1.
b) –4 e 5.
Para k = 1, c) 2 e 1.
d) 2 e 5.

z1 = 2 · :cos b l + i · sen b r + 1 · r lD
r r e) 4 e –1.
+1·
6 3 6 3
Partindo da igualdade inicial e substituindo os valo-
z1 = 2 · :cos + i · sen D = 2 · 0 + 2 · 1i
r r res de w e y, fornecidos no enunciado, temos:
2 2 W + y= –1+ 3i
z1 = 2i (3 – 2i) + (m + pi) = –1 + 3i
3 + m – 2i + pi = –1 + 3i
Para k = 2, (3 + m) + (–2 + pi) = –1 + 3i
(3 + m) + (–2 + p)i = –1 = 3i

z2 = 2 · :cos b lD + i · sen b r + 2 · r l
r r Fazendo a comparação por meio da igualdade,
+2· temos que:
6 3 6 3
3 + m = –1
z2 = 2 · :cos D =2· c– m m = –1 – 3
5r 5r 3 1
+ i · sen +2· i
6 6 2 2 m = –4
e
z2 = – 3 +i
–2 + p = 3
p=3+2
Para k = 3,
p=5
Portanto m = –4 e p = 5. Resposta: Letra B.
z3 = 2 · :cos b
r
+3·
r
lD + i · sen b r + 3 · r l
6 3 6 3
2. (CESGRANRIO – 2011) Sendo i a unidade imaginária e
^3 + ih2
z3 = 2 · :cos D =2· c– m
7r 7r 3
+ i · sen +2· escrevendo o complexo z = na forma z= a + bi,
1+ i
MATEMÁTICA

6 6 2 tem-se que a + b é igual a:


b– 1 l i
2 a) -1.
b) 1.
z3 = – 3 –i
c) 2.
d) 6.
Para k = 4,
e) 8.

z4 = 2 · :cos b l + i · sen b r + 4 · r lD
r r
+4· 11
6 3 6 3
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
O primeiro passo é desenvolver o quadrado da soma 4. (QUADRIX – 2014) Observe o número complexo a
no numerador da fração. Fazendo isso, temos: seguir, representado graficamente por meio de um
Plano de Argand-Gauss.
^3 + 1h2 ^3 2 + 2·3·i + i 2h ^9 + 6·i + (–1)h
z= = = = y
1+ i 1+i 1+i
8 + 6i
1+i 1
Veja que agora temos uma divisão simples entre
dois números complexos. Multiplicando o denomi- θ
nador pelo seu conjugado, teremos:
0 x
3
8 + 6i ^8 + 6ih (1 – i) 8 – 8i + 6i – 6i
2

^1 + ih (1 – i)
= · = 2 2 =
1+i 1 –i
Assinale a alternativa que contém o valor do módulo
8 – 2i – 6 (–1) 14 – 2i 14 2i desse número complexo.
= = – = 7 –i
1 – (–1) 2 2 2
Logo o número z = a + bi é igual a z = 7 – i, onde a = 7 a) 3 .
e b = –1. Portanto a + b = 7 + (–1) = 7 – 1 = 6. b) 1.
Resposta: Letra D. c) 0.
d) 2.
3. (UFMT – 2013) Considere os números complexos z1 = 1 e) 4.
+ i e z2 = i2 ∙ z1, em que i é a unidade imaginária. Subtrain-
do-se o argumento de z2 do argumento de z1, se obtém: Pelo plano de Argand-Gauss, temos o seguinte pon-
5r to P = ( 3 , 1). Como a coordenada x do ponto é a
a) . parte real do número complexo e a coordenada y é a
4
r parte imaginária, teremos o seguinte número com-
b) .
4 plexo: z = 3 + i, onde a = 3 e b = 1.
c) π. Calculando o módulo de z, teremos:
d) 2π.

Primeiramente vamos encontrar o valor de z2: ρ=


2 2
a +b = ^ 3h + 1 =
2 2
3+1 = 4 =2

z2 = i2 · z1 Resposta: Letra D.
z2 = (–1) · (1 + i)
z2 = –1 – i
5. (QUADRIX – 2018) O número complexo: c + im
12
3 1
Agora vamos encontrar os argumentos de z1 e z2, encon- 2 2
é igual a:
trando primeiro o valor do módulo de cada um deles:

2 2 2 2 3 1
|z1| = a +b = (1) + (1) = 1+1 = 2 a) + i.
2 2
2 2 2 2
|z2| = a +b = (–1) + (–1) = 1+1 = 2 b)
1
+
3
i.
2 2
Argumento de z1: c) 3 + i.

a =
1 2 b_b d) i.
cosi = = bb
z1 2 2 r e) 1.
b 1 2
b`b →θ=
4
seni = = = bb Vamos resolver este exercício utilizando a primeira
z1 2 2
a fórmula de Moivre.
Argumento de z2: 3 1
Primeiramente vamos passar + i para a for-
2 2
a –1 2
_b ma trigonométrica:
cosa = = =– bb
z1 2 2 b 5r
`b
'a =
→α= 3 1 3 1
b –1 2 bb 4 + i → e b=
sena = = =– 2 2 2
z1 2 2 b 2
a Calculando o módulo de z, temos:
Fazendo o argumento de z2 menos o argumento de
z1, temos:
c m +b 1 l
2 2
2 2 3 3 1
a +b = +
b r l = 5r – r = 4r = π
5r ρ= = =
α–θ= – 2 2 4 4
4 4 4 4
4
= 1 =1
4
12 Resposta: Letra C.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Calculando o argumento de z, temos: Logo, o nosso próximo termo será o número 10,
pois 8 + 2 = 10.
3 Caso os números estejam diminuindo, podemos
a 3
_b buscar uma lógica envolvendo subtrações ou divisões
cosi = = 2 bb
t 1 2 b entre os termos.
b 1 1 b`b → θ = 30º Agora, observe esta outra sequência:
seni = bb
t = 2 2
1 a 2, 3, 5, 7, 11, 13, ...

Então: Qual é o seu próximo termo? Vários alunos tendem


z = ρ ∙ (cos0 + i ∙ sen0) = 1 ∙ (cos30° + i ∙ sen30°) a dizer que o próximo termo é o 15, mesmo tendo per-
Logo, temos que:
cebido que o 9 não está na sequência. A nossa tendên-
cia é relevar esse “probleminha” e marcar logo o valor
c + im
12
3 1 15. Muito cuidado! Como vimos, o padrão encontra-
= [1 · cos30º + i · sen30º)]12
2 2 do deve ser capaz de explicar toda a sequência! Nes-
te caso, estamos diante dos números primos — sim,
c + im
12
3 1 = [112 · (cos12 · 30º · sen12 · 30º)] aqueles números que só podem ser divididos por eles
2 2 mesmos ou, então, pelo número 1. No caso, o próximo

c + im
12
3 seria o 17, e não o 15. A propósito, os próximos núme-
1 = (cos 12 · 30º + i · sen 12 · 30º) ros primos são: 17, 19, 23, 29, 31, 37...
2 2

c + im
12
3 1 SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS ALTERNADAS
= (cos360º + i · sen360º)
2 2
É bem comum que apareçam questões envolvendo
c + im
12
3 1 uma sequência que tem mais de uma lei de formação.
= (1 + 0)
2 2 Podemos ter duas sequências que se alternam, como
neste exemplo:
c + im
12
3 1 =1
2 2 2, 5, 4, 10, 6, 15, 8, 20, ...
Resposta: Letra E.
Uma análise minuciosa revela a presença de
duas sequências numéricas alternadas. Na primei-
ra, somam-se duas unidades de um número para o
SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS, seguinte. Na segunda, somam-se cinco unidades de
um número para o próximo. Veja:
PROGRESSÃO ARITMÉTICA E
PROGRESSÃO GEOMÉTRICA z Primeira sequência: 2, 4, 6, 8, ...
z Segunda sequência: 5, 10, 15, 20, ...
SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS
PROGRESSÃO ARITMÉTICA
O tema em questão é abordado de maneira que,
embora possa parecer simples, pode revelar-se bastan- Uma progressão aritmética é aquela em que os
te complexo. O principal objetivo é descobrir a lei de termos crescem, sendo adicionados a uma razão cons-
formação ou o padrão da sequência, pois, nas questões tante, normalmente representada pela letra r.
sobre sequências ou raciocínio sequencial, apresen-
ta-se um conjunto de dados dispostos de acordo com
alguma “regra” implícita ou lógica de formação. O Dica
desafio consiste em identificar essa “regra” para, a par- Termo inicial: valor do primeiro número que
tir dela, encontrar outros termos da mesma sequência. compõe a sequência.
Veja o exemplo a seguir:
Razão: regra que permite, a partir de um termo,
obter o seguinte.
2, 4, 6, 8, ...
Observe o exemplo a seguir:
A primeira pergunta que podemos fazer para
encontrar a lei de formação é: os números estão
aumentando ou diminuindo? {1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, …}
Caso eles estejam aumentando, devemos tentar as
MATEMÁTICA

operações de soma ou multiplicação entre os termos. Veja que 1 + 2 = 3, 3 + 2 = 5, 5 + 2 = 7, 7 + 2 = 9, e


Veja o nosso exemplo anterior: “2, 4, 6, 8, …”. Do pri- assim sucessivamente. Temos um exemplo nítido de
meiro termo para o segundo, somamos o número dois uma progressão aritmética (PA) com uma razão 2, ou
e depois repetimos isso. seja, r = 2 e o termo inicial é igual a 1. Em questões
envolvendo progressões aritméticas, é importante
2+2=4 saber como obter o termo geral e a soma dos termos,
4+2=6 conforme veremos a seguir.
6+2=8
13
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Termo Geral da PA Dependendo do sinal da razão r, a PA pode ser:

Trata-se de uma fórmula que, a partir do primei- z PA crescente: se r > 0, a PA terá termos em ordem
ro termo e da razão da PA, permite calcular qualquer crescente. Ex.: {1, 4, 7, 10, 13, 16...} → r = 3;
outro termo. Temos a seguinte fórmula: z PA decrescente: se r < 0, a PA terá termos em
ordem decrescente. Ex.: {20, 19, 18, 17 ...} → r = –1;
an = a1 + (n – 1) · r z PA constante: se r = 0, todos os termos da PA serão
iguais. Ex.: {7, 7, 7, 7, 7, 7, 7...} → r = 0.
Nesta fórmula, an é o termo de posição n na PA (o
“n-ésimo” termo); a1 é o termo inicial, r é a razão e n é Dica
a posição do termo na PA.
Usando o nosso exemplo anterior, vamos desco- PA crescente: se r > 0
brir o termo de posição 10. Já temos as seguintes infor- PA decrescente: se r < 0
mações: {1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...}. PA constante: se r = 0

z o termo que buscamos é o da décima posição, isto é, a10; Em uma progressão aritmética de três termos, o
z a razão da PA é 2, portanto r = 2; segundo termo, ou o termo do meio, é a média aritmé-
z o termo inicial é 1, logo a1 = 1; tica entre o primeiro e o terceiro termo. Veja:
z n, ou seja, a posição que queremos, é a de número
10: n = 10 PA (a1, a2, a3)  a2 = (a1 + a3)/2
PA (2, 4, 6)  4 = (2 + 6) / 2  4 = 4
Logo,
Revise seus conhecimentos com os exercícios
an = a1 + (n – 1) · r comentados a seguir:
a10 = 1 + (10 – 1) · 2
a10 = 1 + 9 · 2 1. (FGV — 2023) Um soldado iniciou um treinamento
a10 = 1 + 18 para uma prova de flexão de braço fazendo, no primei-
a10 = 19 ro dia, um total de 6 repetições da seguinte forma:
� 1 repetição na 1ª série;
Isto é, o termo da posição 10 é o 19. Volte na � 2 repetições na 2ª série; e
sequência e confira. Perceba que, com essa fórmula, � 3 repetições na 3ª série.
podemos calcular qualquer termo da PA. O termo da
posição 200 é: No segundo dia, o soldado fez um total de 10 repeti-
ções da seguinte forma:
an = a1 + (n – 1) · r
a200 = 1 + (200 – 1) ·2 � 1 repetição na 1ª série;
a200 = 1 + 199 · 2 � 2 repetições na 2ª série;
a200 = 1 + 398 � 3 repetições na 3ª série; e
a200 = 399 � 4 repetições na 4ª série.

Soma do Primeiro ao N-ésimo Termo da PA E assim, a cada dia, o soldado acrescentou uma série
a mais ao treino do dia anterior com uma repetição a
A fórmula a seguir nos permite calcular a soma dos mais, de modo que a nª série tem n repetições. Man-
“n” primeiros termos de uma progressão aritmética: tendo o padrão, o soldado deverá fazer, no 8º dia de
treinamento, um total de
n · (a1 + an)
Sn = 2 a) 55 repetições.
b) 66 repetições.
Para entendermos um pouco melhor, vamos calcu- c) 78 repetições.
lar a soma dos sete primeiros termos do nosso exem- d) 91 repetições.
plo que já foi apresentado: {1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...}.
Já sabemos que a1 = 1 e n = 7. O termo an será, neste Primeiramente, vamos identificar quantas séries
caso, o termo a7, que, observando na sequência, é o serão feitas no 8° dia de treinamento:
número 13, ou seja, a7 = 13. Substituindo na fórmula,
temos: � 1º dia = 3 séries;
� 2º dia = 4 séries;
n · (a1 + an) � 3º dia = 5 séries;
Sn = 2 � 4º dia = 6 séries;
� 5º dia = 7 séries;
7 · (1 + 13)
S7 = = � 6º dia = 8 séries;
2 � 7º dia = 9 séries;
7 · 14 � 8º dia = 10 séries.
S7 = =
2
Com isso, sabemos que no 8º dia serão feitas 10
98
S7 = = 49 séries. Ou seja, o total de flexões feitas no 8º dia será
2
a soma dos 10 primeiros termos de uma PA com a1
14 = 1, an = 10, e n = 10.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
n · (a1 + an) Manoel não é atleta profissional, ele planeja completar
Sn = 2 o percurso no tempo máximo exato, aumentando de
uma quantidade constante, a cada minuto, a distância
10 · (1 + 10) percorrida no minuto anterior. Nesse caso, se Manoel,
Sn =
2 seguindo seu plano, correr 125 metros no primeiro
10 · (11) minuto e aumentar de 11 metros a distância percorri-
Sn = da em cada minuto anterior, ele completará o percurso
2
no tempo regulamentar.
110
Sn =
2 ( ) CERTO ( ) ERRADO
Sn = 55. Resposta: Letra A.
Veja que, no primeiro minuto, ele percorre 125
2. (FCC — 2018) Rodrigo planejou fazer uma viagem em metros, no segundo, 125 + 11 = 136 metros, no ter-
4 dias. A quantidade de quilômetros que ele percorrerá ceiro, 125 + 2 · 11 = 147 metros, e assim por diante.
em cada dia será diferente e formará uma progressão Estamos diante de uma progressão aritmética (PA)
aritmética de razão igual a – 24. A média de quilôme- de termo inicial a1 = 125 e razão r = 11. O décimo
tros que Rodrigo percorrerá por dia é igual a 310 km. primeiro termo (correspondente ao 11º minuto) é:
Desse modo, é correto concluir que o número de quilô- an = a1 + (n – 1) · r
metros que Rodrigo percorrerá em seu quarto e último a11 = 125 + (11 – 1) · 11
dia de viagem será igual a a11 = 125 + 110 = 235 metros
A soma das distâncias percorridas nos 11 primeiros
a) 334. minutos é dada pela fórmula da soma dos termos
b) 280. da PA:
c) 322.
d) 274. n · (a1 + an)
Sn = 2
e) 310.
11 · (125 + 235)
Primeiramente, devemos encontrar o a1 para, em S11 =
2
seguida, determinarmos o a4. Tudo deve ser expres-
so em função de a1 para que possa ser substituído na 11 · 360
S11 =
média. Utilizando a fórmula do termo geral: 2
r = –24
S11 = 180 · 11
an= a1 + (n – 1) · r
S11 = 1.980
Achando a1:
a1 = a1 + (1 – 1) · r
A distância total percorrida é menor do que 2.000
a1 = a1
metros. Logo, Manoel não completará o percurso no
Colocando a2 em função de a1:
tempo regulamentar de 11 minutos. Resposta: Errado.
a2= a1 + (2 – 1) · r
a2 = a1 + r
4. (FCC — 2017) Em um experimento, uma planta recebe
Colocando a3 em função de a1:
a cada dia 5 gotas a mais de água do que havia recebi-
a3 = a1+ (3 – 1) · r
a3 = a1 + 2 · r do no dia anterior. Se no 65° dia ela recebeu 374 gotas
Colocando a4 em função de a1: de água, no 1° dia do experimento ela recebeu
a4 = a1 + (4–1) · r
a4 = a1 + 3 · r a) 64 gotas.
Substituindo na fórmula da média aritmética: b) 49 gotas.
(a1 + a2 + a3 + a4) /4 = 310 c) 59 gotas.
(a1+ a1 + r + a1 + 2r + a1 + 3r) /4 = 310 d) 44 gotas.
4 a1 + 6r = 310 · 4 e) 54 gotas.
4 a1 + 6 · (–24) = 1.240
4 a1 – 144 = 1.240 Já sabemos que a razão é r = 5 e que o a65 = 374,
a1 = 346 então, o a1 é dado por:
Encontrando a4: a65= a1 + (n – 1) · r
a4 = 346 + (4 – 1) · r 374 = a1 + (65 – 1)5
a4 = 346 + 3 · r 374 = a1 + 64 · 5
a4 = 346 + 3 · (–24) 374 = a1 + 320
a4 = 274. Resposta: Letra D. a1 = 54 gotas. Resposta: Letra E.
MATEMÁTICA

3. (CEBRASPE-CESPE — 2017) Em cada item a seguir é PROGRESSÃO GEOMÉTRICA


apresentada uma situação hipotética, seguida de uma
assertiva a ser julgada, a respeito de modelos lineares, Observe a sequência a seguir:
modelos periódicos e geometria dos sólidos.
Manoel, candidato ao cargo de soldado combatente, {2, 4, 8, 16, 32...}
considerado apto na avaliação médica das condições
de saúde física e mental, foi convocado para o teste Cada termo é igual ao anterior multiplicado por 2.
de aptidão física, em que uma das provas consiste em Este é um exemplo típico de progressão geométrica,
uma corrida de 2.000 metros em até 11 minutos. Como ou, simplesmente, PG. 15
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Em uma PG, cada termo é obtido a partir da mul- Dica
tiplicação do anterior por um mesmo número, o que
Em uma progressão geométrica, o quadrado do
chamamos de razão da progressão geométrica. A
termo do meio é igual ao produto dos termos
razão é simbolizada pela letra q.
equidistantes: {a1, a2, a3}  (a2)2 = a1 · a3
No exemplo anterior, temos q = 2 e o termo inicial
Veja: {2, 4, 8, 16, 32...}
é a1 = 1. Da mesma maneira que vimos para o caso de
82 = 2 · 32
PA, normalmente, precisamos calcular o termo geral e
64 = 64
a soma dos termos.
Produto dos Termos
Termo Geral da PG
O produto dos termos de uma PG finita é uma ope-
A fórmula a seguir permite-nos obter qualquer ração que resulta na multiplicação de todos os termos
termo (an) da progressão geométrica, partindo-se do da sequência.
primeiro termo (a1) e da razão (q):
n (n – 1)

an = a1 · qn–1 Pn = a1n · q 2

Em que:
No nosso exemplo, o quinto termo, a5 (n = 5), pode
ser encontrado da seguinte forma: {2, 4, 8, 16, 32...}.
z Pn é o produto dos n termos;
z a1 é o primeiro termo;
a5 = 2 · 25–1 z q é a razão da PG;
a5 = 2 · 24 z n é o número de termos.
a5 = 2 · 16
a5 = 32 Vejamos, como exemplo, a PG finita {2, 8, 18, 54}.
Primeiramente, vamos identificar os termos:
Soma do Primeiro Ao N-ésimo Termo da PG
a1 = 2; q = 3 e n = 4
A fórmula a seguir permite-nos calcular a soma
dos “n” primeiros termos da progressão geométrica: Logo, o produto dos termos é:

n n (n – 1)
a1 · (q – 1) Pn = a1n · q 2
Sn =
q –1
4 (4 – 1)
Usando novamente o nosso exemplo e fazendo a P4 = 24 · 3 2

soma dos quatro primeiros termos (n = 4), temos: {2,


4, 8, 16, 32...}.
4 (3)
P4 = 16 · 3 2

4
2 · (2 – 1) P4 = 16 · 36
S4 =
2–1
P4 = 16 · 729
2 · (16 – 1)
S4 =
1
P4 = 11.664
2 · 15
S4 =
1 Revise seus conhecimentos com os exercícios
comentados a seguir:
S4 = 30
1. (FUMARC — 2018) Se a sequência numérica repre-
Soma dos Infinitos Termos de Uma Progressão sentada por (6, a2, a3, a4, a5, 192) é uma Progressão
Geométrica Geométrica crescente de razão igual a q, então, é COR-
RETO afirmar que o valor de q é igual a:
Suponha que você corra 1.000 metros, depois 500
metros, em seguida 250 metros, e então 125 metros — a) 2
sempre metade da distância percorrida anteriormente. b) 3
Quanto você correrá no total? Note que temos uma pro- c) 4
gressão geométrica infinita, porém essa PG é decrescente. d) 8
Quando temos uma PG infinita com razão 0 < q <
1, teremos que qn = 0. Entendemos, então, que quanto Vamos substituir os valores que já temos na fórmula
maior for o expoente, mais próximo de zero será. Por- geral da PG para que possamos encontrar a razão:
tanto, substituindo, teremos: an = a1 · qn–1
a6 = a1 · q6–1
a1 · (0 – 1) 192 = 6 · q5
S∞ =
q –1 192
= q5
6
a1
16 S∞ = 32 = q5
q –1
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
72000
q=
5
32 x=
480
q = 2. Resposta: Letra A.
x = 150. Resposta: Letra C.
2. (FGV — 2022) O número de bactérias em uma certa
cultura aumenta a uma taxa de 10% ao dia. Assim, o 4. (IESES — 2019) Em uma progressão geométrica de
número de bactérias diárias nessa cultura aumenta de razão r = 3 a soma dos 5 primeiros termos é igual a 968.
acordo com uma progressão Então, o primeiro termo dessa progressão é:

a) aritmética de razão 10. a) Maior que 18.


b) aritmética de razão 1,1. b) Maior que 15 e menor que 18.
c) aritmética de razão 110. c) Maior que 12 e menor que 15.
d) geométrica de razão 1,1. d) Maior que 9 e menor que 12.
e) geométrica de razão 10. e) Menor que 9.

Primeiramente, vamos denominar como N (1) o Vamos usar a fórmula da soma da PG:
número de bactérias nessa cultura no dia 1. Assim,
como foi dito no enunciado que a quantidade de bac- n
a1 · (q – 1)
térias aumenta 10% a cada dia, o aumento de 10% Sn =
pode ser representado como: q–1
5
a1 · (3 – 1)
100 10 110 968 =
100% + 10% = + = = 1,1 3–1
100 100 100
Então, a quantidade de bactérias no dia 2 é a quanti- a1 · (243 – 1)
968 =
dade de bactérias no dia 1 vezes 1,1, ou seja: 2
1.936 = 242a1
N (2) = 1,1 · N (1)
1936
Analogamente, a quantidade de bactérias no dia 3 a1 =
242
pode ser escrita como:
a1 = 8. Resposta: Letra E.
N (3) = 1,1 · N (2)

Mas, como N (2) = 1,1 · N (1), então

N (3) = 1,1 · 1,1 · N (1)


ÁLGEBRA
N (3) = 1,21 · N (1)
Na álgebra, usamos letras para representar núme-
Analogamente, ros. Essas letras tanto podem representar números
desconhecidos quanto um número qualquer per-
N (4) = 1,1· N (3) tencente a um conjunto numérico. Logo, a álgebra é
N (4) = 1,1 · 1,21 · N (1) um ramo da matemática que serve para generalizar
N (4) = 1,331· N (1) o estudo da aritmética. Há algumas propriedades
importantes na álgebra. Considere as letras x, y e z a
Assim, sabemos que o número de bactérias nos pri- título de cálculo nas propriedades:
meiros dias é representado por:
Associatividade
(N (1), N (2), N (3), N (4), ...) = (N (1), 1,1 · N (1), 1,21
· N (1), 1,331 · N (1) ...) (x + y) + z = x + (y + z)
(x·y)·z = x·(y·z)
Ou seja, a sequência é representada por uma pro-
gressão geométrica de razão 1,1. Resposta: Letra D. Comutatividade

3. (FUNDATEC — 2019) A sequência (x–120; x; x+600)


x+y=y+x
forma uma progressão geométrica. O valor de x é:
x·y = y·x
a) 40.
Existência de elemento neutro (1 para a multipli-
b) 120.
c) 150. cação e 0 para a adição)
MATEMÁTICA

d) 200.
e) 250. x+0=x
x·1 = x
Em uma progressão geométrica, o quadrado do ter-
mo do meio é igual ao produto dos extremos. Logo: Existência de elemento oposto (ou simétrico).
x2 = (x – 120) · (x + 600)
x2 = x2 + 600x – 120x – 72.000 x + (– x) = 0
x2 – x2 = 480x – 72.000 x· 1 = 1
480x = 72.000 x 17
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Distributividade (também chamada de proprie- (o número 2 está multiplicando, então ele irá pas-
dade distributiva da multiplicação sobre a adição) sar dividindo)

x·(y + z) = x·y + x·z x = 20/2


x = 10
Essas cinco propriedades são válidas para todos os
números reais x, y e z, uma vez que essas letras foram Como saber se o valor encontrado de “x” está
usadas para representar qualquer número real. correto?
Basta substituir o resultado encontrado na equa-
EXPRESSÕES ALGÉBRICAS ção. Se o resultado for igual a zero está tudo certo e
você realmente encontrou a resposta correta.
É uma expressão matemática que contém núme-
ros e letras ou apenas letras. Ou seja, é quando temos 2x + 5 = 25
as incógnitas ou variáveis na expressão. 2×10 + 5 = 25
Exemplo: 20 + 5 = 25
25 = 25
x+15 25 – 25 = 0
x+2y
x.y.z Logo, o valor de “x” = 10 satisfaz a equação.

As expressões algébricas contêm números conhe- Revise seus conhecimentos com os exercícios
cidos, números desconhecidos (incógnitas) e opera- comentados a seguir:
ções matemáticas.
1. (ENCCEJA 2019) Para estimar a extensão de um
Valor Numérico de uma Expressão engarrafamento (E) em uma via com três pistas de
rolagem onde só trafegam carros de passeio, o Depar-
É o resultado das operações efetuadas em uma tamento de Trânsito considera, para efeito de cálcu-
expressão algébrica, após a substituição das variáveis lo, que cada carro ocupa 5,5 m de extensão da pista
por números. Veja um exemplo: de rolagem onde se encontra, conforme indicado na
Qual o valor da expressão 2x + 2y quando x = 2 e figura.
y = 3?
Basta substituir as variáveis pelos valores núme- Extensão do engarrafamento (E)
ros que a questão falou

2 × 2 + 2 × 3 = 4 + 6 = 10.

EQUAÇÃO ALGÉBRICA
Últimos carros 5,5m 5,5m Primeiros Carros
É uma igualdade entre expressões algébricas que
possuem incógnitas em suas estruturas. Observe os A expressão matemática que expressa a relação entre
exemplos: a extensão do engarrafamento (E), medido em qui-
Exemplos: lômetro, e o número (N) de carros envolvidos nesse
engarrafamento é dada por
2x + 5 = x + 15
3y + 4 = 18 N
2y = 6 · 5,5
a) E= 3
As equações algébricas contêm números desco- 1000
nhecidos (incógnitas) e operações matemáticas. N
·3
Valor Numérico de Uma Equação b) E= 5,5
1000
É o resultado das operações efetuadas em uma
N · 5,5
equação algébrica, com a intenção de achar o valor de c) E=
uma variável. Veja um exemplo: 1000
Qual o valor de “x” na equação 2x + 5 = 25? 3N x 5,5
Devemos isolar o “x” em um dos lados da igualda- d) E=
de e passar todos os outros valores para o outro lado. 1000

2x + 5 = 25 Vamos precisar calcular a expressão matemática


2x = 25 – 5 que expressa a relação entre a extensão do engarra-
famento (E), medido em quilômetro, e o número (N)
(o número 5 muda sinal quando troca o lado na de carros envolvidos nesse engarrafamento. Note:
igualdade) Dica: transformar 1kilômetro para metros, pois as
alternativas estão em metros, ou seja,
18 2x = 20 1 km = 1000 m.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Substituindo as informações que o enunciado nos Grau de um Polinômio
deu:
Cada carro 5,5m e temos 3 fileiras de carros. Identificamos o Grau de um Polinômio P(x) ana-
Como não sabemos a quantidade correta de carros, lisando o maior expoente da variável x que possui
vamos chamar de “N” coeficiente não nulo, ou seja, diferente de zero. Repre-
sentamos o grau do polinômio por gr (P).
N
· 5,5
E= 3 Ex.:
1000
p(x) = 2x5 – 4x3 – x2 – 3 é um polinômio de grau 5:
Resposta: Letra A.
gr(p) = 5

2. (ENCCEJA 2019) Estudo feito com 1 220 adolescen-


f(x) = – 2x4 + x é um polinômio de grau 4:
tes norte-americanos aponta que redes sociais estão
gr(f) = 4
substituindo passeios com colegas. Três quartos des-
ses adolescentes dizem que enviam mensagens escri- g(x) = x3 + x2 + x + 1 é um polinômio de grau 3:
tas aos amigos todos os dias. gr(g) = 3
Dos adolescentes que participaram desse estudo, a
quantidade dos que enviam mensagens escritas aos h(x) = – x2 é um polinômio de grau 2: gr(h) = 2
amigos diariamente é
t(x) = x – 3 é um polinômio de grau 1: gr(t) = 1

a) 35.
b) 105. q(x) = 7 é um polinômio constante, pois possui ape-
c) 915. nas o termo independente. Logo seu grau é zero:
gr(q) = 0
d) 1 624.

3 3 3660
4 de 1220 = 4 × 1220 = 4 = 915 enviaram men- Valor Numérico de um Polinômio (Raiz)
sagens. Resposta: Letra C.
Para obter o Valor Numérico de um Polinômio
P(x) basta substituir a variável x por um número k
qualquer e efetuar as operações indicadas. Simbolica-
POLINÔMIOS: EQUAÇÕES mente esse valor numérico é representado por P(k), se
POLINOMIAIS E INEQUAÇÕES P(k) for igual a zero, ou seja, P(k) = 0, dizemos que k é
uma Raiz do polinômio.
RELACIONADAS
Ex.:
Dado o polinômio 3x3 + 5x2 – x + 2, temos:
OPERAÇÕES E PROPRIEDADES

Denominamos Polinômio (ou Função Polinomial) P(-2) = 3(-2)3 + 5(-2)2 – (-2) + 2


em uma variável x e indicamos por P(x) toda expres- P(-2) = 3( -8) + 5(4) + 2 + 2
são do tipo:
P (-2)= -24 + 20 + 4
anx + an-1x
n n-1
+ an-2x
n-2
+ ⋯ + a1x + a0 P(-2) = -24 = 24

Onde: P(-2) = 0

Logo: -2 é raiz de P(x)


an, an – 1, an – 2, ... ,a1, a0 : são números complexos e
coeficientes do polinômio
Fazendo por exemplo P(1), temos:
anxn, an – 1xn – 1, an – 2xn – 2, ... ,a1x, a0 : são os termos do
polinômio P(1) = 3(1)3 + 5(1)2 – (1) + 2
a0 é o termo independente
P(1) = 3(1) + 5(1) – 1 + 2
n∈N
P(1) = 3 + 5 1
x∈C P(1) = 9
MATEMÁTICA

Ex.: Logo: 1 não é raiz de P (x)

Polinômios Idênticos
p(x) = – 7x4 + 2x3 – x2 + 11x + 2, onde: a0 = 2,
a1 = 11, a2 = –1, a3 = 2, a4 = –7
Considere dois polinômios P(x) e Q(x), dizemos
f(x) = 9x3 + 1, onde: a0 = 1, a1 = 0, a2 = 0, a3 = 9 que esses dois Polinômios são Idênticos, se e somente
se, os coeficientes dos termos correspondentes forem
iguais, ou seja: 19
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Também podemos efetuar a soma da seguinte
P(x) = a0 + a1x + a2x2 + ⋯ + anxn
, temos: maneira:
Q(x) = b0 + b1x + b2x2 + ⋯ +bnxn

P(x): 9x5 -3x4 +1x3 -2x2 +4x -1


P(x) = Q(x)
Q(x): 1x5 +0x4 +2x3 +7x3 +0x -12
⇕ -----------------------------------------------------------------------------------

a0 = b0, a1 = b1, a2 = b2, ⋯ , an = bn


P(x) + Q(x): 10x5 -3x4 +3x3 -9x2 +4x -13

Sendo dois Polinômios idênticos, para qualquer Subtração de Polinômios


valor de x eles assumem o mesmo valor numérico.
Ex.: Para a Subtração de Polinômios temos que reali-
zar a diferença dos coeficientes dos termos que apre-
Dados os polinômios:
sentam o mesmo grau.
Ex.:
P ( x=) ax
P(x) = 3ax

3
4x −
+ 4
2 x e+ 2Q(x) =e7x3 –Q
4x(x
+ )b = 7 x 3 − 4 x + b
 Dados:

os mesmos
 os mesmos serão iguais
serão se, e somente
iguais se:
se, e somente se:
 P(x) = 9x5 – 3x4 + x3 – 2x2 + 4x – 1 e Q(x) = x5 + x5 + 2x3 –
 7x2 - 12
a
 a = 77
= e=be =b2 2
P(x) – Q(x) = (9x5 – 3x4 + x3 – 2x2 + 4x – 1) –
(x5 + 2x3 – 7x2 – 12 )
Polinômio Nulo
P(x) – Q(x) = 9x5 – 3x4 + x3 – 2x2 + 4x – 1 – x5 – 2x3 + 7x2
Um polinômio P(x) será Nulo, se e somente se, + 12
todos os seus coeficientes forem nulos. Representa-
mos um polinômio nulo da seguinte maneira: P(x) = P(x) – Q(x) = (9x5 – x5) – 3x4 + (x3 – 2x3) + (-2x2 + 7x2) + 4x +
(-1 + 12)
0. É importante ressaltar que para um polinômio nulo
não se define grau.
Ex.: P(x) – Q(x) = 8x5 – 3x4 + x3 + 5x2 + 4x + 11
Dado o polinômio P (x) = (a – 3) x3 + (b + 5)x2 + c,
determine os valores de a, b e c, para que P (x) seja Também podemos efetuar a subtração da seguinte
nulo. maneira:

a–3=0⇒a=3 P(x): 9x5 -3x4 +1x3 -2x2 +4x -1

P(x) = 0, se e somente se: b + 5 = 0 ⇒ b = -5 Q(x): -1x5 +0x4 -2x3 +7x3 -0x +12
-----------------------------------------------------------------------------------
c=0 P(x) + Q(x): 8x5 -3x4 -x3 +5x2 +4x +11

Adição de Polinômios Multiplicação de Polinômios

Para a Adição de Polinômios temos que realizar a Para a Multiplicação entre Polinômios basta mul-
soma dos coeficientes dos termos que apresentam o tiplicar todos os termos de um polinômio por todos
mesmo grau. os termos do outro polinômio e fazer a soma destes
Ex.: termos no final.
Ex.:
P(x) = 9x5 – 3x4 + x3 – 2x2 + 4x – 1 e Q (x) = x5 + 2x3 – 7x2 Dados:
– 12
P(x) = 5x3 – x2 e Q(x) = 2x7 = -4x5 -2x +9
P(x) + Q(x) = (9x5 – 3x4 + x3 – 2x2 + 4x – 1) + (5x3 – x2) . (2x7 – 4x5 – 2x +9) =
(x5 + 2x3 – 7x2 – 12 )
5x3 . (2x7) + 5x3 . (-4x5) + 5x3 . (-2x) + 5x3 . (9) -x2 . (2x7) –
P(x) + Q(x) = 9x – 3x + x – 2x + 4x – 1 + x +2x – 7x
5 4 3 2 5 3 2
x2 . (-4x5) -x2 . (-2x) – x2 . (9) =
– 12
(5 . 2 . x7 . x3) + [ 5 . (-4) x5 . x3] + [5 . (-2) x3 . x]
P(x) + Q(x) = (9x5 + x5) – 3x4 + (x3 + 2x3) + (-2x2 – 7x2) + 4x
+ (-1 – 12) + (5 . 9 . X3) + (-2 . x2 . x7) + [ -1 . (-4) . x2 . x5]
+ [ -1 . (-2) . x2 . x ] + (9x2) =
P(x) + Q(x) = 10x – 3x + 3x – 9x + 4x – 13
5 4 3 2
10x10 – 20x8 – 10x4 + 45x3 – 2x9 + 4x7 + 2x3 – 9x2 =
10x10 – 2x9 – 20x8 = 4x7 – 10x4 + 45x3 + 2x3 – 9x2 =
10x10 – 2x9 – 20x8 + 4x7 – 10x4 + 47x3 – 9x2

20
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Divisão de Polinômios Logo obtemos: quociente Q(x) = x2 + 3x + 2 e resto
R(x) = x + 11
Sejam A(x) e B(x) dois polinômios, sendo B(x) um
polinômio não nulo. Ao fazermos a Divisão de A(x) Teorema do Resto
por B(x) encontraremos os polinômios Q(x) e R(x), tal
que: O Teorema do Resto nos garante o seguinte:

quociente resto O resto da divisão de um polinômio P (x) por um


↑ ↑ binômio (x – a) é o próprio valor numérico do polinô-
A(x) = Q(x) ‧ B(x) + R(x) mio para x = a, que indicamos por P(a).
↓ ↓ De acordo com a definição da divisão, temos:
dividendo divisor
P(x) = (x – a) . Q (x) + R (x),
Indicando no Método da Chave, temos:
onde R (x) = k (constante), pois gr (x – a) = 1

A(x) B(X) P(a) = (a – a) . Q (a) + k → P(a) = k


R(x) Q(x)
Logo R(x) = P(a)
Observações:
Ex.:
z O grau de Q(x) é igual a diferença dos graus de A(x) O resto da divisão do polinômio P(x) = 2x3 + 2x2,
e B(x). pelo binômio (x – 2) é dado pelo valor numérico do
z O grau de R(x) pra R(x) não nulo será sempre polinômio P(x) para x=2, ou seja, para x igual a raiz
menor que o grau do divisor B(x). do binômio.
z Se a divisão é exata, o resto R(x) é nulo, ou seja, o Logo teremos:
polinômio A(x) é divisível pelo polinômio B(x).
P(2) = (2) ‧ P(2) = 2 ‧ (2)3 + 2 ‧ (2)2 = 2 ‧ 8 + 2 ‧ 4 = 16 + 8 =
Divisão pelo Método da Chave 24

Vamos dividir o polinômio A(x) = x4 + 4x3 + 4x2 + 9 Logo, o resto R(x) = 24.
pelo polinômio B(x) = x2 + x - 1
Para tanto façamos uso do Método da Chave: Teorema de D’Alembert

z Passo 1: escrevemos os polinômios na ordem O Teorema de D’Alembert diz que a divisão de


decrescente de seus expoentes (nesse caso já um polinômio P(x) por um binômio (x – a) será exata
estão), e completemos o polinômio com termos de se, e somente se, P(a) = 0.
coeficiente zero: Ex.:
A divisão do polinômio P(x) = x3 + x2 – 11x, pelo
A(x)= x4 + 4x3 + 4x2 + 0x + 9 e B(x) = x2 + x -1 binômio (x – 2) é exata, pois:

z Passo 2: dividimos o termo de maior grau do divi- P(2) = (2)3 + (2)2 – 11 ‧ 2 + 10 = 8 + 4 – 22 + 10 = 22 – 22


dendo pelo termo de maior grau do divisor. Assim =0
nós obtemos o primeiro termo do quociente, a
seguir multiplicamos o termo obtido pelo divisor, Dispositivo Prático de Briot-Ruffini
e subtraímos esse produto do dividendo:
Pelo dispositivo prático de Briot-Ruffini podemos
4 3
x + 4x + 4x + 0x + 9 2 2
x +x–1 encontrar o quociente e o resto da divisão de um poli-
4 3 2 nômio P(x) de grau n (n ≥ 1) por um binômio (x – a),
–x –x +x x2 sendo (n – 1) o grau do quociente.
3x3 + 5x2 Ex.:
Vamos efetuar a seguinte divisão:
z Passo 3: caso a diferença obtida tenha grau maior
ou igual ao do divisor, ela passa a ser um novo (3x3 – 8x2 + 5x +6) : (x – 2)
dividendo. Repetimos então o processo a partir do
segundo passo: z Passo 1: Determinamos a raiz do binômio (x – 2),
que é o número 2. Colocamos a raiz do lado esquer-
do do dispositivo e, do lado direito, os coeficien-
MATEMÁTICA

x4 + 4x3 + 4x2 + 0x + 9 x2 + x – 1
tes de todos os termos do dividendo, em ordem
– x4 – x3 + x2 x2 + 3x + 2 decrescente de expoente:
3x3 + 5x2 + 0x
– 3x3 – 3x2 + 3x raiz do binômio coeficientes do dividendo
2
2x + 3x + 9
2 3 –8 5 6
– 2x2 – 2x + 2
x + 11
21
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
z Passo 2: Abaixamos o primeiro coeficiente do divi- As funções ocorrem quando há a associação entre
dendo e em seguida multiplicamos esse coeficiente dois conjuntos, onde todo elemento de um conjunto
pela raiz e somamos o produto ao segundo coefi- tem correspondência com um elemento do outro, ou
ciente do dividendo, escrevendo o resultado obti- seja, um elemento está em função do outro.
do abaixo desse: As funções podem ser representadas tanto em
tabelas quanto em fórmulas. Para entender melhor
2 3 –856 essa representação, vamos tomar como exemplo o
↓ cálculo do valor de uma corrida de táxi. Nesse cálculo,
3 temos a chamada bandeira, isto é, um valor fixo para
qualquer corrida, que será somado com o produto da
Fazendo o produto do coeficiente e a raiz e soman-
distância percorrida pelo valor da quilometragem. Se
do com o segundo coeficiente, teremos:
um taxista tem a bandeira 10 e o valor da quilometra-
gem é 3, podemos montar uma fórmula onde o valor
3 ‧ 2 + (– 8) = 6 – 8 = – 2
pago (VP) é igual ao produto de 3 pela distância per-
corrida (D) somado com 10, resultando em: VP = 3 ·
O resultado obtido é colocado em baixo do segun-
do coeficiente, no caso o -8. D + 10. Para representar essa função em formato de
tabela, precisamos assumir valores para D, já que VP
depende diretamente dele, ficando:
2 3 –856
3 –2
DISTÂNCIA (D) 10 15 20 30
z Passo 3: Pegamos o resultado obtido, no caso o -2,
multiplicamos pela raiz e somamos com o coefi- VALOR PAGO (VP) 40 55 70 100
ciente da terceira coluna, logo teremos:
Dessa maneira, a definição de função é: uma rela-
(– 2) ‧ 2 + 5 = – 4 + 5 = 1 ção f entre um conjunto A e um conjunto B, denotada
por f = A → B, onde, para cada x pertencente a A, existe
O resultado obtido é colocado em baixo do terceiro um único y no conjunto B.
coeficiente, no caso o 5. Na figura abaixo, observa-se que as relações f e g
não são funções, pois, para f, nem todo elemento de
2 3 –856 A tem um respectivo em B. Já para a relação g, não se
3 –21 tem todo elemento de A com um único respectivo em
B. A relação h: esta, sim, é uma função, visto que para
z Passo 4: Pegamos o resultado obtido, no caso o 1,
todo elemento de A existe um único respectivo em B.
multiplicamos pela raiz e somamos com o coefi-
ciente da quarta coluna, logo teremos: A f B
1‧2+6=2+6=8

O resultado obtido é colocado em baixo do quarto


coeficiente, no caso o 6.

2 3 –856
3 –218
A g B
Fazendo o processo para o último coeficiente a
divisão está encerrada. Os três primeiro números
obtidos são os coeficientes do quociente e o último
número é o resto da divisão, para uma melhor visuali-
zação podemos separar da seguinte forma:

2 3 –85 6
3 –21 8

Logo, teremos: A
H B

Q(x) = 3x – 2x + 1 e R(x) = 8
2

É importante entender que o grau do quociente sem-


pre será uma unidade inferior ao grau do dividendo.

FUNÇÕES: GENERALIDADES Figura 1. Diagrama de Venn para relações: f, g e h, entre dois


conjuntos A e B.
Mesmo que você ainda não saiba o conceito de
função, você já lidou com elas no seu cotidiano, dire- Geralmente, existe uma expressão Y = f(x) que
ta ou indiretamente, seja no cálculo do valor de uma expressa todos os elementos da relação, assim, para
corrida de táxi, seja no cálculo do valor de uma conta representar uma função f, de A em B, segundo uma lei
22 de energia. de formação, tem-se:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
f={(x,y)|x∈A, y∈B e y = f(x)} FUNÇÕES INJETORAS, SOBREJETORAS E
BIJETORAS
ou
As funções injetoras são funções tais que os dis-
f: A → B tintos elementos do domínio se relacionam com dis-
x ↦ f(x) tintos elementos da imagem, ou seja, dois elementos
do domínio não podem ter a mesma imagem (figura
Por exemplo, a função f, que associa a cada núme- 3a). Uma função f: ℝ → ℝ dada por f(x) = 4x é injetora,
ro real x o número 2x, é expressa da seguinte forma: visto que, para x1 ≠ x2 , tem-se 4x1 ≠ 4x2, logo, f(x1) ≠
f(x2).
f={(x,y)|x∈A, y∈B e y = 2x} As funções sobrejetoras são funções nas quais o
seu conjunto imagem (Im) é igual ao contradomínio
ou (CD), isto é, Im = CD = B (figura 3b). Sobre funções em
que aconteçam as duas situações ao mesmo tempo, ou
f: A → B seja, seriam funções injetoras e sobrejetoras, dizemos
que são funções bijetoras (figura 3c).
x ↦ 2x
z Diagrama para funções injetoras:
DOMÍNIO, CONTRADOMÍNIO E IMAGEM DA FUNÇÃO

O domínio (D) é formado por todos os possíveis


2 0
elementos do conjunto A (D = A) e, nos gráficos, são os
3 2
valores que a abscissa (eixo x) pode assumir. O contra-
5 4
domínio (CD = B) é formado por todos os elementos do
6
conjunto B, que são formados por todos os valores que
A 8
as ordenadas (eixo y) podem assumir. A imagem (Im)
10
é formada por todos os elementos do contradomínio
que se relacionam com algum elemento do domínio. B
Assim, quando todo elemento x, pertencente a A, está
associado a um elemento y, pertencente a B, dizemos Figura 3a.
que y é a imagem de x e denotamos por y = f(x).
Conjunto imagem ou imagem de uma função é z Diagrama para funções sobrejetoras:
o subconjunto formado pelos elementos do contrado-
mínio que possuem algum elemento correspondente
no domínio. -2 12
-1 3
1 27
Importante!
3
Se tivermos um elemento do conjunto de partida B
(A) que não tiver seu respectivo valor em relação
A
ao conjunto (B), então essa relação não será
função. Figura 3b.

B CD(f) z Diagrama para funções bijetoras:

A D(f)
1 -1
4 2
7 5
a d 9 7
g 11 9
b e
h B
A
c f
Figura 3c.
MATEMÁTICA

lm(f) FUNÇÕES PARES E ÍMPARES

Uma função é dita par se, e somente se, f(x) = f(–x),


Figura 2. Diagrama A e B, em relação ao domínio (D), contradomínio
para todo x∈D, ou seja, valores simétricos de x devem
(CD) e imagem (Im).
ter a mesma imagem em y. Por outro lado, se a função
for definida por f(–x) = –f(x), então dizemos que a fun-
ção é ímpar. Seja f: A → B, os diagramas para funções
par e ímpar seguem na figura 4. 23
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
z Diagramas para funções pares: Podemos ainda, conhecendo a composta gοf, vol-
tar para as funções individuais, f e g. Supondo f(x) = 2x
e f[g (x)] = x + 3, qual será a função g(x)?
Se f(x) = 2x, então f[g (x)] = 2g(x), como temos tam-
-2
bém que f[g(x)] = x + 3, logo:
-1 1
0 2 x+3
1 5 f[g (x)] = 2g(x) = x + 3 → g(x) =
2
2
RELAÇÕES ENTRE FUNÇÕES
B
A igualdade entre duas funções é uma relação
A entre funções, sendo definida da seguinte forma: as
funções f: A → B e g: C → D são funções iguais se, e
Figura 4a.
somente se, A = C e B = D e f(x) = g(x) para todo x per-
tencente a A.
z Diagramas para funções ímpares: Assim, sendo A = {1, 2, 3} e B = {–2, –1, 0, 1, 2}, as
funções de A em B são definidas por:

2
-2 -10 x –1
f(x) = x – 1 e g(x)
-1 -5 x+1
0 0 Assim, para o domínio A = {1, 2, 3}, tem-se:
1 5
2 10 f(1) = 1 – 1 = 0
f(2) = 2 – 1 = 1
f(3) = 3 – 1 = 2
A B

Figura 4b.
e

2
Funções de x (f(x) = xn), definidas em f: ℝ → ℝ, com g(1) =
1 –1
=0
potências pares são funções pares, enquanto com 1+1
potências ímpares são funções ímpares. Por exemplo, 2
2 –1
f(x) = x² ou f(x) = x4 são pares e f(x) = x³ ou f(x) = x5 são g(2) = =1
ímpares, visto que, f(x) = x² = (–x) e f(–x) = (–x)³ = –f(x). 2+1
2
3 –1
FUNÇÕES PERIÓDICAS E COMPOSTAS g(3) = =2
3+1

Funções periódicas podem ser entendidas como Como f(1) = g(1); f(2) = g(2); f(3) = g(3) para todo
funções de fácil identificação visual ou gráfica, onde x∈A, temos que as funções são iguais.
se observa uma característica de repetição do decor- Podemos ter outras relações entre funções,
rer da curva em intervalos subsequentes. como: a soma de duas funções f e g definida por:
Uma função f: ℝ → ℝ é dita periódica de tempo T
se existe uma constante positiva T tal que f(x) = f(x + (f+g)(x)=f(x)+g(x)
T) para todo x∈ℝ. Assim, se f é periódica de período T,
então f também é periódica de período nT, onde n∈ℕ, A diferença entre funções, definida por:
f(x) = f (x+T) = f (x + 2T) = ··· = f(x + nT).
Para que uma função composta f com g exista, f (f – g)(x) = f(x) – g(x)
e g devem ser funções dentro do domínio e contrado-
mínio definidos, isto é, f: A → B e g: B → C. Em outras O produto entre funções:
palavras, para todo x pertencente ao domínio A, tere-
mos um y pertencente ao contradomínio B, tal que y (f · g)(x) = f(x) ⋅ g(x)
= f(x). De mesma maneira, para todo y pertencente a
B, tem-se um z pertencente a C, tal que z = f(y). Assim, E o quociente entre funções:
pode-se concluir que existe uma função h: A → C defi-
nida por h(x) = z. Esta função ainda pode ser escrita f (x)
(f/g) (x) = , g(x) ≠ 0
como fοg(x) (lê-se “f bola g de x”) ou h(x) = f[g (x)]. g (x)
Assim, sejam as funções f(x) = x2 + 2 e g(x) = 3x, a
Em cada uma das operações anteriores, o domínio
composta de fοg é dada por f[g (x)] = f [3x] = (3x)2 + 2
da função resultante consiste naqueles valores de x
= 9x2 + 2.
Já a composta de gοf seria: g[f(x)] = g[(x² + 2)] = 3(x² que estão no domínio de cada uma das funções f e
+ 2) = 3x² + 2. g, sendo que, quando tivermos o quociente, existirá
a necessidade de o denominador ser não nulo. Além
disso, algumas outras funções também podem ter res-
Importante! trições específicas, como, por exemplo, a função raiz
quadrada que precisa ser positiva. Logo, o domínio
As funções fog e gof são diferentes, isto é, não do resultado delas deve satisfazer as duas funções ao
24 são comutativas. mesmo tempo.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Uma função f: A → B definida por y = f(x) é dita
Supondo duas funções f(x) = x + 1 e g(x) =
função decrescente em um intervalo se para dois
x – 4 , os domínios delas são Df = [–1,+ ∞[ (x per- valores quaisquer de X1 e X2, pertencentes ao inter-
tence aos reais, tal que x maior ou igual a –1) e Dg = valo, onde x1 < x2 resultam em f(x1) > f(x2). Ou seja,
[4,+∞[ (x pertence aos reais, tal que x maior ou igual quando aumentam os valores de x, os valores de y
a 4). Note que raiz quadrada pode assumir somente diminuem (figura 7b).
valores positivos, incluindo o zero. Se fizermos o quo-
x +1 y
ciente delas, (f/g(x) = , o domínio da função
x–4
quociente é D gf = ]4,+∞[ (x pertence aos reais, tal que x
maior do que 4), pois, neste caso, o denominador não
pode ser nulo.
x1 x2 x
RAIZ DE UMA FUNÇÃO
Figura 7a. Exemplo de função crescente.
Raiz ou raízes de uma função são também conhe-
cidas como zero da função. Ou seja, é quando o valor
de x tem imagem, y em zero ou nula, isto é, y = f(x) = 0. y
Assim, para determinar a raiz da função y = 2x – 1,
basta igualar tal função a zero e isolar o valor de x,
1
logo: y =2x – 1 = 0 → 2x = 1 → x = é raiz da função
2 x1 x2 x
y = 2x – 1 e o ponto no plano cartesiano será (x, y) =
b 1 , 0l . Figura 7b. Exemplo de função decrescente.
2
FUNÇÃO DEFINIDA POR MAIS DE UMA SENTENÇA
FUNÇÃO CONSTANTE, CRESCENTE E
DECRESCENTE
Uma função definida por mais de uma senten-
ça tem, em cada subdomínio, uma função associada
Uma relação f: ℝ → ℝ recebe a denominação de
a ela. A união desses subdomínios forma o domínio
função constante quando, a cada elemento de x∈ℝ,
da função original . Com isso, conseguimos construir
associa-se sempre o mesmo elemento c∈ℝ, ou seja, y
o gráfico das funções f(x) em cada subdomínio. Veja
= f(x) = c. O gráfico da função constante é uma reta
os exemplos:
paralela ao eixo das abscissas (eixo x) passando pelo
ponto (x, y) = (0, c) (figura a seguir). Assim, o conjunto
imagem (Im) de f é Im = {c}. –x + 1, se x< –2

y a) f(x) = x –1, se –2 ≤ x ≤1
2

–x + 1, se x > 1
(0, c)

x –x² + 1, se x < 1
b) f(x) =
Função constante.
(x – 2)² – 1, se
x≥1
Assim, temos exemplos de funções constantes,
como mostra a figura a seguir. 4
y
3
y y 2
(0, 4) 1
x
x –4 –3 –2 –1 1 2 3 4
–1
–2
x (0, –2)
y=4 y = –2 –3

–4
Exemplos de função constante.

Uma função f: A → B definida por y = f(x) é dita Figura 8a. Exemplo de função formada por mais de uma sentença.
MATEMÁTICA

função crescente em um intervalo se para dois valo-


res quaisquer de x1 e x2, pertencentes ao intervalo,
onde x1 < x2 resultam em f(x1) < f(x2). Ou seja, quando
aumentam os valores de x, os valores de y também
aumentam (figura 7a).

25
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
y y
4 4
3 3
2 2
1 1
x x
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4 –4 –3 –2 –1 1 2 3 4
–1 –1
–2 –2
–3
–3
–4
–4

Figura 8b. Exemplo de função formada por mais de uma sentença.


(x + 1)
Figura 9b. Função f–1(x) = .
2
FUNÇÃO INVERSA E SEU GRÁFICO
y
4
Uma função f: A → B, bijetora de A em B, ou seja,
3
distintos elementos do domínio (A) se relacionam
com distintos elementos da imagem (Im) e a imagem 2

é igual ao contradomínio, que é igual ao conjunto B 1


x
(Im = CD = B), a relação inversa de f é uma função de –4 –3 –2 –1 1 2 3 4
f: B → A, que denominamos de função inversa e é –1
denotada por f –1. –2
Acompanhe o exemplo para ilustrar melhor: uma –3
função f(x) = 2x – 1, onde o domínio é dado por A = {1, –4
2, 3, 4} e o contradomínio e a imagem são dados por
B = {1, 3, 5, 7}, resultando em f = {(1, 1), (2, 3), (3, 5), (4,
Figura 9c. As duas funções (a e b) mais a bissetriz em pontilhado.
7)}.
Desta maneira, temos que f é bijetora, visto que Df
FUNÇÕES ELEMENTARES: 1º GRAU, 2º GRAU,
= A e a Imf = B. A função inversa de f também é uma
MODULAR, EXPONENCIAL E LOGARÍTMICA -
função bijetora, visto que para todo y∈B existe um
GRÁFICOS E PROPRIEDADES
único x∈A tal que f–1 = {(y, x) | (x, y) ∈ f} onde f–1 = {(1,
1), (3, 2), (5, 3), (7, 4)} Df–1 = B e Imf–1. Logo, a sentença Função Linear e Afim
da função inversa de f é definida por:
A função linear é uma aplicação de ℝ → ℝ quando
Y +1 cada elemento x∈ℝ associa o elemento ax∈ℝ com a≠0
f(x) = y = 2x –1 → 2x = y + 1 → x =
2 e constante real, ou seja, f(x) = ax; a ≠ 0.
Logo, se f = {(x, y) ∈ A · B | y = 2x – 1}, então f–1 = {(y, O gráfico da função linear é uma reta que passa
y +1 pela origem e liga os pontos (x, y) = (x, ax) no plano
x) ∈ B · A | x = }. cartesiano (figura 10).
2

Na figura 9, vemos os gráficos das funções f e f –1 y


4
acima. Percebemos, pela figura 9c, que eles são simé-
3
tricos, em relação à bissetriz nos quadrantes ímpares
do plano cartesiano. Para construir o gráfico, basta 2

plotar os pontos (x, y) ou (y, x) das duas funções no 1


plano cartesiano e traçar uma reta. x
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4
–1
y
4 –2

3 –3

2 –4

1
x Figura 10. Gráfico da função linear f(x) = 2x e o ponto (x, y) = (2, 4).
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4
–1
–2 A aplicação de ℝ → ℝ, quando cada x∈ℝ estiver
associado ao elemento (ax + b) ∈ ℝ com a ≠ 0, a e b
–3
constante real, recebe o nome de função afim, ou
–4
seja, f(x) = ax + b; a ≠ 0, onde a é conhecido como coe-
ficiente angular e b como coeficiente linear.
26 Figura 9a. Função f(x) = 2x – 1.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
O gráfico para a função afim, f(x) = ax + b, também Assim, colocando esses resultados sobre o eixo x e
é uma reta, onde o coeficiente angular (a) indica a adicionado os sinais, vemos em quais intervalos estão
inclinação da reta e o coeficiente linear indica o local os sinais positivos e negativos da função.
em que a reta corta o eixo das ordenadas (eixo y). Seja
a função afim f(x) = 2x + 1, (x, y) = (0, 1) é o ponto onde z 2º caso: a < 0 (decrescente)
a reta corta o eixo y; com mais um ponto, pode-se tra-
çar a reta que representa a função f(x). Assim, para x
= 1 → y = 3, ou seja, o ponto (x, y) = (1, 3). Seu gráfico b
f(x) = ax + b > 0 → x < –
segue na figura 11. a
b
f(x) = ax + b < 0 → x > –
a
Importante!
Uma função afim f(x) = ax + b, quando b = 0,
transforma-se na função linear f(x) = ax. Assim,
dizemos que uma função linear é um caso parti-
cular da função afim.
x
b

y a
4
3

2 Vejamos o exemplo: na função f(x) = 2x + 1, sua raiz


1
1 é dada por 2x + 1 = 0 → x – = . Como o coeficiente
2
x angular é positivo (a = 2 > 0), então o estudo de sinal
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4
de f(x) será:
–1
–2
1
–3 x>– → f(x) > 0
2
–4
1
x<– → f(x) < 0
2
Figura 11. Gráfico da função afim f(x) = 2x + 1 e o ponto (x, y) = (1, 3)

Uma função afim é crescente sempre que o coe-


ficiente angular for positivo (a > 0) e decrescente
quando o mesmo for negativo (a < 0).
x
Sinal da Função Afim 1

2
O estudo do sinal de uma função f: A → B definida
por y = f(x) é encontrar para quais valores de x temos
f(x) > 0, f(x) < 0 ou f(x) = 0, com x∈Df. Inequações-Produto e Quociente para Função Afim
Inicialmente, identificamos onde a função é igual
a zero, ou seja, encontramos a raiz da função y = f(x). Sejam as funções f(x) e g(x) e , as inequações-pro-
Para isso, fazemos y = f(x) = 0. Para função afim, temos duto delas são dadas por:
b
a raiz sendo: f(x) = ax + b = 0 → x = – .
a
f(x) ⋅ g(x) > 0 ou f(x) ⋅ g(x) < 0 ou f(x) ⋅ g(x) ≥ 0 ou f(x) ⋅
Agora, teremos dois casos para estudo do sinal da
g(x) ≤ 0
função afim: um quando o coeficiente angular é posi-
tivo (a > 0); outro, quando é negativo (a < 0): De acordo com a regra de sinais do produto de
números reais, temos que (+ · + = +); (– · – = +); (+ · –
z 1º caso: a > 0 (crescente) = –); assim, um conjunto solução (S) para uma dessas
inequações pode ser encontrado da seguinte forma:
b seja a inequação produto f(x) ⋅ g(x) > 0, para o produto
f(x) = ax + b > 0 → x > – ser positivo temos duas situações: f(x) > 0 e g (x) > 0 ou
a
f(x) < 0 e g(x) < 0.
b
f(x) = ax + b < 0 → x < – Assim, para f(x) > 0 e g(x) > 0 encontramos a solu-
a
MATEMÁTICA

ção S1 para a f(x) > 0 e a solução S2 para a g(x) > 0,


chegando na solução geral S1∩S2.
Depois, para f(x) < 0 e g(x) < 0, encontramos a solu-
ção S3 para a f(x) < 0 e a solução S4 para a g(x) < 0,
chegando na solução geral S3∩S4.
Por fim, a solução para a inequação produto, f(x)
x
⋅ g(x) > 0, é dada pela união das soluções anteriores,
b
– S = {S1∩S2}∪{S3∩S4}. Raciocínio análogo para as outras
a
inequações-produto. 27
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Tomemos como exemplo a inequação produto (x + Tomemos como exemplo a inequação-quociente
2)(3x – 1) > 0, ou seja, f(x) · g(x) >0 → f(x) = x + 2 e g(x) = (x + 2) (x + 2) (x + 2)
3x – 1: seguindo os dois passos acima, temos: ≥ 1, ou seja, ≥1→ –1 ≥ 0 →
(3x – 1) (3x – 1) (3x – 1)
(–2x + 3)
≥ 0. Assim, temos:
(3x – 1)
x + 2 > 0 → x > –2
f (X)
1 ≥ 0 → f(x)= –2x + 3 e g(x) = 3x – 1
3x –1 > 0 → x > g (X)
3
Seguindo os dois passos acima, temos:
–2
x
3
–2x + 3 ≥ 0 → x ≤
x 2
1
1 3x – 1 > 0 → x >
3
3
3/2
Logo, a solução para esse primeiro caso é S1∩S2 =
1 x
{x∈R | x > }.
3
x
x + 2 < 0 → x < –2 1
3
1
3x –1 > 0 → x < 1
3 Logo, a solução para esse primeiro caso é {x∈R |
3 3
–2 <x≤ }.
2
X
3
X –2x + 3 ≤ 0 → x ≥
2
1 1
3x – 1 < 0 → x >
3 3

Logo, a solução para esse segundo caso é S3∩S4 = 3


{x∈R | x < –2}. Assim, o conjunto solução para a ine- 2
x
quação-produto (x + 2)(3x – 1) > 0 é:
x
1
S = {S1∩S2}∪{S3∩S4} = {x∈R | x < –2 ou x > }
3 1
3
Sejam as funções f(x) e g(x), as inequações-quo-
ciente delas são dadas por: Logo, a solução para esse segundo caso é S3∩S4 =
{∅}. Assim, o conjunto solução para a inequação-quo-
f (X) f (X) f (X) f (X) (x + 2)
> 0 ou < 0 ou ≥ 0 ou ≤0 ciente ≥ 1é:
g (X) g (X) g (X) g (X) (3x – 1)
1 3
De acordo com a regra de sinais do quociente de S = {S1∩S2}∪{S3∩S4} = {x∈ R | x < <x≤ }
3 2
números reais, temos que (+ ÷ + = +); (– ÷ – = +); (+
÷ – = –), e lembrando que o denominador da fração Quando se está trabalhando algebricamente com
não pode ser nulo. Assim, um conjunto solução (S) uma inequação, e no momento em que se tem a neces-
x1y2z3 9be7630f9819aa975715d65c472d892521c0d3b51112f231e90384be28622c9b

para uma dessas inequações pode ser encontrado da sidade de multiplicar por –1 ambos os lados para iso-
3
f (x) lar x, (–1) · – x ≤ – · (–1), não esqueça de também
seguinte forma: seja a inequação-quociente ≥ 0, 2
g (x)
para o produto ser positivo temos duas situações: f(x) inverter o sinal da inequação, ficando, nesse caso, x
3
≥ 0 e g(x) > 0 ou f(x) ≤ 0 e g(x) < 0. ≥ .
2
Assim, para f(x) ≥ 0 e g(x) > 0 encontramos a solu-
ção S1 para a f(x) ≥ 0 e a solução S2 para a g(x) > 0, Funções Quadráticas
chegando na solução geral S1∩S2.
Depois, para f(x) ≤ 0 e g(x) < 0, encontramos a solu- A função quadrática, ou do 2º grau, é uma apli-
ção S3 para a f(x) ≤ 0 e a solução S4 para a g(x) < 0, cação de ℝ → ℝ quando cada elemento x∈ℝ associa o
elemento (ax2 + bx + c) ∈ℝ com a ≠ 0, ou seja, f(x) = ax2
chegando na solução geral S3∩S4.
+ bx + c; a ≠ 0 e a, b, c∈ℝ. Um exemplo de função qua-
Por fim, a solução para a inequação-quociente
drática: f(x) = x2 – 3x + 2; a= 1, b = –3, c = 2.
f (X)
≥ 0 é dada pela união das soluções anteriores, O gráfico para a função quadrática f(x) = ax2 + bx
g (X) + c é uma parábola. Assim, para sua construção são
S = {S1∩S2}∪{S3∩S4}. Raciocínio análogo para as outras necessários mais que dois pontos, diferentemente do
28 inequações-quociente. visto anteriormente na construção da reta. Para tal,
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
inicialmente encontram-se os zeros ou as raízes da Sinal da Função Quadrática
função, o vértice e o ponto de encontro com o eixo y.
São três coeficientes na função quadrática: a, b e c. O estudo do sinal de uma função f: A → B definida
O primeiro, (a), indica se a concavidade da parábola por y = f(x) é encontrar para quais valores de x temos
está voltada para cima (a > 0) ou para baixo (a < 0), f(x) > 0, f(x) < 0 ou f(x) = 0, com x∈Df.
já o terceiro, (c), indica onde a parábola corta o eixo Inicialmente, identificamos onde a função é igual
das ordenadas (eixo y), ou seja, quando x = 0 e y = c. a zero, ou seja, encontramos a raiz da função y = f(x).
Vamos analisar a função quadrática f(x) = x2 –3x + Para isto, fazemos y = f(x) = 0. Para função quadrática,
2 para compreender melhor. Neste caso, a = 1, então a –b ! D
parábola terá sua concavidade voltada para cima; e c vimos que as raízes são: x = 2a , com Δ = b2 – 4ac.
= 2 — a parábola cortará o eixo y nas coordenadas (0,
Agora, teremos um caso para estudo do sinal da
2). Mais à frente, estudaremos como calcular as raízes
função quadrática quando o coeficiente a é positivo
e os vértices da função para, assim, construir um grá-
(a > 0), outro quando é negativo (a < 0) e outro, ainda,
fico tal como este:
quando Δ > 0; Δ < 0 e Δ = 0.
y Para Δ < 0, temos:
4
3
2 a > 0 → f(x) > 0, ∀x ∈ ℜ
1
x a < 0 → f(x) < 0, ∀x ∈ ℜ
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4
–1
No gráfico da função quadrática com Δ < 0, como
–2
não existe raiz real, a parábola não corta o eixo x
–3 (abscissa).
–4

f(x) < 0 x

Figura 12. Gráfico da função quadrática f(x) = x –3x + 2 com vértice


2

(xv, yv) = b3 –
1
l e raízes (x1, y) = (1, 0); (x2, y) = (2, 0). f(x) > 0
x
2 4
As raízes ou zeros da função quadrática são os Figura 13.
valores de x tal que a f(x) = ax2 + bx + c = 0.
Pela forma canônica, tem-se que a função f(x) = ax2 Para Δ = 0, temos:
+ bx + c pode ser escrita da seguinte forma:

:b x + l – D
D a > 0 → f(x) > 0, ∀ x ∈ ℜ
2
b
f(x) = a
2a 4a 2
a < 0 → f(x) < 0, ∀ x ∈ ℜ
Sendo Δ = b2 – 4ac o discriminante, igualando essa
função canônica a zero, chegamos nos valores das
No gráfico da função quadrática com Δ = 0, as raí-
raízes:
zes são iguais (raiz unitária), logo a parábola corta o
eixo x (abscissa) em apenas um ponto. Neste ponto, a
–b ! D f(x) = 0.
x= 2a
Usando essa fórmula, chegamos nas raízes da fun- x
f(x) > 0 x1 = x2 f(x) > 0
ção quadrática f(x) = x2 – 3x + 2:
x1 = x2
Δ = b2 – 4ac = (–3)2 – 4 ⋅ 1 ⋅ 2 = 9 –8 = 1, f(x) > 0 f(x) > 0

– ]–3g – 1
x
3–1
X1 = = = 1, Figura 14.
2 ·1 2

– ]–3g + 1 3+1 Para Δ > 0, temos:


x2 = = =2
2 ·1 2
 b
Assim, as raízes para a função quadrática são: (x1,  f ( x>=
𝑓(x) ) 0, {x
ax∊+ℜb|>x 0< x→
1 x > −2 ;
ou x > x }
y) = (1, 0); (x2, y) = (2, 0).  a
MATEMÁTICA

a>0→ 
Quando o valor de delta é negativo (Δ < 0), não
𝑓(x) b
temos raízes reais, então a parábola não corta o eixo f ( x<=
) 0, {x
ax∊+ℜb|<x0 <→x <x x<2}− ;


1
a
x. Quando o delta é igual a zero (Δ = 0), as duas raízes
são iguais, ou seja, teremos uma função quadrática
de raiz unitária, fazendo com que a parábola encoste
somente uma vez no eixo x. Já para delta positivo (Δ
> 0), teremos, então, a situação de duas raízes reais,
onde a parábola corta o eixo x em dois lugares.
29
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
 b
 f ( x>=
𝑓(x) ) 0, {x
ax∊+ℜb|>x0 < x < x2} − ;
1 → x >
 a
a<0→ 
𝑓(x) b
f ( x<=
) 0, {x
ax∊+ℜb|<x <0 x→ oux x<>−x2} ;


1
a

No gráfico da função quadrática com Δ > 0, existem as duas raízes reais, logo a parábola corta o eixo x (abscis-
sa) em dois pontos. Nestes pontos, a f(x) = 0.

x1 f(x) > 0 x2
f(x) < 0 f(x) < 0 x
f(x) > 0 f(x) > 0
x1 f(x) < 0 x2 x

Figura 15.

Logo, no estudo do sinal da função quadrática f(x) = x2 – 3x + 2, temos que a > 0, já que a = 1, e calculamos o
valor do delta, Δ = 1 > 0, e das raízes, x1 = 1 e x2 = 2. Assim, concluímos para o estudo de sinal:

 b
 f ( x>=
𝑓(x) ) 0, {x
ax∊+ℜb|>x0< →
1 oux x>>−2} ;
 a
a>0→ 
𝑓(x) b
f ( x<=
) 0, {x
ax∊+ℜb|<10< →
x <x2}< − ;

 a

Inequações para Função Quadrática

Seja a ≠ 0 as inequações quadráticas são: ax2 + bx + c > 0, ax2 + bx + c < 0, ax2 + bx + c ≥ 0 ou ax2 + bx + c ≤ 0.
Resolver a inequação 𝑓(x) = ax2 + bx + c > 0 significa encontrar valores de x tal que 𝑓(x) seja positiva. O resulta-
do para resolver essa inequação é encontrado no estudo de sinal da função 𝑓(x) . Assim dependendo dos valores
de a e de delta temos algumas combinações de resultados para solução da 𝑓(x) > 0:

a>0eΔ<0 a>0eΔ=0 a>0eΔ>0

x x x

x1 = x2

S=ℝ S = {x ∈ ℝ | x ≠x1} S = {x ∈ ℝ | x < x1 ou x > x2}

a<0eΔ>0
a<0eΔ<0 x a<0eΔ=0 x x1 x2 x

S=Ø S=Ø S = {x ∈ ℝ | x1 < x < x2}

Figura 16.

No caso de inequação produto faz-se o estudo de sinal de cada uma das funções quadráticas e define-se a solu-
ção de acordo com a regra de sinais do produto de números reais, temos que (+ · + = +); (– · – = +); (+ · – = –), assim,
um conjunto solução (S) para uma dessas inequações pode ser encontrada da seguinte forma, seja a inequação
produto f(x )⋅ g(x) > 0, para o produto ser positivo temos duas situações: f(x) > 0 e g(x) > 0 ou f(x) < e g(x) < 0.
Então seja a inequação produto (x2 – x – 6) · (– x2 + 2x – 1) > 0, para achar o conjunto solução primeiro encon-
30 tra-se as raízes de cada função 𝑓(x) = x2 – x – 6 e g(x) = –x2 + 2x – 1:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.

f ( x=
) ax +b > 0 → x > −
b
;
z Para 𝑓(x) = 2x2 + x – 1, com ∆ > 0 e a > 0:
 ∆𝑓 = (–1) – 4(1)(–6) = 1 + 24 = 25
2
 a
∆ = b2 – 4ac → 
 f ( x= b
) 2 ax + b < 0 → x < − ;
 ∆g = (2) – 4(–1)(–1) = 4 – 4 = 0 a
 b   b
b 1 
; ( x=
− > xf → )0 >ax
b+ ba> 0
+x =)x
→ ( fx > − ;
 𝑓(x) a 
  a
f ( x; =
)b> 0,
−ax

b
+xf →
∊ℜ )00<→
( x>
| xax x xb
< –1 ou
> ; ( fx
−x0=>)→
 –(–1) – √25 b 
 <x

= b++ a< x
a 2 
< − b ;

 fx( x==) ax2+· 1b > 0 → x>− ;


a   a
= –2  b
1
a  f; (ax−=  b  b
) > ax + b < 0 → x < − 1 ; 
x
→ f (0x>
) b ax
= + x+ab = ) x0
> (→f x > − ;


 a
𝑓(x) = 0 
 𝑓(x)b < 0,  x ∊ ℜ | –1 < x <

a 
b
b ; − < x → f (0x<
) b ax
= + x+ab = ) x0( →
< f  x < − ;
2
 fx( x==) –(–1) + √25 a 
 
 a
ax + b < 0 →= 3x < − ;
2
2·1 a
z Para g(x) = – x2 + 2x, com ∆ > 0 e a < 0:
 b
 f ( x=
) ax +–(2)
b >±0 √0→ x > − ;
 a
g(x) = 0  x =x =
 f (1x=
= 1 b  b
) 2 ax + b < 0 → x < − ; g(x) > 0,ax
{x +
∊ℜ | 00<→
x <x2}

 2 · (–1) a 


f ( x=
) b > >
a
; −

 f ( x= b
) ax + b < 0 → x < − ;

 g(x) < 0, {x ∊ ℜ | x < 0 ou x > 2}
a

Para 𝑓(x) = x2 – x – 6, com ∆ > 0 e a > 0:


Portanto, para a inequação quociente ser negati-
 b 2
f ( x=
) ax + b > 0 → x > − ;
 𝑓(x) > 0, {x ∊ R | x < –2 ou x > 3} a
 f (x) (2x + x – 1)

b
va, = 2 > 0, temos duas situações, a
 f ( x=
) ax + b < 0 → x < − ; g (x) (–x + 2x)
 𝑓(x) < 0, {x ∊ R | –2 < x <3}
 a
primeira com f(x) > 0 e g(x) < 0. Assim, a solução será:
Para g(x) = –x +2x – 1, com ∆ = 0 e a < 0:
2
1
S1 = {x ∈ ℜ | x < –1 ou x > }∩{x ∈ ℜ | x < 0 ou x >
2
g(x) < 0, ⩝x ∊ R. 2} = {x ∈ ℜ |x < –1 ou x > 2}

Assim, para a inequação produto ser positiva, 𝑓(x) A segunda para f(x) < 0 e g(x) > 0. Assim, a solução
· g(x) = (x2 – x – 6) · (–x2 + 2x – 1) > 0, sabendo que g(x) < será:
0, então a 𝑓 também deve ser negativa, 𝑓(x) < 0. Assim,
1
a solução será S = {x ∊ ℜ |–2 < x < 3} S2 = {x ∈ ℜ | –1 < x < }∩{x ∈ ℜ | 0 < x < 2} = {x ∈
2
No caso de inequação quociente faz-se o estudo 1
ℜ|0<x< }
de sinal de cada uma das funções quadráticas e defi- 2
ne-se como solução de acordo com a regra de sinais Logo, a solução das inequações quociente
do quociente de números reais, temos que (+ ÷ + = 2
(2x + x – 1)
+);(– ÷ – = +);(+ ÷ – = –), assim, um conjunto solução 2 é:
(–x + 2x)
(S) para uma dessas inequações pode ser encontrada
f (x) 1
da seguinte forma, seja a inequação quociente > S1∪S2 = {x ∈ ℜ | x < –1 ou 0 < x < ou x > 2}
g (x) 2
0, para o quociente ser positivo temos duas situações:
f(x) > 0 e g(x) > 0 ou f(x) < 0 e g(x) < 0. Máximo e Mínimo para Função Quadrática
2
(2x + x – 1)
Então seja a inequação quociente 2 < 0, Dizemos que o número yM ∈ Im(f) é o valor máxi-
(–x + 2x) mo ou mínimo da função y = f(x) se, somente se, yM ≥
para achar o conjunto solução primeiro encontra-se
as raízes de cada função 𝑓(x) = 2x2 + x – 1 e g(x) = – x2 y ou yM ≤ y, respectivamente. Ao valor xM∈Df tal que
yM = f(xM) chamamos de ponto máximo ou mínimo da
+ 2x :
 b
( ) 0 ;
função. Esse ponto também conhecido como vértice
f x = ax + b >
 ∆ = (1) – 4(2)(–1) = 1 + 8 = 9 → x > − da função quadrática ou da parábola. Denotamos o
2
a vértice como:
 ∆ = (2) – 4(–1)(0) = 4 – 0 = 4
𝑓
∆ = b2 – 4ac →

 f ( x=
2
b b –b , l
) –(1) ax b 0 x ;
g

+ < → < −
–D
(xM, yM) = V (xv, yv) = V
 fx( x==) ax +–b√9> 0 → a
2a 4a
b
 1 x>− ;
= –1 –b –D
 2·2 a Ou seja, Vx = e Vy =
𝑓(x) = 0  2a 4a
 f ( x= –(1) + √9 1 b
 x2 =) ax + b < 0 →
= x<− ; Para a função quadrática f(x) = x2 –3x + 2, o vértice
 2·2 2 a é dado por:
MATEMÁTICA

 x = –(2) – √4 = 2 b –b , –D l b – (–3) , l =V
2
b V (xv, yv) = V =
– ((–3) –4·3·2)
 f (1 x=
) ax + b > 0 → x > − ; 2a 4a
 2 · (–1) a
2·1 4·1
g(x) = 0 
 f ( x= –(2) + √4 b b 3 ,– 1 l
 x2 =) ax + b < 0 → = 0x < − ; 2 4
 2 · (–1) a
Sendo a = 1 > 0, então a concavidade da parábola
está voltada para cima e o vértice será ponto de míni-
mo da função. 31
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Importante! ∆ = b2 – 4ac = 42 – 4 · 1 · 0 = 16

O vértice de uma função quadrática será ponto  –(4) – √16 b


de máximo da função quando a < 0 e ponto de  f
x ( x
= )
= ax + b > 0=→–4 x > − ;
mínimo da função quando a > 0.
1
2·1 a

 fx( x==) –(4) + √16 b
ax + b < 0 =→0 x < − ;

2
FUNÇÃO MODULAR 2·1 a
Definição, Gráfico, Domínio e Imagem
As raízes são –4 e 0, como para a primeira sentença
o valor de a > 0, então a concavidade é voltada para
Uma função f: ℝ→ℝ definida pela associação cima, e na segunda sentença o valor de a < 0, ou seja,
de cada x ∈ ℝ af(x) = |x| ∈ ℝ é denominada função concavidade voltada para baixo. Logo, a solução posi-
modular. tiva para a função nas duas sentenças segue o interva-
Considerando a definição de módulo de um núme- lo de x abaixo:
ro real, em que para um número x tem-se |x| = x, se x
≥ 0 ou |x| = –x, se x < 0, podemos descrever a função
 2 b
modular também da seguinte forma:  x + 4x, x ≤ –4 e x ≥ 0
 f ( x=
) ax + b > 0 → x > −
a
;
𝑓(x) = 
 f (2x= b
) ax + b < 0 → x < − ;
b  –x – 4x, –4 < x < 0
 a

 x, se x ≥ 0
 f ( x=
) ax + b > 0 → x > − ;
a
𝑓(x) = 
b
 f ( x=
) ax + b < 0 → x < −
 –x, se x < 0
 a
; Dessa forma construímos o gráfico para x2 + 4x no
intervalo abaixo de –4 e acima de 0 e para –x2 – 4x no
intervalo entre –4 e 0 (figura 18).
O gráfico para a função modular f(x) = |x| é defi- As raízes das sentenças definidas pela função
nido pela junção dos dois gráficos da função de duas modular podem também ser chamadas de ponto (s)
sentenças (x e –x) e resultará em duas semirretas de de inflexão da curva (funções quadráticas) ou da reta
origem na raiz da função, (x, y) = (0, 0), ou seja, essas (funções lineares ou Afim). Inflexão é um ponto sobre
retas são bissetrizes dos primeiro e segundo quadran- uma curva na qual a curvatura troca o sinal, nesse
tes do plano (figura 17). caso indo para o lado positivo do eixo y, pois, Im(f)
O domínio da função modular é o conjunto dos = ℜ+.
reais, ou seja, para todo ℝ, existe um único y∈Im(f),
sendo que a imagem da função assume somente valo-
y
res positivos (reais não negativos (ℝ+)). Logo, Im(f) = 4
ℜ+. Note, que no gráfico da função as retas ficam aci- 3
ma do eixo x, em que todos os valores para y são posi- 2
tivos (figura 17).
1
x
y –4 –3 –2 –1 1 2 3 4
4
–1
3 –2
2
–3
1
–4
x
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4
–1
Figura 18. Gráfico da Função Modular f(x) = |x2 + 4x|.
–2

–3
Equações Modulares
–4

Lembrando da definição de módulo de um núme-


Figura 17. Gráfico da Função modular f(x) = |x|.
ro real, em que para um número k > 0 tem-se |x| = k
⇔ x = k ou x = –k. Então a solução da equação modu-
Para funções modulares com potência quadrática lar |x+2| = 3 é:
como f(x) = |x2 + 4x|, primeiro divida a função modu-
b
lar em funções definidas por duas sentenças: 
 x+2=3→x=1
 f ( x=
) ax + b > 0 → x > − ;
a
|x + 2| = 3 ⇔ 
 f ( x= b
) ax + b < 0 → x < − ;
 x + 2 = –3 → x = –5
(
2  a
x + 4x
f(x) = 2
– (x + 4x)
S= {–5,1}
A essas duas funções encontramos as suas raízes:
Caso tenhamos duas funções modulares, como a
equação |3x + 2| = |x – 1|, a solução é dada da seguin-
te forma:

32
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
S1∪S2 = {x ∈ ℜ | x ≥ 2}∪∅ = {x ∈ ℜ | x ≥ 2}
 3 b
 f3x( x+=)2 =ax
x –+1 b→>x 0
= –→ x > − ;
2 a função Exponencial
|3x + 2| = |x – 1| ⇔ 
 f3x( x+=)2 =ax 1 b
–x + < x0=→– x < − ;
+ 1b → Seja a um número real, tal que seja maior que zero
 4 a e diferente de 1(0 < a ≠ 1 ou a∈ℝ*+ –{1}), a função f: ℝ→ℝ
b   b que associa a cada x∈ℝ o número f(x) = ax, é conhecida
; − > x → 0 > b+fx(a ) =
3x= )x (1f+b > 0 → x > −
ax ;
a   a como função exponencial. Assim funções como: 2x,
S = – , –
^ 2 h e 10x são exemplos de funções exponenciais.

b b
; − < x → 0 < b+fx(a ) =
2x= )x (4f+b < 0 → x < −
ax ; X
a 
 
 a
Da definição de função exponencial, a partir de
E na situação de uma função modular, como a algumas características, pode-se notar:
equação |3x + 2| = 2x –3, a solução é válida para valo-
3
res de x tal que 2x – 3 ≥ 0 → x ≥ . A solução da equa- z x = 0 → 𝑓(0) = a0 = 1;
2
ção é dada por: z 𝑓(x) = ax é crescente para a > 1, ou seja, x1 < x2 →
𝑓(x1) < 𝑓(x2);
 3x + 2 = 2x – 3 → x = –5 b z 𝑓(x) = ax é decrescente para 0 < a < 1, ou seja, x1 <
 f ( x= ) ax + b > 0 → x > − ;
 a x2 → 𝑓(x1) > 𝑓(x2);
|3x + 2| = 2x – 3 ⇔  1
 f3x( x+= b z n ∊ ℤ e a > 1, então 𝑓(n) = an > 1 se, e somente se, n
)2 =ax
–2x++b3<→0x→
= x<− ;

 5 a > 0;
z a ∊ ℝ, a > 1 e r ∊ ℚ, então 𝑓(r) = ar > 1 se, e somente
Como a solução só é válida para valores de x ≥
3
, se, r > 0;
2 z a ∊ ℝ, a > 1 e r, s ∊ ℚ, então as > ar se, e somente se,
então a solução para |3x + 2| = 2x – 3 é S = {∅}.
s > r;
Inequações Modulares z a ∊ ℝ, a > 1 e α ∊ {ℝ –ℚ}, então aα > 1 se, e somente
se, α > 0;
Uma das propriedades de módulo para números
z a ∊ ℝ, a > 1 e b ∊ ℝ, então ab > 1 se, e somente se, b
reais, em que para um número k > 0 tem-se |x| < k ⇔
> 0;
– k < x < k e |x| > k ⇔ x < –k ou x > k. Com essa proprie-
dade podemos resolver inequações modulares como z a ∊ ℝ, a > 1 e x1, x2 ∊ ℝ, então ax1 > ax2 se, e somente
|3x – 2| < 4 e sua solução é: se, x1 > x2;
z a ∊ ℝ, 0 < a < 1 e b ∊ ℝ, então ab > 1 se, e somente
2 se, b < 0;
|3x – 2| < 4 ⇔ –4 < 3x – 2 <4 → –2 < 3x < 6 → – < x
3
<2 z a ∊ ℝ, 0 < a < 1 e x1, x2 ∊ ℝ, então ax1 > ax2 se, e somen-
te se, x1 < x2.
2
S = {x ∈ ℜ | – < x < 2}
3
O domínio da função exponencial é o conjunto dos
Mas se a inequação for |5x + 4| ≥ 4, a solução é: reais, ou seja, para todo x∈ℝ, existe um único y∈Im(f),
sendo que a imagem da função assume somente valo-
|5x + 4| ≥ 4 ⇔ 5x + 4 ≤ –4 ou 5x + 4 ≥ 4 ⇔ 5x ≤ –8 ou res positivos não nulos (reais não negativos e não nulo
8
5x ≥ 0 ⇔ x ≤ – ou x ≥ 0 (ℝ*+)). Logo, Im(f) = ℜ*+. Note que no gráfico da função
5
a curva de está toda acima do eixo x, pois f(x) = ax >
8
S = {x ∈ ℜ | x ≤ – ou x ≥0} ⩝x ∈ ℜ.
5
Além disso, temos que o ponto de encontro da cur-
Para a inequação |x + 1| + 2x – 7 ≥ 0 temos: va com o eixo y, é no ponto (x, y) = (0, 1), x = 0 → f(0) = a0
= 1,. Assim, o gráfico para duas funções exponenciais,
|x + 1| + 2x – 7 ≥ 0 → |x + 1| ≥ 7 – 2x
crescente (a > 1) e decrescente (0 < a < 1), segue como
na figura 19.
|x + 1| + = ' x + 1, se x $ –1
–x –1, se x < –1
y = 2x y
Para x ≥ –1 temos x + 1 ≥ 7 – 2x ⇔ x ≥ 2, com solução: 4
3
MATEMÁTICA

S1 = {x ∈ ℜ |x ≥ –1}∩{x ∈ ℜ |x ≥ 2} = {x ∈ ℜ | x ≥ 2
2} 1
a) x
Já para x < –1 temos –x – 1 ≥ 7 – 2x ⇔ x ≥ 8, com –4 –3 –2 –1 1 2 3 4
solução: –1
–2
S2 = {x ∈ ℜ | x < –1}∩{x ∈ ℜ | x ≥ 8} = {∅} –3
–4
Assim, a solução de |x + 1| + 2x – 7 ≥ 0 é dada por: 33
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
y 2x < 32 → 2x < 25 → x < 5
1
y = ( )x
2
4 S = {x ∊ ℜ | x < 5}
3

b1 l
X
2 E na inequação exponencial ≥ 125 (decres-
5
1 cente), temos duas formas:
b) x
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4
b1 l b1 l
X X
–1
≥ 125 → ≥ 53 → (5 – 1) ) x ≥ 53 → 5–x ≥
–2 5 5
53
–3
–4 5–x ≥ 53 → –x ≥ 3 → x ≤ –3

S = {x ∈ ℜ | x ≤ –3}
Figura 19. Gráfico da Função Exponencial, (a) crescente (f(x) = 2x) e
(b) decrescente (f(x) = (0,5)x).
b1 l b1 l b1 l b1 l
X X X –3
≥ 125 → ≥ 53 → ≥
5 5 5 5
Equações Exponenciais
x ≤ –3
Equações exponenciais são aquelas equações onde
a incógnita x está no expoente, como: 2x = 32 e 2x – 4x S = {x ∈ ℜ | x ≤ –3}
= 2.
A forma de solucionar a equação exponencial é FUNÇÃO LOGARÍTMICA
deixando todas as potências com a mesma base, como
a f(x) = ax é injetora, podemos dizer que potências Logaritmo
iguais e de mesma base têm expoentes iguais, ou seja,
ax = ay ⇔ x = y, (a∈ℜ*+ –{1}). Antes de definir a Função Logarítmica, temos que
Seja a equação exponencial 2x = 128, temos a solu- ter uma noção básica de logaritmo. A ideia de loga-
ção o valor de x igual a: ritmo surgiu para solucionar problemas de equações
exponenciais do tipo 2x = 3, ou seja, exponenciais em
2x = 128 → 2x = 27 → x = 7 que não é possível deixar os dois membros com a mes-
ma base.
S = {7}
Então, define-se o conceito de logaritmo, seja dois
2 números reais positivos a e b, com a ≠ 1, chama-se x o
Agora para a equação exponencial 52x +3x–2
= 1
logaritmo de b na base a, onde o expoente que se deve
temos x igual a:
dar à base a de modo que a potência obtida seja igual
2+3x–2 2+3x–2 a b, ou seja:
52x = 1 → 52x = 50 → 2x2 + 3x – 2 = 0
∆ = b2 – 4ac = 32 – 4 · 2 · (–2) = 9 + 16 = 25 logab = x ⇔ ax = b

 –b – √∆ –3 – √25b Em que, a é base do logaritmo; b é o logaritmando


 f
x ( x
= )
= ax + b > 0 →
= x > − ; = –2 e x é o logaritmo.
2 · 2a
1
2a
Assim, por exemplo, o logaritmo log28 = 3 pois 23

–b + √∆
 fx( x==) ax –3 +√25b 1 = 8.
+b < 0 →= x<− ; = Logo, dessa definição decorrem algumas proprie-
 2
2a 2 · 2a 2 dades, seja :
1
S = {–2, } z loga1 = 0;
2
Inequações Exponenciais z logaa = 1;
z alogab = b;
Inequações exponenciais são aquelas inequações
onde a incógnita x está no expoente, como: 2x > 32 e z logab = logac ⇔ b = c;
2x - 4x < 2. z b > 0 e c > 0 → loga (b · c) = logab + logac;
A forma de solucionar a equação exponencial é
deixando todas as potências com a mesma base, como z b > 0 e c > 0 → loga bbl = logab – logac;
a f(x) = ax é crescente com base (a > 1) e decrescen- c
te com base (0 < a < 1), podemos dizer então que a
z loga b1 l
= –logac;
desigualdade se mantém para as potências quando a c
função é crescente e inverte quando é decrescente, ou z α∈ℝ → logabα = α · (logab);
seja:
b = loga ] b gn =
1 1
z n∈ℕ* → loga logab;
n
n
a > 1 → ax > ay ⇔ x > y; log c b
0 < a < 1 → ax > ay ⇔ x < y z a, b, c ∊ ℝ+ e a ≠ 1, c ≠ 1: logab = , mudança de
log c a
base com quociente;
Seja a inequação exponencial 2x < 32 (crescente),
1
34 temos a solução igual a: z a ≠ 1, b ≠ 1 logab = ;
log b a
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
1 Equações Logarítmicas
z β ∊ ℝ* logaβb = logab.
b
Equações logarítmicas são aquelas equações
do tipo: logaf(x) = logag(x) ou logaf(x) = α, α∈ℝ e com
Definição, Características, Domínio, Imagem e (α∈ℜ*+ –{1}).
Gráfico A fórmula para solucionar a equação logarítmica
é dada por f(x) = g(x) > 0 ou aplicando propriedade
Seja a um número real, tal que seja maior que zero inversa e transformando em equação exponencial,
e diferente de 1 (0 < a ≠ 1 ou a∈ℜ+* – {1}), a função f : ℝ* logaf(x) = a → f(x) = aa.
+ → ℝ que associa a cada x∈ℝ*+ o número f(x) = logax, Acompanhe o exemplo da equação logarítmica log4
é conhecida como função logarítmica. Assim funções (3x + 2) = log4 (2x + 5). Para resolvê-la vamos seguir os
como: log2x, log 12 x e logx são exemplos de funções seguintes passos:
logarítmicas.
Da definição de função logarítmica, pode-se notar
algumas características quando a∈ℜ+* – {1}:  –2 b
f ( x=
) 0 →+xb>> 0 → x > − a ;
< ax
 3x + 2

3

 f ( x= –5 b
z 𝑓: ℝ*+ → ℝ e g: ℝ → ℝ*+: 𝑓(x) = logax → 𝑓–1 (x) = g(x) = ) 0 →+xb>< 0 → x < − a ;
> ax
 2x + 5
 2
ax , relação inversa;
z 𝑓(x) = logax é crescente para a > 1; log4(3x + 2) = log4(2x + 5) → (3x + 2) = (2x + 5)
z 𝑓(x) = logax é decrescente para 0 < a < 1;
(3x + 2) = (2x + 5) →3 x – 2x = 5 – 2 → x = 3
z a > 1; 0 < x < 1 → logax < 0;
z a > 1; x > 1 → logax > 0; S = {3}
z 0 < a < 1; 0 < x < 1 → logax > 0;
z 0 < a < 1; x > 1 → logax < 0; Agora para a equação logarítmica log4(2x2 + 5x + 4)
= 2 temos x igual a:
O domínio da função logarítmica é o conjunto dos
reais positivos não nulos, ou seja, para todo x∈ℝ*+, 2x2 + 5x + 4 > 0
existe um único y∊Im(𝑓), como a função 𝑓: ℝ*+ → ℝ, 𝑓(x)
= logax, admite a inversa g: ℝ → ℝ*+, g(x) = ax. Então, ∆ = b2 – 4ac = 25 – 32 = –7
f é bijetora e, portanto, a imagem da função assume logo, 𝑓(x) > 0, ⩝x∊ℜ
qualquer valor real. Logo, Im(𝑓) = ℜ. Note que no grá-
fico da função f(x) = logax, a curva está toda à direita log4(2x + 5x + 4) = 2 → 2x2 + 5x + 4 = 42 → 2x2 + 5x + 4 =
2

do eixo y, pois x > 0. 16 → 2x2 + 5x – 12 = 0


Além disso, temos que o ponto de encontro da cur- ∆ = b2 – 4ac = 52 – 4 · 2 · (–12) = 25 + 96 = 121
va com o eixo x, é no ponto (x, y) = (1, 0), x = 1 → f(1)
= loga1 = 0. Assim, o gráfico para duas funções logarít-  – b – √∆ b
– 5 – √121
micas, crescente (a > 1) e decrescente (0 < a < 1), segue  f
x ( x
= )
= ax + b > 0 →
= x > − ; = –4
2 ·a
1
como na figura 20. 2a 2

– b + √∆
 fx( x==) ax b
– 5 +√121 3
y +b < 0 → = x<− ; =
4
 2
2a 2 ·a2 2
3
2
S = & –4, 0
3
1 2
a) x Inequações Logarítmicas
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4
–1
–2 Inequações logarítmicas são aquelas inequações
do tipo: loga 𝑓(x) >loga g(x) e loga𝑓(x) > α, α∊ℝ e com
–3
(a∊ℜ*+ –{1}).
–4 A forma de solucionar a inequação logarítmica é
deixando os logaritmos com a mesma base, aplicando
as desigualdades em casos de bases maiores que um
y
4 ou entre zero e um, lembrando que as f(x) = g(x) > 0 ou
3 aplicando propriedade inversa e transformando em
equação exponencial, logaf(x) = α → f(x) = aα. Esquema-
2
tizando temos:
1
b) x
MATEMÁTICA

 b
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4 f ( x=
) ax + b > 0 → x > − ;
 𝑓(x) > g(x) se a > 1
 a
–1 loga𝑓(x) > logag(x) ⇔ 
 f ( x= b
 0 < 𝑓(x) < g(x) se 0 < a < 1
–2 ) ax + b < 0 → x < − ;
 a
–3
ou
–4
 b
f ( x=
) kax + b > 0 → x > − ;
 𝑓(x) > a se a > 1
 a
Figura 20. Gráfico da Função Logarítmica, (a) crescente (f(X) = log2x) loga𝑓(x) > k ⇔ 
b
 f ( x=
 0 < 𝑓(x) < a se 0 < a < 1
) ax k+ b < 0 → x < − ;
e (b) decrescente (f(x) = log 12 x ).  a 35
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
 b
 0 < 𝑓(x) < a se a > 1
 f ( x=
) ax k+ b > 0 → x > − ;
a
loga𝑓(x) < k ⇔ 
 f ( x= b
) kax + b < 0 → x < − ;
 𝑓(x) > a se 0 < a < 1
 a

Seja a inequação logarítmica log2(2x2 – 5x) ≤ log23, para acharmos a solução primeiro fazemos o estudo do sinal
de f(x) = 2x2 – x:

2x2 – 5x > 0 → ∆ = (–5)2 – 4 · 2 · 0 = 25

 – (–5) – √25 b
 f
x ( x
= )
= ax + b > 0 →
= x >
0 − ;
1
2·2 a

 fx( x==) –(–5) + √25 5 b
ax + b < 0 →= x < − ;
 1
2·2 2 a
Como para a f(x) = 2x2 – 5x temos a > 0 e Δ > 0, então a solução para f(x) > 0 é:

5
S1 = {x ∊ ℜ | x < 0 ou x > }
2
Agora o estudo da inequação logarítmica começa na relação entre os logaritmos de mesma base, como a base
é 2 então a função é crescente:

a = 2 > 1 → log2(2x2 – 5x) ≤ log23 → 2x2 – 5x ≤ 3 → 2x2 – 5x – 3 ≤ 0


2x2 – 5x – 3 ≤ 0 → ∆ = (–5)2 – 4 · 2 · (–3) = 25 + 24 = 49

 – (–5) – √49 1b
 f
x ( x
= )
= ax + b > 0 →
= x –> − ;
2a
1
2·2

 fx( x==) – ax
(–5) + √49 b
+ b < 0 →= x 3< − ;
 1
2·2 a
Como para a g(x) = 2x2 – 5x – 3 temos a > 0 e Δ > 0, então a solução para g(x) ≤ 0 é:

1
S2 + {x ∊ ℜ | – ≤ x ≤ 3}
2
Assim, a solução da inequação logarítmica log2(2x2 – 5x) ≤ log23 é dada pela intersecção das soluções acima:

1 5
S = S1∩S2 = {x ∊ ℜ | – ≤ x < 0 ou < x ≤ 3}
2 2
E na inequação logarítmica log2(3x + 5) > 3, temos:

a > 1 → log2(3x + 5) > 3 → 3x + 5 > 23 → 3x + 5 > 8 → x > 1

Mas, a função f(x) = 3x + 5 > 0, então:

5
𝑓(x) = 3x + 5 > 0 → x > –
3
5
Como a solução x > 1 é também maior que x > – , logo temos o intervalo de solução para x sendo:
3
S = {x ∊ ℜ | x > 1}

Logaritmos Decimais

São funções logarítmicas onde a base a = 10, ou pode ser escrita como potência de base 10, como: log10f(x) ou
log10af(x), α∈ℝ*. Pode-se ter também a notação: log10f(x) = logf(x), onde não há a necessidade de escrever o valor 10
na base. Todas as características e propriedades de logaritmos também valem para os logaritmos decimais.
Segue algumas propriedades:

z 10c ≤ x < 10c+1 ⇔ log 10c ≤ log x < log 10c+1 → c ≤ log x < c + 1, x > 0 e c∊ℤ;
36 z logx = c + m, onde c∊ℤ é característica e 0 ≤ m < 1 é a mantissa;
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
z x > 1 → c ≥ 0; 0 < x < 1 → c < 0;
z A mantissa (m) é um valor tabelado;
z A mantissa do decimal de x não se altera quando multiplica-se x por potência de 10 com expoente inteiro, ou
seja a mantissa (m) de logx não muda quando temos log10px, p∊ℤ.

Valores da característica (c) são dados da seguinte forma:

 log 2,3 → c = 0 b  log 0,2 → c = –1 b


f ( x )
= ax + b >
 log 31,421 → c = 10 → x > − ; f ( x )
= ax + b >
 log 0,035 → c = –20 → x > − ;
a a
x>1  log 204 → c = 2 ;0<x<1  log 0,00405 → c = –3
 f ( x=) ax + b < 0 → x < − b ;  f ( x=) ax + b < 0 → x < −
b
;
 log 6542,3 → c = 3 a  log 0,00053 → c = –4 a

Então, o c é a quantidade de algarismos da parte inteira menos 1 em caso de x > 1 e para 0 < x < 1 é o opos-
to (negativo) da quantidade de zeros (inclusive o zero antes da vírgula) que precede o primeiro algarismo
significativo.
Sendo a mantissa tabelada para N = 234 (m= 0,3692), de acordo com a tabela 1, c = 1, assim o valor do log23,4
= c + m = 1 + 0,3692 = 1,3692.

MANTISSAS

N 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

10 0000 0043 0086 0128 0170 0212 0253 0294 0334 0334

11 0414 0453 0492 0532 0569 0607 0645 0682 0719 0719

12 0792 0828 0864 0899 0934 0969 1004 1038 1072 1072

13 1130 1173 1206 1239 1271 1303 1335 1367 1399 1399

14 1451 1492 1523 1553 1584 1614 1644 1673 1703 1703

15 1761 1790 1818 1847 1875 1903 1931 1959 1987 2014

16 2041 2068 2095 2122 2148 2175 221 2227 2253 2279

17 2304 2330 2355 2380 2405 2430 2455 2480 2504 2529

18 2553 2577 26011 2625 2648 2672 2695 2718 2742 2765

19 2788 2810 2833 2856 2578 2900 2923 2945 2967 2989

20 3010 3032 3054 3075 3096 3118 3139 3160 3181 3201

21 3222 3243 3263 3284 3304 3324 3345 3365 3385 3404

22 3424 3444 3464 3483 3502 3522 3541 3560 3579 3598

23 3617 3636 3655 3674 3692 3711 3729 3747 3766 3784

24 3802 3820 3838 3856 3874 3892 3909 3927 3945 3962

25 3979 3997 4014 4031 4048 4063 4082 4099 4116 4133

26 4150 4166 4183 4200 4216 4232 4249 4265 4281 4298

27 4314 4330 4346 4362 4378 4393 4409 4425 4440 4456

28 4472 4487 4502 4518 4533 4548 4564 4579 4594 4606

29 4624 4639 4654 4669 4683 4696 4713 4728 4742 4757
MATEMÁTICA

30 4771 4786 4800 4814 4829 4843 4857 4871 4886 4900

31 4914 4928 4942 4956 4969 4983 4997 5011 5024 5038

32 5051 5065 5079 5092 5105 5119 5132 5145 5159 5172

33 5185 5198 5211 5224 5237 5750 5263 5276 5289 5302

34 5315 5328 5340 5353 5366 5378 5391 5403 5416 5428
37
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
MANTISSAS

35 5441 5453 5465 5465 5490 5602 5514 5527 5539 5551

36 5563 5675 5687 5687 5611 5623 5635 5647 5658 5670

37 5682 5694 5705 5705 5729 5740 5752 5763 5775 5786

38 5798 5809 5821 5821 5843 5855 5806 5877 5888 5899

39 5911 5922 5933 5933 5955 5966 5077 5988 5999 6010

40 6021 6031 6042 6053 6064 6075 6085 6096 6107 6117

41 6128 6138 6149 6160 6170 6180 6191 6201 6261 6222

42 6232 6243 6253 6263 6274 6284 6294 6304 6314 6325

43 6335 6345 6355 6365 6375 6385 6395 6405 6415 6425

44 6435 6444 6654 6454 6474 6484 6493 6503 6513 6522

45 6532 6542 6551 6561 6571 6580 6590 6599 6609 6618

46 6628 6637 6646 6656 6665 6675 6684 6693 6702 6712

47 6721 6730 6739 6749 5758 6767 6776 6785 6794 6803

48 6812 6821 6830 6839 6848 6857 6866 6875 6884 6893

49 6902 6911 6920 6928 6937 6946 5955 6964 6972 6981

50 6990 6998 7007 7016 7024 7033 7042 7050 7059 7067

51 7076 7084 7093 7101 7110 71118 7126 7135 7143 7152

52 7160 7168 7177 7185 7193 7202 7210 7218 7226 7235

53 7243 7251 7259 7267 7275 7284 7292 7300 7308 7316

54 7324 7332 7340 7348 7356 7464 7372 7380 7388 7396

A seguir, realize os exercícios comentados para fixar o conteúdo visto.

1. (FCC – 2018) Inicialmente o domínio da função y = - x² + 2x + 15 é o conjunto dos números reais e essa função será
chamada de função J. Uma outra função, K, também dada por y = –x² + 2x + 15, tem como domínio o conjunto {–4, –3,
–2, 3, 4, 5, 6, 7}. A diferença entre a maior imagem da função J e a menor imagem da função K, nessa ordem, é igual a:

a) 18.
b) 41.
c) 36.
d) 4.
e) 15.

Para saber, temos que a função J: ℝ → ℝ, ou seja, D = Im = ℝ, e que a função K: A → B, D = A e Im = B, logo, se A


= {–4, –3, –2, 3, 4, 5, 6, 7}, então B = {–20, –9, 0, 7, 12}. Assim, a menor imagem para a função K é –20; já para a
maior imagem para a função J, como o coeficiente é a < 0, a concavidade está voltada para baixo e o seu ponto de
D 64
máximo será o yvértice = – =– = 16. Fazendo a diferença na ordem mencionada, temos: 16 – (–20) = 16
4a 4 · (–1)
+ 20 = 36. Resposta: Letra C.

2. (FCC – 2019) Em uma negociação salarial, o sindicato representativo dos trabalhadores de uma empresa de alta tec-
nologia em manufatura de peças para computadores pediu 31,25 reais por hora de trabalho mais uma taxa adicional
por empreitada de 7,05 reais por unidade inteira fabricada em cada hora. A empresa por sua vez ofereceu 12,03 reais
por hora trabalhada mais 12,03 reais por taxa de empreitada por unidade inteira produzida por hora. Na audiência de
negociação, foram estabelecidas equações para o salário por hora de cada uma das propostas em termos de n, o
número inteiro de peças produzidas por hora. O valor por hora trabalhada mais a taxa de empreitada que a empresa
ofereceu só é maior que o valor solicitado pelo sindicato quando:

a) n < 2.
b) n = 2.
c) n = 3.
d) n < 3.
38 e) n > 3.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Inicialmente, com base nos dados apresentados pelo 5. (FAFIPA – 2016) Os valores de x que satisfazem a ine-
enunciado, temos as seguintes funções para sindica- quação (x2 + 2x – 15 ÷ x + 2 ) ≤ 0 pertencem a:
to e empresa, respectivamente:
a (–∞ – 5] U [–2, 3].
yS = 31,25t + 7,05n b) (–∞ – 5] U (–2, 3].
yE = 12,03t + 12,03n c) (–∞ – 5] U (–2, 3).
d) (–∞ – 5) U [–2, 3].
Para a da empresa ser maior que a do sindicato,
temos: 1º: x2 + 2x – 15 ≥ 0 e x + 2 < 0:
x < –2
yE > ys → 12,03t + 12,03n > 31,25t + 7,05n
x2 + 2x – 15 ≥ 0
Deixando em função de número de peças produzi-
∆ = b2 – 4ac = 4 – 4 · 1 · (–15) = 4 + 60 = 64
das por hora, temos:

 – b – √∆ –2–8 b
12,03n – 7,05n > 31,25t – 12,03t → 4,98n > 19,22t →
 f
x ( x
= )
= ax + b > 0
= → x > − =;–5
n > 3,86t 1
2a 2 a

–2 + 8 b
Logo, para o valor da empresa ser maior que o do  fx( x==) – ax
b + √∆
+ b < 0= → x < − =; 3
sindicato, os funcionários terão que produzir mais
que três peças por hora trabalhada, ou seja, n > 3.
 2
2a 2 a
Resposta: Letra E. Como Δ> 0 e a > 0, a parábola tem duas raízes e a
concavidade voltada para cima. Assim, para que a
3. (FCC – 2016) O valor da expressão log2 16 + log4 8 +
função quadrática seja positiva, a solução é em S1 =
log8 4 é igual a:
{x∊ℜ | – 5 ≤ x ou x ≥ 3}, mas também deve satisfazer
a solução S2 = {x∊ℜ | x < –2}. Assim, S1∩S2 = {x∊ℜ |
a) 5.
b) 23 ÷ 2. x ≤ –5}. .
c) 37 ÷ 6. 2º: x2 + 2x – 15 ≤ 0 e x + 2 > 0:
d) 5 ÷ 4. x > –2
e) 41 ÷ 8.
x2 + 2x – 15 ≤ 0
Para resolver, é necessário deixar todos os logs na ∆ = b2 – 4ac = 4 – 4 · 1 · (–15) = 4 + 60 = 64
mesma base. Neste caso em questão, podemos dei-
xar todos em base 2, uma vez que 2 = 2¹, 4 = 2² e 8 =  – b – √∆ –2–8 b
2³. Assim, aplicando as propriedades logarítmicas:  fx( x==) ax2a+ b > 0= → x2> − a=;–5
1
log2 16 + log4 8 + log8 4 = log2 24 + log2² 23 + log2³ 22 =
3 2 
–2 + 8 b
4log22 +
2
log22 +
3
log22  fx( x==) – ax
b + √∆
+ b < 0= → x < − =; 3
Como, por definição, log22 = 1, então temos:  2
2a 2 a
3 2 3 2
4log2 2 + log2 2 + log
log2 2 = 4 + + =
2 3 2 3 Como Δ> 0 e a > 0, a parábola tem duas raízes e a
24 + 9 + 4 37 concavidade voltada para cima. Assim, para que a
= . Resposta: Letra C.
6 6 função quadrática seja negativa, a solução é em S3
4. (VUNESP – 2014) Uma população P cresce em fun- = {x∊ℜ | – 5 < x < 3} mas também deve satisfazer a
ção do tempo t (em anos), segundo a sentença P = solução S4 = {x∊ℜ | x > –2}. Assim, S3∩S4 = {x∊ℜ |
2000.50,1t. Hoje, no instante t = 0, a população é de –2 < x ≤ 3}.
2000 indivíduos. A população será de 50000 indiví- A solução final é dada pela união das parciais:
duos daqui a: (S1∩S2)∪(S3∩S4) = {x∊ℜ | x ≤ – 5 ou –2 < x ≤ 3} = (– ∞,
–5]∪(–2, 3]. Resposta: Letra B.
a) 20 anos.
b) 25 anos. REFERÊNCIAS
c) 50 anos.
d) 15 anos. DANTE, L. R. Matemática: contexto e aplicações. 3ª
e) 10 anos. ed. São Paulo: Ática, 2016. 3 v.
IEZZI, G. et al. Fundamentos de Matemática Ele-
Resolvendo, deixando todos os logs na mesma base:
MATEMÁTICA

mentar. 3ª ed. São Paulo: Atual, 1977. 10 v.


______. Matemática: ciência e aplicações. 9ª ed. São
50000
P = 2000 · 50,1t → 50000 = 2000 · 50,1t → 50,1t = Paulo: Saraiva, 2016. 3 v.
50 2000
= = 25 LEONARDO, F. M. et al. Conexões com a Matemá-
2 tica. 3ª ed. São Paulo: Moderna, 2016. 3 v.
2 2 10 PAIVA, M. R. Matemática. 2ª ed. São Paulo: Moder-
50,1t = 25 = 52 → 0,1t = 2 → t = = =2· na, 2010. 3 v.
0, 1 1 1
= 20 anos
10 SOUZA, J. R.; GARCIA, J. R. S. #Contato Matemáti-
Resposta: Letra A. ca. 1ª ed. São Paulo: FTD, 2016. 3 v. 39
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
SISTEMAS LINEARES, MATRIZES E DETERMINANTES: PROPRIEDADES E
APLICAÇÕES

MATRIZES

Matrizes podem ser definidas da seguinte maneira: sejam dois números naturais m e n diferentes de zero,
denominamos matriz de ordem m por n (indica–se m x n) qualquer tabela M formada por números pertencen-
tes ao conjunto dos reais, sendo estes números distribuídos em m linhas e n colunas.

> H
-2 1 0
A= é uma matriz de ordem 2 x 3
2 4 3

= G é uma matriz de ordem 2 x 2


0 -1
B=
3 5
JK 9 1 NO
KK 3 OO
C= KK- 8 7 OO é uma matriz de ordem 3 x 2
K 4 0 O
L P
Toda matriz m x n tem os seus elementos representados por (aij), em que i representa a linha e j a coluna em
que o elemento está localizado. Exemplo:

d n
a11 a12

{
A=
a 21 a 22
a11 (lê–se a um um) elemento que está na 1ª linha e 1ª coluna
a12 (lê–se a um dois) elemento que está na 1ª linha e 2ª coluna
a21 (lê–se a dois um) elemento que está na 2ª linha e 1ª coluna
a22 (lê–se a dois dois) elemento que está na 2ª linha e 2ª coluna

Observação: uma matriz M de ordem m x n também pode ser indicada por M = (aij) ou M = (aij) m · n ou M=(aij )(m × n)

TIPOS DE MATRIZES

Matriz Linha

É toda matriz do tipo 1 x n, ou seja, é uma matriz que possui apenas uma linha. Exemplo:
C = [–3 4 1] é uma matriz linha de ordem 1 x 3.
M = (– 9 7 0 – 15 )é uma matriz linha de ordem 1 x 4.

Matriz Coluna

É toda matriz do tipo m x 1, ou seja, é uma matriz que possui apenas uma coluna. Exemplo:

RS VW
SS –2 WW
SS 17 WW
A = S W é uma matriz coluna de ordem 4 x 1
SS 0 WW
S W
S–17W
T X
B = d n é uma matriz coluna de ordem 2 x 1
–6
1
Matriz Nula

É matriz que possui todos os elementos iguais a zero. Exemplo:

= G
0 0 0 0
E= é uma matriz nula de ordem 2 x 4
0 0 0 0

e o
0 0
40 N= é a matriz nula de ordem 2 x 2
0 0
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Matriz Quadrada de Ordem n JK1 0 0NO
K O
É toda matriz do tipo n x n, ou seja, em uma matriz I3 = K KK0 1 0OOO é uma matriz identidade de ordem 3
quadrada de ordem n o número de linhas e o número K0 0 1O
de colunas são iguais. Exemplo: RS L PV
SS1 0 0 0WWW
SS0 1 0 0WW
d n é uma matriz quadrada de ordem 2 x 2
2 –8
I4 = S
A=
7 0 SS0 0 1 0WWW é uma matriz identidade de ordem 4
SS W
RS V S0 0 0 1WW
SS –7 4 2 WWW T X
B = SS 2 3 9 0WW é uma matriz quadrada de
SS 2 W IGUALDADE DE MATRIZES
S – 5 –1 22 WW
T X Duas matrizes A = (aij)m x n e B = (bij)m x n serão
ordem 3 x 3.
iguais quando aij = bij para todo i∈ {1,2,...,m} e todo
j∈ {1,2,...,n}. Portanto, para que duas matrizes sejam
Observação: para toda matriz quadrada, no lugar iguais, elas devem ser do mesmo tipo e apresentar
de mencionarmos que sua ordem é n x n, dizemos ape- todos os elementos correspondentes iguais.
nas que ela é uma matriz de ordem n. Por exemplo,
ao referirmo–nos a uma matriz quadrada de ordem Exemplo:
3, estamos dizendo que esta matriz possui três linhas

Seja A = < F e B = < F , a matriz A será igual


e três colunas. x 2 7 2

Diagonal Principal à matriz B, se,9 e –6


somente se,z x y= 7, y = –6 e z = 9.

Chamamos de “diagonal principal de uma matriz


quadrada de ordem n” o conjunto dos elementos que ADIÇÃO DE MATRIZES
possui índices iguais. Exemplo:
Dadas duas matrizes A = (aij)m x n e B = (bij)m x n, cha-
d n
2 –8
A= é uma matriz quadrada de ordem 2, mamos soma de A + B a matriz C=(cij)(m x n) tal que cij =
7 0 aij + bij, para todo i e todo j. Isso significa que a soma
cuja diagonal principal é uma matriz composta pelos de duas matrizes A e B do tipo m x n é uma matriz C
do mesmo tipo, em que cada elemento é a soma dos
elementos a11 = 2 e a22 = 0. elementos correspondentes em A e B.

Diagonal Secundária Exemplo:

Chamamos de “diagonal secundária de uma matriz


quadrada de ordem n” o conjunto dos elementos que
[ –14 0 7
9 2 ] + [ –31 –01 05 ] = [ –14+–31 0–1 7+0
9+0 2+5 ]
possui soma dos índices igual a n + 1. Exemplo: = [ 4 –1 7 ]
–5 9 7

A= d n é uma matriz quadrada de ordem 2,


2 –8
7 0 secundária é composta pelos elementos
cuja diagonal Propriedades da Adição de Matrizes

a12 = – 8, e a21 = 7. A adição de matrizes do tipo m x n admite as


seguintes propriedades:
Matriz Diagonal
z P1) Associativa: (A + B) + C = A + (B + C);
É a matriz em que todos os elementos que não z P2) Comutativa: A + B = B + A;
pertencem à diagonal principal são iguais a zero. z P3) Elemento neutro: A + 0 = A, em que 0 é a
Exemplo: matriz nula;
z P4) Elemento simétrico: A + (–A) = 0, em que A é a
RS VW matriz oposta de A.
SS–15 0 0 WW
B= S SS 0 1 0 W WW PRODUTO DE NÚMERO POR MATRIZ
S0 0 – 7W
T X Dado um número k e uma matriz A = (aij)(m x n), cha-
MATEMÁTICA

Matriz Identidade de Ordem n ma–se produto kA a matriz B = (bij)(m x n) tal que bij = kaij,
para todo i e todo j. Isso significa que multiplicar uma
É toda matriz quadrada em que os elementos da matriz A por um número k é construir uma matriz B
diagonal principal são iguais a 1. A matriz identidade formada por todos os elementos de A multiplicados
é representada pela letra maiúscula I, seguida da sua por k.
ordem, ou seja, In. Exemplos:

I2 = <
1 0
F é uma matriz identidade de ordem 2 [ ][
4 –1 2 ∙ 4 2 ∙ (– 1)
2∙ 0 5 = 2 ∙ 0 2 ∙ 5
3 √2 2 ∙ 3 2 ∙ √2
][
=
8
0
–2
10
6 2 ∙ √2
] 41
0 1
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Propriedades do Produto de um Número por uma Observações: é muito importante notar que, em
Matriz geral, a multiplicação de matrizes não é comutativa,
ou seja, para duas matrizes quaisquer A e B, temos AB
O produto de um número por uma matriz admite ≠ BA.
as seguintes propriedades: Quando A e B são tais que AB = BA, dizemos que A
e B comutam. Notemos que uma condição necessária
z P1) a · (b · A) = (a · b) · A; para A e B comutarem é que sejam matrizes quadra-
z P2) a · (A + B) = a · A + a · B; das e de mesma ordem.
z P3) (a + b) · A = a · A + b · A; É importante observar também que a implicação
z P4) 1 · A = A. AB = 0 → A = 0 ou B = 0 não é válida para matrizes,
ou seja, é possível encontrar duas matrizes não nulas
PRODUTO DE MATRIZES cujo produto é a matriz nula. Exemplo:

Dadas duas matrizes A = (aij)m x n e B = (bjk)n x p, deno-


minamos o produto AB a matriz C = (cik)m x p tal que cik = [ 01 00 ] · [ 00 01 ] = [ 00 00 ]
ai1 · b1k + ai2 · b2k + ai3 · b3k + . . . + ain · bnk = ƩnJ=1 aij · bjk para
todo i ∈ {1,2, ... ,m} e k ∈ {1,2, ... ,p}. MATRIZ TRANSPOSTA
Observações: a definição dada garante a existência
do produto somente se o número de colunas de A for Dada a matriz A – (aij)m x n, chamamos transposta
igual ao número de linhas de B, pois A é do tipo m x n de A a matriz At = (aji´)(n x m) tal que aji’ = aij para todo i e
e B é do tipo n x p. todo j. Isso significa que as colunas de At são ordena-
A definição dada afirma que o produto AB é uma damente iguais às linhas de A. Exemplos:
matriz que tem o número de linhas de A e o número
de colunas de B, pois AB é do tipo m x p.
> 2H
–1
Exemplos: Se A =
4 2
, sua transposta é: At =
RS V 5 7 5 2x3

[ ] [ ] SS 4 5 WWW
2 4 2 1 –2
∙ 0 5 SS2 7 WW
–1 –3 5
4 0 SS W
=
S –1 52 WW3x2
2x3 2x3

[ 2∙1+4∙0+2∙4
(– 1) ∙ 1 + (– 3) ∙ 0 + 5 ∙ 4
2 (– 2) + 4 ∙ 5 + 2 ∙ 0
(– 1) ∙ (– 2) + (– 3) ∙ 5 + 5 ∙ 0 ] T X
Se B = [– 1 0
5
19 – 6]1 x 4, sua transposta é: Bt =
RS VW
= SS –1 WW
SS 0 WW
[ 10
19
16
– 13 ] SS5 WW
2x2
SS 19WW

[ ]
1 S –6 W4x1
–2 · [ 3 –5 4 0 ]
1x4
T X
12
3x1 = Propriedades de uma Matriz Transposta

[ ]
1·3 1 · (– 5) 1·4 1·0
A matriz transposta admite as seguintes
(– 2) · 3 (– 2) · (– 5) (– 2) · 4 (– 2) · 0
12 · 3 12 · (– 5) 12 · 4 12 · 0 propriedades:
=

[ ]
3 –5 4 0 z P1) (At)t = A;
– 6 10 – 8 0 z P2) (A + B)t = At + Bt;
36 –60 48 0 z P3) (k · A)t = k · At;
3x4

z P4) (A · B)t = Bt · At.

[ ]
1
[ 5 –3 1
0 3 –2 ]
3x2
· –1
10 =
MATRIZ SIMÉTRICA
3x1

[ 5 · 1 + (– 3) · (– 1) + 1 · 10
0 · 1 + 3 · · (– 1) + (– 2) · 10 ] = [ –1823 ] 1x2
Denominamos matriz simétrica toda matriz qua-
drada A, de ordem n, tal que At = A. Exemplo:

Se C = C = < F , sua transposta é C t = < F.


2 –1 2 –1
Propriedades do Produto de Matrizes
–1 3 –1 3
O produto de matrizes admite as seguintes Portanto, a matriz C é simétrica, pois Ct = C.
propriedades:

z P1) Associativa: (A · B) · C = A · (B · C); MATRIZ ANTISSIMÉTRICA


z P2) Distributiva à direita em relação à adição:
(A + B) · C = A · C + B · C; Denominamos matriz antissimétrica toda matriz
z P3) Distributiva à esquerda: C · (A + B) = C · A + quadrada A, de ordem n, tal que At = –A.

Se D = < F , sua transposta é D t = < F.


C · B; 0 4 0 –4
z P4) (k · A) · B = A · (k · B) = k · (A · B).
–4 0 4 0
42 Portanto, a matriz D é antissimétrica, pois Dt = –D.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
MATRIZ INVERSA Determinante de Matriz Quadrada de Ordem 1

Seja A uma matriz quadrada de ordem n. Dizemos Se M é de ordem 1, então o det M é o único elemen-
que A é uma matriz invertível se existir uma matriz to de M. Exemplo:
A–1 tal que A · A–1 = A–1 · A = In, em que In é a matriz iden- Se M = [4], então o det M = 4
tidade de ordem n.
Observações: se A não é invertível, dizemos que A Determinante de Matriz Quadrada de Ordem 2
é uma matriz singular.
Se A é invertível, então é única a matriz A–1. Se M é de ordem 2, então o det M é o produto dos
Exemplos: elementos da diagonal principal de M, menos o pro-
duto dos elementos da diagonal secundária de M.
Exemplo:
A matriz A = < F é inversível e A –1 = < F
1 3 1 –3
Se M = < F , então:
2 –1
, pois 2 7 –2 7
6 5
det M = 2 · 5 – [6 · (– 1) · = 10 – (–6) = 10 + 6 = 16
A ∙ A– 1 = [ 21 73 ] ∙ [ –72 –13 ] =
Determinante de Matriz Quadrada de Ordem 3
[ 1 ∙ 7 + 3 ∙ (– 2)
2 ∙ 7 + 7 ∙ (– 2) 2 ∙ (– 3) + 7 ∙ 1 ] = [ 0
1 ∙ (– 3) + 3 ∙ 1 1
1 ]
0
=I 2
Se M é de ordem 3, então o det M é dado por:

A– 1 ∙ A = [ –72 –13 ] ∙ [ 21 73 ] = det M = a11 · a22· a33 + a12· a23· a31 + a13· a21· a32 – a13· a22·
a31 – a11 ∙ a23· a32 – a12· a21· a33
[ 7 ∙ 1 + (–3) ∙ 2
–2∙1+1∙2 –2∙3+1∙7 ] = [ 0
7 ∙ 3 + (– 3) ∙ 7 1
1 ]
0
=I 2
Podemos memorizar esta definição da seguinte
maneira:

Qual é a inversa da matriz A = < F?


2 1
z repetimos, ao lado da matriz, as duas primeiras
0 3
colunas;

=< F , temos:
a b z os termos precedidos pelo sinal + são obtidos mul-
Fazendo A
–1
tiplicando–se os elementos segundo as flechas
c d
situadas na direção da diagonal principal;
A– 1 ∙ A = [ ac b
d ] ∙ [ 02 1
3 ] = [ 01 01 ] z os termos precedidos pelo sinal – são obtidos mul-
tiplicando–se os elementos segundo as flechas

[ a∙2+b∙0
c∙2+d∙0
a∙1+b∙3
c∙1+d∙3 ] = [ 01 01 ] situadas na direção da diagonal secundária.

{
Este dispositivo apresentado acima é conhecido
2a = 1 1 1 como regra de Sarrus, e é utilizado para o cálculo de
⇒a= eb=– determinantes de ordem 3.
a + 3b = 0 2 6
Vejamos agora um exemplo numérico:

{ 2c = 0
c + 3d = 1
⇒c=0ed=
1
3
Seja
RS
M =S
SS1
SS5
2
3
1W
W
V
W
–2W
WW , calcule o seu determinante.
RS V S2 –1W
1W
4
SS 1 W T X
6W

A =S W Utilizando a regra de Sarrus, temos que:
2
Portanto, SS 1 W
–1

SS 0 WW
3 W 1 2 1 1 2
T X 5 3 –2 5 3
det M = 2 4 –1 2 4 =
Propriedades de uma Matriz inversa
= 1 · 3 · (1) + 2 · (–2) · 2 + 1 · 5 · 4 – (1 · 3 · 2 + 1 · (–2) · 4 +
A matriz inversa admite as seguintes propriedades: 2 · 5 · (–1)

z P1) (A–1)–1 = A; 1 2 1 1 2
z P2) (A · B)–1 = B–1 · A–1; 5 3 –2 5 3
z P3) (At)–1 = (A–1)t. det M = 2 4 –1= 2 4
= – 3 – 8 + 20 – (6 – 8 – 10) = 9 – (– 12) = 9 + 12 = 21,
MATEMÁTICA

DETERMINANTES portanto, o det de M = 21.

Determinantes podem ser definidos do seguinte MENOR COMPLEMENTAR


modo: considere o conjunto das matrizes quadra-
das de elementos reais. Seja M uma matriz de ordem Considere uma matriz M de ordem n ≥ 2. Seja aij
n desse conjunto. Denominamos determinante da um elemento de M. Definimos menor complementar
matriz M (e indicamos por det M) o número que asso- do elemento aij, e indicamos por Dij, como sendo o
ciamos à matriz M, operando seus elementos confor- determinante da matriz que se obtém suprimindo a
me a ordem desta matriz. linha i e a coluna j de M. 43
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Exemplo: qualquer (linha ou coluna) pelos respectivos cofato-
RS V
RS VW S1 3 4 WW
S W
SS1 -2 3 WW res. Seja M = S
S5 2 –3WW , então:
Seja M = S 5W
SS W
SS1 -1 WW , então: 1 4 2W
SS2 4 - 2W W T X
1 3 4
T X det M = 5 2 –3 = a11 · A11 + a12 · A12 + a13 · A13 = 1 ·
–1 5 1 4 2
D11 = 4 –2 = –18, note que suprimimos a pri-
meira linha e a primeira coluna da matriz M,
(–1)1+1 · D11 + 3 · (–1)1+2 · D12 + 4 · (–1)1+3 · D13 =

M= 2
1 [ 1 –2
–1
3
5
]
, calculando, assim, o determi-
4 –2 = 1 · (–1)2 · 4
2 –3
2 + 3 · (–1)3 ·
nante dos elementos restantes.
5 –3 5 2
1 2 + 4 · (–1)4 · 1 4 = 1 · 1 · (4 + 12) + 3 · (–1) ·
O raciocínio é análogo para os demais termos, por-
tanto teremos:
(10 + 3) + 4 · 1 · (20 – 2) = 16 – 39 + 72 = 49
1 5 1 –1 –2 3
D12 = 2 –2 = –12, D13 = 2 4 = 6, D21 = 4 –2
1 3 Observações: podemos utilizar Sarrus ou Laplace
= –8, D22 = 2 –2 = –8
no cálculo do determinante de uma matriz qualquer,
os resultados obtidos serão os mesmos. Na utilização
1 –2 1 3
D23 = 2 4 = 8, D31 = –2 3
= –7, D32 = 1 5 = de Laplace qualquer fila (linha ou coluna) escolhida
–1 5
produzirá o mesmo valor de determinante. De prefe-
1 –2
2, D33 = 1 –1 = 1. rência, escolha sempre a fila com a maior quantidade
de elementos iguais a zero. Este procedimento facilita
os cálculos do determinante.
COMPLEMENTO ALGÉBRICO (COFATOR)
PROPRIEDADES DOS DETERMINANTES
Consideremos uma matriz M de ordem n ≥ 2. Seja
aij um elemento de M. Definimos complemento algé- A definição de determinante e o teorema de Lapla-
brico do elemento aij, sendo este, por sua vez, indicado ce permitem–nos fazer o cálculo de qualquer deter-
por Aij, como sendo o número (–1)i + j · Dij . Exemplo: minante, no entanto, é possível simplificar o cálculo
com a aplicação de certas propriedades. Vejamos estas
RS VW
SS1 -2 3W propriedades:
S1 WW
Seja M = S SS
-1 5W W, então: P1) Matriz Transposta
S2 4 - 2W W
T X Se M é a matriz de ordem n e Mt sua transposta,
–1 5 então det Mt = det M.
A11 = (–1)1+1 · D11 = (–1)2 · 4 –2 = 1 · (–18) = –18
Exemplo:
RS V
A12 = (–1)1+2 · D12 = (–1)3 · 2
1 5
= (–1) · (–12) = 12
S–1 2 0 WW SS W
–2
Seja a matriz M = SS 3 4 –6W
W , o det M = –10
S2 W
A13 = (–1)1+3 · D13 = (–1)4 · 2
1 –1
= 1 · (6) = 6 1 –2W
4 T X
RS V
SS–1 3 2WWW
–2 3
A21 = (–1)2+1 · D21 = (–1)3 · 4 = (–1) · (–8) = 8
–2 logo a M = S
t
SS 2 4 1W WW , e o det Mt = –10
1 3
S0 –6 –2W
A22 = (–1)2+2 · D22 = (–1)4 · 2 –2 = 1 · (–8) = –8 T X
P2) Fila Nula
1 –2
A23 = (–1)2+3 · D23 = (–1)5 · 2 4 = (–1) · (8) = –8
Se os elementos de uma fila (linha ou coluna) qual-
quer de uma matriz M de ordem n forem todos nulos,
–2 3
A31 = (–1)3+1 · D31 = (–1)4 · –1 5 = 1 · (–7) = –7 então det M = 0.
RS V
S 3 –1 4WW
SS W
1 3
A32 = (–1)3+2 · D32 = (–1)5 · 1 5 = (–1) · (2) = –2 Seja M = SS 0 0 0W
W , o det de M = 0
S–3 W
5 2W
1 –2 T X
A33 = (–1)3+3 · D33 = (–1)6 · 1 –1 = 1 · (1) = 1
P3) Multiplicação de Uma Fila por Uma Constante

TEOREMA FUNDAMENTAL DE LAPLACE Se multiplicarmos uma fila qualquer de uma


matriz M de ordem n por um número k, o determi-
O determinante de uma matriz M de ordem n ≥ nante da nova matriz M’ obtida será o produto de k
44 2 é a soma dos produtos dos elementos de uma fila pelo determinante de M, isto é, det M’ = k · det M.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Exemplo: RS V
SS–1 0 2W
W W
RS V Seja M = S SS 4 7W
WW , o det de M = 0, pois a 1ª e 3ª
–1 3W
5
SS2 W S–1
SS4 W 2W
0W
0
Seja M = 5 WW , o det M = –28 T X
SS linha são iguais.
2 –1 1W
T X
Se multiplicarmos a primeira linha da matriz por
2, teremos: P7) Filas Paralelas Proporcionais

RS V
SS4 –1 6W
W Se uma matriz de ordem n ≥ 2 tem duas filas para-
SS4 W lelas formadas por elementos respectivamente pro-
M’ = 5 0W
WW , o det de M’ = –56, ou seja, det M’ = porcionais, então det M = 0. Exemplo:
SS
2 –1 1W
T X RS V
2 · det M, o det de M’ = –56, ou seja, caso fosse multi- SS 1 2 6 WWW
plicada a primeira coluna da matriz M por 2, o deter- Seja M = S SS 3 –1 –3WWW , o det M = 0, pois a 3ª linha é
minante da nova matriz M’ também seria o dobro do S–2 4 12W
RS V T Xpor 3.
SS4 –1 3W
W a 2ª linha multiplicada
W
det M. M’ = S SS8 5 0W
WW , o det M’ = –56
SS4 –1 1WW
T X P8) Combinação Linear de Filas Paralelas
P4) Multiplicação da Matriz por Uma Constante Se uma matriz quadrada M, de ordem n, tem uma
linha (ou coluna) que é a combinação linear de outras
Se A é uma matriz de ordem n, então det (ɑ · A) = linhas (ou colunas), então det M = 0. Exemplos:
ɑn · det A. Exemplo:
JK 1 –2 –1 N
O
KK OO
Se A = d n , o det A = 14
4 –1
Seja M = KK 3 4 7 O , o det M = 0, pois a 3ª coluna
OO
2 3 K –5 2 –3
L P
Se quiséssemos descobrir o determinante de 3 · A, é a soma da 1ª coluna com a 2ª coluna.
faríamos:

det 3 · A = (3)2 · det A = 9 · 14 = 126 JK2 –3 5N


O
KK OO
P5) Troca de Filas Paralelas Seja N = K1 4 0 O , o det N = 0, pois a 3ª linha é o
KK OO
Seja M uma matriz de ordem n ≥ 2. Se trocarmos L3 –10 10
P
de posição duas filas paralelas, obteremos uma nova dobro da 2ª linha menos a 1ª linha.
matriz M’ tal que det M’ = –det M. Exemplo:

RS W V P9) Teorema de Binet


SS 1 –1 2W
WW
Seja M = SS 0 3 4W , o det M = 13
SS W Se A e B são matrizes quadradas de ordem n, então
–3 5 1W det (AB) = det A · det B. Exemplo:
T X
Se trocarmos de posição a primeira coluna com a
d n , o det A = 5 e B = d n , o det
3 2 –2 –7
segunda coluna, teremos: Seja A =
B = 3. –1 1 1 2
RS WV
SS–1 1 2W
W
M’ = SS 3 0 4W
WW , o det M’ = –13 Logo, pelo Teorema de Binet, o det (A · B) = det A ·
SS
5 –3 1W det B = 5 · 3 = 15.
T X Observação: decorre a seguinte relação do Teore-
ma de Binet:
Portanto a conclusão que chegamos é que: det M’
MATEMÁTICA

= det M. –1 1
=
O raciocínio é análogo caso fosse feita a troca de A
detA
linhas paralelas.
Exemplo:
P6) Filas Paralelas Iguais RS V
SS0 3 –1W
W
SS2 W
Se uma matriz M de ordem n ≥ 2 tem duas filas A= –4 3WWW , o det A = 19, logo o det A–1 =
paralelas formadas por elementos respectivamente SS
1 2 –3W
iguais, então det M = 0. Exemplo: T X 45
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Sistema Linear
x1y2z3 9be7630f9819aa975715d65c472d892521c0d3b51112f231e90384be28622c9b

1 1
=
det A 19
Denominamos sistema linear o conjunto de duas ou
mais equações lineares com n incógnitas. Exemplos:
P10) Matriz Triangular

O determinante de uma matriz triangular (aquela


cujos elementos acima ou abaixo da diagonal princi-
{ 4x – y = 2
x + 7y = 1

pal são todos iguais a zero) é dado pelo produto dos Neste caso, temos um sistema linear de duas incóg-
elementos da diagonal principal. Exemplos: nitas, sendo elas x e y. O 2 e o 1 são os termos indepen-
dentes deste sistema.
RS V
SS–3 0 0 WWW
Seja A = S SS1 2 0 WWW , como temos uma matriz
{
–3x + 2y – z = – 1
S4 –5ou–1seja,
triangular superior, W todos os elementos acima x + y – 5z = 3
T X 2x – 5y + 2z = 4

da diagonal principal são nulos, logo o determinante


Neste caso, temos um sistema linear de três incóg-
nitas, sendo elas x, y e z. O –1 e o 4 são os termos inde-
de A será dado pelo produto dos elementos da diago- pendentes deste sistema.
Um sistema linear de m equações com n incógni-
tas, indicado por m x n (lemos “m por n”), pode ser
nal principal da matriz A. representado por um conjunto de equações do tipo:

{
Portanto: det A = (–3) · 2 · (–1) = 6 a11x1 + a12x2 + a13x3 + . . . + a1nxn = c1

RS W V a21x1 + a22x2 + a23x3 + . . . + a2nxn = c2


SS1 –2 7W
W S a31x1 + a32x2 + a33x3 + . . . + a3nxn = c3
Seja B = S SS0 4 2WWW como temos uma matriz trian ∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙
S0 0 –3W am1x1 + am2x2 + am3x3 + . . . + amnxn = cm
T X
gular inferior, ou seja, todos os elementos acima da
diagonal principal são nulos, logo o determinante de Note que pela definição do produto de matrizes o
B será dado pelo produto dos elementos da diagonal sistema linear genérico acima pode ser escrito na for-
principal da matriz B. ma matricial da seguinte maneira:

[ ][ ] [ ]
Portanto: det B = 1 · 4 · ( 3) = 12 a11 a12 a13 ... a1n x1 c1
a21 a22 a23 ... a2n x2 c2
SISTEMAS LINEARES
a31 a32 a33 ... a3n x3 = c3
Equação Linear ∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙ ∙ ∙
am1 am2 am3 ... amn xn cn
Denominamos equação linear toda equação do
tipo:
Exemplos:
a11x1 + a12x2 + a13x3 + . . . + a1nxn = c Escrevendo na forma matricial os dois exemplos
anteriores, temos:

[ ] [ ] [ ]
Em que:

z a1, a2, a3, . . . , an: são coeficientes reais, não todos { 4x – y = 2


x + 7y = 1

4–1
1 7
·
x
y
=
2
1

[ ][][ ]
nulos;

{
z x1, x2, x3, . . . , xn : são as incógnitas; –3x + 2y – z = –1 –3 2 –1 x ––1
z c : é o termo independente. 1 1 –5 ∙
x + y – 5z = 3 ⇒ y = 3

Quando o termo independente é nulo, dizemos 2x – 5y + 2z = 4 2 –5 2 z 4


que a equação linear é homogênea. Exemplos:
SOLUÇÃO DE UM SISTEMA LINEAR
z 4x + 3y – z = –1;
z 2x – y = 3; Seja uma sequência ou n–upla ordenada de núme-
z –2x – y + 5z = 0 (Equação linear homogênea) ros reais (a1, a2, a3, ..., an), esta será solução de um sis-
tema linear S, se for a solução de todas as equações
Não são lineares as equações a seguir: lineares de S, ou seja:

z x2 + y – z3 = 3;
a11a1 + a12a2 + a13a3 + . . . + a1nan = c1 (sentença verdadeira)
z xy – 5z = –7;
46 z x – 2y + √z = 3. a21a1 + a22a2 + a23a3 + . . . + a2nan = c2 (sentença verdadeira)
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
= G é o determinante da matriz obtida por
a31a1 + a32a2 + a33a3 + . . . + a3nan = c3 (sentença verdadeira) a1 c1
∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙ Dy =
a2 c2
am1a1 + am2a2 + am3a3 + . . . + amnan = cm (sentença verdadeira)
meio da troca dos coeficientes de y, pelos termos inde-
pendentes, na matriz incompleta.
Exemplo:

{
O exemplo acima é análogo para qualquer sistema
x + 2y – 2z = –5 linear n x n, portanto a regra de Cramer pode ser apli-
2x – 3y + z = 9 cada para resolver qualquer sistema linear n x n, em
que D ≠ 0. A solução será dada pelas seguintes razões:
3x – y + 3z = 8

O sistema acima admite como solução a tripla


ordenada (1, 2,1), pois, substituindo estas coordena-
( X1 =
D1

D
,X2 =
D2

D
,X3 =
D3

D
, . . . , xn =
Dn

D )
das em cada uma das equações lineares, temos:

{ {
Exemplos:
(1) +2 (–2) – 2 (1) = –5 1 – 4 – 2 = –5
Vamos resolver os seguintes sistemas pela Regra
2(1) – 3 (–2) + (1) = 9 ⇒ 2+6+1=9 ⇒ de Cramer:

{
3(1) – (–2) + 3(1) = 8 3+2+3=8
–5 = –5
9 = 9 Todas as sentenças são verdadeiras.
a) { 3x – 4y = –5
2x + y = 4
8=8 D = 3 –4 = 11, Dx = – 5 –4 = 11, D = 3 –5 = 22
2 1 4 1 2 4

SISTEMA LINEAR HOMOGÊNEO Portanto:

Chamamos de sistema linear homogêneo aquele


Dx 11 Dy 22
possui todos os termos independentes nulos, ou seja, x= = = 1, y = = =2
iguais a zero. Exemplo: D 11 D 11

{
x + y + 2z = 0 Logo, a solução do sistema é o par ordenado (1, 2).
3x 4y – =

{
+ z 0
x – 2y + z = 0
2x + 3y – 3z = 0 b) 2x + y – 3z = –5
4x – y – z = –1

Todo sistema linear homogêneo admite a solução


1 –2 1 0 –2 1
x1y2z3 9be7630f9819aa975715d65c472d892521c0d3b51112f231e90384be28622c9b

nula (0, 0, ..., 0), chamada de solução trivial. Além da D= 2 1 –3 = 10, Dx = –5 1 –3 = 10


solução trivial, um sistema linear homogêneo pode 4 –1 –1 –1 –1 –1
ter outras soluções. 1 0 1 1 –2 0
Dy = 2 –5 –3 = 20, Dz = 2 1 –5 = 30
MÉTODOS PRÁTICOS PARA A RESOLUÇÃO DE UM 4 –1 –1 4 –1 –1
SISTEMA
Dx 10 Dy 20
Regra de Cramer Portanto: x= = = 1, y = = =2 ,
D 10 D 10
Inicialmente, consideremos o seguinte sistema Dz 30
linear: z= = =3
D 10

{ a1x + b1y = c1
a2x + b2y = c2
Logo, a solução do sistema é a tripla ordenada (1,
2, 3).
= G
a1 b1
é a matriz incompleta do sistema c1 e c2, CLASSIFICAÇÃO DE SISTEMAS LINEARES
a2 b2
que, por sua vez, são os termos independentes do Os sistemas lineares podem ser classificados con-
sistema. forme o esquema:
MATEMÁTICA

= G é o determinante da matriz incompleta


a1 b1 Determinado
D=
a2 b2 Possível
do sistema. Indeterminado
Sistema

= G é o determinante da matriz obtida por


c1 c1
Dx =
c2 c2 Impossível
meio da troca dos coeficientes de x, pelos termos inde-
pendentes, na matriz incompleta. 47
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Sistema Possível e Determinado dos coeficientes nulos situados antes dos coeficientes
não nulos. Exemplos:
Um sistema será possível e determinado (SPD)
quando o determinante D da matriz incompleta for
diferente de zero, ou seja, D ≠ 0. S1
{ x+y+z=3
0x + y + z = 2 , S2
0x + 0y + z = 1 { x+y+z–t=6
0x – y – 4z + 3t = –13
0x + 0y + 12z – 6t = 20

Sistema Possível e Indeterminado


Vejamos um exemplo prático de como resolver um
Um sistema será possível e indeterminado (SPI) sistema linear por escalonamento:
quando o determinante D da matriz incompleta for
igual a zero (D = 0) e os determinantes das incógnitas
também: (D1 = D2 = D3 = … = Dn = 0). { 2x – 3y + z = 9
x + 2y – 2z = –5
3x – y + 3z = 8

Sistema Impossível
Primeiramente, vamos trocar de posição a linha 2
Um sistema será impossível (SI) quando o determi- com a linha 1, para que a incógnita x que possui o coe-
nante D da matriz incompleta for igual a zero (D = 0) e ficiente 1 fique na primeira linha.
pelo menos um dos determinantes das incógnitas for
diferente de zero.
Vamos classificar cada um dos sistemas lineares a
seguir:
{ x + 2y – 2z = –5
2x – 3y + z = 9
3x – y + 3z = 8

{4x – y = 1
a) 2x + 3y = 5
Substituiremos a segunda linha por uma nova,
fazendo a seguinte operação:

D= 4 –1 = 14 , como D ≠ 0, o sistema é SPD.


z multiplicaremos a 1ª equação por (–2) e adiciona-
2 3 remos o resultado à 2ª equação.

b) { x + 2y – z = 1
2x – 3y + 4z = 2
3x – y + 3z = 3
Substituiremos a terceira linha por uma nova,
fazendo a seguinte operação:

1 2 –1 z multiplicaremos a 1ª equação por (3) e adicionare-


D = 2 –3 4
= 0, como D = 0, o sistema não é mos o resultado à 3ª equação.
3 –1 3
SPD; vamos verificar se é SPI ou SI.

1 2 –1 1 1 –1 1 2 1
{ x + 2y – 2z = –5
–7y + 5z = 19
–7y + 9z = 23
Dx = 2 –3 4 = 0, Dy = 2 2 4 = 0, Dz = 2 –3 2 = 0
3 –1 3 3 3 3 3 –1 3 Substituiremos a terceira linha por uma nova,
fazendo a seguinte operação:
Como D = 0, Dx = 0, Dy = 0 e Dz = 0, o sistema é SPI.
z multiplicaremos a 2ª equação por (1) e adicionare-

c) { –2x + y – 3z = 0
x – y – 5z = 2
mos o resultado à 3ª equação.

{
3x – 2y + 2z = –3
x + 2y – 2z = –5
–7y + 5z = 19
–2 1 –3 4z = 4
D= 1 –1 –5
3 –2 –2
= 0, como D = 0, o sistema não é Com o sistema escalonado, podemos determinar
SPD; vamos verificar se é SPI ou SI. os valores das incógnitas da seguinte forma:
Obtendo z na 3ª equação:
0 1 –3
Dx = 2 –1 –5 = 40 como D ≠ 0, o sistema é SI.
–3 –2 –2
x 4z = 4

4
Não é necessário analisar o determinante das z=
incógnitas y e z, uma vez que um deles já apresenta 4
resultado diferente de zero.
z=1
ESCALONAMENTO DE SISTEMAS LINEARES
Obtendo y na 2ª equação:
Nem sempre a Regra de Cramer é um instrumento Como z = 1, vamos substituir o seu valor na 2ª
prático para a resolução de sistemas lineares. Para a equação e encontrar o y:
resolução de sistemas de três ou mais equações pode-
mos fazer a solução de uma forma escalonada, ou –7y + 5z = 19
seja, faremos o escalonamento do sistema. Um siste-
–7y + 5(1) = 19
ma estará escalonado quando, de equação para equa-
48 ção, no sentido de cima para baixo, houver aumento –7y + 5 = 19
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
–7y = 19 – 5 Calculando separadamente cada um dos determi-
–7y = 14 nantes, teremos:
2 3
14 Det A = = 2 ∙ 3 – (3 ∙ 1) = 6 – 3 = 3
y= 1 3
–7
2 4
Det B = =2∙3–4∙1=6–4=2
1 3
y = –2
Portanto o det (A ∙ B) = detA ∙ detB = 3 ∙ 2 = 6 Respos-
Obtendo x na 1ª equação:
Como y = 2 e z = 1, vamos substituir os seus valores ta: Letra E.
na 1ª equação e encontrar o x:
3. (CESGRANRIO — 2011) Considere a equação matricial
x + 2y – 2z = –5 AX = B,
x + 2 (–2) – 2(1) = –5
d n eB= d n , então a matriz X é:
1 2 3 –2
x – 4 – 2 = –5 Se A =
–1 –1 1 4
x – 6 = –5

d n
x = –5 + 6 2 –4
a)
x=1 2 5

d n
Logo, a solução do sistema é a tripla ordenada (1, –5 –6
b)
2, 1). 4 2

d n
Exercite seus conhecimentos com os exercícios 3 –1
c)
comentados a seguir: –1 –4

1. (ESAF — 2009) O determinante da matriz:


d n
–5 –8
d)

[ ]
3 2
2 1 0

d n
B= a b c é: 4 0
4+a 2+b c e)
0 3
a) 0
b) 2b c
c) a+b+c Para encontrar a matriz X, vamos escrevê–la como
d) 6+a+b+c uma matriz genérica, e substituir na equação indi-
e) 2bc + c – a cada no enunciado:

A matriz B é uma matriz quadrada de ordem 3; para


calcular os seus determinantes, vamos utilizar a
X= ( ac b
d )
Regra de Sarrus:
Substituindo as três matrizes conhecidas na equa-
2 1 0 2 1 ção inicial, temos:
a b c a b
4+a 2+b c 4+a 2+b A∙X=B

Vamos fazer o produto das diagonais principais,


menos o produto das diagonais secundárias.
( –11 2
–1 ) ∙ (ac db ) = ( 31 2

4 )
2 · b · c + 1 · c · (4 + a) + 0 · a · (2 + b) – [0 · b · (4 + a) + Fazendo o produto entre as matrizes no primeiro
2 · c · (2 + b) + 1 · a · c] = 2bc +4c + ac – [4c + 2bc + ac] membro, temos:
= 2bc + 4c + ac – 4c – 2bc – ac = 0 Resposta: Letra A.

2. (ESAF — 2012) Dada as matrizes:


( 1∙a+2∙c
(–1) ∙ a + (–1) ∙ c
1∙b+2∙d
(–1) ∙ b + (–1) ∙ d ) = ( 31 2

4 )
A= ( ) 2 3
eB= ( )2 4 ( a–a+–2cc b + 2d
–b–d ) = ( 31 – 2
4 )
1 3 1 3

Calcule o determinante do produto AB: Pela igualdade de matrizes geraremos o seguinte


MATEMÁTICA

sistema linear:

{
a) 8
b) 12 a + 2c = 3
c) 9 b + 2d = – 2
d) 15 –a – c = 1
e) 6
–b – d = 4
Pelo Teorema de Binet, temos que: o det (A ∙ B) = det
A ∙ det B Trocando de posição a linha 2 com a linha 3, temos: 49
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
{
Para encontrar o valor de k, basta calcular o deter-
a + 2c = 3
minante em relação a uma das duas incógnitas, já
–a – c = 1
que descobrimos o valor de m; porém, para facilitar
b + 2d = –2 os cálculos, vamos calcular o determinante em rela-
–b – d = 4 ção a y. Igualando este a zero, teremos o seguinte:

3 18
Vamos encontrar primeiramente os valores de a e =0
2 k
c, fazendo a soma da linha 1 com a linha 2, temos:
c=4 3 ∙ k – 2 ∙ 18 = 0

Substituindo c por 4 na primeira linha, temos: 3k – 36 = 0

a + 2c = 3 3k = 36
36
a + 2 · (4) = 3 k=
3
a+8=3
k = 12
a=3–8
a = –5 Não se esqueça de que o exercício não pede os valo-
res de m e k, mas, sim, o produto entre eles. Fazendo
Para encontrar os valores de b e d, faremos a soma
o produto entre m e k, teremos:
da linha 3 com a linha 4, obtendo:
d=2 2 24
m∙k= ∙ 12 = =8
3 3
Substituindo d por 2 na linha 4, temos:
Resposta: Letra A.
–b – d = 4
–b – (2) = 4 5. (CESGRANRIO — 2011) Considere o sistema a seguir:

{
–b – 2 = 4
x + 5y + z = 0
–b = 4 + 2 4x + y – 2z = 1
7x + 3y – 4z = –1
–b = 6
b = –6
Nesse sistema o valor de x é:
Portanto a matriz X será igual a: ( 5

4
6

2 ) . Respos- a 3
ta: Letra B.
b) 2
{ 3x + y = 18
4. (UNIRIO — 2009) Se o sistema: 2x + my = k possui
c)
d)
1
0
infinitas soluções, o produto k · m, vale:
e) –1

a) 8 O exercício pede somente o valor da incógnita x,


b) 12 portanto, podemos utilizar a Regra de Cramer para
c) 15 encontrar o seu valor. Pela Regra de Cramer, sabe-
d) 18 Dx
mos que:x = . Calculando os respectivos deter-
e) 20 D
minantes pela regra de Sarrus, teremos:
Se o sistema possui infinitas soluções, ele é um siste-
1 5 1
ma possível indeterminado (SPI). Pela regra de Cra- D= 4 1 –2
mer, um sistema linear 2x2 será SPI, se e somente se, 7 3 –4
D = 0, Dx = 0 e Dy = 0.
1 5 1 1 5
D= 4 1 –2 4 1 = 1 ∙ 1 ∙ (–4) + 5 ∙ (–2) ∙ 7 + 1 ∙ 4 ∙
Para encontrar o valor de m, vamos calcular o 7 3 –4 7 3
determinante da matriz incompleta, igualando este
a zero, teremos, portanto: 3 – [1 ∙ 1 ∙ 7 + 1 ∙ (–2) ∙ 3 + 5 ∙ 4 ∙ (–4)]

3 1 D = –4 – 7 + 12 – (7 – 6 – 80) = –62 – (–79) = –62 + 79


=0
2 m = 17

3∙m–2∙1=0 Logo D = 17

3m – 2 = 0 Fazendo Dx , temos:
3m = 2
0 5 1
2 Dx = 1 1 –2
m=
50 3 –1 3 –4
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
0 5 1 0 5 A quantidade de formas de posicionar essas pes-
Dx = 1 1 –2 1 1 = 0 ∙ 1 ∙ (– 4) + 5 ∙ (–2) ∙ (–1) soas sentadas é dada pela multiplicação a seguir, em
–1 3 –4 –1 3 que “formas de organizar cinco pessoas em três cadei-
ras” é igual a:
+ 1 ∙ 1 ∙ 3 – [1 ∙ 1 ∙ (–1) + 0 ∙ (–2) ∙ 3 + 5 ∙ 1 ∙ (–4)]
Dx = 10 + 3 – (–1 – 20) = 13 – (–21) = 13 + 21 = 34 5 · 4 · 3 = 60
Logo Dx = 34
O exemplo anterior é um caso típico de arranjo
Fazendo: simples. Sua fórmula é dada a seguir:
Dx 34
x = D = 17 = 2, portanto x = 2. Resposta: Letra B

Lembre-se de que pretendemos posicionar “n” ele-


ANÁLISE COMBINATÓRIA mentos em “p” posições (p sendo menor que n). Além
disso, a ordem dos elementos diferencia uma possibi-
FATORIAL DE UM NÚMERO NATURAL lidade da outra.
Observe a resolução do nosso exemplo usando a
Serve para facilitar e acelerar resolução de ques- fórmula:
tões. Veja sua representação simbólica:

FATORIAL DE N = n!
Uma outra informação muito importante: nos pro-
Sendo “n” um número natural, observe como
blemas envolvendo arranjo simples, a ordem dos ele-
desenvolver o fatorial de n:
mentos importa, ou seja, a ordem é diferente de uma
possibilidade para outra.
n! = n · (n – 1) · (n – 2) ·...· 2 · 1, para n ≥ 2
Vamos supor que as cinco pessoas sejam: Ana,
1! = 1
Bianca, Clara, Daniele e Esmeralda. Agora, observe
0! = 1
uma maneira de posicionar as pessoas na praça:
Exemplos:
CADEIRA Primeira Segunda Terceira
3! = 3 · 2 · 1 = 6
4! = 4 · 3 · 2 · 1 = 24 OCUPANTE Ana Bianca Clara
5% = 5 · 4 · 3 · 2 · 1 = 120
Perceba que Daniele e Esmeralda ficaram em pé
Agora, veja esse outro exemplo (resolução), em nessa disposição.

que devemos calcular


CADEIRA Primeira Segunda Terceira

OCUPANTE Clara Bianca Ana

Daniele e Esmeralda continuam de fora e Bianca


permaneceu no mesmo lugar. O que mudou foi a posi-
Poderíamos resolver, também, abrindo o 6! até 4! ção de Ana em relação a Clara. Assim, uma simples
e, depois, simplificando. Veja: mudança na posição da ordem gera uma nova possi-
bilidade de posicionamento.

PERMUTAÇÕES

ARRANJOS Permutação Simples

Imagine, agora, que quiséssemos posicionar cinco Imagine que temos cinco livros diferentes para
pessoas nas cadeiras de uma praça, mas que tivésse- serem ordenados em uma estante. De quantas manei-
mos apenas três cadeiras à disposição. De quantas for- ras é possível ordenar?
MATEMÁTICA

mas poderíamos fazer isso? Para questões envolvendo permutação simples,


Para a primeira cadeira, temos cinco pessoas dis- devemos encarar de um modo geral que temos n
poníveis, isto é, cinco possibilidades. Já para a segunda modos de escolhermos um objeto (livro) que ocupa-
cadeira, restam-nos quatro possibilidades, dado que rá o primeiro lugar, n-1 modos de escolher um obje-
uma já foi utilizada na primeira cadeira. Por último, to (um outro livro) que ocupará o segundo lugar, ..., 1
na terceira cadeira poderemos colocar qualquer das modo de escolher o objeto (um outro livro) que ocupa-
três pessoas restantes. Observe que sempre sobrarão rá o último lugar. Então, temos: modos de ordenar: n
duas pessoas em pé, pois temos apenas três cadeiras. · (n-1) · ... 1 = n!
51
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Então, resolvendo, teremos 5! = 5 · 4 · 3 · 2 · 1 = 120 Em nosso exemplo, o número de possibilidades de
maneiras de ordenar os livros na estante. posicionar cinco pessoas ao redor de uma mesa será:
Agora, observe um outro exemplo: quantos são os
anagramas da palavra “CAJU”? Pc(5) = (5 – 1)! = 4! = 4 · 3 · 2 · 1 = 24
Valos à resolução: cada anagrama de “CAJU” é uma
ordenação das letras que a compõem, ou seja, “C”, “A”,
COMBINAÇÕES SIMPLES
“J”, “U”.
Para entendermos este tema, vamos imaginar que
CAJU CUJA ACJU AUJC
queremos fazer uma salada de frutas e que precisa-
CAUJ CJUA ACUJ ...
CUAJ CJAU AUCJ ... mos usar três frutas das quatro que temos disponíveis:
maçã, banana, mamão e morango. Cortamos as frutas
Dessa maneira, o número de anagramas é 4! = 4 · 3 maçã, banana e morango e, depois, colocamos em um
· 2 ·1 = 24 anagramas. prato. Agora, cortamos as frutas banana, morango e
maçã para colocar em um outro prato.
Você percebeu que a ordem aqui não importou? É
Dica
exatamente isso: a ordem não importa; estamos dian-
Anagrama é a ordenação de maneira distinta das te de um problema de combinação. Será preciso calcu-
letras que compõem uma determinada palavra. lar quantas combinações de quatro frutas, três a três,
é possível formar.
Permutação com Repetição Para resolvermos, é necessário usar a fórmula:

Quantos anagramas há na palavra “ARARA”? O


problema é causado por conta da repetição de letras
na palavra.
Veja que temos três letras “A” e duas letras “R”. De
maneira tradicional, faríamos 5! (número de letras Substituindo na fórmula pelos valores do exemplo,
na palavra), mas é preciso que descontemos as letras temos:
repetidas. Assim, devemos dividir pelo número de
letras fatorial, ou seja, 3! e 2!

Temos, então, 10 anagramas na palavra “ARARA”.


Atenção! Na permutação com repetição, devemos Atenção! No arranjo, a ordem importa. Na com-
descontar os anagramas iguais, por isso dividimos binação, a ordem não importa.
pelo fatorial do número de letras repetidas.
BINÔMIO DE NEWTON
Permutação Circular ou Permutação sem Repetição
Por definição, binômio é um polinômio com dois
Vamos imaginar que temos uma mesa circular termos, e, tanto na matemática quanto na física, é
com cinco lugares e que queremos ordenar cinco pes- necessário fazer a potenciação do denominado binô-
soas de maneiras distintas. mio. O físico Isaac Newton percebeu um padrão de
Observe as duas disposições das pessoas A, B, C, D regularidade no cálculo da potência de binômios,
e E ao redor da mesa: nomeando tal regularidade como Binômio de Newton.
Alguns casos particulares de cálculo de potência
A E de binômios já são conhecidos. Veja:

E B D A
z (x + a)0 = 1;
MESA MESA z (x + a)1 = x + a;
z (x + a)2 = x2 + 2xa + a2;
D C C B
z (x + a)3 = x3 + 3x2a + 3xa2 + a3 .

Diante do conceito de permutação, essas duas Esses casos foram desenvolvidos a partir da ideia
disposições são iguais, ou seja, a pessoa A tem, à sua de distributiva da multiplicação. Tomemos como
direita, E e, à sua esquerda, B, e assim sucessivamente. exemplo o caso de (x + a)2.
Não podemos contar duas vezes a mesma O binômio (x + a)2 corresponde a (x + a) . (x + a)
disposição. e, para resolver tal operação, utilizamos da proprie-
Repare, ainda, que, antes da primeira pessoa se dade distributiva, em que escolhemos um termo da
sentar à mesa, todas as cinco posições disponíveis são primeira parte da multiplicação e multiplicamos por
equivalentes — isso porque não existe uma referência cada um dos termos da segunda parte da multiplica-
espacial (ponto fixo determinado). Nesses casos, deve- ção. Veja:
mos utilizar a fórmula da permutação circular de n
pessoas, que é:

52 Pc (n) = (n – 1)! (x + a) · (x + a) = x² + xa
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
TP + 1 = b np l xn–pap
(x + a) · (x + a) = a² + xa
Onde p + 1 é o termo que se pretende achar, n é o
(x + a) · (x + a) = x² + xa + xa + a² = x² + 2xa + a² expoente, x é o primeiro termo e a, o segundo termo.

Contudo, perceba que, para todo n inteiro, positi- 1. (IBADE — 2018) O termo independente de x no desen-

volvimento do binômio de Newton b x + 2 l é:


vo, quanto maior o n, mais trabalhoso fica: 1
9

x
(x + a)n =(x + a) ∙ (x + a) ∙ ... ∙ (x + a)
a) 72.
r fatores b) 78.
c) 80.
Desta maneira, é preciso uma fórmula para facili- d) 84.
tar o cálculo: e) 92.

b 0n l x n + b 1n l xn–1 a + b 2n l xn–2a2 + ··· + No desenvolvimento do binômio b x + 2 l , o termo


9
1
(x + a)n =
x

b n–1 l x1n–1 + b nn l an
n independente é aquele cuja potência é nula, assim,
calculando através do termo geral do binômio,
temos:
Para compreendermos melhor a fórmula, vamos

b 9p l x9–p b 9p l x9–p (x–2)p = b 9p l x9–3p


aplicá-la no binômio (x + a)6: 1
p

(x + a)6 = b l x6 + b l x5a + b l x4a2 + b l x3a3


6 6 6 6 Tp+1 = 2 =
x
0 1 2 3
9 – 3p = 0
+ b6l x2a4 + b6l xa5 + b6l a6 –3p = –9
4 5 6
Para resolver, vamos encontrar os coeficientes, –9
p=
ou seja, as combinações: –3
p=3

bnl= n!
Calculando o coeficiente:
k k! (n–k) 1

b6l= b 9p l = b 39 l = 9! 9 · 8 · 7 · 6! 504
6! 720
= =1 = = = 84
0 0! (6–0) ! 720 3! (9–3) 6 · 6! 6

b6l= 6!
=
720
=6
Logo, o coeficiente do termo independente,x0, é 84.
1 1! (6–1) ! 120 Resposta: Letra D.

b6l= 6!
=
720
=
720
= 15 PROBABILIDADE EM ESPAÇOS AMOSTRAIS
2 2! (6–2) ! 2.24 48
FINITOS
b6l= 6!
=
720
=
720
= 20 Para iniciarmos a teoria da probabilidade e com-
3 3! (6–3) ! 6.6 36
preendermos como calcular a probabilidade de
b6l= 6!
=
720
=
720
= 15 evento de interesse, é importante sabermos alguns
4 4! (6–4) ! 24.2 48 conceitos básicos.
O primeiro deles é o conceito de experimento
b6l= 6!
=
720
=6 aleatório, que representa a realização de uma expe-
5 5! (6–5) ! 120
riência ou experimento que gera resultados incertos.
b6l= 6! 720 Assim, denominamos “experimento aleatório” todo
= =1 fenômeno ou ação que geralmente podem ser repe-
6 6! (6–6) ! 720
tidos indefinidamente sob mesmas condições, e cujo
Substituindo: resultado é aleatório ou incerto.
Por exemplo, quando lançamos uma moeda, uma
(x + a)6 = 1x6 + 6x5a + 15x4a2 + 20x3a3 + 15x2a4 + única vez, estamos gerando um experimento aleató-
6xa5 + 1a6 rio, cujos possíveis resultados são conhecidos: cara ou
coroa — mas, até que a moeda pare de girar, o seu
MATEMÁTICA

Perceba que, em todos esses casos, há um termo que resultado ainda é incerto.
não possui o x. No caso do exemplo anterior, esse ter- Outro conceito importante é o de espaço amostral
mo é o 1a6, que é denominado termo independente. (S), que é o conjunto de todos os possíveis resultados
de um experimento aleatório.
Termo Geral Assim, no lançamento de um dado de seis faces, o
espaço amostral é S = {1, 2, 3, 4, 5, 6}. Já no lançamento
O termo geral do binômio de Newton é o que pos- de uma moeda, o espaço amostral é definido como S =
sibilita o cálculo de um dos termos do binômio sem {cara, coroa}.
resolver. Veja a fórmula: 53
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Em seguida, temos os eventos, que se trata de um
conjunto de resultados de um experimento, sendo A
um subconjunto do espaço amostral S. Logo, obter
um número par na face superior de um dado de seis
faces, A = {2, 4, 6}, é um evento de interesse dentro
do espaço amostral S = {1, 2, 3, 4, 5, 6} encontrado a
partir da realização de um experimento aleatório: o
O
lançamento do dado.
Nesse mesmo contexto, por exemplo, se temos
interesse em obter um número menor que sete, há,
B
então, o evento B = {1, 2, 3, 4, 5, 6} que é igual ao espa-
ço amostral S. A esse tipo de evento damos o nome de Definição de ângulo.
evento certo.
Seguindo o mesmo raciocínio, temos os eventos Na figura acima, o ângulo é indicado por AÔB ou
mutuamente exclusivos e independentes. BOA. O é chamado de vértice do ângulo e OA e OB são
Considere E um experimento aleatório. A probabi- chamados de lados.
lidade de um evento A, vinculada a esse experimento
e indicada por P(A), é uma função definida no espaço z Ponto interior de um ângulo
amostral S, que atribui a cada evento um número real
e segue os axiomas: Seja um ângulo e um ponto P qualquer, dizemos
que P será um ponto interior ao ângulo, quando uma
z 0 ≤ P (A) ≤ 1; reta qualquer que passa por P intercepta os lados do
z P (S) = 1. ângulo em dois pontos distintos A e B, de modo que o
ponto P seja, obrigatoriamente, um ponto entre A e B.
Nos axiomas:

A
Sendo:

z N(A) = número de casos favoráveis ao evento A; P


z N(S) = número total de casos do espaço amostral S. O

Resumindo, probabilidade é o número de chances


de algo acontecer em um determinado momento. B

O ponto P é um ponto interior ao AÔB.


GEOMETRIA E MEDIDAS
z Setor angular:
GEOMETRIA PLANA: FIGURAS GEOMÉTRICAS,
CONGRUÊNCIA, SEMELHANÇA, PERÍMETRO E Denominamos setor angular a reunião dos pontos
ÁREA pertencentes ao ângulo e dos seus pontos interiores.

A Geometria Plana (ou Geometria Euclidiana)


deve ser vista como um dos principais ramos da mate-
A
mática. Sua origem remonta a Euclides de Alexan-
dria (360 a.C. — 295 a.C.), que foi um matemático da
antiguidade.
Vamos estudar de agora em diante todos os tópicos O
relacionados à Geometria Plana.
Boa leitura e bons estudos!
B

ÂNGULOS
Setor angular do AÔB .
Definições, Elementos e Propriedades
z Classificação dos ângulos: vejamos de que manei-
z Definição de ângulo: ra os ângulos podem ser classificados.

Definimos ângulo como a união de duas semirre- „ Ângulos consecutivos: dois ângulos serão cha-
tas de mesma origem e não colineares, isto é, que não mados de consecutivos quando tiverem o mes-
54 pertencem a uma mesma reta. Veja a figura adiante: mo vértice e um lado em comum.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
„ Ângulo agudo: um ângulo será chamado de
A agudo quando sua medida for menor que 90º.

B A
O

Os pares de ângulos AÔB e BÔC; AÔC e AÔB; AÔC e BÔC são


consecutivos.
O
B
„ Ângulos adjacentes: dois ângulos serão cha-
mados de adjacentes quando forem consecu- Ângulo agudo AÔB.
tivos e não tiverem pontos internos em comum.
„ Ângulo obtuso: um ângulo será chamado de
obtuso quando sua medida for maior que 90º
A e, ao mesmo tempo, menor que 180°.

B A
O

O B
Os ângulos AÔB e BÔC são adjacentes.

Ângulo obtuso AÔB.


„ Ângulos opostos pelo vértice: dois ângulos
serão chamados de opostos pelo vértice quan-
do os lados de um deles forem semirretas opos- „ Ângulos complementares: dois ângulos serão
tas aos lados do outro. complementares quando a soma de suas
medidas for igual a 90°. Dizemos que um ângu-
lo é o complemento do outro.

I M
O

I G

O par de ângulos FÔG e HÔI são opostos pelo vértice.


O H
„ Ângulo reto: um ângulo será chamado de reto
quando sua medida for igual a 90º.

Ângulos complementares IÔM e MÔH.

A „ Ângulos suplementares: dois ângulos serão


suplementares quando a soma de suas medi-
MATEMÁTICA

das for igual a 180°. Dizemos que um ângulo é o


suplemento do outro.

O B

Ângulo reto AÔB.


55
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
A z Círculo: definimos círculo como o conjunto de todos
os pontos de um plano cuja distância a um ponto fixo
é menor ou igual a uma constante positiva.

C O B P

Ângulos suplementares AÔC e AÔB. r


C
Bissetriz de um Ângulo

Sejam os ângulos AÔB e BÔC, de vértice comum e lado


OB, também comum, conforme a figura abaixo. A semir-
reta OC divide o ângulo AÔB em duas partes congruen-
tes, ou seja, iguais. Esta semirreta é denominada bissetriz
do ângulo AÔB.
Portanto, a bissetriz de um ângulo é uma semir- Círculo.
reta que tem origem no vértice e divide o ângulo em
duas partes iguais.

A Dica
O que difere uma circunferência de um círculo é
que o círculo tem pontos internos. Perceba tam-
bém que todo círculo possui uma circunferência.
C
Bissetriz z Elementos de uma circunferência: na figura a
O seguir temos uma circunferência de centro C e raio r.

B
B
Bissetriz de um ângulo.
r
CIRCUNFERÊNCIAS, CÍRCULOS E SEUS ELEMENTOS

Ângulos na Circunferência r C

Vejamos abaixo as definições importantes acerca


de ângulos na circunferência. A

D E
z Circunferência: definimos circunferência como
o conjunto de todos os pontos de um plano, de
modo que a distância (r) a um ponto fixo é uma M
constante positiva. A figura a seguir representa
uma circunferência λ, em que C é o centro (ponto Elementos de uma circunferência.
fixo), PC é um raio, com PC = r (constante positiva).
AC: raio
AB: diâmetro
DME: arco

P ANB: semicircunferência
AC: r e AB: 2r
r
C z Posições de um ponto em relação a uma circun-
ferência: sejam os pontos A, D, F e uma circunfe-
rência de centro C e raio r.

„ O ponto D é interno à circunferência quando


sua distância em relação ao centro C é menor
que o raio r;
56 Circunferência λ.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
„ O ponto F é externo à circunferência quando A medida do ângulo AÔB é a medida do arco AB assi-
sua distância em relação ao centro C é maior nalado na figura acima. Indicamos esta situação por:
que o raio r;
„ O ponto A pertence à circunferência quando sua m (AOB) = AÔB
distância em relação ao centro C é igual ao raio r.
z Ângulo central: definimos um ângulo central
F
como sendo aquele cujo vértice coincide com o
centro da circunferência. O arco de uma circunfe-
rência com pontos internos ao ângulo é o seu arco
correspondente.

Veja a figura:

r
A

A
C

O P

Posições de alguns pontos em relação à circunferência λ.

z Medidas de um ângulo pela circunferência: para


medir o arco (uma espécie de “pedaço” da circunfe-
rência), primeiramente a dividimos em 360 “partes”
e denominamos 1 grau ( º ) a cada “parte” obtida.
Ângulo central AÔB (α) em uma circunferência.
Fazer a medição do arco em graus é determinar a
quantidade de partes compreendida neste arco. Veja Perceba que, neste caso, o arco APB corresponde
a figura adiante: ao ângulo AÔB (α)
A medida de um ângulo central é igual à medida de
seu arco correspondente AÔB = m (AB) = α.
Veja a representação desta igualdade abaixo:
A

S A
O

B
O

B
Arco S representado em uma circunferência.

A medida de um ângulo é a medida do menor


arco determinado pelo ângulo em uma circunferência
com o centro em seu vértice.
Ângulo e arco correspondente em uma circunferência.

z Ângulo inscrito: chamamos de ângulo inscri-


A
to aquele que tem vértice na circunferência e
lados secantes à mesma. O arco da circunferên-
cia com pontos internos ao ângulo é o seu arco
correspondente.
MATEMÁTICA

Ângulo em uma circunferência.


57
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Veja a figura abaixo: Observação:

z β é um plano que contém as retas r e s.


A
Reta Transversal

Para compreender o que é a reta transversal,


Q vamos observar as retas paralelas r e s e a reta t con-
corrente com r e s; isto é, a reta t possui um único pon-
O to em comum com r e um único ponto em comum com
P s:

B
t

a
Ângulo inscrito AP̂B em uma circunferência. b

Perceba que AQB é o arco correspondente do


ângulo AP̂B. d r

z Ângulo de vértice externo: denominamos de c


ângulo de vértice externo, o ângulo que tem o
vértice no exterior da circunferência e seus lados e
secantes a ela. f

Vejamos a seguir:
s
h
A g

D N
M O
P Retas paralelas r e s cortadas pela transversal t.
C
B A reta transversal de r e s é a reta t. Desta maneira,
podemos definir reta transversal como uma reta que
encontra em um único ponto um par ou um feixe de
retas paralelas. Perceba que alguns ângulos surgiram
desse encontro de retas, no caso os ângulos a, b, c, d,
Ângulo de vértice externo em relação à circunferência.
e, f, g e h. Ainda é possível notar que esses ângulos
possuem algumas relações entre si.
PARALELISMO
Os ângulos a e g; b e h; c e e; d e f são alternos
entre si, isto é, estão de lados opostos da transver-
Retas Paralelas sal na região interna ou externa da reta paralela. A
região externa das retas paralelas é:
Duas retas serão chamadas de paralelas se, e
somente se, elas forem coincidentes (possuírem todos
os pontos em comum) ou se forem coplanares (per-
tencerem ao mesmo plano e não possuírem nenhum
ponto em comum).

r s

Retas r e s coincidentes r
s

Retas r e s coplanares Já a região interna é:

Retas paralelas r e s.

58
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
PERPENDICULARIDADE

Retas Perpendiculares

Duas retas serão chamadas de perpendiculares


se, e somente se, forem concorrentes e formarem dois
ângulos retos suplementares, ou seja, cada um dos
ângulos medindo 90°.

Há também os ângulos correspondentes a e e, b e


f, c e g, d e h. Ou seja, esses ângulos ocupam a mesma
posição em duas retas diferentes. Ademais, os ângulos
colaterais a e h, b e g, c e f, d e e, também podem ser
notados. Esses ângulos estão do mesmo lado da reta
transversal e na mesma região das retas paralelas.

Existência da Paralela
O s
Se duas retas distintas e coplanares e uma trans-
versal determinarem ângulos alternos, ou ângulos
correspondentes congruentes, podemos concluir
então que essas duas retas são paralelas. Na figura Retas r e s perpendiculares entre si.
abaixo se α = β, então r//s.
Mediatriz de um Segmento

Denominamos mediatriz de um segmento a reta


t
perpendicular m ao segmento AB que passa pelo seu
ponto médio M, ou seja, a mediatriz divide o segmento
em duas partes iguais.

s A B
M

Existência da paralela.

Postulado de Euclides Mediatriz de um segmento AB qualquer.

Há cinco postulados de Euclides: TRIÂNGULOS

z é sempre possível traçar uma reta ligando quais- Ângulo Externo


quer dois pontos;
z qualquer reta finita pode ser continuada de uma Em todo triângulo, qualquer um de seus ângulos
única maneira em uma reta; externos é igual à soma dos dois ângulos internos não
z um círculo pode ser traçado com qualquer raio e adjacentes a ele. Na figura abaixo, representamos um
MATEMÁTICA

centro; destes ângulos externos:


z todo e qualquer ângulo reto é igual;
z uma reta r, ao cortar outras duas retas s e t de modo
que a soma dos dois ângulos internos de um mes-
mo lado de r seja menor do que dois ângulos retos
(ou seja, menor que 180°), as retas s e t, ao serem
prolongadas, se encontrarão em algum momento.

59
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
A SEMELHANÇA DE TRIÂNGULOS

Dois triângulos serão denominados semelhantes


se, e somente se, for possível estabelecer uma corres-
pondência entre seus vértices de modo que:
e
z os ângulos correspondentes sejam congruentes.
B
C z os lados homólogos, isto é, lados opostos a ângulos
iguais, cada um em um triângulo, sejam proporcionais.
Ângulo externo a um triângulo ABC.
A
Observação:

z conforme mencionado acima, o ângulo externo a


um triângulo é dado pela soma dos ângulos inter-
nos ao triângulo e que não são adjacentes a e (Teo-
rema do Ângulo Externo). Neste caso, temos ê =
 + B̂ :
C B
A
A’

B C’ B’
C
Dois triângulos semelhantes.
Ângulo externo e soma de ângulos internos do triângulo ABC.

Soma dos Ângulos Internos de um Triângulo

A soma dos ângulos internos de um triângulo sem-


 = Â’ , B̂ = B’ , Ĉ = Ĉ ’ e
pre resultará em 180°. Desta maneira, podemos con-
cluir que  + B̂ + Ĉ= 180º. AB AC BC ⇔ ΔABC ~ ΔA’ B’ C’
= = =k
A’ B’ A’ C’ B’ C’
A

Observação:

z a constante k é chamada de razão de semelhança.

Casos de Semelhança
B C
Abaixo apresentamos cada um dos casos de seme-
Soma dos ângulos internos de um triângulo ABC. lhança entre triângulos:

Altura de um Triângulo z Caso AA (Ângulo-Ângulo): se dois triângulos pos-


suem dois ângulos ordenadamente congruentes,
A altura de um triângulo é dada pelo segmento de então eles são semelhantes.
reta perpendicular à reta suporte de um dos lados do
triângulo (no caso abaixo, a reta suporte é dada pelo seg- A
mento BC), com extremidade nessa reta e no vértice opos-
to (na figura, é dada pelo vértice A) ao lado considerado.

C B

B C
H
60 Altura AH de um triângulo ABC.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
A’ PONTOS NOTÁVEIS NO TRIÂNGULO

Apresentamos abaixo os pontos notáveis (B.I.C.O.)


de um triângulo:

z Baricentro: para definir o baricentro de um triân-


gulo, temos que definir primeiro o que é a media-
C’ B’ na de um triângulo. A mediana é o segmento que
une um vértice ao ponto médio do lado oposto.
Dois triângulos semelhantes pelo caso AA. Logo, o baricentro será o ponto de encontro das
três medianas do triângulo.
z Caso LAL (Lado-Ângulo-Lado): se dois triângulos
possuem dois pares de lados proporcionais e os A
ângulos compreendidos entre eles são congruen-
tes, então esses dois triângulos são semelhantes.

A
F D
G

C B
E

C B Medianas e baricentro de um triângulo ABC.

A’ Observações:

„ medianas do triângulo ABC: AE, BF e CD


„ pontos médios dos lados do triângulo ABC: D,
EeF
„ baricentro do ΔABC: G

z Incentro: para definir o incentro de um triângu-


C’ B’ lo, vamos relembrar o conceito de bissetriz de um
ângulo. A bissetriz de um ângulo é a semirreta com
Dois triângulos semelhantes pelo caso LAL.
pontos internos ao ângulo e que determina com seus
lados dois ângulos adjacentes congruentes. A bisse-
triz interna de um triângulo é o segmento da bisse-
z Caso LLL (Lado-Lado-Lado): se dois triângulos triz de um ângulo interno que tem extremidades no
têm os três lados correspondentes proporcionais, vértice desse ângulo e no ponto de encontro com o
então esses dois triângulos são semelhantes. lado oposto. Logo, o incentro é o ponto de encontro
das bissetrizes internas deste triângulo.
A
A

D
F
I

C B

A’ C B
E
MATEMÁTICA

Bissetrizes internas e incentro de um triângulo ABC.

Observações:
C’ B’
„ Bissetrizes internas do triângulo ABC: AE, BF e CD;
Dois triângulos semelhantes pelo caso LLL. „ Incentro do ΔABC: I; 61
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
„ Uma observação importante é que o incentro TRIÂNGULOS RETÂNGULOS
de um triângulo é o centro da circunferência
nele inscrita. Um triângulo recebe o nome de triângulo retân-
gulo se possuir um dos seus ângulos internos iguais a
z Circuncentro: para definir o circuncentro de um 90º. Observe na figura abaixo:
triângulo, precisamos entender a definição de
mediatriz primeiramente. A mediatriz de um seg- B
mento de reta é a reta perpendicular a esse seg-
mento pelo seu ponto médio. Logo, o circuncentro
de um triângulo é o ponto de encontro das três
mediatrizes deste triângulo.

A
m1
m2

m3 D
F
C
AC
C Triângulo ABC retângulo no vértice A.

C B
E TEOREMA DE PITÁGORAS

O Teorema de Pitágoras diz que em todo triângu-


Mediatrizes e circuncentro de um triângulo ABC.
lo retângulo, o quadrado da medida da hipotenusa é
igual à soma dos quadrados das medidas dos catetos.
Ou seja, o quadrado do lado oposto ao ângulo de 90°
é igual à soma dos quadrados das medidas dos lados
Observações: adjacentes ao ângulo de 90º. Colocando em fórmula
temos que: a² = b² + c².
„ Mediatrizes do triângulo ABC: m1, m2 e m3;
„ Pontos médios dos lados do triângulo ABC: D, B
E e F;
„ Circuncentro do ΔABC: C;
„ Uma observação importante é que o circuncen-
tro de um triângulo é o centro da circunferên-
cia nele circunscrita.
a
z Ortocentro: para definir ortocentro, precisamos, pri- c
meiro, entender que a altura de um triângulo é o seg-
mento da perpendicular traçada de um vértice à reta
suporte do lado oposto e que possui extremidades
nesse vértice e no ponto de encontro com essa reta
suporte. Logo, o ortocentro é o ponto de encontro
das retas suportes das três alturas de um triângulo. A C
b
A
Triângulo Retângulo ABC.
F D

Vejamos um exemplo prático: você precisa cons-


O
truir uma rampa com 3 metros de altura e com 5
metros de comprimento. Qual o valor, em metros, da
distância x entre o ponto A e ponto B?

C B
E

Alturas e ortocentro de um triângulo ABC.


3m 5m

Observações:

„ Alturas do triângulo ABC: AE, BF e CD; A B


62 „ Ortocentro do ΔABC: O. X
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Perceba que o exercício nos fornece alguns dados:
a hipotenusa é 5 m e um dos catetos vale 3 m, então A
precisamos achar o valor do outro cateto. Sabemos
que a² = b² + c², então, substituindo os valores na fór- b
mula temos que:

52 = 32 + x2 → 25 = 9 + x2 → 25 – 9 = x2 → x2 = 16 → x C
= 16 → x = 4 O c

Assim, concluímos que a distância x entre os pon-


tos A e B corresponde a 4 metros. R
a
RELAÇÕES MÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO

Considere um triângulo retângulo ABC:

A
B

Triângulo ABC inscrito em uma circunferência de raio R.


b c
h Verifica-se pela Lei dos Senos que:

a b c
= = = 2R
sen A sen B sen C
n m z Lei dos Cossenos: em todo triângulo, o quadrado
C B
H da medida de um lado é igual à soma dos quadra-
a dos das medidas dos outros lados, menos o dobro
do produto dessas medidas pelo cosseno do ângulo
que eles formam.
Triângulo retângulo ABC com hipotenusa BC e altura AH.

A
Em relação ao triangulo retângulo acima, temos:

z BC é a hipotenusa;
z AB e AC são os catetos; c
b
z AH é a altura relativa à hipotenusa;
z BH e CH são, respectivamente, as projeções dos
catetos AB e AC sobre a hipotenusa BC.

No triângulo retângulo ABC da figura, sendo BC = C B


a, AC = b, AB = c, AH = h, BH = m e CH = n, então valem a
as seguintes relações:
Triângulo ABC qualquer.

b =a·n
2
Seja um triângulo qualquer ABC, conforme a figura
c2 = a · m 44.
Neste caso, verifica-se que:
a2 = b2 + c2
h2 = m · n
a² = b² + c² – 2 · b · c · cos A
b·c=a·h
b² = a² + c² – 2 · a · c · cos B
RELAÇÕES MÉTRICAS EM UM TRIÂNGULO
c² = a² + b² – 2 · a · b · cos C
QUALQUER
MATEMÁTICA

z Lei dos Senos: em todo triângulo, as medidas dos FEIXE DE RETAS PARALELAS E TRANSVERSAIS
lados são proporcionais aos senos dos ângulos
opostos e a razão de proporcionalidade é a medi- A transversal de um conjunto de retas, todas para-
da do diâmetro da circunferência circunscrita ao lelas, é uma reta do plano das paralelas que é concor-
triângulo. rente com todas as retas deste conjunto.
Os pontos correspondentes de duas transversais
Consideremos o triângulo ABC, inscrito na circun- são pontos destas transversais que estão numa mes-
ferência de raio R: ma reta do conjunto de paralelas. 63
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Os segmentos correspondentes de duas transver- Pelo Teorema de Tales, temos as seguintes
sais são segmentos que possuem por extremidades os igualdades:
pontos correspondentes.
AB AC AD BC
= = =
A'B' A'C' A'D' B'C
t1 t2
Vejamos o seguinte exemplo para fixar o conteúdo:

A A’

B B’

D A

C C’ 6 a
E B

D 8 b
D’
F C

Feixe de retas paralelas cortadas por transversais. Sabendo que a + b = 21, defina o valor de b. Pelo
DE + EF
Observações: Teorema de Tales, temos que o lado =
EF
AB + BC 6+8 a+b
, então, podemos dizer que = =
z as transversais são indicadas por t1 e t2; BC 8 b
z os pontos correspondentes são indicados por A e 21 14 21
" = . Fazendo uma regra de três, encontra-
A’, B e B’, C e C’, D e D’; b 8 b
z Os segmentos correspondentes são indicados por mos que:
AB e A’ B’, BD e B’ D.
168
14b = 21 · 8 → b = → b = 12
TEOREMA DE TALES 14
TEOREMA DA BISSETRIZ INTERNA E EXTERNA DE
O Teorema de Tales diz que se duas retas são UM TRIÂNGULO
transversais de um conjunto de retas paralelas, então,
a razão entre dois segmentos quaisquer de uma O teorema da bissetriz interna de um triângu-
delas é igual à razão entre os segmentos corres- lo nos diz que em qualquer triângulo, uma bissetriz
pondentes da outra. interna, ou seja, bissetriz de um ângulo interno ao
triângulo, sempre divide o lado oposto em segmentos
proporcionais aos lados adjacentes.
Seja AD a bissetriz do ângulo BAC no triângulo
t1 t2 ABC, com AB= c, AC = b e BD = m e DC = n:

A A’

B B’

C C’

C B
D D’

Teorema da bissetriz interna.

Pelo teorema da bissetriz interna, temos a seguinte


igualdade:
Feixe de retas paralelas, transversais e Teorema de Tales.

AC AB
64 =
CD BD
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Observações: A

D
z AD é a bissetriz do ângulo BÂC no triângulo ABC, ou
seja, divide o ângulo  em dois ângulos congruentes;
z Utilizando as medidas dos lados da figura 51,
temos:
C
b c B
=
n m K

I
O teorema da bissetriz externa de um triângu-
lo nos diz que em qualquer triângulo, uma bissetriz
externa, ou seja, bissetriz de um ângulo externo ao J
triângulo, intercepta a reta que contém o lado oposto
externamente em segmentos proporcionais aos lados E
adjacentes.
Seja AD a bissetriz do ângulo externo ao triângulo G
ABC no vértice A, com AB = c, AC = B e BD = x e DC = y:
F
A
H

L M
Q O

C
a B x R P N

y
Polígonos.

Teorema da bissetriz externa. Região Poligonal

Pelo teorema da bissetriz externa, temos a seguin- A região poligonal é a reunião do polígono com o
te igualdade: seu interior.

AC AB G
=
CD BD
Observações: A
F
z AD é a bissetriz do ângulo externo ao triângulo
ABC no vértice A, ou seja, divide este ângulo exter-
no em dois ângulos congruentes;
H
z utilizando as medidas dos lados da figura 48,
temos:

D E B
b c
=
y x

POLÍGONOS
C
Polígonos e seus Elementos
MATEMÁTICA

Região poligonal.
Vamos considerar n (n ≥ 3) pontos ordenados A1,
A2, ..., An. Consideremos também os n segmentos con-
Polígono Côncavo e Polígono Convexo
secutivos determinados por estes pontos (A1 A2 , A2 A3 ,
f, An A1) , de modo que não existam dois segmentos Um polígono é convexo se, e somente se, qualquer
consecutivos colineares. Definimos polígono como a reta suporte, de um lado do polígono, deixar todos os
reunião dos pontos dos n segmentos considerados. outros lados em um mesmo semiplano dos dois que
Vejamos alguns exemplos: ela determina. 65
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
n = 4 — Quadrilátero
n = 5 — Pentágono
n = 6 — Hexágono
B n = 7 — Heptágono
n = 8 — Octógono
n = 9 — Eneágono

A z 2º caso: n é múltiplo de 10

n = 10 — Decágono
C n = 20 — Icoságono
n = 30 ֫— Tricágono
n = 40 — Quadricágono
n = 50 — Pentacágono
n = 60 — Hexacágono

E z 3° caso: n > 10 e n não é múltiplo de 10

D
n = 11 — Unodecágono
n = 17 — Heptdecágono
n = 26 — Hexaicoságono
n = 35 — Pentatricágono

Polígono convexo.
Número de Diagonais de um Polígono Convexo

Observação: O número de diagonais em um polígono convexo


é dado pela expressão:
z em um polígono convexo, a região poligonal é
convexa. n (n – 3)
d=
2
Por definição, um polígono que não é convexo é Ângulos Internos de um Polígono Convexo
côncavo
A soma dos ângulos internos de um polígono con-
G vexo é dada pela expressão:

I Si = (n – 2) · 180º

H Ângulos Externos de um Polígono Convexo


F
A soma dos ângulos externos de um polígono con-
vexo sempre será 360°.

Perímetro de Polígonos

Quando nos referimos ao perímetro de um polí-


gono, estamos, na prática, indicando que nosso inte-
resse diz respeito à soma dos lados deste. Portanto,
J para calcular o perímetro de um polígono qualquer,
basta somar o valor dos lados.
Polígono côncavo.
POLÍGONOS REGULARES
Observação:
Um polígono é denominado de regular quan-
z em um polígono côncavo, a região poligonal é do possui todos os seus lados e ângulos internos
côncava. congruentes.
Seguem alguns exemplos de polígonos regulares:
Nomenclatura dos Polígonos
A B
Nomeamos os Polígonos de acordo com o número
n de lados:

z 1° caso: 3 ≤ n ≤ 9

66 n = 3 — Triângulo C
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Observações:

z o lado AB é chamado de base maior;


z o lado CD é chamado de base menor.

Classificação dos Trapézios

z Trapézio isósceles: os lados não paralelos são


congruentes.
L
K

H
J

Q
P
Trapézio isósceles.
R

O
z Trapézio escaleno: os lados não paralelos não são
congruentes.
M
N D C

A1
B1
z
C1
W
D1
V
A B
S
T U
Trapézio escaleno.
Polígonos regulares.
z Trapézio retângulo: quando existem dois ângulos
QUADRILÁTEROS NOTÁVEIS internos retos.

Trapézio

Um quadrilátero é um trapézio se, e somente se,


tiver dois lados paralelos.
MATEMÁTICA

Trapézio retângulo.

Paralelogramo

Um quadrilátero é paralelogramo se, e somente


Trapézio com vértices ABCD. se, possuir os lados opostos paralelos. 67
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
D C Propriedades dos Losangos

z Todo losango tem as diagonais perpendiculares;


z Todo paralelogramo que tem as diagonais perpen-
diculares é losango;
z Todo losango tem as diagonais nas bissetrizes
dos ângulos internos;
z Todo paralelogramo que tem as diagonais nas bis-
setrizes dos ângulos internos é losango.
A B

Paralelogramo com AB // CD e AD // BC.


Retângulo

Um quadrilátero é um retângulo se, e somente se,


Propriedades dos Paralelogramos
possuir os quatro ângulos internos congruentes, isto
é, os quatro ângulos internos iguais e, consequente-
z Em todo paralelogramo os ângulos opostos são
mente, os quatro ângulos internos retos (ângulos de
congruentes;
90°).
z Todo quadrilátero convexo que possui ângulos
opostos congruentes é paralelogramo; B
z Todo retângulo é paralelogramo;
z Em todo paralelogramo os lados opostos são
congruentes;
z Todo quadrilátero convexo que possui os lados
opostos congruentes é paralelogramo;
z Todo losango é paralelogramo;
z Em todo paralelogramo as diagonais se intercep-
tam nos respectivos pontos médios;
z Todo quadrilátero convexo em que as diagonais
se interceptam nos respectivos pontos médios é
paralelogramo.
D
Losango Retângulo AB = CD e BC = AD.

Um quadrilátero é um losango se, e somente se, Propriedades dos Retângulos


possuir os quatro lados congruentes, isto é, os quatro
lados iguais. z Todo retângulo tem as diagonais congruentes;
z Todo paralelogramo que tem diagonais congruen-
B
tes é um retângulo.

Quadrado

Um quadrilátero é um quadrado se, e somente se,


possuir os quatro ângulos internos congruentes e os
quatro lados congruentes, isto é, todos os lados iguais
e todos os ângulos internos iguais. Perceba que, tal
como o retângulo, por possuir todos os lados iguais, o
quadrado possui todos os ângulos internos retos; isto
é, todos os ângulos internos de 90°.

A C B

D
D
Quadrado AB = CD e BC = AD.
Losango AB = BC = CD = DA.

68
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Propriedades dos Quadrados D

z Todo quadrado é retângulo;


z Todo quadrado é losango.

ÁREAS DE FIGURAS PLANAS h

Área de um Quadrado

A área de um quadrado é dada pelo lado (L) ao B


quadrado. Isto é, A = L2:

B L C b
Área de um paralelogramo.

Área de um Triângulo

Temos duas situações no caso do cálculo da área


L do triângulo.
A área de um triângulo qualquer é dada pelo pro-
duto da base pela altura, dividido por dois, que deno-
b·h
tamos como A = .
2

L D

Área de um quadrado.

Área de um Retângulo
h
A área de um retângulo é dada pelo produto das
suas dimensões, comprimento vezes largura; ou seja,
base vezes a altura: A = b · h.

B C B
H

Área de um triângulo.
h
B

b D
h
Área de um retângulo.

Área de um Paralelogramo

Á área de um paralelogramo é dada pelo produto de


uma base, ou seja, um lado, pela altura relativa, isto é: A
b
= b · h.

Área de um triângulo retângulo.

A área de um triângulo retângulo também é dada


MATEMÁTICA

pelo produto da base pela altura, dividido por dois.


b·c
Desta forma, temos que A =
2
Área de um Losango

Á área de um losango é dada pelo semiproduto


D·d
das diagonais, isto é, A = , onde D é a diagonal
2
maior e d é a diagonal menor. 69
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
B Área do Círculo

Á área do círculo é dada pelo produto de π pelo


raio ao quadrado, ou seja, A = π · r2.

P
D

r
C

d Área de um círculo.

Área de um losango. Área do Setor Circular

Á área do círculo é dada pelo produto do raio r


Área de um Trapézio
pelo arco L, ou seja, A = L · r.
Temos duas situações no caso do cálculo da área
do trapézio.
A área de um trapézio isósceles é dada pela soma A
das bases (maior e menor) multiplicada pela altura,
^ b + Bh · h
dividido por dois: A = .
2
L
b O

D r
B

Área de um setor circular.


B
FÓRMULA DE HERON (HIERÃO)

B Semiperímetro
Área de um trapézio isósceles.
Para compreender a fórmula de Heron, precisa-
mos entender o que é semiperímetro. Sabemos que
A área de um trapézio retângulo também é dada o perímetro é o contorno de uma figura geométrica
pela soma das bases (maior e menor) multiplicada obtido pela soma dos lados dessa figura geométrica.
pela altura, dividido por dois: No caso de um triângulo de lados a, b, c, o perímetro p

^ b + Bh · h
é p = a + b + c. Desta maneira, o semiperímetro é a metade
A= a+b+c
2 do perímetro, ou seja, p = ou 2p = a + b + c.
2
D
Fórmula

A fórmula de Heron define que, dado um triângulo


ABC, com lados a, b, c e semiperímetro p, sua área será
h dada por:

A = √ p · (p – a) · (p – b) · (p – c)
B
b

70 Área de um trapézio retângulo.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
A C'

b' = 5,98 α1 = 94,8°

c' = 4,17
b c

B' Υ1 = 69,17°
D'
ɛ1 = 136,09°

C B
a
d' = 3,16
Triângulo ABC.
a' = 6,66 Ϛ1 = 118,08°

Para compreendermos melhor o uso da fórmula, β1 = 121,86°

vamos calcular a área do seguinte triângulo: E'


e' = 2
A'

Congruência entre duas figuras planas (pentágonos).


7 cm 9 cm
F

g = 3,03
Ɵ = 98,82°

h = 4,6
10 cm H K = 50,63°

Para tal, vamos achar o semiperímetro p:


7 + 9 + 10 26 l = 30,55°
= = 13. Colocando os valores na fórmu- f = 5,88
2 2 G
la, temos que:
J
η = 98,82 l = 4,6°
A = √ p · (p – a) · (p – b) · (p – c) → A = K
A = √ 13 · (13 – 7) · (13 – 9) · (13 – 10) A = √ 13 · 6 · 4 · 3 λ = 30,55°

→A= 936 → A ≅ 30,6


k = 3,03°
CONGRUÊNCIA DE FIGURAS PLANAS j = 5,88

Ao considerarmos a congruência entre figuras μ = 50,63°


planas, dois elementos devem ser observados: os L
lados e os ângulos correspondentes. Casos estes dois
elementos apresentem mesma medida, constataremos Congruência entre duas figuras planas (triângulos).
que as respectivas figuras planas são congruentes.
Vejamos algumas figuras planas relacionadas Q
abaixo (observe a igualdade existente entre lados e 2,29
ângulos):
2,29 v = 120° P
A
e=2 σ = 120°
E
R u = 120°
α = 121,86° 2,29
Ϛ = 118,08°
d = 3,16 a = 6,66
2,29 p = 120° O

ξ = 120°
D ɛ = 136,09°
M 2,29
y = 69,17° B o = 120°
MATEMÁTICA

2,29
c = 4,17 N

δ = 94,8° b = 5,98

71
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Q1 Razão entre Áreas de Dois Polígonos Semelhantes
2,29
A razão entre as áreas de dois polígonos semelhan-
2,29
v1 = 120° P1 tes é igual ao quadrado da razão de semelhança. Ou
σ1 = 120° A1
seja, = K 2 onde A1 é a área do polígono ABCDE,
R1 A2
u1 = 120° 2,29 A2 é a área do polígono A’B’C’D’E’ e k é a razão de
semelhança.

2,29 A
p1 = 120° O1
E
ξ1 = 120°
M1 o1 = 120°
2,29
2,29
N1
D
Congruência entre duas figuras planas (hexágonos). B

S
v = 1,67
Φ = 114,29°
V
η1 = 80,03°
C
s = 3,11
C’

u = 1,95
ω = 119,21°
Ψ = 46,47°
T
U t = 2,77 B’
D’ ’
S'

v' = 1,67
θ1 = 114,29°
s' = 3,11

μ1 = 80,03°
V' E’

A’
T' K1 = 46,47°
Dois polígonos semelhantes.
λ1 = 119,21°
u' = 1,95

t' = 2,77 POLÍGONOS INSCRITOS (INSCRIÇÃO) E


U' CIRCUNSCRITOS (CIRCUNSCRIÇÃO)

Congruência entre duas figuras planas (quadriláteros). Abaixo seguem representados vários polígonos
inscritos em uma circunferência.
RAZÃO ENTRE ÁREAS

Razão Entre Áreas de Dois Triângulos Semelhantes

A razão entre as áreas de dois triângulos semelhan-


tes é igual ao quadrado da razão de semelhança. Ou
A1
seja, 2 = K 2 , onde A1 é a área do triângulo ABC, A2 é
A
a área do triângulo A’B’C’ e k é a razão de semelhança.

A
A’

C B C’ B’
B
Dois triângulos semelhantes.
72 Triângulo equilátero inscrito em uma circunferência.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
G C

Quadrado inscrito em uma circunferência.


B
K
L Triângulo equilátero circunscrito em uma circunferência.

J
H

I
D
Pentágono inscrito em uma circunferência.

Q
E

Quadrado circunscrito em uma circunferência.


P
K
L
R

M J
H
N

Hexágono inscrito em uma circunferência.

Abaixo seguem representados vários polígonos


circunscritos em uma circunferência. I
MATEMÁTICA

Pentágono circunscrito em uma circunferência.

73
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Q 2. (ITAME – 2015) Sabendo-se que 8x, 6x e 4x são ângu-
los de um triângulo, qual o valor do menor ângulo?

P a) 10º.
b) 20º.
c) 30º.
d) 40º.
R
A soma dos ângulos internos de um triângulo é
igual a 180°. Portanto, basta somar os ângulos for-
necidos e igualar a 180°. Fazendo isso, encontrare-
O mos o valor de x.

4x + 6x + 8x = 180º
18x = 180º
M x = 10º

N Pelo enunciado, sabemos que o menor ângulo deste


triângulo é igual a 4x. Se x = 10º, então:
Hexágono circunscrito em uma circunferência.
4x = 4 · 10º = 40º

Resposta: Letra D.
Exercite seus conhecimentos por meio dos exercí-
cios comentados a seguir. 3. (VUNESP – 2020) Murilo vai colocar um varal em
seu quintal. Ele já colocou os ganchos em duas pare-
1. (VUNESP – 2011) Meia pizza foi dividida em 3 fatias, des perpendiculares, conforme indicado pelas setas
cada uma delas com um ângulo diferente, conforme da imagem a seguir, de acordo com as distâncias
mostra a figura. marcadas.

Teorema de Pitágoras
a2 = b 2 + c

2x Vara l
Representação 3m
vista de cima a
b
x – 20º

Se a pizza inteira tivesse sido dividida em fatias c


4m
iguais, todas com ângulo de x – 20°, então, o número
de fatias dessa pizza seria:
Murilo utilizou o teorema de Pitágoras para descobrir
a) 9. o comprimento de corda de varal que ele terá disponí-
b) 10. vel para colocar suas roupas. Sabendo-se que Murilo
c) 11. colocará o varal bem esticado, se calcular corretamen-
d) 12. te, descobrirá que terá de varal, em metros, o total de:
e) 13.
a) 5,0.
Para resolver essa questão, vamos primeiro encon- b) 5,5.
trar o valor de x. É possível perceber que temos um c) 6,0.
ângulo raso na figura, ou seja, um ângulo de 180, d) 6,5.
então x + 2x + x-20 = 180°. Calculando, temos que: e) 7,0.

x + 2x + x – 20 = 180 → 4x = 180 – 20 → 4x = 160 → x= Perceba que o comprimento do varal é a hipotenu-


160 sa do triângulo retângulo formado na figura. Nesse
→ x = 40 caso, temos catetos iguais a 3 m e 4 m. Assim, colo-
40
cando os valores na fórmula, temos que:
Contudo, não é isso que o enunciado nos pede. O enun-
ciado quer que encontremos quantas fatias teríamos a2 = b2 + c2
caso todos os ângulos fossem de x – 20, ou seja, 40 – 20 a2 = 32 + 42
= 20°. Como sabemos que o ângulo total mede 180°, a2 = 9 + 16
ao dividirmos ele por 20°, teremos como quociente, a a2 = 25
180 18
quantidade de fatias. Assim: = = 9 fatias. a = 25
20 2
Resposta: Letra A. a=5
74 Resposta: Letra A.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
4. (VUNESP – 2015) As figuras, fora de escala, mos- 15x – 3º + 3x + 46º + 11x + 25º + 2x + 9x – 8º = 180º
tram as dimensões de dois terrenos, A e B, ambos · (5 – 2)
retangulares. 40x + 60º = 180º · 3
40x = 540º – 60º
40x = 480º
x = 12º
A B X + 7,5 m
X
Resposta: Letra C.

50 m 40 m

Sabendo-se que os dois terrenos têm a mesma área e GEOMETRIA ESPACIAL


que, no terreno A, será construído um galpão cuja área
1
terá da área dos dois terrenos juntos, então a área PARALELISMO, PERPENDICULARISMO ENTRE
6
RETAS E PLANOS
do galpão, em metros quadrados, será:
Perpendicularidade entre Duas Retas, dois Planos e
a) 450.
Entre Reta e Plano
b) 500.
c) 360.
Uma reta e um plano são perpendiculares se, e
d) 420.
somente se, eles têm um único ponto em comum e a
e) 480.
reta seja perpendicular a todas as retas do plano que
passam por esse ponto comum, como pode ser obser-
Pelo enunciado, sabemos que os terrenos possuem a vado na Figura 25a. Caso a reta seja concorrente a
mesma área, isto é AA= Ab. Sabemos, também, que a todos as retas do plano, dizemos então que a reta é
área de um retângulo é dada pelo produto da base oblíqua ao plano. Se uma reta é perpendicular a um
pela sua altura. Desta maneira, temos que: plano, então ela forma ângulo reto com qualquer reta
do plano. Assim, podemos dizer que se uma reta é per-
50 · x = 40 (x + 7,5) → 50x = 40x + 300 → 50x – 40x = pendicular a duas retas concorrentes do plano, então
300 → 10x = 300 ela é perpendicular ao plano. Duas retas são perpen-
diculares, quando as retas são reversas e formam um
300 ângulo reto, são chamadas ainda de retas ortogonais,
x= → x = 30
10 como vemos na Figura b. Um plano α é perpendicu-
Após descobrir o valor de x, podemos descobrir o lar a um plano β se, e somente se, α contém uma reta
valor das áreas. Sabendo que elas são iguais, preci- perpendicular ao plano β (Figura c), ou seja, o plano
samos calcular apenas uma: 50 · x = 50 · 30 = 1500 β contém uma reta r que é perpendicular a uma reta
s do plano α.
m². O enunciado ainda nos diz que a área Ag do gal-
1
pão terá da soma das áreas. Então, temos que:
6
1 300
Ag = (1500 + 1500) · → → 500m2
6 6

Resposta: Letra B.

5. (INSTITUTO EXCELÊNCIA – 2019) Observando o polí-


gono abaixo, o valor de x será:
(a)

2x

11x + 25° 9x – 8°

3x + 46° (b)
15x – 3°

a) 11.
MATEMÁTICA

b) 16.
c) 12.
d) Nenhuma das Alternativas.

A soma dos ângulos internos de um polígono é dada


por Si = 180º · ( n – 2), onde n é o número de lados do (c)
polígono. Como temos um pentágono, ou seja, um
polígono de 5 lados, chegamos em: Exemplo reta e plano perpendiculares (a); retas perpendiculares (b) e
Si = 180º · (n – 2) planos perpendiculares (c). 75
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Projeção Ortogonal

Chama-se projeção ortogonal de um ponto sobre


o plano, o pé da perpendicular ao plano, conduzida
pelo ponto. O plano é dito plano de projeção e a reta
é a reta projetante do ponto. Chama-se projeção orto-
gonal de uma figura sobre um plano, ao conjunto das
projeções ortogonais dos pontos dessa figura sobre
o plano. Com base nessas definições temos também
que: se a reta é perpendicular ao plano, sua projeção
ortogonal sobre o plano é traço da reta no plano; se a
reta r não é perpendicular ao plano α, então a proje-
ção ortogonal dessa reta ao plano α é feita pela proje-
ção do plano β em que a reta r está contida. Chama-se
projeção ortogonal sobre um plano α de um segmento
(b)
de reta AB contida numa reta não perpendicular a α,
ao segmento A’ B’ onde A’ é projeção do ponto A ao Wxemplos de Prismas: (a) reto e oblíquo e (b) regular.
plano α e B’ da projeção do ponto B.
A área do prisma é dividida entre as áreas laterais
ÁREAS E VOLUMES DOS SÓLIDOS GEOMÉTRICOS: e as áreas das bases. Assim, a área lateral de um pris-
PRISMA, PIRÂMIDE, CILINDRO, CONE E ESFERA ma é dada pela soma das áreas laterais de cada para-
lelogramo formado pelas arestas das bases. Já a área
Prismas total é a soma da área lateral com as áreas das bases.

Considerando um polígono convexo de n lados em


um plano e um segmento de reta entre dois planos Importante!
paralelos, chamamos de prisma a reunião de todos Para calcular a área da base de um prisma, deve-
os segmentos congruentes e paralelos ao segmento de
-se levar em conta o formato que cada prisma
reta e que passam pelos n pontos da região poligonal
conhecida, como podemos observar na figura a seguir. vai ter. Por exemplo: se for prisma triangular, cal-
cula-se a área da base com a área do triângulo.

Para um prisma reto, as bases podem ser, por


exemplo, um triângulo ou um quadrado (parale-
logramo), ou seja, a área da base será a área de um
triângulo, que é a metade da base x altura, ou de um
paralelogramo, cuja área é base x altura. Então, seja
base (b) e altura da base (m), o cálculo da área da base,
área lateral e área total, sendo h a altura do prisma, é:
Exemplos de Prismas, respectivamente: triangular, quadrangular e
pentagonal.
b · m b
O prisma possui alguns elementos: duas bases con-  f ( x )
= → ax + b >
Triângulo0 → x > − ;
2 a
gruentes (nos planos paralelos), com n faces laterais (n AB = 
+ 2 no total, somando-se as bases) e n arestas laterais; bf ·(m b
3n arestas totais; 3n diedros; 2n vértices e 2n triedros;
x=) → ax + b < 0 → x(retângulo,
Paralelogramo < − ; quadrado)
 outros a
e também, altura (h) que é a distância entre os planos
das bases. AL = n · b · h → n paralelogramos
Os prismas são classificados em: prisma reto, pris-
ma oblíquo e prisma regular. O prisma reto é aquele AT = AL + 2AB
cujas arestas laterais são perpendiculares aos planos
das bases. Já o prisma oblíquo é aquele cujas arestas No caso de um prisma regular de base de n lados,
são oblíquas aos planos das bases. Por fim, o prisma temos então que a área da base é formada por n triân-
regular é aquele cujas bases são polígonos regulares. gulos de aresta base (b) e altura da base (m), e os para-
lelogramos laterais tem base (b) e altura (h), então a
Base Base área da base será:

b·m (n · b) m
AB = n · =
2 2

AL = n · b · h → n paralelogramos
Base Base
(n · b) m
AT = AL + 2AB = n · b · h + 2 = (n · b) (h + m)
76 (a) 2
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Conhecendo os cálculos das áreas do prisma, para O tronco do prisma é um sólido formado pelo corte
achar o volume do prisma reto ou regular, basta fazer ou uma secção transversal no plano paralelo à base
o produto da área da base pela altura (h) do prisma: do prisma. Esse conjunto de pontos que fica entre a
secção transversal e a base do prisma é o tronco do
V = AB · h prisma.

Para o prisma oblíquo, o volume vai depender Dica


também do ângulo (α) entre a aresta lateral (a) e a
altura (h): Como o prisma tem base e topo com o mesmo
polígono, então a secção transversal vai definir o
V = a · AB · cos α tamanho do corte nas arestas ou faces laterais,
assim as áreas e volumes serão menores, mas
Seja então um prisma oblíquo com base quadrada, com as mesmas fórmulas de cálculos.
com aresta da base igual a 3 e aresta lateral igual a 5.
Sabe-se que o ângulo exterior formado entre a aresta Pirâmide
lateral e a aresta da base é de 60 graus, como podemos
observar na Figura 48. Quais são a área total e o volu- Seja um polígono convexo em um plano α e um
me desse prisma? ponto V fora desse plano, chamamos de pirâmide a
reunião dos segmentos com uma extremidade em V e
a outra nos pontos do polígono na figura a seguir.

Prisma oblíquo com arestas 3 e 5 e ângulo de 60 graus. Exemplos de Pirâmides, respectivamente, triangular, quadrangular,
pentagonal e hexagonal.
Ex.: Sejam seus elementos: aresta lateral (a) 5 cm,
aresta da base (b) 3 cm, altura da base (m) também 3 Uma pirâmide possui uma base formada por um
cm pois a base é um quadrado, e altura do prisma (h): polígono de n lados e n faces laterais (formadas por
triângulos). Ao todo então são n+1 faces, n arestas late-
a = 5cm; b = 3cm; m = 3cm; h = ? rais, 2n arestas, 2n diedros, n+1 vértices, n+1 ângulos
poliédricos e n triedros. A altura (h) da pirâmide é a
Do prisma, tiramos o triângulo retângulo entre a distância entre o vértice e o plano da base.
altura e a aresta lateral, onde a soma dos ângulos é: As pirâmides são classificadas em: regulares ou oblí-
quas. A regular tem a projeção do vértice no centro da
α + 60º + 90º = 180º → α = 30º base, já a oblíqua a projeção não fica no centro. Na pirâ-
mide regular, temos ainda que as arestas laterais são
h √3 congruentes e as faces laterais são triângulos isósceles
cos(α) = cos(30º) = → h = 5 · cos(30º) = 5 · cm
5 2 congruentes. À altura da face lateral de uma pirâmide
regular, dá-se o nome de apótema. O apótema da base
AB = b · m = 3 · 3 = 9cm2 é a distância entre a projeção do vértice e o centro da
base, até o apótema.
5√3 A área lateral de uma pirâmide regular é a soma
AL = n · b · h = 4 · 3 · = 30√3cm2
2 das áreas das faces laterais. A área total é a soma da
área da base com a área lateral. Para uma pirâmide
AT = AL + 2AB = 30√3 + 18 = 6 · (3 + 5√3)cm2 regular, as bases podem ser por exemplo um triângu-
lo, um quadrado, ou seja, a área da base será a área
√3 45√3 de um triângulo que é a metade da base x altura e
V = a · AB · cos(30º) = 5 · 9 · = cm3 nos paralelogramos a área é base x altura. Então seja
2 2
a aresta da base (b), o apótema da pirâmide (m) e o
apótema da base (m’) os cálculos da área da base, área
lateral e área total são:
MATEMÁTICA

b · m' (n · b) m'
AB = n · =
2 2

n·b·m
AL = → n triângulos
2 77
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
n·b·m (n · b) m' (n · b) (m + m') H B A
AT = AL + AB = + = = =
2 2 2 h b a
m2 = h2 + m’2 ABmaior ALmaior ATmaior B2 H2 A2
= = = = =
ABmenor ALmenor ATmenor b2 h2 a2

A∆maior B3 H3 A3
= = =
A∆menor b3 h3 a3

Ex.: Seja uma pirâmide quadrangular de bases nos


planos ABCD e EFGH paralelas. Se os segmentos VF=3
e VB=5 e a área de EFGH igual a 18, qual seria a área
da base ABCD?

AEFGH = 18; VF = 3; VB = 5;

ABmaior A2 AABCD VB2


= → =
Conhecendo os cálculos das áreas da pirâmide, ABmenor a2 AEFGH VF2
para achar o volume da pirâmide regular, basta fazer
o produto de um terço da área da base pela altura (h) AABCD 52 AABCD 25 25 · 18
da pirâmide: = → = → AABCD =
18 3 2
18 9 9

1 n · b · m' · h
V= · AB · h = 450
3 6 AABCD = = 50
9
O tronco da pirâmide é um sólido formado pelo
corte ou uma secção transversal no plano paralelo à
base da pirâmide. Esse conjunto de pontos que fica
entre a secção transversal e a base da pirâmide é o
tronco da pirâmide.

Cilindro

Seja um círculo de centro O e raio r em um plano α


e um segmento de reta não paralelo e não contido no
plano α, chamamos de cilindro a reunião dos segmen-
tos congruentes e paralelos ao segmento de reta com
uma extremidade nos pontos do círculo e a outra na
Tronco de pirâmide. sua secção circular paralela e distinta, como pode ser
verificado na figura a seguir.
A área do tronco da pirâmide é encontrada soman-
do a área da base maior, área da base menor e a área
lateral. O volume é feito subtraindo do volume total
da pirâmide o volume da pirâmide menor que foi for-
mada pela secção transversal, ou seja, o volume da
pirâmide de base maior menos o volume da pirâmide
de base menor, sendo AB, área da base maior e Ab área
h
da base menor:

V=V =VVmaior
(H– −h)h
(H )
 b·A⋅ +AABbA
) h − H ( = V − V =V
A⋅b 
–−VV == ++ ⋅
√A AA · A⋅ +A
+ A
A+
maior menor
menor
33
  B B B B b bB b  3 ronem roiam
r

Da relação de semelhança de triângulos, podem-se


78 fazer algumas relações: Exemplo de Cilindro.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Um cilindro possui duas bases formadas por uma
circunferência de raio r em planos paralelos e gera-
trizes formadas por segmentos com uma extremida- r
de em um ponto da circunferência de centro O e raio
r, e a outra extremidade no ponto da circunferência
no plano paralelo acima da base, também de raio r. A E
altura do cilindro é a distância h entre os planos das
bases. g1
O cilindro é classificado em cilindro oblíquo e
cilindro reto. No primeiro, as geratrizes são oblíquas r
Secção
aos planos das bases, já no segundo, as geratrizes são Circular
perpendiculares aos planos das bases. Reta
O cilindro reto também é chamado de cilindro de E
revolução, pois ele é gerado a partir da rotação de um g2
retângulo em torno de um eixo que contém um dos
seus lados.
Secção meridiana de um cilindro é a interseção do
cilindro com um plano que contém as bases. Assim a
secção meridiana de um cilindro reto é um retângulo,
de altura h e base 2r, e a de um cilindro oblíquo é um Tronco de cilindro reto e oblíquo.
paralelogramo. Quando essa secção meridiana é um
quadrado, dizemos que o cilindro é equilátero (h = 2r
ou geratriz = 2r). g1 +E g= 2g1 + g2
Como a superfície lateral de um cilindro reto é E= , cilindro
2
reto reto
, cilindro
equivalente a um retângulo de altura h e base sendo 2
o comprimento da circunferência 2πr. A área total é a AL = 2 ⋅ π ⋅ r ⋅ AEL = 2 · π · r · E
soma da área lateral com as áreas das duas bases, sen-
do área da base igual à área da circunferência (πr2): π ⋅ r 2 ⋅ ( g1 + g 2 )
VtroncoV=troncoπ= ⋅πr· 2r2⋅·EE →
cilindro reto
cilindro reto
VVtronco =
AB = π · r2
tronco
2
AL = 2 · π · r · h π · r2 · (g1 + g2)
=
AT = AL + 2AB = 2 · π · r · h + 2 · π · r2 = 2 · π · r(h+r) 2

O volume do cilindro é o produto da área da base Um corte transversal paralelo à base do cilindro,
pela medida da altura: não forma um tronco de cilindro, pois o novo sólido
continua
g1 + g 2 sendo um cilindro com altura ou geratriz
V = AB · h = π · r2 · h E = menor. , cilindro reto
O2volume do cilindro oblíquo de raio g/2 e geratriz
O tronco do cilindro é formado pelo plano que A = 2 ⋅ πfigura
g, na ⋅ r ⋅ E a seguir, é dado por:
intersecta o cilindro obliquamente em todas as gera- L
h π ⋅ hr 2 ⋅h g=1 +º0g62
trizes, ou seja, um corte oblíquo, formando assim
um tronco de cilindro com duas geratrizes, maior e V =
Figura 52

π ⋅ r 2 → sen
⋅ E
60º52reto =
Figura
cilindro
→ V =( ) ( ) ()nes →
25aru
tronco g tronco = g g
sen (60º)
menor, o eixo e uma elipse na região do corte. 2
3 √3 3
a g ⋅ sen ( 60ºh)==
h= g ·gsen
⋅ (60º) = g · = ⋅ g ) º06 ( nes ⋅ g
b
2 2 2
2 2
3  gg 
2
3√3
Vcilindro Ab ⋅=hAb=· π
=Vcilindro h =⋅ πr · r⋅2 h· h⋅==gπ
2
π⋅ ·⋅   ⋅ ⋅π·gg=⋅· h ⋅ r ⋅ π = h ⋅ bA =
2
or
2  2 
2 22
g1 g 2g2 3 √33 33 √33 3 2
g
Vcilindro == ππ· ⋅
Vcilindro ⋅g⋅ ·g·= ⋅πg=⋅ ⋅gπ⋅ · =g3 · π ⋅ g ⋅ ⋅π=
E g2
E or
44 2 28 8 8 2 4

r
MATEMÁTICA

Cilindro raio g/2 e geratriz g.

79
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Cone O tronco do cone é um sólido formado pelo corte
ou uma secção transversal no plano paralelo à base do
Seja um círculo de centro O e raio r em um plano cone. Esse conjunto de pontos, que fica entre a secção
α e um ponto V fora do plano α, chamamos de cone a transversal e a base do cone, é o tronco do cone.
reunião dos segmentos de reta com uma extremidade
V
em V e a outra nos pontos do círculo, como veremos
na figura a seguir.

g
h B

A¹ r B¹ H

A¹ r B¹
Exemplo de Cone. O¹

Um cone possui uma base formada por uma circun-


ferência de raio r, geratrizes (g) formadas por segmen- G
tos com uma extremidade em um ponto V e a outra nos H-h
pontos da circunferência da base. A altura do cone é a
distância h entre o vértice e o plano da base.
O cone é classificado em: cone oblíquo e cone reto.
No primeiro, a reta VO é oblíqua ao plano da base, já
no segundo, a reta VO é perpendicular ao plano da R B
base. A geratriz de um cone reto também é chamada A
O
de apótema do cone.

Tronco de cone.
Importante!
O cone reto também é chamado de cone de revo- A área do tronco do cone é encontrada somando a
lução, pois ele é gerado a partir da rotação de área da base maior, área da base menor e a área late-
um triângulo retângulo em torno de um eixo que ral. O volume é calculado, subtraindo, do volume total
do cone, o volume do cone menor, que foi formado
contém um dos seus catetos.
pela secção transversal, ou seja, o volume do cone de
base maior menos o volume do cone de base menor:
Secção meridiana de um cone é a interseção do cone
VTronco = Vmaior – Vmenor =
π · (H – h)
com um plano que contém a reta VO, assim, a secção · [R2 + R · r + r2]
meridiana de um cone reto é um triângulo isósceles, 3
de altura h, com os lados iguais à geratriz e a base 2r. Sendo AB, área da base maior e Ab área da base
Quando essa secção meridiana é um triângulo equiláte- menor, R o raio da base maior, r o raio da base menor
ro, dizemos que o cone é equilátero (h = r√3 ou g = 2r). e G a geratriz do tronco do cone, temos:
Como a superfície lateral de um cone reto é equi-
AL = π · (R + r) · G
valente a um setor circular de raio g e comprimento
do arco 2πr, a área total é a soma da área lateral com AT = AL + AB + Ab = π · [R · (G + R) + r · (G + r)]
a área da base, sendo a área da base igual à área da
Da semelhança entre o cone original (cone maior)
circunferência (πr2): com o cone da secção transversal (cone menor) temos
as mesmas relações que já tínhamos notado para o
AB = π · r2 caso da pirâmide:
AL = π · r · g R H
=
AT = AL + AB = π · r · g + π · r = π · r (g+r)
2
r h

O volume do cone é um terço do produto da área ABmaior ALmaior ATmaior R2 H2


= = = =
da base pela medida da altura:
ABmenor ALmenor ATmenor r2 h2

1 1 A∆maior R3 H3
V= · AB · h = · π · r2 · h = =
80 3 3 A∆menor r3 h3
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Ex.: Num tronco de cone, os perímetros das bases são Esfera
16π cm e 8π cm e a geratriz G = 5cm, figura a seguir, os
valores da altura, da área lateral e do volume do tronco Considerando-se um ponto O e um segmento de
são: medida r, chama-se esfera de centro O e raio r o con-
junto dos pontos P do espaço, tais que a distância do
PB = 16π = 2π R → R = 8cm; segmento OP seja menor ou igual a r.
Pb = 8π = 2πr → r = 4cm; A esfera possui alguns elementos: o eixo, uma reta
que passa pelo centro da esfera; os polos que são as
G = 5cm; interseções da superfície da esfera com o eixo; equa-
dor, uma secção perpendicular ao eixo passando pelo
R H 8 H centro da superfície; paralelo, uma seção perpendi-
= → = → H = 2h;
cular ao eixo e paralela ao equador e o meridiano,
r h 4 h
uma seção cujo plano passa pelo eixo, como pode ser
k = (H – h) = 2h – h = h; observado na figura a seguir. Distância polar é a dis-
tância de um ponto do paralelo ao polo.
∆ABC
h2 + r2 = G2 → h2 = 25 – 16 = 9 Polo
h = 3cm;
Paralelo
H = 2h = 6cm;
AL = π(R+r) G = π(8 + 4) 5 = 60πcm2;
π · (H – h)
VTronco = · [R2 + R · r + r2]
3

π · (3)
= · [82 + 8 · 4 + 42] = 112πcm3
3
Equador
R=4 Meridiano

A Polo
O1
Esfera e seus elementos, polo, equador, paralelo e meridiano.

G=5 A área da superfície da esfera de raio r é igual a


(H-h=k) 4πr e o volume é quatro terços de πr3. O fuso esférico
é a interseção da superfície da esfera com um setor
diedral cuja aresta contém um diâmetro dessa super-
fície esférica, como podemos observar na Figura 57. A
área do fuso é 2r2α. Já a cunha esférica é dada por esta
C
O
mesma região do fuso esférico e vai até a região do
centro da esfera, ou seja, até o raio no eixo, formando
um volume que pode ser calculado com 2r3α/3.0

R=8

(a)

O1 r=4 A

Exemplo de Fuso e Cunha esférica, respectivamente, da esquerda


G=5 para direita.
k=(H-h)=h

h Assim, resumindo, temos as seguintes fórmulas


para esferas:

R-r=4 AEsfera = 4 · π · r2;


MATEMÁTICA

r=4
C
O B VEsfera = π · r3;

R=8 AFuso = 2 · r2 · α;
(b)
2 · r3 · α
Tronco do Cone de geratriz G = 5, R = 8, r = 4 e h = 3 (a) e triângulos VCunha =
retângulos formados dentro do tronco a partir da altura do tronco, 3
raios e geratriz (b).
81
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
VA = π r 2 h; ;h 2 r π = AV
Ex.: Seja uma superfície esférica com o compri-
x1y2z3 9be7630f9819aa975715d65c472d892521c0d3b51112f231e90384be28622c9b

1 1 1
mento da circunferência do círculo máximo igual a VB V
=B= ππrr2h;
2
h; ;h 2 r π = BV
26π cm, qual seria a área dessa superfície e qual o 3 3 3
volume?
Razão :
Razão: : oãzaR
O comprimento do círculo é: 2πr = 26π
2 → r = 13cm;
VA = π r h; V3 = 2AV V = 3V
AEsfera = 4πr2 = 4π(13)2 = 676πcm2;
1 VAVA π
B
πrr2h;h   33  2  hA2 r π B AV
==
AV 2 2 =π 2
3h·⋅  2 2  =
πrr2h;
=→ π =
⋅ h3r→ V
VB = π r 2 h; VBVB π rh;BhV
πr=  πhπrr2rh;hπ   r π A BV
VhB2 =
V 3 ;
= πr = π(13) = 2197πcm
3 3 3
3   3
33 3
Esfera

Razão :
Revise o conteúdo visto com as questões comenta-
das a seguir. 3VB
VVA == 3V
VA π r 2 h  3   A B

1. (VUNESP - 2016) Uma empresa= possui = π r h ⋅ 2  =


2
2 um reserva- =3
3→→  VAV
tório de água no formato deVum
B π r
prisma hreto de 
base π r h  VV ==
 B 3 3 B
A

quadrada com 2 m de lado e 4,5 m de altura,


3 conforme
mostra a figura. Resposta: Letra D.

3. (COTEC – 2020) Um silo foi construído em forma de


tronco de pirâmide, conforme a figura abaixo. Sua
altura é de 9 metros e suas bases são quadrados de
4,5 m
lados iguais a 4 metros e 3 metros, respectivamente.
Com base nessas informações, pode-se concluir que
a capacidade total desse silo é:

2m
2m

Esse reservatório está completamente cheio e essa


empresa gasta 750 litros de água por dia. Assim, essa
empresa poderá ser abastecida apenas com a água
contida nesse reservatório durante:

a) 24 dias.
b) 23 dias.
c) 22 dias.
d) 21 dias.
e) 20 dias.
a) 48m3.
Na figura temos um prisma regular de base quadra-
b) 64m3.
da, então a área da base é a área do quadrado e o
volume é dado por: c) 108m3.
Ab = a · a = 2 · 2 = 4m2; d) 111m3.
V = Ab · h = 4 · 4,5 = 18m3; e) 144m3.
Se:
1000l → 1m3 Seja o tronco de pirâmide com altura (H – h) = 9m,
750l → xm3 → x = 0,75m3 aresta da base menor igual a 3 e aresta da base
Então: maior igual a 4, temos que o volume do tronco da
1dia → 0,75m3 pirâmide é:
ydias → 18m3 → y = 24dias Resposta: Letra A.
(H – h)
Vtronco = [AB + √ABAb + Ab]
2. (VUNESP – 2019) Considere um cilindro A e um cone 3
B, de mesma altura e mesma base. A relação entre os
volumes VA e VB, do cilindro e do cone, respectivamen- (9)
te, é: Vtronco = [4 · 4 + √16 · 9 + 3 · 3] = 3[16 + √144 + 9]
3
a) VB=6VA. Vtronco = 3[16 + 12 + 9] = 3 · 37 = 111m3 Resposta:
b) VA=6VB. Letra D.
c) VB=3VA.
d) VA=3VB. 4. (CEBRASPE-CESPE - 2018) Um cilindro circular reto,
e) VB=2VA. cuja base tem diâmetro de 8 cm, foi cortado por um
plano inclinado em relação à base, dando origem ao
Como os sólidos têm a mesma altura (h) e a mesma
tronco de cone apresentado. A altura maior do tronco
base de raio (r) então:
de cone mede 20 cm e a menor, 16 cm. Nesse caso, o
82 VA = πr2h; volume do tronco de cone é igual a:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
REFERÊNCIAS

CRESPO, Antônio Arnot. Estatística Fácil. 17. ed.


São Paulo: Saraiva, 2002. 224 p.
DANTE, Luiz Roberto. Matemática: contexto e
aplicações. 3. ed. São Paulo: Ática, 2016. 3 v.
FERREIRA, Daniel Furtado. Estatística Básica.
Lavras: Editora UFLA, 2005.
IEZZI, Gelson et al. Fundamentos de Matemática
Elementar. 3. ed. São Paulo: Atual, 1977. 10 v.
IEZZI, Gelson et al. Matemática: ciência e aplica-
ções. 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. 3 v.
LEONARDO, Fabio Martins de et al. Conexões com
a) 256π cm3. a Matemática. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2016. 3
b) 288π cm3. v.
MORETTIN, Pedro Alberto; BUSSAB, Wilton O.
c) 320π cm3.
Estatística Básica. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2010.
d) 576π cm3.
540 p.
e) 1152π cm3. PAIVA, Manoel Rodrigues. Matemática. 2. ed. São
Paulo: Moderna, 2010. 3 v.
Conhecendo as geratrizes maior e menor e raio que SOUZA, Joamir Roberto de; GARCIA, Jacqueline
é metade do diâmetro temos o volume do tronco da Silva Ribeiro. #Contato Matemática. 1. ed. São
sendo: Paulo: FTD, 2016. 3 v.
g1 + g 2
E= , cilindro reto
g1 + g2
E 2 20 + 16 36
= = = 18
AL == 2 ⋅ π ⋅ r2⋅ E 2 2
GEOMETRIA ANALÍTICA NO
cilindro reto
π ⋅ r 2 ⋅ ( g1 + g 2 ) PLANO: RETAS, CIRCUNFERÊNCIA E
VtroncoV=troncoπ= ⋅πr· 2r2⋅·EE →
cilindro reto
VVtronco =
tronco
2 DISTÂNCIAS
π · r2 · (g1 + g2) PONTO
=
2
Plano Cartesiano

π · 42 · (20 + 16) Sejam dois eixos (retas) x e y perpendiculares em


Vtronco = = 8π · 36 = 288πcm3 relação ao ponto O, os quais determinam um plano
2
α. Chamamos esse plano α de plano cartesiano, sendo
o ponto O (0,0) a origem do sistema de coordenadas,
Resposta: Letra B.
sendo o eixo x (Ox) chamado de abscissa, o eixo y (Oy)
de ordenada e para o ponto P pertencente ao plano α,
5. (CESGRANRIO - 2018) Uma esfera maciça e homogê- ou seja, pertencente ao plano cartesiano, suas coorde-
nea é composta de um único material, e tem massa nadas são dadas pelos valores em x e y da projeção do
igual a 400 g. Outra esfera, também maciça e homogê- ponto aos eixos. Os eixos x e y ainda dividem o plano
nea, e de mesmo material, tem raio 50% maior do que cartesiano em quatro regiões, chamadas quadrantes.
o da primeira esfera. Assim, o valor mais próximo da Um ponto pertencente ao eixo x quando o y é nulo,
massa da esfera maior, em quilogramas, é igual a: e vice-versa, quando os valores de x=y ou x=-y, esse
ponto pertence à bissetriz dos quadrantes, ou seja, os
a) 0,6. pontos (2,2) e (-2,-2) são bissetrizes dos quadrantes
ímpares, e os pontos (-2,2) e (2,-2) são bissetrizes dos
b) 1,0.
quadrantes pares.
c) 1,3.
d) 1,5.
e) 1,7.

Conhecendo as geratrizes maior e menor e raio que


é metade do diâmetro temos o volume do tronco
sendo:
Raio 50% representa bna regra de três:
MATEMÁTICA

100% → r
150% → R → R = 1,5r
VEsfemenor = πr3
VEsfmaior = πR3 = π(1,5r)3 ≅ 3,3πr3
Como a diferença em volume da esfera menor para
maior é 3,3, então: Plano cartesiano (x,y) de origem O e ponto P.
400g = 0,4kg → 3,3 · 0,4 ≅ 1,3kg Resposta: Letra C.
83
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Distância entre Dois Pontos

Dados dois pontos A(x1,y1) e B(x2,y2), calculamos a


distância entre eles da seguinte forma:

d = √(x2 – x1)2 + (y2 – y1)2

Sejam os pontos A(3,5) e B(1-3) no plano cartesia-


no, qual seria a distância entre A e B?

dAB = √(x2 – x1)2 + (y2 – y1)2 = √(1 – 3)2 + (–3 – 5)2 =

= √(–2)2 + (–8)2 = √4+64 = √68 = 2√17


Plano cartesiano (x,y) de origem O e reta r.
Ponto Médio de um Segmento e Condições de
Alinhamento de Três Pontos A equação geral ainda pode ser reescrita na forma
reduzida:
Dados os pontos A(x1,y1) e B(x2,y2), o ponto médio

( ) ( )
de AB é dado por:
a c
b≠0→y= – x+ –
x1 + x2 y1 + y2 b b
xPM = e
2 2
a c
→ y = mx + q; m = – eq=–
b b
Assim, o ponto médio do segmento AB, A(3,5) e B(1-
3), anterior é:
Ex.: Sejam os pontos A(7/2,5/2) e B(-5/2,-7/2),a equa-
ção da reta definida por eles é:
3+1 4 5–3 2
xPM = e = 2 e yPM = = =1

( )
2 2 2 2
5 7 5 7
PM = (2,1) a = y1 – y2 = – – = + =6
2 2 2 2
Sejam três pontos A(x1,y1), B(x2,y2) e C(x3 ,y2). Dize-
mos que são colineares quando o determinante deles 5 7
b = x2 – x1 = – – = –6
é nulo: 2 2

x1
x2
y1
y2
1
1 = 0.
c = x1y2 – x2y1 =
7
2

( )( )

7
2
– –
5
2

5
2
=

x3 y3 1
49 25 24
=– + =– = –6
Ex.: Assim, mostre que os pontos A(1,3), B(2,5) e 4 4 4
C(49,100) não são colineares!
ax + by + c = 0 → 6x – 6x – 6 = 0 ⟺ x – y – 1 = 0

x1 y1 1 1 3 1 Na forma reduzida temos:


x2 y2 1 =0→ 2 5 1 =0
x3 y3 1 49 100 1 a 6 c –6
b≠ 0 → m = – =– = 1;q = – =– = –1
1 ∙ 5 ∙ 1+3 ∙ 1 ∙ 49+1 ∙ 2 ∙ 100 –1 ∙ 5 ∙ 49 – 3 ∙ 2 ∙ 1–1 ∙ 1 ∙ 100 = b –6 b –6
= 5+147+200 – 245 – 6 – 100=352 – 351=1≠0 y = mx + q → y = x – 1

RETA Temos ainda a equação da reta passando por um


ponto P(x0,y0):
Equações Geral e Reduzida
(y – y0) = m(x – x0)
Sejam três pontos, A(x1,y1), B(x2,y2) e C(x,y), colinea-
res em uma reta (r), onde os pontos A e B são pontos
Interseção de Retas
fixos em r, ou seja, conhecidos no plano cartesiano e o
ponto C, um ponto qualquer que pode percorrer a reta
r. A equação geral da reta é dada por: Um ponto P(x0,y0) de interseção de duas retas (r e
s) deve satisfazer as equações de ambas. Assim, resol-
a = y1 – y2, b = x2 – x1 e c = x1y2 – x2y1 vendo o sistema de equações (S) das retas encontra-se
84 ax + by + c = 0 o ponto comum às retas.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
S
{ r : a1x+b1y+c1 = 0
s : a2x+b2y+c2 = 0 { r : a1x+b1y+c1 = 0 → y = m1x+q1
s : a2x+b2y+c2 = 0 → y = m2x+q2

Ex.: Sejam duas retas: Então, a relação dos coeficientes angulares das
equações das retas para que elas sejam perpendicu-
r : x+2y – 3 = 0 e s: 2x+3y – 5 = 0 lares é:

Então o ponto P(x0,y0) de interseção entre elas é: r ⟘ s ⟺m1 ∙ m2 = –1

{
Se a reta r:y=x+2 é perpendicular à reta s, e saben-
r : x+2y – 3=0 do que a reta s passa pelo ponto (3,2), qual seria a
S
s : 2x+3y – 5=0 equação da reta s?

{
r : x= – 2y+3 [I] r : y = x+2 → m1=1
[I]
s : 2x + 3y – 5= 0 → 2( – 2y + 3) + 3y – 5 = 0 → – 4y + 6 s : y = m2x+q2
+ 3 y – 5 = 0 → -y + 1 = 0 → y = 1 [II]
E para serem perpendiculares precisamos satisfa-
[II]
x= – 2y + 3y →x = – 2(1) + 3 → x = – 2 + 3 → x = 1 zer a equação:

r ⟘ s ⟺ m1 ∙ m2 = –1 → 1 ∙ m2 = –1 → m2 = –1
P(x0,y0)=(1,1)
Da equação da reta quando se conhece um ponto
Paralelismo e Perpendicularidade
temos:
Sejam duas retas (r e s). Para que elas sejam para-
(y – y0) = m2(x – x0)
lelas e distintas, não devem ter nenhum ponto em
comum, ou seja, a solução do sistema (S) não tem solu- (y – 2) = –1(x – 3)
ção. Para isso temos que a relação entre os coeficien-
tes das equações são: y – 2= – x+3
x+y – 5=0

S
{ r : a1x+b1y+c1 = 0
s : a2x+b2y+c2 = 0
Importante!
Quando duas retas são paralelas os coeficientes
angulares das retas são iguais, ou seja, se r e s
são paralelas então r // s ⟺ m1 = m2.
Por exemplo, as retas r e s são paralelas:

{
Ângulo entre Duas Retas
r : x+2y+3=0
S
s : 3x+6y+1 = 0 Chamamos de coeficiente angular ou declive de
uma reta r, não perpendicular ao eixo das abscissas
a1 b1 c1 1 2 3 (eixo x), o número real m dado por:
= ≠ → = ≠
a2 b2 c2 3 6 1
m = tgα
Dica
Para a reta r:x+2y+3=0 podemos encontrar y2 – y1
A(x1, y1); B(x2, y2) → m =
a equação das retas paralelas a r, bastando x2 – x1
que os coeficientes a e b das retas paralelas
a b a
sejam proporcionais a 1 e 2, ou seja, = . r : ax + by + c = 0 → m= –
1 2 b
Assim, a reta t:2x+4y+2=0 também é uma reta
paralela a r. Sendo α o ângulo da reta r com o eixo x, na leitura
anti-horário.
MATEMÁTICA

Duas retas r e s são ditas perpendiculares se e Se o ângulo é agudo (0º<α<90º) então m é positi-
somente se elas formarem entre si um ângulo reto, vo, se é obtuso (90º<α<180º) então m é negativo, se for
mas pode-se também determinar essa perpendicula- nulo então m também é nulo e se for reto então não
ridade relacionando o coeficiente angular das retas. se define m.
Assim, se as equações das retas são dadas por: Quando duas retas r e s são concorrentes, pode-
mos determinar o ângulo formado entre elas:

85
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
{ r : a1x+b1y+c1 = 0 → y = m1x+q1
s : a2x+b2y+c2 = 0 → y = m2x+q2
{ r : a1x+b1y+c1 = 0
s : a2x+b2y+c2 = 0

a1x+b1y+c1 a2x+b2y+c2
m2 – m1 ± =0
tgθ = √a +b 1
2
1
2
√a22+b22
1 + m1 ∙ m2

Ex.: Sejam as retas r:3x+3y-1=0 e s:2x-2y+1=0 as


Dadas duas retas r e s, o ângulo formado por elas é: equações das retas bissetrizes t1 e t2 são:

{
a1 3 3x+3y –1 2x – 2y+1 3x+3y –1 2x – 2y+1
r : 3x – y + 5 = 0 → m1 = – =– =3 ± =0→ ± =0
b1 –1 √3 +3
2 2
√2 +(–2)
2 2
√18 √8
a2 2
s : 2x + y + 3 = 0 → m2 = – =– = –2
b2 1 3x+3y –1 2x – 2y+1
→ ± =0
3√2 2√2
m2 – m1 → tgθ 3 – (–2)
tgθ = →tgθ=
1+m1 ∙ m2 = 1 + (–2) ∙ 3 3x+3y –1 2x – 2y+1
– =0→
5 π 3√2 2√2
= =1⇒θ= t1 :
–5 4 (6x+6y – 2) – (6x – 6y+3)
= 0 → 12y – 5 = 0
6√2
Distância entre Ponto e Reta e Distância entre Duas
Retas 3x+3y – 1 2x – 2y+1
+ =0→
3√2 2√2
Seja uma reta r:ax+by+c=0 e um ponto P(x0,y0) no t2 :
plano cartesiano, a distância entre a reta r e o ponto (6x+6y – 2) + (6x – 6y+3)
= 0 → 12x+1 = 0
P é: 6√2

ax0+by0+c Área de um Triângulo e inequações do primeiro grau


dP,r =
√a +b
2 2 com duas variáveis

Seja um triângulo cujos vértices são A(x1,y1), B(x2,y2)


Ex.: Seja o ponto P(-3,-1) e a reta r:3x-4y+8, a distân-
e C(x3,y3) como a área do triângulo é base vezes altura
cia entre o ponto e a reta é:
dividido por 2, então para nosso triângulo no plano
cartesiano temos:
ax0+by0+c
dP,r =
√a2+b2 1
Aδ = ∙ BC ∙ AH
2
3 ∙ (–3) – 4 ∙ (–1)+8 –9+4+8 3 3 3
→ dP,r= = = = = BC = √(x2 – x3)2 + (y2 – y3)2
√(3) +(– 4)
2 2
√9+16 √25 5 5
x1 y1 1
Sejam as retas paralelas r e s no plano cartesiano, a x2 y2 1
distância entre as retas é a mesma que a distância da
reta r a um ponto da reta s. Então seja P(x0,y0) perten- x3 y3 1
AH = dA,BC =
cente a reta s, a distância de P(x0,y0) até r é: √(x2 – x3)2+(y2 – y3)2

{ r : ax+by+c1 = 0
s : ax+by+c2 = 0 P(x0,y0)∈s
→ ax0+by0= –c2
Aδ =
1 x1 y1 1
∙ x y 1
ax0+by0 – c2 c1 – c2 2 2 2

dr,s= = x3 y3 1
√a2+b2 √a2+b2

Bissetrizes do Ângulo entre Duas Retas

Sejam as retas r e s no plano cartesiano, tais que


essas retas determinem dois ângulos opostos pelo vér-
tice, assim, as bissetrizes que dividem esses ângulos
são dada por:

86
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
z Se a reta contiver a origem O, significa que o c=0,
então os passos 2 e 3 não são válidos, daí o passo
2 deve ser um ponto P qualquer fora da reta e a
assim, atribuir o sinal dos planos.

Ex.: Seja a inequação x - y+1>0, a solução dela está


em qual plano?

{
a 1
1) E=0 → r: x – y+1=0 → m = – =– =1
b –1
2) E(0) = c=1>0 →E>0 em rα
3) E< 0 em r β

Como coeficiente angular m>0 reta crescente, pas-


sando pelos pontos (0,1) e (-1,0).

Ex.: Seja o triângulo no plano cartesiano formado


pelos pontos A(a,a+3), B(a-1,a) e C(a+1,a+1), a área
desse triângulo é:

x1 y1 1 a a+3 1
1 1
Aδ = ∙ x2 y2 1 = ∙ a–1 a 1
2 2
x3 y3 1 a+1 a+1 1

1
Aδ = ∙ a2+(a+3)(a+1)+(a – 1)(a+1) – a(a+1) – a(a+1)
2

– (a – 1)(a+3)

1 CIRCUNFERÊNCIA
Aδ = ∙ a2+a2+a+3a+3+a2+a – a – 1 – a2 – a – a2 – a
2
Equações Geral e Reduzida

Seja uma circunferência (λ) de centro C(a,b) e raio


– a2 – 3a+a+3 (r) e um ponto P(x,y) pertencente a ela tem-se a equa-
ção reduzida da circunferência dada por:
1 1 5
Aδ = ∙ 3 – 1+3 = ∙5=
2 2 2 (x – a)2+(y – b)2=r2

Se, dados três pontos do tipo P(x0,y0) na circunfe-


O estudo do sinal de uma função do primeiro grau rência, podemos encontrar a equação reduzida dela
é usado para definir a região no gráfico que admite resolvendo o sistema de três equações e três incóg-
solução para inequações do primeiro grau a duas nitas, a partir da substituição dos pontos na equação
incógnitas, pois só admite solução gráfica. Logo a abaixo:
regra para estudo do sinal e definição da região de
solução da inequação é a seguinte, dado a função de (a–x0)2+(b – y0)2=r2
duas variáveis E(x,y)=ax+by+c:
MATEMÁTICA

Desenvolvendo essa equação reduzida chegamos


z Primeiro definimos os pontos que anulam o tri- na equação geral da circunferência:
nômio E(x,y), ou seja, pontos da equação da reta
ax+by+c=0; x2+y2 – 2ax – 2by+(a2+b2 – r2)=0
z Segundo definimos o sinal de E na origem O(0,0),
ou seja, E(0)=a∙0+b∙0+c=c, assim concluímos que o Ex.: Na equação da circunferência abaixo, encon-
sinal de E é o mesmo de c; tre o centro e o raio:
z Terceiro atribuímos a E nos pontos do semiplano
opostos ao sinal anterior, ou seja, contrário de c; 2x2+2y2 – 4x –6y – 3=0 87
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
{
Dividindo por 2 teremos os termos quadrados
r : Ax + By + C = 0
iguais a unidade: S
λ : (x – a)2 + (y – b)2 = r2

3 Sendo que, a solução desse sistema resulta em uma


X2+y2 – 2x – 3y – =0

{
2 equação do segundo grau, então para diferentes valo-
res possíveis de Δ determinamos as posições relativas
da reta à circunferência:
– 2a = – 2 → a = 1;

( ) 3 z Se Δ>0, temos duas raízes reais, ou seja, dois pon-


→C 1, tos de solução, assim a reta é secante à circunfe-
3 2
– 2b = – 3 → b = ; rência, ou ainda, quando a distância do centro à
2 reta é menor que o raio;
z Se Δ=0, temos uma única raiz real, ou seja, um úni-

()
2 co ponto, assim a reta é tangente à circunferência,
3 3 3
(a2+b2 – r2) = – → 12 + – r2 = – ou ainda, quando a distância do centro à reta é
2 2 2 igual ao raio;
z Se Δ<0, não temos raiz real, ou seja, a solução não
9 3 19 √19 tem ponto comum entre reta e circunferência,
1+ – r2 = – → r2 = →r= assim a reta é exterior à circunferência, ou ainda,
4 2 4 2 quando a distância do centro à reta é maior que
ao raio.
Posições Relativas Entre Ponto e Circunferência

Seja um ponto P(x0,y0) e uma circunferência de cen-


tro C(a,b) e raio (r) dada pela equação λ: (x-a)2+(y-b)2=-
r2, a posição de P depende de três situações, são elas:
ponto P exterior à circunferência, ponto P na circun-
ferência e ponto P interior à circunferência. Assim
temos, respectivamente, o seguinte:

{
PC > r → (x0 – a)2 + (y0 – b)2 – r2 > 0
PC = r → (x0 – a)2 + (y0 – b)2 – r2 = 0
PC < r → (x0 – a)2 + (y0 – b)2 – r2 < 0

Seja a circunferência λ: x2 + y2 + 2x + 2y - 2 = 0, o
ponto P(-4, -5) está em qual posição em relação à
circunferência?
Primeiro determinamos o centro e o raio da
circunferência:
Circunferência de centro C raio (r) com exemplos de retas: secante
x2 + y2 + 2x + 2y – 2 = 0 (r), tangente (s) e exterior (t).

{ –2a = 2 → a = –1;
–2b = 2 → b = –1;
→ C (–1, –1)
Ex.: Sendo a reta dada por r:3x+2y+17=0 e a circun-
ferência λ:x2+y2+6x+8y+12=0, qual a posição relativa
entre elas e suas interseções?
a +b – r2 = –2 → 1+1 – r2 = –2 → r2 = 4 →r = 2
2 2

Depois substituímos o ponto na equação da circun-


ferência e vemos a posição relativa:
S
{ r : 3x+2y+17 = 0
λ : x2+y2+6x+8y+12 = 0

Isolando x na equação da reta e substituindo na

{
P(–4, –5) → (x0 – a)2 + (y0 – b)2 – r² → (–4 – 1) + (–5 – 1)2
equação da circunferência temos:
– 22 = 25+36 – 4 = 57>0

Logo, o ponto é exterior à circunferência pois a dis- 17 2


r : 3x+2y+17 = 0 → x = – – y(I)
tância do ponto ao centro é PC>r. 3 3

( )
Reta e circunferência e duas circunferências 17 2
2
S λ : x +y +6x+8y+12 = 0
2 2
→ –
(I)
– y +y2+6
Seja uma reta r:Ax+By+C=0 e uma circunferên- 3 3

( )
cia de centro C(a,b) e raio (r) dada pela equação λ: 17 2
(x-a)2+(y-b)2=r2, a interseção da reta com a circunfe- – – y +8y+12=0
3 3
rência é o P(x,y) que pertença ao mesmo tempo a reta
r e à circunferência. Logo para achar essa interseção
88 basta ver as soluções do sistema: 13y2+104y+91=0 → Δ=(104)2 – 4(13)(91)=6084 → Δ>0
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Como Δ>0, então temos duas raízes reais, ou seja,
dois pontos de solução, assim a reta é secante à cir-
cunferência. Para determinar os pontos de interseção
basta achar as raízes:

13y2 + 104y + 91 = 0 → Δ = 6084

– b – √Δ –104 – 78
y1= = = –7 (a) (b)
2a 2 ∙ 13
– b + √Δ –104 + 78
y2= = = –1
2a 2 ∙ 13

Com os valores do eixo y para o ponto P de interse-


ção encontramos os respectivos valores para o eixo x:

17 2
y1 = –7 → x1 = – – ∙ (–7) = –1
3 3
(c) (d)
17 2
y2 = –1 → x2 = – – ∙ (–1) = –5
3 3

Logo, os pontos de interseção da reta secante com


a circunferência são:

P1(–1, –7)

P2(–5, –1) (e) (f)

Da mesma forma podemos encontrar a interseção Posições relativas entre duas circunferências de centro C1 e C2,
entre duas circunferências, bastando encontrar o (a) exteriores; (b) tangentes exteriores; (c) tangente interiores; (d)
ponto P(x,y) que pertença ao mesmo tempo às duas secantes; (e) interior com menor raio e (f) concêntricas.
circunferências, ou seja, a solução do sistema:
Ex.: Dada duas circunferências, qual a posição

{
relativa entre elas?
λ1 : (x – a1)2+(y – b1)2 = r12
S

{
λ2 : (x – a2)2+(y – b2)2 = r22
λ1 : x2 + y2 = 36
S
E a partir da comparação entre a distância entre os λ2 : x2 + y2 – 6x – 8y+21=0
centros das circunferências e a soma dos raios pode-
Primeiro definimos o centro e o raio de cada uma
mos ter seis posições relativas entre elas. Então seja a
delas:
distância entre os centros C1 e C2:
λ1 : x2 + y2 – 36 = 0
d = C1C2 = √(a1 – a2)2 + (b1 – b2)2

z Circunferências exteriores, a distância entre os


centros é maior que a soma dos raios, d>r1+r2;
λ1
{ –2a1 = 0 → a1 = 0;
–2b1 = 0 → b1 = 0;
→ C1(0, 0)

a12+b12 – r12 = –36 → 0+0 – r12 = –36 → r1 = 6


z Circunferências tangentes exteriormente, a dis-
tância entre os centros é igual à soma dos raios, λ2 : x2 + y2 –6x – 8y + 21 = 0

{
d=r1+r2;
z Circunferências tangentes interiores, a distância –2a2 = –6 → a2 = 3;
λ2 → C2(3, 4)
entre os centros é igual ao módulo da diferença –2b2 = –8 → b2 = 4;
dos raios, d=|r1 – r2|; a22+b22 – r22 = 21 → 9+16 – r22 = 21 → r2 = 2
MATEMÁTICA

z Circunferências secantes, a distância entre os cen-


tros está entre o módulo da diferença dos raios e a Agora calculamos a distância entre os centros e
soma dos raios, |r1 – r2|<d<r1+r2; comparamos com a soma ou diferença entre os raios:
z Circunferências de menor raio e interior à outra,
a distância entre os centros está entre zero e o d = C1C2 = √(a1 – a2)2 + (b1 – b2)2 = √(0 – 3)2 + (0 – 4)2
módulo da diferença dos raios, 0≤d<|r1 – r2|;
= √9+16 = √25 = 5;
z Circunferências concêntricas, a distância entre os
centros é zero, d = 0. r1 + r2 = 6 + 2 =8; 89
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
|r1 – r2| = |6 – 2| = 4;
a – x0
4 < 5 < 8 → |r1 – r2| < d < r1+r2 → secantes. y – y0 = (x – x0)
y0 – b
;
Logo, as circunferências são secantes, com dois
pontos de intersecção. z Quando o ponto está externo à circunferência:

Problemas de Tangência ma – b+(y0 – mx0)


= r, y – y0 = mi(x – x0);
Quando o intuito é encontrar as equações das √m2 + 1
retas tangentes à circunferência, usamos a definição
de reta tangente, que diz que existe um único ponto
Ex.: Seja a circunferência λ:x2+y2-4x-5=0 e com pon-
de interseção entre a reta e a circunferência, e a dis-
to P(-1,7) de interseção da reta tangente e a circunfe-
tância entre o centro da circunferência a esse ponto
rência, a equação da reta tangente é dada por:
da reta é exatamente o valor do raio. Outro conceito
Primeiro definimos o centro e o raio da circunfe-
que irá nos ajudar é o de feixes de retas paralelas, em
rência λ:
que a cada equação de reta dada por Ax+By+C=0, para
que as retas sejam paralelas entre si, os valores de A e
λ : x2+y2 – 4x – 5=0
B para todas as retas são iguais ou proporcionais, e o
valor de C irá mudar em cada reta, ou seja, para cada
valor de C nos números reais, temos novas retas que
serão paralelas à reta original.
Assim, conhecendo uma reta paralela às retas tan-
λ
{ –2a = –4 → a = 2;
–2b = 0 → b = 0;
→ C(2, 0)

gentes, o centro e o raio da circunferência, podemos


a2 + b2 – r2 = –5 → (2)2 + 02 – r2 = –5 → r = 3
determinar as equações das retas tangentes. Para isso,
igualamos a distância do centro à reta paralela ao
A distância entre o centro e o ponto é:
valor do raio e, assim, definimos quais os valores do
coeficiente C para cada uma delas.
Ex.: Então, seja uma reta r:5x+2y+7=0 a circunfe- dcp= √(a – x0)2+(b – y0)2 = √(2 – (–1))2+(0 – 7)2
rência λ:x2+y2+4x-10y+4=0, quais são as equações das
retas tangentes (t) a circunferência e que sejam para- = √9+49 = √58;
lelas a reta r?
Primeiro definimos qual o centro e o raio da Se a distância do centro ao ponto é maior que o
circunferência: raio, temos que o ponto está fora da circunferência.

λ : x2+y2+4x – 10y+4=0 ma – b +(y0 – mx0)


=r

{ –2a = 4 → a = –2; √m2+1


λ → C(–2, 5)
–2b = –10 → b = 5;
m ∙ 2 – 0 +(7 – m ∙ (–1))
a2+b2 – r2 =4 → (–2)2+52 – r2 = 4 → r=5 =3
√m2+1
Agora igualamos ao raio a distância do centro C à
reta t paralela à reta r dada: 3m +7
=3
√m2+1
ti || s: Ax+By+C=0 → 5x+2y+C=0

Ax+By+C 5(–2)+2(5)+C 20
dCt = r → =5→ =5 m=–
√A +B
2 2
√(5) +(2)
2 2 21

y – y0 = mi (x – x0)
–10+10+C
→ =5
√25+4 20
y–7=– (x – (–1))
21
C
=5 → |C|=5√29 → C1 = 5√29 e C2 = –5√29
√29 20
y–7=– (x+1)
t1 : 5x+2y+5√29 = 0 e t2 : 5x+2y – 5√29 = 0 21
t1: 20x+21y – 127 = 0
Nos casos em que não se conhece a reta paralela à
reta tangente, mas se conhece um ponto P(x0,y0) que Assim, além dessa reta tangente podemos cons-
é a interseção entre a reta tangente e a circunferên- truir o gráfico com a circunferência, os pontos e as
cia de centro C(a,b), podemos achar a equação da reta retas tangentes para visualizarmos mais facilmente
tangente por: qual seria a segunda reta tangente, visto que da solu-
ção de m tivemos apenas um valor, e pelo ponto P ser
z Quando o ponto é interior à circunferência não externo sabemos que existe mais uma reta tangente
existe reta tangente; além da encontrada. Logo, a outra reta tangente é a t2:
90 z Quando o ponto pertence à circunferência: x = –1 ou x+1 = 0.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
P
7
t2 t1
6
5
4
3
2 c
1
c
11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
-1
-2
-3
-4
-5
-6
-7

Circunferência de centro C(2,0) e raio 3, com ponto P(-1,7) exterior a circunferência com suas retas tangentes t1 e t2.

Equações e Inequações do Segundo Grau com Duas Variáveis

Uma inequação envolvendo uma circunferência admitem infinitas soluções que podem ser representadas
num sistema de eixos coordenados por uma região limitada pela circunferência. Alguns exemplos de regiões
soluções:
Região que contém os pontos A(x,y) fora da circunferência, incluindo a circunferência: (x – a)2+(y – b)2 – r2≥0 ou
excluindo a circunferência (x – a)2+(y – b)2 – r2>0. Observe a figura “a” a seguir, quando for sinal sem igualdade usar o
contorno da circunferência pontilhada;
Região que contém os pontos A(x,y) dentro da circunferência, incluindo a circunferência: (x – a)2+(y – b)2 – r2 ≤ 0 ou
excluindo a circunferência (x – a)2+(y – b)2 – r2<0.

20

15

C
10
Raio

-1 0 5 10 15

(a)

20

15
A

C
10
Raio

-1 0 5 10 15
MATEMÁTICA

(b)

Inequações com circunferência de centro C e raio r, com ponto A(x,y), (a) região exterior e (b) região interior, inclusos a circunferência.

91
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Ex.: Seja o sistema de inequações circulares: Assim, o conjunto solução para que ocorram as
duas inequações simultaneamente é o sistema circu-

{
lar formando uma coroa, conforme segue na próxima
λ1 : x2 + y2 ≤ 25 figura:
S
λ2 : x2 + y2 ≥ 4

A solução desse sistema pode ser dada via solução 6


gráfica como mostrado anteriormente. Assim, para
cada uma das inequações temos:
4
λ1 : x2 + y2 ≤ 25

{
2
–2a = 0 → a = 0
→ C (0, 0)
–2b = 0 → b = 0 C
-6 -4 -2 0 2 4 6
a2 + b2 – r2 = –25 → 0+0 – r2 = –25 → r = 5
-2
Então para a primeira circunferência temos o cen-
tro na origem e o raio igual a cinco, figura a seguir:
-4
(x – a)2 + (y – b)2 – r2 ≤ 0 → (x – 0)2+(y – 0)2 – 52 ≤ 0 → x2
+ y2 – 25≤0
-6
10

5 Solução simultânea das inequações com circunferência de


mesmo centro C(0,0) e raio 5 e 2, com solução na coroa entre as
circunferências.
C

-10 -5 0 5 10

TRIGONOMETRIA
-5

RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS, FUNÇÕES,


FÓRMULAS DE TRANSFORMAÇÕES
-10 TRIGONOMÉTRICAS, EQUAÇÕES E TRIÂNGULOS

Inequações com circunferência de centro C(0,0) e raio 5, com Consideremos um triângulo retângulo ABC, reto
solução interior à circunferência. em A. Os outros dois ângulos B e C são agudos e com-
plementares, isto é, B + C = 90º.
λ1 : x2+y2 ≥ 4 Para ângulos agudos, temos por definição:

{ –2a = 0 → a = 0
–2b = 0 → b = 0
→ C (0, 0)
C

a2+b2 – r2 = –4 → 0+0 – r2 = –4 → r = 2

Então para segunda circunferência temos o cen-


b
tro na origem e o raio igual a dois, como na figura a a
seguir:

(x – a)2 + (y – b)2 – r2 ≤ 0 → (x – 0)2 + (y – 0)2 – 22 ≥ 0 →


x2 + y2 – 4 ≥ 0
A c B
3
Figura 1. Triângulo Retângulo ABC
2

1
C cateto oposto a B B
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4
sen B = =
hipotenusa A
-1

-2
cateto oposto a C C
-3 sen C = =
hipotenusa A

Inequações com circunferência de centro C(0,0) e raio 2, com


solução exterior à circunferência.
92
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Descartamos o valor negativo, pois estamos tratan-
cateto adjacente a B C do de medida e não existe medida negativa.
cos B = =
hipotenusa A
cateto oposto a B 3
� sen B = =
cateto adjacente a C B hipotenusa 5
cos C = =
hipotenusa A
cateto adjacente a B 4
B
� cos B = =
cateto oposto a B 5
tg B = = hipotenusa
cateto adjacente a B C

cateto oposto a B 3
cateto oposto a C C � tg B = =
tg C = = cateto adjacente a B 4
cateto adjacente a C B

Observações: cateto oposto a C 4


� sen C = =
hipotenusa 5
z Os senos e cossenos de ângulos agudos são núme-
ros compreendidos entre 0 e 1, pois a medida
do cateto é sempre menor do que a medida da
cateto adjacente a c 3
hipotenusa;
� cos C = =
z O seno de um ângulo é igual ao cosseno do seu 5
hipotenusa
complemento e reciprocamente:

sen x = cos (90º – x) e cosx = sen (90º – x) 4


cateto oposto a C
� tg C = =
z No triângulo retângulo vale o Teorema de Pitágo- cateto adjacente a C 3
ras: a2 = b2 + c2
ARCOS NOTÁVEIS
Exemplo: No triângulo retângulo a seguir, determine:
Seno, Cosseno e Tangente de 45º
C
C

45°
3
L L√2

45°
A 4 B
A L B
Figura 2. Triângulo Retângulo ABC, com catetos 3 e 4
Figura 3. Triângulo Retângulo ABC, com catetos L e hipotenusa L√2
z A hipotenusa BC
z Sen B Em um triângulo retângulo isósceles qualquer, se
z Cos B for a medida de cada cateto, então, L √2 será a medida
z Tg B da hipotenusa, pois:
z Sen C
z Cos C (BC)2 = l2 + l2
z Tg C (BC)2 = l2 . l2

Para encontrar a hipotenusa, vamos aplicar o Teo- BC = l √2


rema de Pitágoras:
MATEMÁTICA

Neste contexto:
z a =b +c
2 2 2

a2 = 32 + 42 AC l 1
a2 = 9 + 16 sen B̂ = → sen 45° = → sen 45° = →
a2 = 25 BC l√2 √2

a = ± 25
a=±5
a=5
93
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
(AC)² = (AM)² + (MC)²
l² = b l + (MC)²
√2 2
l
→sen 45° =
2 2
2
(MC)² = l² - l
4
√2 2
4 l
(MC)² = l 2 -
Portanto: sen 45º = 4 4
2
(MC)² = l 3 2
4

AB l 1 l 3
MC =
cos B̂ = → cos 45° = → cos 45° = → 2
BC l√2 √2
Desta maneira, temos:
√2
→ cos 45° =
2
MC l√3 1
l 3 . →
sen  = → sen 60° = → sen 60° =
AC 2 2 1
l
√2
Portanto: cos 45º = √3
2
→ sen 60° =
2

AC l
tg B̂ = → tg 45° = → tg 45° = 1
AB l √3
Portanto: sen 60º =
Portanto: tg 45º = 1 2

Seno, Cosseno e Tangente de 60º

C AM l l 1
. →
cos  = → cos 60° = 2 → cos 60° =
AC l 2 l

1
L L → cos 60° =
2
(L√3)/2
1
Portanto: cos 60º =
2

60° 60°
l 3 l√3 2
MC .
A L/2 M L/2 B tg  = → tg 60° = 2 → tg 60° = →
AM l 2 l
C 2

→ tg 60° =√3
30°
Portanto: tg 60º = √3
L
(L√3)/2 Seno, Cosseno e Tangente de 30º

No triângulo retângulo AMC do item anterior,


temos:
60°

M L/2 A AM l l 1
sen Ĉ = → sen 30° = 2 → sen 30° = . →
Figura 4. Triângulo Equilátero ABC, com lados L AC l 2 l
Em um triângulo equilátero qualquer, se l for a
l 3
medida de cada um dos lados, então, será a
2
94 medida da altura, pois:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
1
→ sen 30° =
2

1
Portanto: sen 30º =
2

MC l 3 l√3 1 30°
cos Ĉ = → cos 30° = . →
2 → cos 30° =
AC 2 l
l 30m

√3
→ cos 30° =
2 Figura 5. Triângulo Retângulo formado com a árvore

Pelo triângulo retângulo formado na figura, pode-


3 mos perceber facilmente que a altura da árvore seria
Portanto: cos 30º =
2 o cateto oposto ao ângulo de 30º formado no solo.
Como a distância no solo é de 30m, temos duas infor-
l mações importantes, o cateto oposto ao ângulo de 30º
AM 2 l 2 que podemos chamar de h (altura da árvore) e o cate-
tg Ĉ = → tg 30° =
3 → tg 30° =
→ to adjacente ao ângulo de 30º (distância no solo), para
MC l
2 l√3 encontrar a altura usaremos a tangente de 30º:
2

1 √3 cateto oposto h √3
→ tg 30° = → tg 30° = tg 30° = → tg 30°= → =
√3 3 cateto adjacente 30 3

H 30. √3
3 = →h = 10 √3 = 10.1,7
Portanto: tg 30º = 30 3
3

Observações: Note que: Resposta: Letra B.


x1y2z3 9be7630f9819aa975715d65c472d892521c0d3b51112f231e90384be28622c9b
sen 30º = cos 60º = , cos 30º = sen 60º = , sen 45º =
2 Exemplo: Determinar o valor de x, na figura abaixo:
cos 45º =
2
D
Podemos construir a seguinte tabela:

ARCO 30º 45º 60º x

1 2 3
Seno C
2 2 2

3 2 1
Cosseno 45°
2 2 2 30°
A 60 B
Tangente 3 1 3
3 Figura 6. Triângulo Retângulo BAD

Exemplo: Na figura abaixo, uma árvore é vista sob Pelo triângulo ABC, temos:
um ângulo de 30°, a uma distância de 30m de sua base.
Considerando , a altura da árvore, em metros, é igual a: CB √3 CB 60· √3
tg 30° = = = = CB → CB = 20 · √3
a) 35 60 3 60 3
b) 17
MATEMÁTICA

c) 14 Logo, podemos concluir que a medida de:


d) 28
BD = 20 · 3 +x
e) 30
Pelo triângulo ABD, temos:

95
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
^ 20· 3 + xh
C
BD
tg 45° = =1= → 20 · 3 + x = 60 →
60
60

→ x = 60 - 20 · √3 →x = 20 · (3 - 3)

Portanto, x = 20 · (3 - 3) a
b
IDENTIDADES TRIGONOMÉTRICAS FUNDAMENTAIS

Teorema Fundamental da Trigonometria

sen2 x + cos2 x = 1 A
B c
Em um triângulo retângulo de catetos b e c e hipo-
tenusa a temos, de acordo com o teorema de Pitágo-
Figura 8. Triângulo Retângulo ABC, com catetos b e c e hipotenusa a
ras: a2 = b2 + c2.
b
C b a senx
tgx = c = c = cos x,
a

sen x
Portanto: tg x = cos x

sen x
a z Relação Fundamental: cotg (x) = cos x
b
A cotangente de um ângulo agudo x é, por defini-
ção, o inverso da tangente. É representada com o sím-
bolo: cotg (x). Assim sendo, temos:

A 1
1 = 1 cos x = cos x
c cotg (x) = = sen x · sen x sen x
B tg (x) cos x

Figura 7. Triângulo Retângulo ABC, com catetos b e c e hipotenusa a cos x


Portanto: cotg (x) = sen x
Assim sendo, se x for a medida do ângulo agudo
B, então: 1
z Relação Fundamental: sec x = cos x

bbl +b l =
2 2
c
(sen x)² + (cos x)² = sen²x + cos²x = A secante de um ângulo agudo x é, por definição,
a a
o inverso do cosseno. É representada com o símbolo
b2 c2 b 2 + c2 a 2 secx.
= +
a2 aa = a2
= 2 =1
a 1
Portanto: sec x = cos x

Portanto: sen2 x + cos2 x = 1 1


z Relação Fundamental: cossec (x) = senx
Observações:
A cossecante de um ângulo agudo x é, por defini-
z sen2 x = (sem x)2 ção, o inverso do seno. É representada com o símbolo
z sen2 x = 1 – cos2 x cossec (x).
z cos2 x = (cosx)2 1
Portanto: cossec (x) = senx
z cos2 x = 1 – sen2 x

Vejamos agora as relações fundamentais da trigonometria: z Relação Fundamental: sec2 x = 1 + tg2 x

sen x Dividindo ambos os membros do Teorema Funda-


z Relação Fundamental: tg x = cos x
mental da Trigonometria (sen2 x + cos2 x = 1), por cos2
x, temos:
Em um triângulo retângulo de catetos b e c e hipo-
tenusa a, se x for a medida do ângulo agudo B, então: sen²x + cos² = 1

sen2 x + cos2 x 1
=
cos2 x cos2 x

96
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
sen2 x cos2 x 3 2
+ sen²x + cos²x = 1 → b 5 l + cos2 x = 1 → 9 + cos2 x = 1
cos2 x cos2 x 25

tg² x +1 = sec²x 9 16 16
cos²x = 1 - 25 → cos²x = 25 → cos x = ! 25
sec²x = tg²x = 1
4
cos x = ! 5 , como 0º < x < 90º, o cosseno assumirá
Portanto: sec2 x = 1 + tg2 x o valor positivo.
4
z Relação Fundamental: cossec2 x = 1 + cotg2 x Portanto: cos x = 5
3 4
Se sen x = 5 e cos x = 5' , temos que:
Dividindo ambos os membros do Teorema Funda-
mental da Trigonometria (sen2 x + cos2 x = 1), por sen2
x, temos: 3
senx 5 3 5 3
tgx = cos x " 4 = 5 · 4 = 4
sen²x = cos²x = 1 5

sen2 x + cos2 x 1 3
Se tg x = 4 temos que:
2 = 2 =
sen x sen x

1 1 4 4
sen2 x cos2 x 1 cotg x = tgx " 3 = 1 · 3 = 3
=
sen2 x
+
sen2 x sen2 x 4

1 + cotg²x = cossec²x 4
Se cos x = 5 temos que:

cossec²x = 1 + cotg²x
1 1
sec x = cos x " 4 = 1 · 5 = 5
4 4
Portanto: cossec2 x = 1 + cotg2 x 5
Logo, podemos construir a seguinte tabela:
3
RELAÇÕES FUNDAMENTAIS Se sen x = 5 temos que:

sen2 x + cos2 x = 1
1 1 5 5
sen x cossec x = senx " 3 = 1 · 3 = 3
tg x = cos x
5
cos x
cotg(x) = sen x
MEDIDAS DE ARCOS E ÂNGULOS
1
sec x = cos x Arcos na Circunferência
1
cossec(x) = senx Seja uma circunferência, na qual são tomados dois
pontos A e B. A circunferência ficará dividida em duas
sec2 x = 1 + tg2 x partes chamadas Arcos. Os pontos A e B são as extremi-
cossec2 x = 1 + cotg2 x dades desses arcos. Quando A e B coincidem, um desses
arcos é chamado arco nulo e o outro, arco de uma volta.
Exemplo: Se 0º < x < 90º, então, a expressão:

sen2 x + cos2 x B
cos x
r
É igual a:
α
2 2
sen x + cos x 1
cos x = cos x = sec x r
A
Exemplo: Simplificando a expressão (tg x) · (cos x) ·
(cossec x), para 0º < x < 90º, obtém-se:
MATEMÁTICA

sen x 1
(tg x) · (cos x) · (cossec x) = cos x · cos x· sen x = Figura 9. Setor circular em uma circunferência de raio r

sen x· cos x
= cos x · sen x = 1 Medida de um Arco em Graus

3 O arco de uma volta mede 360º e o arco nulo mede


Exemplo: Sabendo que sen = 5 0º < x < 90º, calcu- 0º. Assim sendo, o arco de 1 grau (representado pelo
le as demais funções circulares de x. símbolo 1º) é um arco igual a 360
1
do arco de uma vol-
3
Se sen x = 5 , temos que: ta. Os submúltiplos do grau são o minuto e o segundo. 97
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
O arco de um minuto (representado pelo símbolo l´) r 2 2r
é um arco igual a 60 1
do arco de um grau. Simbolica-
120º · = 120c · π = ·π=
180 180c 3 3
mente: 1º = 60´
O arco de um segundo (representado pelo símbolo z 135º
l´´) é um arco igual a 60
1
do arco de um minuto. Simbo-
licamente: 1´= 60´´ r 3r
135º · = 135c · π = 3 · π =
180 180c 4 4
Medida de um Arco em Radianos
z 150º
A medida de um arco, em radianos, é a razão entre
o comprimento do arco e o raio da circunferência
r 5r
sobre a qual este arco está determinado. Assim, temos: 150º · = 150c · π = 5 · π =
180 180c 6 6

Para transformar radianos em graus, sem usar a


regra de três, basta substituir π por 180º:
B A
7r
z
6

7r
= 7·180c = 7·30c = 210º
6 6
5r
Figura 10. Arco circular AB em uma circunferência de raio r z
4
AB
α= r , onde AB é o comprimento do arco 5r
= 5·180c = 7·45c = 315º
4 4
Observações:
4r
z
3
z O arco AB mede 1 radiano (1 rad), se o seu compri-
mento for igual ao raio da circunferência.
4r
z A medida de um arco, em radianos, é um número = 4·180c = 4 · 60º = 240º
3 3
real “puro” e, portanto, é costume omitir o símbolo
rad. Ao dizer ou escrever que um certo arco mede
3, por exemplo, fica subentendido que sua medi- CICLO TRIGONOMÉTRICO
da é de 3 radianos, ou seja, que o comprimento do
arco é o triplo da medida d do raio. Chamamos de Ciclo Trigonométrico a uma cir-
z O arco de uma volta, cuja medida é 360º, tem com- cunferência de raio unitário na qual fixamos um
primento igual a 2 · π · r e sua medida em radianos ponto como origem dos arcos e adotamos o sentido
será, portanto, 2 π pois α = ABr =
2·r·r
r 2 π , 6, 28 anti-horário como sendo o positivo.

Transformação de Graus em Radianos Arco Trigonométrico

As transformações de unidades de Graus em Chamamos de Arco Trigonométrico AP ao con-


Radianos e vice-versa são feitas através de uma regra
junto dos “infinitos” arcos de origem A e extremida-
de três simples, a partir da seguinte correspondência:
de P. Esses arcos são obtidos partindo da origem A e
180º = π rad girando em qualquer sentido (positivo ou negativo)
até a extremidade P, seja na primeira passagem ou
(Lê-se: 180 graus equivalem a π radianos) após várias voltas completas no ciclo trigonométrico.
Exemplo: Transforme os seguintes arcos de graus Analogamente, chamamos de ângulo trigonométrico
para radianos e vice-versa, lembrando que 180º = π AÔP ao conjunto dos “infinitos” ângulos de lado inicial
rad: → →
OA e lado terminal OP.
z 120º
z 135º P
z 150º
7r (II) (I) α
z 6 rad
5r r A (Origem) A
z 4 rad O O
z
4r
3 rad (III) (IV)

Para transformar graus em radianos, sem usar a


regra de três, basta multiplicar o valor em grau por
r
180 : Figura 11. Quadrantes e orientação em uma circunferência de raio r

98 z 120º
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
REDUÇÃO
TABELA RESUMO DE REDUÇÃO DE ARCOS PARA O
1º QUADRANTE
Redução ao 1º Quadrante
ARCO SENO COSSENO TANGENTE
Vamos deduzir fórmulas para calcular funções tri-
gonométricas de x, com x não pertencente ao 1º qua-

drante, relacionando x com algum elemento do 1º
(150º) 1 3 3
quadrante (por isso o nome Redução ao 1º quadran- 2 -
2
-
3
6
te). A meta é conhecer sen x, cos x e tg x a partir de uma
tabela que dê as funções circulares dos reais entre 0 e
r
2 .
π 180º 0 -1 0

Redução do 2º para o 1º Quadrante 7π


(210º) -1 3 3
-
sen x = sen (π – x) 6
2 2 3

cos x = - cos (π – x)

Redução do 3º para o 1º Quadrante (225º) 2 2 1
- -
4 2 2
sen x = - sen (x - π)
cos x = - cos (x - π)

Redução do 4º para o 1º Quadrante (240º) -
3 -1 3
3 2 2

sen x = - sen (2π – x)


sen x = - sen (2π – x) 3π
(270º) -1 0 Não existe
Podemos criar a seguinte tabela: 2

TABELA RESUMO DE REDUÇÃO DE ARCOS PARA O



1º QUADRANTE
(300º) -
3 1 - 3
3 2 2
ARCO SENO COSSENO TANGENTE

0 0 1 0

(315º) 2 2 -1
π -
3 4 2 2
(30º) 1 3
6
2 2 3

11π
π
(330º) -1 3
-
3
6 2 2 3
(45º) 2 2 1
4 2 2
2 π (360º) 0 1 0

π
(60º) 1 Exemplo: Reduza para o 1º quadrante (consultar a
3 3
3 2 2 tabela resumo acima):

z sen 120º
π z sen 135º
(90º) 1 0 Não existe z sen 150º
2 z sen 210º
z sen 225º
z sen 240º
MATEMÁTICA

2π z sen 300º
(120º) 3 -1 - 3 z sen 315º
3 2 2 z sen 330º
z cos 120º
z cos 135º
3π z cos 150º
(135º) 2 2 -1 z cos 210º
-
4 2 2 z cos 225º
z cos 240º 99
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
z cos 300º Os pontos A = (1,0), B = (0,1), C = (–1,0) e D = (0,
z cos 315º –1) dividem o ciclo trigonométrico em quatro qua-
z cos 330º drantes. Quando dizemos que um arco AP pertence
ao segundo quadrante, por exemplo, queremos dizer
Utilizando a tabela acima, temos: que a extremidade P pertence ao segundo quadrante.
O seno de um arco trigonométrico AP de extremidade
3 P é a ordenada do ponto P.
z sen 120º =
2
Eixos dos senos
2
z sen 135º = P
2
N
1
z sen 150º = 2
A
1
z sen 210º = - 2
O

2
z sen 225º = -
2
3 Figura 13. Circunferência de raio r com eixo dos senos
z sen 240º = -
2
3 sen (AP) = medida do segmento ON
z sen 300º = -
2
2 Cada número real x corresponde a um único ponto
z sen 315º = - P, extremidade do arco AP de medida x. Cada ponto
2
1 P, por sua vez, corresponde a uma única ordenada
z sen 330º = - 2 chamada seno de x. A função de R em R que a cada
número real x associa a ordenada do ponto P é, por
1
z cos 120º = - 2 definição, a função seno.
Simbolicamente:
2
z cos 135º = -
2 𝑓: Rx→ R
↦ sen x
3
z cos 150º = -
2
Tal que f(x)=sen x=ON . A definição é coerente com
3 aquela apresentada no triângulo retângulo.
z cos 210º = -
2
2
z cos 225º = -
2
N
1
z cos 240º = - 2
X
1
z cos 300º = 2 senx
A
O

2
z cos 315º =
2
3
z cos 330º =
2
FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

Função Seno P
N

Consideremos, no ciclo trigonométrico de origem


A, um sistema cartesiano ortogonal xOy, conforme x A
mostra a figura. M
O

(II) (I) Figura 14. Circunferência de raio r com eixo dos senos, arcos e
(Origem) triângulos retângulos
C r A
O
x De fato, se:
(III) (IV)

π
D 0<x<
2
Figura 12. Circunferência de raio r em um sistema cartesiano xOy

100
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Então, P pertence ao primeiro quadrante e, além 90° < x < 180°
disso, OP = 1 (raio) e MP = ON. Assim sendo, no triân-
gulo OMP retângulo em M, temos: P N

cateto oposto MP ON
sen x = = = ON A
hipotenusa OP 1
O

Enquanto o ponto P percorre a primeira volta, no


sentido anti-horário, o número real varia x de 0º a
360º e o seno de x varia de -1 a 1. Observe, a seguir, as
várias situações possíveis: 0 < sen x < 1

x=0
x = 180°

P O≡N A
O≡N
A≡P

senx = 0

180° < x < 270°


senx = 0

0° < x < 90°


O A
P
N
N
P

O A –1 < sen x < 0

x = 270°

0 < sen x < 1


O A

x = 90°
N=P
P≡N
senx = –1(mínimo)

270° < x < 360°


O A
MATEMÁTICA

O A
senx = 1(máximo)

N P

–1 < sen x < 0

101
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
x = 360° Tal que f (x) = cos x = OM.
Tal definição é coerente com aquela apresentada
no triângulo retângulo.

O≡N A≡P
X
cosx
O
M A

senx = 0

Notando que sen x = sen (x ± 2 π), pois x e x ± 2 π


são as medidas de arcos de mesma extremidade, e de P
acordo com o item anterior, concluímos que o gráfico
da função f : R → R tal que f (x) = sen x é: X
O
y = senx M A

Π 3π

2 2 Figura 17. Circunferência de raio r com eixo dos cossenos, arcos e
-2π 3Π
-π 0 π π 2π triângulos retângulos

2 2

-1
De fato, se:

Figura 15. Função Seno


π
0<x<
2
Ainda, o conjunto imagem é {y ∈ R/–1 ≤ y ≤ 1}.
Assim, pode-se concluir que a função seno é: Então, P pertence ao primeiro quadrante e além
disso OP=1 (raio). Assim sendo, no triângulo OMP
z Positiva no primeiro e segundo quadrantes; retângulo em M, temos:
z Negativa no terceiro e quarto quadrantes;
z Crescente no primeiro e quarto quadrantes;
z Decrescente no segundo e terceiro quadrantes; cateto adjacente OM OM
z Ímpar, pois sen (-x) = – sen x; cos x = = = = OM
hipotenusa OP 1
z Periódica de período 2 π.

Função Cosseno Enquanto o ponto P percorre a primeira volta, no


sentido anti-horário, o número real x varia de 0º a
360º e o cosseno de x varia de -1 a 1. Observe, a seguir,
O cosseno de um arco trigonométrico AP de extre-
as várias situações possíveis:
midade P é a abscissa do ponto P.
x=0
P

A≡P
O O
M A Eixo dos cossenos M

cos x = 1 (máximo)
Figura 16. Circunferência de raio r com eixo dos cossenos
0° < x < 90°
Sendo que cos (AP) = medida do segmento OM.
Cada número real x corresponde um único ponto
P
P, extremidade do arco AP de medida x. A cada ponto
P, por sua vez, corresponde a uma única abcissa cha- A
mada cosseno de x. A função de R em R que a cada
O
número real x associa a abcissa do ponto P é, por defi- M
nição, a função cosseno.
Simbolicamente, pode-se representar:

𝑓: Rx→ R
102 ↦ cos x 0 < cos x < 1
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
x = 90° 270° < x < 360°
P

M A
O
A

O≡M P

0 < cos x < 1


cos x = 0 x = 360°

90° < x < 180°


A≡P
P O
M
A
O
M
cos x = 1 (máximo)

Notando que cos x = cos (x ± 2 π), pois x e x ± 2 π


são as medidas de arcos de mesma extremidade, e de
–1 < cos x < 0 acordo com o item anterior, concluímos que o gráfico
da função f: R→R tal que f (x) = cos x é:
x = 180°
y = cosx
1
π 3π

-π 2 π 2 x
A -2π

3Π –
Π 0 2π
O 2 2

M≡P -1

Figura 18. Função Cosseno


cos x = –1 (mínimo)
Sendo que o conjunto imagem é {y ∈ R/–1 ≤ y ≤1}.
Assim, pode-se entender que a função cosseno é:
180° < x < 270°
z Positiva no primeiro e quarto quadrantes;
z Negativa no segundo e terceiro quadrantes;
z Crescente no terceiro e quarto quadrantes;
z Decrescente no primeiro e segundo quadrantes;
M A
z Par, pois cos (– x) = cos x;
O z Periódica de período 2 .

Função Tangente
P
Consideremos, no ciclo trigonométrico de origem A,
–1 < sen x < 0 o eixo t perpendicular ao eixo x e de origem A, chamado
eixo
* das tangentes. Seja, ainda, T a intersecção da reta
OP com o eixo t. A tangente do arco trigonométrico AP,

x = 270° de extremidade P, é a medida algébrica do segmento AT.

Eixo das tangentes


MATEMÁTICA

B T
A P
O M

C O A

P D
cos x = 0 Figura 19. Circunferência de raio r com eixo das tangentes 103
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Sendo que tg (AP) = medida do segmento AT. x=0
Cada número real x corresponde a um único ponto
P, extremidade do arco AP de medida x. A cada ponto
P, por sua vez, corresponde a uma única medida algé- A P T
brica AT, chamada tangente de x. A função de R em R O
que a cada número real x associa à medida algébrica
AT é, por definição, a função tangente.
Simbolicamente, temos que:

𝑓: D x→ R tg x = 0
↦ tg x

0° < x < 90°


Onde: P
T
π
D = R – { 2 + kπ, com k ∈ Z} tal que f(x) = tg x = AT.
O A
A definição é coerente com aquela apresentada no
triângulo retângulo.

tg x > 0

T x = 90°
P
tgx
x

O A
O A

∄ tg x

90° < x <180°


T
P P

x O A

O A

T
tg x < 0
Figura 20. Circunferência de raio r com eixo das tangentes, arcos e x = 180°
triângulos retângulos

De fato, se:
π P
0<x< O A T
2
Então, P pertence ao primeiro quadrante e além
disso AO = 1 (raio). Assim sendo, no triângulo OAT
retângulo em A, temos:
tg x = 0
cateto oposto AT AT 180° < x <270°
tg x = = = = AT
cateto adjacente OA 1
T
Enquanto o ponto P percorre a primeira volta,
no sentido anti-horário, o número real x varia de 0º
a 360º e a tangente de x varia de -∞ a ∞. Observe, a
O A
seguir, as várias situações possíveis:

tg x > 0
104
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
x = 270° RELAÇÕES MÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO

O A

P
∄ tg x

270° < x < 360° Figura 22. Triângulo Retângulo ABC

Em relação ao triângulo retângulo acima, temos:

O A z BC é a hipotenusa;

z AB e AC são os catetos;

z AH é a altura relativa à hipotenusa;


P T z BH e CH são, respectivamente, as projeções dos
tg x < 0
catetos AB e AC sobre a hipotenusa BC .
x = 360°
No triângulo retângulo ABC da figura, sendo BC =
a, AC = b, AB = c, AH = h, BH = m e CH = n, então, valem
as seguintes relações:

O A P T z b2 = a · n
z c2 = a · m
z a2 = b2 + c2
z h2 = m · n
z b·c=a·h
tg x = 0
RELAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS EM UM TRIÂNGULO
Nota-se que tg x = tg (x ± π), pois x e x ± π são as QUALQUER
medidas de arcos de mesma extremidade. Observan-
do o item anterior, pode-se concluir que o gráfico da
A trigonometria permite determinar elemen-
função:
tos (lados ou ângulos) não dados de um triângulo. A
obtenção desses elementos, em um triângulo qual-
π quer, fundamenta-se em relações existentes entre os
f: R – { +kπ ,com k ∈ Z} → R
2 elementos (lados e ângulos) do triângulo. As relações
mais importantes são conhecidas como Lei dos Senos
Tal que f(x) = tg x é: e Lei dos Cossenos, que veremos a seguir.

LEI DOS SENOS E LEI DOS COSSENOS


y = tgx

Lei dos Senos


π 3π
2 2 x “Em todo triângulo, as medidas dos lados são pro-
3Π Π 0 π 2π
-2π – -π – porcionais aos senos dos ângulos opostos e a razão de
2 2
proporcionalidade é a medida do diâmetro da circun-
ferência circunscrita ao triângulo”.
Consideremos o triângulo ABC, inscrito na circun-
ferência de raio R. Verifica-se que:
Figura 21. Função Tangente
a b c
Sendo que o conjunto imagem é R. = = =2·R
sen A sen B sen C
MATEMÁTICA

Assim, pode-se entender que a função tangente é:

z Positiva no primeiro e terceiro quadrantes;


z Negativa no segundo e quarto quadrantes;
z Crescente em todos os quadrantes;
z Ímpar, pois tg (-x) = - tg x;
z Periódica de período π.
Figura 23. Triângulo ABC inscrito em uma circunferência de raio R
105
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Lei dos Cossenos

“Em todo triângulo, o quadrado da medida de um


lado é igual à soma dos quadrados das medidas dos
outros lados, menos o dobro do produto dessas medi-
das pelo cosseno do ângulo que eles formam.”
Seja o triângulo ABC, da figura. Verifica-se que:

z a2 = b2 + c2 – 2 · b · c · cos A
z b2 = a2 + c2 – 2 · a · c · cos B
z c2 = a2 + b2 – 2 · a · b · cos C Figura 26. Triângulo com ângulo de 60º e lados 10 e 15 metros

A
Qual é o comprimento do muro necessário para
cercar o terreno (em metros)?
c Como temos apenas um ângulo conhecido, vamos
b utilizar a lei dos cossenos:
Chamando de x o lado oposto ao ângulo de 60º,
temos:
C
B a
x² = 10² + 15² - 2 · 10 · 15 · cos60º
Figura 24. Triângulo ABC 1
x² = 100 + 225 - 2 · 10 · 15 · 2

Exemplo: determine o valor de x no triângulo a seguir: x²= 325 - 150


x² = 175
A
x = ± 175
x = ±5 7
120°
x=5 7

100m Observe que acima só nos interessa o valor positi-


vo, visto que estamos de posse de medida geométrica
(que tem sempre que ser positiva!).
Como o exercício pede o comprimento necessário
do muro para cercar o terreno, logo vamos calcular o
45° perímetro do triângulo, que será dado por:
C
x 2p = 10 + 15 + 5 · 7
B
2p = 25 + 5 · 7
Figura 25. Triângulo ABC com ângulos CÂB=120° e CB̂A = 45° 2p = 5 · (5 + 7 )

Como temos dois ângulos conhecidos, vamos utili- Portanto, o comprimento necessário de muro é
zar a Lei dos Senos: dado por: 5 · (5 + 7 ) metros.

TRANSFORMAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS
x 100 x 100 2 2 →
= = →x· = 100 ·
sen 120° sen 45° 2
3 2 3 Adição e Subtração de Arcos
2 2
Se a e b são as determinações de dois arcos, veri-
3 fica-se que:
→ x = 100 ·
2 z Cosseno de (a + b)

cos (a + b) = cos (a) · cos(b) – sen(a) · sen(b)


100 · 3· 2 100 · 6
z Cosseno de (a – b)
x= →x → x = 50 · 6 metros
2· 2 2 cos(a – b) = cos (a) · cos(b) + sen(a) · sen(b)

Exemplo: dois lados de um terreno de forma z Seno de (a + b)


triangular medem 15 m e 10 m, formando um ângulo sen(a + b) = sen(a) · cos(b) + sen(b) · cos(a)
de 60°, conforme a figura abaixo:
z Seno de (a – b)

sen(a – b) = sen(a) · cos(b) – sen(b) · cos(a)


106
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
z Tangente de (a + b) 3+ 3
tg75° =
3- 3
tg (a) + tg (b)
tg (a + b) = 1 - tg (a) ·tg (b)
FÓRMULAS DO ARCO DUPLO
z Tangente de (a – b)
A partir das fórmulas de adição de arcos, temos:
tg (a) - tg (b)
tg (a - b) = 1 + tg (a) ·tg (b) cos (a + b) = cos(a) · cos(b) – sen(a) · sen(b)
sen(a + b) = sen(a) · cos(b) + sen(b) · cos(a)
A partir dessas relações podemos construir a
tg (a) + tg (b)
seguinte Tabela Resumo: tg (a + b) = 1 - tg (a) ·tg (b)

ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO DE ARCOS


Desta maneira, podemos obter as fórmulas do arco
cos(a + b) = cos(a) · cos(b) – sen(a) · sen(b) duplo.
Fórmulas de arco duplo são as expressões das fun-
cos(a – b) = cos(a) · cos(b) + sen(a) · sen(b)
ções trigonométricas de arcos da forma 2a. É um caso
sen(a + b) = sen(a) · cos(b) + sen(b) · cos(a) particular de adição de arcos. Para tanto, basta fazer b
= a nas fórmulas acima.
sen(a – b) = sen(a) · cos(b) – sen(b) · cos(a) Vejamos abaixo como ficarão estas fórmulas:
tg (a) + tg (b)
tg (a+b) = 1 - tg (a) ·tg (b) z Cosseno de (2a)

tg (a) - tg (b) cos(a + b) = cos(a) · cos(b) – sen(a) · sen(b)


tg (a - b) = 1 + tg (a) ·tg (b)
Fazendo , temos:
Exemplo: Utilizando as fórmulas de adição e sub-
cos(a + a) = cos(a) · cos(a) – sen(a) · sen(a)
tração de arcos, calcule cos15º.
cos(2a) = cos2 (a) – sen2 (a)
cos15º = cos(60º-45º) = cos(60º) · cos(45º) + sen(60º) ·
sen(45º) Portanto: cos(2a) = cos2 (a) – sen2 (a)
Observação: Esta fórmula do cosseno do arco duplo
1 2 3 2 2 6 2+ 6 apresenta duas outras variações, conforme utilizamos
cos15º = 2 · 2 + 2 · 2 = 4 + 4 = 4 o Teorema Fundamental da Trigonometria (sen2 a +
cos2 a = 1). Vejamos de que maneira isto acontece:
Exemplo: Utilizando as fórmulas de adição e sub-
tração de arcos, calcule sen105º. z Substituindo sen2 a = 1 – cos2 a, temos:

sen105º = sen(60º + 45º) = sen(60º) · cos(45º)+sen(45º) · cos(2a) = cos2 (a) – sen2 (a)
cos(60º) cos(2a) = cos2 (a) – [ 1 – cos2 (a)]
3 2 2 1 6 2 6+ 2 cos(2a) = cos2 (a) -1 + cos2 (a)
sen105º = 2 · 2 + 2 2 = 4 + 4
· = 4 cos(2a) = 2 · cos2 (a) -1

Exemplo: Utilizando as fórmulas de adição e sub- Portanto, temos a 1ª variação: cos(2a) = 2 · cos2 (a) -1
tração de arcos, calcule tg75º.
z Substituindo cos2 a = 1 – sen2 a, temos:
tg (45c) - tg (30c)
tg75° = tg(45° + 30°) = 1 - tg (45c) · tg (30c) cos (2a) = cos2 (a) – sen2 (a)
cos (2a) = [1 – sen2 (a)] – sen2 (a)
3
1+ 3 cos (2a) = 1 – sen2 (a) – sen2 (a)
tg75° = =
1 - 1· 3
3 cos (2a) =1 – 2 · sen2 (a)

Portanto, temos a 2ª variação: cos(2a) = 1 – 2 · sen2 (a)


3 3 3
1+ 3 3+ 3
= = = z Seno de (2a)
MATEMÁTICA

3 3- 3
1- 3 3 3
sen(a + b) = sen(a) · cos(b) + sen(b) · cos(a)
3+ 3
3 Fazendo b = a, temos:
= =
3
3- 3 sen(a + a) = sen(a) · cos(a) + sen(a) · cos(a)
sen(2a) = 2 · sen(a) · cos(a)
=c m·d n=
3+ 3 3
3 3- 3 Portanto: sen(2a) = 2 · sen(a) · cos(a) 107
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
z Tangente de (2a) Portanto:

tg (a) + tg (b) 3
tg (a + b) = 1 - tg (a) ·tg (b) sen x = - 5 (II)

De I e II, vem que:


Fazendo b = a, temos:

cosx = 4·senx → cosx 4 · senx → cosx 4 b - 5 l → cosx


3
tg (a) + tg (a)
tg (a + a) = 1 - tg (a) ·tg (a) 3 3 3 ·
4
= -5
2·tg (a)
tg (2a) = 1 - tg 2 (a)
Com os valores de senx e cos x, vamos encontrar
sen(2x):
2·tg (a)
Portanto: tg (2a) =
1 - tg 2 (a)
sen(2x) = 2 · sen(x) · cos(x)
Logo, temos as seguintes fórmulas para arcos
sen(2x) = 2 · b - 5 l · b - 5 l
3 4
duplos:

sen(2x) = 2 · b l
12
FÓRMULAS DE ARCO DUPLO
25
cos(2a) = cos2(a) – sen2(a)
24
cos(2a) = 2 · cos2(a) - 1 sen(2x) = 25
cos(2a) = 1 – 2 · sen2(a)
sen(2a) = 2 · sen(a) · cos(a) FÓRMULAS DO ARCO METADE

tg(2a) =
2·tg (a) A partir das fórmulas anteriores podemos obter
1 - tg 2 (a) mais três fórmulas importantes.

z Seno do Arco Metade



Vamos fazer o cálculo de b 2 l :
3
Exemplo: Sendo tg x = 4 e π < x < , calcule sen(2x): x
2
Sabemos que:
cos2a = cos²a - sen²a
sen x
tg x = cos x
cos2a = 1 - sen²a - sen²a
cos2a = 1 - 2sen²a
Se:
2sen²a = 1 - cos2a
3
tg x = l 1 - cos 2a
4 sen²a = 2
Logo: x
Fazendo 2a = x, temos a = 2
.
3 sen x 4·sen x
4 = cos x → cos x = 3 ( I)
Logo:

Vamos substituir o valor do cos x em:


b l 1 - cos x
x
sen² 2 = 2
sen2 x + cos2 x = 1 sen²x + cos²x = 1⇒ sen²x = 1- cos²x
b l
x 1 - cos x
⇒ sen²x = 1- b 4·senx l
2

3 sen² 2 = ± 2

16·se 2 x z Cosseno do Arco Metade


sen²x = 1 - 9 " 9·

sen²x = 9 -16 · sen²x → 9 · sen²x + 16 · sen²x = 9 Vamos fazer o cálculo de cos b x l


2 :
9 9 → senx = ±
25 · sen²x = 9 → sen²x = 25 → senx ± 25
3 cos2a = cos²a - sen²a
5 cos2a = cos²a - (1 - cos²a)
Como: cos2a = cos²a - 1 + cos²a
cos2a = 2cos²a - 1
3r , x ∈ 3ºQ,
π<x< 2cos²a = 1 + cos2a
2
1 + cos 2a
cos²a =
108 Logo o sen x é negativo. 2
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
x
cos8x + cos2x = 2 · cos b l · cos b 8x 2x l =
Fazendo 2a = x, temos a = 2 8x + 2x -
. 2 2

Logo: = cos5x · cos3x

cos² b 2 l = 1 + cos x
x cos6x - cos4x = -2 · sen b 6x + 4x l b 6x - 4x l = - 2 · sen5x
2 2 · 2
· senx
cos b 2 l = !
x 1 + cos x
sen3x + senx = 2 · sen b 3x + x l · cos b 3x x l = 2 · sen2x
2 -
2 2
z Tangente do Arco Metade
· cosx
Vamos fazer o cálculo de tg b x l
2 : sen18x - sen 4x = 2 · sen b 18x - 4x l · cos b 18x + 4x l = 2
2 2 ·
sen b 2 l 1 - cos x → · sen7x · cos11x
x
→ tg b 2 l =
tg b x l = x 2
cos b 2 l
2 x 1 + cos x sen (3x + 2x) sen (5x)
tg3x + tg2x = cos 3x · cos 2x = cos 3x · cos 2x
2

1 - cos x sen (5x - x) sen (4x)


tg5x - tgx = cos 5x · cos x = cos 5x · cos x
1 - cos x
tg b x l = → tg b x l =
2
2 1 + cos x 2 1 + cos x
2 EQUAÇÕES E INEQUAÇÕES

tg b x l = ! 1 - cos x , (Para x ≠ π + kπ, k ∈ ℤ)


Equações Trigonométricas
2 1 + cos x l 2 2

Consideremos f (x) e g (x) duas funções trigonomé-


Logo, temos as seguintes fórmulas para Arcos tricas na variável x, com seus respectivos domínios.
Metade: Resolvemos uma equação trigonométrica f (x) = g (x)
encontrando os números f (r) = g (r) que tornam a sen-
FÓRMULAS DE ARCO METADE tença verdadeira. Vale ressaltar que r precisa perten-
cer aos respectivos domínios das funções.
sen b 2 l = !
x 1 - cos x Todas equações trigonométricas podem ser redu-
2
zidas em três equações fundamentais:
cos b 2 l = !
x 1 + cos x
2 z sen α = sen β
z cos α = cos β
tg b 2 l = !
x 1 - cos x
1 + cos x z tg α = tg β

Resolução de uma Equação sen α = sen β


TRANSFORMAÇÃO EM PRODUTO
Para resolver a equação sen α = sen β, utilizamos a
As somas e subtrações trigonométricas podem ser seguinte relação:
transformadas em produtos, facilitando assim a reso-
lução de muitos exercícios. α = β + 2kπ
Para utilizar esse recurso, fazemos a aplicação de ou
sen α = sen β →
fórmulas. α = (π - β) + 2kπ
Essas fórmulas são conhecidas como Fórmulas de
Werner.
Vejamos cada uma delas. Exemplos: vamos resolver as seguintes equações:

cos p + cos q = 2 · cos c m · cos c m


p+q p-q
2 2
π
z sen α = sen β = sen
5
cos p - cos q = -2 · sen c p + q m · c p q m
-
2 2
π
sen p + sen q = 2 · sen c m · cos c m
p+q p-q x= + 2kπ
2 2 5

π ou
sen p - sen q = 2 · sen c m · cos c m
p-q p+q sen x = sen
MATEMÁTICA


2 2 5
sen (p + q) π 4π
tg p + tg q = (cos p) · (cos q) x = (π - ) + 2kπ = + 2kπ
5 5
sen (p - q)
tg p - tg q =
(cos p) · (cos q)

π 4π
Exemplos: Logo: S = {x ∈ ℝ/x = + 2kπ ou x = = 2kπ} 109
5 5
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Logo:
1
z sen²x =
4
π
1 S = {x ∈ ℝ/x = ± + 2kπ}
sen²x = → senx = ! 1 → senx = 1 → 3
4 !
4 2
z cos²x + cosx = 0

1 π π cos²x + cos x = 0 → cos x · (cos x + 1) = 0


sen x = → sen x = sen →x=
2 6 6
ou

cos x = 0 → cos x = cos ( π2 + 2kπ )
sen x = -
1
2
→ sen x = sen π - (
π
6
)→ x = 5π
6
ou

cos x +1 = 0 → cos x = -1 → cos x = cos (π + 2kπ)

π
x= + 2kπ Logo:
6

π ou
sen x = sen → π
6 S = {x ∈ ℝ/x = + 2kπ ou x = π + 2kπ}
2

x= π-( π
6
) + 2kπ = 5π
6
+ 2kπ
Resolução de uma Equação tg α = tg β

Para resolver a equação tg α = tg β, utilizamos a


seguinte relação:

x= + 2kπ
6
5π α = β + 2kπ
sen x = sen → ou ou → α = β + kπ
6 tg α = tg β →
α = (β + π) + 2kπ

x= π-( 7π
6
) + 2kπ = - π6 + 2kπ

Exemplos: vamos resolver as seguintes equações:

Logo: z tg x = - 3

π 5π 7π 2π 2π
S = {x ∈ ℝ/x = + 2kπ ou x = + 2kπ ou x = + tg x = - 3 → tgx = tg →x=
6 6 6 3 3

π Logo:
2kπ ou x = - + 2kπ}
6

Resolução de uma Equação cos α = cos β S = {x ∈ ℝ/x = + kπ}
3

Para resolver a equação cos α = cos β, utilizamos a


z tg x + cotg x = 2
seguinte relação:
1
α = β + 2kπ tg x + cotg x = 2 → tg x + tg x = 2
ou → α = ± β + 2kπ
cos α = cos β →
α = -β + 2kπ tg²x + 1 = 2tg x → tg² x - 2tg x + 1 = 0

-(-2) ± √(-2)² - · 4 · 1 ·1 2 ± √4 - 4 2±0


Exemplos: Vamos resolver as seguintes equações: tg x = = = =1
2·1 2 2
2
z cos x =
2 Logo:

2 π π π
cos x = → cos x = cos →x= S = {x ∈ ℝ/x = + kπ}
2 3 3 4

110
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Inequações Trigonométricas
1
Exemplo: vamos resolver a inequação cos x < -
Consideremos f (x) e g (x) duas funções trigonomé- 2
tricas na variável x, com seus respectivos domínios.
Resolvemos uma inequação trigonométrica f (x) < g (x) 1
cos x < -
obtendo o conjunto solução, ou conjunto verdade, dos 2
números reais r para os quais f (r) < g (r).
Todas inequações trigonométricas podem ser redu- 2π 4π
+ 2kπ < x < + 2kπ
zidas em seis equações fundamentais: 3 3

z sen x > m 2π 4π
S = {x ∈ ℝ/ + 2kπ < x < + 2kπ}
z sen x < m 3 3
z cos x > m
z cos x < m Exemplo: vamos resolver a inequação tg x > 1
z tg x > m
z tg x < m tg x > 1

Vejamos um exemplo para cada uma das seis situa- π π 5π 3π


+ 2kπ < x < + 2kπ ou 2kπ < x < + 2kπ
ções destacadas acima: 4 2 4 2
2
Exemplo: vamos resolver a inequação sen x ≥ - π π
2 + kπ < x < + kπ
4 2
2
sen x ≥ - π π
2 S = {x ∈ ℝ/ + kπ < x < + kπ}
4 2
5π 7π
0 + 2kπ ≤ x < + 2kπ ou + 2kπ < x < 2π + 2kπ
4 4
Exemplo: vamos resolver a inequação
5π 7π
S = {x ∈ ℝ/ 0 + 2kπ ≤ x < + 2kπ ou + 2kπ < x < 2π tg x < 3
4 4 +
2kπ} π
0 + 2kπ ≤ x < + 2kπ
3
1 ou
Exemplo: vamos resolver a inequação sen x <
2
π 4π
+ 2kπ < x < + 2kπ
1 2 3
sen x <
2 ou

π 5π 3π
0 + 2kπ ≤ x < + 2kπ ou + 2kπ < x < 2π + 2kπ + 2kπ < x < 2π + 2kπ
6 6 2

π 5π π
S = {x ∈ ℝ/0 + 2kπ ≤ x < + 2kπ ou + 2kπ < x < 2π S = {x ∈ ℝ/ 0 + 2kπ ≤ x < + 2kπ
6 6 + 3
2kπ}
ou

π 4π
3 + 2kπ < x < + 2kπ
Exemplo: vamos resolver a inequação cos x > 2 3
2
ou
3
cos x > 3π
2 + 2kπ < x < 2π + 2kπ}
2
MATEMÁTICA

π 11π
2kπ ≤ x < + 2π ou + 2kπ < x < 2π + 2kπ Revise o conteúdo visto com as questões comenta-
6 6
das a seguir.
π 11π
S = {x ∈ ℝ/2kπ ≤ x < + 2π ou + 2kπ < x < 2π + 2kπ} 1. (IMA – 2015) O valor da expressão dada por:
6 6
tg30c + cotg30c
f(x) = 2
cossec 30c 111
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
É um número: 9 3
cos² β = ! = !
25 5
a) Irracional
b) Racional Negativo Como β ∈ 1ºQ o cosseno é positivo,
c) Inteiro Positivo 3
d) Inteiro Negativo Logo, cos β = =
5 0, 6

Partindo da expressão inicial e utilizando as rela- Vamos aplicar o mesmo conceito para encontrar o
ções fundamentais da trigonometria, temos: sen (θ)

tg30c + cotg30c sen² θ + cos² θ = 1


f(x) =
2 sen² θ = 1 - cos² θ
cossec 30c
2
tg 30c + 1 sen² θ = 1 - (0,5)²
1
tg30c + 2
tg30c tg30c tg 30c + 1 sen2 30c sen² θ = 1 - 1
f(x) = = = · 4
1 1 tg30c 1
2 2
sen 30c sen 30c 3
sen² θ =
2 4
c 3
m 3 12
·b l
+1 2 +1
3 1 9 9 3 3
f(x) = · 1 = · 1 = sen² θ = ! = !
2 3 4 3 4 4 2
3
3 = 3 3 Como θ ∈ 1ºQ o seno é positivo,
12 3 1 1 3
= ·
4 =
· = 3 1, 7
9 3 3 3 Logo, sen θ = = = 0, 85
2 2
Como temos um número irracional sendo dividido Voltando a expressão inicial temos:
por um racional, logo f (x) é irracional. Resposta:
Letra A. sen 2 β 2 · sen 2 (β) · cos (β)
= =
sen 2 θ 2 · sen 2 (θ) · cos (θ)
2. (CESGRANRIO – 2018) Considere que sen β = 0,8 e
r
cos β = 0,5, θ, β ∈ [0, 2 ]. Considerando-se 1,7 como 0,8 · cos (β) 0,8 · 0,6
=
aproximação para√3, o valor mais próximo do valor da 0,5 · cos (θ) 0,5 · 0,85
expressão:
0,48
= ≅ 1,13
0,425
sen 2 β
sen 2 ϴ Resposta: Letra D.

é igual a: 3. (CRESCER CONSULTORIAS – 2018) Se as mediadas x


e y são os lados do triângulo isósceles abaixo, é corre-
a) 0,60 to afirmar que o valor da expressão numérica x − y é:
b) 0,85
c) 0,97 y
d) 1,13
e) 1,32
x
Vamos utilizar o conceito de arco duplo, lembrando 50 cm
que:
sen (2a) = 2 · sen (a) · cos (a), logo:

sen 2 β 2 · sen 2 (β) · cos (β) 0,8 · cos (β) a) Um número múltiplo de dois e diferente de zero
sen 2 θ = 2 · sen 2 (θ) · cos (θ) = 0,5 · cos (θ) b) Um número múltiplo de três e diferente de zero
c) Um número nulo
Precisamos encontrar agora cos (β) e sen (θ), usan- d) Um número irracional
do o teorema fundamental da trigonometria, temos:
sen² β + cos² β = 1 Temos um triângulo retângulo isósceles, logo os
catetos possuem a mesma medida, portanto:
cos² β = 1 - sen² β x=y
cos² β = 1 - (0,8)² Substituindo x por y e fazendo x – y, temos:
x–y=y–y=0
cos² β = 1 - 16 Logo a diferença x – y é um número nulo.
25
Resposta: Letra C.
9
cos² β =
112 25
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
4. (CPCON – 2017) Dados: D C

cos y - cos x Teatro


A , x+y = 150° e x - y = 90°
=
2 1- 3
Palco
Encontramos A igual a:

a) -1
b) – 2 + √3 α
c) 2 - √3
d) - 2 - √3 A B

Primeiramente, vamos encontrar o valor de x e y Um fotógrafo que ficará no canto A da plateia deseja
através de um sistema linear 2x2. fotografar o palco inteiro e, para isso, deve conhecer
o ângulo da figura para escolher a lente de abertura
x + y = 150° adequada.
x - y = 90° O cosseno do ângulo da figura acima é:

a) 0,5
Fazendo a soma das linhas temos: b) 0,6
2x = 240º c) 0,75
d) 0,8
x = 240c e) 1,33
2
x = 120° Pela figura temos que o triângulo ABC é retângulo
em B. Podemos aplicar razão trigonométrica no
Se x=120º, temos que: triângulo retângulo, porém antes precisamos do
x + y=150º valor da hipotenusa (seguimento AC), calculando a
hipotenusa, temos:
y = 150º - x AB = 15 e BC = 20, logo, temos:
y = 150º - 120º AC2 = AB2 + BC2
AC2 = 152 + 202
y = 30º AC2 = 225 + 400
Substituindo x e y na expressão inicial, temos: AC2 = 625
AC = ±√625
A cos y - cos x 2 · (cos 30° - cos 120°) AC = ± 25, por se tratar de medida, consideraremos
= →A= →A somente o valor positivo.
2 1- 3 1- 3 Portanto, AC = 25
Aplicando razão trigonométrica no triângulo ABC,
2· c - b - 1 lm 2· c m
3 3 1 temos:
+
2 2 2 2
= →A= →A
1- 3 1- 3 AB 15 3
cateto adjacente
cos α = = = = = 0,6
=
3 +1 hipotenusa AC 5 5
1- 3
0,6 metros. Resposta: Letra B.
^ 3 + 1h ^1 + 3h 3 +3+1+ 3
^1 + 3h ^ 3h
A= · = 2
1- 3 1² -
HORA DE PRATICAR!
4+2· 3 4+2· 3 4 2· 3
= = = + = - 2- 3 1. (FCC — 2022) Um quadriculado 2 × 2 é preenchido
1-3 -2 -2 -2
com números do conjunto {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9},
Resposta: Letra E. sem repetição. Em seguida, os números formados nas
linhas e nas colunas são somados. Por exemplo, para
o preenchimento do quadriculado abaixo, temos 32 +
5. (FGV – 2014) A plateia de um teatro, vista de cima
01 + 30 + 21 = 84.
para baixo, ocupa o retângulo ABCD da figura a seguir,
e o palco é adjacente ao lado BC. As medidas do retân-
MATEMÁTICA

gulo são AB = 15m e BC = 20m.

113
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Nessas condições, a maior soma possível é: d) 16
e) 12
a) 357
b) 348 7. (FCC — 2022) Diz-se que um número natural é um
c) 396 palíndromo quando seus algarismos lidos da esquer-
d) 354 da para a direita são os mesmos quando lidos da
e) 339 direita para a esquerda. Por exemplo, 5, 33, 131 são
palíndromos. A quantidade de palíndromos que estão
2. (FCC — 2022) Os números 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 devem ser entre 100 e 10.000 é:
divididos em dois grupos de forma que a soma dos
números de cada grupo seja a mesma. O número de a) 90.
maneiras distintas para fazer isso é b) 180.
c) 8.910.
a) 4. d) 4.455.
b) 5. e) 200.
c) 3.
d) 6.
8. (FCC — 2023) A diferença entre a soma dos dez pri-
e) 2.
meiros múltiplos de 10 e a soma dos dez primeiros
múltiplos de 9 é
3. (FCC — 2022) Em um auditório, sabe-se que há entre
300 e 400 cadeiras e que elas podem ser arrumadas
tanto em 24 fileiras com o mesmo número de cadei- a) 18
ras em cada uma delas, como em 30 fileiras, também b) 60
com o mesmo número de cadeiras em cada uma. A c) 9
soma dos algarismos do número total de cadeiras no d) 55
auditório é igual a: e) 35

a) 6 9. (FCC — 2022) Uma prova será aplicada em um audi-


b) 8 tório com 20 filas de cadeiras. Na primeira fila há 10
c) 7 cadeiras, na segunda fila há 11 cadeiras, e assim por
d) 9 diante, ou seja, na vigésima fila há 29 cadeiras. É per-
e) 10 mitido aos estudantes ocuparem apenas os lugares
das fileiras ímpares, ou seja, os lugares da primeira
4. (FCC — 2022) Em uma loja há entre 30 e 50 troféus fila, terceira ..., até a décima nona fila. Se todos os
em miniatura. A funcionária da loja agrupou-os de 5 lugares forem ocupados, o número de estudantes que
a 5 e sobrou-lhe um troféu. Depois, agrupou-os de 3 farão a prova é
a 3 e não sobrou nenhum troféu.
a) 106
O número exato de troféus na loja é: b) 110
c) 124
a) 41. d) 190
b) 39. e) 158
c) 36.
d) 48. 10. (FCC — 2022) Sabe-se que x, x + 4 e x + 12, x ∈ R,
e) 42. são três termos consecutivos de uma progressão
geométrica e que a soma dos 6 primeiros termos
5. (FCC — 2022) Uma pesquisa em uma universidade dessa progressão geométrica é 63. O primeiro termo
verificou que cada estudante utiliza-se de apenas um dessa progressão é:
meio de transporte para se deslocar até lá. A pesquisa
também mostrou que três quartos de seus estudan-
a) 1/2
tes vão de ônibus, um décimo vai de carro, um oitavo
b) 3/2
vai de bicicleta e os 200 estudantes restantes vão a
c) 2
pé. O número de estudantes entrevistados é igual a
d) 1
e) 5/2
a) 24000.
b) 16000.
c) 20000. 11. (FCC — 2024) Sabe-se que o coeficiente de correla-
d) 8000. ção linear entre duas variáveis X e Y é igual a 1. Em
e) 6000. um gráfico cartesiano, a reta que descreve o relacio-
namento entre X e Y, dada pela equação Y = a + bX,
6. (FCC — 2023) Placas para identificação de veículos passa pelos pontos (1,3) e (5,8). O valor de Y para X =
deverão conter 4 letras distintas. Se escolhermos as 9 é então igual a
letras X, Y, Z e W, o número de placas distintas que
poderão ser produzidas é a) 10.
b) 15.
a) 36 c) 12.
b) 24 d) 11.
114 c) 20 e) 13.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
12. (FCC — 2022) A porcentagem que indica a chance de 16. (FCC — 2022) Um terreno que tem a forma de um
sobrevivência em parada respiratória de um acidenta- triângulo retângulo com os lados correspondentes
do decresce linearmente com o passar do tempo após aos catetos medindo 300 m e 400 m, foi dividido em
o início da parada, conforme indica o gráfico a seguir. quatro lotes de mesma largura por paralelas ao cateto
menor, como representado na figura.
Chances de sobrevivência em parada cardiorrespiratória

A metragem mínima de arame necessária para cercar e


fazer as divisões demarcadas usando dois fios de ara-
me é

a) 3300 m
b) 2700 m
c) 3000 m
De acordo com esse modelo, a chance de sobrevivên-
d) 2400 m
cia de um acidentado corretamente atendido 4 minu-
e) 3600 m
tos após o início da parada é
17. (FCC — 2022) Um triângulo equilátero tem um lado
a) 75%
em comum com um quadrado. Unindo-se os pontos
b) 60%
médios dos lados desse triângulo equilátero, obte-
c) 50%
mos um outro triângulo equilátero, cujo lado mede 3
d) 45%
cm, conforme mostra a figura.
e) 40%

13. (FCC — 2022) Para modelar o crescimento de uma


população de bactérias podemos utilizar a função b
= b0ekt, em que b0 é a população inicial de bactérias,
e é a constante de Euler e k é uma constante positiva
que determina a taxa de crescimento. O tempo neces-
sário para uma população dobrar a partir da quantida-
de inicial é

a) t = kIn2
b) t = In2/2k
c) t = In2 2
d) t = In2/k A área da região destacada na figura, em cm , é
e) t = k/In2
a) 18
14. (FCC — 2023) Dois números diferentes são escolhidos b) 20
do conjunto {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9}. Em relação aos c) 9(4 - √3 )
dois números escolhidos, sabe-se que a soma deles é d) 9( √3 + 1)
igual ao produto deles menos 2 e que a diferença entre e) 30
eles é 2. A soma dos dois números escolhidos é:
18. (FCC — 2023) Uma rampa será construída para aces-
a) 4 so ao primeiro andar de uma construção, que está a
b) 8 2,5 m de altura em relação ao nível do terreno. Deci-
c) 14 diu-se que a inclinação da rampa deve ser de 30° em
d) 6 relação ao nível do térreo. O comprimento dessa ram-
e) 10 pa será
15. (FCC — 2021) A coleção de 400 selos de José foi dividi-
a) 2m
da entre seus netos Ana, Bruno, Carla e Davi. Ana ficou
MATEMÁTICA

b) 3,5 m
com mais selos do que cada um dos outros netos. Bru-
c) 4m
no e Carla ficaram, juntos, com 261 selos. O número
d) 4,5 m
máximo de selos com que Davi pode ter ficado é:
e) 5m
a) 5
b) 6 19. (FCC — 2022) A figura indica a escada PA de um
c) 8 caminhão de bombeiro armada para um resgate. Na
d) 7 situação descrita, QB = 9 m, PQ = 4 m e a medida do
^
e) 9 ângulo APC é 30°. 115
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
15 D

16 A

17 C

18 E

19 C

20 C

Considerando √3 = 1, 7, a medida de AB, em metros, é

a) 7,6
b) 8,5 ANOTAÇÕES
c) 9,1
d) 10,3
e) 1,4

20. (FCC — 2022) Considere 3 quadrados como na figura.

A área do quadrado A é

a) 5.
b) 2√2
c) 8
d) 6
e) 2√3

9 GABARITO

1 A

2 A

3 D

4 C

5 D

6 B

7 B

8 D

9 D

10 D

11 E

12 B

13 D

14 D
116
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.

Você também pode gostar