Numeros Complexos
Numeros Complexos
PM-BA
Soldado
NV-019OT-24-PREP-PM-BA-SOLDADO
Cód.: 7908428810245
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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SUMÁRIO
MATEMÁTICA..........................................................................................................................1
CONJUNTOS NUMÉRICOS: OPERAÇÕES, PROPRIEDADES E APLICAÇÕES.................................. 1
NÚMEROS NATURAIS.........................................................................................................................................1
NÚMEROS INTEIROS...........................................................................................................................................1
NÚMEROS RACIONAIS........................................................................................................................................4
NÚMEROS REAIS.................................................................................................................................................5
ÁLGEBRA.............................................................................................................................................. 17
EXPRESSÕES ALGÉBRICAS..............................................................................................................................18
OPERAÇÕES E PROPRIEDADES........................................................................................................................19
x1y2z3 9be7630f9819aa975715d65c472d892521c0d3b51112f231e90384be28622c9b
FUNÇÕES: GENERALIDADES............................................................................................................. 22
ANÁLISE COMBINATÓRIA................................................................................................................. 51
ARRANJOS.........................................................................................................................................................51
PERMUTAÇÕES..................................................................................................................................................51
COMBINAÇÕES SIMPLES.................................................................................................................................52
BINÔMIO DE NEWTON.......................................................................................................................................52
GEOMETRIA E MEDIDAS.................................................................................................................... 54
GEOMETRIA ESPACIAL...................................................................................................................... 75
TRIGONOMETRIA................................................................................................................................ 92
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Importante!
A soma ou subtração de dois números pares tem
resultado par.
Ex.: 12 + 8 = 20; 12 – 8 = 4.
MATEMÁTICA A soma ou subtração de dois números ímpares
tem resultado par.
Ex.: 13 + 7 = 20; 13 – 7 = 6.
A soma ou subtração de um número par com
outro ímpar tem resultado ímpar.
CONJUNTOS NUMÉRICOS: Ex.: 14 + 5 = 19; 14 – 5 = 9.
OPERAÇÕES, PROPRIEDADES E A multiplicação de números pares tem resultado
APLICAÇÕES par.
Ex.: 8 x 6 = 48.
NÚMEROS NATURAIS A multiplicação de números ímpares tem resul-
tado ímpar:
Ex.: 3 x 7 = 21.
Os números construídos com os algarismos de 0 a
A multiplicação de um número par por um núme-
9 são chamados de naturais. O símbolo desse conjun-
ro ímpar tem resultado par:
to é a letra N, e podemos escrever os seus elementos
Ex.: 4 x 5 = 20.
entre chaves:
N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16,
17, …} NÚMEROS INTEIROS
As reticências indicam que este conjunto tem infi-
nitos números naturais. Os números inteiros são os números naturais e
O zero não é um número natural propriamente seus respectivos opostos (negativos). Veja:
dito, pois não é um número de “contagem natural”. Z = {..., -7, -6, -5, -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}
O símbolo desse conjunto é a letra Z. Uma coisa
Por isso, utiliza-se o símbolo N* para designar os
importante é saber que todos os números naturais
números naturais positivos, isto é, excluindo o zero.
são inteiros, mas nem todos os números inteiros são
Vejam: N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7…} naturais. Logo, podemos representar através de dia-
gramas e afirmar que o conjunto de números naturais
Dica está contido no conjunto de números inteiros ou ain-
da que N é um subconjunto de Z. Observe:
O símbolo do conjunto dos números naturais é
a letra N e podemos ter ainda, o símbolo N*, que
representa os números naturais positivos, isto é,
excluindo o zero.
É dada pela soma de dois números. Ou seja, a adi- A multiplicação funciona como se fosse uma repe-
ção de 20 e 5 é: 20 + 5 = 25 tição de adições. Veja:
Veja mais alguns exemplos: A multiplicação 20 x 3 é igual à soma do número 20
Adição de 15 e 3: 15 + 3 = 18 três vezes (20 + 20 + 20), ou à soma do número 3 vinte
Adição de 55 e 30: 55 + 30 = 85 vezes (3 + 3 + 3 + ... + 3).
Principais propriedades da operação de adição: Algo que é muito importante e você deve lembrar
sempre são as regras de sinais na multiplicação de
z Propriedade comutativa: a ordem dos números números.
não altera a soma.
SINAIS NA MULTIPLICAÇÃO
Ex.: 115 + 35 é igual a 35 + 115.
Operações Resultados
z Propriedade associativa: quando é feita a adição
+ + +
de 3 ou mais números, podemos somar 2 deles, pri-
meiramente, e depois somar o outro, em qualquer - - +
ordem, que vamos obter o mesmo resultado.
+ - -
Ex.: 2 + 3 + 5 = (2 + 3) + 5 = 2 + (3 + 5) = 10 - + -
z Propriedade comutativa: como a ordem dos núme- z Elemento neutro: a unidade (1) é o elemento neu-
ros altera o resultado, a subtração de números não tro da multiplicação, pois ao multiplicar 1 por
possui a propriedade comutativa. qualquer número, este número permanecerá
inalterado.
Ex.: 250 – 120 = 130 e 120 – 250 = -130.
Ex.: 15 x 1 = 15.
z Propriedade associativa: não há essa propriedade
na subtração. z Propriedade do fechamento: a multiplicação de
z Elemento neutro: o zero é o elemento neutro da números inteiros sempre gera um número inteiro.
subtração, pois, ao subtrair zero de qualquer
número, este número permanecerá inalterado. Ex.: 9 x 5 = 45
2
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Divisão Resolva os exercícios a seguir para verificar seus
conhecimentos:
Quando dividimos A por B, queremos repartir a
quantidade A em partes de mesmo valor, sendo um 1. (VUNESP – 2015) Dividindo-se um determinado núme-
total de B partes. ro por 18, obtém-se quociente n e resto 15. Dividindo-
Ex.: Ao dividirmos 50 por 10, queremos dividir 50 -se o mesmo número por 17, obtém-se quociente (n +
em 10 partes de mesmo valor. Ou seja, nesse caso tere- 2) e resto 1. Desse modo, é correto afirmar que n(n +
mos 10 partes de 5 unidades, pois se multiplicarmos 10 2) é igual a
x 5 = 50. Ou ainda podemos somar 5 unidades 10 vezes
consecutivas, ou seja, 5+5+5+5+5+5+5+5+5+5=50. a) 440.
Algo que é muito importante e você deve lembrar b) 420.
sempre são as regras de sinais na divisão de números. c) 400.
d) 380.
e) 340.
SINAIS NA DIVISÃO
z Frações: a) 1/2.
b) 1 ¼.
Ex.: 8 3 7 etc.
c) 3/4.
3 , 5 , 11
d) 1 ½.
e) 5/8.
z Números decimais.
Vamos deixar todos na forma decimal. Ou seja,
Ex.: 1,75
vamos dividir o numerador pelo denominador da
fração. Veja:
z Dízimas periódicas. 5/8 = 0,625
½ = 0,5
Ex.: 0,33333... 1 ¼ = 1 + 0,25 = 1,25
¾ = 0,75
Operações e Propriedades dos Números Racionais 1 ½ = 1 + 0,5 = 1,5
Logo, o maior diâmetro será 1 ½ polegadas, que
z Adição de números decimais: segue a mesma lógi- corresponde a 1,5 polegadas. Resposta: Letra D.
ca da adição comum.
3. (FCC – 2017) Sabendo que o número decimal F é
Ex.: 15,25 + 5,15 = 20,4 0,8666 . . . , que o número decimal G é 0,7111 . . . e que
o número decimal H é 0,4222 . . . , então, o triplo da
z Subtração de números decimais: segue a mesma soma desses três números decimais, F, G e H, é igual a
lógica da subtração comum.
a) 6,111 . . .
Ex.: 57,3 – 0,12 = 57,18 b) 5,888 . . .
c) 6
z Multiplicação de números decimais: aplicamos o d) 3
mesmo procedimento da multiplicação comum. e) 5,98
i4 = i2 · i2 = (–1) · (–1) = 1
i5 = i4 · i = 1 · i = 1
i6 = i5 · i = i · i = i2 = –1
COMPLEXOS (FORMA ALGÉBRICA E i7 = i6 · i = (–1) · i = –i
FORMA TRIGONOMÉTRICA)
REPRESENTAÇÃO (FORMA) ALGÉBRICA DE UM
Importante!
NÚMERO COMPLEXO
Observe que a cada quatro potências os resultados
Definição de Número Complexo se repetem, ou seja, as potências de i são cíclicas.
za = 2 + 5i
75 4
zb = 9 + 7i
zc = –1 + 3i 3 18
zd = 6 – 2i
Como o resto da divisão foi 3, teremos que i75 = i3,
Número Imaginário Puro ou seja, –i.
Z1 Z Z
= 1· 2
z1 + z2 = –2 + 9i Z2 Z2 Z2
Vejamos o seguinte exemplo:
Subtração de Números Complexos
Z1
Dados dois números complexos z1 = a1 + b1i e z2 = Dados z1 = –1 + i e z2 = 4 – 2i, determine
Z2
a2 + b2i, definimos a subtração z1 – z2 como: z1 – z2 =
z1 + (–z2) = (a1 + b1i) + (–a2 – b2i) = (a1 – a2) + (b1 – b2) · i. O conjugado de z2 é 4 + 2i; então, colocando os
dados na fórmula, temos: 7
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]–1 + ig ]4 + 2ig Onde: |z| = ρ é o módulo do número complexo e θ
]4 – 2ig · ]4 + 2ig =
Z1
= é o argumento do número complexo.
Z2
Utilizando o Teorema de Pitágoras no triângulo
(–1 · 4 – 1 · 2i + 4 · i + 2 · i2) [–4 – 2i + 4i + 2 · (–1)]
retângulo obtido no plano Argand-Gauss, temos que:
=
42 – (2i)2 16 – 4i2
ρ=
]–4 + 2i – 2g
2 2
a +b
–6 + 2i –6 + 2i 6 2i
= = = =– + =– Consideremos nesse triângulo retângulo as seguin-
16 – 4 · (–1) 16 + 4 20 20 20
3 i 3 1 tes relações:
+ =– + i
10 10 10 10 a
"a=
' cos i
= t t · cos i
REPRESENTAÇÃO (FORMA) TRIGONOMÉTRICA DE b t · sen i
sen i =
UM NÚMERO COMPLEXO t
"b=
bbl
Norma e Módulo
Sendo = θ = arc tg
a
Denominamos norma de um número complexo z
= a + bi ao número real não negativo N(z) = a2 + b2. Como z = a + bi, temos:
Denominamos módulo ou valor absoluto de
um número complexo z = a + bi ao número real não z = ρ · cosθ + (ρ · senθ) i → z = ρ · (cosθ + i · senθ)
negativo |z| = N ] z g = a + b . O módulo de um
2 2
número complexo também pode ser representado da Esta é a Forma Trigonométrica do complexo z.
seguinte maneira: p ou r.
Acompanhe os exemplos para compreender melhor: Vamos colocar z = 1 + i na Forma Trigonométrica:
Plano de Argand-Gauss
z= 2 · (cos45º + i · sen45º)
Dado um número complexo z = a + bi, a sua repre-
sentação no Plano de Argand-Gauss é através de um
Importante!
ponto, da seguinte maneira:
O valor de θ pode ser representado em graus ou
Im radianos, por se tratar da medida de um ângulo.
Em muitos casos é mais simples trabalhar com
b
graus ao invés de radianos, levando em conta os
z = a + bi
valores do seno e cosseno dos ângulos notáveis
(30º, 45º e 60º). Neste contexto, uma outra res-
|z| = ρ posta possível para o exemplo acima seria:
z = 2 · b cos + i · sen l
r r
4 4
i
0 a Re
8
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Multiplicação de Complexos na Forma FÓRMULAS DE MOIVRE
Trigonométrica
Potenciação de Números Complexos
Para efetuar a multiplicação entre dois números
A forma trigonométrica torna-se muito útil para
complexos em sua forma trigonométrica, basta mul-
o cálculo de potência de um número complexo. Para
tiplicar os módulos e somar os argumentos (se for o
elevar um complexo a um expoente, basta elevar o
caso, tomar a menor determinação positiva da soma), módulo a esse expoente e multiplicar o argumento
ou seja: pelo mesmo expoente, ou seja:
b cos r l e z2 = 3 · b cos 3r
'a
r
Dados z1 = 2 · + i · sen =2
5 5 5 2 + 2i →
l , calcular z1 · z2
b=2
3r
+ i · sen
5
Calculando o módulo de z, temos:
z1 · z2 = ρ1 · ρ2 · [cos(θ1 + θ2) + i sen(θ1 + θ2)]
ρ= a +b = 2 +2 = 8 =2· 2
2 2 2 2
4+4 =
z1 · z2 = 2 · 3 · :cos b + l + i · sen b r + 3r lD
r 3r
5 5 5 5 Calculando o argumento de z, temos:
z1 · z2 = 6 · :cos b l + i · sen b 4r lD
4r
5 5 2
=
1 2 2 NO
cos i =
a
= · = OO
t 2· 2 2 2 2 OO
Divisão de Complexos na Forma Trigonométrica
b
=
2
= 1 2 2 OO
sen i =
t · = O
Para efetuar a divisão entre dois números com- 2· 2
2 2 2
P
plexos em sua forma trigonométrica, basta dividir os
módulos e subtrair os argumentos, ou seja: ⇒ θ = 45º (porque o ponto P (2,2) pertence ao pri-
meiro quadrante).
z1 = ρ1 · (cosθ1 + i · senθ1)
z2 = ρ2 · (cosθ2 + i · senθ2) Então:
Z1 t1
= · [cos(θ1 – θ2) + i · sen(θ1 – θ2)
Z2 t2 z = ρ · (cosθ+ i · senθ) = 2 · 2 · (cos45° + i · sen45°)
2 · c– m
2 2
Tome como exemplo: (2 + 2i)5 = 128 ·
2 –2i
Dados z1 = 8 · b cos l e z2 = 4 ·
5r 5r –128· 2· 2 128· 2· 2
+ i · sen (2 + 2i)5 = – i
3 3 2 2
b cos 2r
+ i · sen
2r
l , calcular Z1 (2 + 2i)5 =
–128·2
–
128·2
i
3 r Z2 2 2
(2 + 2i)5 = –128 – 128i
MATEMÁTICA
Z1 t1
= · [cos(θ1 – θ2) + i · sen(θ1 – θ2)
Z2 t2
Radiciação de Números Complexos — Extração de
· :cos b l + i · sen b 5r – 2r lD
Z1 8 5r 2r Raízes
= –
Z2 4 3 3 3 3
Para extrair as raízes de um número complexo,
= 2 · :cos b l + i · sen b 3r lD
Z1 3r basta extrair a raiz do módulo ρ e dividir o argumento
Z2 3 3 θ + 2 · kπ pelo índice n. Fazendo isso uma vez para cada
Z1 raiz (n vezes) em cada vez substituindo sucessivamente
= 2 · (cosπ+ i · senπ) o valor de k por 0, 1, 2, 3, ... , ou seja: 9
Z2
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–8i = 2 · b cos
b cos i + 2kr i + 2kr l 360 + 270 l
o o o o
360 + 270
+ i · sen , (k ∈ N / + i · sen
n n 3
z = t
n n 3 3
0 ≤ k ≤ n – 1)
–8i = 2 · b cos l
o o
630 630
+ i · sen
3
3 3
A fórmula acima é conhecida como a Segunda
Fórmula de Moivre. 3
–8i = 2 · (cos210º + i · sen210º)
c– – im
Ex.: calcule –8i .
a
3 1
–8i = 2 ·
3
2 2
Primeiramente vamos passar –8i para a forma
trigonométrica: 2· 3 2·1
–8i = –
3
– i
2 2
–8i → ' a=0 3
–8i = – 3 –i
b = –8
Calculando o módulo de z, temos: Para k = 2,
n
Z =
n
t · b cos i + 2kr + i · sen i + 2kr l Portanto:
n n
Teremos:
–8i = {2i, – 3 – i, 3 – i}
3
8 · b cos l
o o
2kr + 270 2kr + 270 FORMA POLAR DE UM NÚMERO COMPLEXO
+ i · sen
3 3
Z =
3 3
Fazendo k = 0, k = 1 e k = 2, teremos portanto: Um número complexo na forma trigonométrica
–8i = 2 · b cos l
o o
270 + 270 i
i · sen
3
z=p
3 3
–8i = 2 · (cos90º + i · sen90º) Ex.: escreva na forma polar o complexo z = 4 · (
3
cos45º + i · sen45º)
–8i = 2 · (0 + i · 1)
3
i
Se z = p
–8i = 2i
3
45 o
Logo: z = 4
Para k = 1, EQUAÇÕES BINOMIAIS
–8i = 2 · b cos
2·180 + 270 l
o o o
2·180 + 270
10 3
+ i · sen axn + b = 0
3 3
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z4 = 2 · :cos D = 2 · 0 + 2 · (–1)i
Sendo a, b ∈ C, a ≠ 0 e n ∈ N 3r 3r
+ i · sen
2 2
Podemos resolver qualquer equação binomial iso-
lando xn e aplicando a definição de radiciação em C. z4 = –2i
Para um melhor entendimento, vamos ver um
exemplo a seguir. Para k = 5,
Ex.: vamos calcular as raízes da equação x6 + 64 = 0
z5 = 2 · :cos b l + i · sen b r + 5 · r lD
r r
+5·
x6 + 64 = 0 → x6 = –64 → x =
6
–64 6 3 6 3
zk = 2 · <cos b + i · sen b lD
r r r Portanto o conjunto solução da equação x6 + 64 = 0
+k·
6 6 3
S={ 3 + i, 2i, – 3 + i, – 3 – i, –2i, 3 – i}
Fazendo k = 0, 1, 2, 3, 4 e 5, teremos:
z0 = 2 · <cos b l + i · sen b r + 0 · r lD
r r
+0· 1. (CESGRANRIO – 2010) Sejam w = 3 – 2i e y = m + pi
6 3 6 3
dois números complexos, tais que m e p são números
reais e i, a unidade imaginária. Se w + y = –1 + 3i, con-
z0 = 2 · :cos b + i · sen lD = 2 ·
r r 3 1
+2· i clui-se que m e p são, respectivamente, iguais a:
6 6 2 2
z0 = 3 +1 a) –4 e 1.
b) –4 e 5.
Para k = 1, c) 2 e 1.
d) 2 e 5.
z1 = 2 · :cos b l + i · sen b r + 1 · r lD
r r e) 4 e –1.
+1·
6 3 6 3
Partindo da igualdade inicial e substituindo os valo-
z1 = 2 · :cos + i · sen D = 2 · 0 + 2 · 1i
r r res de w e y, fornecidos no enunciado, temos:
2 2 W + y= –1+ 3i
z1 = 2i (3 – 2i) + (m + pi) = –1 + 3i
3 + m – 2i + pi = –1 + 3i
Para k = 2, (3 + m) + (–2 + pi) = –1 + 3i
(3 + m) + (–2 + p)i = –1 = 3i
z2 = 2 · :cos b lD + i · sen b r + 2 · r l
r r Fazendo a comparação por meio da igualdade,
+2· temos que:
6 3 6 3
3 + m = –1
z2 = 2 · :cos D =2· c– m m = –1 – 3
5r 5r 3 1
+ i · sen +2· i
6 6 2 2 m = –4
e
z2 = – 3 +i
–2 + p = 3
p=3+2
Para k = 3,
p=5
Portanto m = –4 e p = 5. Resposta: Letra B.
z3 = 2 · :cos b
r
+3·
r
lD + i · sen b r + 3 · r l
6 3 6 3
2. (CESGRANRIO – 2011) Sendo i a unidade imaginária e
^3 + ih2
z3 = 2 · :cos D =2· c– m
7r 7r 3
+ i · sen +2· escrevendo o complexo z = na forma z= a + bi,
1+ i
MATEMÁTICA
z4 = 2 · :cos b l + i · sen b r + 4 · r lD
r r
+4· 11
6 3 6 3
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O primeiro passo é desenvolver o quadrado da soma 4. (QUADRIX – 2014) Observe o número complexo a
no numerador da fração. Fazendo isso, temos: seguir, representado graficamente por meio de um
Plano de Argand-Gauss.
^3 + 1h2 ^3 2 + 2·3·i + i 2h ^9 + 6·i + (–1)h
z= = = = y
1+ i 1+i 1+i
8 + 6i
1+i 1
Veja que agora temos uma divisão simples entre
dois números complexos. Multiplicando o denomi- θ
nador pelo seu conjugado, teremos:
0 x
3
8 + 6i ^8 + 6ih (1 – i) 8 – 8i + 6i – 6i
2
^1 + ih (1 – i)
= · = 2 2 =
1+i 1 –i
Assinale a alternativa que contém o valor do módulo
8 – 2i – 6 (–1) 14 – 2i 14 2i desse número complexo.
= = – = 7 –i
1 – (–1) 2 2 2
Logo o número z = a + bi é igual a z = 7 – i, onde a = 7 a) 3 .
e b = –1. Portanto a + b = 7 + (–1) = 7 – 1 = 6. b) 1.
Resposta: Letra D. c) 0.
d) 2.
3. (UFMT – 2013) Considere os números complexos z1 = 1 e) 4.
+ i e z2 = i2 ∙ z1, em que i é a unidade imaginária. Subtrain-
do-se o argumento de z2 do argumento de z1, se obtém: Pelo plano de Argand-Gauss, temos o seguinte pon-
5r to P = ( 3 , 1). Como a coordenada x do ponto é a
a) . parte real do número complexo e a coordenada y é a
4
r parte imaginária, teremos o seguinte número com-
b) .
4 plexo: z = 3 + i, onde a = 3 e b = 1.
c) π. Calculando o módulo de z, teremos:
d) 2π.
z2 = i2 · z1 Resposta: Letra D.
z2 = (–1) · (1 + i)
z2 = –1 – i
5. (QUADRIX – 2018) O número complexo: c + im
12
3 1
Agora vamos encontrar os argumentos de z1 e z2, encon- 2 2
é igual a:
trando primeiro o valor do módulo de cada um deles:
2 2 2 2 3 1
|z1| = a +b = (1) + (1) = 1+1 = 2 a) + i.
2 2
2 2 2 2
|z2| = a +b = (–1) + (–1) = 1+1 = 2 b)
1
+
3
i.
2 2
Argumento de z1: c) 3 + i.
a =
1 2 b_b d) i.
cosi = = bb
z1 2 2 r e) 1.
b 1 2
b`b →θ=
4
seni = = = bb Vamos resolver este exercício utilizando a primeira
z1 2 2
a fórmula de Moivre.
Argumento de z2: 3 1
Primeiramente vamos passar + i para a for-
2 2
a –1 2
_b ma trigonométrica:
cosa = = =– bb
z1 2 2 b 5r
`b
'a =
→α= 3 1 3 1
b –1 2 bb 4 + i → e b=
sena = = =– 2 2 2
z1 2 2 b 2
a Calculando o módulo de z, temos:
Fazendo o argumento de z2 menos o argumento de
z1, temos:
c m +b 1 l
2 2
2 2 3 3 1
a +b = +
b r l = 5r – r = 4r = π
5r ρ= = =
α–θ= – 2 2 4 4
4 4 4 4
4
= 1 =1
4
12 Resposta: Letra C.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Calculando o argumento de z, temos: Logo, o nosso próximo termo será o número 10,
pois 8 + 2 = 10.
3 Caso os números estejam diminuindo, podemos
a 3
_b buscar uma lógica envolvendo subtrações ou divisões
cosi = = 2 bb
t 1 2 b entre os termos.
b 1 1 b`b → θ = 30º Agora, observe esta outra sequência:
seni = bb
t = 2 2
1 a 2, 3, 5, 7, 11, 13, ...
c + im
12
3 seria o 17, e não o 15. A propósito, os próximos núme-
1 = (cos 12 · 30º + i · sen 12 · 30º) ros primos são: 17, 19, 23, 29, 31, 37...
2 2
c + im
12
3 1 SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS ALTERNADAS
= (cos360º + i · sen360º)
2 2
É bem comum que apareçam questões envolvendo
c + im
12
3 1 uma sequência que tem mais de uma lei de formação.
= (1 + 0)
2 2 Podemos ter duas sequências que se alternam, como
neste exemplo:
c + im
12
3 1 =1
2 2 2, 5, 4, 10, 6, 15, 8, 20, ...
Resposta: Letra E.
Uma análise minuciosa revela a presença de
duas sequências numéricas alternadas. Na primei-
ra, somam-se duas unidades de um número para o
SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS, seguinte. Na segunda, somam-se cinco unidades de
um número para o próximo. Veja:
PROGRESSÃO ARITMÉTICA E
PROGRESSÃO GEOMÉTRICA z Primeira sequência: 2, 4, 6, 8, ...
z Segunda sequência: 5, 10, 15, 20, ...
SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS
PROGRESSÃO ARITMÉTICA
O tema em questão é abordado de maneira que,
embora possa parecer simples, pode revelar-se bastan- Uma progressão aritmética é aquela em que os
te complexo. O principal objetivo é descobrir a lei de termos crescem, sendo adicionados a uma razão cons-
formação ou o padrão da sequência, pois, nas questões tante, normalmente representada pela letra r.
sobre sequências ou raciocínio sequencial, apresen-
ta-se um conjunto de dados dispostos de acordo com
alguma “regra” implícita ou lógica de formação. O Dica
desafio consiste em identificar essa “regra” para, a par- Termo inicial: valor do primeiro número que
tir dela, encontrar outros termos da mesma sequência. compõe a sequência.
Veja o exemplo a seguir:
Razão: regra que permite, a partir de um termo,
obter o seguinte.
2, 4, 6, 8, ...
Observe o exemplo a seguir:
A primeira pergunta que podemos fazer para
encontrar a lei de formação é: os números estão
aumentando ou diminuindo? {1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, …}
Caso eles estejam aumentando, devemos tentar as
MATEMÁTICA
Trata-se de uma fórmula que, a partir do primei- z PA crescente: se r > 0, a PA terá termos em ordem
ro termo e da razão da PA, permite calcular qualquer crescente. Ex.: {1, 4, 7, 10, 13, 16...} → r = 3;
outro termo. Temos a seguinte fórmula: z PA decrescente: se r < 0, a PA terá termos em
ordem decrescente. Ex.: {20, 19, 18, 17 ...} → r = –1;
an = a1 + (n – 1) · r z PA constante: se r = 0, todos os termos da PA serão
iguais. Ex.: {7, 7, 7, 7, 7, 7, 7...} → r = 0.
Nesta fórmula, an é o termo de posição n na PA (o
“n-ésimo” termo); a1 é o termo inicial, r é a razão e n é Dica
a posição do termo na PA.
Usando o nosso exemplo anterior, vamos desco- PA crescente: se r > 0
brir o termo de posição 10. Já temos as seguintes infor- PA decrescente: se r < 0
mações: {1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...}. PA constante: se r = 0
z o termo que buscamos é o da décima posição, isto é, a10; Em uma progressão aritmética de três termos, o
z a razão da PA é 2, portanto r = 2; segundo termo, ou o termo do meio, é a média aritmé-
z o termo inicial é 1, logo a1 = 1; tica entre o primeiro e o terceiro termo. Veja:
z n, ou seja, a posição que queremos, é a de número
10: n = 10 PA (a1, a2, a3) a2 = (a1 + a3)/2
PA (2, 4, 6) 4 = (2 + 6) / 2 4 = 4
Logo,
Revise seus conhecimentos com os exercícios
an = a1 + (n – 1) · r comentados a seguir:
a10 = 1 + (10 – 1) · 2
a10 = 1 + 9 · 2 1. (FGV — 2023) Um soldado iniciou um treinamento
a10 = 1 + 18 para uma prova de flexão de braço fazendo, no primei-
a10 = 19 ro dia, um total de 6 repetições da seguinte forma:
� 1 repetição na 1ª série;
Isto é, o termo da posição 10 é o 19. Volte na � 2 repetições na 2ª série; e
sequência e confira. Perceba que, com essa fórmula, � 3 repetições na 3ª série.
podemos calcular qualquer termo da PA. O termo da
posição 200 é: No segundo dia, o soldado fez um total de 10 repeti-
ções da seguinte forma:
an = a1 + (n – 1) · r
a200 = 1 + (200 – 1) ·2 � 1 repetição na 1ª série;
a200 = 1 + 199 · 2 � 2 repetições na 2ª série;
a200 = 1 + 398 � 3 repetições na 3ª série; e
a200 = 399 � 4 repetições na 4ª série.
Soma do Primeiro ao N-ésimo Termo da PA E assim, a cada dia, o soldado acrescentou uma série
a mais ao treino do dia anterior com uma repetição a
A fórmula a seguir nos permite calcular a soma dos mais, de modo que a nª série tem n repetições. Man-
“n” primeiros termos de uma progressão aritmética: tendo o padrão, o soldado deverá fazer, no 8º dia de
treinamento, um total de
n · (a1 + an)
Sn = 2 a) 55 repetições.
b) 66 repetições.
Para entendermos um pouco melhor, vamos calcu- c) 78 repetições.
lar a soma dos sete primeiros termos do nosso exem- d) 91 repetições.
plo que já foi apresentado: {1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...}.
Já sabemos que a1 = 1 e n = 7. O termo an será, neste Primeiramente, vamos identificar quantas séries
caso, o termo a7, que, observando na sequência, é o serão feitas no 8° dia de treinamento:
número 13, ou seja, a7 = 13. Substituindo na fórmula,
temos: � 1º dia = 3 séries;
� 2º dia = 4 séries;
n · (a1 + an) � 3º dia = 5 séries;
Sn = 2 � 4º dia = 6 séries;
� 5º dia = 7 séries;
7 · (1 + 13)
S7 = = � 6º dia = 8 séries;
2 � 7º dia = 9 séries;
7 · 14 � 8º dia = 10 séries.
S7 = =
2
Com isso, sabemos que no 8º dia serão feitas 10
98
S7 = = 49 séries. Ou seja, o total de flexões feitas no 8º dia será
2
a soma dos 10 primeiros termos de uma PA com a1
14 = 1, an = 10, e n = 10.
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n · (a1 + an) Manoel não é atleta profissional, ele planeja completar
Sn = 2 o percurso no tempo máximo exato, aumentando de
uma quantidade constante, a cada minuto, a distância
10 · (1 + 10) percorrida no minuto anterior. Nesse caso, se Manoel,
Sn =
2 seguindo seu plano, correr 125 metros no primeiro
10 · (11) minuto e aumentar de 11 metros a distância percorri-
Sn = da em cada minuto anterior, ele completará o percurso
2
no tempo regulamentar.
110
Sn =
2 ( ) CERTO ( ) ERRADO
Sn = 55. Resposta: Letra A.
Veja que, no primeiro minuto, ele percorre 125
2. (FCC — 2018) Rodrigo planejou fazer uma viagem em metros, no segundo, 125 + 11 = 136 metros, no ter-
4 dias. A quantidade de quilômetros que ele percorrerá ceiro, 125 + 2 · 11 = 147 metros, e assim por diante.
em cada dia será diferente e formará uma progressão Estamos diante de uma progressão aritmética (PA)
aritmética de razão igual a – 24. A média de quilôme- de termo inicial a1 = 125 e razão r = 11. O décimo
tros que Rodrigo percorrerá por dia é igual a 310 km. primeiro termo (correspondente ao 11º minuto) é:
Desse modo, é correto concluir que o número de quilô- an = a1 + (n – 1) · r
metros que Rodrigo percorrerá em seu quarto e último a11 = 125 + (11 – 1) · 11
dia de viagem será igual a a11 = 125 + 110 = 235 metros
A soma das distâncias percorridas nos 11 primeiros
a) 334. minutos é dada pela fórmula da soma dos termos
b) 280. da PA:
c) 322.
d) 274. n · (a1 + an)
Sn = 2
e) 310.
11 · (125 + 235)
Primeiramente, devemos encontrar o a1 para, em S11 =
2
seguida, determinarmos o a4. Tudo deve ser expres-
so em função de a1 para que possa ser substituído na 11 · 360
S11 =
média. Utilizando a fórmula do termo geral: 2
r = –24
S11 = 180 · 11
an= a1 + (n – 1) · r
S11 = 1.980
Achando a1:
a1 = a1 + (1 – 1) · r
A distância total percorrida é menor do que 2.000
a1 = a1
metros. Logo, Manoel não completará o percurso no
Colocando a2 em função de a1:
tempo regulamentar de 11 minutos. Resposta: Errado.
a2= a1 + (2 – 1) · r
a2 = a1 + r
4. (FCC — 2017) Em um experimento, uma planta recebe
Colocando a3 em função de a1:
a cada dia 5 gotas a mais de água do que havia recebi-
a3 = a1+ (3 – 1) · r
a3 = a1 + 2 · r do no dia anterior. Se no 65° dia ela recebeu 374 gotas
Colocando a4 em função de a1: de água, no 1° dia do experimento ela recebeu
a4 = a1 + (4–1) · r
a4 = a1 + 3 · r a) 64 gotas.
Substituindo na fórmula da média aritmética: b) 49 gotas.
(a1 + a2 + a3 + a4) /4 = 310 c) 59 gotas.
(a1+ a1 + r + a1 + 2r + a1 + 3r) /4 = 310 d) 44 gotas.
4 a1 + 6r = 310 · 4 e) 54 gotas.
4 a1 + 6 · (–24) = 1.240
4 a1 – 144 = 1.240 Já sabemos que a razão é r = 5 e que o a65 = 374,
a1 = 346 então, o a1 é dado por:
Encontrando a4: a65= a1 + (n – 1) · r
a4 = 346 + (4 – 1) · r 374 = a1 + (65 – 1)5
a4 = 346 + 3 · r 374 = a1 + 64 · 5
a4 = 346 + 3 · (–24) 374 = a1 + 320
a4 = 274. Resposta: Letra D. a1 = 54 gotas. Resposta: Letra E.
MATEMÁTICA
an = a1 · qn–1 Pn = a1n · q 2
Em que:
No nosso exemplo, o quinto termo, a5 (n = 5), pode
ser encontrado da seguinte forma: {2, 4, 8, 16, 32...}.
z Pn é o produto dos n termos;
z a1 é o primeiro termo;
a5 = 2 · 25–1 z q é a razão da PG;
a5 = 2 · 24 z n é o número de termos.
a5 = 2 · 16
a5 = 32 Vejamos, como exemplo, a PG finita {2, 8, 18, 54}.
Primeiramente, vamos identificar os termos:
Soma do Primeiro Ao N-ésimo Termo da PG
a1 = 2; q = 3 e n = 4
A fórmula a seguir permite-nos calcular a soma
dos “n” primeiros termos da progressão geométrica: Logo, o produto dos termos é:
n n (n – 1)
a1 · (q – 1) Pn = a1n · q 2
Sn =
q –1
4 (4 – 1)
Usando novamente o nosso exemplo e fazendo a P4 = 24 · 3 2
4
2 · (2 – 1) P4 = 16 · 36
S4 =
2–1
P4 = 16 · 729
2 · (16 – 1)
S4 =
1
P4 = 11.664
2 · 15
S4 =
1 Revise seus conhecimentos com os exercícios
comentados a seguir:
S4 = 30
1. (FUMARC — 2018) Se a sequência numérica repre-
Soma dos Infinitos Termos de Uma Progressão sentada por (6, a2, a3, a4, a5, 192) é uma Progressão
Geométrica Geométrica crescente de razão igual a q, então, é COR-
RETO afirmar que o valor de q é igual a:
Suponha que você corra 1.000 metros, depois 500
metros, em seguida 250 metros, e então 125 metros — a) 2
sempre metade da distância percorrida anteriormente. b) 3
Quanto você correrá no total? Note que temos uma pro- c) 4
gressão geométrica infinita, porém essa PG é decrescente. d) 8
Quando temos uma PG infinita com razão 0 < q <
1, teremos que qn = 0. Entendemos, então, que quanto Vamos substituir os valores que já temos na fórmula
maior for o expoente, mais próximo de zero será. Por- geral da PG para que possamos encontrar a razão:
tanto, substituindo, teremos: an = a1 · qn–1
a6 = a1 · q6–1
a1 · (0 – 1) 192 = 6 · q5
S∞ =
q –1 192
= q5
6
a1
16 S∞ = 32 = q5
q –1
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72000
q=
5
32 x=
480
q = 2. Resposta: Letra A.
x = 150. Resposta: Letra C.
2. (FGV — 2022) O número de bactérias em uma certa
cultura aumenta a uma taxa de 10% ao dia. Assim, o 4. (IESES — 2019) Em uma progressão geométrica de
número de bactérias diárias nessa cultura aumenta de razão r = 3 a soma dos 5 primeiros termos é igual a 968.
acordo com uma progressão Então, o primeiro termo dessa progressão é:
Primeiramente, vamos denominar como N (1) o Vamos usar a fórmula da soma da PG:
número de bactérias nessa cultura no dia 1. Assim,
como foi dito no enunciado que a quantidade de bac- n
a1 · (q – 1)
térias aumenta 10% a cada dia, o aumento de 10% Sn =
pode ser representado como: q–1
5
a1 · (3 – 1)
100 10 110 968 =
100% + 10% = + = = 1,1 3–1
100 100 100
Então, a quantidade de bactérias no dia 2 é a quanti- a1 · (243 – 1)
968 =
dade de bactérias no dia 1 vezes 1,1, ou seja: 2
1.936 = 242a1
N (2) = 1,1 · N (1)
1936
Analogamente, a quantidade de bactérias no dia 3 a1 =
242
pode ser escrita como:
a1 = 8. Resposta: Letra E.
N (3) = 1,1 · N (2)
d) 200.
e) 250. x+0=x
x·1 = x
Em uma progressão geométrica, o quadrado do ter-
mo do meio é igual ao produto dos extremos. Logo: Existência de elemento oposto (ou simétrico).
x2 = (x – 120) · (x + 600)
x2 = x2 + 600x – 120x – 72.000 x + (– x) = 0
x2 – x2 = 480x – 72.000 x· 1 = 1
480x = 72.000 x 17
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Distributividade (também chamada de proprie- (o número 2 está multiplicando, então ele irá pas-
dade distributiva da multiplicação sobre a adição) sar dividindo)
As expressões algébricas contêm números conhe- Revise seus conhecimentos com os exercícios
cidos, números desconhecidos (incógnitas) e opera- comentados a seguir:
ções matemáticas.
1. (ENCCEJA 2019) Para estimar a extensão de um
Valor Numérico de uma Expressão engarrafamento (E) em uma via com três pistas de
rolagem onde só trafegam carros de passeio, o Depar-
É o resultado das operações efetuadas em uma tamento de Trânsito considera, para efeito de cálcu-
expressão algébrica, após a substituição das variáveis lo, que cada carro ocupa 5,5 m de extensão da pista
por números. Veja um exemplo: de rolagem onde se encontra, conforme indicado na
Qual o valor da expressão 2x + 2y quando x = 2 e figura.
y = 3?
Basta substituir as variáveis pelos valores núme- Extensão do engarrafamento (E)
ros que a questão falou
2 × 2 + 2 × 3 = 4 + 6 = 10.
EQUAÇÃO ALGÉBRICA
Últimos carros 5,5m 5,5m Primeiros Carros
É uma igualdade entre expressões algébricas que
possuem incógnitas em suas estruturas. Observe os A expressão matemática que expressa a relação entre
exemplos: a extensão do engarrafamento (E), medido em qui-
Exemplos: lômetro, e o número (N) de carros envolvidos nesse
engarrafamento é dada por
2x + 5 = x + 15
3y + 4 = 18 N
2y = 6 · 5,5
a) E= 3
As equações algébricas contêm números desco- 1000
nhecidos (incógnitas) e operações matemáticas. N
·3
Valor Numérico de Uma Equação b) E= 5,5
1000
É o resultado das operações efetuadas em uma
N · 5,5
equação algébrica, com a intenção de achar o valor de c) E=
uma variável. Veja um exemplo: 1000
Qual o valor de “x” na equação 2x + 5 = 25? 3N x 5,5
Devemos isolar o “x” em um dos lados da igualda- d) E=
de e passar todos os outros valores para o outro lado. 1000
a) 35.
b) 105. q(x) = 7 é um polinômio constante, pois possui ape-
c) 915. nas o termo independente. Logo seu grau é zero:
gr(q) = 0
d) 1 624.
3 3 3660
4 de 1220 = 4 × 1220 = 4 = 915 enviaram men- Valor Numérico de um Polinômio (Raiz)
sagens. Resposta: Letra C.
Para obter o Valor Numérico de um Polinômio
P(x) basta substituir a variável x por um número k
qualquer e efetuar as operações indicadas. Simbolica-
POLINÔMIOS: EQUAÇÕES mente esse valor numérico é representado por P(k), se
POLINOMIAIS E INEQUAÇÕES P(k) for igual a zero, ou seja, P(k) = 0, dizemos que k é
uma Raiz do polinômio.
RELACIONADAS
Ex.:
Dado o polinômio 3x3 + 5x2 – x + 2, temos:
OPERAÇÕES E PROPRIEDADES
Onde: P(-2) = 0
Polinômios Idênticos
p(x) = – 7x4 + 2x3 – x2 + 11x + 2, onde: a0 = 2,
a1 = 11, a2 = –1, a3 = 2, a4 = –7
Considere dois polinômios P(x) e Q(x), dizemos
f(x) = 9x3 + 1, onde: a0 = 1, a1 = 0, a2 = 0, a3 = 9 que esses dois Polinômios são Idênticos, se e somente
se, os coeficientes dos termos correspondentes forem
iguais, ou seja: 19
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Também podemos efetuar a soma da seguinte
P(x) = a0 + a1x + a2x2 + ⋯ + anxn
, temos: maneira:
Q(x) = b0 + b1x + b2x2 + ⋯ +bnxn
P(x) = 0, se e somente se: b + 5 = 0 ⇒ b = -5 Q(x): -1x5 +0x4 -2x3 +7x3 -0x +12
-----------------------------------------------------------------------------------
c=0 P(x) + Q(x): 8x5 -3x4 -x3 +5x2 +4x +11
Para a Adição de Polinômios temos que realizar a Para a Multiplicação entre Polinômios basta mul-
soma dos coeficientes dos termos que apresentam o tiplicar todos os termos de um polinômio por todos
mesmo grau. os termos do outro polinômio e fazer a soma destes
Ex.: termos no final.
Ex.:
P(x) = 9x5 – 3x4 + x3 – 2x2 + 4x – 1 e Q (x) = x5 + 2x3 – 7x2 Dados:
– 12
P(x) = 5x3 – x2 e Q(x) = 2x7 = -4x5 -2x +9
P(x) + Q(x) = (9x5 – 3x4 + x3 – 2x2 + 4x – 1) + (5x3 – x2) . (2x7 – 4x5 – 2x +9) =
(x5 + 2x3 – 7x2 – 12 )
5x3 . (2x7) + 5x3 . (-4x5) + 5x3 . (-2x) + 5x3 . (9) -x2 . (2x7) –
P(x) + Q(x) = 9x – 3x + x – 2x + 4x – 1 + x +2x – 7x
5 4 3 2 5 3 2
x2 . (-4x5) -x2 . (-2x) – x2 . (9) =
– 12
(5 . 2 . x7 . x3) + [ 5 . (-4) x5 . x3] + [5 . (-2) x3 . x]
P(x) + Q(x) = (9x5 + x5) – 3x4 + (x3 + 2x3) + (-2x2 – 7x2) + 4x
+ (-1 – 12) + (5 . 9 . X3) + (-2 . x2 . x7) + [ -1 . (-4) . x2 . x5]
+ [ -1 . (-2) . x2 . x ] + (9x2) =
P(x) + Q(x) = 10x – 3x + 3x – 9x + 4x – 13
5 4 3 2
10x10 – 20x8 – 10x4 + 45x3 – 2x9 + 4x7 + 2x3 – 9x2 =
10x10 – 2x9 – 20x8 = 4x7 – 10x4 + 45x3 + 2x3 – 9x2 =
10x10 – 2x9 – 20x8 + 4x7 – 10x4 + 47x3 – 9x2
20
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Divisão de Polinômios Logo obtemos: quociente Q(x) = x2 + 3x + 2 e resto
R(x) = x + 11
Sejam A(x) e B(x) dois polinômios, sendo B(x) um
polinômio não nulo. Ao fazermos a Divisão de A(x) Teorema do Resto
por B(x) encontraremos os polinômios Q(x) e R(x), tal
que: O Teorema do Resto nos garante o seguinte:
Vamos dividir o polinômio A(x) = x4 + 4x3 + 4x2 + 9 Logo, o resto R(x) = 24.
pelo polinômio B(x) = x2 + x - 1
Para tanto façamos uso do Método da Chave: Teorema de D’Alembert
x4 + 4x3 + 4x2 + 0x + 9 x2 + x – 1
tes de todos os termos do dividendo, em ordem
– x4 – x3 + x2 x2 + 3x + 2 decrescente de expoente:
3x3 + 5x2 + 0x
– 3x3 – 3x2 + 3x raiz do binômio coeficientes do dividendo
2
2x + 3x + 9
2 3 –8 5 6
– 2x2 – 2x + 2
x + 11
21
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z Passo 2: Abaixamos o primeiro coeficiente do divi- As funções ocorrem quando há a associação entre
dendo e em seguida multiplicamos esse coeficiente dois conjuntos, onde todo elemento de um conjunto
pela raiz e somamos o produto ao segundo coefi- tem correspondência com um elemento do outro, ou
ciente do dividendo, escrevendo o resultado obti- seja, um elemento está em função do outro.
do abaixo desse: As funções podem ser representadas tanto em
tabelas quanto em fórmulas. Para entender melhor
2 3 –856 essa representação, vamos tomar como exemplo o
↓ cálculo do valor de uma corrida de táxi. Nesse cálculo,
3 temos a chamada bandeira, isto é, um valor fixo para
qualquer corrida, que será somado com o produto da
Fazendo o produto do coeficiente e a raiz e soman-
distância percorrida pelo valor da quilometragem. Se
do com o segundo coeficiente, teremos:
um taxista tem a bandeira 10 e o valor da quilometra-
gem é 3, podemos montar uma fórmula onde o valor
3 ‧ 2 + (– 8) = 6 – 8 = – 2
pago (VP) é igual ao produto de 3 pela distância per-
corrida (D) somado com 10, resultando em: VP = 3 ·
O resultado obtido é colocado em baixo do segun-
do coeficiente, no caso o -8. D + 10. Para representar essa função em formato de
tabela, precisamos assumir valores para D, já que VP
depende diretamente dele, ficando:
2 3 –856
3 –2
DISTÂNCIA (D) 10 15 20 30
z Passo 3: Pegamos o resultado obtido, no caso o -2,
multiplicamos pela raiz e somamos com o coefi- VALOR PAGO (VP) 40 55 70 100
ciente da terceira coluna, logo teremos:
Dessa maneira, a definição de função é: uma rela-
(– 2) ‧ 2 + 5 = – 4 + 5 = 1 ção f entre um conjunto A e um conjunto B, denotada
por f = A → B, onde, para cada x pertencente a A, existe
O resultado obtido é colocado em baixo do terceiro um único y no conjunto B.
coeficiente, no caso o 5. Na figura abaixo, observa-se que as relações f e g
não são funções, pois, para f, nem todo elemento de
2 3 –856 A tem um respectivo em B. Já para a relação g, não se
3 –21 tem todo elemento de A com um único respectivo em
B. A relação h: esta, sim, é uma função, visto que para
z Passo 4: Pegamos o resultado obtido, no caso o 1,
todo elemento de A existe um único respectivo em B.
multiplicamos pela raiz e somamos com o coefi-
ciente da quarta coluna, logo teremos: A f B
1‧2+6=2+6=8
2 3 –856
3 –218
A g B
Fazendo o processo para o último coeficiente a
divisão está encerrada. Os três primeiro números
obtidos são os coeficientes do quociente e o último
número é o resto da divisão, para uma melhor visuali-
zação podemos separar da seguinte forma:
2 3 –85 6
3 –21 8
Logo, teremos: A
H B
Q(x) = 3x – 2x + 1 e R(x) = 8
2
A D(f)
1 -1
4 2
7 5
a d 9 7
g 11 9
b e
h B
A
c f
Figura 3c.
MATEMÁTICA
2
-2 -10 x –1
f(x) = x – 1 e g(x)
-1 -5 x+1
0 0 Assim, para o domínio A = {1, 2, 3}, tem-se:
1 5
2 10 f(1) = 1 – 1 = 0
f(2) = 2 – 1 = 1
f(3) = 3 – 1 = 2
A B
Figura 4b.
e
2
Funções de x (f(x) = xn), definidas em f: ℝ → ℝ, com g(1) =
1 –1
=0
potências pares são funções pares, enquanto com 1+1
potências ímpares são funções ímpares. Por exemplo, 2
2 –1
f(x) = x² ou f(x) = x4 são pares e f(x) = x³ ou f(x) = x5 são g(2) = =1
ímpares, visto que, f(x) = x² = (–x) e f(–x) = (–x)³ = –f(x). 2+1
2
3 –1
FUNÇÕES PERIÓDICAS E COMPOSTAS g(3) = =2
3+1
Funções periódicas podem ser entendidas como Como f(1) = g(1); f(2) = g(2); f(3) = g(3) para todo
funções de fácil identificação visual ou gráfica, onde x∈A, temos que as funções são iguais.
se observa uma característica de repetição do decor- Podemos ter outras relações entre funções,
rer da curva em intervalos subsequentes. como: a soma de duas funções f e g definida por:
Uma função f: ℝ → ℝ é dita periódica de tempo T
se existe uma constante positiva T tal que f(x) = f(x + (f+g)(x)=f(x)+g(x)
T) para todo x∈ℝ. Assim, se f é periódica de período T,
então f também é periódica de período nT, onde n∈ℕ, A diferença entre funções, definida por:
f(x) = f (x+T) = f (x + 2T) = ··· = f(x + nT).
Para que uma função composta f com g exista, f (f – g)(x) = f(x) – g(x)
e g devem ser funções dentro do domínio e contrado-
mínio definidos, isto é, f: A → B e g: B → C. Em outras O produto entre funções:
palavras, para todo x pertencente ao domínio A, tere-
mos um y pertencente ao contradomínio B, tal que y (f · g)(x) = f(x) ⋅ g(x)
= f(x). De mesma maneira, para todo y pertencente a
B, tem-se um z pertencente a C, tal que z = f(y). Assim, E o quociente entre funções:
pode-se concluir que existe uma função h: A → C defi-
nida por h(x) = z. Esta função ainda pode ser escrita f (x)
(f/g) (x) = , g(x) ≠ 0
como fοg(x) (lê-se “f bola g de x”) ou h(x) = f[g (x)]. g (x)
Assim, sejam as funções f(x) = x2 + 2 e g(x) = 3x, a
Em cada uma das operações anteriores, o domínio
composta de fοg é dada por f[g (x)] = f [3x] = (3x)2 + 2
da função resultante consiste naqueles valores de x
= 9x2 + 2.
Já a composta de gοf seria: g[f(x)] = g[(x² + 2)] = 3(x² que estão no domínio de cada uma das funções f e
+ 2) = 3x² + 2. g, sendo que, quando tivermos o quociente, existirá
a necessidade de o denominador ser não nulo. Além
disso, algumas outras funções também podem ter res-
Importante! trições específicas, como, por exemplo, a função raiz
quadrada que precisa ser positiva. Logo, o domínio
As funções fog e gof são diferentes, isto é, não do resultado delas deve satisfazer as duas funções ao
24 são comutativas. mesmo tempo.
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Uma função f: A → B definida por y = f(x) é dita
Supondo duas funções f(x) = x + 1 e g(x) =
função decrescente em um intervalo se para dois
x – 4 , os domínios delas são Df = [–1,+ ∞[ (x per- valores quaisquer de X1 e X2, pertencentes ao inter-
tence aos reais, tal que x maior ou igual a –1) e Dg = valo, onde x1 < x2 resultam em f(x1) > f(x2). Ou seja,
[4,+∞[ (x pertence aos reais, tal que x maior ou igual quando aumentam os valores de x, os valores de y
a 4). Note que raiz quadrada pode assumir somente diminuem (figura 7b).
valores positivos, incluindo o zero. Se fizermos o quo-
x +1 y
ciente delas, (f/g(x) = , o domínio da função
x–4
quociente é D gf = ]4,+∞[ (x pertence aos reais, tal que x
maior do que 4), pois, neste caso, o denominador não
pode ser nulo.
x1 x2 x
RAIZ DE UMA FUNÇÃO
Figura 7a. Exemplo de função crescente.
Raiz ou raízes de uma função são também conhe-
cidas como zero da função. Ou seja, é quando o valor
de x tem imagem, y em zero ou nula, isto é, y = f(x) = 0. y
Assim, para determinar a raiz da função y = 2x – 1,
basta igualar tal função a zero e isolar o valor de x,
1
logo: y =2x – 1 = 0 → 2x = 1 → x = é raiz da função
2 x1 x2 x
y = 2x – 1 e o ponto no plano cartesiano será (x, y) =
b 1 , 0l . Figura 7b. Exemplo de função decrescente.
2
FUNÇÃO DEFINIDA POR MAIS DE UMA SENTENÇA
FUNÇÃO CONSTANTE, CRESCENTE E
DECRESCENTE
Uma função definida por mais de uma senten-
ça tem, em cada subdomínio, uma função associada
Uma relação f: ℝ → ℝ recebe a denominação de
a ela. A união desses subdomínios forma o domínio
função constante quando, a cada elemento de x∈ℝ,
da função original . Com isso, conseguimos construir
associa-se sempre o mesmo elemento c∈ℝ, ou seja, y
o gráfico das funções f(x) em cada subdomínio. Veja
= f(x) = c. O gráfico da função constante é uma reta
os exemplos:
paralela ao eixo das abscissas (eixo x) passando pelo
ponto (x, y) = (0, c) (figura a seguir). Assim, o conjunto
imagem (Im) de f é Im = {c}. –x + 1, se x< –2
y a) f(x) = x –1, se –2 ≤ x ≤1
2
–x + 1, se x > 1
(0, c)
x –x² + 1, se x < 1
b) f(x) =
Função constante.
(x – 2)² – 1, se
x≥1
Assim, temos exemplos de funções constantes,
como mostra a figura a seguir. 4
y
3
y y 2
(0, 4) 1
x
x –4 –3 –2 –1 1 2 3 4
–1
–2
x (0, –2)
y=4 y = –2 –3
–4
Exemplos de função constante.
Uma função f: A → B definida por y = f(x) é dita Figura 8a. Exemplo de função formada por mais de uma sentença.
MATEMÁTICA
25
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y y
4 4
3 3
2 2
1 1
x x
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4 –4 –3 –2 –1 1 2 3 4
–1 –1
–2 –2
–3
–3
–4
–4
3 –3
2 –4
1
x Figura 10. Gráfico da função linear f(x) = 2x e o ponto (x, y) = (2, 4).
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4
–1
–2 A aplicação de ℝ → ℝ, quando cada x∈ℝ estiver
associado ao elemento (ax + b) ∈ ℝ com a ≠ 0, a e b
–3
constante real, recebe o nome de função afim, ou
–4
seja, f(x) = ax + b; a ≠ 0, onde a é conhecido como coe-
ficiente angular e b como coeficiente linear.
26 Figura 9a. Função f(x) = 2x – 1.
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O gráfico para a função afim, f(x) = ax + b, também Assim, colocando esses resultados sobre o eixo x e
é uma reta, onde o coeficiente angular (a) indica a adicionado os sinais, vemos em quais intervalos estão
inclinação da reta e o coeficiente linear indica o local os sinais positivos e negativos da função.
em que a reta corta o eixo das ordenadas (eixo y). Seja
a função afim f(x) = 2x + 1, (x, y) = (0, 1) é o ponto onde z 2º caso: a < 0 (decrescente)
a reta corta o eixo y; com mais um ponto, pode-se tra-
çar a reta que representa a função f(x). Assim, para x
= 1 → y = 3, ou seja, o ponto (x, y) = (1, 3). Seu gráfico b
f(x) = ax + b > 0 → x < –
segue na figura 11. a
b
f(x) = ax + b < 0 → x > –
a
Importante!
Uma função afim f(x) = ax + b, quando b = 0,
transforma-se na função linear f(x) = ax. Assim,
dizemos que uma função linear é um caso parti-
cular da função afim.
x
b
–
y a
4
3
para uma dessas inequações pode ser encontrado da sidade de multiplicar por –1 ambos os lados para iso-
3
f (x) lar x, (–1) · – x ≤ – · (–1), não esqueça de também
seguinte forma: seja a inequação-quociente ≥ 0, 2
g (x)
para o produto ser positivo temos duas situações: f(x) inverter o sinal da inequação, ficando, nesse caso, x
3
≥ 0 e g(x) > 0 ou f(x) ≤ 0 e g(x) < 0. ≥ .
2
Assim, para f(x) ≥ 0 e g(x) > 0 encontramos a solu-
ção S1 para a f(x) ≥ 0 e a solução S2 para a g(x) > 0, Funções Quadráticas
chegando na solução geral S1∩S2.
Depois, para f(x) ≤ 0 e g(x) < 0, encontramos a solu- A função quadrática, ou do 2º grau, é uma apli-
ção S3 para a f(x) ≤ 0 e a solução S4 para a g(x) < 0, cação de ℝ → ℝ quando cada elemento x∈ℝ associa o
elemento (ax2 + bx + c) ∈ℝ com a ≠ 0, ou seja, f(x) = ax2
chegando na solução geral S3∩S4.
+ bx + c; a ≠ 0 e a, b, c∈ℝ. Um exemplo de função qua-
Por fim, a solução para a inequação-quociente
drática: f(x) = x2 – 3x + 2; a= 1, b = –3, c = 2.
f (X)
≥ 0 é dada pela união das soluções anteriores, O gráfico para a função quadrática f(x) = ax2 + bx
g (X) + c é uma parábola. Assim, para sua construção são
S = {S1∩S2}∪{S3∩S4}. Raciocínio análogo para as outras necessários mais que dois pontos, diferentemente do
28 inequações-quociente. visto anteriormente na construção da reta. Para tal,
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inicialmente encontram-se os zeros ou as raízes da Sinal da Função Quadrática
função, o vértice e o ponto de encontro com o eixo y.
São três coeficientes na função quadrática: a, b e c. O estudo do sinal de uma função f: A → B definida
O primeiro, (a), indica se a concavidade da parábola por y = f(x) é encontrar para quais valores de x temos
está voltada para cima (a > 0) ou para baixo (a < 0), f(x) > 0, f(x) < 0 ou f(x) = 0, com x∈Df.
já o terceiro, (c), indica onde a parábola corta o eixo Inicialmente, identificamos onde a função é igual
das ordenadas (eixo y), ou seja, quando x = 0 e y = c. a zero, ou seja, encontramos a raiz da função y = f(x).
Vamos analisar a função quadrática f(x) = x2 –3x + Para isto, fazemos y = f(x) = 0. Para função quadrática,
2 para compreender melhor. Neste caso, a = 1, então a –b ! D
parábola terá sua concavidade voltada para cima; e c vimos que as raízes são: x = 2a , com Δ = b2 – 4ac.
= 2 — a parábola cortará o eixo y nas coordenadas (0,
Agora, teremos um caso para estudo do sinal da
2). Mais à frente, estudaremos como calcular as raízes
função quadrática quando o coeficiente a é positivo
e os vértices da função para, assim, construir um grá-
(a > 0), outro quando é negativo (a < 0) e outro, ainda,
fico tal como este:
quando Δ > 0; Δ < 0 e Δ = 0.
y Para Δ < 0, temos:
4
3
2 a > 0 → f(x) > 0, ∀x ∈ ℜ
1
x a < 0 → f(x) < 0, ∀x ∈ ℜ
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4
–1
No gráfico da função quadrática com Δ < 0, como
–2
não existe raiz real, a parábola não corta o eixo x
–3 (abscissa).
–4
f(x) < 0 x
(xv, yv) = b3 –
1
l e raízes (x1, y) = (1, 0); (x2, y) = (2, 0). f(x) > 0
x
2 4
As raízes ou zeros da função quadrática são os Figura 13.
valores de x tal que a f(x) = ax2 + bx + c = 0.
Pela forma canônica, tem-se que a função f(x) = ax2 Para Δ = 0, temos:
+ bx + c pode ser escrita da seguinte forma:
:b x + l – D
D a > 0 → f(x) > 0, ∀ x ∈ ℜ
2
b
f(x) = a
2a 4a 2
a < 0 → f(x) < 0, ∀ x ∈ ℜ
Sendo Δ = b2 – 4ac o discriminante, igualando essa
função canônica a zero, chegamos nos valores das
No gráfico da função quadrática com Δ = 0, as raí-
raízes:
zes são iguais (raiz unitária), logo a parábola corta o
eixo x (abscissa) em apenas um ponto. Neste ponto, a
–b ! D f(x) = 0.
x= 2a
Usando essa fórmula, chegamos nas raízes da fun- x
f(x) > 0 x1 = x2 f(x) > 0
ção quadrática f(x) = x2 – 3x + 2:
x1 = x2
Δ = b2 – 4ac = (–3)2 – 4 ⋅ 1 ⋅ 2 = 9 –8 = 1, f(x) > 0 f(x) > 0
– ]–3g – 1
x
3–1
X1 = = = 1, Figura 14.
2 ·1 2
a>0→
Quando o valor de delta é negativo (Δ < 0), não
𝑓(x) b
temos raízes reais, então a parábola não corta o eixo f ( x<=
) 0, {x
ax∊+ℜb|<x0 <→x <x x<2}− ;
1
a
x. Quando o delta é igual a zero (Δ = 0), as duas raízes
são iguais, ou seja, teremos uma função quadrática
de raiz unitária, fazendo com que a parábola encoste
somente uma vez no eixo x. Já para delta positivo (Δ
> 0), teremos, então, a situação de duas raízes reais,
onde a parábola corta o eixo x em dois lugares.
29
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b
f ( x>=
𝑓(x) ) 0, {x
ax∊+ℜb|>x0 < x < x2} − ;
1 → x >
a
a<0→
𝑓(x) b
f ( x<=
) 0, {x
ax∊+ℜb|<x <0 x→ oux x<>−x2} ;
1
a
No gráfico da função quadrática com Δ > 0, existem as duas raízes reais, logo a parábola corta o eixo x (abscis-
sa) em dois pontos. Nestes pontos, a f(x) = 0.
x1 f(x) > 0 x2
f(x) < 0 f(x) < 0 x
f(x) > 0 f(x) > 0
x1 f(x) < 0 x2 x
Figura 15.
Logo, no estudo do sinal da função quadrática f(x) = x2 – 3x + 2, temos que a > 0, já que a = 1, e calculamos o
valor do delta, Δ = 1 > 0, e das raízes, x1 = 1 e x2 = 2. Assim, concluímos para o estudo de sinal:
b
f ( x>=
𝑓(x) ) 0, {x
ax∊+ℜb|>x0< →
1 oux x>>−2} ;
a
a>0→
𝑓(x) b
f ( x<=
) 0, {x
ax∊+ℜb|<10< →
x <x2}< − ;
a
Seja a ≠ 0 as inequações quadráticas são: ax2 + bx + c > 0, ax2 + bx + c < 0, ax2 + bx + c ≥ 0 ou ax2 + bx + c ≤ 0.
Resolver a inequação 𝑓(x) = ax2 + bx + c > 0 significa encontrar valores de x tal que 𝑓(x) seja positiva. O resulta-
do para resolver essa inequação é encontrado no estudo de sinal da função 𝑓(x) . Assim dependendo dos valores
de a e de delta temos algumas combinações de resultados para solução da 𝑓(x) > 0:
x x x
x1 = x2
a<0eΔ>0
a<0eΔ<0 x a<0eΔ=0 x x1 x2 x
Figura 16.
No caso de inequação produto faz-se o estudo de sinal de cada uma das funções quadráticas e define-se a solu-
ção de acordo com a regra de sinais do produto de números reais, temos que (+ · + = +); (– · – = +); (+ · – = –), assim,
um conjunto solução (S) para uma dessas inequações pode ser encontrada da seguinte forma, seja a inequação
produto f(x )⋅ g(x) > 0, para o produto ser positivo temos duas situações: f(x) > 0 e g(x) > 0 ou f(x) < e g(x) < 0.
Então seja a inequação produto (x2 – x – 6) · (– x2 + 2x – 1) > 0, para achar o conjunto solução primeiro encon-
30 tra-se as raízes de cada função 𝑓(x) = x2 – x – 6 e g(x) = –x2 + 2x – 1:
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f ( x=
) ax +b > 0 → x > −
b
;
z Para 𝑓(x) = 2x2 + x – 1, com ∆ > 0 e a > 0:
∆𝑓 = (–1) – 4(1)(–6) = 1 + 24 = 25
2
a
∆ = b2 – 4ac →
f ( x= b
) 2 ax + b < 0 → x < − ;
∆g = (2) – 4(–1)(–1) = 4 – 4 = 0 a
b b
b 1
; ( x=
− > xf → )0 >ax
b+ ba> 0
+x =)x
→ ( fx > − ;
𝑓(x) a
a
f ( x; =
)b> 0,
−ax
b
+xf →
∊ℜ )00<→
( x>
| xax x xb
< –1 ou
> ; ( fx
−x0=>)→
–(–1) – √25 b
<x
= b++ a< x
a 2
< − b ;
a
𝑓(x) = 0
𝑓(x)b < 0, x ∊ ℜ | –1 < x <
a
b
b ; − < x → f (0x<
) b ax
= + x+ab = ) x0( →
< f x < − ;
2
fx( x==) –(–1) + √25 a
a
ax + b < 0 →= 3x < − ;
2
2·1 a
z Para g(x) = – x2 + 2x, com ∆ > 0 e a < 0:
b
f ( x=
) ax +–(2)
b >±0 √0→ x > − ;
a
g(x) = 0 x =x =
f (1x=
= 1 b b
) 2 ax + b < 0 → x < − ; g(x) > 0,ax
{x +
∊ℜ | 00<→
x <x2}
2 · (–1) a
f ( x=
) b > >
a
; −
f ( x= b
) ax + b < 0 → x < − ;
g(x) < 0, {x ∊ ℜ | x < 0 ou x > 2}
a
Assim, para a inequação produto ser positiva, 𝑓(x) A segunda para f(x) < 0 e g(x) > 0. Assim, a solução
· g(x) = (x2 – x – 6) · (–x2 + 2x – 1) > 0, sabendo que g(x) < será:
0, então a 𝑓 também deve ser negativa, 𝑓(x) < 0. Assim,
1
a solução será S = {x ∊ ℜ |–2 < x < 3} S2 = {x ∈ ℜ | –1 < x < }∩{x ∈ ℜ | 0 < x < 2} = {x ∈
2
No caso de inequação quociente faz-se o estudo 1
ℜ|0<x< }
de sinal de cada uma das funções quadráticas e defi- 2
ne-se como solução de acordo com a regra de sinais Logo, a solução das inequações quociente
do quociente de números reais, temos que (+ ÷ + = 2
(2x + x – 1)
+);(– ÷ – = +);(+ ÷ – = –), assim, um conjunto solução 2 é:
(–x + 2x)
(S) para uma dessas inequações pode ser encontrada
f (x) 1
da seguinte forma, seja a inequação quociente > S1∪S2 = {x ∈ ℜ | x < –1 ou 0 < x < ou x > 2}
g (x) 2
0, para o quociente ser positivo temos duas situações:
f(x) > 0 e g(x) > 0 ou f(x) < 0 e g(x) < 0. Máximo e Mínimo para Função Quadrática
2
(2x + x – 1)
Então seja a inequação quociente 2 < 0, Dizemos que o número yM ∈ Im(f) é o valor máxi-
(–x + 2x) mo ou mínimo da função y = f(x) se, somente se, yM ≥
para achar o conjunto solução primeiro encontra-se
as raízes de cada função 𝑓(x) = 2x2 + x – 1 e g(x) = – x2 y ou yM ≤ y, respectivamente. Ao valor xM∈Df tal que
yM = f(xM) chamamos de ponto máximo ou mínimo da
+ 2x :
b
( ) 0 ;
função. Esse ponto também conhecido como vértice
f x = ax + b >
∆ = (1) – 4(2)(–1) = 1 + 8 = 9 → x > − da função quadrática ou da parábola. Denotamos o
2
a vértice como:
∆ = (2) – 4(–1)(0) = 4 – 0 = 4
𝑓
∆ = b2 – 4ac →
f ( x=
2
b b –b , l
) –(1) ax b 0 x ;
g
+ < → < −
–D
(xM, yM) = V (xv, yv) = V
fx( x==) ax +–b√9> 0 → a
2a 4a
b
1 x>− ;
= –1 –b –D
2·2 a Ou seja, Vx = e Vy =
𝑓(x) = 0 2a 4a
f ( x= –(1) + √9 1 b
x2 =) ax + b < 0 →
= x<− ; Para a função quadrática f(x) = x2 –3x + 2, o vértice
2·2 2 a é dado por:
MATEMÁTICA
x = –(2) – √4 = 2 b –b , –D l b – (–3) , l =V
2
b V (xv, yv) = V =
– ((–3) –4·3·2)
f (1 x=
) ax + b > 0 → x > − ; 2a 4a
2 · (–1) a
2·1 4·1
g(x) = 0
f ( x= –(2) + √4 b b 3 ,– 1 l
x2 =) ax + b < 0 → = 0x < − ; 2 4
2 · (–1) a
Sendo a = 1 > 0, então a concavidade da parábola
está voltada para cima e o vértice será ponto de míni-
mo da função. 31
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Importante! ∆ = b2 – 4ac = 42 – 4 · 1 · 0 = 16
–3
Equações Modulares
–4
32
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S1∪S2 = {x ∈ ℜ | x ≥ 2}∪∅ = {x ∈ ℜ | x ≥ 2}
3 b
f3x( x+=)2 =ax
x –+1 b→>x 0
= –→ x > − ;
2 a função Exponencial
|3x + 2| = |x – 1| ⇔
f3x( x+=)2 =ax 1 b
–x + < x0=→– x < − ;
+ 1b → Seja a um número real, tal que seja maior que zero
4 a e diferente de 1(0 < a ≠ 1 ou a∈ℝ*+ –{1}), a função f: ℝ→ℝ
b b que associa a cada x∈ℝ o número f(x) = ax, é conhecida
; − > x → 0 > b+fx(a ) =
3x= )x (1f+b > 0 → x > −
ax ;
a a como função exponencial. Assim funções como: 2x,
S = – , –
^ 2 h e 10x são exemplos de funções exponenciais.
b b
; − < x → 0 < b+fx(a ) =
2x= )x (4f+b < 0 → x < −
ax ; X
a
a
Da definição de função exponencial, a partir de
E na situação de uma função modular, como a algumas características, pode-se notar:
equação |3x + 2| = 2x –3, a solução é válida para valo-
3
res de x tal que 2x – 3 ≥ 0 → x ≥ . A solução da equa- z x = 0 → 𝑓(0) = a0 = 1;
2
ção é dada por: z 𝑓(x) = ax é crescente para a > 1, ou seja, x1 < x2 →
𝑓(x1) < 𝑓(x2);
3x + 2 = 2x – 3 → x = –5 b z 𝑓(x) = ax é decrescente para 0 < a < 1, ou seja, x1 <
f ( x= ) ax + b > 0 → x > − ;
a x2 → 𝑓(x1) > 𝑓(x2);
|3x + 2| = 2x – 3 ⇔ 1
f3x( x+= b z n ∊ ℤ e a > 1, então 𝑓(n) = an > 1 se, e somente se, n
)2 =ax
–2x++b3<→0x→
= x<− ;
5 a > 0;
z a ∊ ℝ, a > 1 e r ∊ ℚ, então 𝑓(r) = ar > 1 se, e somente
Como a solução só é válida para valores de x ≥
3
, se, r > 0;
2 z a ∊ ℝ, a > 1 e r, s ∊ ℚ, então as > ar se, e somente se,
então a solução para |3x + 2| = 2x – 3 é S = {∅}.
s > r;
Inequações Modulares z a ∊ ℝ, a > 1 e α ∊ {ℝ –ℚ}, então aα > 1 se, e somente
se, α > 0;
Uma das propriedades de módulo para números
z a ∊ ℝ, a > 1 e b ∊ ℝ, então ab > 1 se, e somente se, b
reais, em que para um número k > 0 tem-se |x| < k ⇔
> 0;
– k < x < k e |x| > k ⇔ x < –k ou x > k. Com essa proprie-
dade podemos resolver inequações modulares como z a ∊ ℝ, a > 1 e x1, x2 ∊ ℝ, então ax1 > ax2 se, e somente
|3x – 2| < 4 e sua solução é: se, x1 > x2;
z a ∊ ℝ, 0 < a < 1 e b ∊ ℝ, então ab > 1 se, e somente
2 se, b < 0;
|3x – 2| < 4 ⇔ –4 < 3x – 2 <4 → –2 < 3x < 6 → – < x
3
<2 z a ∊ ℝ, 0 < a < 1 e x1, x2 ∊ ℝ, então ax1 > ax2 se, e somen-
te se, x1 < x2.
2
S = {x ∈ ℜ | – < x < 2}
3
O domínio da função exponencial é o conjunto dos
Mas se a inequação for |5x + 4| ≥ 4, a solução é: reais, ou seja, para todo x∈ℝ, existe um único y∈Im(f),
sendo que a imagem da função assume somente valo-
|5x + 4| ≥ 4 ⇔ 5x + 4 ≤ –4 ou 5x + 4 ≥ 4 ⇔ 5x ≤ –8 ou res positivos não nulos (reais não negativos e não nulo
8
5x ≥ 0 ⇔ x ≤ – ou x ≥ 0 (ℝ*+)). Logo, Im(f) = ℜ*+. Note que no gráfico da função
5
a curva de está toda acima do eixo x, pois f(x) = ax >
8
S = {x ∈ ℜ | x ≤ – ou x ≥0} ⩝x ∈ ℜ.
5
Além disso, temos que o ponto de encontro da cur-
Para a inequação |x + 1| + 2x – 7 ≥ 0 temos: va com o eixo y, é no ponto (x, y) = (0, 1), x = 0 → f(0) = a0
= 1,. Assim, o gráfico para duas funções exponenciais,
|x + 1| + 2x – 7 ≥ 0 → |x + 1| ≥ 7 – 2x
crescente (a > 1) e decrescente (0 < a < 1), segue como
na figura 19.
|x + 1| + = ' x + 1, se x $ –1
–x –1, se x < –1
y = 2x y
Para x ≥ –1 temos x + 1 ≥ 7 – 2x ⇔ x ≥ 2, com solução: 4
3
MATEMÁTICA
S1 = {x ∈ ℜ |x ≥ –1}∩{x ∈ ℜ |x ≥ 2} = {x ∈ ℜ | x ≥ 2
2} 1
a) x
Já para x < –1 temos –x – 1 ≥ 7 – 2x ⇔ x ≥ 8, com –4 –3 –2 –1 1 2 3 4
solução: –1
–2
S2 = {x ∈ ℜ | x < –1}∩{x ∈ ℜ | x ≥ 8} = {∅} –3
–4
Assim, a solução de |x + 1| + 2x – 7 ≥ 0 é dada por: 33
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y 2x < 32 → 2x < 25 → x < 5
1
y = ( )x
2
4 S = {x ∊ ℜ | x < 5}
3
b1 l
X
2 E na inequação exponencial ≥ 125 (decres-
5
1 cente), temos duas formas:
b) x
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4
b1 l b1 l
X X
–1
≥ 125 → ≥ 53 → (5 – 1) ) x ≥ 53 → 5–x ≥
–2 5 5
53
–3
–4 5–x ≥ 53 → –x ≥ 3 → x ≤ –3
S = {x ∈ ℜ | x ≤ –3}
Figura 19. Gráfico da Função Exponencial, (a) crescente (f(x) = 2x) e
(b) decrescente (f(x) = (0,5)x).
b1 l b1 l b1 l b1 l
X X X –3
≥ 125 → ≥ 53 → ≥
5 5 5 5
Equações Exponenciais
x ≤ –3
Equações exponenciais são aquelas equações onde
a incógnita x está no expoente, como: 2x = 32 e 2x – 4x S = {x ∈ ℜ | x ≤ –3}
= 2.
A forma de solucionar a equação exponencial é FUNÇÃO LOGARÍTMICA
deixando todas as potências com a mesma base, como
a f(x) = ax é injetora, podemos dizer que potências Logaritmo
iguais e de mesma base têm expoentes iguais, ou seja,
ax = ay ⇔ x = y, (a∈ℜ*+ –{1}). Antes de definir a Função Logarítmica, temos que
Seja a equação exponencial 2x = 128, temos a solu- ter uma noção básica de logaritmo. A ideia de loga-
ção o valor de x igual a: ritmo surgiu para solucionar problemas de equações
exponenciais do tipo 2x = 3, ou seja, exponenciais em
2x = 128 → 2x = 27 → x = 7 que não é possível deixar os dois membros com a mes-
ma base.
S = {7}
Então, define-se o conceito de logaritmo, seja dois
2 números reais positivos a e b, com a ≠ 1, chama-se x o
Agora para a equação exponencial 52x +3x–2
= 1
logaritmo de b na base a, onde o expoente que se deve
temos x igual a:
dar à base a de modo que a potência obtida seja igual
2+3x–2 2+3x–2 a b, ou seja:
52x = 1 → 52x = 50 → 2x2 + 3x – 2 = 0
∆ = b2 – 4ac = 32 – 4 · 2 · (–2) = 9 + 16 = 25 logab = x ⇔ ax = b
b
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4 f ( x=
) ax + b > 0 → x > − ;
𝑓(x) > g(x) se a > 1
a
–1 loga𝑓(x) > logag(x) ⇔
f ( x= b
0 < 𝑓(x) < g(x) se 0 < a < 1
–2 ) ax + b < 0 → x < − ;
a
–3
ou
–4
b
f ( x=
) kax + b > 0 → x > − ;
𝑓(x) > a se a > 1
a
Figura 20. Gráfico da Função Logarítmica, (a) crescente (f(X) = log2x) loga𝑓(x) > k ⇔
b
f ( x=
0 < 𝑓(x) < a se 0 < a < 1
) ax k+ b < 0 → x < − ;
e (b) decrescente (f(x) = log 12 x ). a 35
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b
0 < 𝑓(x) < a se a > 1
f ( x=
) ax k+ b > 0 → x > − ;
a
loga𝑓(x) < k ⇔
f ( x= b
) kax + b < 0 → x < − ;
𝑓(x) > a se 0 < a < 1
a
Seja a inequação logarítmica log2(2x2 – 5x) ≤ log23, para acharmos a solução primeiro fazemos o estudo do sinal
de f(x) = 2x2 – x:
– (–5) – √25 b
f
x ( x
= )
= ax + b > 0 →
= x >
0 − ;
1
2·2 a
fx( x==) –(–5) + √25 5 b
ax + b < 0 →= x < − ;
1
2·2 2 a
Como para a f(x) = 2x2 – 5x temos a > 0 e Δ > 0, então a solução para f(x) > 0 é:
5
S1 = {x ∊ ℜ | x < 0 ou x > }
2
Agora o estudo da inequação logarítmica começa na relação entre os logaritmos de mesma base, como a base
é 2 então a função é crescente:
– (–5) – √49 1b
f
x ( x
= )
= ax + b > 0 →
= x –> − ;
2a
1
2·2
fx( x==) – ax
(–5) + √49 b
+ b < 0 →= x 3< − ;
1
2·2 a
Como para a g(x) = 2x2 – 5x – 3 temos a > 0 e Δ > 0, então a solução para g(x) ≤ 0 é:
1
S2 + {x ∊ ℜ | – ≤ x ≤ 3}
2
Assim, a solução da inequação logarítmica log2(2x2 – 5x) ≤ log23 é dada pela intersecção das soluções acima:
1 5
S = S1∩S2 = {x ∊ ℜ | – ≤ x < 0 ou < x ≤ 3}
2 2
E na inequação logarítmica log2(3x + 5) > 3, temos:
5
𝑓(x) = 3x + 5 > 0 → x > –
3
5
Como a solução x > 1 é também maior que x > – , logo temos o intervalo de solução para x sendo:
3
S = {x ∊ ℜ | x > 1}
Logaritmos Decimais
São funções logarítmicas onde a base a = 10, ou pode ser escrita como potência de base 10, como: log10f(x) ou
log10af(x), α∈ℝ*. Pode-se ter também a notação: log10f(x) = logf(x), onde não há a necessidade de escrever o valor 10
na base. Todas as características e propriedades de logaritmos também valem para os logaritmos decimais.
Segue algumas propriedades:
z 10c ≤ x < 10c+1 ⇔ log 10c ≤ log x < log 10c+1 → c ≤ log x < c + 1, x > 0 e c∊ℤ;
36 z logx = c + m, onde c∊ℤ é característica e 0 ≤ m < 1 é a mantissa;
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z x > 1 → c ≥ 0; 0 < x < 1 → c < 0;
z A mantissa (m) é um valor tabelado;
z A mantissa do decimal de x não se altera quando multiplica-se x por potência de 10 com expoente inteiro, ou
seja a mantissa (m) de logx não muda quando temos log10px, p∊ℤ.
Então, o c é a quantidade de algarismos da parte inteira menos 1 em caso de x > 1 e para 0 < x < 1 é o opos-
to (negativo) da quantidade de zeros (inclusive o zero antes da vírgula) que precede o primeiro algarismo
significativo.
Sendo a mantissa tabelada para N = 234 (m= 0,3692), de acordo com a tabela 1, c = 1, assim o valor do log23,4
= c + m = 1 + 0,3692 = 1,3692.
MANTISSAS
N 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
10 0000 0043 0086 0128 0170 0212 0253 0294 0334 0334
11 0414 0453 0492 0532 0569 0607 0645 0682 0719 0719
12 0792 0828 0864 0899 0934 0969 1004 1038 1072 1072
13 1130 1173 1206 1239 1271 1303 1335 1367 1399 1399
14 1451 1492 1523 1553 1584 1614 1644 1673 1703 1703
15 1761 1790 1818 1847 1875 1903 1931 1959 1987 2014
16 2041 2068 2095 2122 2148 2175 221 2227 2253 2279
17 2304 2330 2355 2380 2405 2430 2455 2480 2504 2529
18 2553 2577 26011 2625 2648 2672 2695 2718 2742 2765
19 2788 2810 2833 2856 2578 2900 2923 2945 2967 2989
20 3010 3032 3054 3075 3096 3118 3139 3160 3181 3201
21 3222 3243 3263 3284 3304 3324 3345 3365 3385 3404
22 3424 3444 3464 3483 3502 3522 3541 3560 3579 3598
23 3617 3636 3655 3674 3692 3711 3729 3747 3766 3784
24 3802 3820 3838 3856 3874 3892 3909 3927 3945 3962
25 3979 3997 4014 4031 4048 4063 4082 4099 4116 4133
26 4150 4166 4183 4200 4216 4232 4249 4265 4281 4298
27 4314 4330 4346 4362 4378 4393 4409 4425 4440 4456
28 4472 4487 4502 4518 4533 4548 4564 4579 4594 4606
29 4624 4639 4654 4669 4683 4696 4713 4728 4742 4757
MATEMÁTICA
30 4771 4786 4800 4814 4829 4843 4857 4871 4886 4900
31 4914 4928 4942 4956 4969 4983 4997 5011 5024 5038
32 5051 5065 5079 5092 5105 5119 5132 5145 5159 5172
33 5185 5198 5211 5224 5237 5750 5263 5276 5289 5302
34 5315 5328 5340 5353 5366 5378 5391 5403 5416 5428
37
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MANTISSAS
35 5441 5453 5465 5465 5490 5602 5514 5527 5539 5551
36 5563 5675 5687 5687 5611 5623 5635 5647 5658 5670
37 5682 5694 5705 5705 5729 5740 5752 5763 5775 5786
38 5798 5809 5821 5821 5843 5855 5806 5877 5888 5899
39 5911 5922 5933 5933 5955 5966 5077 5988 5999 6010
40 6021 6031 6042 6053 6064 6075 6085 6096 6107 6117
41 6128 6138 6149 6160 6170 6180 6191 6201 6261 6222
42 6232 6243 6253 6263 6274 6284 6294 6304 6314 6325
43 6335 6345 6355 6365 6375 6385 6395 6405 6415 6425
44 6435 6444 6654 6454 6474 6484 6493 6503 6513 6522
45 6532 6542 6551 6561 6571 6580 6590 6599 6609 6618
46 6628 6637 6646 6656 6665 6675 6684 6693 6702 6712
47 6721 6730 6739 6749 5758 6767 6776 6785 6794 6803
48 6812 6821 6830 6839 6848 6857 6866 6875 6884 6893
49 6902 6911 6920 6928 6937 6946 5955 6964 6972 6981
50 6990 6998 7007 7016 7024 7033 7042 7050 7059 7067
51 7076 7084 7093 7101 7110 71118 7126 7135 7143 7152
52 7160 7168 7177 7185 7193 7202 7210 7218 7226 7235
53 7243 7251 7259 7267 7275 7284 7292 7300 7308 7316
54 7324 7332 7340 7348 7356 7464 7372 7380 7388 7396
1. (FCC – 2018) Inicialmente o domínio da função y = - x² + 2x + 15 é o conjunto dos números reais e essa função será
chamada de função J. Uma outra função, K, também dada por y = –x² + 2x + 15, tem como domínio o conjunto {–4, –3,
–2, 3, 4, 5, 6, 7}. A diferença entre a maior imagem da função J e a menor imagem da função K, nessa ordem, é igual a:
a) 18.
b) 41.
c) 36.
d) 4.
e) 15.
2. (FCC – 2019) Em uma negociação salarial, o sindicato representativo dos trabalhadores de uma empresa de alta tec-
nologia em manufatura de peças para computadores pediu 31,25 reais por hora de trabalho mais uma taxa adicional
por empreitada de 7,05 reais por unidade inteira fabricada em cada hora. A empresa por sua vez ofereceu 12,03 reais
por hora trabalhada mais 12,03 reais por taxa de empreitada por unidade inteira produzida por hora. Na audiência de
negociação, foram estabelecidas equações para o salário por hora de cada uma das propostas em termos de n, o
número inteiro de peças produzidas por hora. O valor por hora trabalhada mais a taxa de empreitada que a empresa
ofereceu só é maior que o valor solicitado pelo sindicato quando:
a) n < 2.
b) n = 2.
c) n = 3.
d) n < 3.
38 e) n > 3.
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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Inicialmente, com base nos dados apresentados pelo 5. (FAFIPA – 2016) Os valores de x que satisfazem a ine-
enunciado, temos as seguintes funções para sindica- quação (x2 + 2x – 15 ÷ x + 2 ) ≤ 0 pertencem a:
to e empresa, respectivamente:
a (–∞ – 5] U [–2, 3].
yS = 31,25t + 7,05n b) (–∞ – 5] U (–2, 3].
yE = 12,03t + 12,03n c) (–∞ – 5] U (–2, 3).
d) (–∞ – 5) U [–2, 3].
Para a da empresa ser maior que a do sindicato,
temos: 1º: x2 + 2x – 15 ≥ 0 e x + 2 < 0:
x < –2
yE > ys → 12,03t + 12,03n > 31,25t + 7,05n
x2 + 2x – 15 ≥ 0
Deixando em função de número de peças produzi-
∆ = b2 – 4ac = 4 – 4 · 1 · (–15) = 4 + 60 = 64
das por hora, temos:
– b – √∆ –2–8 b
12,03n – 7,05n > 31,25t – 12,03t → 4,98n > 19,22t →
f
x ( x
= )
= ax + b > 0
= → x > − =;–5
n > 3,86t 1
2a 2 a
–2 + 8 b
Logo, para o valor da empresa ser maior que o do fx( x==) – ax
b + √∆
+ b < 0= → x < − =; 3
sindicato, os funcionários terão que produzir mais
que três peças por hora trabalhada, ou seja, n > 3.
2
2a 2 a
Resposta: Letra E. Como Δ> 0 e a > 0, a parábola tem duas raízes e a
concavidade voltada para cima. Assim, para que a
3. (FCC – 2016) O valor da expressão log2 16 + log4 8 +
função quadrática seja positiva, a solução é em S1 =
log8 4 é igual a:
{x∊ℜ | – 5 ≤ x ou x ≥ 3}, mas também deve satisfazer
a solução S2 = {x∊ℜ | x < –2}. Assim, S1∩S2 = {x∊ℜ |
a) 5.
b) 23 ÷ 2. x ≤ –5}. .
c) 37 ÷ 6. 2º: x2 + 2x – 15 ≤ 0 e x + 2 > 0:
d) 5 ÷ 4. x > –2
e) 41 ÷ 8.
x2 + 2x – 15 ≤ 0
Para resolver, é necessário deixar todos os logs na ∆ = b2 – 4ac = 4 – 4 · 1 · (–15) = 4 + 60 = 64
mesma base. Neste caso em questão, podemos dei-
xar todos em base 2, uma vez que 2 = 2¹, 4 = 2² e 8 = – b – √∆ –2–8 b
2³. Assim, aplicando as propriedades logarítmicas: fx( x==) ax2a+ b > 0= → x2> − a=;–5
1
log2 16 + log4 8 + log8 4 = log2 24 + log2² 23 + log2³ 22 =
3 2
–2 + 8 b
4log22 +
2
log22 +
3
log22 fx( x==) – ax
b + √∆
+ b < 0= → x < − =; 3
Como, por definição, log22 = 1, então temos: 2
2a 2 a
3 2 3 2
4log2 2 + log2 2 + log
log2 2 = 4 + + =
2 3 2 3 Como Δ> 0 e a > 0, a parábola tem duas raízes e a
24 + 9 + 4 37 concavidade voltada para cima. Assim, para que a
= . Resposta: Letra C.
6 6 função quadrática seja negativa, a solução é em S3
4. (VUNESP – 2014) Uma população P cresce em fun- = {x∊ℜ | – 5 < x < 3} mas também deve satisfazer a
ção do tempo t (em anos), segundo a sentença P = solução S4 = {x∊ℜ | x > –2}. Assim, S3∩S4 = {x∊ℜ |
2000.50,1t. Hoje, no instante t = 0, a população é de –2 < x ≤ 3}.
2000 indivíduos. A população será de 50000 indiví- A solução final é dada pela união das parciais:
duos daqui a: (S1∩S2)∪(S3∩S4) = {x∊ℜ | x ≤ – 5 ou –2 < x ≤ 3} = (– ∞,
–5]∪(–2, 3]. Resposta: Letra B.
a) 20 anos.
b) 25 anos. REFERÊNCIAS
c) 50 anos.
d) 15 anos. DANTE, L. R. Matemática: contexto e aplicações. 3ª
e) 10 anos. ed. São Paulo: Ática, 2016. 3 v.
IEZZI, G. et al. Fundamentos de Matemática Ele-
Resolvendo, deixando todos os logs na mesma base:
MATEMÁTICA
MATRIZES
Matrizes podem ser definidas da seguinte maneira: sejam dois números naturais m e n diferentes de zero,
denominamos matriz de ordem m por n (indica–se m x n) qualquer tabela M formada por números pertencen-
tes ao conjunto dos reais, sendo estes números distribuídos em m linhas e n colunas.
> H
-2 1 0
A= é uma matriz de ordem 2 x 3
2 4 3
d n
a11 a12
{
A=
a 21 a 22
a11 (lê–se a um um) elemento que está na 1ª linha e 1ª coluna
a12 (lê–se a um dois) elemento que está na 1ª linha e 2ª coluna
a21 (lê–se a dois um) elemento que está na 2ª linha e 1ª coluna
a22 (lê–se a dois dois) elemento que está na 2ª linha e 2ª coluna
Observação: uma matriz M de ordem m x n também pode ser indicada por M = (aij) ou M = (aij) m · n ou M=(aij )(m × n)
TIPOS DE MATRIZES
Matriz Linha
É toda matriz do tipo 1 x n, ou seja, é uma matriz que possui apenas uma linha. Exemplo:
C = [–3 4 1] é uma matriz linha de ordem 1 x 3.
M = (– 9 7 0 – 15 )é uma matriz linha de ordem 1 x 4.
Matriz Coluna
É toda matriz do tipo m x 1, ou seja, é uma matriz que possui apenas uma coluna. Exemplo:
RS VW
SS –2 WW
SS 17 WW
A = S W é uma matriz coluna de ordem 4 x 1
SS 0 WW
S W
S–17W
T X
B = d n é uma matriz coluna de ordem 2 x 1
–6
1
Matriz Nula
= G
0 0 0 0
E= é uma matriz nula de ordem 2 x 4
0 0 0 0
e o
0 0
40 N= é a matriz nula de ordem 2 x 2
0 0
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Matriz Quadrada de Ordem n JK1 0 0NO
K O
É toda matriz do tipo n x n, ou seja, em uma matriz I3 = K KK0 1 0OOO é uma matriz identidade de ordem 3
quadrada de ordem n o número de linhas e o número K0 0 1O
de colunas são iguais. Exemplo: RS L PV
SS1 0 0 0WWW
SS0 1 0 0WW
d n é uma matriz quadrada de ordem 2 x 2
2 –8
I4 = S
A=
7 0 SS0 0 1 0WWW é uma matriz identidade de ordem 4
SS W
RS V S0 0 0 1WW
SS –7 4 2 WWW T X
B = SS 2 3 9 0WW é uma matriz quadrada de
SS 2 W IGUALDADE DE MATRIZES
S – 5 –1 22 WW
T X Duas matrizes A = (aij)m x n e B = (bij)m x n serão
ordem 3 x 3.
iguais quando aij = bij para todo i∈ {1,2,...,m} e todo
j∈ {1,2,...,n}. Portanto, para que duas matrizes sejam
Observação: para toda matriz quadrada, no lugar iguais, elas devem ser do mesmo tipo e apresentar
de mencionarmos que sua ordem é n x n, dizemos ape- todos os elementos correspondentes iguais.
nas que ela é uma matriz de ordem n. Por exemplo,
ao referirmo–nos a uma matriz quadrada de ordem Exemplo:
3, estamos dizendo que esta matriz possui três linhas
Matriz Identidade de Ordem n ma–se produto kA a matriz B = (bij)(m x n) tal que bij = kaij,
para todo i e todo j. Isso significa que multiplicar uma
É toda matriz quadrada em que os elementos da matriz A por um número k é construir uma matriz B
diagonal principal são iguais a 1. A matriz identidade formada por todos os elementos de A multiplicados
é representada pela letra maiúscula I, seguida da sua por k.
ordem, ou seja, In. Exemplos:
I2 = <
1 0
F é uma matriz identidade de ordem 2 [ ][
4 –1 2 ∙ 4 2 ∙ (– 1)
2∙ 0 5 = 2 ∙ 0 2 ∙ 5
3 √2 2 ∙ 3 2 ∙ √2
][
=
8
0
–2
10
6 2 ∙ √2
] 41
0 1
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Propriedades do Produto de um Número por uma Observações: é muito importante notar que, em
Matriz geral, a multiplicação de matrizes não é comutativa,
ou seja, para duas matrizes quaisquer A e B, temos AB
O produto de um número por uma matriz admite ≠ BA.
as seguintes propriedades: Quando A e B são tais que AB = BA, dizemos que A
e B comutam. Notemos que uma condição necessária
z P1) a · (b · A) = (a · b) · A; para A e B comutarem é que sejam matrizes quadra-
z P2) a · (A + B) = a · A + a · B; das e de mesma ordem.
z P3) (a + b) · A = a · A + b · A; É importante observar também que a implicação
z P4) 1 · A = A. AB = 0 → A = 0 ou B = 0 não é válida para matrizes,
ou seja, é possível encontrar duas matrizes não nulas
PRODUTO DE MATRIZES cujo produto é a matriz nula. Exemplo:
[ ] [ ] SS 4 5 WWW
2 4 2 1 –2
∙ 0 5 SS2 7 WW
–1 –3 5
4 0 SS W
=
S –1 52 WW3x2
2x3 2x3
[ 2∙1+4∙0+2∙4
(– 1) ∙ 1 + (– 3) ∙ 0 + 5 ∙ 4
2 (– 2) + 4 ∙ 5 + 2 ∙ 0
(– 1) ∙ (– 2) + (– 3) ∙ 5 + 5 ∙ 0 ] T X
Se B = [– 1 0
5
19 – 6]1 x 4, sua transposta é: Bt =
RS VW
= SS –1 WW
SS 0 WW
[ 10
19
16
– 13 ] SS5 WW
2x2
SS 19WW
[ ]
1 S –6 W4x1
–2 · [ 3 –5 4 0 ]
1x4
T X
12
3x1 = Propriedades de uma Matriz Transposta
[ ]
1·3 1 · (– 5) 1·4 1·0
A matriz transposta admite as seguintes
(– 2) · 3 (– 2) · (– 5) (– 2) · 4 (– 2) · 0
12 · 3 12 · (– 5) 12 · 4 12 · 0 propriedades:
=
[ ]
3 –5 4 0 z P1) (At)t = A;
– 6 10 – 8 0 z P2) (A + B)t = At + Bt;
36 –60 48 0 z P3) (k · A)t = k · At;
3x4
[ ]
1
[ 5 –3 1
0 3 –2 ]
3x2
· –1
10 =
MATRIZ SIMÉTRICA
3x1
[ 5 · 1 + (– 3) · (– 1) + 1 · 10
0 · 1 + 3 · · (– 1) + (– 2) · 10 ] = [ –1823 ] 1x2
Denominamos matriz simétrica toda matriz qua-
drada A, de ordem n, tal que At = A. Exemplo:
Seja A uma matriz quadrada de ordem n. Dizemos Se M é de ordem 1, então o det M é o único elemen-
que A é uma matriz invertível se existir uma matriz to de M. Exemplo:
A–1 tal que A · A–1 = A–1 · A = In, em que In é a matriz iden- Se M = [4], então o det M = 4
tidade de ordem n.
Observações: se A não é invertível, dizemos que A Determinante de Matriz Quadrada de Ordem 2
é uma matriz singular.
Se A é invertível, então é única a matriz A–1. Se M é de ordem 2, então o det M é o produto dos
Exemplos: elementos da diagonal principal de M, menos o pro-
duto dos elementos da diagonal secundária de M.
Exemplo:
A matriz A = < F é inversível e A –1 = < F
1 3 1 –3
Se M = < F , então:
2 –1
, pois 2 7 –2 7
6 5
det M = 2 · 5 – [6 · (– 1) · = 10 – (–6) = 10 + 6 = 16
A ∙ A– 1 = [ 21 73 ] ∙ [ –72 –13 ] =
Determinante de Matriz Quadrada de Ordem 3
[ 1 ∙ 7 + 3 ∙ (– 2)
2 ∙ 7 + 7 ∙ (– 2) 2 ∙ (– 3) + 7 ∙ 1 ] = [ 0
1 ∙ (– 3) + 3 ∙ 1 1
1 ]
0
=I 2
Se M é de ordem 3, então o det M é dado por:
A– 1 ∙ A = [ –72 –13 ] ∙ [ 21 73 ] = det M = a11 · a22· a33 + a12· a23· a31 + a13· a21· a32 – a13· a22·
a31 – a11 ∙ a23· a32 – a12· a21· a33
[ 7 ∙ 1 + (–3) ∙ 2
–2∙1+1∙2 –2∙3+1∙7 ] = [ 0
7 ∙ 3 + (– 3) ∙ 7 1
1 ]
0
=I 2
Podemos memorizar esta definição da seguinte
maneira:
=< F , temos:
a b z os termos precedidos pelo sinal + são obtidos mul-
Fazendo A
–1
tiplicando–se os elementos segundo as flechas
c d
situadas na direção da diagonal principal;
A– 1 ∙ A = [ ac b
d ] ∙ [ 02 1
3 ] = [ 01 01 ] z os termos precedidos pelo sinal – são obtidos mul-
tiplicando–se os elementos segundo as flechas
[ a∙2+b∙0
c∙2+d∙0
a∙1+b∙3
c∙1+d∙3 ] = [ 01 01 ] situadas na direção da diagonal secundária.
{
Este dispositivo apresentado acima é conhecido
2a = 1 1 1 como regra de Sarrus, e é utilizado para o cálculo de
⇒a= eb=– determinantes de ordem 3.
a + 3b = 0 2 6
Vejamos agora um exemplo numérico:
{ 2c = 0
c + 3d = 1
⇒c=0ed=
1
3
Seja
RS
M =S
SS1
SS5
2
3
1W
W
V
W
–2W
WW , calcule o seu determinante.
RS V S2 –1W
1W
4
SS 1 W T X
6W
–
A =S W Utilizando a regra de Sarrus, temos que:
2
Portanto, SS 1 W
–1
SS 0 WW
3 W 1 2 1 1 2
T X 5 3 –2 5 3
det M = 2 4 –1 2 4 =
Propriedades de uma Matriz inversa
= 1 · 3 · (1) + 2 · (–2) · 2 + 1 · 5 · 4 – (1 · 3 · 2 + 1 · (–2) · 4 +
A matriz inversa admite as seguintes propriedades: 2 · 5 · (–1)
z P1) (A–1)–1 = A; 1 2 1 1 2
z P2) (A · B)–1 = B–1 · A–1; 5 3 –2 5 3
z P3) (At)–1 = (A–1)t. det M = 2 4 –1= 2 4
= – 3 – 8 + 20 – (6 – 8 – 10) = 9 – (– 12) = 9 + 12 = 21,
MATEMÁTICA
M= 2
1 [ 1 –2
–1
3
5
]
, calculando, assim, o determi-
4 –2 = 1 · (–1)2 · 4
2 –3
2 + 3 · (–1)3 ·
nante dos elementos restantes.
5 –3 5 2
1 2 + 4 · (–1)4 · 1 4 = 1 · 1 · (4 + 12) + 3 · (–1) ·
O raciocínio é análogo para os demais termos, por-
tanto teremos:
(10 + 3) + 4 · 1 · (20 – 2) = 16 – 39 + 72 = 49
1 5 1 –1 –2 3
D12 = 2 –2 = –12, D13 = 2 4 = 6, D21 = 4 –2
1 3 Observações: podemos utilizar Sarrus ou Laplace
= –8, D22 = 2 –2 = –8
no cálculo do determinante de uma matriz qualquer,
os resultados obtidos serão os mesmos. Na utilização
1 –2 1 3
D23 = 2 4 = 8, D31 = –2 3
= –7, D32 = 1 5 = de Laplace qualquer fila (linha ou coluna) escolhida
–1 5
produzirá o mesmo valor de determinante. De prefe-
1 –2
2, D33 = 1 –1 = 1. rência, escolha sempre a fila com a maior quantidade
de elementos iguais a zero. Este procedimento facilita
os cálculos do determinante.
COMPLEMENTO ALGÉBRICO (COFATOR)
PROPRIEDADES DOS DETERMINANTES
Consideremos uma matriz M de ordem n ≥ 2. Seja
aij um elemento de M. Definimos complemento algé- A definição de determinante e o teorema de Lapla-
brico do elemento aij, sendo este, por sua vez, indicado ce permitem–nos fazer o cálculo de qualquer deter-
por Aij, como sendo o número (–1)i + j · Dij . Exemplo: minante, no entanto, é possível simplificar o cálculo
com a aplicação de certas propriedades. Vejamos estas
RS VW
SS1 -2 3W propriedades:
S1 WW
Seja M = S SS
-1 5W W, então: P1) Matriz Transposta
S2 4 - 2W W
T X Se M é a matriz de ordem n e Mt sua transposta,
–1 5 então det Mt = det M.
A11 = (–1)1+1 · D11 = (–1)2 · 4 –2 = 1 · (–18) = –18
Exemplo:
RS V
A12 = (–1)1+2 · D12 = (–1)3 · 2
1 5
= (–1) · (–12) = 12
S–1 2 0 WW SS W
–2
Seja a matriz M = SS 3 4 –6W
W , o det M = –10
S2 W
A13 = (–1)1+3 · D13 = (–1)4 · 2
1 –1
= 1 · (6) = 6 1 –2W
4 T X
RS V
SS–1 3 2WWW
–2 3
A21 = (–1)2+1 · D21 = (–1)3 · 4 = (–1) · (–8) = 8
–2 logo a M = S
t
SS 2 4 1W WW , e o det Mt = –10
1 3
S0 –6 –2W
A22 = (–1)2+2 · D22 = (–1)4 · 2 –2 = 1 · (–8) = –8 T X
P2) Fila Nula
1 –2
A23 = (–1)2+3 · D23 = (–1)5 · 2 4 = (–1) · (8) = –8
Se os elementos de uma fila (linha ou coluna) qual-
quer de uma matriz M de ordem n forem todos nulos,
–2 3
A31 = (–1)3+1 · D31 = (–1)4 · –1 5 = 1 · (–7) = –7 então det M = 0.
RS V
S 3 –1 4WW
SS W
1 3
A32 = (–1)3+2 · D32 = (–1)5 · 1 5 = (–1) · (2) = –2 Seja M = SS 0 0 0W
W , o det de M = 0
S–3 W
5 2W
1 –2 T X
A33 = (–1)3+3 · D33 = (–1)6 · 1 –1 = 1 · (1) = 1
P3) Multiplicação de Uma Fila por Uma Constante
RS V
SS4 –1 6W
W Se uma matriz de ordem n ≥ 2 tem duas filas para-
SS4 W lelas formadas por elementos respectivamente pro-
M’ = 5 0W
WW , o det de M’ = –56, ou seja, det M’ = porcionais, então det M = 0. Exemplo:
SS
2 –1 1W
T X RS V
2 · det M, o det de M’ = –56, ou seja, caso fosse multi- SS 1 2 6 WWW
plicada a primeira coluna da matriz M por 2, o deter- Seja M = S SS 3 –1 –3WWW , o det M = 0, pois a 3ª linha é
minante da nova matriz M’ também seria o dobro do S–2 4 12W
RS V T Xpor 3.
SS4 –1 3W
W a 2ª linha multiplicada
W
det M. M’ = S SS8 5 0W
WW , o det M’ = –56
SS4 –1 1WW
T X P8) Combinação Linear de Filas Paralelas
P4) Multiplicação da Matriz por Uma Constante Se uma matriz quadrada M, de ordem n, tem uma
linha (ou coluna) que é a combinação linear de outras
Se A é uma matriz de ordem n, então det (ɑ · A) = linhas (ou colunas), então det M = 0. Exemplos:
ɑn · det A. Exemplo:
JK 1 –2 –1 N
O
KK OO
Se A = d n , o det A = 14
4 –1
Seja M = KK 3 4 7 O , o det M = 0, pois a 3ª coluna
OO
2 3 K –5 2 –3
L P
Se quiséssemos descobrir o determinante de 3 · A, é a soma da 1ª coluna com a 2ª coluna.
faríamos:
= det M. –1 1
=
O raciocínio é análogo caso fosse feita a troca de A
detA
linhas paralelas.
Exemplo:
P6) Filas Paralelas Iguais RS V
SS0 3 –1W
W
SS2 W
Se uma matriz M de ordem n ≥ 2 tem duas filas A= –4 3WWW , o det A = 19, logo o det A–1 =
paralelas formadas por elementos respectivamente SS
1 2 –3W
iguais, então det M = 0. Exemplo: T X 45
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Alenoilton Silva Santos - 561.462.135-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Sistema Linear
x1y2z3 9be7630f9819aa975715d65c472d892521c0d3b51112f231e90384be28622c9b
1 1
=
det A 19
Denominamos sistema linear o conjunto de duas ou
mais equações lineares com n incógnitas. Exemplos:
P10) Matriz Triangular
pal são todos iguais a zero) é dado pelo produto dos Neste caso, temos um sistema linear de duas incóg-
elementos da diagonal principal. Exemplos: nitas, sendo elas x e y. O 2 e o 1 são os termos indepen-
dentes deste sistema.
RS V
SS–3 0 0 WWW
Seja A = S SS1 2 0 WWW , como temos uma matriz
{
–3x + 2y – z = – 1
S4 –5ou–1seja,
triangular superior, W todos os elementos acima x + y – 5z = 3
T X 2x – 5y + 2z = 4
{
Portanto: det A = (–3) · 2 · (–1) = 6 a11x1 + a12x2 + a13x3 + . . . + a1nxn = c1
[ ][ ] [ ]
Portanto: det B = 1 · 4 · ( 3) = 12 a11 a12 a13 ... a1n x1 c1
a21 a22 a23 ... a2n x2 c2
SISTEMAS LINEARES
a31 a32 a33 ... a3n x3 = c3
Equação Linear ∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙ ∙ ∙
am1 am2 am3 ... amn xn cn
Denominamos equação linear toda equação do
tipo:
Exemplos:
a11x1 + a12x2 + a13x3 + . . . + a1nxn = c Escrevendo na forma matricial os dois exemplos
anteriores, temos:
[ ] [ ] [ ]
Em que:
[ ][][ ]
nulos;
{
z x1, x2, x3, . . . , xn : são as incógnitas; –3x + 2y – z = –1 –3 2 –1 x ––1
z c : é o termo independente. 1 1 –5 ∙
x + y – 5z = 3 ⇒ y = 3
z x2 + y – z3 = 3;
a11a1 + a12a2 + a13a3 + . . . + a1nan = c1 (sentença verdadeira)
z xy – 5z = –7;
46 z x – 2y + √z = 3. a21a1 + a22a2 + a23a3 + . . . + a2nan = c2 (sentença verdadeira)
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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
= G é o determinante da matriz obtida por
a31a1 + a32a2 + a33a3 + . . . + a3nan = c3 (sentença verdadeira) a1 c1
∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙ Dy =
a2 c2
am1a1 + am2a2 + am3a3 + . . . + amnan = cm (sentença verdadeira)
meio da troca dos coeficientes de y, pelos termos inde-
pendentes, na matriz incompleta.
Exemplo:
{
O exemplo acima é análogo para qualquer sistema
x + 2y – 2z = –5 linear n x n, portanto a regra de Cramer pode ser apli-
2x – 3y + z = 9 cada para resolver qualquer sistema linear n x n, em
que D ≠ 0. A solução será dada pelas seguintes razões:
3x – y + 3z = 8
D
,X2 =
D2
D
,X3 =
D3
D
, . . . , xn =
Dn
D )
das em cada uma das equações lineares, temos:
{ {
Exemplos:
(1) +2 (–2) – 2 (1) = –5 1 – 4 – 2 = –5
Vamos resolver os seguintes sistemas pela Regra
2(1) – 3 (–2) + (1) = 9 ⇒ 2+6+1=9 ⇒ de Cramer:
{
3(1) – (–2) + 3(1) = 8 3+2+3=8
–5 = –5
9 = 9 Todas as sentenças são verdadeiras.
a) { 3x – 4y = –5
2x + y = 4
8=8 D = 3 –4 = 11, Dx = – 5 –4 = 11, D = 3 –5 = 22
2 1 4 1 2 4
{
x + y + 2z = 0 Logo, a solução do sistema é o par ordenado (1, 2).
3x 4y – =
{
+ z 0
x – 2y + z = 0
2x + 3y – 3z = 0 b) 2x + y – 3z = –5
4x – y – z = –1
{ a1x + b1y = c1
a2x + b2y = c2
Logo, a solução do sistema é a tripla ordenada (1,
2, 3).
= G
a1 b1
é a matriz incompleta do sistema c1 e c2, CLASSIFICAÇÃO DE SISTEMAS LINEARES
a2 b2
que, por sua vez, são os termos independentes do Os sistemas lineares podem ser classificados con-
sistema. forme o esquema:
MATEMÁTICA
Sistema Impossível
Primeiramente, vamos trocar de posição a linha 2
Um sistema será impossível (SI) quando o determi- com a linha 1, para que a incógnita x que possui o coe-
nante D da matriz incompleta for igual a zero (D = 0) e ficiente 1 fique na primeira linha.
pelo menos um dos determinantes das incógnitas for
diferente de zero.
Vamos classificar cada um dos sistemas lineares a
seguir:
{ x + 2y – 2z = –5
2x – 3y + z = 9
3x – y + 3z = 8
{4x – y = 1
a) 2x + 3y = 5
Substituiremos a segunda linha por uma nova,
fazendo a seguinte operação:
b) { x + 2y – z = 1
2x – 3y + 4z = 2
3x – y + 3z = 3
Substituiremos a terceira linha por uma nova,
fazendo a seguinte operação:
1 2 –1 1 1 –1 1 2 1
{ x + 2y – 2z = –5
–7y + 5z = 19
–7y + 9z = 23
Dx = 2 –3 4 = 0, Dy = 2 2 4 = 0, Dz = 2 –3 2 = 0
3 –1 3 3 3 3 3 –1 3 Substituiremos a terceira linha por uma nova,
fazendo a seguinte operação:
Como D = 0, Dx = 0, Dy = 0 e Dz = 0, o sistema é SPI.
z multiplicaremos a 2ª equação por (1) e adicionare-
c) { –2x + y – 3z = 0
x – y – 5z = 2
mos o resultado à 3ª equação.
{
3x – 2y + 2z = –3
x + 2y – 2z = –5
–7y + 5z = 19
–2 1 –3 4z = 4
D= 1 –1 –5
3 –2 –2
= 0, como D = 0, o sistema não é Com o sistema escalonado, podemos determinar
SPD; vamos verificar se é SPI ou SI. os valores das incógnitas da seguinte forma:
Obtendo z na 3ª equação:
0 1 –3
Dx = 2 –1 –5 = 40 como D ≠ 0, o sistema é SI.
–3 –2 –2
x 4z = 4
4
Não é necessário analisar o determinante das z=
incógnitas y e z, uma vez que um deles já apresenta 4
resultado diferente de zero.
z=1
ESCALONAMENTO DE SISTEMAS LINEARES
Obtendo y na 2ª equação:
Nem sempre a Regra de Cramer é um instrumento Como z = 1, vamos substituir o seu valor na 2ª
prático para a resolução de sistemas lineares. Para a equação e encontrar o y:
resolução de sistemas de três ou mais equações pode-
mos fazer a solução de uma forma escalonada, ou –7y + 5z = 19
seja, faremos o escalonamento do sistema. Um siste-
–7y + 5(1) = 19
ma estará escalonado quando, de equação para equa-
48 ção, no sentido de cima para baixo, houver aumento –7y + 5 = 19
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–7y = 19 – 5 Calculando separadamente cada um dos determi-
–7y = 14 nantes, teremos:
2 3
14 Det A = = 2 ∙ 3 – (3 ∙ 1) = 6 – 3 = 3
y= 1 3
–7
2 4
Det B = =2∙3–4∙1=6–4=2
1 3
y = –2
Portanto o det (A ∙ B) = detA ∙ detB = 3 ∙ 2 = 6 Respos-
Obtendo x na 1ª equação:
Como y = 2 e z = 1, vamos substituir os seus valores ta: Letra E.
na 1ª equação e encontrar o x:
3. (CESGRANRIO — 2011) Considere a equação matricial
x + 2y – 2z = –5 AX = B,
x + 2 (–2) – 2(1) = –5
d n eB= d n , então a matriz X é:
1 2 3 –2
x – 4 – 2 = –5 Se A =
–1 –1 1 4
x – 6 = –5
d n
x = –5 + 6 2 –4
a)
x=1 2 5
d n
Logo, a solução do sistema é a tripla ordenada (1, –5 –6
b)
2, 1). 4 2
d n
Exercite seus conhecimentos com os exercícios 3 –1
c)
comentados a seguir: –1 –4
[ ]
3 2
2 1 0
d n
B= a b c é: 4 0
4+a 2+b c e)
0 3
a) 0
b) 2b c
c) a+b+c Para encontrar a matriz X, vamos escrevê–la como
d) 6+a+b+c uma matriz genérica, e substituir na equação indi-
e) 2bc + c – a cada no enunciado:
4 )
2 · b · c + 1 · c · (4 + a) + 0 · a · (2 + b) – [0 · b · (4 + a) + Fazendo o produto entre as matrizes no primeiro
2 · c · (2 + b) + 1 · a · c] = 2bc +4c + ac – [4c + 2bc + ac] membro, temos:
= 2bc + 4c + ac – 4c – 2bc – ac = 0 Resposta: Letra A.
4 )
A= ( ) 2 3
eB= ( )2 4 ( a–a+–2cc b + 2d
–b–d ) = ( 31 – 2
4 )
1 3 1 3
sistema linear:
{
a) 8
b) 12 a + 2c = 3
c) 9 b + 2d = – 2
d) 15 –a – c = 1
e) 6
–b – d = 4
Pelo Teorema de Binet, temos que: o det (A ∙ B) = det
A ∙ det B Trocando de posição a linha 2 com a linha 3, temos: 49
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{
Para encontrar o valor de k, basta calcular o deter-
a + 2c = 3
minante em relação a uma das duas incógnitas, já
–a – c = 1
que descobrimos o valor de m; porém, para facilitar
b + 2d = –2 os cálculos, vamos calcular o determinante em rela-
–b – d = 4 ção a y. Igualando este a zero, teremos o seguinte:
3 18
Vamos encontrar primeiramente os valores de a e =0
2 k
c, fazendo a soma da linha 1 com a linha 2, temos:
c=4 3 ∙ k – 2 ∙ 18 = 0
a + 2c = 3 3k = 36
36
a + 2 · (4) = 3 k=
3
a+8=3
k = 12
a=3–8
a = –5 Não se esqueça de que o exercício não pede os valo-
res de m e k, mas, sim, o produto entre eles. Fazendo
Para encontrar os valores de b e d, faremos a soma
o produto entre m e k, teremos:
da linha 3 com a linha 4, obtendo:
d=2 2 24
m∙k= ∙ 12 = =8
3 3
Substituindo d por 2 na linha 4, temos:
Resposta: Letra A.
–b – d = 4
–b – (2) = 4 5. (CESGRANRIO — 2011) Considere o sistema a seguir:
{
–b – 2 = 4
x + 5y + z = 0
–b = 4 + 2 4x + y – 2z = 1
7x + 3y – 4z = –1
–b = 6
b = –6
Nesse sistema o valor de x é:
Portanto a matriz X será igual a: ( 5
–
4
6
–
2 ) . Respos- a 3
ta: Letra B.
b) 2
{ 3x + y = 18
4. (UNIRIO — 2009) Se o sistema: 2x + my = k possui
c)
d)
1
0
infinitas soluções, o produto k · m, vale:
e) –1
3∙m–2∙1=0 Logo D = 17
3m – 2 = 0 Fazendo Dx , temos:
3m = 2
0 5 1
2 Dx = 1 1 –2
m=
50 3 –1 3 –4
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0 5 1 0 5 A quantidade de formas de posicionar essas pes-
Dx = 1 1 –2 1 1 = 0 ∙ 1 ∙ (– 4) + 5 ∙ (–2) ∙ (–1) soas sentadas é dada pela multiplicação a seguir, em
–1 3 –4 –1 3 que “formas de organizar cinco pessoas em três cadei-
ras” é igual a:
+ 1 ∙ 1 ∙ 3 – [1 ∙ 1 ∙ (–1) + 0 ∙ (–2) ∙ 3 + 5 ∙ 1 ∙ (–4)]
Dx = 10 + 3 – (–1 – 20) = 13 – (–21) = 13 + 21 = 34 5 · 4 · 3 = 60
Logo Dx = 34
O exemplo anterior é um caso típico de arranjo
Fazendo: simples. Sua fórmula é dada a seguir:
Dx 34
x = D = 17 = 2, portanto x = 2. Resposta: Letra B
FATORIAL DE N = n!
Uma outra informação muito importante: nos pro-
Sendo “n” um número natural, observe como
blemas envolvendo arranjo simples, a ordem dos ele-
desenvolver o fatorial de n:
mentos importa, ou seja, a ordem é diferente de uma
possibilidade para outra.
n! = n · (n – 1) · (n – 2) ·...· 2 · 1, para n ≥ 2
Vamos supor que as cinco pessoas sejam: Ana,
1! = 1
Bianca, Clara, Daniele e Esmeralda. Agora, observe
0! = 1
uma maneira de posicionar as pessoas na praça:
Exemplos:
CADEIRA Primeira Segunda Terceira
3! = 3 · 2 · 1 = 6
4! = 4 · 3 · 2 · 1 = 24 OCUPANTE Ana Bianca Clara
5% = 5 · 4 · 3 · 2 · 1 = 120
Perceba que Daniele e Esmeralda ficaram em pé
Agora, veja esse outro exemplo (resolução), em nessa disposição.
PERMUTAÇÕES
Imagine, agora, que quiséssemos posicionar cinco Imagine que temos cinco livros diferentes para
pessoas nas cadeiras de uma praça, mas que tivésse- serem ordenados em uma estante. De quantas manei-
mos apenas três cadeiras à disposição. De quantas for- ras é possível ordenar?
MATEMÁTICA
E B D A
z (x + a)0 = 1;
MESA MESA z (x + a)1 = x + a;
z (x + a)2 = x2 + 2xa + a2;
D C C B
z (x + a)3 = x3 + 3x2a + 3xa2 + a3 .
Diante do conceito de permutação, essas duas Esses casos foram desenvolvidos a partir da ideia
disposições são iguais, ou seja, a pessoa A tem, à sua de distributiva da multiplicação. Tomemos como
direita, E e, à sua esquerda, B, e assim sucessivamente. exemplo o caso de (x + a)2.
Não podemos contar duas vezes a mesma O binômio (x + a)2 corresponde a (x + a) . (x + a)
disposição. e, para resolver tal operação, utilizamos da proprie-
Repare, ainda, que, antes da primeira pessoa se dade distributiva, em que escolhemos um termo da
sentar à mesa, todas as cinco posições disponíveis são primeira parte da multiplicação e multiplicamos por
equivalentes — isso porque não existe uma referência cada um dos termos da segunda parte da multiplica-
espacial (ponto fixo determinado). Nesses casos, deve- ção. Veja:
mos utilizar a fórmula da permutação circular de n
pessoas, que é:
52 Pc (n) = (n – 1)! (x + a) · (x + a) = x² + xa
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TP + 1 = b np l xn–pap
(x + a) · (x + a) = a² + xa
Onde p + 1 é o termo que se pretende achar, n é o
(x + a) · (x + a) = x² + xa + xa + a² = x² + 2xa + a² expoente, x é o primeiro termo e a, o segundo termo.
Contudo, perceba que, para todo n inteiro, positi- 1. (IBADE — 2018) O termo independente de x no desen-
x
(x + a)n =(x + a) ∙ (x + a) ∙ ... ∙ (x + a)
a) 72.
r fatores b) 78.
c) 80.
Desta maneira, é preciso uma fórmula para facili- d) 84.
tar o cálculo: e) 92.
b n–1 l x1n–1 + b nn l an
n independente é aquele cuja potência é nula, assim,
calculando através do termo geral do binômio,
temos:
Para compreendermos melhor a fórmula, vamos
bnl= n!
Calculando o coeficiente:
k k! (n–k) 1
b6l= b 9p l = b 39 l = 9! 9 · 8 · 7 · 6! 504
6! 720
= =1 = = = 84
0 0! (6–0) ! 720 3! (9–3) 6 · 6! 6
b6l= 6!
=
720
=6
Logo, o coeficiente do termo independente,x0, é 84.
1 1! (6–1) ! 120 Resposta: Letra D.
b6l= 6!
=
720
=
720
= 15 PROBABILIDADE EM ESPAÇOS AMOSTRAIS
2 2! (6–2) ! 2.24 48
FINITOS
b6l= 6!
=
720
=
720
= 20 Para iniciarmos a teoria da probabilidade e com-
3 3! (6–3) ! 6.6 36
preendermos como calcular a probabilidade de
b6l= 6!
=
720
=
720
= 15 evento de interesse, é importante sabermos alguns
4 4! (6–4) ! 24.2 48 conceitos básicos.
O primeiro deles é o conceito de experimento
b6l= 6!
=
720
=6 aleatório, que representa a realização de uma expe-
5 5! (6–5) ! 120
riência ou experimento que gera resultados incertos.
b6l= 6! 720 Assim, denominamos “experimento aleatório” todo
= =1 fenômeno ou ação que geralmente podem ser repe-
6 6! (6–6) ! 720
tidos indefinidamente sob mesmas condições, e cujo
Substituindo: resultado é aleatório ou incerto.
Por exemplo, quando lançamos uma moeda, uma
(x + a)6 = 1x6 + 6x5a + 15x4a2 + 20x3a3 + 15x2a4 + única vez, estamos gerando um experimento aleató-
6xa5 + 1a6 rio, cujos possíveis resultados são conhecidos: cara ou
coroa — mas, até que a moeda pare de girar, o seu
MATEMÁTICA
Perceba que, em todos esses casos, há um termo que resultado ainda é incerto.
não possui o x. No caso do exemplo anterior, esse ter- Outro conceito importante é o de espaço amostral
mo é o 1a6, que é denominado termo independente. (S), que é o conjunto de todos os possíveis resultados
de um experimento aleatório.
Termo Geral Assim, no lançamento de um dado de seis faces, o
espaço amostral é S = {1, 2, 3, 4, 5, 6}. Já no lançamento
O termo geral do binômio de Newton é o que pos- de uma moeda, o espaço amostral é definido como S =
sibilita o cálculo de um dos termos do binômio sem {cara, coroa}.
resolver. Veja a fórmula: 53
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Em seguida, temos os eventos, que se trata de um
conjunto de resultados de um experimento, sendo A
um subconjunto do espaço amostral S. Logo, obter
um número par na face superior de um dado de seis
faces, A = {2, 4, 6}, é um evento de interesse dentro
do espaço amostral S = {1, 2, 3, 4, 5, 6} encontrado a
partir da realização de um experimento aleatório: o
O
lançamento do dado.
Nesse mesmo contexto, por exemplo, se temos
interesse em obter um número menor que sete, há,
B
então, o evento B = {1, 2, 3, 4, 5, 6} que é igual ao espa-
ço amostral S. A esse tipo de evento damos o nome de Definição de ângulo.
evento certo.
Seguindo o mesmo raciocínio, temos os eventos Na figura acima, o ângulo é indicado por AÔB ou
mutuamente exclusivos e independentes. BOA. O é chamado de vértice do ângulo e OA e OB são
Considere E um experimento aleatório. A probabi- chamados de lados.
lidade de um evento A, vinculada a esse experimento
e indicada por P(A), é uma função definida no espaço z Ponto interior de um ângulo
amostral S, que atribui a cada evento um número real
e segue os axiomas: Seja um ângulo e um ponto P qualquer, dizemos
que P será um ponto interior ao ângulo, quando uma
z 0 ≤ P (A) ≤ 1; reta qualquer que passa por P intercepta os lados do
z P (S) = 1. ângulo em dois pontos distintos A e B, de modo que o
ponto P seja, obrigatoriamente, um ponto entre A e B.
Nos axiomas:
A
Sendo:
ÂNGULOS
Setor angular do AÔB .
Definições, Elementos e Propriedades
z Classificação dos ângulos: vejamos de que manei-
z Definição de ângulo: ra os ângulos podem ser classificados.
Definimos ângulo como a união de duas semirre- Ângulos consecutivos: dois ângulos serão cha-
tas de mesma origem e não colineares, isto é, que não mados de consecutivos quando tiverem o mes-
54 pertencem a uma mesma reta. Veja a figura adiante: mo vértice e um lado em comum.
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Ângulo agudo: um ângulo será chamado de
A agudo quando sua medida for menor que 90º.
B A
O
B A
O
O B
Os ângulos AÔB e BÔC são adjacentes.
I M
O
I G
O B
C O B P
A Dica
O que difere uma circunferência de um círculo é
que o círculo tem pontos internos. Perceba tam-
bém que todo círculo possui uma circunferência.
C
Bissetriz z Elementos de uma circunferência: na figura a
O seguir temos uma circunferência de centro C e raio r.
B
B
Bissetriz de um ângulo.
r
CIRCUNFERÊNCIAS, CÍRCULOS E SEUS ELEMENTOS
Ângulos na Circunferência r C
D E
z Circunferência: definimos circunferência como
o conjunto de todos os pontos de um plano, de
modo que a distância (r) a um ponto fixo é uma M
constante positiva. A figura a seguir representa
uma circunferência λ, em que C é o centro (ponto Elementos de uma circunferência.
fixo), PC é um raio, com PC = r (constante positiva).
AC: raio
AB: diâmetro
DME: arco
P ANB: semicircunferência
AC: r e AB: 2r
r
C z Posições de um ponto em relação a uma circun-
ferência: sejam os pontos A, D, F e uma circunfe-
rência de centro C e raio r.
Veja a figura:
r
A
A
C
O P
S A
O
B
O
B
Arco S representado em uma circunferência.
B
t
a
Ângulo inscrito AP̂B em uma circunferência. b
Vejamos a seguir:
s
h
A g
D N
M O
P Retas paralelas r e s cortadas pela transversal t.
C
B A reta transversal de r e s é a reta t. Desta maneira,
podemos definir reta transversal como uma reta que
encontra em um único ponto um par ou um feixe de
retas paralelas. Perceba que alguns ângulos surgiram
desse encontro de retas, no caso os ângulos a, b, c, d,
Ângulo de vértice externo em relação à circunferência.
e, f, g e h. Ainda é possível notar que esses ângulos
possuem algumas relações entre si.
PARALELISMO
Os ângulos a e g; b e h; c e e; d e f são alternos
entre si, isto é, estão de lados opostos da transver-
Retas Paralelas sal na região interna ou externa da reta paralela. A
região externa das retas paralelas é:
Duas retas serão chamadas de paralelas se, e
somente se, elas forem coincidentes (possuírem todos
os pontos em comum) ou se forem coplanares (per-
tencerem ao mesmo plano e não possuírem nenhum
ponto em comum).
r s
Retas r e s coincidentes r
s
Retas paralelas r e s.
58
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PERPENDICULARIDADE
Retas Perpendiculares
Existência da Paralela
O s
Se duas retas distintas e coplanares e uma trans-
versal determinarem ângulos alternos, ou ângulos
correspondentes congruentes, podemos concluir
então que essas duas retas são paralelas. Na figura Retas r e s perpendiculares entre si.
abaixo se α = β, então r//s.
Mediatriz de um Segmento
s A B
M
Existência da paralela.
59
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A SEMELHANÇA DE TRIÂNGULOS
B C’ B’
C
Dois triângulos semelhantes.
Ângulo externo e soma de ângulos internos do triângulo ABC.
Observação:
Casos de Semelhança
B C
Abaixo apresentamos cada um dos casos de seme-
Soma dos ângulos internos de um triângulo ABC. lhança entre triângulos:
C B
B C
H
60 Altura AH de um triângulo ABC.
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A’ PONTOS NOTÁVEIS NO TRIÂNGULO
A
F D
G
C B
E
A’ Observações:
D
F
I
C B
A’ C B
E
MATEMÁTICA
Observações:
C’ B’
Bissetrizes internas do triângulo ABC: AE, BF e CD;
Dois triângulos semelhantes pelo caso LLL. Incentro do ΔABC: I; 61
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Uma observação importante é que o incentro TRIÂNGULOS RETÂNGULOS
de um triângulo é o centro da circunferência
nele inscrita. Um triângulo recebe o nome de triângulo retân-
gulo se possuir um dos seus ângulos internos iguais a
z Circuncentro: para definir o circuncentro de um 90º. Observe na figura abaixo:
triângulo, precisamos entender a definição de
mediatriz primeiramente. A mediatriz de um seg- B
mento de reta é a reta perpendicular a esse seg-
mento pelo seu ponto médio. Logo, o circuncentro
de um triângulo é o ponto de encontro das três
mediatrizes deste triângulo.
A
m1
m2
m3 D
F
C
AC
C Triângulo ABC retângulo no vértice A.
C B
E TEOREMA DE PITÁGORAS
C B
E
Observações:
52 = 32 + x2 → 25 = 9 + x2 → 25 – 9 = x2 → x2 = 16 → x C
= 16 → x = 4 O c
A
B
a b c
= = = 2R
sen A sen B sen C
n m z Lei dos Cossenos: em todo triângulo, o quadrado
C B
H da medida de um lado é igual à soma dos quadra-
a dos das medidas dos outros lados, menos o dobro
do produto dessas medidas pelo cosseno do ângulo
que eles formam.
Triângulo retângulo ABC com hipotenusa BC e altura AH.
A
Em relação ao triangulo retângulo acima, temos:
z BC é a hipotenusa;
z AB e AC são os catetos; c
b
z AH é a altura relativa à hipotenusa;
z BH e CH são, respectivamente, as projeções dos
catetos AB e AC sobre a hipotenusa BC.
b =a·n
2
Seja um triângulo qualquer ABC, conforme a figura
c2 = a · m 44.
Neste caso, verifica-se que:
a2 = b2 + c2
h2 = m · n
a² = b² + c² – 2 · b · c · cos A
b·c=a·h
b² = a² + c² – 2 · a · c · cos B
RELAÇÕES MÉTRICAS EM UM TRIÂNGULO
c² = a² + b² – 2 · a · b · cos C
QUALQUER
MATEMÁTICA
z Lei dos Senos: em todo triângulo, as medidas dos FEIXE DE RETAS PARALELAS E TRANSVERSAIS
lados são proporcionais aos senos dos ângulos
opostos e a razão de proporcionalidade é a medi- A transversal de um conjunto de retas, todas para-
da do diâmetro da circunferência circunscrita ao lelas, é uma reta do plano das paralelas que é concor-
triângulo. rente com todas as retas deste conjunto.
Os pontos correspondentes de duas transversais
Consideremos o triângulo ABC, inscrito na circun- são pontos destas transversais que estão numa mes-
ferência de raio R: ma reta do conjunto de paralelas. 63
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Os segmentos correspondentes de duas transver- Pelo Teorema de Tales, temos as seguintes
sais são segmentos que possuem por extremidades os igualdades:
pontos correspondentes.
AB AC AD BC
= = =
A'B' A'C' A'D' B'C
t1 t2
Vejamos o seguinte exemplo para fixar o conteúdo:
A A’
B B’
D A
C C’ 6 a
E B
D 8 b
D’
F C
Feixe de retas paralelas cortadas por transversais. Sabendo que a + b = 21, defina o valor de b. Pelo
DE + EF
Observações: Teorema de Tales, temos que o lado =
EF
AB + BC 6+8 a+b
, então, podemos dizer que = =
z as transversais são indicadas por t1 e t2; BC 8 b
z os pontos correspondentes são indicados por A e 21 14 21
" = . Fazendo uma regra de três, encontra-
A’, B e B’, C e C’, D e D’; b 8 b
z Os segmentos correspondentes são indicados por mos que:
AB e A’ B’, BD e B’ D.
168
14b = 21 · 8 → b = → b = 12
TEOREMA DE TALES 14
TEOREMA DA BISSETRIZ INTERNA E EXTERNA DE
O Teorema de Tales diz que se duas retas são UM TRIÂNGULO
transversais de um conjunto de retas paralelas, então,
a razão entre dois segmentos quaisquer de uma O teorema da bissetriz interna de um triângu-
delas é igual à razão entre os segmentos corres- lo nos diz que em qualquer triângulo, uma bissetriz
pondentes da outra. interna, ou seja, bissetriz de um ângulo interno ao
triângulo, sempre divide o lado oposto em segmentos
proporcionais aos lados adjacentes.
Seja AD a bissetriz do ângulo BAC no triângulo
t1 t2 ABC, com AB= c, AC = b e BD = m e DC = n:
A A’
B B’
C C’
C B
D D’
AC AB
64 =
CD BD
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Observações: A
D
z AD é a bissetriz do ângulo BÂC no triângulo ABC, ou
seja, divide o ângulo  em dois ângulos congruentes;
z Utilizando as medidas dos lados da figura 51,
temos:
C
b c B
=
n m K
I
O teorema da bissetriz externa de um triângu-
lo nos diz que em qualquer triângulo, uma bissetriz
externa, ou seja, bissetriz de um ângulo externo ao J
triângulo, intercepta a reta que contém o lado oposto
externamente em segmentos proporcionais aos lados E
adjacentes.
Seja AD a bissetriz do ângulo externo ao triângulo G
ABC no vértice A, com AB = c, AC = B e BD = x e DC = y:
F
A
H
L M
Q O
C
a B x R P N
y
Polígonos.
Pelo teorema da bissetriz externa, temos a seguin- A região poligonal é a reunião do polígono com o
te igualdade: seu interior.
AC AB G
=
CD BD
Observações: A
F
z AD é a bissetriz do ângulo externo ao triângulo
ABC no vértice A, ou seja, divide este ângulo exter-
no em dois ângulos congruentes;
H
z utilizando as medidas dos lados da figura 48,
temos:
D E B
b c
=
y x
POLÍGONOS
C
Polígonos e seus Elementos
MATEMÁTICA
Região poligonal.
Vamos considerar n (n ≥ 3) pontos ordenados A1,
A2, ..., An. Consideremos também os n segmentos con-
Polígono Côncavo e Polígono Convexo
secutivos determinados por estes pontos (A1 A2 , A2 A3 ,
f, An A1) , de modo que não existam dois segmentos Um polígono é convexo se, e somente se, qualquer
consecutivos colineares. Definimos polígono como a reta suporte, de um lado do polígono, deixar todos os
reunião dos pontos dos n segmentos considerados. outros lados em um mesmo semiplano dos dois que
Vejamos alguns exemplos: ela determina. 65
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n = 4 — Quadrilátero
n = 5 — Pentágono
n = 6 — Hexágono
B n = 7 — Heptágono
n = 8 — Octógono
n = 9 — Eneágono
A z 2º caso: n é múltiplo de 10
n = 10 — Decágono
C n = 20 — Icoságono
n = 30 ֫— Tricágono
n = 40 — Quadricágono
n = 50 — Pentacágono
n = 60 — Hexacágono
D
n = 11 — Unodecágono
n = 17 — Heptdecágono
n = 26 — Hexaicoságono
n = 35 — Pentatricágono
Polígono convexo.
Número de Diagonais de um Polígono Convexo
I Si = (n – 2) · 180º
Perímetro de Polígonos
z 1° caso: 3 ≤ n ≤ 9
66 n = 3 — Triângulo C
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Observações:
H
J
Q
P
Trapézio isósceles.
R
O
z Trapézio escaleno: os lados não paralelos não são
congruentes.
M
N D C
A1
B1
z
C1
W
D1
V
A B
S
T U
Trapézio escaleno.
Polígonos regulares.
z Trapézio retângulo: quando existem dois ângulos
QUADRILÁTEROS NOTÁVEIS internos retos.
Trapézio
Trapézio retângulo.
Paralelogramo
Quadrado
A C B
D
D
Quadrado AB = CD e BC = AD.
Losango AB = BC = CD = DA.
68
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Propriedades dos Quadrados D
Área de um Quadrado
B L C b
Área de um paralelogramo.
Área de um Triângulo
L D
Área de um quadrado.
Área de um Retângulo
h
A área de um retângulo é dada pelo produto das
suas dimensões, comprimento vezes largura; ou seja,
base vezes a altura: A = b · h.
B C B
H
Área de um triângulo.
h
B
b D
h
Área de um retângulo.
Área de um Paralelogramo
P
D
r
C
d Área de um círculo.
D r
B
B Semiperímetro
Área de um trapézio isósceles.
Para compreender a fórmula de Heron, precisa-
mos entender o que é semiperímetro. Sabemos que
A área de um trapézio retângulo também é dada o perímetro é o contorno de uma figura geométrica
pela soma das bases (maior e menor) multiplicada obtido pela soma dos lados dessa figura geométrica.
pela altura, dividido por dois: No caso de um triângulo de lados a, b, c, o perímetro p
^ b + Bh · h
é p = a + b + c. Desta maneira, o semiperímetro é a metade
A= a+b+c
2 do perímetro, ou seja, p = ou 2p = a + b + c.
2
D
Fórmula
A = √ p · (p – a) · (p – b) · (p – c)
B
b
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A C'
c' = 4,17
b c
B' Υ1 = 69,17°
D'
ɛ1 = 136,09°
C B
a
d' = 3,16
Triângulo ABC.
a' = 6,66 Ϛ1 = 118,08°
g = 3,03
Ɵ = 98,82°
h = 4,6
10 cm H K = 50,63°
ξ = 120°
D ɛ = 136,09°
M 2,29
y = 69,17° B o = 120°
MATEMÁTICA
2,29
c = 4,17 N
δ = 94,8° b = 5,98
71
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Q1 Razão entre Áreas de Dois Polígonos Semelhantes
2,29
A razão entre as áreas de dois polígonos semelhan-
2,29
v1 = 120° P1 tes é igual ao quadrado da razão de semelhança. Ou
σ1 = 120° A1
seja, = K 2 onde A1 é a área do polígono ABCDE,
R1 A2
u1 = 120° 2,29 A2 é a área do polígono A’B’C’D’E’ e k é a razão de
semelhança.
2,29 A
p1 = 120° O1
E
ξ1 = 120°
M1 o1 = 120°
2,29
2,29
N1
D
Congruência entre duas figuras planas (hexágonos). B
S
v = 1,67
Φ = 114,29°
V
η1 = 80,03°
C
s = 3,11
C’
u = 1,95
ω = 119,21°
Ψ = 46,47°
T
U t = 2,77 B’
D’ ’
S'
v' = 1,67
θ1 = 114,29°
s' = 3,11
μ1 = 80,03°
V' E’
A’
T' K1 = 46,47°
Dois polígonos semelhantes.
λ1 = 119,21°
u' = 1,95
Congruência entre duas figuras planas (quadriláteros). Abaixo seguem representados vários polígonos
inscritos em uma circunferência.
RAZÃO ENTRE ÁREAS
A
A’
C B C’ B’
B
Dois triângulos semelhantes.
72 Triângulo equilátero inscrito em uma circunferência.
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G C
J
H
I
D
Pentágono inscrito em uma circunferência.
Q
E
M J
H
N
73
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Q 2. (ITAME – 2015) Sabendo-se que 8x, 6x e 4x são ângu-
los de um triângulo, qual o valor do menor ângulo?
P a) 10º.
b) 20º.
c) 30º.
d) 40º.
R
A soma dos ângulos internos de um triângulo é
igual a 180°. Portanto, basta somar os ângulos for-
necidos e igualar a 180°. Fazendo isso, encontrare-
O mos o valor de x.
4x + 6x + 8x = 180º
18x = 180º
M x = 10º
Resposta: Letra D.
Exercite seus conhecimentos por meio dos exercí-
cios comentados a seguir. 3. (VUNESP – 2020) Murilo vai colocar um varal em
seu quintal. Ele já colocou os ganchos em duas pare-
1. (VUNESP – 2011) Meia pizza foi dividida em 3 fatias, des perpendiculares, conforme indicado pelas setas
cada uma delas com um ângulo diferente, conforme da imagem a seguir, de acordo com as distâncias
mostra a figura. marcadas.
Teorema de Pitágoras
a2 = b 2 + c
2x Vara l
Representação 3m
vista de cima a
b
x – 20º
50 m 40 m
Resposta: Letra B.
2x
11x + 25° 9x – 8°
3x + 46° (b)
15x – 3°
a) 11.
MATEMÁTICA
b) 16.
c) 12.
d) Nenhuma das Alternativas.
b·m (n · b) m
AB = n · =
2 2
AL = n · b · h → n paralelogramos
Base Base
(n · b) m
AT = AL + 2AB = n · b · h + 2 = (n · b) (h + m)
76 (a) 2
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Conhecendo os cálculos das áreas do prisma, para O tronco do prisma é um sólido formado pelo corte
achar o volume do prisma reto ou regular, basta fazer ou uma secção transversal no plano paralelo à base
o produto da área da base pela altura (h) do prisma: do prisma. Esse conjunto de pontos que fica entre a
secção transversal e a base do prisma é o tronco do
V = AB · h prisma.
Prisma oblíquo com arestas 3 e 5 e ângulo de 60 graus. Exemplos de Pirâmides, respectivamente, triangular, quadrangular,
pentagonal e hexagonal.
Ex.: Sejam seus elementos: aresta lateral (a) 5 cm,
aresta da base (b) 3 cm, altura da base (m) também 3 Uma pirâmide possui uma base formada por um
cm pois a base é um quadrado, e altura do prisma (h): polígono de n lados e n faces laterais (formadas por
triângulos). Ao todo então são n+1 faces, n arestas late-
a = 5cm; b = 3cm; m = 3cm; h = ? rais, 2n arestas, 2n diedros, n+1 vértices, n+1 ângulos
poliédricos e n triedros. A altura (h) da pirâmide é a
Do prisma, tiramos o triângulo retângulo entre a distância entre o vértice e o plano da base.
altura e a aresta lateral, onde a soma dos ângulos é: As pirâmides são classificadas em: regulares ou oblí-
quas. A regular tem a projeção do vértice no centro da
α + 60º + 90º = 180º → α = 30º base, já a oblíqua a projeção não fica no centro. Na pirâ-
mide regular, temos ainda que as arestas laterais são
h √3 congruentes e as faces laterais são triângulos isósceles
cos(α) = cos(30º) = → h = 5 · cos(30º) = 5 · cm
5 2 congruentes. À altura da face lateral de uma pirâmide
regular, dá-se o nome de apótema. O apótema da base
AB = b · m = 3 · 3 = 9cm2 é a distância entre a projeção do vértice e o centro da
base, até o apótema.
5√3 A área lateral de uma pirâmide regular é a soma
AL = n · b · h = 4 · 3 · = 30√3cm2
2 das áreas das faces laterais. A área total é a soma da
área da base com a área lateral. Para uma pirâmide
AT = AL + 2AB = 30√3 + 18 = 6 · (3 + 5√3)cm2 regular, as bases podem ser por exemplo um triângu-
lo, um quadrado, ou seja, a área da base será a área
√3 45√3 de um triângulo que é a metade da base x altura e
V = a · AB · cos(30º) = 5 · 9 · = cm3 nos paralelogramos a área é base x altura. Então seja
2 2
a aresta da base (b), o apótema da pirâmide (m) e o
apótema da base (m’) os cálculos da área da base, área
lateral e área total são:
MATEMÁTICA
b · m' (n · b) m'
AB = n · =
2 2
n·b·m
AL = → n triângulos
2 77
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n·b·m (n · b) m' (n · b) (m + m') H B A
AT = AL + AB = + = = =
2 2 2 h b a
m2 = h2 + m’2 ABmaior ALmaior ATmaior B2 H2 A2
= = = = =
ABmenor ALmenor ATmenor b2 h2 a2
A∆maior B3 H3 A3
= = =
A∆menor b3 h3 a3
AEFGH = 18; VF = 3; VB = 5;
1 n · b · m' · h
V= · AB · h = 450
3 6 AABCD = = 50
9
O tronco da pirâmide é um sólido formado pelo
corte ou uma secção transversal no plano paralelo à
base da pirâmide. Esse conjunto de pontos que fica
entre a secção transversal e a base da pirâmide é o
tronco da pirâmide.
Cilindro
V=V =VVmaior
(H– −h)h
(H )
b·A⋅ +AABbA
) h − H ( = V − V =V
A⋅b
–−VV == ++ ⋅
√A AA · A⋅ +A
+ A
A+
maior menor
menor
33
B B B B b bB b 3 ronem roiam
r
O volume do cilindro é o produto da área da base Um corte transversal paralelo à base do cilindro,
pela medida da altura: não forma um tronco de cilindro, pois o novo sólido
continua
g1 + g 2 sendo um cilindro com altura ou geratriz
V = AB · h = π · r2 · h E = menor. , cilindro reto
O2volume do cilindro oblíquo de raio g/2 e geratriz
O tronco do cilindro é formado pelo plano que A = 2 ⋅ πfigura
g, na ⋅ r ⋅ E a seguir, é dado por:
intersecta o cilindro obliquamente em todas as gera- L
h π ⋅ hr 2 ⋅h g=1 +º0g62
trizes, ou seja, um corte oblíquo, formando assim
um tronco de cilindro com duas geratrizes, maior e V =
Figura 52
π ⋅ r 2 → sen
⋅ E
60º52reto =
Figura
cilindro
→ V =( ) ( ) ()nes →
25aru
tronco g tronco = g g
sen (60º)
menor, o eixo e uma elipse na região do corte. 2
3 √3 3
a g ⋅ sen ( 60ºh)==
h= g ·gsen
⋅ (60º) = g · = ⋅ g ) º06 ( nes ⋅ g
b
2 2 2
2 2
3 gg
2
3√3
Vcilindro Ab ⋅=hAb=· π
=Vcilindro h =⋅ πr · r⋅2 h· h⋅==gπ
2
π⋅ ·⋅ ⋅ ⋅π·gg=⋅· h ⋅ r ⋅ π = h ⋅ bA =
2
or
2 2
2 22
g1 g 2g2 3 √33 33 √33 3 2
g
Vcilindro == ππ· ⋅
Vcilindro ⋅g⋅ ·g·= ⋅πg=⋅ ⋅gπ⋅ · =g3 · π ⋅ g ⋅ ⋅π=
E g2
E or
44 2 28 8 8 2 4
r
MATEMÁTICA
79
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Cone O tronco do cone é um sólido formado pelo corte
ou uma secção transversal no plano paralelo à base do
Seja um círculo de centro O e raio r em um plano cone. Esse conjunto de pontos, que fica entre a secção
α e um ponto V fora do plano α, chamamos de cone a transversal e a base do cone, é o tronco do cone.
reunião dos segmentos de reta com uma extremidade
V
em V e a outra nos pontos do círculo, como veremos
na figura a seguir.
g
h B
A¹ r B¹ H
O¹
A¹ r B¹
Exemplo de Cone. O¹
Tronco de cone.
Importante!
O cone reto também é chamado de cone de revo- A área do tronco do cone é encontrada somando a
lução, pois ele é gerado a partir da rotação de área da base maior, área da base menor e a área late-
um triângulo retângulo em torno de um eixo que ral. O volume é calculado, subtraindo, do volume total
do cone, o volume do cone menor, que foi formado
contém um dos seus catetos.
pela secção transversal, ou seja, o volume do cone de
base maior menos o volume do cone de base menor:
Secção meridiana de um cone é a interseção do cone
VTronco = Vmaior – Vmenor =
π · (H – h)
com um plano que contém a reta VO, assim, a secção · [R2 + R · r + r2]
meridiana de um cone reto é um triângulo isósceles, 3
de altura h, com os lados iguais à geratriz e a base 2r. Sendo AB, área da base maior e Ab área da base
Quando essa secção meridiana é um triângulo equiláte- menor, R o raio da base maior, r o raio da base menor
ro, dizemos que o cone é equilátero (h = r√3 ou g = 2r). e G a geratriz do tronco do cone, temos:
Como a superfície lateral de um cone reto é equi-
AL = π · (R + r) · G
valente a um setor circular de raio g e comprimento
do arco 2πr, a área total é a soma da área lateral com AT = AL + AB + Ab = π · [R · (G + R) + r · (G + r)]
a área da base, sendo a área da base igual à área da
Da semelhança entre o cone original (cone maior)
circunferência (πr2): com o cone da secção transversal (cone menor) temos
as mesmas relações que já tínhamos notado para o
AB = π · r2 caso da pirâmide:
AL = π · r · g R H
=
AT = AL + AB = π · r · g + π · r = π · r (g+r)
2
r h
1 1 A∆maior R3 H3
V= · AB · h = · π · r2 · h = =
80 3 3 A∆menor r3 h3
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Ex.: Num tronco de cone, os perímetros das bases são Esfera
16π cm e 8π cm e a geratriz G = 5cm, figura a seguir, os
valores da altura, da área lateral e do volume do tronco Considerando-se um ponto O e um segmento de
são: medida r, chama-se esfera de centro O e raio r o con-
junto dos pontos P do espaço, tais que a distância do
PB = 16π = 2π R → R = 8cm; segmento OP seja menor ou igual a r.
Pb = 8π = 2πr → r = 4cm; A esfera possui alguns elementos: o eixo, uma reta
que passa pelo centro da esfera; os polos que são as
G = 5cm; interseções da superfície da esfera com o eixo; equa-
dor, uma secção perpendicular ao eixo passando pelo
R H 8 H centro da superfície; paralelo, uma seção perpendi-
= → = → H = 2h;
cular ao eixo e paralela ao equador e o meridiano,
r h 4 h
uma seção cujo plano passa pelo eixo, como pode ser
k = (H – h) = 2h – h = h; observado na figura a seguir. Distância polar é a dis-
tância de um ponto do paralelo ao polo.
∆ABC
h2 + r2 = G2 → h2 = 25 – 16 = 9 Polo
h = 3cm;
Paralelo
H = 2h = 6cm;
AL = π(R+r) G = π(8 + 4) 5 = 60πcm2;
π · (H – h)
VTronco = · [R2 + R · r + r2]
3
π · (3)
= · [82 + 8 · 4 + 42] = 112πcm3
3
Equador
R=4 Meridiano
A Polo
O1
Esfera e seus elementos, polo, equador, paralelo e meridiano.
R=8
(a)
O1 r=4 A
r=4
C
O B VEsfera = π · r3;
R=8 AFuso = 2 · r2 · α;
(b)
2 · r3 · α
Tronco do Cone de geratriz G = 5, R = 8, r = 4 e h = 3 (a) e triângulos VCunha =
retângulos formados dentro do tronco a partir da altura do tronco, 3
raios e geratriz (b).
81
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VA = π r 2 h; ;h 2 r π = AV
Ex.: Seja uma superfície esférica com o compri-
x1y2z3 9be7630f9819aa975715d65c472d892521c0d3b51112f231e90384be28622c9b
1 1 1
mento da circunferência do círculo máximo igual a VB V
=B= ππrr2h;
2
h; ;h 2 r π = BV
26π cm, qual seria a área dessa superfície e qual o 3 3 3
volume?
Razão :
Razão: : oãzaR
O comprimento do círculo é: 2πr = 26π
2 → r = 13cm;
VA = π r h; V3 = 2AV V = 3V
AEsfera = 4πr2 = 4π(13)2 = 676πcm2;
1 VAVA π
B
πrr2h;h 33 2 hA2 r π B AV
==
AV 2 2 =π 2
3h·⋅ 2 2 =
πrr2h;
=→ π =
⋅ h3r→ V
VB = π r 2 h; VBVB π rh;BhV
πr= πhπrr2rh;hπ r π A BV
VhB2 =
V 3 ;
= πr = π(13) = 2197πcm
3 3 3
3 3
33 3
Esfera
Razão :
Revise o conteúdo visto com as questões comenta-
das a seguir. 3VB
VVA == 3V
VA π r 2 h 3 A B
2m
2m
a) 24 dias.
b) 23 dias.
c) 22 dias.
d) 21 dias.
e) 20 dias.
a) 48m3.
Na figura temos um prisma regular de base quadra-
b) 64m3.
da, então a área da base é a área do quadrado e o
volume é dado por: c) 108m3.
Ab = a · a = 2 · 2 = 4m2; d) 111m3.
V = Ab · h = 4 · 4,5 = 18m3; e) 144m3.
Se:
1000l → 1m3 Seja o tronco de pirâmide com altura (H – h) = 9m,
750l → xm3 → x = 0,75m3 aresta da base menor igual a 3 e aresta da base
Então: maior igual a 4, temos que o volume do tronco da
1dia → 0,75m3 pirâmide é:
ydias → 18m3 → y = 24dias Resposta: Letra A.
(H – h)
Vtronco = [AB + √ABAb + Ab]
2. (VUNESP – 2019) Considere um cilindro A e um cone 3
B, de mesma altura e mesma base. A relação entre os
volumes VA e VB, do cilindro e do cone, respectivamen- (9)
te, é: Vtronco = [4 · 4 + √16 · 9 + 3 · 3] = 3[16 + √144 + 9]
3
a) VB=6VA. Vtronco = 3[16 + 12 + 9] = 3 · 37 = 111m3 Resposta:
b) VA=6VB. Letra D.
c) VB=3VA.
d) VA=3VB. 4. (CEBRASPE-CESPE - 2018) Um cilindro circular reto,
e) VB=2VA. cuja base tem diâmetro de 8 cm, foi cortado por um
plano inclinado em relação à base, dando origem ao
Como os sólidos têm a mesma altura (h) e a mesma
tronco de cone apresentado. A altura maior do tronco
base de raio (r) então:
de cone mede 20 cm e a menor, 16 cm. Nesse caso, o
82 VA = πr2h; volume do tronco de cone é igual a:
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REFERÊNCIAS
100% → r
150% → R → R = 1,5r
VEsfemenor = πr3
VEsfmaior = πR3 = π(1,5r)3 ≅ 3,3πr3
Como a diferença em volume da esfera menor para
maior é 3,3, então: Plano cartesiano (x,y) de origem O e ponto P.
400g = 0,4kg → 3,3 · 0,4 ≅ 1,3kg Resposta: Letra C.
83
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Distância entre Dois Pontos
( ) ( )
de AB é dado por:
a c
b≠0→y= – x+ –
x1 + x2 y1 + y2 b b
xPM = e
2 2
a c
→ y = mx + q; m = – eq=–
b b
Assim, o ponto médio do segmento AB, A(3,5) e B(1-
3), anterior é:
Ex.: Sejam os pontos A(7/2,5/2) e B(-5/2,-7/2),a equa-
ção da reta definida por eles é:
3+1 4 5–3 2
xPM = e = 2 e yPM = = =1
( )
2 2 2 2
5 7 5 7
PM = (2,1) a = y1 – y2 = – – = + =6
2 2 2 2
Sejam três pontos A(x1,y1), B(x2,y2) e C(x3 ,y2). Dize-
mos que são colineares quando o determinante deles 5 7
b = x2 – x1 = – – = –6
é nulo: 2 2
x1
x2
y1
y2
1
1 = 0.
c = x1y2 – x2y1 =
7
2
∙
( )( )
–
7
2
– –
5
2
∙
5
2
=
x3 y3 1
49 25 24
=– + =– = –6
Ex.: Assim, mostre que os pontos A(1,3), B(2,5) e 4 4 4
C(49,100) não são colineares!
ax + by + c = 0 → 6x – 6x – 6 = 0 ⟺ x – y – 1 = 0
Ex.: Sejam duas retas: Então, a relação dos coeficientes angulares das
equações das retas para que elas sejam perpendicu-
r : x+2y – 3 = 0 e s: 2x+3y – 5 = 0 lares é:
{
Se a reta r:y=x+2 é perpendicular à reta s, e saben-
r : x+2y – 3=0 do que a reta s passa pelo ponto (3,2), qual seria a
S
s : 2x+3y – 5=0 equação da reta s?
{
r : x= – 2y+3 [I] r : y = x+2 → m1=1
[I]
s : 2x + 3y – 5= 0 → 2( – 2y + 3) + 3y – 5 = 0 → – 4y + 6 s : y = m2x+q2
+ 3 y – 5 = 0 → -y + 1 = 0 → y = 1 [II]
E para serem perpendiculares precisamos satisfa-
[II]
x= – 2y + 3y →x = – 2(1) + 3 → x = – 2 + 3 → x = 1 zer a equação:
r ⟘ s ⟺ m1 ∙ m2 = –1 → 1 ∙ m2 = –1 → m2 = –1
P(x0,y0)=(1,1)
Da equação da reta quando se conhece um ponto
Paralelismo e Perpendicularidade
temos:
Sejam duas retas (r e s). Para que elas sejam para-
(y – y0) = m2(x – x0)
lelas e distintas, não devem ter nenhum ponto em
comum, ou seja, a solução do sistema (S) não tem solu- (y – 2) = –1(x – 3)
ção. Para isso temos que a relação entre os coeficien-
tes das equações são: y – 2= – x+3
x+y – 5=0
S
{ r : a1x+b1y+c1 = 0
s : a2x+b2y+c2 = 0
Importante!
Quando duas retas são paralelas os coeficientes
angulares das retas são iguais, ou seja, se r e s
são paralelas então r // s ⟺ m1 = m2.
Por exemplo, as retas r e s são paralelas:
{
Ângulo entre Duas Retas
r : x+2y+3=0
S
s : 3x+6y+1 = 0 Chamamos de coeficiente angular ou declive de
uma reta r, não perpendicular ao eixo das abscissas
a1 b1 c1 1 2 3 (eixo x), o número real m dado por:
= ≠ → = ≠
a2 b2 c2 3 6 1
m = tgα
Dica
Para a reta r:x+2y+3=0 podemos encontrar y2 – y1
A(x1, y1); B(x2, y2) → m =
a equação das retas paralelas a r, bastando x2 – x1
que os coeficientes a e b das retas paralelas
a b a
sejam proporcionais a 1 e 2, ou seja, = . r : ax + by + c = 0 → m= –
1 2 b
Assim, a reta t:2x+4y+2=0 também é uma reta
paralela a r. Sendo α o ângulo da reta r com o eixo x, na leitura
anti-horário.
MATEMÁTICA
Duas retas r e s são ditas perpendiculares se e Se o ângulo é agudo (0º<α<90º) então m é positi-
somente se elas formarem entre si um ângulo reto, vo, se é obtuso (90º<α<180º) então m é negativo, se for
mas pode-se também determinar essa perpendicula- nulo então m também é nulo e se for reto então não
ridade relacionando o coeficiente angular das retas. se define m.
Assim, se as equações das retas são dadas por: Quando duas retas r e s são concorrentes, pode-
mos determinar o ângulo formado entre elas:
85
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{ r : a1x+b1y+c1 = 0 → y = m1x+q1
s : a2x+b2y+c2 = 0 → y = m2x+q2
{ r : a1x+b1y+c1 = 0
s : a2x+b2y+c2 = 0
a1x+b1y+c1 a2x+b2y+c2
m2 – m1 ± =0
tgθ = √a +b 1
2
1
2
√a22+b22
1 + m1 ∙ m2
{
a1 3 3x+3y –1 2x – 2y+1 3x+3y –1 2x – 2y+1
r : 3x – y + 5 = 0 → m1 = – =– =3 ± =0→ ± =0
b1 –1 √3 +3
2 2
√2 +(–2)
2 2
√18 √8
a2 2
s : 2x + y + 3 = 0 → m2 = – =– = –2
b2 1 3x+3y –1 2x – 2y+1
→ ± =0
3√2 2√2
m2 – m1 → tgθ 3 – (–2)
tgθ = →tgθ=
1+m1 ∙ m2 = 1 + (–2) ∙ 3 3x+3y –1 2x – 2y+1
– =0→
5 π 3√2 2√2
= =1⇒θ= t1 :
–5 4 (6x+6y – 2) – (6x – 6y+3)
= 0 → 12y – 5 = 0
6√2
Distância entre Ponto e Reta e Distância entre Duas
Retas 3x+3y – 1 2x – 2y+1
+ =0→
3√2 2√2
Seja uma reta r:ax+by+c=0 e um ponto P(x0,y0) no t2 :
plano cartesiano, a distância entre a reta r e o ponto (6x+6y – 2) + (6x – 6y+3)
= 0 → 12x+1 = 0
P é: 6√2
{ r : ax+by+c1 = 0
s : ax+by+c2 = 0 P(x0,y0)∈s
→ ax0+by0= –c2
Aδ =
1 x1 y1 1
∙ x y 1
ax0+by0 – c2 c1 – c2 2 2 2
dr,s= = x3 y3 1
√a2+b2 √a2+b2
86
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z Se a reta contiver a origem O, significa que o c=0,
então os passos 2 e 3 não são válidos, daí o passo
2 deve ser um ponto P qualquer fora da reta e a
assim, atribuir o sinal dos planos.
{
a 1
1) E=0 → r: x – y+1=0 → m = – =– =1
b –1
2) E(0) = c=1>0 →E>0 em rα
3) E< 0 em r β
x1 y1 1 a a+3 1
1 1
Aδ = ∙ x2 y2 1 = ∙ a–1 a 1
2 2
x3 y3 1 a+1 a+1 1
1
Aδ = ∙ a2+(a+3)(a+1)+(a – 1)(a+1) – a(a+1) – a(a+1)
2
– (a – 1)(a+3)
1 CIRCUNFERÊNCIA
Aδ = ∙ a2+a2+a+3a+3+a2+a – a – 1 – a2 – a – a2 – a
2
Equações Geral e Reduzida
{
2 equação do segundo grau, então para diferentes valo-
res possíveis de Δ determinamos as posições relativas
da reta à circunferência:
– 2a = – 2 → a = 1;
()
2 co ponto, assim a reta é tangente à circunferência,
3 3 3
(a2+b2 – r2) = – → 12 + – r2 = – ou ainda, quando a distância do centro à reta é
2 2 2 igual ao raio;
z Se Δ<0, não temos raiz real, ou seja, a solução não
9 3 19 √19 tem ponto comum entre reta e circunferência,
1+ – r2 = – → r2 = →r= assim a reta é exterior à circunferência, ou ainda,
4 2 4 2 quando a distância do centro à reta é maior que
ao raio.
Posições Relativas Entre Ponto e Circunferência
{
PC > r → (x0 – a)2 + (y0 – b)2 – r2 > 0
PC = r → (x0 – a)2 + (y0 – b)2 – r2 = 0
PC < r → (x0 – a)2 + (y0 – b)2 – r2 < 0
Seja a circunferência λ: x2 + y2 + 2x + 2y - 2 = 0, o
ponto P(-4, -5) está em qual posição em relação à
circunferência?
Primeiro determinamos o centro e o raio da
circunferência:
Circunferência de centro C raio (r) com exemplos de retas: secante
x2 + y2 + 2x + 2y – 2 = 0 (r), tangente (s) e exterior (t).
{ –2a = 2 → a = –1;
–2b = 2 → b = –1;
→ C (–1, –1)
Ex.: Sendo a reta dada por r:3x+2y+17=0 e a circun-
ferência λ:x2+y2+6x+8y+12=0, qual a posição relativa
entre elas e suas interseções?
a +b – r2 = –2 → 1+1 – r2 = –2 → r2 = 4 →r = 2
2 2
{
P(–4, –5) → (x0 – a)2 + (y0 – b)2 – r² → (–4 – 1) + (–5 – 1)2
equação da circunferência temos:
– 22 = 25+36 – 4 = 57>0
( )
Reta e circunferência e duas circunferências 17 2
2
S λ : x +y +6x+8y+12 = 0
2 2
→ –
(I)
– y +y2+6
Seja uma reta r:Ax+By+C=0 e uma circunferên- 3 3
( )
cia de centro C(a,b) e raio (r) dada pela equação λ: 17 2
(x-a)2+(y-b)2=r2, a interseção da reta com a circunfe- – – y +8y+12=0
3 3
rência é o P(x,y) que pertença ao mesmo tempo a reta
r e à circunferência. Logo para achar essa interseção
88 basta ver as soluções do sistema: 13y2+104y+91=0 → Δ=(104)2 – 4(13)(91)=6084 → Δ>0
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Como Δ>0, então temos duas raízes reais, ou seja,
dois pontos de solução, assim a reta é secante à cir-
cunferência. Para determinar os pontos de interseção
basta achar as raízes:
– b – √Δ –104 – 78
y1= = = –7 (a) (b)
2a 2 ∙ 13
– b + √Δ –104 + 78
y2= = = –1
2a 2 ∙ 13
17 2
y1 = –7 → x1 = – – ∙ (–7) = –1
3 3
(c) (d)
17 2
y2 = –1 → x2 = – – ∙ (–1) = –5
3 3
P1(–1, –7)
Da mesma forma podemos encontrar a interseção Posições relativas entre duas circunferências de centro C1 e C2,
entre duas circunferências, bastando encontrar o (a) exteriores; (b) tangentes exteriores; (c) tangente interiores; (d)
ponto P(x,y) que pertença ao mesmo tempo às duas secantes; (e) interior com menor raio e (f) concêntricas.
circunferências, ou seja, a solução do sistema:
Ex.: Dada duas circunferências, qual a posição
{
relativa entre elas?
λ1 : (x – a1)2+(y – b1)2 = r12
S
{
λ2 : (x – a2)2+(y – b2)2 = r22
λ1 : x2 + y2 = 36
S
E a partir da comparação entre a distância entre os λ2 : x2 + y2 – 6x – 8y+21=0
centros das circunferências e a soma dos raios pode-
Primeiro definimos o centro e o raio de cada uma
mos ter seis posições relativas entre elas. Então seja a
delas:
distância entre os centros C1 e C2:
λ1 : x2 + y2 – 36 = 0
d = C1C2 = √(a1 – a2)2 + (b1 – b2)2
{
d=r1+r2;
z Circunferências tangentes interiores, a distância –2a2 = –6 → a2 = 3;
λ2 → C2(3, 4)
entre os centros é igual ao módulo da diferença –2b2 = –8 → b2 = 4;
dos raios, d=|r1 – r2|; a22+b22 – r22 = 21 → 9+16 – r22 = 21 → r2 = 2
MATEMÁTICA
Ax+By+C 5(–2)+2(5)+C 20
dCt = r → =5→ =5 m=–
√A +B
2 2
√(5) +(2)
2 2 21
y – y0 = mi (x – x0)
–10+10+C
→ =5
√25+4 20
y–7=– (x – (–1))
21
C
=5 → |C|=5√29 → C1 = 5√29 e C2 = –5√29
√29 20
y–7=– (x+1)
t1 : 5x+2y+5√29 = 0 e t2 : 5x+2y – 5√29 = 0 21
t1: 20x+21y – 127 = 0
Nos casos em que não se conhece a reta paralela à
reta tangente, mas se conhece um ponto P(x0,y0) que Assim, além dessa reta tangente podemos cons-
é a interseção entre a reta tangente e a circunferên- truir o gráfico com a circunferência, os pontos e as
cia de centro C(a,b), podemos achar a equação da reta retas tangentes para visualizarmos mais facilmente
tangente por: qual seria a segunda reta tangente, visto que da solu-
ção de m tivemos apenas um valor, e pelo ponto P ser
z Quando o ponto é interior à circunferência não externo sabemos que existe mais uma reta tangente
existe reta tangente; além da encontrada. Logo, a outra reta tangente é a t2:
90 z Quando o ponto pertence à circunferência: x = –1 ou x+1 = 0.
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P
7
t2 t1
6
5
4
3
2 c
1
c
11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
-1
-2
-3
-4
-5
-6
-7
Circunferência de centro C(2,0) e raio 3, com ponto P(-1,7) exterior a circunferência com suas retas tangentes t1 e t2.
Uma inequação envolvendo uma circunferência admitem infinitas soluções que podem ser representadas
num sistema de eixos coordenados por uma região limitada pela circunferência. Alguns exemplos de regiões
soluções:
Região que contém os pontos A(x,y) fora da circunferência, incluindo a circunferência: (x – a)2+(y – b)2 – r2≥0 ou
excluindo a circunferência (x – a)2+(y – b)2 – r2>0. Observe a figura “a” a seguir, quando for sinal sem igualdade usar o
contorno da circunferência pontilhada;
Região que contém os pontos A(x,y) dentro da circunferência, incluindo a circunferência: (x – a)2+(y – b)2 – r2 ≤ 0 ou
excluindo a circunferência (x – a)2+(y – b)2 – r2<0.
20
15
C
10
Raio
-1 0 5 10 15
(a)
20
15
A
C
10
Raio
-1 0 5 10 15
MATEMÁTICA
(b)
Inequações com circunferência de centro C e raio r, com ponto A(x,y), (a) região exterior e (b) região interior, inclusos a circunferência.
91
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Ex.: Seja o sistema de inequações circulares: Assim, o conjunto solução para que ocorram as
duas inequações simultaneamente é o sistema circu-
{
lar formando uma coroa, conforme segue na próxima
λ1 : x2 + y2 ≤ 25 figura:
S
λ2 : x2 + y2 ≥ 4
{
2
–2a = 0 → a = 0
→ C (0, 0)
–2b = 0 → b = 0 C
-6 -4 -2 0 2 4 6
a2 + b2 – r2 = –25 → 0+0 – r2 = –25 → r = 5
-2
Então para a primeira circunferência temos o cen-
tro na origem e o raio igual a cinco, figura a seguir:
-4
(x – a)2 + (y – b)2 – r2 ≤ 0 → (x – 0)2+(y – 0)2 – 52 ≤ 0 → x2
+ y2 – 25≤0
-6
10
-10 -5 0 5 10
TRIGONOMETRIA
-5
Inequações com circunferência de centro C(0,0) e raio 5, com Consideremos um triângulo retângulo ABC, reto
solução interior à circunferência. em A. Os outros dois ângulos B e C são agudos e com-
plementares, isto é, B + C = 90º.
λ1 : x2+y2 ≥ 4 Para ângulos agudos, temos por definição:
{ –2a = 0 → a = 0
–2b = 0 → b = 0
→ C (0, 0)
C
a2+b2 – r2 = –4 → 0+0 – r2 = –4 → r = 2
1
C cateto oposto a B B
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4
sen B = =
hipotenusa A
-1
-2
cateto oposto a C C
-3 sen C = =
hipotenusa A
cateto oposto a B 3
cateto oposto a C C � tg B = =
tg C = = cateto adjacente a B 4
cateto adjacente a C B
45°
3
L L√2
45°
A 4 B
A L B
Figura 2. Triângulo Retângulo ABC, com catetos 3 e 4
Figura 3. Triângulo Retângulo ABC, com catetos L e hipotenusa L√2
z A hipotenusa BC
z Sen B Em um triângulo retângulo isósceles qualquer, se
z Cos B for a medida de cada cateto, então, L √2 será a medida
z Tg B da hipotenusa, pois:
z Sen C
z Cos C (BC)2 = l2 + l2
z Tg C (BC)2 = l2 . l2
Neste contexto:
z a =b +c
2 2 2
a2 = 32 + 42 AC l 1
a2 = 9 + 16 sen B̂ = → sen 45° = → sen 45° = →
a2 = 25 BC l√2 √2
a = ± 25
a=±5
a=5
93
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(AC)² = (AM)² + (MC)²
l² = b l + (MC)²
√2 2
l
→sen 45° =
2 2
2
(MC)² = l² - l
4
√2 2
4 l
(MC)² = l 2 -
Portanto: sen 45º = 4 4
2
(MC)² = l 3 2
4
AB l 1 l 3
MC =
cos B̂ = → cos 45° = → cos 45° = → 2
BC l√2 √2
Desta maneira, temos:
√2
→ cos 45° =
2
MC l√3 1
l 3 . →
sen  = → sen 60° = → sen 60° =
AC 2 2 1
l
√2
Portanto: cos 45º = √3
2
→ sen 60° =
2
AC l
tg B̂ = → tg 45° = → tg 45° = 1
AB l √3
Portanto: sen 60º =
Portanto: tg 45º = 1 2
C AM l l 1
. →
cos  = → cos 60° = 2 → cos 60° =
AC l 2 l
1
L L → cos 60° =
2
(L√3)/2
1
Portanto: cos 60º =
2
60° 60°
l 3 l√3 2
MC .
A L/2 M L/2 B tg  = → tg 60° = 2 → tg 60° = →
AM l 2 l
C 2
→ tg 60° =√3
30°
Portanto: tg 60º = √3
L
(L√3)/2 Seno, Cosseno e Tangente de 30º
M L/2 A AM l l 1
sen Ĉ = → sen 30° = 2 → sen 30° = . →
Figura 4. Triângulo Equilátero ABC, com lados L AC l 2 l
Em um triângulo equilátero qualquer, se l for a
l 3
medida de cada um dos lados, então, será a
2
94 medida da altura, pois:
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1
→ sen 30° =
2
1
Portanto: sen 30º =
2
MC l 3 l√3 1 30°
cos Ĉ = → cos 30° = . →
2 → cos 30° =
AC 2 l
l 30m
√3
→ cos 30° =
2 Figura 5. Triângulo Retângulo formado com a árvore
1 √3 cateto oposto h √3
→ tg 30° = → tg 30° = tg 30° = → tg 30°= → =
√3 3 cateto adjacente 30 3
H 30. √3
3 = →h = 10 √3 = 10.1,7
Portanto: tg 30º = 30 3
3
1 2 3
Seno C
2 2 2
3 2 1
Cosseno 45°
2 2 2 30°
A 60 B
Tangente 3 1 3
3 Figura 6. Triângulo Retângulo BAD
Exemplo: Na figura abaixo, uma árvore é vista sob Pelo triângulo ABC, temos:
um ângulo de 30°, a uma distância de 30m de sua base.
Considerando , a altura da árvore, em metros, é igual a: CB √3 CB 60· √3
tg 30° = = = = CB → CB = 20 · √3
a) 35 60 3 60 3
b) 17
MATEMÁTICA
95
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^ 20· 3 + xh
C
BD
tg 45° = =1= → 20 · 3 + x = 60 →
60
60
→ x = 60 - 20 · √3 →x = 20 · (3 - 3)
Portanto, x = 20 · (3 - 3) a
b
IDENTIDADES TRIGONOMÉTRICAS FUNDAMENTAIS
sen2 x + cos2 x = 1 A
B c
Em um triângulo retângulo de catetos b e c e hipo-
tenusa a temos, de acordo com o teorema de Pitágo-
Figura 8. Triângulo Retângulo ABC, com catetos b e c e hipotenusa a
ras: a2 = b2 + c2.
b
C b a senx
tgx = c = c = cos x,
a
sen x
Portanto: tg x = cos x
sen x
a z Relação Fundamental: cotg (x) = cos x
b
A cotangente de um ângulo agudo x é, por defini-
ção, o inverso da tangente. É representada com o sím-
bolo: cotg (x). Assim sendo, temos:
A 1
1 = 1 cos x = cos x
c cotg (x) = = sen x · sen x sen x
B tg (x) cos x
bbl +b l =
2 2
c
(sen x)² + (cos x)² = sen²x + cos²x = A secante de um ângulo agudo x é, por definição,
a a
o inverso do cosseno. É representada com o símbolo
b2 c2 b 2 + c2 a 2 secx.
= +
a2 aa = a2
= 2 =1
a 1
Portanto: sec x = cos x
sen2 x + cos2 x 1
=
cos2 x cos2 x
96
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sen2 x cos2 x 3 2
+ sen²x + cos²x = 1 → b 5 l + cos2 x = 1 → 9 + cos2 x = 1
cos2 x cos2 x 25
tg² x +1 = sec²x 9 16 16
cos²x = 1 - 25 → cos²x = 25 → cos x = ! 25
sec²x = tg²x = 1
4
cos x = ! 5 , como 0º < x < 90º, o cosseno assumirá
Portanto: sec2 x = 1 + tg2 x o valor positivo.
4
z Relação Fundamental: cossec2 x = 1 + cotg2 x Portanto: cos x = 5
3 4
Se sen x = 5 e cos x = 5' , temos que:
Dividindo ambos os membros do Teorema Funda-
mental da Trigonometria (sen2 x + cos2 x = 1), por sen2
x, temos: 3
senx 5 3 5 3
tgx = cos x " 4 = 5 · 4 = 4
sen²x = cos²x = 1 5
sen2 x + cos2 x 1 3
Se tg x = 4 temos que:
2 = 2 =
sen x sen x
1 1 4 4
sen2 x cos2 x 1 cotg x = tgx " 3 = 1 · 3 = 3
=
sen2 x
+
sen2 x sen2 x 4
1 + cotg²x = cossec²x 4
Se cos x = 5 temos que:
cossec²x = 1 + cotg²x
1 1
sec x = cos x " 4 = 1 · 5 = 5
4 4
Portanto: cossec2 x = 1 + cotg2 x 5
Logo, podemos construir a seguinte tabela:
3
RELAÇÕES FUNDAMENTAIS Se sen x = 5 temos que:
sen2 x + cos2 x = 1
1 1 5 5
sen x cossec x = senx " 3 = 1 · 3 = 3
tg x = cos x
5
cos x
cotg(x) = sen x
MEDIDAS DE ARCOS E ÂNGULOS
1
sec x = cos x Arcos na Circunferência
1
cossec(x) = senx Seja uma circunferência, na qual são tomados dois
pontos A e B. A circunferência ficará dividida em duas
sec2 x = 1 + tg2 x partes chamadas Arcos. Os pontos A e B são as extremi-
cossec2 x = 1 + cotg2 x dades desses arcos. Quando A e B coincidem, um desses
arcos é chamado arco nulo e o outro, arco de uma volta.
Exemplo: Se 0º < x < 90º, então, a expressão:
sen2 x + cos2 x B
cos x
r
É igual a:
α
2 2
sen x + cos x 1
cos x = cos x = sec x r
A
Exemplo: Simplificando a expressão (tg x) · (cos x) ·
(cossec x), para 0º < x < 90º, obtém-se:
MATEMÁTICA
sen x 1
(tg x) · (cos x) · (cossec x) = cos x · cos x· sen x = Figura 9. Setor circular em uma circunferência de raio r
sen x· cos x
= cos x · sen x = 1 Medida de um Arco em Graus
7r
= 7·180c = 7·30c = 210º
6 6
5r
Figura 10. Arco circular AB em uma circunferência de raio r z
4
AB
α= r , onde AB é o comprimento do arco 5r
= 5·180c = 7·45c = 315º
4 4
Observações:
4r
z
3
z O arco AB mede 1 radiano (1 rad), se o seu compri-
mento for igual ao raio da circunferência.
4r
z A medida de um arco, em radianos, é um número = 4·180c = 4 · 60º = 240º
3 3
real “puro” e, portanto, é costume omitir o símbolo
rad. Ao dizer ou escrever que um certo arco mede
3, por exemplo, fica subentendido que sua medi- CICLO TRIGONOMÉTRICO
da é de 3 radianos, ou seja, que o comprimento do
arco é o triplo da medida d do raio. Chamamos de Ciclo Trigonométrico a uma cir-
z O arco de uma volta, cuja medida é 360º, tem com- cunferência de raio unitário na qual fixamos um
primento igual a 2 · π · r e sua medida em radianos ponto como origem dos arcos e adotamos o sentido
será, portanto, 2 π pois α = ABr =
2·r·r
r 2 π , 6, 28 anti-horário como sendo o positivo.
98 z 120º
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REDUÇÃO
TABELA RESUMO DE REDUÇÃO DE ARCOS PARA O
1º QUADRANTE
Redução ao 1º Quadrante
ARCO SENO COSSENO TANGENTE
Vamos deduzir fórmulas para calcular funções tri-
gonométricas de x, com x não pertencente ao 1º qua-
5π
drante, relacionando x com algum elemento do 1º
(150º) 1 3 3
quadrante (por isso o nome Redução ao 1º quadran- 2 -
2
-
3
6
te). A meta é conhecer sen x, cos x e tg x a partir de uma
tabela que dê as funções circulares dos reais entre 0 e
r
2 .
π 180º 0 -1 0
cos x = - cos (π – x)
5π
Redução do 3º para o 1º Quadrante (225º) 2 2 1
- -
4 2 2
sen x = - sen (x - π)
cos x = - cos (x - π)
4π
Redução do 4º para o 1º Quadrante (240º) -
3 -1 3
3 2 2
0 0 1 0
7π
(315º) 2 2 -1
π -
3 4 2 2
(30º) 1 3
6
2 2 3
11π
π
(330º) -1 3
-
3
6 2 2 3
(45º) 2 2 1
4 2 2
2 π (360º) 0 1 0
π
(60º) 1 Exemplo: Reduza para o 1º quadrante (consultar a
3 3
3 2 2 tabela resumo acima):
z sen 120º
π z sen 135º
(90º) 1 0 Não existe z sen 150º
2 z sen 210º
z sen 225º
z sen 240º
MATEMÁTICA
2π z sen 300º
(120º) 3 -1 - 3 z sen 315º
3 2 2 z sen 330º
z cos 120º
z cos 135º
3π z cos 150º
(135º) 2 2 -1 z cos 210º
-
4 2 2 z cos 225º
z cos 240º 99
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z cos 300º Os pontos A = (1,0), B = (0,1), C = (–1,0) e D = (0,
z cos 315º –1) dividem o ciclo trigonométrico em quatro qua-
z cos 330º drantes. Quando dizemos que um arco AP pertence
ao segundo quadrante, por exemplo, queremos dizer
Utilizando a tabela acima, temos: que a extremidade P pertence ao segundo quadrante.
O seno de um arco trigonométrico AP de extremidade
3 P é a ordenada do ponto P.
z sen 120º =
2
Eixos dos senos
2
z sen 135º = P
2
N
1
z sen 150º = 2
A
1
z sen 210º = - 2
O
2
z sen 225º = -
2
3 Figura 13. Circunferência de raio r com eixo dos senos
z sen 240º = -
2
3 sen (AP) = medida do segmento ON
z sen 300º = -
2
2 Cada número real x corresponde a um único ponto
z sen 315º = - P, extremidade do arco AP de medida x. Cada ponto
2
1 P, por sua vez, corresponde a uma única ordenada
z sen 330º = - 2 chamada seno de x. A função de R em R que a cada
número real x associa a ordenada do ponto P é, por
1
z cos 120º = - 2 definição, a função seno.
Simbolicamente:
2
z cos 135º = -
2 𝑓: Rx→ R
↦ sen x
3
z cos 150º = -
2
Tal que f(x)=sen x=ON . A definição é coerente com
3 aquela apresentada no triângulo retângulo.
z cos 210º = -
2
2
z cos 225º = -
2
N
1
z cos 240º = - 2
X
1
z cos 300º = 2 senx
A
O
2
z cos 315º =
2
3
z cos 330º =
2
FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS
Função Seno P
N
(II) (I) Figura 14. Circunferência de raio r com eixo dos senos, arcos e
(Origem) triângulos retângulos
C r A
O
x De fato, se:
(III) (IV)
π
D 0<x<
2
Figura 12. Circunferência de raio r em um sistema cartesiano xOy
100
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Então, P pertence ao primeiro quadrante e, além 90° < x < 180°
disso, OP = 1 (raio) e MP = ON. Assim sendo, no triân-
gulo OMP retângulo em M, temos: P N
cateto oposto MP ON
sen x = = = ON A
hipotenusa OP 1
O
x=0
x = 180°
P O≡N A
O≡N
A≡P
senx = 0
x = 270°
x = 90°
N=P
P≡N
senx = –1(mínimo)
O A
senx = 1(máximo)
N P
101
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x = 360° Tal que f (x) = cos x = OM.
Tal definição é coerente com aquela apresentada
no triângulo retângulo.
O≡N A≡P
X
cosx
O
M A
senx = 0
Π 3π
–
2 2 Figura 17. Circunferência de raio r com eixo dos cossenos, arcos e
-2π 3Π
-π 0 π π 2π triângulos retângulos
–
2 2
-1
De fato, se:
A≡P
O O
M A Eixo dos cossenos M
cos x = 1 (máximo)
Figura 16. Circunferência de raio r com eixo dos cossenos
0° < x < 90°
Sendo que cos (AP) = medida do segmento OM.
Cada número real x corresponde um único ponto
P
P, extremidade do arco AP de medida x. A cada ponto
P, por sua vez, corresponde a uma única abcissa cha- A
mada cosseno de x. A função de R em R que a cada
O
número real x associa a abcissa do ponto P é, por defi- M
nição, a função cosseno.
Simbolicamente, pode-se representar:
𝑓: Rx→ R
102 ↦ cos x 0 < cos x < 1
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x = 90° 270° < x < 360°
P
M A
O
A
O≡M P
-π 2 π 2 x
A -2π
–
3Π –
Π 0 2π
O 2 2
M≡P -1
Função Tangente
P
Consideremos, no ciclo trigonométrico de origem A,
–1 < sen x < 0 o eixo t perpendicular ao eixo x e de origem A, chamado
eixo
* das tangentes. Seja, ainda, T a intersecção da reta
OP com o eixo t. A tangente do arco trigonométrico AP,
B T
A P
O M
C O A
P D
cos x = 0 Figura 19. Circunferência de raio r com eixo das tangentes 103
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Sendo que tg (AP) = medida do segmento AT. x=0
Cada número real x corresponde a um único ponto
P, extremidade do arco AP de medida x. A cada ponto
P, por sua vez, corresponde a uma única medida algé- A P T
brica AT, chamada tangente de x. A função de R em R O
que a cada número real x associa à medida algébrica
AT é, por definição, a função tangente.
Simbolicamente, temos que:
𝑓: D x→ R tg x = 0
↦ tg x
tg x > 0
T x = 90°
P
tgx
x
O A
O A
∄ tg x
x O A
O A
T
tg x < 0
Figura 20. Circunferência de raio r com eixo das tangentes, arcos e x = 180°
triângulos retângulos
De fato, se:
π P
0<x< O A T
2
Então, P pertence ao primeiro quadrante e além
disso AO = 1 (raio). Assim sendo, no triângulo OAT
retângulo em A, temos:
tg x = 0
cateto oposto AT AT 180° < x <270°
tg x = = = = AT
cateto adjacente OA 1
T
Enquanto o ponto P percorre a primeira volta,
no sentido anti-horário, o número real x varia de 0º
a 360º e a tangente de x varia de -∞ a ∞. Observe, a
O A
seguir, as várias situações possíveis:
tg x > 0
104
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x = 270° RELAÇÕES MÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO
O A
P
∄ tg x
O A z BC é a hipotenusa;
z AB e AC são os catetos;
O A P T z b2 = a · n
z c2 = a · m
z a2 = b2 + c2
z h2 = m · n
z b·c=a·h
tg x = 0
RELAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS EM UM TRIÂNGULO
Nota-se que tg x = tg (x ± π), pois x e x ± π são as QUALQUER
medidas de arcos de mesma extremidade. Observan-
do o item anterior, pode-se concluir que o gráfico da
A trigonometria permite determinar elemen-
função:
tos (lados ou ângulos) não dados de um triângulo. A
obtenção desses elementos, em um triângulo qual-
π quer, fundamenta-se em relações existentes entre os
f: R – { +kπ ,com k ∈ Z} → R
2 elementos (lados e ângulos) do triângulo. As relações
mais importantes são conhecidas como Lei dos Senos
Tal que f(x) = tg x é: e Lei dos Cossenos, que veremos a seguir.
z a2 = b2 + c2 – 2 · b · c · cos A
z b2 = a2 + c2 – 2 · a · c · cos B
z c2 = a2 + b2 – 2 · a · b · cos C Figura 26. Triângulo com ângulo de 60º e lados 10 e 15 metros
A
Qual é o comprimento do muro necessário para
cercar o terreno (em metros)?
c Como temos apenas um ângulo conhecido, vamos
b utilizar a lei dos cossenos:
Chamando de x o lado oposto ao ângulo de 60º,
temos:
C
B a
x² = 10² + 15² - 2 · 10 · 15 · cos60º
Figura 24. Triângulo ABC 1
x² = 100 + 225 - 2 · 10 · 15 · 2
Como temos dois ângulos conhecidos, vamos utili- Portanto, o comprimento necessário de muro é
zar a Lei dos Senos: dado por: 5 · (5 + 7 ) metros.
TRANSFORMAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS
x 100 x 100 2 2 →
= = →x· = 100 ·
sen 120° sen 45° 2
3 2 3 Adição e Subtração de Arcos
2 2
Se a e b são as determinações de dois arcos, veri-
3 fica-se que:
→ x = 100 ·
2 z Cosseno de (a + b)
sen105º = sen(60º + 45º) = sen(60º) · cos(45º)+sen(45º) · cos(2a) = cos2 (a) – sen2 (a)
cos(60º) cos(2a) = cos2 (a) – [ 1 – cos2 (a)]
3 2 2 1 6 2 6+ 2 cos(2a) = cos2 (a) -1 + cos2 (a)
sen105º = 2 · 2 + 2 2 = 4 + 4
· = 4 cos(2a) = 2 · cos2 (a) -1
Exemplo: Utilizando as fórmulas de adição e sub- Portanto, temos a 1ª variação: cos(2a) = 2 · cos2 (a) -1
tração de arcos, calcule tg75º.
z Substituindo cos2 a = 1 – sen2 a, temos:
tg (45c) - tg (30c)
tg75° = tg(45° + 30°) = 1 - tg (45c) · tg (30c) cos (2a) = cos2 (a) – sen2 (a)
cos (2a) = [1 – sen2 (a)] – sen2 (a)
3
1+ 3 cos (2a) = 1 – sen2 (a) – sen2 (a)
tg75° = =
1 - 1· 3
3 cos (2a) =1 – 2 · sen2 (a)
3 3- 3
1- 3 3 3
sen(a + b) = sen(a) · cos(b) + sen(b) · cos(a)
3+ 3
3 Fazendo b = a, temos:
= =
3
3- 3 sen(a + a) = sen(a) · cos(a) + sen(a) · cos(a)
sen(2a) = 2 · sen(a) · cos(a)
=c m·d n=
3+ 3 3
3 3- 3 Portanto: sen(2a) = 2 · sen(a) · cos(a) 107
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z Tangente de (2a) Portanto:
tg (a) + tg (b) 3
tg (a + b) = 1 - tg (a) ·tg (b) sen x = - 5 (II)
sen(2x) = 2 · b l
12
FÓRMULAS DE ARCO DUPLO
25
cos(2a) = cos2(a) – sen2(a)
24
cos(2a) = 2 · cos2(a) - 1 sen(2x) = 25
cos(2a) = 1 – 2 · sen2(a)
sen(2a) = 2 · sen(a) · cos(a) FÓRMULAS DO ARCO METADE
tg(2a) =
2·tg (a) A partir das fórmulas anteriores podemos obter
1 - tg 2 (a) mais três fórmulas importantes.
3 sen² 2 = ± 2
cos² b 2 l = 1 + cos x
x cos6x - cos4x = -2 · sen b 6x + 4x l b 6x - 4x l = - 2 · sen5x
2 2 · 2
· senx
cos b 2 l = !
x 1 + cos x
sen3x + senx = 2 · sen b 3x + x l · cos b 3x x l = 2 · sen2x
2 -
2 2
z Tangente do Arco Metade
· cosx
Vamos fazer o cálculo de tg b x l
2 : sen18x - sen 4x = 2 · sen b 18x - 4x l · cos b 18x + 4x l = 2
2 2 ·
sen b 2 l 1 - cos x → · sen7x · cos11x
x
→ tg b 2 l =
tg b x l = x 2
cos b 2 l
2 x 1 + cos x sen (3x + 2x) sen (5x)
tg3x + tg2x = cos 3x · cos 2x = cos 3x · cos 2x
2
π ou
sen p - sen q = 2 · sen c m · cos c m
p-q p+q sen x = sen
MATEMÁTICA
→
2 2 5
sen (p + q) π 4π
tg p + tg q = (cos p) · (cos q) x = (π - ) + 2kπ = + 2kπ
5 5
sen (p - q)
tg p - tg q =
(cos p) · (cos q)
π 4π
Exemplos: Logo: S = {x ∈ ℝ/x = + 2kπ ou x = = 2kπ} 109
5 5
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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Logo:
1
z sen²x =
4
π
1 S = {x ∈ ℝ/x = ± + 2kπ}
sen²x = → senx = ! 1 → senx = 1 → 3
4 !
4 2
z cos²x + cosx = 0
π
x= + 2kπ Logo:
6
π ou
sen x = sen → π
6 S = {x ∈ ℝ/x = + 2kπ ou x = π + 2kπ}
2
x= π-( π
6
) + 2kπ = 5π
6
+ 2kπ
Resolução de uma Equação tg α = tg β
x= π-( 7π
6
) + 2kπ = - π6 + 2kπ
Logo: z tg x = - 3
π 5π 7π 2π 2π
S = {x ∈ ℝ/x = + 2kπ ou x = + 2kπ ou x = + tg x = - 3 → tgx = tg →x=
6 6 6 3 3
π Logo:
2kπ ou x = - + 2kπ}
6
2π
Resolução de uma Equação cos α = cos β S = {x ∈ ℝ/x = + kπ}
3
2 π π π
cos x = → cos x = cos →x= S = {x ∈ ℝ/x = + kπ}
2 3 3 4
110
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Inequações Trigonométricas
1
Exemplo: vamos resolver a inequação cos x < -
Consideremos f (x) e g (x) duas funções trigonomé- 2
tricas na variável x, com seus respectivos domínios.
Resolvemos uma inequação trigonométrica f (x) < g (x) 1
cos x < -
obtendo o conjunto solução, ou conjunto verdade, dos 2
números reais r para os quais f (r) < g (r).
Todas inequações trigonométricas podem ser redu- 2π 4π
+ 2kπ < x < + 2kπ
zidas em seis equações fundamentais: 3 3
z sen x > m 2π 4π
S = {x ∈ ℝ/ + 2kπ < x < + 2kπ}
z sen x < m 3 3
z cos x > m
z cos x < m Exemplo: vamos resolver a inequação tg x > 1
z tg x > m
z tg x < m tg x > 1
π 5π 3π
0 + 2kπ ≤ x < + 2kπ ou + 2kπ < x < 2π + 2kπ + 2kπ < x < 2π + 2kπ
6 6 2
π 5π π
S = {x ∈ ℝ/0 + 2kπ ≤ x < + 2kπ ou + 2kπ < x < 2π S = {x ∈ ℝ/ 0 + 2kπ ≤ x < + 2kπ
6 6 + 3
2kπ}
ou
π 4π
3 + 2kπ < x < + 2kπ
Exemplo: vamos resolver a inequação cos x > 2 3
2
ou
3
cos x > 3π
2 + 2kπ < x < 2π + 2kπ}
2
MATEMÁTICA
π 11π
2kπ ≤ x < + 2π ou + 2kπ < x < 2π + 2kπ Revise o conteúdo visto com as questões comenta-
6 6
das a seguir.
π 11π
S = {x ∈ ℝ/2kπ ≤ x < + 2π ou + 2kπ < x < 2π + 2kπ} 1. (IMA – 2015) O valor da expressão dada por:
6 6
tg30c + cotg30c
f(x) = 2
cossec 30c 111
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É um número: 9 3
cos² β = ! = !
25 5
a) Irracional
b) Racional Negativo Como β ∈ 1ºQ o cosseno é positivo,
c) Inteiro Positivo 3
d) Inteiro Negativo Logo, cos β = =
5 0, 6
Partindo da expressão inicial e utilizando as rela- Vamos aplicar o mesmo conceito para encontrar o
ções fundamentais da trigonometria, temos: sen (θ)
sen 2 β 2 · sen 2 (β) · cos (β) 0,8 · cos (β) a) Um número múltiplo de dois e diferente de zero
sen 2 θ = 2 · sen 2 (θ) · cos (θ) = 0,5 · cos (θ) b) Um número múltiplo de três e diferente de zero
c) Um número nulo
Precisamos encontrar agora cos (β) e sen (θ), usan- d) Um número irracional
do o teorema fundamental da trigonometria, temos:
sen² β + cos² β = 1 Temos um triângulo retângulo isósceles, logo os
catetos possuem a mesma medida, portanto:
cos² β = 1 - sen² β x=y
cos² β = 1 - (0,8)² Substituindo x por y e fazendo x – y, temos:
x–y=y–y=0
cos² β = 1 - 16 Logo a diferença x – y é um número nulo.
25
Resposta: Letra C.
9
cos² β =
112 25
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4. (CPCON – 2017) Dados: D C
a) -1
b) – 2 + √3 α
c) 2 - √3
d) - 2 - √3 A B
Primeiramente, vamos encontrar o valor de x e y Um fotógrafo que ficará no canto A da plateia deseja
através de um sistema linear 2x2. fotografar o palco inteiro e, para isso, deve conhecer
o ângulo da figura para escolher a lente de abertura
x + y = 150° adequada.
x - y = 90° O cosseno do ângulo da figura acima é:
a) 0,5
Fazendo a soma das linhas temos: b) 0,6
2x = 240º c) 0,75
d) 0,8
x = 240c e) 1,33
2
x = 120° Pela figura temos que o triângulo ABC é retângulo
em B. Podemos aplicar razão trigonométrica no
Se x=120º, temos que: triângulo retângulo, porém antes precisamos do
x + y=150º valor da hipotenusa (seguimento AC), calculando a
hipotenusa, temos:
y = 150º - x AB = 15 e BC = 20, logo, temos:
y = 150º - 120º AC2 = AB2 + BC2
AC2 = 152 + 202
y = 30º AC2 = 225 + 400
Substituindo x e y na expressão inicial, temos: AC2 = 625
AC = ±√625
A cos y - cos x 2 · (cos 30° - cos 120°) AC = ± 25, por se tratar de medida, consideraremos
= →A= →A somente o valor positivo.
2 1- 3 1- 3 Portanto, AC = 25
Aplicando razão trigonométrica no triângulo ABC,
2· c - b - 1 lm 2· c m
3 3 1 temos:
+
2 2 2 2
= →A= →A
1- 3 1- 3 AB 15 3
cateto adjacente
cos α = = = = = 0,6
=
3 +1 hipotenusa AC 5 5
1- 3
0,6 metros. Resposta: Letra B.
^ 3 + 1h ^1 + 3h 3 +3+1+ 3
^1 + 3h ^ 3h
A= · = 2
1- 3 1² -
HORA DE PRATICAR!
4+2· 3 4+2· 3 4 2· 3
= = = + = - 2- 3 1. (FCC — 2022) Um quadriculado 2 × 2 é preenchido
1-3 -2 -2 -2
com números do conjunto {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9},
Resposta: Letra E. sem repetição. Em seguida, os números formados nas
linhas e nas colunas são somados. Por exemplo, para
o preenchimento do quadriculado abaixo, temos 32 +
5. (FGV – 2014) A plateia de um teatro, vista de cima
01 + 30 + 21 = 84.
para baixo, ocupa o retângulo ABCD da figura a seguir,
e o palco é adjacente ao lado BC. As medidas do retân-
MATEMÁTICA
113
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Nessas condições, a maior soma possível é: d) 16
e) 12
a) 357
b) 348 7. (FCC — 2022) Diz-se que um número natural é um
c) 396 palíndromo quando seus algarismos lidos da esquer-
d) 354 da para a direita são os mesmos quando lidos da
e) 339 direita para a esquerda. Por exemplo, 5, 33, 131 são
palíndromos. A quantidade de palíndromos que estão
2. (FCC — 2022) Os números 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 devem ser entre 100 e 10.000 é:
divididos em dois grupos de forma que a soma dos
números de cada grupo seja a mesma. O número de a) 90.
maneiras distintas para fazer isso é b) 180.
c) 8.910.
a) 4. d) 4.455.
b) 5. e) 200.
c) 3.
d) 6.
8. (FCC — 2023) A diferença entre a soma dos dez pri-
e) 2.
meiros múltiplos de 10 e a soma dos dez primeiros
múltiplos de 9 é
3. (FCC — 2022) Em um auditório, sabe-se que há entre
300 e 400 cadeiras e que elas podem ser arrumadas
tanto em 24 fileiras com o mesmo número de cadei- a) 18
ras em cada uma delas, como em 30 fileiras, também b) 60
com o mesmo número de cadeiras em cada uma. A c) 9
soma dos algarismos do número total de cadeiras no d) 55
auditório é igual a: e) 35
a) 3300 m
b) 2700 m
c) 3000 m
De acordo com esse modelo, a chance de sobrevivên-
d) 2400 m
cia de um acidentado corretamente atendido 4 minu-
e) 3600 m
tos após o início da parada é
17. (FCC — 2022) Um triângulo equilátero tem um lado
a) 75%
em comum com um quadrado. Unindo-se os pontos
b) 60%
médios dos lados desse triângulo equilátero, obte-
c) 50%
mos um outro triângulo equilátero, cujo lado mede 3
d) 45%
cm, conforme mostra a figura.
e) 40%
a) t = kIn2
b) t = In2/2k
c) t = In2 2
d) t = In2/k A área da região destacada na figura, em cm , é
e) t = k/In2
a) 18
14. (FCC — 2023) Dois números diferentes são escolhidos b) 20
do conjunto {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9}. Em relação aos c) 9(4 - √3 )
dois números escolhidos, sabe-se que a soma deles é d) 9( √3 + 1)
igual ao produto deles menos 2 e que a diferença entre e) 30
eles é 2. A soma dos dois números escolhidos é:
18. (FCC — 2023) Uma rampa será construída para aces-
a) 4 so ao primeiro andar de uma construção, que está a
b) 8 2,5 m de altura em relação ao nível do terreno. Deci-
c) 14 diu-se que a inclinação da rampa deve ser de 30° em
d) 6 relação ao nível do térreo. O comprimento dessa ram-
e) 10 pa será
15. (FCC — 2021) A coleção de 400 selos de José foi dividi-
a) 2m
da entre seus netos Ana, Bruno, Carla e Davi. Ana ficou
MATEMÁTICA
b) 3,5 m
com mais selos do que cada um dos outros netos. Bru-
c) 4m
no e Carla ficaram, juntos, com 261 selos. O número
d) 4,5 m
máximo de selos com que Davi pode ter ficado é:
e) 5m
a) 5
b) 6 19. (FCC — 2022) A figura indica a escada PA de um
c) 8 caminhão de bombeiro armada para um resgate. Na
d) 7 situação descrita, QB = 9 m, PQ = 4 m e a medida do
^
e) 9 ângulo APC é 30°. 115
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15 D
16 A
17 C
18 E
19 C
20 C
a) 7,6
b) 8,5 ANOTAÇÕES
c) 9,1
d) 10,3
e) 1,4
A área do quadrado A é
a) 5.
b) 2√2
c) 8
d) 6
e) 2√3
9 GABARITO
1 A
2 A
3 D
4 C
5 D
6 B
7 B
8 D
9 D
10 D
11 E
12 B
13 D
14 D
116
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