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TEXTUAL

O documento aborda a importância da elaboração de um plano de negócios para a criação e consolidação de empresas, especialmente em Angola, onde muitos empreendedores ainda não utilizam essa ferramenta estratégica. Ele explora as etapas necessárias para desenvolver um plano eficaz, destacando a análise de mercado e a definição de objetivos, além de discutir os desafios enfrentados na sua implementação. O objetivo é demonstrar como um plano de negócios bem estruturado pode contribuir para a permanência e expansão de empresas, como a Melsantos Comercial Lda.

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O documento aborda a importância da elaboração de um plano de negócios para a criação e consolidação de empresas, especialmente em Angola, onde muitos empreendedores ainda não utilizam essa ferramenta estratégica. Ele explora as etapas necessárias para desenvolver um plano eficaz, destacando a análise de mercado e a definição de objetivos, além de discutir os desafios enfrentados na sua implementação. O objetivo é demonstrar como um plano de negócios bem estruturado pode contribuir para a permanência e expansão de empresas, como a Melsantos Comercial Lda.

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Índice

Introdução ..................................................................................................................................................... 1

Problema de investigação ....................................................................................................... 2

 Métodos teóricos ..............................................................................................................22

 Métodos empíricos ...........................................................................................................22

CAPÍTULO I - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .................................................................................... 5

DIMENÇÃO HISTORICA .............................................................. Error! Bookmark not defined.

DIMENÇÃO CONCEITUAL .......................................................... Error! Bookmark not defined.

CAPÍTULO II FUNDAMENTAÇÃO METODOLÓGICA, APRESENTAÇÃO, ANÁLISE DOS


RESULTADOS ........................................................................................................................................... 14

2.1-Tipos de Pesquisas .................................................................................................................15

Para os procedimentos técnicos ......................................................................................................... 16

Métodos e Técnicas Empregues .......................................................................................................... 16

Métodos teóricos..........................................................................................................................16

Métodos empíricos ..................................................................................................................17

População e Amostra .............................................................................................................................. 17

ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS .................................................................................. 19

Aporte Prático/ Propostas ..................................................................................................................... 19

RECOMENDAÇÕES ................................................................................................................................. 20
1

Introdução
A elaboração de um plano de negócios, é uma das etapas mais determinantes no processo de
criação de uma empresa, um negócio, pois representa o instrumento que traduz uma ideia em
um projecto concreto, estruturado e sustentável.

Este documento orienta o projectista-empreendedor desde o reconhecimento de uma


oportunidade até a consolidação da empresa ou negócio no mercado, servindo como guia de
decisão, análise e monitorização do desempenho futuro do negócio.

A realidade empresarial de Angola tem particularidades que devem ser consideradas desde o
primeiro rascunho (ideia). Com ele será possível, identificar o potencial do negócio bem como
possíveis falhas ameaças e erros de projecto antes de colocar no mercado, ou seja, será com ele
que se conseguirá analisar se o seu modelo negócio é viável ou não.

Um plano de negócio é um documento estratégico que descreve detalhadamente c omo uma


empresa ou projecto será estruturada e como funcionara e conseguira alcançar os seus
objectivos .Ele é essencial para orientar decisões ,atrair investidores e demonstrar a viabilidade
de um negócio .É um guia que explica o que uma empresa faz ou pretende fazer, como ela vai
operar estratégias de marketing, vendas e operações, qual o seu público alvo e como alcança-
lo, como o negócio gerara lucros e quais os recursos necessários para iniciar e manter a
actividade. O plano de negócios é um passo inicial para transformar boas ideias em produtos e
serviços que geram resultados positivos para a sociedade e para os empreendedores.

O objectivo é criar um documento abrangente e eficaz que possa ser utilizado como base para
o lançamento e crescimento de um negócio de sucesso. Tal documento serve como guia para
tomada de decisões e ajuda a garantir que o negócio esteja no caminho certo para alcançar seus
objectivos.

Neste projecto, pretende-se explorar as principais etapas da elaboração de um plano de


negócios, incluindo a análise de mercado, definição objectivos e missão, planos de marketing,
plano financeiro e muito mais.
2

Em Angola, para além da escassez de especialistas deste importante documento, há o desvalor


aos que ainda remanescem, ignorando a criação do produto, O mesmo se constata na província
do Bié no município do Cuíto.

Poucos empreendedores utilizam ou utilizaram plano de negócio estruturado para iniciar a sua
actividade económica, não sabendo que a implementação de um bom plano de negócio reduz o
tempo na execução do trabalho. Ajuda a permanecer no mercado com equilíbrio e a evitar
riscos.

Algumas razões afloradas pelos empreendedores que contribuem para a não elaboração de um
verdadeiro plano de negócio são:

 Desconhecimento da matéria
 A presença em iniciar o negócio
 Dificuldade de leitura e implementação do planejado
 Desvalorização do profissional que o pode fazer
 Ausência de valores monetários para remunerar o profissional.

Esses factores concorrem para prematura falência de empresas e negócios, muitas delas chegam
mesmo a não iniciar a sua actividade.

DESENHO TEÓRICO

Delimitação do Tema

Proposta de elaboração de um plano de negócio na empresa Melsantos Comercial Lda situada


na Província do Bié, no Município do Cuito, rua Gois Pinto.

Problema de investigação

Como pode a elaboração de um plano de negócios contribuir para permanência e expansão da


empresa Melsantos Comercial Lda no mercado?
3

Objecto de estudo

Planeamento empresarial

Campo de acção

Elaboração de um plano de negócio na empresa Melsantos Comercial Lda, localizada no Cuito,


rua Gois pinto.

Objectivo geral

Propor um plano de negócio que contribua para permanência expansão da empresa no mercado
especificamente a empresa Melsantos Comercial Lda, na Província do Bié, no Município do
Cuito, rua Gois Pinto.

Objectivos específicos

 Apresentar procedimentos teóricos e práticos para a elaboração de um plano de negócios


que contribua para a permanência e expansão da empresa Melsantos Comercial Lda no
mercado gerando maior produtividade eficiência e eficácia.
 Diagnosticar o estado actual do plano de negócio da empresa Melsantos Comercial Lda.
 Propor um plano de negócio que seja exequível e tenha em vista o aumento da
produtividade e escalabilidade da empresa Melsantos Comercial Lda.

Ideia a defender

Pretende-se, com a presente pesquisa, mostrar que para se iniciar uma empresa ou um negócio
que tenha “pernas para andar” é importante elaborar um plano de execução.

Pretende-se ainda mostrar que não ter um plano quando se inicia um negócio é como construir
uma casa sobre à areia. Plano de negócio é um passo inicial para transformar boas ideias em
produtos e serviços que geram resultados positivos para a sociedade e para os empreendedores.

Justificativa de tema

A escolha do tema prende-se no interesse dos autores em perceber as reais razões por trás da
não elaboração do plano de negócio. Com foco em gerar maior eficiência e produtividade e
4

redução de tempo de trabalho. E se é pela sua ausência que se registam falências prematuras de
empresas na Província do Bié, Município do Cuito.

Contributo prático

Esta pesquisa procurará abordar conceitos práticos já defendidos por especialistas sobre a
elaboração de um plano de negócios consistente que contribua para a início, permanência e
expansão de uma empresa no mercado.

A pesquisa poderá servir de apoio para melhoria de espectros que, eventualmente, tenham
faltado no plano das empresas do segmento em estudo e outras que pretendam iniciar o seu
negócio. Servirá também de apoio e material de pesquisa para futuros estudantes do IPAG e,
acima de tudo, para os autores iniciarem os seus negócios.

Estrutura do Trabalho

O presente trabalho se apresenta no seguinte formato conforme a ordem abaixo elencada:

 Introdução
 Capítulo I Fundamentação Teórica
 Capítulo II Fundamentação Metodológica
 Conclusão
 Aporte prático ou propostas
 Recomendações
 Referências Bibliográficas
 Anexos/Apêndice
5

CAPÍTULO I - FUNDAMENTAÇÃO
TEÓRICA
6

CAPÍTULO | - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA SOBRE O PLANO DE NEGÓCIO


1.1.1 Antecedentes Históricos do plano de negócios
O plano de negócios não surgiu de forma isolada, mas como resultado de um processo evolutivo
do pensamento administrativo e da necessidade crescente de sistematização das atividades
empresariais. Desde o início do século XX, com a ascensão do taylorismo e do fordismo, as
empresas passaram a buscar métodos mais eficientes de organização e controle, o que abriu
caminho para o desenvolvimento de ferramentas de planejamento. Henri Fayol, em 1916, já
destacava o planejamento como uma das funções essenciais da administração, ao lado da
organização, comando, coordenação e controle.

No entanto, até meados do século XX, o planeamento nas empresas era predominantemente
operacional e voltado para questões internas, sem uma abordagem estruturada para a criação de
novos negócios ou para a captação de recursos externos.

Nesse contexto o plano de negócios surgiu como resposta a necessidade crescente de organizar,
planear e prever riscos em empreendimentos comerciais, especialmente a partir da revolução
industrial. Embora comerciantes já fizessem planeamentos informais desde a Antiguidade, o
conceito estruturado de plano de negócio começou a ganhar forma durante a Revolução
Industrial (Seculos XVIII e XIX), nesse período as empresas passaram a exigir maior
organização administrativa e houve crescimento da produção em larga escala. O Plano de
negócio é uma ferramenta que hoje é considerada indispensável para qualquer empreendimento
bem-sucedido, não nasceu por acaso. Ele surgiu nos Estados Unidos, na década de 60, em
paralelo ao crescimento do planeamento estratégico nas grandes corporações. A partir da
década de 1960, o plano de negócios passou a ser reconhecido não apenas como um requisito
para captação de recursos, mas como um instrumento estratégico para alinhar a visão da
empresa, identificar oportunidades e ameaças, e orientar a tomada de decisões em todos os
níveis organizacionais. O documento ganhou corpo e passou a incluir seções como sumário
executivo, análise de mercado, plano de marketing, plano operacional, plano financeiro,
descrição da equipe e avaliação de riscos desde então, o conceito foi evoluindo, adaptando-se
a diferentes contextos económicos, avanços tecnológicos e necessidades empresariais. análise
de mercado, plano de marketing. Nas décadas de 1970 e 1980, o plano de negócios se
popularizou como ferramenta indispensável para empresas de todos os portes, especialmente
nos Estados Unidos. O documento tornou-se cada vez mais detalhado, incorporando análises
7

quantitativas, projeções financeiras sofisticadas e modelos de avaliação de riscos. No entanto,


o excesso de formalismo e a crença na previsibilidade do futuro começaram a ser questionados
por teóricos como Mintzberg, que apontou as limitações do planejamento estratégico
tradicional e defendeu a necessidade de flexibilidade e adaptação contínua.

A partir da década de 1990, com a aceleração das mudanças tecnológicas e a intensificação da


competição global, o plano de negócios passou a ser visto como um documento vivo, sujeito a
revisões frequentes e adaptações rápidas. A era digital trouxe novas ferramentas e metodologias
que revolucionaram a forma de planejar e gerir negócios.

Hoje, o plano de negócios é visto como muito mais do que apenas um documento trata-se de
uma peça estratégica para consolidação de ideias, captação de recursos e suporte à eficiência
operacional.

Nesta pesquisa, vamos traçar a jornada do plano de negócios, desde seu surgimento até os dias
atuais, explorando como ele se tornou uma ferramenta vital e reconhecida em todo o mundo.

O conceito de plano de negócios começou a ganhar força nos Estados Unidos durante a década
de 60, quando o planeamento estratégico se consolidou como ferramenta fundamental de
gestão. Grandes empresas começaram a perceber a necessidade de alinhar suas estratégias
corporativas com objectivos claros e de longo prazo, oferecendo aos gestores uma visão
sistémica dos negócios.

Henry Mintzberg, um dos maiores teóricos do planeamento estratégico, destacou que, nessa
época, o planeamento estratégico era conhecido como “plano mestre”, uma abordagem que
previa a articulação de objectivos organizacionais, políticas e programas para transformar metas
em acções concretas.

O plano de negócios está associado à evolução das práticas empresariais, da gestão estratégica
e do empreendedorismo ao longo do tempo. Embora a planificação de atividades económicas
exista desde as primeiras civilizações comerciais, o conceito moderno de plano de negócios
consolidou-se no século XX, especialmente com o desenvolvimento da administração
científica, da gestão estratégica e da expansão do capitalismo industrial.
8

Ansoff (1965) associa o surgimento dos planos formais de negócios ao crescimento das grandes
corporações e à necessidade de sistematizar estratégias de expansão e diversificação. Na sua
perspetiva, o planeamento estratégico tornou-se indispensável para orientar o crescimento
sustentável das empresas em ambientes competitivos.

A partir da década de 1970, com o fortalecimento do campo do empreendedorismo, o plano de


negócios passou a ser reconhecido como um instrumento central para a criação de novas
empresas.

Seguindo esta lógica, Zimmerman (2012) cita que o plano de negócios tem como função o
mapeamento de riscos, podendo também calcular o retorno do investimento feito de forma clara
e objetiva, e que, segundo Bernardi (2008) quando bem elaborado potencializa as chances de
sucesso do negócio em questão.

Para Hisrich, Peters e Shepherd (2017), o plano de negócios ganhou relevância histórica com o
aumento do investimento de capital de risco, pois passou a ser um requisito essencial para atrair
investidores e demonstrar o potencial económico de novos projetos empresariais.

Nesse aspecto, o plano de negócio funciona como um norteador para empresa conseguir
alcançar os seus objetivos, ou seja, com a análise das informações contidas nele o administrador
consegue perceber com mais clareza para onde ir e como chegar onde se propôs.

A transformação digital das últimas décadas impactou profundamente a elaboração e gestão dos
planos de negócios. Softwares especializados, plataformas online e inteligência artificial
passaram a oferecer modelos prontos, análises automatizadas e simulações financeiras em
tempo real. Ferramentas como o [Link] e o Ideabuddy permitem que empreendedores
criem, revisem e compartilhem planos de negócios de forma colaborativa, integrando análises
de mercado, projeções financeiras e estratégias de marketing em poucos minutos.

Além disso, a integração de tecnologias emergentes como inteligência artificial, blockchain e


Internet das Coisas (IoT) no planejamento estratégico permite uma personalização cada vez
maior dos planos, tornando-os documentos dinâmicos, adaptáveis e alinhados às demandas do
mercado digital
9

O Plano de Negócios poderá ainda proporcionar o aumento da compreensão dos empresários e


seus colaboradores do funcionamento do negócio. Outro fator de grande importância para o
aprendizado é a oportunidade que a elaboração do plano de negócios pode oferecer aos líderes,
que seria unir os funcionários em torno de um objetivo comum. Dessa forma, a organização
estudada ganhará em termos de competitividade a partir da implementação desse Plano, tendo
em vista que o Plano de Negócios pode ser usado como um instrumento dinâmico de
implementação da estratégia da empresa, tornando-se uma ferramenta fundamental de gestão
que, certamente, auxiliará o empreendedor a conseguir o sucesso desejado ou então mostrará a
esse mesmo empreendedor que o momento não é propício para o negócio desejado, evitando
assim decepções futuras. Esse tópico apresenta as diretrizes gerais para os autores e as regras
gerais de formatação de artigos.

1.2 Conceito do Plano de Negócio

Diversos autores defenderam que o plano de negócio é uma ferramenta estratégica que pode ser
entendido e aplicado em diferentes contextos, para uma melhor organização da empresa.

Segundo Dornelas (2002, p.57), plano de negócios pode ser assim definido: Como um
documento utilizado para descrever um empreendimento e o modelo de negócios que sustenta,
ou seja, no caso de empresas, como crescerá e obterá lucros, ou no caso de incubadoras, como
esta deve ser gerenciada para gerar empresas competitivas. Por meio deste conceito pode-se
verificar que é essencial para a abertura de qualquer negócio, pois ele auxilia e norteia o
empreendedor no desenvolvimento do projeto.

O plano de negócios pode indicar que o empreendimento tem grande potencial de sucesso, mas
também dar evidências de que ele é irreal, que existem obstáculos jurídicos ou legais
intransponíveis, que são incontroláveis ou que a rentabilidade é aleatória ou insuficiente para
garantir a sobrevivência da empresa ou do novo negócio. O plano de negócios serve para
descrever o seu negócio previamente à abertura do mesmo, possibilitando uma verificação
prévia acerca da obtenção dos resultados esperados, se serão ou não satisfatórios. Seu propósito
então é verificar e identificar as falhas antes mesmo que estas aconteçam, oferecendo uma
alternativa às empresas para que possam se antecipar ao futuro e aproveitar possíveis
oportunidades de negócio.
10

De acordo a Drucker (1954), a necessidade de planear os negócios surge da crescente


complexidade organizacional e da exigência de alinhar objetivos empresariais com
oportunidades de mercado. Para o autor, o planeamento constitui uma função essencial da
gestão moderna, sendo o plano de negócios uma ferramenta estruturante para a tomada de
decisão.

o plano de negócios representa uma oportunidade única para o futuro empreendedor pensar e
analisar todas as facetas do novo negócio”. Toda e qualquer pessoa possui a necessidade de ter
um modelo de negócio a seguir, e o plano de negócios visa exatamente suprir essa necessidade,
orientando o empreendedor e mostrando-lhe as ameaças e oportunidades de seu futuro negócio,
fazendo assim com que ele adquira uma visão mais global e aberta do negócio como um todo.
O plano de negócios é uma ferramenta essencial no planeamento e abertura de novas empresas,
independente de seu porte, já que ele auxilia e busca sempre indicar o melhor caminho a seguir,
a melhor maneira de execução, e o tempo certo de agir, possibilitando assim que novos negócios
tenham grandes possibilidades de sucesso.

Ansoff (1965) associa o surgimento dos planos formais de negócios ao crescimento das grandes
corporações e à necessidade de sistematizar estratégias de expansão e diversificação. Na sua
perspetiva, o planeamento estratégico tornou-se indispensável para orientar o crescimento
sustentável das empresas em ambientes competitivos.

Nesse contexto, para o início e manutenção do negócio, devem-se abordar os conceitos de


gestão e planeamento como elementos primordiais. Sendo assim, o acto de tornar-se
empreendedor não é simples, mas para se tornar bem-sucedido, o factor planeamento é essencial
nesse cenário.

Timmons (1999) afirma que o plano de negócios funciona como um mapa que integra a
oportunidade, os recursos e a equipa empreendedora, sendo fundamental para estruturar e
comunicar a viabilidade de novos empreendimentos.

Já Mintzberg (1994) oferece uma perspetiva crítica ao planeamento formal, argumentando que
a estratégia nem sempre emerge de planos estruturados, mas também de processos históricos e
incrementais. Ainda assim, reconhece que os planos de negócios desempenham um papel
relevante na formalização das intenções estratégicas das organizações.
11

O plano de negócios assume um papel estratégico, pois é tido como uma ferramenta que orienta
o gestor na implantação do negócio, assim como pode assinalar potenciais parcerias, esclarecer
objetivos, definir metas e acompanhar o crescimento da organização de forma geral.

Segundo Chiavenato (2007, p. 142) “o planeamento estratégico é um conjunto de tomada


deliberada e sistemática de decisões acerca de empreendimentos que afetam

ou deveriam afetar toda a empresa por longos períodos de tempo”. Ou seja, a tomada de decisão
por meio do planeamento direciona os gestores a caminhos que tornem o negócio sustentável e
inovador.

Todo indivíduo que deseja empreender ou aqueles que já possuem um negócio em andamento,
terão grande diferencial competitivo ao elaborar um plano de negócios, pois evitará as chances
de falência do empreendimento em caso de má administração da ideia

Todo empreendedor, capaz de executar uma boa e nova ideia de forma que a mesma ganhe
força no mercado. Com isso, o empreendedor tem em si a percepção para os negócios, e é capaz
de visualizar oportunidades antes dos concorrentes. Por fim, o indivíduo que empreende, tem
como resultado a estruturação da ideia de forma sólida e viável.

Ainda segundo o guia do SEBRAE (2013), o plano de negócios, irá ajudar a concluir se sua
ideia é viável e a buscar informações mais detalhadas sobre o ramo, os produtos e serviços que
pretende-se oferecer, seus clientes, concorrentes, fornecedores e principalmente, sobre os
pontos fortes e fracos do seu negócio

Um plano de negócio trata-se de um documento no qual os objetivos do negócio são descritos.


Além disso, tem-se os passos que devem ser tomados para que os mesmos sejam atingidos,
reduzindo então os riscos. O plano de negócios permite a clara identificação de potenciais erros
ainda na fase de maturação da ideia.

O planeamento produz um resultado: o plano. Todos os planos têm um propósito comum: a


previsão, a programação e a coordenação de uma sequência lógica de eventos, os quais, se bem-
sucedidos, deverão conduzir ao alcance do objetivo que se pretende.”
12

1.3 Descrição actual do plano de negócio em Angola

Falar sobre a descrição actual do plano de negócio em Angola é falar sobre um documento que
precisa ser muito dinâmico, hoje um plano de negócio no país não é apenas um mapa, mas um
manual de sobrevivência e adaptação.

Em Angola para além da escassez de especialistas deste importante documento há tamanha


ignorância na utilização deste documento, poucos empreendedores utilizam ou utilizaram o
plano de negócio estruturado para iniciar a sua actividade empresarial, não sabendo que a
implementação de um bom plano de negócio serve de apoio para as metas da empresa e
contribui para o desenvolvimento e a perpetuação e a expansão da empresa tornando o
empreendedor não local mas sim um empreendedor dinâmico capaz de crescer
exponencialmente.

O plano de negócio em Angola deixou de ser apenas um documento teórico para se tornar uma
ferramenta de conformidade e acesso ao capital. Falar do plano de negócio no contexto
angolano actual é falar, obrigatoriamente da diversificação e da formalização. Em Angola ele é
documento central para interagir com o ecossistema estatal bancário, é o número um para
candidaturas ao projecto de apoio ao crédito. Ele serve como um selo de garantia para
instituições como o INAPEM (Instituto Nacional de Apoio as Pequenas e Médias Empresas)
validam estes documentos, atribuindo-lhes a certificação de PME, que abre portas a
bonificações fiscais e redução de impostos e juros.

O Plano de negócio em Angola, não usado por todos os empreendedores. Em Angola, existe
um abismo entre empreendedorismo de subsistência e o empreendedorismo estruturado

No sector informal a maior parte dos empreendedores angolanos actuam no mercado informal,
usam a gestão do bolso, o plano de negócio está na cabeça do empreendedor porque não usam
e por falta de literacia financeira e excesso de burocracia para a formalização e a urgência da
sobrevivência diária, o impacto destes negócios raramente é escalado ou sobrevivem a crizes,
pois não prevem riscos nem fluxo de caixa.

Para as Startups e grandes empresas angolanas a maioria usam o plano de negócio para atrair
investidores nos seus negócios e projectos e utilizam estratégias para escalar seus negócios para
outros ramos e perpetuar. O plano de negócio em Angola não vive nas prateleiras das empresas
13

ele circula em espaços de validação e financiamento. Nas instituições bancárias o plano de


negócio é o palco principal é o lugar onde o plano de negócio é mais falado, é o local onde é
analisado, especialmente para projectos ligados ao sector produtivo, e no INAPEM é onde o
empreendedor vai aprender a fazer o plano, a formação e é onde o plano é validado para que a
empresa receba a Certificação de PME.

O plano de negócio em Angola é falado primordialmente nas instituições de ensino, nas


Conferências e Fórum de Investimento nos workshops no Ango-TIC , nos Projetos Sonajovem
criado pela Sonangol, nos programas do projecto Twendy criado pelo INAPEM, no Unitel Go
Challenge , ele actua como uma ponte de comunicação entre o empreendedor que detém

as ideias. No Corredor do Lobito e Polos de Desenvolvimento.

Já na Província do Bié poucos empreendedores falam e utilizam o plano de negócio por baixa
literacia porque muitos empreendedores tenham o saber prático, saber plantar ou vender mas
não sabem colocar isso no papel de forma técnica.

A fala sobre o plano de negócio no Bié acontece nas instituições de ensino e nos workshops,
como o Sitafel Conferenci e na Expo-Bié, que tornou-se o maior fórum de discussão de planos
de investimentos na Província, onde empreendedores apresentaram suas ideias, seus projectos
directamente ao governo e para [Link] Cooperativas Agrícolas onde houve um
aumento de planos de negócio feitos por cooperativas em vez de indivíduos, visando o acesso
ao crédito colectivo.
14

CAPÍTULO II FUNDAMENTAÇÃO
METODOLÓGICA
15

CAPÍTULO II: FUNDAMENTAÇÃO METODOLÓGICA, APRESENTAÇÃO,


ANÁLISE DOS RESULTADOS

Para que um trabalho se torne científico, necessita de um caminho a seguir, considerando que
é um processo activo, sistémico e rigoroso a metodologia. Sendo assim, para a realização da
investigação do presente trabalho utilizar-se-á:

2.1-Tipos de Pesquisas

Tipos e critérios de amostragem

O tipo de amostragem a utilizar será a não probabilística e o critério de amostragem será


intencional porque o critério de amostragem permitirá fazer a seleção da amostra.

Pela abordagem ao problema

Segundo (Fonseca, 2002; Gerhardt e Silveira, 2009) a pesquisa qualitativa é um tipo de pesquisa
que se preocupa a compreensão e a dinâmica de um determinado fenómeno em um grupo social.
É uma pesquisa que apresenta certo grau de subjectividade, pois se desenvolve a partir da
interpretação do pesquisador.

O grupo optou por usar esta pesquisa porque descreve as características de determinada
população ou fenómeno ou estabelecimento de relações entre variáveis por meio de
questionários e observações sistemática.

Segundo (Fonseca, 2002; Gerhardt e Silveira, 2009) a pesquisa quantitava é um tipo de pesquisa
que se preucupa com a compreensão de um fenómeno que é analisado a partir de uma quantitava
de seus resultados.É uma pesquisa que recorre à linguagem matemática para descrever as causas
do fenómeno investigado e as relações entre as variáveis. É um tipo de pesquisa centrada na
objectividade.

O grupo optou por escolher esta pesquisa porque a mesma considera que tudo pode ser
quantificável o que significa traduzir em números opiniões e informações para classifica-las e
analisa-las. Requer o uso de técnicas e estatísticas (percentagem, media, moda, mediana, desvio
padrão, coeficiente de correlação, analise de regressão, etc).
16

Quanto a abordagem ao problema a investigação é mista. Usou-se a pesquisa mista porque visa
entender o mercado para coletar informações e preferenciais dos clientes e entender como o
plano de negócio da empresa deve ser melhorado e desenvolvido para atender os pontos fortes
e fracos e as ameaças da empresa.

Pela abordagem aos objectivo

Quanto a abordagem aos objectivos a investigação é descritiva e exploratória.

Descritiva: Segundo (Gil, 2017) é um tipo de pesquisa que visa descrever as características de
determinado objecto, população ou fenómeno. Neste tipo de pesquisa, além da descrição, busca-
se observar e estabelecer possíveis relações entre variáveis que envolvem o contexto da
pesquisa.

Portanto o grupo buscou descrever com precisão as características do fenómeno em estudo.

Exploratória: Segundo (Severino,2017) é um tipo de pesquisa, como o próprio nome sugere


que visa explorar uma temática proporcionando maior familiaridade com o tema e o problema
da pesquisa.

No entanto o grupo buscou explicar de maneira clara e precisa o fenómeno em estudo.

Para os procedimentos técnicos

Bibliográfica - resultante das várias fontes que o grupo consultou para compor o trabalho e
servir de base científica para a concretização do mesmo trabalho, buscando explicar conceitos
a partir de referências de literaturas, obras e documentos que se relacionam com o tema
pesquisado.

Métodos e Técnicas Empregue

Serão utilizados os seguintes métodos:

Métodos teóricos

Serão utilizados os métodos teóricos pelo facto das pesquisas feitas por autores, livros, artigos
científicos e pesquisas feitas pela internet, porque nós vamos organizar a teoria até a pratica em
17

função de utilizarmos uma matéria já organizada e cronológica, de alguns autores que já foram
elaboradas e publicadas.

Métodos empíricos

Utilizar-se-á também os métodos empíricos porque de acordo as pesquisas feitas identificamos


problemas na elaboração de um plano de negócio, pois apurou-se os problemas e os erros
encontrados no nosso cenário de investigação, pois tais erros não são divulgados pela ciência.

População e Amostra

População- é o Conjunto de todas as unidades, pessoas, objetos ou eventos que possuem


características em comum que se deseja investigar, conforme Appolinário (2004).

Como população temos 2 elementos da empresa Melsantos Comercial Lda que representa 100%
da área administrativa,

Amostra- é uma parte, subconjunto ou subgrupo da população, como parcela selecionada e


critério de representatividade de acordo o autor Vergara (1997).

A nossa investigação incidiu a uma parte da população previamente selecionada. Do total de 2


funcionários que corresponde a 100% da população que a empresa possui, total de 1
funcionários como amostra, representando assim 50% da população.

Tipos e Critérios de pesquisa

Para a pesquisa, foi aplicado o tipo não probabilístico, atendendo ao facto de que nem todos
os elementos da população poderiam estar aptos para dar as respostas esperadas para as questões
do inquérito. Quanto ao critério, o escolhido foi o intencional olhando para a intencionalidade
com que os elementos da amostra foram selecionados.

Caracterização da Empresa

A empresa Melsantos Comercial Lda foi fundada no ano de 2020 pelo seu proprietário e
fundador, o Sr. Manuel Eugénio Melo dos Santos. Contudo, o início efetivo das suas atividades
operacionais ocorreu em 2021, momento a partir do qual a empresa passou a exercer
plenamente as suas funções no mercado.
18

Desde o início das suas operações, a empresa tem vindo a desenvolver as suas atividades com
foco na prestação de serviços de segurança privada e limpeza e higienização, procurando
responder às necessidades do mercado local com qualidade, eficiência e profissionalismo.

A Melsantos Comercial Lda está juridicamente constituída como uma sociedade por quotas
(Lda), sendo uma empresa de propriedade privada. Encontra-se devidamente registada nos
órgãos competentes, nomeadamente na Administração Geral Tributária (AGT) e nas Finanças,
sob o Número de Identificação Fiscal (NIF) 5000633313.

A empresa tem a sua sede localizada na Província do Bié, município do Cuito, na Rua Gois
Pinto, e conta ainda com uma filial no município de Camacupa, o que reforça a sua presença e
capacidade de atuação na região.

Do ponto de vista da classificação económica, a Melsantos Comercial Lda é considerada uma


média empresa, atuando no âmbito territorial local. A gestão e direção da empresa estão sob
responsabilidade do gerente maioritário, que exerce igualmente a função de Presidente do
Conselho de Administração (PCA), contando com o apoio de outras áreas fundamentais, como
a contabilidade, finanças e recursos humanos.

Especificações da Empresa

Designação: Melsantos Comercial Lda

Ano de Fundação: 2020

Início das Atividades: 2021

Proprietário/Fundador: Manuel Eugénio Melo dos Santos

Forma Jurídica: Sociedade por Quotas (Lda)

NIF: 5000633313

Localização: Província do Bié, Município do Cuito, Rua Gois Pinto

Filial: Município de Camacupa


19

Ramo de Atividade: Segurança privada, limpeza e higienização

Tipo de Propriedade: Privada

Tamanho da Empresa: Média empresa

Âmbito Territorial: Local

Missão: A Melsantos Comercial Lda tem como missão atingir os objetivos preconizados pela
empresa, estabelecer parcerias estratégicas, bem como investir na aquisição de meios que
possibilitem a melhoria contínua na prestação de serviços de segurança privada e limpeza e
higienização.

Visão: A empresa tem como visão crescer no seu ramo de actuação, expandir o seu negócio a
nível nacional e internacional, conquistar melhores contratos e proporcionar melhores
condições de trabalho para o seu efectivo.

Valores:

Assiduidade

Pontualidade

Profissionalismo

Competência técnica

Prontidão

Respeito mútuo

ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Aporte Prático/ Propostas


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RECOMENDAÇÕES

Especificações da Empresa
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DESENHO METODOLÓGICO

Tipo de pesquisa

Para a presente pesquisa usar-se-á a pesquisa mista, porque visa entender o mercado para coletar
informações e preferenciais dos clientes e entender como o plano de negócio da empresa deve
ser melhorado e desenvolvido para atender os pontos fortes e fracos e as ameaças da empresa.

Métodos e técnicas de investigação

Serão utilizados os seguintes métodos:

 Métodos teóricos

Serão utilizados os métodos teóricos pelo facto das pesquisas feitas por autores, livros, artigos
científicos e pesquisas feitas pela internet, porque nós vamos organizar a teoria até a pratica em
função de utilizarmos uma matéria já organizada e cronológica, de alguns autores que já foram
elaboradas e publicadas.

 Métodos empíricos

Utilizar-se-á também os métodos empíricos porque de acordo as pesquisas feitas identificamos


problemas na elaboração de um plano de negócio, pois apurou-se os problemas e os erros
encontrados no nosso cenário de investigação, pois tais erros não são divulgados pela ciência.

População 64 e amostra

Como amostra temos 32 funcionários correspondente a 50% do total da população da empresa


em estudo.

População é o conjunto total de elementos com características comuns definidos para um


estudo (universo), enquanto amostra é um subconjunto representativo dessa população, extraído
para viabilizar a pesquisa em termos de tempo e custo. Autores como Vergara (1997) e
Appolinário (2004) destacam que a amostra deve refletir as características populacionais

População (ou Universo):


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Definição:

Amostra:

Definição:

Seleção: É selecionada por meio de técnicas de amostragem (probabilísticas ou não


probabilísticas) para garantir a representatividade.

Objetivo: Permitir inferências sobre o todo quando a análise da população total for inviável.

Autores e Conceitos :

Vergara (1997): Define população como o conjunto de elementos com características comuns
e amostra

Appolinário (2004): Aponta a população como a totalidade de interesse para generalizações e


a amostra como o subconjunto extraído, sugerindo validade populacional.

Boyd & Westfall (1984): Abordam a seleção de amostras não probabilísticas (ou por
conveniência), focando na acessibilidade dos elementos.

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