PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS
(ANEXO)
- Fundação Radier
Obra: Arrecifes da Cidadania
Local: Bairro Imbiribeira – Recife, PE
Etapa: Fundação – Radier
1. Introdução
O presente Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) foi revisado e
modificado para identificar, avaliar e controlar os riscos associados à execução
da fundação radial na obra. Este documento atende às exigências das Normas
Regulamentadoras do Ministério do Trabalho , em especial a NR-18 , que
estabelece diretrizes para as condições e o ambiente de trabalho na
construção civil. São contempladas medidas preventivas para escavações,
entrega de materiais, instalações provisórias e sinalização, garantindo a saúde
e segurança dos trabalhadores em conformidade com as configurações legais.
Além disso, abordamos a gestão integrada de EPCs, EPIs em treinamento,
promovendo a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais ao longo das
atividades.
2. Escopo do Trabalho
A fundação radial é uma estrutura de concreto armado que distribui
uniformemente as cargas da edificação no solo. As etapas previstas são:
1. Escavação e nivelamento do terreno ;
2. Montagem de formas e armaduras ;
3. Lançamento e adensamento do concreto ;
4. Cura do concreto
Este anexo do programa de gerenciamento de risco considera todas as
atividades relacionadas a essas etapas, abordando riscos físicos, químicos e
ergonômicos.
3. Identificação de Perigos e Avaliação de Riscos
Tabela de Riscos e Medidas de Controle
Medidas de Controle
Atividade Perigos Identificados Riscos Associados
(NR-18)
- Taludes estabilizados
(18.28.5);
Instabilidade do solo, Soterramento, quedas
Escavação - Proteções laterais
falta de contenção de nível
laterais (18.28.6);
- Isolamento da área.
- Rotas sinalizadas;
- Uso de coletes
Transporte de Tráfego de caminhões Atropelamento,
reflexivos (18.20.4);
materiais e máquinas colisões, queda de - Supervisão de
carga movimentação de carga.
- Proteção coletiva
Montagem de Altura e envolvimento (guarda-corpo e rodapé);
Quedas, esmagamento
formas de materiais pesados - Uso de EPIs
obrigatórios (18.21).
- EPIs: máscara PFF2,
Contato com cimento, Lesões químicas, protetor auditivo (18.22);
Concretagem
ruídos exposição a ruídos - Orientações sobre
riscos químicos.
4. Equipamentos de Proteção
4.1. Equipamentos de Proteção Individual (EPIs):
Todos os trabalhadores devem utilizar EPIs obrigatórios conforme a atividade
realizada:
Capacete com jugular: Proteção contra impactos e queda de materiais;
Óculos de segurança: Proteção contra partículas e respingos;
Luvas de raspa: Prevenção de cortes durante o conjunto de barras de
aço e ferramentas;
Botas de segurança com biqueira de aço: Prevenção de perfurações
e impactos nos pés;
Máscara com filtro PFF2: Proteção respiratória contra poeiras e
partículas;
Protetor auricular: Redução da exposição aos ruídos gerados pelos
equipamentos.
4.2. Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs):
Placas de sinalização: Orientação e advertência em áreas de risco;
Barreiras físicas: Isolamento da área de escavação e concretagem;
Extintores de incêndio: Posicionados em locais estratégicos para
emergências;
Iluminação de emergência: Para garantir visibilidade em caso de falha
elétrica.
5. Treinamento e Capacitação
5.1. Treinamentos obrigatórios:
Integração de segurança no trabalho: Realizada antes do início das
atividades, abordando os riscos específicos e normas de segurança.
Operação de máquinas: Capacitação específica para operadores de
tráfego, betoneiras e ferramentas elétricas.
Primeiros socorros: Treinamento básico para lidar com emergências
como soterramento ou contato químico.
NR-35: Treinamento em trabalho em altura, caso necessário na
montagem de formas elevadas.
5.2. Simulados:
Simulados de emergência serão realizados semestral para preparar os
trabalhadores em situações como incêndios e desmoronamentos.
6. Procedimentos Operacionais
6.1. Antes do início das atividades:
Verificar a presença e o uso correto de EPIs por todos os trabalhadores;
Inspecionar o terreno, os equipamentos e as ferramentas;
Garantir a estabilidade do solo e das formas.
6.2. Durante as atividades:
Monitorar constantemente as condições de segurança no canteiro de
obras;
Seguir as orientações de sinalização e delimitação de áreas;
Suspender imediatamente os trabalhos em caso de riscos iminentes.
7. Procedimentos de Emergência
Soterramento:
Paralisar imediatamente as atividades;
Acionar o Corpo de Bombeiros pelo número 193;
Manter uma área isolada até a chegada da equipe de resgate.
Exposição química:
Lavar a área afetada com água corrente por pelo menos 15 minutos;
Encaminhar o trabalhador ao atendimento médico;
Registrador do incidente para análise posterior.
Incêndios:
Utilização de extintores de incêndio (Pó ABC ou CO2);
Evacuar a área afetada com segurança;
Informar as autoridades competentes.
8. Inspeções e Auditorias
8.1. Frequência:
Diárias: Verificação de EPIs, ferramentas e condições do solo;
Semanais: Auditorias elaboradas do cumprimento da PGR e das
condições gerais do canteiro de obras.
8.2. Responsáveis:
Técnico de Segurança do Trabalho designado, Walter Lins
Cipeiro da obra, Adson Alberto Donizete Nóbrega .
9. Registros e Documentação
Fichas de EPIs: Assinadas pelos trabalhadores, registrando a entrega e
o uso;
Relatórios de inspeções: Relatórios diários e semanais;
Certificados de treinamento: Arquivados para controle e auditoria.
10. Responsabilidade Técnica
Responsável Técnico:
Nome: Walter Lins
Reg. 62221144 SST
Cipeiro Responsável:
Nome: Adson Alberto Donisete Nóbrega
Função: Cipeiro responsável pela segurança na obra
Validade: Durante a execução da fundação radiar e conclusão de obra.