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Contabilidade

O documento aborda a história e os objetivos da contabilidade, destacando sua evolução desde civilizações antigas até a modernidade. Discute a importância dos registros contábeis, as funções da contabilidade e a normalização contabilística, além de definir o conceito de patrimônio e suas categorias. Também menciona os livros contábeis obrigatórios para diferentes entidades e a divisão da contabilidade em geral e analítica.

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Contabilidade

O documento aborda a história e os objetivos da contabilidade, destacando sua evolução desde civilizações antigas até a modernidade. Discute a importância dos registros contábeis, as funções da contabilidade e a normalização contabilística, além de definir o conceito de patrimônio e suas categorias. Também menciona os livros contábeis obrigatórios para diferentes entidades e a divisão da contabilidade em geral e analítica.

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UFCD
Curso:
MANUAL

Administrativo
346035 - Técnico/a de

644 – LIVROS E MAPAS CONTABILÍSTICOS


Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
[Link]

Tal como noutras áreas do conhecimento, o desenvolvimento da


contabilidade foi paralelo ao progresso económico e social. Por tal
razão, não admira que, muitos anos antes de Cristo, tenham sido
regiões mais evoluídas como a Suméria, a China, o Egipto, a Fenícia,
a Grécia e o Império Romano, a interessarem-se pelo cálculo, registo
e recolha de impostos.

1.1. A História da Contabilidade

A História da Contabilidade é tão antiga quanto a história da própria


civilização. Ela surgiu 6.000 anos A.C. dos povos Sumero-Babilônicos,
Feníncios, Egípcios, Gregos, Cretenses, Romanos, etc.

A Contabilidade surgiu das necessidades que as pessoas tinham de


controlar aquilo que possuíam, gastavam ou deviam. Sempre
procurando encontrar uma maneira simples de aumentar suas
posses. Logo com as primeiras administrações, surge a necessidade
de controlo, que seria totalmente impossível sem a aplicação dos
registos.

A escrita no Egipto era fiscalizada pelo Fisco Real, o que tornava os


escriturários zelosos e sérios em sua profissão. O inventário revestia-
se de tal importância, que a contagem do boi, divindade adorada
pelos egípcios, marcava o início do calendário adoptado. Inscreviam-
se bens móveis e imóveis, e já se estabeleciam, de forma primitiva,
controles administrativos e financeiros.

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Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
As "Partidas de Diário " assemelhavam-se ao processo moderno: o
registo iniciava-se com a data e o nome da conta, seguindo-se
quantitativos unitários e totais, transporte, se ocorresse, sempre em
ordem cronológica de entradas e saídas. Pode-se citar, entre outras
contas: "Conta de Pagamento de Escravos", "Conta de Vendas
Diárias", "Conta Sintética Mensal dos Tributos Diversos", etc.

O Método das Partidas Dobradas teve sua origem na Itália,


embora não se possa precisar em que região. O seu aparecimento
implicou a adopção de outros livros que tornassem mais analítica a
Contabilidade, surgindo, então, o Livro da Contabilidade de Custos.

1.2. Objectivos da Contabilidade

Não obstante a eventual complexidade que a matéria contabilística


possa apresentar em algumas empresas, o certo é que a
contabilidade, visando fornecer informações, tem em vista, entre
outros os seguintes objectivos:

a) Conhecer com exactidão a situação patrimonial;


b) Determinar a posição devedora ou credora da empresa em
relação aos que ela transaccionam;
c) Analisar as condições de exploração da actividade exercida,
explicitando a natureza do resultado obtido (ganho ou perda);
d) Apurar o custo dos bens e/ou serviços vendidos.

As informações da Contabilidade são do maior interesse e utilidade


para aqueles que gerem, administram, dirigem as unidades
económicas, pois permite-lhes uma compreensão da marcha da

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gestão e uma escolha de decisão capaz de corrigir e melhorar
aspectos da actividade exercida.

1.3. As Funções da Contabilidade

A contabilidade tem em vista a determinação da situação patrimonial


das empresas, num dado momento. Hoje em dia, os gestores têm
necessidade de informações contabilísticas mais detalhadas e
referentes a períodos mais curtos. Só assim conseguirão medir a
eficiência dos serviços e os resultados das actividades que estão sob
a sua responsabilidade.

COMO DEFINEM ALGUNS AUTORES A CONTABILIDADE?

“Contabilidade é a disciplina que estuda os processos seguidos nas unidades


económicas para a elevação de gestão.”
Zappa

“Contabilidade é a Técnica de relevação Patrimonial.”


Gonçalves da Silva

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Os Principais Elementos da Escrituração Comercial são:

Os Livros Os Documentos

Os registos

O Código Comercial determina a obrigatoriedade da escrita comercial


para todo o comerciante, definido este como sociedades comerciais e
pessoas, que tendo capacidade para praticar actos de comércio,
fazem desta profissão.

Os Livros – Onde se registam as variações patrimoniais.

Os Documentos – Que comprovam (servem de suporte às) variações


patrimoniais.

Os registos – Que representam a escrituração das operações


realizadas pelas empresas.

A maioria dos autores considera a contabilidade uma técnica de


gestão que tem em vista a determinação da situação patrimonial das
empresas (singulares ou colectivas) e dos seus resultados.

Os livros obrigatórios fundamentais são:

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 Diário Selado -regista cronologicamente as operações que
modificam o património da empresa, quer qualitativa quer
quantitativamente.
 Razão Selado (outrora, chamado Livro Maior) -regista o
movimento da empresa, por contas.
 Inventário e Balanços -regista, no início da actividade, todos
os valores activos e passivos da empresa, bem como os
balanços da mesma, a que por lei for obrigada.
 Livro de Actas (obrigatório para as sociedades) -nele se
registam as actas de todas as reuniões de sócios.

Entidades com contabilidade organizada

Para as entidades que dispõem de contabilidade organizada -


sociedades comerciais ou civis sob forma comercial, cooperativas e
demais entidades que exerçam a título principal uma actividade
comercial. industrial ou agrícola - são os seguintes os livros de
contabilidade obrigatórios:

• Inventário e Balanços que compreenderá o arrolamento do activo e


passivo e respectiva diferença, o capital e o lançamento dos
balanços;

• Diário;
• Razão;
• Actas;
• Registo de valores mobiliários para as sociedades anónimas e as
sociedades em comandita por acções.

Todos estes livros têm de ser apresentados, para pagamento do


Imposto de Selo e antes de escriturados, na Repartição de Finanças

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da área da sede da entidade em questão. Os livros de Inventário e
Balanços, o Diário e o Livro de Actas da Assembleia Geral terão ainda
que ser presentes na Conservatória do Registo Comercial da área da
sede.

Entidades sem contabilidade organizada

Para as entidades que não dispõem de contabilidade organizada ou


seja, entidades que se encontram abrangidas pelo regime
simplificado de tributação (entidades que no período de tributação
anterior não tenham atingido um volume de vendas superior a
149.639,37 euros), são os seguintes os livros de contabilidade
obrigatórios:

a) Para Comerciantes e Industriais:

• Modelo 1 - Livro de registo de compra de mercadorias;


• Modelo 2 - Livro de registo de compra de matérias-primas;
• Modelo 3 - Livro de registo de venda de mercadorias;
• Modelo 4 - Livro de registo de venda de produtos fabricados;
• Modelo 5 - Livro de registo de serviços prestados;
• Modelo 6 - Livro de registo de despesas gerais e operações ligadas
a bens de investimento;
• Modelo 7 - Livro de registo de existências (só para pequenos
empresários). Entidades sem contabilidade organizada

b) Para Retalhistas:

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• Modelo 10 - Livro de registo de compras, vendas e serviços
prestados;
• Modelo 11 - Livro de registo de despesas gerais e operações ligadas
a bens de investimento.
• Livro de registo de existências.

A contabilidade pode dividir-se em dois grandes grupos:

Contabilidade

Contabilidade Analítica
Contabilidade Geral
Ocupa-se da determinação dos custos
Ocupa-se Principalmente do Registo das Operações
dos produtos, dos serviços de forma a permitir
Com terceiros, das modificações do património e do
a sua avaliaçãono final dos períodos
Apuramento dos resultados.
contabilísticos.

Muitas vezes a contabilidade analítica encontra-se apresentada


por:

o Contabilidade Industrial (das indústrias)

o Contabilidade de Custos (por visar a


determinação dos custos dos produtos)

o Contabilidade Específica (para diferenciar da


contabilidade geral)

As cinco funções da contabilidade:

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Registo

Previsão Controlo Análise

Avaliação

De entre as funções de contabilidade destacam-se as seguintes:


 De registo (possibilitando o registo dos factos patrimoniais
efectuados pelas empresa).
 De controlo (possibilitando controlar e acompanhar a
actividade desenvolvida pelas empresas).
 De avaliação (possibilitando a avaliação dos bens produzidos
ou armazenados).
 De análise (fornecendo os elementos necessários à análise dos
resultados obtidos).
 De previsão (fornecendo os elementos necessários à
elaboração de orçamentos).

A Normalização Contabilística

Até 7 de Fevereiro de 1977 não havia um plano oficial de


contabilidade aprovado. Cada empresa, cada sector organizava o seu
plano de contas – conjunto de contas ordenadas e codificadas
utilizado pela empresa no registo das variações patrimoniais – de
acordo com as suas necessidades e conhecimentos do responsável
pela contabilidade, surgindo os mais diversos títulos para a mesma
conta, havendo por vezes dificuldades em entender as peças
contabilísticas fundamentais.
A normalização contabilística veio pôr fim a esta indisciplina de
procedimentos, uniformizando a contabilidade no que respeita à

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terminologia, conceitos, regras de movimentação das contas e peças
contabilísticas.
A normalização contabilística permite:
 Fornecer informações mais uniformes e precisas;
 Maior confiança nos dados contabilísticos por parte do fisco,
entidades bancárias e outras;
 A elaboração de estatísticas com menor erro;
 A interpretação dos dados contabilísticos por qualquer técnico
de contabilidade;
 A uniformização do ensino da contabilidade.

Com a entrada de Portugal na U.E., impôs-se a necessidade de


alargar o âmbito da normalização contabilística e de reestruturar o
Plano Oficial de Contabilidade de acordo com as directivas
comunitárias.
As directivas são instrumentos legislativos que obrigam os Estados –
membros a incorporarem as suas normas nas legislações nacionais.

2. Noção de Património

Toda a unidade económica para exercer a sua actividade, necessita


de um certo volume de valores, ou seja, de máquinas, edifícios,
mercadorias, dinheiro e outros. O conjunto de valores utilizados pela
unidade constituem, pois, seu património. Contudo nem só os
edifícios, numerário e equipamento utilizados constituem património.
A empresa (ou unidade) no desenvolvimento da sua actividade
estabelece relações que originam um conjunto de direitos e
obrigações. Assim aparecerão dividas a receber que representam
valores pertencentes à empresa, e, dívidas a pagar que apresentam
valores pertencentes a terceiros e como tal a empresa se obriga a
pagar.

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Podemos designar por Património o conjunto de valores sujeitos a
uma gestão e afectos a determinado fim. O património de um
comerciante é, portanto, o conjunto de valores utilizados por esse
comerciante na sua vida comercial.

Património Particular ou Individual – conjunto de bens, direitos e


obrigações meramente pessoais.

Património Comercial – conjunto de bens, direitos e obrigações


directamente relacionados com a actividade comercial.

Designa-se elemento patrimonial cada componente do património


(ex: as mercadorias, um edifício, uma viatura, …)

Valor Património = Bens + Direitos – Obrigações

PROPOSTA DE TRABALHO – Elementos Patrimoniais

1. O Sr. José Velocidade exerce a sua actividade no ramo dos transportes


públicos de mercadorias.
Considere que o património daquele industrial é o indicado na quadro seguinte.
Pedido: Indique com um X se se trata de:
Um Bem
Um Direito
Uma Obrigação

Elementos do Património Bens Direitos Obrigações

1. Dinheiro no Cofre do Escritório


2. Empilhadora marca "Empilha"
3. Carrinha para transporte de carga
4. Dívida a receber por transportes efectuados
5. Letra a Receber do Cliente OMEGA
6. Dívida a pagar à Sociedade XPTO

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7. IRS a pagar
8. IVA a pagar
9. Contribuições para a Segurança Social a
pagar
10. Latas de óleo em armazém
11. Pneus em armazém
12. Computador do escritório
13. Secretária
14. Cadeiras do escritório
15. Macaco Hidráulico
16. Garagem pertencente ao sr. José
17. Depósito no Banco Popular
18. Divida ao Banco Popular por empréstimo
19. Dívida ao cliente Produtos da Horta
20. Nosso aceite nº1, saque da Soc. de Pneus
21. Nosso saque, aceite do cliente David

2. Escreva o que entende por património e dê exemplos.

2.1. Massas Patrimoniais

No património pode-se distinguir duas classes de elementos


patrimoniais distintos; por um lado, os elementos que representam
aquilo que se possui ou se tem a receber; por outro lado, aqueles que
representam aquilo que se tem a pagar.

Neste ponto o objectivo é tentar organizar os elementos patrimoniais


em massas:

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Bens e Obrigações
Direitos

Observando o esquema anterior podemos concluir que existiu uma


partilha dos elementos patrimoniais.

A primeira classe, ou seja, ao conjunto de valores que se possuem e


se têm a receber, designam-se ACTIVO; à segunda classe, ou seja, ao
conjunto de valores a pagar, designa-se PASSIVO.

ACTIVOS – Os elementos patrimoniais representados à esquerda (os


bens e os direitos). Capital total ou financeiro, é o montante de
valores utilizados pela empresa no desempenho da sua actividade.

PASSIVOS – Os elementos patrimoniais representados à direita (as


obrigações). Capital alheio, conjunto de valores utilizados pela
empresa mas que não são da sua pertença (direitos de terceiros).

Passivo Þ Capital próprio Þ Montante de recursos postos à


disposição da empresa pelos seus proprietários.

Passivo = Capital Próprio – Activo

Capital Próprio = Activo – Passivo

PROPOSTA DE TRABALHO

I. Suponha que o Sr. Manuel Pinga Pinga pretende determinar o valor do seu
património comercial.

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Assim, ele atribui os seguintes valores aos elementos patrimoniais:

Elementos do Património Valor


1. Dinheiro em cofre do escritório 250,00 €
2. Empilhadora marca Empilha 800,00 €
1.800,00
3. Carrinha para transporte de carga €
4. Máquina de elevação de carga 600,00 €
5. Dívida a receber por transportes 300,00 €
6. Letra a receber por transportes efectuados 800,00 €
7. Dívida a pagar à Sociedade de Pneus 900,00 €

Complete o seguinte quadro:

Os seguintes elemento representam bens

TOTAL

Os seguintes elemento representam Direitos

TOTAL
O seguinte elemento representa uma Obrigação
TOTAL

II. Defina por palavras suas:

Bens são

Direitos

Obrigações

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III. Ajude o Sr. Manuel no cálculo do valor do seu património e
complete:

Valor dos Bens


+
- Valor das Obrigações
=

IV. Complete o seguinte quadro colocando um sinal (+) sempre que os elementos
patrimoniais valorizem positivamente o património ou um sinal de (-) sempre que
valorizem negativamente:

Elementos do Património Valorizam o Património


Positivamente Negativamente
Bens
Direitos
Obrigações

V. De entre os elementos do património refira:

Os que constituem o Activo são

O que constitui o passivo

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3. As Contas do POC

As contas no Plano Oficial de Contabilidade estão distribuídas por dez


classes numeradas de 1 a 0, conforme o seguinte plano:

QUADRO DE CONTAS
1. Disponibilidades
2. Terceiros
3. Existências
Contas do Balanço
4. Imobilizações
5. Capital, reservas e resultados
transitados
6. Custos e perdas
Contas de resultados 7. Proveitos e ganhos
8. Resultados
Outras contas 9. Contabilidade de custos

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10. Livre

3.1. Codificação Contabilística

Na codificação contabilística utilizam-se os dígitos de 1 a 0, deste


modo:
 as classes são numeradas de 1 a 0;
 as contas colectivas (1º grau), dentro de cada classe, são
numeradas de 1 a 9;
 as subcontas (contas do 2º grau) de cada conta do 1º grau são
numeradas de 1 a 9.

Continua-se este processo de acordo com a necessidade de divisão


das várias contas. Assim o código de uma conta é composto por dois
ou mais dígitos.
O primeiro dígito indica a classe a que pertence a conta; o segundo
indica-nos a ordem da conta dentro da classe; o terceiro dígito
informa-nos que estamos na presença de uma conta divisionária.

Um plano geral não pode evidentemente contemplar todas as


situações possíveis e imagináveis. Por isso, admite-se em muitas
contas que as empresas possam criar subcontas (evidenciadas por
reticências), segundo as suas necessidades, mas recomenda-se o
maior cuidado na utilização desta faculdade e que se respeite sempre
o conteúdo da conta principal.

Em contabilidade designa-se por conta o conjunto dos valores


patrimoniais que apresentam características idênticas. Assim
constituirão uma conta, por exemplo:
 O conjunto dos meios de pagamento existentes em conta à
vista nos bancos – Depósitos à ordem.

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 O conjunto dos bens comercializáveis, pertencentes a uma
empresa – Mercadorias.
 O conjunto das dívidas a pagar a terceiros, provocadas pelo
fornecimento de bens comercializáveis – Fornecedores.
 O conjunto dos lucros de anos anteriores retidos nas empresas,
provenientes de aplicações de resultados – Reservas.

Como toda a classe de valores, as contas têm necessariamente de


apresentar características próprias:
 O título, que corresponde à própria designação de conta
e deverá evidenciar claramente a propriedade comum a
todos os elementos patrimoniais que a integram
(compreensão).
 A extensão, que corresponde ao valor da conta expresso
em unidades monetárias.

Em conformidade com a natureza dos elementos que constituem o


património, as contas poderão classificar-se em:
 Contas do activo
 Contas do capital próprio e passivo

Contas do Activo
Título da Conta Característica Agrupadora
Inclui as notas de banco e moedas, cheques, vales postais
11-Caixa
(nacionais e internacionais)
Quantias depositadas nas instituições de crédito sob a
12-Depósitos à Ordem condição de serem levantadas em qualquer momento, sem
restrições de qualquer espécie.
Engloba as dívidas a receber pela empresa resultantes da
211-Clientes C/C
venda de bens e/ou serviços inerentes à sua actividade.
212-Clientes-títulos a Inclui as letras sacadas sobre clientes.
receber
26-Outros Devedores e Respeita a dívidas de terceiros que não estejam abrangidos
Credores pelas contas anteriores.

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Respeita aos bens adquiridos pela empresa com destino à
32-Mercadorias venda, desde que não sejam objecto de trabalho posterior
de natureza industrial.
Engloba um conjunto vasto de elementos que se destinam a
36-Matérias-Primas,
ser incorporados nos produtos finais, directa ou
Subs. e de consumo
indirectamente.
Inclui as participações de capital e outros títulos adquiridos
41-Investimentos pela empresa quer para rendimento, quer para controlo de
Financeiros outras empresas. Inclui também os empréstimos de
financiamento.
Integra os elementos patrimoniais tangíveis, móveis ou
imóveis que a empresa utiliza na sua actividade sem o
objectivo de serem vendidos ou transformados, com
carácter de permanência superior a um ano.
42-Imobilizações São eles: os terrenos para construção, as propriedades
Corpóreas rústicas, os edifícios administrativos, fabris e de habitação,
as máquinas, os instrumentos, as ferramentas e os
utensílios dos sectores produtivos, o material de carga e
transporte, e os diversos móveis (mesas, cadeiras,
máquinas de escritório, etc.)
Inclui os elementos patrimoniais sem existência física
(intangíveis) tais como: trespasses, patentes, marcas,
43-Imobilizações
alvarás, licenças, concessões, gastos de constituição e
Incorpóreas
organização da empresa, de aumentos de capital, estudos e
projectos.

Contas do Passivo

Título da Conta Característica Agrupadora


Engloba todas as dívidas a pagar a terceiros
221-Fornecedores resultantes da aquisição de bens e/ou
c/c adquiridos pela empresa com exclusão dos
destinados ao imobilizado.
222-Fornecedores- Inclui os débitos a fornecedores que se
títulos a pagar encontram representados por letras.
Engloba os financiamentos contraídos pela
23-Empréstimos
empresa, quer junto das instituições de
obtidos
crédito, quer junto de particulares.
24-Estado e Outros Abrange as operações com a Administração
Entes Públicos Central e Local e ainda com as Instituições de
Previdência Social, à excepção de transacções

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ou financiamentos. São aqui registadas as
dívidas resultantes de impostos.
Engloba as dívidas para com terceiros que
26-Outros Devedores
não estejam contempladas nas contas
e Credores
precedentes.

-Saldo inicial -
- Pagament
Contas de Proveitos e
Recebiment os
Ganhos
os

Título da Conta Característica Agrupadora


71-Vendas Regista o valor das vendas aos clientes,
relativos a mercadorias e produtos inerentes
à actividade corrente da empresa.
72-Prestações de Regista trabalhos e serviços prestados que
Serviços sejam próprios à actividade da empresa.
Registam-se os juros de depósitos, os
78-Proveitos e
descontos de pronto pagamento obtidos e
Ganhos Financeiros
quaisquer outros proveitos financeiros.
79- Proveitos e Registam-se os valores não enquadrados nas
Ganhos contas anteriores.
Extraordinários

Movimentação Contabilística
CAIXA

DEPÓSITOS À ORDEM

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-Saldo inicial -Cheques
-Depósitos emitidos
efectuados -
-Cobranças Transferência
(títulos e s para
cheques) terceiros
-Transferências -
de terceiros Transferência
-Juros vencidos s para outras
pelos depósitos contas de
depósitos

CLIENTES

-Facturas -Pagamentos
emitidas de clientes
-Notas de -Saques de
dédito letras ou
-Anulação de outros títulos
letras de crédito
-Notas de
Crédito
-Devolução de
vendas
-Dívidas de
cobrança
duvidosa
Anulação de
-Pagamentos
adiantamento -Saldo inicial

s- Notas de -Facturas de
Crédito de fornecedores
Fornecedores -Notas de
-Devoluções de débito de
compras fornecedores
-Aceite de -Anulação de
letras e outros letras e outros
títulos títulos
-Anulação de
1
adiantamentos
1
-

o
do

juros
vencidos
-Valor dos
empréstim
Reembolso

ESTADO E OUTROS ENTES PUBLICOS


-

o
o do
Contracçã

empréstim

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Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
- -Dívidas ao
Pagamento Estado,
das dívidas Autarquias e
- Segurança
Pagamento social
s por conta

- -
Pagament atribuiçã
o dos o dos
lucros lucros

- -Compra de bens
OUTROS Pagamentos e serviços (a
DEVEDORES - crédito) p/
Pagamentos imobilizado
de -Remunerações
remuneraçõ líquidas a pagar
es ao pessoal,
ACRÉSCIMOS
-Anulação quando do
-proveitos a -recebimento de
da entrega processamento
receber no proveitos
adiantada -Adiantamentos
exercício -custos com
de Clientes
seguinte despesas
-pagamento da diferidas
despesa -Remunerações E DIFERIMENTOS
-Pagamento das a pagar (Férias)
férias

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Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
Provisões para cobrança duvidosa (representam meios
contabilísticos com vista a cobrir eventuais prejuízos de
montante incerto, resultantes de falta de recebimento de
dívidas)

- -
Redução Constituiçã
do seu o e reforço
montant
e

Provisões para riscos e encargos - regista responsabilidades


derivadas dos riscos de natureza específica e provável (contingências)

-Anulação e -Constituição e
reposição reforço (no fim do
(quando a exercício face aos
provisão encargos previstos
existente exceda decorrentes de
os encargos que situações
se prevêm pendentes)
suportar)

Existências

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 Matérias primas – são bens que não se destinam a venda mas a
serem incorporados em novos produtos;
 Matérias subsidiárias – são bens que, nem sempre incorporados
num determinado produto, concorrem directa ou
indirectamente para a sua produção
 Produtos em curso
 Subprodutos e resíduos
 Produtos acabados
Mercadorias

(Entradas em (Saídas de
armazém) armazém)
Compras Custo das
Custo das vendas de
devoluções de mercadorias
vendas Devoluções
de compras

Aquisição Amortizaçã
Anulação o
de
amortizaçã
o

1
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Reduçõe Capital
s de nominal
capital subscrito
Aumento
s de
capital

Amortizaçõe Anulação
s do (estorno
imobilizado )

Provisõe Anulação
s p/ (estorno
cobranç )
a
duvidos
a
Prov p/
riscos e
encargo

1
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s

Juros suportados Anulação


Amortizações de (estorno)
imóveis para
rendimento
Prov p/ aplicações
financeiras
Diferenças de câmbio
desfavoráveis
Descontos de p.p.
Concedidos
Perdas na alienação
de aplicações de
tesouraria
Outros

Donativos Anulação (estorno)


Dívidas Indemnizações
incobráveis Produto da venda
Perdas em
existências
Perdas em
imobilizações
Multas e
penalidades
Aumentos de
amortizações e
provisões
Correcções
relativas a
exercícios
anteriores
Outros
1
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Anulação Vendas
(estorno) Prestações de
Devoluções de serviços
clientes Proveitos
Descontos e suplementares
abatimentos Subsídios à
exploração
Trabalhos para a
própria empresa
Outros proveitos e
ganhos
operacionais
Proveitos e ganhos
financeiros
Proveitos e ganhos
extraordinários

1
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4. Diário

• Caixa
Entradas e saídas em numerário
• Bancos
Cheques emitidos, depósitos efectuados, custos bancários,
débitos e créditos de letras e livranças, juros devedores, juros
credores
• Clientes
Facturas, Notas de débito e de crédito (Vendas ou prestação
de serviços)
• Fornecedores
Facturas, Notas de débito e de crédito (compras de produtos
ou serviços)
• Operações diversas
Restantes movimentos

Exemplo:

DIÁRIO GERAL

Empresa: Comercial
[Link] Ltda. Mês: Janeiro/2008 Pág. 002

Conta Conta
Dia Histórico Valor
debitada creditada

Pagamento da Guia INSS


03 272,00
12/2007

1
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Venda a p.p. da mercadoria
05 380,00
NF 65

Pagamento ao Assistente
07 130,00
de Contabilidade 12/2007

Pagamento de salários
07 1.230,00
referentes as 12/2007

Venda p.p. da mercadoria


08 1.700,00
NF 66

Venda p.p. da mercadoria


09 735,00
NF 67

Pagamento da Guia Cofins


14 283,03
do mês 12/2007

Venda a p.p. da mercadoria


14 357,00
NF 68

Pagamento da Guia PIS mês


14 61,32
12/2007

Venda a p.p. da mercadoria


21 7.889,00
NF 69

Venda a p.p. da mercadoria


24 279,00
NF 70

31 Pagamento da factura nº67 73,71


01/2008

Pagamento da factura nº98


31 29,60
da actividade sindical

Pagamento da Segurança
31 108,29
Social 12/2007

O Livro Razão demonstra de forma individualizada as Contas

1
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
utilizadas no Livro Diário, vindo a facilitar, com isso, o exame das
mesmas, daí a sua importância já citada acima.

Veja modelo a seguir:

Empresa: Comercial [Link] Ltda. Jan a


Dez/2008

RAZÃO ANALÍTICO Página. 01

Conta: [Link].001 - Vendas à vista

Data Histórico Débito Crédito Saldo

Venda a p.p. da
05/01 mercadoria com a 380,00 380,00 C
referencia NF 65

Venda a p.p. da
08/01 mercadoria com a 1.700,00 2.080,00 C
referencia NF 66

Venda a p.p. da
09/01 mercadoria com a 735,00 2.815,00 C
referencia NF 67

Venda a p.p. da
14/01 mercadoria com a 357,00 3.172,00 C
referencia NF 68

Venda a p.p. da
11.061,00
21/01 mercadoria com a 7.889,00
C
referencia NF 69

Venda a p.p. da
11.340,00
24/01 mercadoria com a 279,00
C
referencia NF 70

1
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
Os lançamentos no Livro Diário trazem todas as Contas
identificadas apenas por códigos. Para isso é necessária a elaboração
de um Plano de Contas.

A escrituração do Livro Diário tem um passado histórico, pois


durante muito tempo foram descritos com os lançamentos efectuados
a mão. Este tipo de escrituração ainda era muito utilizado até o início
dos anos 70.

Posteriormente o Livro Diário passou a ser escriturado em


máquina de dactilografia comum, mas com um adaptador, que
permitia a escrituração do Livro Diário e simultaneamente a do Livro
Razão (Fichas Razão).

Na verdade não era escriturado um livro e sim formulários


específicos para contabilidade adquiridos em papelarias. Estes
formulários já vinham com um carbono especial (copiativo) e depois
de datilografados, aproveitava-se apenas a segunda via que era
copiada para placas ou rolos de gelatina e destes seriam re-copiados,
vamos dizer assim, para os livros.

Actualmente, neste mundo totalmente informatizado, o serviço


do contabilista, no que se refere à escrituração contabilística diminuiu
consideravelmente. Pois hoje os Programas de Contabilidades estão
interligados com diversos outros programas existentes na empresa,
tais como facturação, departamento de pessoal, etc. Na medida em
que se executam os serviços nestes demais sectores, estes
comunicam-se com o programa de contabilidade fazendo com que os
lançamentos contabilísticos sejam efectuados automaticamente.
Sobram poucos lançamentos a serem efectuados manualmente.
Existem vários programas já com códigos que pré definem os
lançamentos, como por exemplo: digita-se o código 01, e o programa
sabe que é para debitar a Conta Banco c/corrente e creditar a Conta
Caixa.

1
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
PROPOSTA DE TRABALHO

António Silva, com 28 anos de idade, terminou o curso superior e


iniciou a sua actividade com a abertura de um pronto a vestir.
António era de uma família muito humilde mas o seu pai juntou umas
economias especialmente para o ajudar nesta nova fase, para lhe dar
10.000,00€ para as despesas necessárias até abrirem a loja.

Nesse dia ele tinha 10.000,00€ em dinheiro, que era o seu único
capital, que passou a ser o capital da empresa por ele criada “Calça e
Meia, Lda”.

Contabilisticamente, esta situação deveriamos debitar a conta Caixa.


A contra-partida, ou seja, a conta a ser creditada será Capital que é o
Patrimônio Líquido do António neste momento e como nós já vimos
ficará registrada no Passivo.

Logo, o primeiro facto contabilistico , que foi a entrega de dinheiro do


pai para o filho teve como lançamento no Livro Diário:

DIÁRIO GERAL
Empresa: Calça e Meia, Lda.
MÊS:MARÇO/2007 Pág. 01
Conta Conta DIA HISTÓRICO VALOR
Débito Crédito
Caixa Capital 01 Capital 10.000,00€

E no Livro Razão (Fichas “Razão”), como ficaria?

1
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
Com isso este primeiro lançamento no Razão ficaria assim:

Empresa: Calça e Meia, Lda. Mar a


Dez/2007
RAZÃO ANALÍTICO Pág. 01
CONTA: Caixa
Data Histórico Débito Crédito Saldo
01/03 Entrada de Capital 10.000,00€ 10.000,00
D

Empresa: Calça e Meia, Lda. Mar a


Dez/2001
RAZÃO ANALÍTICO Pág. 01
CONTA: Capital
Data Histórico Débito Crédito Saldo
01/03 Capital 10.000,00€ 10.000,00
C

Para iniciar a actividade teve de começar a procura de lojas de acordo


com as capacidades financeiras, conseguiu alugar uma pequena loja,
já com algumas estantes, por 600,00€ a vencer sempre no dia 05 de
cada mês, não sendo necessário efetuar nenhum pagamento
antecipado.

Depois foi aos armazens de roupa para comprar casacos, calças,


saias, camisas, blusas, cintos e sapatos, gastando no total 4500,00€.

1
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
Efetuou, também, uma pequena compra no supermercado, sendo
géneros alimentícios no valor de 120,00€ e materiais de limpeza e
higiene no valor de 60,00€, pois ele mesmo cuidaria de preparar a
limpeza da loja e dos preparativos para a festa de abertura.

Pedido: registe os lançamentos no Livro Diário:

DIÁRIO GERAL
Empresa: Calça e Meia, Lda. MÊS:
MARÇO Pág. 002
Conta Débito Conta DIA HISTÓRICO VALOR
Crédito
...
.
.
.
 Como ficaria, então, esses lançamentos no nosso
RAZÃO?

No Livro Diário foram movimentadas quatro Contas (Mercadorias,


Gêneros alimentícios, Materiais de limpeza e Caixa), portanto estas
quatro Contas deverão também ser movimentadas no Razão.

Portanto, no Razão ficaria assim:

Empresa: Calça e Meia, Lda. Mar a


Dez/2007
RAZÃO ANALÍTICO Pág. 01
CONTA: Mercadorias
Data Histórico Débito Crédito Saldo
.

1
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
Empresa: Calça e Meia, Lda. Mar a
Dez/2007
RAZÃO ANALÍTICO Pág. 01
CONTA: Géneros Alimentícios
Data Histórico Débito Crédito Saldo
.

Empresa: Calça e Meia, Lda. Mar a


Dez/2007
RAZÃO ANALÍTICO Pág. 01
CONTA: Materiais de Limpeza
Data Histórico Débito Crédito Saldo
.

Na conta Caixa, que já existia e tinha um saldo de 10.000,00€.

Empresa: Calça e Meia, Lda. Mar a


Dez/2007
RAZÃO ANALÍTICO Pág. 01
CONTA: Caixa
Dat Histórico Débito Crédito Saldo
a
.
.
.
.

Depois das aquisições efectuadas, a empresa ficou com um saldo de


_____________€

1
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
António entendendo que era muito dinheiro para ficar na carteira (em
caixa) resolveu ir até o Banco e abriu uma conta corrente
depositando 5250€. Vamos, então, fazer o lançamento contabilistico
deste depósito no Livro Diário:

DIÁRIO GERAL
Empresa: Calça e Meia, Lda. MÊS:
MARÇO/2007 Pág. 002
Conta Conta DIA HISTÓRICO VALOR
Débito Crédito
...

Vamos fazer agora o lançamento no Razão:

Empresa: Calça e Meia, Lda. Mar a


Dez/2007
RAZÃO ANALÍTICO Pág. 01
CONTA: Banco c/corrente – depósitos à ordem
Data Histórico Débito Crédito Saldo
.

Empresa: Calça e Meia, Lda. Mar a


Dez/2007
RAZÃO ANALÍTICO Pág. 01
CONTA: Caixa
Data Histórico Débito Crédito Saldo
01/03
01/03
01/03

1
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
01/03
02/03

Pedido: Depois destas situações, elabore um balancete da Empresa


Calça e Meia, Lda.

Na contabilidade das empresas, normalmente, são elaborados


Balancetes Mensais para serem utilizados na gestão dos negócios.

BALANCETE
Nº CONTAS MOVIMENTO SALDO
de DÉBITO CR DEVEDOR CRE
Orde ÉDITO DOR
m
01 Caixa
02 Banco
c/corrent
e
03 Vestuári
o
04 Géneros
alimentíc
ios
05 Materiais
de
limpeza
06 Capital

1
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
TOTAL

No balancete acima o capital continua inalterado, ou seja, permanece


em 10.000,00€ havendo alterações na conta Caixa, agora apenas com
70,00€. No entanto, os 9930,00€ que saíram do caixa foram aplicados
de tal forma que a princípio não alteraria o patrimônio inicial de
10.000,00€.

Depois dessas considerações, vamos construir novamente o


balancete das transações do jovem Antônio, pois nós estamos ainda
no dia dois de março/2001. Neste novo Balancete, além da gente
colocar as despesas dentro do seu Grupo específico de Contas de
Resultados,

BALANCETE
Nº CONTAS MOVIMENTO SALDO
de DÉBITO CRÉ DEVEDOR CRE
Orde DITO DOR
m
CONTAS ACTIVO PASSIVO
PATRIMONI
AIS
01 Caixa 10.000,00 9930,00 70,00
02 Banco 5250,00 5250,00
c/corrente
03 Capital 0,00 10.000,00 10.000,00

1
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
CONTAS DESPESAS RECEITAS
DE
RESULTAD
OS
01 Despesas 4500,00 4500,00
c/
mercadoria
s
02 Despesas 120,00 120,00
c/alimentos
03 Despesas 60,00 60,00
c/mat
limpeza

TOTAL 10.930,00 10.930,00 10.000,00 10.000,00


GERAL

Descritivo:

 - Em 15 de Março pagou a uma empregada de limpeza,


(referente aos serviços de limpeza executados neste mesmo
dia) com o cheque nº 001 no valor de 40,00€;

 - Em 16 de Março teve despesas de alimentação, no valor de


12,00€ (pagamento em dinheiro).

 - Em 17 de Março foi novamente ao Supermercado fazer


algumas compras, pagando em dinheiro, 30,00€ em alimentos
e 18,00€ em materiais de limpeza e higiene.

 - Em 18 de Março comprou um computador nas Lojas Tem


Tudo Lda, por 3.000,00€ a ser pago em 06 parcelas de
500,00€, sendo que a primeira parcela com inicio em
05/04/2007 e as demais sucessivamente aos dias 05 de cada
mês.

1
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
 - Em 30 de Março pagou à empregada de limpeza, referente
aos serviços de limpeza executados neste mesmo dia com o
cheque nº 002 no valor de 40,00€.

Não executou mais nenhuma transação neste mês de março.

Vamos formalizar essas transações:

Os lançamentos no Livro Diário ficariam assim:

DIÁRIO GERAL
Empresa: Calça e Meia, Lda. MÊS: MARÇO
Pág. 002
Conta Débito Conta Crédito DIA HISTÓRICO VALOR
15

16

17

17

18

30

Vamos ver como ficou o Razão:

Empresa: Calça e Meia, Lda. Mar a


Dez/2007
RAZÃO ANALÍTICO Pág. 01

1
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
CONTA: Despesas com Serviços de Limpeza
Data Histórico Débito Crédito Saldo
15/03
30/03

Empresa: Calça e Meia, Lda. Mar a


Dez/2007
RAZÃO ANALÍTICO Pág. 01
CONTA: Despesas com Alimentos
Data Histórico Débito Crédito Saldo
01/03
16/03
17/03

Empresa: Calça e Meia, Lda. Mar a


Dez/2007
RAZÃO ANALÍTICO Pág. 01
CONTA: Despesas com Materiais de Limpeza
Data Histórico Débito Crédito Saldo
01/03
17/03

Empresa: Calça e Meia, Lda. Mar a


Dez/2007
RAZÃO ANALÍTICO Pág. 01
CONTA: Equipamentos de Informática
Data Histórico Débito Crédito Saldo

1
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
.

Apresentamos acima as Contas que receberam lançamentos á


débitos, agora faltam as contra-partidas, que no caso foram as Contas
Caixa, Depósitos a Ordem e Computador a pagar, salientando que a
Conta Caixa vem com saldo anterior de 70,00€ em 02/03, conforme segue:

Empresa: Calça e Meia, Lda. Mar a


Dez/2007
RAZÃO ANALÍTICO Pág. 01
CONTA: Caixa
Data Histórico Débito Crédito Saldo
01/03
01/03
01/03
01/03
02/03
16/03
17/03
17/03

Empresa: Calça e Meia, Lda. Mar a


Dez/2007
RAZÃO ANALÍTICO Pág. 01
CONTA: Depósitos à Ordem

1
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
Data Histórico Débito Crédito Saldo
02/03
15/03
30/03
Empresa: Calça e Meia, Lda. Mar a
Dez/2007
RAZÃO ANALÍTICO Pág. 01
CONTA: Computador a pagar
Data Histórico Débito Crédito Saldo
18/03
 O Antônio tem de pagar a renda da loja, no valor de 600,00€ ao dia 5
de cada mês.
 O rendimento obtido da venda de roupa foi de 2500€

 IVA a pagarno valor de 146,10€.

 Recebeu as contas de água e de energia eléctrica do mês::

- Conta de água no valor de 15,50€ com data limite de pagamento;


07/04/2007
- Conta de Luz no valor de 23,90€ com data limite de pagamento;
11/04/2007.

Pedido: Faça estes lançamentos no Livro Diário:

DIÁRIO GERAL
Empresa: Calça e Meia, Lda. MÊS:
MARÇO/2007 Pág. 002
Conta Conta DIA HISTÓRICO VALOR
Débito Crédito
31
31

31
31
31

1
1
5.
O Processo Contabilístico

Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
A actividade corrente desenvolvida pelas empresas origina factos
patrimoniais que produzem constantes alterações na estrutura das
contas.

PROPOSTA DE TRABALHO – Codificação de Contas

Considere o Balanço da Sociedade de Artigos Desportivos do Centro,


Lda. em 1 de Janeiro de 2008:

Balanço inicial em 1-1-2008

Imobilizações 400€ Capital


1000€
corpóreas
Mercadorias 1000€ Reservas 200€.
Clientes
200€ Fornecedores 700

Outros devedores Outros Credores 100
100€

Depósitos a Ordem 140 €
Caixa 160€
Total do Activo Total do capital próprio e 2000€
2 000€ passivo

Durante a primeira semana de Janeiro, a Sociedade efectuou três


operações que se registam:
Operação 1:
 Comprou mercadorias a pronto pagamento por 100€

Esta operação originará uma variação em duas contas, complete o


Balanço:

1
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
Balanço após a 1ªoperação

Imobilizações Capital
corpóreas

Mercadorias Reservas

Clientes
Fornecedores

Outros devedores Outros Credores

Depósitos a Ordem

Caixa

Total do Activo Total do capital próprio e


passivo

Operação 2:
 Pagamento de 50€ a um fornecedor, com cheque

Esta operação originará uma variação em duas contas, complete o


Balanço:
Balanço após a 2ªoperação

Imobilizações Capital
corpóreas

Mercadorias Reservas

Clientes
Fornecedores

Outros devedores Outros Credores

Depósitos a Ordem

1
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
Caixa

Total do Activo Total do capital próprio e


passivo

Operação 3:
 Venda a prazo metade das mercadorias por 650€

Esta operação originará uma variação em duas contas, complete o


Balanço:

Balanço após a 3ªoperação

Imobilizações Capital
corpóreas

Mercadorias Reservas

Clientes Resultado Liquido do


exercício

Fornecedores

Outros devedores Outros Credores

Depósitos a Ordem

Caixa

Total do Activo Total do capital próprio e


passivo

Da análise das operações anteriores concluímos que:


 As operações 1 e 2 conduziram a uma variação qualitativa nas
contas, permanecendo invariável o valor do capital próprio. Diz-

1
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
se então que estas duas operações originam factos
patrimoniais permutativos.

 A operação 3 veio originar uma variação quantitativa nas


contas, provocando uma alteração no valor do capital próprio.
Diz-se então que esta operação deu origem a um facto
patrimonial modificativo.

PROPOSTA DE TRABALHO – Codificação de Contas

Os Grandes Armazéns da Serra, Lda., no início do exercício económico


passado, apresentavam o seguinte balanço:
Balanço Inicial em 1-1-2008

Activo Capital Próprio e Passivo


Imobilizações corpóreas 1400€ Capital 2000€
Investimentos financeiros 200€ Empréstimos obtidos 1500€
Mercadorias 1800 Fornecedores 250€

Clientes 120€ E.O.E.P 50€
Outros devedores 80€ Outros credores 200€
Depósitos a ordem 340€
Caixa 60€

Total do Activo 4000€ Total do Capital Próprio e 4000€


Passivo

Durante o ano a empresa realizou entre outras, as operações


enumeradas a seguir.
Após cada operação, complete o balanço apresentado.

1
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
1) Operação: recebeu 40€ de um cliente

Balanço após a 1ª operação

Activo Capital Próprio e Passivo


Imobilizações corpóreas Capital
Investimentos financeiros Empréstimos obtidos
Mercadorias Fornecedores
Clientes E.O.E.P
Outros devedores Outros credores
Depósitos a ordem
Caixa

Total do Activo Total do Capital Próprio e


Passivo

2) Operação: Depositou 80€ à ordem

Balanço após a 2ª operação

Activo Capital Próprio e Passivo


Imobilizações corpóreas Capital
Investimentos financeiros Empréstimos obtidos
Mercadorias Fornecedores
Clientes E.O.E.P
Outros devedores Outros credores
Depósitos a ordem
Caixa

Total do Activo Total do Capital Próprio e


Passivo

3) Operação: Recebeu 50€ de uma dívida de um empregado


Balanço após a 3ª operação

Activo Capital Próprio e Passivo


Imobilizações corpóreas Capital
Investimentos financeiros Empréstimos obtidos
Mercadorias Fornecedores

1
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
Clientes E.O.E.P
Outros devedores Outros credores
Depósitos a ordem
Caixa

Total do Activo Total do Capital Próprio e


Passivo

4) Operação: Pagou 20€ de IVA ao Estado


Balanço após a 4ª operação

Activo Capital Próprio e Passivo


Imobilizações corpóreas Capital
Investimentos financeiros Empréstimos obtidos
Mercadorias Fornecedores
Clientes E.O.E.P
Outros devedores Outros credores
Depósitos a ordem
Caixa

Total do Activo Total do Capital Próprio e


Passivo

5) Operação: Pagou 10€ a um credor, com cheque


Balanço após a 5ª operação

Activo Capital Próprio e Passivo


Imobilizações corpóreas Capital
Investimentos financeiros Empréstimos obtidos
Mercadorias Fornecedores
Clientes E.O.E.P
Outros devedores Outros credores
Depósitos a ordem
Caixa

Total do Activo Total do Capital Próprio e


Passivo

6) Operação: Amortizou 20% do empréstimo com cheque

1
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
Balanço após a 6ª operação

Activo Capital Próprio e Passivo


Imobilizações corpóreas Capital
Investimentos financeiros Empréstimos obtidos
Mercadorias Fornecedores
Clientes E.O.E.P
Outros devedores Outros credores
Depósitos a ordem
Caixa

Total do Activo Total do Capital Próprio e


Passivo

7) Operação: Comprou a prazo um porta paletes por 1500€


Balanço após a 7ª operação

Activo Capital Próprio e Passivo


Imobilizações corpóreas Capital
Investimentos financeiros Empréstimos obtidos
Mercadorias Fornecedores
Clientes Fornecedores de
Imobilizado
Outros devedores E.O.E.P
Depósitos a ordem Outros credores
Caixa

Total do Activo Total do Capital Próprio e


Passivo

8) Operação: Vendeu por 140€ uma quota de 100€ que detinha


noutra empresa
Balanço após a 8ª operação

Activo Capital Próprio e Passivo


Imobilizações corpóreas Capital
Investimentos financeiros Resultado Líquido
Mercadorias Empréstimos obtidos
Clientes Fornecedores
Outros devedores Fornecedores de
Imobilizado
Depósitos a ordem E.O.E.P
Caixa Outros credores

Total do Activo Total do Capital Próprio e

1
Associação de Utilidade Pública ۰Cons. Reg. Com. Oeiras sob nº 23۰ Pessoa Colectiva nº PT 500 140 022
Passivo

9) Operação: Vendeu a p.p 250 unidades de mercadorias por


230€
Balanço após a 9ª operação

Activo Capital Próprio e Passivo


Imobilizações corpóreas Capital
Investimentos financeiros Resultado Líquido
Mercadorias Empréstimos obtidos
Clientes Fornecedores
Outros devedores Fornecedores de
Imobilizado
Depósitos a ordem E.O.E.P
Caixa Outros credores

Total do Activo Total do Capital Próprio e


Passivo

6. Demonstração de Resultados

Prevendo a 4ª Directiva quatro modelos de demonstração de resultados, foi escolhido,


como obrigatório, aquele que apresenta, em disposição horizontal, os custos e proveitos

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classificados por natureza. Esta estrutura é muito próxima da do anterior POC. O
modelo adoptado privilegia uma classificação que permite comparabilidade dos
resultados, no tempo e no espaço:

Operacionais

Correntes

Resultados Financeiros

Extraordinários

5.1. Demonstrações de Resultados (por funções)


É cada vez maior o número de empresas que implementam
subsistemas contabilísticos de contabilidade interna, analítica ou de
custos, em que obtêm, com facilidade, os desenvolvimentos de que
necessitam nessa área. Inclusivamente, pode fazer-se o tratamento
desses dados em mapas e demonstrações auxiliares, tão do agrado
dos utentes, por vezes pouco receptivos à digráfia.

Anexo

Abrange um conjunto de informações que se destinam umas a


desenvolver e comentar quantias incluídas no balanço e na
demonstração dos resultados e outras a divulgar factos ou situações
que, não tendo expressão naquelas demonstrações financeiras, são
úteis para o leitor das contas, pois influenciam ou podem vir a
influenciar a posição financeira da empresa.

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Se bem que se possa considerar extenso o número de notas a
divulgar, é de notar que para a grande maioria das empresas o seu
número será reduzido, por não aplicação. Convirá, contudo, para
efeitos de normalização e de referenciação da situação ou facto a
divulgar, que não se deixe de respeitar o seu número de ordem. Por
vezes será também útil dar a conhecer a ligação entre os elementos
das demonstrações financeiras e as notas anexas que os
complementam. A qualidade da informação financeira das empresas
está muito dependente do conteúdo divulgado nestas notas.

5.2. Apresentação das demonstrações financeiras

É de notar que na apresentação das demonstrações financeiras não


se torna necessária a inclusão dos códigos da CEE e do POC, nem das
contas que não apresentem saldos. Também se considera suficiente
que, nessa apresentação, as quantias seja indicada em milhares de
euros, sem fracções.

[Link]ÍSTICAS DA INFORMAÇÃO FINANCEIRA

5.3.1. Objectivos

As demonstrações financeiras devem proporcionar informação acerca


da posição financeira, das alterações desta e dos resultados das
operações, para que sejam úteis a investidores, a credores e a outros
utentes, a fim de investirem racionalmente, concederem crédito e
tomarem outras decisões; contribuem assim para o funcionamento
eficiente dos mercados de capitais.

A informação deve ser compreensível aos que a desejem analisar e


avaliar, ajudando-os a distinguir os utentes de recursos económicos
que sejam eficientes dos que o não sejam, mostrando ainda os

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resultados pelo exercício da gerência e a responsabilidade pelos
recursos que lhe foram confiados.

Os destinatários da informação financeira são, mais especificamente,


os seguintes:

 Investidores;

 Financiadores;

 Trabalhadores;

 Fornecedores e outros credores;

 Administração Pública;

 Público em geral.

A responsabilidade pela preparação da informação financeira e pela


sua apresentação é primordialmente das administrações. Isto não
invalida que estas também não estejam interessadas nessa
informação, apesar de terem acesso a informação adicional, que as
ajuda a executar e a cumprir as responsabilidades do planeamento e
do controlo e de tomar decisões.

Os utentes estarão tanto melhor habilitados e analisar a capacidade


da empresa de gerar fundos, com oportunidade e razoável segurança,
quanto melhor forem providos de informação que foque a posição
financeira, os resultados das operações e as alterações naquela
posição.

5.3.2. Características Qualitativas

A qualidade essencial da informação proporcionada pelas


demonstrações financeiras é a de que seja compreensível aos
utentes, sendo a sua utilidade determinada pelas seguintes
características:

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Relevância; Fiabilidade; Comparabilidade.

Estas características, juntamente com conceitos, princípios e normas


contabilísticas adequadas, fazem que surjam demonstrações
financeiras geralmente descritas como apresentando uma imagem
verdadeira e apropriada da posição financeira e do resultado das
operações da empresa.

Relevância

A relevância é entendida como a qualidade que a informação tem de


influenciar as decisões dos seus utentes, ao ajudá-los a avaliar os
acontecimentos passados, presentes e futuros ou a confirmar ou
corrigir as suas avaliações.

Não sendo a materialidade uma qualidade da informação financeira,


determina, porém, o ponto a partir do qual a mesma passa a ser útil.
Assim, a informação é de relevância material se a sua omissão ou
erro forem susceptíveis de influenciar as decisões dos leitores com
base nessa informação financeira.

Por conseguinte, a relevância e a materialidade estão intimamente


ligadas, porque ambas são definidas em função dos utentes ao
tomarem decisões. No entanto, a relevância parte da natureza ou
qualidade da informação, enquanto a materialidade depende da
dimensão da mesma.

A relevância da informação pode ser perdida se houver demoras no


seu relato; por isso, a informação deve ser tempestivamente relatada.

Fiabilidade

A fiabilidade é a qualidade que a informação tem de estar liberta de


erros materiais e de juízos prévios, ao mostrar apropriadamente o que
tem por finalidade apresentar ou se espera que razoavelmente

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represente, podendo, por conseguinte, dela depender os utentes.
Para que a informação mostre apropriadamente as operações e
outros acontecimentos que tenha por finalidade representar, é
necessário que tais operações e acontecimentos sejam apresentados
de acordo com a sua substância e realidade económica e não
meramente com a sua forma legal, e para que seja fiável deve
também e sobretudo ser neutra, ou seja, estar ausente de
preconceitos. Deve ser obtida conjugação perfeita da relevância com
a fiabilidade, a fim de que o uso da informação seja maximizado.

Comparabilidade

A divulgação e a quantificação dos efeitos financeiros de operações e


de outros acontecimentos devem ser registadas de forma consistente
pela empresa e durante a sua vida, para identificarem tendências na
sua posição financeira e nos resultados das suas operações.

Por outro lado, as empresas devem adoptar a normalização, a fim de


se conseguir comparabilidade entre elas.

A necessidade de comparabilidade não deve confundir-se com a mera


uniformidade e não pode tornar-se um impedimento à introdução de
conceitos, princípios e normas contabilísticas aperfeiçoados. Também
a empresa não deve permitir-se continuar a contabilizar da mesma
maneira uma dada operação ou acontecimento se a política
contabilística adoptada não se conformar com as características
qualitativas da relevância e da fiabilidade, nem, tão-pouco, deixar de
alterar as suas políticas contabilísticas quando existam alternativas
relevantes e fiáveis.

A quem interessa a informação económica e financeira gerada


pela empresa?

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A informação económica e financeira interessa não só aos
proprietários (sócios e accionistas) e aos gestores (administradores e
directores) mas também a um conjunto diferenciado de entidades
que directa e indirectamente se relacionam com a empresa, tais
como:
 Bancos e financiadores
 Fornecedores
 Clientes
 Trabalhadores
 Estado
A todas estas entidades interessa conhecer a situação económica e
financeira actual e perspectivar a sua evolução futura.
5.4. Resumo das Contas de Resultados
Em conformidade com o POC, as contas de resultados são distribuídas
por três classes (classe 6 a 8).

CONTAS DE RESULTADOS
7 – Proveitos e
6 – Custos e Perdas 8 – Resultados
Ganhos
61 – Custo das
81 – Resultados
mercadorias vendidas e 71 – Vendas
operacionais
das matérias consumidas.
62 – Fornecimento e 72 – Prestações de 82 - Resultados
serviços externos. serviços financeiros
73 – Proveitos 83 – (Resultados
63 – Impostos.
suplementares correntes)
64 – Custos com o 74 – Subsídios à 84 – Resultados
pessoal. exploração extraordinários
65 – Outros custos e 75 – Trabalhos para a 85 – (Resultados antes de
perdas operacionais. própria empresa imposto)
66 – Amortizações do 76 – Outros proveitos e 86 – Imposto sobre o
exercício. ganhos operacionais rendimento do exercício
67 – Provisões do
exercício.

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68 - Custos e perdas 78 – Proveitos e ganhos 88 – Resultado Liquido do
financeiras. financeiros exercício
69 – Custos e perdas 79 – Proveitos e ganhos 89 – Dividendos
extraordinárias. extraordinários antecipados

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