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Djamila Ribeiro

Djamila Ribeiro é uma filósofa e ativista brasileira, reconhecida por sua defesa dos direitos dos negros e das mulheres, tendo recebido o Prêmio Jabuti em 2020 pelo livro 'Pequeno Manual Antirracista'. Ela é uma voz proeminente que aborda o racismo estrutural e a violência de gênero no Brasil, além de ter contribuído significativamente para o feminismo negro. Djamila também é membro da Academia Paulista de Letras e continua a influenciar o debate social e político no país.
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Djamila Ribeiro

Djamila Ribeiro é uma filósofa e ativista brasileira, reconhecida por sua defesa dos direitos dos negros e das mulheres, tendo recebido o Prêmio Jabuti em 2020 pelo livro 'Pequeno Manual Antirracista'. Ela é uma voz proeminente que aborda o racismo estrutural e a violência de gênero no Brasil, além de ter contribuído significativamente para o feminismo negro. Djamila também é membro da Academia Paulista de Letras e continua a influenciar o debate social e político no país.
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Djamila Ribeiro

Djamila Ribeiro (1980) é uma filósofa, ativista social, professora e educadora


brasileira, uma importante voz contemporânea em defesa dos negros e das
mulheres. Seu livro Pequeno Manual Antirracista, que trata do racismo estrutural
enraizado no Brasil, recebeu o prêmio Jabuti em 2020.

Djamila Taís Ribeiro dos Santos nasceu em Santos, São Paulo, no dia 1 de agosto
de 1980. Seu pai, José Ribeiro dos Santos era estivador, ativista do movimento
negro e um dos fundadores do Movimento Comunista em Santos. Sua mãe, Erani
Benedita dos Santos Ribeiro era empregada doméstica.

Djamila Ribeiro ingressou no curso de Filosofia na Escola de Filosofia, Letras e


Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo em 2007, aos 27 anos.
Concluiu a graduação em 2012 e o mestrado em Filosofia Política, com foco em
teoria feminista, em 2015, na mesma instituição.

Djamila começou a ganhar visibilidade nacional após escrever no portal Blogueiras


Negras que discutia assuntos referentes às feministas negras, e após ser
entrevistada em um programa na TV falando sobre feminismo negro, racismo e
filosofia.

Trabalhou como colunista da revista CartaCapital e da Revista AzMina. Em 2015,


escreveu o prefácio do livro “Mulheres, Raça e Classe” da filósofa norte-americana
Angela Davis. Em maio de 2016 foi nomeada secretária-adjunta da Secretaria de
Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. Em 2017, Djanira terminou seu
relacionamento depois de 13 anos.

Djamila mantém um relacionamento com o produtor Bruno Tardelli, que segundo ela
recebeu muitas críticas, por viver com um homem branco.
Djamila é uma figura importante no combate ao racismo

“O racismo estrutura a sociedade brasileira, e, assim sendo, está em todo


lugar.”

Djamila traz à tona o racismo estrutural, que é herança dos tempos da escravidão
e que condena, até os dias de hoje, a população negra a um determinado lugar
social, com piores índices de desenvolvimento humano e fora dos espaços de
poder.

Djamila também é militante da causa feminista

“A gente luta por uma sociedade em que mulheres possam ser consideradas
pessoas, que elas não sejam violentadas pelo fato de serem mulheres.”

Para Djamila, precisamos urgentemente repensar o feminismo no contexto


brasileiro uma vez que os números são assustadores no nosso país: a cada cinco
minutos uma mulher é agredida e a cada onze uma mulher é estuprada. Os casos
de feminicídio têm ganhado cada vez mais visibilidade demonstrando que a
violência de gênero é uma realidade também contemporânea.

Carreira literária e prêmios


Em 2017, Djanira publicou seu primeiro livro “O Que é Lugar de Fala?”, o livro foi um
dos finalistas do Prêmio Jabuti de 2018. Nesse mesmo ano, Djamila publicou seu
segundo livro, Quem Tem Medo de Feminismo Negro?

Em 2019, Djamila recebeu o Prêmio Prince Claus na categoria Filosofia, oferecido


pelo Ministério das Relações Exteriores da Holanda reconhecendo a sua luta
ativista. Nesse mesmo ano, foi escolhida como “Personalidade do Amanhã” pelo
governo francês.

Em 2020 recebeu o Prêmio Jabuti na categoria Ciências Humanas pelo livro


Pequeno Manual Antirracista. Em 2021, Djamila publicou Cartas Para Minha Avó,
um livro com histórias de sua vida.
Em maio de 2022 foi eleita para a Academia Paulista de Letras, para a cadeira 28,
antes ocupada pela escritora Lygia Fagundes Telles.

Frases de Djamila Ribeiro

“É impossível não ser racista tendo sido criado numa sociedade racista. É
algo que está em nós e contra o que devemos lutar sempre.”

“É importante estarmos em todos os lugares. Estarmos contra a maré, no


lado da resistência. Precisamos encontrar estratégias e conversar com um
número maior de pessoas.”

“Minha luta diária é para ser reconhecida como sujeito, impor minha
existência numa sociedade que insiste em negá-la.”

“Não basta só reconhecer o privilégio, precisa ter ação antirracista de fato. Ir


a manifestações é uma delas, apoiar projetos importantes que visem à
melhoria de vida das populações negras é importante, ler intelectuais negros,
colocar na bibliografia.”

“Não me interessa guardar para mim a reflexão se acredito na potência da


transformação das mentalidades.”

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