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IVAS

O documento aborda infecções virais e bacterianas do trato respiratório superior, destacando o resfriado comum, suas complicações como otite média aguda (OMA), e rinossinusite bacteriana aguda. O diagnóstico e tratamento são discutidos, enfatizando a importância de antibióticos em casos de OMA e a diferenciação entre infecções virais e bacterianas. Além disso, menciona outras condições como laringite, epiglotite e faringite, com foco em suas causas, manifestações e abordagens terapêuticas.

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IVAS

O documento aborda infecções virais e bacterianas do trato respiratório superior, destacando o resfriado comum, suas complicações como otite média aguda (OMA), e rinossinusite bacteriana aguda. O diagnóstico e tratamento são discutidos, enfatizando a importância de antibióticos em casos de OMA e a diferenciação entre infecções virais e bacterianas. Além disso, menciona outras condições como laringite, epiglotite e faringite, com foco em suas causas, manifestações e abordagens terapêuticas.

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IVAS

Resfriado comum
● Risco de complicações bacterianas – como OMA e sinusite bacteriana

● Resfriado x gripe
o Mucosa nasal e seios paranasais, acometimento nasofaringe por vírus
o Gripe influenza vírus, causa o quadro de influenza (gripe), manifestações
respiratórias com todo acometimento da arvore respiratória com outras
manifestações sistêmicas
● Rinovírus é o mais comum

● Coronavírus

● Vírus sincicial respiratório

Patogênese

● Contato direto

Manifestações

● Primeiro sintoma costuma ser odinofagia

● Coriza – mudança de cor não indica contaminação bacteriana

● Obstrução nasal e rinorreia

● Espirros

● Roncos

● Garganta arranhando

● Tosse noturna – gotejamento pós nasal

● Febre
Diagnóstico

● Clínico

● Costuma durar 1-2 semanas

Tratamento

● Antipiréticos 🡪 dipirona/ paracetamol/ ibuprofeno

● AINES não devem ser prescritos – AAS não deve ser prescrito com frequência – pois
em alguns casos contaminado pelo vírus de influenza ou varicela ao uso de AAS tem
risco de síndrome de Reye.
● Lavagem nasal com SF

● Rinorreia - anti-histamínico de primeira geração pelo efeito anticolinérgico antes de


dormir - Dexclorfeniramina: Polaramine / Hidroxizina: Hixizine / Clorfeniramina:
Benegrip

● Positividade influenza - Crianças menores de 3 anos, Oseltamivir, nas primeiras 48h

● Não utilizar descongestionantes e anti-histamínicos <2 anos

● Mel em >1 anos – uma colher de mel antes de dormir

Complicações do resfriado comum

OMA

● Principal complicação do resfriado comum pela tuba auditiva da criança ser mais
horizontalizada.

Etiologia

● Pneumococo

● Haemophillus influenza

● Moraxella catarrhalis

● <2 anos

● Sexo masculino

● Uso de chupeta e mamadeira favorecem a


horizontalização da tuba

Manifestações

● Dor – otalgia
● Irritabilidade

● Febre

● Levar a mão no ouvido

● Choro intenso

● Membrana timpânica abaulada e com perda de mobilidade

Otites virais costumam ser menos comum, mas quando promove acúmulo purulento da orelha
média geralmente há colonização secundária por bactérias, como: Streptococcus penumoniae,
Haemophilus influenzae e a moraxela – então uma OMA quase sempre é diagnostica quando
há infecção bacteriana, pois, essa sim causa sintomas,

A perfuração da membrana timpânica cessa a dor

● Otorreia – otite externa (geralmente pseudômonas – é a criança que não estava


doente, pela umidade de conduto fez OEA)
● Otorreia pela otite média ocorre na perfuração timpânica

Diagnóstico

● Otoscopia – normal: transparente, brilhante, côncava e


móvel
● OMA – Opaca, hiperemiada (pouco específica pode estar
relacionada ao choro, à febre) e abaulada

Um dos critérios abaixo para fechar o dg

Tratamento

● Analgésicos – dipirona/ paracetamol /ibuprofeno

● Avaliar se há necessidade de antibioticoterapia


**uso obrigatório de ATB

1. Primeira linha: Amoxicilina – 50mg/kg/dia 5 a 10 dias (crianças maiores de 2 anos


podem ser tratadas por 5 a 7 dias 12/12h)
2. Dose dobrada Amox 90mg/kg/dia dependendo do mecanismo de resistência
recomendada em algumas situações.
a. <2 anos
b. tratamento recente com atb
c. Criança de creche (pensa em pneumococo resistente)
Falha após 72h de tratamento - pensar em produção de B-lactamase = Haemophilos influenza
e moraxella OU alteração das proteínas ligadoras de penicilinas PBP = Pneumococo resistente

3. Amoxicilina + clavulanato – uso recente de Amox (30 dias), falha terapêutica (48-72h)
ou otite + conjuntivite (Haemophillus)

4. Amoxicilina dose dobrada + clavulanato - se já não iniciou com dose dobrada, dobrar
a dose

5. OU axetilcefuroxima (cefalosporina de 2ª geração)

6. OU Ceftriaxona IM

Não usar sulfa+trimetoprim pois o pneumococo é resistente

Segunda linha:

Clindamicina - Não é ativa contra haemophilus e moraxella (gram -) mas trata bem
pneumococo
**Otorreia através de um tubo de timpanostomia - Ototópico - Ciprofloxacino +
dexametasona (pega germes comuns, S. aureus, Pseudomonas - que são causas de otorreia
crônica).

Complicações da OMA

● Perfuração timpânica que ocorre em algumas semanas e cicatriza em pouco tempo

● Tendência à cronicidade - supurativa


o Pseudomonas, staphylo
o ATB EV
● Otite média secretora
o Evolução de alguns episódio
o Não é considerada falha terapêutica
o Efusão persistente sem otalgia, febre ou inflamação
o Conduta expectante – melhora em 3 meses
o Após 3 meses 🡪 otorrino para tubo de ventilação
● Mastoidite aguda

**sempre internar e ATB + TC de mastoide

Pode-se usar ceftriaxona (pensando em cobrir pneumococo) + oxacilina

OMA DE REPETIÇÃO

3 em 6 meses OU 4 em 12 meses (última há menos de 6 meses) = encaminhar para tubo de


ventilação.

Rinossinusite bacteriana aguda

- Dificuldade de drenagem de secreção nos seios paranasais – inflamação da mucosa de


revestimento nasal

● Necessário ter os seios da face aerados, nessa ordem - Etmoidal 🡪 maxilar 🡪 esfenoidal
🡪 frontal (5-7 anos)

Formação dos seios


Seio frontal pode complicar para meningite**

Etiologia -> igual aos da OMA

Manifestações clínicas

● Tosse persistente

● Secreção nasal/ congestão nasal

● Descarga nasal clara ou purulenta – principalmente à noite gotejamento pós-nasal – a


presença de secreção mucopurulenta é critério pra sinusite bacteriana, mas em
resfriado comum pode ocorrer também pelos debris celulares.
● Dor ou pressão fácil

● Febre

Quando pensar em quadros bacterianos:

● Quadro arrastado – persistência dos sintomas por dez ou mais dias de IVAS (Pensar
que houve superinfecção bacteriana)
● Quadro grave – febre alta, coriza purulenta, por mais de 3 dias consecutivos

● Quadro que piora – piora súbita de um quadro respiratório pensar em contaminação


bacteriana

**Sinal da dupla piora – Sintomas que melhoram e depois do 5 ou 6 dia piora novamente,
chama-se sinal da dupla piora.
Avaliação complementar – RX de seios da face – não se faz

TC de face - mas não é usual, não muda conduta. HIstória e exame físico fazem o diagnóstico

Mesmo que encontre alterações não diferencia contaminação bacteriana ou viral, portanto
não tem diferença clínica.

Tratamento

● Amox + Clavulanato 45-50mg/kg/dia – manter por mais 7 dias após a melhora clínica
- geralmente melhora em 3 dias, aí se adiciona mais 7 dias ao tto. Geralmente 10 dias
são suficientes.
● Alérgicos - azitromicina tem resistência elevada para pneumococo

o Cefuroxima

o Cefdinir

o Levofloxacino

Após 72h de tratamento sem melhora:

FR como atb nos últimos 3 meses, frequenta creche, <2 anos

● Se só amox, pode adicionar clavulanato para cobrir Haemophilus e Moraxela


produtora de b-lactamase
● Pneumococo resistente (fica resistente pela alteração nas proteínas ligadoras de
penicilina PBP) = Dobrar a dose da amox

Rinossinusites virais

● A maioria dos quadros é viral

Sintomatologia

● Semelhantes
Laringotraqueítes
Laringite – acomete apenas laringe
● Síndrome de crupe – rouquidão, tosse ladrante, estridor e desconforto respiratório

● Causa mais comum de estridor na infância

● Parainfluenza

IVAS 🡪 que acomete a laringe e causa os sintomas

Diagnóstico

● Clínico!

● Exames de imagem: Sinal da ponta do lápis ou da torre de igreja – pouco específico

Tratamento

● Manter VA pérvia

● Acalmar o paciente e evitar o choro

Adrenalina em casos mais graves e sempre monitorar, pois tem ação rápida mas duração curta

Crupe membranosa/ Traqueíte bacteriana


● Staphylococcus aureus

● Diagnóstico clínico + visualização direta da membrana com pus na traqueia

● Sintomas do crupe viral, mas com evolução rápida para uma insuficiência respiratória

● Intubação precoce – via aérea difícil

● Atb amplo espectro

Epiglotite
Posição do tripé

● Infecção grave de epiglote e estruturas supraglotes com obstrução completa das IVAS

● Alta letalidade

● Principais agentes: Haemophilus tipo B – antes da vacina

● Pós vacina – outros agentes – Strepto pyogenes, Staphylo aureus, HIB

Faringites
● Adenovírus bem importante por fazer
conjuntivite + faringite além de leucocitose
importante = Febre faringoconjuntival
● Coxsackie – síndrome mão pé boca -
Herpangina. Vesículas e úlceras em
orofaringe.
● VSR, EBV (Doença do beijo)

● Bacteriano pelo strepto B hemolítico do grupo


A

Bacteriano pelo pyogenes – complicação supurativa:


pode causar glomerulonefrite pós estreptocócicos ou
febre reumática.
Clínica

● Geralmente quando viral se tem outros sintomas múltiplos de INÍCIO GRADUAL COM
QUADRO GRIPAL

● Faringite + conjuntivite + febre = Adenovirus

● Sinais de escarlatina TRATA-SE DE ORIGEM BACTERIANA

o Exantema (sinal de filatow) poupando região perioral com língua em


framboesa

o Linhas de pastia que não somem à pressão

Combinar a clínica com teste rápido de detecção do antígeno estrepto ou a cultura de material
de orofaringe (padrão ouro)!!! Sensibilidade baixa

Diagnóstico

● Clínico
● Hemograma - leucocitose com 20-40% de linfócitos - predomínio - pode ajudar no Dg
diferencial com mononucleose
Tratamento

● Viral – sintomáticos + hidratação

● Strepto pyogenes (muito sensível a penicilina) – Amoxicilina VO 10 a 14 dias dias ou


Penicilina benzatina IM DU.

o Eritromicina / azitromicina se tem alergia

● Se não melhora com penicilina, pensar em mononucleose

Complicações

Abscesso amigdaliano 🡪 dor de garganta + trismo + desvio da úvula com abaulamento tonsilar
+ hot potato voice (adolescentes). Estrepto A + anaeróbio

● Atb como clinda e drenagem cirúrgica com agulha

Abscesso retrofaríngeo 🡪 dor de garganta + sialorreia + rigidez nucal

**Fazer tomo para avaliar a extensão

� Assegura a VA + ATB + Drenagem do abscesso


Quando infecções de repetição, pelo menos uma comprovada por strepto, tem indicação de
amigdalectomia - regra dos ímpares - 7 amigdalites no último ano, 5 nos últimos 2 anos e 3
nos últimos 3 anos.

Mononucleose
● EBV

● Início rápido com duração prolongada

● Acometimento de tecidos linfáticos + hepatoesplenomegalia

● Exames- hemograma com linfocitose às custas de atípicos + teste sorológicos

● Tratamento: Suporte + evitar esportes de contato

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