Aula 02
Química p/ Bombeiros-DF - Soldado (com videoaulas)
Professor: Wagner Bertolini
Química BOMBEIROS DF
Teoria e exercícios
Prof. WAGNER LUIZ – Aula 02
AULA: Radioatividade
SUMÁRIO PÁGINA
1. Conversa com o concursando 01
2. Radioatividade 01
3. Questões 18
1. Conversa com o concursando
Olá meus queridos alunos.
Hoje veremos o assunto relacionado à energia nuclear e todas as suas
características. Reações, fusão e fissão nuclear e as equações radioativas.
Uma aula mais light.
Portanto, muitos conceitos e exercícios para fazer.
Bons estudos,
Prof. Wagner.
2. RADIOATIVIDADE.
Radioatividade é o fenômeno pelo qual um núcleo instável emite
espontaneamente entidades (partículas, ondas) numa reação nuclear
denominada decomposição radioativa ou decaimento, transformando-se
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em outro núcleo mais estável. As entidades emitidas pelo núcleo são
denominadas de radiações.
O fenômeno da radioatividade é exclusivamente nuclear, isto é, ele se deve
unicamente ao núcleo do átomo. Ela não é afetada por nenhum fator
externo como pressão e temperatura.
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Descoberta da Radioatividade Natural
Este fenômeno foi descoberto, quase acidentalmente, por Henri Becquerel,
um cientista francês, em 1896. Quando estudava fluorescência dos sais de
urânio, descobriu que eles liberavam um novo tipo de radiação de alta
energia, capaz de escurecer uma chapa fotográfica. Aparentemente, esta
radiação nunca tinha sido detectada antes, apesar do elemento urânio ser
conhecido há mais de um século.
Becquerel mostrou que a velocidade de emissão da radiação a partir de um
sal de urânio [K2UO2(SO4)2 — sulfato duplo de Potássio e Uranilo] era
diretamente proporcional à quantidade de urânio presente.
Havia uma exceção a esta regra. Um certo mineral de urânio denominado
Pechblenda liberava radiação a uma velocidade quatro vezes maior do que
se calculava com base no conteúdo de urânio. Em 1898, Marie e Pierre
Curie, colegas de Becquerel na Universidade de Sourbone, tentaram
encontrar o ingrediente ativo de Pechblenda. Eles isolaram uma fração de
um grama de um novo elemento a partir de uma tonelada de minério. Este
elemento era mais intensamente radioativo do que o urânio. Eles
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denominaram-no polônio, em homenagem à Polônia, o país de origem de
Marie Curie. Seis meses mais tarde, os Curie isolaram outro elemento novo,
fortemente radioativo: o rádio. O prêmio Nobel de Física, em 1903, foi
concedido conjuntamente a Becquerel e aos Curie, devido ao feito
realizado.
A radiação liberada na radioatividade natural pode ser separada por um
campo elétrico ou magnético em três tipos distintos. A figura ao lado ilustra
tal separação através de utilização de um campo elétrico:
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Tipos de Radiações
Radiação Alfa ( )
Consiste em um feixe de partículas carregadas positivamente (partículas
alfa) com cargas 2 + e uma massa 4 na escala de massa atômica, que se
refere a dois prótons e dois nêutrons. Essas partículas são idênticas aos
núcleos de átomos de hélio comuns, .
Ao que parece, são emitidas com velocidade não muito inferior a 20.000
km/s. Têm pequeno poder de penetração. Quando atravessam uma
camada de ar, perdem rapidamente energia pela colisão com as moléculas
do ar, sendo, por este motivo, retidas em poucos centímetros. A radiação
alfa é interceptada por uma folha de papel ou pela camada de células
mortas da superfície da pele.
Radiação Beta ( )
A radiação beta é constituída por um feixe de partículas carregadas
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negativamente (partículas beta), idênticas, em propriedade, aos elétrons.
A ejeção de uma partícula beta (massa ≈ 0, carga = -1) converte um
nêutron (massa = 1, carga = 0) no núcleo em próton (massa = 1, carga =
+1).
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A partícula beta é cerca de sete mil vezes mais leve que a partícula alfa,
com velocidade que pode chegar a 95% da velocidade da luz, daí possuindo
maior poder de penetração. Ela atravessa uma forma de papel, porém é
interceptada por uma fina placa de chumbo. A radiação beta atravessa a
camada superficial da pele, podendo causar queimaduras, porém sem
chegar a atingir órgãos internos.
Radiação Gama ( )
Consiste em fótons de alta energia, de comprimento de onda muito curto
( = 0,0005 a 1,0 mm). A emissão de radiação gama acompanha a maioria
dos processos radioativos. Um núcleo excitado, resultante de uma emissão
alfa ou beta, libera um fóton (ondas eletromagnéticas) e passa para um
nível de energia mais baixo e mais estável.
Por causa de sua grande energia e ausência de massa, tem alto poder de
penetração. Atravessa facilmente a folha de papel, a placa de chumbo e
até uma chapa de aço. Só uma parede de chumbo ou um enorme bloco de
concreto são capazes de detê-la. A radioatividade gama passa facilmente
através do corpo humano, causando danos irreparáveis às células.
Entretanto, quando convenientemente dosadas, as radiações gama podem
ser utilizadas para tratar algumas espécies de câncer, pois destroem as
células cancerosas.
A figura acima mostra uma bomba de Cobalto: as radiações do Cobalto-60,
usadas cuidadosamente, bloqueiam o crescimento das células cancerosas.
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Veja o esquema:
As radiações gama são dirigidas através de um dispositivo para as células
cancerosas, destruindo-as.
Resumindo:
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Reações nucleares
Leis da Radioatividade
A emissão de partículas do núcleo de um átomo instável ocorre de acordo
com algumas leis básicas, que foram formuladas por Ernest Rutherford em
1903, por Kasumir Fajans, professor de físico-química da Universidade de
Munique, e por Frederick Soddy, professor em Oxford.
1a Lei da Radioatividade (Soddy)Quando um átomo emite uma partícula
alfa , transforma-se num elemento químico de número atômico (Z)
duas unidades menor e de no de massa (A) quatro unidades menor.
Genericamente temos:
Exemplo:
2a Lei da Radioatividade (Fajans) 25754805071
Quando um átomo emite partículas beta , transforma-se num elemento
químico de número atômico (Z) uma unidade superior e de mesmo número
de massa (A). Quando um átomo emite partículas beta , transforma-se
num elemento químico de número atômico (Z) uma unidade superior e de
mesmo número de massa (A).
Genericamente temos:
Exemplo
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Hipótese de Fermi
Enrico Fermi, um físico italiano, lançou a seguinte hipótese para explicar a
emissão de partículas (semelhante aos elétrons) a partir do núcleo de
um átomo:
“A partícula é emitida quando um nêutron instável se desintegra,
convertendo-se em um próton."
O próton fica no núcleo e, como a massa do próton é praticamente igual à
massa do nêutron, a massa total do átomo não se altera.
A partícula é expulsa do núcleo junto com a radiação e uma outra
partícula subatômica chamada de neutrino , de carga elétrica igual a
zero e massa desprezível.
Radioisótopos e meia vida (p ou t1/2)
Meia VidaÉ o tempo necessário para que metade do número de átomos de
determinada substância radioativa se desintegre.
Exemplos:
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Na figura abaixo, representa-se toda a série de decaimento radioativo do
Urânio-238. Cada emissão ALFA corresponde a uma diminuição de 4
unidades no número de massa atômica e de 2 unidades no número atômico,
pois a partícula alfa é o 4He2+. Uma emissão BETA não provoca alteração
no número de massa, uma vez que um nêutron se transforma em um
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próton: com um consequente aumento do número atômico. O processo
culmina com a emissão de elétrons - as partículas beta.
A radioatividade é um fenômeno estatístico. Isso significa que não é
possível prever quanto tempo um determinado átomo levará para se
desintegrar emitindo partículas ou ; mas é possível determinar quanto
tempo uma amostra desses átomos levará para se desintegrar.
Radioisótopos
Considere uma amostra de substância radioativa qualquer, tendo N0
átomos:
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Podemos observar que, a cada período de meia-vida (P) que se passa, o
número de átomos radioativos na amostra diminui pela metade.
Concluímos, então, que, após x períodos de meia-vida, o número de átomos
radioativos que resta na amostra (n) pode ser calculado pela relação:
onde:
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n = número de átomos final (restantes)
n0 = número de átomos inicial
X = número de períodos de meia-vida que se passou.
O tempo (t) necessário para que dos n0 átomos radioativos iniciais restem
apenas n pode ser calculado pelo produto:
Sendo o números de átomos (n) diretamente proporcional à massa (m) de
átomos na amostra, vale ainda a relação:
onde:
m = massa de átomos final (restantes)
m0 = massa de átomos inicial
X = número de períodos de meia-vida que se passou
Graficamente, podemos representar o processo de decaimento radioativo
através da curva exponencial de decaimento:
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Transmutação Artificial
A transmutação, velho sonho dos alquimistas, consiste em transformar um
elemento em outro.
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A primeira transmutação artificial foi realizada em 1919 por Rutherford,
que colocou uma amostra de um material radioativo (polônio) em um frasco
contendo nitrogênio. Após um certo tempo, verificou que o frasco continha
oxigênio e não mais nitrogênio. Então, concluiu que o nitrogênio
transformara-se em oxigênio.
O polônio emite partículas alfa, as quais bombardeiam os núcleos de
nitrogênio transformando-os em núcleos de oxigênio.
Assim:
As partículas são hoje aceleradas em grandes aceleradores, como o
ciclotron, o betatron e outros.
Atualmente, realiza-se um grande número de reações nucleares
bombardeando núcleos por núcleos mais leves, por partículas alfa, por
nêutrons, por núcleos de deutério , etc.
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Com o desenvolvimento da física nuclear, criaram-se em laboratório novos
elementos graças às reações nucleares. É o caso do Tc (Z = 43), Pm (Z =
61), At (Z = 85), Fr (Z = 87) e de todos com número atômico acima de 92.
Usos da energia nuclear e implicações ambientais
A preocupação do homem, principalmente nesta segunda metade do século
XX, tem sido a obtenção de energia. Todos nós sabemos da enorme
quantidade de energia que pode ser obtida de um processo nuclear. De
onde esta provém? A resposta é dada pela equação de Einsten ,
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baseada na idéia de que a massa pode ser convertida em energia. Essa
energia nuclear tão poderosa pode ser obtida através das reações de fissão
e fusão.
Fissão Nuclear
Em 1934, Enrico Fermi bombardeou átomos de urânio com nêutrons. A
princípio, ele desconfiou da formação de elementos com número atômico
maior que 92 (elementos transurânicos).
Em 1938, Otto Hahn Strassmann, repetindo a mesma experiência,
constatou a existência do bário entre os produtos obtidos. Estranho, pois o
bário, tendo número atômico 56, é um átomo com número atômico menor
que 92 (elemento cisurânico). No mesmo ano, Meitner e Frisch explicaram
o fenômeno admitindo a quebra ou fissão, ou desintegração do átomo
de urânio.
Equacionado o processo temos:
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Fusão Nuclear
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Consiste na síntese (reunião) de núcleos, dando origem a um núcleo maior
e mais estável, e na emissão de grande quantidade de energia. São
necessárias altas temperaturas para que ocorra a fusão nuclear.
Esse processo é o que ocorre no Sol, onde núcleos de hidrogênio leve
(prótio) se fundem, formando núcleos de hélio com liberação de alta
quantidade de energia.
Essa reação que ocorre no Sol não pode ser realizada artificialmente, pois
exige uma temperatura elevadíssima, da ordem de 10 milhões de graus
Celsius.
Entretanto, em 1952, os cientistas conseguiram realizar a fusão-
controlada, envolvendo não só prótio, mas também deutério, trítio e até
mesmo núcleos de hélio.
Cientistas prevêem a construção de reatores de fusão com muitas
vantagens sobre os reatores de fissão. As principais vantagens de um
reator de fusão seriam sua economia e a virtual ausência de detritos
radioativos e, portanto, não-poluentes. O maior problema que se encontra
neste tipo de reator está, não somente em se reproduzirem as
temperaturas necessárias à fusão, mas também em se conseguir um meio
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que suporte tais temperaturas.
Aplicações de alguns radioisótopos
A fissão nuclear não é usada apenas para artefatos nucleares ou reatores
nucleares, produtores de energia elétrica.
Através da fissão nuclear, podemos obter importantes isótopos radioativos,
denominados radioisótopos, que apresentam muitas aplicações pacíficas no
mundo moderno.
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Na indústria, os isótopos radioativos são usados no controle de qualidade
de chapas de metal e de outros materiais. Na medicina, os radioisótopos
são empregados no diagnóstico e no tratamento de uma série de moléstias.
Na agricultura, eles são usados para estudar o grau de absorção de
fertilizantes, na obtenção de cereais mais resistentes e na destruição de
insetos e fungos. A idade dos fósseis e da Terra pode também ser
determinada através do estudo das radiações.
Método da Datação com Carbono-14
Este método é usado para determinar a idade de plantas e animais fósseis,
de múmias, etc. e se baseia no processo a seguir descrito.
O isótopo carbono-14 forma-se a partir do 14N, pela ação dos raios cósmicos
que vêm do espaço sideral, atravessam a atmosfera e arrancam nêutrons
do ar. Estes, ao penetrarem na atmosfera, incidem sobre núcleos de
nitrogênio, transformando-os em 14C radioativo, cuja meia-vida é de 5 600
anos.
O carbono reage com o oxigênio do ar, formando gás carbônico , que
é absorvido pelas plantas (fotossíntese). Os animais que se alimentam de
plantas fixam carbono em seus tecidos. Para cada átomo de existem
1012 átomos de carbono comum. Essa proporção é constante enquanto o
animal ou vegetal estiver vivo. Ao morrerem, não havendo renovação dos
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organismos, a quantidade de 14C diminui progressivamente, por
desintegração, segundo a reação.
Deste modo, medindo a radioatividade residual do fóssil, devemos calcular
a sua idade. A grande dificuldade está no fato de essa radioatividade ser
muito fraca.
São necessários, pois, contadores de grande proporção e, ainda por cima,
isolados da influência de raios cósmicos e de seus subprodutos que chegam
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com freqüência à superfície da Terra. Com outras precauções, podemos
efetuar datações de até 40 000 anos, com erros da ordem de 200 anos.
Assim que um organismo morre, ele pára de absorver novos átomos de
carbono. A relação de carbono 12 por carbono 14 no momento da morte é
a mesma que nos outros organismos vivos, mas o carbono 14 continua a
decair e não é mais reposto. Numa amostra a meia-vida do carbono 14 é
de 5.600 anos, enquanto a quantidade de carbono 12, por outro lado,
permanece constante. Ao olhar a relação entre carbono 12 e carbono 14 na
amostra e compará-la com a relação em um ser vivo, é possível determinar
a idade de algo que viveu em tempos passados de forma bastante precisa.
Uma fórmula usada para calcular a idade de uma amostra usando a datação
por carbono 14 é: (apenas como curiosidade. Nunca vi cair isto em
qualquer prova).
t = [ ln (Nf/No) / (-0,693) ] x t1/2
em que In é o logaritmo neperiano, Nf/No é a porcentagem de carbono 14
na amostra comparada com a quantidade em tecidos vivos e t1/2 é a meia-
vida do carbono 14 (5.600 anos).
Por isso, se você tivesse um fóssil com 10% de carbono 14 em comparação
com uma amostra viva, o fóssil teria:
t = [ln (0,10)/(-0,693)] x 5.700 anos
t = [(-2,303)/(-0,693)] x 5.700 anos
t = [3,323] x 5.700 anos
t = 18.940 anos de idade 25754805071
Como a meia-vida do carbono 14 é de 5.700 anos, ela só é confiável para
datar objetos de até 60 mil anos. No entanto, o princípio usado na datação
por carbono 14 também se aplica a outros isótopos. O potássio 40 é outro
elemento radioativo encontrado naturalmente em seu corpo e tem meia-
vida de 1,3 bilhão de anos. Além dele, outros radioisótopos úteis para a
datação radioativa incluem o urânio 235 (meia-vida = 704 milhões de
anos), urânio 238 (meia-vida = 4,5 bilhões de anos), tório 232 (meia-vida
= 14 bilhões de anos) e o rubídio 87 (meia-vida = 49 bilhões de anos).
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O uso de radioisótopos diferentes permite que a datação de amostras
biológicas e geológicas seja feita com um alto grau de precisão. No entanto,
a datação por radioisótopos pode não funcionar tão bem no futuro.
Qualquer coisa que tenha morrido após os anos 40, quando bombas
nucleares, reatores nucleares e testes nucleares em céu aberto começaram
a causar mudanças, será mais difícil de se datar com precisão.
Bomba Atômica
O processo de fissão nuclear foi utilizado por um
grupo de cientistas, liderados por J. Robert
Oppenheimer, em Los Álamos (Novo México),
na fabricação da bomba atômica (Bomba A),
que foi detonada em 16 de julho de 1945, no
campo experimental do Novo México (EUA), e
militarmente usada no fim da Segunda Guerra Mundial contra as cidades
japonesas de Hiroshima (Bomba A de urânio-235 em 6/8/45) e de Nagasaki
(Bomba A de plutônio-238 em 9/8/45).
Japão equipara acidente nuclear de Fukushima a Chernobyl
Governo japonês iguala gravidade de crise ao maior acidente
nuclear da história
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Imagens divulgadas nesta segunda-
feira pela Tepco, a companhia
responsável pela usina, mostra
destruição no reator 3 de Fukushima.
Com a elevação do grau de gravidade
de 5 para 7, Fukushima se iguala a
Chernobyl como o maior desastre do gênero na história
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O governo do Japão elevou para 7 o nível de gravidade do acidente nuclear
na usina de Fukushima, atingindo a nota máxima na escala Ines e
equiparando a crise atual a Chernobyl, o maior desastre nuclear da história.
Desde o colapso do sistema de refrigeração dos reatores do complexo,
motivado pelo terremoto seguido de tsunami do dia 11 de março de 2011,
a Agência de Segurança Nuclear japonesa insistiu em classificar a crise em
Fukushima como grau 5, a despeito da observação de cientistas da
comunidade internacional de que o acidente deveria ser elevado ao menos
um ponto, dada a intensa liberação não apenas de fumaça, mas de material
radioativo na atmosfera.
Quatro dias após o acidente, no dia 15 de março, a Comissão Europeia
qualificou Fukushima como um "apocalipse", por considerar que as
autoridades locais perderam o controle da situação na central nuclear.
"Fala-se de apocalipse e acredito que é um termo particularmente bem
escolhido", declarou o comissário europeu de Energia, Günther Oettinger,
ante uma comissão do Parlamento Europeu em Bruxelas. "Praticamente
tudo está fora de controle", acrescentou o comissário.
Zona de segurança- O governo do Japão anunciou nesta segunda-feira
que ampliará as áreas de evacuação em torno da usina nuclear de
Fukushima no prazo de um mês em função da radioatividade que se
detectar em diferentes localidades.
O porta-voz japonês, Yukio Edano, disse que os novos planos de evacuação
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serão aplicados a localidades como Iitate, a 40 quilômetros da central, ou
ao povoado de Minami Soma, onde se mediram níveis de radioatividade
superiores aos permitidos.
Até o momento, o governo mantém uma área de exclusão de 20
quilômetros em torno da usina nuclear e recomenda àqueles moradores
que se encontrem entre 20 e 30 quilômetros da usina que permaneçam em
suas casas ou deixem a região.
Saiba mais sobre....
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Saiba Mais Como funciona.....
O Contador de Geiger
O contador Geiger (ou contador Geiger-Müller ou contador G-M)
serve para medir certas radiações ionizantes (partículas alfa, beta ou
radiação gama e raios-X, mas não os nêutrons). Este instrumento de
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medida, cujo princípio foi imaginado por volta de 1913 por Hans Geiger, foi
aperfeiçoado por Geiger e Walther Müller em 1928.
O contador Geiger é constituído de um tubo Geiger-Müller e de um sistema
de amplificação e de registro do sinal. O tubo Geiger-Müller, uma câmara
metálica cilíndrica no eixo da qual é tendido um fino fio metálico, é enchido
por um gás a baixa pressão. Uma tensão elétrica de ordem de 1000 volts
é estabelecida entre o cilindro (que tem papel de cátodo) e o fio (ânodo).
Quando uma radiação ionizante penetra no contador, ela ioniza o gás, isto
é, faz com que elétrons sejam liberados. Esses elétrons se multiplicam
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rapidamente por avalanche eletrônica, tornando o gás condutor durante
um curto tempo (fenômeno de descarga elétrica). Após amplificação, o
sinal elétrico assim produzido é registrado e traduzido para uma indicação
visual (agulha, lâmpada) ou sonoro.
Medicina Nuclear
Você provavelmente já viu, seja em hospitais ou em seriados médicos na
TV, pacientes submetendo-se a radioterapia para câncer, e médicos
requisitando tomografias computadorizadas para diagnósticos em seus
pacientes. Essas são partes de uma especialidade médica chamada
medicina nuclear. A medicina nuclear usa substâncias radioativas para
obter imagens do corpo humano e tratar doenças. Tanto a fisiologia como
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a anatomia do organismo são consideradas para estabelecer o diagnóstico
e o tratamento.
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3. QUESTÕES
01. (UNIPAMPA - TÉCNICO DE LABORATÓRIO– CESPE/2013-
MODIFICADA). A respeito de teoria atômica, julgue: Quanto menor o
comprimento de onda de uma radiação eletromagnética e menor a
compactação da matéria, mais penetrante será a radiação. Assim,
justificam-se as preocupações que as pessoas devem ter quanto à
exposição às radiações ultravioleta, raios X e raios gama.
RESOLUÇÃO:
As radiações eletromagnéticas de baixo comprimento de onda apresentam
alta frequência e níveis energéticos, têm maior poder de penetração e
possibilidade de causar danos aos tecidos, ou mesmo, genéticos.
Resposta: “CERTO”.
02. (UNIPAMPA - TÉCNICO DE LABORATÓRIO– CESPE/2013). A
radioatividade é composta por três tipos distintos de radiação. As radiações
alfa, que são carregadas positivamente; as radiações beta, compostas por
elétrons acelerados; e as radiações gama, que são ondas eletromagnéticas
de alta energia.
RESOLUÇÃO:
Estas são as características das radiações nucleares. Lembrando que alfa e
beta são partículas e a emissão gama são ondas eletromagnéticas.
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Resposta: “CERTO”.
03. (UNIPAMPA - TÉCNICO DE LABORATÓRIO– CESPE/2013-
MODIFICADA). A respeito de teoria atômica, julgue: Quanto menor o
comprimento de onda de uma radiação eletromagnética e menor a
compactação da matéria, mais penetrante será a radiação. Assim,
justificam-se as preocupações que as pessoas devem ter quanto à
exposição às radiações ultravioleta, raios X e raios gama.
RESOLUÇÃO:
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As radiações eletromagnéticas de baixo comprimento de onda apresentam
alta frequência e níveis energéticos, têm maior poder de penetração e
possibilidade de causar danos aos tecidos, ou mesmo, genéticos.
Resposta: “CERTO”.
04. (PM SOROCABA - PROFESSOR DE QUIMICA – VUNESP/2012). O
elemento químico que se forma quando o nuclídeo 24Na emite uma
partícula – é o
(A) neônio.
(B) magnésio.
(C) potássio.
(D) cálcio.
(E) cloro.
RESOLUÇÃO:
Quando um elemento radioativo emite uma partícula - seu número
atômico aumenta em uma unidade e sua massa não se altera. Logo:
24 24
11Na + -1 0 12X
Consultando a tabela periódica (fornecida na prova), podemos concluir que
o elemento X é o Magnésio.
Resposta: “B”.
05. (SEE/RJ - PROFESSOR I DE QUÍMICA – CEPERJ/2013). O Departamento
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de Energia dos EUA produziu seu primeiro lote de plutônio usado para
alimentar sondas espaciais, sem fins armamentistas, desde que desligou
seu reator nuclear, há 25 anos, segundo informaram funcionários da NASA.
(Disponível em: [Link]
plutonio-para- alimentar-sondas-espaciais-7881294. Acesso em março de
2013.)
Este radionuclídeo pode ser sintetizado pelo bombardeio de núcleos de
urânio-238 com deutério, produzindo netúnio-238. O netúnio-238 sofre um
decaimento produzindo o plutônio-238, esse decaimento ocorre com a
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emissão de partícula:
A) alfa
B) beta
C) gama
D) próton
E) nêutron
RESOLUÇÃO:
238 + 1H3 238
92U 93Np
238 238
93Np 94Pu
Observe que a massa não se altera. Portanto, pode-se excluir a partícula
alfa. Gama também pode ser excluída porque não altera o elemento
químico em outro, ao ser emitida. Próton e nêutron têm massa. Portanto,
não poderiam ser emitidas porque modificariam a massa inicial. Resposta:
BETA. Não altera a massa, mas altera o número atômico, aumentando em
uma unidade.
Resposta: “B”.
06. (SEE/SP - QUIMICA - PEB II – FGV/2013). Diferentemente de outros
elementos transurânicos, descobertos como resultado de um longo e
cuidadoso planejamento (...) os elementos 99 e 100 foram descobertos
“acidentalmente”, tendo sido gerados em uma explosão termonuclear em
1952. A síntese desses novos elementos deu-se pela captura de nêutrons
por parte do Urânio–238, seguida de emissão de partículas beta.
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(FARIAS, R. F. Para gostar de ler a História da Química, 3ª ed. Campinas,
SP: Editora Átomo, 2008, p.73. Adaptado).
A emissão de partículas beta negativa nesse processo ocasionou
(A) a diminuição da massa do átomo bombardeado.
(B) a diminuição do número de elétrons no átomo formado.
(C) a diminuição da carga nuclear do átomo bombardeado.
(D) o aumento do número de prótons em relação ao átomo inicial.
(E) o aumento do número de nêutrons em relação ao átomo inicial.
RESOLUÇÃO:
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Questão simples de se resolver: basta lembrar que a emissão de partícula
beta ocorre pela quebra de um nêutron originando um próton a mais no
núcleo. Logo, ocorre aumento do número atômico do elemento emissor.
Resposta: “D”.
07. (PM-MG - PROFESSOR II DE QUÍMICA - FCC/2012). O nuclídeo
formado após a emissão de uma partícula alfa por um nuclídeo de número
atômico 92 e número de massa 238 possui número atômico:
(A) 88 e número de massa 236.
(B) 92 e número de massa 237.
(C) 90 e número de massa 234.
(D) 91 e número de massa 238.
RESOLUÇÃO:
A equação da emissão radioativa é:
238 4 238-4. 234.
92X + 2 + 92-2R Logo, 90R
Resposta: “C”.
08. (SEE/RJ - PROFESSOR I DE QUÍMICA – CEPERJ/2013). O Departamento
de Energia dos EUA produziu seu primeiro lote de plutônio usado para
alimentar sondas espaciais, sem fins armamentistas, desde que desligou
seu reator nuclear, há 25 anos, segundo informaram funcionários da NASA.
(Disponível em: [Link]
plutonio-para- alimentar-sondas-espaciais-7881294. Acesso em março de
25754805071
2013.)
Este radionuclídeo pode ser sintetizado pelo bombardeio de núcleos de
urânio-238 com deutério, produzindo netúnio-238. O netúnio-238 sofre um
decaimento produzindo o plutônio-238, esse decaimento ocorre com a
emissão de partícula:
A) alfa
B) beta
C) gama
D) próton
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E) nêutron
RESOLUÇÃO:
238 + 1H3 238
92U 93Np
238 238
93Np 94Pu
Observe que a massa não se altera. Portanto, pode-se excluir a partícula
alfa. Gama também pode ser excluída porque não altera o elemento
químico em outro, ao ser emitida. Próton e nêutron têm massa. Portanto,
não poderiam ser emitidas porque modificariam a massa inicial. Resposta:
BETA. Não altera a massa, mas altera o número atômico, aumentando em
uma unidade.
Resposta: “B”.
09. (SEE/RJ - PROFESSOR I DE QUIMICA – CEPERJ/2013). A lei de
velocidade de uma reação de decaimento nuclear corresponde a uma
equação diferencial que relaciona a variação das concentrações das
espécies com o tempo. Considerando uma reação de primeira ordem, a
fração que decaiu da espécie radioativa após um período de três meias-
vidas é:
A) 1/6
B) 1/3
C) 1/2
D) 3/4
E) 7/8 25754805071
RESOLUÇÃO:
O tempo de meia-vida é o tempo necessário para que metade da amostra
radioativa seja transformada.
Logo teremos a seguinte situação após 3 meias-vidas:
m---- m/2 ----- m/4------ m/8.
Portanto, restará ainda m/8 de material radioativo. Logo, foi transformado
o correspondente a m7/8.
Resposta: “E”.
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10. (SEE/SP - QUIMICA - PEB II – FGV/2013). Diferentemente de outros
elementos transurânicos, descobertos como resultado de um longo e
cuidadoso planejamento (...) os elementos 99 e 100 foram descobertos
“acidentalmente”, tendo sido gerados em uma explosão termonuclear em
1952. A síntese desses novos elementos deu-se pela captura de nêutrons
por parte do Urânio–238, seguida de emissão de partículas beta.
(FARIAS, R. F. Para gostar de ler a História da Química, 3ª ed. Campinas,
SP: Editora Átomo, 2008, p.73. Adaptado).
A emissão de partículas beta negativa nesse processo ocasionou
(A) a diminuição da massa do átomo bombardeado.
(B) a diminuição do número de elétrons no átomo formado.
(C) a diminuição da carga nuclear do átomo bombardeado.
(D) o aumento do número de prótons em relação ao átomo inicial.
(E) o aumento do número de nêutrons em relação ao átomo inicial.
RESOLUÇÃO:
Questão simples de se resolver: basta lembrar que a emissão de partícula
beta ocorre pela quebra de um nêutron originando um próton a mais no
núcleo. Logo, ocorre aumento do número atômico do elemento emissor.
Resposta: “D”.
11. (PM SOROCABA - PROFESSOR DE QUIMICA – VUNESP/2012). O
elemento químico que se forma quando o nuclídeo 24Na emite uma
partícula – é o 25754805071
(A) neônio.
(B) magnésio.
(C) potássio.
(D) cálcio.
(E) cloro.
RESOLUÇÃO:
Quando uma elemento radioativo emite uma partícula - seu número
atômico aumenta em uma unidade e sua massa não se altera. Logo:
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24 24
11Na + -1 0 12X
Consultando a tabela periódica (fornecida na prova), podemos concluir que
o elemento X é o Magnésio.
Resposta: “B”.
12. (PM-MG - PROFESSOR II DE QUÍMICA - FCC/2012). O nuclídeo
formado após a emissão de uma partícula alfa por um nuclídeo de número
atômico 92 e número de massa 238 possui número atômico:
(A) 88 e número de massa 236.
(B) 92 e número de massa 237.
(C) 90 e número de massa 234.
(D) 91 e número de massa 238.
RESOLUÇÃO:
A equação da emissão radioativa é:
238 4 238-4. 234.
92X 2 + 92-2R Logo, 90R
Resposta: “C”.
13. Um radioisótopo emite uma partícula e posteriormente uma partícula
, obtendo-se ao final o elemento 91Pa234. O número de massa e o número
atômico do radioisótopo original são, respectivamente:
Gab: 238 e 92
14. O físico brasileiro César Lattes desenvolveu importante pesquisas com
25754805071
emulsões nucleares contendo átomos de boro (5B10) bombardeados por
nêutrons. Quando um nêutron em grande velocidade, atinge o núcleo de
um átomo de 5B10, e é por ele absorvido, dá origem a dois átomos de um
certo elemento químico e a um átomo de trítio (1H3).
a)identifique esse elemento químico , indicando seu número atômico e seu
número de massa.
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b)uma certa massa inicial do radioisótopo trítio reduz-se a 200g em 36
anos. A mesma massa inicial leva 12 anos para se reduzir a 50g. Calcule o
tempo de meia-vida do trítio.
Gab:
a) 5B10 + 0n1 2 2He4 + 1H
3
b) 12 anos
15. Radioisótopos são utilizados como elementos traçadores em pesquisa
científica. Uma utilização de grande importância é a do traçador 32P, um
emissor beta, que em agricultura já proporcionou melhoramentos na
produção do milho e seu conseqüente barateamento, através da diminuição
de seu tempo de maturação e maior produção por área.
a)Escreva a equação de decaimento do 32P quando ele emite uma partícula
beta.
b)Qual a partícula emitida na produção de 32P, a partir do bombardeamento
do nuclídeo 35Cl por um nêutron? Justifique sua resposta.
Gab:
a) 15P
32 -1
o + 16S
32
b) Partícula
16. Radioatividade é o fenômeno pelo qual um núcleo instável emite
espontaneamente determinadas partículas e ondas, transformando-se em
outro núcleo mais estável. 25754805071
As partículas e ondas emitidas pelo núcleo recebem genericamente o nome
de radiações.
O fenômeno da radioatividade é exclusivamente nuclear, isto é, ele se deve
unicamente ao núcleo do átomo.
Um átomo Y, de número atômico 88 e número de massa 226, emite duas
partículas alfa, transformando-se num átomo X, o qual emite uma partícula
beta, produzindo um átomo W.
Considerando essas informações, faça o que se pede:
a)Determine Z e A do átomo X.
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b)Determine Z e A do átomo W.
Gab:
a) Z = 86; A = 222
b) Z = 87; A = 222
17. A sequência simplificada abaixo mostra as etapas do decaimento
radioativo do isótopo urânio-238:
238 I 234 II 234 III 210 IV 206
90Th 91 Pa 84 Po 82 Pb
92 U
Determine o número de partículas e emitidas na etapa III e identifique,
por seus símbolos, os átomos isóbaros presentes na sequência.
Gab:
Foram emitidas 6 e7 ; Átomos isóbaros: Th e Pa
18. Uma maneira de obter imagens de órgãos do corpo humano é por meio
da injeção endovenosa de compostos químicos contendo tecnécio-99, um
emissor de radiação gama. Dependendo da carga do composto de tecnécio,
ele tem acesso a diferentes órgãos e se acumula onde houver maior
atividade metabólica. Os compostos contendo tecnécio-99, por sua vez, são
obtidos a partir de compostos de molibdênio-99, um emissor –.
Dados os números atômicos para o Mo = 42 e para o Tc = 43, escreva a
equação nuclear para a formação de tecnécio-99 a partir de molibdênio-99.
Gab:
Quando ocorre emissão de partícula beta (elétron), o número
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atômico aumenta uma unidade e o número de massa fica constante.
Equação nuclear para a formação do 99Tc a partir do 99Mo:
99
42 Mo 1
0
99
43Tc
19. Em sua 42ª Assembléia Geral, realizada em 2003, a União Internacional
de Química Pura e Aplicada (IUPAC) oficializou o nome Darmstádio, com
símbolo Ds, para o elemento químico resultante da fusão nuclear de
isótopos de Níquel de número de massa 62 com isótopos de Chumbo de
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número de massa 208, havendo a liberação de 1 nêutron, conforme a
reação nuclear a seguir.
62
28 Ni 208
82 Pb 110 Ds 0 n
A 1
a)Determine a posição que o Darmstádio ocupará na Tabela Periódica e
calcule seu número de massa (A).
b)Os átomos de Darmstádio são extremamente instáveis e decaem até o
Nobélio através da emissão de partículas .
Determine o número de partículas emitidas e os elementos gerados
durante o processo de decaimento radioativo do Darmstádio até o Nobélio.
Gab:
a) Grupo: 10 ou VIII ou VIII B (Período 7º) ; Número de massa: A = 269
b) 4 partículas são emitidas ; Hássio (Hs), Seabórguio (Sg) e Rutherfórdio
(Rf).
20. Em 1999, a região de Kosovo, nos Bálcãs, foi bombardeada com
projéteis de Urânio empobrecido, o que gerou receio de contaminação
radioativa do solo, do ar e da água, pois urânio emite partículas alfa.
a)O que deve ter sido extraído do urânio natural, para se obter o urânio
empobrecido? Para que se usa o componente retirado?
b)Qual a equação da primeira desintegração nuclear do urânio-238?
Escreva-a, identificando o nuclídeo formado.
c)Quantas partículas alfa emite, por segundo, aproximadamente, um
projétil de urânio empobrecido de massa 1 kg? 25754805071
Dados: composição do urânio natural........................ U-238 - 99,3%
U-235 - 0,7%
meia-vida do U-238 ....................................... 5 x 109 anos
constante de Avogadro.................................. 6 x 1023 mol-1
1 ano ............................................................ 3 x 107s
alguns elementos e respectivos números atômicos
88 89 90 91 92 93 94 95 96
Ra Ac Th Pa U Np Pu Am Cm
Gab:
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a) Para obter urânio empobrecido, deve-se retirar, do urânio natural, o
urânio 235. O urânio 235 é utilizado em reatores de fissão nuclear e na
bomba atômica.
b) 1 . 107 partículas
92 U2 90Th
238 4 234
21. O iodo 131 ( 131
53 I ) ainda é muito utilizado como traçador radioativo para
exames da glândula tireóide. Entretanto, nos últimos anos vem sendo
substituído pelo iodo 123 ( 123
53 I ), tão eficiente quanto o iodo 131 para essa
finalidade, e que passou a ser produzido no Brasil pelo Instituto de
Pesquisas Energéticas e Nucleares, IPEN. A substituição pelo 123
53 I traz
vantagens para os pacientes e para o meio ambiente, pois a radiação
produzida é de menor energia, não há emissão de partículas e a meia-
vida é menor.
Sabe-se que a partícula corresponde a um elétron ( 01 e ), que a radiação
é um tipo de radiação eletromagnética –como o é a luz – e que os processos
ocorrem de acordo com as informações apresentadas nos esquemas a
seguir.
131
53 I y
x Xe + + com
E = 0,61 MeV,
E = 364 keV e
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t½ = 8 dias.
123
53 I 123
53 I + com
E = 159 keV
e t½ = 1/2 dia.
a)Determine o número de prótons e de nêutrons existentes em cada átomo
de iodo 131 e em cada átomo de xenônio produzido.
b)Sabendo que as técnicas empregadas nesse tipo de exame se baseiam
na medida da quantidade de radiação emitida em um determinado intervalo
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de tempo, explique por que são necessárias menores quantidades de
átomos do isótopo radioativo quando se utiliza 123
53 I em substituição ao 131
53 I .
Gab:
p 53
53 I
131
n 78
a)
p 54
54 Xe
131
n 78
b)porque o I–123 apresenta menor período de meia–vida. Assim, a
radiação necessária para o exame será obtida num menor intervalo de
tempo, quando se utiliza a mesma quantidade dos dois isótopos.
22. Glenn T. Seaborg é um renomado cientista que foi agraciado com o
Prêmio Nobel de Química de 1951 por seus trabalhos em radioquímica. Em
1974 foi sintetizado, nos Estados Unidos, o elemento de número atômico
106 que, em sua homenagem, teve como nome proposto Seaborgium
(106Sg), ainda não homologado.
a) O bombardeio do 249 263
98Cf por um elemento X produz o 106Sg e4
nêutrons.
Determine o número atômico e o número de massa do elemento X.
b) Sabendo que um determinado isótopo do 106Sg perde 50% de sua massa
inicial em 10 segundos, calcule a massa final de uma amostra de 800
gramas deste isótopo após 30 segundos.
Gab:
a) 99Cf
248 + aXb 106Sg
263 + 4 0n1, logo: 6X18
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Resp: Nº atomico 8 e A = 18
b) mf = mi/23 mf = 800/8 mf = 100 gramas
23. O físico brasileiro César Lattes desenvolveu importante pesquisas com
emulsões nucleares contendo átomos de boro (5B10) bombardeados por
nêutrons.
Quando um nêutron em grande velocidade, atinge o núcleo de um átomo
de 10
5B , e é por ele absorvido, dá origem a dois átomos de um certo
elemento químico e a um átomo de trítio (1H3).
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a)identifique esse elemento químico , indicando seu número atômico e seu
número de massa.
b)uma certa massa inicial do radioisótopo trítio reduz-se a 200g em 36
anos. A mesma massa inicial leva 12 anos para se reduzir a 50g. Calcule o
tempo de meia-vida do trítio.
Gab:
a) 5B10 + 0n1 2 2He4 + 1H
3
b) 12 anos
24. Radioatividade é o fenômeno pelo qual um núcleo instável emite
espontaneamente determinadas partículas e ondas, transformando-se em
outro núcleo mais estável.
As partículas e ondas emitidas pelo núcleo recebem genericamente o nome
de radiações.
O fenômeno da radioatividade é exclusivamente nuclear, isto é, ele se deve
unicamente ao núcleo do átomo.
Um átomo Y, de número atômico 88 e número de massa 226, emite duas
partículas alfa, transformando-se num átomo X, o qual emite uma partícula
beta, produzindo um átomo W.
Considerando essas informações, faça o que se pede:
a)Determine Z e A do átomo X.
b)Determine Z e A do átomo W.
Gab: 25754805071
a) Z = 86; A = 222
b) Z = 87; A = 222
25. A pedra filosofal, sonho dos alquimistas, consistia em uma fórmula
secreta capaz de converter metais comuns em ouro. Um cientista moderno,
mas não menos sonhador, afirma que encontrou a fórmula secreta e a
propôs na seguinte versão:
Pb + He Au + X
Dados:
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Números de Massa: He = 4; Au = 197; Pb = 206.
a)Diga qual o nome do elemento X.
b)Dê uma explicação para o fato de que nas reações nucleares, como o
anterior, a soma das massas dos reagentes não é igual à soma das massas
dos produtos.
Gab:
a) 82Pb + 2He 79Au + 5X,
logo o X é o Boro
b) a soma dos Números de Massa é a mesma ou seja o número de massa
do Boro é 13, que ao ser somado com a do Ouro (197), resulta em uma
soma igual a 210, que é a mesma soma para os reagentes. Porém, a massa
é diferente uma vez que ocorre conversão de massa em energia.
26. Mais de uma vez a imprensa noticiou a obtenção da chamada fusão
nuclear a frio, fato que não foi comprovado de forma inequívoca até o
momento. Por exemplo, em 1989, Fleishman e Pons anunciaram ter obtido
a fusão de dois átomos de deutério formando átomos de He, de número de
massa 3, em condições ambientais. O esquema mostra, de forma
simplificada e adaptada, a experiência feita pelos pesquisadores.
+
Paládio
Platina
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- - -- - -
- -- - -
-
- - - -
- - - -
D2O (água pesada) + eletrólito
Uma fonte de tensão (por exemplo, uma bateria de carro) é ligada a um
eletrodo de platina e a outro de paládio, colocados dentro de um recipiente
com água pesada (D2O) contendo um eletrólito (para facilitar a passagem
da corrente elétrica). Ocorre eletrólise da água, gerando deutério (D 2) no
eletrodo de paládio. O paládio, devido às suas propriedades especiais,
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provoca a dissociação do D2 em átomos de deutério, os quais se fundem
gerando 3He com emissão de energia.
a)Escreva a equação balanceada que representa a semi-reação que produz
D2 no eletrodo de paládio. Explique a diferença existente entre os núcleos
de H e D.
b)Escreva a equação balanceada que representa a reação de fusão nuclear
descrita no texto e dê uma razão para a importância tecnológica de se
conseguir a fusão a frio.
Gab:
a) A semi-reação que ocorre no pólo negativo da cuba eletrolítica é:
cátodo: 2D2O + 2e– red
D2 + 2OD–2
O deutério e o prótio são isótopos do hidrogênio, deste modo, ambos os
núcleos possuem o mesmo número de prótons (Z) e diferem no número de
nêutrons.
1 2
1H 1H
1próton 1próton
1nêutron
b) A reação de fusão nuclear descrita:
2 21D 3
2 He + 1
0n
As fusões nucleares conhecidas ocorrem em condições solares
(temperatura e pressão muito elevadas), o que limita e muito as suas
aplicações tecnológicas: uma fusão nuclear a frio (condições do ambiente)
é muito importante porque eliminaria as limitações citadas.
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27. (FUVEST SP). A proporção do isótopo radioativo do carbono (14C),
com meia-vida de, aproximadamente, 5.700 anos, é constante na
atmosfera. Todos os organismos vivos absorvem tal isótopo por meio de
fotossíntese e alimentação. Após a morte desses organismos, a quantidade
incorporada do 14C começa a diminuir exponencialmente, por não haver
mais absorção.
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Teoria e exercícios
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a) Balanceie a equação química da fotossíntese, reproduzida na folha de
respostas, e destaque nela o composto em que o 14C foi incorporado ao
organismo.
Luz solar
CO2 + H2O C6H12O6 + H2O + O2
b) Por que um pedaço de carvão que contenha 25% da quantidade
original de 14C não pode ser proveniente de uma árvore do início da era
cristã?
c) Por que não é possível fazer a datação de objetos de bronze a partir
da avaliação da quantidade de 14C?
Gab:
Luz solar
a) 6 CO2 + 12 H2O C6H12O6 + 6H2O + 6O2
Quimicamente, a reação de fotossíntese pode ser representada pela
equação balanceada:
Luz solar
6CO2 + 6H2O C6H12O6 + 6O2
b) Porque o tempo total do processo seria de 11.400 anos
Um pedaço de carvão com essas características só poderia provir de uma
árvore morta antes do início da era cristã, ou seja, há mais de 2010 anos.
c) Porque o bronze é fundamentalmente uma liga entre cobre e estanho.
Não há carbono-14 para se efetuar a datação.
Bons estudos.
Até a próxima aula!!! 25754805071
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