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Cated Ral

O documento aborda a importância das catedrais góticas como símbolos de poder e orgulho cívico durante o renascimento urbano da Europa entre os séculos XII e XIV, destacando seu papel central na vida religiosa e cultural. A evolução econômica e social resultou no crescimento das cidades e na formação da burguesia, enquanto a arquitetura gótica refletia a busca por uma nova espiritualidade e estética. A crise do século XIV, marcada por guerras e epidemias, interrompeu temporariamente esse desenvolvimento, mas as catedrais permaneceram como expressões da vitalidade comunitária e do progresso cultural.
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Cated Ral

O documento aborda a importância das catedrais góticas como símbolos de poder e orgulho cívico durante o renascimento urbano da Europa entre os séculos XII e XIV, destacando seu papel central na vida religiosa e cultural. A evolução econômica e social resultou no crescimento das cidades e na formação da burguesia, enquanto a arquitetura gótica refletia a busca por uma nova espiritualidade e estética. A crise do século XIV, marcada por guerras e epidemias, interrompeu temporariamente esse desenvolvimento, mas as catedrais permaneceram como expressões da vitalidade comunitária e do progresso cultural.
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Modulo 4

A catedral, furto do ressurgimento da vida urbana, tornou-se um símbolo do poder dos reis e dos nobres
e concretizou o orgulho cívico de uma população em crescimento. Ela propiciou aos bispos, ao clero
secular, às escolas catedralícias e às universidades de um enorme papel interventivo, pois é lá que os
mestres de Teologia pregam os seus sermões, que os autos e as festas religiosas se realizam, que
começam ou acabam as procissões. Ela é o centro vivo da vida urbana.

A catedral tem de ser magnifica, porque é a morada de Deus. Pelo seu tamanho e pelo seu espaço interior
repleto de luz torna-se um meio de ligação entre o divino e o humano, sendo as suas imagens e relíquias
tidas como parte da vivência quotidiana.

Na sequência do crescimento económico, iniciado por volta do Ano Mil, e do tímido florescimento cultural
e artístico que dera vida ao Românico, a Europa viveu, a partir do século XII, no chamado renascimento
do século XII, uma fase de expansão que durou até meados do século XIV. Este já foi de depressão, da
qual a Europa só recuperou em inícios do século XV.

No domínio económico, este período iniciou-se com o progressivo desenvolvimento das atividades
mercantis, resultantes do crescimento da agricultura excedentária e do impulso das atividades artesanais.
Este facto fez reacender os mercados internos e externos multiplicando as feiras e contribuindo para o
aparecimento das atividades financeiras (surgimento dos câmbios, das letras de câmbio e dos cambistas,
como atividade especializada), instalando, para ficar, a economia monetária.

O desenvolvimento económico acarretou o crescimento e o enriquecimento das cidades, que foram as


sedes da produção artesanal, do mercados e negócios, bem como o palco do desenvolvimento cultural e
social desta época.

Este desenvolvimento económico e material teve repercussões no campo social. Proporcionou o


crescimento demográfico e , com ele, a libertação de mão de obra camponesa que se desloca dos campos
para as cidades, onde tomou forma um novo grupo social – a burguesia -, constituído por artesãos,
mercadores, lojistas, letrados e outros. Maioritariamente urbana, a burguesia medieval formara-se à
margem do sistema feudo-senhorial, afastando-se do povo rural.

Em muitas cidades gerou-se um movimento de luta pela autonomia administrativa – movimento comunal
– que as subtraiu à administração feudo-senhorial e lhes conferiu um estatuto de maior liberdade.

No âmbito político, incrementou-se a centralização da governação na figura dominante dos reis – foi o
despertar da realeza. Todos os monarcas deste período se empenharam na centralização político
administrativa dos seus territórios. Isto não se fez sem crises internas e rivalidades externas que, por
vezes, impuseram duras guerras (como a dos Cem anos).

No mapa político da Europa de então dominavam os reinos; contudo, havia outros regimes
(monárquico, réepública oligárquica, de cariz aristocrático ou burguês) como o das cidades- estado (na
Itália e em certas zonas do Sacro Império Romano-Gêrmanico).

Culturalmente, em torno destes poderes centralizados geraram-se pequenas elites cortesãs (formadas
por nobres, eclesiásticos e grandes burgueses), apreciadoras de um novo estilo de vida mais cortês e
pacífico, onde se desenvolveram novas exigências culturais e hábitos de luxo e ostentação. Foi neste meio
que se enraizaram algumas práticas de mecenato, provenientes incialmente de reis e clero.

Este período registou, também, grande desenvolvimento da cultura escrita, concretizado no aumento do
número de escolas e na fundação das universidades, cujo ensino ficou marcado pela filosofia escolástica.

O pensamento escolástico do final da Idade Média dividiu-se em duas tendências: uma idealista e mística
e outra racional e naturalista.
Esta atitude teve como consequências a humanização da religião e um maior interesse por parte dos
sábios e intelectuais da época – ainda que clérigos – pelo mundo das coisas materiais e concretas, como
a Natureza em todas as suas formas. Daqui decorre o renascimento das ciências.

A evolução do pensamento escolástico reflete, em última análise algumas mudanças noc omportamento
e mentalidade das populações desta época: um maior pragmatismo e a procura de um conhecimento
novo, menos teocêntrico e mais humanizado do Homem e do Mundo.

Este crescimento foi provisoriamente travado, na segunda metade do século XIV, pela grande depressão,
crise provocada por uma série de maus anos agrícolas e sequente carestia de vida, pela inflação
monetária, pela chegada da Peste Negra, pela eclosão da Guerra dos Cem Anos.

Foi nas cidades que o aumento demográfico da época mais se sentiu devido à libertação de mão de orbra
dos campos e ao maior dinamismo artesanal e comercial.

Foi nelas que surgiu uma nova mentalidade, mais livre, laica, dinâmic, pragmática e individualista, onde
novas ideias e saberes se confrontavam.

Algumas cidades sobressaíram pela qualidade ou especifidade das suas indústrias, tal como aconteceu na
Flandres e em certas cidades-estado italianas; outras; pela variedade e riqueza dos produtos postos à
vendas nos seus mercados ou feiras, os quais provinham dos campos circundantes ou das rotas
frequentadas pelos seus mercadores como certas cidades mediterrânicas e as cidades do litoral ibérico –
as cidades-porto. Pontos de passagem de várias rotas e navios e, por isso, locais de confluência de todo o
tipo de mercadorias e pessoas, estas cidades conheceram grande desenvolvimento económico social e
cultural.

Para além de todo este desenvolvimento, as cidades com universidade tornaram-se centros culturais
movimentados que atraíam estudantes de todas as partes.

A catedral foi, nesta época, o símbolo das cidades e o motivo de orgulho dos seus habitantes, que
participavam ativamente na sua contrução dos seus habitantes, que participavam ativamente na sua
construção ou para ela cntribuíram com doações várias. A catedral era, por isso, obra de todos, expressão
da comunidade que via na beleza e sumptuosidade deste o reflexo da sua vitalidade e afirmação
económica e político-social.

Estes, a começar pelo Abade Suger, um dos inciadores do estilo gótico pretenderam atribuir às formas
construídas – tanto na planta como nos volumes, na decoração e especialmente na inovadora iluminaçãi
permitida pelo vitrais – uma unidade estrutural, racional e lógica, capaz de materializar a nova
espiritualidde assente no conceito de Deus-Luz da Teologia escolástica da sua época.

Em suma, as catedrais resumem, nas suas formas contruídas, o esforço dos intelectuais religiosos da época
para harmonizar o racionalismo com o misticismo cristão, sendo a concretização terrena da igreja
espiritual construiída nos Céus com pedras vivas.

Político – administrativamente verificavam-se quatro situações: a das cidades reais (onde o rei era
autoridade máxima); a das cidades episcopais (submetidas aos bispos); a das cidades senhoriais (pertença
de um senhor feudal); e as cidades libres (comunas) que podiam autoadministrar-se.

A partir do século XII, o maior crescimento da população urbana fez transbordar os velhos burgos que se
expandiram para fora das muralhas. Noutros locais, rugiram cidades novas, implantas de raiz, que foram
planeadas de acordo com interesses militares ou de comércio. Mas, na maior parte delas, a sua confi-
guração resultava da tipografia da zona e da localização de edifícios importantes como a catedral, o
palácio da administração e as Casas das Corporações. Estes agrupavam-se em torno de grandes espaços
livres – as praças - , a partir das quais se rasgavam as ruas que se dispunham radial e concentricamente
em torno destas.
Na densa malha urbana, as praças ocupavam lugar de destaque. Elas foram os centros nevrálgicos da vida
quotidiana. Aí se instalavam o pelourinho (símbolo de autoridade pública), o mercado e se realizavam as
festas e os atos importantes do burgo.

Apertada no seu recinto muralhado, a cidade convivia com o campo pois, apesar de os seus moradores
terem como ocupações principais o artesanato e o comércio, todos possuíam pequenas parcelas de
campo cultivadas.

O nome de arte gótica – isto é, dos Godos – remonta ao século XVI e ao espiríto clássico e racional dos
homens do Renacismento, que, deste modo, a quiseram apelidade de bárbara e rude.

A arte gótica maravilha pela sua ascética verticalidade e pela sua exuberância da sua estética, associada à
mística da luz – ela é uma ponte de ligação entre a luz da razão natural e a luz da revelação divina, entre
os homens na Terra e Deus nos céus. Esta nasceu em França, Paris, no século XII

A arquitectura gótica teve na catedral urbana a sua melhor expressão. Esta era a representação do poder
político-religioso de reis, bispos e dos senhores das cidades. A sua abrangência geográfica fez da
arquitectura gótica a primeira arte do Ocidente, uma vez que se definiu com total exclusão de influência
orientais (bizantinas), clássicas ou helenísticas.

A principal invenção técnica da arquitectura gótica, e também o seu traço de união nas várias geiões, foi
o arco quebrado, ou apontado, ou ogival. O seu aparecimento resultou da necessidade de, num tramo
rectangular, elevar os quatro arvos à mesma altura, o que só se poderia fazer agudizando os arcos dos
lados menores(os formeiros).

Adotado nas construções, este novo arco (mais elástico e flexível e que produz menores pressões laterais)
permitiu criar novas formas de cobertura – as abóbodas de cruzaria de ogivas – que proporcionavam uma
melhor distribuição das forças ou pesos construtivos, sendo por isso, mais fáceis de sustentar.

Virtualmente mais ‘leves’, porque mais fáceis de sustentais, as abóbodas ogivais puderam ser construiídas
a níveis cada vez mais altos, o que agradaca à estética da época. Isso obrigou, no entanto, a reforçar os
apoios exteriores, fazendo aparecer um novo tipo de contraforte mais esbelto e elegante. Este era
constituído por: um elemento maciço e vertical, afastado ou adossado às paredes exteriores, denominado
botaréu; e os arcobotantes, espécie de meios-arcos construídos por cima da cobertura das naves laterais,
entre os extradorsos da abóboda central e os botaréus. Assim, eles transferiam para os botaréus e destes
para os alicerces, no chão, as pressões (impulsos ou empuxos) das abóbodas mais altas, tornando possível
o seu equilíbrio.

Toda a técnica de construção da arquitectura gótica consistia nas abóbodas de cruzaria ogival, assentes
sobre um novo e complexo sistema de pilares e de contrafortes que aguentavam todo o peso daquelas
num perfeito equilíbrio de forças que dispensava as paredes do seu tradicional papel de suporte.

Foi graças a estas novas técnicas que a arquitectura gótica conseguiu concretizar os novos princípios
estéticos que hoje tanto a caracterizam:

A maior verticalidade; a amplitude dos espaços interiores mais abrangentes; e a maior luminosidade
conseguida pelas amplas janelas (preenchidas) com vitrais que rasgavam as paredes de um pilar ao outro.

As técnicas góticas implicaram ainda uma diferente articulação do espaço interior com o exterior e uma
nova utilização da luz. Esta, juntamente com a cor, será a responsável pela criação de uma nova atmosfera
ambiental, luminosa, transcendental, mística e simbólica que se fundamenta no pensamento religioso da
época.

Tal como as igrejas românicas, as catedrais góticas foram, quase todas, de tipo basilical, com planta em
cruz latina, cabeceiras viradas para lete e o corpo principal dividido em naves – três, no geral; mais
raramente cinco, como nas catedrais de Notre-Dame de Paris e de Colónia, na Alemanha. Contudo, os
arquitetos góticos introduziram-lhes algumas alterações formais.
A decoração exterior tornou-se mais exuberante. Contrastando com a sobriedade interior, o exterior das
catedrais góticas era abundantemente decorado com estatuária e relevos que pareciam pousar em todos
os lugar: tímpanos, arquivoltas, mainéis e dintéis, colunelos, cornijas, botaréus, arcobotantes e pináculos.

Escultura:

Estatuária – temas religiosos com grande comínio técnico, tratamento naturalista e realista da figura e da
expressividade.

Relevos – na decoração vegetalista dos capitéis. Valorização da escultura tumular

Evolução – da influência do Românico no séc XII e XIV e para uma expressividade exagerada, no final do
séc XIV.

Pintura:

Vitral

Iluminuras

A grande pintura :

- Retábulos feitos

A têmpera DOIS POLOS*

- Murais a fresco

* “escola toscana”, com o frescom com Cimabue, Duccio, Giotto

“escola flamenga”, mais tardía, com a pintura a óleo, Jan van Eyck.

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