ASMA BRONQUICA Aumento do trabalho respiratório;
É uma doença inflamatória crônica das vias A expiração fica mais ativa, acontece um
aéreas que tem períodos que ficam em esforço para respirar, a expiração se torna
crise e períodos que ficam bem. Leva a prolongada.
episódios recorrentes de sibilos, dispneia, Desenvolvimento da hiperinsuflação
opressão torácica e tosse à noite ou no pulmonares alterações equilíbrio
início da manhã. ácido/básico, o ar entra mas não sai
Os pacientes têm chiado e relatam que OCASIONANDO FADIGA E INSUFICIÊNCIA
sentem peso no peito. Os sintomas RESPIRATÓRIA
aparecem no começo da manhã ou no
começo da noite. As vezes revertem
espontaneamente, as vezes só com
tratamento medicamentoso.
CONCEITO:
Caracterizado por:
Obstrução fluxo aéreo reversível,
começa a sibilar, faz o
broncoespasmo, o ar entra e não
consegue sair.
Inflamação – principalmente
mastócitos e eosinófilos, é uma
doença inflamatória, não tem mãos
de fisioterapeuta que revertam essa CLASSIFICAÇÃO – TIPOS:
inflamação. Asma atópica ou extrínseca
Aumento da reatividade VA, pode ser Asma não atópica ou intrínseca
por inúmeras causas, alérgicos, Asma induzida por drogas
fatores emocionais, exercícios Asma ocupacional, quando trabalha com
físicos, entre outros. produtos químicos.
Episódio recorrentes de sibilancia,
dispneia (noite e ao acordar) ASMA ATOPICA – relacionado a alergia.
Predisposição genética.
FATORES PRECIPITANTES E AGRAVANTES ASMA NÃO ATÓPICA: acontece no início da
Alergenos: animais, mofo, inseto, idade adulta, associada a fatores internos –
alguns fármacos e alimentos; infecções virais, bacterianas. Sem
Irritantes: cheiro de tintas, perfumes, antecedentes genéticos.
produtos químicos, fumaça de
cigarro, tosse etc.; Pode ser classificada pela gravidade.
Condições climáticas: certas Podem ser intermitentes ou persistentes,
alterações atmosféricas e graus podendo ser: persistente leve, persistente
intensos de poluição. moderada, persistente grave.
Exercícios físicos: não pode
exagerar, cuidado com o cloro na
natação;
Fatores emocionais: é mais difícil de
ser controlado;
Refluxo Gastroesofagico
FISIOPATOLOGIA
Reexposição ao antígeno – interação
anticorpo, antigene na superfície dos
mastócitos – liberação de mediadores:
histamina, leucotrienos e prostaglandinas.
A exposição ao alérgeno que causa uma
resposta inflamatória.
A resposta inflamatória dissemina pela
arvore brônquica gerando hipersecreção e
hiper-reatividade.
ALTERAÇÃO NA MECÂNICA RESPIRATÓRIA
Infecções virais;
Também é classificada pelo nível de Exposição a alérgenos;
controle: controlado, parcialmente Medicação usada;
controlado e não controlado Aderência ao tratamento.
Retração subdiafragmatica, ombros
elevados, cabeça anteriorizada.
ENTRE AS CRISES O PACIENTE PODE SE
APRESENTAR ASSINTOMATICO
RADIOLOGIA
É pedido o RX para observar se tem alguma
complicação. Pode aparecer infiltrados
pulmonares com espessamento das
O paciente preenche uma semana
paredes brônquicas, hiperinsuflação
inteira uma tabela para avaliar se está
pulmonar; também observar complicações
controlada ou não.
como: PNTX espontâneo ou atelectasias.
Também pode ser classificada pela
No raio-x aparecem 9 arcos costais,
intensidade da crise: leve/moderada,
costelas horizontalizadas, aumento dos
grave e muito grave.
espaços intercostais.
DIAGNOSTICO
TRATAMENTO
Clínico: um ou mais sintomas;
Objetivos: manutenção da função
Dispneia;
pulmonar;
Tosse crônica;
Manutenção das AVDs;
Sibilância;
Controle dos sintomas e
Opressão ou desconforto torácico
exacerbações, se ele conseguir
Principalmente à noite ou nas
controlar sozinho é mehlor;
primeiras horas da manhã
Prevenção do desenvolvimento de
obstrução irreversível;
TESTES
Minimizar os efeitos colaterais das
Espirometria *padrão ouro*
medicações, broncodilatador da
Teste de reversibilidade ao
taquicardia;
broncodilatador, o aumento da VEF1
Prevenção da mortalidade da asma;
tem que ser maior que 12%
Educação do paciente;
Teste de broncoprovocação, tem que
Avaliação da função pulmonar;
expor o paciente a diversos
Monitorização da gravidade da asma;
alérgenos;
Eliminação ou controle dos fatores
Medidas seriadas de PFE.
desencadeantes,
Estabelecimento de planos para o
QUADRO CLÍCNICO
manuseio da terapêutica.
Na crise (asma aguda)
Desconforto respiratório (tiragem,
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
retração, batimento de asa de nariz,
Etapa 1: medicação de resgate para o alívio
mas as vezes dependendo de como
dos sintomas,
está a crise já começa usando a
Etapa 2: medicação de alívio mais um único
musculatura acessória)
medicamento de controle,
Uso da musculatura acessória
Etapa 3: medicação de alívio mais um ou
Cianose de extremidades,
dois medicamentos de controle,
dessaturação;
Etapa 4: medicação de alívio mais dois ou
Agitação psico-motora;
mais medicamentos de controle,
AP: MV + diminuído com sibilos
Etapa 5: medicação de alívio mais
expiratórios – broncoespasmo.
medicação de controle adicional.
ASMA AGUDA
TRATAMENTO
Nas crises severas
Asma aguda:
Gravidade da exacerbação;
Objetivos – reversão da hipoxemia e
Grau de atopia, tem chances maiores
manutenção da SatO2>94%;
de ter crises graves;
Oxigenoterapia, máscara de venturi,
Histórico prévio de exacerbação;
CNAF
VMNI; Readaptação ao esforço.
VMI *quando o paciente estiver em crise e
Depende da idade do paciente para ele não estiver tomando medicação
escolher o melhor dispositivo. devemos colocar um suporte
ventilatório e posicionar o paciente*
Na crise:
Posicionamento – melhora mecânica
VMNI respiratória, *dependendo do
É difícil da adaptação ao dispositivo, posicionamento faz relaxamento*
mas quando é instalada o paciente Relaxamento – reduz esforço
relata um conforte respiratório. respiratório,
Objetivos: Exercício de freno labial – fluxo aéreo
Diminuir trabalho respiratório, laminar, diminuindo aprisionamento
Restaurar nível de PaCO2, ar,
Melhorar a oxigenação, Manobras de desobstrução
Estabilizar VA, pulmonar, *depende da idade do
Restaurar volume pulmonar paciente*
Técnicas ativa
Binível: é melhor que CPAP SIBILO= FRENO LABIAL
IPAP: auxilia musculatura inspiratória
vencer a limitação fluxo ar e a
hiperinsuflação caixa torácica melhorando
volume corrente
Epap: reduz trabalho respiratório, diminui
FR *Efeito broncodilatador através da
ativação autonômica
VENTILAÇÃO MECÂNICA INVASIVA
*sempre tentar evitar que o paciente
seja intubado*
Indicações:
Glasgow menor 12,
Instabilidade hemodinâmica,
arritmias,
distensão gástrica,
confusão mental,
PCR,
Hipoxemia,
fadiga muscular,
PaCO² com aumento progressivo e
ou
pH menor 7,2
Repouso muscular 24 hs; *vai estar
sedado
Corrigir distúrbios metabólicos;
Manter B2-agonista contínuo via Orientar o paciente a ficar nessas
inalatória; posições.
Manter corticosteróide endovenoso.
Intercrise:
FISIOTERAPIA Esclarecimento quanto à doença e
*PRIMEIRA COISA É COLOCAR UM orientações (educação); *para evitar
SUPORTE VENTILATORIO, AVALIAR O as crises*
PACIENTE BEM, O GRAU DE HIPOXEMIA Reeducação respiratória (Exercícios
E FADIGA* de freno labial);
Objetivos: Treinamento muscular inspiratório;
Melhora da mecânica respiratória, Condicionamento físico.
Controle e espaçamento das crises, Reeducação postural
Correção e prevenção de
deformidades,
Condicionamento físico *:
*para saber qual o exercício é moderado e
qual é intenso*
Exercícios aeróbicos,
Exercícios de força e resistência
muscular periférica,
Intensidade moderada a alta
Duração: 40 – 90 minutos
* preferência e idade criança
Orientações: cuidados com fatores
alérgenos / uso de medicamentos
inalatórios / reabilitação pulmonar /
atividade física regular