Método direto - Procura diretamente o parasito ou suas formas evolutivas (ovos, larvas, cistos,
trofozoítos). Diferente dos métodos indiretos, que detectam a resposta do hospedeiro à
infecção.
- Exame direto a fresco
A) Para fezes - fezes frescas diluídas em solução salina ou lugol sobre uma lâmina de
microscopia.
Objetivo - encontrar trofozoítos móveis. (tempo ideal - 30 minutos)
B) Para sangue - uma gota de sangue é colocada entre a lâmina e a lamínula e examinada
imediatamente para visualizar os parasitos vivos e em movimento.
- Esfregaços corados: mais usados para amostras de sangue, melhor identificação da
morfologia do parasito
A) Gota esticada (esfregaço delgado) - mais usado para identificação da espécie do
parasito.
B) Gota espessa (esfregaço espesso) - sangue é concentrado em uma pequena área.
Mais de 80% dos erros ocorrem na fase pré-analítica: pode ser na coleta, no preparo do
paciente, ou no processamento da amostra.
EXAME PARASITOLÓGICO DE FEZES -
Diagnóstico de infecções causadas por helmintos e protozoários intestinais.
Etapas
1. Coleta e conservação
- A coleta deve ocorrer em um frasco fornecido pelo laboratório; não pode haver
contaminação com chão, urina ou água do vaso sanitário (pode destruir formas
trofozoíticas).
- Devem ser coletadas três amostras em dias alternados porque a eliminação de cistos,
ovos e larvas nas fezes é intermitente (ex: giardíase).
- Para fezes diarreicas o ideal é entregar ao laboratório em até 30 min e fezes formadas
1h ->para ser mantida sem conservantes.
- Porém, não precisa ser coletada e levada imediatamente para análise, a não ser que se
esteja buscando por trofozoítos.
- Não pode fazer uso concomitante ao exame: esperar 5 a 10 dias após término do uso
Laxante (pode destruir formas mais frágeis do parasito), antidiarreico (podem revestir cistos e
ovos, mascarando-os) ou antiácido (podem produzir cristais ou alterar a aparência das fezes)
2. Análise macroscópica
Consistência - diarreicas (trofozoítos) ou formadas (cistos)
Presença de elementos anormais - muco, pus, sangue, vermes adultos.
3. Análise microscópica -
Métodos qualitativos
A) Exame direto a fresco -> baixa sensibilidade, pela quantidade pequena de material
analisado
B) Métodos de concentração - aumenta a probabilidade de encontrar parasitos
- Métodos de sedimentação (ou por gravidade):
**Hoffman, Pons e Janer (HPJ) ou Lutz.
Eficiente para pesquisa de ovos pesados de helmintos e cistos de protozoários.
Escolha no Brasil.
**Sedimentação por centrifugação
Uso de reagentes tóxicos (Formol-éter)
- Métodos de flutuação
**Faust e colaboradores: solução de sulfato de zinco com densidade maior que a dos
ovos e cistos, fazendo-os flutuar.
Ovos pesados e larvas não podem ser detectados
Bem limpinho, não tem detrito
- Métodos para pesquisa de larvas
**Baermann-Moraes: hidrotropismo e termotropismo positivo das larvas de helmintos
(ppmt Strongyloides stercoralis e ancilostomídeos).
Fezes frescas são colocadas em uma gaze sobre água morna e as larvas migram
ativamente para a água.
C) Método quantitativo -
- Kato Katz: estima a intensidade da infecção através da contagem do número de ovos
por grama de fezes.
Monitorar a eficácia de tratamentos anti-helmínticos.
Especialmente útil para contagem de ovos de helmintos: S. mansoni, T. trichiura e
ancilostomídeos.
Limitação - a leitura da lâmina deve ser feita entre 30 a 60 min após a preparação.