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Academia Da Polícia Penal: Atendimento Pré-Hospitalar Prisional - APH Prisional

O documento aborda o Atendimento Pré-Hospitalar Prisional, destacando a adaptação das práticas tradicionais de APH ao contexto penitenciário. Ele enfatiza a importância da segurança da cena e as fases de atendimento em situações de combate, além de técnicas para controle de hemorragias e abertura de vias aéreas. Também são discutidos os tipos de torniquetes e suas aplicações em emergências médicas dentro do sistema prisional.

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criscapilheira87
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Academia Da Polícia Penal: Atendimento Pré-Hospitalar Prisional - APH Prisional

O documento aborda o Atendimento Pré-Hospitalar Prisional, destacando a adaptação das práticas tradicionais de APH ao contexto penitenciário. Ele enfatiza a importância da segurança da cena e as fases de atendimento em situações de combate, além de técnicas para controle de hemorragias e abertura de vias aéreas. Também são discutidos os tipos de torniquetes e suas aplicações em emergências médicas dentro do sistema prisional.

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ACADEMIA DA

POLÍCIA PENAL

Atendimento Pré-Hospitalar
Prisionala

-- APH Prisional -
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

MARCH

APH TCCC – Tatical


PRISIONAL AHA (BLS) Combat
Casualty Care

TECC – Tatical
PHTLS Emergency
Casualty Care
Diferença

APH
APH
PRISIONAL

O atendimento pré-hospitalar é aquele É o atendimento pré-hospitalar adaptado


realizado por um profissional que tem o à realidade do sistema penitenciário, usando
conhecimento, com o intuito de prestar a as melhores práticas e evidências do APH
primeira assistência às vítimas de acidente ou tradicional e do APH tático.
acometidas por emergências clínicas e
traumáticas, em áreas com a segurança já
garantida.
CAUSAS DE MORTE
EM COMBATE
•Hemorragia 60%;

•Pneumotórax 33%;

•Obstrução das vias aéreas 6%.

Dessas, 87% FASE PRÉ-HOSPITALAR

24% MORTES EVITAVEIS


MORTES EVITÁVEIS
- Hemorragia por lesões nas
extremidades.

- Hemorragias Juncionais.

- Pneumotórax.

- Obstrução de vias aéreas.


-
FASES DE ATENDIMENTO (TCCC)
Cuidado Sob Fogo Cuidado em Campo Tático Cuidado Tático de Evacuação
(Zona Quente/Vermelha) (Zona Morna/Amarela) (Zona Fria/Verde)

Descrição: É a área onde há Descrição: Área entre a zona de Descrição: Área onde a segurança
risco contínuo de fogo inimigo combate e a zona segura, onde o foi garantida, e o risco de confrontos
ou outros tipos de ameaças. risco de fogo inimigo ainda existe, ou ataques inimigos é praticamente
mas é mais reduzido. inexistente.
Objetivo: Prestar
atendimento remoto ao ferido, Objetivo: Realizar um atendimento Objetivo: Realizar a reavaliação da
orientando ao mais completo da vítima, verificando vítima de forma ainda mais
autoatendimento inicial e se todas as etapas do MARCH e completa se necessário e a
possível buscar abrigo. Nessa demais especificidades do APH evacuação para a unidade de saúde
zona a equipe de resgate irá Prisional. Nesta etapa a atenção e de referência da região, sem a
apenas realizar a extricação segurança da área ainda são pressão do risco iminente de perigo.
do ferido para a zona amarela altamente necessárias, pois um
ou verde, quando surgir uma novo confronto ainda pode surgir.
janela de oportunidade.
Segurança de Cena
Manter sempre a calma;

Pensar sempre na ordem de segurança quando estiver prestando o


atendimento;
• a) Primeiro "EU" (a minha segurança);
• b) Depois a da minha equipe e dos transcendentes;
• c) E por último a do PRESO OU PACIENTE;

Antes de agir, verificar se há riscos no local para você e a equipe

Adentrar em áreas quentes somente com aval da segurança.

Evitar manobras intempestivas (com pressa), mas certas e


urgentes;

Seja profissional e não herói. Que adianta ajudar e ser resolutivo, se


não tiver em mente transcrito o segundo mandamento
Segurança da cena no Sistema
Prisional
- Piso molhado;
- Fios desencapados,
encostados nas grades
ou portas de metal;
- Escadas;
- Armadilhas;
- Massa carcerária
ATUAÇÃO EM ÁREAS
DE CONFLITO
•SEMPRE CESSAR A POSSÍVEL AMEAÇA ANTES DE SOCORRER A VÍTIMA (TORNAR CENA
SEGURA);

•TENTAR SOCORRER O FERIDO NO IMPULSO DO MOMENTO PODE TORNAR VOCÊ MAIS


UMA VÍTIMA;

•MANTENHA O CONTROLE EMOCIONAL (“NÃO COLAR AS PLACAS”);

•NÃO TENTE TRATAR A VÍTIMA EM ZONA SOB FOGO;

•A SUPRESSÃO DE FOGO INIMIGO E ELIMINAÇÃO DAS AMEAÇAS SÃO AS PRINCIPAIS


PREOCUPAÇÕES;

•A MELHOR MEDICINA EM COMBATE É A SUPERIORIDADE DE FOGO !


Proteção Balística

ÁREAS VULNERÁVEIS

X ÁREAS VULNERÁVEIS

X
Proteção Balística
• Colete da SUSEPE suporta maioria dos calibres curtos
(38, 380, 45, 357, 44). Armas longas não (5.56, 7.62);

• Feitos de materiais trançados, não suportam arma
branca;

• Evitar que as placas fiquem úmidas;

. Armazenar deitado. Em pé pode deformar o material;

• Deve ficar em contato com o corpo, sem folgas, para


absorver o impacto.
M
Hemorragia Massiva
A
Via aérea
R
Respiração
C H
Circulação Hipotermia

Técnicas de Técnicas para Técnicas de controle Técnicas de controle


Controle abrir e manter de trauma no tórax da temperatura
de Hemorragias via aérea pérvia para evitar corporal.
principalmente
pneumotórax.
(M)
Hemorragia massiva
no contexto do trauma
Hemorragia massiva no contexto do
trauma, M

• A hemorragia massiva no contexto do trauma é


uma das emergências médicas mais críticas
e potencialmente letais que podem ocorrer. A
rápida perda de sangue devido a ferimentos
graves pode levar à HIPOVOLEMIA,
resultando em CHOQUE HEMORRÁGICO e
MORTE se não for tratada prontamente.
Hemorragia massiva no contexto do
trauma, M


• IDENTIFICAR a hemorragia e a gravidade da situação.
• Peça por ajuda (SAMU 192, bombeiros 193, apoio).
• ATENÇÃO!!! SAMU e BOMBEIROS não entram em
zonas quentes.
• Tomada de decisão de como vai REMOVER a vítima.
Hemorragia massiva no contexto do
trauma, M
REALIZAR PALPAÇÃO
Encontre o sangramento! INVESTIGATÓRIA PARA
PROCURAR FERIMENTOS
(TÉCNICA DO RASTEL)
Procurar:
• Sangramento contínuo; Pode haver vários
Sangramento de grande locais onde vítima
volume; está sangrando
Acúmulo de sangue;

As roupas também
podem esconder
sangramento com
risco de vida
Hemorragia massiva no contexto do
trauma, M

Sangramento Sangramento
Venoso Arterial

Vermelho escuro Vermelho vivo

Não jorra Jorra

Não pulsa Pulsa


Hemorragia massiva no contexto do
trauma, M
MANOBRAS PARA CONTENÇÃO DE HEMORRAGIAS;

Compressão;
Direta ou com Aplicação de
Preenchimento
ataduras e Torniquete
bandagens
Hemorragia massiva no contexto do
trauma, M
Aplique pressão direta
na ferida;
Compressão
Concentre-se na
localização do
sangramento;

Use gaze ou pano


Pressão direta no apenas o suficiente para
ferimento
cobrir lesão; - Ferimentos em extremidades;
- Ferimentos superficiais;
Este tipo de curativo mantém a compressão
Se a pressão parar o
por meio de bandagens ou cintas elásticas sangramento, mantenha
sobre a ferida, contribuindo para a pressão na ferida até
coagulação sanguínea. que a ajuda chegue.
Hemorragia massiva no contexto do
trauma, M

Compressão BANDAGEM
ISRAELENSE
com ataduras
e bandagens ATADURA

Este tipo de curativo


mantém a compressão
por meio de bandagens
ou cintas elásticas sobre
a ferida, contribuindo para
a coagulação sanguínea.
Hemorragia massiva no contexto do
trauma, M
Para feridas grandes,
profundas em áreas juncionais;

Preenchimento
Áreas juncionais;

Onde não há possibilidade de


torniquetes;

Mantenha a pressão;

Usar pano limpo, gaze ou


agente hemostático.

Aplique em DIREÇÃO AO
CENTRO DO CORPO
Hemorragia massiva no contexto do
trauma, M
Gaze/Pano sem agente
Gaze Hemostática hemostático

Agente: Quitosana - Gaze sem agente coagulante: 5 a 10


- Ação cicatrizante e
Agente: Caulim agentes hemostáticos min (avaliar a situação);
que interrompem o - Ex: Gaze de rolo; pano limpo
sangramento de (improviso);
pequenos ferimentos, - Evitar utilizar ataduras é muito porosa,
- Gaze com agente coagulante: 3 a 5min
criando um coágulo não irá conter o sangramento;
(avaliar a situação); -
- Várias marcas e agentes hemostáticos; artificial.
APLICAÇÃO DO TORNIQUETE

Quando usar o torniquete?


• O torniquete deve ser usado em situações de
emergência para controlar hemorragias graves em
membros. É indicado quando outras técnicas de
controle de sangramento não são eficazes.
O torniquete é indicado em situações
como:
• Amputação traumática
• Sangramento abundante e contínuo
• Choque hemorrágico
• Suspeita de lesões vasculares
• Incidente grave ou múltiplas vítimas
APLICAÇÃO DO TORNIQUETE
APLICAÇÃO APLICAÇÃO
EMERGENCIAL DELIBERADA
NÃO COLOCAR EM
CIMA DE
EMERGENCIAL -> ARTICULAÇÕES (EX: SITUAÇÕES EM QUE SOMENTE EM
ALTO E E APERTADO; JOELHOS, É POSSÍVEL AMBIENTES
4 DEDOS ACIMA DA
COTOVELO E VISUALIZAR TODO CONTROLADOS
TORNOZELO); AMPUTAÇÃO
LOCAL DO (ZONA MORNA OU
SANGRAMENTO; FRIA);
REGISTRAR A HORA VERIFICAR SE NÃO
QUE COLOCOU O HÁ OBJETOS ENTRE
TORNIQUETE (no O TORNIQUETE E O VERIFICAR SE NÃO
próprio torniquete ou CORPO (Ex: Celulares,
até mesmo no REGISTRAR A HORA HÁ OBJETOS ENTRE PODE SER
Canivetes); QUE COLOCOU O O TORNIQUETE E O COLOCADO EM
paciente);
TORNIQUETE; CORPO (Ex: CIMA DA ROUPA
Celulares, Canivetes);
PODE SER
COLOCADO EM CIMA
DA ROUPA ATENÇÃO:
- Na dúvida, ALTO E APERTADO;
- Não perder tempo para colocar o
torniquete, reavalia depois de
controlada a situação.
REVERSÃO E TRANSIÇÃO
TORNIQUETE (TQ)
REVERSÃO Transição

É uma reversão para outra É uma troca do


técnica de controle de
hemorragia, e só deve ser Reversão para preenchimento posicionamento do
realizada após a compressão e/ou compressão torniquete da posição
ou preenchimento tiverem emergencial para posição
sido realizados por completo.
deliberada

Não deve ser deliberado,


deve ser realizado somente
se o socorrista tiver
segurança para o
procedimento
ONDE GUARDAR O TORNIQUETE?

- NO COLETE
-
- NO CINTO
-
- DOBRAGEM CORRETA
TIPOS DE TORNIQUETE
Desmodus
CAT GEN7 (Brasileira,
certificada pel SOFT-T
Combat Application
a ANVISA). Special
Tourniquet
Operation
Forces Tatical
Tourniquet

TMT
Tactical Mechanical Tourniquet
RECON GEN4
Recon Medical
Torniquete
TIPOS DE TORNIQUETE

- TORNIQUETE SEM QUALIDADE


TEMPO DE TORNIQUETE

O tempo
recomendado para
deixar um torniquete
aplicado é de até
duas horas.

Após esse período, é


possível que ocorram
lesões musculares,
vasculares, nervosas
e necrose da pele.
CORTES CORTO CONTUSOS NO
CRÂNIO
- Sinal de
Butler

- Olho de
guaxinim
SINAIS DE TRAUMATISMO CRÂNIO ENCEFÁLICO
GRAVE= GRAVIDADE
• Sonolência pós trauma craniano;
• Vômitos pós trauma craniano;
• Confusão mental pós trauma craniano;
• Olho de guaxinim e sinal de butler;
Escalpelamento
MONITORAR SINAIS VITAIS E ENCAMINHAR PARA
ATENDIMENTO MÉDICO O MAIS RÁPIDO POSSIVEL!
CONDUTAS - Curativo
compressivo
com touca
craniana
(enfaixamento)
Abertura das
Vias Aéreas
A
VIAS AÉREAS -> Cânula nasofaríngea
• A cânula nasofaríngea(CNF) é um dispositivo tubular flexível de PVC, inserido
na narina para manter a via aérea pérvia, prevenindo a obstrução pela língua
em pacientes semiconscientes ou conscientes. Indicada para emergências e,
ao contrário da de Guedel, pode ser usada com reflexo de vômito
preservado.

• Principais Características e Usos:
• Indicações: Traumas orais, trismo (dificuldade ou incapacidade de abrir a boca
normalmente), apneia (ausência de respiração), e obstrução de via aérea
superior.
• Mensuração: Deve ir da ponta do nariz ao lóbulo da orelha ou ângulo da
mandíbula.
• Inserção: Utilizar lubrificante hidrossolúvel, com o bisel voltado para o septo
nasal.
• Vantagem: Permite aspiração e ventilação, com melhor tolerância que a
orofaríngea.
• Contraindicação: Suspeita de fratura de base de crânio.
Abertura das vias aéreas

Ventilação Pulmonar: É a passagem do ar da região de entrada até o alvéolo;

Vias Aéreas: O canal de passagem do ar da região de estrada até o alvéolo;

Queda da musculatura da base da base da língua sobre as vias áereas: Em


situações de rebaixamento de nível de consciência, ou até mesmo em
inconsciência, é comum ocorrer a obstrução das vias aéreas pelo relaxamento
da base da língua.

A abertura das vias aéreas são aspectos críticos no atendimento inicial de


pacientes com trauma em áreas de conflito.

Garantir a permeabilidade das vias respiratórias é essencial para prevenir a


hipóxia e a parada cardiorrespiratória,
Abertura das vias áreas
Controle de Cervical em situações que
não são de conflito

ACIDENTES DE
ATROPELAMENTOS;
TRÂNSITO;

QUEDAS DE TRAUMAS EM
ESCADA; REGIÃO CERVICAL;

ATENÇÃO:
- Risco de incêndios, explosões, CENA não está segura,
retirar a vítima o mais rápido possível para local seguro; Esperar o socorro chegar, para imobilizar
adequadamente a vítima para transporte.
- CONTROLE DE CERVICAL QUANDO A ZONA NÃO ESTÁ SAMU 192 OU BOMBEIROS 193
QUENTE
Respiração, R

Pneumotórax ABERTO:

• Ocorre quando há uma abertura na


parede torácica, permitindo que o
ar do ambiente entre na cavidade
pleural.
• Quanto maior a abertura, maior o
grau de colapso pulmonar e
dificuldade de respiração.
Respiração, R

Pneumotórax:

• Pneumotórax é uma condição em


que o ar se acumula na
cavidade pleural, provocando o
colapso parcial ou total do
pulmão;
• Pneumotórax ABERTO X
FECHADO.
• Sinais e Sintomas: Falta de ar
(dispneia), cianose (roxo) de
extremidades (dedos, pés,
boca), pulso acelerado...

Pneumotórax aberto. O que fazer?

CURATIVO OCLUSIVO:

• Curativo que tapa o ferimento totalmente, impedindo


a entrada e também a saída de ar e fluidos;

CURATIVO VALVULADO OU TRÊS PONTAS:

• Curativo com Selo de Tórax ou curativo de três


pontas que tapa parcialmente o ferimento,
impedindo a entrada do ar, mas possibilitando a
saída de ar e fluidos;
Pneumotórax fechado
PNEUMOTÓRAX FECHADO:

• Condição em que ar entra na cavidade pleural,


que envolve os pulmões, vindo dos próprios
pulmões, e a parede torácica permanece
íntegra.;
• Os principais sintomas de um pneumotórax
OPERADORES DE APH TÁTICO
fechado são: Dor no peito, Respiração
EXTREMAMENTE CAPACITADOS OU
acelerada, Falta de ar. PROFISSIONAIS DA SAÚDE CAPACITADO
• A causa mais comum de um pneumotórax PARA O PROCEDIMENTO
fechado é um trauma que resulta em uma
fratura de costela que perfura o pulmão. No
entanto, existem outras razões para o
pneumotórax fechado, como um
pneumotórax espontâneo, traumas como
CHUTES, ACIDENTES DE TRÂNSITO,
QUEDAS.
ATENÇÃO:
- ESSA AULA NÃO CAPACITA OS ALUNOS PARA OS PRIVATIVO DO MÉDICO
PROCEDIMENTOS DE DESCOMPRESSÃO TORÁCICA DE
EMERGÊNCIA E DRENO DO TÓRAX.
CIRCULAÇÃO
C
Circulação, C

O C é uma das letras mais importantes. Por isso, devemos assumir que a
hipotensão no trauma é causada por perda de sangue até que se prove o
contrário (o que poderá levar ao choque hipovolêmico).
- SINAIS DE CHOQUE
HIPOVOLÊMICO:
• Hipotensão
• Palidez cutânea
• Taquicardia (pulso
acelerado)
Hipotensão=pressão baixa • Cianose de
extremidades
• Confusão mental
Um pouco mais complexo
que o M, aqui se pensa em - REVISA-SE TORNIQUETES,
PREENCHIMENTOS, Pulso acelerado, Pulso fraco?
hemorragias internas
COMPRESSIVOS;
também;
- - SINAIS DE ALERTA PARA
GRAVIDADE DO
QUADRO;
HIPOTERMIA
H
H (Hipotermia)
- Exposição/controle do ambiente:
o A hipotermia é uma causa
frequente de morte em
pacientes traumatizados. Para
prevenir a hipotermia, é
importante aquecer o paciente
e o ambiente quando possível

- Mantas térmicas;
Como? - Cobertores, casacos;
- Heat Packs (bolsa de calor)
- Ar condicionado da viatura no quente
PROTOCOLO MARCH
ADAPTADO AO CONTEXTO PRISIONAL
Cena segura? MARCH!

M A R C H
Hemorragia Massiva Via aérea Respiração Circulação Hipotermia

Técnicas de Controle Técnicas para abrir e Técnicas de controle de Técnicas de controle


de Hemorragias manter via aérea pérvia trauma no tórax para evitar da temperatura
principalmente corporal.
pneumotórax.
Fraturas

Fonte: arquivo pessoal


EMPALAMENTO/ENCRAVAMENTO
Um ferimento por arma branca ocorre quando uma pessoa é cortada,
perfurada ou ferida por um objeto afiado, como uma faca, uma espada
ou uma lâmina. Esses ferimentos podem variar em gravidade, desde
pequenos cortes superficiais até lesões graves que afetam órgãos
internos.
- CONDUTAS

Não retirar objeto,


Estabilizar objetivo O mesmo é
na cavidade. retirado somente
no bloco cirúrgico.

Contenção do
objeto para
curativo que não o
mova

- EMPALAMENTO - Orifícios, cavidades naturais – boca, nariz,


ânus;
- ENCRAVAMENTO – Qual outra região do corpo que não seja
orifícios fisiológicos;
EVISCERAÇÃO

CONDUTAS

- Umedecer as vísceras com compressas, gazes ou panos


limpos;
-
- Realizar curativo compressivo com atadura ou bandagem
israelense em torno do abdômen e as compressas
úmidas;
Choque elétrico

1º - Cena Segura – Desligar fonte


de energia; Afaste a vítima do local que
provocou o choque com auxilio de madeira,
plástico, pano grosso ou borracha.

2º - Se inconsciente e apresentar sinais de


PCR, acionar o SAMU 192 ou bombeiros Não administrar nada via
193 (informando que é uma PCR a central) e oral, nem água!
realizar compressão torácica. Não havendo
êxito e avaliando a necessidade (distância e
tempo de resposta), conduzir a vitima ao
hospital, mantendo a compressão torácica.
Choque elétrico

>> Queimadura elétrica -


entrada e saída, às vezes;

>> Avaliar onde a descarga


elétrica entrou e saiu para
Posição lateral de segurança se a passar para o socorro.
vítima respira e tem pulso.
Queimaduras no contexto prisional
É toda lesão produzida no tecido de revestimento do organismo, por agentes térmicos, elétricos,
produtos químicos, radiação ionizante, animais (água-viva) e plantas (urtiga),entre outros. O fogo é o
principal agente das queimaduras , embora as produzidas pela eletricidade sejam as mais graves. A
dor na queimadura é resultante do contato das terminações nervosas, expostas pela lesão,
com o ar. No sistema prisional as queimaduras mais comuns são:

Queimaduras Queimaduras Químicas:


Térmicas:
Causadas por Substâncias
Causadas por químicas industriais,
líquidos, objetos produtos de uso doméstico,
quentes, vapor, como solventes, soda
fogo ou condutores cáustica, ácido ou álcalis.
elétricos;
Graus de queimadura

- Atinge todas as camadas da pele,


músculos e ossos ou órgãos.
- Ocorre necrose da pele (morte do
tecido), que se apresenta com
cor esbranquiçada ou escura.
- Normalmente a dor é ausente,
devido à profundidade da
queimadura, que pode
lesionar todas as terminações
nervosas responsáveis pela
condução da sensação de dor.
- Atinge a epiderme (camada
superficial da pele). - Atinge a epiderme e parte da
- Apresentação com vermelhidão derme (2ª camada da pele).
sem bolhas. - Há presença de bolhas e a dor é
- A dor é um sintoma comum; acentuada.
Procedimentos em queimaduras
Queimaduras de 1º Queimaduras de 2º Queimaduras de 3º
GRAU: GRAU: GRAU:
• Esfrie a área queimada em • Esfrie a área queimada em • Deslocar até atendimento
água fria corrente por 10 a água fria corrente por 10 a especializado para
15 minutos (não utilize 15 minutos (não utilize atendimento urgente, no
gelo); gelo); transporte utilizar
• Sendo o caso de deslocar • NÃO FURE AS BOLHAS; compressas frias e úmidas;
até atendimento • Deslocar até atendimento • Em queimaduras de grande
especializado, utilizar especializado para extensão cobrir a Vítima
compressas frias e avaliação de risco, no com manta aluminizada ou
úmidas. transporte utilizar cobertores térmicos.
compressas frias e úmidas.

CUIDADOS GERAIS IMPORTANTES:


- Não toque a área queimada com as mãos;
- - Não fure bolhas;
- Não tente descolar tecidos ou objetos grudados na área queimada;
- -Remova imediatamente: anéis, pulseiras, relógios, colares, cintos, sapatos e roupas, que não estejam em contato
com a área afetada;
Queimaduras – Curiosidade
Inalação de Fumaça
• Principais lesões causadas pela inalação de fumaça:
o Queimadura das vias respiratórias: Podem causar inchaço do canal respiratório e
impedindo a passagem do ar;
o Asfixia: O fogo consome o oxigênio presente no ar dificultando a respiração. Quanto
mais tempo a pessoa ficar sem oxigênio, maiores são os riscos de morte ou de lesão
cerebral;
o Intoxicação por substâncias tóxicas: A fumaça pode conter diversas partículas tóxicas
que podem ocasionar vários tipos de lesões.
Condutas na Inalação de Fumaça
• Vítima Consciente:
o Conduza para um local longe da fumaça e arejado;
o Lave seu rosto com água ou utilize um pano molhado;
o Desloque até o atendimento especializado para avaliação médica.

• Vítima Inconsciente:
o Acione o SAMU;
o Caso a vítima tenha pulso, realize uma das manobras de abertura de vias áereas.
o Caso a vítima esteja em Parada Cardiorrespiratória (PCR), inicie os procedimentos de
Reanimação Cardiopulmonar (RCP);

ATENÇÃO:
- REMOVA A VÍTIMA/ARRASTE para uma área em
que não há fumaça, uma área fria, para
depois proceder com o atendimento.
Emergências Clínicas
Convulsão:
Uma convulsão é um distúrbio temporário e súbito do funcionamento elétrico do
cérebro, que pode levar a mudanças no comportamento, nos movimentos
corporais e na consciência. Durante uma convulsão, grupos de células cerebrais
podem disparar de maneira anormal, levando a sintomas variados, desde
movimentos involuntários até perda de consciência.

Algumas Causas:
- Traumas;
- Epilepsia;
- Tumores cerebrais;
- Hipoglicemia, mais comum em
bebês e coma alcoólico;
- Uso abuso de drogas.
Principais Alterações na Convulsão:
1) Movimentos involuntários:
•Espasmos musculares, sacudidas dos membros, tremores, contrações
musculares repetitivas.
2) Alterações na consciência:
•Desde uma breve desorientação até a perda completa da consciência.

3) Alterações sensoriais:
•Sensações anormais, como formigamento, zumbido nos ouvidos, visão turva.

4) Mudanças comportamentais:
•Gritos, choros, agitação, comportamento agressivo.

5) Problemas de comunicação:
•Dificuldade em falar ou responder a perguntas.

6) Perda de Esfíncteres:
•Paciente se urina ou defeca.
Cuidados durante a convulsão:
1) Cena Segura;

2) Acionar SAMU 192;

3)Proteger extremidades e
cabeça de cantos e
objetos;

4) Não tentar segurar a


vítima;

Posição lateral de segurança.


5) Não colocar os dedos na
boca da vítima; Normalmente a vítima volta
inconsciente, confusa e desorientada, o
6) Após a crise, colocar a
que é chamado de pós-ictal, que pode
vítima em posição de
segurança, decúbito lateral.
variar de duração.
Hipoglicemia:
A hipoglicemia é uma condição caracterizada por níveis anormalmente
baixos de glicose no sangue, geralmente abaixo de 60 miligramas por
decilitro (mg/dL).

A glicose é a principal fonte de energia para o corpo humano, e níveis


baixos podem causar uma série de sintomas e complicações.

Algumas Causas:
- Uso excessivo de medicação para
diabetes;
- Jejum prolongado;
- Exercício físico intenso;
- Consumo excessivo de álcool.
-
Hipoglicemia:
Condutas:
Se vítima Se vítima
inconsciente consciente

Pode ser administrado, via oral,


Não administrar nada via oral;
algum alimento doce;

Preferencialmente algo pastoso, pois


Chamar SAMU 192; paciente estará com o sensório
alterado e poderá se afogar.

Colocar em posição de segurança;

Pode ser realizado, se necessário,


abertura da via aérea.
Suporte Básico
de Vida (SBV)
Parada Cardiorrespiratória (PCR)
A parada cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica grave que requer ação
rápida e eficaz para aumentar as chances de sobrevivência da vítima. Como socorristas
de APH, é crucial que estejamos preparados para lidar com essa situação com calma,
determinação e habilidade.

Principais causas de
Doença
Arritmias

PCR no ADULTO
Coronariana Afogamento;
Cardíacas;
Cardíaca;

Overdose de Choque
Asfixia;
drogas; Elétrico;

Traumas
Graves.
Reanimação Cardiorrespiratória (RCP)
• A RCP é a associação das técnicas de abertura das vias respiratórias, ventilação e
compressão torácica, e constitui as medidas iniciais para manutenção da vida do
indivíduo em PCR.
• A aplicação da RCP deverá ser realizada após o reconhecimento eficaz da PCR, por meio da
verificação da respiração e da pulsação da vítima.
o Por exemplo: ao se deparar com uma pessoa desacordada, sem sinais de trauma,
chame-a, caso não responda, verifique se respira e/ou se tem pulso (pulso
carotídeo). Caso não responda e nem tenha pulso e/ou respire, inicie as
manobras de RCP.
o Mnemônico:
Verificação de pulso no
§ Compressões (C) adulto.
§ Vias aéreas (A)
§ Ventilação (B)
• A RCP deverá ser realizada na forma de ciclos 30:2 (5x)
Reanimação Cardiorrespiratória (RCP)

Reconhecer a PCR Iniciar Remoção ao


DEA (se
e chamar por ajuda compressões serviço de
disponível)
(SAMU 192) cardíacas urgência
Compressões torácicas Adulto
- Rítmica: 100 a 120 por minuto, nem mais nem
menos;
- Profundidade: Não menos que 5 cm, não mais que
6 cm;
- Cíclica: 5 ciclos de 30 compressões ou 2 minutos;
-
- 30 compressões e 2 ventilações de resgate, se tiver
sozinho ou não dispor de material, só
compressões;
-
- Verificar pulso a cada 2 minutos ou 5 ciclos de 30
compressões (não levar mais do que 10
segundos);
-
- Alternância entre socorristas, não fazer mais que um
ciclo se tiver outra pessoa para alternar.
- Pode fraturar costela >> Seguir fazendo compressões!!!
- Usar superfície rígida.
Compressões torácicas Criança:
Rítmica: 100 a 120 por minuto, nem mais nem menos;

Profundidade: Não menos que 4 cm, não mais que 5 cm;

Cíclica: 10 ciclos de 15 compressões ou 2 minutos, aproximadamente a


Verificação de pulso na mesma coisa;
criança.
1 socorrista: 30:2 que nem adulto.

2 socorristas: 15 compressões e 2 ventilações de resgate, se tiver sozinho ou


não dispor de material, só compressões;

Verificar pulso a cada 2 minutos ou 10 ciclos de 15 compressões; ou 5 ciclos


de 30.

Alternância entre socorristas, não fazer mais que um ciclo se tiver outra pessoa
para alternar.

Na criança, a principal causa de PCR é diminuição de


oxigênio, por isso mais ventilações.
OVACE
Obstrução das Vias Aéreas por Corpo Estranho (OVACE)
OVACE
Ocorre mais frequentemente em crianças, idosos e indivíduos sem dentição, devido a pedaços de alimentos e objetos
pequenos que ficam detidos em alguma localidade das vias aéreas, impedindo a passagem do ar para os pulmões.

É de fundamental importância para que se tenha sucesso na ajuda a indivíduos que apresentem obstrução de vias aéreas
a identificação do tipo de obstrução ocorrida. A obstrução pode ser parcial ou total.

Na obstrução parcial, o indivíduo apresenta tosse ineficaz, ainda há ruídos respiratórios e agudos; o indivíduo apresenta
sensação de sufocamento. Enquanto na obstrução total , a vítima fica em apneia (ausência de respiração), ocorre
cianose , ausência de ruídos respiratórios e resulta em inconsciência.

Caso a vítima não for socorrida a tempo ela poderá evoluir para PCR. Em caso de obstrução parcial, deve-se acalmar a
vítima, estimular a tosse, retirar roupas apertadas que dificultam a respiração como golas e gravatas, bem como solicitar
socorro especializado.

Já no caso de obstrução total, deve-se solicitar ajuda especializada e iniciar a técnica de desobstrução, chamada de
Manobra de Desengasgo em Adultos, comumente chamada de manobra de Hemilich. Essa técnica objetiva a expulsão do
corpo estranho através da eliminação do ar residual dos pulmões, criando uma espécie de tosse artificial.
Desengasgo em adultos e crianças
>1 ano.
1 - Confirme se há obstrução total — ausência de tosse, som ou
respiração.
2 - Posicione-se atrás da vítima, levemente inclinado para frente.
3 - Dê cinco pancadas firmes nas costas com o calcanhar da mão.
4 - Se o objeto não sair, realize cinco compressões abdominais
(manobra de Heimlich):
5 - Feche um punho e posicione-o acima do umbigo e abaixo do
osso do peito.
6 - Segure o punho com a outra mão e comprima com força para
dentro e para cima.
7 - Alterne as pancadas e compressões até que o objeto seja
expelido ou a pessoa perca a consciência.
8- Se a vítima desmaiar, deite-a e inicie as compressões torácicas
no ritmo da RCP tradicional (100 a 120 por minuto).
OVACE em Recém Nascidos e
Lactentes
SINAIS DE ENGASGAMENTO:

Verifique se o bebê está realmente engasgado: ele não consegue tossir, chorar, respirar,
muda de cor ou fica molinho.a pele pode ficar arroxeada.

Mantenha a calma e peça ajuda no telefone 193 ou 192.

Apoie-o de bruços sobre o antebraço, com a cabeça mais baixa que o corpo.

Dê 5 (cinco) tapas no meio das costas do bebê, utilizando o calcanhar das mãos;

Vire o bebê de barriga para cima e faça cinco compressões torácicas no centro do peito,
com a base da palma da mão.
OVACE em Recém Nascidos e
Lactentes
• Alterne os dois movimentos até o objeto sair ou o bebê
perder a consciência.
• Não introduza os dedos na boca se o corpo estranho não
estiver visível.
• Se o bebê desmaiar, inicie a reanimação (RCP): 30
compressões no peito com os dois polegares + 2
ventilações
Técnicas de arrasto e transporte
- Arrasto simples:
. Ambientes sem obstáculos;
. Somente um socorrista;

- Transporte duplo:

. Ambientes com obstáculos;


. Mais de um socorrista;
Principais Referências Consultadas
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMERGÊNCIA. Suporte Avançado de
Vida em Medicina de Emergência. 7. ed. [s.l.]: Associação Brasileira de
Emergência, 2020.

BRUNNER, Lillian S.; SUDDART, Shirley J. Tratado de enfermagem /


Lillian S. Brunner, Shirley J. Suddarth; tradução de Claudiney S. de Castro.
14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.

NAEMT. Suporte Avançado de Vida em Trauma Pré-Hospitalar. 9. ed.


[s.l.]: National Association of Emergency Medical Technicians, 2021.
DÚVIDAS?

Quem não tem dúvidas, tem dívidas!

Obrigado pela atenção!

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