Academia Da Polícia Penal: Atendimento Pré-Hospitalar Prisional - APH Prisional
Academia Da Polícia Penal: Atendimento Pré-Hospitalar Prisional - APH Prisional
POLÍCIA PENAL
Atendimento Pré-Hospitalar
Prisionala
-- APH Prisional -
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
MARCH
TECC – Tatical
PHTLS Emergency
Casualty Care
Diferença
APH
APH
PRISIONAL
•Pneumotórax 33%;
•
•Obstrução das vias aéreas 6%.
•
- Hemorragias Juncionais.
- Pneumotórax.
Descrição: É a área onde há Descrição: Área entre a zona de Descrição: Área onde a segurança
risco contínuo de fogo inimigo combate e a zona segura, onde o foi garantida, e o risco de confrontos
ou outros tipos de ameaças. risco de fogo inimigo ainda existe, ou ataques inimigos é praticamente
mas é mais reduzido. inexistente.
Objetivo: Prestar
atendimento remoto ao ferido, Objetivo: Realizar um atendimento Objetivo: Realizar a reavaliação da
orientando ao mais completo da vítima, verificando vítima de forma ainda mais
autoatendimento inicial e se todas as etapas do MARCH e completa se necessário e a
possível buscar abrigo. Nessa demais especificidades do APH evacuação para a unidade de saúde
zona a equipe de resgate irá Prisional. Nesta etapa a atenção e de referência da região, sem a
apenas realizar a extricação segurança da área ainda são pressão do risco iminente de perigo.
do ferido para a zona amarela altamente necessárias, pois um
ou verde, quando surgir uma novo confronto ainda pode surgir.
janela de oportunidade.
Segurança de Cena
Manter sempre a calma;
ÁREAS VULNERÁVEIS
X ÁREAS VULNERÁVEIS
X
Proteção Balística
• Colete da SUSEPE suporta maioria dos calibres curtos
(38, 380, 45, 357, 44). Armas longas não (5.56, 7.62);
•
• Feitos de materiais trançados, não suportam arma
branca;
•
• IDENTIFICAR a hemorragia e a gravidade da situação.
• Peça por ajuda (SAMU 192, bombeiros 193, apoio).
• ATENÇÃO!!! SAMU e BOMBEIROS não entram em
zonas quentes.
• Tomada de decisão de como vai REMOVER a vítima.
Hemorragia massiva no contexto do
trauma, M
REALIZAR PALPAÇÃO
Encontre o sangramento! INVESTIGATÓRIA PARA
PROCURAR FERIMENTOS
(TÉCNICA DO RASTEL)
Procurar:
• Sangramento contínuo; Pode haver vários
Sangramento de grande locais onde vítima
volume; está sangrando
Acúmulo de sangue;
As roupas também
podem esconder
sangramento com
risco de vida
Hemorragia massiva no contexto do
trauma, M
Sangramento Sangramento
Venoso Arterial
Compressão;
Direta ou com Aplicação de
Preenchimento
ataduras e Torniquete
bandagens
Hemorragia massiva no contexto do
trauma, M
Aplique pressão direta
na ferida;
Compressão
Concentre-se na
localização do
sangramento;
Compressão BANDAGEM
ISRAELENSE
com ataduras
e bandagens ATADURA
Preenchimento
Áreas juncionais;
Mantenha a pressão;
Aplique em DIREÇÃO AO
CENTRO DO CORPO
Hemorragia massiva no contexto do
trauma, M
Gaze/Pano sem agente
Gaze Hemostática hemostático
- NO COLETE
-
- NO CINTO
-
- DOBRAGEM CORRETA
TIPOS DE TORNIQUETE
Desmodus
CAT GEN7 (Brasileira,
certificada pel SOFT-T
Combat Application
a ANVISA). Special
Tourniquet
Operation
Forces Tatical
Tourniquet
TMT
Tactical Mechanical Tourniquet
RECON GEN4
Recon Medical
Torniquete
TIPOS DE TORNIQUETE
O tempo
recomendado para
deixar um torniquete
aplicado é de até
duas horas.
- Olho de
guaxinim
SINAIS DE TRAUMATISMO CRÂNIO ENCEFÁLICO
GRAVE= GRAVIDADE
• Sonolência pós trauma craniano;
• Vômitos pós trauma craniano;
• Confusão mental pós trauma craniano;
• Olho de guaxinim e sinal de butler;
Escalpelamento
MONITORAR SINAIS VITAIS E ENCAMINHAR PARA
ATENDIMENTO MÉDICO O MAIS RÁPIDO POSSIVEL!
CONDUTAS - Curativo
compressivo
com touca
craniana
(enfaixamento)
Abertura das
Vias Aéreas
A
VIAS AÉREAS -> Cânula nasofaríngea
• A cânula nasofaríngea(CNF) é um dispositivo tubular flexível de PVC, inserido
na narina para manter a via aérea pérvia, prevenindo a obstrução pela língua
em pacientes semiconscientes ou conscientes. Indicada para emergências e,
ao contrário da de Guedel, pode ser usada com reflexo de vômito
preservado.
•
• Principais Características e Usos:
• Indicações: Traumas orais, trismo (dificuldade ou incapacidade de abrir a boca
normalmente), apneia (ausência de respiração), e obstrução de via aérea
superior.
• Mensuração: Deve ir da ponta do nariz ao lóbulo da orelha ou ângulo da
mandíbula.
• Inserção: Utilizar lubrificante hidrossolúvel, com o bisel voltado para o septo
nasal.
• Vantagem: Permite aspiração e ventilação, com melhor tolerância que a
orofaríngea.
• Contraindicação: Suspeita de fratura de base de crânio.
Abertura das vias aéreas
ACIDENTES DE
ATROPELAMENTOS;
TRÂNSITO;
QUEDAS DE TRAUMAS EM
ESCADA; REGIÃO CERVICAL;
ATENÇÃO:
- Risco de incêndios, explosões, CENA não está segura,
retirar a vítima o mais rápido possível para local seguro; Esperar o socorro chegar, para imobilizar
adequadamente a vítima para transporte.
- CONTROLE DE CERVICAL QUANDO A ZONA NÃO ESTÁ SAMU 192 OU BOMBEIROS 193
QUENTE
Respiração, R
Pneumotórax ABERTO:
Pneumotórax:
CURATIVO OCLUSIVO:
O C é uma das letras mais importantes. Por isso, devemos assumir que a
hipotensão no trauma é causada por perda de sangue até que se prove o
contrário (o que poderá levar ao choque hipovolêmico).
- SINAIS DE CHOQUE
HIPOVOLÊMICO:
• Hipotensão
• Palidez cutânea
• Taquicardia (pulso
acelerado)
Hipotensão=pressão baixa • Cianose de
extremidades
• Confusão mental
Um pouco mais complexo
que o M, aqui se pensa em - REVISA-SE TORNIQUETES,
PREENCHIMENTOS, Pulso acelerado, Pulso fraco?
hemorragias internas
COMPRESSIVOS;
também;
- - SINAIS DE ALERTA PARA
GRAVIDADE DO
QUADRO;
HIPOTERMIA
H
H (Hipotermia)
- Exposição/controle do ambiente:
o A hipotermia é uma causa
frequente de morte em
pacientes traumatizados. Para
prevenir a hipotermia, é
importante aquecer o paciente
e o ambiente quando possível
- Mantas térmicas;
Como? - Cobertores, casacos;
- Heat Packs (bolsa de calor)
- Ar condicionado da viatura no quente
PROTOCOLO MARCH
ADAPTADO AO CONTEXTO PRISIONAL
Cena segura? MARCH!
M A R C H
Hemorragia Massiva Via aérea Respiração Circulação Hipotermia
Contenção do
objeto para
curativo que não o
mova
CONDUTAS
• Vítima Inconsciente:
o Acione o SAMU;
o Caso a vítima tenha pulso, realize uma das manobras de abertura de vias áereas.
o Caso a vítima esteja em Parada Cardiorrespiratória (PCR), inicie os procedimentos de
Reanimação Cardiopulmonar (RCP);
ATENÇÃO:
- REMOVA A VÍTIMA/ARRASTE para uma área em
que não há fumaça, uma área fria, para
depois proceder com o atendimento.
Emergências Clínicas
Convulsão:
Uma convulsão é um distúrbio temporário e súbito do funcionamento elétrico do
cérebro, que pode levar a mudanças no comportamento, nos movimentos
corporais e na consciência. Durante uma convulsão, grupos de células cerebrais
podem disparar de maneira anormal, levando a sintomas variados, desde
movimentos involuntários até perda de consciência.
Algumas Causas:
- Traumas;
- Epilepsia;
- Tumores cerebrais;
- Hipoglicemia, mais comum em
bebês e coma alcoólico;
- Uso abuso de drogas.
Principais Alterações na Convulsão:
1) Movimentos involuntários:
•Espasmos musculares, sacudidas dos membros, tremores, contrações
musculares repetitivas.
2) Alterações na consciência:
•Desde uma breve desorientação até a perda completa da consciência.
3) Alterações sensoriais:
•Sensações anormais, como formigamento, zumbido nos ouvidos, visão turva.
4) Mudanças comportamentais:
•Gritos, choros, agitação, comportamento agressivo.
5) Problemas de comunicação:
•Dificuldade em falar ou responder a perguntas.
6) Perda de Esfíncteres:
•Paciente se urina ou defeca.
Cuidados durante a convulsão:
1) Cena Segura;
3)Proteger extremidades e
cabeça de cantos e
objetos;
Algumas Causas:
- Uso excessivo de medicação para
diabetes;
- Jejum prolongado;
- Exercício físico intenso;
- Consumo excessivo de álcool.
-
Hipoglicemia:
Condutas:
Se vítima Se vítima
inconsciente consciente
Principais causas de
Doença
Arritmias
PCR no ADULTO
Coronariana Afogamento;
Cardíacas;
Cardíaca;
Overdose de Choque
Asfixia;
drogas; Elétrico;
Traumas
Graves.
Reanimação Cardiorrespiratória (RCP)
• A RCP é a associação das técnicas de abertura das vias respiratórias, ventilação e
compressão torácica, e constitui as medidas iniciais para manutenção da vida do
indivíduo em PCR.
• A aplicação da RCP deverá ser realizada após o reconhecimento eficaz da PCR, por meio da
verificação da respiração e da pulsação da vítima.
o Por exemplo: ao se deparar com uma pessoa desacordada, sem sinais de trauma,
chame-a, caso não responda, verifique se respira e/ou se tem pulso (pulso
carotídeo). Caso não responda e nem tenha pulso e/ou respire, inicie as
manobras de RCP.
o Mnemônico:
Verificação de pulso no
§ Compressões (C) adulto.
§ Vias aéreas (A)
§ Ventilação (B)
• A RCP deverá ser realizada na forma de ciclos 30:2 (5x)
Reanimação Cardiorrespiratória (RCP)
Alternância entre socorristas, não fazer mais que um ciclo se tiver outra pessoa
para alternar.
É de fundamental importância para que se tenha sucesso na ajuda a indivíduos que apresentem obstrução de vias aéreas
a identificação do tipo de obstrução ocorrida. A obstrução pode ser parcial ou total.
Na obstrução parcial, o indivíduo apresenta tosse ineficaz, ainda há ruídos respiratórios e agudos; o indivíduo apresenta
sensação de sufocamento. Enquanto na obstrução total , a vítima fica em apneia (ausência de respiração), ocorre
cianose , ausência de ruídos respiratórios e resulta em inconsciência.
Caso a vítima não for socorrida a tempo ela poderá evoluir para PCR. Em caso de obstrução parcial, deve-se acalmar a
vítima, estimular a tosse, retirar roupas apertadas que dificultam a respiração como golas e gravatas, bem como solicitar
socorro especializado.
Já no caso de obstrução total, deve-se solicitar ajuda especializada e iniciar a técnica de desobstrução, chamada de
Manobra de Desengasgo em Adultos, comumente chamada de manobra de Hemilich. Essa técnica objetiva a expulsão do
corpo estranho através da eliminação do ar residual dos pulmões, criando uma espécie de tosse artificial.
Desengasgo em adultos e crianças
>1 ano.
1 - Confirme se há obstrução total — ausência de tosse, som ou
respiração.
2 - Posicione-se atrás da vítima, levemente inclinado para frente.
3 - Dê cinco pancadas firmes nas costas com o calcanhar da mão.
4 - Se o objeto não sair, realize cinco compressões abdominais
(manobra de Heimlich):
5 - Feche um punho e posicione-o acima do umbigo e abaixo do
osso do peito.
6 - Segure o punho com a outra mão e comprima com força para
dentro e para cima.
7 - Alterne as pancadas e compressões até que o objeto seja
expelido ou a pessoa perca a consciência.
8- Se a vítima desmaiar, deite-a e inicie as compressões torácicas
no ritmo da RCP tradicional (100 a 120 por minuto).
OVACE em Recém Nascidos e
Lactentes
SINAIS DE ENGASGAMENTO:
Verifique se o bebê está realmente engasgado: ele não consegue tossir, chorar, respirar,
muda de cor ou fica molinho.a pele pode ficar arroxeada.
Apoie-o de bruços sobre o antebraço, com a cabeça mais baixa que o corpo.
Dê 5 (cinco) tapas no meio das costas do bebê, utilizando o calcanhar das mãos;
Vire o bebê de barriga para cima e faça cinco compressões torácicas no centro do peito,
com a base da palma da mão.
OVACE em Recém Nascidos e
Lactentes
• Alterne os dois movimentos até o objeto sair ou o bebê
perder a consciência.
• Não introduza os dedos na boca se o corpo estranho não
estiver visível.
• Se o bebê desmaiar, inicie a reanimação (RCP): 30
compressões no peito com os dois polegares + 2
ventilações
Técnicas de arrasto e transporte
- Arrasto simples:
. Ambientes sem obstáculos;
. Somente um socorrista;
- Transporte duplo: