CAPACITAÇÃO GESTÃO EM
PSICOLOGIA HOSPITALAR
FERNANDA AZEVEDO DE SOUZA
PSICÓLOGA (CRP-11/02787)
Mestre em Saúde Coletiva pelo IMS/UERJ
Especialista em Psicologia Hospitalar pelo CFP
Especialista em Psico-oncologia pela UniChristus
Especialista em Psicologia em Oncologia pelo INCA
Coordenadora do Setor de Psicologia Hospitalar do HGWA
Docente da Universidade de Fortaleza
CAPACITAÇÃO GESTÃO PSICOLOGIA HOSPITALAR:
PROGRAMAÇÃO
06/03/2021
1. IDENTIDADE DO PSICÓLOGO E DO SERVIÇO DE PSICOLOGIA NO HOSPITAL GERAL;
2. IMPLANTAÇÃO DO SERVIÇO DE PSICOLOGIA NO HOSPITAL GERAL;
3. FORMA DE ATUAÇÃO DO SERVIÇO DE PSICOLOGIA NO HOSPITAL GERAL;
4. ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO: PROCEDIMENTOS E INSTRUMENTOS PADRONIZADOS DE ATUAÇÃO;
13/03/2021
1. PADRONIZAÇÃO DOS REGISTROS DE ATENDIMENTO;
2. GESTÃO DO SERVIÇO DE PSICOLOGIA NO HOSPITAL GERAL: RELATÓRIOS E INDICADORES;
3. O TRABALHO COM A EQUIPE E COM OUTROS GESTORES DO HOSPITAL;
4. ATUAÇÃO EM HOSPITAIS COM CERTIFICADO DE ACREDITAÇÃO HOSPITALAR.
IDENTIDADE DO PSICÓLOGO
E DO
SERVIÇO DE PSICOLOGIA
NO HOSPITAL GERAL
ADOECIMENTO PROVOCA SOFRIMENTO:
Ameaça à própria integridade
Perdas de papéis sociais
Sentimento de impotência
Medos e inseguranças
“As doenças são novos modos da
vida” (CANGUILHEM, 2009)
A menina doente (Edvard Munch, 1885)
O HOSPITAL E A PSICOLOGIA
Diversidade de Lugar do
experiências psicólogo:
humanas emergência da
subjetividade
Fragilidade do Significativo
corpo, dor, aumento da
sofrimento, atuação dos
perdas, profissionais de
tristezas psicologia
Desenvolver ações de assistência, ensino e pesquisa.
O HOSPITAL E A PSICOLOGIA
Assistência: prestar atendimento a pacientes
internados ou ambulatoriais e seus familiares,
e assessorar as equipes hospitalares na
definição de condutas e tratamentos.
Flexibilidade na intervenção psicológica.
Capacidades de empatia, de persistência e
de tolerância à frustração
O HOSPITAL E A PSICOLOGIA
Ensino: supervisionar estágios, ministrar treinamentos,
cursos, palestras e aulas.
Persistente na defesa de suas ideias e buscar
interagir com os demais profissionais para se inserir
no hospital e conseguir desenvolver seu trabalho.
Expor seus posicionamentos e sustentá-los, capaz de
se expressar de forma clara, objetiva e coerente.
O HOSPITAL E A PSICOLOGIA
Pesquisa: sistematizar dados da assistência
e transformar em pesquisas, elaborar
trabalhos científicos, participação em
eventos científicos;
Especialização, Mestrado, Doutorado.
O QUE É A PSICOLOGIA HOSPITALAR?
• A Psicologia Hospitalar é uma especialidade reconhecida pelo
Conselho Federal de Psicologia pela resolução de no 013/2007.
• PRINCIPAL FINALIDADE: atendimento psicológico a pacientes e
sua rede relacional (família e/ou responsáveis).
• OBJETIVO: minimizar o sofrimento provocado pelo processo de
adoecimento e conseqüente internação. Atua junto à equipe
assistencial, numa perspectiva interdisciplinar, auxiliando na
compreensão dos processos subjetivos envolvidos neste
momento.
O QUE É A PSICOLOGIA HOSPITALAR?
O psicólogo neste contexto voltará o seu olhar para
os aspetos psicológicos do adoecer.
O que interessa para a psicologia hospitalar não é a
doença em si, mas a relação que o sujeito tem com
seu processo de adoecimento, o que faz com a sua
doença, o significado que lhe confere, e a isso só
chegamos pela linguagem, pela palavra.
POSIÇÃO CENTRAL
DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS
LIBERDADE
ÉTICA RESPONSABILIDADE
EMPATIA
RESPEITO AO SOFRIMENTO HUMANO
CÓDIGO DE ÉTICA PSICOLOGIA
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS:
III. O psicólogo atuará com responsabilidade social, analisando crítica e
historicamente a realidade política, econômica, social e cultural.
VI. O psicólogo zelará para que o exercício profissional seja efetuado com
dignidade, rejeitando situações em que a Psicologia esteja sendo
aviltada.
VII. O psicólogo considerará as relações de poder nos contextos em que
atua e os impactos dessas relações sobre as suas atividades profissionais,
posicionando-se de forma crítica e em consonância com os demais
princípios deste Código.
DAS RESPONSABILIDADES DO PSICÓLOGO
c) Prestar serviços psicológicos de qualidade, em condições de trabalho
dignas e apropriadas à natureza desses serviços, utilizando princípios,
conhecimentos e técnicas reconhecidamente fundamentados na
ciência psicológica, na ética e na legislação profissional;
• De que maneira podemos demonstrar a
importância do nosso trabalho?
• Como nos posicionar diante dos desafios diários?
• Como sensibilizar equipe e gestão para os aspectos
subjetivos envolvidos no processo de
adoecimento?
• Como mobilizar lutas por melhorias para a
categoria: carga horária, salários, condições de
trabalho, etc?
IMPLANTAÇÃO DO SERVIÇO DE
PSICOLOGIA NO HOSPITAL GERAL
IMPLANTAÇÃO DO SERVIÇO DE
PSICOLOGIA HOSPITALAR
O que diferencia um serviço de psicologia de psicólogos atuando de forma
independente em um mesmo hospital?
IMPORTÂNCIA DA IDENTIDADE DO SETOR DE PSICOLOGIA: Quando em uma
instituição, temos que guardar determinada semelhança, estabelecendo
padrões para que diferentes clientes possam perceber as características, o
propósito e a qualidade do que é oferecido.
Processos estruturados e organizados
Nortear como os profissionais devem praticar a sua atividade fim
Garantir aos profissionais instrumentos de efetivação dos objetivos do seu
trabalho, que devem estar de acordo com os objetivos da profissão, da
instituição e dos seus pacientes.
OBJETIVO GERAL: Avaliar e prestar assistência psicológica aos pacientes e
familiares, bem como trabalhar em equipe com os demais profissionais
envolvidos no caso.
TRIPÉ DE ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO
HOSPITALAR?
PACIENTE FAMÍLIA EQUIPE DE
SAÚDE
GESTÃO
POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÃO
Formulação de um diagnóstico situacional
Demanda do paciente pela presença de transtornos
psicológicos e psiquiátricos
Estressores psicossociais
Dificuldades da relação equipe-paciente
Aspectos da instituição: perda da independência e
autonomia, procedimentos invasivos, distanciamento
dos familiares e casa, necessidade de enfrentar doença
crônica e adoecimento súbito.
POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÃO
Auxiliar na reorganização emocional frente ao sofrimento
Trabalhar medos e fantasias
Facilitar o enfrentamento da dor
Detectar e trabalhar focos de ansiedade
Facilitar e incentivar vínculo e comunicação com a equipe
de saúde e família
Auxiliar na solução de conflitos familiares vividos durante a
convivência anterior ao advento da doença terminal
Detectar e reforçar defesas adaptativas
COMPETÊNCIAS
1. Assegurar autonomia profissional para analisar a demanda psicológica hospitalar e
propor ações para atendê-la
2. Sistematizar o trabalho de tal modo que seja possível desenvolver ações assistenciais,
de ensino e de pesquisa.
3. Identificar a necessidade dos pacientes e escolher métodos de intervenção
condizentes com o estado de saúde que apresentam e com as características da
unidade que estão vinculados (Centros e Unidades de Tratamento Intensivo,
Emergência, Internação ou Ambulatório).
4. Priorizar ações que complementem o trabalho dos demais profissionais e promovam a
prática interdisciplinar.
5. Analisar o interesse e disposição do paciente para receber atendimento psicológico
nas situações em que o serviço é oferecido.
6. Participar ativamente dos espaços que criam oportunidades de interação com outros
profissionais.
7. Assessorar as equipes de saúde na definição de condutas e tratamentos.
8. Evitar assumir responsabilidades que não são funções do psicólogo hospitalar para que
não sejam geradas expectativas equivocadas com relação à atuação deste
profissional.
HABILIDADES
1. Identificar, analisar e interpretar demandas psicológicas.
2. Cumprir com as normas e rotinas da instituição hospitalar.
3. Adaptar referenciais teórico-metodológicos às necessidades da demanda.
4. Realizar atendimentos psicológicos
5. Intervir em situações de luto e de morte.
6. Compartilhar seu conhecimento de forma clara e objetiva.
7. Articular o conhecimento psicológico com os demais saberes que integram as
equipes de saúde.
8. Conhecer e compreender a terminologia médica.
9. Levantar informações sobre o conhecimento produzido na área e assuntos
relacionados.
10. Fazer encaminhamentos aos pacientes que precisam deste serviço após a alta
hospitalar.
FORMAS DE ATUAÇÃO DO
SERVIÇO DE PSICOLOGIA NO
HOSPITAL GERAL
FORMAS DE ATUAÇÃO DO SERVIÇO DE
PSICOLOGIA HOSPITALAR
Quais áreas serão atendidas no hospital? Onde há maior demanda? Que demandas
existem? Onde há menor demanda?
Qual a maneira mais eficiente e efetiva de se executar os atendimentos? Quantos
leitos de internação? E o mais importante, qual a capacidade do setor em atender:
quantos profissionais existem?
Necessário conhecer o hospital: seus setores assistenciais e de apoio
Recursos disponíveis: humanos (psicólogos) e materiais (locais de atendimento,
disponibilidade dos instrumentais etc.)
Elaborar uma proposta de atuação: é nosso dever dizer as possibilidades de atuação
e qual o tipo possível de intervenção.
É preciso identificar as demandas e se elas existem
Oferecer o tipo de assistência adequado à demanda e aos recursos disponíveis é o
primeiro passo para a construção da imagem do serviço no hospital.
É preciso orientar a equipe acerca da nossa atuação: somos nós que temos que dizer
em quais casos ou situações é pertinente a intervenção psicológica
FORMAS DE ATUAÇÃO DO SERVIÇO DE
PSICOLOGIA HOSPITALAR
1. ROTINA: o psicólogo faz parte da equipe e avalia todos os pacientes do serviço. Modelo IDEAL!
2. INTERCONSULTA/CONSULTIVO:
Atendimento acontece a partir da solicitação de pedidos de consulta formulados pela
equipe de saúde
Presença é episódica
Auxilia no diagnóstico, tratamento, plano de ação, fornece orientações ao paciente, família
e equipe.
3. SETOR DE LIGAÇÃO/CONSULTORIA DE LIGAÇÃO:
Atenção mais global, integrada, permanente
Psicólogo está inserido na equipe
Contato de forma contínua: participa das reuniões clínicas, das discussões de caso
Psicólogo de referência para aquele setor.
(BRUSCATO, 2004; KERNKRAUT; SILVA, 2017)
FORMAS DE ATUAÇÃO DO SERVIÇO DE
PSICOLOGIA HOSPITALAR
“Uma vez identificada as áreas que estarão incluídas no
escopo do serviço e as situações ou casos em que a equipe
poderá contar com o auxílio da psicologia, se faz necessário
descrever a documentação do serviço. É ela que registra
junto à instituição e esclarece os profissionais as normas, as
rotinas e o passo a passo dos procedimentos”
(KERNKRAUT; SILVA, p. 58, 2017)
ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO:
PROCEDIMENTOS E
INSTRUMENTOS PADRONIZADOS
DE ATUAÇÃO
ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO DE
PSICOLOGIA HOSPITALAR
Como definir o número de psicólogos em serviços hospitalares?
A hora-assistencial da(o) psicóloga(o) deve contemplar: tempo destinado à preparação
para atendimento, com leitura de prontuário; escolha e preparo de materiais; realização de
procedimentos e/ou técnicas psicológicas; descarte/guarda de materiais; interconsultas;
discussão de caso e reuniões de equipe; encaminhamento de demandas; evolução em
prontuário; e, elaboração de documentos.
Presença de um(a) psicóloga(o) a cada 15 leitos ou fração na Unidade de Internação
Adulto, ao passo que um(a) psicóloga(o) a cada 12 leitos ou fração na Unidade de
Internação Pediátrica. Em ambas as Unidades, recomenda-se cobertura mínima diurna de
seis horas diárias e jornada de trabalho de seis horas/dia. Para atendimento a pacientes e
familiares, estipula-se hora-assistencial de 45 minutos. Durante a jornada de trabalho de seis
horas, a(o) psicóloga(o) realizará no máximo sete atendimentos, reservando tempo para
construção de projeto terapêutico, discussão de caso e reuniões de equipe;
Presença de um(a) psicóloga(o) exclusiva(o) e presencial para cada 10 leitos ou fração na
Unidade de Terapia Intensiva, com cobertura de 12 horas diárias e jornada de trabalho de
seis horas/dia.
(CRP-09, 2019)
PROCEDIMENTOS: PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO (POP)
PROCEDIMENTO FINALIDADE
AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA Procedimento inicial a partir de uma solicitação com objetivo de
identificar a demanda e o foco de trabalho.
ATENDIMENTO PSICOLÓGICO Procedimento de continuidade da assistência após a realização da
avaliação psicológica.
DISCUSSÃO DE CASOS Procedimento que favorece a troca de informações e alinha a conduta
estabelecida no tratamento dos pacientes.
INTERVENÇÃO CONJUNTA Procedimento de atendimento em conjunto com algum membro da
equipe.
GRUPO PSICOEDUCATIVO Procedimento com caráter informativo sobre alguma patologia com
possibilidade de abordagem dos aspectos psicológicos que influenciam
na doença.
ORIENTAÇÃO PSICOLÓGICA Procedimento pontual para orientação sobre algum aspecto do
tratamento.
REUNIÃO DE EQUIPE Procedimento que favorece a interdisciplinaridade, com a participação
das discussões clínicas dos casos acompanhados nos setores de
atuação.
REUNIÃO DE FAMÍLIA Procedimento de participação de reunião com familiares junto a equipe
assistencial para tratar de questões emocionais, manejo de situações
críticas ou comunicação de más notícias.
PROCEDIMENTOS
Uniformidade no funcionamento do serviço: todos os profissionais conhecem quais as
possibilidades de atuação existentes e a maneira que se trabalha no setor
Avaliação de risco psicológico: instrumentalizar a equipe para situações potencialmente
críticas
Pode ser realizada na admissão, e de maneira periódica
Situações de risco:
1. Impacto negativo frente ao diagnóstico recebido;
2. Alteração importante do comportamento: medo, irritabilidade, impaciência, hostilidade;
3. Alteração importante do humor: ansiedade, apatia, desânimo, tristeza;
4. Dificuldade em aderir ou falha de adesão ao tratamento;
5. Dificuldade de compreensão das orientações
6. Impacto de conflitos familiares ou com a equipe assistencial;
7. Pacientes em cuidados paliativos.
PROCEDIMENTOS
TEMPO DE RESPOSTA ÀS SOLICITAÇÕES:
QUAL A URGÊNICA DE CADA CASO?
COMO ESCOLHER AS PRIORIDADES PARA INTERVENÇÃO?
NÍVEL DE SOFRIMENTO PSÍQUICO, RECURSOS ADAPTATIVOS E DE
ENFRENTAMENTO: NOVO DIAGNÓSTICO, AGRAVAMENTO DO
CASO, MUDANÇA REPENTINA NA PROPOSTA DE TRATAMENTO.
CONSIDERAR A HISTÓRIA DE CADA PESSOA: FASE DO
DESENVOLVIMENTO, FASES DO ADOECIMENTO, REDE DE APOIO...
NOVA SITUAÇÃO:
DIAGNÓSTICO/MUDANÇA
TRATAMENTO/AGRAVAMENTO
FASE DA VIDA: PRIORIZAR
IMPACTO NA DINÂMICA FAMILIAR
DESORGANIZAÇÃO ATENDIMENTO
PSICOLÓGICO
ENFRENTAMENTO:
ALTERAÇÃO SÚBITA DE
HUMOR/COMPORTAMENTO (KERNKRAUT; SILVA, p. 63, 2017)
INSTRUMENTOS PADRONIZADOS
Fichas de avaliação psicológica
Fichas de entrevista psicológica
Planilhas para registros dos dados
Gráficos
POPs
Regimento interno
Descrição de cargo
Obrigada!!!
fernandazevedo@[Link]
Referências Bibliográficas
BRUSCATO, W. L. A Psicologia no Hospital da Misericórdia: um modelo de atuação. In:
BRUSCATO, W. L.; BENEDETTI, C.; LOPES, S. R. A. A prática da Psicologia Hospitalar na Santa Casa
de São Paulo: novas páginas de uma antiga história. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004. pp 17-
32.
CANGUILHEM, G. O normal e o patológico. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2009.
Código de Ética Profissional do Psicólogo. Conselho Federal de Psicologia, Brasília, Agosto de
2005.
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Resolução CFP nº 1/2009. Dispõe sobre a obrigatoriedade
do registro documental decorrente da prestação de serviços psicológicos. Disponível em:
[Link]
CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA 09/GOIÁS. Nota Técnica CRP-09 003/2019, 25 de
setembro de 2019. Estabelece Parâmetros de Assistência Psicológica em Contextos de Atenção
Primária, Secundária e Terciária de Saúde. Disponível em: [Link]
norma/2461-nota-tecnica-crp-09-003-2019-parametros-de-assistencia-psicologica-emcontextos-
de-atencao-primaria-secundaria-e-terciaria-de-saude.
KERNKRAUT, A. M.; SILVA, A. L. M. Formas de atuação, organização e gestão de serviços de
psicologia. In: KERNKRAUT, A. M.; SILVA, A. L. M.; GIBELLO, J. O psicólogo no hospital: da prática
assistencial à gestão de serviço. São Paulo: Blucher, 2017. pp 51-74.