Parasitologia
PLATELMINTOS DE IMPORTÂNCIA
CLÍNICA
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LÍCIA GONÇALVES
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Classe trematoda
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Taenia spp
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Taenia solium e Taenia
saginata
São platelmintos;
Possuem o corpo dividido em anéis
denominados proglótides e na extremidade
anterior, denominada escólex, há presença de
ventosas, que auxiliam na fixação do animal.
Trasmissão: se alimentar da carne crua ou mal
passada do animal contaminado
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Taenia spp
NEXT
NEXT
ESQUISTOSSOMOSE
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Shistosoma
mansoni
Transmissão por meio de e caramujos de água doce.
Platelminto trematódeo
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Schistosoma
mansoni
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ESQUISTOSSOMOSE
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Fasciola hepatica
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Fasciola
hepatica
Revisão dos parasitas teciduais
Parasita causados Formas evolutivas Trasmissão
Teníase
Cisticercose
Esquistossomose
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Parasitologia
NEMATELMINTOS DE IMPORTÂNCIA
MÉDICA
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LÍCIA GONÇALVES
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No reino Animalia, os parasitos do homem e seus vetores
apresentam como principais filos de interesse os:
OXIÚROS
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Enterobius vermiculares
Conhecido como oxiúros, parasita humanos,
especialmente crianças em idade escolar.
Distribuição geográfica ampla, com maior incidência em
regiões de clima temperado.
Vermes adultos residem no intestino grosso humano,
incluindo ceco, apêndice, cólon e reto.
Têm ciclo de vida simples, tamanho pequeno, coloração
branca, corpo filiforme e expansões vesiculosas
características, denominadas asas cefálicas, na
extremidade anterior, próximo à boca.
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Enterobius vermiculares - ciclo de vida
Têm ciclo de vida simples, tamanho pequeno, coloração
branca, corpo filiforme e expansões vesiculosas
características, denominadas asas cefálicas, na extremidade
anterior, próximo à boca.
Sua transmissão é predominantemente doméstica ou em
ambientes coletivos fechados.
Existem diversas formas de ocorrer a transmissão do
parasita, tais como:
Heteroinfecção
Indireta
Autoinfecção
Retroinfecção
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Enterobius vermiculares
- ciclo evolutivo
Sua transmissão é predominantemente
doméstica ou em ambientes coletivos
fechados.
Existem diversas formas de ocorrer a
transmissão do parasita, tais como:
Heteroinfecção
Indireta
Autoinfecção
Retroinfecção
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Enterobíase - Diagnóstico
laboratorial
Coletar amostras debaixo das unhas para
análise em laboratório
Método de graham Método de hall - Swab anal
ASCARÍDEOS
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ASCARÍDEOS
Eles parasitam o intestino de seres
humanos, gatos, cachorros, porcos,
galinhas e outros vertebrados, causando
uma verminose conhecida como
ascaridíase.
Estes podem estar presentes em todos os lugares, como, por exemplo: na água, terra,
dinheiro, objetos, hortaliças e alimentos naturais.
O ascarídeo humano, Ascaris lumbricoides, e é popularmente conhecido como lombriga.
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ASCARÍDEOS - morfologia
Vermes adultos:
são filiformes e de cor leitosa.
As fêmeas medem de 30 cm a 50
cm e os machos, de 15 cm a 30
cm, alcança até 50 cm
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ASCARÍDEOS -
morfologia
Ovos:
ovos ovais, castanhos, resistentes e podem persistir no solo por até 20 anos.
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ASCARÍDEOS - ciclo evolutivo
Lombriga tem ciclo monoxênico;
Transmissão oral-fecal;
Tempo de incubação dos ovos até larvas é cerca de 20 dias;
Larvas:
L1 rabditoide dentro do ovo, após uma semana desenvolve-se em L2 e, em seguida,
transforma-se em L3 infectante do tipo filarioide.
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ASCARÍDEOS -
ciclo evolutivo
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Ascaridíase - Manifestações clínicas
Frequentemente assintomática;
Sintomas intestinais:
dores abdominais, falta de apetite, perda de peso, náuseas, vômitos, diarreia e obstrução
intestinal.
O parasita pode romper a parede do intestino, causando febre, perfuração intestinal e
convulsões.
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Ascaridíase - Manifestações clínicas
Migração dos vermes para os
pulmões é comum, causando
pneumonite, bronquite, tosse, sibilos
e irritação na garganta.
Complicações mais raras incluem
alojamento nos ductos biliares,
pâncreas ou fígado.
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ASCARÍDEOS - Diagnóstico laboratorial
Exame patológico das fezes (EPF);
Método de Kato modificado por Katz.
Recomendado pela OMS, permite quantificação de ovos e estimativa do
grau de parasitismo.
Sedimentação espontânea (método de Lutz)
Usado nos laboratórios de rotina - devido à rapidez.
Radiografias de tórax;
evidenciam a presença do parasita nos pulmões.
Larvas visíveis no escarro;
Hemograma -> aumento de eosinófilos (eosinofilia)
TRICURÍASE
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Trichuris trichiura
É uma verminose comum em países subdesenvolvidos, devido a
condições precárias de saneamento básico.
Conhecido como verme do chicote.
O parasita prefere ambientes quentes, úmidos e com saneamento
precário, sendo mais prevalente em regiões tropicais.
Incidência mais alta em crianças de quatro a dez anos, diminuindo
em jovens e adultos.
Transmissão ocorre via fecal-oral
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Trichuris trichiura -Morfologia
Fêmeas do T. trichiura medem cerca de 3 cm, com extremidade posterior reta, enquanto
os machos, de 4 cm, têm essa extremidade enrolada ventralmente.
Ovos permanecem viáveis por meses em ambientes úmidos e pouco expostos à luz solar
direta.
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Trichuris
trichiura -
ciclo evolutivo
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Trichuris trichiura - sintomas
Geralmente são assintomáticos;
Sintomas surgem com carga parasitária elevada (+200
vermes).
Diarreia crônica é o sintoma principal, podendo incluir
muco ou sangue nas fezes.
Outros sintomas incluem evacuação noturna, menor
crescimento em crianças, distensão abdominal, enjoos,
perda de peso, flatulência e anemia.
Baqueteamento digital
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Trichuris trichiura -
diagnóstico
Exame parasitológico de fezes;
método de Kato-Katz,
sedimentação espontânea, Willis,
Faust, Ritchie;
Colonoscopia:
encontrando vermes aderidos à
mucosa do intestino grosso.
Resumindo:
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ESTRONGILOIDÍASE
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Strongyloides stercoralis
Nematelminto que causa a estrongiloidíase em
humanos através do contato com o solo contendo
larvas.
Endêmico em regiões tropicais e subtropicais, mas com
distribuição global.
Comum mesmo em países desenvolvidos,
especialmente entre agricultores que trabalham
descalços.
No Brasil, a estrongiloidíase é significativa em saúde
pública, com taxas de infecção variáveis por região.
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Strongyloides stercoralis - formas evolutivas
A fêmea de vida livre;
B. Macho de vida livre;
C. Ovo;
D. Larva rabditoide;
E. larva filarioide (infectante);
F. Fêmea parasita.
As letras significam: a. Boca; b. Esôfago; c. Anel nervoso; d. Poro excretor; e. Intestino; f. Ovário; g. Útero; h. Vulva,
i. Ânus.
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Strongyloides stercoralis - formas evolutivas
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Strongyloides stercoralis -
formas evolutivas
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Strongyloides stercoralis -
formas evolutivas
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Strongyloides stercoralis -
ciclo evolutivo
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Strongyloides stercoralis -
manifestações clínicas
A maioria dos pacientes infectados pelo S. stercoralis não apresenta sintomas relevantes
Hemograma --> eosinofilia
No caso da ocorrência de sintomas -> dor abdominal e que pode ou não vir associada a
vômitos, enjoos, diarreia e perda de apetite.
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Strongyloides stercoralis -
manifestações clínicas
Durante a fase de migração das larvas pelos
pulmões, podem ocorrer raros sintomas
respiratórios, como: tosse, garganta irritada,
falta de ar, febre e expectoração
sanguinolenta.
Também pode ocorrer um quadro
semelhante à asma ou à pneumonia.
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Strongyloides stercoralis -
diagnóstico
Exame parasitológico de fezes;
Pesquisa direta
Sorológica:
Indireta
ANCILOSTOMOSE
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Gênero: Ancylostoma E Nector
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A. duodenale
Ambos os sexos apresentam coloração
róseo-avermelhada.
Os machos medem de 8 mm a 11 mm
de comprimento e têm a cauda com
bolsa copulatória bem desenvolvida.
As fêmeas medem de 10 mm a 18 mm
e apresentam a cauda afilada e com um
pequeno espículo terminal.
Tem cápsula bucal com dois pares de
dentes.
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N. americanus
Apresenta lâminas em sua cápsula bucal, que servem
para aderir à parede do intestino e sugar o sangue do
seu hospedeiro.
Os adultos também apresentam coloração róseo-
avermelhada e região anterior curvada dorsalmente.
Os machos medem de 5 mm a 9 mm de comprimento e
têm bolsa copulatória bem desenvolvida.
As fêmeas medem de 9 mm a 11 mm de comprimento,
com extremidade posterior afilada, porém com espículo
terminal ausente.
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Ciclo de vida do
A. duodenale e
do N. americanus
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Ancilostomose
- manifestações clínicas
Ancilostomose é uma verminose com sintomas
gastrointestinais predominantes.
Quadro clínico tradicional surge quando o verme atinge o
intestino delgado, com náuseas, vômitos, diarreia, cansaço,
flatulências e dores abdominais.
O hemograma pode indicar um quadro anêmico e o
aumento do número de eosinófilos.
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Ancylostoma duodenale
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Ancilostomose
- diagnóstico
O diagnóstico laboratorial é o melhor método para confirmar a
infecção e é feito por meio da detecção de ovos do parasita pelo
exame parasitológico das fezes.
Esse exame ocorre pelos seguintes métodos:
Sedimentação espontânea: (Hoffman, Pons e Janner)
Sedimentação por centrifugação: (Método de MIFC)
Flutuação: (Willis)
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Wuchereria
bancrofti