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Control

O documento aborda os sistemas de comando e regulação, essenciais para o controle de processos na engenharia moderna. Ele detalha conceitos fundamentais, tipos de controladores, suas aplicações e a importância na automação industrial. Além disso, discute a modelagem matemática e o desempenho dos sistemas de controle.

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Control

O documento aborda os sistemas de comando e regulação, essenciais para o controle de processos na engenharia moderna. Ele detalha conceitos fundamentais, tipos de controladores, suas aplicações e a importância na automação industrial. Além disso, discute a modelagem matemática e o desempenho dos sistemas de controle.

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Sumário

1. Introdução ......................................................................................................................................... 2
Objectivos ..................................................................................................................................................... 3
Objectivo Geral ......................................................................................................................................... 3
 Objectivos Específicos ...................................................................................................................... 3
2. Conceitos Fundamentais ................................................................................................................... 3
2.1 Sistemas de Comando ..................................................................................................................... 3
2.2 Sistemas de Regulação .................................................................................................................... 3
2.3 Definições Importantes ................................................................................................................... 4
2.4 Objetivos do Controle de Processos ................................................................................................ 4
3. Diagrama de Blocos .......................................................................................................................... 4
4.1 Controles em Malha Aberta. ........................................................................................................... 5
4.2 Controles em Malha Fechada .......................................................................................................... 6
4.3 Tipos Avançados de Malha ............................................................................................................. 8
5. Perturbações e Estabilidade .............................................................................................................. 8
6. Ações Básicas de Controle ................................................................................................................ 8
6.1 Controle Liga-Desliga (On-Off) ..................................................................................................... 8
6.2 Controlador Proporcional (P) .......................................................................................................... 8
6.3 Ação integral e derivativa ............................................................................................................... 9
6.4 Controlador Integral (I) ................................................................................................................. 10
6.5 Controlador Derivativo (D) ........................................................................................................... 10
7. Controladores Combinados ............................................................................................................. 12
7.1 Controlador PI ............................................................................................................................... 12
7.2 Controlador PD ............................................................................................................................. 12
7.3 Controlador PID ............................................................................................................................ 13
8. Componentes do Sistema ................................................................................................................ 14
9. Desempenho do Sistema ................................................................................................................. 15
10. Modelagem Matemática ................................................................................................................ 15
10.1 Função de Transferência ............................................................................................................. 15
10.2 Sistema em Malha Fechada......................................................................................................... 16
11. Influência dos Controladores ........................................................................................................ 16
12. Conclusão ...................................................................................................................................... 17
Referências Bibliográficas .......................................................................................................................... 18
Resumo
Os sistemas de comando e regulação são fundamentais na engenharia moderna, permitindo o
controle preciso de processos industriais, mecânicos e eletrônicos. Este trabalho apresenta uma
análise detalhada dos princípios de funcionamento desses sistemas, suas classificações,
componentes, modelos matemáticos e tipos de controladores. Também são discutidas aplicações
práticas e a importância desses sistemas na automação industrial.

Palavras-chave: controle automático, sistemas de regulação, sistemas de comando, controladores,


automação.

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1. Introdução
A engenharia de controle baseia-se no princípio da realimentação (ou retroação) e tem como
objetivo o controle de determinadas variáveis de um sistema.

Devido à combinação de conhecimentos que exige, trata-se de uma área interdisciplinar, com
aplicações em: Engenharia química, Engenharia mecânica, Engenharia aeronáutica, Engenharia
biomédica, Engenharia elétrica.

O especialista em controle trabalha com: Instrumentação (hardware de medição e


controle),Técnicas de projeto de sistemas de controle, Estratégias de controle, Comunicação
digital, Computação e programação, Manutenção de sistemas.

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Objectivos

Objectivo Geral
Analisar e compreender o funcionamento dos sistemas de comando e regulação, destacando seus
princípios, componentes, tipos de controladores e sua importância na automação industrial.

 Objectivos Específicos
 Definir os conceitos fundamentais de sistemas de comando e sistemas de regulação.
 Identificar e descrever os principais componentes de um sistema de controle.
 Diferenciar sistemas em malha aberta e malha fechada, destacando suas vantagens e
desvantagens.
 Analisar os principais tipos de controladores (P, I, D, PI, PD e PID).
 Estudar o comportamento do sistema diante de perturbações e sua estabilidade.
 Compreender os critérios de desempenho de sistemas de controle.
 Aplicar modelos matemáticos, como função de transferência, na análise de sistemas.
 Avaliar a importância dos sistemas de controle na indústria e na automação.

2. Conceitos Fundamentais

2.1 Sistemas de Comando


Um sistema de comando é responsável por enviar ordens ou instruções a um sistema para
executar uma determinada ação.

Características:

 Opera geralmente em malha aberta


 Não considera o resultado da ação (sem feedback)
 Exemplo: semáforo programado por tempo fixo

2.2 Sistemas de Regulação


Um sistema de regulação (ou controle) ajusta automaticamente a saída com base na comparação
entre o valor real e o valor desejado.

Exemplo: termostato de ar-condicionado

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2.3 Definições Importantes
Processo: conjunto de atividades ou etapas que visam atingir um objetivo.

Processos industriais: operações químicas ou mecânicas em larga escala.

Variável de processo: qualquer grandeza que pode variar (temperatura, pressão, nível, etc.).

Controle de processos: técnica para manter variáveis em valores desejados.

Automação: controle automático sem intervenção humana.

Variável controlada: variável que se deseja manter em determinado valor.

Variável manipulada: variável ajustada para controlar o sistema.

Setpoint: valor desejado da variável controlada.

2.4 Objetivos do Controle de Processos


 Adaptação a perturbações externas
 Adaptação a limitações de equipamentos
 Aumento da estabilidade
 Atendimento às especificações
 Otimização de recursos
 Melhoria econômica
 Segurança operacional
 Redução de impacto ambiental

3. Diagrama de Blocos
Um sistema de controle pode ser representado por um diagrama de blocos, que simplifica sua
análise.

A análise de um sistema de controle pode mostrar-se uma tarefa difícil, uma vez que não
raramente ele é composto por vários elementos. Para facilitar o entendimento, um processo pode
ser adequadamente representado de forma simplificada por um diagrama de blocos.

Um diagrama de blocos apresenta uma abstração das funções desempenhadas por cada
componente e um fluxo de sinais,

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Elementos:

Blocos → representam funções

Setas → indicam fluxo de sinais

Essa representação facilita o entendimento de sistemas complexos.

4. Sistemas de Controle

4.1 Controles em Malha Aberta.


Num sistema em malha aberta, o sinal de entrada é um sinal predefinido, baseado em
experiências passadas, de forma que o sistema forneça o sinal de saída desejado. Nesse sistema,
não existe informação de realimentação e é pos-sível corrigir o sinal de entrada de forma a
alcançar um sinal de saída desejado.

Neste sistema, a entrada é definida previamente e não há realimentação.

Características:

 Não corrige automaticamente erros


 Baseado em experiências anteriores

Elementos:

 Controlador
 Processo

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Vantagens:

 Simplicidade
 Baixo custo

Desvantagens:

 Sensível a perturbações
 Baixa precisão

4.2 Controles em Malha Fechada


Num sistema em malha fechada o sinal de saída é realimentado, fazendo-se uma comparação
com o sinal de entrada, o que gera um sinal corrigido que entra novamente no sistema de forma
a alcançar o sinal de saída desejado. Este tipo de malha apresenta como vantagens a
compensação de erros, saída constante e robustez (menor sensibilidade a distúrbios). A
complexidade e o maior custo são desvantagens.

Neste sistema, a saída é realimentada e comparada com a entrada.

A diferença gera o erro:

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Componentes:

Comparador – compara o valor de referência com o valor medido na saída e gera um sinal de
erro que indica o quanto o sinal de saída está longe do sinal de entrada.

Controlador – determina a ação a ser tomada com base no erro enviado pelo comparador.

Atuador – a partir do sinal recebido do controlador, atua sobre a variável manipulada para
ajustar e alterar a variável controlada de modo a corrigir o erro.

Processo – é o sistema no qual a variável está sendo controlada.

Sensor – lê a variável controlada na saída e envia sua condição na forma de sinal para o
comparador, fechando o laço.

Vantagens:

 Correção automática
 Maior precisão
 Menor sensibilidade a perturbações

Desvantagens:

 Maior custo
 Maior complexidade

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4.3 Tipos Avançados de Malha
Malha em cascata: múltiplos controladores

Malha feedforward: atua antes do erro ocorrer.

5. Perturbações e Estabilidade
5.1 Perturbações

São sinais externos que afetam o sistema, podendo causar variações indesejadas.

5.2 Estabilidade

Sistemas em malha aberta → sempre estáveis

Sistemas em malha fechada → podem ser instáveis

Critério BIBO: entrada limitada → saída limitada

6. Ações Básicas de Controle

6.1 Controle Liga-Desliga (On-Off)


Baseado em acionamento simples, Em muitos sistemas básicos o controle pode ser efetuado a
partir de uma simples chave liga-desliga que é acionada/desacionada, por exemplo, a partir de
uma determinada temperatura ou nível do reservatório. Nesse tipo de ação, o controlador
compara o sinal de entrada com a realimentação e, se a saída superar a entrada, desliga o atuador;
se a realimentação for menor, liga o atuador.

Exemplo: controle de temperatura com termostato

6.2 Controlador Proporcional (P)


A ação proporcional de controle pode ser considerada uma evolução do modo de controle liga-
desliga. Esse tipo de ação atua conforme o valor do erro. Voltando para o exemplo do forno
descrito anteriormente. Para controlar a válvula de gás. Especificamente, adicionamos um
controle proporcional. O mecanismo é constituído por uma pequena haste de metal que faz a
função de uma alavanca conectada em uma das extremidades a um bulbo com um fluido no seu

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interior. Na outra extremidade é conectado à válvula. Sempre que o líquido receber calor e se
expandir alterarão a posição da alavanca e o ajuste da válvula. Esse movimento é linear num
intervalo definido na confecção do mecanismo, como comprimento da haste e dimensões do
bulbo. Dito de outra forma, a válvula é ajustada proporcionalmente à amplitude do erro.

6.3 Ação integral e derivativa


Como sabemos, ainda que a ação de controle proporcional não apresente oscilações no regime
permanente, ela tem como característica o erro de off-set. Para entender como eliminar esse erro
é necessário estudar a ação de controle [Link]ém é importante considerar mecanismos
para corrigir o off-set antes que o seu valor se torne demasiadamente grande. Para tanto, vamos
estudar a ação de controle derivativa.

Características:

 Resposta rápida
 Reduz erro, mas não elimina.

Efeitos do ganho:

Alto → resposta rápida, possível oscilação.

Baixo → sistema lento

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Limitação:

Erro em regime permanente

6.4 Controlador Integral (I)


Uma forma de eliminar o erro de off-set da ação proporcional é reajustar o valor do setpoint.
Ainda no exemplo do forno, suponhamos que a tem-peratura, após a ação proporcional, está
10ºC abaixo do valor desejado de 175ºC. Uma forma de corrigir essa discrepância é ajustar o
setpoint para 185ºC, com o objetivo de aproximar o valor da variável controlada para 175ºC.

Obviamente, este processo é inexato e demorado, além de necessitar de um controle manual. O


modo integral executa automaticamente o reajuste para eliminar o off-set.

Características:

 Elimina erro permanente


 Acumula erro ao longo do tempo

Efeitos:

 Pode causar overshoot


 Pode tornar o sistema lento

6.5 Controlador Derivativo (D)


Ação derivativa não é, isoladamente, uma técnica de controle, pois não pode ser empregada
separadamente de uma ação proporcional. A ação derivativa atua na variável manipulada

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proporcionalmente à velocidade de variação do desvio. O objetivo é diminuir a velocidade das
variações de variável controlada, evitando que se eleve ou se abaixe muito rapidamente.

O princípio básico reside em proporcionar uma correção antecipada do desvio, isto é, na


presença de uma tendência súbita de aumento no desvio, a ação derivativa atua de forma
preventiva, diminuindo o tempo de resposta.

Características:

 Atua na taxa de variação do erro


 Funciona como “freio”

Efeitos:

 Reduz oscilações
 Melhora estabilidade
 Sensível a ruídos

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7. Controladores Combinados

7.1 Controlador PI

Vantagens:

Elimina erro permanente

Mais estável

7.2 Controlador PD

Características:

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Resposta rápida

Boa estabilidade

Limitação:

Não elimina erro

7.3 Controlador PID


Como vimos, devemos utilizar a ação PID quando desejamos rapidez na correção do erro com
ausência de off-set, aliado a um desvio máximo reduzido No entanto, a combinação dessas três
ações nem sempre é a melhor opção. Por exemplo, no caso de controle de vazão, podemos
utilizar somente o modo proporcional e integral, uma vez que associar o modo derivativo em
vazão não é vantajoso. O modo derivativo é adicionado normalmente no controle de temperatura
por ser considerado uma variável de reação lenta.

Análise:

Proporcional → erro atual

Integral → erro acumulado

Derivativo → tendência futura.

Efeitos:

 Redução do erro permanente


 Melhor estabilidade
 Controle preciso

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8. Componentes do Sistema
Transdutor: converte grandezas físicas em sinais elétricos

Controlador: processa o erro

Atuador: executa ação física (motor, válvula, resistência)

Planta: sistema controlado

Feedback: retorno da saída

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9. Desempenho do Sistema
Tempo de subida: tempo para atingir o valor desejado

Tempo de estabelecimento: tempo até estabilizar

Overshoot: ultrapassagem do valor

Erro permanente: diferença final

Oscilações: variações repetidas

Robustez: resistência a perturbações

10. Modelagem Matemática

10.1 Função de Transferência

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10.2 Sistema em Malha Fechada.

11. Influência dos Controladores


P: resposta rápida

I: elimina erro

D: melhora estabilidade

PID: melhor desempenho gera

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12. Conclusão
Os sistemas de comando e regulação desempenham um papel essencial na automação industrial.
A escolha do tipo de controlador e da estrutura de controle influencia diretamente a estabilidade,
precisão e eficiência do sistema. 2.4 Objetivos do Controle de Processos Adaptação a
perturbações externas, Adaptação a limitações de equipamentos, Aumento da
estabilidade,Atendimento às especificações, Otimização de recursos,Melhoria econômica,
Segurança operacional,Redução de impacto ambiental.

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Referências Bibliográficas
1. OGATA, Katsuhiko. Engenharia de Controle Moderno. 5ª ed. São Paulo: Pearson, 2010.
2. DORF, Richard C.; BISHOP, Robert H. Sistemas de Controle Modernos. 13ª ed. Rio de
Janeiro: LTC, 2016.
3. NISE, Norman S. Engenharia de Sistemas de Controle. 6ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2012.
4. FRANKLIN, Gene F.; POWELL, J. David; EMAMI-NAEINI, Abbas. Feedback Control of
Dynamic Systems. 7th ed. Pearson, 2015.
5. KUO, Benjamin C. Automatic Control Systems. 9th ed. Wiley, 2014.
6. SEBORG, Dale E.; EDGAR, Thomas F.; MELLICHAMP, Duncan A. Process Dynamics and
Control. 3rd ed. Wiley, 2010.
7. BOLTON, William. Engenharia de Controle. São Paulo: Pearson, 2013.

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