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NBCTSP16 (R1)

A NBC TSP 16 (R1), aprovada pelo Conselho Federal de Contabilidade, estabelece critérios para a elaboração e divulgação de demonstrações contábeis separadas, focando em investimentos em controladas, coligadas e joint ventures. A norma determina que as entidades devem seguir as NBCs TSP aplicáveis e fornece diretrizes sobre mensuração e divulgação de informações relevantes. A norma é parte do processo de convergência com normas internacionais de contabilidade, visando maior transparência e uniformidade nas práticas contábeis.

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NBCTSP16 (R1)

A NBC TSP 16 (R1), aprovada pelo Conselho Federal de Contabilidade, estabelece critérios para a elaboração e divulgação de demonstrações contábeis separadas, focando em investimentos em controladas, coligadas e joint ventures. A norma determina que as entidades devem seguir as NBCs TSP aplicáveis e fornece diretrizes sobre mensuração e divulgação de informações relevantes. A norma é parte do processo de convergência com normas internacionais de contabilidade, visando maior transparência e uniformidade nas práticas contábeis.

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NORMA BRASILEIRA DE CONTABILIDADE, NBC TSP 16 (R1), DE 13 DE NOVEMBRO DE 2025

Aprova a NBC TSP 16 (R1) – Demonstrações


Contábeis Separadas.

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais


e com fundamento no disposto na alínea “f” do art. 6º do Decreto-Lei nº 9.295, de 27 de maio de 1946,
alterado pela Lei nº 12.249, de 11 de junho de 2010, alinhado com o processo de convergência das Normas
Brasileiras de Contabilidade e conforme acordo firmado com a International Federation of Accountants
(Ifac), que autoriza o CFC a traduzir, reproduzir e publicar as normas internacionais em formato eletrônico,
faz saber que foi aprovada, em seu Plenário, a seguinte Norma Brasileira de Contabilidade (NBC), em
consonância com a IPSAS 34 – Separete Financial Statements, editada pelo International Public Sector
Accounting Standards Board da International Federation of Accountants (Ipsasb/Ifac):

NBC TSP 16 (R1) – DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS SEPARADAS

Sumário Item
Objetivo 1
Alcance 2–3
Definições 6 – 10
Elaboração de demonstrações contábeis separadas 11 – 18
Divulgação 19 – 23
Mensuração pelo Valor Corrente 23A – 23H
Disposições Transitórias 24 – 31
Vigência

Objetivo

1. O objetivo desta Norma é estabelecer critérios de contabilização e divulgação para investimentos


em controladas, em empreendimentos controlados em conjunto (joint ventures) e em coligadas,
quando da elaboração de demonstrações contábeis separadas.

Alcance

2. A entidade que elabora e apresenta demonstrações contábeis de acordo com o regime de


competência deve aplicar esta Norma na contabilização de investimentos em entidades
controladas, em empreendimentos controlados em conjunto e em coligadas quando a investidora
escolher, ou for exigido por regulamentos, apresentar demonstrações contábeis separadas.

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3. Esta Norma não determina quais entidades devem elaborar demonstrações contábeis separadas.
Ela deve ser aplicada sempre que a entidade elaborar demonstrações contábeis separadas que
devem estar em conformidade com as NBCs TSP.

4 e 5. (Eliminados)

Definições

6. Os termos a seguir são utilizados nesta Norma com os seguintes significados:

Demonstrações contábeis consolidadas são as demonstrações contábeis da entidade econômica


em que ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas, despesas e fluxos de caixa da entidade
controladora e de suas controladas são apresentados como se fosse uma única entidade
econômica.

Demonstrações contábeis separadas são aquelas apresentadas pela entidade, na qual a entidade
pode escolher, de acordo com esta Norma, contabilizar seus investimentos em controladas, em
empreendimentos controlados em conjunto e em coligadas, ao custo, de acordo com a NBC TSP
31 – Instrumentos Financeiros ou utilizando o método da equivalência patrimonial, conforme
descrito na NBC TSP 18 – Investimento em Coligada e em Empreendimento Controlado em
Conjunto.

Os termos definidos em outras NBCs TSP são utilizados nesta Norma com o mesmo significado,
conforme consta nessas outras normas. Os seguintes termos são definidos na NBC TSP 17 –
Demonstrações Contábeis Consolidadas, na NBC TSP 18 ou na NBC TSP 19 – Acordos em Conjunto:
coligada, controle, controlada, controladora, entidade econômica, método da equivalência
patrimonial, entidade de investimento, controle em conjunto, operação em conjunto,
empreendimento controlado em conjunto, empreendedor em conjunto e influência significativa.

7. Demonstrações contábeis separadas são aquelas apresentadas adicionalmente às demonstrações


contábeis consolidadas ou às demonstrações contábeis de investidor que não possui investimentos
em controladas, mas que possui investimentos em coligadas ou em empreendimentos controlados
em conjunto que, conforme requisitos da NBC TSP 18, devem ser contabilizados com base no
método da equivalência patrimonial, exceto nas circunstâncias previstas nos itens 9 e 10.

8. As demonstrações contábeis de entidade que não possui investimentos em controlada, em coligada


ou em empreendimento controlado em conjunto não são consideradas demonstrações contábeis
separadas.
9. A entidade que está dispensada, de acordo com o item 5 da NBC TSP 17, de consolidar suas
demonstrações contábeis, ou, de acordo com o item 23 da NBC TSP 18, de aplicar o método da

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equivalência patrimonial, pode apresentar demonstrações contábeis separadas como sendo suas
únicas demonstrações contábeis.

10. A entidade de investimento que seja obrigada, durante o período corrente e de todos os períodos
comparativos apresentados, a mensurar seu investimento em todas as suas entidades controladas
pelo valor justo por meio do resultado, de acordo com o item 56 da NBC TSP 17, pode apresentar
demonstrações contábeis separadas como sendo suas únicas demonstrações contábeis.

Elaboração de demonstrações contábeis separadas

11. As demonstrações contábeis separadas devem ser elaboradas de acordo com todas as NBCs TSP
aplicáveis, exceto nos casos dispostos no item 12.

12. Quando a entidade elaborar demonstrações contábeis separadas, ela deve contabilizar os seus
investimentos em controladas, em empreendimentos controlados em conjunto e em coligadas:

(a) ao custo;
(b) de acordo com a NBC TSP 31; ou
(c) utilizando o método da equivalência patrimonial, conforme descrito na NBC TSP 18.

A entidade deve aplicar a mesma prática contábil para cada categoria de investimentos. Os
investimentos contabilizados ao custo ou usando o método de equivalência patrimonial devem ser
contabilizados de acordo com a NBC TSP 36, Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação
Descontinuada, quando forem classificados como mantidos para venda ou para distribuição (ou
incluídos em um grupo de alienação que seja classificado como mantido para venda ou para
distribuição). A mensuração dos investimentos contabilizados de acordo com a NBC TSP 31 não é
alterada em tais circunstâncias.

13. Se a entidade escolher, de acordo com o item 24 da NBC TSP 18, mensurar seus investimentos em
coligadas ou em empreendimentos controlados em conjunto ao valor justo por meio do resultado,
de acordo com a NBC TSP 31, ela deve contabilizá-los da mesma forma em suas demonstrações
contábeis separadas.

14. Se a controladora for obrigada, de acordo com o item 56 da NBC TSP 17, a mensurar seu
investimento em controlada ao valor justo por meio do resultado, de acordo com a NBC TSP 32 –
Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração Contabilidade de Hedge – Aplicação
Residual (ou NBC TSP 31 quando a entidade aplica essa norma), ela deve contabilizá-lo da mesma
forma em suas demonstrações contábeis separadas. Se a entidade controladora não for uma
entidade de investimento, mas controlar uma entidade de investimento, ela deverá mensurar a
entidade de investimento controlada seguindo o item 12 em suas demonstrações contábeis
separadas.

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15. Quando a controladora deixar de ser entidade de investimento, ou quando se tornar entidade de
investimento, ela deve contabilizar a mudança a partir da data em que a mudança de condição
tiver ocorrido, da seguinte forma:

(a) quando deixar de ser entidade de investimento, a entidade deve contabilizar o investimento
na controlada de acordo com o item 12. A data da mudança de condição é a data de
aquisição considerada. O valor justo da controlada na data de aquisição considerada deve
representar a contraprestação estabelecida transferida na contabilização do investimento
de acordo com o item 12.
(b) quando se tornar entidade de investimento, a entidade deve contabilizar o investimento em
controlada ao valor justo por meio do resultado, de acordo com a NBC TSP 31. A diferença
entre o valor contábil anterior da controlada e seu valor justo na data da mudança de
condição do investidor deve ser reconhecida como ganho ou perda no resultado. O
montante acumulado de qualquer ganho ou perda anteriormente reconhecido diretamente
no patrimônio líquido em relação a essas controladas deve ser tratado como se a entidade
de investimento tivesse alienado esses investimentos em controladas na data da mudança
de condição.

16. Dividendos ou distribuições similares de controladas, de empreendimentos controlados em


conjunto ou de coligadas, devem ser reconhecidos nas demonstrações separadas da entidade
quando o direito ao seu recebimento pela entidade for estabelecido. O dividendo ou a distribuição
similar deve ser reconhecido no resultado, a menos que a entidade opte por utilizar o método da
equivalência patrimonial, caso em que o dividendo ou a distribuição similar deve ser reconhecido
como redução do valor contábil do investimento.

17. Quando a entidade controladora reorganizar a estrutura de sua entidade econômica por meio da
constituição de nova entidade como sua controladora, de maneira que satisfaça aos seguintes
critérios:

(a) a nova entidade controladora obtém o controle da controladora original (i) por meio da
emissão de instrumentos patrimoniais em troca de instrumentos patrimoniais existentes da
controladora original, ou (ii) por outros mecanismos que resultem em nova entidade
controladora que tem direito de propriedade, que possibilite o controle, na entidade
original;
(b) os ativos e os passivos da nova entidade econômica e da entidade econômica original são
os mesmos imediatamente antes e depois da reorganização; e
(c) os proprietários da entidade controladora original antes da reorganização detêm a mesma
participação absoluta e relativa no patrimônio líquido da entidade econômica original e da
nova entidade econômica imediatamente antes e depois da reorganização;

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A nova entidade controladora deve contabilizar seus investimentos na controladora original, de
acordo com o item 12(a), em suas demonstrações contábeis separadas. A nova entidade
controladora deve mensurar ao custo o valor contábil de sua participação nos itens do patrimônio
líquido evidenciados nas demonstrações contábeis separadas da entidade controladora original
na data da reorganização.

18. De modo similar, a entidade que não é entidade controladora pode estabelecer nova entidade como
sua controladora a fim de satisfazer o critério descrito no item 17. As exigências do item 17 devem
ser aplicadas igualmente em reorganizações desse tipo. Nesses casos, referências à “entidade
controladora original” e à “entidade econômica original” devem ser entendidas como “entidade
original”.

Divulgação
19. A entidade deve aplicar todas as NBCs TSP aplicáveis quando realizar divulgações em suas
demonstrações contábeis separadas, incluindo as exigências especificadas nos itens 20 a 23.

20. Quando a entidade controladora, de acordo com o item 5 da NBC TSP 17, decidir não elaborar
demonstrações contábeis consolidadas, apresentando alternativamente demonstrações
contábeis separadas, ela deve divulgar em suas demonstrações contábeis separadas:

(a) o fato de tratar-se de demonstrações contábeis separadas; de ter sido utilizada a dispensa
da consolidação; o nome da entidade, cujas demonstrações contábeis consolidadas, em
conformidade com as NBCs TSP, foram elaboradas para uso público; e o endereço onde
podem ser obtidas as referidas demonstrações consolidadas;
(b) a lista dos investimentos significativos em controladas, em empreendimentos controlados
em conjunto e em coligadas, incluindo:

(i) o nome das referidas entidades;


(ii) a localização principal das referidas entidades (caso seja diferente da entidade
controladora); e

(iii) a proporção da participação nessas entidades e a descrição de como essa participação


foi determinada; e

(c) a descrição do método utilizado para contabilizar os investimentos listados, de acordo com
a alínea (b).
21. Quando a entidade de investimento que for controladora (exceto a controladora abrangida pelo
item 20) elaborar, de acordo com o item 10, demonstrações contábeis separadas como suas únicas
demonstrações contábeis, ela deve divulgar esse fato. A entidade de investimento deve apresentar

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também as divulgações relativas a entidades de investimento exigidas pela NBC TSP 20 – Divulgação
de Participações em Outras Entidades.

22. Se a controladora que não seja entidade de investimento for obrigada a aplicar os requisitos do item
58 da NBC TSP 17, deverá divulgar a sua escolha da política contábil para mensurar o seu
investimento na entidade de investimento em suas demonstrações contábeis separadas e
apresentar as divulgações relativas às entidades de investimento exigidas pela NBC TSP 20.

23. Quando a controladora (que não se encontra na situação descrita nos itens 20 e 21), ou o
investidor com controle conjunto ou influência significativa na investida, elaborar demonstrações
contábeis separadas, a controladora ou o investidor deve identificar as demonstrações contábeis
elaboradas em consonância com a NBC TSP 17, a NBC TSP 18 ou a NBC TSP 19, com as quais as
demonstrações contábeis separadas têm relação. A controladora ou o investidor deve também
divulgar em suas demonstrações contábeis separadas:

(a) o fato de tratar-se de demonstrações contábeis separadas e as razões de essas demonstrações


contábeis terem sido elaboradas, caso não sejam exigidas pela legislação;

(b) a lista dos investimentos significativos em controladas, em empreendimentos controlados em


conjunto e em coligadas, incluindo:

(i) o nome das referidas entidades;

(ii) a localização principal das referidas entidades (caso seja diferente da entidade
controladora); e

(iii) a proporção da participação nessas entidades e a descrição de como essa participação


foi determinada; e

(c) a descrição do método utilizado para contabilizar os investimentos listados de acordo com a
alínea (b).

Mensuração pelo Valor Corrente

23A. A entidade deve divulgar informações que ajudem os usuários de suas demonstrações contábeis a
avaliarem os seguintes aspectos:

(a) para investimentos mensurados ao valor justo de forma recorrente ou não recorrente no
Balanço Patrimonial, após o reconhecimento inicial, as técnicas de mensuração e os dados
utilizados para elaborar essas mensurações; e

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(b) para mensurações recorrentes ao valor justo que utilizam dados significativos não observáveis
(Nível 3), o efeito dessas mensurações no resultado ou no patrimônio líquido durante o
período.

23B. Para atender aos objetivos estabelecidos no item 23A, a entidade deve considerar todos os
seguintes aspectos:

(a) o nível de detalhamento necessário para satisfazer os requisitos de divulgação;


(b) a ênfase a ser dada a cada um dos diferentes requisitos;
(c) o grau de agregação ou desagregação a ser adotado; e
(d) se os usuários das demonstrações contábeis precisam de informações adicionais para avaliar os
dados quantitativos divulgados.

Se as divulgações fornecidas de acordo com esta NBC TSP e outras NBCs TSP forem insuficientes para
atender aos objetivos do item 23A, a entidade deverá divulgar informações adicionais necessárias para
cumprir esses objetivos.

23C. Para atender aos objetivos do item 23A, a entidade deverá divulgar, no mínimo, as seguintes
informações para cada classe de investimentos (ver item 23D para informações sobre a
determinação das classes apropriadas de investimentos) mensurados ao valor justo (incluindo
mensurações baseadas no valor justo dentro do escopo da NBC TSP 38, Mensuração) no Balanço
Patrimonial após o reconhecimento inicial:

(a) para mensurações ao valor justo recorrentes e não recorrentes, a mensuração pelo valor justo
no final do período a que se referem as demonstrações contábeis e, no caso de mensurações
ao valor justo não recorrentes, os motivos para a mensuração. As mensurações ao valor justo
recorrentes de investimentos são aquelas que esta Norma exige ou permite no Balanço
Patrimonial no final de cada período a que se referem as demonstrações contábeis. As
mensurações ao valor justo não recorrentes de investimentos são aquelas que esta Norma
exige ou permite no Balanço Patrimonial em circunstâncias específicas;

(b) para mensurações ao valor justo recorrentes e não recorrentes, o nível da hierarquia do valor
justo no qual as mensurações pelo valor justo são categorizadas em sua totalidade (Nível 1, 2
ou 3);

(c) para investimentos mantidos no final do período a que se referem as demonstrações


contábeis que são mensurados ao valor justo de forma recorrente, os montantes de quaisquer
transferências entre o Nível 1 e o Nível 2 da hierarquia do valor justo, os motivos dessas
transferências e a política da entidade para determinar quando as transferências entre níveis
são consideradas ocorridas (ver item 23E). As transferências para cada nível devem ser
divulgadas e discutidas separadamente das transferências para fora de cada nível;

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(d) para mensurações ao valor justo recorrentes e não recorrentes estimadas com o uso de dados
não observáveis, a descrição da(s) técnica(s) de mensuração e dos dados utilizados na
mensuração pelo valor justo. Se houve uma mudança na técnica de mensuração (por exemplo,
mudança de uma abordagem de mercado para uma abordagem de renda ou o uso de uma
técnica de mensuração adicional), a entidade deverá divulgar essa mudança e os motivos para
realizá-la. Para mensurações ao valor justo categorizadas dentro do Nível 3 da hierarquia do
valor justo, a entidade deverá fornecer informações quantitativas sobre os principais dados
não observáveis utilizados na mensuração pelo valor justo. A entidade não é obrigada a criar
informações quantitativas para atender a esse requisito de divulgação se os dados não
observáveis quantitativos não forem desenvolvidos pela entidade ao mensurar o valor justo
(por exemplo, quando a entidade utiliza preços de transações anteriores ou informações de
precificação de terceiros sem ajustes). No entanto, ao fornecer essa divulgação, a entidade
não pode ignorar dados não observáveis quantitativos que sejam significativos para a
mensuração pelo valor justo e que estejam razoavelmente disponíveis para a entidade;

(e) para mensurações ao valor justo recorrentes categorizadas dentro do Nível 3 da hierarquia do
valor justo, uma reconciliação dos saldos iniciais com os saldos finais, divulgando
separadamente as mudanças ocorridas no período atribuíveis aos seguintes itens:

(i) ganhos ou perdas totais do período reconhecidos no resultado, e o(s) item(ns) da


demonstração do resultado em que esses ganhos ou perdas são reconhecidos;
(ii) ganhos ou perdas totais do período reconhecidos no patrimônio líquido, e o(s) item(ns)
no patrimônio líquido em que esses ganhos ou perdas são reconhecidos;
(iii) compras, vendas, emissões e liquidações (cada um desses tipos de mudanças divulgados
separadamente); e
(iv) para mensurações ao valor justo recorrentes categorizadas dentro do Nível 3 da
hierarquia do valor justo, os montantes de quaisquer transferências para dentro ou para
fora do Nível 3 da hierarquia do valor justo, os motivos dessas transferências e a política
da entidade para determinar quando as transferências entre níveis são consideradas
ocorridas (ver item 23E). As transferências para o Nível 3 devem ser divulgadas e
discutidas separadamente das transferências para fora do Nível 3;

(f) para mensurações ao valor justo recorrentes categorizadas dentro do Nível 3 da hierarquia do
valor justo, o montante total dos ganhos ou das perdas do período mencionados no item (e)(i)
incluídos no resultado que são atribuíveis à variação dos ganhos ou das perdas não realizados
relacionados a esses investimentos mantidos no final do período a que se referem as
demonstrações contábeis, e o(s) item(ns) resultado(s) em que esses ganhos ou perdas não
realizadas são reconhecidos;

(g) para mensurações ao valor justo recorrentes e não recorrentes categorizadas no Nível 3 da
hierarquia do valor justo, uma descrição dos processos de avaliação utilizados pela entidade

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(incluindo, por exemplo, como a entidade decide suas políticas e procedimentos de avaliação
e analisa mudanças nas mensurações ao valor justo de um período para outro); e

(h) para mensurações ao valor justo recorrentes categorizadas no Nível 3 da hierarquia do valor
justo:

(i) para todas essas mensurações, uma descrição narrativa da sensibilidade da


mensuração ao valor justo a mudanças nos dados não observáveis, caso uma alteração
nesses dados para um valor diferente possa resultar em uma mensuração ao valor
justo significativamente maior ou menor. Se houver inter-relações entre esses dados
e outros dados não observáveis utilizados na mensuração ao valor justo, a entidade
também deverá fornecer uma descrição dessas inter-relações e de como elas podem
amplificar ou atenuar o efeito das mudanças nos dados não observáveis sobre a
mensuração ao valor justo. Para cumprir esse requisito de divulgação, a descrição
narrativa da sensibilidade às mudanças nos dados não observáveis deverá incluir, no
mínimo, os dados não observáveis divulgados em conformidade com a alínea (d); e

(ii) para ativos financeiros e passivos financeiros, se a alteração de um ou mais dados não
observáveis para refletir suposições alternativas razoavelmente possíveis resultar em
uma mudança significativa no valor justo, a entidade deverá declarar esse fato e divulgar
o efeito dessas mudanças. A entidade deverá divulgar como o efeito de uma mudança
para refletir uma suposição alternativa razoavelmente possível foi calculado. Para esse
fim, a significância deverá ser avaliada em relação ao resultado, e ao total de ativos ou
passivos, ou, quando as mudanças no valor justo forem reconhecidas no total do
patrimônio líquido.

23D. A entidade deverá determinar a desagregação apropriada dos investimentos com base nos seguintes
critérios:

(a) natureza, características e riscos dos investimentos; e

(b) nível da hierarquia do valor justo no qual a mensuração ao valor justo está categorizada, ou
se o valor justo é observável ou não observável.

A necessidade de uma desagregação maior pode ser mais relevante para mensurações ao valor justo
categorizadas no Nível 3 da hierarquia do valor justo ou para mensurações ao valor justo estimadas com
o uso de dados não observáveis, pois essas mensurações apresentam um maior grau de incerteza e
subjetividade. A determinação da desagregação apropriada dos investimentos para os quais devem ser
fornecidas divulgações sobre mensurações ao valor justo requer julgamento. Os investimentos
frequentemente exigirão uma desagregação maior do que os itens apresentados no Balanço Patrimonial.
No entanto, a entidade deverá fornecer informações suficientes para permitir a reconciliação com os itens

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apresentados no Balanço Patrimonial. Se outra NBC TSP especificar a desagregação para um investimento,
a entidade poderá utilizar essa desagregação ao fornecer as divulgações exigidas por esta Norma, desde
que atenda aos requisitos deste item.

23E. A entidade deverá divulgar e seguir de forma consistente sua política para determinar quando as
transferências entre níveis da hierarquia do valor justo são consideradas ocorridas, conforme
estabelecido nos itens 23C(c) e 23C(e)(iv). A política sobre o momento do reconhecimento das
transferências deverá ser a mesma tanto para transferências para os níveis quanto para
transferências para fora dos níveis. Exemplos de políticas para determinar o momento das
transferências incluem:

(a) a data do evento ou da mudança nas circunstâncias que causou a transferência;


(b) o início do período a que se referem as demonstrações contábeis; e
(c) o final do período a que se referem as demonstrações contábeis.

27F. (Não convergido)

23G. Para cada classe de investimentos que não seja mensurada pelo valor justo no Balanço Patrimonial,
mas para a qual o valor justo seja divulgado, a entidade deve divulgar as informações exigidas pelo
item 23C(b), (d) e (h). No entanto, a entidade não é obrigada a fornecer as divulgações quantitativas
sobre dados significativos não observáveis utilizados nas mensurações de valor justo classificadas
no Nível 3 da hierarquia de valor justo, ou para mensurações de valor justo estimadas com base em
dados não observáveis, conforme exigido pelo item 23C(d). Para esses investimentos, a entidade
não precisa fornecer as demais divulgações exigidas por esta Norma.

23H. A entidade deve apresentar as divulgações quantitativas exigidas por esta Norma em formato
tabular, a menos que outro formato seja mais apropriado.

Disposições Transitórias

24. Na data da aplicação inicial, uma entidade de investimento que anteriormente mensurava seu
investimento em uma entidade controlada pelo custo deve, em vez disso, mensurar esse
investimento pelo valor justo por meio do resultado, como se os requisitos desta Norma tivessem
sempre sido eficazes. A entidade de investimento deve ajustar retrospectivamente o período
anual imediatamente anterior à data da aplicação inicial e deve ajustar o resultado acumulado no
início do período imediatamente anterior para qualquer diferença entre:

(a) o valor contábil anterior do investimento; e


(b) o valor justo do investimento do investidor na entidade controlada.

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25. Na data da aplicação inicial, uma entidade de investimento que anteriormente mensurava seu
investimento em uma entidade controlada pelo valor justo diretamente no patrimônio líquido
deve continuar a mensurar esse investimento pelo valor justo. O montante acumulado de
qualquer ajuste de valor justo anteriormente reconhecido no patrimônio líquido deve ser
transferido para o resultado acumulado no início do período anual imediatamente anterior à data
da aplicação inicial.

26. Na data da aplicação inicial, uma entidade de investimento não deve fazer ajustes à contabilidade
anterior de um interesse em uma entidade controlada que tenha previamente optado por
mensurar pelo valor justo por meio do resultado, de acordo com a NBC TSP 31, conforme
permitido no item 12.

27. A entidade de investimento deve utilizar os valores justos anteriormente reportados aos
investidores ou à administração.

28. Se a mensuração do investimento na entidade controlada de acordo com os itens 24–27 for
impraticável (conforme definido na NBC TSP 23, Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e
Retificação de Erro), a entidade de investimento deve aplicar os requisitos desta Norma no início
do período mais antigo para o qual seja praticável a aplicação dos itens 24–27, o que pode ser o
período atual. O investidor deve ajustar retrospectivamente o período anual imediatamente
anterior à data da aplicação inicial, a menos que o início do período mais antigo para o qual seja
praticável a aplicação deste item seja o período atual. Quando a data em que for praticável para
a entidade de investimento mensurar o valor justo da entidade controlada for anterior ao início
do período imediatamente anterior, o investidor deve ajustar o patrimônio líquido no início do
período imediatamente anterior para qualquer diferença entre:

(a) o valor contábil anterior do investimento; e


(b) o valor justo do investimento do investidor na entidade controlada.

Se o período mais antigo para o qual seja praticável a aplicação deste item for o período atual, o
ajuste ao patrimônio líquido deve ser reconhecido no início do período atual.

29. Se uma entidade de investimento tiver alienado ou perdido o controle de um investimento em


uma entidade controlada antes da data da aplicação inicial desta Norma, a entidade de
investimento não será obrigada a fazer ajustes na contabilidade anterior para esse investimento.

30. Na data da aplicação inicial, uma entidade controladora que não seja, por si só, uma entidade de
investimento, mas que seja obrigada, de acordo com o item 58 da NBC TSP 17, a mensurar seu
investimento em uma entidade de investimento controlada pelo valor justo por meio do
resultado, de acordo com a NBC TSP 31, deve utilizar as disposições transitórias dos itens 24–29
para contabilizar seu investimento na entidade de investimento controlada em suas
demonstrações contábeis separadas.
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31. As disposições transitórias para mudanças na contabilidade, nas demonstrações contábeis
separadas de uma entidade, para seu interesse em uma operação conjunta são estabelecidas na
NBC TSP 19, Acordos em Conjunto.

32 ao 34. (Não convergidos)

Vigência

Esta Norma entra em vigor na data de sua publicação, aplicando-se aos exercícios iniciados a partir de 1º
de janeiro de 2027, e revoga a NBC TSP 16, publicada no DOU, Seção 1, de 31/10/2018, salvo na existência
de algum normativo em âmbito nacional que estabeleça prazos específicos - casos em que esses
prevalecem.

Brasília, 13 de novembro de 2025.

CONTADOR AÉCIO PRADO DANTAS JÚNIOR


Presidente
Ata CFC nº 1.125.

SAUS – Quadra 5 – Lote 3 – Bloco J – Edifício CFC


Telefone: (61) 3314-9600 – CEP: 70070-920 – Brasília/DF
cfc@[Link] – [Link]

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