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Livro Riscado - Anotaes

Emilio Isgrò, artista italiano, é conhecido por 'riscar' livros, utilizando apagamentos como uma marca estilística que provoca reflexões sobre a linguagem e a arte. Sua obra 'Libro Cancellato' destaca a relação entre palavra e imagem, sugerindo que a arte pode ser uma ferramenta vital de conhecimento e discussão. Isgrò defende que mesmo na ausência de palavras, elas permanecem fundamentais, e seus apagamentos visam promover uma leitura mais atenta e dedicada.

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Emilio Isgrò, artista italiano, é conhecido por 'riscar' livros, utilizando apagamentos como uma marca estilística que provoca reflexões sobre a linguagem e a arte. Sua obra 'Libro Cancellato' destaca a relação entre palavra e imagem, sugerindo que a arte pode ser uma ferramenta vital de conhecimento e discussão. Isgrò defende que mesmo na ausência de palavras, elas permanecem fundamentais, e seus apagamentos visam promover uma leitura mais atenta e dedicada.

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ANOTAÇÕES PARA AULA SOBRE

“LIBRO CANCELLATO” (“LIVRO RISCADO”), 1964, de EMILIO ISGRÒ

Artista italiano, cuja marca característica é “riscar” livros.


Ele dizia: “Risco, apago, para a rmar mais”.
Os “apagamentos” são a marca estilística do Artista e faziam parte de toda
uma série de experimentações estéticas muito relevante para aquela época,
como por exemplo todos os trabalhos dos artistas da assim chamada “arte
povera” (arte pobre):
[Link]

Pontos de trabalho: real e imaginário; ilusão e realidade; tempo; limites da


observação; fronteira entre a poesia visual e a arte visual.

O que vemos observando essa obra?

Só duas palavras são - ou caram - legíveis: “para dizer-lhe” e “esta


palavra”.

Somos nós frente ao mistério da linguagem


Somos nós - quase sozinhos - frente a “esta palavra”.

O que essa obra quer nos comunicar ?


O artista tem razão quando declara que quer “dizer”, “a rmar” mais?

Outra pergunta importante que surge a partir dessa obra é:


Qual é a força da palavra e da linguagem ?

Trata-se também de uma provocação do artista que quer oferecer ao mundo


da arte uma nova vitalidade para com as potencialidades expressivas da
palavra, além dos esquemas comunicativos tradicionais.

Isgrò confessa uma forte convicção no fato de que a Arte pode ser uma
ferramenta única e peculiar de conhecimento e de discussão. A Arte é quase
uma “necessidade política”.

Isgrò a rmava também que as palavras são sempre fundamentais mesmo na


ausência delas.

Outras obras de arte que apontam aos limites entre palavra e imagem, texto
e visualidade, são os apagamentos da Enciclopédia “Treccani” (uma
enciclopédia importantíssima, talvez a mais famosa e celebrada da cultura
italiana) e a Constituição Italiana, o que fez discutir muito. Mas a essa
polêmica, o artista italiano respondeu dizendo que as pessoas não tinham
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entendido que o valor do apagamento e do risco daquelas palavras era para
que possam ser lidas com maior dedicação.

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