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O Texto Expositivo-Explicativo

O documento aborda o texto expositivo-explicativo, detalhando sua organização em três fases: introdução, desenvolvimento e conclusão, além de discutir a linguagem clara e objetiva utilizada. Também explora a evolução do termo 'literatura', diferenciando entre literatura oral e escrita, e descreve a estrutura e os elementos do texto narrativo. Por fim, apresenta conceitos de concordância verbal, figuras de estilo e referências bibliográficas.

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O Texto Expositivo-Explicativo

O documento aborda o texto expositivo-explicativo, detalhando sua organização em três fases: introdução, desenvolvimento e conclusão, além de discutir a linguagem clara e objetiva utilizada. Também explora a evolução do termo 'literatura', diferenciando entre literatura oral e escrita, e descreve a estrutura e os elementos do texto narrativo. Por fim, apresenta conceitos de concordância verbal, figuras de estilo e referências bibliográficas.

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O texto expositivo-explicativo

É um tipo de texto que pretende dar a conhecer, de forma clara, uma determinada
realidade a um leitor que se supõe detentor de um saber insatisfatório.

Organização do texto

O texto expositivo- explicativo tem três momentos:

 Fase de questionar/exposição (introdução) – corresponde ao título ou a uma


interrogativa directa ou indirecta (apresentação do tema do texto ou da ideia
central).
 Fase de resolução (desenvolvimento) – explicação, descrição, demonstração e
estabelecimento de lógica entre as ideias ou factos apresentados.
 Fase de conclusão (conclusão) – síntese das ideias apresentadas ou apresentação
de uma ideia conclusiva final.

Tipo de linguagem

No texto expositivo-explicativo utiliza-se uma linguagem que se caracteriza por um


discurso claro e objectivo com formas linguísticas próprias.

A linguagem é predominantemente referencial, pois, pretende comunicar informações.

 Inclui frases passivas que permitem o apagamento do sujeito;


 Contém paráfrases (explicação mais desenvolvida do conteúdo);
 Utiliza articuladores (palavras ou expressões que estabelecem a relação entre
duas ideias. Podem ligar orações, períodos e até parágrafos). Exemplos:
conjunções e locuções coordenativas e subordinativas, advérbios, preposições e
pronomes.

Funções do texto expositivo- explicativo

 Reduz um acontecimento ou facto a factos simples;


 Estabelece ligações entre os factos;
 Liga um determinado acontecimento a diversos factores: causas, efeitos,
consequências, finalidades;
 Coloca numa certa ordem aspectos ou partes de um todo;
 Mostra relações entre acções, pessoas, objectos, etc.
 Responde a questões colocadas.
FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA.

Casos de concordância verbal

Com sujeito não expresso de uma oração subordinada: o verbo de uma oração
subordinada com sujeito oculto concorda em número e pessoa com sujeito da oração
subordinante.

Exemplo: A mãe fez a sopa, embora não estivesse com fome.

Com pronomes relativos com a função de sujeito

O sujeito é o pronome relativo "que" – o verbo concorda com o antecedente do


pronome. Ex.: Fui eu que sinalizei a bandeira. / Fomos nós que sinalizamos a bandeira.

O sujeito é o pronome relativo "quem" - o verbo pode ficar na 3ª pessoa do singular ou


concordar com o antecedente do pronome.

Ex.: Fui eu quem sinalizou a bandeira. / Fui eu quem sinalizei a bandeira.

Com sujeito posposto ao verbo

Se o sujeito estiver posposto, permite-se a concordância por atracção com o núcleo mais
próximo do verbo.

Ex.: Seguiria a pé a jovem e a sua amiga.

Com verbos impessoais

Os chamados verbos impessoais, que não são atribuídos a sujeito algum, de acordo com
a norma culta devem ficar na 3ª pessoa do singular. É o caso do verbo haver (no sentido
de existir, ou indicando tempo) e do verbo fazer (indicando tempo). Ambos devem ficar
sempre na 3ª pessoa do singular.

Exemplos: Havia sérios problemas de iluminação. Fazia dois anos que ele não nos
visitava.

Outros exemplos - A regra é a mesma – evite flexionar o verbo para o plural. Passar de
(indicando tempo): ‗passava das quatro da manhã‘ (e não ‗passavam das quatro da
manhã‘); Bastar de e Chegar de: ‗basta de questionamentos‘ (e não bastam de
questionamentos); Trata-se de (em referência a uma afirmação anterior): ‗trata-se dos
funcionários do hospital‘ (e não ‗tratam-se dos funcionários do hospital).

Evolução histórica e semântica do termo “Literatura”

O termo literatura deriva historicamente, por via erudita, da palavra latina litteratura.

O termo complexo literatura significou o saber relativo à arte de escrever e ler,


gramática, instrução e erudição. Nas diversas línguas europeias, até ao século XVII, o
conteúdo semântico de literatura dizia respeito ao saber e à ciência, em geral. Na
segunda metade do século XVII, o conceito literatura apresenta uma profunda evolução
semântica, em estreita conexão com as transformações da cultura europeia nesse
período histórico. Num texto de Diderot, escrito em 1751, a literatura é considerada uma
arte e também um conjunto de manifestações dessa arte, isto é, um conjunto de textos
que se singularizam pela presença de determinados valores estéticos. Este texto de
Diderot documenta, pois, dois novos e importantes significados com que o termo
literatura será crescentemente utilizado a partir da segunda metade do século XVIII:
especifico fenómeno estético, específica forma de produção, de expressão e de
comunicação artística. O termo literatura passou a significar também o conjunto da
produção literária de um determinado país.

Oratura vs. Literatura

A literatura sob a forma escrita tem base oral. Isto significa que as primeiras
manifestações artísticas surgiram por via oral, pois a oralidade é mais antiga e o Homem
sempre teve necessidade de exprimir sentimentos relatar eventos e retratar realidades
através da arte (cantos, poesia, dramas e histórias orais).

Os géneros da oratura são guardados na memória das pessoas e transmitidos de geração


em geração.

LITERATURA ORAL LITERATURA ESCRITA


COMPOSIÇÃO Na memória No papel
TRANSMISSÃO Oral (de uma pessoa a outra) Escrita (papel ao leitor)
AUTOR Desconhecido Identificado
CÓDIGO Misto (palavras, gestos, imagens…) Verbal (escrita)
CONTEÚDO Sujeito a mudanças Inalterável; fixo
Texto narrativo

Texto narrativo é um tipo de texto que esboça as acções de personagens num


determinado tempo e espaço.

Geralmente, ele é escrito em prosa e nele são narrados (contados) alguns factos e
acontecimentos.

Estrutura do texto narrativo

 Introdução (apresenta as personagens; situa a acção no tempo e espaço)


 Desenvolvimento (através das acções das personagens, constrói-se a trama e o
suspense que culmina no clímax)
 Conclusão (existem várias maneiras de se concluir uma narração. Esclarecer a
trama é apenas uma delas)

Sequências da Narrativa

 Encadeamento - as sequências encontram-se ordenadas cronologicamente.


 Encaixe - uma sequência é encaixada dentro de outra.
 Alternância - várias sequências vão sendo narradas alternadamente.

Momentos:

 Situação inicial / Introdução - introdução, onde se apresentam as personagens,


etc.
 Desenvolvimento - desenrolar do enredo, conduzindo ao desenlace.
 Desenlace - conclusão.

Delimitação

 Aberta - o desfecho da história fica em suspenso.


 Fechada - o desenlace é definitivo, conhecendo-se o destino de todas as
personagens.

Espaço

 Físico- lugar onde se desenrola a acção.


 Social - meio ambiente onde a acção decorre.
 Psicológico - refere-se ao interior das personagens.
Tempo

 Cronológico (da história) - sucessão cronológica dos acontecimentos.


 Histórico - corresponde à época ou ao momento em que decorre a acção.
 Psicológico - tempo vivido pela personagem, de acordo com o seu estado de
espirito.
 Do discurso - corresponde ao tempo em que a história é escrita. Ordem temporal
(ordem linear - isocronia; ordem não linear - anisocronia: analespse / prolepse)
Ritmo temporal (relação entre a duração da história e o nº de linhas/páginas ->
isocronia / anisocronia)

Personagens – sua classificação quanto:

Ao relevo

 Principal - papel preponderante, no qual é o centro da acção.


 Secundária - papel de menor relevo, auxiliando a personagem principal.
 Figurantes - não intervêm directamente na acção, servem como uma
"decoração".

À composição:

 Modelada ou redonda - comportamento altera-se ao longo da acção.


 Plana - mantém sempre o mesmo comportamento.
 Tipo - representa uma estrutura social ou um grupo.

Processo de caracterização:

Directa

1. autocaracterização - feita pela própria personagem.

2. heterocaracterização - feita pelo narrador ou outra personagem.

3. Indirecta - deduzida pelo leitor.

Narrador

Quanto à presença ou lugar na acção


1. Narrador autodiegético — narrador de 1.ª pessoa que narra uma acção que gira à roda
de si próprio. Neste caso, o narrador acumula a categoria de personagem principal (ou
protagonista).

2. Narrador homodiegético — narrador de 1.ª ou de 3.ª pessoa que, não sendo


personagem principal da história, narra os acontecimentos em que também é
participante, podendo ser uma personagem secundária ou até um figurante

3. Narrador heterodiegético — aquele que, não fazendo parte da história, a narra.

Quanto à focalização ou ponto de vista

1. Narrador de focalização externa — aquele que narra simplesmente aquilo que é


observável, o que é visível, o exterior, revelando-se como «incapaz de certezas
relativamente ao íntimo das personagens e à sequência dos factos.

2. Narrador de focalização interna — narrador que conhece o íntimo das personagens. O


exemplo mais típico da ―focalização interna‖ é o do monólogo interior, pelo qual
acompanhamos a vida íntima da personagem em causa.

3. Narrador omnisciente — aquele que conhece tudo sobre as personagens e sobre o


desenrolar da acção, evidenciando o domínio total do que se passou, do que se passa e
do que se vai passar.

Modos de apresentação

 Diálogo
 Monólogo
 Descrição (verbos no pretérito imperfeito, adjectivação)
 Narração (verbos no pretérito perfeito)

Figuras de estilo

As figuras de estilo são recursos estilísticos usados para dar maior ênfase à
comunicação e torná la mais bonita. As figuras de estilo são agrupadas em três grandes
categorias: Figuras de pensamento, figuras de sintaxe e tropos ou imagens.

 As figuras de pensamento introduzem modificações no conteúdo expresso na


frase.
 As figuras de sintaxe caracterizam-se pela modificação na estrutura sintáctica da
frase.
 Os tropos alteram o significado directo das frases, fazendo ressaltar o seu
significado simbólico.

Exemplos de algumas figuras de pensamento.

1. Hipérbole – Emprego de termos excessivos para realçar uma determinada


realidade.

Exemplo: Estava um mar de gente naquela festa. Significa que estavam muitas
pessoas na festa.

De sintaxe ou construção

a) Elipse: é a omissão de palavras ou orações que ficam subentendidas.


Exemplo:
 Somos felizes aqui. (nós).
 João é testemunha de Jeová e eu também.
b) Pleonasmo: é a repetição de uma ideia com objectivo de realce.
Exemplo:
 A rosa, entreguei-a ao meu amor.
 Olhei a Maria com olhos sonhadores.

Referências bibliográficas
Referências bibliográficas são elementos que permitem a identificação de uma obra ou
publicação, no seu todo ou em partes.
Geralmente as referências bibliográficas sãs feitas em lista própria, no fim da
publicação, na qual se inclui todas as fontes utilizadas. Na elaboração de trabalhos
académicos pode-se fazer referências bibliográficas de livros, capítulos de livros,
revistas ou publicações periódicas, artigos de jornal, etc.

Exemplos de referências bibliográficas de;


 Livros
MACIE, Filipe. Português 11 – Pré-Universitário, 1ª edição. Pearson Moçambique
Limitada. 2013.
 Capítulos de Livros
Oliveira, L. (1997). A Acção-investigação e o Desenvolvimento Profissional dos
Professores: Um estudo no âmbito da formação contínua, In Sá Chaves, Idália (org).
Percursos de formação e desenvolvimento profissional. Porto: Porto Editora.
 Revistas
Melo, M. T. L. (1999). Programas Oficiais para a Formação dos Professores da
Educação Básica. In Revista Educação & Sociedade, 68.

Conector pois como conjuncção conclusiva e causal


Conector pois como conjunção coordenativa conclusiva
Atente às seguintes frases:
a. O Tomé dedicava-se muito; era, pois, o melhor aluno da turma.
b. A ideia era boa, pois, foi aceite pela maioria.

Nas duas frases, a conjunção pois, que pode ser substituída por, «por isso» ou «por
consequência», por exemplo, serve para ligar uma oração que exprime uma ideia de
conclusão em relação à oração anterior. Denomina-se, assim, conjunção coordenativa
conclusiva. Neste caso, a conjunção pois vem depois do verbo e entre vírgulas.

Conector pois como conjunção subordinativa causal


O conector pois pode ter um valor causal.
Repare nas frases:
c. A Páscoa saiu da sala nervosa, pois o exame não correra bem.
d. A turma estava alegre, pois o professor anunciou que todos os alunos tinham passado
de classe.
Nas duas frases, para que a segunda oração tenha sentido, depende da primeira. Logo,
temos uma relação de subordinação.
O elemento que liga as duas orações, em cada um dos exemplos, é a conjunção pois e
estabelece uma relação de causa, sendo, por isso, uma conjunção subordinativa causal.
Dicas do uso do pois

Uso de POIS
Antes do verbo tem o valor explicativo
Ex: O chao esta molhado, pois choveu durante a noite.
Depois do verbo tem o valor conclusivo.
Ex: O chao esta molhado; Choveu, pois, durante a noite.
Para este caso, o pois aparecera entre sinais de pontuação.

2. Os quantificadores tudo, todo, ninguém


Estes pronomes chamam-se indefinidos aplicam-se na 3ª pessoa gramatical, quando
considerados de um modo vago e indeterminado.
Os pronomes indefinidos apresentam-se de formas variáveis e invariáveis.
Variáveis: todo, toda, todos, todas
Invariáveis: tudo, ninguém Todo (a)
No singular e, posposto ao substantivo (frases a) e b), e quando antecede o pronome
(frase c) indica a totalidade das partes.
Exemplos:
a. A prestação dele no concurso agradou o grupo todo.
b. O público galvanizou a equipa toda.
c. A equipa, toda ela, ficou galvanizada.

No plural, anteposto ou não ao substantivo, designa a totalidade numérica.


Exemplos:
d. Todos os espectadores gostaram da actuação da equipa.
e. As palmas todas foram para o homem do jogo.

Tudo
Refere-se normalmente a coisas, mas pode aplicar-se também a pessoas.
Exemplos:
f. Falou tudo o que lhe apeteceu.
g. Tudo aquilo era gente de má conduta!
Ninguém
O pronome indefinido ninguém é uma oposição, de carácter negativo, de alguém.
Exemplo:
h. Ninguém saiu à rua!

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