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CElétricos - Roteiro Lab09 (Circuito RLC)

O laboratório tem como objetivo medir correntes e tensões em circuitos RLC em série alimentados por tensão alternada e determinar experimentalmente a frequência de ressonância. O experimento utiliza equipamentos como gerador de sinais, multímetros e osciloscópio, e envolve a análise do comportamento do circuito em diferentes frequências. A ressonância é identificada quando a diferença de fase entre a tensão da fonte e a tensão no resistor é nula, resultando em um circuito puramente resistivo.

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O laboratório tem como objetivo medir correntes e tensões em circuitos RLC em série alimentados por tensão alternada e determinar experimentalmente a frequência de ressonância. O experimento utiliza equipamentos como gerador de sinais, multímetros e osciloscópio, e envolve a análise do comportamento do circuito em diferentes frequências. A ressonância é identificada quando a diferença de fase entre a tensão da fonte e a tensão no resistor é nula, resultando em um circuito puramente resistivo.

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LABORATÓRIO 11

CIRCUITO RLC EM CORRENTE ALTERNADA - RESSONÂNCIA

Objetivo

• Medir correntes e tensões em circuitos RLC em série e alimentados por tensão


alternada;
• Determinar experimentalmente a frequência de ressonância do circuito RLC com
corrente alternada.

Equipamentos, Componentes e Ferramentas Utilizado

• Gerador de sinais
• Multímetros
• Osciloscópio.
• Resistência elétrica com R = 1 kΩ
• Indutor (dois) com L = 560 mH
• Capacitor com C = 10 nF.

Fundamentação

Foi verificado nas aulas e laboratórios anteriores que em circuitos puramente resistivos a
tensão e a corrente estão em fase, em circuitos RC a corrente está adiantada em relação à tensão, e
em circuitos RL a corrente está atrasada em relação à tensão. Neste experimento, serão realizados a
combinação de resistores, capacitores e indutores num mesmo circuito e o estudo do
comportamento das tensões e correntes quando o circuito é alimentado com um gerador de corrente
alternada.
Considerar um circuito envolvendo o gerador, resistor, capacitor e indutor associados em
série, conforme mostrado na Fig.1:
Canal 1 Canal 2

Figura 1 - Circuito RLC em série.

Usando a Lei das Malhas de Kirchoff no circuito da Fig.1, obtêm-se a seguinte equação
diferencial que descreve o funcionamento do circuito:

d 2q dq 1
L 2  R  q  V cos(t ) , L  L1  L2
dt dt C

Na Equação acima, q é a carga elétrica que flui pelo circuito e ω é a frequência angular, dada por:

  2 f (rad/s) , f  frequência linear (Hz)

A solução da equação diferencial dada para a corrente elétrica i(t)= dq/dt é:

V
i (t )  cos(t   )
Z
onde: Z é a impedância do circuito e φ é a sua fase, dados respectivamente por:

 1 
 1 
2    L   C  
Z ( )  R 2     L  ,  ( )  arctg   
   C   R 
 
Pede-se: Demonstrar as equações da corrente, da impedância e da fase.

A impedância do circuito é dada pelo quociente entre os valores de pico da tensão da fonte e
o valor de pico da corrente. Neste sentido, a impedância terá um comportamento diferente
dependendo da frequência:
• Para baixas frequências φ < 0 e o circuito terá características capacitiva com tensão atrasada
em relação à corrente;
• Para frequências altas φ > 0 e o circuito terá características indutiva com a tensão adiantada
em relação à corrente;
• Há uma frequência em que as reatâncias indutiva e capacitiva são iguais, ou seja, φ = 0.
Nesse caso, o circuito terá propriedades puramente resistivas e a corrente e a tensão estão
em fase. Essa frequência é chamada de frequência angular de ressonância e é dada por:

1
r 
LC

A frequência linear de ressonância, ou simplesmente frequência de ressonância é então


escrita como:
1
fr 
2 LC

Na frequência de ressonância, o circuito apresenta um comportamento puramente resistivo,


sua impedância é mínima e a corrente que passa no circuito é máxima.

Nota: A ressonância é uma propriedade muito valiosa de circuitos CA reativos, empregada em uma
variedade de aplicações.
A amplitude da tensão no resistor da Fig.1 está em fase com a corrente, significando que
medir a tensão no resistor é verificar o comportamento da corrente no circuito. Neste sentido, a
partir do circuito da Fig.1 tem-se (Demonstrar).

RC 1  2 
VR  V ,   arctg 1  
  2
2 RC  r2 
 RC 
2
 1  2 
 r 
Quando a frequência angular ω tende a zero ou ao infinito, a amplitude de tensão VR também
tende a zero. E quando a frequência angular é igual à frequência angular de ressonância VR=V.

Experimento

I) Método da diferença de fase.


• Montar o circuito mostrado na Fig. 1.
• Ajustar a frequência do gerador de sinais para 20kHz e sua amplitude para 2Vpp. Medir a
diferença de fase entre a tensão da fonte no canal 1 e tensão VR no Canal 2.
• Calcular, com base nos valores nominais do indutor e do capacitor, a frequência linear de
ressonância teórica.
• Variar a frequência, observando os dois canais simultaneamente no osciloscópio.
Verificar que para frequências mais baixas a tensão do Canal 2 se encontra adiantada em
relação à tensão da fonte (Canal1). Para frequências altas ocorre o contrário, a tensão no
canal 2 fica atrasada em relação à tensão da fonte.
A frequência de ressonância é aquela onde a diferença de fase é nula. Determinar
empiricamente a frequência de ressonância do circuito.
Nota: o circuito se comporta como puramente resistivo e φ = 0. Portanto, variando-se a
frequência, pode-se determinar com segurança a frequência na qual a diferença de fase vai a
zero.

II) Método da amplitude


• Montar o circuito mostrado na Fig. 1.
• Ajustar a frequência do gerador de sinais para 20kHz e sua amplitude para 2Vpp. Medir a
diferença de amplitude entre a tensão da fonte no canal 1 e tensão VR no Canal 2.
• Variar a frequência do gerador e observar no osciloscópio para qual valor da mesma o valor
de VR é máximo (VR=V). Esse valor de frequência será a frequência de ressonância do
circuito.

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