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Franciane - Leidiane - RT - TCC 2024-2

O documento apresenta um protocolo de manejo sanitário comparativo entre duas propriedades de bovinocultura de corte, destacando a importância de práticas adequadas para a saúde animal e a produtividade. A pesquisa revela que a propriedade que adota protocolos rigorosos, como vacinação e controle de parasitas, apresenta melhores resultados em saúde e eficiência econômica, enquanto a outra enfrenta problemas de saúde e custos elevados. O estudo conclui que a capacitação técnica dos trabalhadores é essencial para maximizar a eficácia das práticas sanitárias e promover a sustentabilidade na pecuária.

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Franciane - Leidiane - RT - TCC 2024-2

O documento apresenta um protocolo de manejo sanitário comparativo entre duas propriedades de bovinocultura de corte, destacando a importância de práticas adequadas para a saúde animal e a produtividade. A pesquisa revela que a propriedade que adota protocolos rigorosos, como vacinação e controle de parasitas, apresenta melhores resultados em saúde e eficiência econômica, enquanto a outra enfrenta problemas de saúde e custos elevados. O estudo conclui que a capacitação técnica dos trabalhadores é essencial para maximizar a eficácia das práticas sanitárias e promover a sustentabilidade na pecuária.

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SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL

CENTRO DE EXCELÊNCIA EM BOVINOCULTURA DE CORTE

CURSO TÉCNICO EM ZOOTECNIA

FRANCIANE DA SILVA MIGUEL FERNANDES


LEIDIANE GRASIELLE BARROS DE BRITO MESQUITA

PROTOCOLO DE MANEJO SANITÁRIO COMPARATIVO ENTRE DUAS


PROPRIEDADE

CAMPO GRANDE - MS

2024

1
FRANCIANE DA SILVA MIGUEL FERNANDES

LEIDIANE GRASIELLE BARROS DE BRITO MESQUITA

PROTOCOLO DE MANEJO SANITÁRIO COMPARATIVO ENTRE DUAS


PROPRIEDADE

Projeto Final apresentado no formato de


Relatório Técnico como Trabalho de Conclusão
do Curso Técnico em Zootecnia, do Serviço
Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR da
Regional de Mato Grosso do Sul, Centro de
Excelência em Bovinocultura de Corte,
orientado pela Pamylla Mayara Pereira Da Silva,
como requisito para obtenção do diploma de
habilitação técnica.

CAMPO GRANDE - MS
2024

2
RESUMO

Este trabalho analisa a importância do manejo sanitário na pecuária de corte, destacando práticas
essenciais que impactam a saúde animal, a sustentabilidade e a produtividade das propriedades. A
pesquisa foi realizada em duas propriedades distintas, permitindo uma comparação entre aquelas que
adotam práticas sanitárias adequadas e aquelas que utilizam apenas medidas básicas. Os resultados
indicaram que a implementação de protocolos sanitários rigorosos, como vacinação, desverminação e
controle de parasitas, está diretamente relacionada à redução da incidência de doenças e ao aumento
da eficiência produtiva. A propriedade que seguiu um manejo sanitário estruturado apresentou
melhorias significativas na saúde animal, benefícios econômicos e uma reputação positiva no mercado.
Em contrapartida, a propriedade que não adotou práticas adequadas enfrentou um aumento nas
enfermidades, redução no ganho de peso dos animais e custos elevados com tratamentos veterinários.
Além disso, o estudo enfatiza a necessidade de capacitação técnica dos trabalhadores para maximizar
a eficácia das medidas de controle sanitário. O treinamento contínuo é fundamental para garantir que
todos os envolvidos no manejo estejam cientes das melhores práticas e protocolos a serem seguidos.
Por fim, o trabalho conclui que o manejo sanitário eficaz é um pilar essencial para o sucesso na
bovinocultura de corte. A promoção da saúde animal deve ser vista como uma prioridade estratégica,
não apenas para garantir a produtividade e a rentabilidade das propriedades, mas também para
contribuir com práticas sustentáveis que beneficiem toda a cadeia produtiva. A conscientização sobre a
importância dessas práticas deve ser ampliada entre os produtores rurais, incentivando uma mudança
cultural que valorize a saúde animal como um ativo fundamental para o desenvolvimento da pecuária.

Palavras chaves: Bem-Estar Animal, Bovinocultura de Corte, Carrapatos, Controle de Parasitas,


Manejo Sanitário, Moscas-dos-Chifres, Saúde Animal, Verminoses.

3
LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1. Sintomas de febre aftosa 14

Figura 2. Local correto de aplicação de vacina 15

Figura 3. Calendário de manejo sanitário e zootécnico 17

Figura 4. Ciclo dos parasitas 19

Figura 5. Classificação dos parasitas 20

4
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO........................................................................................................6

2. OBJETIVOS............................................................................................................8

2.1 Objetivo Geral..................................................................................................8


2.2 Objetivos Específicos.......................................................................................8
3. METODOLOGIA......................................................................................................9

4. DESENVOLVIMENTO……………………………………………….…..……………..12
4.1 Doenças Sanitárias……………………..…………………….............................12

4.2 Principais Doenças na Bovinocultura de corte...............................................12

4.3 Boas Práticas De Manejo Sanitário.................................................................14

4.3.1 Vacina………………………………………………………...…………………..14
4.3.2 Controle de Zoonoses……… ......................................................................18
4.3.3 Controle de parasitas……………………………………..……………………..18
[Link] Moscas-dos-chifres…………………………………….……………..…… 20
4.3.4 Higiene e Desinfecção…..………………...……………....…..……………….22
4.3.5 Quarentena ………………………….…………………………………………..23

5. RESULTADOS COMPARATIVOS ENTRE DUAS PROPRIEDADES …………….25

6. POP…………………………..……………………………………………………………26

7. CONCLUSÃO........................................................................................................27

8. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA………………..…………..………………..……….28

5
1. INTRODUÇÃO

O manejo sanitário consiste em práticas de prevenção, controle e tratamento


de doenças no rebanho. Essas medidas incluem a vacinação e o controle de
zoonoses, que são essenciais para manter o rebanho saudável e produtivo. Além
disso, a higienização, a manipulação e o armazenamento adequado de
equipamentos e medicamentos são fundamentais para garantir um manejo
eficiente. Caso essas práticas sejam realizadas de forma inadequada, podem
comprometer o processo de imunização, resultando em falhas na prevenção de
doenças futuras, como brucelose, tuberculose e botulismo

As ações preventivas e curativas na sanidade animal influenciam


diretamente tanto a segurança da produção quanto o bem-estar dos animais. A
vacinação em bovinos, por exemplo, tem como principais objetivos prevenir a
ocorrência e disseminação de doenças, promover o bem-estar animal e minimizar
os prejuízos econômicos associados a surtos de enfermidades.

Apesar de ser uma prática comum e incorporada na rotina de manejo, é


frequente observar a execução inadequada dos procedimentos vacinais, resultando
em acidentes que causam lesões tanto nos animais quanto nos trabalhadores. Além
disso, a contaminação durante o processo pode gerar reações adversas. O sucesso
das vacinações está diretamente relacionado à alta taxa de proteção dos animais e
à redução das reações vacinais (Paranhos da Costa & Schmidek, 2024).

A pecuária é uma atividade econômica de grande relevância no estado de


Mato Grosso do Sul, conhecida por suas vastas áreas de pastagens e pela
produção de gado de corte, que abastece tanto o mercado interno quanto o externo.
O estado destaca-se entre os principais produtores dessa commodity. Além de um
bom manejo sanitário, é fundamental adotar práticas de pecuária sustentável, como
o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta, que auxilia na recuperação de
áreas degradadas, aumenta a produtividade e reduz o impacto ambiental.

O Brasil possui um grande potencial para a produção de carne bovina;


entretanto, o país ainda enfrenta desafios relacionados à baixa eficiência produtiva

6
e reprodutiva, com índices frequentemente insatisfatórios, agravados por práticas
de manejo muitas vezes precárias (Cavallari et al.,2018)

A bovinocultura de corte desempenha um papel de destaque na economia


mundial da carne bovina, com o Brasil sendo um dos principais atores. O estado de
Mato Grosso lidera a produção nacional, com aproximadamente 34,5 milhões de
cabeças de gado, consolidando-se como o estado com o maior rebanho bovino do
país (IBGE, 2023)

A bovinocultura de corte no Brasil, com destaque para as raças zebuínas, é


altamente eficaz no ambiente tropical e é predominantemente praticada em
sistemas de produção a pasto. Essa forma de criação é a mais utilizada para
atender à demanda global de carne bovina.

Os principais fatores que determinam a eficiência reprodutiva são a


alimentação, especialmente durante a seca, quando a produção de forragem é
baixa, e o manejo geral do rebanho. Práticas alternativas de manejo podem ser uma
maneira eficaz de melhorar essa eficiência. Dada a grande diversidade regional em
termos de clima, solo, vegetação e genótipos, bem como as diferenças entre
fazendas, é difícil estabelecer um programa único. Assim, recomenda-se uma
abordagem baseada no estudo específico de cada rebanho. O controle e a
prevenção de doenças infectocontagiosas e parasitárias, o exame andrológico dos
reprodutores, a adoção de uma estação de monta, e critérios bem definidos para a
entrada na reprodução e descarte são fatores que podem contribuir para melhorar a
eficiência global da pecuária (Taveira et al., 1997).

7
2. OBJETIVO

2.1 Objetivo Geral

● Demonstrar as práticas e protocolos gerais utilizados no manejo sanitário na


bovinocultura de corte e sua importância através da criação de um POP .

2.2 Objetivos Específicos

● Diminuir a incidência de doenças.


● Otimizar o uso correto das medicações através do armazenamento, controle
de validade e via de administração.

8
3. METODOLOGIA
Este estudo caracteriza-se como descritivo-comparativo de campo, com o
objetivo de identificar e analisar as práticas de manejo sanitário em duas
propriedades de bovinocultura de corte. A abordagem descritiva é adequada para
compreender o fenômeno no contexto em que ocorre, sem intervenção nas
variáveis, possibilitando identificar padrões emergentes da comparação entre as
práticas (Ferreira, 2011).

Local do Estudo

● Chácara 01: Propriedade de 50 hectares localizada no município de


Jaraguari - MS, com atividade predominante de recria, atualmente com 35
cabeças no total do rebanho, que não segue as diretrizes de manejo
sanitário recomendadas pela EMBRAPA. O nome do produtor foi
preservado.
● Fazenda 02 (Fazenda Campo Alto): Localizada no município de Corumbá -
MS, com atividade predominante de cria e recria, atualmente com mais de
mil cabeças no total do rebanho, adota as práticas de manejo sanitário
estabelecidas pela EMBRAPA. A proprietária entrevistada foi Laís Amorim
de Barros.

Instrumentos e Coleta de Dados

A pesquisa utilizou os seguintes instrumentos:

1. Entrevistas Semi-estruturadas: Aplicadas aos responsáveis pelas


propriedades para coleta de informações detalhadas sobre práticas
sanitárias.
2. Observação Direta: Práticas de manejo sanitário foram observadas com
base nas orientações da EMBRAPA.
3. Análise Comparativa: Os dados foram organizados e comparados entre as
propriedades, considerando critérios de manejo sanitário, eficácia das
práticas e impactos na saúde e produtividade dos rebanhos.

9
As entrevistas contemplaram as seguintes questões: Controle de doenças, visitas
dos veterinários, produtos, higiene e registros sanitários.

Controle de Doenças

● Chácara 01: Realiza recria sem quarentena para novos animais. A


vacinação e a vermifugação são realizadas esporadicamente, sem
protocolos definidos. As principais vacinas aplicadas são contra brucelose
em novilhas com 4 meses.
● Fazenda 02: Possui piquetes para quarentena de 30 dias para novos
animais, realiza vacinação contra clostridiose, raiva e brucelose e segue um
calendário sanitário detalhado. Durante o período de águas e no
pós-nascimento são realizados protocolos sanitários completos, incluindo
vermifugações e vacinações específicas.

Visitas dos Veterinários

● Chácara 01: As visitas ocorrem somente em caso de intercorrências, o que


pode resultar em diagnósticos tardios e maior mortalidade.
● Fazenda 02: Conta com um veterinário, funcionário e responsável técnico
pelo rebanho, realiza intervenções preventivas e assistência em casos de
partos complicados e IATF .

Produtos e Higiene

● Chácara 01: Utiliza Dectomax, Colosso e Lepecid. Os medicamentos são


armazenados em uma caixa de papel, mantidas no curral, somente as
vacinas quando administradas são refrigeradas dentro de uma caixa de
isopor. A limpeza do curral ocorre mensalmente, com remoção de esterco de
forma manual.
● Fazenda 02: Utiliza Sulfóxido de Albendazol, Máximo Pour-On e Tintura de
Iodo 10%. Os medicamentos são armazenados em um espaço adequado,
com prateleiras e geladeira para vacinas. A limpeza do curral ocorre
semanalmente, seguindo etapas de limpeza seca, úmida e desinfecção.

10
Registros Sanitários

● Chácara 01: Registra apenas as datas de nascimento dos bezerros em


caderno de campo. Os registros obrigatórios são entregues na Agência
Estadual de Defesa Sanitária.
● Fazenda 02: Utiliza planilhas e aplicativos para smartphones, registrando
informações detalhadas (número do brinco, raça, idade, categoria, produtos
aplicados e responsáveis).

Análise dos Dados

Os dados foram analisados comparativamente com foco nos seguintes eixos:

1. Práticas de Manejo Sanitário


○ Propriedade com práticas adequadas: Segue calendário de
vacinação, realiza controle regular de parasitas, mantém ambientes
limpos e organiza registros detalhados.
○ Propriedade com práticas inadequadas: Vacinação irregular, controle
parasitário ineficiente, falta de higiene e registros incompletos.
2. Impactos na Saúde Animal
○ Propriedade com manejo adequado: Melhor saúde geral, menor
mortalidade e menor uso de medicamentos.
○ Propriedade com manejo inadequado: Maior incidência de doenças,
tratamentos tardios e perdas significativas.
3. Aspectos Econômicos e Produtivos
○ Propriedade com manejo adequado: Maior rentabilidade, qualidade e
consistência na produção.
○ Propriedade com manejo inadequado: Perdas financeiras decorrentes
de surtos sanitários.
4. Percepção dos Produtores
○ Propriedade com manejo adequado: Maior valorização das boas
práticas sanitárias e compreensão dos benefícios econômicos e de
sustentabilidade.
○ Propriedade com manejo inadequado: Percepção limitada sobre o
impacto das práticas sanitárias.

11
4. DESENVOLVIMENTO

O manejo sanitário é um conjunto de boas práticas essenciais que envolvem


vacinação, vermifugação, controle de parasitas, limpeza e desinfecção das
instalações. Essas ações são fundamentais para garantir a saúde do rebanho
dentro de uma propriedade pecuária, com o objetivo de prevenir, controlar e
erradicar doenças. As práticas devem ser adaptadas às endemias regionais, ao
perfil do sistema de produção e às orientações dos órgãos de defesa sanitária
estaduais, seguindo um calendário profilático de vacinação e vermifugação.
Um manejo sanitário eficaz é um dos pilares da pecuária sustentável, pois
minimiza o impacto ambiental e reduz a necessidade de tratamentos veterinários.
Doenças podem causar grandes prejuízos financeiros, como queda na produção e
aumento da mortalidade. A sanidade do rebanho é crucial para obter bons
resultados na produção de gado de corte, evitando doenças que comprometem a
produtividade e garantindo a qualidade dos produtos de origem animal, a saúde
dos animais e o bem-estar animal.

4.1 DOENÇAS SANITÁRIA


Doenças infecciosas e parasitárias impactam negativamente a produtividade
na pecuária, resultando em mortalidade, queda de produção e prolongamento do
ciclo de crescimento. A ausência de manejo sanitário adequado aumenta a
vulnerabilidade do rebanho a essas enfermidades. Entre as doenças reprodutivas
causadas por vírus e bactérias, ambas têm impactos zootécnicos e econômicos
significativos na bovinocultura de corte.

4.2 PRINCIPAIS DOENÇAS NA BOVINOCULTURA DE CORTE

Dentre as principais doenças podemos destacar:

4.2.1 Brucelose

A brucelose é uma zoonose causada pela bactéria Brucella abortus,


transmitida por via aérea e oral. As fêmeas infectadas expelem restos placentários
e líquidos uterinos contaminados, que, quando ingeridos por outros animais,
transmitem a bactéria. A brucelose pode estar presente no leite, colostro e
mecônio, resultando em abortos após o quinto mês de gestação, nascimento de

12
bezerros fracos ou natimortos. Nos machos, pode causar redução da libido e
fertilidade. O diagnóstico é feito por exames sorológicos e análise de material do
aborto, como placenta e órgãos fetais. De acordo com o Programa Nacional de
Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT), os animais
positivos devem ser marcados, isolados do rebanho e abatidos em até 30 dias
(Cunha et al., 2012).

4.2.2 Leptospirose

A leptospirose é causada pela bactéria Leptospira, com os ratos sendo os


principais vetores, transmitindo a doença pela urina. Nos bovinos, causa abortos a
partir do quarto mês de gestação, repetição de cio e natimortos. A bactéria
Leptospira hardjo pode permanecer cronicamente no organismo, sendo eliminada
pela urina (leptospirúria) por meses ou até anos, infectando outros animais. A
vacinação, necessária a cada seis meses, é a principal forma de prevenção. Na
leptospirose bovina, cujo principal agente etiológico é a Leptospira hardjo, a
característica biológica mais importante é o estabelecimento de infecções crônicas
(Cavalcante A. F.,2021)

4.2.3 Botulismo

Causado pela bactéria Clostridium botulinum, o botulismo é uma das


doenças bovinas com maiores índices de mortalidade. A bactéria pode ser
transmitida pela ingestão de alimentos ou água contaminados ou por osteofagia
(consumo de ossos). Os sinais clínicos incluem paralisia progressiva, e a
prevenção é feita por meio de vacinação anual (Dobereiner et al., 2024).

4.2.4 Tétano

O tétano é uma doença neurológica infecciosa causada pela bactéria


Clostridium tetani. Os sinais clínicos incluem febre, falta de apetite e dificuldade
respiratória. A prevenção é feita com vacinação e manejo adequado de feridas
(Dobereiner et al., 2024).

13
4.2.5 Carbúnculo Sintomático (Manqueira)

Essa doença infecciosa é causada pela bactéria Clostridium chauvoei, e


afeta principalmente animais jovens. Ela provoca necrose muscular e alta
mortalidade. A transmissão geralmente ocorre nos meses quentes, e a prevenção
é feita por vacinação (Machado, 2024).

4.2.6 Raiva

Causada pelo vírus Rhabdovirus, a raiva é transmitida por mordidas de


morcegos hematófagos. A doença afeta o sistema nervoso, resultando em paralisia
e morte. A vacinação é obrigatória em regiões com surtos (Muniz et al., 2024).

4.2.7 Febre Aftosa


A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa causada por um vírus da
família Picornaviridae. Afeta principalmente bovinos e suínos, e sua prevenção é
essencial para evitar restrições comerciais internacionais. O controle da febre
aftosa no Brasil tem avançado significativamente, com grande parte do país sendo
reconhecida como livre da doença com ou sem vacinação. Na figura 1 abaixo
apresenta a língua de um bovino com lesão de dez dias caracterizada por perda
das papilas, reentrâncias no local da lesão e proliferação de tecido fibrinoso (Muniz
et al., 2024).

Figura 1. Sintomas de febre aftosa

Fonte: MAPA, 2017.

4.3 BOAS PRÁTICAS DO MANEJO SANITÁRIO

14
Dentre as estratégias de boas práticas do manejo sanitário podemos
destacar: vacinação, outros tópicos. É fundamental a identificação dos animais
para a realização das práticas de manejo sanitário (Gaspar et al., 2024).

4.3.1 Vacinação
As vacinas são produtos biológicos desenvolvidos a partir de vírus, bactérias
e outros microrganismos causadores de doenças. Elas podem conter
microrganismos vivos, inativados ou apenas partes desses agentes, com a função
de prevenir doenças ao estimular o sistema imunológico dos animais. É importante
não confundir vacinas com uso de produto antiparasitário,pois enquanto as vacinas
visam a prevenção, os medicamentos são utilizados para tratar doenças já
instaladas (Gaspar et al.,2015).
A vacinação geralmente leva cerca de 15 dias para começar a fazer efeito,
com o objetivo de controlar ou erradicar doenças, contribuindo assim para a saúde
pública e melhorando os índices produtivos e reprodutivos do rebanho. No entanto,
é crucial notar que animais vacinados recentemente ainda podem manifestar
doenças caso já estejam infectados antes da vacinação ou se forem expostos ao
agente patogênico durante o período de incubação.
Além disso, a nutrição adequada dos animais é um fator determinante na
eficácia da vacinação; animais bem nutridos têm maior probabilidade de
desenvolver imunidade em comparação àqueles em estado nutricional deficiente
ou doentes.
A aplicação das vacinas deve ser realizada em locais apropriados, como a
tábua do pescoço, mantendo íntegra a área de cortes nobres (Silva et al, .2023),
que facilita o acesso e garante uma resposta imunológica eficaz, conforme
apresentado na figura 2.

Figura 2. Local correto de aplicação de vacina

15
Fonte: Diário do aço, 2019

Algumas doenças importantes na produção bovina que podem ser


prevenidas por vacinas não obrigatórias incluem:

● Clostridioses (carbúnculo sintomático, edema maligno, enterotoxemia)


● Rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR)
● Diarreia viral bovina (BVD)
● Leptospirose
● Raiva (obrigatória em algumas regiões)

O fornecimento de colostro ao bezerro nas primeiras seis horas de vida é


crucial para o desenvolvimento da imunidade, pois este colostro transmite
anticorpos maternos essenciais para o crescimento e proteção contra doenças.
A primeira vacina dos bezerros deve ser seguida por uma dose de reforço
entre três e quatro semanas após a aplicação inicial. Isso é necessário porque os
anticorpos maternos circulantes podem interferir na eficácia da vacina. Portanto,
garantir uma correta vacinação exige cuidados e conhecimentos específicos para
maximizar os resultados.
Armazenamento adequado das vacinas é outro aspecto vital. As vacinas
devem ser mantidas entre 2ºC e 8ºC para preservar sua eficácia (Paranhos et
al.,2016). Durante o transporte e manuseio, é recomendável utilizar caixas térmicas
com gelo.
Emanuelle Baldo Gaspar e Lenita Ramires dos Santos, pesquisadoras da
Embrapa sugerem as seguintes medidas para otimizar a vacinação:

● Adquirir apenas vacinas licenciadas pelo MAPA e dentro do prazo de


validade.
● Revisar as instalações antes da vacinação para garantir segurança.

16
● Estocar vacinas corretamente.
● Minimizar o estresse dos animais durante o manejo.
● Evitar vacinar animais em mau estado nutricional.
● Utilizar agulhas adequadas e em bom estado.
● Aplicar as vacinas nos locais recomendados e seguir os intervalos entre
doses conforme indicado.

Embora apenas as vacinas contra febre aftosa e brucelose sejam


obrigatórias no Brasil, é aconselhável elaborar um calendário sanitário anual com
outras vacinas relevantes, em colaboração com um médico veterinário.

Figura 3. Calendário de Manejo Sanitário, Reprodutivo e Zootécnico

Fonte:Embrapa, adaptado Mesquita, 2024.

A tabela acima apresenta uma parte do calendário de manejo sanitário,


reprodutivo e zootécnicos do ano de 2024 recomendado pela EMBRAPA:

● Vacinar contra clostridioses e leptospirose mês de março, recomenda-se


pesar e vacinar fêmeas e machos sobreano.
● Vacina contra raiva, realizar vacinação anual, obrigatória em áreas
endémicas, seguir orientação do Ministério da Agricultura e Pecuária
(MAPA).

17
● Desverminação em animal pós-desmama e sobreano (até 24 meses) nos
meses de maio, julho e setembro, controle de moscas-dos-chifres em
sobreano tratar no início e final das chuvas.
● Controle de carrapatos, sobreano mês de julho, tratamento somente quando
muito infestados, aplicar carrapaticida três vezes com intervalo de 21 dias.
Tratamento de 1 a 3.
● Controle de carrapato, sobreano mês de agosto, tratamento somente
quando muito infestados, aplicar carrapaticida três vezes com intervalo de
21 dias. Tratamento de 2 a 3.
● vacina contra leptospirose, IBR e BVR mês de setembro, sobreano, realizar
vacina anual em todos animais.
● Controle de mosca-dos-chifres, sobreano, tratar nos meses de maio e
setembro.
● controle de carrapato mês de setembro, sobreano, tratar somente quando
muito infestado, aplicar carrapaticida três vezes com intervalo de 21
[Link] de 3 a 3.

4.3.2 Controle de Zoonoses

Zoonoses são doenças que podem ser transmitidas entre animais e


humanos, causadas por agentes patogênicos como vírus, bactérias e parasitas. O
controle dessas doenças é essencial para prevenir surtos e proteger tanto a saúde
pública quanto a saúde animal (Avelar et al., 2024).
As principais estratégias incluem vigilância epidemiológica, vacinação e
manejo adequado dos animais.
Entre as zoonoses mais prevalentes no Brasil estão:

● Raiva
● Brucelose
● Leptospirose
Essas doenças são particularmente preocupantes em regiões tropicais e
subtropicais, onde condições socioeconômicas desfavoráveis podem dificultar o
controle efetivo. O aumento das zoonoses está também relacionado às mudanças
climáticas e à degradação ambiental, que favorecem a disseminação de patógenos
(Vasconcellos, 2013).

18
4.3.3 Controle de Parasitas: Carrapatos, Moscas e Verminoses
Os parasitas representam um desafio significativo na bovinocultura de corte.
Eles são classificados em ectoparasitas (como carrapatos e moscas) que vivem na
superfície do corpo dos animais e endoparasitas que habitam seu interior (como
vermes). A presença desses parasitas pode comprometer seriamente a saúde dos
animais, afetando diretamente a produção e a rentabilidade da propriedade
(Cançado et al., 2024).

Para um controle eficaz dos parasitas, recomenda-se:

● Monitoramento regular da infestação.


● Uso de produtos antiparasitários adequados.
● Implementação de práticas de manejo que reduzam a exposição dos
animais aos parasitas.

O controle integrado de parasitas deve ser parte do planejamento sanitário


anual da propriedade, garantindo assim um rebanho saudável e produtivo.

Figura 4. ciclo dos parasitas

Fonte: Nordeste rural, 2024.

A figura 5 mostra o ciclo de vida de parasita bovino, pode se tratar do ciclo


de um parasita como o Rhipicephalus microplus ou de uma mosca parasitária
como a Haematobia irritians ( moscas-dos-chifres), o ciclo das moscas-dos-chifres
adultas se alimentam do sangue dos bovinos permanecendo a maior parte do
tempo no hospedeiro, após a alimentação depositam seus ovos nas fezes frescas

19
do bovino, os ovos eclodem no ambiente, dando origem a larvas que se
desenvolvem no esterco, após o estágio larval ocorre a pupação onde o parasita se
transforma em mosca adulta, emergem e reinfestam os bovinos reiniciando o ciclo.
Os carrapatos adultos que se alimentam de sangue, após a cópula, as
fêmeas se desprendem dos bovinos, depositam ovos no solo, as larvas emergem
dos ovos e sobem na vegetação aguardando um novo hospedeiro.
O controle eficaz dos parasitas na bovinocultura envolve uma combinação
de práticas adequadas de manejo e controle. A desverminação, por meio da
administração de antiparasitários, é fundamental para controlar os endoparasitas,
sendo essencial seguir o calendário de manejo sanitário, com dosagens e
frequências corretas. A redução das infestações por endoparasitas também está
relacionada à limpeza das instalações, rotação de pastagens e manejo adequado
do solo, o que diminui o contato dos animais com ovos e larvas de parasitas
(Andreotti et al., 2019).

Figura 5. Classificação dos Parasitas

Fonte: Acrioeste, 2020.

A figura 6 apresenta uma classificação de parasitas entre internos e


externos nos animais, os internos são divididos por local de infestação:
abomaso(estômago), intestino e pulmão, os externos incluem
carrapatos(Rhipicephalus microplus), moscas dos chifres (Haematobia irritans),
mosca dos estábulos (stomoxys calcitrans), larvas de mosca varejeira (cochliomya
hominivorax) causando miíase e berne (dermatobia hominis).

[Link] Moscas-dos-chifres

20
As moscas hematófagas que parasitam bovinos, como a Haematobia Irritans
(mosca-do-chifres) e a Stomoxys calcitrans(mosca-dos-estábulos) causam prejuízo
através da perda de sangue, danos ao couro, redução da produtividade e
transmissão de doenças. A mosca-dos-chifres alimenta-se constantemente e
depositam seus ovos em fezes frescas, já a mosca-dos-estábulos alimenta-se por
curtos períodos, buscando abrigo posteriormente em matéria orgânica em
fermentação para reprodução ( Cançado et al,.2019)
A mosca-dos-chifres tem grande relevância e impacto na pecuária,
representando riscos e trazendo prejuízos tanto sanitários quanto financeiros. É
essencial combatê-las para garantir a sanidade e o bem-estar animal, utilizando
inseticidas e uma nutrição adequada.

4.3.4 Higiene e Desinfecção

A higiene é uma prática essencial no manejo sanitário e deve ser realizada


de forma rotineira nas propriedades, incluindo brete, troncos, balanças, cochos e
bebedouros, para evitar a propagação de doenças no rebanho (Pegoraro et al,
.2018). Manter um ambiente limpo e organizado não só previne a disseminação de
enfermidades, mas também promove a saúde e o bem-estar dos animais.

De acordo com (Silva et al, .2023) o processo que envolve as etapas de


limpeza e desinfecção respectivamente são:

● Limpeza física: É a primeira etapa do processo de higienização, envolvendo


a remoção de sujeiras, fezes, restos de alimentos e outros resí[Link]
água e detergente para realizar essa remoção.
● Enxágue:Processo que remove os resíduos de detergente e sujeira,
utilizando água limpa.
● Desinfecção:Aplicar produtos químicos como cloro, ácido peracético e
iodóforo, seguir recomendações do fabricante, quanto à diluição e tempo de
contato.
● Secagem: É crucial garantir a secagem completa dos equipamentos e
instalações para evitar o crescimento de fungos e bactérias.

21
● Monitoramento:É recomendável realizar um monitoramento regular da
limpeza e desinfecção para garantir que os métodos escolhidos estejam
sendo aplicados corretamente e sejam eficazes na prevenção de doenças.

4.3.5 Quarentena

Essa prática refere-se ao isolamento de novos animais antes que eles sejam
integrados ao rebanho existente, é crucial para garantir que qualquer agente
patogênico seja identificado e tratado na chegada desses novos animais. Com
objetivo de evitar a introdução das doenças infecciosas que possam afetar a saúde
do rebanho e proporcionar tempo para a administração de vacinas e tratamentos
antiparasitários antes da integração. A quarentena dura um tempo de 40 dias
permitindo assim um monitoramento com tempo suficiente para observar os
animais para detectar sinais de doenças ou parasitas e caso necessário realização
de exames (Pegoraro et al, .2018) .
As instalações para quarentena devem ser separadas das áreas onde os
outros animais estão alojados, devendo ter o espaço adequado sendo suficiente
para se mover e se comportar naturalmente com fornecimento de água e
alimentação. Devem ser mantidas limpas e desinfectadas regularmente para
reduzir risco de contaminação e manter um acesso controlado. Observar os
animais diariamente em busca de sinais clínicos como tosse, diarreia ou letargia
(Senar,2019), exames veterinários regulares para monitorar a saúde dos novos
animais, assim como as vacinas apropriadas e a desverminação são
procedimentos realizados dentro do período da quarentena.
É importante realizar uma introdução lenta após o período da quarentena,
desde que os animais novos estejam saudáveis, eles podem ser integrados ao
rebanho existente, no entanto é importante misturar os animais em grupos
pequenos permitindo que se acostumem uns com os outros. Manter o
monitoramento contínuo após a integração dos animais novos observando o
comportamento e identificar quaisquer sinais de doenças.
Implementar um protocolo rigoroso pode resultar em um rebanho mais
saudável e produtivo e garante que novas introduções sejam realizadas com
segurança, sendo uma ferramenta fundamental para manejo sanitário da
bovinocultura de corte.

22
5. Resultados Comparativos Entre as Duas Propriedades

Os resultados comparativos entre as duas propriedades de bovinocultura de


corte revelaram diferenças significativas em termos de manejo sanitário e suas
consequências para a saúde animal e sua produtividade. A segunda propriedade,
que implementa práticas adequadas de manejo, demonstrou melhorias notáveis na
saúde dos animais, resultando em aumento da produtividade e benefícios
econômicos. Essa abordagem não apenas fortaleceu a reputação da propriedade,
mas também atraiu consumidores preocupados com a saúde animal e a segurança
alimentar. Por outro lado, a primeira propriedade enfrentou sérios desafios,
incluindo um aumento na incidência de doenças, redução no ganho de peso dos
animais e impactos negativos na qualidade da carne. Na segunda propriedade, o
manejo sanitário é realizado de forma sistemática e rigorosa.
A implementação de um calendário vacinal bem estruturado, juntamente
com práticas regulares de desverminação e controle de parasitas, contribuiu para a
manutenção da saúde do rebanho. Os produtores dessa propriedade adotaram
tecnologias modernas, como monitoramento por sensores e dispositivos vestíveis,
que permitem acompanhar a saúde dos animais em tempo real.
Essa inovação não apenas melhora a detecção precoce de problemas de
saúde, mas também otimiza a gestão do rebanho, resultando em um aumento
significativo na produtividade.
Além disso, as práticas sustentáveis adotadas pela segunda propriedade
incluem o manejo adequado das pastagens e o uso responsável de recursos
naturais. Isso não só melhora a qualidade do solo e do ambiente em que os
animais são criados, mas também contribui para a imagem positiva da propriedade
no mercado. Os consumidores estão cada vez mais conscientes da importância de
adquirir produtos provenientes de sistemas que respeitam o bem-estar animal e
promovem práticas agrícolas sustentáveis.
Em contraste, na primeira propriedade, a falta de um manejo sanitário
adequado resultou em um ambiente propício para a proliferação de doenças. A
ausência de um protocolo rigoroso para vacinação e desverminação levou ao
aumento das infecções parasitárias e outras doenças infecciosas. Os animais
apresentaram menor ganho de peso e maior suscetibilidade a enfermidades,

23
resultando em uma diminuição significativa na qualidade da carne produzida. Além
disso, os custos elevados com tratamentos veterinários impactaram diretamente a
rentabilidade da propriedade.
A comparação entre as duas propriedades evidencia que o investimento em
práticas sanitárias adequadas é crucial para o sucesso econômico na bovinocultura
de corte. A saúde animal está intrinsecamente ligada à produtividade; portanto,
propriedades que priorizam o bem-estar dos animais não apenas garantem uma
produção mais eficiente, mas também se destacam no mercado competitivo atual.
A adoção de tecnologias inovadoras e práticas sustentáveis se mostra essencial
para atender à crescente demanda por produtos que respeitam normas rigorosas
de qualidade e segurança alimentar.
Em resumo, os resultados obtidos nas duas propriedades ressaltam a
importância do manejo sanitário eficaz como um pilar fundamental para o sucesso
na bovinocultura. Enquanto a segunda propriedade colhe os frutos de uma gestão
responsável e inovadora, a primeira enfrenta desafios que poderiam ser mitigados
com a implementação de boas práticas sanitárias. Essa análise não só fornece
insights valiosos sobre as melhores abordagens no setor, mas também destaca a
necessidade urgente de conscientização e educação entre os produtores sobre a
importância do manejo sanitário adequado para garantir a saúde animal.

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6. POP

O objetivo deste POP é estabelecer diretrizes para o manejo sanitário dos


bovinos para prevenir doenças e promover a saúde do [Link] sanitário
recomendado pela Embrapa de acordo com cada região.

Responsável

Funcionário da propriedade: responsável pela execução das atividades diárias


conforme orientação de um veterinário.

Procedimentos

● Vacinação (brucelose , raiva , clostridiose, leptospirose)


● Desverminação (realizar controle pelo menos duas vezes no ano, utilizar
anti-helmínticos adequados).
● Quarentena na chegada dos novos animais dentro da propriedade.

Higiene e manejo do ambiente

● Realizar limpeza regular das baias e currais.


● Desinfetar os equipamentos, balanças e ferramentas.
● Manejo da Pastagem: Evitar superpastoreio, garantir acesso a forragem
adequada.

Monitoramento

● Observar o comportamento dos animais(tosse, diarreia, falta de apetite).


● Isolar os animais que apresentarem sinais clínicos (piquete enfermaria)
● Nutrição adequada: Garantir dieta balanceada e adequada a necessidades
nutricionais.

Treinamento Periódico

● Práticas de manejo sanitário.


● Identificação de doenças.
● Uso correto de medicações.

Revisão do POP

● Este POP deverá ser revisado anualmente ou sempre que houver mudanças
nas práticas sanitárias e recomendações técnicas.

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7. CONCLUSÃO
O manejo sanitário na pecuária de corte é um conjunto de práticas
essenciais que impactam diretamente a saúde dos animais, a sustentabilidade das
operações e a produtividade das propriedades. Este estudo demonstrou que,
embora muitas propriedades adotem práticas sanitárias básicas, há uma
necessidade crítica de padronização e capacitação técnica para aprimorar a
eficácia das medidas de controle e prevenção de doenças. A comparação entre as
propriedades analisadas evidenciou que a adoção de práticas de manejo
adequadas não apenas reduz significativamente a incidência de enfermidades,
mas também aumenta a eficiência produtiva. Isso resulta em um impacto positivo
tanto na qualidade dos produtos quanto na saúde pública.
A implementação de protocolos sanitários bem estruturados é fundamental
para garantir a saúde do rebanho. O treinamento contínuo dos trabalhadores é
igualmente importante, pois minimiza os custos com tratamentos veterinários e
eleva a resiliência das propriedades frente a surtos de doenças. Além disso,
práticas sustentáveis, como o manejo responsável de resíduos e o monitoramento
ambiental, são cruciais para assegurar não apenas a saúde dos animais, mas
também a segurança pública e ambiental.
Os resultados obtidos indicam que propriedades que investem em um
manejo sanitário rigoroso e em tecnologias inovadoras conseguem não apenas
melhorar seu desempenho econômico, mas também construir uma imagem
positiva no mercado. Isso é especialmente relevante em um contexto onde os
consumidores estão cada vez mais preocupados com questões relacionadas ao
bem-estar animal e à segurança alimentar.
Em suma, o manejo sanitário eficaz é um pilar essencial para o sucesso na
bovinocultura de corte. A promoção da saúde animal deve ser vista como uma
prioridade estratégica, não apenas para garantir a produtividade e a rentabilidade
das propriedades, mas também para contribuir com práticas sustentáveis que
beneficiem toda a cadeia produtiva. A conscientização sobre a importância dessas
práticas deve ser ampliada entre os produtores rurais, incentivando uma mudança
cultural que valorize a saúde animal como um ativo fundamental para o
desenvolvimento da pecuária.

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8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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