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Os 607 Quilômetros Que Me Afastam de Você! - : Mas Não Irão Me Impedir de Te Ter

O documento é uma carta de amor de Giovanna para Ananda, refletindo sobre suas interações e sentimentos em um relacionamento à distância. A narrativa explora a resistência inicial de Giovanna em se envolver emocionalmente, seus medos e inseguranças, e como ela gradualmente se abre para o amor. O texto é estruturado em capítulos que detalham a evolução de seus sentimentos e a busca por conhecer melhor Ananda.

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Os 607 Quilômetros Que Me Afastam de Você! - : Mas Não Irão Me Impedir de Te Ter

O documento é uma carta de amor de Giovanna para Ananda, refletindo sobre suas interações e sentimentos em um relacionamento à distância. A narrativa explora a resistência inicial de Giovanna em se envolver emocionalmente, seus medos e inseguranças, e como ela gradualmente se abre para o amor. O texto é estruturado em capítulos que detalham a evolução de seus sentimentos e a busca por conhecer melhor Ananda.

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SOBRE NÓS: O QUE SOMOS E O QUE EU QUERO QUE SEJAMOS.

OS 607 QUILÔMETROS QUE ME AFASTAM


DE VOCÊ!
-
MAS NÃO IRÃO ME IMPEDIR DE TE TER.

DE: GIOVANNA MASINI BASTOS


PARA: ANANDA… MEU AMOR.
PARA TODAS QUE NÃO ENCONTRARAM SEU AMOR, ÀS VEZES ELA ESTÁ
A ALGUNS QUILÔMETROS DE DISTÂNCIA.

SUMÁRIO:

-CAPÍTULO 1 - EU NÃO SEI QUEM É VOCÊ………………………………………………….….03


-CAPÍTULO 2 - TESTANDO O MEDO………………………………………………………………….…06
-CAPÍTULO 3 - AMAR E SÓ……………………………………………………………………………………..10
-EPÍLOGO - DEPOIS DOS 607 KM.……………………………………………………………………...15

Dedico esse mini-livro à Ananda (Taila) Alves Felipe (Santos).


Feliz aniversário, meu amor. Eu te amo! - 19/05/2026

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CAPÍTULO 1 - EU NÃO SEI QUEM É VOCÊ.

​ Era mais um dia após o carnaval de 2026 e eu estava passando o tempo


naquele grupo de WhatsApp, cheio de mulheres que eu não tinha a menor ideia de
quem eram. Especificamente naqueles dias, estava conversando com a Eduarda, que
tinha 21 anos e morava no Paraná. Para o seu melhor entendimento — leitor —, eu
absolutamente abominava relacionamentos online. Tinha diversos preconceitos em
relação a quem se apaixonava à distância, porque não fazia sentido algum se doar
para alguém que você não conhecia, que não sabia quem eram os familiares, os
amigos, nem onde essa pessoa passava o tempo. Consegue me entender? Eu achava
fora da curva perder seus dias por alguém que podia nem ser quem você acreditava…
alguém que podia muito bem estar com outra pessoa enquanto você sonhava e se
imaginava ao lado dela. Talvez isso soasse amargurado da minha parte, mas eu
realmente acreditava nisso. Jamais — repetia — jamais teria um relacionamento
assim.
Conheci a Eduarda em um daqueles dias em que eu estava me distraindo no
grupo, conversando sem pretensão. Em algum momento, as meninas praticamente
me empurraram para falar com ela. E, sinceramente, como eu não tinha muito o que
fazer — e também não estava interessada em mais ninguém —, acabei chamando.
Nós passamos alguns dias nos conhecendo e eu estava entediada, é verdade… mas
gostava quando ela me elogiava. Mesmo assim, deixei claro desde o começo que não
queria nada. Para mim, éramos apenas duas pessoas conversando.
Imagino que, a essa altura, você já tenha uma ideia de onde essa história vai
chegar. Mas calma… antes disso, precisamos voltar para o grupo. A administradora,

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Mila, resolveu fazer uma brincadeira chamada “Anônimo”. Funciona assim:
alguém mandava uma mensagem se declarando — ou dizendo qualquer coisa — sem
se identificar porque a ideia era expor sentimentos ou desejos por alguém do grupo.
Só que, convenhamos, isso normalmente acontece com alguém que você pelo menos
conhece, nem que seja por pequenas trocas de mensagens, em que no mínimo é
possível saber o nome da outra pessoa. E não era o meu caso.
Durante todo o tempo do jogo, eu não fazia ideia de quem estava mandando
aquelas mensagens para mim. No começo, achei que eram da Duda, por ser a menina
com quem eu estava conversando, mas ela me disse que não estava participando da
brincadeira — e, pior, todas as mensagens eram intensas demais. Coisas como:​
“A Giovanna Masini é linda, esforçada, faz faculdade de Direito e tenho certeza que
daria uma ótima namorada.”​
“Quero a @GiiMasini, ela parece uma deusa, saída dos meus sonhos.”
Fiquei assustada, pois ninguém ali poderia pensar daquela forma sendo que
não me conhecia, e eu estava um pouco sem palpites, até que comecei a mandar
diversas mensagens no grupo, de forma um pouco desesperada, perguntando quem
era a pessoa por trás daqueles anônimos. Em algumas dessas tentativas falhas de
descobrir quem era, uma menina começou a me responder - eu não a conhecia, ela
não tinha foto de perfil e nem nome no whatsapp, ou seja, uma verdadeira anônima.
Ela estava chamando minha atenção, pois, além de despertar minha
curiosidade pelas respostas que me dava no grupo, durante a brincadeira, eu me
lembrava vagamente de alguém que ficava me perturbando com apelidos como:
"Dra. Masini", "Sra. Advogada" ou, ainda, e o pior de todos, "Dra. Deolane". Pelo
número e pela cor no grupo, suspeitava que fosse ela a pessoa que me chamava assim
e, consequentemente, que pudesse ser a dona daqueles bilhetes bizarros.
Depois de insistir para que a menina que tinha escrito os anônimos se
revelasse, a mesma, que eu já suspeitava, me chamou no privado e disse: ‘’Você quer
saber quem mandou as mensagens, mas será que está pronta para descobrir?’’. E há
de concordar comigo de que foi a verdadeira frase de um psicopata, uma pessoa bem
estranha, sendo exatamente isso que eu pensei na hora que li. Entretanto, a
curiosidade foi mais forte, eu precisava saber o nome de quem estava fazendo aquilo
e mais precisamente, queria entender o motivo.
Bom, algumas horas se passaram e a menina, que se chamava Ananda, não
desmentiu o que escreveu nos anônimos, o que só deixava a situação mais esquisita

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e, ainda por cima, eu estava conversando com a Duda – que era ciumenta
desnecessariamente, pois não tínhamos nada - então, achei melhor só ignorar o que
tinha acontecido e não responder mais a Ananda.
Vou dar um pulo no tempo porque você — leitor — sabe o que aconteceu,
portanto, é irrelevante. O dia era 25 de fevereiro de 2026, eu estava novamente no
grupo de garotas sáficas, onde tudo estava correndo normalmente até que uma
garota começou a fazer comentários tortos sobre ter se masturbado com uma
cenoura e um rímel. Como somos todas imaturas e atoas, começamos a rir
absurdamente e a zoar a atitude dela até não podermos mais. Contextualizando, por
aqueles dias, eu já não conversava mais com a Eduarda – por mais que às vezes ela
fizesse questão de ser obcecada, vindo atrás de mim – então eu estava absolutamente
livre para flertar e brincar com quem eu quisesse.
Assim, durante aquela conversa estranha e divertida no grupo, a Ananda
apareceu, completamente perdida e querendo saber a fofoca toda. Eu, como boa
samaritana que sou, contei para ela sobre a masturbação da garota com objetos
estranhos, e ela riu, participando do papo normalmente. Em algum momento,
começamos a responder às nossas mensagens no grupo como se fosse um flerte, pois
eu estava comentando sobre querer ter algo que não lembro o que era, mas
certamente tinha conotação sexual e ela veio dizendo: "Você sabe que pode ter, é só
mandar mensagem".

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CAPÍTULO 2 - TESTANDO O MEDO.

​ Então, eu mandei.
Eu e a Ananda começamos a conversar e as primeiras mensagens que
trocamos foram sobre a menina do grupo e a atração estranha dela por rímeis e
cenouras. Não vou saber dizer exatamente como as coisas seguiram nos primeiros
dias, mas posso afirmar que eu estava interessada e isso me deixava com medo,
porque em hipótese alguma queria descumprir minha promessa amargurada de não
me envolver com pessoas à distância.
Contudo, serei obrigada a admitir, por mais que estivesse gostando dela e de
estar conversando com ela, raramente lembrava como ela era fisicamente, mas isso
não pode ser considerado culpa minha, ela me mandou apenas uma foto quando
começamos a conversar e nunca mais, e, adivinha? Estava de costas na foto de perfil.
Bom, no dia 27/02, uma sexta-feira, eu tive o primeiro rolê da faculdade e
estava bem animada para sair e ver como seria, e nesse meio tempo estava contando
tudo pra Ananda. A noite foi cheia de álcool na cabeça, dancei, me estressei com
alguns colegas – sim, você sabe que foi com o Lucas e com a Maria –, mas apesar de
tudo, foi divertido estar bêbada e praticamente cair no chão. Chegando em casa, fui
conversar com a Ananda e contar pra ela como tinha sido, mas como estava meio
bêbada lembro de poucas coisas, mas o que ficou gravado foi ela elogiando minha voz
e como eu ficava fofa com sono e cheia de álcool no corpo, além de tudo, me
xingando por eu não ter comido antes de beber e me mandando fazer diversas coisas
para não passar mal – ela e sua mania de médica –.

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Em todas as nossas conversas eu sentia que ela me achava muito bonita e
estava ligeiramente interessada, mas parecia que ela nunca me procurava, nunca
perguntava nada, enquanto eu bancava a tagarela e sentia que falava e me mostrava
demais, para alguém que não estava querendo conversar como eu queria.
Sendo assim, a forma como as coisas aconteciam, a questão de ter medo de me
apaixonar à distância se tornou cada vez mais presente e real, me afastando, me
fazendo falar menos e procurá-la menos. E eu odeio, odeio muito mesmo, relações
nas quais sinto que estou em joguinhos de interesse, tendo que esperar o outro
demonstrar primeiro, enquanto finjo que não quero nada, me corroendo por dentro e
me causando uma constante ansiedade. E nossa relação, para mim, estava assim, e a
pior parte de começar a conhecer alguém é sentir que você não pode perguntar ou
conversar sobre essas coisas, justamente porque vocês não têm nada – o que só me
fazia querer chacoalhá-la e gritar, enquanto a olhava nos olhos: "O QUE CARALHOS
VOCÊ QUER COMIGO?
E enquanto isso se passava em um lado da minha mente, o outro me lembrava
daquelas nossas ligações e horas e horas juntas – tinha alguns anos que eu não fazia
algo assim –, dos elogios dela tanto no grupo quanto para mim apenas, dizendo que
estava super apaixonada, que eu era a mulher dela e que era linda… era tão estranho
vê-la dizer isso e me sentir de uma maneira diferente. Por mais que eu já gostasse
bastante da Ananda por aqueles dias, não estava querendo me apegar, estava com
medo de onde isso tudo iria dar ou da forma como eu poderia sempre estar ansiosa
pensando em qual seria o próximo passo dela, o que ela pensava, o que ela queria,
quem era e porquê era.
Então nós tivemos uma conversa que por pouco não nos fez afastar, e foi bom,
porque eu percebi um pouco mais de quem ela era e o que pensava, consegui me
sentir um pouco mais segura e vi que não era só eu que tinha o que falar. Mas, ainda
sim, tentei por dias manter o nível mais tranquilo dentro da minha cabeça, tentei não
gostar de ouvi-la rir, tentei não me importar com o que acontecia no dia dela, tentei
me segurar para não ficar expondo meus sentimentos e tentei, principalmente,
ignorar todas as palavras de amor que vinham da Ananda, pois acreditava que seria
mais fácil se eu levasse elas como mentiras, justo quando mais desejava que fossem
verdade.
A cada texto enorme que vinha dela, o meu medo só crescia. Parece
controverso porque talvez seja mesmo, porém era assim que eu me sentia, na beira

7
de um precipício que a qualquer momento poderia me empurrar, bem quando eu
começaria a confiar.

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CAPÍTULO 3 - AMAR E SÓ.

​ É importante salientar que ainda há medo, mas agora o que eu sinto por ela e
como a vejo é maior do que isso. Quero perguntar coisas para ela a todo momento,
conhecê-la cada vez mais, entrar dentro da sua alma e pegar o seu coração só para
mim, tomar sua mente para que só tenha espaço para nós duas dentro dela.
​ E aqui vão todas as perguntas que não fiz, e as que fiz ou acabei sabendo da
respostas em conversas aleatórias, como um meio de conhecê-la e saber quem ela é:

1- Qual sua memória de infância favorita?


2- Quem é a pessoa da sua família que você é mais próxima?
3- Qual sua cor favorita e por que? Vermelho e azul, mas não sei porquê.
4- Por que a música do seu instagram é de umbanda?
5- Qual parte de você mesma que você mais gosta?
6- Qual sua comida salgada e doce favorita? E entre os dois, qual você gosta mais?
7- Você tem um filme/filmes de conforto, que assiste quando está triste ou só porque
gosta muito? Não tem filmes e nem nada como favorito ou que é obcecada.
8- Tem alguém na sua vida que você sente saudade?
9- Como você acha que deve ser uma relação amorosa ideal pra você?
10- Como você define o nome do seu estilo de roupa?
11- Se você só pudesse escutar uma cantora/cantor pro resto da vida, quem seria?
12- Qual seu maior medo? Físico (altura,aranha) ou psicológico (abandono,morte)​
Tem medo de altura e psicológico, eu não perguntei.
13- Qual lugar você quer muito conhecer e por que?
14- Qual seu animal favorito, pra ter de pet e do mundo em geral?

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15- Você teria uma relação amorosa sem sexo, tipo NUNCA?
Depende, mas mais para não do que para sim.
16- Qual livro que você já leu e mais te marcou e por que?
17- Você sonha em ser mãe ou apenas gostaria de ter uma criança?
Ela quer muito ser mãe de menino.
18- Por que você não ficaria grávida (uma vez você me disse isso)?
19- Por que você alisa seu cabelo?
20- Qual era seu desenho favorito quando era criança?
21- Por que você gosta de escrever textos/ poemas? Ela diz que é fácil e bonito tornar
tudo poético.
22- Qual qualidade sua (sem ser física) vc mais admira em si mesma? Transformar
tudo em poesia.
23- Quais nomes você daria pra sua filha/filho? Algum com D e que não é Dylan e eu
não vou perguntar de novo.
24- Se por um dia você pudesse viver em um período histórico, qual seria?
25- Você tem uma atriz/ator favorito?
26- Qual esporte ou hobby você não tem, mas gostaria de ter? Tocar violão com mais
frequência.
27- Você tem alguma memória que você jamais gostaria de reviver? Se sim, pode me
contar?
28- Quais são suas flores favoritas? Não tem, mas acha tulipas mais bonitas.
29- Que comida você mais odeia, tipo ODEIA?
30- Você acha que sentiu ou definitivamente sentiu ódio por alguém?
31- Tem alguém que você gostaria muito de esquecer, mas não consegue?
32- Se você pudesse estudar algo que não dependesse de dinheiro, mas de puro
interesse seu, o que seria?
33- Qual é o seu maior objetivo com uma relação romântica? (Formar família, viajar
o mundo..)
34- Que posição você acha mais confortável para dormir?
35- O que você já praticou e agora não faz mais, mas gostaria de voltar ou achava
legal? Ela gosta de vôlei e muay thai.
36- O que você acha que acontece depois que a gente morre? Como é o Céu/inferno
pra você?

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37- Você já descobriu algo aleatório e ficou absolutamente obcecada pelo assunto?
Não. (que menina mais sem hiperfoco, uma autista diferente)
38- Você já usou salto alto ou gostaria de usar?
39- Qual você acha que seria sua reação se fosse assaltada? Você já foi assaltada?
40- Você gostaria de ser pedida em namoro? (Pelas coisas que vc me contou,
presumo que você que sempre pediu)
41- Qual apelido romântico você ama e gostaria de ser chamada? Tem algum que
você não goste? Ela tem preconceito com ‘’bebê’’ e acha ‘’vida’’ mais romântico que
‘’amor’’.
42- O que uma pessoa pode fazer para você a ponto de ser considerada imperdoável?
43- Que tipo de passeios você gosta de fazer? (Praia, cachoeira, parque..)
44- O que você considera ser a sua maior paixão? Vôlei é paixão de infância, mas
paixão atual eu não perguntei.
45- Quais qualidades você mais aprecia nas outras pessoas? (Humor, beleza..)
46- Você acredita em ET?
47- Tem algum carro/moto específico que você queira ter? Tem, fiat fastback abarth
preto.
48- Qual o número do seu sapato?
49- Sorvete ou açaí? Se for sorvete- qual sabor e se for açaí- com o que?
50- Quais cheiros você gosta (em perfume ou em geral), ex: doce, cítrico,
amadeirado, floral..? Para ela amadeirado e nos outros doce.

​ Essas são algumas das coisas sobre ela que eu sei – ou não sei e gostaria de
saber – mas estou ciente de que há muito para descobrir e que não preciso apressar
nada.
​ Fugindo das dúvidas, é muito bom estar mais segura e sentir que de alguma
forma ela realmente me quer – não porque eu não acredite que mereça ou etc, mas
porque mede como me mostro na nossa relação – e saber que posso acreditar nos
seus textos, nas músicas que ela me dedica ou até mesmo quando monta uma playlist
inteira sobre músicas que a fazem pensar em mim, me torna uma pessoa que
demonstra mais o que sente, pois sei que não serei ignorada ou rejeitada e alguma
forma.
​ Estou me abrindo para que você – leitor – entenda como faz diferença para
mim acreditar nas palavras românticas que advém de outras pessoas. Agora não

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sinto desespero ao admirá-la, mas paz em poder apreciar alguém que sei que me
aprecia de volta; agora não sinto medo ao elogiá-la , por mais que ainda seja difícil
assumir o que sinto; agora já não tenho mais ansiedade pensando que tenho que me
segurar para falar com ela e ficar calculando quando posso chamá-la, simplesmente
chamo; agora não tenho que ficar segurando na ponta da língua o quanto gosto dela,
se estou menos corajosa mando uma música que descreve exatamente como a vejo e
sinto ou, se me sinto mais segura, só digo que a adoro – o que é verdade.
​ O que me falta nesse momento é vê-la pessoalmente, ela não tem a mínima
ideia do quanto desejo o momento em que finalmente vamos estar juntas, quando
finalmente vou poder tocar sua pele e conhecer o seu cheiro.
​ A Ananda é minha ‘’meyaah liessa’’, um amor que escolho acolher todos os
dias e que espero ser o casulo dela quando ela precisar. Na verdade, estou um pouco
cansada de falar ‘’te adoro’’ para ela, acredito que isso já não faça mais jus ao que
sinto no peito sobre ela – meu coração bate mais rápido quando tenho vislumbres da
sua aparência, que só de pensar me dá vontade de poder encher de beijos; as coisas
se acalmam quando ouço a voz dela, seja quando está calma e contando alguma coisa
ou com suas mil vozes esquisitas a cada troca de humor, ou ainda quando canta; tudo
acelera e pega fogo dentro de mim quando falamos sobre como os nossos corpos
anseiam o toque um do outro, mas também há uma junção de carinho de vontade
quando penso no que chamamos de ‘’fazer amor’’ – e escrevi algumas coisas sobre
isso e as mandei, para que ela pudesse entender um pouco do que sinto.
Mas há um que nunca foi enviado. Baseei a sua escrita no dia em que
conversávamos sobre os medos de relacionamentos passados, onde ela me disse que
era difícil saber se a outra pessoa estava realmente sendo sincera e leal, que era
complicado falar quando algo a incomodava, além de ser desconfortável ter liberdade
em um nível exagerado e que ela tem medo de ser romântica, principalmente quando
ela era o único porto seguro das pessoas por quem se apaixonou. Sendo assim, o que
veio na minha mente foi:

O lápis escorrega nas palavras de amor


Todas aquelas que vou te entregar ao me aproximar
Não somente no toque
Mas com o choque de nossas almas
Quero tirá-la dessa gaiola do amor

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Sendo seu porto seguro, você nunca mais será o único casulo
A cada palavra uma promessa, um juramento
Me farei sua paz, o seu lar exclusivo para voltar
Você jamais irá me beijar
Pois nós iremos nos adorar
Ardo pensando em te ter por perto
Para cobrir o deserto que é minha mente
Assim, faremos amor sob os lençóis
Vou te devorar e me deixar ser devorada
E depois de despi-la, irei vesti-la
Porque a música que toca chama: reciprocidade
Sobre segurança e amor irei mostrar
Mas não se engane, o tema da aula será: Como posso receber e me doar?
O lápis rabisca "eu te adoro"
O engraçado é que está escrito "eu te amo"
Devido ao medo, ainda não te entreguei essa carta
Pois o pavor me consome ao pensar que posso estar na próxima página
Quando nem mesmo o título do livro você leu...
Há medo e incerteza
Mas também desejo e fé
Fé de que poderei cumprir tudo o que quero
Tudo o que quero com você, meu amor.

​ Como declaração, deixo explícito que a Ananda foi a minha exceção, não
estava nos planos me apaixonar, não estava nos planos conhecer alguém tão singular
e tão ela, e, especificamente, não estava jamais nos planos dar com a língua nos
dentes quando disse que jamais amaria alguém à distância… cá estamos nós, nos
relacionando – odeio que não tenha nome para o que temos e que não tenha uma
aliança que mostre que ela é minha e que eu sou dela, nos nossos dedos –. Quero que
ela seja minha e agora que o medo está ficando para trás, quero que ela saiba o
quanto a quero, o quanto amo o jeito dela, as coisas que ela gosta – mesmo não
gostando nem um pouco de futebol e quando eu tinha, repito, tinha preconceito com
o Luan Santana –, tenho zero paciência para ver séries, mas vou ver The Vampire
Diaries e Stupid Wife porque ela me pediu e porque quero saber o que ela tanto

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gosta, vou fazer esse esforço porque é por ela. E por mim, estaria em Belo Horizonte
nesse instante, mas, segundo ela, quem vem até mim com um buquê não sou eu,
portanto, me resta a espera, a espera do dia que vou cair nos braços daquela que eu
amo.
-​ obs: espero que seja logo.

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EPÍLOGO- DEPOIS DOS 607 KM.

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