FACULDADE BRASILEIRA DO RECÔNCAVO
BACHARELADO EM ENFERMAGEM
Alunas: Ana Gabriela Leão T. da Cruz, Paula Adriane Santos Sampaio, Raiane da Silva
Conceição
Pesquisa: Mortalidade Geral, Mortalidade materna e mortalidade infantil.
CRUZ DAS ALMAS-BA
2023
Alunas: Ana Gabriela Leão T. da Cruz, Paula Adriane Santos Sampaio, Raiane da Silva
Conceição
Pesquisa: Mortalidade geral, Mortalidade materna e Mortalidade infantil
Pesquisa apresentadaa disciplina de
Epidemiologia, do Curso deenfermagem da
FBBR, sendo requisito parcial de nota.
Prof: Larissa Oliveira.
CRUZ DAS ALMAS - BA
2023
MORTALIDADE GERAL
Mortalidade geral é uma das medidas mais utilizadas em saúde pública e expressa a
relação entre o total de óbitos de um determinado local pela população exposta ao risco de
morrer. Apesar de não ser considerado um bom indicador, possibilita comparações
temporais e entre diferentes unidades geográficas.
O Brasil apresentou importantes mudanças nos quadros de morbidade e mortalidade nos
últimos 40 anos, passando de um perfil onde havia a prevalência de problemas típicos de
uma população predominantemente jovem para um perfil no qual as notificações de
enfermidades crônicas são crescentes, mais próprias de uma população com predomínio
das faixas etárias mais avançadas. Segundo a SES RS, essas mudanças se fizeram sentir
no Rio Grande do Sul de forma mais acentuada, uma vez que a proporção de idosos
sempre foi superior a média brasileira. Vários fatores colaboram para isto: maior expectativa
de vida entre as unidades da Federação, queda contínua da mortalidade infantil e da
natalidade, melhoria das condições sanitárias e de urbanização, ampla cobertura vacinal e
prevenção de doenças por maior acesso aos serviços de saúde. Deste conjunto de fatores
resultam uma mais elevada prevalência de fatores de risco, com taxas de morbi-mortalidade
e custos crescentes de assistência à saúde decorrente, principalmente, de doenças
cardiovasculares, neoplasias, doenças respiratórias crônicas e de causas externas, entre
outras.
No Rio Grande do Sul, no ano de 2019, os grupos de causas principais da mortalidade geral
para ambos os sexos são: as doenças do aparelho circulatório (25,1%); neoplasias (22,3%);
doenças do aparelho respiratório (12,0%); causas externas de morbidade e mortalidade
(8,5%); doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (6,9%); e doenças do aparelho
nervoso (5,1%). E, entre as 10 categorias de doenças que mais levam ao óbito estão: as
doenças isquêmicas do coração; as doenças cerebrovasculares; a diabetes mellitus; o
infarto agudo do miocárdio; as doenças crônicas das vias aéreas inferiores; o restante de
sintomas e sinais e achados anormais clínicos e laboratoriais; a pneumonia; as outras
doenças cardíacas; a neoplasia maligna da traquéia, brônquios e pulmões; e o restante de
neoplasias malignas.
Sobre a evolução dos grupos de causas principais, é importante ressaltar que a tendência
de queda na categoria das doenças do aparelho circulatório registrada a partir de 1990 não
se manteve no ano de 2018, apresentando um relevante aumento e permanecendo com os
maiores índices entre as demais. Já no ano de 2019 o índice volta a cair significativamente.
Também é importante ressaltar o aumento continuado da categoria de neoplasias desde
1970. De outro lado, a diminuição da participação das causas mal definidas aponta para
uma melhora qualitativa dos registros de mortalidade.
Quanto à distribuição do Coeficiente de Mortalidade Geral entre os municípios, chama
atenção que mais da metade dos municípios apresentaram índices acima da média do
Estado (7,8 óbitos por 1.000 habitantes em 2019). Nas porções centro e norte do estado
foram registrados vários municípios com índices acima de 10,01 óbitos por 1.000 habitantes.
MORTALIDADE MATERNA
A mortalidade materna refere-se a morte de mulheres durante a gravidez, parto ou até 42
dias após o término da gestação, devido à complicações relacionadas à gravidez ou
agravadas por ela. É um indicador importante para avaliar a qualidade e a acessibilidade
dos cuidados de saúde materna em um país.
As principais causas da mortalidade materna incluem hemorragia pós-parto, infecções,
hipertensão durante a gravidez, complicações de aborto inseguro e doenças pré-existentes
agravadas durante gravidez. Outros fatores de riscos incluem a precariedade de acesso aos
cuidados pré-natais, pós-natais e a escassez de profissionais adequados.
A mortalidade materna é mais prevalente em países de baixa renda onde muitas vezes o
acesso de mulheres aos recursos de assistência médica e prestação de serviços de
cuidados em saúde são escassos.
Este tema segue sendo um desafio, onde a organização Mundial da Saúde (OMS)
estabeleceu a meta de reduzir a taxa de mortalidade materna em 75% até 2030 como parte
dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS).
A epidemiologia da mortalidade materna desempenha um papel crucial na identificação de
desigualdades de saúde materna entre diferentes grupos, como regiões geográficas etnias
ou classes sociais. Esses estudos permitem a elaboração de estratégias de intervenção
direcionadas para reduzir essas desigualdades e melhorar a saúde materna globalmente.
Embora tenham ocorrido avanço significativos na redução da mortalidade materna em todo
o mundo nas últimas décadas, ainda há muito a ser feito, a implementação de medidas
preventivas, a garantia de que todas as mulheres tenham acesso a cuidados em saúde de
qualidade durante a gravidez e o parto, instalações de saúde com capacidade de
emergência e acesso a métodos contraceptivos é fundamental para salvar vidas de
mulheres e garantir saúde de mães e filhos.
MORTALIDAE INFANTIL
A Mortalidade Infantil é um problema que afeta grande parte da população, sobretudo nos
países mais pobres, e corresponde a morte de crianças entre os zero e doze meses de vida.
Visto que a mortalidade infantil ainda é realidade em muitos locais no mundo, fica claro que
um dos grandes objetivos do milênio é reduzir esse número (composto pelo número de
nascidos e a morte de crianças num local e tempo específico), por meio da implementação
de políticas públicas em prol da saúde das mulheres e dos bebês, desde o período de
gestação, parto, pós-parto e ainda, que priorizem o desenvolvimento da criança até os dois
primeiros anos de vida.
Os estudos sobre a taxa de Mortalidade Infantil são essenciais para medir e avaliar a
qualidade de vida de determinada população, uma vez que reflete, de certa modo, as
condições socioeconômicas de uma população.
Mesmo sendo um índice importante, medir a mortalidade de bebês traz implícito um
incômodo, pois é um questionamento a respeito da responsabilidade que sociedade e
Estado possuem nesse quadro. Os principais fatores que promovem a mortalidade infantil
são:
- A falta de assistência e de instrução às gestantes;
- Ausência de acompanhamento médico;
- Deficiência na assistência de saúde;
- Desnutrição;
- Ausência de políticas públicas efetivas em educação;
- Ausência ou deficiência no saneamento básico.
Esse último fator é ainda mais agravante quando a água e esgoto não tratados provocam a
contaminação da água e, por conseqüência, dos alimentos, ocasionando doenças como a
hepatite, malária, febre amarela, cólera, diarréia, entre outras. Essas doenças em conjunto
com quadros de desnutrição são fatais.
A mortalidade infantil é um aspecto social tão significativo que a Organização das Nações
Unidas (ONU) inseriu a redução da mortalidade infantil mundial entre as principais 8 Metas
do Desenvolvimento do Milênio (conjunto de objetivos de melhorias no padrão de vida das
pessoas em todo o mundo, especialmente nos países pobres).
Em geral, nos países desenvolvidos economicamente, as taxas de mortalidade infantil são
significativamente baixas. Em oposição, nos países pobres, ainda encontramos taxas de
mortalidade infantil altíssimas, como é o caso de Afeganistão, Chade, Angola, Guiné-Bissau,
Nigéria e Somália, que têm números superiores a 100 mortes de crianças com menos de um
ano de vida a cada mil crianças nascidas vivas no período de um ano.
Embora, segundo a ONU, as médias mundiais de mortalidade infantil tenham sofrido uma
queda de quase 50% nas últimas duas décadas, o problema ainda é muito grave em muitas
nações e deve ser vencido, especialmente, por meio da implantação efetiva de políticas
públicas de educação e saúde.
REFERÊNCIAS:
Dias J. ; Oliveira A. ; Cipolotti R. ; Monteiro B. ; Pereira R. ; Mortalidade Materna. Rev. Med.
Minas Gerais, 2015.
Martins A. ; Silva L. ; Perfil Epidemiológico de Mortalidade Materna. Rev. Brasileira de
Enfermagem. 71, 677-683. 2018.
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