INSUFICIÊNCIA
CARDÍACA
Geisiane Przendziuk
Giulya Massarotto
Gustavo Sebben
Helena Haschel
Henrique Menezes
1
DEFINIÇÃO, CLASSIFICAÇÃO,
EPIDEMIOLOGIA E ETIOLOGIA
DEFINIÇÃO E CLASSIFICAÇÃO
● Síndrome clínica: alterações no enchimento e/ou
ejeção ventricular (estruturais/funcionais)
● Caráter progressivo
- Estágio A: pacientes com fatores de risco para
desenvolver IC
- Estágio B: doença estrutural mas sem sintomas
- Estágio C: sintomas/sinais de IC
- Estágio D: sintomas refratários ao tto que
necessitem transplante, dispositivo de
assistência ventricular
IC - NYHA
CLASSIFICAÇÃO STENVENSON (CLÍNICA)
INTERMACS
EPIDEMIOLOGIA
● Estima-se: 37,7 milhões de pessoas no mundo
● IC na população idosa: aceleração
envelhecimento cardiovascular por comorbidades
- Incidência de 10 para 1000 em maiores 65 anos
● Tempo internação BR: 7,7 dias (2018)
- Estudo Epica-Niteroi
● 3% do orçamento do SUS
● No Brasil, estudo BREATHE: principal causa de
re-hospitalização é má adesão ao tto e outras
comorbidades
EPIDEMIOLOGIA
De 2008 a 2015, a taxa de
mortalidade por IC na população
diminuiu 7,7% no Brasil.
ETIOLOGIA
Fatores de risco: doença coronariana, diabetes,
✔ obesidade, tabagismo, hipertensão
Cardiomiopatia isquêmica e chagásica
✔ apresentam pior prognóstico - manejo
Países desenvolvidos: doença arterial
✔ coronariana principal causa IC (⅔ casos)
Avanço genética: cardiomiopatias familiares
✔ mais facilmente identificadas
ETIOLOGIA
Cardiomiopatia periparto, CMP dilatada.
✔ Prognóstico benigno, mas risco recorrência.
CMP de Takotsubo: disfunção transitória VE -
✔ baloneamento ponta VE, obstruindo saída
Cardiomiopatia hipertrófica: mais comum
✔ geneticamente. Morte súbita em jovens
CMP não compactada: miocárdio dividido em
✔ duas camadas - esponjosa e outra fina
ETIOLOGIA
2
FISIOPATOLOGIA
FISIOPATOLOGIA
FISIOPATOLOGIA
FISIOPATOLOGIA
3
DIAGNÓSTICO DA IC
SINAIS DE INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
Diminuição do Sinais de Edema
débito cardíaco congestão generalizado
pulmonar
DIAGNÓSTICO CLÍNICO - CRITÉRIOS DE FRAMINGHAM
MAIORES MENORES
Dispneia paroxística noturna Edema maleolar bilateral
Turgência jugular patológica Tosse noturna
Estertores pulmonares Dispneia aos esforços
Cardiomegalia
Hepatomegalia
Perda de +4,5kg c/ diuréticos
Derrame pleural
Presença de B3
PVC > 16
↓ Capacidade vital
Reflexo hepatojugular FC > 120 bpm
EAP
ECOCARDIOGRAMA
Análise do EcoCG:
● Análise da FEVE (Método de Simpson)
● Dimensões das cavidades cardíacas
● Espessura das paredes ventriculares
● Geometria das cavidades ventriculares
● Mobilidade parietal segmentar ventricular
● Anormalidades valvares
● Avaliação do pericárdio
● Estimativa da pressão sistólica na a. pulmonar Hipertrofia de VE
● Função sistólica e diastólica do VE
● Estimativa da pressão de enchimento do VE
ECOCARDIOGRAMA
Preferencial: Ecocardiograma transtorácico
bidimensional com análise dos fluxos por
método doppler (Eco-2D-Doppler)
Diagnóstico e seguimento
● Planejamento terapêutico e estratificação
diagnóstica
● Não é feito de rotina!
○ Piora do quadro
○ Pós início do tto.
BIOMARCADORES - PEPTÍDEOS NATRIURÉTICOS
Importantes para o BNP e NT-proBNP
diagnóstico (Inclusão e
exclusão) e prognóstico
↑ Anemia, DRC e idade
avançada (ICFEr)
↓ Obesidade
Diferença de ponto de
corte em regime
ambulatorial e de
emergência
BIOMARCADORES - PEPTÍDEOS NATRIURÉTICOS
Uso de sacubitril + Não redução ou
valsartana: Medição BNP > 35 - Sensibilidade aumento pós
pelo NT-proBNP BNP > 50 - Especificidade tratamento - Pior
prognóstico
EXAMES COMPLEMENTARES
AVALIAÇÃO LABORATORIAL
● Presença e gravidade de lesões em órgãos alvo
● Detectar comorbidades
● Fazer exames seriados
HMG, eletrólitos séricos, função
renal, glicemia em jejum, HbG,
perfil lipídico, função tireoidiana e
função hepática
ELETROCARDIOGRAMA
Avaliação inicial:
● Sinais de cardiopatia estrutural
(Hipertrofia de VE)
● Isquemia miocárdica - Mais comum
○ Ocorre alterações na onda T
● Fibrilação atrial - 2º mais comum
● Áreas de fibrose
● Distúrbio da condução AV
● Bradicardia ou taquiarritmia
● Bloqueio de ramo esquerdo -
Alargamento do QRS
RADIOGRAFIA DE TÓRAX
Maior valor em caso de IC aguda
DDx: Doença pulmonar intersticial, DPOC, neoplasia
pulmonar e pneumonia
RX normal NÃO descarta IC
OBSERVAR:
● Índice cardiotorácico
● Cefalização da trama vascular
● Derrame pleural
● Opacidade alveolar
● Linhas de Kerley (Líquido intersticial) ÍNDICE CARDIOTORÁCICO
> 0,5 - CARDIOMEGALIA
RESSONÂNCIA NUCLEAR MAGNÉTICA CARDÍACA
Avaliação estrutural e funcional do coração
● Medida de volumes, massa miocárdica e
da FE
Caracterização tissular miocárdica - Pode
contribuir no caso de sarcoidose e amiloidose
NÃO fazer: TFG < 30 ml/min/1,73m²
RESSONÂNCIA NUCLEAR MAGNÉTICA CARDÍACA
Avaliação estrutural e funcional do coração
● Medida de volumes, massa miocárdica e
da FE
Pode fornecer informações sobre a extensão
da viabilidade miocárdica
Caracterização tissular miocárdica - Pode
contribuir no caso de sarcoidose e amiloidose
NÃO fazer: TFG < 30 ml/min/1,73m²
TESTE DO ESFORÇO CARDIOPULMONAR
Teste ergométrico + análise do ar expirado
Avaliação objetiva e quantitativa da capacidade
funcional
● Consumo de O2 no pico do esforço
● Relação ventilação e produção de volume
de CO2
● Ventilação oscilatória durante o esforço
Recomendada em casos de IC avançada e
investigação de sintomas pulmonares
● Fator prognóstico
PROGNÓSTICO
Não há grande diferença em relação ao tipo da IC p/
fração de ejeção
Considerar:
● Dados da história
● Etiologia
● Exame físico
● Exames complementares
● Avaliação hemodinâmica
● Tolerância às medicações com impacto em
mortalidade
Escore prognóstico HFSS
Score prognóstico: HFSS, SHFM
PROGNÓSTICO
4
COMORBIDADES RELACIONADAS À IC
COMORBIDADES RELACIONADAS À IC
Doença arterial coronariana
● Principal causa de IC em todo o mundo.
● Isquemia miocárdica.
Hipertensão arterial sistêmica
● Alterações estruturais no coração.
● Alterações nos rins e vasos sanguíneos.
COMORBIDADES RELACIONADAS À IC
Insuficiência mitral
● Alterações estruturais na anatomia do VE.
● Sem evidências de aumento na sobrevida com intervenção
cirúrgica.
Estenose aórtica
● Estenose aórtica + IC → alta mortalidade.
Dislipidemia
COMORBIDADES RELACIONADAS À IC
Obesidade e caquexia
● 29-40% dos pacientes com IC com sobrepeso.
● 30-49% dos pacientes com IC com obesidade.
● Alterações hemodinâmicas e anatômicas do sistema cardiovascular.
● Paradoxo da obesidade.
● Distribuição em "U".
Diabetes mellitus
● Fator de risco para IC.
DPOC e asma
COMORBIDADES RELACIONADAS À IC
Doença renal
● Pior prognóstico.
Deficiência de ferro e anemia
● Tratar a causa da anemia
Disfunção erétil
● Redução na qualidade de vida.
COMORBIDADES RELACIONADAS À IC
Síndrome da apneia do sono
● Sistemas fisiopatológicos compartilhados.
● Apneia obstrutiva.
Câncer
● Disfunção secundária a fármacos.
Depressão
● Sobreposição de sintomas.
5
TRATAMENTO
ICFEr e ICFEp - Não farmacológico, farmacológico e intervencionista
TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO
● Perda de peso.
● Cessar tabagismo e etilismo.
● Vacinação - Influenza e pneumococo.
● Reabilitação cardiovascular
Insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida - ICFEr
Bloquear o SRAA e a noradrenalina + melhorar a congestão
Drogas que aumentam a
Drogas sintomáticas
sobrevida
↓DC → ↓TFG → ativação do ↓Força de contração → pulmão
SRAA → aumento da resistência congesto → sintomas: dispneia,
vascular periférica. estertoração, edema agudo de
pulmão etc.
↓Volume arterial efetivo e ↓DC
→ ativação do sistema
adrenérgico → ↑noradrenalina.
ICFEr - Drogas que aumentam a sobrevida
IECAs / BRAs
● Redução da pressão arterial e diminuição da
carga de trabalho do coração; Para quem? Todos. Mesmo
assintomáticos.
● Benefícios em relação à morbidade,
mortalidade e qualidade de vida;
Quando não usar? K+ > 5,5;
● A introdução com doses baixas e titulação IR; estenose bilateral da a.
renal.
progressiva.
ICFEr - Drogas que aumentam a sobrevida
Betabloqueadores
● Diminuem a resposta do corpo à
noradrenalina e adrenalina: ↓FC, ↓Força de Para quem? Todos. Mesmo
assintomáticos.
contração do coração e ↓Pressão arterial.
● Metoprolol, carvedilol e bisoprolol.
Quando não usar?
Pacientes agudamente
Obs.: 1. A melhora dos sintomas demora um tempo; 2. Pelo seu descompensado.
efeito inotrópico negativo, no começo há piora do quadro.
ICFEr - Drogas que aumentam a sobrevida
Antagonistas da aldosterona
● Excreção aumentada de sódio e diminuição
Para quem? Quando IECA
na retenção de líquidos → ↓PA; + betabloq não dão conta.
● Espironolactona e esplerenona*;
Quando não usar? K+ > 5,5
e/ou IR;
*Não tem disponível no Brasil.
ICFEr - Drogas que aumentam a sobrevida
Hidralazina + Nitrato
● ↓Carga de trabalho do coração e melhora do
fluxo sanguíneo; Para quem? Alternativa para
IECA.
● Vasodilatador arterial + vasodilatador
venoso;
Obs.: Excepcionalmente eficaz em pacientes autodeclarados
negros e em classe funcional III-IV da NYHA.
ICFEr - Drogas que aumentam a sobrevida
Ivabradina
● Medicamento novo no tratamento;
Para quem? Paciente sintomático
● Inibidora seletiva da corrente If do nó em uso de IECA + betabloq e com FC
>70bpm em ritmo sinusal.
sinoatrial → ↓FC;
● Associação com aumento de incidência de
FA.
Quando não usar? Gravidez
ICFEr - Drogas que aumentam a sobrevida
Sacubitril + Valsartana
● Sacubitril: inibe a neprilisina →
vasodilatação e diurese; Para quem? Substituir
IECA nos pacientes
● Valsartana: bloqueia os receptores de sintomáticos
angiotensina II → ↓vasoconstrição,
↓retenção de líquidos e ↓sobrecarga no
coração.
É O BRA VITAMINADO
ICFEr - Drogas que aumentam a sobrevida
Inibidores da SGLT2
● Eficaz mesmo em pacientes não diabéticos;
● Dopaglifozina e empaglifozina;
● Ainda não há uma explicação plena para os
benefícios na IC.
Para quem? Pacientes em uso de IECA +
betabloq + antagonista da aldosterona e
continua sintomático.
ICFEr - Drogas sintomáticas
Diuréticos
● De alça e tiazídicos;
● Potencial efeito deletério do uso crônico
Para quem? Sintomáticos.
sobre o SRAA;
● Usar sempre a menor dose terapêutica
necessária.
Obs.: Normalmente, é o primeiro medicamento usado na IC.
ICFEr - Drogas sintomáticas
Digitálicos
● Inibição da enzima NA+/K+ ATPase
presente nas células cardíacas → ↑Força
Para quem? Refratários.
de contração do coração;
● Aumento da atividade parassimpática →
Quando não usar?
↓FC e ↓PA. Insuficiência diastólica
pura e cardiomiopatia
hipertrófica.
Resumindo…
A B C D
Só fatores de Doença NYHA I: IECA +
Sintomas
risco: tratar os estrutural betabloqueador;
refratários.
fatores de risco. assintomática: NYHA II-IV: IECA
IECA+ + betabloq +
Betabloqueador. diurético e, se
necessário, +
qualquer um
citado
anteriormente.
Insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada - ICFEp
Tratamento com base nos fatores que prejudicam o relaxamento.
● PA, FC, coronariopatia, fibrilação atrial;
● Não há um protocolo;
Ainda são necessários
● SGLT2i; outros ECRs.
● Diuréticos.
Combinação de diuréticos + antagonista dos receptores
mineralocorticoides e SGLT2i é a melhor opção atualmente.
TRATAMENTO INTERVENCIONISTA
● Cardiodesfibrilador implantável.
● Terapia de ressincronização cardíaca.
● Intervenção cirúrgica.
● Dispositivos de assistência ventricular.
● Transplante cardíaco
6
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
AGUDA
IC AGUDA
Objetivos do tratamento
● 30% dos atendimentos por causas
cardiológicas ● Melhora dos sintomas de IC
● Progressão rápida dos sinais e sintomas ● Adequação volêmica
○ Quadro de disfunção cardíaca ● Estabilização hemodinâmica
aguda
Atuação dos medicamentos
○ Exacerbação de quadro crônico
● Eliminação de fluidos
● Redução da pré e pós-carga
● Aumento do inotropismo
IC AGUDA
MADRINI JR, V. Insuficiência cardíaca aguda (ICA) - como avaliar o perfil hemodinâmico e como internar. Rev Soc Cardiol Estado de São Paulo
2018;28(4):428-33. Disponível em: [Link]
IC AGUDA - SINTOMAS
Congestão
● Dispneia aos esforços ● Esforço respiratório
● Dispneia paroxística ● Ascite
● Taquipneia ● Edema de MMII
Baixo débito cardíaco
● Desorientação
● Fadiga
● PAs < 90 mmHg
● Sudorese fria
IC AGUDA - ABORDAGEM INICIAL
● Detecção do fator desencadeante:
○ Fatores relacionados ao paciente → má adesão ao
tratamento, dieta com excessos de sódio
○ Eventos cardíacos agudos → arritmias, SCA, IAM, HAS
descontrolada
○ Eventos não cardíacos → TEP, anemia, sangramento,
infecção sistêmica, DRC
○ Efeitos adversos à medicação → depressoras cardíacas ou
retentoras de sal
● Comorbidade associada:
○ DPOC, asma, DM, DRC
Abordagem específica
durante o internamento
IC AGUDA - ABORDAGEM INICIAL
● Ao afastar causa cardíaca,
● Monitorização de sinais vitais avalia presença de:
● Oxigênio suplementar (se necessário) ○ Infecção
● Acesso venoso ○ Arritmia aguda
● Exames complementares: ○ Isquemia aguda
○ Hemograma
○ Função renal
○ Dosagem de eletrólitos
○ Marcadores de necrose miocárdica
○ Gasometria arterial
○ TX de tórax
○ ECG
○ Ecocardiograma transtorácico
IC AGUDA - ABORDAGEM INICIAL
IC AGUDA - MANEJO
● Terapêutica vai se basear no
perfil hemodinâmico do paciente!
Perfusão periférica - adequada ou
inadequada?
Possui evidência de congestão?
IC AGUDA - MANEJO
● Quente: boa perfusão periférica (DC e RVP normais) ● Úmido: sinais de congestão
● Frio: má perfusão periférica (DC reduzido e aumento ● Seco: sem sinais de congestão
da RVP)
JATENE, I. B. et al. Tratado de Cardiologia SOCESP. 5ª ed. São Paulo: Editora Manole, 2022.
Perfil A IC AGUDA - MANEJO
✔ Quente e seco
TEP
DPOC exacerbado
✔ Boa perfusão periférica e Pneumonia
sem sinais de congestão
✔ DC e RVP normais
✔ Sem dados objetivos de descompensação →
buscar outras causas que justifiquem o
quadro sintomático
Perfil B IC AGUDA - MANEJO
✔ Quente e úmido
✔ Boa perfusão periférica e
com sinais de congestão
✔ DC e RVP normais
✔ Tratamento: diuréticos de alça e vasodilatadores
● Furosemida EV 1mg/kg
● Nitrato SL
Perfil B IC AGUDA - MANEJO
JATENE, I. B. et al. Tratado de Cardiologia SOCESP. 5ª ed. São Paulo: Editora Manole, 2022.
Perfil C IC AGUDA - MANEJO Em casos refratários -
possibilidade de suporte
mecânico circulatório
✔ Frio e úmido
Escolha depende
✔ Má perfusão periférica e do uso prévio de
sem sinais de congestão B-bloqueadores
✔ Redução do DC e
aumento da RVP
✔ Tratamento: inotrópicos e diuréticos
● PAs > 90mmHg: furosemida IV antes e observa
● PAs ≤ 90mmHg: administração concomitante
Perfil C IC AGUDA - MANEJO
JATENE, I. B. et al. Tratado de Cardiologia SOCESP. 5ª ed. São Paulo: Editora Manole, 2022.
Perfil L IC AGUDA - MANEJO
✔ Frio e seco
✔ Má perfusão periférica e
sem sinais de congestão
✔ Redução do DC e aumento
de RVP
✔ Tratamento: hidratação venosa com SF e
associação de inotrópicos IV
Perfil L IC AGUDA - MANEJO
JATENE, I. B. et al. Tratado de Cardiologia SOCESP. 5ª ed. São Paulo: Editora Manole, 2022.
Perfil L IC AGUDA - MANEJO
✔ Choque cardiogênico
● Em geral, secundários a um IAM com
supra de ST
● Tratamento:
○ Catecolaminas
○ Inotrópicos
○ Vasodilatadores
Definição: PAs ≤ 90 mmHg e evidências clínicas de vasoconstrição
(oligúria, cianose, diaforese)
IC AGUDA - ABORDAGEM INICIAL
IC AGUDA - MANEJO
Suporte ventilatório Profilaxia para TEP
● Objetivo: estabelecer SatO2 > 90% ● Indicado a todos internados por
e redução do trabalho respiratório IC aguda
● Opções: oxigenoterapia, suporte ○ Heparina não fracionada
ventilatório não invasivo com
pressão positiva ou suporte ○ Heparina de baixo peso
ventilatório invasivo molecular
IC AGUDA - ALTA
● Identificação de fatores de risco
● Educação do paciente para aderência ao tratamento
● Orientações sobre dieta e atividade física
● Agendamento de retorno em 7-14 dias:
○ Período vulnerável: pós-alta, com altas taxas de
readmissão e mortalidade
SITUAÇÕES ESPECIAIS
Edema Agudo de Miocardite - D. de Sepse
Pulmão Chagas
● 13, 2% dos pacientes ● Clínica heterogênea: forma ● Manifestação de disfunção
hospitalizados por IC subclínica, sintomática e cardíaca → DMIS
● Maior mortalidade em forma fulminante (disfunção miocárdica da
ICFEr ● Alterações ECG: taquicardia sepse)
● IC crônica agudizada: sinusal, redução da ● Pode ou não ser reversível
congestão pulmonar e voltagem do complexo QRS, → lesão miocárdica direta e
sistêmica bloqueio AV indireta, leva a diminuição
● IC aguda nova: congestão ● Suspeita: IC de início da função sistólica e
pulmonar sem recente, alterações em ECG, distólica
hipervolemia periférica sintomáticos, epidemiologia
local
Obrigado!
Perguntas?
CREDITS: This presentation template was created by
Slidesgo, incluiding icons by Flaticon, and
infographics & images by Freepik
Please, keep this slide for attribution.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
JATENE, I. B. et al. Tratado de Cardiologia SOCESP. 5ª ed. São Paulo: Editora Manole, 2022.
MADRINI JR, V. Insuficiência cardíaca aguda (ICA) - como avaliar o perfil hemodinâmico e como internar. Rev Soc Cardiol Estado de São Paulo
2018;28(4):428-33. Disponível em: [Link]
NACIF, M. S. et al.. Ressonância magnética cardíaca e seus planos anatômicos: como eu faço?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 95, n. 6, p.
756–763, dez. 2010. Disponivel em: [Link]
NETO, J.M.R. et al. Insuficiência cardíaca aguda. Rev Soc Cardiol Estado de São Paulo 2020;30(2):147-57. Disponível em:
[Link]
MW, M. et al.. II Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Aguda. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 93, n. 3, p. 2–65, 2009. Disponível em:
[Link]
Diretriz Brasileira da Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda. Arq Bras Cardiol. 2018; Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2018;111(3):436-539.
Correia, E. T. O., & Mesquita, E. T. (2022). Novidades e reflexões sobre o tratamento farmacológico da insuficiência cardíaca com fração de ejeção
preservada. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 118(2), 366-372. doi: 10.36660/abc.20210924
Departamento de Insuficiência Cardíaca (DEIC) da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). (2021). Atualização de Tópicos Emergentes da Diretriz
Brasileira de Insuficiência Cardíaca – 2021. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 117(2), 256-308. doi: 10.36660/abc.20210513