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Texto 04

O documento é um guia para a elaboração do Projeto de Intervenção (PI) no Curso de Especialização em Saúde Pública da Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco, destinado às turmas de 2024-2025. O PI é uma atividade acadêmica que visa resolver problemas reais no campo da saúde, promovendo mudanças e melhorias nas políticas de saúde. O guia fornece orientações metodológicas e administrativas para apoiar os discentes na estruturação e desenvolvimento de suas pesquisas-intervenção.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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O documento é um guia para a elaboração do Projeto de Intervenção (PI) no Curso de Especialização em Saúde Pública da Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco, destinado às turmas de 2024-2025. O PI é uma atividade acadêmica que visa resolver problemas reais no campo da saúde, promovendo mudanças e melhorias nas políticas de saúde. O guia fornece orientações metodológicas e administrativas para apoiar os discentes na estruturação e desenvolvimento de suas pesquisas-intervenção.
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x 9

SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE


SECRETARIA EXECUTIVA DE GESTÃO DO TRABALHO E EDUCAÇÃO NA SAÚDE
ESCOLA DE GOVERNO EM SAÚDE PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
COORDENAÇÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA, ENSINO E EXTENSÃO EM SAÚDE
COORDENAÇÃO DA ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE PÚBLICA

GUIA PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE INTERVENÇÃO (PI)


Curso de Especialização em Saúde Pública
Turmas 2024-2025

Recife, 2024

10
EXPEDIENTE

ZILDA DO REGO CAVALCANTI


Secretaria Estadual de Saúde
CHRYSTIANE ARAÚJO
Secretária Executiva de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde

CÉLIA MARIA BORGES DA SILVA SANTANA


Diretora Geral da Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco

LUCIANA CAMÊLO DE ALBUQUERQUE


Gerente da Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco

EMMANUELLY CORREIA DE LEMOS


Coordenadora de Educação Permanente

KELLYANE PEREIRA DOS SANTOS


Coordenadora de Educação Profissional em Saúde

THALIA ARIADNE PEÑA ARAGÃO


Coordenadora de Ensino a Distância
DIEGO FRANCISCO
Coordenador de Pós-graduação, Pesquisa e Extensão

MÁRIO CORREIA DA SILVA


Chefia da Unidade de Secretaria Escolar

ANA MARIA PEIXOTO


Coordenadora Administrativo Financeiro

Equipe Pedagógica da Especialização em Saúde Pública

TURMA I - SEDE RECIFE


Ana Alice Leão Martins I Assessora Administrativa
Anderson Danilo Dario Lima I Analista em Saúde - Sanitarista
Viviane Silva I Assistente Técnico Administrativo

TURMA II - SEDE ARCOVERDE


Eduardo Rabêlo I Apoio Administrativo
Neuza Buarque de Macêdo I Analista em Saúde - Sanitarista
Viviane Silva I Assistente Técnico Administrativo
Residentes em saúde
Gutembergmann Batista Coutinho (Residência em Saúde Coletiva - IAM Fiocruz-PE) Melba Santiago
Meneses (Residência em Saúde Coletiva UPE)

Projeto Gráfico I Romero Sarmento Serrano

11
Ficha Catalográfica elaborada pela Biblioteca Nelson Chaves (ESPPE), com os dados
fornecidos pelo autor.
P452g Pernambuco. Secretaria Estadual de Saúde. Secretaria Executiva de Gestão
do Trabalho e Educação na Saúde. Escola de Governo em Saúde Pública
de Pernambuco. Coordenação de Pós-Graduação, Pesquisa, Ensino e
Extensão em Saúde. Coordenação Da Especialização Em Saúde Pública.
Guia para elaboração do projeto de intervenção (PI): Curso de
especialização em saúde pública Turmas 2024-2025. / Secretaria Estadual
de Saúde de Pernambuco. Secretaria Executiva de Gestão do Trabalho e
Educação na Saúde. Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco.
Coordenação de Pós-Graduação, Pesquisa, Ensino e Extensão em Saúde.
Coordenação Da Especialização Em Saúde Pública _ Recife:
ES/ESPPE, 2024.
39p.: il.

1. Projeto de Intervenção - Guia. 2. Especialização – Cursos. I. Título

ESPPE / BNC CDU (083.94): 614 (813.42)

Bibliotecária Responsável: Anefátima Figueiredo – CRB-4/P-1488

12
APRESENTAÇÃO

As práticas de pesquisas baseiam-se na busca de conhecimentos para o desenvolvimento de estratégias que


forneçam de maneira eficiente, soluções aos problemas vivenciados pelas comunidades. No campo da saúde
coletiva, a prática da pesquisa vem sendo estimulada e desenvolvida visando melhorias das políticas de
saúde, tendo como objetivo maior a qualificação do cuidado à saúde da população no território. Dessa forma,
a produção de conhecimento assume um papel essencial para o serviço de saúde ao estimular as
trabalhadoras e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) a atividades de pesquisa e intervenção.

Nesse contexto, o Projeto de Intervenção (PI), modalidade de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) adotada
pela Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco (ESPPE) para o Curso de Especialização em Saúde
Pública, visa propor um “caminhar” metodológico estruturado a partir da análise de situações-problema,
necessidades e fatores determinantes da saúde no território de prática das trabalhadoras e trabalhadores do
SUS, bem como, a proposição de intervenções baseadas em estratégias técnica e teoricamente embasadas.

Assim, o presente documento se posiciona como um norteador das atividades que deverão ser desenvolvidas
pelos(as) discentes da especialização, com o apoio dos seus respectivos orientadores e coorientadores, para
desenvolver a sua pesquisa-intervenção. Para além das orientações técnicas de metodologia científica, são
descritos as etapas de caráter administrativos necessários para a institucionalização das pesquisas em
instituições de ensino.

13
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO
17
1.1. O que é um Projeto de Intervenção (PI)?
17
1.2. Orientações gerais para a elaboração do Projeto de Intervenção
19
1.3. Atores e responsabilidades na construção do Projeto de Intervenção
20
1.3.1. São atividades do(a) discente
20
1.3.2. São atividades do (a) orientador(a)
21
1.3.3. São atividades do (a) coorientador(a)
21
1.4. A Implantação do Projeto de Intervenção
21

1.5. Áreas de concentração e linhas de pesquisa 22


2. ORIENTAÇÕES E NORMAS METODOLÓGICAS 23
2.1. A escrita acadêmica 23
2.2. Produção acadêmica em tempos de Inteligência Artificial 23
2.3. Normas Técnicas para formatação 24
2.3.1. Do formato do texto 24
2.3.2. Do espaçamento 24

2.3.3. Das notas de rodapé 24


2.3.4. Dos indicativos de seção 25
2.3.5. Dos títulos sem indicativo numérico 25
2.3.6. Dos elementos sem título e sem indicativo numérico 25
2.3.7. Da paginação 25
2.3.8. Da numeração progressiva das seções 25
2.3.9. Das citações 25
2.3.10. Das siglas 26
2.3.11. Das equações e fórmulas 26
2.3.12. Das ilustrações 26

14
2.3.13. Das tabelas 26

2.3.14. Das referências 27

2.3.15. Da estrutura do Projeto de Intervenção 27

2.3.16. Das referências 27

2.3.17. Da estrutura do Projeto de Intervenção 28

3. RECOMENDAÇÃO PARA O CONTEÚDO DAS SEÇÕES E SUBSEÇÕES DO PROJETO DE 29


INTERVENÇÃO

3.1. O resumo 29

3.2. Palavras chave 29

3.3. Introdução 29

3.4. Justificativa 30

3.5. Objetivos 30

3.5.1. Objetivo Geral 30

3.5.2. Objetivos Específicos 30

3.6. Referencial Teórico 30

3.7. Metodologia 31

3.7.1. Diagnóstico da situação-problema 31

[Link]. Local da Intervenção 31

[Link]. Sujeitos e Atores do Projeto de Intervenção 31

[Link]. Sistematização da situação-problema 31

3.7.2. Delineamento e descrição das etapas da intervenção 31

[Link]. Período da Intervenção 31

[Link]. Coleta, sistematização e translação de dados em informação 31

[Link]. Etapas da Intervenção 32

3.7.3. Estratégias de monitoramento e avaliação do Projeto de Intervenção 32

3.7.4. Cronograma do Projeto de Intervenção 33

3.8. Análise de Viabilidade do Projeto de Intervenção 34

3.9. Orçamento e Financiamento 34

3.10. Considerações éticas 34

15
3.10.1. Riscos e benefícios do projeto 35

3.11. Dos resultados e discussão no Projeto de Intervenção 35

3.11.1. Resultados esperados 35

3.11.2. Resultados 35

3.11.3. Discussão 35

3.12. Considerações finais 35

4. ACOMPANHAMENTO DO PROJETO DE INTERVENÇÃO 36

5. APRESENTAÇÃO DO PROJETO DE INTERVENÇÃO 36

6. AVALIAÇÃO DO PROJETO DE INTERVENÇÃO 37

7. PÓS-DEFESA DO PROJETO DE INTERVENÇÃO 37

REFERÊNCIAS 38

APÊNDICE A 40

APÊNDICE B 41

42
APÊNDICE C

ANEXO A 43

ANEXO B 44

16
1. INTRODUÇÃO

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é uma das etapas obrigatórias do Curso de Especialização em
Saúde Pública e consiste em um produção acadêmica com embasamento técnico-científico realizado sob
orientação, em alinhamento com as áreas de concentração e linhas de pesquisa do Programa de Pós-
graduação em Saúde Pública da Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco (ESPPE), o projeto
pedagógico do curso e o contexto político-social no qual os profissionais da saúde estão inseridos.

O TCC deverá ser desenvolvido no formato de Projeto de Intervenção (PI) a ser realizado no serviço de
saúde no qual o profissional está inserido e defendido individualmente pelo(a) discente para avaliação de
uma banca examinadora em formato de roda de conversa.

Os(As) discentes irão desenvolver o seu projeto a partir de uma situação-problema de seu interesse e
contará com o apoio didático-pedagógico da disciplina de Pesquisa em Saúde (carga horária de 90 horas-
aula), de um orientador e/ou um co-orientador.

Neste sentido, este guia foi desenvolvido para apoiar os(as) discentes e seus respectivos orientadores
quanto à escrita e estruturação de um PI, considerando as orientações e normativas seguidas pela Esppe,
fundamentadas em seu Manual de Normalização da Estrutura de TCC, disponível no Ambiente Virtual de
Aprendizagem (AVA) da escola.
1.1. O que é um Projeto de Intervenção (PI)?

O PI é uma ação planejada pelo discente e guiada pelo orientador, visando a resolução de um problema real
observado no seu campo de atuação a fim de alcançar mudanças e transformações na estrutura de uma dada
realidade. Denomina-se Projeto de Intervenção porque vai interferir em algo que já existe e pode instituir
um processo sistemático de acompanhamento e monitoramento no processo de trabalho provocando um
modelo de gestão ativo e reflexivo (SOUSA, 2021; XAVIER et al., 2019).

Como mencionado anteriormente e apresentado na Figura 1, o momento de construção do TCC no contexto


da Especialização em Saúde Pública está alinhado com as perspectivas pedagógicas e metodológicas
existentes nos Projetos Político-Pedagógico da própria Especialização e da Escola de Governo em Saúde
Pública de Pernambuco. Desse modo, considera-se fundamental a atuação crítica, reflexiva e contextualizada
social e historicamente na construção dos projetos (ESPPE, 2023).

Figura 1. Fundamentos epistêmicos do Projeto de Intervenção

Fonte: Equipe de Especialização em Saúde Pública da Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco (ESPPE), 2024.

17
Enquanto pré-requisito de uma formação acadêmica em âmbito de pós-graduação, o Projeto de Intervenção
é uma atividade de produção científica. Esse projeto deve ser realizado fundamentando-se na produção
teórica já existente sobre a problemática escolhida, a partir da consulta e análise de livros, artigos científicos,
teses e dissertações nos conhecimentos já produzidos (Xavier et. al. 2018). O PI não se limita ao fazer prático
e à resolução do problema, mas também na delimitação, esclarecimento e planejamento de acordo com a
situação vivenciada e/ou observada.
A fundamentação teórica e metodológica para a estruturação do PI é construída principalmente a partir de
dois campos (Figura 2): a proposta teórica da Pesquisa Ação, elaborada pelo pesquisador francês Michel
Thiollent; e, da tradição do Planejamento em Saúde, mais especificamente as contribuições advindas do
Planejamento Estratégico Situacional desenvolvido pelo chileno Carlos Matus (Deslandes, 2012).

Figura 2. Influências Teóricas de fundamentação do Projeto de Intervenção

Fonte: Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco, 2024.

Os Projetos de Intervenção apresentam roteiro e estrutura semelhante a outros tipos de projetos científicos,
todavia, como sugere a denominação, tem por finalidade intervir em uma realidade previamente analisada.
Deve ser compreendido e desenvolvido como ação conjunta, partilhada entre atores do cenário de gestão
do SUS em que o(a) discente está inserido.
A elaboração deste processo deve se embasar em sua viabilidade, observando se o mesmo é tecnicamente
aplicável, economicamente viável, socialmente desejável e politicamente aceitável (Unifesp, 2015). Logo,
não se trata da elaboração solitária de um projeto para, posteriormente, outros executarem. Trata-se, ao
contrário, de um Projeto que desde sua proposição ocorre no e com o coletivo. Os(As) discentes
desempenham um papel ativo na resolução dos problemas identificados, no acompanhamento e na
avaliação das ações desenvolvidas para sua realização.

A produção do PI perpassa transversalmente todo o período de realização da especialização, desde as


atividades realizadas presencialmente nas disciplinas, a elaboração das atividades de dispersão, e, os
materiais como vídeos e guias presentes no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) da Esppe. Nesse
percurso, durante os dois semestres de formação, o discente irá se deparar com momentos de exploração,
de planejamento, ação e avaliação da temática (Silva, Oliveira e Ataídes, 2021).

18
Na Figura 3 encontramos o delineamento da construção do PI durante a realização do curso de Especialização
em Saúde Pública:

Figura 3. Percurso Teórico de construção do Projeto de Intervenção

Fonte: Escola de Governo de Saúde Pública de Pernambuco, 2024.

1.2. Orientações gerais para a elaboração do Projeto de Intervenção

Para elaborar um Projeto de Intervenção, é importante identificar e solucionar problemas do contexto de


trabalho, analisando as suas causas e consequências, com a finalidade de focar nas causas principais, pois
elas garantirão que o problema, se não resolvido, seja minimizado (MAXIMINIANO, 2002 in ESPPE, 2021).

Dessa forma, o primeiro passo para a elaboração de um PI é a identificação, seleção e priorização de uma
situação-problema, buscando a definição da causa principal, o chamado nó crítico, incluindo a descrição das
ações que serão realizadas - suas metas e objetivos - além da caracterização do público-alvo a que se
oferecem as ações para proposta de avaliação da intervenção. Assim, definidas as causas e consequências,
será possível escolher o nó crítico foco da intervenção. (ESPPE, 2021).

Vale destacar que, a análise da situação de saúde da população com as peculiaridades do território, assim
como as políticas públicas que estão sendo ofertadas, serão temas estudados e discutidos nas primeiras
disciplinas do curso, o que poderá servir de inspiração e subsídio para a seleção do objetivo do projeto de
intervenção, em discussão pormenorizada com o orientador(ra). Ainda, é recomendado não focar apenas
nas consequências do problema, pois essa abordagem pode mascarar a sua resolução. Dessa forma, um PI,
deve ser:

● Tecnicamente exequível, pelos atores envolvidos, com etapas de execução bem estruturadas, para
que, mesmo se o(a) discente se desligar do serviço, seu projeto possa ser orientador para os demais
atores do território;
● Economicamente viável para instituição, levando em consideração a limitação de recursos
financeiros para o serviço de saúde;

19
● Socialmente desejável e que atenda as necessidades de saúde, assim, apresentando maiores
condições de sua implementação;
● Politicamente pertinente em acordo com a missão social do serviço público, que é o cuidado à saúde
da população, a partir dos princípios e diretrizes do SUS.

1.3. Atores e responsabilidades na construção do Projeto de Intervenção A construção e desenvolvimento


do PI é de responsabilidade do(a) discente especializando, que contará com o apoio didático-pedagógico de
um a orientador e um coorientador (quando houver).

A orientação de projetos de intervenção exige além de um grande compromisso, a compreensão sobre os


objetivos de um Curso de Especialização em Saúde Pública voltado para trabalhadoras e trabalhadores do
SUS, sobre a construção de uma intervenção em instituições e serviços da administração pública, bem como,
o papel e responsabilidades de todos os atores envolvidos nesse processo.

Dessa forma, os profissionais interessados em exercer a orientação e coorientação nesta formação, deverão
cumprir os seguintes requisitos:
a) No caso de Orientador(a): Possuir, no mínimo, a titulação de mestre, preferencialmente em Saúde
Pública ou Saúde Coletiva e áreas correlatas;
b) No caso de coorientador(a): Possuir, no mínimo, a titulação de especialista;
c) Ser integrantes do banco de orientadores da ESPPE ou realizar o cadastramento através de formulário
próprio disponibilizado pela equipe pedagógica do curso para integrar o banco;
d) Preencher e assinar o Termo de Orientação (Apêndice A), que deverá ser encaminhado, pelos(as)
discentes, à Coordenação do Curso de Especialização.
Com o objetivo de orientar o processo de construção do PI, descrevemos a seguir, as principais atividades a
serem desenvolvidas pelos(as) discentes, orientadores(as) e coorientadores(as), quando houver.

1.3.1. São atividades do(a) discente:

● Entrar em contato com possíveis orientadores(as) para confirmar interesse e disponibilidade para
orientação do seu projeto;

● Elaborar ao longo do curso estratégias para a construção do PI a partir das orientações


apresentadas pelas Equipe Pedagógica;

● Realizar as atividades propostas para a elaboração do PI por meio das instruções do docente da
disciplina de Pesquisa em Saúde I, II e III, assim como do(a) orientador(a);

● Enviar o projeto ao CEP junto ao(a) orientador(a) e coorientador(a), quando for projeto de pesquisa
envolvendo seres humanos;

● Responsabilizar-se pela elaboração do projeto, prezando pela qualidade técnica científica do


estudo.

1.3.2. São atividades do(a) orientador(a):

● Planejar e acompanhar a execução das atividades de orientação do(a) discente em articulação com
a equipe pedagógica da especialização;
20
● Verificar se o tema do PI está em consonância com as áreas e linhas de pesquisa definidas pela ESPPE; ●
Entregar o Termo de Aceite para Orientação (Apêndice A), dentro do prazo estabelecido, após
convite do(a) discente;
● Acompanhar o processo de documentação pertinente, incluindo submissão ao CEP (quando
necessário) e demais instâncias;
● Definir, em acordo com o(a) discente os horários das orientações para o desenvolvimento do PI;
● Reunir-se periodicamente, a partir de um cronograma de encontros de orientações com o(a) discente
em formato presencial ou remoto, e auxiliá-lo(a) quanto à elaboração e execução da intervenção,
responsabilizando-se pela carga horária desse período;
● Manter a equipe do Curso de Especialização atualizada sobre o não cumprimento do cronograma
estabelecido e/ou não atendimento das recomendações definidas na orientação e acompanhar as
eventuais mudanças decorrentes do processo;
● Auxiliar o(a) discente na escolha dos componentes da banca, sendo a aprovação do projeto realizada
apenas após a avaliação e aprovação do(a) orientador(a);
● Certificar a autenticidade dos trabalhos elaborados pelos(as) orientandos(as), evitando o plágio total
ou parcial das pesquisas para elaboração do PI.

1.3.3. São atividades do (a) coorientador(a):

● Ser corresponsável pelo desenvolvimento do projeto junto ao(a) discente;

● Auxiliar no trabalho de orientação da pesquisa e na produção de conhecimento científico,


acompanhando e avaliando o(a) discente durante o processo em todas as suas fases;

● Estabelecer, juntamente com o(a) orientador(a), um cronograma de atividades, em formato


presencial ou remoto, para orientar o(a) discente quanto à entrega de documentos e cumprimento
dos prazos previamente definidos e acordados;

● Manter diálogo com o(a) orientador(a) acerca do cumprimento de prazos das atividades de
orientação e o desempenho do(a) discente em relação ao PI.

1.4. A Implantação do Projeto de Intervenção

O PI deve propor estratégias para atender as necessidades e demandas da realidade da trabalhadora e do


trabalhador do SUS, bem como, de seus usuários. Portanto, o andamento do mesmo, quanto a sua
implementação, ocorrerá em velocidade e tempos particulares a cada intervenção. Vale salientar que, a
construção, ou seja, estruturação e finalização do projeto, constituem etapas obrigatórias para a finalização
e certificação no curso, sendo sua implantação recomendável e prioritária.

Dessa forma, os trabalhos de conclusão de curso poderão assumir formatos distintos no que diz respeito à
fase de sua implantação. Quando o PI já estiver em fase de implantação de suas estratégias, o(a) discente já
deverá incluir o relato das atividades realizadas na seção do documento referente aos resultados, como um
resultado parcial, atualizando essa informação sempre que houver necessidade de apresentação do
documento, seja em momentos de discussão em sala de aula, como também, na sua banca de defesa.

Ressaltamos, que a partir da particularidade de cada contexto de intervenção em que o PI estará inserido
deverá ser analisada a viabilidade ou não para a realização da intervenção. Dessa forma, alguns PI chegarão
à etapa de Intervenção, outros ficarão situados no momento de planejamento. A aplicabilidade da
intervenção poderá ser avaliada a partir da avaliação conjunta da disciplina de Pesquisa em Saúde,
juntamente com os Orientadores(as) e por meio da análise de viabilidade do plano de intervenção.
21
1.5. Áreas de concentração e linhas de pesquisa

Os Projetos de Intervenção serão desenvolvidos tendo como referência as áreas de concentração e linhas de
pesquisa previstas no Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da ESPPE (Esppe, 2023). Com o objetivo
de facilitar o entendimento do escopo de abrangência de cada área de concentração/linha de pesquisa, foi
desenvolvido um quadro (Quadro 1) com as descrições detalhadas dessa áreas, dessa forma, conduzindo o(a)
discente e orientador a pactuação sobre aquela que melhor representa o objeto de intervenção do(a)
discente.

Quadro 1 - Sistematização das áreas temáticas de desenvolvimento da pesquisa-intervenção dos(as) discentes do Curso
de Especialização em Saúde Pública (2024-2025)

LINHA DE PESQUISA ÁREA TEMÁTICA DESCRIÇÃO


Dedica-se às intervenções na área de vigilância em saúde numa concepção ampla que
Análise das condições de Vigilância em Saúde integre a vigilância epidemiológica (violência, agravos crônicos e transmissíveis), a
vida e epidemiologia de vigilância sanitária, a vigilância ambiental e a vigilância em saúde do trabalhador.
doenças e agravos
Área que trata de intervenções voltadas para: modelos e tecnologias de gestão;
Planejamento e planejamento em saúde; gestão de serviços; planejamento e programação regional de
Gestão em Saúde. sistemas e serviços de saúde; modelos jurídico-administrativos e implicações na
gestão; mudança organizacional; relações intergovernamentais na gestão de sistemas
de saúde.

Avaliação e Esta linha de intervenção tem a perspectiva de subsidiar a formulação de estratégias


Monitoramento em de monitoramento e avaliação de políticas e programas de saúde, contribuindo para
Saúde. a melhoria da efetividade, eficiência e qualidade de políticas, sistemas e programas de
saúde.

Intervenções voltadas ao processo saúde-doença-cuidado e modelos de atenção à


Política, planejamento e Atenção à Saúde, Redes saúde. A análise e proposição pode estar no processo de trabalho, na perspectiva do
de Atenção e Atenção cuidado em equipe multiprofissional e suas aplicações no cotidiano dos serviços de
gestão em saúde
Básica. saúde, considerando o trabalho em saúde no âmbito da micropolítica. Ainda, na
construção das Redes de Atenção à Saúde e Linhas de Cuidado para o SUS,
considerando o conceito de risco, vulnerabilidade e determinantes sociais em saúde
e suas aplicações para a atenção à saúde, intervenções voltadas ao cuidado às
famílias, seus ciclos de vida, grupos e populações prioritárias.

Intervenções voltadas para os aspectos do trabalho em geral, a gestão do trabalho e


Gestão do Trabalho e da educação, a qualidade da formação do trabalhador e desenvolvimento de métodos
Educação na Saúde pedagógicos inovadores. Dedica-se também ao desenvolvimento de estratégias que
visem valorizar o trabalhador e o seu trabalho, além da Educação Permanente em
Saúde que significa a produção de conhecimentos no cotidiano das instituições de
saúde. Ainda, a análise e proposição inclui discussões sobre o planejamento da força
de trabalho em saúde (dimensionamento de pessoal, provimento da força de trabalho
e movimentação de servidores).
Desenvolvimento de ações educativas promotoras de interações dos profissionais de
saúde com usuários, no aspecto mais singular ou em grupos, promovendo práticas de
Educação em Saúde, orientação, prevenção e promoção da saúde. Abrange estratégias públicas de
Comunicação e comunicação e as relações entre comunicação e controle social com vistas a assegurar
Informação em Saúde. a participação dos cidadãos na construção das políticas públicas.

Esta linha refere-se às intervenções relacionadas à integração do Sistema de Saúde


junto aos Movimentos Sociais, bem como, trata das instâncias de participação e
Ciências sociais em Movimentos Sociais,
controle social, tais como: conselhos municipais, associações, sindicatos, dentre
saúde Participação e Controle
outros, que influenciam na formação, execução, fiscalização e avaliação de políticas
Social.
públicas que tenham impactos na área da saúde pública.

Fonte: Projeto Político Pedagógico da Especialização em Saúde Pública (2023). Elaboração pela equipe de Especialização em Saúde
Pública - ESPPE, 2024.

22
2. ORIENTAÇÕES E NORMAS METODOLÓGICAS

2.1. A escrita acadêmica

O Projeto de Intervenção é a descrição do “caminhar” do(a) discente no processo de intervenção em uma


situação-problema presente em sua realidade de trabalho. Logo, de acordo com Ninin (2015), o “fazer” do
sujeito irá se materializar pelo seu “dizer”, posicionando o PI como um meio de comunicação científica entre
os pares.
Assim, possibilitando que o mesmo rompa as fronteiras do território do(a) discente e, também, possa servir
como referência de literatura para atores presentes em outras realidades de trabalho, além de possibilitar
um caminho para a intervenção de uma situação-problema no processo de trabalho. Esse movimento,
partindo da descrição genérica para a escrita acadêmica, requer do(a) discente a “ambiência” em normas e
recomendações técnicas de escrita e formatação acadêmica.

Nesse sentido, recomenda-se, a leitura de textos técnico-acadêmicos sobre o objeto de estudo selecionado
para a intervenção, qualificando não somente o conhecimento sobre o tema, mas também, dos elementos
constituintes da escrita acadêmica, ou seja, os “recursos lexicogramaticais” utilizados por autores de textos
científicos para a produção de significados no texto” (Ninin, 2015).
2.2. Produção acadêmica em tempos de Inteligência Artificial

A utilização da Inteligência Artificial (IA) no campo da produção acadêmica é uma realidade presente no
cenário nacional, não podendo ser conferida como aspecto negativo na construção do conhecimento.
Destaca-se que a IA pode ser utilizada para verificação prévia de textos, antes da avaliação por pares,
principalmente, quanto ao alinhamento entre a produção acadêmica e as normas da revista, qualidade do
idioma, bem como, quando do(a) discente não domina outras línguas (Spinak, 2023).

Dessa forma, destacamos a necessidade de ética nessa relação, onde do(a) discente, sempre que fizer uso da
IA em alguma etapa da produção do PI, descreva como foi esse processo, especificando o sistema utilizado,
versão (última atualização), objetivos, e produto dessa interação.

Todavia, deve-se salientar que o plágio, caracterizado como “utilização de ideias, palavras e trabalhos de
outrem sem dar o devido crédito” (Alencar; Monteiro; Carvalho, 2021) configura-se como uma prática
inapropriada e não permitida na elaboração do Projeto de Intervenção. Portanto, uma apropriação do
trabalho de terceiros não é uma prática de pesquisa pautada em princípios éticos, sendo recomenda a
atenção dos(as) discentes na construção de seu projeto a partir da leitura e aprofundamento de literaturas
produzidas por autores clássicos e atuais, sempre levando em consideração a necessidade de realizar a devida
citação (direta e indireta) dos autores pesquisados.

Quanto às normas acadêmicas para a formatação da estrutura do PI adotadas pela Esppe, os próximos
tópicos estabelecem uma proposta metodológica para o(a) discente e seu orientador (a).
2.3. Normas Técnicas para formatação de textos acadêmicos

Com base na necessidade de acompanhamento do PI e do cumprimento de critérios mínimos para a sua


construção e apresentação, a seguir estão estruturados um conjunto de orientações e normas que deverão
ser atentamente observadas e cumpridas.

Salienta-se que, para a elaboração dessas orientações, foram utilizadas as normativas vigentes da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), apresentando uma estrutura semelhante a outros tipos de projetos

23
científicos, porém, com a finalidade de apresentar uma proposição amparando-se na pesquisa-ação para
intervir a partir da realidade em que atuam ou vivenciam.

2.3.1. Do formato do texto

Os textos devem ser digitados em cor preta, podendo utilizar outras cores somente para as ilustrações.
Quando impresso, deve-se utilizar papel branco ou reciclado, no formato A4 (21 cm ×29,7 cm).

Os elementos pré-textuais devem iniciar no lado frontal da folha, com exceção dos dados internacionais de
catalogação-na-publicação que devem vir no lado oposto da folha de rosto. Recomenda-se que os elementos
textuais e pós-textuais sejam digitados ou no lado frontal e lado oposto das folhas.

As margens devem ser: para o lado frontal (anverso), esquerdo e superior de 3 cm e direita e inferior de 2
cm; para o lado oposto (verso), direita e superior de 3 cm e esquerda e inferior de 2 cm. Recomenda-se que,
quando digitado, a fonte seja de tamanho 12 para todo o trabalho, incluindo a capa, excetuando-se as
citações com mais de três linhas, notas de rodapé, paginação, dados internacionais de catalogação na
publicação, legendas e fontes das ilustrações e das tabelas (tamanho da fonte 10), que devem ser em
tamanho menor e uniforme.

2.3.2. Do espaçamento

Todo texto deve ser digitado com espaçamento 1,5 entre as linhas, com exceção das citações de mais de três
linhas, notas de rodapé, referências, legendas das ilustrações e das tabelas, natureza (tipo do trabalho,
objetivo, nome da instituição a que é submetido e área de concentração) e devem ser digitados em espaço
simples.
As referências, ao final do trabalho, devem ser separadas entre si por um espaço simples em branco. Na folha
de rosto e na folha de aprovação, o tipo do trabalho, o objetivo, o nome da instituição e a área de
concentração devem ser alinhados do meio da mancha gráfica para a margem direita.

2.3.3. Das notas de rodapé

As notas devem ser digitadas dentro das margens, ficando separadas do texto por um espaço simples entre
as linhas e por filete de 5 cm, a partir da margem esquerda. Devem estar alinhadas, a partir da segunda linha
da mesma nota, abaixo da primeira letra da primeira palavra, de forma a destacar o expoente, sem espaço
entre elas e com fonte menor.

É recomendável que as remissões para o rodapé sejam feitas através de asteriscos sobrescritos, para não se
confundirem, eventualmente, com outra numeração, caso tenha sido utilizado o sistema numérico para
citação. Usa-se o espaço duplo para separar as notas entre si. As notas de rodapé devem ser feitas em forma
de referência, com exceção da numeração sequencial.

2.3.4. Dos indicativos de seção

O indicativo numérico, em algarismo arábico, de uma seção precede seu título, alinhado à esquerda,
separado por um espaço de caractere. Os títulos das seções primárias devem começar em página ímpar
(anverso), na parte superior da mancha gráfica e ser separados do texto que os sucede por um espaço entre
as linhas de 1,5.

Da mesma forma, os títulos das subseções devem ser separados do texto que os precede e que os sucede

24
por um espaço entre as linhas de 1,5. Títulos que ocupem mais de uma linha devem ser, a partir da segunda
linha, alinhados abaixo da primeira letra da primeira palavra do título.

2.3.5. Dos títulos sem indicativo numérico

São considerados títulos sem indicativo numérico: errata, agradecimentos, lista de ilustrações, lista de
abreviaturas e siglas, lista de símbolos, resumos, sumário, referências, glossário, apêndice(s), anexo(s) e
índice(s) – estes devem ser centralizados.

2.3.6. Dos elementos sem título e sem indicativo numérico

Fazem parte desses elementos a folha de aprovação, a dedicatória e a(s) epígrafe(s).

2.3.7. Da paginação

As folhas ou páginas pré-textuais devem ser contadas, mas não numeradas. Para os trabalhos digitados
somente no anverso, todas as folhas, a partir da folha de rosto, devem ser contadas sequencialmente,
considerando somente o anverso. A numeração da página deve figurar, a partir da primeira folha da parte
textual, em algarismos arábicos, no canto superior direito da folha, a 2 cm da borda superior, ficando o último
algarismo a 2 cm da borda direita da folha.

Quando o trabalho for digitado em anverso e verso, a numeração das páginas deve ser colocada no anverso
da folha, no canto superior direito; e no verso, no canto superior esquerdo. Havendo apêndice e anexo, as
suas folhas ou páginas devem ser numeradas de maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento à
do texto principal.
2.3.8. Da numeração progressiva das seções

A numeração progressiva deve ser utilizada para evidenciar a sistematização do conteúdo do trabalho.
Destacam-se gradativamente os títulos das seções, utilizando-se os recursos de negrito, itálico ou sublinhado
e outros, no sumário e, de forma idêntica, no texto (ABNT NBR 6024).

2.3.9. Das citações

A citação é a menção no texto, de uma informação colhida em outra fonte (ABNT NBR 10520). Nas citações,
as chamadas pelo sobrenome do autor, pela instituição, responsável ou título incluído na sentença devem
ser em letras maiusculas entre parênteses, devendo lembrar que o ponto final deve ser utilizado para
encerrar a frase e não a citação, exemplificando:
“(Freire, 1982).”

Nas citações diretas, deve-se especificar no texto a(s) páginas, volume(s) e seção(ões) da fonte consultada.
Estas citações devem seguir por data, separada(s) por vírgula e precedido(s) pelo termo que as caracteriza,
de forma abreviada. Quando presentes no texto, as citações diretas, de até três linhas, devem estar contidas
entre aspas duplas. As aspas simples são utilizadas para indicar citação no interior da citação, exemplificando:
[...].”
“Barbour (1971, p. 35) descreve: "O estudo da morfologia dos terrenos [...] ativos

Já nas citações indiretas a indicação da(s) página(s) consultada(s) é opcional, exemplificando:

“Oliveira e Leonardo (1943) dizem que a [...] relação da série São Roque com os granitos porfiróides pequenos é muito
clara.”

25
Em caso de citações de documentos digitais que tiverem localizador ao invés de páginas (como os e-books),
deve-se indicar a posição exata da menção a que o texto se refere, exemplo:

“(Carvalho; Bernardes; 2015, local, 194).”

Com a reformulação nas normas da ABNT, o uso da expressão “et al” para reduzir o texto/citação com mais
de três autores, passa a ser opcional, exemplificando:
“(Araújo; Magnus; Selbach; Debastiani; Handke, 2021) ou “(Araújo et al., 2021)”

2.3.10. Das siglas


A sigla quando mencionada pela primeira vez no texto, deve ser indicada entre parênteses, precedida do
nome completo, exemplificando:
“Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).”

2.3.11. Das equações e fórmulas

Devem ser destacadas no texto e, se necessário, numeradas com algarismos arábicos entre parênteses,
alinhados à direita. Na sequência normal do texto é permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte
seus elementos (expoentes, índices, entre outros), exemplificando.

“ x² + y² =z² (1).”

2.3.12. Das ilustrações

Qualquer que seja o tipo de ilustração, sua identificação aparece na parte superior, precedida da palavra
designativa (desenho, esquema, fluxograma, fotografia, gráfico, mapa, organograma, planta, quadro, retrato,
figura, imagem, entre outros), seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto, em algarismos
arábicos, travessão e do respectivo título.

Após a ilustração, na parte inferior, deve indicar a fonte consultada (elemento obrigatório, mesmo que seja
produção do próprio autor), legenda, notas e outras informações necessárias à sua compreensão (se houver).
A ilustração deve ser citada no texto e inserida o mais próximo possível do trecho a que se refere.

2.3.13. Das tabelas

As tabelas são utilizadas para apresentação de dados numéricos, principalmente, quando compreendem
valores comparativos, e devem ser preparadas de maneira a serem compreendidas de forma clara, sem que
seja necessário recorrer ao texto, da mesma forma que o texto deve prescindir das tabelas para sua
compreensão.

O título da tabela deve aparecer na parte superior, precedida da palavra indicativa, seguida de seu número
de ordem de ocorrência no texto, em algarismo arábico, travessão e do respectivo título. Deve ser
apresentado com espaçamento entre linhas 1,5; fonte tamanho 10 e alinhamento justificado.

A identificação da fonte de onde foram extraídos os dados utilizados na construção das tabelas deve vir no
rodapé da tabela, precedido da palavra "Fonte" e a(s) nota(s), se necessário. A fonte da tabela é um elemento
obrigatório, e deve ser citada mesmo que a produção seja do próprio autor do trabalho. O tamanho da fonte
deverá ser 10 e espaçamento entre linhas simples.

2.3.14. Dos Quadros

26
Os Quadros são formados por linhas horizontais e verticais, sendo, portanto “fechado”. Normalmente é
usado para apresentar dados secundários, e geralmente vem no “referencial teórico”. Um quadro
normalmente apresenta resultados qualitativos (textos). O número do quadro e o título vêm acima do
quadro, e a fonte, deve vir abaixo sendo o espaçamento e fontes de letras com tamanhos menores que o do
texto em fonte 10.

2.3.15 Das Figuras

Inclui gráficos, ilustrações, desenhos, fotos, e qualquer outro material que não seja classificado como quadro
nem tabela. Pode ser usado em qualquer ponto do trabalho. Recomenda-se que não sejam usadas figuras de
baixa resolução para melhor entendimento do leitor. No topo da imagem inserir o tipo, número sequencial
e título, não se admitindo figura sem título e sem forte mesmo que seja do próprio autor do trabalho. A
imagem deve estar centralizada no corpo do texto, assim como o título, legenda e fonte. Utilizar fonte
tamanho 10. Deve- se elaborar lista de figuras a partir de 10 ocorrências e quando retiradas de meios digitais
referenciar o endereço eletrônico e a data de acesso.

2.3.16. Das referências

As referências são fatores primordiais para a fundamentação do trabalho científico que será elaborado, assim
como, possibilita que o leitor resgaste o conhecimento para futuros projetos. Neste sentido, a ESPPE,
embasada no padrão da ABNT, busca padronizar o formato das referências dos projetos, considerando os
diferentes tipos de fontes teóricas, sejam elas: livros com um autor ou mais, artigo online, artigo de revista,
constituição federal ou estadual, legislação comum e trabalhos de conclusão de curso (monografias,
dissertações e teses). Abaixo serão descritos exemplos de referências (Quadro 2) com o formato a ser seguido
a partir do tipo de referencial bibliográfico.
Quadro 2 - Sistematização de exemplos de formatação das referências.

Livro com um(a) autor(a) REIS, Dálcio Roberto dos. Gestão da inovação tecnológica. 2. ed. Barueri: Manole, 2008. 206 p.

Livro com com LANDAU, Luiz; CUNHA, Gerson Gomes; HANGUENAUER, Cristina (orgs.). Pesquisa em realidade virtual e
responsabilidade aumentada. 1. ed. Curitiba: CRV, 2014. 166 p.
intelectual

Livro com mais de três CAMPOS, Kevin; LUNA, Eduarda Rodriguez. Transplantes de tecidos medulares no Brasil. In: SILVA, Sérgio dos Santos
autores(as). et al. (orgs.). Monitoramento hemodinâmico. Curitiba: CRV, 2018. cap. 7, p. 109-127.
A autoria da parte difere da
autoria do livro no todo.

Artigo convencional com MOREIRA, Rafael Saviolo et al. Avaliação anatômica por tomografia computadorizada de feixe cônico da fossa
mais de três autores(as) submandibular. ImplantNewsPerio, São Paulo, v. 3, n. 2, p. 239-246, mar./abr. 2018.

Artigo na internet com mais KORONA-GLOWNIAK, Izabela.; NIEDZIELSKI, Artur; MALM, Anna. Upper respiratory colonization by Streptococcus
de um(a) autor(a) pneumoniae in healthy pre-school childre in south-east Poland. International Journal of Pediatric
Otorhinolaryngology, Amsterdam, v. 75, n. 12, p. 1529-1534, dec. 2011. DOI 10.1016/[Link].2011.08.021.
Disponível em: [Link] Acesso em: 4 set. 2023.

Constituição federal ou BRASIL. [Constituição (1988)}. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília de 1988. Brasília, DF:
estadual: Presidência da República, [1988]. Disponível em:
[Link] Acesso em: 08 ago. 2024.

Lei BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Dispõe sobre a proteção de dados pessoais e altera a Lei nº 12.965,
de 23 de abril de 2014 (Marco Civil da Internet). Brasília, DF: Presidência da República, [2018]. Disponível em:
[Link] Acesso em: 08 ago. 2024.

27
Resolução SÃO PAULO (Estado). Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Resolução nº 918, de 14 de dezembro de 2018.
Cria a comissão permanente de defesa e dos direitos das mulheres. São Paulo: Assembleia Legislativa do Estado de
São Paulo, 2018. Disponível em:
[Link]
eroPagina=3. Acesso em: 08 ago. 2024.

Trabalho de Conclusão de LIMA, Carlos Augusto. Prevalência de osteoporose em pessoas fumantes. 2010. 50 f. Trabalho de Conclusão de
Curso Curso (Graduação em Fisioterapia) - Faculdade de Fisioterapia do Oeste Pernambucano, Petrolina, 2010.

Dissertação POLZIN, Ana Caroline Zentil. Material didático para capacitação de fonoaudiólogos no tratamento das alterações
de fala na disfunção velofaríngea. 2017. 155 f. Dissertação (Mestrado em Processos e Distúrbios da Comunicação)
- Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, Bauru, 2017.

Tese RIZZO, Maiara. Stability of first and second premolars extraction space closure. 2018. 79 f. Tese (Doutorado em
Ortodontia) - Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, Bauru, 2018.
Fonte: (Danuello; Amadei; Ferraz, 2023). Elaboração pela equipe de Especialização em Saúde Pública - ESPPE, 2024

A citação de um trecho descrito em constituição federal ou estadual exige que você especifique a região
coberta pela constituição, o local em que está localizado o órgão constituinte, o ano de publicação e a página.
2.3.17. Da estrutura do Projeto de Intervenção

Um PI possui um roteiro e estrutura semelhante a outros tipos de projetos científicos, mas para a sua
estrutura de apresentação, devem ser levados em consideração as orientações contidas neste manual que
compreende a parte externa e a parte interna (Quadro 3).
Quadro 3 - Estrutura das seções e subseções do Projeto de Intervenção.
Partes Elementos Tópico

Parte externa Capa


Lombada.

Parte interna Elementos pré-textuais Folha de rosto.


(não incluir a numeração Lista de ilustrações.
nas páginas) Lista de tabelas.
Lista de abreviaturas e siglas.
Lista de símbolos.
Sumário - Elemento obrigatório (Deve ser elaborado conforme a ABNT NBR 6027)

Elementos textuais Resumo.


(Incluir numeração nas 1. Introdução.
páginas) 2. Justificativa.
3. Objetivos:
3.1 Objetivo geral;
3.2 Objetivos específicos.
4. Referencial Teórico (Revisão de literatura).
5. Metodologia.
5.1 Diagnóstico da situação-problema:
5.1.1 Local da intervenção;
5.1.2 Sujeitos da intervenção;
5.1.3 Sistematização da situação problema.
5.2 Delineamento e descrição das etapas da intervenção
5.2.1 Período da Intervenção;
5.2.2 Coleta, sistematização e transformação de dados em informação;
5.2.3 Etapas da Intervenção.
5.3. Estratégias de monitoramento e avaliação do Projeto de Intervenção.
5.4 Cronograma do Projeto de Intervenção.
[Link]álise de Viabilidade.
7. Orçamento/Financiamento (Item opcional).
8. Considerações éticas.

8.1 Riscos e benefícios do projeto.


9. Resultados e Discussão.
10. Considerações finais.

28
Elementos pós-textuais Referências.
(Incluir numeração nas Glossário.
páginas) Apêndice.
Anexo.
Índice.
Fonte: Elaboração pela equipe da Especialização em Saúde Pública - ESPPE, 2024.

Observa-se que o processo de elaboração do Projeto de Intervenção segue etapas semelhantes às etapas de
projeto de pesquisa.

3. RECOMENDAÇÃO PARA O CONTEÚDO DAS SEÇÕES E SUBSEÇÕES DO PROJETO DE INTERVENÇÃO

O Projeto de Intervenção é organizado em seções. Nesse sentido, suas etapas devem ser descritas de acordo
com os tópicos estabelecidos no Quadro 3. Destaca-se que, a sistematização do conteúdo do projeto em
tópicos representa um processo de organização e comunicação entre os pares, entretanto, deve-se entender
que os mesmos são complementares, não devendo ser excluído nenhuma etapa, com risco de ocorrer a
realização de uma intervenção com lacunas existentes em sua constituição.

3.1. O resumo

O resumo do projeto deve conter a justificativa e seus objetivos, local da intervenção e resultados esperados.
A primeira frase deve ser significativa, explicando o tema principal do documento. Deve ser composto de
uma sequência de frases concisas, afirmativas, sem enumeração de tópicos e conter no máximo 250 palavras.
Recomenda-se o uso de parágrafo único.

3.2. Palavras chave

Deve-se escolher entre 3 e 5 palavras (ou descritores) as quais estejam intimamente relacionadas ao tema
de intervenção, separadas entre si por ponto e finalizadas também por ponto.

3.3. Introdução

Na introdução, o(a) discente deve contemplar:

● Apresentação do tema, do panorama geral ao específico. Deve-se levar em consideração os seguintes


questionamentos: Quais os principais enfoques que vêm sendo investigados dentro do referido tema?
Quais os aspectos do tema que devem ser destacados? Quem, como, quando e onde eles estão sendo
investigados?;
Pontuar as lacunas relacionadas ao tema e a intervenção;

Uma breve caracterização do problema: Descrição da situação-problema escolhida para ser

enfrentada/superada através da implementação do Projeto de Intervenção. Que aspectos da situação
escolhida constituem um problema prático a ser enfrentado? Caso envolver aspectos quantitativos, qual
a magnitude no mundo, no Brasil, na região?; (Geralmente a caracterização do problema descreve a
dimensão mundial e nacional do mesmo e, na sequência, aponta a repercussão dele no nível regional,
ou seja, o cenário local. Apresenta também as lacunas que o PI pretende preencher relacionadas ao
tema e a intervenção);

29
● Uma apresentação breve de diagnóstico situacional prévio sobre o problema em questão. Como a
situação problema se apresenta no território neste momento inicial do projeto? Quais as causas do
problema? Essa situação-problema identificada tem repercussão no mundo, no Brasil e em
Pernambuco?;

● Situar os aspectos anteriores no cenário local e, então, a pergunta de pesquisa e o objetivo do Projeto
de Intervenção. Não deve exceder quatro laudas, nem tampouco ser sumarizada em apenas uma.

3.4. Justificativa

Na descrição da Justificativa do projeto, o(a) discente deve apresentar qual a relevância do tema no campo
científico e das práticas em saúde pública. Logo, deve-se levar em consideração os seguintes
questionamentos: Por que devo intervir? A situação-problema é solucionável a curto, médio ou longo prazo?
É economicamente viável? Outras intervenções já foram desenvolvidas para resolver os mesmos problemas?
Se sim, como a sua proposta de intervenção irá se somar às demais? Qual a contribuição do Projeto de
Intervenção proposto?

Ainda, ao descrever os motivos para a escolha da situação-problema, o(a) discente deve se situar em relação
ao objeto da intervenção como sujeito implicado no processo de trabalho, nesse momento são pertinentes
pontuações subjetivas sobre o interesse do(a) discente em propor a respectiva pesquisa-intervenção.

3.5. Objetivos

3.5.1. Objetivo Geral

Representa a proposta geral da intervenção, ou seja, o que se busca alcançar. É baseado na pergunta
condutora do estudo, devendo ser único e abrangente, de modo a contemplar todos os objetivos específicos.
Por se tratar de um Projeto de Intervenção devem ser utilizados verbos que se relacionem a uma atuação,
por exemplo: desenvolver, implantar, criar, construir, propor, monitorar etc.

3.5.2. Objetivos Específicos

São derivados do objetivo geral, devem estar contemplados no objetivo geral. Podem ser compreendidos
como as “ações-meio” para alcançar o objetivo geral, pois constituem com exatidão os resultados a serem
desenvolvidos, não devendo ser excessivos ou conter aspectos metodológicos.

3.6. Referencial Teórico

Uma vez definido o tema e selecionada a situação-problema, devem ser realizados levantamentos de estudos
sobre a temática do Projeto de Intervenção, servindo de fundamentação para a construção do referencial
teórico. Neste ponto devem ser abordados os conceitos essenciais para se compreender a situação-
problema. Deve-se discutir a temática dialogando literaturas acadêmicas entre si e, também, com normativas
institucionais.

É importante que o referencial teórico seja composto por artigos, livros e outros materiais produzidos e
publicados nos últimos 10 anos. Quanto às publicações mais antigas, utilize apenas se estas apresentarem
grande relevância teórica para o campo ou área de conhecimento no qual o seu projeto está inserido. O
fichamento pode ser utilizado para sistematização dos artigos mais importantes levantados na sua pesquisa.

3.7. Metodologia

30
A metodologia do Projeto de Intervenção se refere ao planejamento da proposta de intervenção, bem como
sua implementação, nesse sentido recomenda-se a estruturação dos seguintes tópicos: diagnóstico da
situação-problema, delineamento da intervenção e monitoramento e avaliação.

3.7.1. Diagnóstico da situação-problema

[Link]. Local da Intervenção

Nesse ponto podem ser descritos os territórios onde a intervenção será executada, por exemplo, se for uma
pesquisa-intervenção na temática de Educação em Saúde em uma estratégia de saúde da família, o local da
intervenção caracteriza-se como o território de “cobertura” da Estratégia de Saúde da Família. Se a pesquisa-
intervenção for para implantar uma ferramenta de trabalho para gestores regionais em Pernambuco, na
temática de Planejamento em Saúde, o local da intervenção poderá ser a Gerência Regional de Saúde.

[Link]. Sujeitos e Atores do projeto de intervenção

a) Atores que serão alvo da intervenção ou;


b) Atores envolvidos com o desenvolvimento do projeto-intervenção.

[Link]. Sistematização da situação-problema

Nessa seção do projeto-intervenção do(a) discente irá fazer uma síntese de forma a sistematizar sua situação-
problema, evidenciando as respectivas causas que serão objeto da intervenção.

3.7.2. Delineamento e descrição das etapas da intervenção

[Link]. Período da Intervenção

Deve-se incluir nesse tópico, não somente a intervenção em si, mas também, os momentos de avaliação do
projeto-intervenção.

[Link]. Coleta, sistematização e translação de dados em informação

Para a obtenção de um conhecimento, é fundamental a existência de informações obtidas através de dados


que demonstrem e afirmem aquele saber. Segundo Davenport (1998, p. 19), dados são "observações sobre
o estado do mundo", apresentando-se como a matéria prima de informações, através de elementos brutos,
sem significado e desvinculados da realidade (Angeloni, 2003).

A coleta de dados é uma etapa fundamental na execução do projeto, estando diretamente associada às
considerações éticas, pois, a depender da instituição no qual os dados serão coletados/solicitados, serão
necessárias comunicações oficiais para acessar as informações. Ainda nesse sentido, do(a) discente deve
avaliar, juntamente com seu(sua) orientador(a), se o objeto de seu trabalho e natureza da situação requerem
uma abordagem de coleta de dados quantitativa ou qualitativa.

Segundo Diehl (2004), a pesquisa quantitativa utiliza a quantificação, tanto na coleta quanto no tratamento
das informações, e técnicas estatísticas, objetivando resultados que evitem possíveis distorções de análise e
interpretação. Já a pesquisa qualitativa, descreve a complexidade de determinado problema, sendo
necessário compreender e classificar os processos dinâmicos vividos nos grupos, contribuir no processo de
mudança, possibilitando o entendimento das mais variadas particularidades dos indivíduos.

A coleta de dados pode ser realizada com dados primários e secundários. Conforme descrito por Mattar
(2001), dados primários são aqueles que não foram antes coletados, estando ainda em posse dos
pesquisados, e que são coletados com o propósito de atender às necessidades específicas da pesquisa em
31
andamento. As fontes básicas de dados primários são: pesquisado (sic), pessoas que tenham informações
sobre o pesquisado e situações similares.

Já os dados secundários são aqueles que já foram coletados, tabulados, ordenados e, às vezes, até analisados,
os quais estão catalogados à disposição dos interessados. As fontes básicas de dados secundários são
publicações, governos e instituições não governamentais.

Caso opte pela utilização de dados primários, a etapa de coleta de dados só pode ser iniciada após o parecer
de aprovação emitido pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) responsável, devendo a informação ser
descrita detalhadamente no cronograma do projeto. O CEP não realiza a avaliação de projetos cuja coleta de
dados já esteja em andamento ou concluída. A ESPPE admite a utilização e execução de ambos os métodos
de coleta, sendo fundamental considerar os prazos para a realização, conclusão, entrega do projeto em
tempo hábil, bem como, disponibilidade de recursos para a implementação do seu Projeto de Intervenção.

Com a obtenção de dados, torna-se possível gerar informações. Para Mcdonough (apud Rabaça & Barbosa,
1995, p. 335) a informação é definida como “um dado que representa algum valor para uma solução
específica”. Ou seja, a informação poderá ser utilizada na tomada de decisão. A análise dos dados pode ser
realizada através de ferramentas estatísticas e softwares específicos que auxiliem na identificação de padrões
e tendências significantes. Por sua vez, a interpretação e contextualização das informações à realidade local
poderá torná-la aplicável em um contexto prático.

[Link] Etapas da Intervenção

Nessa etapa da estruturação do Projeto de Intervenção o(a) discente deve fazer o movimento de síntese das
informações descritas ao longo do trabalho. Dessa forma, o diálogo entre o(a) discente e demais atores
(avaliadores da banca e atores do território) ficará mais claro, pois será possível visualizar a linha de conexão
entre situação-problema, objetivo específico e as demais etapas da implementação da intervenção. Salienta-
se que, o Quadro 4 apresenta uma proposta de síntese da intervenção, mas o(a) discente pode, em acordo
com seu orientador, incluir outras informações, em colunas.

Quadro 4 - Sistematização das etapas a serem desenvolvidas para o alcance dos objetivos propostos no Projeto de
Intervenção.

Situação-problema objeto da Objetivos Específicos Atividades Metas Prazos Atores


intervenção responsáveis

Fonte: Elaboração pela equipe de Especialização em Saúde Pública - ESPPE/2024.

3.7.3 Estratégias de monitoramento e avaliação do Projeto de Intervenção

O processo de monitoramento do PI deve ser realizado de forma contínua, levando em consideração não
somente o período de estruturação da proposta do projeto, como requisito parcial para obtenção do título
de sanitarista, mas também, as etapas de implementação da intervenção no território. Dessa forma, o
cronograma se apresenta como uma ferramenta estratégica para esse processo, devendo o mesmo ser
elaborado e revisitado pelo(a) discente e/ou orientador(a).
3.7.4. Cronograma do Projeto de Intervenção

O PI deve conter um quadro com todas as etapas do projeto de pesquisa, bem como, as suas respectivas
datas para execução (Quadro 5). Esse cronograma será considerado como um guia para o(a) discente e/ou
orientador(a), o qual terá todas as etapas descritas e a necessidade do cumprimento de cada uma em tempo

32
hábil. Deve-se levar em consideração o prazo de 12 meses da execução das disciplinas e o mês subsequente
para a apresentação na banca de defesa.

Segundo Santos (2002), um cronograma deve conter as seguintes etapas: Levantamento bibliográfico, coleta
de fontes, análise de fontes, tabulação de dados, redação do trabalho, revisão final do trabalho e entrega do
projeto. Todavia, salienta-se que, a orientação do autor sobre os tópicos necessários para o cronograma de
um projeto representa discussões realizadas para projetos de pesquisa, no campo do Projeto de Intervenção,
devendo ser incluídos, também, os campos referentes às etapas do processo de implantação da intervenção.

Quadro 5 - Modelo de cronograma e descrição das etapas para execução do Projeto de Intervenção do Curso de
Especialização em Saúde Pública (2024-2025)

2024 2025
Atividades
Ago Set Out Nov Dez* Jan Fev Mar Abr* Mai Jun Jul* Ago Set Out

Seleção do Tema X X X

Levantamento e análise da bibliografia X X X x x x x x x x x x

Escrita Preliminar do Projeto de Intervenção X X

F
Coleta de dados X
É
R
Escrita do Projeto de Intervenção I x x x
A
S
Submissão ao Comitê de Ética x x X

Pactuação com os atores para implantação da


intervenção

Implantação da Intervenção (Etapa I, II e III) X X

Análise das informações coletadas durante a


X X
intervenção e preparação da versão final do PI

Validação da versão final do PI (Pré-banca) X

Defesa/Apresentação X

Revisão final e entrega do PI a ESPPE X X

*Meses no qual ocorrerão a disciplina Pesquisa em Saúde I, II e III, respectivamente.


Fonte: Santos (2002), adaptado pela Equipe da Especialização em Saúde Pública - ESPPE/2024.

3.8. Análise de Viabilidade do Projeto de Intervenção

Nesse momento o(a) discente deve descrever a viabilidade política, financeira e operacional do PI,
principalmente, quanto ao processo de implementação, deve-se apresentar desde os fatores limitadores aos
potencializadores da realização da intervenção. São critérios estratégicos a serem discutidos nessa etapa:

33
● Interesse social e da instituição;
● Informações disponíveis sobre o objeto de pesquisa/intervenção;
● Facilidade e dificuldade para a implementação da intervenção;
● Tempo para se realizar o projeto de acordo com o cronograma da especialização;
● Custos e disponibilidade de recursos;
● Parcerias no território.

3.9. Orçamento e Financiamento


Descrever os custos estimados para a realização do projeto com a descrição dos materiais e/ou serviços,
quantidade, preço unitário e preço total. A unidade de referência é o Real. Identificar e descrever qual a
possível fonte de financiamento para a realização do PI. Essas informações são essenciais para a
compreensão da viabilidade a curto, médio e longo prazo da intervenção.
3.10. Considerações éticas

Na construção de um projeto, o(a) discente deve entender que as considerações éticas são transversais a
todas as etapas do mesmo, assim, assegurando que a intervenção respeite a dignidade humana. Em trabalhos
que apresentem como sujeitos da intervenção seres humanos, deve-se atentar a obtenção de consentimento
informado, com o objetivo de proteção da privacidade, além de evitar danos ou exploração dos participantes
(Quadro 6).

A Resolução do Conselho Nacional de Saúde 196 define pesquisa com seres humanos aquela que individual
ou coletivamente envolva o ser humano de forma direta ou indireta em sua totalidade ou parte dele,
incluindo o manejo de informações ou materiais. Em toda pesquisa envolvendo seres humanos, é obrigatório
que o projeto seja analisado por um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). As diretrizes podem ser consultadas
no site do Conselho Nacional de Saúde.

Quadro 6 - Descrição das diretrizes e considerações éticas de um Projeto de Intervenção no qual os sujeitos da
intervenção sejam seres humanos.

Etapas Atividades

Obtenção de consentimento Os pesquisadores devem informar aos participantes sobre o objetivo da pesquisa, bem como, os
informado procedimentos a serem realizados, seus riscos e benefícios, buscando o seu consentimento de forma clara e
voluntária.

Assistência aos participantes da Os pesquisadores devem prestar assistência em caso de danos materiais ou imateriais decorrentes de forma
pesquisa direta ou indiretamente da pesquisa.

Proteção da privacidade Os pesquisadores devem garantir que as informações pessoais dos participantes do projeto de intervenção
sejam mantidas em sigilo e que a privacidade seja respeitada durante e após a realização da pesquisa.

Evitar dano ou exploração Os pesquisadores devem tomar medidas para evitar causar qualquer tipo de dano aos participantes, sejam
eles: físico, emocional ou psicológico.

Fonte: Resolução Nº 510, de 07 de abril de 2016. Elaboração pela equipe de Especialização em Saúde Pública -
ESPPE/2024.

3.10.1. Riscos e benefícios do projeto


É esperado um potencial risco em toda pesquisa envolvendo seres humanos, podendo ser imediato ou tardio,
individual ou coletivo, de dimensão física, moral, intelectual, social, ou cultural do ser humano, em qualquer
pesquisa e dela decorrente (BRASIL, 2012; BRASIL, 2016).

34
Dessa forma, na elaboração de um PI, é necessário ponderar os potenciais riscos e benefícios, buscando
comprometer-se com o máximo de benefícios e o mínimo de danos e riscos, garantindo que danos previsíveis
sejam evitados. Dessa forma, recomendamos que o(a) discente acesse a Resolução 466/2012 (Brasil, 2012) e
pondere com seu orientador(a) quais as melhores estratégias a serem adotadas.

3.11. Dos resultados e discussão no Projeto de Intervenção Sobre os resultados, o(a) discente deverá

descrever, no pré-projeto de intervenção, os resultados esperados


com a intervenção, e no projeto final, aqueles alcançados com o desenvolvimento do trabalho. Os resultados
devem estar alinhados aos objetivos geral e específicos, ainda que alcançados de maneira parcial, e após
obtidos, devem ser discutidos para compreensão de seu impacto científico.

3.11.1. Resultados esperados

Nesse momento será descrita a idealização do produto a ser desenvolvido de acordo com os objetivos gerais
e específicos, não sendo uma repetição dessas etapas. É importante apresentar resultados esperados
reproduzíveis, podendo ainda evidenciar seu prazo, seja imediato, médio ou longo e abrangência, seja
comunitária, institucional, municipal, estadual e/ou nacional.

3.11.2. Resultados

Os resultados alcançados referem-se aos impactos reais observados após a implementação do PI, devendo
estar alinhados à ideia inicial do projeto. Através deles é possível compreender se o projeto alcançou os
resultados definidos inicialmente, possíveis pendências ou ainda novas etapas pensadas ao longo do
desenvolvimento do projeto. A análise dos resultados alcançados permite identificar o sucesso do PI e
entender as áreas que podem precisar de ajustes ou melhorias.

3.11.3. Discussão

Na discussão é onde o(a) discente irá interpretar e analisar os resultados alcançados, confrontando-os com
a literatura publicada referente ao tema escolhido e, organizar de forma coerente, respondendo aos
objetivos definidos no projeto. Os desdobramentos, resultados e limitações do seu PI. Recomenda-se
também, que seja incluída uma reflexão sobre a interprofissionalidade, com destaque ao desenvolvimento
da intervenção de maneira integrada e colaborativa junto aos demais profissionais do espaço de trabalho.

3.12. Considerações finais

As considerações finais do PI devem dialogar com os resultados obtidos e esperados, além de implicações
identificadas durante a aplicação da intervenção e suas limitações, uma reflexão crítica sobre a contribuição
do objeto da intervenção do(a) discente, mediante a problemática identificada e trabalhada. É significativo e
relevante para o processo de ensino-aprendizagem-trabalho, que se apresente recomendações e sugestões
para trabalhos e intervenções futuras mediante o problema identificado ou para a aplicação da proposta do
Projeto de Intervenção.

4. ACOMPANHAMENTO DO PROJETO DE INTERVENÇÃO

O monitoramento do cumprimento das etapas do PI será acompanhado pelo orientador(a), coorientador(a),


e contará com o apoio da equipe pedagógica do curso, com o intuito de auxiliar no andamento e

35
cumprimento da pesquisa, discussão e seus resultados preliminares, previamente à banca de defesa. Esse
acompanhamento acontecerá de forma contínua, durante as aulas presenciais, bem como, através do
Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) da ESPPE, onde será postado pelo(a) discente as versões
preliminares do pré-projeto de intervenção.

5. APRESENTAÇÃO DO PROJETO DE INTERVENÇÃO

Após a finalização da versão final (pré-banca) do Projeto de intervenção, ocorrerá a submissão do trabalho
escrito para apreciação da banca avaliadora e arguição pelo(a) discente, já que para a aprovação no curso, é
obrigatória a entrega e apresentação do PI, alinhado com a realidade do território em que se está inserido
no serviço.
Antes de ser enviado a banca, o PI deverá ser postado em até 25 dias antes da apresentação, na sala virtual
do curso na plataforma AVA da Esppe, para apreciação pela Biblioteca quanto ao cumprimento das normas
de formatação contidas neste guia, embasadas no Manual de Normalização da Estrutura de Trabalhos de
Conclusão de Curso da ESPPE e Normas da ABNT. O projeto será devolvido ao(a) discente após validação pela
Biblioteca com prazo de cinco dias, também pelo AVA da Esppe.

A apresentação do PI, para fins de avaliação, deverá acontecer de forma pública e oral, com apreciação e
aprovação da Banca Examinadora em comum acordo com o(a) orientador(a) e equipe pedagógica do curso.
Essa apresentação deverá ocorrer de acordo com o cronograma estabelecido pela Coordenação do Curso,
dentro do limite máximo de 30 (trinta) dias após o término da carga horária total do curso. O(A) discente que
não entregar a versão final do PI na data agendada estará na situação de pendência, e somente receberá seu
Certificado de Conclusão do curso após a entrega e defesa do PI.
A metodologia de apresentação poderá utilizar estratégias pedagógicas que contribuam para o processo de
ensino-aprendizagem para todos(as) os(as) partícipes no momento de conclusão do PI. Caso seja feito o uso
de slides, a Coordenação do curso fornecerá o modelo. Será disponibilizado 20 a 30 minutos para a
apresentação e 10 minutos para cada membro da banca e para as considerações finais do(a) orientador(a) e
discente.

A banca será integrada pelo(a) orientador(a) que o(a) presidirá,, 01 (um) representante da equipe pedagógica
do curso, e por 02 (dois) convidados(as) na qualidade de avaliadores(as), podendo ter 01 (um) avaliador(a)
convidado(a) pela ESPPE para fazer parte da banca. O(A) avaliador(a) convidado(a) pelo(a) discente ou
orientador(a) deve possuir titulação mínima de especialista e experiência profissional na área do tema
abordado.

O local da apresentação final poderá ser acordado em conjunto com a equipe do curso, considerando a
disponibilidade dos(as) participantes, ou em modalidade remota, em comum acordo com a equipe e
participantes da banca.

6. AVALIAÇÃO DO PROJETO DE INTERVENÇÃO

A nota final do projeto será composta pela média das notas emitidas pelo(a) orientador(a) e integrantes da
banca examinadora, sendo considerado o trabalhado aprovado quando a média for igual ou superior a 7,0
(sete), sendo responsabilidade da escola fornecer os instrumentos de avaliação e critérios a serem julgados.
Além disso, a banca examinadora do PI irá atribuir os seguintes conceitos: “Aprovado(a)”, “Aprovado(a) com
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pendências” e “Reprovado”. Cada um destes conceitos requer um conjunto de atividades a serem realizadas
pelo(a) discente, segundo o Quadro 7.

Quadro 7 - Descrição dos conceitos dos(as) discentes para aprovação do Projeto de Intervenção e conclusão do Curso
de Especialização em Saúde Pública 2024-2025.

Situação avaliativa Atividades necessárias

Aprovado(a) O projeto que não precise realizar nenhuma ou um mínimo de correção.

Aprovado(a) com pendências O projeto que necessite realizar alterações mais expressivas, neste caso, será acordado um prazo para
atender as demandas da banca examinadora, de acordo com a complexidade das correções.

Reprovado(a) O PI que não atender aos critérios exigidos do curso. Esses casos serão analisados de forma individual
pela coordenação do curso.
Fonte: Projeto Político Pedagógico da Especialização em Saúde Pública (2023). Elaboração pela equipe de
especialização - ESPPE (2024-2025)

7. PÓS-DEFESA DO PROJETO DE INTERVENÇÃO

Após a defesa do projeto de intervenção em banca avaliadora, considerando o período deliberado pela
mesma para as correções e ajustes necessários, o(a) discente deverá solicitar a ficha catalográfica para a
Biblioteca Nelson Chaves da ESPPE, conforme orientações do Anexo B. A Ficha Catalográfica é um elemento
obrigatório e contém a descrição bibliográfica de uma obra, reunindo os elementos fundamentais para
permitir a sua rápida identificação e recuperação a partir de um sistema de indexação.

Após a inclusão da ficha catalográfica no trabalho, este deve ser submetido para depósito definitivo na
Biblioteca, por meio do link de envio de Projeto de Intervenção na sala virtual do curso no AVA, incluindo
Declaração para Entrega em Versão definitiva assinada pelo(a) orientador(a) (Apêndice B), bem como, o
Termo de Ciência para disponibilização do trabalho on-line (Anexo A).

Para conclusão do Curso de Especialização em Saúde Pública, o(a) discente deverá estar sem pendências
de documentação junto a Unidade de Secretaria Escolar (USE) e Biblioteca e, possuir aprovação a partir da
entrega da versão definitiva do PI à Coordenação do Programa de Pós-Graduação, Ensino, Pesquisa e
Extensão em Saúde da ESPPE.

REFERÊNCIAS

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Reflexões sobre o plágio e fraude em estudos brasileiros. Revista Bioética, Brasília, v. 29, n. 3, p. 641-647,
jul./set. 2021.

37
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Brasília, v. 32, n. 1, p. 17-22, jan./abril. 2003.

BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 510, de 07 de abril de 2016.
Dispõe sobre as normas aplicáveis a pesquisas em Ciências Humanas e Sociais cujos procedimentos
metodológicos envolvam a utilização de dados diretamente obtidos com os participantes ou de
informações identificáveis ou que possam acarretar riscos maiores do que os existentes na vida cotidiana.
Brasília: Conselho Nacional de Saúde. 2016. Diário Oficial da União. Disponível em:
[Link] Acesso em: 05
ago. 2024.

BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012.
Resolve aprovar as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Brasília:
Conselho Nacional de Saúde. 2012. Disponível em:
[Link] Acesso em: 05 ago. 2024.
CHASSOT, Carolina Seibel; SILVA, Rosane Azevedo Neves. A pesquisa-intervenção participativa como
estratégia metodológica: relato de uma pesquisa em associação. Psicologia & Sociedade, Recife, v. 30, p. 1-
12, 2018.

DANUELLO, Jane Coelho; AMADEI, José Roberto Plácido; FERRAZ, Valéria Cristina Trindade. Guia para
elaboração de referências. Universidade de São Paulo. CAMPUS BAURU. Serviço de Biblioteca e
Documentação. São Paulo: Bauru. Brasil. 2023.

DESLANDES, S. F. Notas para elaboração de projetos de investigação científica e projetos de intervenção. In:
LEITÃO, C. F.; SANTOS, H. (org.). Curso de Impactos da Violência na Saúde: caderno do aluno: orientações
para o curso de especialização. Rio de Janeiro: Fiocruz/ENSP/EAD, 2012. p. 80-140.

DIEHL, Astor Antônio; TATIN, Denise Carvalho. Pesquisa em ciências sociais aplicadas: métodos e técnicas.
São Paulo: Prentice Hall, 2004. 168 p.

ESPPE. Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco. Guia de Orientações para Elaboração de
Trabalho de Conclusão da Residência-TCR: Turma 2022-2024. Recife: ESPPE, 2022.

ESPPE. Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco. Manual de normalização da Estrutura de


Trabalhos de Conclusão de Curso da Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco (ESPPE). Recife:
ESPPE, 2022.

ESPPE. Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco. Projeto Político Pedagógico. Recife: ESPPE,
2023.

MATTAR, Fauze Najib. Pesquisa de marketing: Edição Compacta. São Paulo: Atlas, 2001.

MAXIMINIANO, Antônio Cesar Amaru. Administração de projetos. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2002. 281 p.

NININ, Maria Otilia Guimarães. Escrita acadêmica e gramática Sistêmico-funcional: perspectivas para o
ensino. Trabalhos em Linguística Aplicada, Campinas, v. 54, n. 3, p. 593-619, out./dez. 2015. Disponível em:
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RABAÇA, Carlos Alberto; BARBOSA, Gustavo Guimarães. Dicionário de comunicação. 1. ed. São Paulo: Ática,
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38
RICHARDSON, Roberto Jarry. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3. ed. revista e ampliada. São Paulo:
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XAVIER, Shirlei da Silva; SAMPAIO, Cristiane Teixeira; GOMES, Aline Lira Villafãne; et al. Projetos de
Intervenção em Saúde: construindo um pensamento crítico. [Link]
saude-coletiva-reflexoes-experiencias-pesquisas-e-intervencoes/, 2019. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 20 ago. 2024.

39
APÊNDICE A
Modelo de Termo de Aceite de Orientação e Coorientação

TERMO DE ACEITE DE ORIENTAÇÃO/COORIENTAÇÃO

Eu,____________________________________________________________________________________
, RG nº________________________________________________, declaro que aceito o
compromisso de ser _____________________________________ no desenvolvimento do Projeto de
Intervenção
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
____, intitulado:
desenvolvido pelo(a) profissional especializando
______________________________________________________________________________________
__ ingresso no Curso de Especialização Lato Sensu em Saúde Pública, turma 2024-2025, com sede em
_______________, até a apresentação do produto final.

________________________, _____________de_____________de 202__

________________________________________________________________

Assinatura do(a) orientador(a)

________________________________________________________________

Assinatura do(a) coorientador(a)

40
APÊNDICE B
Modelo de Declaração para a entrega em versão definitiva do Projeto de Intervenção

DECLARAÇÃO PARA ENTREGA EM VERSÃO DEFINITIVA


DO PROJETO DE INTERVENÇÃO
Eu,____________________________________________________________________________________
_orientador(a) da(o) concluinte _______________________________________________deste curso,
declaro para os devidos fins que o trabalho intitulado:
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
____ atende as exigências do curso e está
apto para entrega em versão definitiva, e que, quando necessário, as ressalvas e correções apontadas pela
banca de defesa do Projeto de Intervenção realizada em de de 202 , foram
sanadas.

, de de 20__

______________________________________________________________
Assinatura do(a) orientador(a)

41
APÊNDICE C
Modelo de Carta de Anuência

Marca d’água da instituição (município/estado)

DECLARAÇÃO DE ANUÊNCIA

Declaro para os devidos fins autorizar a construção do projeto de intervenção intitulado (Nome do Projeto em caixa alta),
realizado por (Nome do estudante em caixa alta), sob a orientação do (Msc/ Dr/Drª NOME COMPLETO EM CAIXA ALTA). A
ser apresentado como critério para conclusão do Curso de Especialização em Saúde Pública (2024-2025), da Escola de
Governo em Saúde Pública de Pernambuco (ESPPE). Destaco que o Projeto de Intervenção proposto têm relevância
institucional, e que a instituição participará da elaboração e execução do mesmo.

Sendo assim, autorizo sua execução, desde que os envolvidos/as comprometam-se a utilizar dados coletados e as
informações provenientes da intervenção exclusivamente para construção do Projeto de Intervenção.

Cidade, ___de______ de 2025

Nome Completo Cargo/ Órgão

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ANEXO A
Termo de Ciência para disponibilização do trabalho on-line

SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE DE PERNAMBUCO


ESCOLA DE GOVERNO EM SAÚDE PÚBLICA DE PERNAMBUCO
BIBLIOTECA NELSON CHAVES

TERMO DE CIÊNCIA PARA DISPONIBILIZAÇÃO DO TRABALHO ON-LINE

Na qualidade de titular dos direitos autorais de


autor________________________________________________________________________, do trabalho de
conclusão de curso, intitulado:

________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________ nos termos da Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro
de 1998, autorizo a Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco (ESPPE) a disponibilizar gratuitamente, para fins
de leitura, impressão ou download através do Repositório Institucional da ESPPE no endereço
[Link] Também autorizo a indexação do trabalho na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS).

A obra entregue é de minha autoria exclusiva e não infringe direitos de qualquer outra pessoa ou entidade.
Estou de acordo que a presente cessão de direitos é a título gratuito, não existindo nenhum ônus.

Para disponibilização do trabalho on-line (Marque somente uma das opções abaixo):
ロ Texto completo (disponibilização imediata a partir da data de assinatura deste
documento).
ロ Texto parcial (inclui somente as páginas pré-textuais) com disponibilização do texto
completo em:
ロ 12 meses após a defesa
ロ 24 meses após a defesa
A restrição da versão do texto parcial, será mantida por um período máximo de 2 anos a
partir da data de autorização.

ATENÇÃO: no caso deste Termo de Ciência não estar devidamente preenchido ou a versão eletrônica da obra textual
não ser formada por um único arquivo, em formato pdf, o material encaminhado será recusado e devolvido para
correção.

______________________,_______de______de 202__.

Assinatura do(a) autor(a):______________________________________________________


Ciência da biblioteca:__________________________________________________________

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ANEXO B

Orientações para a Ficha Catalográfica

As fichas catalográficas são obrigatórias em todas as publicações, conforme prevê a Lei Federal de número
10.753/03 [1], chamada comumente como Lei do Livro. Ela é obrigatória e corresponde aos dados
bibliográficos de um documento padronizando a catalogação e contribuindo para uniformizar os catálogos
de bibliotecas, editora e livrarias, facilitando a localização, divulgação e busca das obras.

De acordo com a NBR ABNT 14724, sobre Trabalhos Acadêmicos - Apresentação, a ficha catalográfica deve
ser inserida no verso da folha de rosto do trabalho. Em versões digitais, a ficha deve ser inserida logo após a
folha de rosto, mas não deve ser considerada na paginação. A ficha catalográfica auxilia a localização de um
livro ou outra bibliografia, e é utilizada para elaboração de análises e/ou interpretações de dados coletados
e tabulados em uma pesquisa de caráter bibliográfico (ESPPE, 2024).

Quando o projeto estiver finalizado, apresentado à banca e considerado como Aprovado, após as correções,
quando houver, o(a) discente deverá preencher o formulário da ficha catalográfica (link disponibilizado no
AVA), o mesmo deverá ser postado no AVA junto com o Termo assinado pelo(a) orientador(a) e
coorientador(a) e o Termo de Autorização para a publicação (documento disponível).

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