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CAPÍTULO 2
Simbologia de risco e de segurança em laboratório de análise
de alimentos
Roberta da Silva e Silva, Tatiana Valesca Rodriguez Alicieo
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A sinalização de segurança é utilizada no local de trabalho para orientar
os trabalhadores em relação aos riscos existentes nesses ambientes. No Brasil,
a Portaria n°3214, de 08 de junho de 1978, do Ministério do Trabalho institui as
Normas Regulamentadoras (NR) relativas à Segurança e Medicina do Trabalho.
A NR26 estabelece medidas quanto à sinalização e identificação de segurança
a serem adotadas nos locais de trabalho. Estas medidas de prevenção se
aplicam aos estabelecimentos ou locais de trabalho, incluindo laboratório de
análise de alimentos.
1. Simbologia das cores
De acordo com a NR26, as cores são utilizadas com a finalidade de
prevenir acidentes, identificar os equipamentos de segurança, delimitar áreas,
identificar e advertir sobre riscos existentes no ambiente de trabalho, além de
identificar tubulações de líquidos e gases. De acordo com essa normativa, as
cores são utilizadas como segue:
1) Vermelho: usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de
proteção e combate à incêndio; tais como caixa de alarme de incêndio; hidrantes;
bombas de incêndio; sirenes de alarme de incêndio; caixas com cobertores para
abafar chamas; extintores e sua localização; localização de mangueiras de
incêndio, transporte com equipamentos de combate à incêndio; portas de saídas
de emergência; etc.
2) Amarelo: empregado para indicar “Cuidado!”; assinalando partes baixas de
escadas portáteis; corrimões, parapeitos, pisos e partes inferiores de escadas
que apresentem risco; faixas no piso da entrada de elevadores e plataformas de
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Manual de uso de laboratório de análise de alimentos: Orientações gerais 23
carregamento; meios-fios, onde haja necessidade de chamar atenção; vigas
colocadas a baixa altura; etc. Em canalizações, deve-se utilizar o amarelo para
identificar gases não liquefeitos.
3) Branco: empregado para delimitar áreas; passarelas e corredores de
circulação, por meio de faixas (localização e largura); direção e circulação, por
meio de sinais; localização e coletores de resíduos; localização de bebedouros;
áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência, de combate à
incêndio ou outros equipamentos de emergência; áreas destinadas à
armazenagem; zonas de segurança.
4) Preto: empregado para indicar as canalizações de substâncias inflamáveis e
combustíveis de alta viscosidade (ex: óleo lubrificante, asfalto, óleo combustível,
alcatrão, piche, etc.). Poderá ser usado em substituição ao branco, ou
combinado a este, quando condições especiais o exigirem.
5) Azul: utilizado para indicar “Cuidado!”, ficando o seu emprego limitado a avisos
contra uso e movimentação de equipamentos, que deverão permanecer fora de
serviço. Também empregado em canalizações de ar comprimido; prevenção
contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção; avisos
colocados no ponto de arranque ou fontes de potência.
6) Verde: é a cor que caracteriza “Segurança”. Empregado para identificar:
canalizações de água; caixas de equipamento de socorro de urgência; caixas
contendo máscaras contra gases; chuveiros de segurança; fontes lavadoras de
olhos; quadros para exposição de cartazes, boletins, avisos de segurança, etc.;
localização de EPI; caixas contendo EPI; dispositivos de segurança; etc.
7) Laranja: empregado para identificar: canalizações contendo ácidos; partes
móveis de máquinas e equipamentos; partes internas das guardas de máquinas
que possam ser removidas ou abertas; faces internas de caixas protetoras de
dispositivos elétricos; faces externas de polias e engrenagens; dispositivos de
corte, borda de serras, prensas, etc.
8) Púrpura: usada para indicar os perigos provenientes das radiações
eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares. Deverá ser empregada
em: portas e aberturas que dão acesso a locais onde se manipulam ou
armazenam materiais radioativos ou materiais contaminados pela radioatividade;
locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados;
recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos
Simbologia de risco e de segurança em laboratório de análise de alimentos 24
contaminados; sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de
radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas nucleares.
9) Lilás: usado para indicar canalizações que contenham álcalis. As refinarias de
petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes.
10) Cinza: cinza claro – deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo;
e cinza escuro – deverá ser usado para identificar eletrodutos. Alumínio:
utilizado em canalizações contendo gases liquefeitos, inflamáveis e
combustíveis de baixa viscosidade (ex. óleo diesel, gasolina, querosene, óleo
lubrificante, etc.).
2. Sinalização luminosa
A sinalização luminosa é empregada para indicar a presença de pessoas
em áreas confinadas tais como câmaras escuras, salas de imunofluorescência,
câmaras assépticas, laboratórios fotográficos e outras. As saídas de emergência
bem como as rotas de escape (no caso de ser necessária uma desocupação
rápida da área) deverão também ser providas de sinalização luminosa,
conectadas a uma fonte de suprimento de energia de emergência.
3. Mapeamento de riscos ambientais (MRA)
Segundo a NR9 da Portaria MT n°3214/78, o Mapeamento de Riscos
Ambientais (MRA) tornou-se obrigatório em todas as empresas que possuem
CIPA (Comissão interna de prevenção de acidentes), através da Portaria nº5, de
17/08/92, do Ministério do Trabalho e da Administração (denominação da
época). A finalidade é constituir uma representação gráfica, de modo que venha
a servir de informação aos trabalhadores, dando conhecimento dos riscos
inerentes à cada etapa de trabalho. O MRA é um método utilizado para registro
e informação dos riscos presentes nos ambientes de trabalho, servindo para
alertar sobre as possíveis consequências que podem afetar a saúde dos
trabalhadores.
Para a elaboração do mapa de risco são utilizadas cores para
identificação dos perigos, a cor vermelha representa o risco químico, a cor
marrom o risco biológico, a cor verde o risco físico, a cor amarela o risco
ergonômico e a cor azul o risco mecânico.
Manual de uso de laboratório de análise de alimentos: Orientações gerais 25
Consideram-se agentes químicos as substâncias, compostos ou produtos
que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras,
fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade
de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da
pele ou por ingestão. Os riscos biológicos são as bactérias, fungos, bacilos,
parasitas, protozoários, vírus, entre outros. Entende-se por risco físico as
diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores, tais
como: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações
ionizantes, radiações não ionizantes e o ultrassom. O risco ergonômico está
relacionado com esforços físicos intensos, ritmos excessivos de trabalho,
postura inadequada, situações que possam causar estresse físico ou psíquico.
Os riscos mecânicos englobam o trabalho com máquinas e ou equipamentos
com arranjo inadequado ou sem proteção, iluminação ou ferramentas
inadequadas, ou outras situações que possam ocasionar acidentes.
A intensidade dos riscos é representada pelo tamanho do círculo, grande,
médio ou pequeno utilizado na elaboração do mapa, conforme a figura 1.
Risco químico leve Risco físico leve
Risco químico médio Risco físico médio
Risco ergonômico leve Risco biológico leve
Risco ergonômico médio Risco biológico médio
Risco mecânico leve
Risco mecânico médio
Figura 1. Representação dos riscos no MRA.
Simbologia de risco e de segurança em laboratório de análise de alimentos 26
No MRA deve constar: o agente de risco existente no ambiente de
trabalho; o grau de intensidade do risco (Leve, Médio, Elevado), as
consequências ou danos para a saúde que podem ocorrer; as medidas de
controle dos agentes de risco no ambiente de trabalho.
O MRA de cada setor de produção, e de toda a empresa, deve ser afixado
em local visível para dar conhecimento aos trabalhadores e deve ser trabalhado
de forma dinâmica devendo ser atualizado ou modificado, conforme tenham sido
eliminados, alterados ou acrescidos os riscos inerentes ao processo de
produção.
4. Sinalização de identificação de produto químico
4.1. Rótulos
De acordo com a NR26, que dispõe sobre sinalização de segurança, os
produtos químicos devem ser classificados quanto aos perigos para a segurança
e saúde daqueles que os utilizarão. Os critérios para essa classificação são os
mesmos estabelecidos pelo Sistema Globalmente Harmonizado de
Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (do inglês GHS - Globally
harmonized system of classification and labelling of chemicals).
O Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de
Produtos Químicos foi iniciado na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio
Ambiente e Desenvolvimento (Cnumad), no Rio de Janeiro, em 1992, e é um
conjunto de regras, entre outras, de classificação e de rotulagem de produtos
químicos, que visa estabelecer uma comum e consistente base de classificação
e comunicação de perigos do produto químico perigoso. A primeira versão do
GHS foi publicada em 2003, através do livro roxo (purple book), sofrendo
atualizações a cada 2 anos. O sistema contempla 16 classes de perigos físicos,
10 classes de perigos à saúde e 3 classes de perigos ambientais.
Produtos químicos classificados como perigosos à segurança e saúde das
pessoas devem apresentar rotulagem preventiva elaborada seguindo os
procedimentos definidos pelo GHS. A rotulagem preventiva é um conjunto de
elementos com informações escritas, impressas ou gráficas, relativas a um
produto químico, que deve ser afixada, impressa ou anexada à embalagem que
o contém.
A rotulagem preventiva deve conter os seguintes elementos:
Manual de uso de laboratório de análise de alimentos: Orientações gerais 27
- identificação e composição dos produtos químicos;
- pictograma(s) de perigo;
- palavra de advertência;
- frase(s) de perigo;
- frase(s) de precaução;
- informações suplementares.
O(s) perigo(s) associado(s) ao produto químico perigoso deve(m) ser
informado(s) no rótulo por meio de seus pictogramas de perigo. O desenho e a
modulação destes pictogramas devem ser elaborados conforme a norma
brasileira da Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT NBR 7500, que
versa sobre a identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação
e armazenamento de produtos.
Estes pictogramas devem consistir em um símbolo preto, sobre um fundo
branco e com uma borda vermelha (Figura 2). Quando este pictograma for
utilizado em embalagens não destinadas à exportação, a borda pode ser na cor
preta.
Figura 2. Representação de um pictograma de perigo.
5.2. Substâncias inflamáveis
São substâncias que podem pegar fogo na presença de uma fonte de
ignição (chama, faísca, eletricidade). Podem ser: Extremamente inflamáveis (ex.
éter), Facilmente inflamáveis (ex. gasolina), Inflamáveis (ex. querosene).
Descrição do símbolo empregado: chama.
5.3. Substâncias explosivas
São substâncias ou misturas que apresentam riscos de explosão sob o
efeito de uma chama, do calor, de um golpe ou fricção. Exemplos: TNT –
trinitrotolueno, ácido pícrico, nitrocelulose, pólvora negra, pólvora branca.
Simbologia de risco e de segurança em laboratório de análise de alimentos 28
Descrição do símbolo empregado: bomba explodindo.
5.4. Substâncias comburentes ou oxidantes
São substâncias que, em caso de incêndio, aumentam a violência da
reação e favorecem a propagação rápida do fogo. Podem provocar incêndios
espontâneos quando em contato com materiais combustíveis. Exemplos:
oxigênio, ácido nítrico, água oxigenada concentrada.
Descrição do símbolo empregado: chama sobre círculo.
5.5. Substâncias corrosivas
São substâncias que podem provocar lesões na pele – destruição de
tecidos ou queimaduras – e atacar a madeira, os metais e matérias plásticas.
Exemplos: ácido sulfúrico concentrado, ácido nítrico, soda cáustica.
Descrição do símbolo empregado: corrosão.
5.6. Substâncias irritantes
São substâncias que podem provocar lesões na pele ou mucosas de
natureza inflamatória (ex. dermatites). Exemplos: ácido sulfúrico diluído, água
sanitária, solventes (tolueno, benzina).
Descrição do símbolo empregado: ponto de exclamação.
5.7. Substâncias tóxicas
São substâncias que podem provocar danos graves ao entrar em contato
com o ser humano através da inalação, ingestão ou contato, podem causar
queimaduras, intoxicação e em alguns casos a morte. Exemplos: metanol,
amoníaco, benzeno e dissulfeto de carbono.
Descrição do símbolo empregado: crânio e ossos cruzados.
5.8. Substâncias nocivas para o meio ambiente
São substâncias que podem causar danos à flora, fauna, população
humana ou degradar o ambiente quando lançados no ar, solo ou águas.
Exemplos: pesticidas, agroquímicos, metais pesados, resíduos tóxicos, produtos
químicos de uso doméstico, solventes clorados, CFCs, ácidos fortes, cianeto de
sódio.
Manual de uso de laboratório de análise de alimentos: Orientações gerais 29
Descrição do símbolo empregado: meio ambiente.
Figura 3. Exemplos de pictogramas de perigo.
Os trabalhadores devem receber treinamento para compreender a
rotulagem preventiva e a ficha com dados de segurança do produto químico,
bem como sobre os perigos, riscos, medidas preventivas para o uso seguro e
procedimentos para atuação em situações de emergência com o produto
químico.
A Portaria nº 704, de 28 de maio de 2015, do Ministério do Trabalho e
Emprego (denominação à época) alterou pontualmente a norma, dispensando
das obrigações relativas à rotulagem preventiva os produtos notificados ou
registrados como saneantes na Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(ANVISA), os quais devem observar as regras de rotulagem estabelecidas pela
agência.
Palavras de advertência: são palavras usadas para indicar o nível
relativo de severidade do perigo e alertar o leitor para um perigo potencial no
rótulo. São exemplos de palavras de advertência: Perigo e Atenção. A primeira
se usa para as categorias mais graves de perigo, a segunda é reservada para
categorias menos graves.
Frases de perigo: são frases designadas para uma classe de perigo e
categoria que descreve a natureza do perigo de um dado produto, incluindo,
quando apropriado, o grau de perigo. São exemplos de frases de perigo: “Perigo
de explosão em massa”; “Gás extremamente inflamável” e “Muito tóxico para os
organismos aquáticos”.
Simbologia de risco e de segurança em laboratório de análise de alimentos 30
Frases de precaução: são frases ou pictogramas que descrevem
medidas recomendadas que podem minimizar ou prevenir efeitos adversos
resultantes da exposição a produtos perigosos, armazenagem ou manuseio
impróprio de produtos perigosos. Existem frases de precaução: geral, de
prevenção (“Mantenha longe de aquecimento, superfícies quentes, chamas
abertas e outras fontes de ignição. Não fume”) de resposta à emergência (“Em
caso de fogo, evacue a área”), para armazenamento (“Armazene de acordo com
as especificações do fabricante”) e para descarte (“Descarte o conteúdo de
acordo com as especificações.”).
6. Ficha de segurança de produtos químicos
A ficha de informações de segurança de produtos químicos (FISPQ)
fornece informações sobre vários aspectos de produtos químicos (substâncias
ou misturas) quanto à proteção, à segurança, à saúde e ao meio ambiente. A
FISPQ fornece, para esses aspectos, conhecimentos básicos sobre os produtos
químicos, recomendações sobre medidas de proteção e ações em situação de
emergência. Em alguns países, essa ficha é chamada Safety Data Sheet (SDS).
A FISPQ também é conhecida como Ficha de Dados de Segurança (FDS).
De acordo com a ABNT NBR 14725-4, uma FISPQ deve fornecer as
informações sobre o produto químico seguindo as seções abaixo, cujos títulos,
numeração e sequência não podem ser alterados. São elas:
1 - Identificação do produto e da empresa
2 - Identificação de perigos
3 - Composição e informações sobre os ingredientes
4 - Medidas de primeiros-socorros
5 - Medidas de combate a incêndio
6 - Medidas de controle para derramamento ou vazamento
7 - Manuseio e armazenamento
8 - Controle de exposição e proteção individual
9 - Propriedades físicas e químicas
10 - Estabilidade e reatividade
11 - Informações toxicológicas
12 - Informações ecológicas
13 - Considerações sobre tratamento e disposição
Manual de uso de laboratório de análise de alimentos: Orientações gerais 31
14 - Informações sobre transporte
15 - Regulamentações
16 - Outras informações
Cada seção da FISPQ é correspondente ao seu título-padrão e deve ser
preenchida de acordo com as instruções e recomendações dispostas na ABNT
NBR 14725-4.
7. Natureza dos reagentes químicos (classes)
O uso de produtos químicos para melhorar a vida é uma prática
largamente utilizada no mundo inteiro. Mas junto aos benefícios desses
produtos, estão também os potenciais efeitos adversos que eles podem causar
às pessoas e ao meio ambiente. Identificar os produtos e seus riscos fornecendo
dados através de rótulos e fichas de segurança permite que sejam adotadas
medidas para reduzir e, até mesmo, evitar acidentes.
Assim, a Organização das Nações Unidas (ONU) classificou os produtos
perigosos utilizando critérios técnicos, em nove classes de riscos e respectivas
divisões, conforme Figura 4.
Divisão 1.1 Substâncias e artigos com perigo de explosão em
massa.
Divisão 1.2 Substâncias e artigos com perigo de projeção.
Divisão 1.3 Substâncias e artigos com perigo de fogo.
Classe 1 Divisão 1.4 Substâncias e artigos com nenhum perigo de
Explosivos explosão significativa
Divisão 1.5 Substâncias e artigos muito insensíveis com perigo
de explosão em massa.
Divisão 1.6 Artigos extremamente insensíveis sem perigo de
explosão em massa.
Divisão 2.1 Gases inflamáveis
Classe 2
Divisão 2.2 Gases não inflamáveis e não tóxicos
Gases
Divisão 2.3 Gases tóxicos
Classe 3
Líquidos
inflamáveis
Divisão 4.1 Sólidos inflamáveis
Classe 4 Divisão 4.2 Materiais de combustão espontânea
Sólidos Divisão 4.3 Substâncias que em contato com a água emitem
gases inflamáveis
Classe 5 Divisão 5.1 Substâncias oxidantes
Substâncias Divisão 5.2 Peróxidos orgânicos
oxidantes e
peróxidos
orgânicos
Simbologia de risco e de segurança em laboratório de análise de alimentos 32
Classe 6 Divisão 6.1 Substâncias tóxicas
Substâncias Divisão 6.2 Substâncias infectantes
tóxicas e
substâncias
infectantes
Classe 7
Materiais
Radioativos
Classe 8
Substâncias
Corrosivas
Classe 9
Materiais/pro
dutos
diversos,
substâncias
ou
organismos
perigosos
Figura 4. Quadro contendo as classes e divisões estabelecidas pela ONU para
classificação de produtos perigosos.
Classe 1 - Explosivos: Entram nessa categoria as substâncias ou misturas
explosivas sólidas ou líquidas capazes de, através de reação química, produzir
gás com temperatura, pressão e velocidade suficientes para causar danos ao
redor. Substâncias pirotécnicas são incluídas mesmo quando não envolvem
gases.
As substâncias, misturas e artigos explosivos são classificados de acordo
com os critérios de classificação descritos nas enumerações a seguir:
Divisão 1.1: substâncias, misturas e artigos que apresentam perigo de explosão
em massa;
Divisão 1.2: substâncias, misturas e artigos que apresentam perigo de projeção
sem um perigo de explosão em massa;
Divisão 1.3: substâncias, misturas e artigos que apresentam perigo de incêndio,
com pequeno perigo de explosão ou de projeção ou de ambos, sem perigo de
explosão em massa, a saber:
1) produzem quantidade considerável de calor radiante;
2) queimam em sucessão, produzindo pequenos efeitos de explosão e/ou de
projeção;
Manual de uso de laboratório de análise de alimentos: Orientações gerais 33
Divisão 1.4: substâncias, misturas e artigos que não apresentam perigo
significativo de explosão apresentam um perigo pequeno na eventualidade de
ignição ou iniciação. Um fogo externo não deve causar uma explosão
imediatamente;
Divisão 1.5: substâncias ou misturas muito insensíveis com perigo de explosão
em massa, mas que são de tal modo insensíveis que a probabilidade de iniciação
ou de transição de queima para detonação é muito pequena em condições
normais;
Divisão 1.6: artigos extremamente insensíveis sem perigo de explosão em
massa: contêm somente substâncias detonantes extremamente insensíveis que
apresentam perigo desprezível de iniciação ou propagação acidental.
Classe 2 - Gases: Entram nessa categoria os gases inflamáveis, gases não-
inflamáveis e gases tóxicos.
Gases inflamáveis - abrangem as substâncias inflamáveis, os gases
pirofóricos e os gases quimicamente instáveis. Uma substância inflamável é uma
substância que possui faixa inflamável no ar à temperatura de 20 oC e pressão
de 101,3kPa. Um gás pirofórico é uma substância responsável por pegar fogo
instantaneamente no ar a temperatura menor ou igual a 54 oC. Já um gás
quimicamente instável é um gás inflamável que é capaz de reagir
explosivamente mesmo na ausência de ar ou oxigênio.
Os gases estão classificados de acordo com os critérios de classificação
descritos nas enumerações a seguir:
Divisão 2.1: gases inflamáveis que a 20°C e à pressão normal são inflamáveis.
Divisão 2.2: gases não-inflamáveis, não tóxicos asfixiantes ou oxidantes, que
não se enquadrem em outra subclasse.
Divisão 2.3: gases tóxicos que constituam risco à saúde.
Classe 3 - Líquidos inflamáveis: Entram nessa categoria os líquidos que tem
um poder de inflamabilidade de não mais que 93oC. São categorizados conforme
Figura 5.
Simbologia de risco e de segurança em laboratório de análise de alimentos 34
Categoria 1: Ponto de centelha< 23°C e ponto de ebulição ≤ 35°C.
Categoria 2: Ponto de centelha< 23°C e ponto de ebulição > 35°C.
Categoria 3: Ponto de centelha ≥ 23°C e ≤ 60°C.
Categoria 4: Ponto de centelha> 60°C e ≤ 93°C.
Figura 5. Critério para classificação de líquidos inflamáveis.
Classe 4 - Sólidos: Entram nessa categoria os sólidos inflamáveis; as
substâncias sujeitas à combustão espontânea e substâncias que, em contato
com água, emitem gases inflamáveis.
Sólidos inflamáveis são sólidos que podem entram facilmente em
combustão, ou podem causar ou contribuir para pegar fogo através de fricção.
Os sólidos estão classificados de acordo com os critérios de classificação
descritos nas enumerações a seguir:
Divisão 4.1: sólidos inflamáveis, substâncias auto-reagentes e explosivos sólidos
insensibilizados: sólidos que, em condições de transporte, sejam facilmente
combustíveis, ou que por atrito possam causar fogo ou contribuir para tal;
substâncias auto-reagentes que possam sofrer reação fortemente exotérmica;
explosivos sólidos insensibilizados que possam explodir se não estiverem
suficientemente diluídos.
Divisão 4.2: substâncias sujeitas à combustão espontânea: substâncias sujeitas
à aquecimento espontâneo em condições normais de transporte, ou à
aquecimento em contato com ar, podendo inflamar-se.
Divisão 4.3: substâncias que, em contato com água, emitem gases inflamáveis:
substâncias que, por interação com água, podem tornar-se espontaneamente
inflamáveis ou liberar gases inflamáveis em quantidades perigosas.
Classe 5 - Oxidantes: Entram nessa categoria substâncias oxidantes e
peróxidos orgânicos.
Gases oxidantes são quaisquer gases que podem, geralmente pelo
fornecimento de oxigênio, causar ou contribuir mais do que o ar para a
combustão de outros materiais.
Substâncias oxidantes possuem facilidade de liberação do oxigênio em
substâncias instáveis e reagem quimicamente com produtos, em forma sólidas
Manual de uso de laboratório de análise de alimentos: Orientações gerais 35
ou líquidas, podendo ocasionar a combustão de outros materiais ou contribuindo
para isso, além de riscos tais como toxicidade e corrosividade.
Peróxidos orgânicos são substâncias termicamente instáveis que podem
sofrer decomposição exotérmica auto acelerados em temperatura normal ou a
temperaturas elevadas. Pode ser iniciada por calor, contato com impurezas,
atrito ou impacto. A decomposição pode provocar desprendimento de gases ou
vapores nocivos ou inflamáveis. Alguns peróxidos orgânicos causam graves
danos à córnea, mesmo após breve contato, também sendo corrosivos para a
pele.
Os oxidantes estão classificados de acordo com os critérios de
classificação descritos nas enumerações a seguir:
Divisão 5.1: substâncias oxidantes que podem, em geral pela liberação de
oxigênio, causar a combustão de outros materiais ou contribuir para isso.
Divisão 5.2: peróxidos orgânicos considerados poderosos agentes oxidantes,
derivados do peróxido de hidrogênio, termicamente instáveis que podem sofrer
decomposição exotérmica auto-acelerável.
Classe 6 - Substâncias tóxicas e substâncias infectantes:
Substâncias tóxicas são substâncias de alta toxicidade e capazes de
provocar morte, lesões graves ou danos à saúde humana e ao meio ambiente.
O contato com corpo hídrico, solo ou ar em quantidade que ultrapasse o limite
de tolerância ocasiona mudanças na flora e fauna local, além da exposição
humana por meio de: ingestão oral, contato dérmico e inalação.
Substâncias infectantes são substâncias que contêm patógenos ou
estejam sob suspeita razoável de contê-los. Patógenos são microrganismos e
outros agentes. As diretrizes dos produtos desta classe são determinadas pelos
Ministérios da Saúde e da Agricultura.
Essas substâncias estão classificadas de acordo com os critérios de
classificação descritos nas enumerações a seguir:
Divisão 6.1: Substâncias tóxicas capazes de provocar morte, lesões graves ou
danos à saúde humana, se ingeridas ou inaladas, ou se entrarem em contato
com a pele.
Divisão 6.2: Substâncias infectantes que contém ou possam conter patógenos
capazes de provocar doenças.
Simbologia de risco e de segurança em laboratório de análise de alimentos 36
Classe 7 - Material radioativo: Entram nessa categoria qualquer material ou
substância que contenha radionuclídeos, cuja concentração de atividade e
atividade total na expedição (radiação) excedam os valores especificados.
Classe 8 - Corrosivos: Entram nessa categoria as substâncias que, por ação
química, causam severos danos quando em contato com tecidos vivos ou, em
caso de vazamento, danificam ou mesmo destroem outras cargas ou o próprio
veículo.
Classe 9 - Substâncias perigosas e diversas: Estão nessa classe as
substâncias e artigos perigosos diversos, incluindo substâncias que apresentam
riscos para o meio ambiente. São aqueles que apresentam, durante o transporte,
um risco não abrangido por nenhuma das outras classes.
8. Diamante de Hommel
O Diamante de Hommel ou diamante do perigo ou diamante de risco ou
diagrama de risco é uma simbologia empregada pela Associação Nacional para
Proteção contra Incêndios dos EUA (National Fire Protection Association -
NFPA). Ela é bastante aplicada em vários países, no entanto, sem
obrigatoriedade.
Diferentemente das placas de identificação, o diamante de HOMMEL não
informa qual é a substância química, mas indica todos os riscos envolvendo o
produto químico em questão. Por essa razão, se utilizado de forma isolada, sem
outras formas de identificação, o diamante de Hommel não é considerado um
método de classificação completo.
A simbologia é representada da seguinte forma: são utilizados quatro
quadrados apoiados por um vértice e que ficam sobrepostos. A disposição dos
quadrados que formam o diagrama remete a um diamante (Figura 6). Cada
quadrado respeita uma ordem e recebe uma cor: azul para perigo à saúde,
vermelho para perigo de inflamabilidade, amarelo para perigo de instabilidade e
branco para indicar perigos especiais. O sistema indica um grau de severidade
que vai do 4 (quatro), indicando perigo severo, ao 0 (zero), que indica perigo
mínimo.
Manual de uso de laboratório de análise de alimentos: Orientações gerais 37
Figura 6. Diamante de Hommel com as indicações das cores.
Os riscos representados no Diamante de Hommel são os seguintes:
AZUL – PERIGO PARA SAÚDE: traz a capacidade que o material apresenta de
causar prejuízo à saúde devido à inalação, contato com a pele e olhos ou
ingestão. O grau varia de:
4 – Produto letal. Exemplos: gases cuja LC50 (concentração letal de uma
substância que pode causar 50% das mortes quando exposta a uma população)
para toxicidade aguda por inalação é menor que 1000ppm, qualquer líquido cuja
concentração de vapor saturado a 20oC é igual ou maior que 10 vezes sua LC50
para toxicidade aguda por inalação; poeiras e névoas cuja LC 50 para toxicidade
aguda por inalação é menor ou igual a 0,5 mg/L, materiais cuja LD 50 para
toxicidade aguda na pele é menor ou igual a 40 mg/kg; materiais cuja LD 50 para
toxicidade aguda oral é menor que 5 mg/kg.
3 – Produto severamente perigoso. Materiais que podem causar danos
severos ou permanentes. Exemplos: materiais que são corrosivos ao trato
respiratório; materiais corrosivos aos olhos e que podem causar opacidade
irreversível da córnea; materiais corrosivos à pele; gases criogênicos ou gases
liquefeitos comprimidos que podem causar queimadura por frio e danos
irreversíveis nos tecidos; materiais com LD50 para toxicidade oral aguda entre 5
mg/kg e 50 mg/kg, gases cuja LC50 para toxicidade aguda por inalação está entre
1000ppm e 3000ppm; poeiras e névoas cuja LC 50 para toxicidade aguda por
inalação está entre 0,5 mg/L e 2 mg/L.
2 – Produto moderadamente perigoso. Materiais que podem causar
incapacitação temporária ou danos residuais. Exemplos: poeiras e névoas cuja
LC50 para toxicidade aguda por inalação está entre 2mg/L e 10 mg/L; gases cuja
LC50 para toxicidade aguda por inalação está entre 3000ppm e 5000ppm;
Simbologia de risco e de segurança em laboratório de análise de alimentos 38
materiais cuja LD50 para toxicidade aguda na pele está entre 200 mg/kg e 1000
mg/kg; gases liquefeitos comprimidos com ponto de ebulição entre -30oC e -55oC
que podem provocar danos nos tecidos dependendo da duração da exposição,
materiais irritantes ou sensibilizantes à pele; materiais que causam irritação
respiratória; materiais que causam irritação reversível aos olhos; materiais com
LD50 para toxicidade oral aguda entre 50 mg/kg e 500 mg/kg.
1 – Produto levemente perigoso. Materiais que podem causar irritação
significativa. Exemplos: gases e vapores cuja LC50 para toxicidade aguda por
inalação está entre 5000ppm e 10000ppm; poeiras e névoas cujo LC 50 para
toxicidade aguda por inalação está entre 10 mg/L e 200 mg/L; materiais cuja LD 50
para toxicidade aguda na pele está entre 1000 mg/kg e 2000 mg/kg; materiais
que causam leve irritação na pele, olhos e trato respiratório; materiais com LD 50
para toxicidade oral aguda entre 500 mg/kg e 2000 mg/kg.
0 – Produto não perigoso ou de risco mínimo. Exemplos: gases e vapores
cuja LC50 para toxicidade aguda por inalação é maior que 10000ppm; poeiras e
névoas cujo LC50 para toxicidade aguda por inalação é maior que 200 mg/L;
materiais cuja LD50 para toxicidade aguda na pele é superior a 2000mg/kg;
materiais que não causam irritação na pele, olhos e trato respiratório; materiais
com LD50 para toxicidade oral aguda é acima de 2000 mg/kg.
VERMELHO – PERIGO DE INFLAMABILIDADE: denota o grau de
suscetibilidade de queima de um material. O grau varia de:
4 – Materiais que evaporam rapidamente ou completamente nas condições
normais de pressão e temperatura ou que rapidamente se dispersam no ar e
queimam facilmente. Exemplos: gases inflamáveis, líquidos muito voláteis (com
ponto de centelha abaixo de 22,8oC e ponto de ebulição abaixo de 37,8 oC),
materiais pirotécnicos.
3 – Produtos que podem inflamar sob condições de temperatura ambiente.
Exemplos: líquidos com ponto de centelha abaixo de 22,8oC e ponto de ebulição
acima de 37,8oC, sólidos com partículas finas, materiais que queimam com
extrema rapidez por conterem oxigênio
2 – Produtos que entram em ignição quando aquecidos moderadamente ou
expostos à temperatura ambiente alta. Exemplos: líquidos com ponto de
centelha acima de 37,8oC e abaixo de 93,4oC, sólidos com partículas muito finas
Manual de uso de laboratório de análise de alimentos: Orientações gerais 39
que podem gerar uma nuvem de poeira inflamável, materiais como algodão,
sisal, linho, materiais que geram gases inflamáveis.
1 – Produtos que precisam ser aquecidos para entrar em ignição. Exemplos:
líquidos, sólidos e semissólidos que apresentam o ponto de centelha acima de
93,4oC, maioria dos materiais combustíveis comuns.
0 – Produtos que não queimam. Exemplo: pedra, areia e concreto.
AMARELO – REATIVIDADE/INSTABILIDADE: representa o grau de
suscetibilidade intrínseca dos materiais de liberar energia por eles mesmos ou
através de reação de polimerização ou reagirem com eles mesmos (auto reação)
cujos riscos são:
4 – Capaz de detonação ou decomposição com explosão a temperatura
ambiente. Materiais que eles mesmos são prontamente capazes de detonação
ou decomposição explosiva ou reação explosiva nas condições normais e
temperatura e pressão. Exemplo: materiais que são sensíveis à choque
mecânico ou térmico à temperatura e pressão normal. Materiais que tem uma
densidade de poder instantânea à 250oC de mais de 1000W/mL.
3 – Capaz de detonação ou decomposição com explosão quando exposto a fonte
de energia severa. Exemplos: Materiais que são sensíveis a choque mecânico
ou térmico a elevadas temperaturas. Materiais que tem uma densidade de poder
instantânea à 250oC de 100 a 1000W/mL.
2 – Reação química violenta possível quando exposto a temperaturas e/ou
pressões elevadas. Materiais que tem uma densidade de poder instantânea à
250oC de 10 a 100W/mL.
1 – Normalmente estável, porém pode se tornar instável quando aquecido.
Exemplo: Materiais que tem uma densidade de poder instantânea à 250 oC de
0,01 a 10W/mL.
0 – Normalmente estável. Exemplo: Materiais que não exibem uma exoterma a
temperaturas menores ou iguais a 500oC quando testada em calorímetro.
Materiais que tem uma densidade de poder instantânea à 250 oC abaixo de 0,01
W/mL.
Simbologia de risco e de segurança em laboratório de análise de alimentos 40
BRANCO – RISCOS ESPECIAIS (Figura 7), cujos riscos são relacionados às
propriedades de reatividade em água e oxidação dos materiais que causam
problemas especiais ou requerem técnicas especiais de combate à incêndio.
- Materiais que reagem violentamente ou explosivamente com água são
identificados pela letra W com uma linha horizontal atravessando o centro.
- Materiais que apresentam propriedades oxidantes são identificados pelas
letras OX.
- Materiais que são simples asfixiantes são identificados pelas letras SA.
Figura 7. Representação dos riscos especiais.
Normalmente, o diagrama de riscos está presente nos rótulos dos
produtos químicos, bem como, na fachada de prédios, nas paredes, em tanques
de armazenamento e transporte, de modo a ficar visível em caso de emergências
como incêndio ou vazamento. Quando não constar no rótulo do frasco, essa
escala pode ser encontrada em handbooks, catálogos de reagentes, FISPQ
(Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos) ou MSDS (Material
Safety Data Sheet) e deve ser adicionada ao rótulo dos reagentes.
Figura 8. Exemplo de rótulo de Diamante de Hommel.
9. Referências bibliográficas
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Manual de uso de laboratório de análise de alimentos: Orientações gerais 41
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2015. Altera a norma regulamentadora número 26. Brasília: Presidência da
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