ESCOLA ESTADUAL NOSSA SENHORA DA PIEDADE
Matheus Renam da Silva
Eike Batista
Turvolândia
2026
Matheus Renam da Silva
Tudo ou Nada
No documentário “Eike - Tudo ou Nada” baseado no livro de Malu Gaspar,
lançado em 22 de setembro de 2022, retrata a ascensão e queda do empresário
Eike Batista, que saiu de um grande empresário brasileiro para ser o oitavo homem
mais rico do mundo, e perdeu praticamente tudo.
A história se passa em 2006, quando Eike decide criar a petroleira OGX,
aproveitando o crescimento econômico do Brasil impulsionado pela descoberta do
pré-sal. No entanto, suas ambições movidas pela ganância e fama, além de
decisões ruins levam à ruína de seu império, resultando na perda de sua fortuna,
poder e prestígio.
Início
Eike é filho de Jutta Fuhrken e de Eliezer Batista da Silva (ex-presidente da
Companhia Vale do Rio Doce e ex-ministro de Minas e Energia), Eike cresceu no
Brasil, mas viveu a maior parte da adolescência na Europa. Aos 21 anos, criou a
Autram Aurem, empresa de compra e venda de ouro, acumulando US$ 6 milhões
em um ano e meio.
Seu auge inicial foi com a criação do grupo EBX, o ramo de mineração com a
MMX, fez Eike faturar o suficiente para ser a primeira empresa a abrir capital (IPO)
em 2006 com um faturamento de R$ 1,1 Bilhão, além de 70% da empresa ser
vendida por aproximadamente US$ 5,5 bilhões.
E com todo esse faturamento, mais o faturamento das demais empresas, veio
a ideia da criação da OGX.
Desenrolar
A criação da OGX Petróleo e Gás em 2007 foi o capítulo mais ambicioso da
vida de Eike Batista. Foi o momento em que ele deixou de ser um minerador bem-
sucedido para se tornar um ícone global, prometendo transformar o Brasil em uma
potência petrolífera privada.
A primeira estratégia foi contratar, ele atraiu os principais diretores e geólogos
da Petrobras, conhecidos como "os doutores", oferecendo salários astronômicos e
participações em ações. O mais famoso foi Paulo Mendonça, que se tornou o rosto
técnico da OGX.
A segunda estratégia foi a ideia de não fazer exploração de risco em águas
ultraprofundas (como o Pré-Sal da Petrobras), mas focar em águas rasas, onde a
extração seria, em teoria, mais barata e rápida.
A abertura de capital da OGX na Bovespa foi um evento no mercado financeiro
brasileiro onde a empresa captou R$ 6,7 bilhões, o maior IPO da história do Brasil
até aquele momento, onde, no momento da abertura de capital, a OGX não possuía
um único barril de petróleo extraído. Ela possuía apenas blocos e relatórios
geológicos que prometiam reservas gigantescas. Com isso muitos investidores
institucionais e pessoas físicas correram para comprar as ações, acreditando que ele
repetiria o sucesso que teve com a venda da MMX. Relatórios divulgados pela
empresa estimavam que seus blocos continham entre 6,7 e 10,8 bilhões de barris de
óleo equivalente. Para se ter ideia, isso rivalizava com as reservas totais da
Petrobras na época.
Queda
A queda de Eike Batista não foi apenas uma perda financeira, mas uma das
maiores destruições de valor da história do capitalismo mundial. O colapso foi um
"efeito dominó" que transformou uma fortuna de US$ 30 bilhões em um patrimônio
negativo em menos de dois anos.
A OGX foi criada com base na premissa de que o petróleo jorraria fácil.
Quando o primeiro campo, Tubarão Azul, começou a produzir em 2012, a vazão foi
de apenas 5% do esperado. Esse descompasso entre a "promessa da criação" e a
"realidade da extração" foi o que implodiu todo o Grupo EBX. Em meados de 2013, a
OGX admitiu que não possuía tecnologia para extrair petróleo de forma lucrativa em
seus principais campos. As ações, que valiam R$ 23, caíram para centavos.
E como as empresas “X” eram interligadas e Eike usava as ações de uma para
garantir capital para outra, com a queda da OGX, todos os bancos cortaram seus
empréstimos e pegaram a sua garantia, quebrando ainda mais a sua fortuna.
Atualidade/ Pós OGX
O fim financeiro tornou-se um pesadelo jurídico a partir de 2014, Eike foi
acusado de vender ações da OGX sabendo que a empresa ia quebrar, antes de
avisar ao mercado. Em 2017, na Operação Eficiência (desdobramento da Lava
Jato), ele foi preso acusado de pagar US$ 16,5 milhões em propina ao ex-
governador Sérgio Cabral. A imagem de Eike com a cabeça raspada no presídio
simboliza o fim definitivo da "Era Midas".
Para pagar credores e multas judiciais, o império foi esquartejado seu iate
Spirit of Brazil, jatinhos, fazendas e até o piano que ficava em sua sala foram
leiloados. A Lamborghini.
Hoje, Eike tenta se distanciar do estigma de "fraudador". Seus movimentos
recentes incluem seus advogados conseguiram anular algumas condenações no
STF por questões processuais, mas ele ainda enfrenta restrições. Ele usa o
Instagram para vender a ideia de que foi "vítima" de um erro técnico geológico e que
está pronto para enriquecer o Brasil novamente com a Super Cana.