Resumo — Pavimentação
Slide 1: PAVIMENTAÇÃO
. O que é Pavimento? (DEFINIÇÃO CLÁSSICA)
Pavimento é:
Uma estrutura de múltiplas camadas construída sobre a terraplenagem, projetada
para resistir ao tráfego e ao clima, garantindo conforto, segurança e economia.
. Estrutura do Pavimento
Ordem das camadas (de cima para baixo):
1. Revestimento (capa)
2. Base
3. Sub-base
4. Subleito (solo natural)
4
. Pavimento como estrutura
• Funciona como um sistema de camadas
• Depende de:
• Rigidez dos materiais
• Espessura das camadas
• Interação entre camadas
• Qualidade do subleito
Ideia-chave:
Dimensionamento = f(material + tráfego)
3
. Classificação dos Pavimentos
A) Classificação FUNCIONAL (tipo de revestimento)
1. Revestimento Primário
• Sem pavimentação completa
• Camada granular
2
• Usado em estradas simples
2. Paralelepípedo
• Pedra granítica + argamassa
1
3. Blocos Intertravados
• Peças de concreto encaixadas
• Travamento lateral
4. Asfáltico por Penetração
• Ligante + agregado aplicados na pista
• Sem mistura prévia
5. Mistura Asfáltica
• Mistura feita em usina
• Aplicada com vibroacabadora
• Compactada depois
6. Concreto de Cimento Portland
• Revestimento rígido
• Alta durabilidade
B) Classificação ESTRUTURAL
1. Pavimento FLEXÍVEL
• Todas as camadas deformam
• Distribuição gradual das tensões
Exemplo: Asfalto
2. Pavimento SEMIRRÍGIDO
• Base ou sub-base cimentada
• Melhor distribuição de carga
3. Pavimento RÍGIDO
• Alta rigidez
• Concreto absorve quase toda carga
Exemplo: Concreto
5. Comparação
Tipo Característica
Flexível Deforma mais
Semirrígido Base tratada
Rígido Alta rigidez
. Função do Pavimento
• Resistir ao tráfego
• Suportar condições climáticas
• Proporcionar:
• Conforto
• Segurança
• Economia
Slide 2: SOLOS NA PAVIMENTAÇÃO
. Classificação básica
– Quanto ao tamanho das partículas:
• Solos granulares (grossos) → areia, pedregulho
• Solos finos → silte e argila
Regra importante:
• Retido na peneira #200 → solo grosso
• Passa na #200 → solo fino
. Plasticidade
Capacidade do solo de ser moldado sem romper
● Limites de Atterberg
Limite de Liquidez (LL)
• Solo passa do estado plástico → líquido
Limite de Plasticidade (LP)
• Solo passa do estado semi-sólido → plástico
● Índice de Plasticidade (IP)
IP = LL - LP
Condição da argila Faixa de IP
Não plástica IP = 0
Fracamente plástica 1 < IP < 7
Medianamente plástica 7 < IP < 15
Altamente plástica IP > 15
● Índice de Consistência (Ic)
Define o estado do solo em campo:
Ic = LL - h / IP
Ic Consistência
<0 Vaza
0 – 0,5 Mole
0,5 – 0,75 Média
0,75 – 1 Rija
>1 Dura
. Compactação dos Solos
• Densificação do solo com redução de vazios
Efeitos da compactação:
• ↑ Resistência
• ↓ Deformação
• ↓ Permeabilidade
• ↓ Variação de volume
. Energia de compactação
• Quanto maior → maior densidade
. CBR (Índice de Suporte Califórnia)
Mede a resistência do solo
A proporção é medida usando um teste de penetração padronizada desenvolvido pela
primeira vez pela Divisão de Rodovias da California para engenharia rodoviária.
Muito usado em pavimentação
• Base para dimensionamento
• Avalia subleito
. Classificação dos Solos
A) Quanto à origem
1. Residuais
• Formados no local
2. Transportados
• Levados por agentes naturais:
• Aluvionares (água)
• Coluvionares (gravidade)
• Eólicos (vento)
• Glaciais
3. Orgânicos
• Alta matéria orgânica (ruins para pavimentação)
B) Classificação Granulométrica
• Baseada no tamanho das partículas
. Sistema Unificado de Classi(SUCS)
Divisão:
• Solos grossos (>50% retido #200)
• Solos finos (>50% passa
• Turfas: solos orgânicos
● Simbologia:
Letra Significado
G Pedregulho
S Areia
M Silte
C Argila
O Orgânico
W Bem graduado
P Mal graduado
H Alta compressibilidade
L Baixa compressibilidade
Pt Turfas
— Parâmetros importantes
Diâmetro efetivo: D10
Coeficiente de Não Uniformidade:
CNU = D60/D10
Classificação:
• ≤ 5 → uniforme
• 5 a 15 → média
• 15 → desuniforme
Coeficiente de Curvatura:
Cc = {(D30)^2}/D10*D60
Solo bem graduado: 1 < Cc > 3
• L (laterítico) → BOM
• N (não laterítico) → RUIM
Slide 3: AGREGADOS NA PAVIMENTO
. Importância dos agregados
• Representam 93% a 97% da mistura asfáltica
• Ou seja:
Eles controlam quase todo o desempenho do pavimento
Influenciam:
• Resistência
• Fadiga
• Trincamento
• Durabilidade
. O que são agregados?
Materiais pétreos usados na pavimentação
•Podem ser:
• Naturais (areia, seixo rolado…)
• Artificiais (areia de brita, pedra britada, etc)
• Reciclados (agregado de resíduo sólido)
. Classificação dos Agregados
A) Quanto à origem
• Naturais → encontrados na natureza
• Artificiais → passam por britagem
• Reciclados → reaproveitados
B) Quanto ao tamanho
Tipo Característica
Graúdo Retido na peneira 2 mm
Miúdo Passa na peneira 2 mm
De enchimento (Fíler) Material muito fino (65% a 100%
passante na peneira 200 e 100%
passante na peneira 40)
C) Quanto à granulometria
• Bem graduado (denso) → melhor
• Aberto → mais vazios
• Uniforme → partículas semelhantes
• Descontínuo → falta de tamanhos intermediários
. Propriedades dos agregados
• Granulometria
• Absorção
• Durabilidade
• Massa específica
• Resistência ao desgaste
• Forma
• Limpeza
• Adesividade
• Textura
. Resistência dos Agregados
Ensaio Los Angeles
• Mede resistência ao desgaste e impacto
Sanidade
• Avalia resistência ao intemperismo
• Perda deve ser < 12%
Esmagamento
• Mede resistência à compressão
. Forma dos agregados
• Índice de lamelaridade:
• 0 → cúbico (melhor)
• 100 → lamelar (pior)
Problema:
Agregados lamelares:
• Quebram fácil
• Prejudicam a mistura
. Agregado Miúdo (areia)
Ensaios importantes:
Equivalente de Areia (EA)
• Identificação dos finos plásticos (argilas)
Para pavimentação: EA > 55%
Matéria orgânica
• Pode prejudicar aderência
. Fíler (material de enchimento)
• Muito fino
• Exemplos:
• Cimento
• Cal
• Pó de pedra
Função:
• Preencher vazios
• Melhorar resistência
. Produção dos agregados
Britagem:
• Impacto
• Impacto + desgaste por atrito
• Impacto + cisa. + comp.
• Impacto + comp.
Controle:
• Qualidade do material
– Maciço
– Equipamentos
– Estocagem
. Cimento Portland
Uso na pavimentação:
• Solo-cimento
• BGTC (brita + cimento)
• Brita graduada tratada com cimento
• Concreto
• CCR (concreto compactado a rolo)
Componentes:
• Cal (CaO) → principal
• Sílica (SiO₂)
• Alumina (Al₂O₃)
• Ferro (Fe₂O₃)
• Sulfatos
Desempenho:
Tipo Comportamento
Sem adição Ruim
Uso geral Médio
Com aditivos Melhor
. Cal na pavimentação
Aplicações:
• Solo-cal
• Misturas asfálticas
Tipos:
• Cal virgem (resultante da calcinação do calcário)
• Cal hidratada (resultante da hidratação da cal virgem)
Função:
• Melhorar solos
• Reduzir plasticidade
• Aumentar resistência
Slide 4: ASFALTOS
. O que é o Asfalto (CAP)
CAP = Cimento Asfáltico de Petróleo
• Derivado do petróleo
• Material:
• Semissólido
• Escuro
• Impermeável
• Viscoelástico
• Termoplástico
Função: Ligar os agregados
IMPORTANTE
• Representa 60% a 80% do custo do revestimento
• É praticamente o único material industrializado do pavimento
. Tipos de ligantes asfálticos
• Cimento asfáltico:
Mistura química complexa cuja composição varia com o petróleo e processo de produção.
Para ser usado deve ser aquecido.
• Asfalto natural: AN
• CAP (convencional):
Numa separação com solventes, sua composição química é: maltenos, resinas e asfaltenos.
– Método SARA:
• S → Saturados
• A → Aromáticos
• R → Resinas
• A → Asfaltenos
• Asfaltos modificados por políremos (AMP)
CAP + polímeros ou borracha
Objetivo:
• Melhorar desempenho
Vantagens:
• Menor susceptibilidade térmica
• Redução do envelhecimento
• Melhor adesão e coesão
• Resistência a TF e ATR
Tipos de polímeros:
Termorrígidos: Derretem com calor, degradam
Ex.: resina epóxi, poliester, poliuretano
Termoplásticos: Maleáveis reversivelmente com o calor
Ex.: polietileno, polipropileno, PVC
Elastômeros: Comportamento elástico
Ex.: SBR (borracha de butadieno estireno-vulcanizado)
Elastômeros termoplásticos:Comportamento elástico com baixa temperatura, e com alta
comportamento termoplástico
Ex.: SBS (borracha de estireno butadieno estireno) e EVA (etileno acetano de vinila)
• Asfalto modificado por borracha moída de pneu
CAP + borracha de pneu
Vantagens:
• Reduz trincas
• Aumenta vida útil
• Melhor resistência
Uso:
• Alto tráfego
• Recapeamentos
• Anti-reflexão de trincas
• Emulsões asfálticas (EAP)
CAP + água + emulsificante
Característica:
• Pode ser usado a frio
– Classificação pelo tempo de ruptura:
Tipo Significado
RR Rápida
RM Média
RL Lenta
Ruptura controlada
– Quanto à carga:
• Catiônicas (mais usada, pois a maior parte dos agregados são eletronegativos, os
glóbulos de asfalto são carregados positivamente)
• Aniônicas (mais antigas, glóbulos de asfalto carregados negativamente)
*Ruptura da emulsão:
• Separação do CAP + água
• Forma película no agregado
Aplicação da emulsão
• Imprimação (RM)
• Pinturas de ligação
• Lama asfáltica
• Microrrevestimento asfáltico
• Pré-misturado a frio
• Tratamento superficial
• Reciclagem
• Selagem de trincas
• Asfaltos diluídos de petróleo (ADP)
CAP + solvente
Tipos:
• CR → cura rápida
• CM → cura média
Uso:
• Imprimação
• Pintura de ligação
Exemplo:
• CM30 (muito usado), CR250
Aplicação da emulsão
• Imprimação (ADP’s CM30)
• Pinturas de ligação
• Asfalto oxidado ou soprados
• Agentes rejuvenescedores
• Asfalto espuma
CAP quente + água → espuma
Parâmetros importantes:
Taxa de expansão
• Relação entre volume máximo do CAP em estado de “espuma” e o volume do
CAP remanescente.
Meia-vida
• Tempo(s) necessário para uma espuma regredir do seu volume máximo até a
metade.
Uso:
• Reciclagem de pavimentos
. Classificação do CAP
Baseada na penetração a 25ºC (desde 2005)
Exemplos:
• 30/45
• 50/70 (mais comum)
• 85/100
• 150/200
Ensaios do CAP
Penetração
• Mede consistência
Ponto de amolecimento
• Temperatura que começa a amolecer
Ponto de fulgor
• Segurança (inflamabilidade)
Viscosidade
• Determinação da temperatura:
• Usinagem
• Compactação
Equipamento moderno: Brookfield
. Comportamento com temperatura
Altas temperaturas
→ Deformação permanente
• Ex: trilha de roda
Médias temperaturas
→ Trincas por fadiga
Baixas temperaturas
→ Trincas térmicas
Slide 5: PROJETO DE MISTURAS (Mix Design)- MISTURA DE SOLOS E SOLO-AGREGADO
. Objetivo das Misturas de Solos e Solo-Agregado
• Melhorar propriedades do solo:
• Índices físicos (Resistência)
• Consistência
• Desempenho mecânico
• Aplicações:
• Subleito
• Base e sub-base de pavimentos
• Vantagens:
• Solução econômica
• Melhor desempenho estrutural
. Misturas:
• Solos
• Solo-brita
• Solo-cal
• Solo-cimento
• Brita graduada tratada com cimento (BGTC)
. Especificações (DNIT 141/2010)
Para materiais na base de solo estabilizado granulometricamente:
• % passante #200 < 2/3 da % passante #40
• Limite de liquidez (LL) < 25%
• Índice de plasticidade (IP): 3% a 6%
• Abrasão Los Angeles < 50% (p/pedregulho ou brita)
• Sem impurezas/orgânicos
• Expansão:
• Base/sub-base: ≤ 0,5% a 1%
• Subleito: ≤ 3%
. Granulometria
Regra básica:
Somatório%n = 100%
• Mistura de diferentes agregados (brita, areia, solo, fíler)
• Deve atender faixas granulométricas normativas
• Representação em gráfico (% passante × peneira)
Objetivo:
• Obter uma curva granulométrica dentro da faixa de projeto
. Índice de Plasticidade da Mistura (IPm)
Para prever comportamento da mistura:
Onde:
• X, Y, Z = proporções dos materiais
• IP = índice de plasticidade
• p40 = % passante na peneira #40
. Materiais cimentados
Objetivo:
• Estabilização química
• Coesão nas misturas com agregados • Aumentar resistência
• Reduzir deformações
. Solo-Cal
Etapas:
1. Determinar teor de cal (%cal)
2. Calcular massa da mistura seca:
Mms = Ms + Mcal
Mcal = Ms*%cal
. Solo-Cimento
Etapas:
1. Escolher teor de cimento (%cim)
2. Calcular:
Mms = Ms + Mcim
Mcim = Ms*%cim
3. Fazer ensaio de compactação
Critérios:
• Resistência ≥ 0,21 MPa (7 dias)
• Módulo de resiliência (MR)
• Vida de fadiga
Se não atender → ajustar teor de cimento
. BGTC (Brita Graduada Tratada com Cimento)
Fórmula:
Mms = Magr + Mcim
Mcim = Magr*%cim
Critérios:
• Resistência à compressão simples
• Resistência à tração
• MR e fadiga
. Classificação dos pavimentos
• Flexível
• Rígido
• Semirrígido (ex: BGTC)
• Perpétuo
. Problemas mais comuns
• Fadiga
• Retração
• Esmagamento
Características:
• Alta resistência
• Baixa tenacidade
• Alta porosidade
. Tratamento superficial
Funções:
• Impermeabilizar
• Proteger infraestrutura do pavimento
• Melhorar aderência (antiderrapante)
• Camada de rolamento, pequena espessura e alta resistência contra desgaste
• Alta flexibilidade para acompanhar deformações (evitar trincamento por fadiga)
Não faz:
• Não aumenta resistência estrutural
• Não corrige irregularidades
Indicação:
• Pavimentos novos de tráfego leve a médio
• Revestimento de acostamento
• Proteção provisória
. Dosagem do agregado
– Taxa de agregado graúdo:
Tg = (Pt - Pp)/A
Onde:
• Pt = massa total
• Pp = massa da placa
• A = área
– Taxa de agregado miúdo:
Tm = Tg/2
– Taxa de ligante:
TL = (0,10*TT)
TT = Tg + Tm
Resultado em:
• kg/m² ou L/m²
Slide 6: MISTURA A QUENTE - DOSAGEM MARSHALL
. Objetivo da dosagem
• Determinar o teor ótimo de ligante (CAP)
• Garantir desempenho em campo:
Rigidez
Resistência (ruptura, deformação permanente, fadiga)
Durabilidade
Estabilidade
Flexibilidade
Trabalhabilidade
Dependendo do procedimento usado, as amostras podem ser quanto à forma, cilíndricas,
trapezoidais, ou retangulares e a compactação pode ser realizada através de impacto,
amassamento, vibração ou rolagem.
. Volumetria
• Mistura não-compactada:
Densidade máxima da mistura (teórica ou medida): DMT ou DMM
• Mistura compactada:
Da → Densidade aparente da mistura
Vv → Volume de vazios
VAM → Vazios no agregado mineral
VCB → Vazios preenchidos com betume
RBV → Relação betume/vazios
Densidade Efetiva dos Agregados: Deag
Relação importante:
VAM = Vv + VCB
RBV = VCB/VAM
. Princípio do método Marshall
• Baseado na massa total da mistura
• Usa corpos de prova cilíndricos
• Mede:
Estabilidade → carga máxima
Fluência → deformação máxima
Compactação:
• 50 golpes/face → tráfego leve
• 75 golpes/face → tráfego pesado
PRINCÍPIO DO MÉTODO MARSHALL
• Baseado na massa total da mistura
• Usa corpos de prova cilíndricos
• Mede:
Estabilidade (N) → carga máxima
Fluência (mm) → deslocamento máximo
Compactação:
• 50 golpes/face → tráfego leve
• 75 golpes/face → tráfego pesado
– Dosagem: proporcionamento dos constituintes; achar o teor “ótimo” de ligante
– Massas específicas: real > efetiva > aparente
– Mistura: DMTxGmm; TeoricaxMedida (Rice)
. Temperaturas
• Mistura:
• Ligante: corresponde à viscosidade 86+-10 SSF ou 0,17 +-0,02 Pa.s
• Agregado: de 10 a 15ºC acima da temperatura do ligante
• Compactação: corresponde à viscosidade 140+-15 SSF ou 0,28 +-0,03 Pa.s
. Metodologia para a determinação do Teor Ótimo
1. Determinar massas específicas dos materiais
2. Escolher faixa granulométrica (DNIT, Aeronáutica, órgãos estaduais ou municipais…)
3. Definir proporção dos agregados
4. Definir temperaturas
5. Escolher teores de CAP:
• T
• T ± 0,5%
• T ± 1,0%
6. Moldar corpos de prova (mín. 3 por teor)
7. Medir:
• Massa seca (Ms)
• Massa seca com superfície saturada (Msss)
• Massa submersa em água (Mssub)
8. Calcular:
• Volume
• Gmb
• Vv, VAM, VCB, RBV
9. Ensaio Marshall:
• Estabilidade
• Fluência
10. Plotar gráficos
. Fórmulas principais
. Gráficos importantes
Em função do teor de CAP:
• Densidade aparente
• DMT
• Vv
• VAM
• RBV
• Estabilidade
Usados para encontrar o teor ótimo
. Teor ótimo de CAP (Graficamente)
Método clássico:
• Média de:
• Máxima estabilidade
• Máxima densidade
• Vv (%) < 4%: deformação permanente excessiva
• Vv (%) > 4%: problemas de envelhecimento devido a oxidação e troca excessiva
de calor
Método com Vv e RBV:
• Determinar 4 pontos:
X1, X2, X3, X4
• Teor ótimo:
T= (X2 + X3)/2
Slide 7: MISTURA RECICLADOS
. Conceito
Reaproveitamento de pavimentos antigos através de:
• Fresagem
• Reutilização do material fresado (RAP)
Vantagens
• Economia de materiais
• Sustentabilidade
• Redução de resíduos
• Menor custo
Materiais envolvidos
• Agregado novo (brita, areia de campo)
• Ligante asfáltico (ex: CAP 50/70)
• Agente rejuvenescedor (AR 75)
• Material fresado
. Mistura reciclada a quente (MARQ)
Etapas principais:
1. Caracterização dos materiais
2. Definição da granulometria alvo
3. Dosagem de mistura a quente (MARQ)
4. Estimativa de ligante necessário
5. Estimativa do percentual de asfalto novo e/ou AR
6. Seleção da consistência do asfalto novo e/ou AR
7. Gráfico viscosidade x percentual asfalto novo ou AR
8. Dosagem segundo metodologia Marshall
Granulometria alvo (DNIT – Faixa C)
Mistura deve respeitar limites de peneiras para garantir desempenho.
Problema importante
– Heterogeneidade do material fresado
• Dificulta controle da mistura
• Afeta resultados volumétricos
Efeito do envelhecimento
• ↑ Tempo de estufa → ↑ teor de ligante necessário
• Após 2h–4h → pouca variação
. Misturas recicladas a frio
Ligantes usados
• Emulsão asfáltica
• Espuma de asfalto
Características
• Produção sem aquecimento
• Menor consumo energético
• Mais sustentável
Comportamento
• Menor rigidez inicial
• Ganho de resistência com o tempo
***Conceitos importantes
Fresagem
Remoção do pavimento antigo para reaproveitamento.
RAP (Reclaimed Asphalt Pavement)
Material fresado reutilizado.
Rejuvenescedor
Produto que estaura propriedades do asfalto envelhecido