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Windows

O livro 'Microsoft Windows 10: Introdução ao sistema operacional e aplicativos' de William Pereira Alves oferece uma visão abrangente sobre o sistema operacional Windows 10, abordando desde a instalação até a utilização de aplicativos e gerenciamento de arquivos. O material é voltado para a educação profissional e é utilizado em cursos do SENAI-SP, destacando a importância da formação contínua em tecnologia da informação. O conteúdo inclui um histórico da computação, conceitos fundamentais e instruções práticas para usuários iniciantes e avançados.

Enviado por

Guilherme Brito
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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William Pereira Alves

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Microsoft
Windows 10
Introdução ao sistema
operacional e aplicativos
Microsoft
Windows 10
Introdução ao sistema
operacional e aplicativos
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Alves, William Pereira


Microsoft Windows 10 : introdução ao sistema operacional e aplicativos/
William Pereira Alves. – São Paulo : SENAI-SP Editora, 2016

208 p. : il.

Inclui referências
ISBN 978-85-8393-762-3

1. Informática 2. Windows (Sistema operacional de computador) I. Título. II.


Série.

CDD 005.437

Índice para o catálogo sistemático:


1. Sistema operacional : Windows 10 005.437

SENAI-SP Editora
Avenida Paulista, 1313, 4o andar, 01311 923, São Paulo – SP
F. 11 3146.7308 | editora@[Link] | [Link]
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Microsoft
Windows 10
Introdução ao sistema
operacional e aplicativos
William Pereira Alves


Departamento Regional Imagens


de São Paulo William Pereira Alves

Presidente
Paulo Skaf
Diretor Regional
Ricardo Figueiredo Terra
Diretoria Corporativa
Aprigio Eduardo de Moura Azevedo
Gerência de Assistência
à Empresa e à Comunidade
Celso Taborda Kopp
Gerência de Inovação e de Tecnologia
Osvaldo Lahoz Maia
Gerência de Educação
Cassia Regina Souza da Cruz

Material didático utilizado nos cursos do SENAI-SP.


Apresentação

Com a permanente transformação dos processos produtivos e das formas de


organização do trabalho, as demandas por educação profissional multiplicam-se
e, sobretudo, diversificam-se.

Em sintonia com essa realidade, o SENAI-SP valoriza a educação profissional


para o primeiro emprego dirigida a jovens. Privilegia também a qualificação de
adultos que buscam um diferencial de qualidade para progredir no mercado
de trabalho. E incorpora firmemente o conceito de “educação ao longo de toda
a vida”, oferecendo modalidades de formação continuada para profissionais já
atuantes. Dessa forma, atende às prioridades estratégicas da Indústria e às prio-
ridades sociais do mercado de trabalho.

A instituição trabalha com cursos de longa duração como os cursos de Apren-


dizagem Industrial, os cursos Técnicos e os cursos Superiores de Tecnologia.
Oferece também cursos de Formação Inicial e Continuada, com duração variada
na modalidades de Iniciação Profissional, Qualificação Profissional, Especialização
Profissional, Aperfeiçoamento Profissional e Pós-Graduação. Com satisfação,
apresentamos ao leitor esta publicação, que integra uma série da SENAI-SP
Editora especialmente criada para apoiar os alunos das diversas modalidades.
Sumário

Introdução 9

1. Breve histórico da computação 11


O começo de tudo 11
Bits, bytes, hardware e software 16
Memórias 19
Entradas e saídas 22

2. Conceito e funcionamento de sistemas operacionais 27


O que é um sistema operacional 27
Como trabalha um sistema operacional 31
Discos e sistema operacional, a dupla perfeita 35

3. Instalação e apresentação do Windows 10 43


Processo de instalação 43
Apresentação do Windows 10 49
Manipulação de janelas 58

4. Gerenciamento de programas e periféricos 65


Instalação e desinstalação de programas 65
Instalação de periféricos 72

5. Configurações do sistema e gerenciamento de arquivos 83


Configurações para vídeo e energia 83
Ambiente de trabalho e controle de senhas 87
Atualização do sistema e conta de usuários 90
Gerenciamento de arquivos 99
Backup de arquivos 104

6. Principais aplicativos do Windows 112


Anotações com Bloco de Notas 112
Desenhos com Paint 116
Textos com WordPad 124
Cálculos rápidos 131
Visualização de mídias (áudio e vídeo) 134
Loja de aplicativos 136
Sistema de ajuda 139
7. Prompt de comando, PowerShell e Painel de Controle 145
Utilização da janela de comandos 145
Windows PowerShell 154
Painel de Controle 158
Conexão em rede local 167

8. Aplicativos de escritório 180


Textos com Word 180
Cálculos com Excel 187
Apresentações com PowerPoint 191
Gerenciamento de dados com Access 193
Aplicativos gráficos 198
Vírus de computador 202

Considerações finais 204

Referências 205

Sobre o autor 206


Introdução
Os sistemas operacionais estão entre os programas de computador mais impor-
tantes, pois são essenciais para o funcionamento de todo o sistema e responsáveis
pela coordenação da execução dos demais programas.

A complexidade de um sistema operacional é inegável, tanto em termos de funciona-


mento quanto em relação ao seu projeto e desenvolvimento. Essa complexidade é que
o torna capaz de executar inúmeras tarefas ao mesmo tempo, como alocar memória
para os programas, monitorar o estado dos periféricos (a impressora, por exemplo)
gerenciar os processos de leitura/gravação de arquivos em disco etc.

Para que seja possível extrair o máximo da potencialidade de um sistema ope-


racional, é preciso conhecê-lo bem. E esse conhecimento não se obtém da noite
para o dia, principalmente com os modernos sistemas operacionais que são
operados por meio de interfaces gráficas.

Este livro apresenta os princípios básicos de um sistema operacional: funciona-


mento e utilização de algumas ferramentas próprias do Windows versão 10 (lan-
çada em 2015); processo de instalação; administração de usuários; configuração
e gerenciamento de programas e periféricos.

São também estudados o uso da janela Prompt de comando e PowerShell na


execução de comandos em modo caractere; obtenção de ajuda com o Windows;
compartilhamento de impressoras e pastas de arquivos via rede local; e backup
e vírus.
1. Breve histórico da
computação
O começo de tudo
Bits, bytes, hardware e software
Memórias
Entradas e saídas

Neste capítulo é apresentado um pouco da história da computação, desde o


surgimento dos computadores militares na Segunda Guerra Mundial, passando
pela invenção da válvula termoiônica e do transistor, até chegar aos circuitos
integrados e microprocessadores.

São descritos os conceitos de bits, bytes, hardwares e software, além dos tipos de
memórias e dispositivos de entrada e saída.

O começo de tudo

O uso de computadores no trabalho ou em casa tem sido tão comum que nin-
guém pensa sobre a complexidade que os diferencia de outros equipamentos
eletrônicos e que lhes dá tanta versatilidade e poder. Tampouco percebe-se sua
rápida evolução, desde os tempos dos computadores militares, desenvolvidos ain-
da durante a Segunda Guerra Mundial, que empregavam relés eletromecânicos
em sua operação, até os mais atuais dispositivos móveis (tablets e smartphones).

Após o uso de relés eletromecânicos, que tinham pouca confiabilidade e funcio-


namento lento, os computadores passaram a ter uma arquitetura que consistia
em circuitos eletrônicos formados principalmente por válvulas termoiônicas,
(Figura 1) e outros componentes, como resistores e capacitores.
12 BREVE HISTÓRICO DA COMPUTAÇÃO

[Link]
Figura 1 – Modelo de válvula termoiônica.

O primeiro computador a funcionar de forma totalmente eletrônica foi o ENIAC


(Electrical Numerical Integrator and Calculator). Ele era tão grande que ocupava
uma sala de 9 m × 30 m, como mostra a Figura 2.

[Link]

Figura 2 – Computador ENIAC em operação.

Sua programação era baseada na manipulação de chaves interruptoras, com a


entrada e a saída de dados feitas por meio de cartões perfurados, ou seja, não
havia um monitor de vídeo para exibição dos resultados do processamento.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 13

VOCÊ SABIA?
A válvula termoiônica foi inventada pelo engenheiro Lee de Forest em
1906.
Antes do ENIAC, outros computadores foram desenvolvidos. O Colossus
é o mais conhecido e foi construído na Inglaterra com a participação de
um dos grandes nomes da computação, o matemático e cientista da com-
putação Alan Turing.

Embora de funcionamento muito mais rápido do que os relés eletromecânicos, as


válvulas ainda apresentavam baixa confiabilidade, em razão da queima do filamento
que controlava o fluxo de elétrons entre o ânodo e o cátodo. Os engenheiros John
Bardeen, William Shockley e Walter Brattain desenvolveram, então, em 1947, o
transistor, invenção pela qual ganharam o Prêmio Nobel em 1956. Na Figura 3 é
possível ver o protótipo do transistor criado por eles. Já na Figura 4 é possível vê-los
trabalhando nos laboratórios da Bell Telephone.

[Link]

Figura 3 – Primeiro transistor.


14 BREVE HISTÓRICO DA COMPUTAÇÃO

[Link]
Figura 4 – Engenheiros Bardeen, Shockley e Brattain.

O transistor tem funcionamento similar ao da válvula, ou seja, controla o fluxo


de uma corrente elétrica. No entanto, é menor, tem melhor desempenho, pouco
consumo de energia, maior confiabilidade e baixo custo de produção.

Esse equipamento é considerado o elemento-chave para o surgimento da mi-


croeletrônica, pois foi a partir dele que se tornou possível diminuir o tama-
nho dos circuitos eletrônicos, desenhados para desempenharem operações
específicas. Com base nesse conceito, Jack Kilby, um engenheiro da Texas Ins-
truments, agrupou diversos transistores em uma única pastilha de silício, dando
origem ao circuito integrado, similar ao exemplo apresentado na Figura 5.

Figura 5 – Circuito integrado.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 15

A partir do circuito integrado, foram desenvolvidos os microprocessadores conheci-


dos atualmente, além dos diversos componentes eletrônicos que trabalham com ele
na execução das tarefas destinadas aos computadores pessoais. Na Figura 6 é possível
observar o modelo de um moderno microprocessador.

Figura 6 – Microprocessador Intel Core i5. [Link]

O primeiro microprocessador foi desenvolvido pela empresa Intel, no início da


década de 1970, para atender a uma encomenda feita pela Nippon Calculating
Machine Corporation, fabricante japonesa de calculadoras. Ele foi denominado
4004, provavelmente pelo fato de manipular quatro bits por vez.

A arquitetura desenvolvida pelos engenheiros possuía uma flexibilidade até então


não existente, e o microprocessador acessava programas e dados a partir de uma
memória externa. Essa característica o tornava ideal para novos projetos, pois ele
poderia ser programado para executar outros tipos de operações que não fossem
aquelas específicas de uma simples calculadora.

VOCÊ SABIA?
O microprocessador se enquadra em um grupo de circuitos integrados
conhecidos como circuitos de larga escala de integração (LSI, Large
Scale Integration). Isso significa que eles são dispositivos que possuem
uma quantidade muito grande de componentes eletrônicos encapsula-
dos em uma única pastilha de silício de pequenas dimensões.
16 BREVE HISTÓRICO DA COMPUTAÇÃO

Ao contrário do que se pensa, o microprocessador é o coração do computador,


não seu cérebro. Ele executa todas as operações matemáticas e lógicas, além de
coordenar o acesso à memória e aos dispositivos periféricos. Entre as décadas
de 1970 e 1990, havia uma grande variedade de processadores, tanto em termos
de arquitetura e poder de processamento quanto em relação a fabricantes. Até
meados dos anos 1980, o mercado era dominado por computadores que utiliza-
vam processadores de 8 bits, tendo como principais modelos o Z80, da empresa
Zilog, e o 6502, da MOS Technology.

A partir da metade da década de 1980, o mercado viu o crescimento e posterior


predomínio dos processadores de 16, 32 e 64 bits, com a Intel detendo 80% do
mercado. O Quadro 1 apresenta um resumo das cinco gerações de computadores
atualmente conhecidas.

Quadro 1 – Gerações de computadores

Geração Descrição

1ª geração Invenção da válvula e desenvolvimento de computadores eletromecânicos


(1940 a 1955) para fins militares durante Segunda Guerra Mundial.

2ª geração Uso de transistores em circuitos discretos, processamento em lote,


(1955 a 1965) surgimento de linguagens de programação de alto nível (Cobol, Fortran e
Algol) e utilização de cartões perfurados como meio de entrada e saída de
dados.

3ª geração Uso de circuitos integrados, surgimento do computador IBM System/360,


(1965 a 1980) técnica de multiprogramação e time sharing.

4ª geração Ascensão dos computadores pessoais proporcionada pelo surgimento


(1980 a 1990) e evolução do microprocessador. Aparecem os primeiros sistemas
operacionais de disco (Apple DOS, TRS-DOS, MS-DOS, PC-DOS etc.).

5ª geração Surgimento dos sistemas operacionais com interface gráfica e suporte


(a partir de 1990 à multitarefa, popularização do ambiente cliente/servidor e revolução
até hoje) proporcionada pelos dispositivos móveis (celulares, palmtops,
smartphones, tablets etc.).

Bits, bytes, hardware e software

O primeiro microprocessador manipulava quatro bits por vez, porém, é impor-


tante saber o que é um bit. Para responder da forma mais clara possível, é preciso
relembrar que o processador é composto basicamente por milhões de transisto-
res, e todos eles podem apresentar um dos seguintes estados: saturado, quando
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 17

é possível fluir corrente elétrica; e cortado, quando se interrompe a passagem


da corrente elétrica. Esses dois estados podem ser também identificados como
ligado e desligado, uma vez que um transistor funciona como interruptor.

Outra forma de representar esses dois estados é por meio dos dígitos 0 (desliga-
do) e 1 (ligado), como mostra a Figura 7.

Interruptor desligado = 0

Interruptor desligado = 1

Figura 7 – Representação dos dígitos 0 e 1 com interruptor.

Um bit, portanto, é a unidade básica de informação que pode ser manipulada por
um processador, representando, pela presença ou ausência de corrente elétrica,
os dígitos 0 e 1. Os computadores manipulam esses bits em grupos de oito, que
recebem o nome de byte. As posições de memória são projetadas para armazenar
um único byte, como mostra a Figura 8.

11 0 1 0 0
10 01 10 01 10
0 011 000 101 101
101 10 11 10 00

Primeiro endereço Segundo endereço Terceiro endereço Quarto endereço Quinto endereço
de memória de memória de memória de memória de memória

Figura 8 – Representação de endereços de memória com bytes armazenados.

A capacidade de armazenamento, tanto da memória RAM quanto do disco rí-


gido, mídia de CD/DVD/Blu-Ray, pen drive ou memory cards, é medida em
múltiplos de bytes. A Tabela 1 contém os principais múltiplos do byte utilizados
em computação.
18 BREVE HISTÓRICO DA COMPUTAÇÃO

Tabela 1 – Múltiplos do byte, segundo o Sistema Internacional de Medidas (SI)

Unidade Símbolo Valor Múltiplo


Quilobyte KB 1.024 bytes 210
Megabyte MB 1.048.576 bytes 220
Gigabyte GB [Link] bytes 230
Terabyte TB [Link].776 bytes 240

VOCÊ SABIA?
O sistema numérico utilizado atualmente foi criado pelos hindus e
consiste em dez símbolos que representam os dígitos de 0 a 9, sendo o
conceito de valor de posição do dígito e a noção do zero as principais
contribuições desse sistema.
Entre os grandes matemáticos árabes, destacam-se Al Khowarizmi,
cujo nome deu origem ao termo algarismo. Por outro lado, do título de
seu livro Al-jabr wa’l Mugabalah originou-se a palavra álgebra.

LIX
Babilônios Romanos Hindus

Figura 9 – Representação do número 59 em três sistemas numéricos antigos.

Outros dois termos muito empregados na área de computação são hardware e


software. O primeiro está relacionado com a parte física de um sistema compu-
tacional, ou seja, aquilo que pode ser visto ou tocado, todo tipo de equipamento,
como computador, impressora, escâner, leitor de código de barras etc.

Já o software é um pouco mais difícil de ser entendido, tendo em vista que ele
não pode ser visto ou tocado, muito embora o resultado obtido a partir do seu
processamento possa ser presenciado. Grosso modo, software é a designação
dada a todo programa de computador, desde o sistema operacional até os pa-
cotes (Microsoft Office ou Libre Office) ou programas de projeto assistido por
computador (AutoCAD).
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 19

Mesmo os vírus são considerados softwares, uma vez que são programas de-
senvolvidos com o único objetivo de infectar computadores para obter senhas,
controlar o computador ou cometer outros tipos de crimes cibernéticos, como
fraudes bancárias ou de cartões de crédito.

Memórias

A memória de um computador difere da memória do ser humano, apesar de


ambas servirem para o armazenamento de dados/informações para posterior
recuperação e uso. Na memória do computador, os dados não são recuperados
pelo seu conteúdo, mas sim pela sua posição.

Podemos classificar a memória do computador em dois tipos: principal e secun-


dária. A memória principal pode, ainda, ser dividida em memória de curto prazo
e de longo prazo. As memórias de curto prazo podem ter seu conteúdo apagado
e reescrito. Outra característica é que, ao se cortar o fornecimento de energia,
todo o conteúdo é perdido. Nessa categoria encontra-se a chamada memória
RAM (Random Access Memory).

Já as memórias de longo prazo não podem ser apagadas nem perdem seu con-
teúdo quando da falta de energia. Para apagar seu conteúdo é necessário um
dispositivo eletrônico que emite uma luz ultravioleta. As memórias que se
enquadram nessa classe são chamadas de ROM (Read Only Memory), PROM
(Programmable Read Only Memory) ou EPROM (Erasable and Programmable
Read Only Memory).

Observação
O conteúdo de uma memória EPROM pode ser apagado por um dis-
positivo conhecido como apagador de EPROM. Já a gravação é possível
por meio de um dispositivo chamado gravador de EPROM.

Todos os tipos de memória principal fazem parte da arquitetura física do com-


putador e, sem elas, ele não passa de um amontoado de circuitos eletrônicos
que não pode executar uma única função. Essas memórias são apresentadas em
formato de chip, conforme mostram as Figuras 10 e 11.
20 BREVE HISTÓRICO DA COMPUTAÇÃO

/File:EPROMs_4M,_2M,_256k,_16kbit.jpg
[Link]

[Link]
Figura 10 – Modelos de memória EPROM.

Memory_Module.jpg
Figura 11 – Módulo de memória DDR-RAM.

Já a memória secundária engloba todos os dispositivos de armazenamento de


dados em massa, assim denominados por terem uma capacidade muito maior do
que a existente na memória principal. As principais diferenças entre esse tipo e
a memória principal estão na capacidade de armazenamento permanente, inde-
pendentemente do fornecimento de energia, e na possibilidade de apagamento e
reescrita dos dados de forma prática, sem necessidade de equipamentos especiais.

Na memória secundária estão alocados os discos rígidos, pen drives, cartões de


memória e as mídias de CD, DVD ou Blu-Ray. Entre as mídias de CD, DVD e
Blu-Ray, existem as que são graváveis apenas uma vez e as que podem ser regra-
vadas diversas vezes. As Figuras 11, 12 e 13 apresentam as imagens de um disco
rígido, de pen drive/cartão de memória e de um disco óptico DVD.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 21

Figura 12 – Modelo de disco rígido.

Figura 13 – Modelo de pen drive e cartão de memória.

Antigamente, entravam também nessa classe de memória os disquetes flexíveis e


os ZipDisks. Atualmente esses tipos de mídia são obsoletas e caíram em desuso.

Outro tipo de meio de armazenamento que tem sido empregado, principalmente


em notebooks ultrafinos, são os discos de estado sólido (SSD, Solid State Disk).

Esse tipo de disco é formado por chips de memória, de forma similar a um pen
drive. Como não possui partes mecânicas móveis, o tempo de acesso é muito
rápido. A Figura 15 exibe um disco SSD.
22 BREVE HISTÓRICO DA COMPUTAÇÃO

Figura 14 – Modelo de disco DVD.

[Link]
World_2014_SSD.jpg
Figura 15 – Modelo de disco SSD.

Entradas e saídas

Um sistema computacional consiste basicamente em três componentes: dispo-


sitivo de entrada, unidade de processamento e dispositivo de saída. Por meio de
um dispositivo de entrada, um usuário/operador efetua a entrada de dados que
devem ser processados pela unidade de processamento. O resultado desse pro-
cessamento é, então, enviado ao dispositivo de saída para que o usuário/operador
possa vê-lo e interpretá-lo. A Figura 16 mostra esse processo.

Dispositivo Unidade de Dispositivo


de entrada processamento de saída

Figura 16 – Componentes de um sistema computacional.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 23

Atualmente, os dispositivos de entrada mais comuns são: teclado, mouse, leitor de có-
digo de barras, escâner e telas sensíveis ao toque, existentes em smartphones e tablets.

Figura 17 – Modelo de teclado.

Figura 18 – Modelo de mouse.

Figura 19 – Modelo de escâner de mesa.


24 BREVE HISTÓRICO DA COMPUTAÇÃO

A unidade de processamento compreende todos os componentes eletrônicos que


formam o computador propriamente dito, como microprocessador, memória
RAM, memória ROM/EPROM, circuitos eletrônicos auxiliares (placas de vídeo,
placas de rede etc.), unidades de disco rígido ou de CD/DVD etc. De forma resu-
mida, a unidade de processamento é tudo aquilo que se encontra em um gabinete
do computador. Porém, o componente principal da unidade de processamento é
a conhecida placa-mãe (motherboard), como a exibida pela Figura 20.

[Link]
K7VT4A_Pro_Mainboard.jpg
Figura 20 – Modelo de placa-mãe de um computador pessoal.

Por último, existem os dispositivos de saída, que englobam, entre outros periféricos,
o monitor de vídeo, a impressora, as caixas de som etc. As Figuras 21, 22 e 23 apre-
sentam esses equipamentos.
[Link]

Figura 21 – Modelo de monitor de vídeo.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 25

Figura 22 – Modelo de impressora a laser.

[Link]
-[Link]

Figura 23 – Modelo de caixas de som.

Os dispositivos de armazenamento secundário, mais conhecidos como discos


rígidos, pen drives, CD, DVD, Blu-Ray etc., podem servir tanto para gravação
quanto para leitura de dados e, por isso, são classificados como dispositivos de
entrada e saída.

RECAPITULANDO

Neste capítulo estudou-se um pouco da história da computação


moderna, passando pelos primeiros computadores, e os conceitos de
bits, bytes, software e hardware, também explicou-se sobre os tipos de
memórias e os dispositivos de entrada e saída de dados.
26 BREVE HISTÓRICO DA COMPUTAÇÃO

Exercícios

1. Relacionar as principais diferenças entre a válvula termoiônica e o transistor.


Se julgar necessário, pesquisar mais sobre o assunto.

2. Analisar as alternativas referentes aos benefícios introduzidos pelos tran-


sistores e, em seguida, assinalar a opção correta.
I.    Maior custo e dificuldade de produção.
II.   Redução no tamanho dos circuitos eletrônicos.
III.  Menor custo de produção, se comparado ao das válvulas.
IV.   Menor consumo de energia.
V.    Maior capacidade de emissão de raios X.

Indicar e discutir as alternativas corretas.


a) I, IV e V.
b) II, III e IV.
c) I e III.
d) II, IV e V.
e) Nenhuma das alternativas.

3. Descrever de forma resumida os conceitos de bits e bytes.

4. Descrever de forma resumida os conceitos de hardware e software.

5. Assinalar a alternativa correta:


O primeiro microprocessador foi produzido para qual equipamento?
a) Foguete da NASA.
b) Radar de trânsito.
c) Balança eletrônica.
d) Calculadora.
e) Relógio de pulso.

6. Descrever os componentes de um sistema computacional.

As respostas dos exercícios deste livro estão disponíveis para download neste
link: [Link]
10-Introdução-ao-sistema-operacional-e-aplicativos_respostas.pdf
2. Conceito e funcionamento de
sistemas operacionais
O que é um sistema operacional
Como trabalha um sistema operacional
Discos e sistema operacional, a dupla perfeita

Este capítulo descreve os conceitos de um sistema operacional, como ele fun-


ciona e manipula os discos e a divisão de um disco rígido em partições. Mostra,
também, as estruturas físicas e lógicas de discos magnéticos (flexíveis e rígidos)
e discos ópticos (CD, DVD ou Blu-Ray).

O que é um sistema operacional

Já foi visto anteriormente que são necessários três componentes para formar
um sistema computacional: dispositivo de entrada, unidade de processamento
e dispositivo de saída. A unidade de processamento é responsável por coorde-
nar e processar todas as operações de entrada de dados e pelo posterior envio
dos resultados aos dispositivos de saída. Essa coordenação é executada por um
software sofisticado, denominado sistema operacional.

O sistema operacional é projetado para dispor os recursos necessários à execução


dos diversos softwares e aplicativos que podem ser rodados pelo usuário. Ele
serve de ponte entre os programas e a parte física (hardware do computador e
periféricos), alocando espaço de memória RAM, efetuando leitura e gravação de
arquivos em disco, monitorando os dispositivos de entrada e de saída etc.

Mesmo os computadores de grande porte, conhecidos informalmente como


mainframes, necessitam de um sistema operacional para poderem executar os
programas, gerenciar periféricos e interagir com os usuários.
28 CONCEITO E FUNCIONAMENTO DE SISTEMAS OPERACIONAIS

Quando se liga um computador, diversas rotinas básicas são executadas para verifi-
cação do sistema quanto à sua funcionalidade, ou seja, diversos componentes, como
memória, teclado ou vídeo, são testados com o objetivo de certificar-se de que não
há algum problema. Essas rotinas estão armazenadas em uma memória EPROM,
comumente conhecida como BIOS (Basic Input/Output System, Sistema Básico de
Entrada/Saída). Nessa memória também se encontra a rotina que, após a execução
dos testes, dá início à carga do sistema operacional para a memória.

Atualmente, o sistema operacional reside em arquivos gravados no disco rígido


do computador – daí a denominação mundialmente aceita de Sistema Operacio-
nal de Disco (DOS, Disk Operating System). Houve uma época, quando a maioria
dos computadores possuía arquitetura de 8 bits, em que o sistema operacional
era carregado a partir de discos flexíveis. Mesmo as primeiras versões dos com-
putadores PC da IBM utilizavam essa técnica.

Antes do advento do uso de discos rígidos, era necessário trocar os discos fle-
xíveis durante a operação do sistema, ou então ter duas unidades de leitura/
gravação, sendo que uma delas ficava livre para o armazenamento de dados no
disco do usuário. A Figura 1 exibe o primeiro modelo do computador IBM PC
com as unidades de disco visíveis.

Figura 1 – Computador IBM PC.

A adoção em massa de discos rígidos resolveu inúmeros problemas oriundos da


utilização de discos flexíveis, uma vez que não era mais necessária a troca dos discos
quando se desejasse gravar ou ler um arquivo. Os discos agora podiam servir apenas
como meios de backup, ou seja, para manter cópias de segurança dos arquivos ou,
ainda, para transferir um arquivo de um microcomputador para outro.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 29

Os primeiros sistemas operacionais possuíam uma interface com o usuário ba-


seada na digitação de comandos via teclado. Esse método era conhecido como
modo texto ou modo caractere. Após o sistema finalizar seu carregamento, um
enigmático cursor piscante era exibido, informando ao usuário que ele estava
pronto para receber/executar um comando. Alguns sistemas apresentavam à
esquerda do cursor uma letra que designava a unidade de disco (drive) ativa.

O problema desse tipo de interface é que o usuário precisava decorar os co-


mandos do sistema operacional ou, pelo menos, ter à mão o manual ou guia de
referência. Até para executar um programa era preciso saber o nome do arquivo,
pois ele deveria ser digitado para ser carregado e executado na memória.

Se o usuário pretendesse rodar o editor de texto Word em um PC, e o arquivo


executável do programa tivesse o nome [Link], ele precisaria digitar na linha
de comando do sistema operacional a expressão “word” e teclar [ENTER]. Para
listar os arquivos contidos em um disco, seria necessário executar o comando
DIR. Embora isso fosse um avanço em relação aos sistemas operacionais exis-
tentes para os computadores de grande porte, muito mais complexos, ainda
demandavam uma curva de aprendizagem considerável.

Entre os sistemas operacionais mais conhecidos nas décadas de 1980 e 1990 e que
trabalhavam em modo caractere, estão o CP/M (para micros com processador
Z80), ProDOS (da Apple) e PC-DOS/MS-DOS (computador da linha IBM PC).
Na Figura 2 há uma reprodução da tela do sistema operacional PC-DOS, da IBM.

Figura 2 – Sistema operacional PC-DOS.


30 CONCEITO E FUNCIONAMENTO DE SISTEMAS OPERACIONAIS

VOCÊ SABIA?
O CP/M (Control Program for Microcomputers) é considerado o primei-
ro sistema operacional para microcomputadores. Ele foi desenvolvido
por Gary Kildall, fundador da empresa Digital Research, e inicialmente
rodava no processador Intel 8080. Posteriormente, foi portado para o
processador Zilog Z80 que, embora fosse compatível com o 8080, era
mais poderoso por possuir um conjunto de instruções mais aprimoradas.

Para ambientes desktops (computadores de mesa), tanto no segmento empresa-


rial quanto no doméstico, o domínio do Windows é inegável, com mais de 80%
do mercado. Mas existem sistema concorrentes que têm crescido em termos de
participação, em especial as distribuições Linux.

Há quase dez anos uma nova geração de sistemas operacionais surgia no mer-
cado: os sistemas para dispositivos móveis, como smartphones e tablets. Antes
deles, havia alguns modelos de celulares mais avançados que já possuíam um sis-
tema operacional produzido pelo próprio fabricante, como era o caso da Nokia,
com seu sistema Symbian OS, lançado em 1997 e utilizado em seus celulares
até o ano de 2012. Foi o sistema operacional para celulares mais utilizado até a
ascensão dos smartphones com sistemas iOS e Android.

O sistema Symbian OS possuía uma interface gráfica com ícones selecionáveis


por meio de teclas direcionais, permitia a conexão à internet, acesso a e-mails,
execução de vídeos e músicas, além de diversos aplicativos que podiam ser
adquiridos na loja virtual da Nokia, algo similar às lojas de aplicativos que exis-
tem atualmente para iOS (Apple Store) e Android (Google Play). Nas últimas
versões, a interface também funcionava por meio de tela sensível ao toque.

Na mesma época, a Microsoft havia lançado Windows Mobile, em substituição


ao Windows CE, para uso em Pocket PCs e smartphones. Posteriormente, ele
seria também substituído pelo hoje conhecido Windows Phone.

Com o lançamento, em 2007, da linha de smartphones iPhone, da Apple, o


mercado acabou se rendendo às novas características desse equipamento e de
seu sistema operacional iOS. A grande novidade era a interface que funcionava
somente por meio de toques com os dedos diretamente em uma tela sensível ao
toque. A única tecla que ele possuía era a de ligar/desligar, de formato circular e
localizado na parte inferior do dispositivo.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 31

Com o iPhone, o usuário praticamente tinha um computador inteiro na palma


da mão. Com ele era possível acessar internet, ler e-mails, ver vídeos, reproduzir
músicas, tirar fotos, gravar vídeos e até mesmo executar programas de edição de
textos e planilhas eletrônicas.

Percebendo o potencial de mercado nesse segmento de telefones celulares sofis-


ticados, a empresa Google, aliada a outras empresas de tecnologia, como HTC,
Samsung e Sony, formou o consórcio Open Handset Alliance. O primeiro
smartphone a rodar o sistema Android foi o modelo HTC Dream, lançado em 2008.

Como trabalha um sistema operacional

O sistema operacional é responsável por gerenciar todas as operações do com-


putador, intermediando as comunicações entre os programas e o hardware do
computador e seus periféricos. Dessa forma, quando um programa precisa gravar
um arquivo no disco, ele invoca rotinas já prontas presentes no sistema opera-
cional em vez de executar uma função proprietária para essa tarefa.

Isso torna o trabalho dos programadores mais fácil, pois eles não precisam de-
senvolver rotinas de baixo nível que acessem o hardware da unidade de disco,
aloquem espaço no disco para os dados e efetuem a gravação física. Tudo que eles
precisam é saber como chamar a rotina do sistema operacional. Se um sistema
computacional fosse dividido em camadas que representam os níveis hierárquicos
de funcionalidades, o resultado seria algo similar ao apresentado pela Figura 3.
Já a Figura 4 exibe um diagrama da interação existente entre um usuário, o sof-
tware aplicativo, o sistema operacional e a máquina em si.

Programas aplicativos

Programas utilitários

Sistema operacional

Linguagem de máquina

Microprogramação

Dispositivos físicos

Figura 3 – Camadas de um sistema computacional.


32 CONCEITO E FUNCIONAMENTO DE SISTEMAS OPERACIONAIS

Aplicativos/utilitários

Sistema operacional

Hardware

Figura 4 – Interação entre usuário, aplicativo, sistema operacional e hardware.

Uma vez que o sistema operacional é carregado a partir do disco rígido do com-
putador, pode-se ter mais de um sistema, cuja carga pode ser escolhida por meio
do menu de uma ferramenta denominada gerenciador de boot.

O primeiro componente do sistema operacional a ser carregado na memória durante


o processo de boot é o núcleo, popularmente conhecido como kernel (cerne, em por-
tuguês). Entre as diversas tarefas que cabem a esse núcleo estão o gerenciamento do
espaço de memória utilizado pelos programas e a disponibilidade de uma variedade
de rotinas básicas para uso por outros softwares, que escondem a complexidade de
manipulação dos recursos disponíveis no ambiente computacional, como gravação
e leitura de arquivos, acesso a vídeo e impressora etc.

É possível definir alguns parâmetros de configuração do sistema operacional ca-


pazes de alterar a maneira como ele trabalha. Essas configurações são carregadas
após a carga do kernel.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 33

O último componente do sistema operacional a ser carregado é a interface grá-


fica, caso ela esteja disponível.

Diferentemente dos computadores, smartphones, tablets, aparelhos de GPS e


smartTVs possuem sistema operacional gravado em uma memória interna em vez
de disco. Ela é conhecida como memória Flash, um tipo não volátil (não perde os
dados com o corte do fornecimento de energia), mas pode ser reescrita facilmente.

Por meio de um conceito conhecido como abstração, o sistema operacional es-


conde do programador os detalhes do funcionamento interno do computador,
fornecendo rotinas e serviços que podem ser utilizados pelo programador na
execução das mais diversas tarefas.

Suponha-se a impressão de um relatório na impressora: o programador não


precisará escrever seu próprio código para acessar a porta da impressora, alocar
espaço na memória para os dados a serem impressos, enviar os dados para a im-
pressora, verificar seu status de retorno (para saber, por exemplo, se o papel aca-
bou) e liberar a memória alocada quando finalizar impressão. Para desenvolver
essa rotina, o programador precisaria conhecer intimamente o funcionamento
do hardware do computador e da impressora, algo que certamente demandaria
muito estudo. Apesar da dificuldade, era isso que os primeiros programadores
faziam, antes do surgimento dos sistemas operacionais.

Utilizando os serviços disponíveis no sistema operacional, o programador so-


mente precisa saber o nome da rotina a ser invocada e os parâmetros que devem
ser passados a ela. O sistema operacional, então, cuida das tarefas de alocar es-
paço na memória para servir como buffer de impressão, conectar-se logicamente
com a impressora utilizando o driver do dispositivo, enviar os dados pela porta
paralela ou USB e verificar o status da impressora.

O driver de dispositivo é utilizado pelo sistema operacional como uma ponte


entre o computador e o próprio dispositivo. Isso é necessário porque o equipa-
mento em si possui recursos definidos pelo fabricante que não são suportados
nativamente pelo sistema operacional. Por meio de uma interface padronizada
do sistema operacional, ele se comunica com o driver, e esse com o dispositivo
físico, como mostra a Figura 5.
34 CONCEITO E FUNCIONAMENTO DE SISTEMAS OPERACIONAIS

Aplicativo executa rotina responsável


Aplicativo pela impressão de relatório

Os serviços de impressão
Sistema operacional do sistema operacional
são invocados pelo aplicativo

O sistema operacional
se comunica com o
driver da impressora

Driver de impressora

O driver envia os dados


para a impressora e
monitora seu funcionamento

Figura 5 – Processo de comunicação entre sistema operacional, driver e impressora.

Quanto à capacidade de execução de programas, os sistemas operacionais podem


ser classificados em monotarefa e em multitarefa. Os primeiros sistemas opera-
cionais para microcomputadores, como CP/M, ProDOS, PC-DOS e MS-DOS
somente podiam executar um programa por vez, por isso eram chamados de
monotarefa. O programa, ao ser carregado, tomava para si todos os recursos
disponíveis, como, por exemplo, alocação de memória, acesso a discos, controle
de periféricos etc. Para executar outro programa, era necessário encerrar o aberto
anteriormente.

O segundo tipo, denominado multitarefa, permite a execução simultânea de vários


programas. Para isso, o sistema operacional cria uma fila de programas a executar
e determina uma fração de tempo de uso do processador a cada um deles. Quando
o programa em execução esgota seu tempo de uso do processador, ele é paralisado
e então o próximo programa da fila assume o controle do processador. Todos os
sistemas operacionais modernos para microcomputadores são do tipo multitarefa.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 35

Para que um programa não interfira na execução de outro, o sistema operacional


aloca um espaço de memória protegido para cada programa.

Outra classificação dada aos sistemas operacionais está relacionada à quantidade


de usuários que ele é capaz de atender. Assim, tem-se sistemas monousuário, em
que apenas um usuário por vez é suportado pelo sistema operacional, e sistemas
multiusuários, que permite que vários usuários sejam atendidos ao mesmo tempo.

Os sistemas operacionais monotarefa são, pela própria natureza estrutural, mo-


nousuário. Já os sistemas multitarefa podem ser mono ou multiusuários. Os sis-
temas operacionais para servidores de rede são multitarefa e multiusuários, pois
precisam ter a capacidade de executar mais de um programa ao mesmo tempo e
atender às requisições de vários usuários simultaneamente.

Discos e sistema operacional, a dupla perfeita

Neste tópico será estudado o método de tratamento de discos empregado pelo


sistema operacional. Antes, porém, é necessário conhecer a estrutura física e
lógica de um disco, seja ele flexível, rígido ou óptico.

Discos flexíveis

Os antigos discos flexíveis eram formados por um disco feito de material plástico
com a superfície recoberta por uma camada de substância com propriedades
magnéticas (normalmente óxido de ferro). Esse disco era acondicionado em um
envelope plástico que possuía uma fenda para permitir o acesso das cabeças de
leitura/gravação da unidade de disco.

O processo de gravação consistia em alinhar as partículas magnéticas que co-


briam a superfície do disco, operação realizada pelas cabeças de leitura/gravação.
O sistema criava duas faixas de partículas para representar os bits 0 e 1, sendo
que a orientação delas é que determinava qual bit representava. Esse processo
é mostrado na Figura 6. Como é possível perceber, o bit 1 é representado pelo
grupo de partículas que possuem os mesmos polos voltados um para o outro, ao
passo que o bit 0 é representado quando os polos estão dispostos de forma oposta.
36 CONCEITO E FUNCIONAMENTO DE SISTEMAS OPERACIONAIS

Bit 1 Bit 0 Bit 1 Bit 0

Figura 6 – Distribuição de partículas magnéticas no disco para representar bits 0 e 1.

As unidades de disco, comumente conhecidas como drives, possuíam um meca-


nismo eletromecânico composto por um motor responsável por girar o disquete
dentro do invólucro e um braço que continha em uma das extremidades a cabeça
de leitura/gravação. Esse braço era movimentado para frente e para trás por meio
de um motor de passo, que não dá uma volta completa ao receber uma corrente
elétrica, mas se movimenta em frações de graus, permitindo, assim, um posicio-
namento preciso da cabeça sobre a trilha do disco.

Na superfície do disco são demarcados magneticamente diversos círculos con-


cêntricos denominados trilhas. Cada trilha é dividida em pequenas áreas deno-
minadas setores, com capacidade para armazenar entre 512 e 1024 bytes.

Os dados são localizados no disco a partir da numeração das trilhas e dos setores.

A numeração das trilhas inicia em 0, a partir da borda do disco, enquanto os


setores são numerados a partir de 1, já que o setor 0 é reservado ao sistema ope-
racional. Essa estrutura lógica pode ser vista na Figura 7.

Setores
das trilhas

Trilhas
Anel de do disco
reforço

Furo de índice

Figura 7 – Estrutura lógica de um disco flexível.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 37

Discos rígidos

Embora os discos rígidos, também conhecidos como HD (Hard Disk), já fossem


utilizados em sistemas de grande porte (mainframes), eles só começaram a ser
difundidos entre os computadores pessoais após o lançamento do IBM PC/XT.

Eles têm um princípio de funcionamento similar ao dos disquetes flexíveis, ou


seja, armazenamento de dados por meio de campos magnéticos, só que, em vez
de utilizarem material plástico, os discos são feitos de alumínio. Diferentemente
dos discos flexíveis, eles não são removíveis, mas se encontram fechados her-
meticamente dentro do drive para evitar a possibilidade de depósito de grãos de
poeira na superfície do disco, que o danificaria de forma irreparável.

As cabeças de leitura/gravação nunca tocam a superfície do disco, ao contrário do


que ocorre com os discos flexíveis, mas flutuam a uma distância menor que um
fio de cabelo. Isso permite que sejam alcançadas altas velocidades de rotação do
disco, sendo essa outra característica da necessidade de se ter uma unidade selada.

Dentro da unidade podem existir mais de um disco, montados em um único eixo,


em um arranjo similar a uma pilha. As cabeças são montadas em braços que se mo-
vem, formando um ângulo em relação ao eixo dos discos, e não em linha reta, como
nos drives de discos flexíveis. Para mover essas cabeças são utilizados mecanismos
magnéticos de alta precisão. Ambos os lados dos discos podem ser acessados para
leitura/gravação. A Figura 8 exibe os detalhes internos de um disco rígido.
38 CONCEITO E FUNCIONAMENTO DE SISTEMAS OPERACIONAIS

Cabeça de
leitura/gravação

Discos de alumínio
Braço de suporte
das cabeças

Mecanismos de
movimentação
das cabeças

Figura 8 – Estrutura interna de um disco rígido.

Uma vez que pode haver mais de um disco no mesmo drive, existe o conceito de
cilindro, que representa um grupo de trilhas com o mesmo diâmetro espalhadas
pelos discos e alinhadas verticalmente, como indicado na Figura 9. Por exemplo, em
um drive que contém discos, cada cilindro conterá seis trilhas, já que há uma trilha
em cada lado do disco. Essa estrutura é conhecida pelo nome de geometria CHS
(Cylinder, Head, Sector – Cilindro, Cabeça, Setor), utilizada para o posicionamento
preciso da cabeça nas operações de leitura e/ou gravação dos dados.

Cilindros
1º disco

2º disco Trilhas do mesmo


cilindro

3º disco

Figura 9 – Conceito de cilindros de um disco rígido.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 39

Os discos rígidos possuem, ainda, uma característica peculiar, não encontrada em


discos flexíveis ou mesmo em discos ópticos. É a capacidade de serem divididos em
áreas protegidas, denominadas partições. Cada partição pode possuir uma forma-
tação diferente e sistema operacional distinto, ou seja, em uma partição pode-se
instalar o Windows enquanto em outra pode haver uma distribuição do Linux.

Além da instalação de outros sistemas operacionais no mesmo disco rígido, as par-


tições permitem que sejam criadas unidades lógicas. Por exemplo, um disco com
capacidade de 1 TB pode ser dividido em quatro unidades lógicas – cada uma com
250 GB de capacidade. Com isso, pode-se distribuir melhor os arquivos por todo
o disco.

Existem diversos aplicativos utilitários, pagos ou gratuitos, que permitem


o gerenciamento de partições. Com eles é possível adicionar novas parti-
ções, excluir partições existentes ou mesmo alterar o tamanho de uma delas.
É importante deixar claro que esse gerenciamento deve ser executado com muita
cautela, pois corre-se o risco de perder dados/arquivos durante o processo de
exclusão ou alteração de tamanho de uma partição. A Figura 10 apresenta a tela
de um programa para gerenciamento de partições.

Figura 10 – Conceito de cilindros de um disco rígido.


40 CONCEITO E FUNCIONAMENTO DE SISTEMAS OPERACIONAIS

Discos ópticos

Diferentemente dos discos flexíveis e discos rígidos, nos quais o armazenamento


dos dados ocorre por meio da orientação de partículas magnéticas que cobrem suas
superfícies, nos discos ópticos (CD, DVD e Blu-Ray) são utilizados feixes de laser
que marcam a superfície de um disco de policarbonato, criando microscópicos furos
chamados de pits. Entre esses furos existem áreas planas denominadas lands.

Durante o processo de leitura, o feixe de laser atinge os furos ou as áreas planas,


fazendo com que o feixe seja refletido de volta ou não. Assim, são registrados os
bits 1 e 0, respectivamente.

Os discos ópticos possuem uma característica interessante na sua geometria. Em


vez de círculos concêntricos, como ocorre com discos flexíveis e rígidos, os discos
ópticos são formados por espirais, o que contribui para que os setores tenham o
mesmo tamanho físico, independentemente da distância da trilha em relação ao
centro. Em discos flexíveis e rígidos, os setores mais próximos da borda são mais
compridos do que os que se encontram perto do centro. A Figura 11 mostra a
representação dessas geometrias.

Trilhas de disco rígido Trilhas de um CD/DVD

Figura 11 – Comparação da geometria de disco magnético e de disco óptico.

Em função dessa geometria em espiral das trilhas, o drive precisa variar a velo-
cidade do disco à medida que o canhão de laser se move em relação ao raio do
disco, utilizando para isso um método conhecido pelo nome de velocidade linear
constante. Dessa forma, a velocidade é reduzida quando o canhão se aproxima
do centro do disco.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 41

Como o sistema operacional trata os discos

Apesar de os discos possuírem uma estrutura lógica baseada em trilhas, setores


e lados, o sistema operacional os manipula como se fossem formados por uma
sequência linear de setores com numeração crescente. Pode-se concluir, então,
que o sistema operacional precisa fazer algum tipo de conversão para ser capaz
de ler ou gravar os dados na posição correta do disco.

O primeiro setor do disco é reservado para a gravação de informação utilizada


na carga do sistema operacional, um processo conhecido como boot. Esse setor
armazena um pequeno programa responsável pela execução dessa operação. Sem
esse programa, não é possível inicializar o computador com o sistema operacio-
nal, ou seja, o disco não é bootável/inicializável.

Um setor é a menor unidade de medida para armazenamento de dados em um


disco, o que significa que o sistema operacional sempre utilizará um setor com-
pleto, mesmo que não haja uma quantidade de bytes suficientes para preenchê-lo.

Durante o processo de formatação de um disco, são criadas duas áreas: uma para
conter informações utilizadas pelo próprio sistema e outra destinada à gravação
dos arquivos. A área do sistema é dividida em setor de boot, mapa de localização
dos arquivos e diretório raiz.

No mapa de localização dos arquivos são registrados pelo sistema operacional os


setores que estão em uso. Ele é também conhecido pelo nome de tabela de aloca-
ção de arquivos. Já o diretório raiz contém as informações referentes aos nomes
dos arquivos, data/hora de criação deles, tamanho em bytes e tipo de arquivo.

Quando mais de um sistema operacional é instalado no disco rígido, um aplica-


tivo denominado gerenciador de boot, também conhecido pelo nome de boot
loader, é carregado para que o usuário possa selecionar o sistema operacional
que deseja carregar e utilizar.

RECAPITULANDO
Neste capítulo foram estudados os conceitos dos sistemas operacionais
e seu princípio de funcionamento. Foram também apresentadas as
estruturas física e lógica de discos magnéticos e ópticos e a maneira
como o sistema operacional os trata.
42 CONCEITO E FUNCIONAMENTO DE SISTEMAS OPERACIONAIS

Exercícios

1. Descrever a estrutura física de um disquete flexível.

2. Descrever a estrutura física de um disco rígido.

3. Descrever a estrutura física de um CD/DVD.

4. Indicar a alternativa correta quanto à estrutura dos discos magnéticos.


a) Os discos são divididos em trilhas e setores.
b) Os discos são divididos em compartimentos microscópicos denominados
buffer.
c) Os discos armazenam os dados em círculos de forma espiral.
d) Os discos possuem sulcos na superfície de forma similar aos existen-
tes nos antigos discos de vinil.
e) Os discos magnéticos são divididos em 60 seções de cada lado, de-
nominadas raias.

5. Como são numeradas as trilhas e os setores dos discos magnéticos?

6. O que são partições?

7. O que são os cilindros do disco rígido?

8. Quais são as classificações dadas aos sistemas operacionais quanto à


quantidade de programas que pode executar?

9. Quais são as classificações dadas aos sistemas operacionais quanto à


quantidade de usuários que podem ser atendidos?

As respostas dos exercícios deste livro estão disponíveis para download no


seguinte link: [Link]
Windows­-10-Introdução-ao-sistema-operacional-e-aplicativos_respostas.pdf
3. Instalação e apresentação do
Windows 10
Processo de instalação
Apresentação do Windows 10
Manipulação de janelas

O objetivo deste capítulo é demonstrar o processo de instalação do Windows 10 em


um novo disco, além de descrever alguns detalhes interessantes dessa nova versão.

Processo de instalação

O sistema operacional Windows 10, da Microsoft, está presente em aproxima-


damente 90% dos computadores, sejam de uso empresarial ou doméstico. Para
utilizá-lo, é necessário fazer sua instalação. A seguir será mostrado como exe-
cutar essa instalação a partir do zero, ou seja, em um disco rígido novo que não
possua qualquer sistema operacional.

Os requisitos para instalação do Windows 10 são basicamente os mesmos para


o Windows 7 ou 8/8.1. Pode-se considerar, como configuração ideal para insta-
lação da versão de 64 bits, um microcomputador com processador Core i3 ou
compatível, clock de 2 GHz, mínimo de 4 GB de memória RAM e disco rígido
com capacidade de pelo menos 500 GB e espaço livre de 100 GB.

O usuário deve colocar o DVD de instalação no drive do computador e ligá-lo.


Dessa forma, o programa de instalação do DVD será carregado. Após alguns
instantes, surge a tela mostrada pela Figura 1. Deve-se selecionar o idioma, o
formato de data/hora e o padrão de teclado. Para a última configuração, na
maioria dos casos será a opção Português (Brasil ABNT2). Após clicar no botão
Avançar, a tela mostrada pela Figura 2 será apresentada.
44 INSTALAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO WINDOWS 10

Figura 1 – Tela inicial do programa de instalação do Windows 10.

Figura 2 – Tela do programa de instalação do Windows 10.

Clicar no botão Instalar agora para dar início ao processo. Em seguida, escolher
a versão que deseja instalar na tela mostrada pela Figura 3.

Após clicar no botão Avançar, uma tela contendo os termos de licença de uso é
apresentada (Figura 4). Clicar na caixa de seleção Aceito os termos de licença
para ativá-la e depois novamente no botão Avançar.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 45

Figura 3 – Tela para seleção da versão a ser instalada.

Figura 4 – Tela dos termos de licença.

Uma nova tela é apresentada (Figura 5). Nela é necessário escolher entre atualizar
o sistema operacional já existente ou fazer uma instalação nova. Para este caso,
deve-se escolher a segunda opção.
46 INSTALAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO WINDOWS 10

Figura 5 – Tela para seleção do modo de instalação.

A tela apresentada em seguida (Figura 6) exibe um ou mais discos existentes


no computador, além de suas características, como a capacidade total. Deve-se
escolher o disco e clicar no botão Avançar. Com isso surgirá a tela mostrada
pela Figura 7.

Figura 6 – Tela para seleção do disco no qual será instalado o Windows 10.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 47

Figura 7 – Tela para escolha de personalização da instalação.

Nessa tela é possível escolher entre usar as configurações predefinidas do


Windows 10 ou personalizá-lo. É necessário clicar no botão Personalizar, que pos-
sibilita a configuração de vários parâmetros, como mostra o exemplo da Figura 8.

Figura 8 – Tela de personalização do Windows 10 durante instalação.

A Figura 9 apresenta a tela do programa de instalação que solicita a entrada de


dados de login da conta Microsoft, caso possua alguma. Deve-se entrar com o
endereço de e-mail cadastrado no [Link] e a senha de acesso dessa conta.
48 INSTALAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO WINDOWS 10

Figura 9 – Login com conta da Microsoft.

A próxima tela, mostrada pela Figura 10, permite que sejam criadas contas de usuá-
rios para acesso ao sistema. Uma tela apresentando informações sobre a assistente
Cortana, presente no Windows 10 build 1607 (julho de 2016), é aberta (Figura 11).
É possível optar por utilizar esse recurso ou não.

Figura 10 – Criação de conta de usuários para acesso ao sistema.

O processo de instalação terá início com diversas mensagens informando o


seu andamento, como mostra a Figura 12. Agora é só aguardar o término da
instalação.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 49

Figura 11 – Descrição da assistente Cortana.

Figura 12 – Mensagem de andamento do processo de instalação.

Para atualizar uma versão anterior do Windows (7, 8 ou 8.1), deve-se inserir o
DVD na unidade e aguardar aparecer a tela principal do programa de instalação.

Apresentação do Windows 10

A primeira versão do Windows foi lançada em 1985. Até a versão 3.X, o


Windows era apenas uma interface gráfica para o sistema operacional MS-DOS,
50 INSTALAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO WINDOWS 10

com exceção do Windows NT, que era um verdadeiro sistema operacional para
servidores de rede.

Com o lançamento do Windows 95 no ano de 1995, a Microsoft finalmente tor-


nou o Windows um sistema operacional de verdade, e não um mero ambiente
gráfico para auxiliar a execução de tarefas do MS-DOS. Outra grande novidade
dessa versão era a arquitetura de 32 bits, o que lhe garantia melhor desempenho
e acesso a uma quantidade maior de memória RAM.

VOCÊ SABIA?
O desenvolvimento do Windows 3.0 ocorreu na mesma época em que
a Microsoft e a IBM, por meio de uma parceria, trabalhavam juntas no
projeto de um novo sistema operacional para substituir o MS-DOS,
que resultou no OS/2.
O Windows NT, o primeiro sistema operacional 32 bits com interface
gráfica da Microsoft, foi substituído pelo Windows 2000 Server e seus
sucessores.

O Windows 10, anunciado em 30 de setembro de 2014, foi lançado oficialmente


em 29 de julho de 2015. Os usuários de cópias originais do Windows 7, 8 ou 8.1
podiam fazer a atualização para o Windows 10 gratuitamente até de julho de 2016.

Após essa data, o usuário que desejasse atualizar seu Windows para a ver-
são 10 precisaria adquiri-lo na loja online da Microsoft, no endereço eletrônico
<[Link] (acesso em: 13 out.
2016).

Após a correta instalação, ao ser reinicializado ou ligado pela primeira vez, o


Windows apresenta a tela de boas-vindas exibida pela Figura 13. Dando um
clique com o mouse, surge a tela para efetuar o login no sistema (Figura 14). É
preciso entrar com a senha definida no momento da instalação e clicar no ícone
com a seta à direita.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 51

Figura 13 – Tela de boas-vindas do Windows 10.

Figura 14 – Tela de login do Windows 10.

Após ter efetuado o login, surgirá a tela do ambiente de trabalho do Windows 10,
mostrada pela Figura 15. A Figura 16 exibe a descrição de áreas e ícones presentes
nessa tela.
52 INSTALAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO WINDOWS 10

Figura 15 – Tela de ambiente de trabalho do Windows 10.

Área de consulta Opção de Ícone de


da assistente Cortana Área de ícones teclado notificações
Ícone do Ícone de de aplicativos Data e hora do
Menu Iniciar visão de tarefas Volume sistema
Conexão
de rede
OneDrive
Mostrar ícones
ocultos

Figura 16 – Identificação de áreas e ícones do ambiente de trabalho do Windows 10.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 53

Ao clicar no ícone Menu Iniciar, aparecerá a lista de programas instalados ou que


já fazem parte do Windows 10 (Figura 17). Algumas das opções são grupos de
programas. Nesse caso, o item apresenta na extremidade direita uma seta aponta-
da para baixo, indicando que ele possui mais itens. Por exemplo, ao clicar no item
Acessórios do Windows, são apresentadas as opções constantes na Figura 18.

Figura 17 – Itens do ícone Menu Iniciar.

Figura 18 – Opções de um grupo de programas.


54 INSTALAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO WINDOWS 10

Para visualizar os arquivos existentes em um disco ou em uma pasta, pode ser


utilizada a ferramenta Explorador de Arquivos, antigamente denominada
Windows Explorer. A Figura 19 apresenta a tela desse aplicativo.

Figura 19 – Tela da ferramenta Explorador de Arquivos.

O Windows 10 trouxe um novo navegador de internet, o Edge, cuja tela é apre-


sentada pela Figura 20. No entanto, o antigo Internet Explorer continua presente,
só que escondido no grupo de programas Acessórios do Windows.

Figura 20 – Tela do aplicativo Edge, o novo navegador de internet.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 55

Na área de ícones fixos, existe um denominado Loja que, ao ser clicado, abre a
tela mostrada pela Figura 21. Essa é a loja de aplicativos da Microsoft, a partir
da qual é possível comprar ou baixar gratuitamente aplicativos diversos, jogos,
músicas e vídeos/filmes. É similar às lojas de aplicativos para dispositivos móveis
(smartphones e tablets).

Figura 21 – Tela da loja de aplicativos.

O ícone de notificações, localizado na extremidade direita, ao lado da informação


de data e hora do sistema, pode apresentar-se na cor branca com um número no
canto direito inferior. Quando esse ícone se apresenta dessa forma, significa que
existem notificações do Windows 10 que podem ser visualizadas, como mostra
a Figura 22.
56 INSTALAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO WINDOWS 10

Figura 22 – Tela de notificações do Windows 10.

Para sair do Windows 10, clicar no ícone Menu Iniciar e depois no primeiro
ícone da lista, representado por um círculo com um traço vertical. Em seguida,
selecionar a opção Desligar do menu apresentado, como mostra a Figura 23.

Figura 23 – Opção para desligar o Windows 10.

O Windows 7 inaugurou um recurso interessante denominado Windows Flip,


que consiste em uma nova opção de navegação pelos aplicativos, além da com-
binação de teclas [Alt]+[Tab]. Nele, o usuário visualiza miniaturas das telas dos
programas e pode clicar naquela correspondente ao programa que deseja ativar.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 57

Na nova versão, esse recurso foi aprimorado com a inclusão da capacidade de


criar várias áreas de trabalho, algo que já existia no sistema operacional Linux.
Com isso, é possível agrupar os programas em áreas de trabalho distintas. Por
exemplo, pode-se deixar em uma área os programas gráficos e em outros pro-
gramas de escritório, como Word e Excel. Deve-se destacar que as configura-
ções efetuadas em áreas de trabalho somente são válidas enquanto a sessão do
Windows estiver rodando. Se encerrar o Windows, na próxima vez que o executar
as configurações terão sido perdidas.

A Figura 24 apresenta a tela da nova versão do Windows Flip. As duas áreas já


estão predefinidas, assim como o ícone para adição de novas áreas de trabalho.

Figura 24 – Tela do Windows Flip.

Para mover um aplicativo de uma área para outra, clicar na janela que o represen-
ta e, com o botão esquerdo do mouse pressionado, arrastá-lo até a área desejada
(Figura 25). Ao mover um aplicativo de uma área para a outra, somente é possível
acessá-lo novamente ativando o recurso Windows Flip, como mostra a Figura 26.
58 INSTALAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO WINDOWS 10

Figura 25 – Movimentação de aplicativo entre áreas de trabalho.

Figura 26 – Tela do Windows Flip.

Manipulação de janelas

Todos os programas que podem ser rodados no Windows, sejam os que o acom-
panham ou os que são instalados posteriormente, trabalham dentro do seu pró-
prio ambiente, conhecido como janela do programa. Esse ambiente se assemelha
a um compartimento livre de qualquer influência de outro programa, embora
permita que haja troca de informações entre eles, como mostra o exemplo da
Figura 27.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 59

Figura 27 – Exemplo de um programa executado no Windows.

Existem características comuns a todas as janelas dos programas. Por exemplo,


toda janela apresenta uma barra de títulos, um menu e ícones para controle da
janela. Na Figura 28 é possível identificar as principais características existentes
em uma janela.

Barra de título Ícones de controle


(contém nome do programa e do arquivo) da janela
Menu da janela Barra de menu do programa

Figura 28 – Principais características de uma janela de programa.

A barra de menus contém diversos itens, que podem apresentar uma lista de
opções selecionáveis pelo usuário, como observa-se na Figura 29.
60 INSTALAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO WINDOWS 10

Figura 29 – Menu de opções do programa.

As Figuras 30 e 31 exibem, respectivamente, o menu de janela e os ícones de controle.


Esses ícones duplicam três opções existentes no menu de janela. O primeiro ícone
(Minimizar) minimiza a janela do programa de forma que seja transformada em
um ícone na barra de ferramentas do Windows, sem que o programa seja fechado.

Figura 30 – Menu da janela.

Figura 31 – Ícones de controle da janela.

O segundo ícone (Maximizar) faz com que a janela do programa ocupe toda a
área de trabalho do Windows, como no exemplo da Figura 32. Um segundo cli-
que nesse ícone e a janela volta ao seu tamanho normal. Por fim, o botão Fechar,
representado por um “X”, encerra efetivamente o programa.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 61

Figura 32 – Janela do programa maximizada.

Quando o programa não está maximizado, as bordas da janela podem ser utili-
zadas para ajustar seu tamanho. Ao posicionar o cursor do mouse sobre a borda,
ele se transforma em uma seta dupla. Para alterar o tamanho, clicar e arrastar a
borda enquanto mantém o botão esquerdo do mouse pressionado.

O canto direito inferior da janela, por outro lado, permite que o tamanho da
janela seja ajustado simultaneamente em ambas as direções, ou seja, tanto a
altura quanto a largura são alteradas ao mesmo tempo. A Figura 33 apresenta
a descrição desse tipo de controle. Já a Figura 34 mostra a janela do programa
redimensionada para um tamanho menor.

Figura 33 – Controles para ajuste do tamanho da janela.


62 INSTALAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO WINDOWS 10

Figura 34 – Tamanho da janela do programa reduzido.

Com o programa em modo não maximizado, também é possível mover a janela


pelo ambiente de trabalho do Windows. Para isso, é preciso clicar na barra de
título do programa e, com o botão esquerdo do mouse pressionado, arrastar a
janela, como indicado na Figura 35.

Figura 35 – Movimentação da janela do programa.

Existem algumas janelas especiais apresentadas pelos programas, ou até mesmo


pelo Windows, que possuem comportamento diferenciado. Essas janelas são nor-
malmente abertas para oferecer alguma informação ao usuário ou solicitar dele
a entrada de dados; não é possível acessar a janela principal do programa sem
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 63

antes fechá-la. Essas janelas são conhecidas como caixas de diálogo. Uma caixa
de diálogo bastante comum é a de abertura de arquivo, como mostra a Figura 36.

Figura 36 – Caixa de diálogo de programas Windows.

Os programas, assim como o próprio Windows, utilizam diversos componentes


em suas janelas e caixas de diálogo. Alguns permitem a digitação de textos e nú-
meros, outros apresentam lista de opções ou são utilizados para ativar/desativar
uma opção. Entre as listas de opções existe uma chamada caixa de combinação,
em que o usuário clica na seta para abrir a lista, como mostra o exemplo da
Figura 37. Já as opções que podem ser ativadas/desativadas são conhecidas como
caixas de seleção. Quando ativada, uma caixa de seleção apresenta um símbolo
de checagem. A Figura 38 exibe esse tipo de controle.

Figura 37 – Opções de uma caixa de combinação.


64 INSTALAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO WINDOWS 10

Figura 38 – Exemplo de caixa de seleção e botão de opção.

RECAPITULANDO
Este capítulo apresentou o processo de instalação do Windows e algu-
mas de suas características. Também demonstrou como manipular e
organizar janelas dos programas em execução.

Exercícios

1. Qual a versão do Windows que realmente o transformou de uma simples


interface gráfica em um sistema operacional de verdade?

2. Quais são os tipos de instalações disponíveis?

3. Qual é a função do ícone de notificações?

4. Qual é o aplicativo que substituiu o Internet Explorer?

As respostas dos exercícios deste livro estão disponíveis para download neste
link: [Link]
10-Introdução-ao-sistema-operacional-e-aplicativos_respostas.pdf
4. Gerenciamento de programas
e periféricos
Instalação e desinstalação de programas
Instalação de periféricos

Serão apresentados neste capítulo os procedimentos para instalação e desinsta-


lação de um programa, assim como para instalação de um novo periférico.

Instalação e desinstalação de programas

Embora o Windows ofereça diversos aplicativos e ferramentas de gerenciamento,


é inevitável a necessidade de instalar outros programas de interesse. Por exemplo,
o WordPad, que acompanha o Windows, serve para a escrita de textos simples,
que não exigem uma formatação mais sofisticada. No caso de ser preciso um
programa com recursos mais avançados, a primeira opção certamente será o
Word, que faz parte do pacote Microsoft Office.

Será mostrado neste capítulo como instalar um programa, tomando como exem-
plo o software Blender, utilizado na modelagem e animação 3D. O processo para
instalação de outros programas é similar, diferenciado apenas pela disponibili-
dade de opções apresentadas.

O Blender é um software gratuito, da categoria Open Source, que pode ser bai-
xado da internet. Contudo, se o usuário possuir um aplicativo comprado que
venha gravado em um CD ou DVD, também deverá executar passos similares
aos descritos aqui.

Com o Explorador de Arquivos aberto, deve-se acessar a pasta ou o disco que con-
tém o software a ser instalado, como indicado na Figura 1. Depois, dar um clique
66 GERENCIAMENTO DE PROGRAMAS E PERIFÉRICOS

duplo no arquivo correspondente ao programa de instalação. Se o Windows for a


versão de 32 bits e o programa a ser instalado for para versão 64 bits, a mensagem
da Figura 2 é apresentada.

Figura 1 – Tela do Explorador de Arquivos do Windows 10.

Figura 2 – Mensagem informando incompatibilidade de versão.

ATENÇÃO!
Um programa de arquitetura 32 bits pode ser instalado e executado per-
feitamente no sistema operacional de 64 bits, mas o contrário não ocorre,
ou seja, um programa de 64 bits não pode ser instalado nem mesmo
executado no sistema de 32 bits, dadas as características únicas e dife-
renciadas das instruções em código de máquina específicas para 64 bits.

Se o programa for compatível com a versão do Windows, após o carregamento do


arquivo de instalação, a mensagem de alerta do SmartScreen (caso esteja ativo)
aparece, solicitando confirmação da execução do programa, como mostrado na
Figura 3. Não havendo dúvidas quanto à origem e à confiabilidade do arquivo,
clicar no botão Run.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 67

Figura 3 – Mensagem de alerta do SmartScreen do Windows 10.

A Figura 4 exibe a primeira tela aberta pelo programa de instalação. Clicar no bo-
tão Next para prosseguir. Depois de algum tempo, o Windows ainda apresentará
a tela de mensagem mostrada pela Figura 5, solicitando confirmação. Clicar no
botão Sim.

Figura 4 – Tela inicial do programa de instalação.

Figura 5 – Mensagem de alerta do sistema de proteção do Windows 10.

Então, é só seguir as instruções apresentadas durante o processo de instalação.


No fim é exibida a tela mostrada pela Figura 6, indicando que a instalação foi
executada com sucesso.
68 GERENCIAMENTO DE PROGRAMAS E PERIFÉRICOS

Figura 6 – Tela de finalização do processo de instalação do programa.

Após a instalação, é possível que o programa adicione automaticamente ao am-


biente de trabalho o seu respectivo ícone de atalho, como indica a Figura 7. Se
esse ícone não for adicionado, o programa deverá ser executado a partir da lista
apresentada pelo ícone Menu Iniciar.

Figura 7 – Ambiente de trabalho com atalhos de programas.

No caso de o ícone não ser adicionado automaticamente, é possível que isso seja feito
manualmente. Acessar o ícone do programa na lista e clicar com o botão direito so-
bre ele para abrir o menu apresentado pela Figura 8. Selecionar a opção Abrir local
de arquivo, assim uma tela similar à da mostrada pela Figura 9 é aberta. Clicar no
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 69

ícone de atalho do programa e, mantendo a tecla [CTRL] pressionada, arrastá-lo


para a área de trabalho do Windows. Uma cópia do atalho será adicionada, como
exemplifica a Figura 10.

Figura 8 – Menu de opção de um atalho do menu de programas.

Figura 9 – Local do atalho do programa.


70 GERENCIAMENTO DE PROGRAMAS E PERIFÉRICOS

Figura 10 – Ambiente de trabalho com o novo atalho adicionado.

Assim como é possível instalar novos programas no Windows, também se


pode desinstalar algum aplicativo não desejado. Para executar essa operação,
deve-se expandir o grupo de programa Sistema do Windows e clicar no item
Painel de controle, como mostra a Figura 11. A partir da tela apresentada,
como mostra a Figura 12, selecionar Desinstalar um programa.

Figura 11 – Programas do grupo Sistema do Windows.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 71

Figura 12 – Painel de Controle.

Surgirá uma tela contendo a lista dos programas instalados, como mostra a
Figura 13. Selecionar o programa a ser desinstalado e depois clicar na opção
Desinstalar, localizada na parte superior. Uma tela similar à da Figura 14 apare-
cerá em seguida, permitindo iniciar o processo de instalação ao clicar no botão
Uninstall.

Figura 13 – Lista de programas instalados.


72 GERENCIAMENTO DE PROGRAMAS E PERIFÉRICOS

Figura 14 – Tela inicial do processo de desinstalação.

Instalação de periféricos

Quando o Windows é instalado, ele se ajusta automaticamente, adicionando


todos os drivers necessários para as configurações do computador, em especial
os relacionados com a própria placa-mãe. No entanto, quando se acrescenta um
periférico, como uma impressora ou um escâner, o Windows precisa ser recon-
figurado para que ele possa reconhecer esse novo dispositivo.

Os equipamentos mais modernos, graças à tecnologia Plug-and-Play (conecte e


use), são reconhecidos automaticamente pelo Windows quando conectados ao
computador. Porém, pode ocorrer de o equipamento, mesmo suportando essa
tecnologia, não possuir drivers atualizados para o Windows 10. Para esses casos,
o Windows deve ser “forçado” a procurar o driver adequado.

Como exemplo, será apresentado o processo de instalação de uma impressora a


laser, da marca HP, cujo modelo não possui drivers para o Windows 10. Ao ser
conectada ao computador, o Windows será capaz de detectá-la, como mostra a
tela da Figura 15. No entanto, ele não conseguirá encontrar um driver compatível
e mostrará que a impressora, embora tenha sido instalada, não é um dispositivo
reconhecido.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 73

Figura 15 – Instalação de dispositivo Plug-and-Play.

VOCÊ SABIA?
Plug-and-Play, também conhecido como PnP, é uma tecnologia de co-
nectividade entre equipamentos de informática cujo desenvolvimento
teve início em 1993. Com ela, os periféricos, ao serem conectados ao
computador, são automaticamente reconhecidos e configurados ade-
quadamente. Antes do seu advento, o usuário se via obrigado a definir
alguns parâmetros manualmente, como número da porta ou do IRQ
que deveria ser utilizado pelo equipamento.

É possível acessar o item Dispositivos e Impressoras, do Painel de Controle,


para abrir a tela da Figura 16, que permite a adição de uma nova impressora ao
clicar na opção Adicionar uma impressora.

Figura 16 – Tela de dispositivos e impressoras.


74 GERENCIAMENTO DE PROGRAMAS E PERIFÉRICOS

O Windows iniciará a busca por uma impressora que esteja conectada. Se não for
encontrado um driver compatível, nada será listado (Figura 17). Clicar na opção
A impressora que eu quero não está na lista e depois no botão Avançar. A tela
da Figura 18 surgirá em seguida. Escolher a última opção (Adicionar impressora
local ou de rede usando configurações manuais) e clicar em Avançar. Com isso
deve surgir a tela da Figura 19.

Figura 17 – Localização de dispositivo/impressora.

Figura 18 – Especificação manual de impressora.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 75

Figura 19 – Especificação da porta da impressora.

Selecionar a porta à qual a impressora está ligada (Figura 20) e clicar em Avançar.
Em seguida, escolher o fabricante e o modelo (Figura 21). Se não encontrar o
modelo na lista, clicar no botão Com disco e especificar a unidade de disco ou
pasta em que se encontra o driver (Figura 22).

Figura 20 – Lista de portas disponíveis.


76 GERENCIAMENTO DE PROGRAMAS E PERIFÉRICOS

Figura 21 – Seleção de marca e modelo de impressora.

Figura 22 – Especificação da unidade de disco que contém o driver da impressora.

Outra possibilidade, talvez a mais indicada e que apresenta um resultado mais


confiável, é acessar o site do fabricante e baixar o driver para a nova versão
do Windows. No caso da HP, o endereço é <[Link]/br/pt/[Link]>
(acesso em: 9 out. 2016). A página aberta deve ser similar à da Figura 23.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 77

Figura 23 – Página inicial do site da HP.

Posicionar o cursor do mouse sobre o menu Suporte e clicar na opção Software


e drivers (Figura 24). Na tela apresentada em seguida, informar a especificação
do modelo de impressora (Figura 25).

Figura 24 – Opção para download de drivers.

Figura 25 – Tela para especificação do modelo de impressora.


78 GERENCIAMENTO DE PROGRAMAS E PERIFÉRICOS

Se o modelo for encontrado, uma nova página é exibida com uma lista dos pro-
dutos correspondentes, como mostra a Figura 26. Escolher a opção adequada ao
clicar nela; assim serão apresentadas opções para seleção do arquivo a ser baixado
(Figura 27). Clicar no ícone com o sinal “+” no interior para expandir a opção
(Figura 28) e depois clicar no botão Download.

Figura 26 – Lista de produtos encontrados com a especificação informada.

Figura 27 – Opções de download de driver da impressora.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 79

Figura 28 – Tela para download do driver da impressora.

Em seguida, escolher a opção Download somente e clicar em Avançar


(Figura 29). Isso inicia a cópia do arquivo para o disco rígido do computador,
na pasta especificada.

Figura 29 – Tela para download do arquivo de instalação do driver.

Após a finalização do download do arquivo de instalação do driver, executá-lo.


A tela mostrada pela Figura 30 deve ser mostrada.
80 GERENCIAMENTO DE PROGRAMAS E PERIFÉRICOS

Figura 30 – Tela inicial de instalação do driver.

Clicar no botão Avançar. Depois de alguns minutos, o programa de instalação


do driver solicitará que a impressora seja conectada, caso ainda não esteja, como
mostra a Figura 31.

Figura 31 – Solicitação de conexão da impressora.

Concluída a instalação, a tela mostrada pela Figura 32 é apresentada. Ao ser


aberta a tela de dispositivos e impressoras, o ícone correspondente à impressora
instalada deve ser exibido (Figura 33).
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 81

Figura 32 – Fim do processo de instalação.

Figura 33 – Exibição do ícone da impressora instalada.

RECAPITULANDO
Neste capítulo, foram apresentados os processos de instalação e desins-
talação de um programa no Windows. Também foi mostrado como
proceder para a instalação de um periférico, com a indicação dos pas-
sos necessários para baixar o driver compatível com a nova versão do
Windows, a partir do site do fabricante.
82 GERENCIAMENTO DE PROGRAMAS E PERIFÉRICOS

Exercícios

1. Se o computador possuir uma versão de 64 bits do Windows, é possível


instalar programas com qual arquitetura?
a) De 8 bits.
b) De 32 ou 64 bits.
c) De 64 bits.
d) De 128 bits.
e) RISC.

2. Em qual grupo de programas se encontra a ferramenta Painel de


Controle?

3. Qual é a grande vantagem de equipamentos que suportam a tecnologia


Plug-and-Play?

4. Indicar o melhor procedimento a ser tomado no caso de o Windows não


conseguir instalar um periférico por falta de driver.
a) Comprar um equipamento mais novo.
b) Definir a porta, o número IRQ e o acesso DMA manualmente.
c) Baixar o driver a partir do site do fabricante.
d) Trocar o cabo de conexão USB.
e) Adicionar uma placa com mais portas USB.

As respostas dos exercícios deste livro estão disponíveis para download neste
link: [Link]
10-Introdução-ao-sistema-operacional-e-aplicativos_respostas.pdf
5. Configurações do sistema e
gerenciamento de arquivos
Configurações para vídeo e energia
Ambiente de trabalho e controle de senhas
Atualização do sistema e conta de usuários
Gerenciamento de arquivos
Backup de arquivos

O foco deste capítulo é demonstrar as principais configurações que podem ser


efetuadas no Windows 10, como resolução de vídeo e economia de energia, méto-
dos utilizados no gerenciamento de contas de usuários e arquivos do disco rígido
e atualização do sistema operacional. Pretende-se, também, descrever os méto-
dos de execução de backups de arquivos por meio de ferramentas específicas.

Configurações para vídeo e energia

O Windows permite que seu ambiente de trabalho seja personalizado de acordo


com as preferências do usuário. É possível alterar desde a imagem de fundo até o
gerenciamento de energia, função muito importante principalmente em notebooks,
quando estão funcionando apenas com a bateria.

Acessar a tela de configurações por meio do respectivo ícone, mostrado na Figura 1.


Com a ferramenta aberta (Figura 2), clicar no item Sistema, assim será aberta a
tela mostrada na Figura 3. É possível escolher cada uma das opções de configu-
ração a partir da lista à esquerda.
84 CONFIGURAÇÕES DO SISTEMA E GERENCIAMENTO DE ARQUIVOS

Figura 1 – Ícone da ferramenta de configuração.

Figura 2 – Tela principal da ferramenta de configuração do Windows 10.

Figura 3 – Opções de configuração de vídeo.

Para a primeira opção (Tela), se houver mais de um monitor conectado ao com-


putador, serão mostrados vários quadros azuis, com números no interior, repre-
sentando os monitores detectados pelo sistema.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 85

Clicando na opção Configurações de vídeo avançadas, uma nova tela contendo


mais opções é exibida (Figura 4). A partir da caixa de combinação Resolução, é
possível escolher a resolução de vídeo desejada. Essa resolução é dada em termos
de quantidade de pixels na horizontal e na vertical. Por exemplo, uma resolução
de 1.600 × 900 significa que a tela tem 1.600 pixels na horizontal e 900 pixels na
vertical. É como se fosse uma grade com 1.600 colunas por 900 linhas.

Figura 4 – Configurações avançadas de vídeo.

Escolhendo a opção Energia e suspensão é possível ajustar o sistema para que


ele economize energia, além de configurar o tempo máximo que o computador
pode ficar sem uso para que o sistema desative o monitor ou suspenda as ativi-
dades do processador e do disco rígido. Se estiver utilizando um notebook, essas
configurações podem ser feitas tanto para uso conectado à rede elétrica quanto
para uso apenas com a bateria, como mostra a Figura 5.
86 CONFIGURAÇÕES DO SISTEMA E GERENCIAMENTO DE ARQUIVOS

Figura 5 – Configurações de energia, com opções para notebook.

Ainda em relação ao uso de notebooks, o Windows 10 pode apresentar também uma


opção denominada Bateria, que, ao ser selecionada, apresenta a tela mostrada
pela Figura 6. Nela pode-se ajustar a porcentagem mínima de carga da bateria
para que seja ativado o sistema de economia.

Figura 6 – Configurações de bateria existente para notebooks.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 87

Ambiente de trabalho e controle de senhas

A opção Personalização permite acesso às configurações mostradas pela Figura 7.


É possível selecionar uma imagem a ser exibida como fundo no ambiente de tra-
balho do Windows, definir padrões de cores ou escolher novos temas, entre outros
aspectos.

Figura 7 – Configurações do ambiente de trabalho.

Para o item Tela de Bloqueio (Figura 8), pode-se definir uma imagem a ser
exibida durante o processo de login no Windows ou quando precisar acessá-lo
após ter sido acionado o descanso de tela, quando este estiver ativo.
88 CONFIGURAÇÕES DO SISTEMA E GERENCIAMENTO DE ARQUIVOS

Figura 8 – Configurações de tela de bloqueio.

Ao selecionar a opção Contas, a tela da Figura 9 é aberta. Selecionando a opção


Contas de e-mail e aplicativo, é possível adicionar novas contas por meio do
botão Adicionar nova conta, localizado na tela exibida em seguida. Escolher o
tipo de conta a partir das opções listadas na tela da Figura 10.

Figura 9 – Gerenciamento de contas.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 89

Figura 10 – Tipos de contas para adição.

Já a opção Opções de entrada possui configurações para definição de senhas de login


e acesso ao sistema (Figura 11). Um recurso que pode não ser muito comum entre os
usuários é denominado PIN (Personal Identification Number), que foi inaugurado
com o Windows 8, em função da dificuldade de se digitar senhas complexas em
dispositivos desprovidos de teclado físico, como smartphones e tablets.

Ele substitui a senha para acessar o Windows e os aplicativos, sendo formado


por quatro dígitos numéricos definidos pelo usuário. Para isso, deve-se clicar no
botão Adicionar localizado logo abaixo da legenda PIN.

Figura 11 – Configuração de senhas.


90 CONFIGURAÇÕES DO SISTEMA E GERENCIAMENTO DE ARQUIVOS

Atualização do sistema e conta de usuários

Periodicamente, a Microsoft lança atualizações do sistema operacional, com o


objetivo de adicionar melhorias ou corrigir algum problema de vulnerabilidade
de segurança. A atualização é executada automaticamente pelo Windows, mas
o próprio usuário pode forçar a verificação de existência de alguma atualização
que não tenha sido detectada.

Para efetuar essa operação, selecionar a opção Atualização e segurança na tela


principal da ferramenta de configurações. Com isso, a tela da Figura 12 é apresen-
tada. Para verificar se existem atualizações disponíveis, clicar no botão Verificar
se há atualizações.

Depois de algum tempo, o Windows mostrará se existem ou não atualizações.


No primeiro caso, pode-se confirmar a aplicação da atualização.

Figura 12 – Verificação de existência de atualizações.

Algumas atualizações exigem a reinicialização do Windows para que sejam con-


cluídas. Nesse caso, são apresentadas telas com informações do andamento do
processo, como mostram os exemplos das Figuras 13 e 14.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 91

Figura 13 – Mensagem do andamento da atualização.

Figura 14 – Mensagem do andamento da atualização.

Após a conclusão das atualizações e retorno ao Windows, o ícone de notificações


exibe uma informação de êxito (Figura 15).
92 CONFIGURAÇÕES DO SISTEMA E GERENCIAMENTO DE ARQUIVOS

Figura 15 – Mensagem de êxito das atualizações.

Para adicionar novos usuários ao sistema (o que é diferente do que foi visto an-
teriormente, sobre adição de senhas para contas de e-mail e aplicativos), abrir o
Painel de Controle e clicar no ícone Contas de Usuário (Figura 16). Para acessar
esse tipo de visualização do Painel de Controle, clicar na caixa de combinação
da legenda Exibir por e selecionar a opção Ícones grandes.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 93

Figura 16 – Painel de Controle com visualização por ícones grandes.

A tela mostrada pela Figura 17 será aberta em seguida. Para adicionar uma nova conta
de usuário, clicar na opção Gerenciar outra conta. Na tela seguinte (Figura 18), clicar
em Adicionar um novo usuário nas configurações do computador, que abrirá
a tela mostrada pela Figura 19.

Figura 17 – Gerenciamento de contas.


94 CONFIGURAÇÕES DO SISTEMA E GERENCIAMENTO DE ARQUIVOS

Figura 18 – Gerenciamento de outro usuário.

Figura 19 – Opções para adição de nova conta de usuário.

Clicar no botão com o sinal “+” ao lado da legenda Adicionar outra pessoa a
este PC, o que abre a tela mostrada pela Figura 20.

Entrar com um endereço de e-mail do usuário a ser cadastrado, ou clicar na opção


Não tenho as informações de entrada dessa pessoa caso esse usuário não possua
um e-mail ou não se sabe qual é o endereço. A tela mostrada pela Figura 21 é
apresentada em seguida, após clicar-se no botão Próximo, que solicita a digitação
de informações do novo usuário.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 95

Figura 20 – Entrada de e-mail ou telefone para nova conta de usuário.

Figura 21 – Informações sobre o usuário da nova conta.

Se o usuário não possuir e-mail, pode-se criar um por meio da opção Obter novo
endereço de email. Se decidir criar a conta de usuário sem vínculo com uma
conta da Microsoft, clicar na opção Adicionar um usuário sem uma conta da
Microsoft. Dessa forma, apenas deve ser digitado um nome para identificação do
usuário e sua senha de acesso na tela exibida pela Figura 22. Com as informações
preenchidas, clicar no botão Avançar e, após a criação da nova conta, o Windows
exibirá a tela mostrada pela Figura 23.
96 CONFIGURAÇÕES DO SISTEMA E GERENCIAMENTO DE ARQUIVOS

Figura 22 – Nome de usuário e senha de acesso.

Figura 23 – Exibição do novo usuário cadastrado.

Para alterar ou remover uma conta de usuário do sistema, acessar novamente o


gerenciador (Figura 24) e dar um duplo clique sobre o usuário. Na tela apresen-
tada em seguida (Figura 25), selecionar a opção desejada. No caso de exclusão
da conta, uma mensagem solicitando confirmação é exibida (Figura 26).
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 97

Figura 24 – Lista de contas de usuários cadastradas.

Figura 25 – Conta de usuário selecionada para edição ou exclusão.

Figura 26 – Confirmação de exclusão de conta de usuário.


98 CONFIGURAÇÕES DO SISTEMA E GERENCIAMENTO DE ARQUIVOS

A imagem exibida para o usuário no momento do login ou para liberar o acesso


ao sistema pode ser alterada. Para isso, é necessário acessar a ferramenta de con-
figurações e clicar na opção Contas. A tela mostrada pela Figura 27 é apresentada
em seguida. Clicar na opção Procurar um e depois selecionar a imagem desejada
a partir da caixa de diálogo mostrada pela Figura 28.

Figura 27 – Informações do usuário logado.

Figura 28 – Seleção de imagem para conta do usuário.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 99

Para trocar o usuário logado no Windows, clicar no Menu Iniciar e no ícone de


usuário, representado por um círculo com a imagem padrão ou a que foi defi-
nida (Figura 29). Então, escolher a opção Sair, que efetuará o logout do usuário
corrente e mostrará novamente a tela de login do Windows. Também é possível
clicar diretamente no nome do usuário que pretende acessar o sistema.

Figura 29 – Opção de troca de usuário.

Gerenciamento de arquivos

O gerenciamento de arquivos no disco rígido compreende principalmente as


operações de cópia, movimentação e exclusão de arquivos. São operações rea-
lizadas por meio da ferramenta do Windows 10 denominada Explorador de
Arquivos (antigo Windows Explorer). A Figura 30 exibe a tela desse programa.
100 CONFIGURAÇÕES DO SISTEMA E GERENCIAMENTO DE ARQUIVOS

Figura 30 – Explorador de Arquivos do Windows 10.

O processo de cópia, como o próprio nome sugere, consiste em gerar uma nova
cópia do arquivo em outra pasta, unidade de disco ou mesmo partição do disco
rígido. Para copiar um arquivo existem três maneiras diferentes. A primeira
consiste em selecionar o arquivo desejado, teclar [CTRL]+[C] ou escolher a
opção Copiar, do grupo de menu Início da barra de tarefas (Figura 31). Depois,
acessa-se a pasta ou unidade de disco que deve receber a cópia do arquivo e teclar
[CTRL]+[V] ou escolher a opção Colar, do mesmo menu Início.

Figura 31 – Opções do menu Início.

Na segunda opção, selecionar o arquivo, manter o botão esquerdo do mouse


pressionado e o arrastar até a pasta ou unidade de disco desejada, com a tecla
[CTRL] também pressionada.

A terceira e última opção utiliza o menu pop-up acessado com um clique no


botão direito do mouse sobre o arquivo a ser copiado (Figura 32). A opção Co-
piar deve ser selecionada e, em seguida, aberta a pasta ou a unidade de disco.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 101

Outro clique com o botão direito do mouse sobre essa pasta ou unidade permite
a seleção da opção Colar, a qual efetivamente copia o arquivo para o novo local.

Figura 32 – Opções do menu pop-up do Explorador de Arquivos.

Para mover um arquivo de uma pasta para outra, selecioná-lo e arrastá-lo para
o novo local, mantendo o botão esquerdo do mouse pressionado. O ícone do
arquivo aparece acompanhado por um balão de mensagem, informa a movimen-
tação do arquivo. Nesse processo, diferentemente da cópia, o arquivo original é
removido, ficando apenas a cópia no local para onde ele foi movido.

A exclusão de um arquivo é efetuada com sua seleção e posterior pressionamento


da tecla [DEL]. Também é possível escolher a opção Excluir do menu Início. O
arquivo é movido para a lixeira do Windows, permitindo que ele seja recuperado
no caso de uma exclusão acidental.

Com a exclusão de vários arquivos, a lixeira pode ficar cheia, e deve-se perio-
dicamente esvaziá-la. Para isso, clicar com o botão direito do mouse sobre seu
ícone e escolher a opção Esvaziar Lixeira do menu pop-up aberto (Figura 33).
102 CONFIGURAÇÕES DO SISTEMA E GERENCIAMENTO DE ARQUIVOS

Figura 33 – Opções do menu pop-up da lixeira.

Por padrão, quando um arquivo é excluído, ele é automaticamente enviado para


a lixeira. No entanto, é possível que seja apresentada uma mensagem de confir-
mação desse processo, como indicado na Figura 34. Para isso, selecionar a opção
Propriedades do menu pop-up e, na caixa de diálogo mostrada pela Figura 35,
ativar a caixa de seleção Exibir caixa de diálogo de confirmação da exclusão.

Figura 34 – Confirmação de exclusão.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 103

Figura 35 – Configurações da lixeira.

Se for dado um clique duplo sobre o ícone da lixeira, os arquivos contidos nela serão
apresentados em um formato similar ao do Explorador de Arquivos (Figura 36).
A partir dessa tela é possível restaurar um arquivo excluído indevidamente. Para isso,
clicar com o botão direito do mouse sobre o arquivo desejado e escolher a opção
Restaurar (Figura 37).

Figura 36 – Exibição de arquivos da lixeira.


104 CONFIGURAÇÕES DO SISTEMA E GERENCIAMENTO DE ARQUIVOS

Figura 37 – Opção para restaurar arquivo.

Caso seja necessário restaurar todos os arquivos, acessar o menu Gerenciar e


clicar na opção Restaurar todos os itens (Figura 38).

Figura 38 – Opções do menu Gerenciar.

ATENÇÃO!
Não é possível restaurar nenhum arquivo após a lixeira ser esvaziada, a
menos que seja utilizado um aplicativo específico capaz de executar essa res-
tauração. Existem aplicativos gratuitos que podem ser baixados da internet.

Backup de arquivos

Uma das tarefas mais importantes que todo usuário deve efetuar periodicamente é
a cópia de arquivos do disco rígido em um dispositivo de armazenamento externo,
como um pen drive, mídia de DVD ou mesmo HDs externos. Com isso, evita-se
a possibilidade de perda de arquivos em virtude de alguma pane no disco rígido
ou mesmo no computador. Esse processo é comumente conhecido como backup.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 105

A maneira mais simples de se efetuar backup de arquivos é copiando-os por meio


do próprio Explorador de Arquivos do Windows. Esse método, no entanto, não
é muito prático quando é necessário copiar uma quantidade muito grande de
arquivos, com grande chance de não caber no dispositivo ou disco selecionado.

O Windows possui uma ferramenta própria para a execução de backups, que per-
mite a gravação dos arquivos em mídias de CD/DVD. Pode ser utilizada também
com outros tipos de equipamentos, como HDs externos, pen drives e unidade de
fitas DAT, mas esse último tipo de equipamento não é de uso comum por usuá-
rios domésticos. Como ela gerencia o processo de cópia, quando o dispositivo
ou disco não possuir mais espaço para o armazenamento, automaticamente é
solicitado que outro seja selecionado. Por exemplo, para o backup de uma pasta
com um total de 6 GB de dados, em um disco de DVD de simples camada, cuja
capacidade de armazenamento é de 4,7 GB, a ferramenta solicitará a inserção de
outro disco virgem quanto o primeiro estiver sem espaço.

Essa ferramenta também possibilita que os arquivos gravados com o processo de


backup sejam restaurados para o disco rígido do computador.

Para executar essa ferramenta, acessar o Painel de Controle do Windows e clicar


no item Backup e restauração (Windows 7). A tela mostrada pela Figura 39 é
apresentada em seguida. Clicar na opção Configurar backup para abrir a tela
mostrada pela Figura 40, que permite a seleção do dispositivo de armazenamento
a ser utilizado na cópia dos arquivos.

Figura 39 – Tela principal da ferramenta de backup.


106 CONFIGURAÇÕES DO SISTEMA E GERENCIAMENTO DE ARQUIVOS

Figura 40 – Seleção do destino do backup.

Após clicar no botão Avançar, uma nova tela é exibida para escolha do método
de backup (Figura 41). É possível escolher a pasta e os arquivos que se deseja
copiar selecionando a segunda opção (Deixe que eu escolha). Dessa forma, a tela
mostrada pela Figura 42 é exibida para que possam ser selecionados os arquivos
ou pastas para o backup.

Figura 41 – Opções de métodos de backup.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 107

Figura 42 – Seleção de pastas e arquivos para backup.

Após selecionar as pastas e os arquivos e clicar no botão Avançar, o utilitário


exibe a tela mostrada pela Figura 43. Clicar no botão Salvar configurações e
executar backup para dar início ao processo de cópia, indicado pela Figura 44.

Figura 43 – Confirmação do backup.


108 CONFIGURAÇÕES DO SISTEMA E GERENCIAMENTO DE ARQUIVOS

Figura 44 – Processo de execução do backup.

Se houver necessidade de restaurar um backup previamente efetuado, na tela


principal da ferramenta (Figura 45), clicar na opção Selecionar outro backup
do qual restaurar arquivos. Exibe-se, então, a tela da Figura 46 para seleção do
backup a ser restaurado.

Figura 45 – Restauração de arquivos.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 109

Figura 46 – Seleção do backup a restaurar.

Com o backup selecionado, clicar no botão Avançar para que uma tela de seleção
das pastas e arquivos a serem restaurados seja apresentada (Figura 47). Para sele-
cionar arquivos individuais, clicar no botão Procurar arquivos. Já para restaurar
pastas inteiras, clique em Procurar pastas. A Figura 48 exibe a tela para seleção
de arquivos ou pastas para restauração.

Figura 47 – Opções para restauração de pastas ou arquivos.


110 CONFIGURAÇÕES DO SISTEMA E GERENCIAMENTO DE ARQUIVOS

Figura 48 – Tela para seleção de pastas ou arquivos a restaurar.

Além desse utilitário de backup do próprio Windows, existem no mercado outras


opções de softwares que oferecem recursos mais avançados. Há versões pagas e
outras gratuitas que podem ser baixadas da internet.

RECAPITULANDO
Neste capítulo foram estudadas as principais configurações do
Windows 10 relacionadas com o ambiente de trabalho, contas de usuá-
rios e configurações de energia.
Também foi visto o processo de gerenciamento de arquivos, como exe-
cução de cópia, movimentação e exclusão, além da manutenção da
lixeira do Windows e backup de arquivos.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 111

Exercícios

1. A opção Tela da ferramenta de configurações do Windows 10 permite,


entre outras coisas:
a) controlar o posicionamento da imagem dentro do monitor de vídeo.
b) definir a resolução utilizada, em termos de pixels visíveis na tela.
c) alterar o ângulo de visão das imagens.
d) alternar entre visão 2D e 3D.
e) digitalizar documentos impressos.

2. Marcar a alternativa correspondente à definição de resolução de vídeo:


a) Processo em que se calcula os valores de uma expressão matemática.
b) Quantidade de caracteres que podem ser visualizados na tela.
c) Tamanho da tela medida em polegadas (largura × altura).
d) Quantidade de pixels existentes na horizontal e na vertical.
e) Número de cores que podem ser exibidas o mesmo tempo.

3. Marcar a alternativa que corresponde ao significado do termo PIN.


a) Propriedade Intelectual Nativa.
b) Processo de Interação Natural.
c) Personal Identification Number.
d) Plataform Independent Number.
e) Personal Identification Name.

4. Descrever o processo necessário para se restaurar um arquivo acidentalmente


excluído.

5. Pesquisar na internet por softwares utilitários para execução de backup de


arquivos.

As respostas dos exercícios deste livro estão disponíveis para download neste
link: [Link]
10-Introdução-ao-sistema-operacional-e-aplicativos_respostas.pdf
6. Principais aplicativos do
Windows
Anotações com Bloco de Notas
Desenhos com Paint
Textos com WordPad
Cálculos rápidos
Visualização de mídias (áudio e vídeo)
Loja de aplicativos
Sistema de ajuda

Este capítulo apresenta os programas nativos do Windows 10 mais comumen-


te utilizados, como Bloco de Notas, Paint, WordPad, Calculadora e Windows
Media Player, além de uma breve introdução ao sistema de ajuda ao usuário com
demonstração de como utilizá-lo.

Anotações com Bloco de Notas

O Windows possui dois aplicativos destinados à edição de textos. Neste tópico


serão apresentadas as principais características do Bloco de Notas. Ele permite
que sejam criados textos curtos, sem muitas opções de formatação, quase como
se fosse realmente um pequeno caderno de anotações rápidas.

Esse aplicativo, assim como os demais que serão apresentados ao longo deste
capítulo, está localizado no grupo de programas Acessórios do Windows. Sen-
do assim, é preciso expandir esse item para que seja possível executá-lo, como
mostra a Figura 1.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 113

Figura 1 – Grupo de programas Acessórios do Windows.

A Figura 2 mostra a tela do programa, que é bastante simples. A barra de menus


possui opções para manipulação de arquivo (abertura, gravação, impressão,
criação de novo arquivo etc.), edição de texto (cópia/colagem, localização/subs-
tituição de texto etc.), formatação de caracteres, entre outras. A área de digitação
de texto é formada por toda a parte inferior, logo abaixo da barra de menu.

Figura 2 – Bloco de Notas.


114 PRINCIPAIS APLICATIVOS DO WINDOWS

Abrir o menu Formatar e selecionar a opção Quebra automática de linha para


ativar esse recurso do Bloco de Notas. O que ele faz é forçar o texto a fluir para
uma nova linha ao atingir a borda da janela.

Digitar, como exemplo, o seguinte texto:

Estamos tão acostumamos ao uso de computadores em nosso trabalho


ou em casa que nem paramos para pensar na complexidade que os
diferenciam de outros equipamentos eletrônicos e que lhes dão tanta
versatilidade e poder.
Também não nos damos conta da sua rápida evolução, desde os tempos
dos computadores militares, desenvolvidos ainda durante a Segunda
Guerra Mundial por EUA e Inglaterra, e que empregavam relés eletro-
mecânicos em sua operação, até os mais atuais dispositivos móveis – os
tablets e smartphones.
Depois do uso de relés eletromecânicos, que tinham pouca confiabi-
lidade e funcionamento lento, os computadores passaram a ter uma
arquitetura que consistia em circuitos eletrônicos formados principal-
mente por válvulas termoiônicas e outros componentes como resistores
e capacitores.
O primeiro computador a funcionar de forma totalmente eletrônica,
utilizando essa arquitetura foi o ENIAC (Electrical Numerical Integrator
and Calculator). Ele era tão grande que ocupava uma sala inteira de
9 × 30 metros.

A Figura 3 exibe o texto já digitado. A partir do menu Formatar, é possível es-


colher a opção Fonte para selecionar uma fonte de letras diferente para o texto
(Figura 4). É importante observar que a fonte é aplicada a todo o texto contido
na área de digitação, o que significa que não é possível alterar a fonte de letras
apenas de um texto previamente selecionado.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 115

Figura 3 – Texto digitado no Bloco de Notas.

Figura 4 – Seleção de fonte de caracteres.

Diminuir a largura da janela do aplicativo arrastando a borda direita em direção à


esquerda. O ajuste da largura da janela faz com que o texto seja automaticamente
reorganizado, forçando-o a fluir na próxima linha (Figura 5). É bom destacar que
o Bloco de Notas sempre quebra as linhas em palavras inteiras, ou seja, não são
aplicados hífens dividindo as palavras.
116 PRINCIPAIS APLICATIVOS DO WINDOWS

Figura 5 – Quebra de linha ativada.

Desativar a opção Quebra automática de linha, do menu Formatar, e o texto


não será influenciado pela largura da janela do aplicativo, extrapolando seus
limites em relação à borda direita (Figura 6).

Figura 6 – Quebra de linha desativada.

Desenhos com Paint

O aplicativo Paint já é conhecido de longa data dos usuários Windows. Ele é um


programa destinado à criação de desenho simples, sem oferecer os recursos gráfi-
cos existentes em programas como CorelDRAW, Illustrator, Photoshop ou GIMP.

Ao ser executado, o programa apresenta sua tela principal, vista na Figura 7.


Na parte superior está a faixa de opções que contém diversas ferramentas para
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 117

criação de desenhos, edição e seleção de tipos de traços e cores. Inicialmente, está


ativa a guia Início, mas, ao ser selecionada a guia Arquivo, surgem opções para
abertura, gravação, impressão etc. (Figura 8). A Figura 9 exibe a foto da estrela
Eta Carinae carregada no Paint.

Figura 7 – Tela principal do programa Paint.

Figura 8 – Imagem carregada no Paint.


118 PRINCIPAIS APLICATIVOS DO WINDOWS

Figura 9 – Imagem carregada no Paint.

Para desenhos à mão livre, o usuário pode selecionar vários tipos de pincéis a
partir da lista apresentada pelo ícone Pincéis (Figura 10). Do mesmo modo, é
possível selecionar a forma geométrica a ser desenhada a partir do grupo de
ícones mostrados na Figura 11. Por exemplo, com a seleção do ícone de um re-
tângulo com cantos arredondados, surge o objeto exibido pela Figura 12.

Figura 10 – Opções de pincel.

Figura 11 – Opções de formas geométricas.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 119

Figura 12 – Desenho de um retângulo com cantos arredondados.

Ao ser selecionada uma forma geométrica, antes de iniciar o desenho na área


de trabalho, podem ser definidos os tipos de: linha de contorno, preenchi-
mento a ser aplicado ao interior do objeto e espessura da linha de contorno.
As Figuras 13, 14 e 15 exibem as opções desses controles.

Figura 13 – Opções de contorno.

Figura 14 – Opções de preenchimento.


120 PRINCIPAIS APLICATIVOS DO WINDOWS

Figura 15 – Opções de espessura de linha.

Os ícones Cor 1 e Cor 2 permitem, respectivamente, a seleção de uma cor para


a linha de contorno e para o preenchimento. Vale lembrar que o preenchimento
só ocorrerá se estiver selecionada uma opção diferente de Sem preenchimento,
no controle Preenchimento.

Essas cores podem ser escolhidas a partir da paleta de cores apresentada à di-
reita. Para especificar uma cor diferente das existentes nessa paleta, clicar no
ícone Editar cores e, na caixa de diálogo apresentada na Figura 16, especificar
os parâmetros até obter a cor desejada. Um exemplo é apresentado na Figura 17.

Figura 16 – Paleta de cores.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 121

Figura 17 – Exemplo de desenho com preenchimento.

Mesmo se um objeto gráfico for desenhado sem a especificação de um preen-


chimento, posteriormente ele poderá ser preenchido por meio da ferramenta
Preencher com cor, representada pelo ícone de uma lata de tinta ( ). Para
utilizar essa ferramenta, selecionar a cor desejada e clicar nela. Clicar no interior
do objeto vazado que precisa receber o preenchimento (Figura 18).

Figura 18 – Objetos preenchidos.

Com a guia Exibir selecionada, as opções mostradas pela Figura 19 são exibidas.
Por meio delas, é possível configurar o nível de zoom da imagem e se alguns
recursos visuais, como régua e grade, serão exibidos ou não.

Figura 19 – Opções do menu Exibir.

O Paint oferece, ainda, alguns recursos de edição que também podem ser encon-
trados em outros softwares gráficos. Eles estão localizados no grupo denominado
Imagem.

A opção Redimensionar apresenta a caixa de diálogo mostrada pela Figura 20. Por
meio dela podemos alterar a largura e a altura da imagem/desenho informando
122 PRINCIPAIS APLICATIVOS DO WINDOWS

o valor desejado nas caixas de entrada. Esse valor pode ser dado em porcentagem
ou em quantidade de pixels, de acordo com opção selecionada.

Figura 20 – Caixa de diálogo para redimensionamento de imagem.

Se a caixa Manter taxa de proporção estiver ativa, o ajuste será aplicado de forma
que a imagem mantenha sua proporção entre altura e largura. Por exemplo, ao ser
informado um valor de 50% na caixa de entrada Horizontal (que corresponde à
largura da imagem), o Paint aplicará o mesmo valor na caixa de entrada Vertical
(correspondente à altura).

Também é possível aplicar um efeito de inclinação tanto na horizontal quanto


na vertical. Os valores, digitados nas respectivas caixas de entrada, são dados
em ângulos. A Figura 21 exibe um exemplo de aplicação de inclinação de 45º
na horizontal.

Figura 21 – Imagem inclinada em 45º.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 123

Já a opção Girar apresenta o menu exibido pela Figura 22. Essas opções tornam
possível rotacionar ou inverter totalmente a imagem, como mostram os exemplos
das Figuras 23 e 24.

Figura 22 – Opções da ferramenta Girar.

Figura 23 – Imagem rotacionada 90º para a direita.

Figura 24 – Imagem invertida horizontalmente.


124 PRINCIPAIS APLICATIVOS DO WINDOWS

Por fim, tem-se a ferramenta de seleção de uma área da imagem ou dela por
completo (Figura 25). A área selecionada é destacada por uma linha pontilhada,
como indica a Figura 26. Ela pode ser copiada, apagada ou receber algum tipo
de efeito, como inclinação, rotação ou inversão, de forma independente do resto
da imagem.

Figura 25 – Opções da ferramenta de seleção.

Figura 26 – Área selecionada da imagem.

Textos com WordPad

O segundo aplicativo de texto que será apresentado é o WordPad. Esse aplicativo


possui melhores recursos de formatação em relação ao Bloco de Notas, mas ainda
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 125

assim não se compara a um verdadeiro processador de textos, como o Word. Ao


ser executado, a tela principal, mostrada pela Figura 27, surge para o usuário.
No Paint, há uma barra superior dividida em diversas abas, cada uma contendo
opções de formatação do texto.

Figura 27 – Tela do WordPad.

Digitar o mesmo texto adicionado como exemplo no Bloco de Notas (Figura 28).
Em seguida, selecionar um parágrafo inteiro, clicando com o mouse no início
dele e arrastando o cursor enquanto o botão é mantido pressionado. Clicar na
caixa de combinação para seleção de fonte de caracteres e escolher uma das fon-
tes disponíveis (Figura 29). Apenas o texto selecionado foi alterado para a fonte
especificada, diferentemente do que ocorre com o Bloco de Notas, que aplica a
fonte a todo o texto.
126 PRINCIPAIS APLICATIVOS DO WINDOWS

Figura 28 – Tela do WordPad.

Figura 29 – Opções de fonte de caracteres.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 127

Um recurso interessante do WordPad é a inserção de imagens no texto. Para


inserir uma imagem, clicar no ícone Imagem e escolher em seguida o arquivo
que contém a imagem desejada. O exemplo mostrado pela Figura 30 mostra
essa situação.

Figura 30 – Imagem inserida em um texto do WordPad.

Outro recurso de inserção de imagens está disponível por meio do ícone Dese-
nho do Paint. Ao clicar nele, o aplicativo Paint é aberto para que seja possível
criar o desenho, como mostra o exemplo da Figura 31. Após finalizar o trabalho
no Paint, selecionar a opção Sair e voltar ao documento, da aba Arquivo. Com
isso, há o retorno ao WordPad já com a imagem inserida na posição em que se
encontrava o cursor (Figura 32).

Figura 31 – Desenho criado no Paint.


128 PRINCIPAIS APLICATIVOS DO WINDOWS

Figura 32 – Desenho no Paint inserido no texto do WordPad.

Para configurar o tamanho da página do documento, acessar a aba Arquivo e


selecionar a opção Configuração de página. Na caixa de diálogo apresentada
pela Figura 33, selecionar o tamanho do papel, definir as margens e especificar
a orientação da impressão (retrato ou paisagem).

Figura 33 – Configuração da página do documento.

Para imprimir, o WordPad oferece as opções listadas na Figura 34. Selecionando a


opção Visualizar impressão, uma tela com a prévia da impressão do documento
é apresentada (Figura 35).
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 129

Figura 34 – Tela do WordPad.

Figura 35 – Opções de fonte de caracteres.

Aproveitando o trabalho com o texto, será abordado outro aplicativo, conside-


rado mais como um utilitário, denominado Mapa de Caracteres, existente nas
versões anteriores do Windows e capaz de exibir toda a tabela de caracteres
disponíveis para uma determinada fonte. A Figura 36 mostra sua tela inicial.
130 PRINCIPAIS APLICATIVOS DO WINDOWS

Com esse aplicativo é possível selecionar caracteres gráficos e colá-los nos textos.
Entre esses tipos especiais de caracteres encontram-se símbolos matemáticos,
desenhos de setas, letras gregas etc.

Figura 36 – Tela do WordPad.

Como exemplo, selecionar a fonte de caracteres Wingdings a partir da lista


disponível (Figura 37). Clicar no caractere desejado utilizando a lista disponível
(Figura 38) e depois no botão Selecionar. Para finalizar, clicar em Copiar.

Figura 37 – Opções de fonte de caracteres.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 131

Figura 38 – Lista de caracteres.

No documento no qual se deseja inserir o caractere, selecionar a opção Editar


e depois clicar em Colar, ou teclar [CTRL]+[V], como mostra o exemplo da
Figura 39.

Figura 39 – Caractere especial inserido no texto.

Cálculos rápidos

Diferentemente das versões anteriores, o aplicativo Calculadora não se encontra


mais no grupo de programa Acessórios do Windows. Ele aparece como um item
à parte na lista de programas do menu Início (Figura 40). Clicando no ícone
Menu, é possível selecionar o tipo de calculadora desejada (Figura 41).
132 PRINCIPAIS APLICATIVOS DO WINDOWS

Figura 40 – Tela inicial da calculadora.

Figura 41 – Menu de opções da calculadora.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 133

É possível utilizar uma calculadora do tipo científica, que apresenta funções tri-
gonométricas (Figura 42) ou uma calculadora para programadores (Figura 43),
que apresenta os números nas quatro bases numéricas utilizadas em programa-
ção (decimal, hexadecimal, octal e binária).

Figura 42 – Calculadora científica.

Figura 43 – Calculadora para programadores.


134 PRINCIPAIS APLICATIVOS DO WINDOWS

Já as opções do grupo Conversor permitem a conversão de unidades de medi-


da de um padrão para outro, como, por exemplo, de milhas para quilômetros
(Figura 44).

Figura 44 – Calculadora do grupo conversor.

Visualização de mídias (áudio e vídeo)

Para executar vídeos ou ouvir áudios, como músicas em formato MP3, pode-se
utilizar o aplicativo denominado Windows Media Player, já conhecido dos usuá-
rios das versões anteriores do Windows.

Ao ser executado pela primeira vez, a tela mostrada pela Figura 45 é exibida.
Selecionar a opção Configurações recomendadas e clicar em Concluir. Assim,
a tela principal do programa é apresentada (Figura 46).

À esquerda estão opções para agrupamento dos diversos tipos de mídias, como
arquivos de música, de vídeo, de imagens etc. Uma característica interessante do
aplicativo é sua capacidade de varrer todo o disco rígido (ou discos rígidos, se
houver mais de um na máquina) em busca desses arquivos.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 135

Figura 45 – Tela exibida na primeira execução do Windows Media Player.

Figura 46 – Tela inicial do Windows Media Player.

Na Figura 47 são apresentados diversos vídeos que podem ser visualizados com
um clique no botão Reproduzir.
136 PRINCIPAIS APLICATIVOS DO WINDOWS

Figura 47 – Exibição de vídeos armazenados na biblioteca do Windows Media Player.

Loja de aplicativos

A loja de aplicativos do Windows 10 tem uma função similar à dos sistemas


operacionais Android e iOS para smartphones e tablets. É possível adquirir
aplicativos e jogos, que podem ser gratuitos ou comercializados por meio de
compra com cartão de crédito.

A Figura 48 reproduz a tela principal da loja de aplicativos. Os quatro botões


permitem acessar grupos de programas que podem ser comprados ou instala-
dos gratuitamente. Por exemplo, ao clicar no botão Aplicativos populares, será
exibida uma tela similar à mostrada pela Figura 49.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 137

Figura 48 – Tela principal da loja de aplicativos.

Figura 49 – Opções do grupo Aplicativos populares.

Escolher o aplicativo desejado clicando no respectivo ícone. Por exemplo, en-


contrar o aplicativo da Autodesk denominado SketchBook, um programa de
desenho. Após clicar no ícone, surge a tela mostrada pela Figura 50.

Clicar no botão Adquirir para que o download do arquivo de instalação seja


iniciado (Figura 51). Com o término do download, inicia-se a instalação automa-
ticamente. Não é necessário baixar um arquivo e depois executá-lo para instalar
138 PRINCIPAIS APLICATIVOS DO WINDOWS

o programa. O processo é executado na sequência, sendo que nenhum arquivo


de instalação é deixado gravado na máquina. Se precisar reinstalar o programa,
é necessário repetir o processo.

Figura 50 – Arquivo selecionado para instalação.

Figura 51 – Processo de instalação do aplicativo.

A Figura 52 exibe a tela do programa SketchBook após ser executado.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 139

Figura 52 – Tela inicial do aplicativo instalado.

Sistema de ajuda

Desde a época do MS-DOS, os programas ofereciam um sistema de auxílio


ao usuário que permitia obter informações sobre alguma funcionalidade do
aplicativo, quase como um manual de usuário on-line. No ambiente Windows
não é diferente, sendo que o próprio sistema operacional dispõe desse recurso.

O sistema de ajuda do Windows 10 difere substancialmente do existente no


Windows XP. Nesse último, o recurso podia ser acessado pela opção Ajuda e
suporte do menu Iniciar (Figura 53). Uma tela para especificação do assunto
a ser pesquisado no sistema de ajuda era apresentada em seguida (Figura 54).
140 PRINCIPAIS APLICATIVOS DO WINDOWS

Figura 53 – Opção de ajuda do Windows XP.

Figura 54 – Tela principal do sistema de ajuda do Windows XP.

No Windows 10, a tecla [F1] deve ser pressionada com o ambiente de trabalho
aberto, para que seja exibida a tela mostrada pela Figura 55. O sistema utiliza os
recursos da própria internet para oferecer ajuda às dúvidas do usuário. Digitar
o assunto desejado na caixa de digitação na parte superior da página e clicar no
ícone com o desenho de uma lupa para efetuar a pesquisa.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 141

Figura 55 – Navegador aberto com tela do sistema de ajuda do Windows 10.

Também é possível obter auxílio com o uso da assistente pessoal Cortana. Para
isso, clicar no respectivo ícone da barra de tarefas do Windows 10 e digitar o
texto que representa o assunto a ser pesquisado na caixa de digitação apresentada
(Figura 56). Clicar em uma das opções listadas pela assistente e será exibida a
tela mostrada no exemplo da Figura 57.

Figura 56 – Lista de resultados da assistente Cortana.


142 PRINCIPAIS APLICATIVOS DO WINDOWS

Figura 57 – Tela aberta por uma das opções listadas pela assistente Cortana.

A terceira opção é clicar o botão direito do mouse sobre o ícone Este Compu-
tador e selecionar a opção Propriedades para abrir a tela Sistema (Figura 58).
Clicar no ícone contendo um círculo azul com o sinal de interrogação no centro
(Figura 59). Digitar o assunto a ser pesquisado na caixa de digitação e clicar no
ícone da lupa para ver o resultado da pesquisa (Figura 60).

Figura 58 – Tela Sistema do Windows 10.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 143

Figura 59 – Tela do sistema de ajuda do Windows 10.

Figura 60 – Resultado da pesquisa no sistema de ajuda do Windows 10.

RECAPITULANDO
Foram apresentados neste capítulo os principais programas aplicativos
que acompanham o Windows 10, como Bloco de Notas, WordPad,
Paint, Calculadora e Windows Media Player, além de uma explicação
sobre como obter ajuda.
144 PRINCIPAIS APLICATIVOS DO WINDOWS

Exercícios

1. Criar um texto no Bloco de Notas e selecionar uma nova fonte de carac-


teres. Em seguida, fazer uma substituição de uma ou mais palavras. Por
fim, gravar o texto em um arquivo.

2. Qual ferramenta do Paint é responsável pelo ajuste das dimensões de uma


imagem?
a) Recalcular tamanho.
b) Ajustar dimensão.
c) Redimensionar.
d) Escalonar imagem.
e) Modificar imagem.

3. Qual o nome da ferramenta do WordPad responsável pela inserção de


imagem no documento?
a) Incluir imagem.
b) Inserir.
c) Adicionar imagem.
d) Carregar figura.
e) Imagem.

4. Citar os tipos de calculadoras que estão disponíveis no aplicativo


Calculadora.

As respostas dos exercícios deste livro estão disponíveis para download neste
link: [Link]
10-Introdução-ao-sistema-operacional-e-aplicativos_respostas.pdf
7. Prompt de comando,
PowerShell e
Painel de Controle
Utilização da janela de comandos
Windows PowerShell
Painel de Controle
Conexão em rede local

Neste capítulo serão apresentados: a janela de comandos e sua forma de utiliza-


ção, o uso da ferramenta PowerShell, como efetuar configurações por meio de
opções existentes no Painel de Controle e como compartilhar pastas de arquivo
e impressoras interligados via rede local.

Utilização da janela de comandos

Embora o Windows, a partir da versão 95, seja um verdadeiro sistema opera-


cional com interface gráfica, ele ainda oferece um recurso para digitação de
comandos utilizando uma janela que é similar à interface em modo caractere
do antigo MS-DOS.

No Windows 10, existem diversas formas de acessar essa janela, denominada


Prompt de Comando. Na primeira forma, expanda o grupo de programas Siste-
ma do Windows e clicar na opção Prompt de Comando (Figura 1).

A segunda maneira consiste em pressionar as teclas [Windows]+[X] ou cli-


car com o botão direito do mouse no ícone Menu Iniciar (Figura 2). Esco-
lher a opção Prompt de Comando. Nessa forma, existe uma segunda opção
146 PROMPT DE COMANDO, POWERSHELL E PAINEL DE CONTROLE

denominada Prompt de Comando (Admin), que abre a janela de comandos no


modo de administrador, permitindo assim que sejam executados determinados
tipos de comandos que afetam alguma configuração do sistema, que não podem
ser executados por um usuário sem privilégios de administrador.

Figura 1 – Grupo de programas Sistema do Windows.

Outra forma de abrir a janela de comando é teclando [Windows]+[R], digitando


a expressão “cmd” na caixa de diálogo apresentada pela Figura 3 e clicando no
botão OK.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 147

Figura 2 – Menu apresentado pela combinação de tecla [Windows]+[X].

Figura 3 – Janela para execução de comandos.

É possível também clicar no ícone da assistente Cortana e digitar a expressão


“cmd” na janela de pesquisa, como mostra a Figura 4.

Independentemente da forma escolhida, a janela de comando é aberta (Figura 5).


148 PROMPT DE COMANDO, POWERSHELL E PAINEL DE CONTROLE

Figura 4 – Janela de pesquisa da assistente Cortana.

Figura 5 – Janela de Prompt de comando.

É possível configurar essa janela para que ela fique com um melhor visual. Clicar
com o botão direito do mouse sobre a área de título da janela e selecionar a opção
Propriedades do menu apresentado (Figura 6). Com isso, a caixa de diálogo
mostrada pela Figura 7 é aberta.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 149

Figura 6 – Menu de configuração da janela.

Figura 7 – Configurações de cores da janela de comandos.

Para alterar a cor de fundo e dos caracteres exibidos pela janela, selecionar a
opção Tela de Fundo e clicar na cor branca da paleta. Em seguida, selecionar a
opção Texto da tela e escolha a cor preta da paleta.

Acessar a aba Fonte (Figura 8) e escolher o tamanho 18 para os caracteres. Após


clicar no botão OK, a janela de comandos assumirá a aparência mostrada pela
Figura 9.
150 PROMPT DE COMANDO, POWERSHELL E PAINEL DE CONTROLE

Figura 8 – Configuração do tamanho dos caracteres.

Figura 9 – Janela de comandos reconfigurada.

Agora que já se sabe como abrir a janela de comandos do Windows, a pergunta é:


Qual a sua utilidade? Ela permite a execução de comandos do sistema operacio-
nal MS-DOS, como DIR, REN, DEL, CD, MD, RD etc. Os comandos podem ser
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 151

digitados tanto em letras minúsculas quanto maiúsculas, ou mesmo com uma


combinação de ambos os formatos.

Existem também algumas operações com arquivos ou mesmo configurações do


próprio sistema que são mais rapidamente executadas por meio de comandos
digitados nessa janela.

Supondo que há diversos arquivos em uma determinada pasta cujo caminho


completo é E:\Livros\SENAI\Sistemas Operacionais\Figuras. Esses arquivos pos-
suem um nome padronizado da seguinte forma: [Link], com “XXXX”
representando uma sequência numérica. Para alterar a expressão “SNAG” por
“IMAG” (de imagem), pelo Explorador de Arquivos, seria necessário selecionar
cada um deles, teclar [F2] e digitar o novo nome, porém, com uma quantidade
grande de arquivos isso se torna cansativo.

Graças à janela de comandos, é possível alterar todos os nomes com um único co-
mando. Para aquelas pessoas da época do MS-DOS, isso será bastante familiar. Com
a janela de comandos aberta, acessar a unidade de disco e a pasta, como indica a
Figura 10. Digitar o comando DIR e teclar [ENTER]. Assim será apresentada uma
lista contendo todos os arquivos daquela unidade de disco e/ou pasta (Figura 11).

Figura 10 – Acesso a pasta específica.


152 PROMPT DE COMANDO, POWERSHELL E PAINEL DE CONTROLE

Figura 11 – Lista de arquivos.

Digitar, em seguida, o comando REN SNAG*.jpg IMAG*.jpg (Figura 12) e exe-


cutá-lo teclando [ENTER]. Isso fará com que todos os arquivos que tenham o
nome iniciando com a sequência de letras “SNAG” e a extensão “.jpg” sejam
alterados para um nome que inicie com “IMAG”. Após a execução do comando,
executar o comando DIR novamente e será possível visualizar os arquivos com
o novo nome (Figura 13).

Figura 12 – Comando para renomeação de arquivos.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 153

Figura 13 – Lista de arquivos renomeados.

Para sair da janela de comandos, digitar o comando EXIT e teclar [ENTER].

A janela de comandos permite a execução de comandos de configuração do


sistema de forma mais prática, sendo que muitas vezes não é possível efetuar a
configuração por meio da interface gráfica.

O Windows possui uma conta de usuário denominada Administrador, mas


que permanece oculta, o que obriga o usuário a habilitá-la se desejar acessar o
computador por meio dela. Essa conta de usuário possui privilégios que não são
atribuídos aos usuários “comuns”, como ajustes ou configurações avançadas no
sistema.

Para habilitar essa conta, executar o comando NET USER Administrador /


ACTIVE:YES na janela de comandos, como mostra a Figura 14. Com isso, nas
próximas vezes em que o Windows for executado, aparecerá, além da identifica-
ção do usuário cadastrado, o usuário Administrador (Figura 15).
154 PROMPT DE COMANDO, POWERSHELL E PAINEL DE CONTROLE

Figura 14 – Comando para habilitar conta de usuário administrador.

Figura 15 – Usuário Administrador mostrado na tela de login do Windows.

Windows PowerShell

Outra janela que permite a execução de comandos, porém, mais sofisticada e


poderosa, é denominada Windows PowerShell, acessada pela respectiva opção na
lista de programas do Windows (Figura 16). A Figura 17 apresenta a tela inicial,
que permite a execução dos mesmos comandos disponíveis na janela de comandos.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 155

Também são aceitos alguns comandos no formato Unix, como ls, pwd e whoami.
As Figuras 18, 19 e 20 mostram exemplos desses casos.

Figura 16 – Opção de acesso ao Windows PowerShell.

Figura 17 – Janela do PowerShell.


156 PROMPT DE COMANDO, POWERSHELL E PAINEL DE CONTROLE

Figura 18 – Execução do comando DIR.

Figura 19 – Execução do comando ls.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 157

Figura 20 – Comandos pwd e whoami.

O uso mais comum do Windows PowerShell é na execução de scripts para con-


figurações do sistema. Esses scripts são similares aos antigos arquivos batch do
MS-DOS, ou seja, vários comandos são encadeados para execução sequencial
em um arquivo no formato texto.

Para criar scripts PowerShell existe um editor, acessado pela opção Windows
PowerShell ISE, cuja tela principal é apresentada pela Figura 21.
158 PROMPT DE COMANDO, POWERSHELL E PAINEL DE CONTROLE

Figura 21 – Tela do editor de scripts do PowerShell.

Painel de Controle

Agora serão apresentadas algumas ferramentas disponíveis no Painel de Controle


do Windows, capazes de permitir ajustes no sistema ou mesmo monitorá-lo. A
Figura 22 exibe sua tela principal, na visão de ícones grandes.

Figura 22 – Tela do Painel de Controle do Windows.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 159

Ao clicar no ícone Ferramentas administrativas, aparece a tela mostrada pela


Figura 23. Para mudar o modo de exibição dos itens, clicar no primeiro ícone
mostrado no canto direito inferior da tela. Isso fará com que os itens sejam apre-
sentados na forma de uma lista de opções (Figura 24).

Figura 23 – Opção Ferramentas administrativas.

Figura 24 – Visão dos itens no formato de lista.

Clicar no item Gerenciamento do computador, que exibirá a tela exibida pela Figura 25.
Clicar no item Gerenciamento de disco para mostrar a tela mostrada pela Figura 26.
160 PROMPT DE COMANDO, POWERSHELL E PAINEL DE CONTROLE

Figura 25 – Tela da ferramenta Gerenciamento do computador.

Figura 26 – Opção Gerenciamento de disco.

Essa ferramenta oferece uma visão geral de todos os discos existentes no compu-
tador. Ela permite, ainda, que seja alterada a letra atribuída à unidade. Para isso,
clicar com o botão direito do mouse sobre a unidade desejada e selecionar a opção
Alterar letra da unidade e caminho (Figura 27). Selecionar a letra disponível a
partir da lista mostrada pela Figura 28. É importante deixar claro que a unidade
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 161

principal, que contém o Windows e é responsável pelo processo de boot, não deve
ter sua letra alterada, ou seja, ela sempre deverá ser identificada como C:.

Figura 27 – Opção para alteração de letra da unidade.

Figura 28 – Seleção de letra para a unidade.

A opção Gerenciador de dispositivos apresenta uma tela que lista as configu-


rações de hardware (Figura 29). Se algum dispositivo estiver com problemas ou
funcionando incorretamente, um ícone com um ponto de exclamação é apre-
sentado. Nesse caso, deve-se verificar o problema para corrigi-lo. Na maioria das
vezes, a causa é um driver mal instalado.
162 PROMPT DE COMANDO, POWERSHELL E PAINEL DE CONTROLE

Figura 29 – Tela da opção Gerenciador de dispositivos.

O Windows possui um firewall embutido que permite proteger o computador


contra ataques de hackers por meio do monitoramento das portas e dos pacotes
de dados trafegados pela internet até o computador. Clicando no item Firewall
do Windows do grupo Ferramentas administrativas, é possível acessar a tela
mostrada pela Figura 30, que permite configurar a ferramenta.

Figura 30 – Tela de configuração do Firewall do Windows.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 163

O item Sistema do Painel de Controle dá acesso à tela mostrada pela Figura 31,
que exibe as principais configurações do sistema em geral. Por meio da opção
Alterar configurações, é possível modificar a identificação da máquina visuali-
zada em um ambiente de rede local. A tela mostrada pela Figura 32 é aberta por
essa opção. Clicar no botão Alterar e digitar o novo nome da máquina.

Figura 31 – Exibição de configurações do sistema.

Figura 32 – Exibição de configurações do sistema.


164 PROMPT DE COMANDO, POWERSHELL E PAINEL DE CONTROLE

Para configurar o formato de exibição de data e hora, clicar no ícone Região do


Painel de Controle. Com isso, a tela mostrada pela Figura 33 aparece. Escolher
o formato desejado a partir da lista disponível (Figura 34).

Figura 33 – Opção de configuração de região.

Figura 34 – Seleção do formato da data.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 165

Clicando no botão Configurações adicionais, é possível efetuar ajustes mais


precisos, como mostram as Figuras 35 a 38.

Figura 35 – Configuração do formato dos números.

Figura 36 – Configuração da unidade monetária.


166 PROMPT DE COMANDO, POWERSHELL E PAINEL DE CONTROLE

Figura 37 – Configuração do formato da hora.

Figura 38 – Configuração do formato da data.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 167

Conexão em rede local

As redes locais, também conhecidas como LAN (Local Area Network), represen-
tam um dos recursos mais úteis na área da computação, uma vez que por meio
delas é possível interconectar diversos equipamentos, entre microcomputadores e
periféricos. Essa interconexão permite que recursos sejam compartilhados entre
todos os pontos da rede, como impressora, pastas, arquivos etc.

Existem basicamente três tipos de redes locais, ou seja, a forma como os com-
ponentes da rede é interligada. A primeira delas é a rede com topologia do tipo
barramento. Nesse tipo, a conexão entre os equipamentos é em série e se dá por
meio de um cabo coaxial e conector BNC metálico. A Figura 39 mostra esse tipo
de topologia.

Figura 39 – Rede com topologia de barramento.

Nesse tipo de rede não existe um equipamento centralizador da conexão dos


equipamentos, ou seja, se um deles falhar por algum motivo, toda a comunicação
da rede será interrompida.

O segundo tipo de topologia é denominado estrela, já que existe um equipa-


mento centralizador da conexão, como um hub, roteador ou switch. Todos os
demais computadores e periféricos são ligados a esse centralizador, responsável
pela coordenação de toda a comunicação entre as estações de trabalho. A gran-
de vantagem desse tipo de rede é que se houver alguma falha em algumas das
estações, a rede toda permanece operante de forma normal. A Figura 40 mostra
esse tipo de rede.
168 PROMPT DE COMANDO, POWERSHELL E PAINEL DE CONTROLE

Figura 40 – Rede com topologia de estrela.

O último tipo apresentado é chamado de anel, também conhecido como Token


Ring, que se encontra ilustrado na Figura 41. Nesse tipo de rede as estações de
trabalho também estão interligadas em série, como na rede de barramento, com
a diferença de que forma um anel fechado.

Figura 41 – Rede com topologia de anel (Token Ring).

Além dos tipos classificados de acordo com a topologia, existem também outros dois
tipos de redes que são diferenciados pela arquitetura utilizada: redes ponto a ponto
(sem servidor) e redes cliente/servidor (com servidor dedicado ou não dedicado).
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 169

Redes do tipo cliente/servidor são normalmente utilizadas em ambiente em-


presarial. Já em redes domésticas, geralmente é utilizada a rede ponto a ponto.

Uma das características mais úteis de uma rede local é a capacidade de com-
partilhamento de arquivos e periféricos entre os diversos nós interligados. Para
utilizar esse recurso, cada usuário precisa configurar em seu computador a pasta
que contém os arquivos que devem ser compartilhados com os demais.

Essa operação é executada com o auxílio do Explorador de Arquivos do


Windows. Com esse programa aberto, clicar com o botão direito do mouse sobre
a pasta a ser compartilhada e escolher a opção Compartilhar com pessoas espe-
cíficas (Figura 42). Na tela seguinte (Figura 43), clicar na caixa de combinação
e selecionar uma das opções mostradas (Figura 44). É possível selecionar um
usuário ou criar um novo para dar permissão de acesso à pasta. Se for escolhida
a opção Todos, todos os usuários conectados à rede terão acesso à pasta.

Figura 42 – Opção para compartilhamento de pasta.


170 PROMPT DE COMANDO, POWERSHELL E PAINEL DE CONTROLE

Figura 43 – Seleção de usuários para compartilhamento.

Figura 44 – Opções de usuários para compartilhamento.

Para adicionar à lista de usuários, clicar no botão Adicionar. Em seguida, clicar


na caixa de combinação ao lado do nome do usuário para escolher o nível de
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 171

permissão que deve ser atribuído ao usuário (Figura 45). A opção Leitura permite
que o usuário somente possa visualizar e até mesmo copiar um arquivo da pasta
para a sua máquina. Já com a opção Leitura/Gravação, o usuário pode também
gravar um arquivo na pasta. Por fim, a opção Remover exclui o usuário da lista.

Figura 45 – Opções de permissão de acesso.

Para finalizar a operação, clicar no botão Compartilhar, assim a tela mostrada pela
Figura 46 é exibida em seguida. Clicar no botão Pronto para fechá-la.

Figura 46 – Compartilhamento finalizado.


172 PROMPT DE COMANDO, POWERSHELL E PAINEL DE CONTROLE

Para acessar uma pasta compartilhada a partir de outra estação da rede, executar
o Explorador de Arquivos e clicar duas vezes no item Rede para acessar todas
as máquinas que se encontram conectadas. Dar um duplo clique no nome do
computador que contém a pasta compartilhada a ser acessada e depois acessá-la,
conforme indicado pela Figura 47.

Figura 47 – Acesso à pasta compartilhada pelo Explorador de Arquivos.

Assim como se pode compartilhar pastas ou discos inteiros, é possível também


compartilhar impressoras. Para isso, no computador ao qual a impressora está
conectada fisicamente, acessar o item Dispositivos e impressoras do Painel de
Controle do Windows (Figura 48). Clicar com o botão direito do mouse sobre
a impressora que deve ser compartilhada e escolher a opção Propriedades da
impressora (Figura 49).
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 173

Figura 48 – Lista de impressoras.

Figura 49 – Menu de configuração da impressora.

A partir da caixa de diálogo apresentada em seguida, acessar a aba Compartilha-


mento (Figura 50) e clicar na caixa de seleção Compartilhar esta impressora.
Na caixa de texto Nome de compartilhamento é apresentado o nome da im-
pressora, o qual pode ser alterado livremente. Clicar no botão OK para finalizar
o compartilhamento.
174 PROMPT DE COMANDO, POWERSHELL E PAINEL DE CONTROLE

Figura 50 – Acesso à pasta compartilhada pelo Explorador de Arquivos.

No outro computador da rede que se deseja instalar a impressora, acessar também


o item Dispositivos e impressoras e clicar na opção Adicionar uma impressora.
Na tela mostrada pela Figura 51, clicar na opção A impressora que eu quero não
está na lista, o que fará com que seja apresentada a tela mostrada pela Figura 52.
Escolher a opção Selecionar uma impressora compartilhada pelo nome e de-
pois clicar no botão Procurar.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 175

Figura 51 – Adição de impressora.

Figura 52 – Localização de impressora.

Selecionar o computador e impressora a partir da tela exibida em seguida (Figura 53).


A tela de localização de impressora é retornada com o nome da impressora já
definido (Figura 54). Para finalizar a adição, clicar no botão Avançar dessa e da
próxima tela (Figura 55).
176 PROMPT DE COMANDO, POWERSHELL E PAINEL DE CONTROLE

Figura 53 – Seleção de impressora compartilhada.

Figura 54 – Exibição de impressora compartilhada.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 177

Figura 55 – Conclusão da instalação da impressora compartilhada.

RECAPITULANDO
Este capítulo ensinou a utilizar a janela Prompt de comando e o
Windows PowerShell na execução de comandos em modo caractere,
como efetuar algumas configurações por meio de opções do Painel de
Controle e como compartilhar pastas de arquivos e impressoras via
rede local.
178 PROMPT DE COMANDO, POWERSHELL E PAINEL DE CONTROLE

Exercícios

1. Indicar a alternativa que contém as opções corretas a respeito das formas


de abrir a janela de comando do Windows:
I. combinação de teclas [CTRL]+[ALT]+[DEL].
II. opção Ferramentas administrativas do Painel de Controle.
III. opção Prompt de Comando do menu aberto com o clique direito do
mouse no ícone Menu Iniciar.
IV. digitação da expressão “cmd” na janela aberta pela combinação de
teclas [Windows]+[R].
V. combinação de teclas [ALT]+[TAB].
[Link]ção Prompt de Comando do grupo de programas Sistema do
Windows.

a) As alternativas I, III e IV estão corretas.


b) As alternativas II, IV e V estão corretas.
c) As alternativas I, IV e V estão corretas.
d) As alternativas III, IV e VI estão corretas.
e) Todas as alternativas estão corretas.

2. Indicar qual das opções a seguir contém exemplos de comandos que


podem ser executados na janela Prompt de Comando:
a) DIR, SHOW, PRINT e GET.
b) DIR, REN, DEL e CD.
c) PRINT, INPUT, READ e WRITE.
d) DIR, LIST, WINDOW e SHOW.
e) UP, DOWN, LEFT e RIGHT.

3. Qual a função do comando DIR?

4. Além dos comandos do MS-DOS, o Windows PowerShell pode executar


quais comandos do sistema operacional?

5. Por meio de qual opção da ferramenta Gerenciamento do computador


pode-se alterar a letra da unidade de disco?
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 179

Exercícios

6. Para alterar o formato da data, hora ou unidade monetária, qual opção


do Painel de Controle deve ser acessada?

7. Citar os tipos de rede local de acordo com a topologia utilizada.

8. Pesquisar informações mais detalhadas sobre redes ponto a ponto e redes


cliente/servidor.

As respostas dos exercícios deste livro estão disponíveis para download neste
link: [Link]
10-Introdução-ao-sistema-operacional-e-aplicativos_respostas.pdf
8. Aplicativos de escritório
Textos com Word
Cálculos com Excel
Apresentações com PowerPoint
Gerenciamento de dados com Access
Aplicativos gráficos
Vírus de computador

Serão apresentados neste capítulo os programas normalmente utilizados em


empresas ou domiciliares, em especial o pacote Office, que contêm um editor
de textos (Word), uma planilha eletrônica (Excel), um software de apresentação
(PowerPoint) e um gerenciador de banco de dados (Access).

Também serão mostrados alguns tipos de softwares gráficos, utilizados na edi-


ção de imagens, elaboração de ilustrações e modelos em 3D. Outro tema a ser
abordado é sobre vírus de computador.

Textos com Word

Embora existam várias opções, algumas gratuitas, o software de edição de textos para
o sistema operacional Windows que lidera o mercado por muitos anos é o Microsoft
Word, que faz parte do pacote Office. É abordada neste livro a versão 2016.

Quando o Word é executado, a tela mostrada pela Figura 1 é exibida. A partir


dela é possível criar um novo documento em branco, ou baseado em um modelo,
ou abrir um documento já existente.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 181

Figura 1 – Tela inicial do software Word 2016.

A Figura 2 apresenta a tela do Word com um novo documento em branco iniciado.


A área central representa a página do documento. Na parte superior tem-se a barra
de ferramentas conhecida como Faixa de opções, inaugurada com o lançamento
da versão 2007 do pacote Office (Word, Excel, Access e PowerPoint). Nessa barra
estão todos os comandos para formatação de texto e outros tipos de operações,
como gravação, impressão, substituição de texto, inserção de imagens etc.

Figura 2 – Tela de um novo documento do Word 2016.


182 APLICATIVOS DE ESCRITÓRIO

Para abrir outro arquivo após ter iniciado um documento, clicar no menu
Arquivo e depois escolher a opção Abrir (Figura 3). Na tela seguinte (Figura 4),
clicar na opção Procurar e selecionar o arquivo desejado a partir da caixa de
diálogo aberta em seguida. Na Figura 5 apresenta-se um exemplo de documento
aberto no Word.

Figura 3 – Opções do menu Arquivo.

Figura 4 – Tela para abertura de documento.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 183

Figura 5 – Tela de documento aberto no Word.

O tamanho da página pode ser configurado de acordo com as necessidades do


usuário. Existem configurações padronizadas, como tamanho A4, carta ou ofício,
mas também é possível definir medidas de largura e altura de forma persona-
lizada. Outros tipos de configuração estão disponíveis, como margens (direita,
esquerda, superior e inferior) e orientação (retrato ou paisagem).

Para efetuar essas configurações, acessar o menu Layout e clicar no pequeno


ícone mostrado no canto inferior direito do grupo de comandos Configurar
página. Com isso é apresentada uma caixa de diálogo contendo três divisórias/
abas (Figura 6).

Figura 6 – Caixa de diálogo para formatação da página do documento.


184 APLICATIVOS DE ESCRITÓRIO

Na primeira aba encontram-se parâmetros para definição das margens do docu-


mento e orientação de impressão. Na aba Papel pode-se especificar o tamanho
da página. Já na aba Layout é possível definir as margens para o cabeçalho e o
rodapé da página.

A fonte de caracteres para o texto pode ser definida a partir da caixa de combi-
nação mostrada pela Figura 7. Já a especificação do tamanho é feita por meio da
caixa de combinação à direita da fonte. Configurações mais precisas podem ser
efetuadas pela caixa de diálogo mostrada pela Figura 8, aberta com um clique no
ícone do canto direito inferior do grupo Fonte do menu Início.

Figura 7 – Opções de fonte de caracteres.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 185

Figura 8 – Caixa de diálogo para formatação de caracteres do texto.

Para efetuar as configurações nos parágrafos do documento, como tipo de ali-


nhamento, espaçamento antes e depois, recuo da margem, entre outras, clicar
no ícone do canto direito inferior do grupo Parágrafo (menu Início) para abrir
a caixa de diálogo da Figura 9.

Um recurso interessante, principalmente para quem precisa inserir fórmulas


matemáticas no texto, é o editor de equações, que pode ser acessado por meio
do menu Inserir. Com esse menu ativo, clicar no ícone da ferramenta Símbolos
e escolher uma das opções do item Equação (Figura 10). Para criar uma nova
equação, clicar na opção Inserir nova equação, a qual dá acesso às ferramentas
da Faixa de opções mostradas pela Figura 11.
186 APLICATIVOS DE ESCRITÓRIO

Figura 9 – Caixa de diálogo para formatação de parágrafos do documento.

Figura 10 – Ferramenta de inserção de equação.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 187

Figura 11 – Ferramentas para formatação de equações.

É importante destacar que, para inserir equações em um documento, ele deve


ser gravado no formato .DOCX (versão 2007 ou superior).

Cálculos com Excel

Desde o Visicalc, lançado para Apple II na década de 1980, as planilhas ele-


trônicas têm sido um grande aliado na execução de cálculos estatísticos ou de
projeção/previsão. O Microsoft Excel é o líder nesse segmento de software no
ambiente Windows.

Ao ser iniciado, sua tela inicial é aberta mostrando as opções da Figura 12. De
forma similar ao que foi visto no Word, ela permite a criação ou abertura de
planilhas de cálculo. A Figura 13 reproduz uma planilha em branco. A área de
definição da planilha é representada pela grade presente na região maior do
ambiente de trabalho, com a Faixa de Opções no topo.

Como é possível notar, uma planilha é composta por um agrupamento de linhas,


sendo que cada uma é dividida em várias colunas. As linhas são numeradas de
forma sequencial, enquanto as colunas são nomeadas por letras. Ao cruzamento
de uma linha com uma coluna dá-se o nome de célula.

Cada célula pode conter textos, números ou fórmulas matemáticas. Nesse último
caso, é possível fazer referência a outras células da planilha. Por exemplo, se for
necessário somar o conteúdo das células A8, B14 e C5, além de multiplicar o
resultado dessa soma pelo valor constante 1,2, a fórmula que deve ser inserida
na célula deve ter a seguinte configuração: (A8 + B14 + C5) * 1,2. Como ocorre
na matemática comum, é preciso envolver entre parênteses a soma das células
para que ela tenha prioridade sobre a multiplicação.
188 APLICATIVOS DE ESCRITÓRIO

Figura 12 – Tela inicial do Excel 2016.

Figura 13 – Planilha de cálculo em branco.

A Figura 14 apresenta uma planilha de cálculo com informações já preenchidas.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 189

Figura 14 – Planilha de cálculo com dados.

Da mesma forma que o Word permite configurações no texto, no Excel também


é possível especificar o tipo de fonte de caracteres, o alinhamento dos dados den-
tro da célula ou até o formato de exibição de valores numéricos, como mostra a
Figura 15. Na Figura 16 pode-se ver a Faixa de opções com o menu Layout de
Página selecionado.

Figura 15 – Opção de formatação de célula.


190 APLICATIVOS DE ESCRITÓRIO

Figura 16 – Opções para definição de layout.

Outro recurso valioso do Excel é a geração de gráficos, que pode ser obtida
com as ferramentas do menu Inserir (Figura 17). Existe uma grande variedade,
como gráficos de barra, de colunas, de pizza ou de linhas, conforme pode ser
visto na Figura 18. Algumas das opções de gráficos possuem uma versão em 3D.
A Figura 19 exibe dois exemplos de gráficos.

Figura 17 – Ferramentas para geração de gráficos.

Figura 18 – Opções de gráficos.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 191

Figura 19 – Exemplos de gráficos gerados no Excel.

Apresentações com Powerpoint

Antigamente, quando algum gerente precisava fazer uma apresentação sobre os


resultados obtidos pelo seu departamento ou demonstrar um novo projeto, fazia
uso de ilustrações e textos gravados em folhas de transparência, projetadas em
uma tela por meio de um retroprojetor.

Com o surgimento de softwares capazes de permitir a criação de slides com


controle de mudança e efeitos de transição, esse tipo de tarefa se tornou muito
mais fácil e cômoda. Entre as diversas opções disponíveis no mercado, pagas e
gratuitas, o Powerpoint é o líder no ambiente Windows.

As apresentações criadas com ele podem incluir textos, gráficos estatísticos, ima-
gens, vídeos e sons. Estão disponíveis inúmeras opções de transição entre slides e
uma igual quantidade de modelos que podem ser utilizados como base. A Figura 20
apresenta a tela inicial que o usuário visualiza quando o Powerpoint é executado.
Já a Figura 21 mostra seu ambiente de trabalho, com a área central sendo a folha
de desenho da apresentação e os slides exibidos na coluna à esquerda.
192 APLICATIVOS DE ESCRITÓRIO

Figura 20 – Tela inicial do PowerPoint 2016.

Figura 21 – Nova apresentação criada no Powerpoint.

As transições disponíveis podem ser selecionadas a partir dos ícones mostrados pela
Figura 22. Na Figura 23 pode-se ver uma apresentação já pronta. Para poder visualizá-
-la no modo de exibição de slides, clicar no ícone Apresentação de slides ( ). Dessa
forma, é apresentada uma tela similar a da mostrada pela Figura 24. Ao pressionar
alguma tecla ou clicar com o mouse, o slide seguinte é exibido automaticamente.

Figura 22 – Opções de transição de slides.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 193

Figura 23 – Exemplos de apresentação completa.

Figura 24 – Visualização da apresentação.

Gerenciamento de dados com Access

Os gerenciadores de bancos de dados talvez sejam os softwares mais utilizados


na computação, uma vez que permitem o armazenamento de uma variedade de
informações que podem futuramente ser consultadas.
194 APLICATIVOS DE ESCRITÓRIO

O Access inaugurou no ambiente Windows um padrão de banco de dados até


então inédito, uma vez que com ele era possível desenvolver uma aplicação com-
pleta, com telas de entrada de dados, relatórios de impressão e programação por
meio de códigos para a execução de tarefas mais complexas.

Ao ser executado, o Access 2016 apresenta a tela mostrada pela Figura 25. Para
criação de um novo banco de dados, deve-se clicar no botão Banco de dados
do desktop em branco e depois dar um nome ao arquivo do banco de dados na
tela mostrada pela Figura 26. Com um clique no botão Criar, o Access mostra
em seguida uma tela para definição da primeira tabela do banco de dados re-
cém-criado (Figura 27).

Figura 25 – Tela inicial do Access 2016.

Figura 26 – Tela para definição do nome do banco de dados.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 195

Figura 27 – Tela de definição da estrutura de uma tabela.

A melhor maneira de definir a estrutura de uma tabela é trabalhar no modo de


design. Para acessar esse modo, é preciso clicar na ferramenta Modo de exibição
e escolher a opção Modo design (Figura 28). A tela muda sua aparência para a
mostrada pela Figura 29. Na Figura 30 é possível ver um exemplo de estrutura
completa para uma tabela do banco de dados.

Figura 28 – Planilha de cálculo em branco.


196 APLICATIVOS DE ESCRITÓRIO

Figura 29 – Tela de definição da estrutura de uma tabela.

Figura 30 – Tela para definição do nome do banco de dados.

Para a criação de telas de entrada de dados, o Access oferece um editor de formu-


lários que trabalha de forma visual, um método muito conhecido de programa-
dores nas linguagens Visual Basic, Visual C#, Delphi e C++ Builder. É possível
desenhar o formulário inserindo diversos componentes, como caixas de texto,
legendas, botões, barras de rolagem etc. Na Figura 31 é possível ver o editor com
o layout de um formulário já definido. Esse mesmo formulário pode ser visto no
modo de visualização mostrado pela Figura 32.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 197

Figura 31 – Tela de editor de formulários.

Figura 32 – Exibição do formulário.

Para programadores, principalmente aqueles que já conhecem a linguagem


Visual Basic, o Access oferece uma linguagem de programação chamada VBA
(Visual Basic for Application). Rotinas (funções e procedimentos) podem ser
escritas nessa linguagem utilizando o editor mostrado pela Figura 33.
198 APLICATIVOS DE ESCRITÓRIO

Figura 33 – Editor de códigos VBA.

Todos esses objetos de um banco de dados (tabelas, formulários, relatórios,


consultas e códigos) podem ser criados por meio das ferramentas disponíveis
no menu Criar da Faixa de opções (Figura 34).

Figura 34 – Ferramentas do menu Criar.

Aplicativos gráficos

Além do pacote de aplicativos para escritório, como o Office, outro muito uti-
lizado em empresas e mesmo por profissionais autônomos, em suas casas, são
os softwares para edição de imagens e de ilustração. Na categoria de software de
edição de imagem estão os programas direcionados à edição de fotos ou ima-
gens escaneadas. Ambas são essencialmente imagens formadas por milhares ou
milhões de pixels coloridos.

Os softwares de ilustração, por sua vez, trabalham com o conceito de gráficos


vetoriais. Nesse tipo de software, as imagens não são formadas pelo agrupamento
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 199

de pixels coloridos, mas por elementos gráficos criados a partir de equações ma-
temáticas. Isso torna esse tipo de software mais complexo e gera resultados com
uma qualidade muito melhor.

As Figuras 35 e 36 exibem as telas de dois grandes concorrentes na área de ilustra-


ção gráfica por computador, o CorelDRAW e o Adobe Illustrator, respectivamente.

Figura 35 – Tela do software de ilustração CorelDRAW.

Figura 36 – Tela do software de ilustração Adobe Illustrator.


200 APLICATIVOS DE ESCRITÓRIO

Na Figura 37 é possível ver a tela do software Adobe Photoshop, para edição de


imagens.

Figura 37 – Tela do software de edição de imagens Adobe Photoshop.

Outro tipo de software gráfico que trabalha com o conceito de objetos vetoriais
é o de projeto assistido por computador (CAD – Computer Aided Design), tendo
no AutoCAD o mais famoso exemplo. A Figura 38 apresenta a tela desse software
com um projeto aberto.

Figura 38 – Tela do software CAD AutoCAD.


MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 201

Ainda dentro da categoria de softwares de ilustração, existe outro tipo que se


destacada por tornar possível a criação de imagens tridimensionais. São os cha-
mados softwares de modelagem 3D e de animação. Pode-se ver nas Figuras 39
e 40 as telas de dois exemplos desse tipo de software, o Blender (gratuito) e o
Autodesk 3DS Max.

Figura 39 – Tela do software de modelagem e animação Blender.

Figura 40 – Tela do software de modelagem e animação 3DS Max.


202 APLICATIVOS DE ESCRITÓRIO

Vírus de computador

O vírus de computador é uma nova classificação de software que designa progra-


mas que têm a capacidade de se propagar de um computador a outro por meio
de arquivos infectados.

O processo de infecção de um arquivo ou programa ocorre de forma similar ao


que vemos com um vírus biológico. Ou seja, ele se instala em um arquivo ou
programa “saudável”, e quando esse arquivo é aberto pelo usuário, ou o programa
é executado, o código que corresponde ao vírus também é carregado na memória
do computador e se espalha infectando outros arquivos e programas.

O primeiro vírus de computador que se tem notícia era denominado Pakistani


Brain, sendo identificado pela primeira vez no ano de 1986, embora haja relatos
de outros tipos de programa similares muitos anos antes. Seu código tinha 1024
bytes e infectava arquivos executáveis, aumentando o tamanho desse em 1024
bytes toda vez que o programa era executado.

Inicialmente, a principal consequência dos vírus de computador era deixar a


máquina lenta, pois eles consumiam ciclos do relógio por sempre estarem ativos,
e às vezes corrompiam arquivos e programas.

Com o tempo, percebeu-se que esse tipo de programa poderia ser utilizado para
acessar ilegalmente outros computadores, uma vez que um vírus, ao ser instalado
na máquina do usuário, poderia abrir portas de conexão de rede e dessa forma
liberar o acesso remoto por outro usuário. Isso se tornou muito grave com o
surgimento de um recurso conhecido pelo nome de internet banking line, que
permite aos correntistas dos bancos acessarem suas contas bancárias via internet
e até mesmo realizar transações, como transferências e pagamento de contas.

Os vírus de computador provocaram o surgimento de outra indústria de


software: a de antivírus. Esses programas funcionam como vacinas, monitorando
todos os arquivos em busca de uma sequência de códigos que são a assinatura
do vírus. Ao ser detectada tal ocorrência, o programa de antivírus bloqueia o
acesso ao arquivo/programa. Em alguns casos, o código do vírus é removido, o
que permite a restauração do arquivo ao seu conteúdo original.
MICROSOFT WINDOWS 10 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL E APLICATIVOS 203

O Windows 10 já vem com um antivírus denominado Windows Defender, que


pode ser visto no Painel de Controle. No entanto, existem diversas opções de
outros programas com essa função disponíveis à venda ou mesmo de forma
gratuita, que podem ser baixados da internet.

RECAPITULANDO
Foram apresentadas algumas características dos aplicativos líderes
de mercado, como Word, Excel, PowerPoint e Access, além de outros
softwares gráficos para edição de imagens, ilustrações, modelagem e
animação em 3D. Apresentou-se, também, a ameaça de infecção de
vírus de computador.

Exercícios

1. Indicar quais os principais aplicativos do pacote Office.


a) Paint, Calendário, Calculadora e Agenda de telefones.
b) CorelDRAW, TextWriter, DBManager e PlanCalc.
c) Word, Excel, Paint, Calculadora e Agenda.
d) Word, Excel, PowerPoint e Access.
e) Editor de vídeo, gravador de DVD, Illustrator e Blender.

2. Identificar dois tipos de softwares gráficos atualmente conhecidos.


a) Editor de imagem e software de ilustração vetorial.
b) Editor de pixel e geração de ilustração.
c) Software de desktop e software de rede.
d) Manipulação de cores e editor de formas.
e) CAD e pixel.

3. Pesquisar a respeito sobre vírus de computador e relacionar alguns dos


mais conhecidos.

As respostas dos exercícios deste livro estão disponíveis para download neste
link: [Link]
10-Introdução-ao-sistema-operacional-e-aplicativos_respostas.pdf
Considerações finais

Como você observou, um sistema operacional é tão importante que sem ele
nem é possível ligar o computador. Entender seu princípio de funcionamento
e os recursos por ele oferecidos auxilia bastante na detecção de problemas e no
encontro da solução mais adequada a eles.

O objetivo dessa obra foi levar a você os conhecimentos necessários para dominar
melhor a utilização do sistema operacional, em especial o Windows 10. Você
conheceu o processo de instalação e configuração do sistema, administração de
usuários e gerenciamento de programas e periféricos.

Que esta pequena viagem tenha sido proveitosa.


Referências

ALVES, W. P. Sistemas operacionais. São Paulo: Érica, 2014.

DEITEL, H. M.; DEITEL, P. J.; CHOFFNES, D. R. Sistemas operacionais. 3. ed.


São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2005.

RHODES, C.; BETTANY, A. Windows Installation and Update Troubleshooting.


Nova York: Apress, 2016.

SILBERSCHATZ, A. Sistemas operacionais em Java. 7. ed. Rio de Janeiro: Cam-


pus, 2008.

TANENBAUM, A. S. Sistemas operacionais modernos. 3. ed. São Paulo: Pearson


Education do Brasil, 2010.

TANENBAUM, A. S.; WOODHUL, A. S. Operating Systems: Design and Im-


plementation. 2. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 1997.

TIDROW, R.; BOYCE, J.; SHAPIRO, J. R. Windows 10 Bible. Indiana: John Wiley
& Sons, Inc., 2015.

WEVERKA, P. Windows 10 for Seniors. 2. ed. Nova Jersey: John Wiley & Sons,
Inc., 2016.

Marcas registradas

IBM, IBM PC, PC/XT, PC/AT, PS2, PC-DOS e OS/2: marcas registradas da IBM
(International Business Machines).

MS-DOS, Windows, Word, Excel, Access e PowerPoint: marcas registradas da


Microsoft Corporation.

Ubuntu: marca registrada da Canonical Ltd.

Todos os demais nomes registrados, marcas registradas ou direitos de uso citados


neste livro pertencem aos seus respectivos proprietários.
Sobre o autor

William Pereira Alves é natural de Porecatu, PR. É analista de sistemas formado


pelo Centro Universitário Claretiano – campus de São Paulo, e autor de diversos
livros da área de informática, contando com mais de 60 obras publicadas, que
abrangem as áreas de linguagens de programação (Delphi, C/C++, Visual Basic),
bancos de dados (Access), computação gráfica (CorelDRAW, Flash e Fireworks),
desenvolvimento de sites (Dreamweaver e GoLive) e de aplicações para Palm/
Pocket PC.

Atua na área de informática desde 1985, trabalhou na CESP (Companhia Energé-


tica de São Paulo) e na Elektro (Eletricidade e Serviços S.A.) no desenvolvimento
de sistemas aplicativos para os departamentos comerciais e de suprimento de
materiais, inclusive com a utilização de coletores de dados eletrônicos, Palms e
leitura de códigos de barras, e também na Editora Érica, no desenvolvendo de
sistemas.
Coordenação geral
Raimundo Ernando de Melo Junior
Coordenação editorial
Glauce Perusso Pereira Dias Muniz
Direitos autorais
Aldrey Barbosa
Edilza Leite
Viviane Medeiros de Souza Guedes
Edição
Monique Gonçalves
Tania Mano
Assistência editorial
Mariane Cristina de Oliveira
Preparação
Fernanda Batista
Revisão
Gisela Carnicelli
Juliana Muscovick
Capa
Inventum Design
Diagramação
Natalia Bae (Tikinet)
Produção gráfica
Ana Carolina Almeida de Moura
Rafael Zemantauskas

© SENAI-SP Editora, 2016

A SENAI-SP Editora empenhou-se em identificar e contatar todos os responsáveis pelos direitos autorais
deste livro. Se porventura for constatada omissão na identificação de algum material, dispomo-nos a
efetuar, futuramente, os possíveis acertos.
Esta publicação integra uma série da
SENAI-SP Editora especialmente criada
para apoiar os cursos do SENAI-SP.
O mercado de trabalho em permanente
mudança exige que o profissional se
atualize continuamente ou, em muitos
casos, busque qualificações. É para esse
profissional, sintonizado com a evolução
tecnológica e com as inovações nos
processos produtivos, que o SENAI-SP
oferece muitas opções em cursos, em
diferentes níveis, nas diversas
áreas tecnológicas.

ISBN 978-85-8393-762-3

9 788583 937623

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