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Itinerários Formativos Ciências Da Natureza E Suas Tecnologias

O documento aborda a evolução do conhecimento sobre o Universo, desde os primeiros modelos cosmológicos da Antiguidade até a teoria do Big Bang. Discute a contribuição de civilizações antigas, como a mesopotâmica e a grega, para a astronomia e a matemática, culminando na transição do modelo geocêntrico para o heliocêntrico proposto por Copérnico. A teoria do Big Bang é apresentada como a explicação mais aceita para a origem do Universo, destacando seus pilares fundamentais e implicações futuras.

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Itinerários Formativos Ciências Da Natureza E Suas Tecnologias

O documento aborda a evolução do conhecimento sobre o Universo, desde os primeiros modelos cosmológicos da Antiguidade até a teoria do Big Bang. Discute a contribuição de civilizações antigas, como a mesopotâmica e a grega, para a astronomia e a matemática, culminando na transição do modelo geocêntrico para o heliocêntrico proposto por Copérnico. A teoria do Big Bang é apresentada como a explicação mais aceita para a origem do Universo, destacando seus pilares fundamentais e implicações futuras.

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AULA 5

ITINERÁRIOS FORMATIVOS –
CIÊNCIAS DA NATUREZA E
SUAS TECNOLOGIAS

Prof. Otto Henrique Martins da Silva


INTRODUÇÃO

O Universo, a Terra e a vida

Nesta etapa, faremos uma deslumbrante viagem por meio das mais
antigas e longínquas questões acerca dos seres vivos e do Universo: a criação
das coisas e da vida. Começaremos a partir dos gregos, discutindo os primeiros
modelos cosmológicos, e seguiremos falando sobre uma das mais importantes
teorias sobre o surgimento do Universo: o Big Bang. Em seguida, abordaremos
a formação do nosso planeta e seus sistemas terrenos, que possibilitaram o
surgimento da vida, da mais simples à mais complexa e inteligente. Finalmente,
voltamos à questão fundante sobre a possibilidade de vidas inteligentes ou não
extraterrenas, do qual tratamos com argumentos teóricos obtidos por meio de
pesquisas e teorias matemáticas.

TEMA 1 – MODELOS COSMOLÓGICOS NA ANTIGUIDADE

Entre as primeiras civilizações que apontam registros de suas culturas


está a mesopotâmia, que nasceu numa região do Oriente Médio denominada
Crescente Fértil, localizada entre os rios Eufrates e Tigre – hoje, regiões do
Iraque, Irã e Jordânia. Nessa região, pela sua fertilidade e pelas condições
criadas para irrigações e construção de barragens, foi possível o
desenvolvimento e avanços técnicos (criação de animais, cerâmica, tecelagem,
utilização da roda, tração animal) para o surgimento da civilização
mesopotâmica.
Nessa civilização, o conhecimento matemático foi desenvolvido a partir do
sistema de numeração posicional e sexagesimal, ou seja, um sistema de
numeração de base 60, criado pelos assírios, que foi amplamente utilizado na
resolução de problemas, porém esse conhecimento não era aplicado na
astronomia. Para os mesopotâmicos, a astronomia se resumia na criação de
calendários e observação dos astros por meio de instrumentos já conhecidos em
toda a Antiguidade, como “o gnômon, a esfera armilar, os relógios de água, os
círculos e meios círculos, para se conhecer as distâncias dos corpos celestes
acima do horizonte e ao longo da eclíptica.” (Rosa, 2012, p. 65). Entretanto,
também servia a outros propósitos:

2
i) orientação segundo os pontos cardeais; ii) determinação da posição
dos astros sobre a esfera celeste, tomando como plano de referência
a eclíptica (trajetória percorrida pelo Sol em um ano na esfera celeste);
iii) descoberta de astros cuja posição é fixa (estrelas); seu
agrupamento constituía as constelações (52), sendo 12 na eclíptica
(constelações zodiacais) – vários catálogos de estrelas foram
preparados; iv) estudo do movimento do Sol e da Lua, sendo que a
observação do movimento relativo da Lua permitia a elaboração do
Calendário lunar; v) reconhecimento do movimento errático dos
planetas em relação às estrelas; vi) predição dos eclipses do Sol e da
Lua, por sua periodicidade; vii) elaboração de tabelas com as fases da
Lua e seus movimentos diurnos; viii) a posição relativa do Sol e dos
planetas era conhecida; ix) eram identificados cinco planetas:
Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, cujas órbitas, próximas à
elíptica, eram observadas. (Rosa, 2012, p. 65-66)

No Egito, onde a agricultura é uma das razões de existência, pela


fertilidade do vale do Nilo, a matemática era basicamente uma aritmética prática
com o objetivo de resolver os problemas. Para os egípcios, a astronomia era
utilitária para a marcação do tempo (foram os primeiros a dividir o dia em dois
períodos iguais de 12 horas) e0 de pouco interesse nos estudos dos astros,
como o Sol e os planetas, porém tinha conhecimento dos planetas Mercúrio,
Vênus, Marte, Júpiter, Saturno e algumas constelações (Orion, Cassiopeia,
Grande Ursa e Sirius).
Aos chineses, credita-se a criação de um sistema de coordenadas
angulares de latitude e longitude, medidas a partir do equador celeste e não da
elíptica – órbita aparente do Sol (Rocha, 2002, p. 47). Na Índia, a astronomia
também é voltada para as observações dos astros, que estavam voltadas às
confecções de calendários utilizados em festas religiosas e em propósitos
econômicos. No entanto, foram os gregos que deram importância aos
fenômenos celestes, e estudos sobre os astros passaram a ser sistematizados,
apesar da herança sobre o conhecimento da astronomia ser superficial e
insipiente. Portanto, os gregos passaram a aplicar a geometria no estudo da
abóbada celeste com o objetivo de entender os movimentos dos astros e poder
predizê-los. Nesse contexto, utilizaram a geometria (e a trigonometria) como uma
ferramenta matemática e os instrumentos simples, como goniômetros, bússolas,
astrolábios e esferas armilares, como representações do equador, da eclíptica e
os meridianos fixo e móvel (Rosa, 2012, p. 156).
Para os gregos, especialmente a escola pitagórica, o céu e a Terra eram
esféricos e os planetas giravam em torno da Terra em círculos, porém foi Eudoxo

3
quem introduziu o sistema de esferas gigantes e homocêntricas, ou seja, “as
estrelas, o Sol, a Lua e os cinco planetas suportados e transportados por um
conjunto de esferas, concêntricas à Terra, imóvel no meio do Universo” (Rosa,
2012, p. 158).

Figura 1 – Movimentos planetários

Crédito: Wastereley Lima.

A esse modelo, foi acrescentado um número de esferas por Aristóteles,


para explicar a desigualdade da marcha anual do Sol, as irregularidades dos
movimentos dos planetas e as mudanças nos brilhos dos planetas. A partir
desses esforços e das descobertas de Apolônio sobre o epiciclo, o deferente e

4
o excêntrico movente, Ptolomeu formula um modelo para o Universo por meio
de sua obra clássica denominada Almagesto. De acordo com esse modelo,

cada planeta percorria um círculo (epiciclo) cujo centro, por sua vez,
descreveria, em torno da Terra, outro círculo (deferente), cujo centro
era o centro do Mundo. Do ponto de vista do observador na Terra, o
planeta iria exibir um movimento retrógrado e sua distância até a Terra
também iria variar, explicando a mudança na luminosidade aparente
do planeta. Assim, ao combinar o movimento dos dois círculos, é
possível descrever as peculiaridades dos movimentos dos corpos
celestes, ou, em outras palavras, salvar as aparências. (Rosa, 2012, p.
160)

Essa obra foi de fundamental importância para se estabelecer o sistema


geocêntrico, que atendia às concepções e aos modelos de toda astronomia
grega, além de estar alicerçada na geometria euclidiana. No entanto, vale
destacar o pioneirismo de Aristarco de Samos, no século III a.C., ao propor um
modelo no qual o centro do Universo era o Sol e não a Terra, que, inclusive,
possui um movimento em torno do Sol e não era o centro do Universo.
O tratado matemático e astronômico de Ptolomeu foi a principal referência
da astronomia por mais de quatorze séculos, ou seja, 1400 anos, e, somente no
século XVI, o modelo geocêntrico foi abalado pela teoria heliocêntrica de Nicolau
Copérnico. Esse modelo heliocêntrico foi apresentado por Copérnico em 1543,
por meio da obra De Revolutionibus Orbium Coelestium, e representou a ruptura
da cosmovisão aristotélica e ptolomaica ao tirar a Terra do centro do universo e
colocar o Sol em seu lugar. Essa mudança radical contribuiu com o
desmoronamento da física aristotélica, juntamente com o geocentrismo, e, ao
mesmo tempo, abriu espaço ao desenvolvimento de novas ideias e formas de
explicar os fenômenos celestes e terrestres. Com isso, a obra de Copérnico cria
uma nova astronomia, e outros físicos (filósofos naturalistas) começam promover
essas mudanças, como Galileu, por meio da lei da queda dos corpos; Huygens,
com o esclarecimento da força centrífuga; e Newton, com a formulação da
gravitação universal e a criação da mecânica celeste (Rosa, 2012, p. 419).

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Figura 2 – Modelo heliocêntrico de Copérnico

Crédito: Yaruna/Shutterstock.

TEMA 2 – O BIG BANG

O Universo compreende tudo que existe aqui na Terra, no Sistema Solar,


na Via Láctea e numa infinidade de outras galáxias, nas nebulosas, nas
constelações, nos buracos negros e em tudo mais que possa existir, sempre foi
uma grande incógnita para os pensadores e curiosos, como nós. Essa
curiosidade e desconhecimento do Universo está mais bem registrada a partir
dos filósofos gregos, mas certamente foi e é algo indagado e questionado por
todos os povos e civilizações da História Humana. A infinidade de objetos
astronômicos também reflete a sua imensidão e grandiosidade, portanto, para
pensar no tamanho do Universo, é preciso fazer um exercício que extrapole as
dimensões da nossa realidade terrena, ou seja, precisamos pensar em
distâncias longínquas. Por exemplo, em nosso Sistema Solar, temos o Sol, que
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está a 8 minuto-luz da Terra, mas a próxima estrela, Próxima Centauri, encontra-
se a 4,2 ano-luz, e a nossa galáxia possui um diâmetro de 100.000 ano-luz.
Dentre inúmeras perguntas que podemos fazer, talvez a mais intrigante
seja a seguinte: o Universo teve um começo? Terá um fim? Caso tenha sido
criado, quando isso se deu e como ocorreu? Algumas teorias foram elaboras
pelos cientistas, mas a teoria mais aceita é a do Big Bang, que foi elaborada
inicialmente em 1927 pelo padre belga e cosmólogo Lamaitre, mas aprimorada
pelo físico ucraniano George Gamow, em 1948. O modelo iniciado por Lamaitre
estabelece que, em determinado momento, houve uma grande explosão a partir
de um átomo primordial quente e muito denso, e, a partir daí, deu-se a expansão
e formação das estruturas que compõem o Universo, conforme é mostrado na
figura a seguir.

Figura 3 – Big Bang

Crédito: Andrea Danti/Shutterstock

De acordo com a teoria, o Big Bang não foi uma explosão, mas uma
expansão a partir de um ponto, denominado singularidade, com densidade e
temperaturas muitíssimas altas, e em determinado momento, por causas ainda
não conhecidas. No entanto, Edward P. Tryon propôs, em 1973, “que o Big Bang

7
ocorreu por uma flutuação quântica no vácuo” (Nature, 1973, p. 246, 296 citado
por Kepler; Saraiva, 2017, p. 506).
A etapa seguinte a esse evento cósmico foi um abrupto e exponencial
crescimento, de forma a aumentar o seu tamanho em cerca de 90 vezes,
chamado de período inflacionário, tornando-se menos quente e menos denso.
Ao fim da etapa inflacionária, o Universo continuou a crescer e formar a matéria,
principalmente átomos de hidrogênio, hélio e os seus isótopos; após esse
período de cerca de 375 mil anos, um padrão de luz pós-brilho foi desencadeado,
inclusive detectado atualmente como radiação cósmica de fundo.
Na sequência, houve um longo período misterioso de 400 milhões de
anos, chamado de idade das trevas, a partir do qual iniciou-se a formação das
primeiras estrelas e galáxias. Já o nosso Sistema Solar formou-se após,
aproximadamente, 9 bilhões de anos, isto é, cerca de 4,7 bilhões de anos atrás,
formado a partir de nuvens de gás gigantes, nebulosas, que colapsaram, dando
início ao processo de formação dos planetas. Finalmente, na figura acima, tem-
se a etapa de expansão acelerada do Universo que faz com as galáxias se
afastem uma das outras a uma velocidade proporcional às distâncias que as
separam.
Essas conclusões são frutos de muitas pesquisas realizadas desde o
início do século XX, cuja personagem principal é a teoria da relatividade geral de
Albert Einstein, publicada em 1915. As soluções da equação da relatividade geral
e as implicações dessas soluções produzem modelações do Universo, cujas
análises especificam algumas condições estruturais e conjecturas futuras sobre
a dinâmica e a existência do Universo. Basicamente, as implicações da
existência da teoria do Big Bang ou Modelo Cosmológico Padrão se baseiam em
três pilares: a expansão cósmica, a radiação cósmica de fundo e a
nucleossíntese primordial (Herdeiro, 2006, p. 23).
O primeiro pilar foi constatado, dentre outros, pelo astrônomo americano
Edwin Hubble, em 1929, por meio de uma pesquisa sobre o desvio para o
vermelho (redshift) da radiação recebida das galáxias observadas, medindo suas
distâncias. Com base nos resultados obtidos, Hubble concluiu que as galáxias
se afastam continuamente com velocidades proporcionais à sua distância –
conhecida como lei de Hubble.
O segundo pilar diz respeito à radiação cósmica de fundo, denominada de
radiação primordial, que surgiu nos primórdios da criação do universo. Essa

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previsão foi resultado de um estudo quantitativo realizado em 1948 e liderado
pelo físico George Gamow, da Universidade de George Washington, nos EUA.
Segundo os pesquisadores, deverá existir ainda hoje rastros dessa radiação
primordial em todo o Universo, denominada radiação cósmica de fundo, e,
devido ao equilíbrio térmico alcançado, essa radiação deverá encontrar-se entre
5 e 40 K (Herdeiro, 2006, p. 24). Essa previsão foi confirmada em 1965 pelos
físicos Arno Penzias e Roberto Wilsom, dos Laboratórios Bell, sendo, portanto,
a assinatura de Big Bang quente ou fotografia do Universo no início de sua
formação; e, por essa descoberta, os pesquisadores desse laboratório ganharam
o Prêmio Nobel de Física em 1978.
Finalmente, o terceiro pilar diz respeito à nucleossíntese primordial, isto
é, a grande abundância de hélio existente no universo não pode ser resultado,
unicamente, das fusões que ocorrem no interior das estrelas – considerando o
tempo 13,7 bilhões de anos, as estrelas do universo só podem ter produzido
cerca de 2% dessa quantidade de hélio existente no universo, ou seja, somente
a nucleossíntese primordial pode explicar a sua abundância. Vale destacar,
ainda, que os elementos químicos com números atômicos superior a quatro
foram formados nas estrelas, após a primeira geração de estrelas morrerem,
para surgir elementos como o carbono, o oxigênio e os demais elementos
químicos.
Porém, ainda considerando as conjecturas sobre as soluções da equação
da relatividade de Einstein, o futuro do universo ainda está em aberto, havendo,
basicamente, duas opções: ou o Universo expandirá para sempre (modelo
aberto) ou sua expansão parará e haverá um novo colapso ao estado denso
(modelo fechado), denominado de Big Crunch.

TEMA 3 – A FORMAÇÃO DA TERRA

Como vimos anteriormente, o Big Bang ocorreu cerca de 13,7 bilhões de


anos, e, nessa ocasião, houve a formação de toda a matéria e radiação
existente, dando origem ao universo. Após cerca de 9,1 bilhões de anos, a
formação do Sistema Solar e, portanto, da Terra foi concluída, mas as
transformações não pararam por aí, seja no seu interior ou em sua superfície. O
Sistema Solar, vide figura a seguir, além do Sol, tem oito planetas com suas luas,

9
alguns com anéis, asteroides, cometas e os planetas anões, porém a massa
associada a esse sistema é praticamente do Sol, com 99,85% dessa massa.

Figura 4 – Sistema Solar

Crédito: D1min/Shutterstock
A hipótese que sustenta a formação do Sistema Solar foi elaborada,
inicialmente, em 1755, pelo filósofo Immanuel Kant, por meio do intitulado
História natural e teoria geral do céu: ensaio sobre a constituição e origem
mecânica do Universo, tratado de acordo com os princípios de Newton, e,
depois, pelo matemático francês Pierre-Simon Laplace (na obra Exposição do
sistema de mundo), ao considerar que todos os planetas, praticamente, giram
em torno do Sol, em um mesmo plano, na mesma direção, e desenvolvem
movimentos de rotação em torno de si mesmo com o mesmo sentido, exceto
Vênus. A partir dessas considerações, conclui que o Sol e os planetas só
poderiam ter sido formados a partir de uma mesma grande nuvem de partícula
em rotação. De acordo com essa hipótese, essa nuvem de gás interestelar foi
denominada de nebulosa solar, que colapsou por meio da força gravitacional e
da rotação acelerada, devido à conservação do momentum angular – vide figura
a seguir. A nebulosa de Kant e Laplace corroborou para as contribuições
modernas a partir da hipótese da nebulosa solar desenvolvida pelo físico alemão
Carl Friedrich Freiherr von Weizacker. De acordo com Weizacker,

Após o colapso da nuvem, ela começou as esfriar; apenas o proto-sol,


no centro, manteve sua temperatura. O resfriamento acarretou a
condensação rápida do material, o que deu origem aos planetesimais,
agregado de material com tamanho da ordem de quilômetros de

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diâmetro, cuja composição dependia da distância ao Sol: regiões mais
externas tinham temperaturas mais baixas, e mesmo os materiais
voláteis tinham condições de se condensar, ao passo que, nas regiões
mais internas e quentes, as substâncias voláteis foram perdidas. Os
planetesimais, a seguir, cresceram por acreção do material para dar
origem a objetos maiores, os núcleos planetários. Na parte externa do
sistema solar, onde o material condensado da nebulosa continha
silicatos e gelos, esses núcleos cresceram até atingir massas de ordem
de dez vezes a massa da Terra, ficando tão grandes a ponto de
poderem atrair o gás a seu redor e então cresceram mais ainda por
acreção de grande quantidade de hidrogênio e hélio da nebulosa solar.
Deram origem, assim, aos planetas jovianos. Na parte interna, onde
apenas os silicatos estavam presentes, os núcleos planetários não
puderam crescer muito, dando origem aos planetas terrestres. (Oliveira
Filho; Saraiva, 2017, p. 109).

Portanto, os planetas terrestres são do tipo da Terra, sendo: Mercúrio,


Vênus, Terra e Marte; já os jovianos são do tipo de Júpiter e compreendem os
planetas mais distantes: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
O processo de formação da Terra gerou o tempo geológico, elaborado a
partir de pesquisas científicas e com o apoio de métodos de datação absoluta,
criando, dessa forma, uma linha do tempo para toda a história terrestre, tomando
como referências a formação das rochas e os respectivos fósseis. Esse tempo é
formado por uma escala dividida em quatro unidades principais, de acordo com
a dimensão temporal: éons, eras, períodos e épocas. As eras, por sua vez, são
caracterizadas pelo modo como os continentes e os oceanos se distribuíam e
como os seres vivos nela se encontravam; já os períodos é a unidade
fundamental da escala do tempo geológico – vide a figura a seguir (Branco, 2016,
[S.d.]).

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Tabela 1 – Escala do Tempo Geológico

ÉONS ERAS PERÍODOS

Quaternário

Cenozoico
Neogeno

Paleogeno

Cretáceo

Fanerozoico Mesozoico
Jurássico

Triássico

Permiano

Carbonífero

Devoniano
Paleozoico
Siluriano

Ordoviciano

Cambriano

Ediacarano

Neoproterozoico
Criogeniano

Toniano

Steniano

Proterozoico Mesoproterozoico
Ectasiano

Calymmiano

Statheriano

Paleoproterozoico
Orosiriano

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Rhyaciano

Sideriano

Neoarqueano

Mesoarqueano
Arqueano
Paleoarqueano

Eoarqueano

Hadeano

Fonte: Elaborado com base em Branco, 2016.

A Terra possui a forma de um elipsoide, esfera achatada nos polos, não


homogêneo composto por três camadas de composição e propriedades
diferentes: a crosta, o manto e núcleo. Estudos sísmicos demonstraram que
essas camadas possuem variações e, portanto, são subdivididas em crosta
terrestre, manto superior, manto inferior, núcleo externo e núcleo interno,
conforme mostra a figura abaixo. A sua idade, aproximadamente, de 4,5 bilhões
de anos foi o tempo geológico necessário para a formação dos sistemas
terrestres, que garante o funcionamento dos componentes do planeta Terra em
sua superfície, a saber: a litosfera, a atmosfera e a hidrosfera.

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Figura 5 – Camadas da Terra

Crédito: Elias Aleixo.

A litosfera, localizada acima do manto, é formada por rochas e minerais


que corresponde à camada mais fria e espessa da Terra, por uma superfície
composta por água – cerca de 70% da superfície da Terra, com 97% de águas
oceânicas e 3% de água doce – e pela camada gasosa denominada atmosfera,
cuja composição básica é oxigênio e nitrogênio. A partir desses elementos que
compõem os sistemas terrestres e possibilitam a existências dos seres vivos,
tem-se a biosfera, representada na ilustração a seguir.

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Figura 6 – Biosfera

Crédito: Wasteresley Lima.

TEMA 4 – A ORIGEM DA VIDA

O planeta Terra originou-se há cerca de 4,6 bilhões de anos, e a sua


evolução é explicada por meio das eras geológicas que estratificam a sua
evolução e possibilitam traçar uma idade absoluta em milhões de anos. Essa
idade pode ser divindade em escalas geológicas – tempo geológico, cuja divisão
corresponde a quatro unidades principais de tempo: éons, eras, períodos e
épocas.
Os éons, maior divisão da escala geológica, são divididos em hadeano,
arqueno, proterozoico e fanerozoico. Os três primeiros éons são denominados
de pré-cambriano – unidade de tempo geológico em que se deu uma explosão
de vida na Terra. O éon mais antigo dessa escala – hadeano – diz respeito ao
intervalo de tempo entre a origem da Terra (4,6 Ga) e registro das primeiras
evidências de vida, cerca de 3,8 Ga. De acordo com os estudos realizados sobre
15
a formação da Terra, esse período geológico está relacionado com o
acrescimento do nosso planeta primitivo, por meio do vulcanismo e do intenso
bombardeamento de meteoritos durante a formação do sistema solar.
O éon arqueno corresponde a um intervalo de tempo de 3,8 Ga a 2,5 Ga,
ao qual a condensação do vapor d’água forma os primeiros oceanos, com o
resfriamento do planeta que, juntamente com o calor, possibilitou a ocorrência
das primeiras reações químicas que dariam origem à vida. No entanto, as
evidências científicas de vida desse éon são raríssimas. Por exemplo, tem-se as
identificações de restos de compostos orgânicos e raros microfósseis,
interpretados como de origem bacteriana a partir de estudos de isótopos em
rochas com cerca de 3,8 Ga de idade (Teixeira, [S.d.], p. 257). Já no éon
proterozoico, compreendido entre 2,5 Ga e 543 Ma, a vida predominante foi das
algas (cianobactérias), e a suas evidências são confirmadas pelos registros
geológicos nas rochas encontradas na Austrália, denominados estromatólitos de
Apex, conforme mostra a figura a seguir. Finalmente, o éon fanerozoico
corresponde aos 543 Ma e é bem conhecido pela sua explosão da vida biológica,
em que os seres vivos se tornaram multicelulares e conquistaram os oceanos e
continentes. Essa abundância de vida foi tomando a forma de esqueletos,
adquirindo membros e se espalhando pela Terra, seja nos polos gelados, nos
trópicos e, inclusive, nos desertos mais áridos, possibilitando muitas evidências
científicas do seu surgimento.

16
Figura 7 – Escala Geocronológica

Crédito: alinabel/Shutterstock.

O éon fanerozoico está dividido em três eras – paleozoica, mesozoica e


cenozoica – e os respectivos períodos e épocas, para o caso da era cenozoica
(vide figura a seguir).

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Figura 8 – Períodos e eras

Crédito: Wasteresley Lima.

Na era paleozoica, 543 Ma a 248 Ma, ocorre a chamada “explosão


cambriana”, provavelmente devido ao aumento do nível de oxigênio na
atmosfera produzido pelo surgimento das florestas, cujos fósseis foram
encontrados em espessas camadas de carvão na América do Norte e nas ilhas

18
do oceano Ártico (Teixeira, [S.d.], p. 259). Nessa era, surgiram também os
insetos, e, no final do período permiano, dá-se “uma extinção em massa que
quase pôs fim à vida das florestas e da fauna terrestre e amarinha.”, [...] podendo
estar ligada ao aumento de erupções vulcânicas, a problemas de circulação de
correntes marinhas com consequentes alterações climáticas globais ou mesmo
devido ao impacto de um grande asteroide com a Terra.” (Teixeira, [S.d.], p. 259).
Na era mesozoica, 248 Ma a 65 Ma, a vida se recupera da crise
paleozoica, e, no grande continente Pangeia, surgem os dinossauros,
pterossauros, répteis aquáticos, peixes e os primeiros mamíferos e plantas.
Também nessa era, ocorrem duas grandes extinções, dentre elas as dos
dinossauros, provavelmente causada por um grande impacto de um corpo
celeste – em 1991, geofísicos localizaram, na península de Yucatan (México),
uma cratera de 170 km de diâmetro e com idade de 65 Ma, sendo o provável
local do choque do corpo celeste (Teixeira, [S.d.], p. 259). Foi na era cenozoica,
há 65 Ma, que os continentes passaram a tomar a forma parecida com a atual,
e, na época do holoceno, há 6 Ma, aparece a linhagem que resultará no homem
moderno: os primeiros hominídeos, como o Homo Sapiensi, há cerca de 200 mil
anos, e depois as espécies modernas, conforme ilustra a figura mostrada acima.

TEMA 5 – ESTAMOS SÓ NO UNIVERSO?

Estamos sozinhos no Universo? Embora o conhecimento da ciência e o


desenvolvimento tecnológico esteja no seu estágio mais avançado,
possibilitando entender melhor as condições necessárias para a existência de
vida na Terra e perceber as configurações necessárias à vida em outros
sistemas planetários, ainda não temos uma resposta para essa pergunta. O que
sabemos é que, onde pudemos chegar fora da Terra, sinais de vida ainda não
foram encontrados, porém muitos cientistas estão empenhados em pesquisas e
projetos em busca de uma resposta positiva. É o caso do projeto Search for
Extraterrestrial Intelligence – SETI (Busca por Inteligência Extraterrestre), que
tem por objetivo a busca constante por sinais de vidas inteligentes no espaço por
meio de sinais de rádio de baixa frequência, por exemplo. De acordo com esse
projeto, o SETI é um esforço para detectar evidências de civilizações
tecnológicas que possam existir em outras partes do Universo, particularmente
em nossa galáxia. De acordo com o site, há vários projetos em andamento com

19
a finalidade de encontrar sinais inteligentes, entre os quais destacam-se:
Óptico/LaserSETI, GNU Radio and SETI, Procurando ET com Shelley Wright, A
missão Tess: uma busca por ET etc.
A procura por sinais de vida em outros planetas, ou seja, em exoplanetas,
não se restringe à vida inteligente, mas diz respeito também à forma mais
simples de vida, como bactérias. Portanto, a busca de vida em exoplanetas deve
ser baseada em formas de vida que conhecemos aqui na Terra, e uma das
principais substâncias que constituem essas vidas é a água. Logo, interessa à
ciência saber sobre a existência de água em outros planetas, pois a água está
presente, praticamente, em toda forma de vida terrestre. Ao se detectar a água
em exoplanetas, os cientistas devem se voltar para uma busca de bioassinaturas
na atmosfera ou ambientes geográficos dos exoplanetas, com o objetivo de
encontrar pistas da presença ou não de vida.
De acordo com pesquisas sobre o Sistema Solar, podem existir bactérias
vivendo na atmosfera agressiva e inóspita de Vênus ou, hipoteticamente, em
Europa, uma das luas de Júpiter, na qual existe um oceano subterrâneo enorme
ou até em Titãs, uma das luas de Saturno, que possui corpos líquidos estáveis
em sua superfície – vide figura a seguir. Portanto, parece-nos provável encontrar
vida em locais fora da Terra e acreditamos estar próximo dessa grandiosa
descoberta para a humanidade, porém, no que diz respeito à vida inteligente,
parece ser uma questão ainda improvável de se responder positivamente.

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Figura 9 – Titãs

Crédito: JG Swanepoel/Shutterstock

Sobre a possibilidade de estarmos sozinhos no Universo, três


pesquisadores desenvolveram um estudo intitulado “Dissipar o Paradoxo de
Fermi”, por meio de um modelo matemático, e concluíram que é mais provável
que estejamos sozinhos no Universo. De acordo com os três autores – Anders
Sandberg, pesquisador do Instituto Futuro da Humanidade da Universidade de
Oxford; o engenheiro Eric Drexler, que popularizou o conceito de
nanotecnologia; e Tod Ord, professor de Filosofia no mesmo instituto –, a
pesquisa analisa uma das bases matemáticas do paradoxo de Fermi1, ou seja,
a equação de Drake, desenvolvida pelo astrônomo Frank Drake na década de
1960 (BBC, 2018). Essa equação foi desenvolvida para estimar o número de
civilizações detectáveis na Via Láctea, porém Sandberg fez revisões da equação
com distribuições mais realistas, concluindo que “há uma probabilidade de 39%
a 85% de que os seres humanos estejam sozinhos no Universo” (BBC, 2018).
Em um artigo do professor de astronomia David Kipping, da Universidade
de Columbia nos EUA, publicado no jornal científico Proceeding of the National

1
O paradoxo de Fermi diz respeito a uma indagação feita pelo físico italiano Enrico Fermi (1901-
1954) enquanto debatia à mesa com colegas, no ano de 1950. O paradoxo trata da discrepância
entre a grande probabilidade de existir vida em outros planetas (em virtude do enorme número
de planetas no Universo) e o fato de que jamais fomos capazes de detectar qualquer sinal de
vida fora da Terra. Disponível em: <[Link]
[Link]>. Acesso em: 4 jul. 2022.
21
Academy of Sciences (PNAS), foi calculado, por meio de uma ferramenta
matemática (Análise Bayesiana) e de pressupostos, a probabilidade de a vida
surgir novamente na Terra, se pudéssemos ‘voltar o relógio’ e a evolução no
planeta ocorresse novamente (Rigues, 2020). De acordo com Kipping, há
chance de que, em algum lugar exista pelo menos uma terra gêmea em que a
vida poderia surgir em condições similares à nossa (Rigues, 2020). Para chegar
a essa conclusão, foram analisadas quatro hipóteses: 1) A vida é comum e a
inteligência se desenvolve frequentemente; 2) A vida é rara, mas frequentemente
desenvolve inteligência; 3) A vida é comum, e raramente desenvolve inteligência;
e 4) A vida é rara, e raramente desenvolve inteligência. Após a realização das
análises, Kipping percebeu que a probabilidade de a vida ser comum é nove
vezes maior se comparada à raridade dela, ou seja, “chegamos à profunda
conclusão de que, muito provavelmente, a vida é comum”, conforme afirma no
vídeo The Odds of Life and Intelligence, disponível no YouTube2 (Rigues, 2020).
Continuando, afirmou que, “se pudéssemos repetir a história da Terra, o
surgimento da inteligência é algo de certa forma improvável. [E] Minha aposta é
que a vida é comum, mas a vida inteligente deve ser rara” (Rigues, 2020).
Outro aspecto que devemos levar em conta na busca de vidas inteligentes
é o nível de desenvolvimento científico e tecnológico que uma civilização
alienígena poderá ter. Para isso, o astrônomo soviético Nikolai Kardashev
propôs que o status de uma cultura depende, principalmente, da energia e
tecnologia que consegue produzir e manipular, ou seja, quanto mais energia
produzir, mais tecnologicamente avançada a sociedade seria (Gnipper, 2021).
Essa escala, originalmente, possuía três níveis, mas foi ampliada pelos cientistas
para considerar onde civilizações hipotéticas se encaixam, a saber:

• Tipo 0: civilização incapaz de aproveitar toda a energia de seu planeta3;


• Tipo I: civilização capaz de aproveitar toda a energia de seu planeta;
• Tipo II: civilização capaz de aproveitar toda a energia de sua estrela4;

2
THE Odds of Life and Intelligence. Cool Worlds, 18 mai. 2020. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 4 jul. 2022.
3
Na verdade, para sermos mais precisos, podemos dizer que a humanidade estaria no nível 0,7,
porque ainda não sabemos usar totalmente todos os recursos energéticos proporcionados por
nosso planeta. Mas, calma, não precisa se sentir mal: a boa notícia é que, segundo o físico
teórico Michio Kaku, faltam “apenas” de um a dois séculos para chegarmos ao Tipo I. Disponível
em: <[Link] Acesso em: 4
jul. 2022.
4
Uma forma de fazer isso seria com a construção da Esfera de Dyson, conceito proposto em
1960 pelo físico e matemático Freeman Dyson. Basicamente, ele sugeria que civilizações
22
• Tipo III: civilização capaz de aproveitar toda a energia de sua galáxia5;
• Tipo IV: civilização capaz de aproveitar toda a energia do universo6;
• Tipo V: civilização capaz de aproveitar toda a energia de universos
múltiplos7.

avançadas construíssem uma estrutura ao redor de uma estrela para coletar energia dela. Até o
momento, isso é impossível de fazer com os recursos dos quais dispomos. (Gnipper, 2021).
5
Algo cerca de 10 bilhões de vezes acima do que uma civilização do Tipo II conseguiria produzir).
Esta sociedade hipotética já teria colonizado sua galáxia, extraído energia de centenas de bilhões
de estrelas, já poderia viajar pelo espaço interestelar e teria até ocupado centenas de planetas.
(Gnipper, 2021).
6
Seria uma cultura intergaláctica capaz de viajar espaço afora, que poderia controlar a energia
de um bilhão de estrelas e até usar a energia de todo universo. (Gnipper, 2021).
7
Seria tão avançada que já teria ido além do universo da qual se originou. Esta sociedade já
seria capaz de migrar entre multiversos com formas variadas de matéria, física e espaço-tempo.
Portanto, ela seria o lar de seres de habilidades inimagináveis, com recursos tão avançados que
seriam incompreensíveis para nós. (Gnipper, 2021).
23
REFERÊNCIAS

BBC. Estamos sozinhos no Universo? Três acadêmicos de Oxford concluem


que provavelmente sim. 1 jul. 2018. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 4 jul. 2022.

BRANCO, P. de M. Breve História da Terra. Serviço Geológico do Brasil. CPRM,


3 dez. 2016. Disponível em: <[Link]
Divulga/Canal-Escola/[Link]>. Acesso em: 4 jul.
2022.

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n. 59, 2007.

GNIPPER, P. O que é a Escala de Kardashev e onde nos encaixamos nela?


Canal Tech, 12 dez. 2021. Disponível em: <[Link]
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MUNDO EDUCAÇÃO. Paradoxo de Fermi. Disponível em:


<[Link] Acesso em:
4 jul. 2022.

OLIVEIRA FILHO, K. de S.; SARAIVA, M. de F. O. Astronomia e astrofísica. 4.


Ed. São Paulo: Livraria da Física, 2017

RIGUES, R. Cientista calcula as chances de que a vida seja comum no universo.


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ROCHA, J. F. M. et al. Origens e evolução das ideias da física. Salvador:


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científico. 2. ed. Brasília: FUNAG, 2012.

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